Liturgia Diária 11/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
11/Jan/2015 (domingo)

Batismo do Senhor

LEITURA: Livro do Profeta Isaías (Is) 42, 1-4.6-7: Primeiro dos quatro cantos do servo.
Leitura do Livro do Profeta Isaías: Assim fala o Senhor: 1 “Eis o meu servo — eu o recebo; eis o meu eleito — nele se compraz minh’alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações. 2 Ele não clama nem levanta a voz, nem se faz ouvir pelas ruas. 3 Não quebra uma cana rachada nem apaga um pavio que ainda fumega; mas promoverá o julgamento para obter a verdade. 4 Não esmorecerá nem se deixará abater, enquanto não estabelecer a justiça na terra; os países distantes esperam seus ensinamentos. 6 Eu, o Senhor, te chamei para a justiça e te tomei pela mão; eu te formei e te constituí como o centro de aliança do povo, luz das nações, 7 para abrires os olhos dos cegos, tirares os cativos da prisão, livrares do cárcere os que vivem nas trevas”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 29 (28), 1a-2. 3ac-4. 3b.9b-10: Hino ao Senhor da tempestade
11b Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
1a Filhos de Deus, tributai ao Senhor, / tributai-lhe glória e poder! / 2 Dai-lhe a glória devida ao seu nome; / adorai-o com santo ornamento!
3a Eis a voz do Senhor sobre as águas, / 3c sua voz sobre as águas imensas! / 4 Eis a voz do Senhor com poder! / Eis a voz do Senhor majestosa!
3b Sua voz no trovão reboando! / 9b No seu templo os fiéis bradam: “Glória!” / 10 É o Senhor que domina os dilúvios, / o Senhor reinará para sempre!

LEITURA: Atos dos Apóstolos (At) 10, 34-38: Discurso de Pedro em casa de Cornélio
Leitura dos Atos dos Apóstolos: Naqueles dias, 34 Pedro tomou a palavra e disse: “De fato, estou compreendendo que Deus não faz distinção entre as pessoas. 35 Pelo contrário, ele aceita quem o teme e pratica a justiça, qualquer que seja a nação a que pertença. 36 Deus enviou sua palavra aos israelitas e lhes anunciou a Boa-Nova da paz, por meio de Jesus Cristo, que é o Senhor de todos. 37 Vós sabeis o que aconteceu em toda a Judeia, a começar pela Galileia, depois do batismo pregado por João: 38 como Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com ele”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 1, 7-11: A preparação do ministério de Jesus
(7-8: Continuação da pregação de João Batista)

(9-11: Batismo de Jesus)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 7 João Batista pregava, dizendo: “Depois de mim virá alguém mais forte do que eu. Eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias. 8 Eu vos batizei com água, mas ele vos batizará com o Espírito Santo”. 9 Naqueles dias, Jesus veio de Nazaré da Galileia, e foi batizado por João no rio Jordão. 10 E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele. 11 E do céu veio uma voz: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho meu bem-querer”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Oferecimento do dia
Adoro-vos, meu Deus, amo-vos de todo o meu coração.
Agradeço-vos porque me criastes, me fizestes cristão, me conservastes a vida e a saúde.
Ofereço-vos o meu dia: que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade.
E que faça tudo para a vossa glória e a paz das pessoas.
Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal.
Que a vossa graça, benção, luz e presença permaneçam sempre comigo e com todos aqueles que eu amo. Amém.
(Orações da Família Paulina)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
O nosso batismo deriva do batismo de Cristo. Ser batizado é ser enxertado em Cristo, é aceitar a justiça e os desafios provenientes do anúncio do Evangelho. Ser imerso na água do batismo é aceitar morrer ao pecado. Disseram os bispos, em Aparecida: “Ao receber a fé e o batismo, os cristãos acolhem a ação do Espírito Santo que leva a confessar a Jesus como Filho de Deus e a chamar Deus “Abba” (Paizinho!). Como todos os batizados e batizadas da América Latina e do Caribe “através do sacerdócio comum do Povo de Deus”, somos chamados a viver e a transmitir a comunhão com a Trindade, pois “a evangelização é um chamado à participação da comunhão trinitária”.” (DAp 157).

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio na Bíblia Mc 1, 7-11.
O batismo de Jesus é considerado a segunda epifania ou manifestação. A primeira foi a dos magos. No batismo, Jesus se integra à comunidade cristã e aos judeus presentes. Naquela cerimônia, o que era sinal de arrependimento para o povo, para ele é sinal de justiça. E justiça, na Bíblia, significa, amor de Deus para todos.
Para todos!
Assim, ungido, Jesus declara sua missão.
Quando Jesus saiu da água, aconteceu a manifestação da Santíssima Trindade: “viu o Espírito de Deus” e ouviu o testemunho amoroso do Pai: “Este é o meu Filho querido”.
No Batismo de cada cristão ouve-se também esta proclamação: “Eu te batizo em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”.
Você sabe quando foi batizado?
– Que lugar ocupa o Espírito Santo em sua vida?
– Sua presença manifesta a ação do Espírito Santo que age em você?
– Na vivência da fé, que lugar ocupa a humildade em sua vida?
Cite alguns gestos seus que demonstram publicamente sua fé.

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Renovo o meu Batismo, renovando a minha fé e meu compromisso cristão:
Creio em Deus-Pai, todo poderoso, criador do céu e da terra. E em Jesus Cristo seu único filho, Nosso Senhor, que foi concebido pelo poder do Espírito Santo, nasceu da Virgem Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e sepultado, desceu a mansão dos mortos, ressuscitou ao terceiro dia, subiu aos céus, está sentado à direita de Deus Pai, todo poderoso, de onde há de vir a julgar os vivos e os mortos. Creio no Espírito Santo, na Santa Igreja Católica, na comunhão dos Santos, na remissão dos pecados, na ressurreição da carne, na vida eterna. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou viver a minha vida cristã coerente com meus compromissos do meu batismo, em contínua conversão e dando testemunho de minha fé.

REFLEXÕES

(5) – TU ÉS MEU FILHO AMADO!
Abriram-se os céus
A celebração do Batismo de Jesus está unida à Manifestação do Senhor como o Natal e Epifania, completando-se com a apresentação de Jesus aos discípulos em Caná. Deus se manifestou na pessoa de Seu Filho: “Quem me viu, viu o Pai”, diz Jesus a Filipe.
Esta Manifestação se destina a levar todos à comunhão de amor que o Pai nos dá em seu Filho. Quando os hebreus chegaram à Terra Prometida, a arca da aliança parou no meio do rio e as águas se abriram para o povo passar.
Quando Jesus entrou nas águas do Jordão, os céus de abriram e o Pai mostrou a nova terra prometida: Seu amor pelo Filho. Este amor é garantido pela presença do Espírito que acompanha Jesus e a todos os que O acolherem.
A missão do Filho que continua o amor do Pai é fazer o bem, como diz Pedro na casa de Cornélio: “Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando todos os que estavam dominados pelo demônio; porque Deus estava com Êle” (At 10,38). Jesus foi ungido pelo Espírito para fazer o bem. Este é seu poder. Lemos em Isaías que o Servo de Deus, figura profética de Jesus, é amado por Deus para uma missão de promover a justiça: “Eu te formei e constituí com centro da aliança do povo, luz das nações, para abrires os olhos dos cegos, tirar os cativos da prisão e livrar do cárcere os que vivem nas trevas” (Is 42,6-7).
Em cada batismo realizado na comunidade, não acontece um ato que só interessa individualmente, mas é um momento da comunidade. Entre todos os dons do batismo, é importante a entrada na Igreja, Corpo Místico de Cristo. É nela que se desenvolvem os dons para o serviço de todos.
Interiormente transformados (oração)
Toda nossa vida cristã está em Cristo. Dela participamos. O Batismo é nossa adesão a Cristo e a sua missão. O rito externo da água e das orações explica e realiza essa transformação interior.
Pelo Batismo nos é dada a participação no amor do Pai pelo Filho. Somos filhos amados do Pai, como o Filho bendito Jesus. A voz que veio do alto para Ele, vem para nós também. Somos Filhos amados do Pai e recebemos dele todo amor. Recebemos o mesmo Espírito que conduziu e fortaleceu Jesus.
A transformação interior deve atingir nossas atividades e modo de vida como foi profetizada pelo Servo, apresentado na primeira leitura, e realizada por Jesus. A missão de Jesus nasce de sua união com o Pai.
À medida que nos unimos a Ele participamos da mesma missão e somos objeto do mesmo amor. A festa de hoje é um convite a assumir o Batismo. É o compromisso que assumimos quanto ao modo de viver.
“Cristão, reconhece tua dignidade” diz São Leão Magno, Papa.
Perseverar constantemente
O Espírito Santo conduz Jesus em toda sua missão. Após o envio do Espírito em Pentecostes, é Ele quem dirige a Igreja e está no coração dos fiéis dando os dons, movendo à missão e discernindo sua vocação na Igreja. Convém escutar o Espírito e seguir sua inspiração.
Rezamos na oração: “Concedei aos vossos filhos adotivos, renascido da água e do Espírito Santo, perseverar constantemente em vosso amor” (oração). Como Jesus, fomos ungidos pelo Espírito para realizar sua missão.
É necessária a colaboração pessoal e o empenho em perseverar na graça do sacramento. A coerência cristã exige fidelidade onde estivermos. Deus não nos persegue. Providente, acompanha-nos como o fez com Jesus.
_Pe. Luiz Carlos de Oliveira_

(5) – FICHA Nº 1404 – HOMILIA DO BATISMO DO SENHOR (11.01.2015)
No ciclo da Manifestação, temos também o Batismo de Jesus. Ele se destina a levar à comunhão de amor que o Pai nos dá em seu Filho. Em Jesus vemos o Pai. Jesus vive o amor do Pai fazendo o bem. O Servo é uma profecia sobre Jesus e seu modo de viver. O batismo é um ato comunitário.
Entramos em um corpo, Igreja e nele se desenvolvem os dons que recebemos. Toda a vida cristã está em Cristo. Dela participamos.
Ele é nossa adesão a Cristo e sua missão. Pelo Batismo nos é dada a participação do amor do Pai pelo Filho. Somos filhos amados do Pai. A transformação interior deve atingir nossas atividades para viver como Jesus.
O Espírito conduz Jesus em sua missão e nos move à missão e discernimento da vocação. Pedimos a perseverança no amor e a fidelidade. Deus nos acompanha como o fez com Jesus.
Bom de ouvido
Naquele momento do Batismo de Jesus, os ouvidos amadurecidos pela fé puderam ouvir o que marca a vida de Jesus: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho todo o meu amor” (Mc 1, 11).
Somente do Céu podia vir essa voz. Ali é o momento da unção de Jesus para uma missão. Esta não é tanto dizer coisas, mas ser o carinho de Deus para com todos, pois Jesus andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio porque Deus estava com Êle. O Espírito Santo sempre o guiou.
O batismo de Jesus não é igual ao nosso, pois Ele não precisava do perdão do pecado. Mas mostra como deve ser nossa vida: fazer o bem e viver guiado pelo Espírito Santo.
Ao sermos batizados estamos unidos a Ele, pois somos também chamados de filhos amados de Deus que coloca em nós todo seu amor. Unido ao Natal e Epifania, o Batismo de Jesus é uma manifestação de Deus em Jesus.

(6) – SENHOR SE DEIXA ENCONTRAR E ESTÁ PRÓXIMO
A solenidade do batismo do Senhor é a primeira solenidade do Senhor do tempo comum. O gênero literário do relato é a “visão interpretativa”, em que a voz interpreta a visão, isto é, o céu aberto e a descida do Espírito Santo sobre Jesus. A finalidade do relato é afirmar, desde o início do evangelho, a identidade e a missão de Jesus. Por esse motivo, seria melhor, caso seja indispensável um título para o relato, nomeá-lo como “a investidura messiânica de Jesus”. O trecho do livro do profeta Isaías aponta as disposições necessárias requeridas por Deus para o seu povo: buscar e invocar o Senhor porque ele se deixa encontrar e está próximo; converter-se, pois o Senhor está sempre pronto a perdoar. Nessa linha penitencial é que se insere o batismo de João. Essas disposições acima elencadas são necessárias como preparação para a vinda do Messias, do qual João Batista é o precursor. O batismo de João é um batismo para a conversão. O Batista tinha consciência do caráter provisório e imperfeito do batismo que ele realizava, por isso, afirma que, depois dele, vem um mais forte do que ele e que batizará com o Espírito Santo. Jesus não tinha pecado, mas entra na fila dos pecadores por solidariedade com a nossa humanidade pecadora. O autor da carta aos Hebreus poderá dizer, por isso, que nós temos junto de Deus um sumo sacerdote misericordioso, capaz de compadecer-se de nossas fraquezas (cf. Hb 4, 14-15).
O céu pode rasgar-se?
Trata-se de uma evocação de Is 63, 19 ou 64, 1. Trata-se, evidentemente, de uma linguagem simbólica na qual é expressa a comunicação entre o céu e a terra. Dito em outros termos, o Espírito Santo do qual Jesus é revestido para realizar a sua missão vem de Deus. A voz que interpreta a visão vem do texto tirado de Is 42, 1. É Deus quem apresenta o seu servo. No evangelho de João, Jesus diz que é o Pai quem dá testemunho dele (cf. Jo 8, 17-18). Em Is 42, 6-7, a missão do servo tem uma dupla vertente: é mediador da Aliança e libertador dos cativos. Na tradição bíblica, essas duas vertentes estão intrinsecamente unidas: Deus que fez aliança com o seu povo é o Deus que o libertou da casa da servidão (cf. Ex 20, 1; Dt 5, 6). Jesus é mediador de uma nova e definitiva aliança (cf. Hb 7, 22-25; 8, 6-13; 12, 24) que nos liberta de todo mal.
_Padre Carlos Alberto Contieri_

(7) – O BATISMO NO ESPÍRITO SANTO REALIZA UMA OBRA NOVA EM NÓS
O Espírito que recebemos em nós, pela graça do batismo, nos unge, nos consagra, nos envia, nos refaz, nos cura, nos liberta e nos restaura!
“E logo, ao sair da água, viu o céu se abrindo, e o Espírito, como pomba, descer sobre ele” (Marcos 1, 10).
Nós hoje celebramos a Festa do Batismo de Jesus. O batismo de Jesus tem muito a nos ensinar, nós que somos batizados e, como batizados, somos discípulos seguidores de Nosso Senhor Jesus Cristo.
A primeira coisa é que, São João, aquele que batizava nas águas, veio nos mostrar que o seu batismo não é como o de Jesus; o batismo que Ele nos traz não se compara a nenhuma outra graça! O batismo nos dá o Espírito Santo, que se apodera e toma posse de nós por intermédio dessa graça [do batismo].
Nós não podemos considerar o fato de o Espírito vir sobre nós como uma coisa qualquer, simples ou irrelevante; ao contrário, o Espírito, que desceu sobre Jesus, é o mesmo que desce sobre nós, nos unge, nos consagra e nos torna configurados a Cristo (Sacerdote, Profeta, Rei) e nos faz missionários e discípulos do amor de Deus.
O batismo confere as graças fundamentais para a nossa vivência da fé cristã, e a primeira e a principal delas é nos dar a graça de nos tornarmos templos do Espírito Santo. O mesmo Espírito, que estava e está em Jesus, está em nós! E podemos observar pelo relato dos Evangelhos que esse Espírito que conduzia Jesus, O conduzia a pregar, a ensinar, a curar, a libertar; e O colocava em sintonia com o Pai.
Da mesma forma, o Espírito que recebemos em nós, pela graça do batismo, nos unge, nos consagra, nos envia, nos refaz, nos cura, nos liberta e nos restaura! Enfim, o Espírito Santo de Deus realiza uma obra nova de Deus em nossa vida, pois, com Ele, nos tornamos templos vivos, lugar da morada d’Ele.
Aquilo que Jesus ouviu hoje, nessa passagem bíblica, uma voz vinda do céu, porque o Espírito pairava sobre Ele, é a voz do Pai que também branda em nosso coração, em nosso peito. Quando nos abrimos para a graça do Espírito é a voz do Pai que nos diz: “Este é o meu filho amado!”.
Em nós, em nossa vida, está o “bem-querer” de Deus, nós precisamos viver como batizados e levar nosso batismo a sério. Não podemos viver no mundo como se fôssemos pagãos, como se não conhecêssemos a Deus, como se não tivéssemos recebido a graça, o poder e o penhor do Espírito.
A mesma unção que pairava sobre Jesus, que ela paire sobre nós, que ela nos consagre, que nos revitalize, que nos faça nascer de novo pela água e pelo Espírito! O Espírito de Deus está sobre nós e queremos viver a graça de sermos batizados!
Deus abençoe você!
_Padre Roger Araújo_

(8) – A SOLIDARIEDADE DE JESUS
O batismo de Jesus, no Jordão, pode parecer, à primeira vista, inútil. Afinal, eram os pecadores os que procuravam o batismo de João, para redimir-se de seus pecados, na perspectiva da iminente chegada do Messias. Por um lado, Jesus não era pecador. Por outro, ele era o Messias, cuja ação havia de revolucionar a história humana.
Como justificar, então, seu batismo?
A vinda do Messias Jesus tinha como finalidade oferecer aos pecadores a salvação. Este seria o público privilegiado de sua ação. Quando, no início de seu ministério, dirigiu-se para o lugar onde João estava batizando, Jesus foi colocar-se exatamente onde se encontravam os que viera para salvar.
Em torno de João, reuniam-se pessoas conscientes de seus pecados e desejosas de se verem livres deles. Jesus foi ao encontro delas, pois haveria de livrá-las, definitivamente, do peso de seus pecados, anunciando-lhes o advento do Reino de Deus.
O Messias, porém, escolheu o caminho da solidariedade com os pecadores e se colocou junto deles como salvador, não como juiz. Ao se fazer um com eles, embora não sendo pecador, possibilitou que a graça tivesse lugar na vida daquela gente. Foi assim que, no batismo, o Filho amado de Deus iniciou sua missão.
Oração:
Senhor Jesus, que escolheste o caminho da solidariedade para trazer salvação à humanidade, faze-me também solidário com aqueles aos quais devo anunciar o teu Reino.
_Padre Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Batismo do Senhor, festa.
Primeira Leitura: Is 42, 1-4.6-7.
“Eis o Meu Servo – eu O recebo; eis o Meu Eleito – Nele se compraz a minh´alma; pus Meu Espírito sobre Ele …” (Is 42, 1abc).
O Batismo do Senhor tem profundos significados.
Hoje nos deteremos naquele que se enquadra no espírito da Epifania, isto é, o da apresentação e revelação da pessoa de Jesus Cristo.
Importa para nós, em primeiro lugar, ouvir de Deus Pai a revelação do Filho.
Como Deus Pai faz isto?
Ele diz:
“Eis o Meu Servo – eu O recebo; eis o Meu Eleito – Nele se compraz a minh´alma; pus Meu Espírito sobre Ele …” (Is 42, 1abc).
Esta profecia que em Isaías se refere à figura profundamente misteriosa e santa do ‘Servo de Javé’, é interpretada pela Igreja como realizada em Jesus Cristo.
Jesus é o Servo obediente de Deus. Sua obediência foi tão perfeita que para cumpri-la Ele aceitou sua morte, dizendo, na agonia do Monte das Oliveiras:
“Aba, Pai, todas as coisas Te são possíveis; afasta de mim este cálice; não seja, porém, o que eu quero, mas o que Tu queres” (Mc 14, 36).
Como disse o profeta: “Eis o Meu Servo – eu O recebo…”, Deus acolheu a obediência do Filho por meio de Sua Morte redentora, pela qual todos fomos salvos. Não se tratou apenas de um relacionamento de obediência entre Deus Pai e o Filho, mas de um plano divino em benefício de todos nós. Portanto, quando o profeta diz que o Seu Servo é acolhido por Deus, diz o benefício que para a humanidade esta acolhida incluía.
Jesus é o Filho amado pelo Pai com predileção:
“… eis o Meu Eleito – Nele se compraz a minh´alma”.
Esta é uma revelação divina do amor que entre o Pai e o Filho resulta em nosso benefício, sem se ocultar no âmbito da Santíssima Trindade.
De fato, Jesus disse:
“Como o Pai me amou, também eu vos amei; permanecei no meu amor” (Jo 15, 9).
O Pai amou o Filho com predileção. Esta predileção é o modelo da predileção com que Jesus Cristo ama a cada um de nós, batizados em Seu Nome.
Vamos nos afastar de Seu amor?
Não. Como Ele nos diz, permaneçamos em Seu Amor, porque assim amaremos também o Pai e seremos salvos na Vida Eterna.
O amor entre o Pai e o Filho é de tal modo divinamente consistente que é uma Pessoa da Trindade: é o Espírito Santo. Portanto ao revelar Seu amor pelo Filho, Deus está manifestando Nele a presença do Espírito Santo.
E se perguntarmos: o que resulta do amor do Pai e do Filho por nós?
A resposta é: Deus pôs em nós o seu Espírito Santo. De fato, não se pode separar o Espírito Santo do Pai e do Filho. Foi Jesus quem disse:
“Se alguém me ama, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará, e viremos a ele e faremos nele morada” (Jo 14, 23).
Qual felicidade pode ser maior, para um cristão, do que ter-se tornado morada da Santíssima Trindade?
São Paulo nos diz ainda mais:
“[…] não sabeis que o nosso corpo é o templo do Espírito Santo, que habita em vós, proveniente de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1Cor 6, 19).
A profecia de Isaías lida hoje, tem, portanto, muito a nos dizer sobre Jesus amado pelo Pai em união com o Espírito Santo, e nós, batizados como Jesus, tornados morada da Santíssima Trindade. Nosso Batismo é um mistério no amor de Deus. Que Ele nos revele sempre mais o que para Ele significamos, unidos a Jesus Cristo.
Salmo Responsorial: Sl 28(29), 1-10.
“Eis a voz do Senhor sobre as águas …” [Sl 28(29), 3a].
Este Salmo Responsorial é um hino de louvor ao Deus de Israel, convidando à sua Glória e Louvor pelo seu imenso poder.
O poder de Deus no Antigo Testamento de modo especial se manifestava sobre as águas do mar e as águas superiores, das quais vinha a chuva para fertilizar os campos e garantir a vida.
O salmista deve ter-se lembrado do momento em que por ordem de Deus Moisés abriu o Mar Vermelho para que todo Israel se salvasse a pé enxuto (Ex 14, 21-22), pois diz:
“3a. Eis a voz do Senhor sobre as águas, 3c. sua voz sobre as águas imensas! 4a. Eis a voz do Senhor com poder, 4b. Eis a voz do Senhor majestosa”.
Também na mente do salmista estava o relato do dilúvio, provocado por Deus e por Ele encerrado em favor da família de Noé:
“3b. Sua voz no trovão reboando! 10a. É o Senhor que domina os dilúvios, …”
As cenas em que o poder de Deus se manifesta sobre as águas e por meio delas é um típico recurso teológico para exprimir o poder divino criador e conservador da Criação. Nada está fora do âmbito do poder criador de Deus. E esse poder é usado por Deus somente para o bem dos homens, suas criaturas, como para o bem de seu Povo Eleito.
Esse Salmo Responsorial meditado nessa festa do Batismo de Jesus, faz-nos ver a importância que Deus Pai Lhe dá, fazendo reboar do céu Sua Voz para declarar:
“Tu és Meu Filho amado. Em Ti ponho meu bem-querer” (Mc 1, 17b).
O Deus da Criação do mundo, o Deus salvador do dilúvio, o Deus salvador na saída do Egito é o Deus do Messias Jesus. Assim nos orienta a Liturgia da Palavra deste dia sobre este Salmo Responsorial. Meditemos deste modo este salmo, com nossa mente e coração na Santíssima Trindade neste dia do Batismo de Jesus.
Segunda Leitura: At 10, 34-38.
“[…] Jesus de Nazaré foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder. Ele andou por toda a parte, fazendo o bem e curando a todos os que estavam dominados pelo demônio, porque Deus estava com Ele” (At 10, 38).
Quem escreveu o Livro dos Atos dos Apóstolos foi São Lucas.
O que ele põe na boca de São Pedro nesta passagem foi, sem dúvida, o que ouviu do próprio São Pedro. Isto nos faz entender que São Pedro testemunhou o Batismo de Jesus por São João Batista. De fato, aqui São Pedro diz que Jesus foi ungido por Deus com o Espírito Santo e com poder; e, ainda: Deus estava com Ele.
São passagens deste tipo que nos fazem compreender como o Batismo de Jesus teve um significado muito mais importante para a Igreja primitiva do que podemos calcular. A importância desta festa litúrgica deve ser redimensionada por nós, isto é, passar a significar bem mais do que pensamos.
O mais importante a ser retido em nossa memória é que:
– o Batismo de Jesus nos revelou quem Jesus era para Deus Pai,
– e o que significou para nossa Salvação.
Por outro lado, o Batismo de Jesus é imagem exemplar do nosso: somos batizados em nome da Santíssima Trindade. E com Ela passamos a ter um significado especial para Deus. É dito a cada um de nós que somos filhos amados de Deus. Somos irmãos de Jesus Cristo, que em Si reúne todos os batizados, a Igreja, num só Corpo. São Paulo nos explica:
“[…] assim como o Corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, são um só Corpo, assim é Cristo também. 13. Pois todos nós fomos batizados em um só Espírito, formando um Corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos bebemos de um só Espírito”(1Cor 12, 12-13).
Isto que São Paulo nos diz não afirma sobre nós uma identificação com Jesus Cristo quando batizado por São João Batista?
A maior proximidade entre nós e Jesus Cristo é que com Ele e como Ele recebemos o mesmo Espírito Santo de Deus.
O que São Paulo diz de novo, é que com Jesus Cristo formamos uma unidade espiritual. Esta unidade ‘corporativa’ São Paulo chama de ‘Corpo de Cristo’. Nós somos um com Ele.
São Paulo está certo, porque Jesus mesmo pediu a Deus Pai que todos nós estivéssemos unidos a Ele de tal modo que nunca nenhuma separação fosse possível; é o que São João Evangelista deixou escrito em Jo 17,21:
.21. “[…] para que todos sejam um, como Tu, ó Pai, o és em Mim, e Eu, em Ti; que também eles sejam um em Nós, […]”
Já pensamos na grandeza deste pedido de Jesus a Deus e deste ensino de São Paulo?
Este é o momento para:
– pararmos um pouco,
– refletirmos,
– e assimilarmos tudo isto que Jesus e São Paulo ensinaram a nosso respeito.
Veremos o quanto somos importantes para Deus!
Deus esperou esta Festa do Batismo do Senhor Jesus para nos lembrar tudo isto.
Vamos agradecer-Lhe com nossa Ação de Graças!
Evangelho: Mc 1, 7-11.
“Tu és Meu Filho amado. Em Ti ponho meu bem-querer” (Mc 1, 17b).
Foi preciso que Deus fizesse esta declaração de amor ao Seu Filho para que nós soubéssemos como são inseparáveis pelo amor mútuo. Ora, o amor entre o Pai e o Filho é o Espírito Santo.
Isto quer dizer que no momento do Batismo de Jesus, a Santíssima Trindade se manifesta em forma de declaração de amor.
A Santíssima Trindade revela-se em sua unidade inseparável, não por qualquer outro motivo senão pelo amor mútuo. O Pai ama o Filho que por sua vez ama o Pai e este amor é o Espírito Santo.
Ficamos ainda mais encantados com este mistério amoroso quando nos é dito, por Jesus, que Deus não nos quer do lado de fora da Santíssima Trindade. A Santíssima Trindade toda nos quer ‘dentro’ Dela, impelidos pelo amor de tal forma forte que que chega a se tornar uma obrigação: é o que Deus nos manda com o Primeiro Mandamento. Ora, se O amamos assim, já estamos, sob os olhos de toda a Santíssima Trindade, ‘dentro’ Dela.
Isto é o que Deus quer para todas as criaturas humanas que Ele ama, como disse o Anjo aos pastores:
“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens por Ele amados!” (Lc 2, 14).
Isto nos parece elevado demais?
Então aprendamos com São Pedro: Deus nos prometeu a participação na Sua natureza divina, elevando-nos de nossas limitações e males da natureza humana. Isto está em 2Pd 1, 14.
Se Deus nos fez esta promessa, sendo fiel já a cumpre no momento presente de nossa vida: sem que o saibamos direito nem que o entendamos plenamente: em nosso Batismo já passamos a participar da natureza divina.
Se alguém achar que não ‘sente’ isto, nem se convence disto, deve ler São João Evangelista:
“2. Caríssimos, desde já somos filhos de Deus, mas nem sequer se manifestou o que seremos! Sabemos que, quando Jesus se manifestar [em Sua Vinda Gloriosa no fim dos tempos], seremos semelhantes a Ele, porque O veremos tal como Ele é” (1Jo 3, 2).
Terminemos aqui nossa meditação sobre a Liturgia da Palavra desta Festa do Batismo do Senhor. O Pão da Palavra nos sustentou e saciou. Com coração cheio de afeto, adoremos e agradeçamos à Santíssima Trindade.
_Padre Valdir Marques_

(10) – EIS QUE O SENHOR VEM AO BATISMO
Eis que o Senhor vem receber o batismo; e chega miserável, nu, sem companhia, revestido da nossa humanidade, ocultando a sua grandeza divina para frustrar a astúcia da serpente. Dizer que Ele vem ao encontro de João qual Senhor que dispensou a sua guarda pessoal é dizer pouco; na verdade, Jesus aborda-o como um simples homem, submetido ao pecado, inclinando a fronte para ser batizado pela mão de João. Impressionado com esta humildade, este tenta recusar dizendo: «Eu é que tenho necessidade de ser batizado por Ti. E Tu vens a mim? » (Mt 3, 14). […]
Vede, bem-amados meus, quão numerosos e importantes bens teríamos perdido se o Senhor tivesse cedido ao convite de João e não tivesse recebido o batismo. Anteriormente, os céus estavam fechados e a nossa pátria do alto era inacessível; depois de termos descido até ao fundo, já não podíamos voltar às alturas. Mas o Senhor não Se limitou a receber o batismo: renovou o homem velho (cf Rom 6, 6) e confiou-lhe de novo o cetro da adoção divina; pois de imediato «os céus abriram-se», as realidades visíveis reconciliaram-se com as invisíveis, as hierarquias celestes encheram-se de alegria, os doentes da Terra ficaram curados, e o que estava oculto revelou-se. […] Era preciso abrir a Cristo, o Esposo, as portas da câmara nupcial. Enquanto o Espírito descia sob a forma de uma pomba e a voz do Pai ressoava em toda a parte, era necessário que «se levantassem as portas do céu» (cf Sl 23, 7). […]
Peço-vos que me escuteis atentamente […]: vinde, todas as tribos das nações, ao banho da imortalidade! Através desta mensagem de alegria, anuncio-vos a vida, a vós que permaneceis ainda na noite da ignorância. Vinde da servidão para a liberdade, da tirania para a realeza, do que é perecível para o que é imperecível.
Quereis saber como chegar?
Pela água e pelo Espírito Santo (Jo 3, 5). Esta água, que participa no Espírito, rega o paraíso, deleita a terra, fecunda o mundo […], engendra o homem para a vida, fazendo-o renascer; foi nesta água que Cristo foi batizado e foi sobre ela que desceu o Espírito.
_Santo Hipólito de Roma_

(11.1) – TU ÉS O MEU FILHO AMADO EM TI ENCONTRO O MEU AGRADO
Neste domingo, depois de celebrarmos a Epifania do Senhor, somos agraciados com a solenidade do Batismo de Jesus, festa que marca a passagem do tempo Natalino para o Tempo Comum, sinalizando o início do ministério de Jesus, quando Ele sai da sua vida oculta e entra para a vida pública.
O ponto forte da liturgia desta solenidade é a declaração de amor e confiança que o Pai transmite ao Filho no momento decisivo de sua vida: “Tu és o meu filho amado, em ti encontro o meu agrado.”
O evangelho de hoje, nos coloca às margens do rio Jordão, precisamente, onde Jesus se misturou aos pecadores para também receber o Batismo de João, que era um Batismo de conversão, o qual Jesus não precisaria, afinal, Ele não tinha pecado. Jesus quis se igualar a nós, menos no pecado.
Vendo Jesus se aproximar para receber o Batismo, João se surpreende, a princípio recusa Batizá-Lo dizendo: “Eu preciso ser Batizado por ti, e tu vens a mim?” (Mt 3, 13-14). Mas os argumentos de Jesus, convencem João, e o seu Batismo acontece mesmo não sendo necessário.
Ao entrar na fila para receber o Batismo de João, Jesus assume publicamente a nossa humanidade, estabelecendo desde já, um vínculo de proximidade com os pecadores ao solidarizar-se com eles. Com este gesto de total humildade, Jesus experimenta a fragilidade humana, deixando claro que Ele não faria uso de suas prerrogativas divina na sua trajetória terrena. No ato do seu Batismo, Jesus se mostra totalmente humano, “descendo” até a nossa realidade. Conosco, acontece o inverso no nosso Batismo, nós “subimos” para nos aproximar do Divino!
No Batismo de Jesus, acontece a manifestação da Trindade Santa: O Pai faz uma declaração ao Filho e o Espírito se manifesta de forma visível sobre Ele, em forma de pomba, o que retrata claramente a harmonia entre as três pessoas da Santíssima Trindade: Pai, Filho, Espírito Santo.
Ao sair das águas do rio Jordão, Jesus, ungido pelo Espírito do Senhor, dá início ao seu ministério, se fazendo nosso redentor, apagando o nosso passado, transformando o nosso presente, e garantindo o nosso futuro!
Assim como Jesus, recebeu no momento do seu Batismo, uma declaração de amor e confiança do Pai, que o encorajou, nós também, conscientes do nosso Batismo, devemos nos encorajar, abraçando a nossa missão. E pela força do Espírito Santo que recebemos no nosso Batismo, que adquirimos coragem, motivação para realizar a nossa missão, nos tornando grandes na nossa pequenez.
O Batismo de Jesus amplia-se na vida de cada um de nós, é um chamado a vivencia da fé, a assumirmos o compromisso de servidores do Reino e simultaneamente herdeiros deste tesouro.
É importante termos um entendimento melhor da dimensão do nosso Batismo. O Batismo não deve ser visto como tradição, como bênção para que a criança tenha mais saúde, ou para o perdão dos pecados, como era o Batismo de João. O Batismo, é compromisso, ele nos insere em Cristo, torna-nos participantes da vida Dele.
Quando criança nossos pais e padrinhos assumem este compromisso, nos orientando no campo da fé, quando crescemos, a responsabilidade passa para nós.
Como Batizados comprometidos com o evangelho, sigamos o exemplo de fidelidade e de humildade do profeta João Batista que fazia questão de enfatizar a sua pequinês diante a grandeza do Messias: “eu nem sou digno de me abaixar para desamarrar suas sandálias.”
No nosso trabalho missionário, deixemos que Jesus apareça e não a nossa pessoa, afinal, o poder está Nele e não em nós, somos apenas instrumentos em suas mãos, é Ele quem age através de nós!
Batizados em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, somos inseridos na família Divina! Configurados nesta família, haveremos de ver repetir no coração da Igreja a mesma manifestação de Deus, como no Batismo de Jesus: “Você é o meu filho (a) amado!”
Celebrar o batismo de Jesus é fazer memória do nosso próprio Batismo! Somos filhos amados do Pai configurados no Filho, tornaremos templos vivo do Espírito Santo!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
_Olívia Coutinho_

(11.2) – O BATISMO DE JESUS
Com o Batismo de Jesus, a Igreja encerra o tempo natalino e inicia o tempo da vida pública de Jesus, na qual Ele cumpre a vontade do Pai.
PRIMEIRA LEITURA
Que bom que Jesus vai nos julgar! E isso acontecerá para cumprir a vontade do Pai, como nos revelou o profeta Isaías:
“Eis o meu servo – eu o recebo; eis o meu eleito – nele se compraz minha alma; pus meu espírito sobre ele, ele promoverá o julgamento das nações.”
Jesus é aquele que não desanima, não esmorece. Ele não se abateu diante do seu sofrimento. Também nós, irmãos, se somos cristãos seguidores e imitadores de Cristo, devemos ter coragem para enfrentar as adversidades naturais dessa vida com a cabeça erguida. Pois temos um Pai que nunca desiste de nós, mesmo nos momentos que nos parece que fomos abandonados. Se caímos, podemos nos levantar. É só segurar na mão de Deus e o seu perdão virá por meio do sacerdote que nos absolverá.
SALMO 28
Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!
Que Deus esteja sempre conosco neste vale de lágrimas, nessa realidade existencial que às vezes nos deixa desanimados, amedrontados, apavorados, diante de tanta barbaridade, praticada principalmente por jovens sem Deus. Diante disso tudo ficamos amordaçados sem saber o que dizer, sem saber o que pedir ao Pai, por aqueles que se deixaram levar pelas águas sujas e revoltas das torrentes formadas pelas tempestades do mal abundante em nossos dias. Senhor, precisamos muito da vossa bênção, do vosso poder, da vossa misericórdia! Porque as pressões desse mar de lama estão ficando sem controle humano. Mas para Deus nada é impossível!
SEGUNDA LEITURA
Deus não faz distinção de pessoas. Os judeus pensavam que o Reino de Deus viria somente para eles, e todos aqueles que não sendo judeus não participavam do rebanho do povo de Deus, portanto estaria fora dos caminhos da verdade e da justiça.
Por aqui também há o perigo de se pensar que os mendigos, os nordestinos, os males vestidos, os iletrados, não pertencerem ao Reino de Deus, não fazerem parte do rebanho do Senhor Jesus, o pastor dos humildes.
Cuidado!
Porque por vezes, podemos também fazer distinção de pessoas. Sem o perceber, poderemos estar fazendo parte de conversas discriminatórias, para nos colocar entre o grupo da elite social, concordando com aqueles que fazem pouco caso dos humildes, eliminando-os sempre do seu convívio, dizendo, por exemplo, aquela famosa frase: “gente fina é outra coisa!”, entre outras, como: Gentinha! Ele é da ralé, ela é pobre! …
Deus que vê tudo até os nossos pensamentos, aceita aqueles que O temem e praticam a justiça. Você, meu irmão, minha irmã, seja um desses.
O texto da segunda leitura nos mostra também que Jesus andava por toda a Galileia fazendo o bem a todos os necessitados e miseráveis, sem distinção de pessoas, ensinando em suas sinagogas, pregando o Evangelho do Reino e curando todo tipo de doença e enfermidade sem exigir nada em troca.
Nós que dizemos ser cristãos, imitadores de Cristo, será que fazemos o mesmo?
Ou será que somos daqueles que dizem: É problema dele! Cada um que resolva seus problemas. Ninguém me dá nada…
Será que somos daqueles que só fazem algo em pró dos outros visando algo em troca, visando um bom retorno, ou por interesses escusos como por exemplo: corrupção, sexo, etc.?
Jesus só fez o bem, sem olhar a quem.
E nós, como fazemos?
O que fazemos?
Será que não somos daquele tipo de cristão que gosta de ouvir a Palavra de Deus, porém não gosta de praticá-la?
Será que somos o tipo do cristão “meia boca”?
Deus não gosta de cristão pela metade, cristão meio termo. Ou somos, ou não somos cristãos. “Por que não és nem frio nem quente, estou para te vomitar da minha boca” (Ap 3, 15). “Quem ouve estas minhas palavras e não as põe em prática, é como um homem sem juízo que construiu sua casa sobre a areia”.
EVANGELHO
Jesus enquanto Deus, não precisava ser batizado. E o próprio Batista diante daquela cena na qual ele reconhecendo o Filho de Deus diante dele que veio para ser batizado, contesta suavemente dizendo: “Sou eu que devo ser batizado por ti, e tu vens a mim?”.
João, aquele que batizava, vivia rodeado por muitos pecadores, os quais vinham a ele atraídos pelos seus discursos inflamados cheios de exortações à conversão, através do batismo na água que purificava e preparava a todos para a chegada do Messias anunciado por outros profetas. Vinha pecadores de todas as partes, arrependidos, e esperançosos de serem acolhidos pelo Batista. Diante desse quadro, João ficou sem saber o que fazer e o que dizer, quando viu bem ali diante dele, nada mais nada menos que o Filho de Deus feito homem, que se apresentava para ser purificado, e convertido, ou seja, batizado! O Batista como profeta, sabia muito bem que Jesus não precisava daquele ritual.
Porém, para cumprir o Plano do Pai e para nos servir de modelo de cristão, Jesus se apresentou ao Batista para ser batizado como estava acontecendo naqueles tempos com os demais que arrependidos buscavam a conversão.
O significado do batismo de Nosso Senhor Jesus Cristo é muito forte: Pois ao mergulhar nas águas do Rio Jordão, ou ao ser molhado com aquela água jogada em sua cabeça, Ele estaria se purificando, estaria morrendo para o pecado. Porém, O Filho de Deus sendo puro, fez isso somente para nos dar o exemplo e fazer a vontade do Pai. Ao sair da água, Jesus completa o significado daquele gesto, anunciando a sua morte e ressurreição. Além disso, Jesus se ofereceu para fazer todo aquele ritual de purificação, para nos mostrar que Ele assumiu todos os nossos pecados, tomando sobre a sua pessoa, a carga das nossas fraquezas, iniciando assim o procedimento da nossa purificação e conversão para um dia pudéssemos merecer a vida eterna.
O Batismo de Jesus é parte do mistério de Deus. Seguimos o exemplo do seu batismo, porém do nosso jeito. Todos nós fomos batizados um dia, por aspersão, por infusão ou até mesmo por imersão. Porém nem todos nós seguimos corretamente as promessas do nosso batismo. O significado forte do batismo é morrer para o pecado.
Será que já fizemos isso?
Será que morremos para o pecado e vivemos para a vida da graça?
Ou será que estamos com um pé lá e outro cá?
Será que não estamos abusando da misericórdia divina, e numa semana vivemos o nosso batismo e em outra semana vivemos segundo a carne, segundo o nosso egoísmo, segundo as armadilhas do maligno?
Será que alternamos vivendo uma semana ou um mês segundo o espírito, e em outra semana ou mês vivemos segundo as paixões, segundo a política, segundo o consumismo? …
Caríssimos. Vamos pedir diariamente forças a Deus em nome de Jesus Cristo para que possamos viver o nosso batismo, no qual fomos convidados a morrer para o pecado, e a ressurgir para uma vida nova em Cristo sem pecado, a vida da graça, caminhando como irmãos em Cristo, caminhando como irmãos de Cristo conforme sua promessa. Jesus nos libertou do pecado por um alto custo. Ao preço do seu sangue, por isso espera de nós o nosso esforço para corresponder à sua graça, à sua dedicação total de amor por nós. Ele espera que façamos a nossa parte. Ele espera o nosso SIM de adesão ao seu Plano de Salvação. Jesus espera que pegamos na sua mão estendida para nos regatar da lama do pecado. E Ele faz isso diariamente!
Porque somos fracos, e podemos ceder às tentações, podemos em momentos de fraqueza ceder às pressões do instinto, e podemos cair. Porém, Deus é Pai que se preocupa com a nossa volta à sua casa! Por isso, sem menos esperar, Ele estará de mãos estendidas para nos levantar da lama. Ele sempre nos envia o seu socorro. Nunca nos abandona no meio da tempestade de areia, representada pelas avalanches de terras caídas sobre nós, formadas pelos inimigos da nossa fé.
Irmãos e irmãs. Podemos ter duas mortes. A morte do corpo e a morte da alma, ou seja, a morte eterna. Isso acontece para aqueles ou aquelas que se recusaram a morrer para os pecados. Roguemos ao Pai diariamente para que tenhamos apenas uma morte! Apenas a morte física! Isto porque, com a ajuda de Deus por Jesus, nós teremos a coragem de morrer para o pecado e sobreviver a vida da graça.
1 – Morrer para os pecados: Batismo por imersão (Mergulho na água).
2 – Ser lavado de todos os pecados: Batismo por aspersão e ou infusão (Borrifar ou derramar água na cabeça).
Caríssimos. Existe uma grande divergência entre Protestantes e Católicos a respeito dos dois tipos de Batismo: Imersão e Aspersão.
Sugiro a leitura de um texto sobre esse assunto do Cônego José Luiz Villac. Veja no final desta homilia.
VIVER AS PROMESSAS DO NOSSO BATISMO
Caríssimos. Não vamos discutir se o batismo de Jesus foi por imersão ou por infusão. O que importa é ouvir a voz de Deus através da liturgia desse domingo, a qual nos chama a lembrarmos e a vivermos as promessas do nosso batismo, as quais se resumem em:
a) Crer em Deus e em seus mistérios;
b) Renunciar a tudo aquilo que nos afasta de Deus: Ilusões de um mundo dominado pelo consumismo, pela libertinagem, pelo poder do mal… Renunciar acima de tudo a todas as armadilhas do demônio.
É este o sentido do nosso batismo. Ao sermos lavados do pecado, não significa que nunca mais nos sujaremos ou nos infectaremos pelas imundícies que estão em nossa volta. Mais sim, segurar nas mãos de Deus para que tenhamos forças para conviver com tudo isso e vencer a tudo e a todos que têm por objetivo nos afastar da luz, nos afastar do caminho, nos afastar da eternidade e nos arrastar para o fogo eterno! …
Se liga, se cuide! Jesus não precisava ser purificado. Mas nós o precisamos e muito!
Bom domingo.
_José Salviano_

BATISMO: ESCLARECIMENTOS E REFUTAÇÕES POR: CÔNEGO JOSÉ LUIZ VILLAC

Perguntas:
– Os protestantes acham que o Batismo das crianças não tem validade por serem crianças e por não ser Batismo por imersão. Como refutá-los?
– Por que hoje em dia não se batiza mais por imersão, como São João batizava e como Cristo foi batizado?
Resposta: No que se refere à validade do Batismo das crianças, já respondemos a essa questão na última edição de Catolicismo.
Quanto ao Batismo ministrado por São João Batista, ao qual também se submeteu Nosso Senhor Jesus Cristo, ainda não era o Sacramento do Batismo, tal como o conhecemos hoje, e que foi instituído pelo mesmo Nosso Senhor algum tempo depois de ter sido batizado por São João.
O Batismo de João era um rito penitencial, preparatório e prefigurativo do verdadeiro Batismo. O próprio Batista é explícito quanto a esse ponto: “Eu vos batizo com água, em sinal de penitência, mas Aquele que virá depois de mim …. vos batizará no Espírito Santo e em fogo” (São Mateus 3, 11; São Marcos 1, 8; São Lucas 3, 16).
E os Apóstolos, depois de Pentecostes, batizavam todos os convertidos, sem perguntar se já haviam recebido o Batismo de João (Atos 2, 38), o que não fariam se fosse o mesmo Batismo.
Seja como for, embora se possa deduzir que o Batismo de João tivesse sido por imersão, este fato não torna obrigatório que fosse realizado sempre dessa maneira o Batismo instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo.
Tampouco está afirmado no Novo Testamento que os Apóstolos e os discípulos batizavam sempre por imersão.
Pelo que, se alguém quiser encontrar esse dado na Bíblia (como pretendem tê-lo feito os protestantes), de fato, em vão o procurará.
Já é mais difícil admitir que as três mil pessoas batizadas pelos Apóstolos no dia de Pentecostes (Atos 2, 41), o tenham sido todas por imersão, parecendo mais plausível a administração do Sacramento mediante aspersão.
É ainda menos provável, dadas as circunstâncias de tempo e lugar, ter sido por imersão o Batismo noturno conferido por São Paulo, na prisão, ao carcereiro da cidade de Filipos e a toda sua família (Atos 16, 33), podendo supor-se que tenha sido, com maior probabilidade, por infusão. O próprio Batismo de São Paulo por Ananias, na casa de um certo Judas (Atos 9, 18; 22, 16), é difícil imaginar que tenha sido por imersão.
Pelos testemunhos da Tradição (que os protestantes não aceitam, e com isso ficam muitas vezes sem saída), sabe-se que os três modos – por infusão, imersão ou aspersão – eram empregados na Igreja primitiva, de acordo com as circunstâncias.
Vejamos o que a tal respeito diz a Didaqué, também conhecida como Doutrina do Senhor através dos doze Apóstolos aos gentios ou, simplesmente, Doutrina dos Apóstolos. É um escrito que data de fins do século 1º de nossa era; portanto, bem próximo aos livros do Novo Testamento. Trata-se do mais antigo manual de religião ou catecismo da comunidade cristã primitiva de que se tem conhecimento.
Ali se ensina a respeito do modo de batizar: “Quanto ao batismo, procedam assim: depois de ditas todas essas coisas [isto é, de instruídos os catecúmenos na doutrina cristã], batizem em água corrente, em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo. Se não se tem água corrente, batize em qualquer outra água; se não puder batizar em água fria, faça-o em água quente. Na falta de uma e outra, derrame três vezes água sobre a cabeça [do neófito], em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo”. (Didaqué, VII – Tradução, introdução e notas: Pe. Ivo Storniolo – Euclides Martins Balancin, Ed. Paulus, São Paulo, 1989, p. 19).
Como se vê, já no século 1º – ou seja, quando ainda viviam muitos dos discípulos dos Apóstolos – praticava-se o Batismo também por infusão, isto é, derramando água sobre a cabeça do neófito.
É certo que o rito da imersão era comum na Antiguidade, conforme se pode constatar pelos documentos da época e pelos próprios batistérios, construídos precisamente para tal fim. Porém não era exclusivo, sendo praticados também os outros ritos.
Aos poucos, na Igreja latina, o Batismo por infusão foi-se generalizando, por razões diversas, entre as quais a decência, pois a prática da imersão estava sujeita a abusos, sobretudo em relação às mulheres. Outra razão era a dignidade do próprio Sacramento, pois nem sempre era possível praticar a imersão sem os inconvenientes do prosaísmo inerente a ela (basta ver o caso de certas seitas protestantes que batizam em rios, lagoas ou mesmo piscinas).
No Oriente, entre os católicos, o Batismo por imersão continuou a prevalecer até nossos dias.
Quanto à aspersão, embora em teoria seja válido o Batismo assim conferido, e conste que tenha sido empregada, nunca chegou a ser uma prática generalizada na Igreja. Isto pelo risco de que a água lançada com as mãos, com o hissopo ou com ramos não atinja o corpo das pessoas e escorra por ele, mas apenas lhes molhe as roupas, o que tornaria inválido o Sacramento.
Pois, como explicamos anteriormente, o rito do Batismo consiste numa ablução externa do corpo com água, sob a invocação expressa das pessoas da Santíssima Trindade. A palavra ablução significa o ato de lavar. Assim, o Batismo, simbolicamente, lava a pessoa, limpa-a, purifica-a.
Portanto, o essencial é que a água realmente toque o corpo da pessoa e escorra por ele, como acontece quando alguém é lavado. E isto se obtém por qualquer dos três modos praticados: infusão, imersão ou aspersão, embora esta tenha os inconvenientes acima apontados.
Em outras palavras, o Batismo por infusão já era conhecido e praticado desde os primeiros séculos, sendo feito desse modo, conforme as necessidades das circunstâncias, o que sucedia com bastante frequência.
Pois como se podia imergir inteiramente na água um pobre homem doente, quiçá prestes a morrer?
De que maneira um mártir, mantido em uma estreita prisão, teria podido achar água suficiente para imergir seus guardas, ou seu carcereiro, que se convertiam ao ver seus milagres ou ao contemplar sua capacidade de sofrer e valor? …
Em conclusão: a Bíblia geralmente não descreve o modo como batizavam os Apóstolos e os discípulos. E também não diz que o modo era sempre o mesmo. Podem fazer-se apenas conjecturas a partir do texto sagrado; porém, não é válido qualquer coisa com toda a certeza, a respeito do assunto. Pelo testemunho da Tradição, sabe-se que na Igreja primitiva, conforme o ensinamento dos Apóstolos, usavam-se as três formas acima referidas (infusão, imersão e aspersão).
Assim, carece de fundamento a objeção de certos protestantes, que negam validade ao Batismo que não seja por imersão.
_Cônego José Luiz Villac_

(11.3) – TU ÉS O MEU FILHO AMADO
1ª. leitura – Isaías 42, 1-4.6-7 – “Jesus é o Servo”
Esta profecia de Isaías se cumpriu em Jesus Cristo, o Filho de Deus feito homem. Ele é o Servo, eleito, escolhido, no qual o Pai pôs toda a Sua alegria, e que possui a plenitude do Espírito Santo. No entanto, nós fomos batizados (as) no Seu Sangue e Dele recebemos também o Espírito que nos santifica e nos ensina a seguir os Seus passos, conforme os Seus ensinamentos. Portanto, nós também podemos ser servos e servas fieis. O servo fiel não clama, isto é, não brada nem esbraveja pelas ruas, não escandaliza as pessoas, mas usa de sabedoria e mansidão para não apagar a chama da fé que ainda existe no meio do povo. Da mesma forma, o servo que imita a Jesus Cristo tem o cuidado para não “quebrar uma cana rachada”, isto é, não romper relacionamentos nem decepcionar os que estão marcados e feridos pela vida. Pelo contrário, o servo ou a serva, eleitos, promovem a paz e a justiça e lutam pela concretização do Plano de Deus para os homens. Somos chamados (as) a ser fiéis à nossa condição de filhos e filhas de Deus, e também, constituídos (as) como aliança do povo e luz das nações para abrir os olhos dos cegos e tirar os cativos da prisão. Onde nós nos encontrarmos, na família, no trabalho, na sociedade, na comunidade nós teremos a missão de Jesus Cristo, o Servo perfeito que tudo fazia por amor.
– Você acha que foi escolhido (a) também para ser servo (a)?
– Você tem sido pedra de tropeço para alguém?
– Como tem sido o seu testemunho de cristão (ã)?
– Você faz as “coisas” por amor ou por obrigação?

Salmo 28 – “Que o Senhor abençoe, com a paz, o seu povo!”
Tudo o que existe no mundo, a natureza e as criaturas dão testemunho da glória e do poder de Deus. É justo, e oportuno, que todos nós tributemos ao Senhor o louvor que Lhe convém. A natureza e tudo que nela existe revela para nós a voz do Senhor. A Palavra de Deus criou o mundo e todas as coisas, portanto, nós criaturas humanas, temos em nós a necessidade básica de louvar, adorar e glorificar o nosso Criador.

Evangelho – Marcos 1, 7-11 – “Tu és o meu Filho amado”
Jesus nos dá um exemplo de submissão e obediência quando mesmo sem ter pecado, dirigiu-se ao Jordão para receber o Batismo de João. Pelo Batismo nós também recebemos a filiação divina. No nosso Batismo também o Pai deu testemunho do Seu Amor por nós: “Tu és o meu filho, a minha filha amada”! Logo, somos irmãos de Jesus Cristo, adotados por causa da Sua Morte e Ressurreição. Nós também fomos batizados (as) em Jesus e recebemos todas as graças e bênçãos que o Pai derramou sobre Ele. Porém, para que nós percebamos a manifestação do Espírito Santo em nós precisamos nos arrepender e reconhecer os nossos pecados. Jesus veio nos ensinar a ser obedientes para escutarmos a voz do Pai.
– Você também seria capaz de somente por obediência se submeter a alguma coisa que não lhe fosse necessário fazer?
– O que você achou deste gesto de Jesus?
– Pare um pouquinho para escutar a voz que vem do céu apresentando você ao mundo como filho (a) amado (a).
– Você acredita?
_Helena Serpa_

(11.4) – BATISMO DO SENHOR
Já estamos no segundo domingo do ano 2015 e na liturgia de hoje celebramos o batismo de Jesus. João relutou, mas diante de tanta insistência batizou o Mestre.
Qual motivo teria levado Jesus ao Batismo?
É importante ressaltar esse fato. Jesus, o próprio Deus, o mesmo Deus que instituiu o Sacramento do Batismo, fez questão de ser batizado. João não se considerava digno sequer de desatar-lhe a sandália, mesmo assim, Jesus insistiu para ser batizado por João.
Convém lembrar que o batismo de João não é o mesmo Batismo-Sacramento, que foi instituído por Jesus e que nos faz cristãos. Trata-se do batismo de penitência, com que o Batista preparava o povo para a chegada do Messias.
Jesus tinha bons motivos para receber o batismo. Certamente não para converter-se ou tornar-se cristão. Com seu batismo, Jesus manifestou sua aprovação ao trabalho de João. Com seu exemplo, quis valorizar o Sacramento que ainda iria instituir.
O gesto humilde de Jesus, aguardando sua vez para ser batizado é uma cena que não pode ser apagada da nossa memória. Deve ficar gravada em nossa mente para nos questionarmos: Se receber o batismo era, para Jesus, algo importante, imagine então a importância do batismo para nós e nossos filhos.
Batismo é coisa séria, é o sacramento que nos incorpora a Cristo, nos torna membros da Igreja, templos do Espírito Santo, filhos de Deus e herdeiros do Céu. Portanto, o batismo não pode ser encarado como um simples ato social.
Não podemos batizar só por tradição ou só por batizar. Pais e padrinhos devem estar conscientes que, naquele momento seus filhos estão recebendo um Sacramento que Jesus ainda iria instituir e que também fez questão de receber.
Antes de iniciar sua vida pública, num ato de humildade, Jesus quis ser batizado. Era vontade de Deus que Jesus fosse batizado por João, mesmo que, diante dos homens, Ele fosse confundido com um pecador.
Jesus se mistura com os pecadores, recebe o batismo e o Pai proclama sua filiação divina diante da multidão. A atitude humilde e obediente de Jesus é publicamente recompensada através destas palavras: “Tu és o meu Filho amado, em ti ponho o meu bem-querer”.
No momento do batismo de Jesus, aparecem claramente as três pessoas, distintas, da Santíssima Trindade: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. O Filho é batizado, o Pai apresenta seu Filho e dá testemunho dizendo: “Este é o meu Filho!” E o Espírito Santo desce sobre Jesus em forma de pomba.
Isso não quer dizer que Jesus tenha recebido o Espírito Santo no batismo, como nós o recebemos. O Espírito santo habitava nele, em plenitude, desde o instante de sua concepção divina. Assim que foi batizado, o Filho de Deus iniciou a sua missão de paz entre os homens.
Essa é a lição que nos deixou o Messias, essa é a missão do cristão batizado: em nome da Santíssima Trindade deve promover a paz e evangelizar… deve levar aos povos a Boa Nova da salvação.
_Jorge Lorente_

(11.5) – O UNGIDO DO SENHOR
Uma das maiores aventuras da minha adolescência foi ir a pé até a Light, com um grupo de amigos, fazer uma pescaria de três dias. Planejamos tudo, a barraca, recipientes com água, as varas de pesca, facões e canivetes, roupas e calçados leves, bonés e óculos escuros para proteger o rosto do sol, e até uma caixinha de primeiros socorros, nossa turma andava encantada com o escotismo e queríamos imitar os escoteiros nessa aventura.
Pensamos em cada detalhe e bem de madrugada, antes de iniciarmos a caminhada, o mais velho da turma, a quem delegamos o papel de “Comandante”, após conferir todo o material, e revistar nossas roupas e calçados, disse solenemente: “Vocês estão prontos, podem partir!!”. Não o escolhemos como nosso chefe por acaso, ele conhecia o percurso ida e volta e estava “calejado” para enfrentar a árdua jornada.
Estar pronto – significa estar preparado para tudo, mas principalmente ter muita coragem para o confronto, não se vai a uma batalha ou a uma aventura arriscada, sem um preparo, sem um treino ou exercício, se não houver da parte do enviado, a determinação, a força ferrenha de vontade, o objetivo poderá não ser alcançado e a desistência dominará aquele que está em missão. No caso do cristão, estar preparado para o confronto é estar ungido e apossar-se da força de Deus, presente na vida daquele que crê.
O Homem, feito a imagem e semelhança de Deus, é chamado a viver a vocação plena do amor, para atingir o auge da sua existência, superando seus limites. Deus o fez para grandes conquistas e o revestiu com a sua força. Jesus Cristo é o primogênito das criaturas, ao encarnar-se em nosso meio, ele aceitou o desafio de ir à frente da humanidade para mostrar o caminho, nesse itinerário cheio de desafios como a trilha de Indiana Jones, que requer do aventureiro muita habilidade, prontidão e persistência.
No evangelho desse Domingo do Batismo do Senhor, Marcos apresenta-nos o Ungido do Pai, aquele que está pronto para o confronto definitivo com as forças do mal. O Antigo Testamento é todo esse longo tempo de preparação, de exercício e treinamento, o homem é estimulado e encorajado por Deus para o combate e a vitória, Deus lhes empresta sua coragem e sua força, presente no seu espírito, que se apodera daqueles que ele chama, profetas e reis, juízes, nenhum deles agiu sozinho mas deixaram-se conduzir pelo Espírito de Deus.
Mas é em Jesus de Nazaré que todas as promessas serão cumpridas, é ele o verdadeiro ungido do Senhor, o Servo escolhido, o predileto e amado, aquele que não sucumbirá diante do mal, mas será persistente e fiel até que todo mal seja aniquilado e o Reino impere por todo sempre. É este homem forte, perfeito e santo, preparado para a missão, sem tremer ou vacilar, é o Jesus que emerge das águas após receber a força do Espírito Santo e ouvir a voz do Pai que o confirma – “Tu és o meu filho amado, em ti ponho o meu bem querer”.
Ele é mais forte do que João e todos os profetas que o anunciaram, ele é mais Poderoso que todos os reis que governaram o Povo de Israel, simplesmente não porque fala em nome de Deus, mas porque é o próprio Deus, que em Jesus vem dar a cada homem o seu espírito de força, coragem, determinação, empenho, ou seja, ele restituiu a cada homem aquilo que Adão havia perdido, resgatando a humanidade do fracasso, direcionando para a vitória, mudando o rumo da trajetória humana, e tudo começa no dia do nosso Batismo…
O Batismo penitencial de João era apenas um sinal exterior, que mostrava a vontade e o desejo que o homem tinha, de mudar de vida, o Batismo de Jesus, é o momento em que Deus se abre para esse homem que demonstra ter consciência do seu erro e fracasso, Deus se inclina para ouvir este homem que agora quer vencer, e ao chamar a Jesus de Filho amado, Deus está dizendo a todo homem, que ele aprova essa decisão tomada, e que mais do que isso, ele colocará nas entranhas do homem o poder do seu Espírito, a força poderosa que conduzirá o homem à vitória.
Mas o Batismo de Jesus, além de tudo isso, tem um significado ainda mais profundo, ele caminha à frente de todos os batizados, e como aquele companheiro mais velho do meu grupo de adolescentes, Ele afirma com muita propriedade, que agora o homem está realmente preparado para o confronto, pois ao ser ungido, ele também nos ungiu e nos capacitou dando-nos todos os dons necessários para atingirmos nosso objetivo que é alcançar a vida plena, pois, embora por adoção, nós também somos em Cristo, os Filhos e filhas amados, com quem Deus se alegra, e o Batismo é o dia em que Deus, oficialmente reconhece cada homem como seu Filho…
_Diácono José da Cruz_

(11.6) – REFLEXÃO
Deus não se cansa de mostrar seu amor por nós. Seu olhar sobre nós vem sempre acrescido de preocupações como o modo como escolhemos viver. Nossas alegrias, dores, cansaços e esperanças estão sempre presentes em seu coração. Ofereceu-nos o seu amado Filho e, hoje, no texto bíblico, declara o seu amor por Jesus e consequentemente por nós.
Será que temos, de fato, consciência desse amor?
As motivações que tenho para viver estão relacionadas a esse amor?
Pense.
_Ruymar_

(11.7) – O BATISMO DE JESUS
Sempre que falamos sobre o Batismo de Jesus, partimos de um questionamento certeiro: Jesus precisava ser batizado?
Naquele tempo, o batismo (que significa “imersão”) era um rito que simbolizava a conversão, a passagem para uma vida nova, que só poderia ser feita após o arrependimento sincero dos pecados cometidos. Por isso, a pessoa era completamente afundada na água, e em seguida deveria emergir voluntariamente, sendo assim lavado (purificado) de seus pecados.
Se Jesus não tinha pecado, não teria necessidade de ser “purificado”. No entanto, Ele quis ser batizado por João Batista. A pergunta natural que vem na sequência é: Por que Jesus quis ser batizado?
Primeiro devemos levar em consideração o que Ele mesmo disse: que deveria se cumprir todo o projeto do Pai. Mas então por que esse batismo fazia parte dos planos do Pai? Para essa pergunta nós só podemos propor algumas respostas… Mas todas irão partir do mesmo ponto: O Batismo de Jesus aconteceu para que nós tirássemos alguma lição prática para as nossas vidas.
E por fim vem a pergunta mais importante do dia: O que Jesus queria nos ensinar ao querer ser batizado por João Batista? Algumas palavras poderiam responder esse questionamento:
Humildade… Mesmo sendo mais importante que João e do que todos os que se batizavam ali (e ambos sabiam disso), Jesus se igualou aos pecadores. Quantas vezes nos consideramos superiores aos outros, e não aceitamos passar pelo mesmo que outras pessoas precisam passar?
Segurança… Jesus sabia que ser batizado não faria com que Ele perdesse a sua majestade e poder. Quantas vezes nos privamos (ou privamos outras pessoas) de algo, por pura insegurança? Temos medo de perder a autoridade, o respeito, ou até a posse de algo ou alguém! Jesus nos ensina que o que é dado por Ele, ninguém tira.
Obediência… Se o Batismo estava nos planos do Pai, então deveria ser cumprido. Da mesma forma devemos nos manter obedientes ao que Ele nos recomendou: Amar a Deus sobre todas as coisas, e amar ao próximo como a si mesmo.
Após o Batismo, contemplamos uma das situações da Bíblia em que estão representados o Pai (a voz vinda do céu), o Filho (Jesus, em carne e osso) e o Espírito Santo (a pomba que desce sobre Jesus). É a festa no céu e na terra para comemorar o início da vida pública e do anúncio do Evangelho a todos os povos!
Que o Batismo de Jesus nos inspire a sermos mais humildes, seguros e obedientes à vontade de Deus nas nossas vidas. Amém.
_Jailson Ferreira_

(16.1) – TU ÉS O MEU FILHO AMADO; EM TI ESTÁ MEU PLENO AGRADO
Hoje, solenidade do Batismo do Senhor, termina o ciclo de das festas de Natal. Diz o Evangelho que João tinha se apresentado no deserto e «predicava um batismo de conversão para o perdão dos pecados» (Mc 1,4). As pessoas iam escutá-lo, confessavam seus pecados e se batizavam por ele no rio Jordão. E entre aquelas pessoas se apresentou também Jesus para ser batizado.
Nas festas de Natal vimos como Jesus se manifestava aos pastores e aos magos que, chegando desde Oriente, o adoraram e lhe ofereceram seus dons. De fato, a vida de Jesus ao mundo é para manifestar o amor de Deus que nos salva.
E lá, no Jordão, aconteceu uma nova manifestação da divindade de Jesus: o céu se abriu e ele Espírito Santo, em forma de uma pomba descendia em sua direção e se ouviu a voz do Pai: «Tu és o meu Filho amado; em ti me comprazo. » (Mc 1,11). É o Pai do céu neste caso e o Espírito Santo quem o manifesta. É Deus mesmo que nos revela quem é Jesus, seu Filho amado.
Mas não era uma revelação só para João e os judeus. Era também para nós. O mesmo Jesus, o Filho amado do Pai, manifestado aos judeus no Jordão, se manifesta continuamente a nós a cada dia. Na Igreja, na oração, nos irmãos, no Batismo que recebemos e que nos fez filhos do mesmo Pai.
Preguntamos, pois:
—Reconheço sua presença, seu amor em minha vida?
—Vivo uma verdadeira relação de amor filial com Deus?
Disse o Papa Francisco: «O que Deus quer do homem é uma relação “pai-filho”, acaricie, e diga: ‘Eu estou contigo’ ».
Também a nós o Pai do céu, no meio de nossas lutas e dificuldades, nos diz: «Tu és o meu Filho amado; em ti está meu pleno agrado».
_Mons. Salvador CRISTAU i Coll Obispo Auxiliar de Terrassa_

(16.2) – TU ÉS O MEU FILHO AMADO; EM TI ESTÁ MEU PLENO AGRADO
Hoje a Igreja celebra o Batismo do Senhor. Aquele dia, todas as águas do mundo foram purificadas e receberam a força para significar a limpeza do pecado. Ainda que o Batismo que administrava João tinha só um significado de conversão e de reconhecimento do nosso pecado, Jesus quis passar por ai por solidariedade com todos os homens, como Vanguardista de uma renovada Humanidade. Ele, «que não cometeu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nos tornemos justiça de Deus» (2Cor 5,21). Jesus instituirá o novo Batismo que nos faz filhos de Deus Nele e nos reconciliará com o Pai: será o Cordeiro de Deus que tirará o pecado do mundo.
«Também hoje —escreve são Gregório Nazianzeno— Cristo é iluminado; deixemo-nos penetrar por esta luz divina. Cristo é batizado, baixemos com Ele a água, para subir depois com Ele». Aquele dia, no Jordão viu-se descender o Espírito Santo sobre o Senhor e ouviu-se a voz do Pai: «Tu és o meu Filho amado; em ti está meu pleno agrado» (Mc 1,11). João Paulo II comenta que «ao sair das águas da fonte sagrada, cada cristão torna a escutar a voz que um dia se ouviu perto do rio Jordão: “Tu és o meu Filho…”; e entende que foi associado ao Filho predileto, chegando a ser filho adotivo».
São Cirilo de Jerusalém faz-nos reflexionar sobre este fato sobrenatural, dizendo-nos: «Se tu tens uma piedade sincera, sobre ti descenderá também o Espírito Santo e ouvirás a voz do Pai que vem do alto: Este não era meu filho, mas agora, depois do Batismo, foi feito filho meu». A partir deste momento todos estamos convidados a seguir o mesmo Caminho de Cristo, a conhecer a sua verdade e a viver a sua mesma Vida. Somos eleitos, consagrados e enviados para colaborar na missão apostólica. Somos também filhos amados e prediletos, e o Pai encontrará pleno agrado em cada um de nós.
_Rev. D. Josep VALL i Mundó_

COMEMORA-SE NO DIA 11/Jan

(7) – SÃO VITAL, MOVIDO PELO ESPÍRITO SANTO
Viveu entre o século VI e VII, foi monge, ermitão na região de Gaza, na Palestina. São Vital vivia o refúgio em Cristo Jesus, na oração e na penitência. Quanto mais alguém se refugia em Deus, sendo monge ou não, vai criando um coração cada vez mais dilatado pelo amor do Senhor. Por isso, vai se tornando pessoa de compaixão, que não julga, não condena; mas vai ao encontro do outro para ser sinal de Deus.
São Vital, movido de pelo Espírito [Santo], saiu da Palestina e foi para o Egito, instalando-se em Alexandria. A sociedade daquele tempo sofria com a prostituição, mas São Vital não as julgou, não as condenou nem foi buscar a santidade, pois quem, de fato, busca a santidade, busca assemelhar-se àquele. Falando para as autoridades religiosas do seu tempo, ele disse: “Os publicanos e as meretrizes os precedem”. Jesus falou isso (Mateus, 21) e os santos buscaram ser reflexo dessa misericórdia. Denuncie o pecado, mas, sobretudo, anuncie o amor que redime, que salva.
O santo buscava, num período do seu dia, arrecadar fundos e, depois, à noite, ia ao encontro das prostitutas e oferecia o dobro [em dinheiro] apenas pela atenção delas. Ele anunciava Jesus Cristo como em Lucas 15, quando o apóstolo ele demonstra um coração de Deus, como do pastor que é capaz de deixar 99 ovelhas para ir ao encontro daquela que se desgarrou.
São Vital, testemunho da misericórdia que nos converte, converteu muitas mulheres, ao ponto delas o ajudarem. Algumas senhoras “piedosas” foram se queixar desse apostolado com o bispo e São Vital foi preso. No entanto, as mulheres que iam se convertendo foram até a autoridade eclesiástica.
Os fatos foram apurados e viu-se que era uma injustiça contra o santo. Injustiça maior aconteceu quando, já solto, continuou a evangelizar com este método ousado, mas um homem que comercializava as mulheres, o apunhalou pelas costas. São Vital teve forças ainda de deixar, por escrito, esta verdade que é atual para todos nós. Ao povo de Alexandria e dos demais lugares, ele dizia: “Convertei-vos, não deixais a conversão para amanhã”. Por isso, São Vital chamava à atenção para a conversão e, ao mesmo tempo, para o dia do juízo.
São Vital, rogai por nós!

(10) – SANTO HIGINO
Ao longo dos tempos foram surgindo muitos e poderosos inimigos da verdadeira fé, mas também o Senhor fez surgiu ao mesmo tempo grandes e valorosos santos e sábios para guiar o Seu povo. Desses faz parte Santo Higino. Oriundo de Atenas e filho de um filósofo, foi chamado por Deus a ser Papa entre os anos de 136 e 140.
Durante o seu Pontificado valeram-lhe as suas grandes e heroicas virtudes, pois tratava-se de um tempo em que os gentios acreditavam que os Cristãos eram feiticeiros e daí a causa dos muitos flagelos que sofriam. Ora, deu-se então uma perseguição sem tréguas aos Cristãos e foi por isso uma época de mártires. Entretanto, houve também homens inimigos de Cristo, tais como Valentim e Cerdão, que procuravam envenenar a fonte da doutrina evangélica. Higino teve de lutar contra esses e tantos outros inimigos, mas com a graça de Deus, o seu engenho superior, a eminente sabedoria e grandeza de alma, e intrepidez, conseguiu superar cada situação.
À vigilância e zelo de Higino se deveu o fervor que no seu tempo mostraram os fiéis, apesar das perseguições dos pagãos e esforços dos hereges. Conseguidos brilhantes triunfos, o santo Pontífice consagrou-se à reforma do clero, nos diferentes graus de hierarquia. O que fez foi aperfeiçoar os regulamentos existentes, ordenando em cada um dos graus eclesiásticos o modo de exercer as respectivas funções.
Segundo o Martirológico Romano foi mártir.

(10) – S. TEODÓSIO ((432-529)
Natural da região da Capadócia, na Turquia, Teodósio entrou para a vida religiosa quando, após uma peregrinação a Jerusalém, se dedicou a cuidar de um monge conhecido por Longinus. Sua dedicação foi de tal ordem que, quando uma rica senhora se dispôs a doar os recursos para a construção de um mosteiro, Longinus o indicou para seu coordenador.
Desta forma, Teodósio passou, então, a dirigir o mosteiro, localizado entre Belém e Jerusalém, e ali viveu por muitos anos, até que se afastou para viver como ermitão nas proximidades do Mar Morto. Sua fama, porém, já estava criada e muitos o procuravam buscando suas palavras de sabedoria. Conquistado pelo povo que lhe chegava, Teodósio construiu um outro mosteiro nas cercanias de Belém, além de três hospitais destinados a receber doentes físicos e mentais, além de idosos.
Seu feito maior, contudo, era conseguir reunir para trabalharem juntos, monges de diversas nacionalidades e práticas, que viviam em perfeita harmonia, dedicados a cuidar daqueles que mais precisavam.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

BATISMO DO SENHOR
(BRANCO, GLÓRIA, PREFÁCIO PRÓPRIO – OFÍCIO DA FESTA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
_.

Antífona da entrada
Batizado o Senhor, os céus se abriram e o Espírito Santo pairou sobre ele sob a forma de pomba. E a voz do Pai se fez ouvir: Este é o meu Filho muito amado, nele está todo o meu amor! (Mt 3, 16s).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, que, sendo Cristo batizado no Jordão e pairando sobre ele o Espírito Santo, o declarastes solenemente vosso Filho, concedei aos vossos filhos adotivos, renascidos da água e do Espírito Santo, perseverar constantemente em vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
_.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Abriram-se os céus e fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu filho muito amado; escutai-o, todos vós! (Mc 9, 7)

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Recebei, ó Pai, as oferendas que vos apresentamos no dia em que revelastes vosso Filho, para que se tornem o sacrifício do Cordeiro que lavou, em sua misericórdia, os pecados do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eis aquele de quem João dizia: Eu via dei testemunho de que este é o Filho de Deus (Jo 1, 32.34).

Oração depois da Comunhão
Nutridos pelo vosso sacramento, dai-nos, ó Pai, a graça de ouvir fielmente o vosso Filho amado, para que, chamados filhos de Deus, nós o sejamos de fato. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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