Liturgia Diária 24/Jan/14


LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA

24/Jan/2014 (sexta-feira)

 

Instituição dos Doze / Jesus escolhe os Doze

Mc 3, 13-19 (a escolha dos doze)

 

LEITURA: 1 Samuel 24, 3-21 (Davi poupa Saul na caverna)

 

Leitura do Primeiro Livro de Samuel.

Naqueles dias, 3 Saul tomou consigo três mil homens escolhidos em todo o Israel e saiu em busca de Davi e de seus homens, até os rochedos das cabras monteses. 4 E chegou aos currais de ovelhas que encontrou no caminho. Havia ali uma gruta, onde Saul entrou para satisfazer suas necessidades. Davi e seus homens achavam-se no fundo da gruta 5 e os homens de Davi disseram-lhe: “Este certamente é o dia do qual o Senhor te falou: ‘Eu te entregarei o teu inimigo, para que faças dele o que quiseres’. Então Davi aproximou-se de mansinho e cortou a ponta do manto de Saul. Mas logo o seu coração se encheu de remorsos por ter feito aquilo, 7 e disse aos seus homens: “Que o Senhor me livre de fazer uma coisa dessas ao ungido do Senhor, levantando a minha mão contra ele, o ungido do Senhor”. 8 Com essas palavras, Davi conteve os seus homens, e não permitiu que se lançassem sobre Saul. Este deixou a gruta e seguiu seu caminho. 9 Davi levantou-se a seguir, saiu da gruta e gritou atrás dele: “Senhor, meu rei!” Saul voltou-se e Davi inclinou-se até o chão e prostrou-se. 10 E disse a Saul: “Por que dás ouvidos às palavras dos que te dizem que Davi procura fazer-te mal? 11 Viste hoje com teus próprios olhos que o Senhor te entregou em minhas mãos, na gruta. Renunciando a matar-te! Poupei-te a vida, porque pensei: Não levantarei a mão contra o meu senhor, pois ele é o ungido do Senhor, 12 e meu pai. Presta atenção, e vê em minha mão a ponta do teu manto. Se eu cortei este pedaço do teu manto e não te matei, reconhece que não há maldade nem crime em mim, que não pequei contra ti. Tu, porém, andas procurando tirar-me a vida. 13 Que o Senhor seja nosso juiz e que ele me vingue de ti. Mas eu nunca levantarei a minha mão contra ti. 14 ‘Dos ímpios sairá a impiedade’, diz o antigo provérbio; por isso, a minha mão não te tocará. 15 A quem persegues tu, ó rei de Israel? A quem persegues? Um cão morto! E uma pulga! 16 Pois bem! O Senhor seja juiz e julgue entre mim e ti. Que ele examine e defenda a minha causa, e me livre das tuas mãos”. 17 Quando Davi terminou de falar, Saul lhe disse: “É esta a tua voz, ó meu filho Davi? E começou a clamar e a chorar. 18 Depois disse a Davi: “Tu és mais justo do que eu, porque me tens feito bem e eu só te tenho feito mal. 19 Hoje me revelaste a tua bondade para comigo, pois o Senhor me entregou em tuas mãos e não me mataste. 20 Qual é o homem que, encontrando o seu inimigo, o deixa ir embora tranquilamente? Que o Senhor te recompense pelo bem que hoje me fizeste. 21 Agora, eu sei com certeza que tu serás rei, e que terás em tua mão o reino de Israel”. Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

 

SALMO: Salmo 56, 2. 3-4. 6.11 (R. 2a)) (No meio de leões)

 

2a Piedade, Senhor, tende piedade.

— 2 Piedade, Senhor, piedade, / pois em vós se abriga a Minh’ alma! / De vossas asas, à sombra, me achego, / até que passe a tormenta, Senhor!

— 3 Lanço um grito ao Senhor Deus Altíssimo, / a este Deus que me dá todo o bem. / 4 Que me envie do céu sua ajuda / e confunda os meus opressores! / Deus me envie sua graça e verdade!

— 6 Elevai-vos, ó Deus, sobre os céus, / vossa glória refulja na terra! / 11 Vosso amor é mais alto que os céus, / mais que as nuvens a vossa verdade!

 

EVANGELHO: Marcos 3, 13-19(Instituição dos Doze / Jesus escolhe os Doze)

 

O Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós.

Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, 13 Jesus subiu ao monte e chamou os que ele quis. E foram até ele. 14 Então Jesus designou Doze, para que ficassem com ele e para enviá-los a pregar, 15 com autoridade para expulsar os demônios. 16 Designou, pois, os Doze: Simão, a quem deu o nome de Pedro; 17 Tiago e João, filhos de Zebedeu, aos quais deu o nome de Boanerges, que quer dizer “Filhos do trovão”; 18 André, Filipe, Bartolomeu, Mateus, Tomé, Tiago, filho de Alfeu, Tadeu, Simão, o cananeu, 19 e Judas Iscariotes, aquele que depois o traiu. Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

 

LEITURA ORANTE:

 

Oração Inicial (querer)

 

A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.

Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!

Preparo-me ao encontro com Deus mediante sua Palavra, rezando: Vem, Espírito Santo, nos nossos corações, e concede-nos, por intercessão de Maria, a graça de ler e reler as Escrituras. Concede-nos, Espírito Santo, a graça de reconhecer a obra de Deus atuante na História e a sua presença de misericórdia. Amém.

 

Eu sou o CAMINHO … (ler)

 

O que o texto diz para mim, hoje?

Sou livre para seguir Jesus?

Pelo batismo todo cristão é chamado a seguir Jesus de acordo com seu estado de vida. Os bispos, em Aparecida, falam deste chamado: ” A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão de toda sua pessoa ao saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10, 3). É um “sim” que compromete radicalmente a liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6). É uma resposta de amor a quem o amou primeiro “até o extremo” (cf. Jo 13, 1). A resposta do discípulo amadurece neste amor de Jesus: “Te seguirei por onde quer que vás” (Lc 9, 57). (DAp 136).

 

A VERDADE … (refletir e meditar)

 

O que diz o texto do dia?

Leio atentamente o texto: Mc 3, 13-19, e observo pessoas que Jesus chama e o que lhes recomenda.

Jesus não chamou para seu grupo os mais preparados do seu tempo, mas, os mais disponíveis. Há um provérbio popular que diz: “Deus não chamou os mais capacitados, mas capacitou os que chamou”. Chamou simples pescadores – Pedro, André, Tiago, João. Chamou o cobrador de impostos. Chamou gente simples. Não significa que discriminou. Apenas, significa que o coração mais simples está livre de muitas preocupações. Estes chamados recebem o mesmo poder de Jesus: anunciar o Reino, autoridade para expulsar os espíritos maus e curar todas as doenças, missão de libertar as pessoas de todos os males.

 

E a VIDA … (orar)

 

O que o texto me leva a dizer a Deus?

Senhor Jesus, eu creio que estou na tua presença e te adoro profundamente.

Ilumina a minha inteligência e fortifica a minha vontade, de modo que a minha vida seja, aos poucos, transformada pelo encontro contigo.

Liberta-me de tantas coisas que me oprimem, ensina-me a evitar a dispersão em muitos interesses superficiais; ajuda-me na busca contínua da tua vontade.

Espírito Santo, cria em mim um coração novo, capaz de amar todas as pessoas.

Que a minha oração seja sustentada pela intercessão de Maria, Mãe da Igreja e modelo de disponibilidade à voz de Deus. Amém.

 

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir)

 

Qual meu novo olhar a partir da Palavra?

“Somos chamados a encarnar o Evangelho no coração do mundo” (DGAE 2008-2009, no 21).

Como vou vivê-lo na missão?

Meu novo olhar me leva a viver a missão de apóstolo e missionário.

BÊNÇÃO

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.

– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.

– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.

– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

 

REFLEXÕES:

 

(6) – Discípulos são enviados

É o terceiro relato de vocação no evangelho segundo Marcos (1, 16-20; 2, 13-14).

Todos eles têm em comum o fato de que o chamado dos Doze é iniciativa de Jesus; são chamados, em primeiro lugar, para acompanharem (seguirem) Jesus e, em seguida, serem enviados por ele. A montanha, sem localização precisa, é, aqui, a “montanha de Deus” (cf. Ex 19, 1ss), lugar da revelação de Deus e de seus desígnios. “Doze” evoca as doze tribos de Israel. Com isso Jesus, constituindo os Doze como apóstolos, visa todo o povo escolhido por Deus; a missão dos apóstolos está relacionada com a vocação do povo eleito de Deus. Ao mesmo tempo, a eleição dos Doze aponta para a perspectiva do novo povo de Deus, constituído não pela descendência do sangue, mas pela adesão à pessoa de Jesus. Os Doze partilham da vida do seu Mestre e, para a sua missão, recebem dele o poder de expulsar demônios. Essa expressão “expulsar demônios” equivale a “farei de vós pescadores de homens” (Mc 1, 17). Efetivamente, é o mal que desfigura no ser humano a imagem de Deus e impede de acolher o Reino de Deus, já presente em Jesus, como dom; é o mal que impede o ser humano de ceder à atração de Deus. É ainda o mal que, enigmaticamente, habita o coração do homem feito à imagem e semelhança de Deus, escraviza o ser humano e o faz prisioneiro de suas próprias afeições desordenadas.

 

(8) – Os companheiros de Jesus

A escolha dos primeiros companheiros de Jesus foi feita a dedo. Foi chamado quem ele quis. De nada adiantava se oferecer, pedir para ser recebido como discípulo ou apresentar prerrogativas pessoais. Jesus sabia quem deveria tomar parte naquele grupinho mais chegado a ele.

A quantidade dos escolhidos tinha um valor simbólico. O número doze evocava as doze tribos do antigo Israel, libertado da escravidão do Egito. O grupinho de discípulo estava, pois, destinado a ser semente de um povo novo. E tomaria o lugar do Israel do passado, cujas funções na história já haviam se esgotado. Seu sucessor é o grupo formado por Jesus.

Os doze receberam como incumbência dar continuidade à dupla face da missão de Jesus. Eles seriam enviados para ser anunciadores da boa-nova do Reino, destinada a transformar a vida dos indivíduos. A pregação consistiria num chamado insistente à conversão, com seu componente de mudança de vida e de mentalidade. A pregação seria ratificada com a realização de gestos poderosos de expulsão dos demônios. A vitória sobre os demônios seria um sinal da eficácia do Reino no coração das pessoas.

A ação dos discípulos, desta forma, faria a ação de Jesus continuar a dar seus frutos na história. Esta é a tarefa de todo discípulo autêntico.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, tu me chamaste pelo nome para seguir-te. Ajuda-me a levar adiante a missão de proclamar o Reino e fazê-lo frutificar na vida das pessoas.

 

(9) – Boa Nova para cada dia

… e Judas Iscariotes, aquele que depois O traiu (Mc 3,19).

Neste Evangelho Jesus continua seu plano de evangelização, atendendo, desta vez, a uma necessidade para que tudo desse certo: entre seus fiéis discípulos Ele escolheu o grupo dos doze que seriam seus apóstolos.

Notemos que Jesus quis que seus apóstolos tivessem o mesmo poder que Ele tinha diante das dificuldades que a evangelização enfrentava. Jesus deu aos seus apóstolos o poder de fazer curas e expulsar demônios.

Notemos também como Jesus não escolhe só alguns sem mais.

Ele escolheu precisamente doze. Por quê?

É que Jesus tinha em mente a reconstituição do verdadeiro Israel de Deus, o Povo Eleito em suas doze tribos. Jesus vai instaurar uma nova realidade religiosa para o Povo Eleito. Quando Jesus ressuscitar e mandar os apóstolos a todo o mundo, o Novo Israel de Deus vai nascer, sendo que os apóstolos tomarão o lugar dos doze patriarcas antigos (Mt 19, 21).

Finalmente notemos: Jesus é realista. Entre os doze há um que o irá trair.

Jesus não sabia o futuro?

Como aceitou Judas, se sabia que o iria trair?

Jesus não era ignorante nem mal intencionado.

Se Ele aceitou Judas, foi para mostrar o futuro da Igreja em que a comunidade precisaria aprender a tratar com pessoas que preferiram obedecer ao demônio e não a Deus, mesmo fazendo parte da Igreja.

De fato, Jesus dirá um dia sobre Judas: Não vos escolhi, os doze? E um de vós é um demônio (Jo 6, 70).

Os demais apóstolos precisaram refletir sobre esta escolha de Jesus por Judas.

E entenderam muito bem: na comunidade nem todos os escolhidos são santos.

Se Deus permite que estejam no meio da Igreja, deste mal tira muitos bens.

Pensemos nestes bens. Eles existem de verdade. Não dizemos o ditado: Deus escreve direito por linhas tortas?

 

(10) – Estabeleceu estes Doze

O Senhor Jesus, a quem o Pai santificou e enviou ao mundo (Jo 10, 36), tornou todo o seu Corpo místico participante da unção do Espírito com que Ele mesmo tinha sido ungido (Mt 3, 16; Lc 4, 18; At 10, 38): nele, com efeito, todos os fiéis se tornam sacerdócio santo e real, oferecem vítimas a Deus por meio de Jesus Cristo, e anunciam as virtudes daquele que os chamou das trevas para a sua luz admirável (1Ped 2, 5. 9). Não há, portanto, nenhum membro que não tenha parte na missão de todo o corpo, mas cada um deve santificar Jesus no seu coração (1Pd 3,15), e dar testemunho de Jesus com espírito de profecia (Ap 19, 10).

O mesmo Senhor, porém, para que formassem um corpo, no qual “nem todos os membros têm a mesma função” (Rm 12, 4), constituiu, dentre os fiéis, alguns como ministros que, na sociedade dos crentes, possuíssem o sagrado poder da Ordem para oferecer o Sacrifício, perdoar os pecados e exercer oficialmente o ofício sacerdotal em nome de Cristo a favor dos homens. E assim, enviando os Apóstolos assim como Ele tinha sido enviado pelo Pai (Jo 20, 21), Cristo, através dos mesmos Apóstolos, tornou participantes da sua consagração e missão os sucessores deles, os Bispos, cujo cargo ministerial, em grau subordinado, foi confiado aos presbíteros, para que, constituídos na Ordem do presbiterado, fossem cooperadores da Ordem do episcopado para o desempenho perfeito da missão apostólica confiada por Cristo.

O ministério dos sacerdotes, enquanto unido à Ordem episcopal, participa da autoridade com que o próprio Cristo edifica, santifica e governa o seu corpo. Por isso, o sacerdócio dos presbíteros, supondo, é certo, os sacramentos da iniciação cristã, é, todavia, conferido mediante um sacramento especial, em virtude do qual os presbíteros ficam assinalados com um carácter particular e, dessa maneira, configurados a Cristo sacerdote, de tal modo que possam agir em nome de Cristo cabeça.

 

(11) – As nossas escolhas

1 Samuel 24, 3-21 – “prova de lealdade”

A atitude de fidelidade de Davi é para nós um exemplo a seguir todas as vezes que tivermos consciência da nossa eleição, da nossa escolha para alguma função, apesar de que alguém ainda não queira admitir o fato. Deus deu a David poder sobre Saul e entregou em suas mãos o destino do ex-rei de Israel dizendo: “Eu te entregarei o teu inimigo, para que faças dele o que quiseres”. David, porém, permaneceu fiel a Saul e não lhe fez mal algum, mas apenas, como prova da sua eleição, arrancou um pedaço do seu manto e o apresentou a ele a fim de provar a sua lealdade. Saul, finalmente acreditou e reconheceu que o Senhor entregara nas mãos do jovem Davi, o reino de Israel. Nós também não precisamos vencer quem é mal lhe fazendo mal, pois quando somos escolhidos (as) pelo Senhor para realizar alguma obra, naturalmente nós recebemos Dele o poder para derrotar a quem é instrumento do mal. Não precisamos nos rebelar contra as pessoas que ainda não nos aceitam, pois o Espírito Santo é quem age em nós e nelas também, é Ele quem nos convence. Se o Espírito do Senhor está conosco nada havemos de temer, mas somente confiar e agir sem precipitação. A Deus compete a vingança, por isso, nunca poderemos querer fazer justiça com as nossas próprias mãos, mesmo que sejamos perseguidos (as) pelos “reis” desse mundo. Saul foi mordido pelo bicho da inveja e do despeito, mas a lealdade de Davi fez com que ele abrisse os olhos para enxergar a sua insanidade.

– Como você se comporta quando é escolhido (a) para estar à frente de algum empreendimento que antes era dirigido por outro?

– Qual é a sua atitude quando você sabe que há alguém que não aceita o seu comando?

– Você tenta desmascará-lo?

– Você acha que tem fazer alguma coisa em represália ou procura conquistar esta pessoa?

Salmo 56 – “Piedade, Senhor, tende piedade!”

Quando nos sentirmos perseguidos, ao invés de querermos fazer justiça com as nossas mãos, nós precisamos dirigir súplicas Àquele que pode nos libertar. “Piedade, Senhor, tende piedade”! Esta é a nossa oração, pois a nossa alma precisa se abrigar à sombra da Misericórdia do Senhor, até que passe a tormenta que nos assola. Do céu é que vem a ajuda para vencermos os nossos opressores, pois de lá Deus nos envia a sua graça e só isto basta.

Evangelho – Marcos 3, 13-19 – “as nossas escolhas”

As escolhas do Senhor se dão naturalmente, sem grandes alardes, assim como fez Jesus quando chamou os doze. Jesus aproximou-se de cada um deles, conheceu a sua realidade, a sua história e chamou os que Ele quis. Jesus não fazia nada para impressionar nem provocar elogios, Ele tinha somente um objetivo: fazer a vontade do Pai para que não se perdesse ninguém. Ainda hoje as escolhas de Deus não têm lógica humana, mas o Seu chamado para nós é irrevogável! Ele vê o coração e faz as Suas escolhas dentro do que é justo e não de acordo com as nossas razões humanas, por isso, Ele escolhe pessoas que aos nossos olhos são incapazes, sem gabarito, despreparadas. Todavia sabemos que Ele capacita os que não têm capacidade e adestra os Seus escolhidos. No trabalho do reino vale mil vezes mais o que temos dentro do nosso coração do que a capacidade intelectual que possuímos. Se Jesus tivesse chamado muita gente, para agradar, ou para fazer justiça aos olhos do mundo, o trabalho do reino não teria sido eficaz. Portanto, Ele chamou aqueles que Ele quis para subir o monte com Ele. Nem todos poderiam subir. A metodologia de Jesus é muito simples e profunda, Ele chamou aqueles que poderiam ficar muito perto de si, gozando da sua intimidade, recebendo um ensinamento partilhado concretamente para que fosse frutuoso e depois eles pudessem lançar sementes em terra boa. Jesus sabia que na Sua Missão Ele teria que enfrentar dificuldades também com os Seus escolhidos. Sabia que estaria lidando com homens cheios de defeitos, mas mesmo assim não desistiu e foi com eles, até o fim. Esse é um valioso ensinamento para nós quando tivermos que fazer opções e usar critérios de escolha nos nossos empreendimentos. Precisamos examinar como é que estamos fazendo as nossas escolhas, principalmente entre as pessoas que caminham junto de nós; quais os critérios que nós usamos quando nos aproximamos de alguém para fazer parte do nosso círculo de amizade; se estamos fazendo algum cálculo racional ou se temos ideias formadas a respeito deles. As nossas amizades são consequência dos encontros da nossa vida por isso, precisamos também prestar atenção onde é que estamos encontrando os “nossos amigos”. Precisamos procurar descobrir com Jesus, na sua Palavra e em oração, qual é a vontade de Deus nas diversas circunstâncias da nossa vida, assim, também poderemos ir com os nossos escolhidos até o fim.

– Como é o seu critério quando tem que escolher alguém para uma missão específica?

– Você quer agradar alguém ou ser agradado na sua escolha?

– Você se revolta quando não é escolhido (a) para um lugar importante ou espera a hora de Deus para você?

– Como e aonde você tem encontrado “amigos”?

– Você é capaz de acolher no seu círculo de amizade aqueles (as) que aparentemente não têm nenhum brilho?

 

(11) – Seja o décimo terceiro Apóstolo

Jesus escolheu doze de seus discípulos para serem seus apóstolos conforme também nos narra Mateus 10, 1-4; 11, 1; 26, 20; e Lucas 6, 13-16) Após a morte e ressurreição de Jesus eles são onze até ser escolhido um substituto para Judas que o traiu e enforcou-se (Mateus 28, 16) No livro de Apocalipse Jesus confirma-os como sendo doze na revelação a João – “O muro da cidade tinha doze fundamentos, e neles estavam os nomes dos doze apóstolos do Cordeiro” (Apocalipse 21, 14). E para que não nos apresentasse somente uma quantidade de homens Jesus os denomina dizendo quem são e de onde são. Portanto, trata-se de pessoas bem conhecidas d’Ele.

Nesse trecho do Evangelho, Jesus escolhe alguns discípulos de sua confiança, que tinham interesse por Ele e pelas coisas que Ele dizia. Esses discípulos, conhecidos como apóstolos, foram os primeiros e os mais autorizados discípulos do Mestre Jesus em passar adiante os ensinamentos dele.

Tradição que começou com os discípulos que viram o mestre Jesus, que conviveram com ele, que beberam de seus lábios a palavra do próprio Deus, inspiradas pelo Espírito Santo. Razão pela qual, sempre que vamos ouvir a Palavra ou meditar sobre ela com todo o arcabouço de fé que possuímos, costumamos pedir as luzes do Espírito Santo. Ele que falou de tantos modos aos patriarcas, profetas e apóstolos, ele nos ilumine, para que a Palavra de Deus seja uma coisa viva em nós.

Quando Jesus escolheu seus doze seguidores, não estava dando a eles apenas um privilégio de estarem mais pertos. Mas estava conferindo um ministério apostólico, com a incumbência de levarem a todo o mundo a salvação trazida por Ele. E os discípulos entenderam muito bem; tanto que fizeram questão de guardar e transmitir com fidelidade a mensagem recebida a todos os homens e mulheres de boa vontade. Eu vos agradeço essa grande graça de ter recebido a mensagem de Jesus através de seus apóstolos. E quero fazer sempre o ato de fé, que a tradição chama de Ato dos Apóstolos.

Como o chamado não parou com a eleição dos doze e continua até nos dias de hoje, eu e você somos também chamados a guardar e transmitir aos nossos irmãos a começar pelos da minha e tua casa, a Boa Nova da salvação.

Eu tenho consciência plena e viva de que a palavra do Salvador, “Eu devo anunciar a Boa Nova do reino de Deus”, se aplica com toda a verdade a mim e a você. Por isso, com São Paulo digo: “Anunciar o Evangelho não é título de glória para mim; é, antes uma necessidade que se me impõe. Ai de mim, se eu não anunciar o evangelho. Quero confirmar, uma vez mais ainda, que a tarefa de evangelizar todos os homens constitui a missão essencial minha e sua como Igreja; tarefa e missão, que as amplas e profundas mudanças da sociedade atual tornam ainda mais urgentes. Evangelizar constitui, de fato, a graça e a vocação própria da Igreja, a sua mais profunda identidade. Ela existe para evangelizar, ou seja, para pregar e ensinar, ser o canal do dom da graça, reconciliar os pecadores com Deus e perpetuar o sacrifício de Cristo na santa missa, que é o memorial da sua morte e gloriosa ressurreição. Portanto, seja o décimo 13 Apóstolo.

Peça esta graça ao Senhor para assim aconteça e assim seja na tua vida hoje e sempre. Amém.

 

(11) – Chamou os que Ele quis, para que ficassem com Ele e para enviá-Los

Este Evangelho narra o chamado dos doze Apóstolos, palavra de origem grega que significa “enviados”. O número doze evoca as doze tribos de Israel.

O texto começa dizendo que Jesus “subiu ao monte”. É uma expressão com reminiscências bíblicas muito marcantes. Os montes da Bíblia, mais que acidente topográfico, são lugares de teofania, isto é, de presença, revelação e ação de Deus. Por exemplo, o monte Sinai, o monte Horeb, o monte das bem-aventuranças, o da transfiguração… Este citado no Evangelho de hoje se tornou o monte da investidura apostólica.

A intenção de Jesus não foi criar um grupo separado do povo, mas guias para a Igreja, o novo Povo de Deus, que ele começava a fundar.

“Chamou os que ele quis.” A vocação é de iniciativa divina. Por que Deus chama a este e não aquele ou aquela, é mistério que não entendemos. O certo é que, para uma missão ou outra, todos somos chamados. E a gente só é feliz, vivendo na vocação que Deus nos deu.

“Chamou-os para que ficassem com ele e para enviá-los.” Primeiro, nós ficamos junto de Jesus, a fim de aprender dele a Boa Nova do Reino de Deus. Aprender e viver. Depois é que somos enviados. Foi o que aconteceu com esses Apóstolos. Só mais tarde é que foram enviados a pregar. E mesmo depois de enviados, Jesus sempre os chamava para um descanso, confraternização e oração juntos. Se não fazemos isso, nós nos esvaziamos; ninguém dá o que não tem. “Como é bom, como é agradável os irmãos viverem juntos!” (Sl 133, 1).

“Deu-lhes autoridade para expulsar demônios.” Ao enviá-los, Jesus os capacitou para a missão, dando-lhes todos os recursos e condições necessárias para cumprirem bem a tarefa.

Na lista dos Apóstolos, aparece em primeiro lugar Pedro, que é o chefe, o centro de unidade do grupo e de toda a Igreja. Judas Iscariotes aparece em último lugar porque foi o traidor. É importante pensar bem, antes de assumir uma vocação, porque precisamos perseverar até a morte, como fizeram os onze Apóstolos.

No grupo dos Apóstolos havia grande diversidade de caracteres, de temperamentos, de culturas, de mentalidades, de origem… São as diferenças que fazem a riqueza de um grupo. A convivência se torna, às vezes, difícil, mas é preferível.

Consta-nos que quatro deles eram pescadores: Pedro e André, Tiago e João. Mateus era funcionário público. Simão, o zelota, foi membro da resistência aos romanos. Filipe era um judeu aberto. Tiago era, ao contrário, muito conservador. E os outros eram gente simples e desconhecida do povo. Nenhum foi influente na sociedade nem intelectual. Como se vê, para realizar a sua obra, Jesus preferiu gente que não tinha peso social, para que se manifestasse melhor a ação e a força salvadora de Deus.

O Pe. Pedro Donders viveu no Séc. XIX no Suriname. Ele era diretor espiritual de um leprosário chamado Batávia, uma vila que abrigava quatrocentos doentes. Donders conhecia a todos e era amigo deles.

Um dia, o governo mandou que fossem retiradas da vila todas as crianças, para que não fossem contaminadas.

Os pais protestaram. Em toda parte, só se ouvia gritos e choro, e impediam a saída dos seus filhos. Nem a polícia deu conta de retirá-los.

Pediram a ajuda do Padre Donders. Ele reuniu os pais rebeldes e mostrou-lhes que se tratava da saúde dos seus filhos. Depois, com bondade e acolhimento, procurou ouvir cada um, resolvendo as dúvidas e esclarecendo. Resultado: o povo caiu em si, acalmou-se e permitiu a saída das crianças.

Sobrou apenas um senhor que havia fugido para o mato, prometendo se matar, se levassem o seu filho. Donders foi atrás dele e o convenceu. O homem voltou e entregou-lhe seu filho.

Donders é redentorista e foi beatificado. É o bem-aventurado Pedro Donders.

Quando Deus chama uma pessoa para determinada missão, capacita-a e dá-lhe todas as condições para exercer bem a sua vocação.

Quando Jesus subiu para o céu, os Apóstolos se sentiram muito confusos e até meio perdidos. Maria Santíssima foi ficar com eles, aguardando a vinda do Espírito Santo (cf. At 1, 14). Que Maria nos ajude também a vivermos a nossa vocação, especialmente nas horas difíceis.

Chamou os que ele quis, para que ficassem com ele e para enviá-los.

 

(11) – Designou doze entre eles para ficar em sua companhia

A vocação dos doze se abre com uma famosa frase “foi chamando os que escolheu e se foram com ele”. A vocação é um chamado. Deus é quem chama. Deus é o que faz a proposta. Ali começa o itinerário vocacional do grupo que Jesus escolhera para que sigam a ele e prossigam sua obra. Muitas vezes lemos esse texto de maneira exclusiva para a vida Sacerdotal ou para a Vida Religiosa. Esse é um enfoque limitado.

Na vida cristã, o convide e o chamado, que é iniciativa de Deus, é para todo batizado, afim de viva a plenitude do seguimento de Jesus. Temos que compreender que ser cristão é uma vocação. Portanto, estamos obrigados a viver esta vocação com altura, generosidade, decisão, alegria. Cada cristão, por graça de Deus, está convidado a viver essa experiência vocacional em coerência de vida.

A coerência de vida reside em nos deixarmos modelar pelo mestre até que cheguemos a ser testemunhas de sua morte e ressurreição. Essa é a tarefa! Ai está a chave: revisar nossa experiência vocacional! Temos que agradecer a Deus pelo chamado à sermos cristãos.

 

(12) – Reflexão

A escolha dos doze apóstolos nos mostra a intenção que Jesus tem de formar o novo povo de Deus que irá substituir o povo da Antiga Aliança. De fato, a escolha dos doze não foi obra do ocaso, mas manifesta uma intenção. Assim como no Antigo Testamento, Deus forma o povo de Israel a partir das doze tribos dos descendentes de Abraão, a Igreja é o novo povo de Deus, o povo da Nova Aliança, formado a partir dos doze apóstolos de Jesus, que ele escolheu e enviou com poder para pregar e com autoridade para expulsar todo tipo de mal. Desse modo, entendemos que a Igreja é o novo povo de Deus, o povo da Nova Aliança.

 

(16) – Jesus subiu a montanha e chamou os que Ele quis

Hoje o Evangelho condensa a teologia da vocação cristã: O Senhor elege os que quer para estarem com Ele ou para os enviar como apóstolos (cf. Mc 3, 13-14). Em primeiro lugar, escolheu-os: antes da criação do mundo, destinou-nos a sermos santos (cf. Ef 1, 4). Ama-nos em Cristo, e é nele que nos modela, dando-nos qualidades para sermos seus filhos. Apenas face à vocação se entendem as nossas qualidades; a vocação é o “papel” que nos deu na redenção. É no descobrimento do íntimo “porquê” da minha existência, quando me sinto plenamente “eu”, quando vivo a minha vocação.

E para que somos chamados?

Para estarmos com Ele. Esta chamada implica correspondência: “Um dia — não quero generalizar, abre o seu coração ao Senhor e conta-lhe a sua história —, provavelmente um amigo, um cristão igual a você, descobriu lhe um panorama profundo e novo, sendo ao mesmo tempo velho como o Evangelho. E lhe sugira a possibilidade de se empenhar seriamente em seguir a Cristo, em ser apóstolo de apóstolos. Talvez tenha então perdido a tranquilidade e não a recupere, convertida em paz, até que, livremente, porque quis — que é a razão mais sobrenatural —, responda que sim a Deus. E chega a alegria, magnífica, constante, que apenas desaparece quando se afaste dele” (São Josémaria).

É dom, mas também tarefa: Santidade mediante a oração e os sacramentos e, além disso, luta pessoal. “Todos os fiéis, de qualquer estado e condição de vida, estão chamados à plenitude da vida cristã e à perfeição na caridade, santidade que, mesmo na sociedade terrena, promove um modo mais humano de viver” (Concílio Vaticano II).

Assim, podemos sentir a missão apostólica: levar Cristo aos outros; tê-lo e levá-lo. Hoje podemos considerar mais atentamente a chamada e afinar algum detalhe da nossa resposta de amor.

 

(8) – São Francisco de Sales

Francisco de Sales, primogênito dos treze filhos dos Barões de Boisy, nasceu no castelo de Sales, na Sabóia, em 21 de agosto de 1567. A família devota de São Francisco de Assis, escolheu esse para ele, que posteriormente o assumiu como exemplo de vida. A mãe se ocupava pessoalmente da educação de seus filhos. Para cada um escolheu um preceptor. O de Francisco era o padre Deage, que o acompanhou até sua morte, inclusive em Paris, onde o jovem barão fez os estudos universitários no Colégio dos jesuítas.

Francisco estudou retórica, filosofia e teologia que lhe permitiu ser depois o grande teólogo, pregador, polemista e diretor espiritual que caracterizaram seu trabalho apostólico. Por ser o herdeiro direto do nome e da tradição de sua família, recebeu também lições de esgrima, dança e equitação, para complementar sua já apurada formação. Mas se sentia chamado para servir inteiramente a Deus, por isso fez voto de castidade e se colocou sob a proteção da Virgem Maria.

Aos 24 anos, Francisco, doutor em leis, voltou para junto da família, que já lhe havia escolhido uma jovem nobre e rica herdeira para noiva e conseguido um cargo de membro do Senado saboiano. Ao vê-lo recusar tudo, seu pai soube do seu desejo de ser sacerdote, através do tio, cônego da catedral de Genebra, com quem Francisco havia conversado antes. Nessa mesma ocasião faleceu o capelão da catedral de Chamberi, e, o cônego seu tio, imediatamente obteve do Papa a nomeação de seu sobrinho para esse posto.

Só então seu pai, o Barão de Boisy, consentiu que seu primogênito se dedicasse inteiramente ao serviço de Deus. Sem poder prever que ele estava destinado a ser elevado à honra dos altares; e, muito mais, como Doutor da Igreja!

Durante os cinco primeiros anos de sua ordenação, o então padre Francisco, se ocupou com a evangelização do Chablais, cidade situada às margens do lago de Genebra, convertendo, com o risco da própria vida, os calvinistas. Para isso, divulgava folhetos nos quais refutava suas heresias, mediante as verdades católicas. Conseguindo reconduzir ao seio da verdadeira Igreja milhares de almas que seguiam o herege Calvino. O nome do padre Francisco começava a emergir como grande confessor e diretor espiritual.

Em 1599, foi nomeado Bispo auxiliar de Genebra; e, três anos depois, assumiu a titularidade da diocese. Seu campo de ação aumentou muito. Assim, Dom Francisco de Sales fundou escolas, ensinou catecismo às crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza, que desempenharam papel preponderante na reforma religiosa empreendida na época com madre Joana de Chantal, depois Santa, que se tornou sua co-fundadora da Ordem da Visitação, em 1610.

Todos queriam ouvir a palavra do Bispo, que era convidado a pregar em toda parte. Até a família real da Sabóia não resistia ao Bispo-Príncipe de Genebra, que era sempre convidado para pregar também na Corte.

Publicou o livro que se tornaria imortal: “Introdução à vida devota”.
Francisco de Sales também escreveu para suas filhas da Visitação, o célebre “Tratado do Amor de Deus”, onde desenvolveu o lema: “a medida de amar a Deus é amá-lo sem medida”. Os contemporâneos do Bispo-Príncipe de Genebra não tinham dúvidas a respeito de sua santidade, dentre eles Santa Joana de Chantal e São Vicente de Paulo, dos quais foi diretor espiritual.

Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lion, França. O culto ao Santo começou no próprio momento de sua morte. Ele é celebrado no dia 24 de janeiro porque neste dia, do ano de 1623, as suas relíquias mortais foram trasladadas para a sepultura definitiva em Anneci. Sua beatificação, em 1661, foi a primeira a ocorrer na basílica de São Pedro em Roma. Foi canonizado quatro anos depois. Pio IX declarou-o Doutor da Igreja e Pio XI proclamou-o o Padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos. Dom Bosco admirava tanto São Francisco de Sales que deu o nome de Congregação Salesiana à Obra que fundou para a educação dos jovens.

 

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

 

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SÃO FRANCISCO DE SALES – BISPO E DOUTOR

(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

 

RITOS INICIAIS:

 

Monição Ambiental ou Comentário Inicial

Jesus quis que sua missão continuasse. Escolheu apóstolos e continua, até hoje, escolhendo os que ele quer para prosseguir em sua obra. Assim se constitui a Igreja, sinal e sacramento da presença redentora de Jesus. São Francisco de Sales (1567-1622) foi escolhido por Deus para o serviço da evangelização. Nele se vê o exemplo do homem e do santo, cheio de humanidade e de abertura aos demais, disposto a dar tudo aquilo que a graça e a natureza lhe deram. É patrono dos escritores e jornalistas, ensinando o humanismo da esperança.

 

Antífona da entrada

Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor (1Sm 2, 35).

 

Oração do Dia ou Oração da Coleta

Ó Deus, para a salvação da humanidade, quisestes que são Francisco de Sales se fizesse tudo para todos; concedei que, a seu exemplo, manifestemos sempre a mansidão do vosso amor no serviço a nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

LITURGIA DA PALAVRA:

 

Monição para a(s) Leitura(s)

Deus nos fala. A atitude de Davi de estar com ânimo desarmado, apesar do desafeto de Saul, indica que é preciso sempre ter alma grande para não atrapalhar os planos de Deus. Jesus também, quando escolhe os que Ele quer, capacita esses escolhidos com alma grande. Também a cada um de nós e a toda comunidade, dá poder contra o mal.

 

Monição ou Antífona do Evangelho

— Aleluia, aleluia, aleluia.

— Em Cristo, Deus reconciliou consigo mesmo a humanidade; e a nós ele entregou esta reconciliação. (2Cor 5, 19).

 

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:

a) Intenções pelas necessidades da Igreja;

b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;

c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;

d) Intenções pela comunidade local;

e) Intenções pessoais da comunidade.

 

LITURGIA EUCARÍSTICA:

 

Oração sobre as Oferendas

Ó Deus, por este sacrifício de salvação, acendei em nós o fogo do Espírito Santo que inflamava, de modo admirável, o coração terníssimo de são Francisco de Sales. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da Comunhão

Eu vim para que tenham a vida e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10, 10).

 

Oração depois da Comunhão

Ó Deus todo-poderoso, concedei-nos, por esta eucaristia, imitar a caridade e mansidão de são Francisco de Sales, para com ele chegarmos à glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

 

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO:

Ide em Paz!

 

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS:

 

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

 

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

bc3adblia1

 

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

IGMR

 

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

 

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(5) – Portal Editora Santuário;

(6) – Portal Editora Paulinas;

(7) – Portal e Blog Canção Nova;

(8) – Portal Dom Total;

(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(10) – Portal Evangelho Quotidiano;

(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(15) – Portal Fraternidade O Caminho;

(16) – Portal Evangeli.net;

(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(18) – Um Novo Caminho;

(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;

(20) – Portal de Catequese Católica;

(21) – Blog Homilia Dominical;

(22) – Portal NPD Brasil;

(23) – Portal Canção Nova: Música;

(24) –Portal Editora Paulus;

(25) – Portal Católica Net;

(26) – Portal Católico Orante;

(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;

(28) – Portal Comunidade Resgate;

(29) –Portal Católico na Net.

 

MENSAGEM PESSOAL PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

 

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

 

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

 

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

 

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

 

Viver CORRETO e falar a VERDADE nos dias de hoje, são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

 

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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