Liturgia Diária 01/01/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
01/Jan/2015 (quinta-feira)

A GRANDE ALEGRIA

LEITURA: Números (Nm) 6, 22-27: A fórmula da bênção
Leitura do Livro dos Números: 22 O Senhor falou a Moisés, dizendo: 23 “Fala a Aarão e a seus filhos: Ao abençoar os filhos de Israel, dizei-lhes: 24 ‘O Senhor te abençoe e te guarde! 25 O Senhor faça brilhar sobre ti a sua face, e se compadeça de ti! 26 O Senhor volte para ti o seu rosto e te dê a paz!’ 27 Assim invocarão o meu nome sobre os filhos de Israel, e eu os abençoarei”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 67 (66), 2-3. 5. 6.8: Prece coletiva após a colheita anual
2a Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção.
2 Que Deus nos dê a sua graça e sua bênção, / e sua face resplandeça sobre nós! / 3 Que na terra se conheça o seu caminho / e a sua salvação por entre os povos.
5 Exulte de alegria a terra inteira, / pois julgais o universo com justiça; / os povos governais com retidão, / e guiais, em toda a terra, as nações.
6 Que as nações vos glorifiquem, ó Senhor, / que todas as nações vos glorifiquem! / 8 Que o Senhor e nosso Deus nos abençoe, / e o respeitem os confins de toda a terra!

LEITURA: Gálatas (Gl) 4, 4-7: Filiação divina
Leitura da Carta de São Paulo aos Gálatas: Irmãos: 4 Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei, 5 a fim de resgatar os que eram sujeitos à Lei e para que todos recebêssemos a filiação adotiva. 6 E porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito do seu Filho, que clama: Abá — ó Pai!  7 Assim, já não és escravo, mas filho; e, se és filho, és também herdeiro: tudo isso por graça de Deus. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Lucas (Lc) 2, 16-21: Nascimento de Jesus e visita dos pastores
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 16 os pastores foram às pressas a Belém e encontraram Maria e José, e o recém-nascido deitado na manjedoura. 17 Tendo-o visto, contaram o que lhes fora dito sobre o menino. 18 E todos os que ouviram os pastores ficaram maravilhados com aquilo que contavam. 19 Quanto a Maria, guardava todos esses fatos e meditava sobre eles em seu coração. 20 Os pastores voltaram, glorificando e louvando a Deus por tudo que tinham visto e ouvido, conforme lhes tinha sido dito. 21 Quando se completaram os oito dias para a circuncisão do menino, deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo anjo antes de ser concebido. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura, rezando com todas as pessoas que circulam por este ambiente virtual, desejando a todas um ano de 2015 pleno da graça e da paz de Deus, com elas, rezo:
ORAÇÃO PELA PAZ
Cristo, / quero ser instrumento de tua Paz / e do teu infinito amor.
Onde houver ódio e rancor, / que eu leve a concórdia, / que eu leve o amor.
Onde há ofensa que dói, / que eu leve o perdão.
Onde houver a discórdia, / que eu leve a união e tua paz.
Onde encontrar um irmão / a chorar de tristeza / sem ter voz e nem vez, / quero bem no seu coração / semear alegria pra florir gratidão.
Mestre, / que eu saiba amar / compreender, / consolar / e dar sem receber.
Quero sempre mais perdoar, / trabalhar na conquista / e vitória da paz.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Na cruz, Jesus nos deu Maria como Mãe, ao dizer a João: “eis a tua Mãe”.
Em nossa Mãe Maria encontramos o caminho seguro que nos introduz na vida do Senhor Jesus, nos ajuda a nos conformar com Ele e poder dizer como o Apóstolo “vivo eu mas não eu, é Cristo quem vive em mim”.
Devo crescer na minha devoção a Maria, minha querida Mãe.

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Lc 2,16-21.
Eles foram depressa, e encontraram Maria e José, e viram o menino deitado na manjedoura. Então contaram o que os anjos tinham dito a respeito dele. Todos os que ouviram o que os pastores disseram ficaram muito admirados. Maria guardava todas essas coisas no seu coração e pensava muito nelas. Então os pastores voltaram para os campos, cantando hinos de louvor a Deus pelo que tinham ouvido e visto.
E tudo tinha acontecido como o anjo havia falado.
Uma semana depois, quando chegou o dia de circuncidar o menino, puseram nele o nome de Jesus. Pois o anjo tinha dado esse nome ao menino antes de ele nascer.
Neste primeiro dia do ano, celebramos Maria, Mãe de Deus. Com ela contemplamos Jesus e meditamos no nosso coração, deixando-o plenificar pelo amor de Deus. Esta foi a primeira Festa Mariana que apareceu na Igreja Ocidental. Sua celebração começou em Roma no século VI.
Em 431, o herege Nestório se atreveu a dizer que Maria não era Mãe de Deus. Por isso, reuniram-se os 200 bispos do mundo em Éfeso – a cidade onde a Santíssima Virgem passou seus últimos anos – e iluminados pelo Espírito Santo declararam: “A Virgem Maria, sim, é Mãe de Deus porque seu Filho, Cristo, é Deus”. E acompanhados por toda a multidão da cidade que os rodeava levando tochas acesas, fizeram uma grande procissão cantando: “Santa Maria, Mãe de Deus, roga por nós pecadores agora e na hora de nossa morte. Amém”.

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Sendo hoje, Dia Mundial da Paz, cantemos ou rezemos a canção:
“Um Grito de Paz” – Pe. Zezinho, scj
( http://www.vagalume.com.br/padre-zezinho/um-grito-de-paz.html )

De todos os cantos do mundo se ouviu / um canto de paz
De todos os povos do mundo se ouviu / um grito de paz

E todos os pés caminhavam em busca da paz
E todos os povos marchavam em busca da paz
E todas as bocas cantavam um canto de paz
Ôôô Senhor / dá-nos a paz

E todos partiam o pão e se davam as mãos
E todos sentiam de fato que eram irmãos
E o lobo e o cordeiro bebiam do mesmo riacho
Ôôô Senhor / dá-nos paz

Novo céu e nova terra / por causa do pão repartido (bis)

E todos davam gloria, gloria a Deus (bis)
Glória, glória, glória, glória a Deus (bis)

Batiam palmas pro céu / batiam palmas pra terra (bis)
Palmas para um tempo sem guerra (3x)

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Contemplarei toda a criação com o olhar de paz, olhar do Criador que ama a cada uma de suas criaturas.

REFLEXÕES

(6) – O SENHOR PRESENTE NO MEIO DE NÓS
Começar um novo ano civil é uma grande graça; é a oportunidade de, com olhar fixo no Senhor, nascido para a nossa Salvação, podermos ser iluminados por sua gloriosa ressurreição. É preciso manter viva a certeza de que o Senhor está sempre próximo, presente no meio de nós, mesmo quando não o sentimos sensivelmente. Por isso, para nós cristãos, o tempo e a história humana são espaços de buscar e encontrar Deus, espaço do nosso testemunho de fé. Nossa história, marcada por luzes e sombras, é o lugar em que se manifesta a bênção de Deus, a saber, Nosso Senhor Jesus Cristo. É essa bênção que encheu o coração dos pastores de Belém de intensa alegria e os fez correr até a gruta onde se encontrava o menino Jesus, deitado na manjedoura, amparado por Maria e José, mulher e homem totalmente entregues à vontade de Deus. A “grande alegria” experimentada pelos pastores sinaliza o dom oferecido a todo ser humano, pois ninguém, como afirma o Papa Francisco em sua Exortação Apostólica Evangelii Gaudium, está excluído da alegria da salvação trazida pelo Senhor (cf. EG, 3). _Pe. Carlos Alberto Contieri_

(7) – PEÇAMOS A PROTEÇÃO DE MARIA PARA ESTE NOVO ANO QUE SE INICIA
Que por todos os dias deste ano que está se inaugurando, estejam conosco a intercessão, a proteção, o exemplo e o modelo da Bem-aventurada sempre Virgem Maria.
“Quando se completou o tempo previsto, Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher, nascido sujeito à Lei” (Gl 4, 4).
Nós estamos hoje no primeiro dia do ano, celebrando a Solenidade de Santa Maria Mãe de Deus. Nós hoje queremos contemplar Jesus o Filho de Deus, Aquele que se encarnou no ventre de Maria e veio para nos resgatar.
O mistério de hoje não engrandece a pessoa de Maria, mas engrandece aquilo que Deus realizou nela: o Filho de Deus. O Verbo eterno de Deus assumiu a condição humana sem deixar de ser divino, sem deixar de ser Deus. Uma vez que nós reconhecemos que Jesus é Nosso Senhor, é Nosso Deus e Nosso Salvador e na condição humana nasceu da Virgem Maria; se reconhecemos que Ele é Deus, a Sua Mãe, na condição humana, é a Mãe de Deus.
Maria não veio antes de Deus, ela é uma criatura de Deus, como eu e você! Ela foi concebida no coração de Deus, Pai criador de todas as coisas, mas no mistério salvífico de Deus quis reinaugurar, recomeçar a história da humanidade numa nova terra.
Nossa Senhora foi concebida para gerar a nova criação de Deus e essa nova criação feita no princípio, com a Palavra de Deus é feita novamente, por esse mesmo Verbo, por essa mesma Palavra no ventre de Maria.
Hoje nós contemplamos o nascimento de uma nova humanidade, o nascimento dos filhos e filhas de Deus que não nasceram da carne, mas nasceram no Espírito, nasceram de Cristo Jesus, Nosso Senhor no ventre de Maria.
Com Maria, aquela que deu seu “sim” para o início de uma nova humanidade, nós queremos com ela iniciar uma nova etapa da nossa vida, queremos iniciar mais um ano da nossa existência dando o nosso “sim” a Deus, pedindo a bênção, a graça e a luz de Deus, mas suplicando que, por todos os dias deste ano que está se inaugurando, estejam conosco a intercessão, a proteção, o exemplo e o modelo da Bem-aventurada sempre Virgem Maria.
É a ti, Mãe de Deus e Mãe Nossa, que nós consagramos, que nós entregamos, que colocamos debaixo de sua proteção o novo ano de nossas vidas. Que tu estejas conosco, que a tua graça esteja caminhando conosco por todos estes dias de mais um ano!
Deus abençoe você! _Padre Roger Araújo_

(8) – GUARDAVA TUDO NO CORAÇÃO
Os fatos ocorridos em torno do nascimento de Jesus exigiram de Maria muita atenção. A acolhida do projeto divino – “Faça-se em mim segundo a tua palavra” – de modo algum proporcionou-lhe um conhecimento preciso e exaustivo do que estava para acontecer. O “sim” de disponibilidade exigiu dela jogar-se toda nas mãos de Deus e adaptar-se aos contínuos imprevistos preparados pelo mistério divino. / As palavras dos pastores a respeito de Jesus pegaram-na de surpresa. Eles falavam das coisas maravilhosas comunicadas pelos anjos: o recém-nascido era o Salvador da humanidade, o Messias Senhor, motivo de grande alegria para todo o povo. / Maria “observava tudo, guardando no coração o que ouvia”. Ela registrava na memória os fatos presenciados, buscando seu sentido profundo, para além das aparências. Com a ajuda do Espírito, esforçava-se para interpretar tudo quanto dizia respeito a seu filho, cuja missão salvífica começava a se esboçar, desde o seu nascimento. / Portanto, a fé da Mãe de Deus foi pouco a pouco se consolidando. Embora “cheia de graça”, não deixou de se esforçar para captar cada pequeno sinal do desígnio de Deus para si e para seu filho. Não foi agraciada com conhecimentos excepcionais que lhe proporcionassem tranquilidade em relação ao mistério que a envolvia. A sua foi uma exigente vida de fé.
Oração: Pai, dá-me a luz do teu Espírito, para que, como Maria, eu possa compreender o desígnio de amor que tens para mim, e ser-lhe fiel. _ Pe. Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Primeira Leitura: Nm 6, 22-27.
“O Senhor te abençoe e te guarde! O Senhor faça brilhar sobre ti a Sua Face e se compadeça de ti! O Senhor volte para ti Seu Semblante E te dê a Paz!”
Nesta solenidade de Maria, Mãe de Deus, a Liturgia da Palavra nos leva a meditar, através das virtudes da Mãe do Filho de Deus, os atributos do próprio Deus Pai.
Sabemos que a Mãe de Jesus era ‘cheia de Graça’. Como aconteceu que chegasse a este ponto?
Foi porque nela Deus agiu desde seu nascimento, concebida sem pecado. Sobre ela está dito tudo o que contém a Bênção de Deus mencionada nesta Primeira Leitura, no texto de Nm 6, 22-27:
Deus a abençoou desde antes de seu nascimento;
Deus a guardou e protegeu para que na idade apropriada concebesse Seu Filho;
Deus fez brilhar sobre ela Sua Face transfigurando-a de santidade;
Deus olhou para a humildade de sua serva, demonstrando misericórdia afetuosa para com ela;
Deus manteve Seu Semblante divino voltado para Maria, para que ela O contemplasse constantemente;
Deus deu Sua Paz a Maria, e a manteve em seu coração!
Com todos estes favores divinos, Maria ficou ‘cheia de Graça’.
E assim foi preparada por Deus para ser a Mãe de Seu Filho.
Então, no momento oportuno, Deus enviou o Anjo Gabriel a Nazaré.
Daquele momento em diante, Maria se tornou a Mãe do Filho de Deus.
Este momento da maior importância da História de nossa Salvação, é relembrado e celebrado na solenidade de hoje.
Com a Mãe de Deus demos graças a Deus.
E peçamos a ela que consiga para nós sermos igualmente ‘cheios de graça’, para que sejamos dignos filhos de Deus.
Assim Deus, por intercessão da Mãe de Seu Filho,
– nos abençoe e nos guarde,
– faça brilhar sobre nós Sua Face,
– compadeça-Se de nós,
– volte para nós seu semblante de amor,
– e nos dê a Paz!
Enriquecidos com estes dons divinos, guardaremos a memória impagável desta solenidade por toda a nossa vida.
Salmo Responsorial: Sl 66(67), 2-3.5.6.8.
“Que Deus nos dê Sua Graça e Sua Bênção, e Sua Face resplandeça sobre nós!”
Este Salmo Responsorial é inspirado na Bênção que Deus mandou Aarão, irmão de Moisés, pronunciar sobre o Povo Eleito.
Portanto, sabemos que tudo o que significavam a Graça e a Bênção de Deus era conservado e meditado no coração de Maria de Nazaré. Ela ouviu esta Bênção inúmeras vezes na sinagoga de Nazaré e em cerimônias no Templo de Jerusalém, pois ia para lá toda Páscoa.
Todo o Salmo Responsorial é concentrado sobre a Bênção de Deus para seu Povo Eleito, e para todos os povos da terra.
Com a Bênção Deus dava a seu Povo Eleito não só a proteção da vida, com os alimentos necessários e defesa contra os perigos. Deus lhe ensinava também a maneira de caminhar corretamente, segundo Sua Lei [Sl 66(67), 3].
Com Sua Bênção Deus dava a Israel e à terra inteira a alegria de uma paz duradoura porque mantida com justiça pelos governantes que O temiam [Sl 66(67), 5].
Por Sua Bênção todos os povos de todos os confins da terra O deviam respeitar e glorificar [Sl 66(67), 6.8], pois isto era tudo o que podiam fazer em retribuição a Deus.
Respeitemos e glorifiquemos a Deus, porque em cada Eucaristia Ele nos abençoa.
Meditemos sobre Sua Bênção, e nos deixemos amar por Deus como seus filhos prediletos.
Meditemos sobre a Bênção de Deus a Maria Mãe de Jesus, e vejamos nela os efeitos que a Bênção de Deus vai produzir em nós.
Segunda Leitura: Gl 4, 4-7.
“Deus enviou Seu Filho, nascido de uma mulher … para que todos recebêssemos a filiação adotiva” (Gl 4, 4bc-5b).
Nossa meditação se concentrou na Bênção divina até este momento.
Porém precisamos saber em qual condição precisamos estar para recebermos a Bênção de Deus Pai.
Para recebermos a Bênção, devemos ser tratados por Deus como seus filhos.
Como nos tornamos filhos de Deus?
São Paulo nos ensina: não por nossa decisão, nem por nossa capacidade, nem por nosso poder nos tornamos filhos de Deus.
Isto somente foi possível pela decisão amorosa de Deus numa decisão divina quanto a Seu Filho que com Ele vive por toda a eternidade:
Deus decidiu que Seu Filho se fizesse Filho de uma mulher, da natureza humana, para que, com Sua natureza divina, Ele nos fizesse participar da Sua natureza divina.
Foi assim que Deus fez de nós seus filhos.
Na prática sacramental isto acontece no momento em que somos batizados.
Daí em diante, Jesus nos dá a participação na natureza divina e faz de nós filhos adotivos de Deus. Não nos faz deuses, mas nos dá o máximo possível de participação na natureza do próprio Deus.
Uma vez filhos de Deus, Dele recebemos a Bênção: a Vida Eterna porque participamos da natureza eterna de Deus. E nesta Vida Eterna permaneceremos salvos para sempre.
Elevemos nosso coração, nosso espírito, nosso olhar para Deus.
E vejamos Nele nosso Pai.
Vejamos, dentro do que pudermos com nossas capacidades, Deus como O via a Mãe de Jesus.
Digamos a Ele: Pai Nosso … E nesta oração, sintamo-nos unidos a Jesus e a Sua Mãe. São Jesus e Maria que nos ensinam a entender, saborear e repetir a oração que Jesus nos ensinou, a oração dos filhos de Deus.
Evangelho: Lc 2,16-21.
“… deram-lhe o nome de Jesus, como fora chamado pelo Anjo antes de ser concebido.”
O nome ‘Jesus’ tem muito a nos dizer.
O primeiro é o que significa: ‘Salvador’.
Do que Ele nos salvou?
Salvou-nos da inimizade com Deus, nosso Criador. Deus nos criou sem pecado, mas o Pecado se tornou a barreira entre nós e Ele.
Jesus derrubou esta barreira com Sua Morte na Cruz.
Agora, todos, libertos do peso do Pecado, somos adotados por Deus como seus filhos e deste modo Dele recebemos Sua Bênção.
O nome ‘Jesus’ não foi escolhido por decisão de Maria ou José.
Foi Deus Pai quem o decidiu.
Portanto, ao dar este nome a Seu Filho eterno feito homem, Deus se revelou Seu Pai, com autoridade sobre Seu Filho Encarnado, Jesus.
Jesus, homem como todos, e judeu, como todos os filhos de Abraão, centenas de vezes recebeu a Bênção de Deus na sinagoga de Nazaré e nas celebrações pascais no Templo de Jerusalém. Sobre o Filho de Deus feito homem a Bênção de Deus produzia os efeitos dos dons divinos que continha, como vimos na Primeira Leitura.
Quando recebemos a Bênção de Deus na liturgia, recebemos de Deus o mesmo que foi dado a Maria e a Jesus. Sendo assim, com Maria e Jesus podemos entender a grandeza da Bênção divina, saborear seus dons, sentir a alegria e segurança com a proteção que nos dá.
Pensemos bem nisto, e façamos nossa ação de graças a Deus. _Pe. Valdir Marques_

(10) – DIA DA MÃE, DIA DA PAZ
Hoje a Igreja venera especialmente a maternidade de Maria. Esta é como que a última mensagem da oitava do Natal do Senhor. O nascimento fala sempre da Mãe, daquela que dá o homem ao mundo. O primeiro dia do Ano Novo é o dia da Mãe. Vemo-la portanto — como em tantos quadros e esculturas — com o Menino nos braços, com o Menino ao colo. […] Não há imagem mais conhecida e que fale de modo mais simples do mistério do nascimento do Senhor do que a imagem da Mãe com Jesus nos braços.
Não é porventura esta imagem a fonte da nossa singular confiança? […]
Mas há outra imagem da Mãe com o Filho nos braços que se encontra nesta basílica. É a «Pietà»: Maria com Jesus descido da Cruz; […] depois da morte, Ele volta àqueles braços que O sustentaram quando em Belém foi oferecido como Salvador do mundo.
Desejava portanto unir hoje a nossa oração pela paz com esta dupla imagem, […] com esta maternidade que a Igreja venera de modo especial na oitava do Natal do Senhor. Por isso digo: «Mãe, que sabeis o que significa apertar nos braços o corpo morto do Filho, daquele a quem destes a vida, poupai a todas as mães desta terra a morte dos seus filhos, os tormentos, a escravidão, a destruição da guerra, as perseguições, os campos de concentração, as prisões! Conservai-lhes a alegria do nascimento, da sustentação, do desenvolvimento do homem e da sua vida. Em nome desta vida, em nome do nascimento do Senhor, implorai conosco a paz e a justiça no mundo. Mãe da Paz, em toda a beleza e majestade da vossa maternidade, que a Igreja exalta e o mundo admira, pedimo-vos: estai conosco a cada momento. Fazei que este novo ano seja um ano de paz, em virtude do nascimento e da morte do vosso Filho! Ámen.» _ São João Paulo II_

(12) – REFLEXÃO
Assim que os anjos se afastaram dos pastores, eles foram para Belém a fim de conhecer o Salvador que havia nascido e, assim que o encontraram, passaram a anunciar a todos quem ele era. Deste modo, a presença do Salvador não ficou sendo apenas algo que os pastores ficaram sabendo, mas foram conhecê-lo pessoalmente, mostrando para nós que o conhecimento sobre Jesus não é suficiente para a nossa salvação, mas precisamos ir ao seu encontro para conhecê-lo pessoalmente e também nos tornar evangelizadores, mostrando a todos quem é Jesus, de modo que a sua salvação possa chegar a todos os cantos da terra.

(16) – FORAM, POIS, ÀS PRESSAS A BELÉM E ENCONTRARAM MARIA E JOSÉ, E O RECÉM-NASCIDO DEITADO NA MANJEDOURA
Hoje, a Igreja contempla agradecida a maternidade da Mãe de Deus, modelo de sua própria maternidade para com todos nós. Lucas nos apresenta o “encontro” dos pastores “com o Menino”, o qual está acompanhado de Maria, sua Mãe, e de José. A discreta presença de José sugere a importante missão de ser custódio do grande mistério do Filho de Deus. Todos juntos, pastores, Maria e José, «Foram com grande pressa e acharam Maria e José, e o menino deitado na manjedoura» (Lc 2, 16) é como uma imagem preciosa da Igreja em adoração.
“A Manjedoura”: Jesus já está na manjedoura, numa noite alusiva à Eucaristia. Foi Maria quem o colocou lá! Lucas fala de um “encontro”, de um encontro dos pastores com Jesus. Em efeito, sem a experiência de um “encontro” pessoal com o Senhor, a fé não acontece. Somente este “encontro”, o qual se entende um “ver com os próprios olhos”, e em certa maneira um “tocar”, faz com que os pastores sejam capazes de chegar a ser testemunhas da Boa Nova, verdadeiros evangelizadores que podem dar a conhecer o que lhes haviam dito sobre aquela Criança. «Vendo-o, contaram o que se lhes havia dito a respeito deste menino» (Lc 2, 17).
Aqui vemos o primeiro fruto do “encontro” com Cristo: «Todos os que os ouviam admiravam-se das coisas que lhes contavam os pastores» (Lc 2, 18). Devemos pedir a graça de saber suscitar este “maravilhamento”, esta admiração naqueles a quem anunciamos o Evangelho.
Ainda há um segundo fruto deste encontro: «Voltaram os pastores, glorificando e louvando a Deus por tudo o que tinham ouvido e visto, e que estava de acordo com o que lhes fora dito» (Lc 2, 20). A adoração do Menino lhes enche o coração de entusiasmo por comunicar o que viram e ouviram, e a comunicação do que viram e ouviram os conduz até a pregaria de louvor e de ação de graças, à glorificação do Senhor.
Maria, mestra de contemplação — «Maria conservava todas estas palavras, meditando-as no seu coração» (Lc 2, 19) — nos dá Jesus, cujo nome significa “Deus salva”. Seu nome é também nossa Paz. Acolhamos de coração este sagrado e doce Nome e tenhamo-lo frequentemente nos nossos lábios! _ Rev. D. Manel VALLS i Serra_

(17) – SANTA MÃE DE DEUS, MARIA
No vigésimo ano do reinado de César Augusto, todos deviam se inscrever nas listas de recenseamento. José e Maria foram a Belém, pátria de Davi, pastor e depois rei, onde nasceu Jesus, o bom Pastor, o rei Messias. Outros diversos paralelismos dão um sabor todo especial a este relato. Ao falar dos pastores, que montavam guarda ao seu rebanho, salienta-se o fato de eles terem visto sinais nos céus, “durante as vigílias da noite”. A seguir, o Evangelista destaca a luz que brilha nas trevas, luz fulgurante que envolve os pastores, “que ficaram tomados de grande temor”.
De repente, o silêncio é rompido por um anjo do Senhor que, após tranquilizar os pastores, lhes anuncia “uma grande alegria, que será para todo o povo: Nasceu-vos hoje um Salvador, que é o Messias Senhor”. Ao anjo, une-se uma “multidão do exército celeste” que louva a Deus. Maravilhados, os pastores veem os anjos e ouvem o coro celestial. Momentos marcantes da vida de Cristo, que serão reproduzidos e inscritos nos anais da história. O “hoje” de sua vinda, proclamado pelo anjo, adquire o sentido de um poder salvador e eterno, um hoje que não se dilui, mas que se atualiza em cada época e instante para conduzir “os homens de boa vontade” à feliz comunhão com Deus.
Seguindo as instruções do anjo, os pastores encontram Maria e José ao lado do Menino, “posto numa manjedoura”. O cântico angélico louva-o como Príncipe da Paz, Salvador e Sacerdote. No ambiente, reinam simplicidade e pobreza, nada de grandezas, mas eis que, naquele que acaba de nascer, se unem a glória de Deus e a paz dos homens, e um mundo novo é anunciado pelos anjos. Louvando a Deus, os pastores partiram e contaram a todos as palavras que tinham ouvido e o que tinham testemunhado a respeito do nascimento de Jesus.
O relato termina destacando a figura de Maria, a mãe de Jesus, “que conservava cuidadosamente todos esses acontecimentos e os meditava em seu coração”. Mais tarde, dirá Orígenes: “Sem Deus a casa não é construída, mas também não sem a cooperação dos homens”. Ao acolher o dom de Deus, Maria é envolvida pelo seu poder, e ela se torna prece silenciosa que irradia acolhida e afetuosidade. Mãe de Jesus, o Filho de Deus, ela sente tudo em Deus e por isso mesmo é capaz de orar por todos e suplicar as bênçãos do Filho para todos. Em disponibilidade total, coloca-se a serviço de seus filhos para auxiliá-los a alcançar a felicidade, fruto do amor generoso e gratuito de Deus. A Mãe do Filho de Deus, também nossa Mãe, intercede por nós, a fim de podermos alcançar a beleza de uma vida escondida no mistério divino. _Dom Fernando Antônio Figueiredo_

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

MARIA, MÃE DE DEUS
(BRANCO, GLÓRIA, CREIO, PREFÁCIO DE MARIA – OFÍCIO DA SOLENIDADE)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
.

Antífona da entrada
Salve, ó santa mãe de Deus, vós destes à luz o rei que governa o céu e a terra pelos séculos eternos (Sedúlio).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que pela virgindade fecunda de Maria destes à humanidade a salvação eterna, dai-nos contar sempre com a sua intercessão, pois ela nos trouxe o autor da vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
.

Monição ou Antífona do Evangelho
De muitos modos, Deus outrora nos falou pelos profetas; nestes tempos derradeiros, nos falou pelo seu Filho (Hb 1, 1s).

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, que levais à perfeição os vossos dons, concedei aos vossos filhos, na festa da Mãe de Deus, que, alegrando-se com as primícias da vossa graça, possam alcançar a sua plenitude. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Jesus Cristo ontem e hoje e por toda a eternidade (Hb 13,8).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus de bondade, cheios de júbilo, recebemos os sacramentos celestes; concedei que eles nos conduzam à vida eterna, a nós que proclamamos a virgem Maria mãe de Deus e mãe da Igreja. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

 Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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