Liturgia Diária 07/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
07/Jan/2015 (quarta-feira)

JESUS NÃO É UM FANTASMA

LEITURA: Primeira Carta de São João (1Jo) 4, 11-18: Às fontes da caridade e da fé (À fonte da caridade)
Leitura da Primeira Carta de São João: 11 Caríssimos: se Deus nos amou assim, nós também devemos amar-nos uns aos outros. 12 Ninguém jamais viu a Deus. Se nos amamos uns aos outros, Deus permanece conosco e seu amor é plenamente realizado em nós. 13 A prova de que permanecemos com ele, e ele conosco, é que ele nos deu o seu Espírito. 14 E nós vimos e damos testemunho, que o Pai enviou seu Filho como Salvador do mundo. 15 Todo aquele que proclama que Jesus é o Filho de Deus, Deus permanece com ele, e ele com Deus. 16 E nós conhecemos o amor que Deus tem para conosco, e acreditamos nele. Deus é amor: quem permanece no amor, permanece com Deus, e Deus permanece com ele. 17 Nisto se realiza plenamente o seu amor para conosco: em nós termos plena confiança no dia do julgamento, porque, tal como Jesus, nós somos neste mundo. 18 No amor não há temor. Ao contrário, o perfeito amor lança fora o temor, pois o temor implica castigo, e aquele que teme não chegou à perfeição do amor. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 72 (71), 1-2. 10-11. 12-13: O rei prometido
11 As nações de toda a terra, hão de adorar-vos, ó Senhor!
1 Dai ao Rei vossos poderes, Senhor Deus, vossa justiça ao descendente da realeza! 2 Com justiça ele governe o vosso povo, com equidade ele julgue os vossos pobres.
10 Os reis de Társis e das ilhas hão de vir e oferecer-lhe seus presentes e seus dons; e também os reis de Seba e de Sabá hão de trazer-lhe oferendas e tributos. 11 Os reis de toda a terra hão de adorá-lo e de todas as nações hão de servi-lo.
12 Libertará o indigente que suplica, e o pobre ao qual ninguém quer ajudar. 13 Terá pena do indigente e do infeliz, e a vida dos humildes salvará.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 6, 45-52: Jesus caminha sobre as águas
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Depois de saciar os cinco mil homens, 45 Jesus obrigou os discípulos a entrarem na barca e irem na frente para Betsaida, na outra margem, enquanto ele despedia a multidão. 46 Logo depois de se despedir deles, subiu ao monte para rezar. 47 Ao anoitecer, a barca estava no meio do mar e Jesus sozinho em terra. 48 Ele viu os discípulos cansados de remar, porque o vento era contrário. Então, pelas três da madrugada, Jesus foi até eles andando sobre as águas, e queria passar na frente deles. 49 Quando os discípulos o viram andando sobre o mar, pensaram que era um fantasma e começaram a gritar. 50 Com efeito, todos o tinham visto e ficaram assustados. Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” 51 Então subiu com eles na barca, e o vento cessou. Mas os discípulos ficaram ainda mais espantados, 52 porque não tinham compreendido nada a respeito dos pães. O coração deles estava endurecido. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A todos nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão. (Bv. Alberione)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo.
O que o texto me diz no momento?
Os bispos, em Aparecida, disseram: “Jesus saiu ao encontro de pessoas em situações muito diferentes: homens e mulheres, pobres e ricos, judeus e estrangeiros, justos e pecadores… convidando-os a segui-los. Hoje, segue convidando a encontrar n’Ele o amor do Pai. Por isto mesmo, o discípulo missionário há de ser um homem ou uma mulher que torna visível o amor misericordioso do Pai, especialmente aos pobres e pecadores.” (DAp 147).

A VERDADE (Refletir)
Leio atentamente o texto na Bíblia: Mc 6,45-52.
Tantos aspectos poderiam ser considerados neste texto. Vamos nos deter na afirmação de Jesus: “Sou eu!”
Quem ainda não teve fé suficiente, vê Jesus como um fantasma. Os discípulos não haviam entendido o milagre dos pães. O Evangelho diz que a “mente deles estava fechada”. Como aos discípulos diariamente Jesus Cristo faz acontecer uma infinidade de milagres ao nosso redor, mas a mente “fechada” não deixa reconhecer a ação de Deus.
O que nos faz a mente fechada?
Um turbilhão de apelos e vozes no dia-a-dia, o consumismo, a perda dos valores, e, sobretudo a perda da fé, da esperança e do amor aos demais.
Jesus parte com os discípulos. Sua tarefa continuava. Muitos outros precisavam de sua mensagem, de sua presença transformadora. O milagre de repartir o pão tinha que se repetir. Também nós, hoje, temos esta responsabilidade de repartir o “Pão da vida” e o “Pão da Palavra de Deus”.

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com todos na web:
Jesus Mestre, faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.
Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos, guardaremos tua Palavra, meditando-a no coração.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de fé, para encontrar Jesus que vem a meu encontro.

REFLEXÕES

(6) – O SENHOR VÊ E CONHECE AS AFLIÇÕES DO SEU POVO
Quem nunca se sentiu impotente diante do mal que impede a travessia?
Nenhuma dificuldade, nenhuma aflição do ser humano passa sem que Deus a perceba e venha em nosso socorro. Ele vê e conhece as aflições do seu povo; o Senhor está atento e nossas súplicas não caem no vazio; é Ele quem nos liberta de toda escravidão (cf. Ex 3, 7-9).
O evangelho tem a sua linguagem própria para proclamar a fé cristã. Jesus se manifesta como o Salvador da humanidade. Para o homem bíblico, o mar é símbolo do mal e da morte. Jesus Cristo, pastor de Israel, é aquele que, como Deus, tem poder sobre o mal e a morte (cf. Sl 89, 10). Diante de sua presença o mal e a morte não triunfam, nem a agitação e o medo dominam o coração do ser humano. A sua palavra (“Coragem! Sou eu!”) ilumina para ver com clareza e dá paz ao coração. A dureza do coração dos discípulos os impede de reconhecer que no episódio dos pães é oferecido a eles o alimento que fortalece para enfrentar as adversidades do tempo e da história.
_Padre Carlos Alberto Contieri_

(7) – VENÇAMOS OS FANTASMAS QUE ESTÃO APAVORANDO NOSSA VIDA
Como nós precisamos da luz de Deus, como precisamos a cada dia vislumbrar Jesus à nossa frente, para nos ajudar a vencer os fantasmas e as fantasias que crescem dentro de nós!
“Mas Jesus logo falou: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!”” (Marcos 6, 50).
Depois daquela multiplicação maravilhosa dos pães, que saciou toda aquela multidão, Jesus põe-se mar adentro na barca com os Seus discípulos para ir do outro lado da margem. A noite avançava, Jesus ficara em terra rezando e via que Seus discípulos remavam, mas estavam cansados por enfrentar os ventos contrários.
Vendo os Seus, Jesus foi andando sobre as águas para ir ao encontro deles, para vê-los mais adiante, mas os discípulos, movidos pelo cansaço, começaram a ter medo, confundiram Jesus com fantasmas e começaram a gritar de pavor. Jesus disse: “Coragem, meus filhos! Não temais, sou eu que estou indo ao vosso encontro”.
O cansaço, o desgaste físico, emocional, psicológico geram tantos fantasmas dentro de nós, dentro do nosso coração, que até passamos a confundir as coisas, até as pessoas de Deus que estão ao nosso lado, até o nosso próximo se torna fantasma para nós!
Como nós precisamos da luz de Deus! Como precisamos, a cada dia, vislumbrar Jesus à nossa frente, para nos ajudar a vencer os fantasmas e as fantasias que crescem dentro de nós! Sabemos que as fantasias cultivadas, que crescem dentro de nós viram verdadeiros fantasmas, nos assustam, nos apavoram, nos fazem criar coisas que não existem; aí, começamos a implicar com isso e com aquilo, começamos a viver certas “neuroses” dentro de nós e com os outros, que nem damos conta de onde está vindo. Por isso, Jesus, hoje, está vindo ao encontro de nós para curar, melhor ainda, para mandar para longe de nós todos os fantasmas que estão nos apavorando.
É óbvio que fantasma é aquilo que não existe, nós não somos mais crianças para termos essas ilusões, mas às vezes o nosso coração de adulto fantasia demais as coisas e, geralmente, fantasiam o que é mais negativo. Nós transformamos uma coisa pequena em algo grande, transformamos um mal-entendido num desentendimento e numa guerra; fazemos confusões por pouca coisa. Porque alguém não sorriu para nós, já começamos a fantasiar tantas e tantas coisas; pegamos uma palavra e fazemos dela um verdadeiro incêndio ao nosso lado.
Que Deus nos ajude a nos purificarmos dessas fantasias terríveis, pequenas ou grandes, que deixamos crescer dentro de nós e nos ajude a vencer os fantasmas que, muitas vezes, estão apavorando nossa vida.
Lembro-me de que alguém passou um bom tempo sem falar comigo. Fechava a cara, não queria me ver e eu não entendia nada. Até que um dia ela tomou coragem e veio me dizer: “Olha padre, eu estou chateado com você, porque você não gosta de mim!”. Disse-me tantas coisas! E eu lhe disse: “Eu nem sabia que isso acontecia, eu nem sabia que um gesto que eu havia feito tinha causado tanto transtorno dentro de você! O problema não foi o meu gesto, o problema foi você transformá-lo em uma fantasia que cresceu tanto e virou um fantasma!”.
Está na hora de rompermos com todos os fantasmas que criamos ao redor de nós!
Deus abençoe você!
_Padre Roger Araújo_

(8) – COMPANHEIRO DE LUTA
A vida humana é toda feita de luta. As circunstâncias podem variar, sendo mais leves ou mais pesadas. Nossa capacidade de enfrentar os problemas pode ser maior ou menor, dependendo do momento. As dimensões da luta também podem ser diferentes. Uma coisa, porém, é certa: não é possível eliminar as crises, as dificuldades e as provações.
Os discípulos remando penosamente, no meio do mar encapelado, são a imagem viva da realidade humana. Não há quem não experimente medo e insegurança, numa situação assim. O fim parece aproximar-se veloz. Parece impossível não sucumbir.
Existe, entretanto, uma dimensão da realidade humana que se revela pouco a pouco. Para além da tempestade, está Jesus orando e velando pela sorte de seus discípulos. Ele não é insensível à sorte de seus amigos, nem se compraz em assistir, impassível, a seu sofrimento, muito menos contemplá-los na iminência da morte. Nos momentos de provação, Jesus vai ao encontro deles, uma vez que é o dominador das forças que os atormentam.
A gravidade dos problemas enfrentados pelos cristãos leva-os, não raro, a se esquecerem da presença de Jesus junto de si. Só ele pode oferecer segurança, nos momentos de dificuldade, quando tudo parece ruir. Entretanto, é preciso cuidado para não nos agarrarmos a falsas imagens de Jesus, e sim, discernir bem, para descobrir o verdadeiro companheiro de luta.
Oração:
Senhor Jesus, és meu companheiro nos momentos difíceis da vida; que eu te sinta sempre bem perto de mim.
_Padre Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” (Mc 6, 50de).
Depois da multiplicação dos pães para mais de cinco mil pessoas, Jesus ficou despedindo-se da multidão. Depois subiu a um monte, para rezar.
Os discípulos entraram na barca para atravessar o Mar da Galileia.
A noite chegou.
Jesus tinha terminado sua oração. Saiu, então, sobre as águas, na direção de Betsaida.
O Evangelho dá a entender que Jesus não queria ir na barca com os discípulos, mas chegar a Betsaida antes deles.
Porém, quando passou perto do barco, andando sobre as águas, os discípulos se encheram de pavor, pensando se tratasse de um fantasma.
Jesus entendeu como estavam assustados, e, ainda, cansados de remar, porque o vento era contrário. Ele, então, disse-lhes:
“Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” (Mc 6, 50de).
Dito isso, subiu na barca. O vento cessou e conseguiram logo chegar a Betsaida remando normalmente.
Este fato da vida de Jesus nos causa algumas indagações.
Por qual motivo Jesus agiu desta maneira?
Ele não poderia ter saído com os discípulos no barco e fazer suas orações depois, quando chegasse a Betsaida?
Ao que parece Jesus provocou esta situação de propósito.
Ele queria que os discípulos conhecessem mais sobre Ele.
Deviam saber que tinha poder sobre a natureza: caminhava sobre as águas e não se afundava; e, entrado no barco, o vento cessou.
Nossa conclusão lógica para o espanto dos discípulos seria a admiração por Jesus ter o poder de superar as forças da natureza. Porém São Marcos não diz isso, e sim que os discípulos estavam com o coração endurecido e não tinham ainda entendido o sentido do milagre da multiplicação dos pães.
Na verdade a mensagem clara deste episódio provocado por Jesus é a revelação de seu poder sobre a natureza.
Para entende-lo melhor, devemos procurar em Mt 14, 25-33, que termina com esta conclusão dos discípulos sobre Jesus:
“Então, aproximaram-se os que estavam no barco e adoraram-no, dizendo: És verdadeiramente o Filho de Deus” (Mt 14, 33).
Nossa curiosidade termina aqui.
Entendemos, com São Mateus, que Jesus provocou este ‘incidente’ no mar para que os discípulos concluíssem que tendo tais poderes divinos, Jesus era o Filho de Deus.
Com os Reis Magos neste tempo depois da Epifania, vemos Jesus em sua Luz iluminando a todos nós.
Ele iluminou os discípulos naquela noite sobre as águas para que soubessem que era o Filho de Deus.
Os Magos O adoraram oferecendo incenso, símbolo de sua divindade.
Como eles, adoremos Jesus Cristo também nós.
Diante do sacrário vejamos Sua Luz.
_Padre Valdir Marques_

(10) – VENDO-OS CANSADOS DE REMAR, […] FOI TER COM ELES DE MADRUGADA
Os apóstolos atravessam o lago. Jesus está sozinho em terra, enquanto eles se esgotam a remar sem conseguirem avançar, porque o vento é contrário. Jesus ora e, na sua oração, vê-os a esforçarem-se e vem logo ao seu encontro. É claro que este texto está cheio de símbolos da Igreja: os apóstolos no mar lutando contra o vento, o Senhor ao pé do Pai. Mas o que é determinante é que, na sua oração, enquanto está «ao pé do Pai», Ele não está ausente; bem pelo contrário, ao rezar, vê-os. Quando Jesus está junto do Pai, está presente na Igreja. O problema da vinda final de Cristo é aqui aprofundado e transformado de modo trinitário: Jesus vê a Igreja no Pai e, pelo poder do Pai e pela força do seu diálogo com Ele, está presente junto dela. É justamente este diálogo com o Pai enquanto «está no monte» que O torna presente, e inversamente. A Igreja é, por assim dizer, objeto de conversa entre o Pai e o Filho, ou seja, está ancorada na vida trinitária.
_Cardeal Joseph Ratzinger (Bento XVI, Papa de 2005 a 2013)_

(11.1) – CORAGEM, SOU EU! NÃO TENHAIS MEDO!
Confiar em Jesus é a nossa maior segurança, ligados a Ele, encontraremos meios capazes de transformar qualquer realidade contrária à vida!
Jesus nos oferece todas as condições para assumirmos a nossa missão neste mundo, quantos aos riscos, não precisamos teme-los, pois sobre o seu olhar, estaremos seguros; Jesus nunca nos perderá de vista!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, nos coloca na barca de Jesus, enfrentando os mesmos desafios que os primeiros discípulos enfrentaram no início da caminhada de fé!
O texto chama a nossa atenção para a essencialidade da fé! Sem uma fé firme, com raízes profundas, não tem como exercer a nossa missão que requer coragem, entrega de vida.
Assim como os discípulos tiveram dificuldades em atravessar para outra margem, como determinou Jesus, nós também, temos dificuldades em atravessar os mares impetuosos da nossa vida para chegar ao outro!
A narrativa nos diz, que Jesus, depois da multiplicação dos pães, quando Ele passou para os discípulos a responsabilidade de alimentar uma multidão: “(Dai-lhes vós mesmos de comer”) ensinando-os a partilhar, manda-os entrar na barca e irem para outra margem, isto é, irem ao encontro de outros povos, enquanto Ele despedia a multidão.
Podemos dizer que Jesus, já estava preparando os discípulos para caminharem sem a sua presença física! Até então, eles eram totalmente dependentes da presença Dele. Jesus precisava testar a coragem deles, já que após a sua volta para o Pai, seriam eles, os responsáveis em conduzir a sua barca.
Em obediência a Jesus, os discípulos entram na barca e seguem sozinhos mar à dentro. Mas Jesus, assim como os pais observam seus filhos nos seus primeiros passos sozinhos, observa-os de longe, não os perde de vista! Ele vê, quando os discípulos são surpreendidos pelos ventos contrários em alto mar, e vai ao encontro deles andando sobre as águas.
Ao vê-lo, eles ficaram espantados, pensando que era um fantasma. Tomados pelo medo, os discípulos começam a gritar. E Jesus tentando acalma-los diz: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!” Assim que Jesus sobe na barca com eles, houve uma calmaria, os ventos cessaram, mas os discípulos continuaram assustados, afinal, tudo ainda era grande demais para a compreensão deles, a multiplicação dos pães, Jesus andando sobre as águas…
Essas dificuldades que os discípulos tiveram no campo da fé, nós também temos, afinal, a fé não é algo que se tem de imediato, a fé é uma construção que se desenvolve através de um processo lento que vai se solidificando à medida em que fazemos a experiência de Jesus em nossa vida, que meditamos os seus feitos.
Buscar o crescimento na fé, é optar pela vida! Quem tem fé, nunca perde a esperança e nem se deixa abater diante às dificuldades, pois carrega consigo, a certeza de que em Jesus, está o seu porto seguro!
Quando formos surpreendidos pelas ondas do mar revolto, podemos ter a certeza de que Jesus virá ao nosso encontro! Ele não virá na sua roupagem, como foi ao encontro dos discípulos, mas virá até nós, escondido no coração de alguém, de um amigo, ou até mesmo de um estranho. O importante, não é como Jesus chegará até a nós, o importante, é que de alguma forma Ele virá, virá nos socorrer!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
_Olívia Coutinho_

(11.2) – BETSAIDA
Bom dia!
Estudos revelam que Betsaida era uma colônia de pescadores de onde provavelmente Pedro, João e Felipe eram oriundos. Muito mais que um pequeno povoado, Betsaida era talvez uma região repleta de povos e, portanto culturas diferentes. Jesus apresentava essa terra a eles.
Imagino a situação em especial dos três apóstolos que retornavam àquela localidade.
Se trouxermos a mente o dizer popular “santo de casa não faz milagres” o que se poderíamos esperar daquela população quanto o retorno deles?
Acolhimento?
Esperança?
Fé?
Não!
Jesus também hoje nos envia na frente. Para alguns Ele destina, inicialmente, locais desconhecidos, mas para outros como Pedro, Felipe e João, a sua ou nossa própria comunidade, aqui represento o nosso trabalho, na minha escola, em minha casa. É verdade que já passam em nossos pensamentos o como seríamos (ou como somos) recebidos por eles, mas uma coisa fica meio que esquecida em virtude do medo – a mochila vazia com que parti, já não está tão vazia assim.
Imagine um (a) filho (a) que saiu de casa e foi fazer faculdade em outra região e que anos depois retorna a sua casa, já formado. Alguém conhecido desde criança que retorna.
Sim, aos nossos olhos já notamos as transformações nas feições e nos traços que o tempo e a maturidade lhe impuseram, mas somente quando o (a) ouvirmos falar é que saberemos o que carrega; pelas suas novas ações é que saberemos o quanto suas atitudes mudaram. Aqueles três apóstolos já haviam presenciado tantas coisas, aprendizados foram feitos e até bem pouco tempo viram cinco pães alimentar 5 mil. É impossível ser o mesmo que partiu.
Do projeto ao destino final de cada sonho poderemos encontrar dificuldades. Tempestades de pensamentos; ventos contrários que podem significar o medo e a resistência as novas responsabilidades que estão por vir, entretanto deve ficar um ensinamento: Em meio às tempestades, Jesus vem sempre sereno caminhado sobre as águas!
“(…) Respondeu-lhes Jesus: “TENDE FÉ EM DEUS. Em verdade vos declaro: tudo o que disser a este monte: Levanta-te e lança-te ao mar, se não duvidar no seu coração, mas acreditar que sucederá tudo o que disser, OBTERÁ ESSE MILAGRE. Por isso vos digo: tudo o que pedirdes na oração, crede que o tendes recebido, e ser-vos-á dado”.” (Marcos 11, 22-24)
O que isso tem a ver com a epifania?
Recorde que essa manifestação do poder de Deus sobre a física que conhecemos aconteceu pela não hesitação. Voltar a sua terra, a um povo tão descrente (remando contra os ventos e enfrentando o mar arredio) é muito além de um gesto heroico, mas de quem acredita no que fala. Dar de cara com os que nos conhecem poderá de fato revelar a epifania de Jesus em minha vida, pois para convencê-los teremos que ter muito mais que palavras… O nosso semblante deverá resplandecer a epifania.
É comum ver jogadores de futebol, cantores, artistas, pessoas famosas que após anos e anos de boemia e noitadas de repente se dão conta que andam sozinhos e remando contra os ventos… Jesus sereno anda sobre as águas e sobre eles!
Outro exemplo está naquele que a vida e as más escolhas que teve lhe apresentaram vícios, sofrimento, angústia e solidão. Por estarem anos e anos “remando” já não tem mais forças, pararam no meio do mar da vida, já não são donos do seu destino, são passageiros desse barco que vão conforme a correnteza o leva. Sobre esse Jesus também quer chegar.
Não leremos sobre isso essa semana, mas todo esse “sofrimento” no mar da Galileia pela salvação de um único homem do outro lado da praia. Alguém que deve ter tocado Jesus pela fé. Alguém que em suas orações clamava um milagre. “(…) Mas logo Jesus falou com eles, dizendo: – Coragem, sou eu! Não tenham medo”! Estou chegando! Já cheguei!
É para eles que devemos apresentar a vitória e a epifania reveladas em nossa vida.
Mantenha a fé! Todo sofrimento tem um motivo do outro lado da praia. Seja a epifania.
Um Imenso abraço fraterno!
_Alexandre Soledade_

(12) – REFLEXÃO
Jesus, ao caminhar sobre as águas, revela aos seus discípulos que é Deus, isso porque, segundo as Escrituras, somente Deus pode caminhar sobre o mar. Podemos ver isso no livro de Jó: “Sozinho ele estende os céus e caminha sobre as alturas dos mares” (Jó 9, 8) e no livro dos Salmos: “No mar abriste o teu caminho, tua passagem nas águas profundas, e ninguém conseguiu conhecer os teus rastros” (Sl 76, 20). A revelação da divindade de Jesus continua na mesma passagem quando ele fala aos discípulos: “Coragem, sou eu! Não tenhais medo!”, atribuindo para si o mesmo nome que Deus atribuiu a si na passagem da sarça ardente, quando revela o seu nome a Moisés.

(13) – REFLEXÃO
Marcos insere agora outra travessia difícil pelo mar, semelhante à da região pagã dos gerasenos. Jesus apressa a partida dos discípulos, enquanto despede a multidão. Tanto os discípulos como a multidão nutriam a esperança messiânica de que Jesus lideraria um movimento nacionalista libertador do domínio romano. Depois de despedi-los, Jesus retira-se para orar. Os discípulos encontram-se parados no mar pelo vento contrário. Haviam sido enviados à missão em território gentílico, e tal vento representa medo e resistência ante a responsabilidade que devem assumir. Jesus passa diante os discípulos, sobe na barca e o vento cessa. Mas eles continuam sem entender. Marcos, com esta narrativa teofânica, também nos interpela: e vocês, entenderam?

(16) – DEPOIS DE OS DESPEDIR, SUBIU A MONTANHA PARA ORAR
Hoje, contemplamos como Jesus, depois de se despedir dos Apóstolos e das pessoas, retira-se sozinho a rezar. Toda sua vida é um diálogo constante com o Pai e, não obstante, vai-se à montanha a rezar.
E nós?
Como rezamos?
Frequentemente levamos um ritmo de vida atarefado, que termina sendo um obstáculo para o cultivo da vida espiritual e não damo-nos conta que é tão necessário “alimentar” a alma quanto alimentar o corpo. O problema é que, com muita frequência, Deus ocupa um lugar pouco relevante em nossa ordem de prioridades. Nessa circunstância é muito difícil rezar de verdade. Não podemos dizer que se tenha um espírito de oração quando somente imploramos ajuda nos momentos difíceis.
Achar tempo e espaço para a oração pede um requisito prévio: o desejo de encontro com Deus com a consciência clara de que nada nem ninguém o pode substituir. Se não há sede de comunicação com Deus, facilmente transformaremos a oração num monólogo, porque a utilizamos para tentar solucionar os problemas que nos incomodam. Também é fácil que, nos momentos de oração, nos distraiamos porque nosso coração e nossa mente estão invadidos constantemente por pensamentos e sentimentos de todo tipo. A oração não é charlatanice, senão um simples e sublime encontro com o Amor; é relação com Deus: comunicação silenciosa do “Eu necessitado” com o “Você rico e transcendente”. O prazer da oração é se saber criatura amada diante do Criador.
Oração e vida cristã vão unidas, são inseparáveis. Nesse sentido, Orígenes diz que «reza sem parar aquele que une a oração às obras e as obras à oração. Somente assim podemos considerar realizável o princípio de rezar sem parar».
Sim, é necessário rezar sem parar porque as obras que realizamos são fruto da contemplação e, feitas para sua glória. Devemos agir sempre desde o diálogo contínuo que Jesus oferece-nos, no sossego do espírito. A partir dessa certa passividade contemplativa veremos que a oração é o respirar do amor. Se não respiramos morremos, se não rezamos expiramos espiritualmente.
_Rev. D. Melcior QUEROL i Solà_

(17) – JESUS CAMINHA SOBRE AS ÁGUAS
Após despedir o povo e enviar os discípulos para a outra margem do lago, “Jesus subiu ao monte, a fim de orar”. Retira-se para a montanha, para perto de Deus. Silêncio e solidão. Logo após, ele vai ao encontro de seus discípulos, que, num barco, se dirigiam a Cafarnaum. A tarde já ia avançada quando Jesus se aproxima deles “caminhando sobre o mar”. Soprava um vento forte e impetuoso. Eles avistam, em meio às águas encapeladas, um vulto que se aproxima.
Vindo sobre as águas, Jesus faz menção de passar adiante, como o fez com os discípulos em Emaús. Provocação para despertá-los à responsabilidade da liberdade, pois Deus é aquele que passa. Assim se deu na primeira Páscoa do Egito ou nas grandes visões de Moisés ou de Elias. Também agora com a sua vinda entre os homens. Por isso, destaca S. João Crisóstomo, ele “não acorre imediatamente para salvar os discípulos, mas os instrui, através do temor, a afrontar os perigos e aflições”.
Assustados, eles ouvem a voz serena do Mestre: “Sou eu, não temais”. Não é um fantasma, é o próprio Jesus. A expressão “não temais” significa “crede unicamente” e soa como um apelo aos Apóstolos para estarem abertos interiormente à presença divina, sempre surpreendente, e, assim, no dizer de S. Gregório de Nissa, “poderem penetrar no santuário do conhecimento de Deus”. Por isso, conclui Jesus: “Sou eu” para lembrar aos Apóstolos as manifestações inauditas de Deus, conduzindo o povo de Israel no deserto. Ele é presença, na história, do Deus “inefável”, que acompanha o seu povo à Jerusalém celeste.
Uma exigência é feita: confiança e entrega irrestrita. Atitude fundamental, graças à qual seus discípulos alcançarão a pureza interior no generoso “fiat”, cuja recompensa é o encontro com o Senhor, em sua pobreza amorosa. Confiando nele, eles atingirão a serenidade (apátheia) e o repouso (hesychía), significados no fato de ele caminhar sobre as águas e apaziguar o mar. Caso afundem ou vacilem, não lhes faltará sua mão misericordiosa.
_Dom Fernando Antônio Figueiredo_

COMEMORA-SE NO DIA 07/JAN

(5) – SÃO RAIMUNDO DE PEÑAFORT
Raimundo era um fidalgo espanhol descendente dos reis de Aragão. Nasceu em 1175 e desde muito pequeno interessou-se pela vida religiosa e pelos estudos. Foi um ótimo professor de artes e direito e nunca deixou de cuidar das pessoas mais pobres.
Em 1220 foi ordenado sacerdote e vigário geral da diocese de Barcelona. Depois foi convocado para servir em Roma a pedido do Papa Gregório IX, do qual foi confessor cerca de oito anos. Estando ao lado do papa o exortava para que recebesse os pobres com a mesma dignidade com que acolhia os mais ricos.
Não aceitou ser ordenado bispo por considerar-se indigno do cargo. Na mesma época ajudou Pedro Nolasco, que também seria santo, a redigir as constituições da nascente Ordem da Mêrcês para a Redenção dos Cativos.
Com a chegada dos dominicanos em Barcelona, Raimundo volta para sua terra natal e torna-se um religioso, chegando depois a ser superior da Ordem na Espanha. Neste cargo foi zeloso e amigo de todos seus súditos.
Por inspiração, aos setenta anos, Raimundo voltou ao ensino. Fundou dois seminários onde o ensino era dado em hebraico e árabe, para atrair judeus e mouros ao Cristianismo. Raimundo de Penhaforte morreu com cem anos, em janeiro de 1275.
_Padre Evaldo César de Souza_

(6) – SÃO LUCIANO DA ANTIOQUIA
Luciano chamado da Antioquia nasceu em 235 e deve seu grande renome ao fato de ter sido o iniciador da doutrina herética conhecida como arianismo, que tão profundamente abalou toda a cristandade dos primeiros séculos. Aliás, diga-se que os arianos se chamaram inicialmente de “lucianistas”. Doutrina a qual Luciano se retratou lavando com o sangue do seu próprio martírio o inicial equívoco, levado às últimas consequências pelo herege Ário, que lhe doou o nome definitivo. Assim temos em Santo Luciano um sacerdote sírio que foi martirizado no século IV, mais precisamente no ano 312, na Nicomedia, Turquia.
Nascido em Samósata, cidade do norte da Síria que serve de passagem para Jerusalém, de pais cristãos, ficou órfão aos doze anos de idade. Para conservar e reforçar a fé recebida da família na infância se retirou para a cidade de Edessa, também na Síria, aonde vivia em grande austeridade, dedicando-se aos estudos teológicos das Sagradas Escrituras, tendo o famoso mestre Macário como diretor. Uma vez formado, ordenou-se sacerdote exercendo todo o seu apostolado na Antioquia, Turquia.
Luciano era muito apegado aos estudos e tinha grande formação literária ocupando o posto de um dos homens mais versados da Igreja. Ele fundou uma escola de catequese que, na época, só encontrava equivalente na respeitadíssima escola egípcia de Alexandria, que já comemorava meio século de implantação.
Essa escola formou dezenas de personagens famosos na História da Igreja, entre eles vários bispos, teólogos e escritores católicos. Foi nesta época que suas obras teóricas começaram a despertar a ira do bispo Paulo de Samosata, dando início à intensa polêmica que mexeu com a Igreja. O tal bispo ainda sustentava a heresia ariana a qual afirmava ser Cristo “inferior a Deus” e não consubstancial a Ele. Era a doutrina que Luciano iniciara, mas, ao se perceber errado, a combatia com intensidade, veemência e vigor. Conseguiu vencer o bispo Paulo que foi destituído e afastado do Cristianismo, passando-se para o lado do herege Ário.
Luciano continuou cada vez com mais vigor sua obra evangelizadora, tendo também que enfrentar as perseguições impostas contra os cristãos, pelo imperador Maximiano. O tirano decidira liquidar primeiro com Luciano, por entende-lo como uma fonte de liderança poderosa de manutenção da fé cristã, daquela época. Ele acabou preso permanecendo algemado durante sete anos. Mesmo nessa condição, para confortar os companheiros de prisão, celebrava a Santa Missa deitado no chão usando o próprio peito como altar.
Depois, o então imperador, Maximino Daia, percebeu que não conseguiria fazê-lo renegar sua fé, por isso mandou que fosse submetido a uma série de bárbaros suplícios. Chegou a ficar quinze dias sem alimento algum e, mesmo assim, se recusou a ingerir carne de animais imolados em nome dos deuses pagãos. Finalmente, foi executado a fio de espada, tendo sido seu corpo lançado ao mar. A tradição diz que ele foi recuperado graças a um golfinho que o transportou do local do martírio para Helenópolis, na Ásia Menor.
Mas a verdade é que Santa Helena, mãe do rei Constantino era muito devota de Santo Luciano, o qual citava com frequência ao filho, que ainda não havia se convertido. Constantino que a amava muito, durante o seu reinado, mandou que as relíquias do Santo fossem transladadas para Helenópolis, cidade natal de sua querida mãe. Depois ele mesmo, em 337, escolheu a sepultura do Santo para ser o local do seu batizado, oficializando sua conversão e de todo o seu reino. Esse ato propagou ainda mais o culto de Santo Luciano, tanto no Oriente como no Ocidente.
Santo Luciano entretanto teve um outro precedente importante, conhecido como Luciano de Somosata, que viveu entre 125 e 192, sendo um importante filósofo e jurista grego, também fundador de uma escola, só que em Atenas, falecendo como funcionário no Egito. Por essas semelhanças ele e sua exuberante obra filosófica e literária, notadamente satírica, foram confundidos com a trajetória do Santo oriundo dessa localidade, principalmente nos primeiros séculos. Este é o motivo pelo qual Santo Luciano é chamada da Antioquia.

(10) – BEATA LINDALVA JUSTO DE OLIVEIRA
Lindalva nasceu em 20 de outubro de 1953, no pequeno povoado Sítio Malhada da Areia, município de Açu, Rio Grande do Norte. Filha do segundo matrimonio de João Justo da Fé (viúvo) e Maria Lúcia da Fé, de cujas núpcias nasceram 12 filhos.
Lindalva, a sexta filha do casal, já dava sinais de uma especial predestinação divina, pois entregava-se com naturalidade às práticas de piedade. Cresceu como menina normal, de aspecto gracioso, piedosa e muito sensível para com os pobres, de tal forma que ainda jovem surpreendeu a família doando as próprias roupas aos necessitados. Transferindo-se para Natal, estudava e trabalhava para se manter e ajudar a família, e todos os dias visitava os idosos do Instituto Juvino Barreto.
Após concluir o segundo grau passou a cuidar do pai, idoso e doente, com todo carinho e paciência. Quando este faleceu, Lindalva, aos 33 anos, entrou para a Companhia das Filhas da Caridade de São Vicente de Paulo: queria servir a Cristo nos pobres.
Não foi fácil adaptar-se à nova vida, mas com a graça de Deus foi progredindo na sua caminhada espiritual, passo a passo, renúncia após renúncia. Dizia sempre: “Amo mais a Jesus Cristo do que a minha família”.
Foi superando as etapas de sua formação religiosa na prática das virtudes, no amor à oração, à obediência alegre, sincera e compreensiva. Lutava para corrigir seus próprios defeitos e crescer no caminho da perfeição. Suas superioras estavam muito contentes com ela, notando sua disponibilidade e grande amor aos pobres.
Terminado o período do noviciado foi enviada para o Abrigo Dom Pedro II, em Salvador, BA, recebendo o ofício de coordenar uma enfermaria com 40 idosos, sendo responsável pela ala do pavilhão masculino. Fez curso de Enfermagem para poder dedicar-se melhor aos seus doentes e idosos. À caridade unia o zelo espiritual por seus assistidos, procurando levá-los para Cristo pela boa palavra. Sua conduta era impecável, alegre, pura, modesta e caridosa para com todos. Encontrava ainda tempo para visitar os pobres no domicílio, e procurava meios para suprir suas necessidades materiais. Lindalva sentia-se feliz e realizada no seu trabalho.
Toda santidade passa pelo crisol do sofrimento. Em 1993, devido a uma recomendação, o abrigo acolheu entre os anciãos Augusto da Silva Peixoto, homem de 46 anos. Ele passou a assediar Ir. Lindalva, e chegou até mesmo a manifestar-lhe suas intenções. Ela começou a ter medo, e procurou afastar-se o mais que pode. Confidenciou-se com outras irmãs e refugiava-se na oração. Seu amor aos velhinhos a mantiveram no abrigo, e chegou a dizer a uma irmã: “prefiro que meu sangue seja derramado do que afastar-me daqui”.
Por não ser correspondido, Augusto foi à Feira de São Joaquim na Segunda-feira Santa e comprou uma faca, que amolou ao chegar ao abrigo. Não dormiu na noite de quinta para sexta-feira santa. De manhã, Irmã Lindalva havia participado da Via-Sacra, ao raiar da aurora, na paróquia da Boa Viagem. Ao regressar, foi servir o café da manhã aos idosos. Subiu as escadarias da enfermaria, como se estivesse subindo para o calvário, e pôs-se a servir pão com café e leite para os internos da ala masculina. Todos eles estavam em fila, esperando a vez. A irmã, compenetrada com o café, tinha a cabeça baixa quando sentiu um toque no ombro: virou-se e teve tempo apenas de ver o rosto enraivecido do homem que conhecera havia poucos meses… Em seguida, foram dezenas de facadas, pontilhadas por todo o corpo. Tudo diante do semblante horrorizado dos velhinhos que assistiam à cena bem em frente à mesa de café. Um senhor ainda tentou evitar a tragédia, avançando sobre o assassino. Mas Augusto Peixoto estava decidido e, ameaçou de morte quem ousasse se aproximar. Terminado o crime, foi esperar a polícia sentado em um banco na frente da casa. Do abrigo, ele foi para Casa de Detenção e, posteriormente, parou no Manicômio Judiciário.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SEMANA DA EPIFANIA
(BRANCO, PREFÁCIO DA EPIFANIA OU DO NATAL – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
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Antífona da entrada
O povo que andava nas trevas viu uma grande luz; para os que habitavam nas sombras da morte, uma luz resplandeceu (Is 9, 2).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, luz de todas as nações, concedei aos povos da terra viver em perene paz e fazei resplandecer em nossos corações aquela luz admirável que vimos despontar no povo da antiga aliança. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
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Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Louvai o Senhor Jesus, todos os povos, aceito pela fé no mundo inteiro! (1Tm 3, 16).

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Concedei, ó Deus todo-poderoso, fonte da verdadeira piedade e da paz, que os honremos dignamente com estes dons e, pela participação nestes mistérios, reforcemos os laços que nos unem. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
A vida que estava no Pai manifestou-se e apareceu aos nossos olhos (1Jo 1, 2).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que o vosso povo, sustentado com tantas graças, possa receber hoje e sempre os dons do vosso amor para que, confortado pelos bens transitórios, busque mais confiantemente os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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