Liturgia Diária 22/Jan/14

LEITURA DIÁRIA DA PALAVRA – 22/Jan/2014 (quarta-feira)
– CURA DO HOMEM COM A MÃO ATROFIADA
Mc 3,1-6 (cura do homem com a mão atrofiada)
– 1ª Leitura: 1Sm 17, 32-33. 
37. 40-51
– Salmo: Sl 143 (144), 1. 2. 9-10 (R. 1a)
– Evangelho: Mc 3, 1-6

LEITURAS:

Leitura retirada do Primeiro Livro de Samuel (1Sm 17, 32-33. 37. 40-51): Davi e Golias – Davi se apresenta para aceitar o desafio

Leitura do Primeiro Livro de Samuel.

Naqueles dias, 32 Davi foi conduzido a Saul e lhe disse: “Ninguém desanime por causa desse filisteu! Eu, teu servo, lutarei contra ele”. 33 Mas Saul ponderou: “Não poderás enfrentar esse filisteu, pois tu és só ainda um jovem, e ele é um homem de guerra desde a sua mocidade”. 37 Davi respondeu: “O Senhor me livrou das garras do leão e das garras do urso. Ele me salvará também das mãos deste filisteu”. Então Saul disse a Davi: “Vai, e que o Senhor esteja contigo”. 40 Em seguida, tomou o seu cajado, escolheu no regato cinco pedras bem lisas e colocou-as no seu alforje de pastor, que lhe servia de bolsa para guardar pedras. Depois, com a sua funda na mão, avançou contra o filisteu. 41 Este, que se vinha aproximando mais e mais, precedido do seu escudeiro, 42 quando pode ver bem Davi desprezou-o, porque era muito jovem, ruivo e de bela aparência. 43 E lhe disse: “Sou por acaso um cão, para vires a mim com um cajado?” E o filisteu amaldiçoou Davi em nome de seus deuses. 44 E acrescentou: “Vem, e eu darei a tua carne às aves do céu e aos animais da terra!” 45 Davi respondeu: “Tu vens a mim com espada, lança e escudo; eu, porém, vou a ti em nome do Senhor Todo-poderoso, o Deus dos exércitos de Israel que tu insultaste! 46 Hoje mesmo, o Senhor te entregará em minhas mãos, e te abaterei e te cortarei a cabeça, e darei o teu cadáver e os cadáveres do exército dos filisteus às aves do céu e aos animais da terra, para que toda a terra saiba que há um Deus em Israel. 47 E toda este multidão de homens conhecerá que não é pela espada nem pela lança que o Senhor concede a vitória; porque o Senhor é o árbitro da guerra, e ele vos entregará em nossas mãos”. 48 Logo que o filisteu avançou e marchou em direção a Davi, este saiu das linhas de formação e correu ao encontro do filisteu. 49 Davi meteu, então, a mão no alforje, apanhou uma pedra e arremessou-a com a funda, atingindo o filisteu na fronte com tanta força, que a pedra se encravou na sua testa e o gigante tombou com o rosto em terra. 50 E assim Davi venceu o filisteu, ferindo-o de morte com uma funda e uma pedra. E, como não tinha espada na mão, 51 correu para o filisteu, chegou junto dele, arrancou-lhe a espada da bainha e acabou de matá-lo, cortando-lhe a cabeça. Vendo morto o seu guerreiro mais valente, os filisteus fugiram.

— Palavra do Senhor.

— Graças a Deus.

Salmo retirado do Livro dos Salmos (Sl 143 (144), 1. 2. 9-10 (R. 1a)): Hino para a guerra e a vitória

— 1a Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— 1a Bendito seja o Senhor, meu rochedo!

— Bendito seja o Senhor, meu rochedo, † / que adestrou minhas mãos para a luta, / e os meus dedos treinou para a guerra!

— Ele é meu amor, meu refúgio, / libertador, fortaleza e abrigo; / É meu escudo: é nele que espero, / ele submete as nações a meus pés.

— Um canto novo, meu Deus, vou cantar-vos, / nas dez cordas da harpa louvar-vos, / 10 a vós que dais a vitória aos reis / e salvais vosso servo Davi.

Leitura retirada do Livro do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos (Mc 3, 1-6): Cura do homem com a mão atrofiada

— O Senhor esteja convosco.

— Ele está no meio de nós.

— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.

— Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4 E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração. E disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo.

— Palavra da Salvação.

— Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE:

… Oração Inicial… (querer)

A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.

– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparo-me para a leitura, rezando o Salmo 117:

Deus é o nosso aliado.

Louvem ao Senhor, nações todas, e o glorifiquem todos os povos!

Pois o seu amor por nós é firme, e sua fidelidade é para sempre! Aleluia!

… Eu sou o CAMINHO… (ler…)

O que o texto diz para mim, hoje?

O que mais me toca o coração?

Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo a Palavra na minha vida, recordando os bispos da América Latina e Caribe que disseram: “Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: “Amem-se uns aos outros, como eu os amei” (Jo 15, 12).” (DA 138).

Aí está o resumo de toda a Lei.

Tenho esta convicção e vivo desta forma?

… a VERDADE… (refletir e meditar…)

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto: Mc 3, 1-6, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.

Mais uma vez, na sinagoga, aparece a questão do sábado, ou seja, a Lei e o bem da pessoa.

O bem ou o mal?

Salvar ou deixar morrer?

Jesus mostra que o que dá sentido à lei é a misericórdia e o amor. Por isso, ele cura o homem que tinha a mão aleijada.

… e a VIDA… (orar…)

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Rezo com o bem-aventurado Alberione:

Jesus Mestre, faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo, testemunhas vivas do teu Evangelho.

Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos, guardaremos tua Palavra, meditando-a no coração.

Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir…)

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não é conforme a Lei do amor.

BÊNÇÃO

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES:

(6) – JESUS REVELA A FACE DE DEUS

Trata-se da última disputa nessa seção denominada de “controvérsias galileanas”.

Uma vez mais, o objeto da controvérsia é o descanso sabático. Os opositores de Jesus estão sempre à espreita com intuito de pegá-lo e eliminá-lo (cf. 3, 1-6). Efetivamente, a compreensão e a prática da Lei por parte de Jesus são tão desconcertantes que, para uma mentalidade da estrita observância da Lei, só há a certeza de que o outro está “fora da lei” e blasfema. Para um homem de fé, instruído na Lei, a alternativa vida ou morte não é sequer razoável (cf. Mc 3, 4); ela contradiz a Lei cuja finalidade última é preservar o dom da vida e da liberdade. O silêncio dos opositores de Jesus diante da pergunta leva o narrador do evangelho a concluir que a resistência deles se devia à esclerocardia (= “dureza de coração” – v. 5). Esse fechamento extremo impede de reconhecer o tempo messiânico (cf. Is 35, 3ss). O autor do evangelho antecipa o motivo da condenação e morte de Jesus (cf. Mc 3, 6). Essa antecipação fez com que muitos comentaristas considerassem o evangelho de Marcos como um grande relato da paixão e morte do Senhor.

(8) – FAZER O BEM É SEMPRE PERMITIDO

Jesus sabia-se livre para fazer o bem, mesmo atropelando as tradições religiosas de seu tempo. Sua liberdade, entretanto, podia ser mal entendida e tomada como uma forma irresponsável de chocar a sensibilidade religiosa alheia. Ou, então, como uma espécie de anarquismo, onde regras e normas são tranquilamente atropeladas.

Uma consciência profunda de ser servidor do Reino de Deus movia a ação de Jesus. Enquanto servo, ele se colocava à disposição do Pai, cuja vontade estava sempre pronto para cumprir. O desígnio do Pai era que o Reino acontecesse de maneira efetiva na vida das pessoas, resgatando-as de tudo quanto pudesse mantê-las cativas. A doença é uma forma de limitação da força vital concedida a cada ser humano. Libertar-se dela é sinal de resgate do dom original de Deus. Por isso, quando se tratava de recuperar a saúde de alguém, Jesus passava por cima de todas as convenções religiosas.

A pressão sofrida por parte dos fariseus não intimidava Jesus. Ele não curava às escondidas, nem se preocupava de saber se estava agradando ou não a seus críticos. Um homem foi curado no meio da sinagoga repleta, num dia de sábado. Era inadmissível para Jesus vê-lo com sua deficiência física e se omitir. Embora atraísse o ódio de muitos sobre si, escolheu o caminho da fidelidade ao Pai, restituindo ao homem o pleno uso de sua mão.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, tua liberdade para servir ao Pai e ao Reino são uma referência para mim. Que também eu seja livre para fazer sempre o bem ao meu próximo.

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA

[Jesus] perguntou-lhes: “é permitido no sábado fazer bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer? Mas eles nada disseram”. (Mc 3, 5).

Este Evangelho traz a cura do homem de mão seca num dia de sábado em plena sinagoga. Aqui Jesus era a figura da bondade de Deus, do Deus que ama Seu Povo. E os judeus ali presentes tinham ido à sinagoga para espionar Jesus.

Eles eram a figura da maldade de religiosos falsos no meio do Povo de Deus.

Observemos a atitude de Jesus: Ele entra na sinagoga em dia de sábado. Estava cumprindo a Lei; era o dia de oração e Ele cumpria a vontade de Deus. Ele não sabia que um homem de mão seca ia entrar também na sinagoga naquele dia. Aquele homem estava ali, levando com sua oração a Deus seu sofrimento por muitos anos. É ele o centro da atenção de Jesus, que no sábado queria fazer o bem, e não omitir um socorro àquele pobre homem.

Observemos a atitude dos judeus: eles foram à sinagoga aparentemente para rezar. Sabiam que Jesus também ia, mas foram para observá-lo, cheios de preconceitos e ódio, porque Jesus já os tinha reprovado muitas vezes. Eles procuravam um meio de se livrar daquele inimigo.

Jesus sabia com quem estava tratando, e lhes perguntou:

“É permitido no sábado fazer bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?”. Mas eles nada disseram. (Mc 3, 5).

Observemos os judeus novamente: … eles nada disseram. (Mc 3, 5).

Nada disseram, mas pensaram com ódio: “vamos matar este profeta incômodo”.

São Marcos conseguiu descrever esta cena em que os contrastes entre Jesus e os judeus ficaram gritantes. Isto nos choca ainda hoje. Vemos como é um absurdo saber o que é o bem, mas preferir fazer o mal.

Conhecemos estórias parecidas hoje em dia, em nossa vida, em nossa comunidade, em nossa sociedade.

Aprendamos do Evangelho de hoje a ficar do lado de Deus e de Jesus Cristo.

E peçamos a Deus que nos ensine os seus caminhos. Viveremos sem falsidade, pensando e dizendo honestamente o que é reto aos olhos de Deus, porque nosso modelo é Jesus.

(11) – É PERMITIDO FAZER O BEM OU O MAL AO SÁBADO?

Nos encontramos aqui com um grande dilema: qual é a religião verdadeira?

Qual é a pratica religiosa que é fiel e que agrada a Deus?

É importante resolver essa questão, já que somente a resolução disso nos permitirá viver uma experiência cristã em maior fidelidade a Jesus e ao Reino que ele instalou e pregou.

Para um autêntico seguidor de Jesus, toda história, todos os dias, todas as realidades são espações e tempos propícios para a salvação. Deus não pode ser atado às irracionalidades de uma experiência religiosa. Não esqueçamos que Deus sempre tem mais imaginação que nós e que a religião.

Jesus rompe com um esquema absurdo de religião que não levava em conta a vida das pessoas. Ao mesmo tempo, coloca as bases e o fundamento da religião verdadeira: a que devolve vida ao ser humano, a que o dignifica e a que o torna filho verdadeiro de Deus com plenos direitos, também com deveres.

Revisemos nossa prática religiosa. Detectemos o que fazemos e praticamos que contradiz a alegre novidade do Reino que Jesus nos deu. É urgente fazer essa revisão.

(11) – É PERMITIDO NO SÁBADO FAZER O BEM OU FAZER O MAL?

Este Evangelho narra a cura do homem que tinha a mão seca. Jesus entrou na sinagoga e viu o doente lá no canto da sinagoga. Como era sábado, alguns observavam para ver se ele ia curar o homem no sábado, pois, segundo a tradição deles, era proibido.

Jesus falou para o homem: “Levanta-te e fica aqui no meio”. Em seguida perguntou ao povo: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?”

A lei do descanso sabático foi criada para beneficiar o povo. Portanto, no sábado é permitido fazer o bem e curar uma pessoa doente! Entretanto, devido a essa cura, já tramaram a morte de Jesus.

O nosso saudoso Papa João Paulo II, na preparação para o jubileu do ano 2000, apresentou esta frase de Jesus: “Levanta-te e fica aqui no meio”, como a nossa missão do terceiro milênio.

Jesus chamou o homem para o espaço central da sinagoga porque ele estava na beira da parede, separado do povo, humilhado, pois sua doença era considerada castigo de Deus. Jesus fez um gesto de inclusão, ao contrário do que a sociedade atual faz: exclusões de diversos tipos e pelos mais diversos motivos.

Em vários outros momentos, Jesus procurou incluir quem estava excluído: no encontro com a samaritana, com a mulher adúltera, com Zaqueu, com o cego de Jericó…

Olhando os 2013 anos de presença da Santa Igreja no mundo, e os 513 anos no Brasil, vemos que ela fez muitos gestos de inclusão. Basta olhar as Santas Casas do Brasil que foram criadas pela Igreja, o trabalho dos vicentinos, das pastorais sociais, todo o trabalho missionário e de evangelização que tira o povo da marginalização religiosa…

Mas ainda existem entre nós, infelizmente, muitas exclusões: desemprego e subemprego, prostituição, hospitais cheios de leitos vazios, esperando os ricos, enquanto o povo do bairro não tem atendimento médico…

Queremos pedir perdão a Deus, e continuar fazendo o mesmo convite de Jesus: “Levanta-te e fica aqui no meio”, mesmo que soframos ameaças como ele sofreu.

Assim nós vamos atender ao apelo do Papa João Paulo II, já que temos a graça de viver no terceiro milênio: venha para o centro da vida, saia da margem da sociedade, vença a exclusão!

Queremos fazer virar verdade as palavras do Profeta Isaías: “Não haverá mais crianças que vivam apenas alguns dias, nem velhos que morram antes dos cem anos. Construirão casas, e nelas habitarão. Plantarão vinhas, e colherão seus frutos. Ninguém vai construir para outro morar, nem plantar para outro comer. E todos serão abençoados por Deus. O lobo e o cordeiro pastarão juntos, e o leão comerá capim junto com o boi” (Is 65, 20-25).

Se olharmos a História da Igreja, veremos que todos os santos e santas fizeram isso, incluíram os excluídos.

Jesus nos faz um apelo missionário. Ao chamar para o centro esse homem de mão ressequida, ele nos convida a participarmos da festa da inclusão. É sempre assim: quando alguém procura incluir uma pessoa marginalizada, esse seu gesto se torna um convite a todos os marginalizadores a se converterem, passando a incluir as pessoas na sociedade, em vez de excluí-las. O certo é colocar a pessoa em primeiro lugar, a vida acima dos bens materiais e das leis, como fez Jesus em relação à lei do sábado.

A nossa sociedade atual tem muitos valores, mas tem também malandragens terríveis. Por exemplo, o disfarce. Vale para ela o que disse o Profeta Jeremias: “Vós tratais com negligência as feridas do meu povo, e dizeis: ‘Está indo tudo bem’; quando, na verdade, está indo tudo mal” (Jr 6, 14). Como é importante as nossas Comunidades serem luz no meio dessa geração!

Certa vez, Frei Galvão estava pregando numa cidade, e um homem resolveu dar de presente para ele três frangos. Pegou os frangos no seu terreiro e os levou para a casa paroquial, onde o Frei Galvão estava hospedado.

Aconteceu que, ao entregá-los ao Frei, um dos frangos escapou. O homem instintivamente deu um xingo, dizendo: “Frango do diabo!” Correu, pegou o frango na rua e o trouxe. Mas Frei Galvão falou: “Eu só aceito estes dois. Este aí não, porque você o deu para o diabo”.

Imagine a lição que o homem levou, ele que havia falado aquilo sem nem perceber! Mas é o “bendito” costume de falar palavrões. Muita gente de vez em quando se esquece de que foi batizado.

Ser profeta é um dos trabalhos mais bonitos de inclusão, porque aproxima as pessoas de Deus, o qual nos faz felizes em qualquer situação em que estivermos. Frei Galvão foi profeta não só para aquele senhor, mas para todos os que viram a sua atitude.

E quando formos convidar alguém para o centro da vida, convidemos também Maria Santíssima, porque ela é a nossa mãe, a nossa rainha, a mais bela flor que o universo produziu.

É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal?

(11) – ESTENDE A MÃO

1 Samuel 17, 32-33.37.40-51 – “David e o Golias”

Não é pela espada nem pela lança que o Senhor nos concede a vitória, mas sim pelo nosso desvelo e dedicação em amá-Lo, servi-Lo e, principalmente, em confiar e estar em sintonia com Ele. A história de David e o Golias é um referencial para nós quando tivermos que enfrentar os gigantes do nosso dia a dia. Aos olhos de todos, inclusive de Saul, a juventude e inexperiência de David eram um empecilho para que ele pudesse vencer o tão temido Golias. Porém, Davi não confiava nele, mas sim no Deus que já o “livrara das garras do leão e do urso”. Por isso, ele estava firme de que seria salvo das mãos do filisteu, inimigo de Deus. Davi aproveitou o dom que tinha de lançar pedras e acertar na presa e fez a sua parte: “escolheu no regato cinco pedras bem lisas e colocou-a no seu alforje de pastor”, daí então, seguiu confiante, pois sabia que o Senhor estava com ele. David venceu o Golias com uma única pedra; na luta contra as dificuldades, tempestades e dificuldades da nossa vida, nós precisamos somente nos apossar das pedrinhas que o Senhor põe em nossas mãos. As nossas cinco pedrinhas são escolhidas por nós para as usarmos como armas de Deus no combate da vida. Cada um de nós pode procurar e selecionar as vivências que mais agradam ao Senhor para vivermos a batalha da fé: a nossa oração, a adoração, a meditação da Palavra, o serviço do reino, a Eucaristia, a oração do terço. Também serão pedrinhas a nosso favor as nossas ações, as nossas palavras, os nossos pensamentos, intenções, bons sentimentos, os nossos dons. O perdão, o diálogo, a compreensão, a aceitação, a renúncia. A confiança, a esperança, a convicção, a firmeza de propósitos são também armas que o Senhor nos concede para enfrentarmos o “inimigo”. Todos estes lembretes podem ser no momento preciso, uma pedra certeira que se encrava na testa dos Golias, que a cada momento tentam nos dominar. O Senhor, que muitas vezes já nos salvou das garras do leão e do urso, salvar-nos-á sempre que confiantes, pedirmos em oração que Ele seja “o árbitro da guerra da nossa vida”.

– Você tem medo de enfrentar os Golias que o (a) perseguem?

– Como você costuma enfrentar os gigantes que aparecem na sua frente?

– Quais são as cinco pedrinhas que você tem mais usado para enfrentá-los?

Salmo 143 – “Bendito seja o Senhor, meu rochedo!”

É o Senhor Deus Todo Poderoso quem adestra as nossas mãos para a luta da vida e, ao mesmo tempo nos protege das investidas do inimigo. O Senhor nos exercita quando nos capacita com o poder do Seu Espírito Santo e nos concede a vitória. Por isso, o nosso espírito se rejubila e a nossa alma canta um canto novo de vitória. Assim também nós podemos nos sentir como um rei ou uma rainha que vive a serviço do reino do céu aqui na terra.

Evangelho – Marcos 3, 1-6 – “Estende a mão”

Aos fariseus e partidários de Herodes só interessava observar as ações de Jesus a fim de apanhá-Lo em algum deslize em relação à Lei Judaica. No entanto, para Jesus que não pelas acusações dos chefes judaicos, o mais importante era salvar a vida daquele homem e tirá-lo da escravidão do pecado, pois essa era a missão que recebera do Pai. Para nós o homem da mão seca representa a situação de alguém que está no meio da multidão, porém se sente incomodado e envergonhado procurando esconder-se porque não se acha digno de estar no mesmo lugar que os outros. É também o estado de espírito de quem está marcado pelo pecado, pelo erro, e por isso, se oculta para que não vejam nele a sua maldição. Pode ser também uma pessoa que ninguém dá mais crédito e que ninguém quer se aproximar porque acha ser perda de tempo. Foi justamente a este homem que Jesus se dirigiu, embora soubesse que os fariseus o espreitavam para acusá-Lo de burlar a lei. Os fariseus representam os homens e mulheres que procuram sempre “algum impedimento” para que o amor não prevaleça nas ações humanas e sim, a lei, o convencional e o que já foi formalizado como tradição. Muitas vezes, nós, pelas conveniências da vida, também deixamos “morrer” alguém que precisava de tão pouco para sobreviver. Apenas uma palavra de coragem, um incentivo, uma ajuda; “Levanta-te e fica aqui no meio!” Quantas pessoas precisam sair do anonimato, do desalento, do complexo de inferioridade e nós nem percebemos que elas estão presentes no meio de nós, tão silenciosas e camufladas! Neste Evangelho Jesus nos deu o exemplo para que nós, agora, quando chegarmos na “sinagoga”, isto é, na Igreja, na Comunidade, no nosso Grupo de Oração, possamos também, olhar ao nosso redor em busca daqueles que têm a “mão seca” e se escondem com vergonha de mostrar o seu defeito. Em outras vezes, somos nós os que nos refugiamos sob uma capa e não reconhecemos as nossas deficiências, por isso, não conseguimos cura e continuamos como o homem da mão seca, perdidos no meio da multidão. Cada um de nós tem em si alguma coisa do que se envergonhar, no entanto, Jesus deseja nos colocar no centro, bem à vista de todos e nos manda estender a mão, a fim de que a nossa “mão seca”, seja vista e aceita pelos outros e assim nós sejamos curados (as) e libertados (as) dos complexo e dos traumas que nos deixam defeituosos.

– Você também se esconde na multidão para não deixar que percebam a “sua mão seca”?

– Você costuma discriminar alguém e deixá-la de lado por causa da sua vida errante?

– Você reconhece que é enfermo (a) e que precisa de aceitação e de cura?

– Faça isso hoje: apresente-se a Jesus, ponha-se no centro da sala e admita as suas dificuldades e as suas limitações.

– Peça a Ele que o (a) cure!

(11) – O QUE SERIA A NOSSA “MÃO SECA”?

A nossa cura e libertação são questões primordiais para o Plano que o Pai traçou a fim de que tenhamos uma vida digna de filhos e filhas. Por isso, nesta passagem do Evangelho nós distinguimos um Jesus desafiador, que não se dobrava diante dos acordos nem dos juízos dos homens quando queria fazer o bem, mesmo que fosse em “dia de sábado”. Nós todos também temos uma “mão seca”. Há sempre algo em nós que precisa do olhar de Jesus, da sua atenção e do seu incentivo. Hoje, também, Jesus desafia o mundo a fim de nos curar. O que antes era a mão seca daquele homem é, hoje, a nossa cegueira espiritual, é a nossa falta de caridade com o próximo, é a nossa impotência diante do pecado, é a nossa indiferença, egoísmo, o medo, indecisão, incredulidade, enfim, tudo o que nos faz defeituosos (as), tudo o que enfeia a nossa alma e, consequentemente, distorce as nossas boas ações. “Estende a mão”, disse Jesus àquele homem. É esta também a ordem que Ele nos dá: apresenta o teu defeito, revela a tua dificuldade, abre a tua boca, confessa o teu pecado e eu te curarei e te libertarei. No entanto, para que sejamos curados (as), precisamos reconhecer que temos defeitos e que precisamos de cura e de libertação. Muitas vezes, queremos fugir de nós mesmos e nos refugiamos sob uma capa protetora para não reconhecermos as nossas deficiências. Talvez seja por isso que não conseguimos cura e continuamos, como aquele homem da mão seca, perdidos no meio da multidão e preocupados com o que poderão dizer de nós quando souberem das nossas limitações. Jesus hoje deseja nos colocar no centro, como seus colaboradores e servos, mas curados e apascentados pelo Seu Amor.

– Faça isso: Apresente-se hoje a Jesus, ponha-se no centro da sala e admita as suas dificuldades e as suas limitações.

Ele quer curá-lo (a)!

O que seria o dia de sábado para você?

Será que existe algum dia em que não nos é permitido fazer o bem?

(11) – A CURA DO HOMEM COM A MÃO SECA

Jesus entra no templo e logo percebe um irmão excluído pela sociedade por causa de um defeito que tinha em uma das mãos. Sentado no chão, com vergonha por ser um dos últimos dos seres humanos naquela sociedade excludente, e com pena de si mesmo, o pobre homem tentava se conformar com a cruz que tinha de carregar, como o faz muitos irmãos que hoje perambulam pelas ruas de nossas cidades, pobres criaturas mal vestidas e mal cheirosas, dependentes da nossa caridade para matar a fome e a sede.

Era dia de sábado, e segundo a lei não era permitido fazer absolutamente nada.

Estavam presentes os lideres judaicos, escribas e fariseus, que se julgavam os puros observadores da lei de Israel, estavam como sempre a observar se Jesus faria algum milagre no dia do descanso segundo a Lei. Eles não disseram nada. Somente estavam observando, mas Jesus percebeu os seus pensamentos e sem nenhum temor, pede ao aleijado que se levante. Todos de olhos nos dois, principalmente os escribas e fariseus. E Jesus então pergunta aos presentes, especialmente aos seus adversários:

“Eu pergunto a vocês: o que é que a nossa Lei diz sobre o sábado? O que é permitido fazer nesse dia: o bem ou o mal? Salvar alguém da morte ou deixar morrer?”

Em seguida, Jesus cura, aquele homem libertando-o daquele defeito que o marginalizava, que o humilhava.

Os líderes judaicos, furiosos, trocam entre si opiniões, sobre como eliminar Jesus, que segundo eles, estava desrespeitando a Lei.

Ao contestar a observância religiosa do repouso sabático, imposta pela Lei de Israel, Jesus mostra que o mais importante, é salvar a vida, é fazer o bem, e não observar cegamente um preceito religioso simplesmente por observar. Este foi um dos quatro gestos de Jesus em que Ele agride a ordem legal defendida pelos mandatários locais. Jesus não se intimida e, ostensivamente, toma a iniciativa provocadora de passar por cima daquele preceito religioso e libertar aquele pobre homem do seu motivo de humilhação social. Enquanto que os seus oponentes, que se julgavam tão santos, tramam a morte de Jesus.

Nós também não devemos nos intimidar diante das injustiças, diante das coisas erradas que nos cercam. Vizinhos que nos incomodam, e outros abusos que são frutos do egoísmo das pessoas que só pensam em satisfazer os seus intentos e desejos sem se incomodar se estão prejudicando os demais. Precisamos ter a coragem de reclamar, de enfrentar tais abusos, porém sem ofender os abusados.
Poderemos ser crucificados, retaliados. Por isso, peçamos a proteção de Deus.

(11) – JESUS E O SÁBADO

A observância da lei do sábado era a maior instituição do judaísmo, e para isso tinham sido criadas leis extremamente rígidas e pormenorizadas, que proibiam qualquer atividade que se assemelhasse a um trabalho. Por exemplo, os especialistas interpretavam o gesto de debulhar espigas de trigo como colheita e, portanto, como violação do repouso sabático (6, 1-2; Êxodo 34, 21). Jesus responde à acusação dos adversários recorrendo a um exemplo tirado da Escritura (1 Samuel 21, 1-6): fugindo do rei Saul, Davi e seus homens entraram no santuário e comeram os pães oferecidos a Deus (os doze pães, renovados a cada sábado, e que só os sacerdotes do santuário podiam comer – veja Levítico 24, 5-9). Esse precedente celebrado na própria Escritura, diz Jesus, mostra que a lei positiva está subordinada ao bem do homem, e que a necessidade de sobreviver está acima de qualquer lei.

É a segunda vez que Jesus se arroga um direito: o Filho do homem, que tem poder para perdoar pecados (5, 24), também é “o senhor do sábado” (6, 5). Em outras palavras, Jesus está introduzindo uma nova ordem humano-religiosa, onde as instituições, estruturas, leis e costumes devem estar sempre a serviço do homem, podendo ser abolidos e cair para segundo plano em qualquer circunstância em que uma necessidade urgente o exigir.

“Sábado” provém do hebraico “Shabath”, que significa “repouso, cessão”. Assim, o sábado bíblico nada mais é que um dia de descanso observado a cada sete dias. Ele na Bíblia se prende ao ritmo sagrado da semana, que se encerra com um dia de repouso e de culto a Deus (cf. Os 2, 13; 2Rs 4, 23; Is 1, 13; Ex 20, 8; 23, 12; 34, 21). O sábado deveria ser observado por diversas razões: por questões humanitárias (cf. Ex 23, 12; Dt 5, 12-14), por ser sinal de distinção com relação aos outros povos (cf. Ez 20, 12. 30; Ex 31, 13-17), por ser um dia que não poderia ser profanado pelo trabalho (Ez 22, 8) e por ser legislação sacerdotal, já que Deus teria descansado no 7º dia (cf. Gn 1, 1-2. 4a; Ex 30, 8-11; 31, 17). O sábado era um dia festivo (cf. Os 2, 13; Is 1, 13), no qual não podia haver compras, vendas ou trabalhos no campo (cf. Am 8, 5; Ex 34, 21). Era também proibido acender fogo (Ex 35, 3), recolher lenha (Nm 15, 32) e preparar alimentos (Ex 16, 23). Até mesmo a guarda do palácio era reduzida (2Rs 11, 5-9) … Os fiéis iam ao santuário (Is 1, 12s), após uma convocação santa (Lv 23, 3), ofereciam sacrifícios (Nm 28, 9-10) e renovavam o pão da proposição (Lv 24, 8; 1Cr 9, 32) ou simplesmente aguardavam a visita de um profeta (2Rs 4, 23). Após o exílio babilônico, a observância do sábado foi radicalizada: Neemias agiu com energia para garanti-lo (Ne 13, 15-22), as viagens foram proibidas (Is 58, 13) assim como o transporte de cargas (Jr 17, 19-27). Na época macabeia, a observância era tão cega que muitos se deixaram matar sem oferecer resistência (1Mc 2, 37-38; 2Mc 6, 11-12; 15, 1-2). Finalmente, na época de Jesus, os fariseus elaboraram verdadeira “casuística” quanto ao sábado: 39 tipos de trabalho eram proibidos (entre eles colher espigas [Mt 12, 2], carregar fardos [Jo 5, 10], etc.). Os médicos somente podiam atender os doentes em perigo iminente de morte (motivo pelo qual se opuseram a Jesus, que curava aos sábados – cf. Mt 12, 9-13; Mc 3, 1-5; Lc 6, 6-10; 13, 10-17; 14, 1-6; Jo 5, 1-16; 9, 14-16) … os essênios chegaram ao absurdo
de proibirem a defecação no sábado!

Já no Novo Testamento, os discípulos observaram o sábado para pregar o evangelho nas sinagogas (At 13, 14; 16, 13; 17, 2; 18, 4) logo se deram conta que a Nova Lei havia superado a Antiga. São Paulo sempre lutou contra a infiltração de ideias judaizantes, sobretudo quando escreve “que ninguém vos critique por questões de alimentos ou bebidas ou de festas, luas novas e sábados. Tudo isto não é mais do que a sombra do que devia vir. A realidade é Cristo.” (Cl 2, 16-17; v. tb. 2Cor 5, 17). Os cristãos, então, passaram a realizar seus cultos no dia seguinte ao sábado, isto é, no domingo, dia em que o Senhor Jesus ressuscitou (aliás “domingo” vem de “domini dies”, isto é, “Dia do Senhor”). Diversas são as provas bíblicas da observância do domingo: Jo 20, 22-23. 26; At 2, 2; At 20, 7-16; 1Cor 16, 1-2; Ap 1, 10. Repare-se bem que esse era o dia em que os cristãos se reuniam! Dessa forma, a perspectiva cristã sempre enxergou o antigo sábado dos judeus como uma figura, da mesma forma que outras instituições do AT.

“Pelo repouso do sábado os israelitas comemoravam o repouso (figurado) de Deus após haver criado o mundo e o homem. Ora, com a ressurreição de Cristo, a primeira criação tornou-se prenúncio e figura da segunda criação ou da nova criação do gênero humano que se deu quando Cristo venceu a morte e apareceu como novo Adão. Era justo, portanto, ou mesmo necessário, que os cristãos passassem a observar, como Dia do Senhor ou como sétimo dia e dia de repouso (sábado), o dia da ressurreição de Cristo” (d. Estevão Bettencourt, “Diálogo Ecumênico, p. 250). A própria carta aos Hebreus acentua a índole figurativa do sábado, afirmando que o repouso do sétimo dia era apenas uma imagem do verdadeiro repouso que fluiremos na presença de Deus (cf. Hb 4, 3-11).

E você cristão católico, ainda tem dúvida do porquê deves observar os domingos e festas de guarda?

Finalmente Cristo se autodeclarou como “Senhor do Sábado” (tendo, portanto, poder sobre ele); Jesus ressuscitou num domingo; o Espírito Santo veio sobre a Igreja num domingo; os apóstolos se reuniam aos domingos; os cristãos antes do Período Constantiniano (séc. IV) se reuniam aos domingos; os cristão pós-Constantinianos também se reuniam aos domingos; todos os cristãos atuais (católicos, ortodoxos e protestantes – com exceção dos adventistas e batistas do 7º dia) ainda observam o domingo…

Como duvidar que o domingo não foi instituído divinamente?

Temos todos os testemunhos que precisávamos: Bíblia, Tradição e Magistério; temos a palavra final: Domingo é o Dia do Senhor!

Faço minhas as palavras do Pe. Arthur Betti: “Vale mais um domingo, dia em que Cristo ressuscitou, do que todos os sábados sem ressurreição, sem a verdadeira libertação”! Que a vitória de Cristo sobre o sábado e a morte seja também a minha e a tua sobre o pecado e consequentemente sobre a morte para que com Cristo ressuscitemos eternamente!

Pai, torna-me sensato na prática das exigências religiosas, para eu buscar, em primeiro lugar, o que realmente é do teu agrado e está a serviço da vida, cuja fonte és Tu.

(12) – REFLEXÃO

A vivência legalista e proibitiva da religião é uma das maiores manifestações da dureza de coração que pode acontecer na vida das pessoas. Quando isso acontece, as pessoas não são capazes de descobrir os valores que devem marcar o nosso relacionamento entre nós mesmos e entre nós e o próprio Deus, e a religião acaba por se tornar um mero cumprimento de obrigações e de ritos, numa verdadeira bruxaria. Esta forma de religião acaba por ter como um dos seus principais fundamentos a relação de poder, o autoritarismo e a estratificação social a partir da fé das pessoas. É por isso que as autoridades do tempo de Jesus procuram descobrir a maneira como haveriam de matá-lo.

(16) – EM DIA DE SÁBADO, O QUE É PERMITIDO: FAZER O BEM OU FAZER O MAL, SALVAR UMA VIDA OU MATAR?

Hoje, Jesus ensina-nos que há de obrar o bem o tempo todo: não há um tempo para fazer o bem e outro para descuidar o amor aos demais. O amor que vem de Deus conduz-nos à Lei suprema que deixou-nos Jesus no novo mandamento: “Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei”. Jesus não derroga nem critica a Lei de Moisés, já que Ele mesmo cumpre seus preceitos e acode à sinagoga o sábado; o que Jesus critica é a interpretação estreita da Lei que fizeram os mestres e os fariseus, uma interpretação que deixa pouco lugar à misericórdia.

Jesus Cristo veio proclamar o Evangelho da salvação, mas seus adversários, longe de deixar-se persuadir, procuram pretextos contra Ele; “Outra vez, Jesus entrou na sinagoga, e lá estava um homem com a mão seca. Eles observavam se o curaria num dia de sábado, a fim de acusá-lo” (Mc 3, 1). Ao mesmo tempo que vemos a ação da graça, constatamos a dureza do coração de uns homens orgulhosos que acreditam ter a verdade do seu lado.

Experimentaram alegria os fariseus ao ver aquele pobre homem com a saúde restabelecida?

Não, pelo contrário, obcecaram-se ainda mais, até o ponto de fazer acordos com o herodianos — seus inimigos naturais — para ver perder a Jesus, curiosa aliança!

Com sua ação, Jesus libera também o sábado das cadeias com as que o tinham amarrado os mestres da Lei e os fariseus e, lhe restituem seu verdadeiro sentido: dia de comunhão entre Deus e o homem, dia de liberação da escravidão, dia da salvação das forças do mal. Santo Agostinho disse: “Quem tem a consciência em paz, está tranquilo e, essa mesma tranquilidade é o sábado do coração”. Em Jesus Cristo, o sábado abre-se já o dom do domingo

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

II SEMANA DO TEMPO COMUM — (VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS:

– Monição Ambiental ou Comentário Inicial

Jesus liberta as pessoas de seus males individuais e também daquelas estruturas que causam males na sociedade. Muitos se acham diante de estruturas tão pesadas e gigantescas, que se sentem como o jovem Davi diante do gigante Golias. É então que a força de Deus surpreende. A eucaristia é a nossa força diante do mundo e de suas maquinações que são frutos da dureza de coração. Por causa da dureza de coração, capaz de irritar e entristecer o próprio Deus, o sistema, que produz a situação injusta, tenta eliminar qualquer alternativa que contrarie seus interesses.

– Canto e Procissão de Entrada

– Antífona da entrada

Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65, 4)

– Saudação ao Altar e ao Povo Reunido

– Ato Penitencial

– Senhor, Tende Piedade

– Glória a Deus nas Alturas

– Oração do Dia ou Oração da Coleta

Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA:

– Monição para a(s) Leitura(s)

Deus nos fala. A história de Davi, vencendo Golias, indica que só em nome de Deus se pode vencer as forças do mundo e dos poderes dominantes. O medo faz os problemas parecerem gigantes, maiores do que são. O problema-gigante, que irrita, entristece e insulta Deus, é a dureza de coração e a hipocrisia legalista.

– Silêncio

– Proclamação da 1ª Leitura

– Silêncio

– Proclamação do Salmo

– Silêncio

– Proclamação da 2ª Leitura

– Monição ou Antífona do Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Jesus pregava a Boa nova, o Reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo. (Mt 4, 23).

– Canto de Aclamação

– Proclamação do Evangelho

– Homilia ou Pregação

– Profissão de Fé

– Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA / PREPARAÇÃO DAS OFERENDAS:

– Canto e Procissão das Oferendas

– Apresentação do Pão e do Vinho

– Presidente Lava as Mãos

– Orai, Irmãos!

– Oração sobre as Oferendas

Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar constantemente da eucaristia, pois, todas as vezes que celebramos este sacrifício, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

LITURGIA EUCARÍSTICA / ORAÇÃO EUCARÍSTICA OU ANÁFORA:

– Prefácio e “Santo”

– Invocação do Espírito Santo

– Narrativa da Ceia

– Consagração do Pão e do Vinho

– “Eis o Mistério da Fé!”

– Lembra Morte e Ressurreição de Jesus

– Orações pela Igreja

– Louvor Final (Por Cristo…)

LITURGIA EUCARÍSTICA / RITO DA COMUNHÃO:

– Pai-Nosso (Oração do Senhor) e Oração seguinte

– Rito da Paz ou Saudação da Paz

– Fração do Pão

– Cordeiro de Deus

– Felizes os Convidados!

– Distribuição da Comunhão aos fiéis e Canto da Comunhão

– Silêncio Eucarístico ou Canto de Ação de Graças

– Antífona da Comunhão

Sabemos que Deus nos ama e cremos no seu amor (1Jo 4, 16).

– Oração depois da Comunhão

Penetrai-nos, ó Deus, com o vosso Espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor os que alimentais com o mesmo pão. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

– Comunicados e Convites

– Saudação e Bênção Final

– Despedida (Ide em Paz!)

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

REFLITA:

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

 

Fontes de Orientações e Pesquisas:

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(5) – Portal Editora Santuário;

(6) – Portal Editora Paulinas;

(7) – Portal e Blog Canção Nova;

(8) – Portal Dom Total;

(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(10) – Portal Evangelho Quotidiano;

(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(15) – Portal Fraternidade O Caminho;

(16) – Portal Evangeli.net;

(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(18) – Um Novo Caminho;

(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;

(20) – Portal de Catequese Católica;

(21) – Blog Homilia Dominical;

(22) – Portal NPD Brasil;

(23) – Portal Canção Nova: Música;

(24) – Portal Editora Paulus;

(25) – Portal Católica Net;

(26) – Portal Católico Orante;

(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;

(28) – Portal Comunidade Resgate;

(29) – Portal Católico na Net.

MINHA MENSAGEM PESSOAL PARA MIM MESMO.

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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