Liturgia Diária 13/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
13/Jan/2015 (terça-feira)

Jesus ensina com autoridade

LEITURA: Hebreus (Hb) 2, 5-12: O Sacerdócio de Cristo (Base escriturística: exegese do Salmo 8)
5 Não foi aos anjos que Deus submeteu o mundo futuro, do qual estamos falando. 6 A este respeito, porém, houve quem afirmasse: “O que é o homem, para dele te lembrares, ou o filho do homem, para com ele te ocupares? 7 Tu o fizeste um pouco menor que os anjos, de glória e honra o coroaste, 8 e todas as coisas puseste debaixo de seus pés”. Se Deus lhe submeteu todas as coisas, nada deixou que não lhe fosse submisso. Atualmente, porém, ainda não vemos que tudo lhe esteja submisso. 9 Jesus, a quem Deus fez pouco menor do que os anjos, nós o vemos coroado de glória e honra, por ter sofrido a morte. Sim, pela graça de Deus em favor de todos, ele provou a morte. 10 Convinha de fato que aquele, por quem e para quem todas as coisas existem, e que desejou conduzir muitos filhos à glória, levasse o iniciador da salvação deles à consumação, por meio de sofrimentos. 11 Pois tanto Jesus, o Santificador, como os santificados são descendentes do mesmo ancestral; por esta razão, ele não se envergonha de os chamar irmãos, 12 dizendo: “Anunciarei o teu nome a meus irmãos; e no meio da assembleia te louvarei”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 8, 2a.5. 6-7. 8-9: Poder do nome divino
7 Destes domínio ao vosso Filho sobre tudo o que criastes.
2a Ó Senhor, nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo! 5 Perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”
6 Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; 7 vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes:
8 as ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; 9 passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 1, 21b-28: Jesus ensina em Cafarnaum e cura um endemoninhado
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
21b Estando com seus discípulos em Cafarnaum, Jesus, num dia de sábado, entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24 “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele”! 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “Que é isso? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda parte, em toda a região da Galileia. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, que nos encontramos na web, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Recordo o que disseram os bispos em Aparecida sobre a vulnerabilidade dos mais fracos: “De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação” (DAp 394).

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio na Bíblia, atentamente, o texto: Mc 1, 21b-28.
Consideremos dois aspectos deste texto que aparecem neste encontro de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, num dia de sábado:
1º. O ensino de Jesus “com autoridade”, e
2º. O espírito mau que dominava o homem.
O espírito mau dominou e desestruturou a vida do homem que chegou à sinagoga. Sua vida era tão desintegrada e vulnerável que achou que Jesus queria lhe fazer mal: “Você veio para nos destruir?”
Diante desta incapacidade do homem de reconhecer a necessidade de libertação, Jesus se impôs, usou de sua “autoridade”, ordenando ao espírito mau: “Cale a boca e saia desse homem!”.
O povo se impressionou com a autoridade de Jesus e tentava entendê-lo. Convencido da autoridade do Mestre, o povo “espalhou” o fato por toda a Galileia.
– Temos oportunidade de falar de Deus?
– Sua presença é sempre presença de quem tem fé?
– Há situações nas quais somos constrangidos e sentimos dificuldade para demonstrar que somos de Cristo?
– Tenho consciência de que muitas vezes os caminhos de Deus são diferentes daqueles que imagino?
– O que Jesus nos sugere vale para sempre?
É … pedir sua ajuda!

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com Jesus: Pai nosso…
E faço o Oferecimento do dia:
Adoro-vos, meu Deus, amo-vos de todo o meu coração.
Agradeço-vos porque me criastes, me fizestes cristão, me conservastes a vida e a saúde.
Ofereço-vos o meu dia: que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade.
E que faça tudo para a vossa glória e a paz das pessoas.
Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal.
Que a vossa graça, benção, luz e presença permaneçam sempre comigo e com todos aqueles que eu amo. Amém.
(Orações da Família Paulina)

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre.

REFLEXÕES

(6) – O ENSINAMENTO DE JESUS EXPRESSA SUA COERÊNCIA
Jesus é um judeu de fé e praticante. Um dos traços de Jesus apresentado pelo evangelho de Marcos é que ele está sempre ensinando; é um Mestre. Em nossa perícope*, o ambiente do ensinamento é o da liturgia sinagogal, durante o descanso sabático. No entanto, quanto ao conteúdo específico do ensinamento, o ouvinte ou leitor do evangelho não é informado. O evangelista centra a sua observação na reação das pessoas diante do ensinamento de Jesus: admiração. A causa da admiração é que Jesus ensina com autoridade, isto é, no ensinamento de Jesus é expressa sua coerência, o acordo interno de si consigo mesmo. Essa coerência faz de Jesus uma pessoa crível**, distinguindo-o dos escribas e dos fariseus, criticados com frequência nos evangelhos como hipócritas. A hipocrisia é o reino da aparência e da representação. Mas, onde surge o mal, superabunda a graça. Jesus é mais forte que qualquer força maligna; o Cristo de Deus vence e destrói o mal que desfigura e escraviza o ser humano. Este é o ensinamento a reter: no Cristo todo mal já está vencido!
_Padre Carlos Alberto Contieri_
* PERÍCOPE: É um termo grego que significa “cortar ao redor” que é usado pelos estudiosos para se referir as unidades de sentido curto de textos da Bíblia que são geralmente maiores do que as divisões dos próprios versículos. Um perícope é normalmente o equivalente a uma divisão de parágrafo da Bíblia Sagrada.
** CRÍVEL: Adjetivo: em que há credibilidade; em que se consegue crer ou acreditar.

(7) – A FORÇA LIBERTADORA DE JESUS AGE EM NOSSOS CORAÇÕES
Até as forças do mal reconhecem que Jesus é o Senhor e o santo de Deus! Que a força libertadora de Jesus aja em nosso coração nos libertando do poder do maligno!
“Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” (Marcos 1, 24-25).
Nosso Senhor Jesus Cristo, na Sua missão de instaurar e instalar o Reino de Deus no meio de nós, pregava e ensinava sobre ele e também libertava as pessoas do poder do maligno, que muitas vezes se apodera de nós.
E de que maneira isso acontece?
A começar da nossa mentalidade; quando não temos uma mentalidade toda convertida para o bem e para aquilo que é bom, uma mentalidade convertida para as coisas de Deus, nós nos tornamos suscetíveis ao mal, a termos maus pensamentos, a termos uma má conduta e a querermos muitas vezes o mal para o próximo.
O mal e o maligno também, muitas vezes, tomam contam do nosso coração.
Deixe-me dizer uma coisa a você: quantas vezes dentro do nosso coração temos sentimentos, intuições e pensamentos que não são de Deus! Quando a mágoa, o rancor e coisas que não são do Senhor vêm nos visitar e vêm tomar conta de nós elas são forças e poderes do mal.
Assim como Jesus quis libertar os da Sua época do poder do maligno, Ele também hoje quer nos libertar. Até as forças do mal reconhecem que Jesus é o Senhor e o santo de Deus!
Jesus não dá vez nem voz às forças do maligno e expressamente declara: “Cala-te, sai deste homem!”.
A primeira coisa que é necessário para isso: o silêncio; nós precisamos silenciar as forças do mal que clamam em nós. Precisamos pedir que realmente essas forças não ajam em nós.
Segunda coisa: nós não só precisamos renunciar a essas forças do mal como também precisamos pedir que elas saiam da nossa vida, que saiam de nós os maus pensamentos e as atitudes que não nos ajudam a viver de acordo com a vontade de Deus.
Que a força libertadora de Jesus aja em nosso coração nos libertando do poder do maligno!
Deus abençoe você!
_Padre Roger Araújo_

(8) – PERSONALIDADES INCOMPATÍVEIS
A pergunta desesperada do homem possuído por um espírito imundo revela a incompatibilidade radical que existe entre Jesus e tudo quanto lhe é contrário. A frase “Que temos nós contigo, Jesus de Nazaré?” pode ser assim desdobrada: “Que existe em comum entre nós?”; “O que você está querendo fazer conosco?”; “Qual a sua intenção a nosso respeito?”.
Evidentemente, entre Jesus e o espírito imundo nada havia em comum. Um libertava o ser humano, o outro o escravizava. Um recuperava as pessoas para Deus, já o outro as afastava sempre mais do projeto do Pai, numa aberta afronta a ele. Um restaurava no coração humano o sentido da vida fraterna e solidária, o outro, pelo contrário, gerava discórdia e divisão. Um encarnava a novidade da misericórdia de Deus, o outro insistia no caminho inconveniente da soberba. Por isso, a única intenção de Jesus era derrotar este espírito mau.
À ordem do Mestre, ele deixou o possesso, depois de agitá-lo violentamente e fazer grande alarido.
Esta é a imagem do que se passa no coração de cada um de nós: o mau espírito reluta em abandonar o espaço conquistado no nosso interior. Se não nos deixamos ajudar por Jesus, corremos o risco de permanecer escravos desse espírito do mal. O discipulado cristão exige que façamos a experiência de ser libertados pelo Mestre, pois é impossível compatibilizá-lo com as forças do mal que age dentro de nós.
Oração:
Pai, dá-me forças para que jamais eu permita ao poder do mal prevalecer sobre mim. Seja o meu coração totalmente voltado para ti e para o teu Reino.
_Padre Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Todos estavam admirados com o Seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei” (Mc 1, 22).
Desde o início de sua pregação Jesus impressionou seus ouvintes. Esta não era uma impressão passageira nem sem fundamento. O fundamento desta impressão era a realidade da união de Jesus Cristo com Deus. Os que O ouviam percebiam Deus através Dele.
Ora, isso não acontecia com os mestres da Lei. Quando estes falavam sobre Deus, não falavam com Deus em seus corações e em sua mente do mesmo modo que Jesus.
A prova disto era o poder da palavra de Jesus. Por meio de sua palavra firme e com autoridade Ele podia expelir demônios de pessoas possessas. E foi um destes fatos que o Evangelho de hoje narra.
O Evangelho de hoje não somente tem a finalidade de mostrar como a palavra de Jesus era poderosa, entusiasmante e convincente. Tem por finalidade uma outra revelação, inesperada:
– num dia de sábado Jesus entrou na sinagoga de Cafarnaum para ensinar.
– enquanto as pessoas estavam encantadas com suas palavras, de repente uma surpresa: um homem possuído por um espírito mau gritou, com a voz do demônio: “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Viestes para nos destruir? Eu sei quem és: tu és o Santo de Deus” (Mc 1, 24c).
Foi assim, de surpresa, que o próprio demônio revelou a origem das palavras poderosas e encantadoras de Jesus. Ele era o ‘Santo de Deus’, aquele em quem o poder de Deus agia. Não foi assim que o Filho de Deus se revelou aos Magos no dia da Epifania? Eles o adoraram.
Jesus não ficou somente nas palavras, mas foi aos fatos: com sua palavra cheia de autoridade ordenou ao demônio que saísse do possesso. Sua palavra foi tão poderosa que no mesmo instante em que deu a ordem, o demônio saiu, dando um grande grito.
No tempo da Epifania a Liturgia da Palavra nos foi revelando Jesus como Filho de Deus, e como Deus estava Nele. Hoje o Evangelho nos mostra esta presença de Deus que se manifesta nas palavras e ações de Jesus.
Adoremos Jesus, Filho de Deus que em sua pessoa, em seu ser, em sua existência e ação salvadora nos revela quem é Deus. E revelando Deus, Jesus nos põe em união com Ele. Demos-lhe graças por isso.
Nosso conhecimento sobre Jesus, deste modo, fica ampliado. E será mais ampliado ao longo deste Tempo Comum do Ciclo Litúrgico, em que consideraremos os mistérios da vida de Jesus. Saberemos sempre mais quem é Ele; seremos sempre mais atraídos por sua pessoa, por suas palavras, seus atos e obra salvadora.
_Padre Valdir Marques_

(10) – JESUS REPREENDEU-O, DIZENDO: “CALA-TE E SAI DESSE HOMEM”
«A Palavra de Deus é viva e eficaz, mais penetrante que uma espada de dois gumes» (Hb 4, 12). Com estas palavras, o apóstolo mostra toda a grandeza, força e sabedoria da Palavra de Deus aos que procuram a Cristo – a Ele que é a palavra, a força e a sabedoria de Deus. […] Quando pregamos esta Palavra de Deus, essa pregação dá à palavra exteriormente perceptível a força da Palavra interiormente percebida. Assim, os mortos ressuscitam (Lc 7, 22) e este testemunho faz surgir novos filhos de Abraão (Mt 3, 9). Esta Palavra é, por conseguinte, viva. É viva no coração do Pai, viva nos lábios do pregador, e viva nos corações cheios de fé e de amor. E, porque é uma Palavra viva, não há nenhuma dúvida de que também é eficaz.
Ela age com eficácia na criação do mundo, na sua governação e na sua redenção; pois nada há mais eficaz ou mais forte do que ela. «Quem poderá contar as obras do Senhor e apregoar todos os seus louvores? » (Sl 106, 2) A eficácia desta Palavra manifesta-se nas suas obras, e também na pregação. Porque ela «não volta sem ter produzido o seu efeito» (Is 55, 11), mas aproveita a todos a quem foi enviada.
A Palavra é, por conseguinte, eficaz e mais penetrante que uma espada de dois gumes, quando é recebida com fé e amor. Com efeito, nada é impossível para quem crê (Mc 9, 23), e nada é duro para quem ama.
_Balduíno de Ford (?-c. 1190)_

(11.1) – JESUS ENXERGA O “HOMEM” E NÃO O MAL QUE ESTÁ NELE!
Deus nos deu a vida e todas as condições para sermos felizes, porém, Ele respeita a nossa liberdade, nos deixa livres para fazermos as nossas escolhas!
Somos nós que tecemos a nossa vida, se queremos ser um belo tecido, temos que ter o cuidado de não nos deixar enganar pelas linhas falsas que nos são oferecidas por aí, linhas falsas, que podem comprometer a beleza e a resistência do nosso tecido. Jesus é o único fio que nos garantirá um belo e resistente tecido, Ele deve ser o fio condutor de todo o nosso ser!
O evangelho que a liturgia de hoje coloca diante de nós, vem nos falar de um Deus comprometido com a vida em toda a sua dimensão, um Deus libertador que se revelou plenamente na pessoa de Jesus!
O texto nos diz, que Jesus, num dia de sábado, entra numa sinagoga em Cafarnaum, junto com seus discípulos e começa a ensinar. O povo fica encantado com o seu jeito diferente de ensinar, pois Jesus falava com autoridade, diferente dos líderes religiosos daquela época, que falavam sem conhecimento, eles falavam somente o que ouviam dos outros.
Jesus falava com autoridade, porque falava do que Ele conhecia, falava e vivia o que ouvia do Pai.
A narrativa nos diz ainda, que na sinagoga havia um homem possuído por um espírito mal, cuja simples presença de Jesus o atormentava. Diante da presença de Jesus, ele gritou: “Que queres de nós Jesus Nazareno? Viestes para nos destruir? Eu sei que tu és o santo de Deus!” E Jesus, fonte de libertação, o intimou: “Cala-te e sai dele!”. A partir daquele momento, aquele homem, sente completamente liberto da escravidão que o impedia de ser ele mesmo.
Jesus, nesta sua ação libertadora, desmascara a mentalidade dos dirigentes religiosos, pois o seu olhar vai além dos limites impostos por eles, afinal, Jesus enxerga o homem e não o mal que está nele! O mal, Ele retira, e o homem, Ele traz de volta à vida!
Aquele homem possuído pelo espírito mau, representa todas as pessoas que estão na escuridão, que são impedidas de falar de agir como sujeitos da sua própria história, àqueles, cuja vida está sobre o total controle de quem os domina.
As palavras do Santo evangelho, nos convida a conhecermos a verdade que liberta e a viver esta verdade! Só assim, podemos também falar com autoridade e nos tornar caminho de libertação para o outro!
Jesus não quer que nenhum de nós, seja escravizado pelas forças do inimigo, por isto Ele nos ensina na prática, como cortar pela raiz, o mal que é originado da própria natureza humana: o pecado.
Não podemos negar a existência e a força do mal, o mal existe e está sempre a nos rondar, mas ele só ganha força em nós, quando nos distanciamos de Deus. O mal, não sobrepõe o bem, por isto é importante estarmos sempre embebidos no amor do Pai, na força do Filho e sob a luz do Espírito, só assim, estaremos protegidos do mal.
Saber que Jesus é Filho de Deus, todos sabem, até o inimigo, o que faz a diferença mesmo, é saber quem é o Filho de Deus! Conhecer Jesus, saber quais são as suas propostas, é o primeiro passo de quem quer fazer a melhor escolha para sua vida!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
_Olívia Coutinho_

(11.2) – ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE
VENCENDO O MAL
O Reino anunciado por Jesus provocou as forças do mal que reagiram de imediato. Sua pregação desmascarava a malignidade de tudo quanto redundava em escravidão para o ser humano e o impedia de se realizar e ser feliz. Jesus se sabia destinado a libertar os oprimidos e escravizados pelas forças diabólicas do mal.
Evidentemente, o processo de libertação não era fácil. Por um lado, os opressores não queriam abrir mão de suas intenções e métodos. Por outro lado, os oprimidos acabavam por se acostumar à sua situação, já não fazendo mais caso dela.
A libertação começava quando o escravo do mal se insurgia contra sua situação, com a ajuda de Jesus. Tratava-se de uma terrível luta interior! Às vezes, se pensava que a presença de Jesus só servisse para perturbar. Ele, porém, não se deixava intimidar e sua presença purificava o ser humano dos espíritos imundos que o flagelavam e contaminavam. Livres de toda escravidão, os beneficiários de Jesus tornavam-se sinal do poder efetivo do Reino.
Toda a vida de Jesus foi perpassada de luta contra as forças demoníacas do mal. Com sua palavra, ele as desarticulava, fazendo o Reino dar seus frutos na história humana. Jesus não cruzava os braços ao se deparar com quem era vítima do mal e do pecado. Sua presença fazia o dinamismo libertador do Reino entrar em ação.
Oração:
Senhor Jesus, afasta para longe de mim o mal que me impede de ser livre e fazer-me servidor do Reino.
_Igreja Matriz de Dracena_
(11.3) – JESUS ENSINAVA COM AUTORIDADE
O milagre relatado nesta passagem de Marcos situa-se no contexto de um gênero literário empregado abundantemente em outros autores: descrição do estado do enfermo, autoridade soberana e poderosa de Jesus, eficácia iminente de sua Palavra ou de seu gesto e, finalmente, a reação da multidão. Uma forma literária desse tipo tem como finalidade revelar o poder de Jesus.
Na descrição dos milagres de Jesus, Marcos se contenta frequentemente com esse tipo de poder. Ele o descreve sobretudo em oposição ao influxo exercido até então pelos demônios. Para a mentalidade de seu tempo, a humanidade estava submetida aos “espíritos impuros”, que são a causa das enfermidades e da morte. Deus, porém, deve colocar fim a esse império tirânico por meio de seu enviado, o Santo de Deus. Para Marcos o milagre é a arma por excelência do enviado de Deus contra o poder dos espíritos impuros, aos quais ele ataca precisamente aí onde deixam de manifesto sua presença: a enfermidade e a morte. É bom revalorizar o poder com que Jesus se manifesta como enviado de Deus. Parece que, ao menos em Marcos, esse poder é já o da Ressurreição. O milagre é compreendido em referência ao mistério pascal, isto é, ao poder da ressurreição. É a vida que vence a morte: uma vida plena para todos.
_Claretianos_

(11.4) – CALA-TE E SAI DELE!
Com este gesto de expulsão do demônio, Jesus deixa-nos uma promessa e a certeza: Estes milagres acompanharão os que crerem: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas (Marcos 16, 17).
Por outra que também muitas coisas do mau podem influenciar o nosso dia a dia como por exemplo, a mentira, a inveja, o orgulho, a infidelidade com o irmão, a falsidade, etc. Tudo isso é ação do mal dentro de nós, se nos deixarmos ser conduzidos por estes sentimentos e por essas más inclinações ficaremos longes de Deus e ao ficarmos longe do Senhor o nosso dia tende a ser péssimo e se o dia é péssimo a semana também pode ser o mês e o ano podem ser péssimos.
No evangelho de hoje Jesus expulsa o mau de um homem. Trata-se de uma possessão e Jesus ordena para que o Espírito mau se cale e no mesmo instante o homem é liberto. Jesus nos deixou a graça de lutarmos contra o mau, quando percebemos que estamos agindo com o mau devemos também repreender esse mau dentro nós, quando começo a mentir, quando começo a sentir inveja de alguém, quando eu começo até mesmo a me desanimar e a me culpar eu devo dizer assim: Senhor Jesus em teu nome eu repreendo todo espírito de desânimo, mentira, inveja etc.
Percebem que o nome de Jesus deve vir em primeiro lugar, assim evitaremos lutar diretamente contra o mal, por isso dizemos o nome de Jesus em primeiro lugar, pois assim colocamos Jesus a nossa frente, Ele mesmo vai combater o espírito mau que nos guia para fazer uma ação contra alguém ou contra nós mesmos, podemos também repreender em nome de Jesus todas as pragas lançadas contra nós, todos os olhares que são lançados contra nós dizendo: Senhor Jesus eu repreendo essas palavras e esses olhares.
O ensinamento de hoje é muito importante para o nosso dia a dia, devemos colocar Jesus à frente sempre, se não o fizermos assim acumularemos fracassos, derrotas atrás de derrotas porque estaremos aceitando o mau em nós e seu dia será ruim e assim sucessivamente, por isso Jesus nos disse que todos esses milagres acompanharão aqueles que acreditarem em seu nome, por isso a partir de hoje proclame o nome de Jesus na sua vida, em tudo repreenda a ação do mau e o inimigo fugirá de vós. Tiago 4, 7.
A autoridade com que Jesus falava e realizava milagres chamava a atenção das pessoas. Embora houvesse muitos mestres e se tivesse notícia de indivíduos capazes de operar prodígios, ele se distinguia de todos os demais. Não era um milagreiro qualquer, nem um rabi como tantos outros.
Em que consistia a sua originalidade?
As palavras e a ações de Jesus apontavam para algo que o superava. Não correspondiam àquilo que se podia esperar de um ser humano comum. Por exemplo, o modo como se defrontava com os espíritos imundos, e os submetia destemidamente, tinha algo de insólito. O segredo de tudo isto é que Jesus era detentor de um poder, recebido de Deus. Era o Pai mesmo quem agia por meio do Filho. Por isso, o povo percebia existir algo de especial no que ele fazia. O próprio Jesus afirmava não agir por conta própria, e sim, por iniciativa divina. Jamais dissera estar nele a fonte de seu poder. Antes, buscava sempre levar seus ouvintes e espectadores a atribuir a Deus tudo o que viam e ouviam. As ações do Mestre eram verdadeira revelação do Pai.
Ao constatar que Jesus ensinava, com autoridade, uma doutrina nova, as pessoas podiam reconhecer, logo, a ação de Deus no meio delas.
E quando tu falas o que as pessoas reconhecem nas tuas palavras?
_Canção Nova_

(11.5) – CALA-TE E SAI DELE
Jesus tem como costume ensinar nas sinagogas e o conhecimento da fé é a maior arma que o cristão tem para vencer o mal e o pecado, pois não só nos mostra o caminho para chegarmos até Deus e o valor da verdade para nós, além de nos revelar o amor que Deus tem por nós e a necessidade que temos de corresponder a esse amor por uma vida santa para que possamos vencer toda sorte de mal que venha a acontecer em nossas vidas e sentirmos o poder amoroso de Deus que se faz presente na vida de todas as pessoas que acolhem o que Jesus veio revelar a respeito de Deus e do seu Reino.
Jesus ordenou que o demônio reconhecesse o seu lugar. O ser humano era especial para Deus e, por isso, nenhum a força do mal poderia destruí-lo ou dele se apossar. É o amor de Deus por nós que se manifesta nesse gesto de Jesus. É o cuidado e o zelo que Ele tem para conosco, a esperança de que podemos ser mais do que mostramos ser.
Qual é o cuidado que você tem pelas coisas de Deus?
Como você se abastece desse amor de Deus?
Onde você tem colocado a sua segurança?
_Ruymar_

(11.6) – JESUS EXPULSA O DEMÔNIO
Bom dia!
Essa passagem traz ao nosso refletir de hoje alguns pensamentos:
Por que o Senhor pediu para que o espírito mau se calasse e não o revelasse como filho de Deus?
Possibilidades… Sugiro alguns pensamentos:
1) TALVEZ NÃO QUISESSE JESUS QUE AS PESSOAS MUDASSEM DE OPINIÃO QUANTO A ELE AO DESCOBRIR QUEM DE FATO ERA.
Quantos de nós já tivemos pensamentos preconceituosos ou cheios de pré-conceitos, e quando deparamos com a verdade fomos tomados de profundo remorso pelo que de fato era verdade?
Quantas vezes ouvimos ou lemos nos evangelhos os mestres da lei questionar quem era Ele e com que autoridade perdoava os pecados?
Jesus talvez não quisesse um tratamento diferenciado por ser Deus, pois aos seus olhos e a luz dos seus ensinamentos, não haveria diferenças entre as pessoas.
Trazendo à tona um dos temas passados da campanha da fraternidade “Não podemos servir Deus e ao dinheiro”, quantos de nós temos um tratamento para os que nos interessam e olhos fechados àqueles que não têm nada para nos dar. Não podemos esquecer que esse ano passado era eletivo, vimos pessoas nos tratar bem, pensando apenas no nosso voto. Jesus não desejava interesseiros.
“Meus irmãos, na vossa fé em nosso glorioso Senhor Jesus Cristo, guardai-vos de toda consideração de pessoas. Suponde que entre na vossa reunião um homem com anel de ouro e ricos trajes, e entre também um pobre com trajes gastos; se atenderdes ao que está magnificamente trajado, e lhe disserdes: Senta-te aqui, neste lugar de honra, e disserdes ao pobre: Fica ali de pé, ou: Senta-te aqui junto ao estrado dos meus pés, não é verdade que fazeis distinção entre vós, e que sois juízes de pensamentos iníquos? Ouvi, meus caríssimos irmãos: porventura não escolheu Deus os pobres deste mundo para que fossem ricos na fé e herdeiros do Reino prometido por Deus aos que o amam”? (Tiago 2, 1-5).
2) TALVEZ O SENHOR DESEJASSE QUE A DESCOBERTA FOSSE INDIVIDUAL COMO FOI A DE PEDRO.
Certa vez minha tia disse que “quem não cola não sai da escola” como uma condição para justificar as vezes que não consegui entender o conteúdo.
Sim! Muitos colaram durante a escola, continuaram faculdade adentro, no trabalho, ao assinar como seu, o trabalho e o esforço de outro (…). Talvez aos olhos desse mundo, essas pessoas possam ter tido ótimas oportunidades e com elas puderam crescer, mas algo não sai da minha mente: Será que aprenderam?
Não adianta pegar carona na fé dos outros, precisamos nós, individualmente, reconhecer o Senhor e assim conseguir tocá-LO. Às vezes por fraqueza e autoestima em baixa e demasiada confiança nos outros vivemos uma fábula que aprendi chamar assim: “Reze por mim meu irmão, pois tenho maior fé em SUA fé”.
Quantos pais e mães atravessam a cidade para levar seus filhos a uma benzedeira, pois a fé em sua própria benção não foi aprendida?
Fé não se cola! Não colocando méritos ou deméritos na benzedeira, se é correto ou não, mas de certa forma ela fez o seu dever de casa.
Pergunto: Como posso condicionar a felicidade do meu dia ao que li no horóscopo do jornal?
A forma que Jesus ensinava, deixando que o descobríssemos pela fé era o que de fato encantava as pessoas. Conheço a história de um renomado escritor que resolveu provar que Jesus não poderia ter sido real. Esse estudioso, que se denominava o cético dos céticos, ao parar de colar sobre o que falavam de Jesus, começou uma verdadeira caça a Ele, mas única vítima foi seu próprio coração. Ao concluir suas pesquisas, profundamente encantado pelo homem de Nazaré, se rendeu dizendo:
“Agradeço a Deus por me emprestar diariamente o coração que pulsa, o oxigênio que respiro, o solo em que caminho e milhões de itens para que eu exista. Ele suportou meu cético ateísmo, me levou a encontrar a Sua assinatura atrás da cortina da existência e me fez enxergar que Seu sonho de ver a espécie humana unida, fraterna e solidária é o maior de todos os sonhos.” (Augusto Cury)
Procure-O! Veja o que acontece!
Um imenso abraço fraterno!
_Alexandre Soledade_

(11.7) – JESUS FALAVA COM AUTORIDADE
Sempre me perguntei como era o ensinamento dos Mestres da Lei, ao meditar esse evangelho, pois o povo acabara de encontrar algo novo, um pregador diferente que não precisava de referências outras, para ter credibilidade.
Os Mestres da Lei também falavam bonito, mas eles o faziam com a autoridade da tradição, da Lei, dos Profetas e todos os Santos homens que o precederam. Não era uma autoridade própria que os levava a falar, mas ensinamentos e exortações embasadas nas escrituras, e nem poderia ser diferente por isso confirmavam com um “Conforme está escrito”, “Conforme falou o profeta”, “Conforme disse nosso Santo Patriarca”. Sem essas referências, aquilo que falavam cairia no vazio, nunca poderiam falar por eles mesmos…
Por acaso não fazemos isso em nossas comunidades, quando queremos que aquilo que falamos, tenha credibilidade e aceitação?
“Foi o Padre que falou”, “Foi o Coordenador que falou”, “Isso quem disse foi o Diácono, ou o Ministro da Palavra”.
Se houver algum questionamento, a gente sai ileso, porque não fomos nós que falamos, apenas transmitimos o que outro falou. E quando falta incoerência daquele que anuncia, somente o que o outro falou, e falta testemunho de vida, o pessoal costuma dizer que se trata de “Bagre ensaboado”, sai sempre liso e nunca se compromete com aquilo que anuncia…
Assim eram os nossos amigos Mestres da Lei, que sabiam, mas não viviam quase nada daquilo que pregavam e ensinavam.
Jesus fala com autoridade própria, Ele não precisa embasar aquilo que diz, na tradição das Escrituras, ou na Lei e nos Profetas, ele até as cita em algumas passagens, mas para refrescar a memória dos seus interlocutores. Mas o grande diferencial é que ele VIVE tudo o que anuncia e ensina.
A sua autoridade vem do alto, Nele Deus não manda mais recados, mas fala claramente. Por isso que na sinagoga nesse dia, Deus confirmou essa autoridade única e legítima de Jesus, quando até um espírito mal, que dominava um irmão presente naquela celebração, reconheceu e se submeteu à sua autoridade “Eu sei quem tu és, Tu és o Santo de Deus!”. Mas Jesus não se deixa levar por títulos, ainda que seja a mais pura verdade, e intimou o espírito “Cala-te e sai dele”.
Sempre que anunciamos Jesus Cristo, seu reino e seu Santo Evangelho, mas não o vivemos em nosso dia a dia, incorremos no mesmo grave erro dos Doutores da Lei. Mas sempre que nos esforçamos, por viver, pelo menos um pouco daquilo que cremos e anunciamos aos outros, essa autoridade do alto está em nós, e nossas palavras movidas pela Graça, tem sim o poder de tocar no coração dos ouvintes.
_Diácono José da Cruz_

(11.8) – A AUTORIDADE DE JESUS
A autoridade de Jesus provinha da Sua firmeza e convicção no poder de Deus que se manifestava n’Ele e também porque punha em prática aquilo que pregava. Assim sendo, Ele procurava as pessoas que eram prisioneiras e estavam sob o domínio dos espíritos maus e não se deixava acovardar porque tinha consciência do poder que Deus lhe concedera e da missão que lhe havia sido entregue. Até os demônios O temiam, pois sabiam que Ele era o Santo de Deus. Isso despertava a admiração do povo que frequentava a sinagoga.
As obras que Jesus realizava naquele tempo, também hoje Ele as realiza. Ele veio nos tirar das garras dos espíritos maus que teimam em desafiar os homens, mas não podem com Deus.
As obras que Jesus realizava naquele tempo, também hoje Ele as realiza, e para isto, nós somos seus instrumentos. Em Nome de Jesus, nós também poderemos expulsar o mal e calar a boca dos impertinentes. Mas, precisamos refletir: se Jesus veio nos restituir a dignidade de filhos de Deus, irmãos Dele; se Ele nos deu o Seu Espírito Santo que tem poder de fazer e desfazer; por que então nós também não usamos da autoridade que Ele nos dá para realizar milagres e prodígios?
Autoridade tem quem presta serviço e quem vivencia o que prega. Para que os ensinamentos que nós damos a alguém tenham credibilidade devem ser acompanhados da nossa ação e do nosso testemunho fiel ao que pregamos. Resta-nos, então, perceber que Jesus tinha autoridade porque não só ensinava, mas agia. A nossa autoridade nos vem do nosso testemunho, da nossa firmeza e convicção.
– Qual a diferença entre falar e agir?
– Você é uma pessoa que tem autoridade ao falar?
– As pessoas lhe dão crédito?
– Você tem agido da mesma forma como você ensina aos outros a agir?
– Quais as obras que Jesus tem realizado em você e na sua família?
– Você também espalha a fama de Jesus contando as coisas boas que Ele já lhe fez?
_Helena Serpa_

(16) – TODOS FICARAM ADMIRADOS COM SEU ENSINAMENTO, POIS ELE OS ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE, NÃO COMO OS ESCRIBAS
Hoje, primeira terça-feira do tempo comum, São Marcos apresenta-nos Jesus ensinando na sinagoga e, ato seguido, comenta: «Todos ficaram admirados com seu ensinamento, pois ele os ensinava como quem tem autoridade, não como os escribas» (Mc 1, 22). Essa observação inicial é impressionante. De fato, a razão dessa admiração dos ouvintes, por um lado, não é a doutrina, senão o mestre; não aquilo que se explica, senão Aquele que o explica; e, por outro lado, não é já o predicador visto globalmente, senão remarcado especificamente. Jesus ensinava «com autoridade», quer dizer, com poder legítimo e irrecusável. Essa particularidade fica ulteriormente confirmada por meio de uma nítida contraposição: «Não como os escribas».
Mas, num segundo momento, a cena da cura do homem possuído por um espírito maligno incorpora à motivação admirativa pessoal o dado doutrinal: «Que é isto? Um ensinamento novo, e com autoridade» (Mc 1, 27). Porém, notemos que o qualificativo não é tanto de conteúdo quanto de singularidade: a doutrina é «nova». Está é outra razão de contraste: Jesus comunica algo inaudito (nunca como aqui este qualificativo tem sentido).
Acrescentamos uma terceira advertência. A autoridade provém, também, do fato que a Jesus «até os espíritos imundos lhe obedecem». Estamos diante de uma contraposição tão intensa quanto as duas anteriores. À autoridade do Mestre e à novidade da doutrina há que somar a força contra os espíritos do mal.
Irmãos! Pela fé sabemos que esta liturgia da palavra nos faz contemporâneos do que acabamos de escutar e que estamos comentando. Perguntemo-nos com humilde agradecimento:
– Tenho consciência de que nenhum outro homem tenha jamais falado como Jesus, a Palavra de Deus Pai?
– Me sinto rico de uma mensagem que não tem comparação?
– Dou-me conta da força libertadora que Jesus e seu ensino tem na vida humana e, mais precisamente na minha vida?
Movidos pelo Espírito Santo, digamos ao nosso Redentor: Jesus-vida, Jesus-doutrina, Jesus-vitória, faz que, como lhe comprazia dizer ao memorável Ramon Llull, vivamos na continua “maravilha” de Você!
_Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret_

(17) – JESUS EM CAFARNAUM
Em sua peregrinação, Jesus e os Apóstolos entram na cidade de Cafarnaum. “Caphar” significa campo, “naum” consolação ou formoso.
Neste campo de consolação, suas palavras causam impacto, deixando muitos “extasiados com a sua pregação, porque lhes ensinava com autoridade e não como os escribas” (v. 22). No dizer de S. Jerônimo, “ele ensinava como Senhor, não se apoiando em outra autoridade superior, mas a partir de si mesmo”. Suas palavras soavam no íntimo de seus corações, convocando-os a uma transformação interior. Ele falava como mestre qualificado para decidir questões importantes da vida e para exortar, com autoridade própria, seus ouvintes. Com firmeza e, profundo conhecimento dos corações, ele dizia: “Não julgueis para não serdes julgados”.
Mas o que impactava era o modo livre de falar, sua liberdade em interpretar a Lei e os profetas. Falava com autoridade (ecsousia). Não se baseava nas opiniões dos rabinos, nem mesmo nas orientações de Moisés ou de algum dos profetas. Reconheciam-no como um legislador divino, falando a partir dele mesmo. Admirados, eles se sentem chamados a buscar um sentido novo de vida, não se prendendo à ambição do querer, nem ao desejo de glórias. Muitos dos que o ouviam, guiados pelo amor inefável de Deus, descobrem-se úteis aos irmãos, aos quais devem servir na generosidade de um coração despretensioso.
A pessoa de Jesus, grandeza de Deus, é reconhecida na história individual de cada um deles. Sua palavra, por ser verdadeiramente palavra, anuncia uma intervenção pessoal; Ele não é intérprete, é Senhor, que leva ao encontro com Deus, a professar a fé em sua encarnação (sárkwsis) e na deificação (théwsis) ou santificação do homem. Experiência religiosa e mística, presença do homem diante do rosto amoroso de Deus. A surpresa era grande, porque o contato com Jesus, falando e agindo, não apenas anunciava o Reino de Deus como estando próximo, mas proclamava a sua vinda imediata em sua própria pessoa.
_Dom Fernando Antônio Figueiredo_

COMEMORA-SE NO DIA 13/Jan

(5) – SÃO HILÁRIO DE POITIERS
Hilário era francês, nasceu em 315, de família rica e pagã, recebendo educação e instrução privilegiada. Sua busca por respostas levou-o ao caminho da fé. Fez-se batizar aos trinta anos de idade, junto com a esposa e a filha e passou a levar uma vida familiar guiada pelos preceitos cristãos.
Hilário viveu numa fase onde a Igreja sofria com a heresia ariana, uma doutrina que negava a divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo. Com palavras e escritos, ele defendeu amorosamente a plenitude de Jesus, Homem e Deus.
Sua ação era tão bonita que o povo o escolheu para ser bispo. Foi difícil aceitar o cargo, pois para isso precisava deixar de lado os cuidados com a família de sangue. Mas a fé falou mais alto e Hilário foi ordenado bispo de Poitiers, de onde lutou contra a expansão do arianismo.
Hilário foi perseguido pelos imperadores e sofreu o exílio. No Oriente, longe dos seus, aproveitou para estudar a língua grega. Corajoso, durante o exílio de cinco anos, escreveu livros contra os imperadores e contribuiu para a teologia da revelação.
De volta para a França, fez o casamento da filha e ajudou a esposa a entrar num convento. Faleceu em 367, quando passou a ser venerado como santo. Recebeu o título de doutor da Igreja.
REFLEXÃO:
Os Doutores da Igreja são certo homens e mulheres que são reverenciados pela Igreja pelo especial valor dos seus escritos, pregações e a santidade de suas vidas. Cada um deles deu uma contribuição especial e muito valiosa a fé, ao entendimento dos evangelhos, da doutrina e de Jesus.
_Padre Evaldo César de Souza_

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

I SEMANA DO TEMPO COMUM *
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
_.

Antífona da entrada
Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
_.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Acolhei a palavra de Deus não como palavra humana, mas como mensagem de Deus, o que ela é, em verdade! (1Ts 2, 13).

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
Conforme nos orienta a IGMR, no Cap. II, LETRA B, números 69, 70 e 71, vamos deixar que cada Comunidade possa realizar a sua Oração Universal colocando nela, a sua realidade comunitária, não devendo esquecer que, normalmente serão estas as séries de intenções, além das pessoais de cada um, caso seja dada a oportunidade pelo celebrante ao povo de se expressar:
a) Intenções pelas necessidades da Igreja;
b) Intenções pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) Intenções pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) Intenções pela comunidade local;
e) Intenções pessoais da comunidade.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda do vosso povo; que ela nos obtenha a santificação e o que confiantes vos pedimos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eu vim para que tenham a vida e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10, 10).

Oração depois da Comunhão
Deus todo-poderoso, que refazeis as nossas forças pelos vossos sacramentos, nós suplicamos a graça de vos servir por uma vida que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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