Liturgia Diária 09/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
09/Jan/2015 (sexta-feira)

Jesus cura o leproso

LEITURA: Primeira Carta de São João (1Jo) 5, 5-13: Às Fontes da caridade e da fé (À fonte da fé)
Leitura da Primeira Carta de São João: Caríssimos, 5 quem é o vencedor do mundo, senão aquele que crê que Jesus é o Filho de Deus? 6 Este é o que veio pela água e pelo sangue: Jesus Cristo. (Não veio somente com a água, mas com a água e o sangue.) E o Espírito é que dá testemunho, porque o Espírito é a Verdade. 7 Assim, são três que dão testemunho: 8 o Espírito, a água e o sangue; e os três são unânimes. 9 Se aceitamos o testemunho dos homens, o testemunho de Deus é maior. Este é o testemunho de Deus, pois ele deu testemunho a respeito de seu Filho. 10 Aquele que crê no Filho de Deus tem este testemunho dentro de si. Aquele que não crê em Deus faz dele um mentiroso, porque não crê no testemunho que Deus deu a respeito de seu Filho. 11 E o testemunho é este: Deus nos deu a vida eterna, e esta vida está em seu Filho. 12 Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida. 13 Eu vos escrevo estas coisas a vós que acreditastes no nome do Filho de Deus, para que saibais que possuís a vida eterna. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 147 (146-147), 12-13. 14a-15. 19-20: Hino ao Onipotente
12a Glorifica o Senhor, Jerusalém!
12 Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! 13 Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.
14a A paz em teus limites garantiu e te dá como alimento a flor do trigo. 15 Ele envia suas ordens para a terra e a palavra que ele diz corre veloz.
19 Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos, suas leis a Israel. 20 Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.

EVANGELHO: Lucas (Lc) 5, 12-16: Cura de um leproso
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
12 Aconteceu que Jesus estava numa cidade, e havia aí um homem leproso. Vendo Jesus, o homem caiu a seus pés, e pediu: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar”. 13 Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero, fica purificado”. E imediatamente, a lepra o deixou. 14 E Jesus recomendou-lhe: “Não digas nada a ninguém. Vai mostrar-te ao sacerdote e oferece pela purificação o prescrito por Moisés como prova de tua cura”. 15 Não obstante, sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades. 16 Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando e colocando-me na presença de Deus:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Oferecimento do dia: Adoro-vos, meu Deus, amo-vos de todo o meu coração.
Agradeço-vos porque me criastes, me fizestes cristão, me conservastes a vida e a saúde.
Ofereço-vos o meu dia: que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade.
E que faça tudo para a vossa glória e a paz das pessoas.
Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal.
Que a vossa graça, benção, luz e presença permaneçam sempre comigo e com todos aqueles que eu amo. Amém.
(Orações da Família Paulina)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo.
O que o texto me diz no momento?
Os bispos na Conferência de Aparecida, nos ajudaram a reavivar a nossa fé da presença de Deus que está presente e atuante também na nossa história. Disseram: “Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que sua existência não é uma ameaça para o homem, que Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas. Os cristãos são portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras”. (DAp 29).

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio na Bíblia, atentamente, o texto: Lc 5, 12-16.
O leproso era marginalizado, excluído da vida social.
Na cultura hebraica, considerava-se como lepra diversas afecções da pele, bem como o bolor que se manifestasse em roupas ou paredes. A prescrição era a exclusão do “considerado” leproso do convívio social. Ele devia usar vestes rasgadas e ter os cabelos desalinhados, viver fora da cidade e prevenir quem se aproximasse com gritos: “Impuro! Impuro!”. Mais do que a própria doença, o leproso sofria a exclusão social. Era considerado religiosamente impuro e pecador. Quem o tocasse se tornaria também impuro. A reintegração do leproso, após sua cura, era feita diante do sacerdote, por meio de ofertas. Jesus, com sua prática libertadora e de vida, acolhe este homem que se prostra diante dele, até colocando o rosto no chão, tocando-o, livrando-o da doença e da exclusão. A acolhida e a cura do excluído restituiu-lhe a dignidade, integrando-o na sociedade.

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus Mestre, Faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.
Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos, guardaremos tua Palavra, meditando-a no coração.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou demonstrar pela vida que o amor de Deus está presente e atuante na nossa história.

REFLEXÕES

(6) – ESTAR DIANTE DE JESUS É ESTAR DIANTE DE DEUS
Ao longo de sua existência terrestre, Jesus foi comunicando às pessoas com quem se encontrava o dom da vida, despertando nelas a fé na vida e revelando o poder do qual ele foi revestido: amar quem quer que cruzasse o seu caminho. A cura do leproso dependia exclusivamente de Deus. A súplica do leproso, acompanhada do gesto de cair com o rosto em terra, é o reconhecimento da divindade de Jesus. Ele ouve a súplica daquele homem, como ouve todos os que imploram por ele; não se furta a socorrer não importa quem. A manifestação do desejo de Jesus – “quero, sê purificado” – corrige a distorção da imagem de Deus plasmada no imaginário dos seus contemporâneos e, infelizmente, também no imaginário do homem hodierno*, de que Deus pune e castiga. Convenhamo-nos: “Deus não nos trata segundo as nossas faltas”. Como cabia ao sacerdote constatar a cura da lepra e reintegrar a pessoa no seio da comunidade, Jesus envia o leproso a ele. A motivação apresentada por Jesus é expressa nestes termos: “isso lhes servirá de testemunho”, isto é, de sinal de que a plenitude de Deus habita em Jesus. Estar diante de Jesus é estar diante de Deus.
_Padre Carlos Alberto Contieri_
* Adjetivo que diz respeito ao dia de hoje e/ou ao tempo recente; atual e moderno. Etimologia do latim: hodiernus.

(7) – QUE DEUS NOS PURIFIQUE DE TODA MALDADE QUE EXISTE EM NÓS
Precisamos nos purificar desses sentimentos mesquinhos, que tomam conta da nossa mente, da nossa mentalidade, que fazem de nós pessoas egoístas e orgulhosas.
“Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar” (Lucas 5, 12).
O leproso acreditou por ter a profunda convicção de que Jesus poderia purificá-lo. Hoje a lepra, conhecida atualmente como hanseníase, tem tratamento, tem cura e cuidados muito especiais para que não se agrave e não cresça. Pense como era difícil na época de Jesus aquela carne leprosa, que ia ficando malcheirosa e à medida que ela ia crescendo tanto mais crescia a repugnância das pessoas para com quem tinha essa enfermidade.
O leproso vivia afastado das pessoas, vivia marginalizado porque ele podia contaminar e contagiar os outros; muitas pessoas nem suportavam estar com a pessoa daquela forma. O leproso era tido como impuro, sujo e por isso era marginalizado. A condição desse homem não era só o problema da sua situação física, mas o quanto que, dentro do coração dele, ardia de sofrimento, porque ser marginalizado, ser colocado à margem, ser tratado com a indiferença das pessoas dói, machuca e provoca um sofrimento dentro do coração!
Por isso este homem sabia que Jesus podia fazer algo por ele e clama: “Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar” (Lucas 5, 12). Olhando a fé daquele homem, Jesus estendeu a mão e disse: “Eu quero, fica purificado” (Lucas 5, 13). E a lepra imediatamente abandonou aquele homem.
Deixe-me dizer a você: Jesus nos quer limpos, purificados, mas não basta Jesus querer, nós precisamos querer, precisamos acreditar! Talvez não nos demos conta de que existe uma lepra tão mais dura do que aquela lepra física que aquele homem sofria: é o estrago e o mau cheiro que o pecado causa em nós, o pior deles torna cegos a nós mesmos, somos, muitas vezes, incapazes de enxergar a vida errada que estamos vivendo. As impurezas dos maus pensamentos, dos maus sentimentos, das maldades que, muitas vezes, só crescem dentro de nós e vão tomando corpo em nós, fazendo-nos pessoas azedas, mesquinhas, raivosas e, frequentemente, cruéis.
Como precisamos nos purificar desses monstros que crescem dentro do nosso interior! Como precisamos nos purificar desses sentimentos mesquinhos que tomam conta da nossa mente, da nossa mentalidade e fazem de nós pessoas egoístas e orgulhosas. Como cheira mal, o quanto é má e contagiosa a maldade! E veja que a maldade não fica só em nós.
Temos que nos preocupar é com a nossa mesquinhez, com o nosso orgulho e com a maldade que existe dentro de nós! Essa é a pior das doenças e a pior das enfermidades.
Que Deus nos purifique e nos lave daquilo que dentro de nós está podre, estragado e não está nos deixando viver em Sua graça.
Deus abençoe você!
_Padre Roger Araújo_

(8) – O MESSIAS EM AÇÃO
A cura do leproso ilustra a ação do Messias Jesus, em conformidade com o discurso programático, proclamado na sinagoga de Nazaré. Este enfermo era a imagem viva da mais total pobreza. Excluído da convivência humana, perambulava errante, em busca de misericórdia. Sua imundície repugnante tornava irremediável sua exclusão.
A presença de Jesus na vida do leproso reverteu o quadro de sua situação. O Mestre não fugiu dele, temendo ser contaminado. Antes, permitiu ao homem aproximar-se. Este, num gesto de profunda humildade, prostrou-se diante de Jesus, com a face por terra, num gesto típico de adoração. Ao chamá-lo de Senhor, o leproso fez uma confissão de fé, reconhecendo Jesus como Messias de Deus.
Jesus fez um gesto inusitado, quando tocou o leproso para curá-lo, pois os leprosos jamais deveriam ser tocados, uma vez que transmitiam impureza. Com Jesus, porém, o processo foi inverso: não foi o leproso quem transmitiu impureza para Jesus, e sim, Jesus foi quem purificou o leproso, curando-o de sua enfermidade. Desta forma, a dignidade daquele homem foi restaurada, porque voltou a ser integrado no convívio social e religioso, como também, começou a partilhar da vida que o Reino anunciado por Jesus fazia jorrar para a humanidade. E, assim, a identidade messiânica de Jesus revelava-se e se tornava conhecida.
Oração:
Senhor Jesus, faze-me reconhecer, em teus gestos de misericórdia, o Reino de Deus acontecendo na história humana.
_Padre Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Sua fama ia crescendo, e numerosas multidões acorriam para ouvi-lo e serem curadas de suas enfermidades” (Lc 5, 15).
Na Liturgia da Palavra de ontem concentramos nossa atenção na personalidade de Jesus e no encanto de suas palavras, vendo, nisto, um aspecto de sua manifestação ao mundo, tal como se manifestou aos Reis Magos no dia da Epifania.
Hoje, porém, o Evangelho nos mostra outro motivo pelo qual Jesus atraía multidões: seu poder de cura. Ele era bondoso com todos os que o procuravam para serem curados de suas enfermidades corporais e espirituais.
Hoje o vemos curando um leproso.
O notável deste relato evangélico é que Jesus ordena ao ex-leproso que não saia pelo mundo dizendo que foi Jesus quem o curou. Mas o leproso não faz isto. Pelo contrário, difunde ainda mais a fama de Jesus.
Estranhamos que Jesus tenha posto esta proibição ao leproso. É verdade que Jesus podia não dar conta de tantos pedidos de cura a ponto de não ter tempo par instruir seus discípulos, tarefa fundamental para o futuro nascimento da Igreja.
Mas é importante notar que a intenção do evangelista São Lucas é precisamente chamar à atenção o aumento da fama de Jesus neste início de sua pregação. O Evangelho é, na verdade, anúncio de Jesus para todos. Assim como a Epifania foi a revelação de Jesus ao mundo, o Evangelho é o anúncio do Cristo ressuscitado. Por isso São Lucas afirma que mesmo sem que Jesus quisesse, o leproso tinha que anunciar a maravilha que Jesus fez por ele.
O leproso curado foi um espontâneo anunciador de Jesus. Como ele, sejamos também nós. De nossa parte isto é obrigação, porque ao subir ao céu, Jesus mandou que seus discípulos fossem por todo o mundo anunciando Seu Evangelho (Mc 16, 15).
_Padre Valdir Marques_

(10) – JESUS ESTENDEU A MÃO E TOCOU-LHE, DIZENDO: “QUERO, FICA PURIFICADO”
Oh, como admiro esta mão! Esta mão do meu amado, de ouro engastado de rubis (Cant 5, 14). Esta mão cujo contato solta a língua do mudo, ressuscita a filha de Jairo (Mc 7, 33; 5, 41) e purifica o leproso. Esta mão da qual o profeta Isaías nos diz: «Todas estas coisas fez a minha mão» (66, 2).
Estender a mão é dar um presente. Ó Senhor, estende a tua mão – essa mão que o carrasco estenderá sobre a cruz, – toca o leproso e concede-lhe essa graça. Tudo aquilo em que a tua mão tocar será purificado e curado: «e tocando na orelha do servo», diz São Lucas, «curou-o» (22, 51). Estende a mão para concederes ao leproso o dom da saúde. Ele diz: «Quero, fica purificado» e imediatamente a lepra se cura; «faz tudo o que Lhe apraz» (Sl 113b, 3). Nele, nada separa o querer do realizar.
Ora, esta cura instantânea opera-a Deus cada dia na alma do pecador pelo ministério do sacerdote. Este tem um triplo ofício: estender a mão, quer dizer, rezar pelo pecador e ter piedade dele; tocar-lhe, consolá-lo, prometer-lhe o perdão; querer esse perdão e dar-lhe através da absolvição. Tal é o triplo ministério pastoral que o Senhor confiou a Pedro, quando lhe disse por três vezes: «Apascenta as minhas ovelhas» (Jo 21, 15-17).
_Santo António de Lisboa_

(11.1) – E, IMEDIATAMENTE, A LEPRA O DEIXOU
Este Evangelho narra Jesus curando um leproso. A lepra era uma das piores doenças; não tinha cura e deformava o doente. Além disso, o povo a considerava contagiosa. Esta cura do leproso é um sinal da chegada do Reino de Deus, que vence os males do mundo e liberta as pessoas de toda miséria, reintegrando-as na sociedade. Jesus veio curar todas as nossas enfermidades: físicas, mentais e espirituais.
“Vendo Jesus, o leproso caiu aos seus pés, e pediu: Senhor, se queres, tu tens o poder de me purificar.” A fé é requisito indispensável para receber as graças de Deus. Como a fé é também uma graça, precisamos pedi-la.
“Jesus estendeu a mão, tocou nele, e disse: Eu quero, fica purificado. E imediatamente a lepra o deixou”. O contato físico significa envolvimento pessoal com o doente. Hoje há leprosos de todos os tipos. Os vícios são piores que a lepra. Mas Deus cura também os vícios.
“Vai mostrar-te ao sacerdote.” O leproso devia viver isolado da sociedade e até da família. Para ser reintegrado, após a cura, a pessoa devia apresentar-se ao sacerdote, a fim de provar que estava curado. Jesus se interessa não só pela cura, mas pela integração daquele homem na sociedade. A Boa Nova não se limita a palavras, ela traz uma mudança de convivência social. Daqui para frente não haverá mais marginalizados.
“E oferece pela purificação o prescrito.” Os judeus consideravam a lepra um castigo de Deus. Portanto, a cura significava o perdão ao leproso. Ele devia, então, fazer uma oferta no Templo em ação de graças pela purificação.
O testemunho de Jesus, neste caso da cura do leproso, foi tríplice: Curou um leproso, reintegrou-o na sociedade e tudo de graça, sem cobrar nada. Isso numa sociedade que não se preocupava em curar os doentes, mas em preservar-se do contágio deles. É semelhante à sociedade de hoje, que quer prender os “bandidos”, para livrar-se deles, sem muita preocupação em recuperá-los.
“Não digas nada a ninguém.” Jesus fazia milagres como sinais, convidando o povo à conversão ao Reino de Deus. No entanto, as pessoas estavam mais interessadas em receber curas e outras ajudas materiais. Por isso que ele pedia a não divulgação. Suas boas obras eram inteiramente gratuitas; ele não queria nenhum retorno, nem reconhecimento.
“Não obstante, sua fama ia crescendo.” O testemunho é como o perfume, ele se espalha por si. Por isso, quanto mais Jesus pedia para não contar, mais a sua fama se espalhava. Várias vezes, Jesus comparou a si mesmo, e os seus discípulos, com a luz, o sal e o fermento. A lâmpada não chama a atenção para si mesma, mas para os objetos que ela ilumina. Nós nem nos lembramos da lâmpada, a não ser quando ela se apaga. O sal desaparece no meio da comida. E o fermento também desaparece na massa. Era assim que Jesus queria viver. No entanto o povo acabava espalhando as suas obras e as multidões a procuravam. Que Jesus nos liberte da lepra do orgulho e do desejo de ser o maior, que tanto mal causa à sociedade.
“Ele, porém, se retirava para lugares solitários e se entregava à oração”. Jesus tinha uma inclinação incontida a unir-se a sós com Deus, para um diálogo, uma oração livre e descontraída. Isso acontece com muitos cristãos e cristãs que amam muito a Deus. É uma convivência semelhante à de pessoas que se amam apaixonadamente.
Certa vez, um senhor quebrou a perna e o médico a engessou. Como tinha de ficar muito tempo com o gesso, ele resolveu ir trabalhar assim mesmo. E lá se foi o homem, na rua, com a calça arregaçada de um lado e aquela perna branca, chamando a atenção.
Quando ia atravessar a rua, os carros logo paravam para que ele passasse. Quando chegava ao ponto de ônibus, era uma beleza, todo mundo dava a frente para ele. No elevador, a mesma coisa. Quando ia tomar táxi, o motorista dava a volta e abria a porta para ele.
Tempo depois, o homem sarou, o gesso foi retirado e ele começou a andar normal, como antes. Aí voltou àquela vida cruel: empurrões, buzinas quando atravessava a rua… E aquele homem sentia saudade do tempo em que tinha a perna engessada.
A sociedade do tempo de Jesus desprezava os doentes, os pecadores e os pobres. A nossa sociedade faz o contrário: é delicada com os visivelmente doentes, mas despreza o próximo, as pessoas que se aproximam de nós no meio da multidão.
Maria Santíssima era humilde e ao mesmo tempo muito atenciosa e solícita para com todos, tanto os sadios como os doentes. Santa Maria, rogai por nós.
E, imediatamente, a lepra o deixou.
_Padre Antônio Queiroz_

(11.2) – LEPROSO SEM NOME
Vamos conversar um pouco com esse Leproso sem nome, que representa todo Homem ou mulher que teve um encontro com Jesus deixando-se por ele transformar no mais íntimo do seu Ser.
— Como foi seu encontro com Jesus?
Homem curado: — Eu tinha em meu coração um forte desejo de me encontrar com Jesus mas as possibilidades eram poucas. Nós leprosos não podíamos ficar na cidade, pois sendo impuros ficávamos em lugares desertos, longe de todas as pessoas.
— Assim que o avistou você caiu aos pés dele…
Homem Curado: — Sim, eu prostrei-me aos seus pés porque no fundo eu sabia que só Ele poderia curar-me e mudar a minha vida. Ele representava minha esperança e Salvação, nesse sentido.
— Mas você não pediu a cura logo que o viu…
Homem curado: — Não! Primeiro eu me submeti à sua Vontade, por isso eu disse “Se queres…”
— Mas você acha que ele poderia “Não querer”?
Homem Curado: — Isso eu não sei, só sei que pedi com Fé, e pedir com Fé não é ter o domínio sobre Deus, ao contrário, é nos submetermos a Ele.
— Por que a sua cura foi tão marcante para você e para as pessoas que presenciaram?
Homem Curado: — O fato dele ter me tocado, antes de dizer Eu quero, fica curado… Naquele tempo as pessoas religiosas eram proibidas de nos tocar, pois ficavam também impuras.
— Este fato parece estar associado ao mistério da Encarnação de Jesus, ou não?
Homem Curado: — Está sim, a Humanidade toda estava impura pela lepra do pecado, e com sua encarnação, assumindo a nossa natureza humana, Jesus “tocou” em nós assumindo a nossa fragilidade humana. Por isso o evangelista não cita o meu nome, pois essa é a história de toda humanidade.
— Mas no final ele proibiu você de falar sobre a cura, e mandou se apresentar ao sacerdote, para que a cura fosse oficialmente reconhecida. Seria isso um mero formalismo religioso?
Homem Curado: — Jesus não quis mostrar-se superior à Instituição Religiosa, ele respeitou o rito de purificação do templo, embora tivesse mostrado que só Ele é quem faz a verdadeira purificação do Ser Humano. Esse evangelho apenas quer ensinar que os ritos são sinais de uma ação Divina em nossa vida. Não se deve ficar só no rito mas nele fazer uma experiência profunda de Deus. Vocês têm os Sacramentos, que devem ser vividos e não apenas celebrados e ritualizados.
_Diácono José da Cruz_

(11.3) – A LEPRA DO PECADO
1ª. Leitura 1 João 5, 5-13 – “o Espírito da verdade”.
Somente por meio do Espírito Santo é que nós somos convencidos (as) de que Jesus Cristo é o Filho muito amado de Deus, pois Ele é o Espírito da verdade. Por isso, São João continua nos falando que todos aqueles que creem no testemunho de Deus são vencedores do mundo e esclarece que, quem não crê no testemunho de Deus faz Dele um mentiroso. Se quisermos vencer o mundo e as suas armadilhas e nos apossarmos da vida eterna, nós teremos que crer que Jesus Cristo, o Filho de Deus, feito homem veio para nos salvar provando o Seu grande amor quando, na Cruz, derramou sangue e água e entregou o Seu Espírito por nós. Com efeito, são três os que dão testemunho de Cristo: a água, o sangue e o Espírito.
A água que verteu do lado de Cristo testemunha o Batismo que nos imerge na vida de Cristo e nos purifica.
O sangue jorrado do peito de Cristo na Cruz testemunha que Jesus continua conosco na Eucaristia, Sacramento que nos une a Ele, nos redime.
O Espírito que foi entregue por Jesus ao Pai para ser derramado nos nossos corações, nos santifica.
Apossados (as) desta realidade nós seremos vencedores do mundo e receberemos a vida eterna que está em Jesus Cristo, pois “quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho não tem a vida.” Vencer o mundo significa contrariar a nossa carne e suas concupiscências que almeja descanso, luxo, grandeza e rejeita sacrifício, purificação e penitência.
– Você já se considera um vencedor do mundo ou o mundo ainda consegue vencê-lo (a)?
– Você crê no testemunho que Deus dá de que Jesus é o Seu Filho?
– Você já tomou posse do direito de possuir a vida eterna, em Jesus?

Salmo 147 – “Glorifica o Senhor, Jerusalém!”
O salmista conclama a todos os que são descendentes do Senhor a glorificá-Lo pelos Seus grandes feitos. Jerusalém somos nós, templos do Senhor e vivemos em segurança, pois, temos a benção como proteção e a paz como alimento. Assim, nós recebemos carinho e temos acesso aos preceitos do Senhor por meio da Sua Palavra.

Evangelho – Lucas 5, 12-16 – “a lepra do pecado”.
Naquele tempo a lepra era uma doença maldita e todos aqueles que eram acometidos dela viam-se excluídos e rejeitados. Por isso, aquele homem pedia a Jesus para ser purificado a fim de ser novamente inserido na sociedade. Cumprindo a Sua missão Jesus curava e libertava as pessoas a quem encontrava no Seu caminho. Por isso, estendeu a mão, tocou nele e disse uma Palavra, demonstrando a Sua vontade de acolher novamente aquele leproso. Da mesma forma que a lepra, o pecado é uma moléstia que nos afasta da vivência com Deus e com os irmãos. Quando pecamos a nossa alma fica enferma e, naturalmente, se aparta da graça de Deus fazendo com que experimentemos as consequências na nossa vida e enveredemos por um caminho de trevas sentindo-nos excluídos e marginalizados. No entanto, quando nos prostramos aos Seus pés e, como aquele leproso, acreditamos no Seu poder curador, Jesus nos cura e nos purifica de todos os nossos pecados. Assim também Ele diz para nós como disse àquele leproso: “Eu quero, fica purificado”! Basta uma simples palavra de Jesus para que estejamos livres do mal que antes nos subjugava. Em todo esse processo, o mais importante, porém, é que possamos reconhecer a nossa doença e confiar na Sua misericórdia e no Seu poder salvador. Às vezes, não conseguimos fazer isso, porque nos é custoso admitir que pecamos, que estamos sujos e precisamos ser purificados. Na maioria das vezes pedimos perdão da boca pra fora sem ter segurança e convicção de que somos, realmente, “leprosos”, doentes e necessitados de cura. Jesus mandou que o leproso se apresentasse ao sacerdote a fim de ser reintegrado à convivência com a sociedade. Da mesma forma Ele nos cura e nos liberta, mas nos orienta a mostrar-nos ao sacerdote para que também possamos voltar ao convívio da Igreja.
– Você também se considera leproso (a)?
– Você tem caído aos pés de Jesus para pedir cura para a sua “lepra”?
– Você tem sido sincero (a) ao pedir perdão pelos seus pecados?
– Você tem se apresentado ao sacerdote, mesmo depois de ter sido curado (a) por Jesus nas suas orações?
– Você tem paz nos seus relacionamentos?
_Helena Serpa_

(11.4) – E LOGO A LEPRA O DEIXOU
O leproso no Antigo Testamento era culturalmente impuro. A lepra era uma enfermidade considerada como um castigo de Deus e relacionada provavelmente a um castigo especial pelos pecados. Somente uma intervenção de Deus podia curá-la. A estreita conexão entre o chamado dos primeiros discípulos e a cura de um leproso parece muito significativa. Lucas propõe à sua comunidade, e através dela a todos nós, a tarefa de incorporar à comunidade humana ou eclesial todos os que, por um motivo ou outro, dela tenham sido excluídos.
A cura realizada por Jesus é a resposta a uma confissão de fé do leproso, que expressa o reconhecimento de seu poder para curar e tem uma incidência em sua atitude corporal (rosto por terra). Este milagre não faz mais que ampliar a fama de Jesus. Por isso, grandes multidões acodem para escutar sua palavra e beneficiar-se de suas curas. Porém, como ocorre em outras ocasiões, Jesus se retira ao deserto para orar. A força de sua palavra e de seu poder de cura provêm de sua familiaridade com o Pai. A prática de Jesus torna possível que todos nos sintamos chamados e convidados a colocar-nos em atitude de seguimento em relação a ele.
_Claretianos_

(11.5) – E SE ENTREGAVA A ORAÇÃO
Uma das características fundamentais do evangelho de São Lucas é a apresentação da dimensão orante de Cristo. Muitas vezes, vemos que Jesus se afasta da multidão e procura lugares solitários com a finalidade de entregar-se à oração. Mas a oração de Jesus não é uma fuga da realidade ou um afastamento dos sofrimentos das pessoas. O encontro amoroso de Jesus com o Pai está sempre relacionado com o encontro amoroso que ele tem com as outras pessoas, principalmente com os que sofrem, como nos mostra o evangelho de hoje, que antes do seu encontro com Deus, ele se encontra com o leproso e a cura para que, cumprindo as exigências da lei, ele possa ser reintegrado na sociedade. Jesus encontrava perfeito alívio na oração. Não era amuleto ou crendice, era um encontro de fato, com o Pai. Para Jesus, a oração era o ponto de encontro consigo mesmo e com o Pai. Ele saia revigorado, pronto para assumir, com convicção, as dificuldades, desafios, alegrias e felicidades.
E a sua oração? Como está?
Qual a desculpa você tem inventado para não viver a partir da sua oração?
Toda a força, toda a graça está no prostrar-se, sentir-se servo de deus na oração.
_Ruymar_

(13) – REFLEXÃO
Jesus não veio para o “pequeno resto de Israel”, como se consideravam as elites religiosas de Jerusalém. Os quatro evangelistas mencionam sempre a presença de Jesus entre as multidões, tanto de gentios como de judeus, colhendo-as, deixando-se tocar por elas e as tocando, dirigindo-lhes a palavra e resgatando-lhes a vida e a dignidade. Um leproso se aproxima de Jesus e pede purificação. A lepra, caracterizada como impureza e não como doença, incorria nas exclusões legais. O leproso devia afastar-se da cidade, viver isolado, com vestes rasgadas e má aparência, e gritar: “Impuro, impuro.”, e quem o tocasse também se tornaria impuro. Jesus toca o leproso, transgredindo a lei; porém, em vez de tornar-se impuro, é o leproso que se purifica. Jesus, compassivo, conscientemente despreza a estrutura religiosa legalista emanada do Templo de Jerusalém e das sinagogas, e reintegra o excluído pelo sistema legal religioso, infringindo preceitos e normas.

(16) – CADA VEZ MAIS, SUA FAMA SE ESPALHAVA
Hoje temos uma grande responsabilidade em fazer que «sua fama» (Lc 5, 15) continue se estendendo, sobre tudo, a todos aqueles e aquelas que não lhe conhecem ou que, por diversas razões e circunstâncias, se afastaram Dele.
Mas, este contágio não será possível se antes nós, cada um e cada uma, não temos sido capazes de reconhecer nossas próprias “lepras” particulares e de nos acercar a Cristo tendo consciência de que somente Ele nos pode liberar de maneira eficaz de todos nossos egoísmos, invejas, orgulhos e rancores…
Que a fama de Cristo se estenda a todos os cantos de nossa sociedade depende, em grande medida, dos “encontros particulares” que tivemos com Ele. Quanto mais e mais intensamente nos impregnemos de seu Evangelho, de seu amor, de sua capacidade de escutar, de acolher, de perdoar, de aceitar o outro (por diferente que seja), mais capazes seremos nós de dá-lo a conhecer a nosso entorno.
O leproso do Evangelho que hoje se lê na Eucaristia é alguém que tem feito um duplo exercício de humildade. O de reconhecer qual é seu mal e, o de aceitar a Jesus como seu Salvador. Cristo é quem nos dá a oportunidade de fazer uma mudança radical e profunda na nossa vida. Diante de tudo aquilo que é impedimento para o amor e que tem se enquistado nos nossos corações e em nossas vidas, Cristo, com seu testemunho de vida e de Vida Nova, propõe-nos uma alternativa totalmente real e possível. A alternativa do amor, da ternura da misericórdia. Jesus, diante de quem é diferente a Ele (o leproso) não escapa, não o ignora, não o “despacha” à administração, nem às instituições ou às “ong’s”. Cristo aceita o reto do encontro e, ao “enfermo” lhe oferece aquilo que necessita, a cura/purificação.
Nós temos que ser capazes de oferecer aos que se aproximam a nossas vidas aquilo que recebemos do Senhor. Mas, antes será necessário encontrar-nos com Ele e renovar nosso compromisso de viver seu Evangelho nos pequenos detalhes de cada dia.
_Rev. D. Santi COLLELL i Aguirre_

(16) – CURA DE UM LEPROSO
Na certeza de que Jesus é capaz de aliviá-los das aflições e doenças, os discípulos depositam nele suas preocupações. Agora, lá está um leproso, que lhe suplica: “Senhor, se queres, tens poder para purificar-me”. Pela Lei mosaica, a lepra era considerada uma doença passível de excomunhão. Quem a contraísse seria excluído do convívio comunitário e se, por acaso, alguém fosse curado, ele devia submeter-se ao rito de purificação. Por isso, ao milagre da cura de um leproso, sinal dos tempos messiânicos, liga-se a purificação.
Apesar de tais restrições e normas, ele não hesita em aproximar-se do Mestre, que sereno, não o rejeita nem dele se afasta, acolhe-o. A cena comove os Apóstolos, levando-os à admiração e ao enlevo espiritual. De sua parte, profundamente sensibilizado, o leproso se prosterna, em sinal de adoração e, num ato de profunda humildade e de abandono confiante, implora: “Se queres, podes limpar-me”.
Colocando-se acima da interdição da Lei, Jesus estende a mão e o toca. Toca-o, ciente de que, longe de ser contaminado pelo leproso, ele pode purificá-lo. Aos ouvidos dos discípulos, soam as palavras de Jesus: não é do exterior que provém a impureza, mas sim do interior do coração. Assim, “movido de compaixão, estendeu a mão, tocou-o e disse: ‘Eu quero, sê curado’”. S. Cirilo de Alexandria comenta: “Ele lhe concede o toque de sua mão santa e onipotente e, imediatamente, a lepra se afastou dele e o seu sofrimento terminou”. Então, o santo alexandrino exclama: “Uni-vos a mim na adoração a Cristo, que exercia contemporaneamente o poder divino e corpóreo, Ele o cura e o toca”. Orígenes dirá que Jesus “o tocou para demonstrar humildade e ensinar-nos a não desprezar ninguém, por causa das feridas ou manchas do corpo”. E continua: “Que não haja em nossa alma a lepra do pecado; que não retenhamos em nosso coração nenhuma contaminação de culpa, e se a tivermos, adoremos ao Senhor e lhe digamos: ‘Senhor, se queres, podes limpar-me’”.
Apesar de ser miraculosa, a cura do leproso não é, simplesmente, uma ocorrência medicinal. É fruto da ternura de Jesus, principalmente. Ele “tem compaixão” e o leproso, curado em sua carne, sentiu-se, sobretudo, amado, aceito e reabilitado. Os santos, tocados em seu íntimo, elevam-se à contemplação do espiritual. S. Francisco de Assis, por exemplo, vendo um leproso, dele se aproxima e ao beijá-lo sente doçura em sua alma e profunda paz em seu coração. Esse fato transforma sua vida e caracteriza sua conversão como entrega radical ao Senhor, pois, no leproso, Francisco experimenta Deus, que, com suavidade e rigor, o chama a crescer, cada vez mais, na acolhida do Mistério do seu amor. Não houve necessidade de muitas experiências, uma única já o conduz à visão de um mundo novo, mais fraterno e solidário. Então, ele compreende as palavras do Senhor: “Quem não renunciar a si mesmo e tomar a sua cruz não é digno de mim”. S. Isaac, referindo-se às palavras do leproso, comenta que ele confessa duas coisas, “sua impureza e o poder do Senhor, e implora uma terceira: a cura”. E ele conclui: “Todo homem que invoca o nome do Senhor, com confiança, será salvo e ouvirá: ‘Eu quero, sê curado’”.
_Dom Fernando Antônio Figueiredo_

COMEMORA-SE NO DIA 09/Jan

(5) – SANTO ADRIANO
Adriano nasceu no ano 635 no norte da África, mas com cinco anos mudou-se com a família para Nápoles. Nesta cidade fez-se beneditino e ordenou-se sacerdote.
Adriano foi um homem sábio. Conhecia profundamente as sagradas Escrituras. Sua inteligência o direcionou para ser embaixador do papa Vitalino e veio a ser um conselheiro papal.
Indicado para o episcopado, Adriano recusou-se, pois dizia não ter dignidade para ser um bispo da Igreja. Mesmo assim, aceitou ser conselheiro do Bispo Teodoro, um grande amigo que ocupou a sede da diocese de Cantuária, na Inglaterra. Adriano e Teodoro foram evangelizadores altamente bem sucedidos, junto ao povo inglês cuja maioria era pagã.
Adriano morreu em 9 de janeiro de 710. A sua sepultura se tornou um lugar de graças, prodígios e peregrinação.
REFLEXÃO:
A vida missionária é a vocação da Igreja. Sejamos nós apóstolos da paz e da justiça, levando a todos a mensagem do Evangelho de Jesus. Que cada gesto e palavra pronunciada seja de profundo respeito pelo próximo. Nos guardem a intercessão dos santos.
_Padre Evaldo César de Souza_

(7) – SANTO ANDRÉ CORSINI, UM SANTO BISPO
Nasceu no século XIV, dentro de uma família muito conhecida em Florença: a família Corsini. Nasceu no ano de 1302. Seus pais, Nicolau e Peregrina não podiam ter filhos, mas não desistiam, estavam sempre rezando nesta intenção até que veio esta graça e tiveram um filho. O nome: André.
Os pais fizeram de tudo para bem formá-lo. Com apenas 15 anos, ele dava tanto trabalho e decepções para seus pais que sua mãe chegou a desabafar: “Filho, você é, de fato, aquele lobo que eu sonhava”. Ele ficou assustado, não imaginava o quanto os caminhos errados e a vida de pecado que ele estava levando, ainda tão cedo, decepcionava tanto e feria a sua mãe. Mas a mãe completou o sonho: “Este lobo entrava numa igreja e se transformava em cordeiro”. André guardou aquilo no coração e, sem a mãe saber, no outro dia, ele entrou numa igreja. Aos pés de uma imagem de Nossa Senhora ele orava, orava e a graça aconteceu. Ele retomou seus valores, começou uma caminhada de conversão e falou para o provincial carmelita que queria entrar para a vida religiosa. Não se sabe, ao certo, se foi imediatamente ou fez um caminho vocacional, o fato é que entrou para a vida religiosa na obediência às regras, na vida de oração e penitência. Ele foi crescendo nessa liberdade, que é dom de Deus para o ser humano.
Santo André ia se colocando a serviço dos doentes, dos pobres, nos trabalhos tão simples como os da cozinha. Ele também saía para mendigar para as necessidades de sua comunidade. Passou humilhação, mas sempre centrado em Cristo.
Os santos foram e continuam a ser pessoas que comunicaram Cristo para o mundo. Mas Deus tinha mais para André. Ele ordenou-se padre e como tal continuava nesse testemunho de Cristo até que Nosso Senhor o escolheu para Bispo de Fiesoli. De início, ele não aceitou e fugiu para a Cartuxa de Florença e ficou escondido; ao ponto de as pessoas não saberem onde ele estava e escolher um outro para ser bispo, pela necessidade. Mas um anjo, uma criança apareceu no meio do povo indicando onde ele estava escondido. Apareceu também uma outra criança para ele dizendo-lhe que ele não devia temer, porque Deus estaria com ele e a Virgem Maria estaria presente em todos os momentos. Foi por essa confiança no amor de Deus que ele assumiu o episcopado e foi um santo bispo. Até que em 1373, no dia de Natal, Nossa Senhora apareceu para ele dizendo do seu falecimento que estava próximo. No dia da Epifania do Senhor, ele entrou para o céu.
Santo André Corsini, rogai por nós!

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SEMANA DA EPIFANIA
(BRANCO, PREFÁCIO DA EPIFANIA OU DO NATAL – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
_.

Antífona da entrada
Para os retos de coração surgiu nas trevas uma luz: o Senhor cheio de compaixão, justo e misericordioso (Sl 111, 4).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus todo-poderoso, que o Natal do Salvador do mundo, manifestado pela luz da estrela, sempre refulja e cresça em nossas vidas. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
_.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus pregava a boa nova, o reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4, 23).

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, nós vos pedimos, as oferendas do vosso povo, para que alcancemos nos celestes sacramentos o que professamos por nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Assim manifestou Deus o seu amor: enviou ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele (1Jo 4, 9).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que pela participação neste sacramento entrais em comunhão conosco, fazei que sua graça frutifique em nós e possamos conformar nossa vida aos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s