Liturgia Diária 25/Jan/14

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA

25/Jan/2014 (sábado)

 

Aparições de Cristo Ressuscitado / Missão: Anunciai o Evangelho

Mc 16,15-18 (anunciaio evangelho)

 

LEITURA: Atos dos Apóstolos 22, 3-16 ou 9, 1-22: Discurso de Paulo aos judeus de Jerusalém (At 22, 3-16) ou Vocação de Saulo / Conversão de Paulo (At 9, 1-22)

 

(At 22, 3-16) Leitura dos Atos dos Apóstolos. Naqueles dias, Paulo disse ao povo: 3 “Eu sou judeu, nascido em Tarso da Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus, como acontece hoje convosco. 4 Persegui até à morte os que seguiam este Caminho, prendendo homens e mulheres e jogando-os na prisão. Disso são minhas testemunhas o Sumo Sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação para os irmãos de Damasco. Fui para lá, a fim de prender todos os que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados. 6 Ora, aconteceu que, na viagem, estando já perto de Damasco, pelo meio dia, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. 7 Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ 8 Eu perguntei: ‘Quem és tu, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. 9 Meus companheiros viram a luz, mas não ouviram a voz que me falava. 10 Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’. 11 Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros. 12 Um certo Ananias, homem piedoso e fiel à Lei, com boa reputação junto de todos os judeus que aí moravam, 13 veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante, recuperei a vista e pude vê-lo. 14 Ele, então, me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. 15 Porque tu serás a sua testemunha diante de todos os homens, daquilo que viste e ouviste. 16 E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele!’” Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

 

OU

 

(At 9, 1-22) Leitura dos Atos dos Apóstolos. 1 Naqueles dias, Saulo só respirava ameaças e morte contra os discípulos do Senhor. Ele apresentou-se ao Sumo sacerdote 2 e pediu-lhe cartas de recomendação para as sinagogas de Damasco, a fim de levar presos para Jerusalém os homens e mulheres que encontrasse seguindo o Caminho. Durante a viagem, quando já estava perto de Damasco, Saulo, de repente, viu-se cercado por uma luz que vinha do céu. 4 Caindo por terra, ele ouviu uma voz que lhe dizia: “Saulo, Saulo, por que me persegues?” 5 Saulo perguntou: “Quem és tu, Senhor?” A voz respondeu: “Eu sou Jesus, a quem tu estás perseguindo. 6 Agora, levanta-te, entra na cidade, e ali te será dito o que deves fazer”. 7 Os homens que acompanhavam Saulo ficaram mudos de espanto, porque ouviam a voz, mas não viam ninguém. 8 Saulo levantou-se do chão e abriu os olhos, mas não conseguia ver nada. Então pegaram nele pela mão e levaram-no para Damasco. 9 Saulo ficou três dias sem poder ver. E não comeu nem bebeu. 10 Em Damasco, havia um discípulo chamado Ananias. O Senhor o chamou numa visão: “Ananias!” E Ananias respondeu: “Aqui estou, Senhor!” 11Senhor lhe disse: “Levanta-te, vai à rua que se chama Direita e procura, na casa de Judas, por um homem de Tarso chamado Saulo. Ele está rezando”. 12 E, numa visão, Saulo contemplou um homem chamado Ananias, entrando e impondo-lhe as mãos para que recuperasse a vista. 13 Ananias respondeu: “Senhor, já ouvi muitos falarem desse homem e do mal que fez aos teus fiéis que estão em Jerusalém. 14 E aqui em Damasco ele tem plenos poderes, recebidos dos sumos sacerdotes, para prender todos os que invocam o teu nome”. 15 Mas o Senhor disse a Ananias: “Vai, porque esse homem é um instrumento que escolhi para anunciar o meu nome aos pagãos, aos reis e ao povo de Israel. 16 Eu vou mostrar-lhe quanto ele deve sofrer por minha causa”. 17 Então Ananias saiu, entrou na casa, e impôs as mãos sobre Saulo, dizendo: “Saulo, meu irmão, o Senhor Jesus, que te apareceu quando vinhas no caminho, ele me mandou aqui para que tu recuperes a vista e fiques cheio do Espírito Santo”. 18 Imediatamente caíram dos olhos de Saulo como que escamas e ele recuperou a vista. Em seguida, Saulo levantou-se e foi batizado. 19 Tendo tomado alimento, sentiu-se reconfortado. Saulo passou alguns dias com os discípulos de Damasco, 20 e logo começou a pregar nas sinagogas, afirmando que Jesus é o Filho de Deus. 21 Os ouvintes ficavam perplexos e comentavam: “Este não é o homem que, em Jerusalém, perseguia com violência os que invocavam o nome de Jesus? E não veio aqui, justamente, para prendê-los e levá-los aos sumos sacerdotes? 22 Mas Saulo se fortalecia cada vez mais e deixava confusos os judeus que moravam em Damasco, demonstrando que Jesus é o Messias. Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

 

SALMO: Salmo 116(117), 1-2 (R. Mc 16, 15)) (Convite ao Louvor)

 

Mc 16, 15 Ide, por todo o mundo, a todos pregai o Evangelho.

— 1 Cantai louvores ao Senhor, todas as gentes, / povos todos, festejai-o! — 2 Pois comprovado é seu amor para conosco, / para sempre ele é fiel!

 

EVANGELHO: Marcos 16, 15-18 (Aparições de Cristo Ressuscitado / Missão: Anunciai o Evangelho)

Senhor esteja convosco. — Ele está no meio de nós. Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos. — Glória a vós, Senhor.

Naquele tempo, Jesus se manifestou aos onze discípulos, 15 e disse-lhes: “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura! 16 Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado. 17 Os sinais que acompanharão aqueles que crerem serão estes: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas; 18 se pegarem em serpentes ou beberem algum veneno mortal não lhes fará mal algum; quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados”. Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

 

LEITURA ORANTE:

 

Oração Inicial (querer)

 

nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo. Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo! Preparo-me para a leitura Orante pensando nas muitas comunidades que, no mundo inteiro, celebram a solenidade da conversão de São Paulo! Cantando:

PAULO, PAULO – Pe. Zezinho, scj / Grupo Chamas – Paulinas

Paulo, Paulo porque me persegues? Quem és tu, Senhor? Paulo, Paulo porque não me segues? Quem és tu, Senhor?

Eu sou Jesus e já te escolhi Pra me anunciares pelo mundo inteiro Serás meu mensageiro! Serás meu mensageiro! (2X)

Paulo, Paulo, ouve a minha palavra Quem és tu, Senhor? Paulo, Paulo, ouve a minha mensagem Quem és tu Senhor?

Eu sou Jesus e não vai adiantar Querer calar meu sangue derramado Serás meu aliado Serás meu aliado (2x)

Paulo, Paulo de alma irrequieta Quem és tu Senhor? Paulo, Paulo serás meu profeta Quem és tu, Senhor?

Eu sou Jesus e eu já te escolhi Para levares a minha mensagem Eu te darei coragem! Eu te darei coragem! (2x)

 

Eu sou o CAMINHO (ler)

 

que o texto diz para mim, hoje? texto me diz que também eu sou uma pessoa convocada para ser discípulo/a e missionário/a de Jesus. encontro com Jesus Cristo, é o fio condutor de um processo que culmina na minha maturidade como discípulo/a e deve renovar-se constantemente pelo meu testemunho pessoal, e pela missão: “Vão pelo mundo inteiro”. – A conversão é a minha resposta inicial no seguimento de Jesus Cristo; – O discipulado, como amadurecimento no conhecimento, na fé e no seguimento de Jesus Mestre. – A comunhão, pois não pode haver vida cristã fora da comunidade: na minha família, na paróquia, no meu grupo. missão, que nasce do desejo de partilhar minha experiência de Deus com os outros.

 

A VERDADE (refletir e meditar)

 

que diz o texto do dia? Leio atentamente o texto: Mc 16, 15-18, e observo pessoas, palavras, relações, lugares. Este texto nos faz pensar que todo cristão é chamado a um encontro com Jesus, à conversão, ao discipulado, à comunhão e à missão.

 

E a VIDA (orar)

 

que o texto me leva a dizer a Deus? Canto com todas as comunidades o Canto de Paulo:

QUEM NOS SEPARARÁ (Letra e Música: Valmir Neves Silva) (Clique no link (www.youtube.com/watch?v=5QrJ300j0rIpara poder ouvir a música

Quem nos separará? / Quem vai nos separar? Do amor de Cristo? / Quem nos separará? Se ele é por nós, / quem será, quem será contra nós? Quem vai nos separar / do amor de Cristo, quem será?

1) Nem a espada ou perigo / Nem os erros dos meu irmãos / Nenhuma das criaturas / Nem a condenação. 2) Nem a vida / Nem a morte / A tristeza ou aflição / Nem o passado nem o presente / O futuro nem opressão. 3) Nem as alturas / Nem os abismos / Nem tão pouco a perseguição / Nem a angústia, a dor, a fome / Nem a tribulação.

 

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (contemplar e agir)

 

Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Com os bispos da América Latina e Caribe, sinto que posso procurar:

“a) Conhecer e valorizar esta nova cultura da comunicação.

b) Promover a formação profissional na cultura da comunicação de todos os agentes e cristãos.

c) Formar comunicadores profissionais competentes e comprometidos com os valores humanos e cristãos na transformação evangélica da sociedade, com particular atenção aos proprietários, diretores, programadores e locutores.

d) Apoiar e otimizar, por parte da Igreja, a criação de meios de comunicação social próprios, tanto nos setores televisivos e de rádio, como nos sites de Internet e nos meios impressos;

e) Estar presente nos meios de comunicação de massa: imprensa, rádio e TV, cinema digital, sites de Internet, fóruns e tantos outros sistemas para introduzir neles o mistério de Cristo.

f) Educar na formação crítica quanto ao uso dos meios de comunicação a partir da primeira idade;

g) Animar as iniciativas existentes ou a serem criadas neste campo, com espírito de comunhão.

h) Acompanhar leis protejam as crianças, jovens e as pessoas mais vulneráveis para que a comunicação não transgrida os valores e, ao contrário, criem critérios válidos de discernimento 269.

i) Ajudar tanto as pastorais de comunicação como os meios de comunicação de inspiração católica a encontrar seu lugar na missão evangelizadora da Igreja. “(DA, 486).

BÊNÇÃO

– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. – Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. – Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

 

REFLEXÕES:

 

(6) – Paulo, apóstolo dos gentios

Saulo era um fariseu fervoroso (Fl 3, 5-6; Gl 1, 14) e, segundo Lucas, filho de fariseus (cf. At 23, 6). “Pego” pelo Senhor, Paulo se transformou no apóstolo dos gentios (cf. At 9, 15). Pelo seu ministério, o evangelho de Jesus Cristo ultrapassou as fronteiras da terra de Israel para ganhar “os confins da terra” (At 1, 8). O evangelho que ele recebeu, segundo seu próprio dizer, ele o recebeu por revelação (cf. Gl 1, 12). De perseguidor do Caminho (cf. At 9, 2; 22, 4) tornou-se apóstolo de Jesus Cristo (cf. Gl 1, 23). Os Atos dos Apóstolos, cujo autor é Lucas, apresenta dois textos da conversão de Paulo: um narrado em terceira pessoa (At 9, 1-22) e outro em primeira pessoa (At 22, 3-16). Paulo não utiliza para o acontecido com ele no caminho de Damasco o termo conversão, mas revelação (cf. Gl 1, 16). A Luz que o envolveu de intensa claridade e ofuscou, por um tempo, sua visão é a luz do Cristo ressuscitado, perseguido por Paulo nos membros do Caminho (ver: Lc 10, 16). Se a luz de Cristo ofuscou sua visão foi para que ele pudesse ver todas as coisas em Cristo, e ver a luz da nova criação. O que ele cria, o que ele esperava, ele, agora, o encontra realizado em Cristo, o Senhor.

 

(8) – Ide pregar o Evangelho

ascensão de Jesus foi um marco importante na vida da primitiva comunidade cristã. Após longo processo de formação, os discípulos tinham diante de si a missão de evangelizar o mundo inteiro, não contando mais com a presença física do Mestre. Desde que convocou os primeiros discípulos para segui-lo até o momento de sua subida para junto do Pai, Jesus não descurou a tarefa de preparar o pequeno grupo de seguidores para o serviço da evangelização. As longas caminhadas permitiram-lhe ir explicitando para eles a mensagem evangélica. Os discursos dirigidos às multidões e os debates com seus adversários foram, também, ocasiões propícias para tornar conhecido seu pensamento. Não bastava, porém, a formação intelectual. Era preciso uma preparação em nível existencial. Isso se deu mediante o exemplo de vida do Mestre. Seu modo de tratar as pessoas, especialmente os pecadores e marginalizados, seu relacionamento íntimo com o Pai, sua liberdade diante da Lei, sua ação enérgica contra toda sorte de injustiça e exploração da boa-fé do povo serviam de alerta para os discípulos, em vista da atitude que deveriam tomar, no exercício da missão. Com a volta de Jesus para junto do Pai e a conclusão de sua missão terrena, chegou a hora de os discípulos assumirem sua tarefa. Doravante, Jesus passaria a agir por meio deles.

ORAÇÃO

Senhor Jesus, contemplando tua ascensão para junto do Pai, assumo a tarefa de levar, ao mundo inteiro e a toda criatura, a mensagem do teu Evangelho.

 

(9) – Boa Nova para cada dia

Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo. (Mc 16, 15-16). Liturgia da Palavra de hoje é especial para a festa da conversão de São Paulo. Primeira Leitura é a descrição que São Paulo mesmo faz de sua conversão. Portanto é necessário ouvi-la atentamente. Salmo Responsorial prevê o mundo evangelizado por ação de Jesus e de seus apóstolos, de São Paulo inclusive. O Salmo canta os louvores de Deus porque Ele demonstrou seu amor por toda a humanidade, concedendo-lhe a salvação por meio de Jesus Cristo. Ora, esta demonstração do amor de Deus pela humanidade era conhecida pelo Povo de Israel por séculos antes de Cristo. Quando em Jesus a Salvação se manifesta como amor de Deus pela humanidade, é normal ouvir o Salmo dizer: “comprovado é Seu amor para conosco, para sempre Ele é fiel”. [Sl 116(117), 2]. Deus foi fiel no passado de Israel, no tempo de Jesus Cristo, continua fiel nos nossos dias e o será para toda a eternidade. Evangelho de hoje é o fim da narração de São Marcos sobre o que Jesus fez e disse, ou seja, a Salvação da humanidade. No entanto São Marcos somente narrou os momentos em que Jesus esteve na terra antes de ressuscitar, de enviar seu Espírito Santo e criar a Igreja. Hoje constatamos que o anúncio do Evangelho por meio dos apóstolos e de São Paulo é uma realidade que modificou o mundo. Embora São Paulo não fosse escolhido por Jesus quando chamou os doze apóstolos, Jesus fez dele Seu apóstolo para uma missão especial: pregar o Evangelho aos não judeus. Isto para nós não parece ser muito importante, mas é. É porque os judeus acreditavam que somente eles mereciam a Salvação como cumprimento das promessas de Deus aos Patriarcas de Israel. Quem não fosse desse Povo não seria salvo. Deus quis salvar toda a humanidade além dos judeus. é neste plano de Deus que entra a vocação de São Paulo como apóstolo de Jesus Cristo. É disto que São Paulo nos fala na Primeira Leitura de hoje. É isto que ele diz, com insistência, em Gl 1, 1, Rm 1, 1 e em outras cartas. Nós, os não judeus, somos cristãos em grande parte porque herdamos o Evangelho que as comunidades paulinas nos transmitiram desde o primeiro século da era cristã. Sejamos gratos a Deus, portanto, por nos ter enviado o apóstolo São Paulo.

 

(10) – Que devo fazer, Senhor?

Paulo, o bem-aventurado que hoje nos une, iluminou a Terra inteira. Ficou cego na hora do seu chamamento, mas essa cegueira fez dele um archote de luz para o mundo. Ele via para fazer o mal; na sua sabedoria, Deus cegou-o para lhe dar à luz, a fim de que fizesse o bem. Deus não lhe mostrou apenas o seu poder; revelou-lhe também o coração da fé que ele ia pregar, ordenando-lhe que fechasse os olhos, quer dizer, que afastasse os preconceitos e as falsas luzes da razão com vista a acolher a boa doutrina, a “tornar-se louco para ser sábio”, como ele dirá mais tarde (1Cor 3, 18). […] Fervoroso, impetuoso, Paulo precisava de um travão enérgico para não ser arrastado pelo seu ímpeto e desprezar a voz de Deus. Então, Deus começou por reprimir esse impulso; apazigua a sua cólera infligindo lhe a cegueira, e depois fala-lhe. Dá-lhe a conhecer a sua sabedoria insondável, para que reconheça Aquele que combatia e compreenda que já não pode resistir à sua graça. Não é a privação da luz que o cega; é a superabundância da luz […]. Deus escolheu bem o momento. Paulo é o primeiro a reconhecê-lo: “Quando aprouve a Deus – que me escolheu desde o seio de minha mãe e me chamou pela sua graça – revelar o seu Filho em mim …” (Gal 1, 15ss). Aprendamos pois, da boca do próprio Paulo, que nunca ninguém encontrou a Cristo sozinho. Foi Cristo quem Se revelou e Se deu a conhecer. Como diz o Salvador: “Não fostes vós que Me escolhestes; fui Eu que vos escolhi a vós” (Jo 15, 16).

 

(11) – “Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho a toda criatura!”

“Ide pelo mundo inteiro e anunciai o evangelho a toda criatura!” Esta, foi a convocação que Jesus fez aos primeiros discípulos, antes de sua volta para o Pai, convocação decisiva, que mudou a história de um povo! partir desta convocação, abriram-se as cortinas de uma nova era, sinalizando os primeiros passos da igreja missionária, que através do testemunho dos discípulos, tornou Jesus conhecido em todos os rincões da terra! O anuncio do Reino se espalhou por todo o universo como fagulhas de fogo, incendiando o coração da humanidade com a presença viva do Cristo libertador! Um anuncio, que tirou uma multidão da solidão das trevas, que replantou em seus corações, a semente da fé e da esperança. Hoje, somos nós, os convocados para dar continuidade a esta missão! É urgente a necessidade de fazer chegar a outros corações, o anuncio do Reino de Deus! Um reino de amor, de Paz e de justiça. Não podemos deixar que outros irmãos, privem-se da alegria de vivenciar a presença deste Reino em suas vidas! “Quem crer e for batizado será salvo. Quem não crer será condenado.” Eis ai, a responsabilidade de quem assume o compromisso de anunciar o Reino de Deus, pois é a partir deste anuncio, que muitos terão a oportunidade de conhecer a verdade que liberta! Por tanto, como seguidores de Jesus, somos corresponsáveis pela salvação do outro. Antes, pensávamos que a missão de evangelizar, era somente dos padres, bispos, religiosos, hoje, nós sabemos que é missão de todo batizado! partir do nosso batismo, assumimos o compromisso de anunciadores da Boa Nova do Reino. Não precisamos partir para terras estrangeiras como fizeram os primeiros discípulos, podemos anunciá-lo no meio em que vivemos. E mesmo quando pensamos não ter uma sabedoria suficiente para anunciá-lo com palavras, podemos fazer Jesus chegar ao coração do outro pelo nosso testemunho de vida! anuncio do reino, só produzirá frutos, quando feito através do nosso mergulho na profundidade do amor do Pai, só quem vive fundamentado neste amor, faz Jesus chegar ao outro! Todo aquele que se abre a graça de Deus, aceita a proposta de Jesus, torna-se portador e anunciador da verdade que liberta! Crer Naquele que o Pai enviou, é comprometer-se com a vida, é tornar-se servidor do Reino! crer que implica a adesão concreta ao projeto de Deus, insere o discípulo na vida eterna! evangelho de hoje provoca-nos para uma tomada de posição: Estar com Jesus, ou não estar com Ele! Podemos escolher em dar a Ele uma resposta de fé, ou de descrença. A fé, e descrença já contêm o juízo de Deus: salvação, ou condenação. É importante conscientizarmos, de que a condenação não vem de Deus, nós é que nos condenamos quando não acolhemos e não colocamos a verdade de Deus no nosso existir! É o próprio Jesus quem nos diz: “Quem crer será salvo, quem não crer já está condenado”. Quem não crer não será salvo, pois não viverá de acordo com a vontade de Deus, não colocará em prática os ensinamentos de Jesus. Crer em Jesus é continuar a sua presença atuante aqui na terra, não crer, é não assumir o seu projeto de vida, por tanto, é rejeitar a luz. FIQUE NA PAZ DE JESUS!

 

(11) – Jesus envia os discípulos

Celebramos hoje com toda a Igreja a conversão de São Paulo Apóstolo, o grande missionário que levou o Evangelho para todos os cantos do mundo, fundando, formando e orientando comunidades cristãs. Sabemos de sua mudança de vida: de perseguidor do Evangelho de Cristo crucificado a redentor da humanidade. questão central abordada no Evangelho de hoje é a do papel dos discípulos no mundo, após a partida de Jesus ao encontro do Pai. O texto consta de três cenas: Jesus ressuscitado define a missão dos discípulos; parte ao encontro do Pai; os discípulos partem ao encontro do mundo, afim de concretizar a missão que Jesus lhes confiou. Na primeira cena (vers. 15-18), Jesus ressuscitado aparece aos discípulos, acorda-os da letargia em que se tinham instalado e define a missão que, doravante, eles serão chamados a desempenhar no mundo. primeira nota do envio e do mandato que Jesus dá aos discípulos é a da universalidade. A missão deles destina-se a “todo o mundo” e não deverá deter-se diante de barreiras rácicas, geográficas ou culturais. A proposta de salvação que Jesus fez e que os discípulos devem testemunhar, destina-se a toda a terra. Depois, Jesus define o conteúdo do anúncio: o Evangelho. que é o Evangelho? No Antigo Testamento, essa palavra está ligada à “boa notícia” da chegada da salvação para o Povo de Deus. Depois, na boca de Jesus, a palavra “Evangelho” designa o anúncio de que o “Reino de Deus” chegou à vida dos homens, trazendo-lhes a paz, a libertação, a felicidade. Para os catequistas das primeiras comunidades cristãs, o Evangelho é o anúncio de um acontecimento único, capital, fundamental: em Jesus Cristo, Deus veio ao encontro dos homens, manifestou-lhes o seu amor, inseriu-os na sua família, convidou-os a integrar a comunidade do Reino, ofereceu-lhes a vida definitiva. Tal é o único e exclusivo Evangelho que muda o curso da história e transforma o sentido e os horizontes da existência humana. anúncio do Evangelho obriga os homens a uma opção. Quem aderir à proposta que Jesus faz, chegará à vida plena e definitiva (quem acreditar e for batizado será salvo); mas quem recusar essa proposta, ficará à margem da salvação (quem não acreditar será condenado – vers. 16). anúncio do Evangelho que os discípulos são chamados a fazer vai atingir não só os homens, mas toda criatura. Muitas vezes, o homem, guiado por critérios de egoísmo, de cobiça e de lucro, explora a criação, destrói esse mundo “bom” e harmonioso que Deus criou. Mas a proposta de salvação que Deus apresenta, destina-se a transformar o coração do homem, eliminando o egoísmo e a maldade. Ao transformar o coração do homem, o Evangelho, apresentado por Jesus e anunciado pelos discípulos, vai propor uma nova relação do homem com todas as outras criaturas – uma relação não mais marcada pelo egoísmo e pela exploração, mas pelo respeito e pelo amor. Dessa forma, nascerá uma nova humanidade e uma nova natureza. presença da salvação de Deus no mundo tornar-se-á uma realidade através dos gestos dos discípulos de Jesus. Comprometidos com Cristo, os discípulos vencerão a injustiça e a opressão, “expulsarão os demônios em meu nome”, serão arautos da paz e do entendimento dos homens, “falarão novas línguas”, levarão a esperança e a vida nova a todos os que sofrem e que são prisioneiros da doença e do sofrimento. Quando impuserem as mãos sobre os doentes, eles ficarão curados; e, em todos os momentos, Jesus estará com eles, ajudando-os a vencer as contrariedades e as oposições. Na segunda cena (vers. 19), Jesus sobe ao céu e senta-se à direita de Deus. A elevação de Jesus ao céu (ascensão) é uma forma de sugerir que, após o cumprimento da sua missão no meio dos homens, Jesus foi ao encontro do Pai e reentrou-se na comunhão d’Ele. entronização de Jesus “à direita de Deus” mostra, por sua vez, a veracidade da proposta de Jesus. Na concepção dos povos antigos, aquele que se sentava à direita de Deus era um personagem distinto que o rei queria honrar de forma especial… Jesus, porque cumpriu com total fidelidade o projeto de Deus para os homens, é honrado pelo Pai e sentado à sua direita. A proposta que Jesus apresentou e que os discípulos acolheram e vão ser chamados a testemunhar no mundo, não é uma aventura sem sentido e sem saída, mas é o projeto de salvação que Deus quer oferecer aos homens. Na terceira cena (vers. 20), descreve-se, resumidamente, a ação missionária dos discípulos: eles partiram a pregar, ou seja, anunciar, com palavras e gestos concretos, essa vida nova que Deus ofereceu aos homens através de Jesus por toda a parte, propondo a todos eles, sem exceção, a proposta salvadora de Deus. autor desta catequese assegura aos discípulos que eles não estão sozinhos ao longo desta missão. Jesus, vivo e ressuscitado, está com eles, coopera com eles e manifesta-se ao mundo nas palavras e nos gestos dos discípulos. festa da Ascensão de Jesus é, sobretudo, o momento em que os discípulos tomam consciência da sua missão e do seu papel no mundo. A Igreja (a comunidade dos discípulos, reunida à volta de Jesus, animada pelo Espírito) é, essencialmente, uma comunidade missionária, cuja missão é testemunhar no mundo a proposta de salvação e de libertação que Jesus veio trazer aos homens. É um tremendo desafio testemunhar, hoje, no mundo, os valores do “Reino” (esses valores que, muitas vezes, estão em contradição com aquilo que o mundo defende e que o mundo considera serem as prioridades da vida). Com frequência, os discípulos de Jesus são objeto da irrisão e do escárnio dos homens, porque insistem em testemunhar que a felicidade está no amor e no dom da vida. Com frequência, os discípulos de Jesus são apresentados como vítimas de uma máquina de escravidão, que produz escravos, alienados, vítimas do obscurantismo, porque insistem em testemunhar que a vida plena está no perdão, no serviço, na entrega da vida. confronto com o mundo gera, muitas vezes, desilusão, sofrimento e frustração nos discípulos. Nos momentos de decepção e de desilusão, convém recordar-se das Palavras de Jesus: “eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.

 

(11) – Os sinais da Fé

Atos 22, 3-16 – “a caminho de Damasco”

Saulo, zeloso pela causa de Deus, perseguidor dos cristãos, foi escolhido para ter um “encontro pessoal” com Jesus no momento em que, cheio de razões, se dirigia a Damasco com o intuito de prender a todos a quem encontrasse seguindo o nome de Jesus. Apesar de ser ferrenho defensor da Lei, ele lutava contra o próprio Deus e, em nome desta Lei perseguia os seguidores do Filho de Deus. No caminho de Damasco, porém, a sua história mudou e ele, diante da Luz se rendeu impotente, entendendo a grandeza do chamado de Deus e passando a ser apóstolo de Jesus e defensor do cristianismo. Como Saulo, nós também, muitas vezes, achamos que estamos “zelando” pela causa de Deus baseados na lei e nas “obrigações”, porém, na verdade lutamos contra Deus quando não compreendemos o que Ele quer nos revelar. Assim como fez com Saulo o Senhor também providencia a ocasião para que tombemos do cavalo e humilhados, finalmente, percebamos a nossa incoerência. A luz de Jesus não nos deixa mais na dúvida e, diante dela, todos nós somos obrigados a nos abaixar ofuscados pelo Seu poder. Só Deus sabe o caminho certo para nós. A travessia da nossa vida é projeto Dele e Jesus Cristo é o dono da nossa existência. O nosso encontro pessoal com Jesus tem como consequência o colocar abaixo todas as nossas ideias e concepções próprias, vindas da nossa humanidade e do nosso “zelo” exagerado e sem razão de ser das coisas de Deus a fim de nos rendermos ao Seu Amor e assim podermos amar mais e compreender o nosso próximo. Assim como aconteceu com Saulo de Tarso poderá também suceder com cada um de nós. Mesmo diante da rebeldia e prepotência que nos impedem de enxergar a verdade o Senhor nos manda os “Ananias” que tiram a venda dos nossos olhos para que sejamos Suas testemunhas diante de todos os homens. Dar testemunho do Amor de Deus por nós é o que precisamos também fazer. O amor de Deus acontece em nós e nós o fazemos acontecer no mundo. Depois que teve um encontro com Jesus Ressuscitado Saulo não foi mais o mesmo, recebeu o Batismo e começou a pregar em Seu Nome. Nós também fomos batizados em Cristo, portanto, que possamos nos apropriar da verdade que possuímos para sermos cristãos autênticos que irradiam a Sua Luz por entre as nações. – Você já teve um encontro com Jesus? – As suas ideias e os seus propósitos estão compatíveis com o Evangelho? – Para você o que significa cair por terra? – Você já se rendeu a Jesus Cristo e deixou de perseguir os Seus seguidores? – Com que lente você tem enxergado as pessoas que estão à sua volta: com a lente do mundo ou com a lente de Deus?

Salmo 116 – “Ide por todo o mundo, a todos pregai o evangelho!”

Pregar o Evangelho é dar testemunho do grande amor de Deus a todas as gentes, em todos os lugares e por onde andarmos. O Amor de Deus é comprovado por meio das nossas ações com o nosso próximo, pois quanto mais nos deixarmos amar por Deus mais teremos amor para amar. Assim, podemos festejar e cantar Seus louvores, com o coração agradecido porque Ele é fiel para conosco.

Evangelho – Marcos 16, 15-18 – “os sinais da fé”

Antes de subir aos céus Jesus enviou os onze discípulos pelo mundo inteiro anunciando o Seu Evangelho de Salvação para todos os povos. A condição, porém, para que os homens fossem salvos era a de crer e ser batizado em Seu Nome. fé em Jesus Cristo e na Sua Palavra, portanto, é o primeiro passo para que possamos aderir ao projeto de salvação que o Pai traçou para nós. Por isso, a liturgia de hoje nos propõe assumirmos a vida nova que Jesus Cristo veio nos trazer pela fé e conversão. Converter-se é assumir o compromisso com o reino que Jesus veio instaurar por meio da mudança de mentalidade e da participação efetiva na missão que Ele nos destinou. Consequentemente, quem crer e for batizado, diz o Evangelho, será salvo e quem não crer será condenado. Só podemos mudar a realidade à nossa volta quando também nós conseguimos mudar o nosso coração e somente a fé em Jesus poderá operar em nós as transformações e os milagres. Pela fé em Jesus seremos capazes de fazer as maiores façanhas, como, expulsar demônio, falar novas línguas, pegar em serpentes, beber veneno, curar doentes. É pela força milagrosa do Amor de Deus que podemos testemunhar os sinais que Jesus nos autorizou realizar. Eles acontecem na nossa vida e na vida daquelas pessoas a quem anunciamos Jesus quando desafiamos as dificuldades, a doença, a morte, a tristeza com a esperança, com a alegria, com o poder do Cristo ressuscitado. Nem precisaremos realizar coisas difíceis nem tampouco muitas obras, mas apenas crer e dar testemunho da ação do Espírito Santo na nossa vida! É para isto que somos chamados (as), e esta é a nossa missão de batizados (as). Quando falamos a nova linguagem do Amor de Deus nós verificamos as mudanças, as transformações, as conversões em nós e naquelas pessoas por quem oramos e intercedemos! Os demônios que perseguem a humanidade se rendem quando fazemos tudo por amor a Jesus! O pecado, veneno mortal, não consegue mais ter influência na vida daqueles que nos escutam falar em Nome de Jesus! É esta a nossa missão: o mundo inteiro é o lugar onde estivermos e toda criatura são aquelas pessoas a quem podemos dar testemunho dos prodígios que Jesus realizou na nossa vida. Se formos obedientes ao mandado de Jesus, os sinais, com certeza, nos acompanharão.
– Você já percebe estes sinais na sua vida?
– Você já usa nos seus relacionamentos a linguagem do amor?
– Qual é o maior veneno para a humanidade, hoje?
– Qual será o seu antídoto?
– O seu testemunho tem convertido alguém?
– Os milagres que acontecem na sua vida, você os tem propagado?
– O que você tem esperado acontecer para assumir a missão que o Senhor lhe destinou?

 

(11) – Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho

Hoje nós celebramos com alegria a festa da Conversão de S. Paulo apóstolo. No ano passado nós celebramos dois milênios de seu nascimento. Ele nasceu em Tarso, na Cilícia, que pertence à atual Turquia. Na primeira Leitura da Missa de hoje, o próprio Paulo narra a sua conversão: “Eu sou judeu, nascido na Cilícia, mas fui criado aqui nesta cidade de Jerusalém. Como discípulo de Gamaliel, fui instruído em todo o rigor da Lei de nossos antepassados, tornando-me zeloso da causa de Deus”. Persegui até a morte aqueles que seguiam este Caminho, prendendo homens e mulheres.
Disso são minhas testemunhas o Sumo Sacerdote e todo o conselho dos anciãos. Eles deram-me cartas de recomendação… Fui para Damasco, a fim de prender todos (os cristãos) que encontrasse e trazê-los para Jerusalém, a fim de serem castigados.
Ora, aconteceu que na viagem, de repente uma grande luz que vinha do céu brilhou ao redor de mim. Caí por terra e ouvi uma voz que me dizia: ‘Saulo, Saulo, por que me persegues?’ Eu perguntei: ‘Quem és tudo, Senhor?’ Ele me respondeu: ‘Eu sou Jesus, o Nazareno, a quem tu estás perseguindo’. Então perguntei: ‘Que devo fazer, Senhor?’ O Senhor me respondeu: ‘Levanta-te e vai para Damasco. Ali te explicarão tudo o que deves fazer’.
Como eu não podia enxergar, por causa do brilho daquela luz, cheguei a Damasco guiado pela mão dos meus companheiros. Um certo Ananias veio encontrar-me e disse: ‘Saulo, meu irmão, recupera a vista!’ No mesmo instante recuperei a vista e pude vê-lo. Ele então me disse: ‘O Deus de nossos antepassados escolheu-te para conheceres a sua vontade, veres o Justo e ouvires a sua própria voz. Porque tu será a sua testemunha diante de todos os homens. E agora, o que estás esperando? Levanta-te, recebe o batismo e purifica-te dos teus pecados, invocando o nome dele”.
Daí par frente, tudo o que Paulo fez partiu dessa experiência de ser amado por Jesus. Ele disse: “Eu vivo, mas não eu: é Cristo que vive em mim” (Gal 2, 20). Ele tinha convicção de que Cristo morreu por amor a ele. Portanto a sua fé era uma experiência de amor.
Paulo era um homem forte e combativo, que soube manejar a espada da palavra. “Apesar de ter sofrido maus tratos e ultrajes em Filipos … o nosso Deus nos deu coragem e segurança para vos anunciar o seu Evangelho… Aliás, sabeis muito bem que nunca bajulamos ninguém, nem fomos movidos por alguma ambição disfarçada” (1Ts 2, 2. 5).
Para ele, a verdade era por demais grande e sagrada, e não a sacrificava por nada. A verdade que ele descobriu no encontro com o Ressuscitado merecia, por ela, toda luta, toda perseguição, todo sofrimento. Mas o que mais o motivava era a certeza de ser amado por Jesus.
S. Paulo era um homem livre. Para ele, o que vale é o amor. “Ama, e faze o que queres” (Santo Agostinho). Quem ama a Cristo como Paulo amava, pode realmente fazer o que quiser, porque o amor liga a nossa vontade à vontade de Cristo.
No caminho de Damasco, Cristo fala a Paulo: “Por que me persegues?” Jesus se identifica com a Igreja. Ele se tornou carne, e a Igreja continua sendo a sua carne. A partir dessa experiência, Paulo vê a Igreja como Corpo de Cristo. Servir à Igreja é servir a Cristo.
Veja o que Paulo disse sobre o testemunho: “Não te envergonhes de testemunhar a favor de Nosso Senhor Jesus Cristo… pois Deus nos chamou com uma vocação santa, não em atenção às nossas obras, mas por causa do plano salvífico e da sua graça, que nos foi dada no Cristo Jesus” (2Tm 1, 8-9).
Paulo era um homem coerente com as suas ideias. Instruído por seu professor Gamaliel, ele achava que o cristianismo era um mal. Por isso o perseguiu. E como não sabia fazer nada mais ou menos, perseguiu a Igreja de corpo e alma. Quando, iluminado por Cristo, percebeu que o cristianismo era um bem, dedicou-se, também de corpo e alma, a esta nova religião. O mundo precisa de gente assim, que põe em prática as suas convicções, sejam elas quais forem. Há pessoas que acreditam em um caminho, mas seguem outro. A esses Cristo quer “vomitá-los de sua boca”.
Havia, certa vez, um rapaz q estava levando vida errada. O pai lhe dava conselhos, mas pouco adiantava. Um dia, o pai conseguiu convencê-lo a ir conversar c o avô, q era um h sensato, carregado de experiência e sabedoria e muito respeitado pelo neto. O moço obedeceu e foi.
O pai telefonou ao seu pai, pedindo que desse uns conselhos para o neto. Quando ele chegou, os avós o receberam muito bem, depois o avô o convidou para ir ao fundo do quintal. Lá havia dois cães amarrados. Um era super-bravo e o outro era amigo, e até gostava de ser acariciado. O avô então disse: “Como você vê, um desses cachorros é mau e o outro é bom. Qual dos dois vencerá? O rapaz, sem entender direito a pergunta, arriscou: “Acho que é o manso, não é?” O avô, que já esperava a resposta, discordou e justificou. Ele disse: “Não, meu filho. Vencerá aquele que for melhor alimentado.”
A partir da comparação, o avô falou sobre os diversos alimentos, intelectuais, morais e religiosos. Precisamos recebê-los, se quisermos ter um futuro feliz.
A conversão de S. Paulo foi instantânea, porque foi uma graça especial de Deus. Mas a nossa conversão não é assim. Ela é lenta e vai depender dos alimentos que dermos para o “homem velho” e o “homem novo” que está dentro de nós.
“Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou seu Filho, nascido de uma mulher… e assim todos nós recebemos a dignidade de filhos de Deus” (Gal 4, 4-5). Era assim que Paulo via o papel da Virgem Maria no plano da salvação. Que ela e ele nos ajudem a amar muito a Cristo e a ser suas testemunhas.
Ide pelo mundo inteiro e anunciai o Evangelho.

 

(11) – Ide ao mundo inteiro e proclamai o Evangelho

Hoje celebramos na Igreja a conversão do Apóstolo Paulo. Celebramos uma mudança de vida, uma passagem de “antes” para um “depois”; celebramos a abertura total de um homem à vontade de Deus.
Paulo é importante para a comunidade dos cristãos por seu processo de mudança; passa de um sistema religioso cimentado na justificação (“Deus me retribui por cumprir a lei”) a um sistema no qual Deus se torna presente de maneira direta, sem necessidade de intermediários, na existência do ser humano.
Paulo experimenta que Deus está presente nele; que pode recorrer a Deus não por meio da lei, mas por meio das pessoas. Paulo se dá conta que esse mesmo Deus em que crê habita nele e na comunidade, descobrindo que a relação entre Deus e os homens ocorre no mundo, e é a grande novidade para Paulo e nisso consiste sua mudança.
O evangelho que lemos hoje nos confirma o que Paulo experimentou: o Reino de Deus está atuando na nossa história, está presente em nós; por isso necessitamos mudar.

 

(12) – Reflexão

É comum ouvirmos pessoas rezarem pela conversão dos pecadores, mas é muito difícil vermos alguém rezar pela própria conversão. Isso acontece porque a maioria das pessoas acha que não precisa de conversão porque não comete aqueles pecados que possuem matéria mais grave e vive com certa constância uma religiosidade. Porém o Evangelho de hoje nos mostra que ser verdadeiramente cristão significa participar ativamente na obra evangelizadora da Igreja a partir do envio que foi feito pelo próprio Jesus. Portanto, só é verdadeiramente convertido quem participa da missão evangelizadora da Igreja.

 

(8) – Conversão de São Paulo

O martírio de São Paulo é celebrado junto com o de São Pedro, em 29 de junho, mas sua conversão tem tanta importância para a história da Igreja que merece uma data à parte. Neste dia, no ano 1554, deu-se também a fundação da que seria a maior cidade do Brasil, São Paulo, que ganhou seu nome em homenagem a tão importante acontecimento.
Saulo, seu nome original, nasceu no ano 10 na cidade de Tarso, na Cilícia, atual Turquia. À época era um polo de desenvolvimento financeiro e comercial, um populoso centro de cultura e diversões mundanas, pouco comum nas províncias romanas do Oriente. Seu pai Eliasar era fariseu e judeu descendente da tribo de Benjamim, e, também, um homem forte, instruído, tecelão, comerciante e legionário do imperador Augusto. Pelo mérito de seus serviços recebeu o título de Cidadão Romano, que por tradição era legado aos filhos. Sua mãe uma dona de casa muito ocupada com a formação e educação do filho.
Portanto, Saulo era um cidadão romano, fariseu de linhagem nobre, bem situado financeiramente, religioso, inteligente, estudioso e culto. Aos quinze anos foi para Jerusalém dar continuidade aos estudos de latim, grego e hebraico, na conhecida Escola de Gamaliel, onde recebia séria educação religiosa fundamentada na doutrina dos fariseus, pois seus pais o queriam um grande Rabi, no futuro.
Parece que era mesmo esse o anseio daquele jovem baixo, magro, de nariz aquilino, feições morenas de olhos negros, vivos e expressivos. Saulo já nessa idade se destacava pela oratória fluente e cativante marcada pela voz forte e agradável, ganhando as atenções dos colegas e não passando despercebido ao exigente professor Gamaliel.
Saulo era totalmente contrário ao cristianismo, combatia-o ferozmente, por isso tinha muitos adversários. Foi com ele que Estêvão travou acirrado debate no templo judeu, chamado Sinédrio. Ele tanto clamou contra Estevão que este acabou apedrejado e morto, iniciando-se então uma incansável perseguição aos cristãos, com Saulo à frente com total apoio dos sacerdotes do Sinédrio.
Um dia, às portas da cidade de Damasco, uma luz, descrita nas Sagradas Escrituras como “mais forte e mais brilhante que a luz do Sol”, desceu dos céus, assustando o cavalo e lançando ao chão Saulo, ao mesmo tempo em que ouviu a voz de Jesus pedindo para que parasse de persegui-Lo e aos seus e, ao contrário, se juntasse aos apóstolos que pregavam as revelações de Sua vinda à Terra. Os acompanhantes que também tudo ouviram, mas não viram quem falava, quando a luz desapareceu ajudaram Saulo a levantar pois não conseguia mais enxergar. Saulo foi levado pela mão até a cidade de Damasco, onde recebeu outra “visita” de Jesus que lhe disse que nessa cidade deveria ficar alguns dias pois receberia uma revelação importante. A experiência o transformou profundamente e ele permaneceu em Damasco por três dias sem enxergar, e à seu pedido também sem comer e sem beber.
Depois Saulo teve uma visão com Ananias, um velho e respeitado cristão da cidade, na qual ele o curava. Enquanto no mesmo instante Ananias tinha a mesma visão em sua casa. Compreendendo sua missão, o velho cristão foi ao seu encontro colocando as mãos sobre sua cabeça fez Saulo voltar a enxergar, curando-o. A conversão se deu no mesmo instante pois ele pediu para ser Batizado por Ananias. De Damasco saiu a pregar a palavra de Deus, já com o nome de Paulo, como lhe ordenara Jesus, tornando-se Seu grande apóstolo.
Sua conversão chamou a atenção de vários círculos de cidadãos importantes e Paulo passou a viajar pelo mundo, evangelizando e realizando centenas de conversões. Perseguido incansavelmente, foi preso várias vezes e sofreu muito, sendo martirizado no ano 67, em Roma. Suas relíquias se encontram na Basílica de São Paulo Fora dos Muros, na Itália, festejada no dia de sua consagração em 18 de novembro.
O Senhor fez de Paulo seu grande apóstolo, o apóstolo dos gentios, isto é, o evangelizador dos pagãos. Ele escreveu 14 cartas, expondo a mensagem de Jesus, que se transformaram numa verdadeira “Teologia do Novo Testamento”. Também é o patrono das Congregações Paulinas que continuam a sua obra de apóstolo, levando a mensagem do Cristianismo a todas as partes do mundo, através dos meios de comunicação.

 

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

 

CELEBRAÇÃO DE HOJE

 

CONVERSÃO DE SÃO PAULO
(BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO DOS APÓSTOLOS – OFÍCIO DA FESTA)

 

RITOS INICIAIS

 

Monição Ambiental ou Comentário Inicial

 

Nesta Eucaristia, a Palavra de Deus nos convoca para irmos ao mundo, com amor e destemor, levando a mensagem da paz. Lembramos hoje a conversão de São Paulo. Ele foi um dos principais propagadores da fé no Ressuscitado e suas cartas até hoje são a grande referência para sabermos como viver na prática essa fé. Quem se propõe a ser colaborador na obra de evangelização não pode ter sentimento de medo e de fraqueza diante das dificuldades, porque não estará fazendo uma obra de iniciativa própria, mas de iniciativa do próprio Deus.

 

Antífona da entrada

 

Sei em quem acreditei; e estou certo de que o justo juiz conservará a minha fé até o dia de sua vinda. (2Tm 1, 12; 4, 8)

 

Oração do Dia ou Oração da Coleta

 

Ó Deus, que instruístes o mundo inteiro pela pregação do apóstolo são Paulo, dai-nos, ao celebrar hoje a sua conversão, caminhar para vós seguindo seus exemplos e ser, no mundo, testemunhas do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

LITURGIA DA PALAVRA

 

Monição para a(s) Leitura(s)

 

Deus nos fala. A perseguição que Paulo de Tarso fazia à Igreja nascente espelha a perseguição que até hoje os poderes do mal continuam fazendo, às vezes em nome de religião ou de ideologias. Para fazer frente a esse tipo de comportamento dos poderes dominantes, os escolhidos por Deus contam com a força do próprio Deus.

 

Monição ou Antífona do Evangelho

 

— Aleluia, aleluia, aleluia.
— Eu vos designei, para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça, assim disse o Senhor. (Jo 15, 16).

 

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

 

Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

Oração sobre as Oferendas

 

Que o vosso Espírito, ó Deus, nos conceda nesta celebração a luz da fé que sempre iluminou o apóstolo são Paulo para anunciar o vosso nome aos povos. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da Comunhão

 

Vivo da fé no Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim (Gl 2, 20).

 

Oração depois da Comunhão

 

Que esta comunhão, Senhor nosso Deus, alimente em nós o ardor da caridade que inflamava o apóstolo são Paulo em sua solicitude por todas as Igrejas. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

 

Ide em Paz!

 

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

 

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

 

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO bc3adblia1 

 

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

 

REFLITA

 

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.

O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.

O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.

Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

 

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);

(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);

(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);

(5) – Portal Editora Santuário;

(6) – Portal Editora Paulinas;

(7) – Portal e Blog Canção Nova;

(8) – Portal Dom Total;

(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;

(10) – Portal Evangelho Quotidiano;

(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;

(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);

(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;

(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;

(15) – Portal Fraternidade O Caminho;

(16) – Portal Evangeli.net;

(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;

(18) – Um Novo Caminho;

(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;

(20) – Portal de Catequese Católica;

(21) – Blog Homilia Dominical;

(22) – Portal NPD Brasil;

(23) – Portal Canção Nova: Música;

(24) – Portal Editora Paulus;

(25) – Portal Católica Net;

(26) – Portal Católico Orante;

(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;

(28) – Portal Comunidade Resgate;

(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PESSOAL PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO.

 

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

 

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,

que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,

e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,

apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:

Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.

Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.

E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

 

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

 

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.

Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.

Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.

Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

 

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.

Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.

O futuro é desejo e pensamento.

O passado é aprendizado e lembrança.

O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

 

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:

“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

“Não julgues para não seres julgados.”

“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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