Liturgia Diária 10/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
10/Jan/2015 (sábado)

É necessário que ele cresça e eu diminua

LEITURA: Primeira Carta de São João (1Jo) 5, 14-21: Complementos (A oração pelos pecadores)
Leitura da Primeira Carta de São João: Caríssimos, 14 esta é a confiança que temos no filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve. 15 E se sabemos que ele nos ouve em tudo o que lhe pedimos, sabemos que possuímos o que havíamos pedido. 16 Se alguém vê seu irmão cometer um pecado que não conduz à morte, que ele reze, e Deus lhe dará a vida; isto, se, de fato, o pecado cometido não conduz à morte. Existe um pecado que conduz à morte, mas não é a respeito deste que eu digo que se deve rezar. 17 Toda iniquidade é pecado, mas existe pecado que não conduz à morte. 18 Sabemos que todo aquele que nasceu de Deus não peca. Aquele que é gerado por Deus o guarda, e o Maligno não o pode atingir. 19 Nós sabemos que somos de Deus, ao passo que o mundo inteiro está sob o poder do Maligno. 20 Nós sabemos que veio o Filho de Deus e nos deu inteligência para conhecermos aquele que é o Verdadeiro. E nós estamos com o Verdadeiro, no seu Filho Jesus Cristo. Este é o Deus verdadeiro e a Vida eterna. 21 Filhinhos, guardai-vos dos ídolos. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 149, 1-2. 3-4. 5-6a.9b: Hino Triunfal
4a O Senhor ama seu povo, de verdade.
1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, e o seu louvor na assembleia dos fiéis! 2 Alegre-se Israel em quem o fez, e Sião se rejubile no seu Rei!
3 Com danças glorifiquem o seu nome, toquem harpa e tambor em sua honra! 4 Porque, de fato, o Senhor ama seu povo e coroa com vitória os seus humildes.
5 Exultem os fiéis por sua glória, e cantando se levantem de seus leitos, 6a com louvores do Senhor em sua boca. 9b Eis a glória para todos os seus santos.

EVANGELHO: João (Jo) 3, 22-30: Ministério de Jesus na Judeia. Último testemunho de João (1ª Parte)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 22 Jesus foi com seus discípulos para a região da Judeia. Permaneceu aí com eles e batizava. 23 Também João estava batizando, em Enon, perto de Salim, onde havia muita água. Aí chegavam as pessoas e eram batizadas. 24 João ainda não tinha sido posto no cárcere. 25 Alguns discípulos de João estavam discutindo com um judeu a respeito da purificação. 26 Foram a João e disseram: “Rabi, aquele que estava contigo além do Jordão e do qual tu deste testemunho, agora está batizando e todos vão a ele”. 27 João respondeu: “Ninguém pode receber alguma coisa, se não lhe for dada do céu. 28 Vós mesmos sois testemunhas daquilo que eu disse: ‘Eu não sou o Messias, mas fui enviado na frente dele’. 29 É o noivo que recebe a noiva, mas o amigo, que está presente e o escuta, enche-se de alegria ao ouvir a voz do noivo. Esta é a minha alegria, e ela é completa. 30 É necessário que ele cresça e eu diminua”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Oferecimento do dia:
Adoro-vos, meu Deus, amo-vos de todo o meu coração.
Agradeço-vos porque me criastes, me fizestes cristão, me conservastes a vida e a saúde.
Ofereço-vos o meu dia: que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade.
E que faça tudo para a vossa glória e a paz das pessoas.
Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal.
Que a vossa graça, benção, luz e presença permaneçam sempre comigo e com todos aqueles que eu amo. Amém.
(Orações da Família Paulina)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Qual palavra mais me toca o coração?
Recordo as palavras dos nossos pastores, em Aparecida, palavras que repercutem as de Jesus: “Jesus Cristo é o Filho de Deus verdadeiro, o único Salvador da humanidade. A importância única e insubstituível de Cristo para nós, para a humanidade, consiste em que Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida. Se não conhecemos a Deus em Cristo e com Cristo, toda a realidade se torna um enigma indecifrável; não há caminho e, ao não haver caminho, não há vida nem verdade.” (DAp 22)
É esta a minha fé?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto na Bíblia: Jo 3, 22-30.
João nos ensina a reconhecer a nossa identidade de testemunhas de Jesus Cristo. E, ao mesmo tempo, aponta para a nossa posição em relação ao Mestre. É clara a sua compreensão: “Jesus tem de ficar cada vez mais importante, e eu, menos importante”. Em outras traduções: “convém que Ele cresça e eu diminua”.
Temos que ir ao Evangelho com disposição para aprender! E para isso é necessário munir-se de muita coragem!
Quem de nós aceita diminuir-se para que o próximo cresça?!
Nem precisaríamos de tanto! Bastaria procurar igualar-se aos outros e já estaria tudo de bom tamanho!
O problema é que queremos sempre os primeiros lugares para nós!

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus Mestre, disseste que a vida eterna consiste em conhecer a ti e ao Pai.
Derrama sobre nós, a abundância do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no teu seguimento, porque és o único caminho para o Pai.
Faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.
Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos, guardaremos tua Palavra, meditando-a no coração.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou olhar para Jesus com os olhos e a convicção do Batista: “Ele tem de ficar cada vez mais importante, e eu, menos importante. Convêm que ele cresça e eu diminua”.

REFLEXÕES

(6) – A MISSÃO DO BATISTA
Nosso texto é a sequência do diálogo de Jesus com Nicodemos, que é uma verdadeira catequese batismal. A notícia de que Jesus batizava e, mais adiante, a sua correção, revelam uma disputa entre os discípulos de Jesus e os de João Batista. Talvez os discípulos de João não estivessem convencidos de que ele não era o Messias. Este trecho do evangelho tem dupla finalidade: dirimir um equívoco e esclarecer o específico da missão de João Batista em relação à de Jesus. Já no prólogo do evangelho se afirma que João não era a Luz, mas testemunho da Luz verdadeira. João Batista é consciente de sua missão de precursor e de testemunha; por isso, a atividade de Jesus e de seus discípulos não desperta em João nenhum ciúme ou inveja. Ao contrário, a presença de Cristo, o “noivo”, dá a João a alegria de contemplar a promessa feita ao longo de todo o Antigo Testamento sendo realizada. Com o surgimento da Luz verdadeira, o ministério de João Batista chega ao fim – é o que significa a afirmação “é necessário que ela cresça e eu diminua”.
_Pe. Carlos Alberto Contieri_

(7) – O VERDADEIRO DISCÍPULO SE PREOCUPA COM O NOME DE JESUS
Convém que cada vez mais a Palavra de Deus cresça, inflame e seja anunciada e cada vez menos o nosso nome apareça, porque tudo que fazemos não é por nós nem para nós, mas sim por Ele e para Ele!
“Esta é a minha alegria, e ela é completa. É necessário que ele cresça e eu diminua” (João 3, 29-30).
Os discípulos que conviveram com São João, quando ele estava preso no cárcere, vão ao encontro dele dizer-lhe tudo o que Jesus estava fazendo, tudo o que Ele estava realizando, porque, a partir daquele momento, era Ele quem batizava e anunciava o Reino de Deus. E que alegria isso provoca no coração de São João, porque, mesmo estando preso no cárcere, ele reconhece e toma consciência de que ele veio para isso [para preparar o caminho do Mestre]. Ele não veio para a sua glória, não veio para engrandecimento do seu nome, mas sim para mostrar que é Jesus quem veio realizar o Reino de Deus. Por isso São João exulta de alegria, porque o Reino de Deus está se cumprindo, está acontecendo!
Sabem, meus irmãos, no anúncio do Reino de Deus, nós, muitas vezes, somos diminuídos e tidos como “insignificantes”, isso sem contar as provações, as privações e até mesmo as tentações pelas quais passamos e, sobretudo, as confusões às quais somos submetidos por causa dele [Reino de Deus]. Muitos de nós ficamos ofendidos, porque nosso nome não está sendo levado em conta, não está sendo levado em consideração.
No entanto, o discípulo de Jesus não se preocupa com o seu nome, mas sim com o nome de Jesus! O discípulo de Jesus não procura a sua glória, mas sim a glória do Reino de Deus!
Se para o Reino de Deus crescer for preciso que diminuamos, que vamos a cada dia desaparecendo a fim de que ele vá se instalando no meio de nós, será conveniente que cada vez mais a Palavra de Deus cresça, inflame e seja anunciada e que, cada vez menos, o nosso nome seja importante, porque tudo o que fazemos não é por nós nem para nós, mas sim por Ele e para Ele!
Por isso nós nos dispomos a sofrer contrariedades no Reino de Deus. Quem não estiver disposto a sofrer contrariedades nem entender que estas nos purificam, não está apto para viver a dinâmica do Reino de Deus. Ou a viverá com muita angústia, com muito sofrimento e sem a paz interior.
Ao passo que, quando sofremos por causa desse Reino na certeza de que ele está crescendo, podemos até sofrer, podemos algumas vezes ser até ser injustiçados, mas sabemos que é por causa d’Ele que passamos por determinadas situações.
Deus abençoe você!
_Padre Roger Araújo_

(8) – ELE DEVE CRESCER
Os discípulos de João Batista interpretaram a atividade messiânica de Jesus como sendo uma espécie de concorrência ao Mestre. É como se Jesus estivesse usurpando algo próprio de João Batista e ocupando o lugar dele.
Coube a João Batista desfazer este mal-entendido e explicitar a relação entre ele e Jesus. O Batista jamais se apresentara como sendo o Messias. Sua missão consistia apenas em ser o Precursor dele. Sua relação com o Messias Jesus era comparada à do amigo com o esposo. Alegrava-se com a presença do esposo; dava-se por satisfeito sabendo que o Messias anunciado estava em ação e era bem aceito pelo povo.
João Batista partia do pressuposto de que era hora de o Messias Jesus crescer e manifestar-se, o mais amplamente possível. Quanto a ele, João, podia dar por concluída sua tarefa e, portanto, cair no esquecimento. Esta decisão não lhe causava ressentimentos, porque tinha consciência de ter cumprido a sua missão.
A humildade de João Batista encontrou correspondência na humildade de Jesus. Toda a sua ação apontaria para o Pai e visaria fazer o Reino de Deus resplandecer na História.
Oração:
Senhor Jesus, que eu aprenda, com João Batista, a ser teu humilde servidor e do Reino anunciado por ti.
_Padre Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Ele deve crescer, e eu diminuir” (Jo 3,30).
No Evangelho de hoje é João Batista quem reconhece a grandiosidade de Jesus, e o início de um novo tempo para o anúncio do Reino de Deus, que ele, João, tinha iniciado. A sua missão já estava no fim.
“Ele ficou sabendo, por meio de seus discípulos, que Jesus atraía muitos a Si” (Jo 3, 26d). Estas pessoas deixavam de seguir João Batista para seguir Jesus. Os discípulos de João Batista de algum modo incomodados, queixam-se disto ao seu mestre.
Qual é a atitude de João Batista?
É precisamente a de fazer brilhar a figura de Jesus. Em sua humildade diz: “Ele deve crescer, e eu diminuir” (Jo 3, 30).
Assim João Batista confirma o plano de Deus, o de dar a Jesus, Seu Filho, a posição principal no anúncio do Reino de Deus.
A revelação de Jesus ao mundo, deste modo, se dá em relação a um grupo privilegiado de pessoas capazes de entender a mensagem de João Batista e a de Jesus. Muitos discípulos de João Batista passarão a Jesus, como João, futuro evangelista, Tiago e André, irmão de Pedro (Jo 1, 40).
João Batista não se deixou levar pela tentação da glória. Se o fizesse, teria negado a vocação que Deus lhe dera. Ele cumpriu sua missão e cedeu o espaço à revelação de Jesus ao mundo.
Pensemos em nós mesmos e perguntemos: o risco de querer aparecer diante dos outros em nossa vida de Igreja não existe?
Certamente que sim, especialmente entre as pessoas mais dedicadas à colaboração nas comunidades eclesiais, paroquiais, na Igreja como um todo. Este risco pode existir até mesmo na cúpula da Igreja: pessoas apenas movidas por seus interesses se servem do Evangelho e do próprio Reino de Deus para fazerem sua própria fama e fortuna.
Sejamos atentos: digamos, em nosso serviço à comunidade de fé: importa que Jesus apareça e que eu desapareça. Isto é: todos os olhos estejam fitos na pessoa de Jesus, em seu ensino, em suas curas de nossas enfermidades, e, por fim, na Salvação eterna que somente por meio Dele Deus quis nos dar.
_Padre Valdir Marques_

(10) – ELE DEVE CRESCER E EU DIMINUIR
Que a glória de Deus cresça em nós e que a nossa diminua a fim de que, em Deus, a nossa cresça também.
Efetivamente, é o que diz o Apóstolo: «Aquele que se gloria, glorie-se no Senhor» (1 Cor 1, 30).
Queres gloriar-te a ti mesmo?
Isso significa que queres crescer mas, para tua desgraça, cresces mal. E aquele que cresce mal na realidade fica diminuído.
Portanto, cresça Deus, que é sempre perfeito: que Ele cresça em ti. Porque quanto mais conheces a Deus e O compreendes, tanto mais Ele parece crescer em ti, se bem que Ele não cresça, pois é sempre perfeito. Ontem conhecia-Lo um pouco, hoje conhece-Lo melhor, amanhã conhecê-lo-ás melhor ainda: é a própria luz de Deus que cresce em ti, e Deus parece assim crescer, Ele que é sempre perfeito.
Um homem que era cego e fica curado começa por ver um pouco de luz, no dia seguinte vê mais, e no outro dia mais ainda. A luz parece-lhe aumentar, e no entanto a luz é perfeita, quer ele a veja ou não. O mesmo acontece com o homem interior: progride em Deus e Deus parece crescer nele, enquanto ele mesmo diminui para cair da sua glória e se erguer na glória de Deus.
_Santo Agostinho_

(11.1) – É NECESSÁRIO QUE ELE CRESÇA
A missão de Jesus não significa uma oposição ou uma concorrência com a missão de João Batista, antes a sua continuidade e o seu complemento. Assim é que devemos compreender a Igreja de hoje como uma Igreja Ministerial, na qual os diferentes ministérios não significam uma oposição entre si ou uma concorrência entre eles, relevando uma hierarquia entre os diferentes ministérios da Igreja, mas sim uma continuidade da missão do próprio Cristo e como realidades que se complementam na única e permanente missão da Igreja que é a evangelização, e isso só é possível quando buscamos criar uma verdadeira comunhão dentro da Igreja, como havia entre Jesus e João Batista. Esta frase de João Batista sobre Jesus é a verdadeira demonstração de que o outro é mais importante do que eu. Fazer-se servo do outro, não como um empregado, mas disponível para ajudá-lo em suas necessidades. A humildade e a delicadeza de João Batista ficam evidentes quando em nenhum momento ele denigre Jesus por fazer sucesso, mas legítima a ação de Jesus.
Será que hoje nos preocupamos em ajudar as pessoas?
Pense nisso.
O que somos para o outro e para Deus?
_Ruymar_

(11.2) – CARISMA É SERVIÇO
Na comunidade, quando algum “Fofoqueiro de Plantão” vem nos dizer que há um que faz a mesma coisa que nós, só que dizem que ele é muito melhor, a gente fica com o farol baixo e muitos fazem “Beiço” de descontentamento. Tem gente que na comunidade “adora” falar ao Padre que o Diácono prega mais bonito que ele, ou ao Diácono, que um ministro da Palavra é muito melhor que ele, quando está celebrando. Por que não sabemos administrar nossos carismas, essas conversas nos magoam e ficamos tristes, a espera de alguém que venha alisar o nosso ego.
Havia uns discípulos de João Batista que eram desse jeito e gostavam de pôr lenha na fogueira, foram correndo contar a João Batista que Jesus estava batizando ali por perto daquela região, e que estava com uma freguesia bem maior do que João.
Jesus não estava batizando por ali para mostrar a João Batista que ele era melhor e que aquele território lhe pertencia. Mas batiza porque esse carisma vem do alto, isso é, do Espírito Santo.
João Batista tem o comportamento que um autêntico agente de pastoral deve ter: longe de se aborrecer, se enche de alegria e confirma que Jesus é o Messias, aquele que ele havia anunciado, e arremata a conversa que deve servir de refrão em nossos trabalhos pastorais, “É preciso que ele cresça e eu desapareça”.
Quando fazemos do nosso carisma um verdadeiro serviço para os outros, e não ao nosso Ego inflamado, esse deve ser o nosso refrão e o nosso lema, anunciar Jesus Cristo e atrair as pessoas para ele e não para nós.
_Diácono José da Cruz_

(11.3) – JESUS E JOÃO BATISTA
João Batista afirmava sua satisfação por Jesus ter se manifestado e afirmava: é necessário que Ele cresça e eu diminua. Através destes relatos percebemos que João Batista não apenas tinha sido escolhido para anunciar a vinda de Jesus, onde o Reino de Deus seria estabelecido, como também ele verdadeiramente cria e fazia-se notória sua posição referente ao novo tempo de Deus que estava para vir sobre a terra por intermédio de Jesus.
Algum tempo depois, João Batista foi preso (Lc 3, 20) e uma mudança repentina aconteceu em relação a sua convicção de que Jesus era o Filho de Deus. Percebemos isto pois “quando João ouviu, no cárcere, falar das obras de Cristo, mandou por seus discípulos perguntar-lhe: És tu aquele que estava para vir ou havemos de esperar outro?” Alguma coisa que João Batista ouviu sobre as obras de Jesus causou-lhe dúvidas em seu coração com respeito a verdadeira identidade de Jesus.
Depois dos discípulos de João terem ido até Jesus com este questionamento, Jesus falou sobre esta questão dizendo:
“Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.” (Mt 11, 18-19)
João Batista veio com uma mensagem forte de arrependimento e separação deste mundo, enquanto Jesus se misturou com o povo e vivia com pecadores anunciando e manifestando o evangelho do Reino.
João Batista tinha um padrão mental de comportamento que colidiu frontalmente com aquilo que Jesus fazia. Sem dúvida nenhuma, quando João Batista ouviu sobre como Jesus vivia, isto lhe causou um desconforto e gerou-lhe dúvidas no coração uma vez que a forma de Jesus atuar era completamente diferente do padrão de João Batista.
Apesar de João Batista crer firmemente e anunciar a vinda de Jesus, ele não conseguiu entender o novo paradigma que Jesus havia estabelecido e chegou a duvidar que Jesus era o Filho de Deus. Foi ele quem anunciou Jesus, mas praticamente não participou deste novo tempo, pois não conseguiu se alinhar com aqueles novos conceitos trazidos por Jesus.
Quantos estão esperando ansiosamente por este novo tempo que está por vir, mas não o experimentarão, porque será muito diferente daquilo que estão vivendo hoje e não conseguirão transicionar para as coisas desta nova unção. O tempo chegará e eles não experimentarão.
Quem não estiver disposto a mudar e entrar num modelo completamente bíblico, deixando de lado tradições e costumes religiosos e eclesiásticos, imaginando que não é necessário mudar para experimentar o grande avivamento dos últimos tempos, verá ele acontecer ao seu redor, mas não participará dele.
Os seguidores do Precursor, que ficaram fora da comunidade cristã, consideravam-no como a luz, mais do que como lâmpada, ou verdadeiramente como o Messias; criavam disputas sobre os ritos de purificação, perguntando-se qual seria o mais eficaz para retirar os pecados, ao ponto de lamentar-se pelos sucessos obtidos por Jesus. As afirmações de João Batista a respeito de si mesmo e nos confrontos com Cristo são, por um lado, o reflexo desse clima de tensão e, por outro, a reafirmação do juízo que o movimento batista deveria fazer sobre as relações entre os dois mestres.
Para o quarto evangelista, João não é o último dos profetas, o Precursor ou Elias, mas a testemunha que fala, mais do que grita, porque viu. Ele revela a natureza e a dignidade de Jesus, que gosta de fazer-se conhecer através daqueles que o experimentaram. Assim transfigurado, João Batista passa a fazer parte dos testemunhos que defendem Jesus contra o mundo, como o Pai, a Escritura, as obras, o Espírito. Ele testemunha no sentido messiânico da própria pessoa e do batismo que confere. E o faz diante da autoridade de Jerusalém e de um grupo mais consistente, representante do povo de Israel: diante destes reconhece o Messias que recebe a plenitude do Espírito e leva dois discípulos a segui-lo. A afirmação sobre si mesmo em três respostas cada vez mais breves e incisivas é, na realidade, uma afirmação sobre Cristo. João não é o Messias, não é Elias, que uma tradição popular mantinha ainda vivo, pronto para aparecer no momento oportuno, não é o grande profeta de quem falara Moisés (Deuteronômio 18, 18). Ele é simplesmente a voz que foi enviada para preparar os corações para a vinda de Jesus, em relação ao verdadeiro Messias ainda oculto ele é como um servo.
Lembra-te sempre que a Humildade e simplicidade são o segredo da felicidade! Pois para João Batista à medida que Jesus Crescia e sua fama se espalhava por todos os lugares, deu-se conta de que sua missão estava sendo cumprida e era fundamental ir cedendo lugar ao esposo: Assim também o que está acontecendo com Jesus me faz ficar completamente alegre que Ele cresça e eu diminua. Aprendamos com ele a virtude da humildade e da simplicidade para que sejamos felizes.
_Canção Nova_

(11.4) – SOMOS OS AMIGOS DO NOIVO
1 João 5, 14-21 – “pedir com confiança”
A confiança absoluta é a primeira condição para nos legitimar como seguidores de Jesus e adotados por Ele. Nesta carta São João nos exorta a que sejamos coerentes com a nossa identidade de cristãos comprometidos com o Projeto de salvação do Pai, rejeitando o pecado e confiando em Jesus que veio nos libertar do poder do maligno. “Esta é a confiança que temos no Filho de Deus: se lhe pedimos alguma coisa de acordo com a sua vontade, ele nos ouve.” E se, de fato, nós sabemos que Ele nos ouve, temos então a certeza de que já possuímos o que pedirmos com confiança.
Portanto, podemos fazer os nossos pedidos com a mais absoluta certeza de que Deus nos dará muito mais do que realmente nós queremos alcançar. A nossa condição de cristãos(ãs) também implica em compromisso com os nossos irmãos intercedendo por eles, exortando-os, abrindo-lhes os olhos para que não sucumbam diante das tentações do mundo. Necessitamos nos ajustar fielmente à nossa procedência de criaturas feitas à imagem e semelhança de Deus para não nos acomodarmos à mentalidade do mundo que está sob o poder do maligno. Todos somos pecadores, mas não necessariamente precisamos pecar e, porque fomos gerados em Deus somos também guardados e o maligno não poderá nos atingir. Por isso precisamos estar vigilantes em oração pedindo ao Senhor para que não caiamos em tentação. Assim também, somos chamados (as) a rezar pelos pecadores confiando na misericórdia do Senhor. Jesus Cristo, o Filho de Deus nos mandou o Espírito Santo para iluminar a nossa inteligência a fim de não nos confundirmos com a falsidade que reina no mundo a ponto de adorarmos ídolos materiais, pessoas envolventes que estão a serviço do mal.
– Você tem confiança de pedir a Deus tudo o que você almeja?
– Você reza também para não cair na tentação do pecado e da morte?
– Qual é a morte que o pecado causa?
– Você reza pelos pecadores?
– A quem ou a que você tem idolatrado?

Salmo 149 – “O Senhor ama seu povo de verdade”
Orando com este salmo nós podemos avaliar como fica o estado da nossa alma quando é libertada da escravidão do pecado por obra do Senhor. A misericórdia de Deus nos banha e cura o nosso interior de todas as nossas angústias; faz-nos levantar do leito afastando para longe o desânimo e a desesperança que antes nos assolava. Desse modo nós podemos provar a glória do Senhor aqui mesmo num estado de espírito que exprime liberdade e alegria. Estes momentos fazem de nós como os santos e os anjos do céu que louvam o Senhor dia e noite com cânticos e danças.

Evangelho – João 3, 22-30 – “somos os amigos do noivo”
Neste Evangelho João Batista nos ensina a assumir o nosso papel de seguidores de Cristo e anunciadores do Seu Evangelho sendo coerentes com a nossa condição de criaturas que foram purificadas pelas águas do Batismo e redimidas pelo Sangue de Cristo. Ele reconhecia qual era a sua posição em relação a Jesus Cristo e não confundia os seus discípulos atraindo elogios para a sua pessoa. Pelo contrário, sentia-se feliz em anunciar a pessoa de Jesus que ele dizia ser o noivo que vem para receber a noiva. O noivo é Jesus e a noiva é a Sua Igreja, é a nossa alma que, muitas vezes, ainda espera por aquele que a fará feliz. São João se considerava amigo do noivo, isto é, amigo de Jesus, pois, sua alma já havia sido desposada por Ele. Da mesma forma nós que já acolhemos Jesus como esposo da nossa alma nos tornamos também seus amigos (as) e, aqui na terra, damos testemunho da Sua glória para atrair para Ele todas as pessoas que ainda não encontraram sentido para o seu viver. Assim sendo, podemos também nos considerar apenas “os amigos do noivo”, que ouvem a voz do noivo e se enchem de alegria. Somos felizes, sim, em anunciar a salvação de Jesus dando a Ele a glória devida sem querer receber bônus pelo nosso trabalho. João Batista reconhecia o seu chamado para abrir os caminhos do Senhor. Muitas vezes nós nos arvoramos de “autoridade” e queremos aparecer mais do que a Autoridade Maior que é Jesus. Jesus é o noivo que vem do céu para nos desposar e nós nos relacionamos com Ele na Palavra, na Eucaristia, na oração, na contemplação, na Adoração ao Seu Corpo Sagrado. É necessário que Jesus cresça e que nós nos conservemos pequeninos (as) e necessitados (as) do Seu amor de esposo, pois somente assim seremos saciados (as) e felizes.
– Você já se sente desposado (a) por Jesus?
– Você tem pregado em nome de Jesus?
– Você tem tentado aparecer mais do que Ele?
– Você gosta de atrair para si os elogios por causa de algum trabalho que você desempenha?
– Você se sente enciumado (a) quando alguém aparece mais do que você?
_Helena Serpa_

(13) – REFLEXÃO
O Evangelho de João, de maneira muito original e bem diferenciada dos Evangelhos sinóticos, traça o itinerário inicial do ministério de Jesus: depois de receber o batismo de João, Jesus vai com seus novos discípulos para as bodas de Caná, em seguida vai a Jerusalém, onde expulsa os vendilhões do Templo e dialoga com Nicodemos, e, permanecendo na Judeia com seus discípulos, passa a batizar. O Evangelho de João é o único a mencionar que Jesus batizava, embora um comentário inserido em Jo 4, 2 afirme que quem batizava eram os discípulos. Embora Jesus, com seu anúncio do Reino de Deus, superasse o anúncio de João Batista, há indícios de que o próprio Batista não o tivesse percebido de forma plena, particularmente por sua morte prematura. Os evangelistas realçam a subalternidade de João Batista com a intenção de atraírem para o movimento de Jesus os discípulos do Batista que continuavam em um movimento próprio, paralelo ao dos discípulos de Jesus.

(17) – ÚLTIMO TESTEMUNHO DE JOÃO BATISTA
As atividades de Jesus desenrolavam-se na região da Judeia, lugar de mananciais, talvez não distante do rio Jordão. Após seus ensinamentos, ministrados a Nicodemos a respeito do batismo, Jesus percorre a região, seguido pelos discípulos, batizando. Na mesma ocasião, João, que “não tinha ainda sido encarcerado”, batiza com água. Seus discípulos discutem com um judeu a respeito dos “ritos de purificação”, correspondentes ao batismo em termos judaicos. Todos tinham diante de si, as palavras dos profetas que falavam da purificação pelo “espírito” e mesmo pelo fogo. A discussão se torna acalorada, a ponto de os discípulos de João, perguntarem-lhe: quem é que batizava legitimamente, Jesus ou ele?
Em quem acreditar?
O embate é providencial, pois propicia o testemunho final e decisivo do Precursor sobre Jesus. João não protesta, simplesmente pronuncia o “nunc dimittis”: “deixa agora seu servo ir em paz”, palavras do velho Simeão, pronunciadas no Templo, ao receber em seus braços o Menino Jesus. E, mais uma vez, deixa claro não ser ele o Messias e declara de modo incisivo: “É necessário que ele cresça e eu diminua”. Sua resposta traz-lhe sérias consequências, levando-o a anunciar que a sua missão está chegando ao final.
O centro da discussão inicial desloca-se. A questão principal deixa de ser o batismo e passa a ser a vinda daquele que vem do alto. Claramente, ele confessa que a sua missão foi preparar os caminhos para Jesus que, vindo do alto, comunicava desde agora o Espírito divino, “dom sem medida”, enviado para nossa salvação. Admirado, S. Cirilo de Alexandria escreve: “João Batista se regozija por ter ultrapassado a condição de servidor, para poder ser chamado ‘amigo’”. Sua missão se cumprira. Agora, após tão longa preparação, com grande clareza e com não menor humildade, ele concita todos a irem ao encontro do Esposo e, com fervor, acolhê-lo. Em Jesus, Deus se doa, ama-nos e, entrando em nossa história, quer que o amemos, reciprocamente, sem reserva.
“Senhor, enviai-nos o vosso Espírito Santo para participarmos da verdadeira vida em vós e convosco. Ajudai-nos a fixar nossos olhos em vosso Reino e a rezar com alegre esperança na certeza de estarmos, um dia, completamente unidos a vós na festa do matrimônio celeste, vós que sois nossa alegria e vida”.
_Dom Fernando Antônio Figueiredo_

COMEMORA-SE NO DIA 10/Jan

(5) – SANTO ALDO
O nome de São Aldo quase desapareceu da memória cristã. Sua biografia só conservou-se graças aos jesuítas belgas, que catalogaram os santos do norte da Europa em 1600 e incluíram Aldo entre eles.
É o único santo com este nome, que significa “ancião” ou “homem maduro”. Viveu sempre solitário porque era um ermitão. Acabou tornando-se monge, do mosteiro fundado pelo irlandês são Columbano.
Não sabemos a data e o lugar do seu nascimento, mas sabemos que viveu no século VIII. A tradição nos apresenta Aldo como um simples carvoeiro, um monge de mãos calejadas e rosto enegrecido pela fuligem das carvoarias.
Seu nome e suas atitudes são sinais de sabedoria, virtude que alcançou pelos caminhos do silêncio e da solidão, da quietude interior e exterior, da contemplação e da oração. Ele se afastava temporariamente das pessoas para dar mais espaço à oração e povoar a solidão exterior com a agradável presença de Deus.
REFLEXÃO:
Santo Aldo é considerado um feliz exemplo do espírito beneditino. Um santo silencioso, mas que fala diretamente às almas sem precisar de palavras, com o exemplo de sua vida retirada do mundo e inserida em Deus. A Igreja o declarou “Padroeiro dos Trabalhadores”.
_Padre Evaldo César de Souza_

(6.1) – SANTA LÉONIE FRANÇOISE DE SALES AVIAT
Léonie Aviat nasceu no dia 16 de setembro de 1844 na cidade francesa de Sézanne. Seus pais eram católicos praticantes e honestos comerciantes. Ao completar dez anos eles a enviaram para o colégio das Madres da Visitação da cidade de Troyes. Léonie ficou durante seis anos, onde recebeu a Primeira Eucaristia e a Crisma e sob a sábia orientação do capelão Luiz Brisson e da superiora, recebeu uma educação humanística, uma profunda formação religiosa e moral e foi iniciada na doutrina salesiana de abandono à Divina Providência.
Em 1866 Léonie rejeitou um vantajoso matrimonio expressando o desejo sincero de dedicar sua vida à Jesus Cristo. Com autorização dos pais, ela foi visitar padre Brisson a fim de se aconselhar. A cidade de Troyes nesta época tinha se tornado um polo de indústrias têxteis que atraiam a mão de obra do campo para o centro urbano. Atento a esta situação e sensível às necessidades das adolescentes camponesas, que deixavam suas famílias em busca do trabalho promissor, padre Brisson desde 1858 havia fundado a Obra São Francisco de Sales; uma casa-família que acolhia e assegurava a assistência e educação cristã, àquelas jovens operárias. Porém, como era difícil encontrar, para esta casa-família, uma diretora estável, padre Brisson havia decidido fundar uma congregação religiosa.
Durante a visita de Léonie, o experiente padre expôs esta situação e encontrou nos anseios da jovem um sinal de Deus. Colocou Léonie na direção da casa-família. Em 1868 ele fundou a congregação para continuar de forma organizada a sua Obra para as operárias e Léonie vestiu o véu religioso adotando o nome de Madre Léonie Francisca de Sales Aviat. Em 1872 foi eleita a superiora da nova Congregação colocada sob a proteção e guia do santo bispo de Genebra de quem adotam completamente as regras espirituais e pedagógicas. Isto explica o nome adotado “Madres Oblatas de São Francisco de Sales”.
Desde então, Madre Aviat se dedicou ao apostolado entre as jovens operárias, estabilizando a congregação e as casas-famílias de Troyes. As Oblatas abrem escolas básicas nas paróquias. Em Paris, abriram o primeiro pensionato para moças de famílias ricas que Madre Aviat dirigiu por oito anos, assim elas estenderam seu apostolado às diversas classes sociais. Depois retornou para a Casa Mãe da Congregação onde residiu por mais quinze anos, assumindo o posto de superiora até sua morte.
As Oblatas foram enviadas para a África, Europa e América do Sul, abrindo pensionatos, escolas e obras assistenciais. No ano de 1903 as leis anticlericais francesas decretam a dissolução das Congregações e o fechamento de suas casas, apoderando-se de todos os seus bens. As Oblatas se refugiam em Perúgia, mas Madre Aviat não esmoreceu e continuou a atividade da Congregação, que recebeu a aprovação canônica em 1911 do papa Pio X.
Morreu em Perúgia, Itália no dia 10 de janeiro de 1914, onde foi sepultada. Mais tarde, seu corpo foi transladado para a cripta da Casa Mãe da Congregação em Troyes, França.
Foi beatificada em 1992, pelo papa João Paulo II e canonizada pelo mesmo pontífice em 2001, em Roma. Para sua homenagem litúrgica a Igreja lhe reservou o dia 10 de janeiro.

(6.2) – SÃO GUILHERME DE BOURGES
Guilherme, era filho dos condes de Nervers e neto de Pedro, o eremita. Sua educação foi muito religiosa. Desde a infância mostrou o desejo de dedicar a sua vida ao serviço de Cristo. Mais tarde, com a vocação definida se consagrou sacerdote e foi nomeado o vigário geral de Soissons e depois de Paris.
Entretanto, assim como seu avô, decidiu deixar a vida da sociedade para se retirar à solidão santa. A princípio foi para o mosteiro de Gradmont, mas depois ingressou para a Ordem de Cister e se tornou um monge. Muito preparado espiritualmente e com uma imensa bagagem cultural, foi sucessivamente abade de Pontigny, de Fontaine-Jean, na diocese de Soissons, e finalmente em Chaalis.
Entretanto a morte do arcebispo de Bourges em setembro de 1200 ocasionou uma grande contestação para se saber quem seria designado como sucessor. Para acabar com as divergências foi chamado o bispo de Paris, Otto, o qual, depois de haver rezado ao Senhor, resolveu sortear o cargo e o vencedor foi Guilherme.
Guilherme aceitou mesmo contra a vontade esta designação, se tornando assim o bispo de Bourges. Como novo pastor se ocupou ativamente da sua diocese dando prova de piedade, firmeza, de bondade e humanidade. Foi sob todos os pontos de vista um modelo para o seu rebanho. A sua fama era tal que a nação francesa, e a universidade de Paris, o escolheram como patrono.
Combateu a heresia dos albigenses, que pregavam uma doutrina contrária à do cristianismo, através das orações. Durante o pontificado de Inocêncio III, pediu para participar e seguir com a sua cruzada, sendo prontamente autorizado por ele. Quando se preparava para partir ficou muito doente, morrendo no dia 10 de janeiro de 1209.
Os milagres que se verificaram por sua intercessão logo após o seu falecimento o levaram à canonização, que foi concedida após oito anos de sua morte em 17 de maio de 1218, pelo papa Honório III.
O seu corpo foi colocado em uma urna de ouro e transferido para a sepultura em frente do altar maior da catedral de Bourges. Algumas relíquias foram doadas à abadia de Chaalis e à igreja de São Leodegário em Alvernia. Depois com a perseguição dos calvinistas elas foram jogadas e dispersadas, mas em seguida, recolhidas pela população alverniense, para em 1793, serem novamente dispersadas.
Os ugonotas, por sua vez, haviam queimado, aquelas remanescentes da catedral de Bourges e de Chaalis e jogado as cinzas ao vento. São Guilherme de Bourges, como ficou conhecido, é festejado no dia 10 de janeiro, o mesmo em que morreu.

(7) – FREI GONÇALO DE AMARANTE
Nasceu no século XIII, em Arriconha, freguesia de Tagilde, próximo a Guimarães, norte de Portugal. Muito cedo, ele se viu chamado ao sacerdócio. Em sua formação humana e cristã, Frei Gonçalo passou pelo Convento Beneditino, depois por Braga, lugar onde foi ordenado pelo Arcebispo. Não demorou muito para ser abade em São Paio.
Frei Gonçalo de Amarante pôde fazer várias peregrinações que muito enriqueceram sua vida espiritual e também apostólica. Ele foi a Roma, visitou os túmulos de São Pedro e São Paulo e tomou um “banho” de Igreja. Visitou a Terra Santa, conheceu os lugares santos por onde Jesus passou. Seu amor foi crescendo cada vez mais por Nosso Senhor.
Depois de voltar dessas peregrinações, ele teve ainda mais ardor para evangelizar. Discerniu sua vida religiosa e entrou para a família dominicana, daí vem o “frei”. Quanto ao “Amarante”, com seus irmãos de comunidade, ele foi para a cidade de Amarante em missão. Ele ficou conhecido como um segundo fundador dessa cidade, porque o seu amor apostólico o levava a ser um sinal no meio da sociedade.
Em 1262, partiu para a glória, deixando para o povo de Amarante, para todas as gerações ao norte de Portugal, para toda Europa e para todo o mundo, um testemunho de santidade que colabora para uma civilização mais justa.
Frei Gonçalo de Amarante, rogai por nós!

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SEMANA DA EPIFANIA
(BRANCO, PREFÁCIO DA EPIFANIA OU DO NATAL – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
_.

Antífona da entrada
Deus enviou o seu Filho, nascido de mulher, para que nos tornássemos filhos adotivos (Gl 4, 4s).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, pelo vosso filho nos fizestes nova criatura pra vós. Dai-nos, pela vossa graça, participar da divindade daquele que uniu a vós a nossa humanidade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
_.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
O povo, sentado nas trevas, grande luz enxergou; aos que viviam na sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz (Mt 4, 16).

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Concedei, ó Deus todo-poderoso, fonte da verdadeira piedade e da paz, que vos honremos dignamente com estes dons e, pela participação nestes mistérios, reforcemos os laços que nos unem. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Da sua plenitude todos nós recebemos graça sobre graça (Jo 1, 16).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que o vosso povo, sustentado com tantas graças, possa receber hoje e sempre os dons do vosso amor para que, confortado pelos bens transitórios, busque mais confiantemente os bens eternos. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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