Liturgia Diária 28/Jan/14

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
28/Jan/2014 (3ª Feira)

OS VERDADEIROS PARENTES DE JESUS / A MÃE E OS IRMÃOS DE JESUS
Mc 3, 31-35 (os verdadeiros parentes de jesus - a mãe e os irmãos de jesus)

LEITURA: 2 Samuel 6, 12b-15. 17-19: A Arca transportada a Jerusalém
Leitura do Segundo Livro de Samuel.
Naqueles dias, 12 Davi pôs-se a caminho e transportou festivamente a arca de Deus da casa de Obed-Edom para a cidade de Davi. 13 A cada seis passos que davam, os que transportavam a arca do Senhor sacrificavam um boi e um carneiro. 14 Davi, cingido apenas com um efod de linho, dançava com todas as suas forças diante do Senhor. 15 Davi e toda a casa de Israel conduziram a arca do Senhor, soltando gritos de júbilo e tocando trombetas. 17 Introduziram a arca do Senhor e depuseram-na em seu lugar, no centro da tenda que Davi tinha armado para ela. Em seguida, ele ofereceu holocaustos e sacrifícios pacíficos na presença do Senhor. 18 Assim que terminou de oferecer os holocaustos e os sacrifícios pacíficos, Davi abençoou o povo em nome do Senhor todo-poderoso. 19 E distribuiu a toda a multidão de Israel, a cada um dos homens e das mulheres, um pão de forno, um bolo de tâmaras e uma torta de uvas. Depois todo o povo foi para casa. — Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

SALMO: Salmo 23, 7. 8. 9. 10 (R. 8a): Liturgia de entrada no santuário
– 8a Dizei-nos: ‘Quem é leste Rei da glória? / É o Senhor, o valoroso, o grandioso!’
7 ‘Ó portas, levantai vossos frontões! † / Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, / a fim de que o Rei da glória possa entrar!’
8 Dizei-nos: ‘Quem é este Rei da glória?’ † / ‘É o Senhor, o valoroso, o onipotente, / o Senhor, o poderoso nas batalhas!’
9 ‘Ó portas, levantai vossos frontões! † / Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, / a fim de que o Rei da glória possa entrar!’
10 Dizei-nos: ‘Quem é este Rei da glória?’ † / ‘O Rei da glória é o Senhor onipotente, / o Rei da glória é o Senhor Deus do universo!’

EVANGELHO: Marcos 3, 31-35: Os verdadeiros parentes de Jesus / A mãe e os irmãos de Jesus
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo † segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 31 chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32 Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33 Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34 E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35 Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura, agradecendo por este momento de encontro com Deus e com os irmãos internautas:
Agradeço-te, meu Deus, porque me chamaste, tirando-me das minhas ocupações do dia-a-dia, muitas vezes difíceis e pesadas, para aqui me encontrar contigo.
Dispõe o meu coração na paz e na humildade para poder ser por ti encontrado/a e ouvir a tua Palavra.

“Eu sou o CAMINHO” (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos, na Conferência de Aparecida, falaram de forma magnífica sobre a presença de Maria na família de Deus, como discípula e mestra. Vejamos um destes textos do Documento de Aparecida: “A máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (cf. Lc 1, 45) e obediência à vontade de Deus (cf. Lc 1, 38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2, 19. 51), é a discípula mais perfeita do Senhor. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar seu verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé, Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem que fosse livrada da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai. Alcançou, dessa forma, o fato de estar ao pé da cruz em uma comunhão profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança.” (DAp 266).
Sou, assim como Maria, da família de Jesus?
Ou seja, digo “sim” à vontade de Deus, mesmo que seja contrária aos meus projetos?
Busco descobrir e concretizar, a cada dia, qual é a vontade de Deus para mim, para minha família, para o mundo de hoje?

“A VERDADE” (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 3, 31-35, e observo pessoas, relações e as palavras de Jesus.
Este texto que medito hoje, traz a pessoa de Maria, Mãe de Jesus. Ela e seus parentes queriam falar com ele. E ele diz que são de sua família os que fazem a vontade do Pai. Numa primeira leitura pode parecer que Jesus é deselegante com sua mãe, mas, em melhor compreensão, pode-se perceber que aconteceu o contrário. Ao dizer que são de sua família os que fazem a vontade do Pai, ele incluiu sua Mãe, e, em primeiro lugar. Ela foi a primeira, no anúncio do anjo, que disse “sim” ao projeto e à vontade do Pai.

“E a VIDA” (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
“A oração mais perfeita é aquela em que houver mais amor. Neste segundo sentido mais amplo, pode-se definir a oração como a postura da alma que se põe aos pés de Deus para em silêncio olhar para ele ou o fitar enquanto fala com ele»,disse um grande santo. Assim, rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com a canção do padre Zezinho, scj,

Primeira cristã
Copie o link abaixo no navegador para ouvir a música
( http://letras.mus.br/padre-zezinho/1288092/ )

Primeira cristã / Maria da luz / Sabias, ó Mãe, / amar teu Jesus.
Primeira cristã / Maria do amor / Soubeste seguir / teu Filho e Senhor.

Nossa Senhora das milhões de luzes / Que meu povo acende pra te louvar.
Iluminada, iluminadora / Inspiradora de quem quer amar.
E andar com Jesus. (4 x)

Primeira cristã / Maria do lar / Ensinas, ó Mãe, / teu jeito de amar.
Primeira cristã, / Maria da paz / Ensinas, ó Mãe, / como é que Deus faz.

Primeira cristã / sempre a meditar / Vivias em Deus, / sabias orar.
Primeira cristã / fiel a Jesus / Por todo o lugar, / na luz e na cruz.

Qual a MISSÃO em minha vida hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Hoje, com Maria, irei ao encontro de Jesus, na certeza de que sou da sua família, porque faço a vontade de Deus.
BÊNÇÃO
– O Senhor o abençoe e guarde!
– O Senhor lhe mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de você!
– O Senhor lhe mostre seu rosto e lhe conceda a paz!’ (Nm 6, 24-27).
Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES

(6) – A comunidade de Jesus é caracterizada pela adesão à sua pessoa
A vida de Jesus era desconcertante não somente para os opositores de Jesus, mas também para a sua família. O texto do evangelho de hoje precisa do apoio de um outro texto para podermos compreender a razão pela qual a mãe e os parentes de Jesus vão procurá-lo. Em Mc 3, 20-21, à notícia de que, por causa do grande fluxo de gente que procurava Jesus, ele e seus discípulos não se alimentavam, sua família vai buscá-lo, pois pensavam que estivesse “fora de si”. Essa é a razão pela qual a família de Jesus manda chamá-lo e permanecem do lado de fora da casa. Ora, para os que estão do lado de fora, parece loucura o que Jesus faz e ensina (cf. Mc 3, 20. 31). Mas, para os que estão ao redor de Jesus e dentro da casa, o que Jesus ensina e faz, o modo como vive, não somente faz sentido mas dá sentido à vida e faz viver. O episódio é a ocasião para afirmar que tudo na vida de Jesus é expressão e engajamento para a realização da vontade de Deus. O que caracteriza o povo, a família, que se reúne em torno dele é a disposição de fazer a vontade de Deus. Não é mais a descendência do sangue ou a prática da Lei que constitui o povo de Deus, mas a adesão à pessoa de Jesus.

(7) – Construamos o Reino de Deus no cotidiano da vida
Não basta dizer que conhece o Senhor, é mais importante colocar em prática o que Ele veio nos ensinar! Começar a viver, no cotidiano da vida, o Reino de Deus.
”Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mc 3, 35).
Muitos estavam procurando Jesus e, no meio daquela multidão, alguém disse: “Olha, tua mãe e teus irmãos estão lá fora te procurando!” Jesus faz uma comparação maravilhosa para nos explicar e nos fazer entender quem é que faz parte realmente da Sua família. A nova família que Deus e Jesus inauguram se chama: “a Família de Deus, o Reino de Deus”. E para fazer parte dessa família não precisa ser “consanguíneo”, parente próximo, ter vindo da mesma ascendência de Jesus, ser descendente d’Ele. Para fazer parte da família de Jesus o segredo é apenas um: fazer a vontade do Pai.
Por isso, o Senhor demonstra: “Estes aqui são meus irmãos e, quem no meio de vós estiver fazendo a vontade do Pai!”. Você sabe que ser parente de alguém famoso, ser parente de alguém especial, torna a pessoa mais privilegiada, faz a pessoa ter uma distinção e um trato melhor do que os outros. Muitas vezes, a pessoa gosta de dizer: “Olha, eu sou parente de ministro”; “Sou parente de tal cantor”; “Sou parente de tal pessoa”; “Eu tenho sobrenome tal”; “Meu parente é famoso, é jogador de bola, é artista”. Isso lhe dá privilégio e prestígio, mas, no Reino de Deus, não é assim!
O prestígio, o privilégio, o reconhecimento de Deus não está no parentesco sanguíneo, em ter nome “A” ou ter nome “B”. O que dá prestígio, no coração de Deus, é aquele que acolhe o Reino de Deus na simplicidade do seu coração, na humildade de vida e começa a colocar a vontade d’Ele em prática.
Os parentes do Senhor estão espalhados por este mundo afora. Os parentes do Senhor, durante toda essa história, estão construindo o Reino de Deus. Sabem, no meio daquela multidão, no meio daqueles que procuravam o Senhor havia pessoas muito próximas a Ele, até do mesmo grau de parentesco, mas que não aderiram a mensagem do Evangelho e não O aceitaram como Senhor e Salvador.
Não basta dizer que conhece o Senhor, é mais importante colocar em prática aquilo que Ele veio nos ensinar, colocar em prática a vontade do Pai! Começar a viver, no cotidiano da vida, o Reino de Deus. Eu e você somos convidados a ser parentes e amigos da família de Jesus. A condição para isso é colocarmos em prática a vontade do Pai!
Que Deus abençoe você!

(8) – A NOVA FAMÍLIA
É bom possível que, no início do cristianismo, os parentes de Jesus tivessem querido exigir um lugar de destaque no contexto da comunidade. Eles podiam sempre apresentar como argumento o fato de terem com o Messias Jesus uma relação especial de parentesco de sangue, donde sua situação privilegiada em relação aos demais discípulos.
A comunidade, então, foi buscar, em sua própria experiência, um fato que tornava injustificada esta exigência. Quando, certa vez, foi procurado por sua mãe e alguns outros membros de sua família que desejavam vê-lo, Jesus deixou bem claro que fazia parte de sua família quem se predispusesse a fazer a vontade de Deus. Sim, a submissão à vontade de Deus é que estabeleceria laços profundos, como os de parentesco, entre Jesus e seus discípulos. Outros possíveis critérios careciam de sentido, talvez por se fundarem num mero sentimentalismo.
As palavras de Jesus não foram desrespeitosas para com sua mãe. Maria foi modelar na submissão à vontade de Deus. Sua figura apagar-se-ia se não fosse pensada a partir de seu enraizamento em Deus. Portanto, também pelo novo critério apresentado por Jesus, ela continuaria a ser sua mãe. E também mãe da nova família, encabeçada por Jesus, cujas relações se definem a partir da vontade do Pai.
ORAÇÃO
Senhor Jesus, concede-me a graça de submeter toda a minha vida à vontade do Pai, para que eu possa participar da nova família que inauguraste.

(9) – _Boa Nova para cada dia
“Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. (Mc 3, 32).
A presença da Mãe de Jesus em sua “vida pública” é tão discreta que imaginamos raros encontros entre Jesus e sua família.
Sabemos que a atividade evangelizadora de Jesus era intensa, e que Ele precisou viajar para lugares distantes, aonde não podia levar sua Mãe e seus parentes.
No entanto este Evangelho parece nos dizer que havia um contato suficientemente frequente entre Jesus e Sua Mãe, a ponto de ser considerado normal pelos seus conhecidos.
Este fato nos faz perguntar: como a Mãe de Jesus via a obra evangelizadora de Jesus?
Como seus parentes, “irmãos”, entendiam o que Jesus estava fazendo?
É claro que nos Evangelhos não encontramos detalhes sobre estas perguntas. Mas sua Mãe e seus parentes próximos deviam estar muito contentes com tudo o que Jesus fazia.
É claro também que Jesus não abandonou sua família por causa do Evangelho.
Mesmo que a passagem lida hoje pareça nos dizer que Jesus “quisesse” não ser perturbado por seus parentes, sua Mãe inclusive, a verdade era outra.
Pensemos no fim desta estória narrada neste Evangelho.
Como teria terminado?
Imaginemos assim: Jesus, depois de ter conversado o suficiente com as pessoas com as quais falava, foi acolher sua Mãe e “seus irmãos”.
O que teriam conversado?
Como Jesus considerava sua mãe e “seus irmãos”?
Ele os considerava pessoas santas que faziam a vontade de Deus. Tão santos que Jesus mesmo pôde indicá-los como modelos às pessoas com as quais conversava antes.
Pensemos na santidade da família de Jesus.
E pensemos também na santidade de algumas famílias que conhecemos: gente honesta, profundamente religiosos, cheios de caridade fraterna, de espírito de colaboração em atividades comunitárias na Igreja, fiéis a seus compromissos, santos, enfim. Assim devia ser a família no meio da qual Deus que Jesus fosse criado e educado.
Este Evangelho, portanto, nos leva a meditar sobre a santidade da Sagrada Família e desejar imitá-la: era cumpridora da vontade do Pai.
Voltemos da Igreja para nossa casa e façamos o mesmo.

(10) – Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Na parábola do semeador, São Lucas refere estas palavras com que o Senhor explica o significado da «terra boa»: «São aqueles que, tendo ouvido a palavra com um coração bom e virtuoso, a conservam e dão fruto com a sua perseverança» (Lc 8, 15). […] A menção do coração bom e virtuoso, em referência à Palavra ouvida e conservada, pode constituir um retrato implícito da fé da Virgem Maria; o próprio evangelista nos fala da memória de Maria, dizendo que conservava no coração tudo aquilo que ouvia e via, de modo que a Palavra produzisse fruto na sua vida. A Mãe do Senhor é ícone perfeito da fé, como dirá Santa Isabel: «Feliz de ti que acreditaste» (Lc 1, 45).
Em Maria, Filha de Sião, tem cumprimento a longa história de fé do Antigo Testamento, com a narração de tantas mulheres fiéis a começar por Sara; mulheres que eram, juntamente com os Patriarcas, o lugar onde a promessa de Deus se cumpria e a vida nova desabrochava. Na plenitude dos tempos, a Palavra de Deus dirigiu-se a Maria, e Ela acolheu-a com todo o seu ser, no seu coração, para que n’Ela tomasse carne e nascesse como luz para os homens. […] De fato, na Mãe de Jesus, a fé mostrou-se cheia de fruto e, quando a nossa vida espiritual dá fruto, enchemo-nos de alegria, que é o sinal mais claro da grandeza da fé. Na sua vida, Maria realizou a peregrinação da fé seguindo o seu Filho (Vat. II, «Lumen Gentium» 58). Assim, em Maria, o caminho de fé do Antigo Testamento foi assumido no seguimento de Jesus e Ela deixou-se transformar por Ele, entrando no olhar próprio do Filho de Deus encarnado.

(11) – Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?
A humildade deve ser o nosso primeiro passo em direção a Jesus! Nisto, nós temos Maria como Mestra, mesmo sendo a escolhida para gerar o filho de Deus, Maria sempre se postou humilde diante de Jesus, nunca reivindicou privilégios, pelo contrário, se colocou como discípula, uma fiel seguidora do Filho! Se pautarmos a nossa vida no exemplo desta grande mulher, não teremos dificuldades em fazer da nossa vida uma oferta de amor e de gratuidade!
Maria abriu mão de todos os seus projetos pessoais, para viver o projeto de Deus, ela sempre compreendeu, de que mesmo tendo nascido de suas entranhas, Jesus não lhe pertencia, por isto, ela nunca quis retê-Lo para si.
Com o seu testemunho, Maria nos ensina a colocarmos o projeto de Deus como prioridade em nossa vida, a sermos inteiros no amor, a não reter Jesus só para nós, a levá-Lo ao outro com o nosso testemunho de fidelidade às suas propostas.
Podemos perceber claramente a significante participação de Maria na história da salvação começando com o seu “sim” ao projeto de Deus. Vemos com evidencia, a sua participação no milagre realizado por Jesus nas Bodas de Cana: (Jo 2). Maria estava lá, e logo que percebeu a falta de vinho, intercedeu a Jesus em favor dos donos da festa. Confiante no poder do Filho, ela disse aos empregados: “fazei tudo o que Ele vos disser”! O que vem mais uma vez comprovar a sua importância no desenrolar de toda história!
Maria, como mãe amorosa, que quer o bem de todos, está sempre nos apontando Jesus, nos pedindo para que façamos tudo que Ele disser!
A nossa procura por Jesus, deve ser sempre na condição de discípulo, de quem quer ouvi-Lo, para aprender com o Mestre de todos os Mestres.
É importante que tenhamos o cuidado de não ver Jesus como qualquer um de nós, se assim fizemos, corremos o risco de analisar os seus ensinamentos de acordo com a lógica humana.
Quem de nós, seria capaz de colocar o amor aos amigos no mesmo patamar do amor que temos pelos nossos filhos e pelos nossos pais?
Somente Jesus fez isto, aí, está a grande diferença entre Jesus e nós! O amor de Jesus, é um amor igualitário para com todos, independente de laços sanguíneos.
Jesus era humano e Divino, mas em toda situação que exigia Dele uma tomada de posição, era sempre o seu lado Divino que prevalecia. Podemos ver isso claramente no evangelho de hoje, quando ao ser informado, que sua mãe e seus irmãos queriam falar com Ele, Jesus não interrompeu a sua missão divina, para atender o seu lado humano, deixando evidenciar que o seu compromisso com o Pai, era maior que tudo, até mesmos do que os laços familiares. E Maria, sua Mãe, compreendia tudo.
Para muitos, a atitude de Jesus, descrita neste evangelho, pode soar como um desprezo Dele para com a sua família, mas na realidade, o que Jesus quis dizer com esta sua postura, foi algo muito profundo: Jesus, quis ampliar a sua família, o que certamente, alegrou sua mãe, que assim como o Filho, era também obediente ao Pai. Maria compreendia todas as atitudes do Filho, sabia que Ele tinha vindo ao mundo para realizar a vontade do Pai!
“Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”! Com essas palavras, Jesus não desconsiderou sua Mãe, pelo contrário, a elevou, pois ninguém mais do que Maria, cumpria a vontade do Pai. Ela colocou-se totalmente a disposição Dele, desde o anuncio de que ela seria a mãe do Jesus! “Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim, segundo a Sua vontade”!
Sempre que deparamos com este evangelho, ficamos centrados na referencia que Jesus faz de quem é sua família, com isso, não meditamos a mensagem principal do evangelho, que é o convite a fazermos a vontade do Pai!
Quem for batizado e fazer a vontade do Pai, fará parte da família de Jesus!
Para não termos nenhuma dúvida sobre a atenção e o carinho que Jesus tinha para com sua Mãe, basta lembrarmos da sua preocupação com Ela, no momento derradeiro a sua morte, quando na cruz, Ele a entrega aos cuidados do apóstolo João.
Fazer a vontade do Pai é o único requisito que Jesus nos apresenta para fazermos parte da Sua família!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!

(11) – Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Neste Evangelho, Jesus, aproveitando o aviso de que sua mãe e familiares queriam falar com ele, anuncia-nos a prioridade que deve ter o Reino de Deus, inclusive sobre os vínculos familiares. Não há, aí, nenhum menosprezo por sua mãe, Maria, nem desinteressa pela sua família. O uso linguístico hebreu e aramaico aplicava o termo “irmãos” aos primos e parentes próximos.
Vemos aí um eco daquelas outras palavras de Cristo: “Se alguém vem a mim, mas não me prefere a seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs, e até à sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 26).
Jesus, ao proclamar familiar seu todo o que cumpre a vontade de Deus, muito longe de rejeitar a sua própria mãe Maria, está exaltando-a; porque ela foi a primeira que cumpriu a vontade de Deus na sua vida, com o seu “faça-se” inicial e definitivo. Cristo, ao abrir o círculo do parentesco com ele, fundado nos valores do Reino que são superiores aos laços da carne e do sangue, está afirmando a união perfeita que existe entre ele e sua mãe, por dois motivos: os vínculos de sangue e a convergência sem discrepância no espírito do Reino.
A Família de Deus, que tem o seu fundamento na obediência a Deus, tem prioridade sobre os laços de sangue. Jesus demonstrou isso também quando seus pais o encontraram no Templo, depois de o procurarem durante três dias: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu pai?” (Lc 2, 49).
Em outras palavras, Jesus lhes falou que a sua condição filial a Deus Pai e a sua obediência a ele deve prevalecer sobre a autoridade e os laços familiares. “Eis que venho, ó Pai, para fazer a vossa vontade” (Hb 10, 7).
O desapego de Jesus em relação à sua família natural é “teológico”,mais que afetivo.
O Evangelho relativiza a instituição familiar no tocante à resposta da pessoa a Deus. O homem e a mulher, a criança e o jovem, abrem-se mediante a fé a outras relações que superam as meramente familiares, do mesmo modo que, na sua evolução social, os adolescentes e jovens se abrem a outras influências extra-familiares: cultura, estudos, idéias, amizades…
Isso não contradiz a vocação familiar de educadora da fé. Que “a família cristã proclame em voz bem alta os valores do Reino”, como escola de fé que é para a vida (Concilio Vaticano II, LC 35).
Pe. Orlando de Morais foi o primeiro redentorista brasileiro da Província de S. Paulo. Ele era goiano, nascido na cidade de Bonfim – GO. Trabalhava no Santuário Nacional de N. Sra. Aparecida. Um santo homem de Deus. Nunca teve boa saúde. Foi nomeado bispo, mas recusou por motivo de saúde.
Sua doença se agravou. Dia 07/12/1924, pressentindo que a morte já estava próxima, arrastou-se até o quarto do Superior, Pe. Francisco Wand, e pediu-lhe a bênção para morrer. Pe. Francisco lhe disse: “Nem hoje nem amanhã, que é dia de festa e de muito trabalho. Espere um pouco”. Nove dias depois, dia 16/12/1924, ele voltou ao quarto do Superior, pedindo novamente a licença “para viajar”. Pe. Francisco respondeu: “Agora sim”. Pe. Orlando voltou a seu quarto e entrou em agonia, vindo a falecer horas depois.
Poucos dias antes da sua morte, Pe. Francisco, que bem conhecia a virtude do seu súdito, pediu-lhe que, chegando ao Céu, lhe mandasse um conto de Réis, para pagamento de uma conta urgente da Basílica. Após o enterro, uma senhora desconhecida apresentou-se no convento, entregando ao Superior uma rosa feita com cinco notas de duzentos mil Réis cada.
Felizes os pais do Pe. Orlando, em Bonfim – GO, que lhe transmitiram a fé e a santidade!
Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.

(11) – Fazer a vontade de Deus
2 Samuel 6,12-15.17-19 –“a alegria do Senhor é a nossa força”

A narrativa do livro de Samuel nos fala da alegria com que Davi transportou a arca de Deus para Jerusalém, oferecendo, a cada seis passos, sacrifícios em honra do Senhor, dançando, louvando, tocando trombetas, soltando gritos de júbilo. A arca de Deus é, hoje, a Sua presença no nosso coração, que nos impulsiona a caminhar em busca da Jerusalém Celeste, a Terra Prometida, em fim, a vida eterna que nós buscamos. Isto significa que a nossa vida também é uma caminhada que devemos fazer com alegria, expressando e contagiando o mundo com o nosso testemunho de júbilo pela presença do Senhor na nossa vida. Nós também transportamos a Arca de Deus quando comungamos o Corpo Eucarístico do Senhor, quando nos apossamos da Sua Palavra, quando vivenciamos os Seus Mandamentos, quando O servimos e O adoramos. Há muita alegria em servir a Deus, em adorá-Lo, em nos reunirmos em Seu Nome, em propagar a Sua Palavra, fazer o que é do Seu agrado. Temos que perceber que em Deus tudo é motivo de alegria e certeza de vitória! O Senhor deve estar no centro da nossa vida, ocupando os nossos pensamentos, sentimentos e ações. Como Davi, nós também recebemos a benção de Deus e abençoamos os que caminham conosco. A alegria do Senhor é a força que nos motiva a também, ir para nossa casa e dar testemunho de que transportar a Arca de Deus faz toda a diferença na vida de cada um.
– Você tem consciência de que a Arca de Deus está em você?
– Como você tem transportado a “Arca de Deus” que está no seu coração?
– Você sabe expressar alegria por isso?
– Você tem consciência de que também está caminhando para Jerusalém e que isto é motivo de alegria?

Salmo 23 – Dizei-nos: “Quem é este rei da glória? É o Senhor, o valoroso, o grandioso!”

O Rei da glória é o Senhor Deus Todo Poderoso que pede passagem para entrar no nosso coração. O Senhor é valoroso e onipotente, mas não invade o nosso interior se não quisermos. As portas somos nós, que às vezes, nos fechamos e não percebemos que o Senhor pede abertura para que Ele entre e permaneça para sempre conosco. Enquanto caminhamos aqui precisamos fazer com que o nosso coração já entre em sintonia com Aquele que nós iremos nos encontrar face a face no céu.

Evangelho Marcos 3, 31-35 – “fazer a vontade de Deus ”

Jesus não deixou a multidão de lado para correr ao encontro da sua família. Ele tinha consciência de que a Sua Missão aqui na Terra era também dar dignidade ao homem em todos os sentidos a fim de que Ele participasse da vida divina e apreendesse os ensinamentos do Pai. Ele queria fazer a vontade do Pai e, naquele momento, a vontade do Pai consistia em que Ele pregasse, libertasse, curasse aquele povo dos males que o afligia. E explicou para nós o princípio básico a fim de que também sejamos alguém da Sua casta, dizendo: “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Fazer a vontade do Pai, portanto é a única condição para que, como Maria, pertençamos à família de Jesus, não pela carne, mas pelo Espírito Santo que nos governa e nos ensina a viver em comunhão com a vontade de Deus. Os nossos sentimentos, pensamentos e nossas obras são uma demonstração da nossa real condição, por isso, resta a cada um de nós também refletir:
– Somos da família de Jesus?
– Fazemos a vontade do Pai?
– Quem está norteando as nossas ações e os nossos empreendimentos?
– O que temos ofertado a Deus para que a vontade Dele se faça acontecer em nós?

(11) – Fazer a vontade de Deus, eis a questão.
Durante os três anos da Sua vida pública, Jesus se propôs a revelar ao mundo a vontade do Pai que O enviara. Assim sendo, Ele aproveitava todos os momentos para ensinar e se apoiava nas Escrituras para edificar o reino dos céus aqui na terra. A multidão O procurava porque estava buscando alento para as suas dores e dificuldades. Em outras palavras, aquele povo procurava a salvação e o perdão para os seus pecados. Jesus sabia que a Sua Missão era fazer a vontade do Pai e, naquele momento, a vontade do Pai consistia em que Ele pregasse, libertasse e curasse aquele povo dos males que o afligia. Por isso, naquele momento Ele aproveitou o exemplo da sua mãe e da sua família para mais uma vez exortar e dar um preceito àquelas pessoas que o escutavam: “Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Por conseguinte, hoje, Jesus também nos adverte e coloca claramente a condição “sine qua non” para que façamos parte da família de Deus aqui na terra: o cumprimento da vontade do Pai. Ser irmão de Jesus, ser da família de Jesus sugere para nós a necessidade de vivermos de acordo com a vontade do Pai a qual se expressa nos ensinamentos do Evangelho. Sabemos que fazemos a vontade de Deus quando estamos ajustados (as) à sua Palavra e vivenciando os Seus ensinamentos nos nossos relacionamentos dando verdadeiro testemunho de que somos da família de Jesus. Resta-nos também refletirmos:
– Você se considera também da família de Jesus?
– O que você tem feito para isso?
– Você tem feito a vontade do Pai?
– Quem está norteando as suas ações e os seus empreendimentos?
– Você se baseia na Palavra de Deus para guiar os seus pensamentos, palavras e ações?

(11) – Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe
A vida cristã se estabelece não por laços de carne e de sangue, mas pela filiação que se recebe de Deus e pela fraternidade que nasce da adesão ao projeto de Jesus. Jesus da uma resposta que muitos podem ler como desprezo por sua mãe ou desinteresse pela sua família. Não devemos entender assim. O que Jesus quer deixar bem claro é que a experiência do Reino tem novas exigências e um novo nível de relações interpessoais.
O ponto centro do texto está na expressão: “Quem faz a vontade de meu Pai do céu, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. Necessitamos que os cristãos tenham e vivam o espírito do Reino. Não podemos seguir vivendo uma experiência cristã alheia às exigências do Reino de Deus.
A sociedade requer cristãos audaciosos para viver a dimensão profunda de fazer sempre a vontade de Deus, desde os mais simples princípios, como ensinou Jesus.
Como vivemos a causa do Reino de Deus?
Vivemos responsavelmente a experiência cristã?
Ser cristão é muito mais que uma simples prática de piedade. É a vida inteira oferecida e entregue à vontade de Deus.

(11) – A família de Jesus
Marcos, no início de seu evangelho, apresentou a tensão entre “sinagoga”, da qual Jesus se afasta, e “casa”, que passa a ser o local de reunião das novas comunidades em torno de Jesus.
Vemos nos textos de Mc 3, 31-35 que Jesus se encontra dentro da casa, seus parentes do lado de fora e a multidão está ao seu redor ouvindo-o. Estão reunidos os discípulos e discípulas em torno de Jesus, como também as multidões, que são pessoas do povo, capazes de deixar tudo e seguí-lo: são os aleijados, coxos, pobres, doentes que estão “como ovelhas sem pastor (Mc 6, 34)”.
Participar da casa é participar do banquete da vida, da aproximação com o outro como espaço de diálogo e compreensão. Para poder entrar na casa é preciso romper com o sistema de opressão que há em nossa sociedade, na medida em que faço do outro instrumento da minha vontade e o coloco em disputa com os demais. A casa é o lugar apropriado para desenhar a proposta que Jesus deseja anunciar e promover o sistema de relação social.
“…Um profeta só é desprezado em sua pátria, em sua parentela e em sua casa” (Mc 6, 4) . As pessoas capazes de compreender a missão de Jesus são aquelas que fazem a experiência d’Ele. Os mais próximos se afastam diante da missão de Jesus, enquanto os mais distantes se aproximam d’Ele e de sua missão. Aproximar da missão é encontrar-se dentro da casa e reconhecer em Jesus a presença do Reino de Deus. É preciso compreender os gestos e não ter o coração endurecido. Os que estão fora da casa são os adversários que querem interromper a missão, concordando com uma ideologia que domina as pessoas e que controla o sistema opressor.
No relato de Marcos 3, 20-21 encontramos que o “estar na casa” é o principal foco e eixo de partida, enquanto que nos versículos 31-35, o grande eixo é a pergunta: “ quem é minha mãe e meus irmãos?” Jesus se sente próximo e familiar a todos que se deixam envolver por seu projeto. O grau de parentesco é como que um título para que se possa fazer parte da nova comunidade, que requer acima de tudo fidelidade. Enquanto anteriormente a preocupação da família era a incompreensão da missão de Jesus, que tinha a família como eixo estrutural, agora Jesus nos diz: “…eis a minha mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe”(Mc 3, 34-35), procurando derrubar a ordem social e provocar ruptura com sua família de sangue. “Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando do lado de fora…”(Mc 3,31) enquanto que a multidão se encontra sentada em torno do lado de Jesus “(Mc 3, 32).
Jesus se recusa a aceitar quem não aceita sua missão!
Perante uma atitude de vida incoerente, na qual o projeto de Deus não é assumido e a discriminação se torna mais forte, Jesus faz um questionamento: “quem é minha mãe e meus irmãos?” ( Mc 3, 33). Se eles não conseguem aceitar a missão de Jesus, Este também não o reconhece como parente. É preciso ser obediente a Deus, porque no centro está o ser humano e suas necessidades. Estar sentado à sua volta é estar atento aos seus ensinamentos “Enquanto caminhavam, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e ficou escutando a sua palavra. Marta estava ocupada com muitos afazeres. Aproximou-se e falou: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela venha ajudar-me!» O Senhor, porém, respondeu: «Marta, Marta! Você se preocupa e anda agitada com muitas coisas; porém, uma só coisa é necessária, Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada.»”(Lc 10, 38-42). É a unidade em Jesus que se deve fazer evidente numa opção de vida, numa instauração de uma família, como também na vida; viver a vida com adesão ao projeto de Deus e na construção de um mundo novo, no qual a esperança nos mova para frente para podermos chegar “…a uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel”.
O evangelista Marcos nos deixa claro aqui que o importante é entrar na casa e conversar, dialogar e participar da vida com o(a) outro(a). Assim, a comunidade do discipulado será a nova família que queremos formar.
Portanto, as palavras de Jesus questionando quem é sua mãe e quem são seus irmãos têm o sentido de revelar que o dom de Deus, nele presente, não se restringe a laços consanguíneos privilegiados. Jesus substitui estes laços estabelecidos na tradição pelos laços do amor verdadeiro e sem fronteiras, que vão muito além dos limites de família ou raça. A verdadeira família é aquela constituída por pessoas que, fazendo a vontade de Deus, tornam-se discípulas de Jesus. A família consangüínea, pelo amadurecimento do amor, abre-se e solidariza-se com os mais excluídos e empobrecidos.

(12) – REFLEXÃO
Somos convidados pelo evangelho de hoje a descobrir a verdadeira família à qual nós pertencemos: a família dos filhos e filhas de Deus, que procura conhecer e por em prática a vontade do Pai e participar do seu projeto de construção do mundo novo, da civilização do amor, sinal do Reino definitivo. Participar dessa verdadeira família não significa negar a nossa família terrena, nem os nossos relacionamentos sociais e afetivos, mas subordinar essas duas realidades à realidade maior, que é a família dos filhos e filhas de Deus, fazendo, assim, com que haja uma verdadeira hierarquia de valores na nossa vida, que subordina o temporal ao eterno.

(16) – Eis minha mãe e meus irmãos! Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe
Hoje contemplamos Jesus —numa cena muito especial e, também, comprometedora— ao seu redor havia uma multidão de pessoas do povoado. Os familiares mais próximos de Jesus chegaram desde Nazaré a Cafarnaum. Mas, quando viram tanta quantidade de gente, permaneceram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Disseram-lhe: «Tua mãe e teus irmãos e irmãs estão lá fora e te procuram» (Mc 3, 32).
Na resposta de Jesus, como veremos, não há nenhum motivo para rechaçar os seus familiares. Jesus tinha se afastado deles para seguir o chamado divino e mostra agora que também internamente renunciou a eles: não por frialdade de sentimentos ou por menosprezo dos vínculos familiares, senão porque pertence completamente a Deus Pai. Jesus Cristo fez Ele mesmo, pessoalmente, aquilo que justamente pede aos seus discípulos.
Em vez da sua família da terra, Jesus escolheu uma família espiritual. Passando um olhar sobre os que estavam sentados ao seu redor, disse-lhes: «Eis minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe». (Mc 3, 34-35). São Marcos, em outros lugares do seu Evangelho, refere outro dos olhares de Jesus ao seu redor.
Será que Jesus quer nos dizer que só são seus parentes os que escutam com atenção sua palavra?
Não! Não são seus parentes aqueles que escutam sua palavra, senão aqueles que escutam e cumprem a vontade de Deus: esses são seu irmão, sua irmã, sua mãe.
Jesus faz uma exortação a aqueles que estão ali sentados —e a todos— a entrar em comunhão com Ele através do cumprimento da vontade divina. Mas, vemos, também, na suas palavras uma louvação a sua mãe, Maria, a sempre bem-aventurada por ter acreditado.

(8) – Santo Tomás de Aquino
Doutor da Igreja, professor de teologia, filosofia e outras ciências nas principais universidades do mundo em seu tempo; frei caridoso, estudioso dos livros sagrados, sucessor na importância teórica de São Paulo e Santo Agostinho. Assim era Tomás d’Aquino, que não passou de um simples sacerdote. Muito se falou, se fala e se falará deste Santo, cuja obra perdura atualíssima ao longo dos séculos. São dezenas de escritos, poesias, cânticos e hinos até hoje lidos, recitados e cantados por cristãos de todo o mundo.

Tomás nasceu em 1225, no castelo de Roccasecca, na Campânia, da família feudal italiana dos condes de Aquino. Possuía laços de sangue com as famílias reais da Itália, França, Sicília e Alemanha, esta ligada à casa de Aragão. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que não pararia nunca mais. Depois, freqüentou a Universidade de Nápoles, mas, quando decidiu entrar para a Ordem de São Domingos encontrou forte resistência da família. Seus irmãos chegaram a trancá-lo num castelo por um ano, para tentar mantê-lo afastado dos conventos, mas sua mãe acabou por libertá-lo e, finalmente, Tomás pôde se entregar à religião. Tinha então dezoito anos. Não sendo por acaso a sua escolha pela Ordem de São Domingos, que trabalha para unir Ciência e Fé em favor da Humanidade. Este sempre foi seu objetivo maior.
Foi para Colônia e Paris estudar com o grande Santo e doutor da Igreja, Alberto Magno. Por sua mansidão e silêncio foi apelidado de “boi mudo”, por ser também, gordo, contemplativo e muito devoto. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, além do rei São Luiz da França. Também, lecionou em grandes universidades de Paris, Roma, Bologna e Nápoles e jamais se afastou da humildade de frei, da disciplina que cobrava tanto de si mesmo quanto dos outros e da caridade para com os pobres e doentes.
Grande intelectual, vivia imerso nos estudos, chegando às vezes a perder a noção do tempo e do lugar onde estava. Sua norma de vida era: “oferecer aos outros os frutos da contemplação”. Sábios e políticos tentaram muitas vezes homenageá-lo com títulos, honras e dignidades, mas Tomás sempre recusou. Escrevia e publicava obras importantíssimas, frutos de seus estudos solitários desfrutados na humildade de sua cela, aliás seu local preferido. Seus escritos são um dos maiores monumentos de filosofia e teologia católica.
Tomás D’Aquino morreu muito jovem, sem completar os quarenta e nove anos de idade, no mosteiro de Fossanova, a caminho do II Concílio de Lion, em 07 de março de 1274, para o qual fora convocado pelo papa Gregório X. Imediatamente colégios e universidades lhe prestaram as mais honrosas homenagens. Suas obras, a principal, mais estudada e conhecida, a “Summa Teológica”, foram a causa de sua canonização, em 1323. Disse sobre ele, nessa ocasião, o papa João XXII: “Ele fez tantos milagres, quantas proposições teológicas escreveu”. É padroeiro das escolas públicas, dos estudantes e professores.
No dia 28 de janeiro de 1567, o papa São Pio V lhe deu o título de “doutor da Igreja”, e logo passou a ser chamado de “doutor angélico”, pelos clérigos. Em toda a sua obra filosófica e teológica tem primazia à inteligência, estudo e oração; sendo ainda a base dos estudos na maioria dos Seminários. Para isso contou, mais recentemente, com o impulso dado pelo incentivo do papa Leão XIII, que fez reflorescer os estudos tomistas.
A sua festa litúrgica é celebrada no dia 28 de janeiro ou no dia 07 de março. Seus restos mortais estão em Tolouse, na França, mas a relíquia de seu braço direito, com o qual escrevia, se encontra em Roma.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTO TOMÁS DE AQUINO – SACERDOTE E DOUTOR
(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

Monição ambiental ou Comentário Inicial
Na história do povo escolhido, Davi foi uma referência para uma reorganização social, sempre com fundamento na presença de Deus no meio do povo, simbolizada na arca da aliança. Hoje o sinal da presença divina é a própria Igreja. Maria, mãe de Jesus, é chamada também de “Arca da Aliança”. Jesus, porém, chama de sua família quem ouve e cumpre a vontade de Deus. Também na Eucaristia Deus se faz presente no meio do povo. Santo Tomás de Aquino (1226-1274), ajudou muito na compreensão de nossa fé, especialmente na compreensão da Eucaristia.

Antífona de Entrada
Os sábios refulgirão como o esplendor do firmamento; e os que ensinaram a mitos a justiça brilharão como estrelas para sempre (Dn 12, 3).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que tornastes santo Tomás de Aquino um modelo admirável pela procura da santidade e amor à ciência sagrada, dai-nos compreender seus ensinamentos e seguir seus exemplos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) leitura(s)
Deus nos fala. A alegria de saber que Deus está no meio de nós é algo que mexe com nossa emoção, como aconteceu com Davi na entronização da arca da aliança. Nós também vibramos ao saber que somos parte da família do próprio Deus, se cumprimos sua vontade. Isso nos faz querer viver de modo cada vez mais próximo de Deus.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do réu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11, 25)

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Que o vosso Espírito, ó Deus, nos conceda nesta celebração a luz da fé que iluminava santo Tomás de Aquino na propagação da vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Nós anunciamos Cristo crucificado: Cristo, força e sabedoria de Deus (1 Cor 1, 23s).

Oração depois da Comunhão
Nós vos pedimos, ó Deus, que, renovados por esta comunhão e exortados por esta comunhão e exortados pelos ensinamentos de santo Tomás de Aquino, vivamos em contínua ação de graças pelos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA!

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever. O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age. O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede. Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA. E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação, que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados, e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco, apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me: Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado. Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar. E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome. Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma. Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte. Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO. Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária. O futuro é desejo e pensamento. O passado é aprendizado e lembrança. O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” “Não julgues para não seres julgados.” “A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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