Liturgia Diária 29/Jan/14

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
29/Jan/2014 (quarta-feira)

PARÁBOLA DO SEMEADOR
Mt 13,1-9 (a parabola do semeador)

LEITURA: 2 Samuel 7, 4-17: Profecia de Natã / Promessa dinástica
Leitura do Segundo Livro de Samuel.
Naqueles dias, 4 a palavra do Senhor foi dirigida a Natã nestes termos: 5 “Vai dizer a meu servo Davi: ‘Assim fala o Senhor: Porventura és tu que me construirás uma casa para eu habitar? 6 Pois eu nunca morei numa casa, desde que tirei do Egito os filhos de Israel, até o dia de hoje, mas tenho vagueado em tendas e abrigos. 7 Por todos os lugares onde andei com os filhos de Israel, disse, porventura, a algum dos chefes de Israel, que encarreguei de apascentar o meu povo: Por que não me edificastes uma casa de cedro?’ 8 Dirás pois, agora, a meu servo Davi: Assim fala o Senhor Todo-poderoso: Fui eu que te tirei do pastoreio, do meio das ovelhas, para que fosses o chefe do meu povo, Israel. 9 Estive contigo em toda parte por onde andaste, e exterminei diante de ti todos os teus inimigos, fazendo o teu nome tão célebre quanto o dos homens mais famosos da terra. 10 Vou preparar um lugar para o meu povo, Israel: eu o implantarei, de modo que possa morar lá sem jamais ser inquietado. Os homens violentos não tornarão a oprimi-lo como outrora, 11 no tempo em que eu estabelecia juízes sobre o meu povo, Israel. Concedo-te uma vida tranquila, livrando-te de todos os teus inimigos. E o Senhor te anuncia que te fará uma casa. 12 Quando chegar o fim dos teus dias e repousares com teus pais, então, suscitarei, depois de ti, um filho teu, e confirmarei a sua realeza. 13 Será ele que construirá uma casa para o meu nome, e eu firmarei para sempre o seu trono real. 14 Eu serei para ele um pai e ele será para mim um filho. Se ele proceder mal, eu o castigarei com vara de homens e com golpes dos filhos dos homens. 15 Mas não retirarei dele a minha graça, como a retirei de Saul, a quem expulsei da minha presença. 16 Tua casa e teu reino serão estáveis para sempre diante de mim, e teu trono será firme para sempre”. 17 Natã comunicou a Davi todas essas palavras e toda essa revelação. — Palavra do Senhor. — Graças a Deus.

SALMO: Salmo 88, 4-5. 27-28. 29-30 (R. 29a): Hino e Prece ao Deus fiel
29a Guardarei eternamente para ele a minha graça.
4 ‘Eu firmei uma Aliança com meu servo, meu eleito, / e eu fiz um juramento a Davi, meu servidor: / 5 Para sempre, no teu trono, firmarei tua linhagem, / de geração em geração garantirei o teu reinado!’
27 Ele, então, me invocará: ‘Ó Senhor, vós sois meu Pai, / sois meu Deus, sois meu Rochedo onde encontro a salvação!` / 28 E por isso farei dele o meu filho primogênito, / sobre os reis de toda a terra farei dele o Rei altíssimo.
29 Guardarei eternamente para ele a minha graça / e com ele firmarei minha Aliança indissolúvel. / 30 Pelos séculos sem fim conservarei sua descendência, / e o seu trono, tanto tempo quanto os céus, há de durar’.

EVANGELHO: Marcos 4, 1-20: 4, 1-9 (Parábola do Semeador) / 4, 10-12 (Por que Jesus fala em parábolas) / 4, 13-20 (Explicação da parábola do semeador)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— Proclamação do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3 “Escutai! O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. 9 E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. 13 E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão à beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; 19 mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a leitura, rezando:
Jesus, sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão.

“Eu sou o CAMINHO” (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Que tipo de terreno é meu coração?
Sobre a semente da evangelização e os frutos, os bispos falaram muito bem na V Conferência, em Aparecida. E deixaram para nós esta reflexão: “Os esforços pastorais orientados para o encontro com Jesus Cristo vivo deram e continuam dando frutos. Entre outros, destacamos os seguintes:
a) Devido a animação bíblica da pastoral, aumenta o conhecimento da Palavra de Deus e do amor por ela. Graças à assimilação do Magistério da Igreja e a uma melhor formação de generosos catequistas, a renovação da Catequese tem produzido fecundos resultados em todo o Continente, chegando inclusive a países da América do Norte, Europa e Ásia, para onde muitos latino-americanos e caribenhos têm emigrado.
(…)
f) A Doutrina Social da Igreja constitui uma riqueza sem preço que tem animado o testemunho e a ação solidária dos leigos e leigas, aqueles que se interessam cada vez mais por sua formação teológica como verdadeiros missionários da caridade, e se esforçam por transformar de maneira efetiva o mundo segundo Cristo. Hoje, inumeráveis iniciativas laicas no âmbito social, cultural, econômico e político, deixam-se inspirar pelos princípios permanentes, pelos critérios de juízo e pelas diretrizes de ação provenientes da Doutrina Social da Igreja. Valoriza-se o desenvolvimento que tem tido a Pastoral Social, como também a ação da Cáritas em seus vários níveis e a riqueza do voluntariado, nos mais diversos apostolados com incidência social. Tem-se desenvolvido a pastoral da comunicação social e mais do que nunca a Igreja tem contado com mais meios de comunicação para a evangelização da cultura, neutralizando em parte outros grupos religiosos que ganham constantemente adeptos, usando com perspicácia o rádio e a televisão. Temos rádios, televisão, cinema, jornais, internet, páginas de web e a RIIAL que nos enchem de esperança (DAp 99).”

“A VERDADE” (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia: Mc 4, 1-20.
A barca é o púlpito de onde Jesus fala às multidões.Fala utilizando uma linguagem agrícola: a do semeador. Protagonista é a semente. Semente simboliza a Palavra. As pessoas são o terreno que pode ser estrada, pedras, espinheiros ou terra boa. Fácil de entender a parábola. A semente morre e germina. Onde há pedra ou espinhos não vingará, mas na terra boa, dará muitos frutos. Isto significa que a Palavra precisa ser recebida, acolhida, protegida, assimilada no terreno do nosso coração.

“E a VIDA” (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo:
Jesus Mestre, disseste que a vida eterna consiste em conhecer a ti e ao Pai.
Derrama sobre nós, a abundância do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no teu seguimento, porque és o único caminho para o Pai.
Faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.
Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos, guardaremos tua Palavra, meditando-a no coração.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual a MISSÃO em minha vida hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou demonstrar pela vida que o amor de Deus é uma semente que dá bons frutos em minha vida.
Escolho uma frase ou palavra para memorizar. Vou repeti-la durante o dia.
BÊNÇÃO
– Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
– Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
– Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
– Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES

(6) – A Palavra acolhida gera vida nova
Nosso texto pode ser dividido em três partes: a parábola (vv. 1-9), o por que Jesus fala em parábolas (vv. 10-12) e a explicação ou alegoria da parábola (vv. 13-20). É provável que a redação da alegoria da parábola tenha sido escrita num período distinto daquele em que a parábola foi dita. Muito embora não tenhamos acesso ao contexto original em que a parábola foi pronunciada, podemos conjeturar que tipo de questão pode ter dado origem à parábola do semeador:
– Por que a Palavra de Deus é semeada no coração de uns e não de outros?
– Por que ela produz frutos em uns e não em outros?
– Deus faz distinção de pessoas?
Deus não faz acepção de pessoas. A semente é semeada em toda a extensão do terreno. Sua Palavra é oferecida e semeada no coração de todo ser humano indistintamente. O modo com que a Palavra de Deus é acolhida e o espaço que ela encontra no coração e na vida de cada um é que permite ou não que ela produza os frutos próprios de seu dinamismo, pois assim como a chuva e a neve que caem do céu para lá não voltam sem terem regado a terra, assim a Palavra que sai da boca de Deus e que cai no coração do ser humano (cf. Is 55, 10-11).

(7) – A Palavra de Deus é a semente da vida!
Que no seu coração a Palavra de Deus seja fecunda e produza muitos frutos!
“Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um” (Mc 4, 20).
A parábola que Jesus conta para nós, hoje, é uma das palavras do Senhor que nos dão uma compreensão maravilhosa da presença do Reino de Deus no meio de nós: “A Parábola do semeador”. O Reino de Deus é como um homem que sai a semear e a Palavra de Deus é a semente.
Quem já viveu no campo sabe como é a semente: ela é lançada na terra, vai cair, vingar, crescer e se tornar uma árvore esplendorosa e vai produzir muitos frutos. No entanto, muitas sementes não chegam nem a entrar na terra, elas se perdem pelo caminho, os pássaros vêm e as comem. Outras sementes até começam a crescer, a vingar, mas o terreno é rochoso e pedregoso, então elas não entram no solo com profundidade, ou vêm a chuva, o temporal ou qualquer coisa que levam aquelas sementes embora.
A Palavra de Deus que é semeada em nosso coração tem a mesma sintonia: nós a escutamos e a achamos bonita, mas nós somos tão distraídos que a primeira distração que vem à nossa frente rouba a Palavra de Deus que está em nós.
Quando nós estamos na Missa quanta distração vem a nossa cabeça, o quanto nós estamos, muitas vezes, avoados, preocupados com as coisas, e esta Palavra não cresce em nós. Outras vezes, até permitimos que esta Palavra cresça, a achamos bonita, guardamos aquela Palavra, mas nos faltam constância e perseverança.
Nós nos animamos com qualquer outra coisa, deixamo-nos levar por qualquer outra realidade e a Palavra que foi lançada em nosso coração é roubada e não cresce nem produz frutos. Mas, pior ainda é quando deixamos nos levar pelas preocupações do mundo, pela ilusão das riquezas, dos bens materiais e de tudo aquilo que a vida nos oferece. Isso contagia tanto os nossos olhos que nós perdemos a direção do Reino de Deus e nos deslumbramos com aquilo que o mundo nos apresenta.
E tantas vezes, perguntamos: “Meu Deus, por que não eu não vivo a Tua Palavra!? Por que eu não coloco a Tua Palavra em prática?”.
Porque o nosso coração se deixa iludir, o nosso coração se deixa enganar por outras tentações, por outras coisas que, aparentemente, parecem melhores e mais agradáveis do que a Palavra de Deus.
E, hoje, quero dizer a você: Deixe essa Palavra cair no seu coração, medite-a, guarde essa Palavra, guarde-a como um tesouro para a sua vida, para o seu coração, para a sua família e não deixe que nenhum vento, nenhum pássaro, nenhuma tentação e nenhuma tribulação roubem essa semente maravilhosa, que é a Palavra de Deus semeada no seu coração!
Que essa Palavra produza frutos na sua vida: ou trinta, ou sessenta ou cem por um. Que essa Palavra multiplique os frutos do Reino de Deus no seu coração! Que no seu coração a Palavra de Deus seja fecunda e produza muitos frutos!
Deus abençoe você!

(8) – Acolhendo a Palavra
Os discípulos foram orientados a respeito de como a pregação seria acolhida. Com isto, Jesus os precavia contra possíveis desilusões, ou mesmo, otimismo ingênuo. Ensinava-lhes, também, a ter suficiente sensibilidade para perceber onde, exatamente, o Reino estava produzindo frutos, e alegrar-se por isso.
Muitos haveriam de escutar a mensagem do Reino, de forma tão superficial, como se a pregação estivesse caindo no vazio. A Palavra perder-se-ia antes de penetrar em seus corações.
Outros dariam ouvido à pregação, mostrando até interesse pela Palavra acolhida. Os discípulos teriam motivos para confiar neles. Entretanto, por não terem consistência, logo na primeira perseguição ou tribulação, abririam mão da escolha feita.
Outro grupo de pessoas tornaria improdutiva a Palavra porque, logo depois de ouvi-la e acolhê-la, não seriam capazes de resistir à fascinação das riquezas e outras veleidades incompatíveis com o projeto de Deus.
Outros, enfim, receberiam a Palavra em corações dispostos a fazê-la frutificar. Esta seria a parte proveitosa da missão.
O discípulo, porém, não teria o direito de escolher as pessoas às quais dirigir a Palavra do Reino. Todas haveriam de ser destinatárias dessa Palavra, mesmo que ela, eventualmente, ficasse infrutífera.
ORAÇÃO
Espírito que faz a Palavra frutificar, transforma meu coração em terra fértil, onde a Palavra de Deus possa dar seus frutos.

(9) – Boa Nova para cada dia
A vós foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora tudo acontece em parábolas, … para que escutem mas não compreendam … não se convertam … e não sejam perdoados. (Mc 4, 11-12).
Conhecemos bem as parábolas de Jesus.
A que este Evangelho traz é sobre o Reino de Deus, comparado ao efeito do trabalho do semeador. As sementes rendem em proporções diferentes, desde o resultado zero a cem por uma.
Jesus disse esta parábola a todos os seus ouvintes, pregando no mar da Galileia.
Entre seus ouvintes havia judeus indispostos contra Ele. A palavra de Jesus foi a palavra de Deus semeada também entre aqueles judeus. Eles não deixaram a semente germinar pelo ódio que nutriam contra Jesus.
Então a Jesus somente restava semear a palavra de Deus no meio de um grupo restrito, o de seus discípulos. Mas estes também precisavam ser preparados para que neles cada semente rendesse cem vezes.
Foi por isto que Jesus explicou em detalhes, somente a seus discípulos, o significado de cada parte da parábola. Mas aos judeus que não O aceitavam, Jesus não pôde explicar nada. Foi assim que muitos ouvintes de Jesus, parte do Povo Eleito, não compreenderam suas parábolas, não se converteram ao Reino de Deus, e por isto não foram perdoados (Mc 4, 11-12).
Mas as parábolas de Jesus não pararam no seu tempo.
Ele as ensina para nós hoje em dia também.
E nós podemos ser cada tipo de terra, desde a pedregosa até a fértil.
Peçamos a Jesus que faça de nós terra fértil.
E que, rendendo por uma semente outras cem, sintamos a alegria de participar da fecundidade do Reino de Deus neste mundo.
Viveremos assim sempre com Deus.
Esta é uma felicidade somente comparável com a que teremos no céu.

(10) – Produziu a trinta, a sessenta e a cem por um
Irmãos bem amados, quando vos apresentamos uma coisa útil para a vossa alma, que ninguém tente desculpar-se dizendo:
«Não tenho tempo para ler, e é por isso que não posso conhecer os mandamentos de Deus nem observá-los.» […]
Evitemos as vãs tagarelices e as brincadeiras corrosivas […], e veremos se não temos tempo para consagrar à leitura da Sagrada Escritura. […]
Quando as noites são mais longas, haverá alguém capaz de tanto de dormir, que não possa ler ou ouvir ler as Escrituras? […]
Pois a luz da alma e seu alimento eterno não é senão a Palavra de Deus, sem a qual o coração não pode nem viver nem ver. […]
O cuidado da nossa alma é semelhante ao cultivo da terra. Assim como para cultivar a terra se arranca de um lado e se extirpa do outro até à raiz para semear o bom grão, o mesmo se deve fazer à nossa alma: arrancar o que é mau e plantar o que é bom; extirpar o que é prejudicial, transplantar o que é útil; desenraizar o orgulho e plantar a humildade; deitar fora a avareza e guardar a misericórdia; desprezar a imoralidade e amar a castidade. […]
Efetivamente, vós sabeis como se cultiva a terra.
Em primeiro lugar, arrancam-se as silvas e atiram-se as pedras para longe, seguidamente lavra-se a própria terra, recomeça-se uma segunda vez, uma terceira, e finalmente […] semeia-se. Que seja assim na nossa alma: em primeiro lugar, arranquemos as silvas, ou seja os maus pensamentos; seguidamente retiremos as pedras, isto é, a malícia e a dureza. Por último, lavremos o nosso coração com o arado do Evangelho e a relha da cruz e, quebrado pela penitência, amolecido pela esmola e pela caridade, preparemo-lo para a semente do Senhor […], para que possa receber com alegria a semente da palavra divina e não dar apenas trinta, mas sessenta e cem vezes o seu fruto.

(11) – O semeador, a semente e o solo
Jesus contou frequentemente, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar verdades espirituais.
Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em Marcos 4:13: “Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?” Jesus está dizendo que esta parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou especificamente. Precisamos meditar cuidadosamente nesta história.
A história em si é simples: “Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e, estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um” (Lucas 8, 5-8). A explicação de Jesus é também fácil de entender: “A semente é a palavra de Deus. A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido bom e reto coração retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (Lucas 8, 11-15). Alguém ensina as Escrituras a várias pessoas; a resposta dessas pessoas depende do estado do coração delas, isto é, de sua atitude. Consideremos o semeador, a semente e o solo.
O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. Uma vez que a semente for deixada no celeiro, nunca produzirá uma safra, por isso seu trabalho é importante. Mas a identidade pessoal do semeador não é. O semeador nunca é chamado pelo nome nesta história. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente.
Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem estar ensinando a palavra. Quanto mais ela é plantada nos corações dos homens, maior será a colheita. Mas a identidade pessoal do professor não tem importância. “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento” (1 Coríntios 3, 6-7). Em nossos dias, o semeador tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida. A propaganda das campanhas religiosas frequentemente contém uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu nível escolar, sua capacidade pessoal e o desenvolvimento de sua carreira; o evangelho de Cristo que ele supõe-se estar pregando é mencionado apenas naquelas letrinhas, lá no canto. Não devemos exaltar os homens, mas fixarmo-nos completamente no Senhor.
A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do assentamento do evangelho dentro de um coração puro. A palavra gera (Tiago 1, 18), salva (Tiago 1, 21), regenera (1 Pedro 1, 23), liberta (João 8, 32), produz fé (Romanos 10, 17), santifica (João 17, 17) e nos atrai a Deus (João 6, 44-45). Como o evangelho se espalhava no primeiro século, foi-nos dito muito pouco sobre os homens que o divulgaram, porém muito nos foi dito sobre a mensagem que eles disseminaram.
A colheita do evangelho pode ser pequena (se o solo for pobre), mas Deus só nos deu permissão para plantar a palavra. Somente plantando a Palavra de Deus nos corações dos homens o Senhor receberá o fruto que ele espera. Ou, usando uma figura diferente: as Escrituras são a isca de Deus para atrair o peixe que ele quer salvar. Precisamos aprender a ficar satisfeitos com seu plano.
O fruto produzido depende da resposta à Palavra. É decisivamente importante ler, estudar e meditar sobre as Escrituras. A palavra tem que vir habitar em nós (Colossenses 3, 16), para ser implantada em nosso coração (Tiago 1, 21). Temos que permitir que nossas ações, nossas palavras e nossas próprias vidas sejam formadas e moldadas pela palavra de Deus.
Uma safra sempre depende da natureza da semente, não do tipo da pessoa que a plantou. Um pássaro pode plantar uma castanha: a árvore que nascer será um castanheiro, e não um pássaro. Isto significa que não é necessário tentar traçar uma linhagem ininterrupta de fiéis cristãos, recuando até o primeiro século. Há força e autoridade próprias da palavra para produzir cristãos como aqueles do tempo dos apóstolos. A palavra de Deus contém força vivificante. O que é necessário é homens e mulheres que permitam que a palavra cresça e produza frutos em suas vidas; pessoas com coragem para quebrar as tradições e os padrões religiosos em volta deles, para simplesmente seguir o ensinamento da Palavra de Deus. Hoje em dia, a palavra de Deus tem sido frequentemente misturada com tanta tradição, doutrina e opinião que é quase irreconhecível. Mas se pusermos de lado todas as inovações dos homens e permitirmos que a palavra trabalhe, podemos tornar-nos fiéis discípulos de Cristo justamente como aqueles que seguiram Jesus quase 2000 anos atrás. A continuidade depende da semente.
É perturbador notar que a mesma semente foi plantada em cada tipo de solo, mas os resultados foram muito diferentes. A mesma palavra de Deus pode ser plantada em nossos dias; mas os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve.
Alguns são solos de beira de estrada, duro, impermeável. Eles não têm uma mente aberta e receptiva para permitir que a palavra de Deus os transforme. O evangelho nunca transformará corações como estes porque eles não lhe permitem entrar.
As raízes das plantas, no solo pedregoso, nunca se aprofundam. Durante os tempos fáceis, os brotos podem parecer interessantes, mas abaixo da superfície do terreno, as raízes não estão se desenvolvendo. Como resultado, se vem uma pequena temporada seca ou um vento forte, a planta murcha e morre. Os cristãos precisam desenvolver suas raízes por meio de fé em Cristo e de estudo da Palavra cada vez mais profundo. Quando se permite que ervas daninhas cresçam junto com a semente pura, nenhum fruto pode ser produzido. As ervas disputam a água, a luz solar e os nutrientes e, como resultado, sufocam a boa planta. Existe uma grande tentação a permitir que interesses mundanos dominem tanto nossa vida que não nos resta energia para devotar ao crescimento do evangelho em nossas vidas.
Então, há o bom solo que produz fruto. A conclusão desta parábola é deixada para cada um escrever.
Que espécie de solo você é?

(11) – Semente em terra boa!
Neste Evangelho Jesus compara o nosso coração a um terreno onde é plantada uma semente. E explica que esta semente é a Palavra de Deus jogada na terra do nosso coração e que, na medida em que for acolhida será também, compreendida e em consequência vivenciada. Refletindo sobre a exposição que Jesus faz dos tipos de terrenos, todos nós temos a chance de sondar a terra do nosso coração e perceber se a Palavra está ou não dando frutos na nossa vida. Ou, se pelo contrário estamos apenas nos preocupando em ouvir falar das coisas de Deus, mas ela não dá fruto na nossa vida, porque não a estamos pondo em prática. Por causa das preocupações, do trabalho, das ocupações, das tribulações nós nos afastamos e não perseveramos adubando a terra e regando a semente. Percebemos que Jesus explicou a parábola apenas para aqueles que estavam próximos a Ele, os seus discípulos. Eles subiram na barca com Jesus, estavam perto Dele, O escutavam e, por isso, tinham a chance de apreender melhor. “Para os que estão fora, tudo acontece em parábolas”, foi esta a explicação que Jesus deu a eles! Assim sendo Jesus nos dá a chave do mistério do reino de Deus: estar próximo a Ele, subir na Sua barca que é a Igreja! Quem está longe das coisas de Deus, longe da Igreja, vê, mas não enxerga, escuta, mas não compreende, por isso não se converte e permanece na escuridão. Na Igreja e em comunidade nós temos a oportunidade de escutar melhor para entender os ensinamentos de Jesus. O terreno do nosso coração só será uma terra boa quando a Palavra acontecer na nossa vida e assim, mesmo no meio das provocações, nós darmos testemunho da nossa fé e confiança nos desígnios de Deus para nós.
– Onde você tem buscado o entendimento das coisas de Deus?
– Quando você “escuta” a Palavra de Deus tem o propósito de vivenciá-la?
– Você tem acolhido a Semente da Palavra com o coração aberto?
– Você procura sempre estar na barca com Jesus?
– Qual é a barca de Jesus para você?

(11) – O semeador saiu a semear
Este Evangelho nos traz a parábola do semeador, explicada depois por Jesus, e também o motivo por que ele usava parábolas.
Esta parábola explica por que agora, dois mil e treze anos após a vinda de Jesus, o mundo ainda está tão distante do seu Evangelho: guerras, violências, drogas, abortos, famílias desestruturadas… Isso apesar de a Bíblia ser o livro mais editado do mundo, e nos últimos tempos ser lida e explicada em milhares de meios de comunicação.
O semeador é Deus, a semente é a Palavra de Deus e o terreno é o nosso coração. Muitos não a levam a sério. “Entra por um ouvido e sai pelo outro”. É a terra de beira de estrada, onde satanás logo a vê e a retira de nós.
Outros começam a seguir, mas não perseveram. É o terreno das pedras, onde a semente nasce, mas não chega a produzir fruto. Nós comemos o alimento pela boca, engolimos, ele cai no estômago e lá é digerido. Com a Palavra de Deus acontece algo parecido: nós a ouvimos ou lemos, ela vai para o nosso coração onde a acolhemos com amor, vai depois para a inteligência, onde a transformamos em alimento espiritual para nós e em seguida sai pelas nossas mãos, pés, palavras e ações.
Há os que ouvem a Palavra de Deus, mas não querem deixar sua vida errada. É a semente crescendo no meio de espinhos. Ela pode até produzir frutos, mas de tão baixa qualidade que nem compensa colher. Eu creio que aqui Jesus nos pega a todos.
Mas Jesus não é pessimista. Há muitos cristãos bem intencionados que ouvem a Palavra de Deus com boa vontade e com desejo de vivê-la. Esses produzem frutos, embora em quantidade e qualidade diferentes, de acordo com o empenho de cada um. Fica claro que a Palavra de Deus que chega a todos nós é a mesma e tem a mesma força transformadora. O que faz a diferença é a forma como a ouvimos.
Façamos uma pergunta a nós mesmos, e respondamos com toda sinceridade:
– Que tipo de terreno sou eu?
Havia, certa vez, um rapaz que era muito tímido. Um dia, ele estava passando numa rua e viu uma garota muito bonita, que trabalhava numa loja de discos. Ficou encantado e entrou na loja. Ela lhe deu um sorriso e perguntou se podia servi-lo. A emoção dele foi tão forte que não conseguiu dizer uma palavra. Apenas pegou o primeiro CD que viu na frente, deu a ela e disse: “Esse aqui”.
Ela pegou o CD, foi lá dentro, fez um embrulho muito bonito e lhe deu. Ele saiu, mas sua vontade era ficar ali admirando aquela figura encantadora.
Daquele dia em diante, frequentemente ele ia à loja e comprava um CD. A mocinha, cada vez mais linda, sorridente e gentil.
Chegando a sua casa, ele nem desembrulhava os discos, pois ainda não tinha o aparelho para tocar. Simplesmente os jogava na gaveta do seu guarda-roupa.
Um dia ele encheu-se de coragem e, enquanto ela embrulhava o CD lá dentro, deixou sobre o balcão um papelzinho com o seu nome e telefone.
No dia seguinte de manhã o telefone tocou. A mãe dele foi atender, era a moça. A mãe lhe disse desconsolada: “Querida, meu filho sempre falava em você. Estava apaixonado por você. Mas eu tenho uma notícia triste: ele faleceu esta noite, de acidente!”
A menina foi à casa. A mãe foi ver o guarda-roupa dele e achou os discos ainda embrulhados. Desembrulhou-os e encontrou neles vários bilhetes dela, tipo assim: “Você é muito simpático. Não quer me convidar para sairmos?”
A Bíblia Sagrada é mais que bilhete, é uma carta de amor de Deus a nós. Não vamos deixá-la fechada na estante de livros, pois o tempo passa rápido e pode acontecer de não ficarmos sabendo o que Deus escreveu para nós!
Maria Santíssima produziu cem por um. Foi sua prima Isabel que disse isso, quando a recebeu em sua casa: “Feliz de você que acreditou, porque tudo o que o Senhor lhe disse será cumprido”. Que ela, Santa Isabel e todos os santos nos ajudem!
O semeador saiu a semear.

(11) – O semeador saiu a semear
Nos encontramos com uma parábola que expressa o “fracasso” de Jesus e de sua obra. Mas não por isso Jesus deixa de insistir para que a semente do Reino dê frutos. Não é fácil para Jesus e para o nascente cristianismo a expansão do Reino de Deus. Muitas sementes caíram em terreno não apto para o surgimento da obra.
Mas Deus segue provocando a muitos homens e mulheres; segue insistindo a tempos; Ele sabe que ainda que em meio a dureza e a aridez do terreno, em algum local algo novo sucederá. Deus não falha! Essa parábola tem de ser lida com muita fé e confiança. Deus faz surgir sua obra as vezes onde menos pensamos. Não podemos baixar a guarda, mas temos de ser conscientes que a obra é de Deus e que Ele a faz frutificar em meio às adversidades.
Hoje vivemos uma experiência cristã livre de hostilidade. Não faltam riscos, problemas, dessabores na hora de trabalhar pelo Reino. Quando isso ocorre, não percamos a calma, Deus caminha conosco. Tenhamos uma fé mais madura e reconheçamos que Deus, definitivamente, tem a última palavra.

(12) – Reflexão
Entre as diversas formas muito utilizadas por Jesus para nos mostrar as realidades eternas, encontramos as parábolas. A partir das experiências do dia a dia das pessoas, Jesus vai mostrando as verdades do Reino. Hoje o evangelho nos mostra a parábola do semeador, pregada e explicada por Jesus, para mostrar a necessidade de acolhermos a sua mensagem de tal modo que ela produza muitos frutos para nós e para toda a Igreja. As parábolas nos mostram a necessidade de olharmos a vida e tudo o que nos cerca com os olhos da fé, a fim de que possamos tirar da realidade lições de vida que nos aproximem cada vez mais de Deus e nos ajudem a descobrir e realizar a sua vontade.

(16) – O semeador semeia a palavra
Hoje escutamos dos lábios do Senhor a “Parábola do semeador”. A cena é totalmente atual. O Senhor não deixa de “semear”. Também nos nossos dias é uma multidão a que escuta a Jesus pela boca de seu Vigário — o Papa —, de seus ministros e… de seus fieis laicos: a todos os batizados Cristo nos outorgou uma participação em sua missão sacerdotal. Há “fome” de Jesus. Nunca como agora a Igreja tem sido tão católica, já que sob suas “asas” abriga homens e mulheres dos cinco continentes e de todas as raças. Ele nos enviou ao mundo inteiro (cf. Mc 16, 15) e, apesar das sombras do panorama, se fez realidade o mandato apostólico de Jesus Cristo.
O mar, a barca e as praias são substituídos por estádios, telas e modernos meios de comunicação e de transporte. Mas Jesus é hoje o mesmo de ontem. O homem não mudou, nem a sua necessidade de ensinar a amar. Também hoje há quem — por graça e gratuita escolha divina: é um mistério! — recebe e entende mais diretamente a Palavra. Como também há muitas almas que necessitam uma explicação mais descritiva e mais pausada da Revelação.
Em todo caso, a uns e outros, Deus nos pede frutos de santidade. O Espírito Santo nos ajuda a isso, mas não prescinde de nossa colaboração. Em primeiro lugar, é necessária a diligência. Se nós respondemos a meias, quer dizer, se nós mantemos na “fronteira” do caminho sem entrar plenamente nele, seremos vítima fácil de Satanás.
Segundo, a constância na oração — o diálogo —, para aprofundar no conhecimento e amor a Jesus Cristo: «Santo sem oração…? — “Não acredito nessa santidade» (São Josémaria).
Finalmente, o espírito de pobreza e desprendimento evitará que nos “afoguemos” pelo caminho. As coisas esclarecidas: «Ninguém pode servir a dois senhores… » (Mt 6, 24).
Em Santa Maria encontramos o melhor modelo de correspondência à chamada de Deus.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

III SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição ambiental ou Comentário Inicial
Estamos reunidos em nome de Deus e queremos que sua Palavra seja plantada em nossa mente, em nosso coração e em toda nossa vida, e que produza muitos frutos e transforme nossa existência. Cremos que Deus está no meio de nós e que somos o templo de Deus. O templo material tem valor como lugar de encontro; nele habita Deus e por isso deve ser respeitado. Mais importante, porém, é a pessoa humana que deve ser respeitada como morada de Deus altíssimo. Preparemos bem o terreno para acolher a Palavra de Deus, para que nada sufoque essa semente.

Antífona de Entrada
Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo (Sl 95, 1.6).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) leitura(s)
Deus nos fala. A centralização do culto pode ser um fator de unidade para o povo. Mais importante, porém, é ter a consciência da presença de Deus na pessoa. A pessoa humana é o templo; ela é o lugar onde a Palavra de Deus é semeada. Muita coisa no mundo pode atrapalhar a presença de Deus e que sua Palavra frutifique.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.

Semente é de Deus a palavra, Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Sl 33, 6).

Oração depois da Comunhão
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
bc3adblia1

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA!

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever. O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age. O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede. Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA. E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação, que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome. Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma. Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte. Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO. Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária. O futuro é desejo e pensamento. O passado é aprendizado e lembrança. O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.” “Não julgues para não seres julgados.” “A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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