Liturgia Diária 02/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
02/Jan/2015 (sexta-feira)

ENDIREITAI O CAMINHO PARA O SENHOR!

LEITURA: 1 Carta de São João (1Jo) 2, 22-28: Caminhar na Luz – Quarta condição: preservar-se dos anticristos
Leitura da Primeira Carta de São João: Caríssimos: 22 Quem é mentiroso, senão aquele que nega que Jesus é o Cristo? O Anticristo é aquele que nega o Pai e o Filho. 23 Todo aquele que nega o Filho também não possui o Pai. Quem confessa o Filho possui também o Pai. 24 Permaneça dentro de vós aquilo que ouvistes desde o princípio. Se o que ouvistes desde o princípio permanecer em vós, permanecereis com o Filho e com o Pai. 25 E esta é a promessa que ele nos fez: a vida eterna. 26 Escrevo isto a respeito dos que procuram desencaminhar-vos. 27 Quanto a vós mesmos, a unção que recebestes da parte de Jesus permanece convosco, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine. A sua unção vos ensina tudo, e ela é verdadeira e não mentirosa. Por isso, conforme a unção de Jesus vos ensinou, permanecei nele. 28 Então, agora, filhinhos, permanecei nele. Assim poderemos ter plena confiança, quando ele se manifestar, e não seremos vergonhosamente afastados dele, quando da sua vinda. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 98 (97), 1. 2-3a. 3b-4: O juiz da terra
3b Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus.
1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, porque ele fez prodígios! Sua mão e seu braço forte e santo alcançaram-lhe a vitória.
2 O Senhor fez conhecer a salvação, e às nações, sua justiça; 3a recordou o seu amor sempre fiel pela casa de Israel.
3b Os confins do universo contemplaram a salvação do nosso Deus. 4 Aclamai o Senhor Deus, ó terra inteira, alegrai-vos e exultai!

EVANGELHO: João (Jo) 1, 19-28: O testemunho de João
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo + segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
19 Este foi o testemunho de João, quando os judeus enviaram de Jerusalém sacerdotes e levitas para perguntar: “Quem és tu?” 20 João confessou e não negou. Confessou: “Eu não sou o Messias”. 21 Eles perguntaram: “Quem és, então? És Elias?” João respondeu: “Não sou”. Eles perguntaram: “És o Profeta?” Ele respondeu: “Não”. 22 Perguntaram então: “Quem és, afinal? Temos de levar uma resposta àqueles que nos enviaram. Que dizes de ti mesmo?” 23 João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’” — conforme disse o profeta Isaías. 24 Ora, os que tinham sido enviados pertenciam aos fariseus 25 e perguntaram: “Por que então andas batizando, se não és o Messias, nem Elias, nem o Profeta?” 26 João respondeu: “Eu batizo com água; mas no meio de vós está aquele que vós não conheceis, 27 e que vem depois de mim. Eu não mereço desamarrar a correia de suas sandálias”. 28 Isso aconteceu em Betânia além do Jordão, onde João estava batizando. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Saudação:
– A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
– Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando a São João Batista: Glorioso São João Batista, que fostes santificado no seio materno, por sua intercessão e pelos infinitos merecimentos de Jesus, de quem fostes precursor, anunciando-o como Mestre e apontando-o como o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, alcançai-nos a graça de darmos também nós testemunho da verdade contida na Palavra de Deus. Abençoai todos os que vos invocam. Amém.
São João Batista, Rogai por nós!

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo.
O que o texto me diz no momento?
Todos nós somos convocados a ser como João Batista: testemunhas, discípulos e missionários de Jesus Cristo.
Como afirmaram os bispos, em Aparecida:
– Identificar-se com Jesus Cristo é também compartilhar seu destino: “Onde eu estiver, aí estará também o meu servo” (Jo 12, 26). O cristão vive o mesmo destino do Senhor, inclusive até a cruz: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, carregue a sua cruz e me siga” (Mc 8, 34). Estimula-nos o testemunho de tantos missionários e mártires de ontem e de hoje em nossos povos que chegaram a compartilhar a cruz de Cristo até à entrega da própria vida. (DAp 140.)

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Jo 1, 19-28.
Sacerdotes e levitas perguntaram a João “Quem és tu?” O que lhes interessava não é a origem, mas a sua missão do Batista. E a resposta é clara e convincente: eu não sou o Messias.
Eles perguntaram: Então, és Elias? João respondeu: Eu não sou Elias.
Em seguida, eles perguntaram: És o Profeta que esperamos? A resposta foi: Não!
Mais uma vez insistiram: Então, diga-nos quem és. João declarou-lhes: “Eu sou aquele que grita assim no deserto: preparem o caminho para o Senhor passar.”
Em seguida, João disse: Eu batizo com água, mas no meio de vocês está alguém que vocês não conhecem. Ele vem depois de mim, mas eu não mereço a honra de desamarrar as correias das sandálias dele.
João Batista anuncia que é apenas o precursor de uma pessoa de quem não é digno de desatar as sandálias. João é o profeta, é um mensageiro, um porta-voz de Deus.

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus Mestre, derrama sobre nós, a abundância do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no teu seguimento, porque és o único caminho para o Pai.
Faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Como João Batista, quero ser testemunha daquele de quem “não sou digno de desatar as correias das sandálias”.

REFLEXÕES

(6) – O PRECURSOR DO CRISTO
A cadeia de testemunhos que culmina em Jesus caracteriza o evangelho de João. Para o quarto evangelho, João Batista está na origem dessa cadeia de testemunhos. É bastante provável que o nosso texto tenha a intenção de responder uma questão presente entre os seguidores do próprio Batista: se João não seria o Messias. Se no evangelho segundo Lucas, nos relatos da infância, o paralelismo é o recurso literário para afirmar a identidade de Jesus e a de João, e a subordinação deste àquele, aqui, no quarto evangelho, é João quem toma a palavra para afirmar, numa linguagem direta, que ele não é o Messias, mas o precursor do Cristo. Para dirimir a polêmica, é atribuída a João a profecia de Isaías. João é identificado com um pregador que exorta e prepara o povo para a vinda do Messias. O interrogatório a que João é submetido indica que o movimento começado por ele, no deserto da Judeia, preocupava as autoridades judias. O testemunho de João revela que a sua missão tem sentido na medida em que aponta para o Messias, presente no meio do povo, mas desconhecido ou não reconhecido. _Pe. Carlos Alberto Contieri_

 

(8) – UMA DEFINIÇÃO DE IDENTIDADE
João Batista teve sua parcela de colaboração no projeto de Deus, com uma tarefa aparentemente simples: anunciar a chegada do Messias e predispor o povo para acolhê-lo. Contudo, defrontou-se com sérias dificuldades. A maior delas tocava sua identidade de Precursor. Sua figura ascética levava as pessoas a tomá-lo por Messias. Ele, porém, se esforçava para explicar não ser o Cristo, nem pretender sê-lo, reconhecendo-se apenas como uma voz clamando para que as pessoas se preparassem para a vinda do Messias.
João definia sua identidade confrontando-se com o Messias, que ele nem conhecia. Tinha consciência da superioridade daquele que viria depois dele. Por isso, na sua humildade, reconhecia não ser digno nem mesmo de curvar-se para desatar-lhe as correias das sandálias. Essa consciência mantinha-o livre da tentação de usurpar uma posição que não lhe pertencia.
O realismo de João não o impedia de realizar seu ministério com simplicidade. Ele não era um concorrente do Messias. Não agia por iniciativa própria; apenas fazia o que lhe fora pedido por Deus. Seu compromisso com ele impedia-o de extrapolar os limites do seu ministério. Sua figura só tinha importância por causa do Messias que estava para vir.
Foi a humildade de João que fez dele um grande homem, pois a verdadeira grandeza consiste em reconhecer a própria indignidade diante do Pai e colocar-se a serviço dele.
Oração: Senhor Jesus, ensina-me a servir ao Pai e a ti, com simplicidade de coração, reconhecendo minha pequenez. _Pe. Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Basílio Magno e Gregório Nazianzeno, memória.
1ª Sexta-feira
João declarou: “Eu sou a voz que grita no deserto: ‘Aplainai o caminho do Senhor’”.
A Liturgia da Palavra nos conduz aos poucos para a solenidade da Epifania.
Os textos bíblicos que consideraremos nos próximos dias nos levam aos tempos em que o Povo Eleito retornava do cativeiro da Babilônia. Isaías será lido várias vezes, porque profetizou o retorno do Povo Eleito a Jerusalém, a reconstrução da cidade e a restauração da nação judaica.
Os judeus dispersos pela Babilônia e por outras terras voltarão, numerosos, enriquecidos e fervorosos. Isaías dirá:
“Será uma inundação de camelos e dromedários de Madiã e Efa a te cobrir; virão todos os de Sabá trazendo ouro e incenso e proclamando a Glória do Senhor” (Is 60,6).
Para que estes judeus viessem de volta era preciso que as estradas estivessem em condições de recebê-los. Então o profeta manda fazer isto:
“Preparai o caminho do Senhor; endireitai no deserto a passagem para o nosso Deus” (Is 40,3).
Para os judeus do tempo do retorno do Exílio era clara esta profecia: tratava-se do retorno também do Deus de Israel para seu templo em Jerusalém. A preparação dos caminhos era ao mesmo tempo a preparação dos corações dos ex-escravos, para uma fase religiosa nova, maravilhosa, com a reconstrução do Templo.
Porém para nós, o texto de São João, que traz do passado a exigência de uma preparação para um tempo religioso novo, fala-nos da vinda do Filho de Deus à terra.
Para a vinda do Filho de Deus tudo deve estar preparado.
João Batista recebeu a missão de anunciar esta vinda, e ao mesmo tempo fazer com que o Povo Eleito estivesse limpo em seu coração para acolher o Reino de Deus: ele pregou um Batismo de conversão nas águas do Jordão.
Todos estes pensamentos nos levam a considerar a próxima solenidade da Epifania.
Iremos, com os Magos, encontrar Jesus, levando em nossos corações ouro, incenso e mirra, agradecidos pela sua vinda ao mundo dos homens, e pela Salvação que Ele nos promete. _Pe. Valdir Marques_

(10) – EU NÃO SOU O MESSIAS
Honremos com reverência a compaixão de um Deus que não veio julgar o mundo, mas salvá-lo. João, o precursor do Mestre, que até então havia ignorado este mistério, quando soube que Jesus era verdadeiramente o Senhor, gritou aos que vinham pedir o baptismo: « “Raça de víboras” (Mt 3, 6), porque me olhais com tanta insistência? Eu não sou o Cristo. Sou um servo, não sou o Senhor. Sou um súbdito, não sou o rei. Sou uma ovelha, não sou o pastor. Sou um homem, não sou Deus. Curei a esterilidade de minha mãe ao vir ao mundo, não tornei fecunda a sua virgindade; fui tirado da terra, não desci das alturas. Prendi a língua de meu pai (Lc 1, 20), não manifestei a graça divina. […] Sou vil e pequeno, mas “depois de mim vem um homem que me passou à frente, porque existia antes de mim” (Jo 1,30). »
«Ele vem depois de mim no tempo, mas já habitava na luz inacessível e inexprimível da divindade. “Aquele que vem depois de mim é mais poderoso do que eu e não sou digno de Lhe descalçar as sandálias. Ele há-de batizar-vos no Espírito Santo e no fogo” (Mt 3, 11). Eu sou um subordinado; Ele é livre. Eu estou sujeito ao pecado, Ele destrói o pecado. Eu ensino a Lei, Ele carrega a luz da graça. Eu prego na condição de escravo, Ele legifera na condição de mestre. Eu tenho por leito o chão, Ele, os céus. Eu dou um batismo de arrependimento, Ele dá a graça da adoção. “Ele há-de batizar-vos no Espírito Santo e no fogo.” Porque me honrais? Eu não sou o Cristo.» _Santo Hipólito de Roma_

(11.1) – JOÃO BATISTA O PROFETA DE ONTEM DE HOJE E DE SEMPRE!
O mundo requer urgentemente de pessoas que façam a diferença, de homens e mulheres comprometidos com o evangelho que assim como João Batista, apontem algo novo, renovador, no sentido de suscitar sentimentos novos nos corações desesperançados! É grande a necessidade de profetas que devolva a esperança ao povo sofrido, que não se calam diante das injustiças, que estejam dispostos a dar a vida se preciso for, pela causa do Reino!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, vem nos falar de João Batista, o grande profeta que continua falando aos nossos corações!
João Batista surge como protagonista de uma história de amor que teve início, mas nunca terá fim! Foi ele quem abriu o caminho para a entrada de Jesus no meio de nós, quem despertou no povo a necessidade de conversão preparando-o para acolher a manifestação de Deus na pessoa de Jesus!
O testemunho de João mostra-nos que o projeto de Deus em favor do humano se desenvolve através do próprio humano, do humano divinizado pela cumplicidade com o Deus encarnado.
A narrativa vem nos mostrar o antigo testamento dando lugar ao novo! João Batista, o último profeta do antigo testamento, àquele que aponta o novo, nos apresenta Jesus, o Filho de Deus que se fez homem nascendo de uma mulher!
A cumplicidade de João com o projeto de Deus, foi tão explícita, que o levou a ser confundido com o próprio Messias, causando inquietação nos judeus. A repercussão de suas pregações tomou uma dimensão tão grande que acabou chegando ao conhecimento do poder, centralizado em Jerusalém que enviaram mensageiros para perguntar a João se ele era o Messias anunciado pelos profetas. João, na sua humildade deixou bem claro que ele não era o Messias, e que ele nem seria digno de desamarrar as sandálias daquele que estava por vir!
Uma das grandes virtudes que ficou marcada na vida de João Batista, foi a humildade, ele sempre se colocou no lugar de mensageiro, não aproveitou de seu prestígio junto ao povo para se alto promover, reconheceu a sua pequenez diante a grandiosidade de Jesus bem antes do seu encontro com Ele, nas águas do rio Jordão, quando Jesus é apresentado pelo Pai: “Este é o meu Filho amado que muito me agrada” Mt 3, 17.
João Batista, o profeta que aplainou o caminho do Senhor com a sua pregação e o seu testemunho de vida, foi um grande exemplo de quem viveu exclusivamente a vontade de Deus, ele não se acomodou nas tradições do seu povo, pelo contrário, buscou algo novo, fazendo-se anunciador de um tempo novo!
Imitemos o grande profeta João Batista, abrindo caminho para a entrada de Jesus nos corações daqueles que ainda não experimentaram a alegria de viver a sua presença!
Neste tempo envolto as trevas, sejamos um reflexo da luz de Deus a iluminar os corações sombrios, tirando das trevas os que ainda não conhecem a luz!
Neste início de ano, peçamos ao Senhor da vida:
– Vem Senhor Jesus, vem realimentar a esperança dos desesperançados, dos que estão cansados de serem humilhados por uma sociedade que só pensa no ter e esquece o ser!
– Vem Senhor Jesus, vem recolocar nos nossos lábios o sorriso desaparecido em meias as tribulações deste mundo tão desigual!
– Vem Senhor Jesus, vem nos socorrer, pois já estamos cansados de esperar pelos “senhores” do mundo que nada fazem em favor do povo.
FIQUE NA PAZ DE JESUS! _Olívia Coutinho_

(11.2) – EU SOU A VOZ QUE GRITA NO DESERTO
Aqui temos um verdadeiro interrogatório, feito a uma pessoa que não queria responder. Naquele tempo à espera do Messias, pelos judeus, era angustiante. Era premente a sua chegada para salvá-los, definitivamente, da opressão romana, uma das piores que lhes havia ocorrido.
Os judeus sofriam mais com o jugo romano, do que na escravidão do Egito, principalmente porque os romanos interferiam muito na estrutura interna da sociedade judaica. Por isso muitos, vendo como João Batista se apresentava, pensavam ser ele o Messias tão esperado. João era destemido, impetuoso, sagaz, quase mal-educado, parecia um trovão. Configurava aquele desejo dos judeus. Eles esperavam isto mesmo: um homem de fé, forte, que não se intimidasse diante daquele poder dominante, que praguejasse contra eles desmascarando seus atos vergonhosos, fazendo-os cientes de seus erros. Ficaram impressionados com João e foram lhe fazer perguntas.
Naquela época, o batismo era comum entre os judeus e na maioria das religiões. Faziam-no com a imersão da pessoa na água, mergulhando-a e retirando-a em seguida. Isto porque o batismo significava purificação. Portanto, João Batista fazia conforme o costume.
Os fariseus, de modo geral e no conceito da sociedade da época, eram pessoas dignas, influentes, cumpridoras da Lei. Representados por seus anciãos, tinham assento no Sinédrio. O mesmo se pode dizer dos doutores da Lei, dos escribas, que observavam fielmente a Lei Mosaica. Como no meio do trigo sempre existe o joio, Jesus criticava aqueles fariseus que não faziam o que exigiam do povo, ou pelo que faziam por vaidade, buscando reconhecimento.
Portanto, os fariseus que enviaram aquelas pessoas a João estavam bem-intencionados. Não tramavam contra ele, não lhe preparavam uma armadilha, desejavam mesmo era saber o sentido daquele batismo. Queriam saber se ali estava surgindo o Messias, anseio que há muito acalentavam. Este foi o motivo das perguntas que fizeram a João. Assim poderiam se organizar, pois tinham poder de articulação inclusive no Templo. Quiseram escutar de João quem realmente era ele. E João foi lacônico nas três primeiras respostas: “Não sou o Cristo”, “Não o sou (Elias)”, “Não (o profeta)”. Até que explode numa interessante resposta à quarta pergunta:
“Quem és, para darmos uma resposta aos que nos enviaram? Que dizes de ti mesmo?”
E João diz: “Sou a voz que clama no deserto…”.
Ora, eles esperavam o Messias, imbuídos de esperança, e João sabia disso. Por que, então, ele bradava no deserto?
Não se grita no deserto. Mas o deserto do qual falava era o vazio que haveria de ser preenchido com a presença do Messias. Aquela voz que grita no deserto, brada na esperança de Deus, do Messias. Muitas vezes esta passagem é interpretada como uma voz que clama em vão, mas não é. João não gritava em vão. Gritava no vazio daquela espera, sabendo que o Messias já estava ali. Não foi por acaso que estava no rio Jordão. Ele sabia que aquele era o momento certo, que chegava a hora do Cristo:
“Aquele (…) do qual não sou digno de desatar a correia da sandália”.
É preciso esclarecer o significado deste ato de desatar a sandália.
“E por que, então, batizas, se não és o Cristo, nem Elias, nem o profeta?”
Esse “por quê?” faz com que as pessoas reajam, pensem. E João novamente dá uma linda resposta:
“Eu batizo com água. No meio de vós está alguém que não conheceis, aquele que vem depois de mim, do qual não sou digno de desatar a correia da sandália.”
Era costume entre os judeus, quando o rapaz não desejasse o casamento com a moça que lhe fora prometida, abrir mão do direito de desposá-la em favor de um irmão que dela gostasse, ou de um descendente direto da família que ele achasse importante. O gesto, considerado bonito, era realizado diante de toda a família, em público. O noivo prometido desatava a correia da sandália do pretendente, a quem entregava aquela que seria a sua noiva. Era um ato excepcional e admirado pelos judeus.
Qual era, então, o grande noivo esperado, prometido?
João sabia que era Jesus. Por isso falou que não era digno de desatar a correia de Sua sandália. Quer dizer: não sou digno de passar para esse Homem a honra de esposar a glória de Deus na terra. É isto que João queria falar.
Então, em razão do “por quê?”, João desata este lindo discurso:
“Sou a voz que clama no deserto…”.
Está no meio de vocês o legítimo noivo, papel que não sou digno de assumir e para quem tenho de passar. Eu não sou o Messias nem o Elias e nem o profeta. Eu não sou nada. Tenho, neste momento, aquilo que é a minha obrigação: passar a Ele, que está no meio de vocês e que ainda não O conhecem. Não tiveram a honra de desposar essa Boa-Nova, que é o Evangelho, a Nova Aliança de Deus com os homens.
Este é o ponto alto deste Evangelho: João Batista passa a Jesus o comando da Boa-Nova.

(11.3) – MAIS UM ANO COMEÇA
Bom dia!
– Então, quem é você?
Mais um ano começa e quantas promessas foram feitas na virada de 31 para 1º de Janeiro! Pessoas foram às praias em suas devoções pessoais; muitos outros passaram em vigília em algum rincão do Brasil; outros tantos passaram a virada trabalhando e outros tantos vendo o show da virada… (Nossa! Ainda tem gente que assiste a esse programa!)
Em meio a uvas, romãs, passas, vestidos ou peças de roupa branca (ou coloridas desejando algo) muitos investiram sua fé no ano que começava, mas não tem como comentar…
– Por onde anda nossa fé?
– Quem sou eu?
Temos tanta vontade em sermos felizes que às vezes pomos nossa fé, no que acreditamos muito abaixo do que valem. Somos um povo católico cheio de superstições e crendices que não tem nada a ver com que acreditamos. Mais uma vez:
– Então, quem é você?
Rezamos terços e rosários, mas acreditamos em espelhos quebrados. Vamos à missa, grupos de oração, mas ainda não nos livramos de ler horóscopos, elefantes nas portas, figas, pés de coelhos… Colocamos terços nos retrovisores, terço esse que nunca rezei ou aprendi a rezar.
João Batista era fidelíssimo ao plano de Deus e por Jesus foi exaltado como nenhum homem foi, e nós: a quantas anda nossa fidelidade?
O engraçado é que se seguíssemos a lógica humana, ao ver que nossa fé ATIRA PRA TODO LADO, nós não poderíamos nem ver as sandálias, imagine atá-las?
Mas parece que Deus não segue nossa lógica. Sim! Ele premia a fidelidade, mas diferente de nós, Ele sabe esperar…
“(…) Peçam e vocês receberão; procurem e vocês acharão; batam, e a porta será aberta para vocês. Porque todos aqueles que pedem recebem; aqueles que procuram acham; e a porta será aberta para quem bate. Por acaso algum de vocês, que é pai, será capaz de dar uma pedra ao seu filho, quando ele pede pão? Ou lhe dará uma cobra, quando ele pede um peixe? Vocês, mesmo sendo maus, sabem dar coisas boas aos seus filhos. Quanto mais o Pai de vocês, que está no céu, dará coisas boas aos que lhe pedirem”! (Mateus 7, 7-11)
Jesus pouco demonstrou atração pela crença ou pelas vestes repletas das leis dos fariseus e doutores da lei e tão pouco realizou milagres, pois as pessoas eram pobres ou sem acesso as coisas, mas seu olhar e sua palavra que penetravam o fundo da alma de cada um, era às vezes surpreendidos por pessoas que por mais que errassem, conservavam dentro de si valores e uma grande fé. Aqui estava a diferença: ele não olhava ricos ou pobres e sim o coração de cada um.
“(…) Porque a palavra de Deus é viva, eficaz, mais penetrante do que uma espada de dois gumes e atinge até a divisão da alma e do corpo, das juntas e medulas, e discerne os pensamentos e intenções do coração. Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé”. (Hebreus 4, 12-14)
Quem está à frente de um serviço da igreja, seja ele sacerdote, ministro, pregador, servo, catequista, (…) deve ter esse exemplo de plena humildade de João Batista e saber que na verdade quem conhece bem nosso coração é Deus. Ele conhece nossa fé, nossos propósitos, valores e sentimentos que cultivamos e se mesmo falhos ainda conseguimos senti-LO e realizar suas obras, imagine se pudéssemos desatar as sandálias?
Abandonemos as crendices e superstições… Sejamos homens e mulheres de fé! Pessoas simples, mas fervorosos.
Feliz 2015! Um imenso abraço fraterno. _Alexandre Soledade_

(11.4) – QUEM ÉS TU?
De acordo com as profecias, o povo de Israel esperava preocupado a vinda do Messias. João Batista, que vivera sua juventude no deserto, estava agora chamando o povo para uma nova vida. Ele convidava as pessoas para se arrependerem dos erros porque estava próxima a chegada d’Aquele que viria trazer a Salvação.
Ao longo do Rio Jordão, João Batista batizava o povo dizendo que o Messias viria instalar um Reino Novo. João arrebanhou muitos discípulos e esse fato extraordinário mexeu com as lideranças injustas da época, que logo quiseram saber quem era ele e com que direito batizava. Estavam preocupadas com o movimento religioso criado por João. Por três vezes dirigem a João a inquisidora pergunta: “Quem és tu?”
Todos esperavam o Messias e as autoridades religiosas queriam saber qual era a identidade desse pregador, que despertava tanto entusiasmo no povo. A respeito dele corriam muitas opiniões: uns diziam que era o Messias, outros que era Elias e outro que era profeta. João respondeu firme: NÃO SOU. Afirma não sou o Cristo, nem Elias, nem o grande Profeta. Mas se define, “Eu sou a voz do que clama no deserto: Tornem reto o caminho do Senhor, segundo disse o profeta Isaías.”
João, homem forte, firme, corajoso, não veio para dar testemunho de si mesmo, e sim de outro, da Luz verdadeira. Ele disse: “Eu batizo com água. No meio de vocês, porém, está quem vocês não conhecem. Ele vem depois de mim e eu não sou digno de desatar-lhe a correia do calçado”.
João deu testemunho da Luz ao mundo e depois de cumprida sua missão, desaparece, temendo que as pessoas se interessassem por ele e não seguissem a verdadeira Luz, que é Jesus. João sente a responsabilidade de precursor. Não está interessado no conceito dos fariseus representantes das lideranças injustas que oprimem o povo. Ele só deseja e quer dar testemunho de Jesus.
João foi um “grande profeta, mais que um profeta”, como disse Jesus. Profeta é corajoso, tem vida de intimidade com Deus, vida de oração, denuncia o erro e prega a verdade. Só uma coisa é importante para João – testemunhar Jesus Cristo – a Luz que vence as trevas.
Nós, hoje, temos que ser outro João Batista, anunciar com audácia, sem medo, com força e fé, Jesus Cristo, que veio ao mundo para nos salvar. Temos que nos espelhar na humildade de João quanto aos nossos trabalhos pastorais. Seja qual for nosso apostolado, nunca achar que nossa missão é mais importante que a dos nossos irmãos. Coloquemo-nos a serviço do Mestre, preparando-lhe os caminhos, tocando nos corações para que possam acolhê-Lo em suas vidas. Sempre precisamos assumir o lugar que nos compete, sem vaidade, sem orgulho, sabendo que em primeiro lugar está Jesus.
Os discípulos de Jesus, hoje, os líderes da Igreja, são tentados a assumir um lugar que não lhes pertence. O exemplo de João Batista pode e deve servir de alerta para todos nós que trabalhamos no Reino de Deus.
Senhor Jesus, que João Batista, seu precursor, nos ajude arrebanhar muitos irmãos para o seu Reino de paz, amor e justiça. Amém! _Maria de Lourdes Cury Macedo_

(11.5) – CONSCIÊNCIA DA MISSÃO
João Batista tinha plena consciência da sua missão e dava testemunho disso diante dos judeus que não acreditavam em Jesus. Diante do interrogatório que os sacerdotes lhe fizeram podemos tirar muitas lições para pormos em prática a partir deste início de ano. Precisamos, assim como fez João Batista, saber nos distinguir a fim de conhecer quem nós somos e quem nós não somos. Que cada um de nós possa aprender a descobrir a verdade a respeito de si mesmo! Necessitamos ter a consciência firmada no propósito de Deus para nossa vida e da nossa missão! João Batista entendeu qual era a sua incumbência e esclarecia aos que lhe procuravam a verdade sobre ele mesmo e acerca de Jesus a quem Ele anunciava dizendo não ser digno de lhe desatar a correia. Que nós também conheçamos a nossa missão e o lugar que nos foi destinado e, assim, encontremos o caminho certo para nos ajustarmos ao Plano de Deus. O grande desejo de Deus para nós é que saibamos comunicar o Seu Amor ao mundo por meio dos nossos relacionamentos a fim de que aconteça em nós a vida nova que Jesus veio nos presentear. Faça a si mesmo (a) essas perguntas:
– Quem sou eu?
– O que eu busco?
– O que Deus quer de mim nesse novo ano?
– Estou disposto (a) a lutar, amar, sofrer, alegrar-me, de uma maneira nova?
– Sei reconhecer nas outras pessoas os seus dons, virtudes, talentos?
– Reconheço que não posso tudo? _Helena Serpa_

(11.6) – O PREGADOR NÃO ERA CREDENCIADO…
— Vocês já foram lá sondar aquele pregador que está soltando o seu vozerio e atraindo o povo?
— Ainda não Senhor, mas ele é mais um desses loucos que pregam um Messias que está para vir…
— Não dá para facilitar hoje em dia, formem uma delegação e vão lá checar, se ele tem credencial para andar pregando por aí, falando do Messias.
— Sim Senhor, vamos até lá, o Messianismo é assunto nosso, só nós sabemos a história e temos em nossos arquivos a profecia…
Inquirido pela comissão investigatória, o Batista declarou logo de início que não era o Cristo.
— Menos mal – comentou um dos enviados – mas será que ele não é Elias?
João negou.
Não era o Cristo Ungido e esperado por todos, e nem o grande profeta Elias, que iria voltar lá do céu para instaurar o novo Reino, portanto não estava ligado a Religião oficial, não tinha credencial para falar do tal Messias, mas como não havia muito o que fazer, a Comissão decidiu ir embora.
Um deles lembrou que não adiantaria dizer quem João não era, o “Pessoal lá de cima” não iria gostar da resposta. E voltaram a bombardeá-lo para saber quem era, se fosse alguém importante que dissesse logo, pois o Poder religioso precisava monitorar a sua pregação e conceder-lhe um alvará para continuar o trabalho.
Daí a comissão de Sacerdotes e Levitas, vindos de Jerusalém começaram a preocupar-se quando João citou Isaías 40, 3 se auto definindo como uma voz que clama no deserto “Preparai os caminhos do Senhor”.
Precisavam fazer aquele homem calar a boca, afinal ele era um pregador autônomo sobre o qual eles não tinham nenhum controle, e o povão andava o rodeando pois não pregava a mesmice dos outros pregadores, mas falava de algo novo. Então pensaram em proibir -lhe de batizar e a melhor forma seria fazê-lo ver que não era credenciado para aquilo. Só o Cristo, Elias ou um dos Profetas que estavam para voltar, é que poderiam apresentar um rito novo de purificação. Lugar de se purificar era no templo…
E João aproveitou para dizer que, tudo o que se tinha de rito purificador, que tentava reaproximar o homem de Deus, passaram a ser velharias perto do novo Batismo que Alguém, muito maior que ele estava por fazer.
A comissão voltou até os poderosos e resolveram botar panos quentes em cima do assunto: “Vamos esperar esse que ele está anunciando, parece que aí é que está o perigo que nós todos tememos…”
O Reino de Deus não está atrelado a nenhum poder ou instituição deste mundo, mesmo as religiosas, nossa Igreja, tal como João Batista, é apenas uma voz que anuncia a presença do Reino, é apenas um sinal desse Reino que é maior do que qualquer instituição. Aquele que todos nós anunciamos, é infinitamente maior que nós, age em total liberdade e penetra nos corações que desejar, independente de Credo, conhecimento ou posição social da pessoa.
Precisamos saber bem disso, para não termos a tentação de sermos os “Donos” da Santa Palavra que anunciamos. _Diácono José da Cruz_

(12) – REFLEXÃO
Sempre que vemos uma pessoa fazendo o bem, corremos o risco de buscar saber se é legitimo a pessoa fazer aquele bem quando, na verdade, deveríamos usufruir daquele bem e procurar descobrir o amor de Deus que se torna manifesto em tudo o que de bom acontece nas nossas vidas. É esse o caso do evangelho de hoje. Os fariseus não querem usufruir do bem que Deus lhes concede por meio de João Batista, mas enviam sacerdotes e levitas para averiguar se o que João está fazendo é certo ou errado e se ele tinha autoridade para fazer o bem.

(16.1) – MAS ENTRE VÓS ESTÁ ALGUÉM (…) AQUELE QUE VEM DEPOIS DE MIM
Hoje, no Evangelho da liturgia eucarística, lemos o testemunho de João Batista. O texto que precede estas palavras do Evangelho segundo São João é o prólogo em que se afirma com clareza: «E a Palavra se fez carne e veio morar entre nós» (Jo 1, 14). Aquilo que no prólogo – a modo de grande abertura – se anuncia, manifesta-se agora, passo a passo, no Evangelho. O mistério do Verbo encarnado é o mistério da salvação para a humanidade: «A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo» (Jo 1, 17). A salvação chega-nos por meio de Jesus Cristo e, a fé é a resposta à manifestação de Cristo.
O mistério da salvação em Cristo está sempre acompanhado pelo testemunho. O próprio Jesus Cristo é o «Amém, a testemunha fiel e verdadeira» (Ap 3, 14). João Batista é quem dele dá testemunho, com a sua missão e visão de profeta: «entre vós está alguém que vós não conheceis (…) aquele que vem depois de mim» (Jo 1, 26-27).
E os Apóstolos entendem a sua missão: «Deus ressuscitou este mesmo Jesus, e disso todos nós somos testemunhas» (At 2, 32). A Igreja, toda ela, e, portanto todos os seus membros têm a missão de serem testemunhas. O testemunho que trazemos ao mundo tem um nome. O Evangelho é o próprio Jesus Cristo. Ele é a “Boa Nova”. E a proclamação do Evangelho por todo o mundo deve ser igualmente entendida como clave do testemunho que une inseparavelmente o anúncio e a vida. É conveniente recordar aquelas palavras do Papa Paulo VI: «O homem contemporâneo escuta melhor quem dá testemunho do que quem ensina (…) ou, se escutam os que ensinam, é porque disso dão testemunho». _Mons. Romà CASANOVA i Casanova Bispo de Vic_

(16.2) – EU SOU A VOZ DE QUEM GRITA NO DESERTO: ‘ENDIREITAI O CAMINHO PARA O SENHOR!
Hoje, o Evangelho propõe à nossa contemplação a figura de João Batista. «Quem és tu?», perguntam-lhe os sacerdotes e os levitas. A resposta de João manifesta claramente a consciência de cumprir uma missão: preparar a vinda do Messias. João responde aos emissários: «Eu sou a voz de quem grita no deserto: Endireitai o caminho para o Senhor» (Jo 1, 23). Ser a voz de Cristo, o seu altifalante, aquele que anuncia o Salvador do mundo e prepara a Sua vinda: esta é a missão de João e, tal como dele, de todas as pessoas que se sabem e sentem depositárias do tesouro da fé.
Toda a missão divina tem por fundamento uma vocação, também divina, que garante a sua realização. Tenho a certeza de uma coisa, dizia São Paulo aos cristãos de Filipos: «Aquele que começou em vós tão boa obra há-de levá-la a bom termo, até o dia do Cristo Jesus.» (Flp 1, 6). Todos, chamados por Cristo à santidade, temos de ser a Sua voz no meio do mundo. Um mundo que, muitas vezes, vive de costas para Deus e que não ama o Senhor. É preciso que O tornemos presente e O anunciemos com o testemunho da nossa vida e da nossa palavra. Não o fazer, seria atraiçoar a nossa vocação mais profunda e a nossa missão. «Pela sua própria natureza, a vocação cristã é também vocação para o apostolado.», comenta o Concílio Vaticano II.
A grandeza da nossa vocação e da missão que Deus nos destinou não provém dos nossos méritos, mas daquele a Quem servimos. Assim o exprimiu João Batista: «Não sou digno de desatar as correias da sandália» (Jo 1, 27). Como Deus confia nas pessoas!
Agradeçamos de todo o coração a chamada a participar da vida divina e a missão de ser, para o nosso mundo, além da voz de Cristo, também as Suas mãos, o Seu coração e o Seu olhar e renovemos, agora, o nosso desejo sincero de sermos fiéis. _Rev. D. Joan COSTA i Bou_

(17) – TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA
Às margens do rio Jordão, destaca-se a austera e solene pessoa de S. João Batista, que veio preparar os caminhos do Senhor. Último dos profetas do Antigo Testamento, ele espera ansiosamente os tempos messiânicos prometidos. Permanece firme e imóvel, o que é sugerido pelo verbo latino “stare”, pois sua função não é a de procurar por Jesus e segui-lo, mas a de ser seu precursor e dar testemunho dele. Seu testemunho é fundamental para a fé dos primeiros seguidores do Mestre e para se conhecer melhor a originalidade do pensamento de S. João em relação aos outros evangelistas.
Nesse sentido, para valorizar ao máximo a sua função de precursor e de testemunha, S. João jamais emprega o termo “Batista“ para designar João. Um belo exemplo desse modo de considerá-lo é a passagem seguinte, na qual se relata o fato de os judeus terem enviado “de Jerusalém sacerdotes e levitas para o interrogarem: ‘Quem és tu?’” Conhecendo as intenções dos que o interrogavam, sem titubear, ele testemunha: “Eu não sou o Cristo”. O título Cristo designa o Messias, o “ungido”, o enviado escatológico, o novo Davi, esperado por todo o povo como aquele que veria para libertá-lo do jugo estrangeiro e, portanto, restabelecer o reino de Israel.
Grande é a curiosidade não só dos judeus de Jerusalém, mas de todo o povo, que acorre para ouvi-lo. Eles querem saber de seus próprios lábios, se ele é ou não o Messias. Daí a insistência dos mensageiros, que voltam a lhe perguntar. E ele, com os olhos fixos neles, em alto e bom som, declara não ser o Messias, aquele que daria início ao “Tempo Final”, mas simplesmente diz ser a voz que clama no deserto e que veio para preparar os corações dos que o ouvem. E, para que toda dúvida fosse afastada, ele acrescenta: “Após mim virá aquele do qual não sou digno de desatar a correia da sandália”.
No entanto, ele não se furta à pergunta dos que o interrogam, mas esclarece que sua missão é “batizar com água” para a penitência, pois para acolher Jesus, escreve S. Agostinho, “é necessário tirar a areia dos olhos para servir concretamente o próximo”. As nuvens se afastam e nos horizontes da alma já surgem os albores da paz e da alegria espiritual, frutos do perdão e da remissão dos pecados. S. Hilário de Poitiers reconhece que “aos profetas cabe apregoar o arrependimento dos pecados, enquanto a Cristo pertence a missão de salvar os que depositam fé em seu nome”, visto que o seu batismo é presença do fogo purificador do Espírito Santo, que santifica os corações e os reconcilia com o Pai. Delineia-se o vulto humano de Deus e já ressoa a potente voz do Cordeiro que tira o pecado do mundo. _Dom Fernando Antônio Figueiredo_

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE
SANTOS BASÍLIO E GREGÓRIO
BISPOS E DOUTORES
(BRANCO, PREFÁCIO DO NATAL OU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

 

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Basílio Magno e Gregório Nazianzeno (Turquia, séc. 4º), ambos monges e bispos, foram grandes amigos e companheiros na missão. Inteligente, bondoso e dedicado, Basílio organizou a Igreja, reformou o culto religioso e deu atenção especial aos pobres. Gregório devotou-se ao estudo, tornando-se grande humanista, orador e teólogo.

 

Antífona da entrada
Velarei sobre as minhas ovelhas, diz o Senhor; chamarei um pastor que as conduza e serei o seu Deus (Ez 34 11.23s).

 

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que iluminastes a vossa Igreja com o exemplo e a doutrina de são Basílio e são Gregório Nazianzeno, fazei-nos buscar humildemente a vossa verdade e segui-la com amor em nossa vida. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

 

LITURGIA DA PALAVRA

 

Monição para a(s) Leitura(s)
.

 

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Depois de ter falado, no passado, aos nossos pais, pelos profetas, muitas vezes, em nossos dias Deus falou-nos por seu Filho (Hb 1, 1s).

 

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

 

LITURGIA EUCARÍSTICA

 

Oração sobre as Oferendas
Olhai com bondade, ó Deus, o sacrifício que vamos oferecer em vosso altar na festa de são Basílio Magno e são Gregório Nazianzeno, para que, alcançando-nos o perdão, glorifique o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.

 

Antífona da Comunhão
Não fostes vós que me escolhestes, diz o Senhor. Fui eu que vos escolhi e vos enviei para produzirdes frutos, e o vosso fruto permaneça (Jo 15,16).

 

Oração depois da Comunhão
Alimentados pela eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que, seguindo o exemplo de são Basílio e são Gregório, procuremos proclamar a fé que abraçaram e praticar a doutrina que ensinaram. Por Cristo, nosso Senhor.

 

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

 

Ide em Paz!

 

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

 

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

 

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

 

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

 

REFLITA

 

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

 

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

 

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

 

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

 

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

 

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

 

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

 

Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

 Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

 

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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