Liturgia Diária 16/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
16/Jan/2015 (sexta-feira)

Vendo a fé que tinham, Jesus perdoou

LEITURA: Hebreus (Hb) 4, 1-5.11: A fé introduz no repouso de Deus
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 1 tenhamos cuidado, enquanto nos é oferecida a oportunidade de entrar no repouso de Deus, não aconteça que alguém de vós fique para trás. 2 Também nós, como eles, recebemos uma boa nova. Mas a proclamação da palavra de nada lhes adiantou, por não ter sido acompanhada da fé naqueles que a tinham ouvido, 3 enquanto nós, que acreditamos, entramos no seu repouso. É assim como ele falou: “Por isso jurei na minha ira: jamais entrarão no meu repouso”. Isso, não obstante as obras de Deus estarem terminadas desde a criação do mundo. 4 Pois, em certos lugares, assim falou do sétimo dia: “E Deus repousou no sétimo dia de todas as suas obras”, 5 e ainda novamente: “Não entrarão no meu repouso”. 11 Esforcemo-nos, portanto, por entrar neste repouso, para que ninguém repita o acima referido exemplo de desobediência. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 78 (77), 3.4bc. 6c-7. 8: As lições da história de Israel (Poema. De Asaf.)
7c Não vos esqueçais das obras do Senhor!
3 Tudo aquilo que ouvimos e aprendemos, e transmitiram para nós os nossos pais, 4b à nova geração nós contaremos: 4c as grandezas do Senhor e seu poder.
6c Levantem-se e as contem a seus filhos, 7 para que ponham no Senhor sua esperança; das obras do Senhor não se esqueçam, e observem fielmente os seus preceitos.
8 Nem se tornem, a exemplo de seus pais, rebelde e obstinada geração, uma raça de inconstante coração, infiel ao Senhor Deus, em seu espírito.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 2, 1-12: Cura de um paralítico
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
1 Alguns dias depois, Jesus entrou de novo em Cafarnaum. Logo se espalhou a notícia de que ele estava em casa. 2 E reuniram-se ali tantas pessoas, que já não havia lugar, nem mesmo diante da porta. E Jesus anunciava-lhes a Palavra. 3 Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens. 4 Mas não conseguindo chegar até Jesus, por causa da multidão, abriram então o teto, bem em cima do lugar onde ele se encontrava. Por essa abertura desceram a cama em que o paralítico estava deitado. 5 Quando viu a fé daqueles homens, Jesus disse ao paralítico: “Filho, os teus pecados estão perdoados”. 6 Ora, alguns mestres da Lei, que estavam ali sentados, refletiam em seus corações: 7 “Como este homem pode falar assim? Ele está blasfemando: ninguém pode perdoar pecados, a não ser Deus”. 8 Jesus percebeu logo o que eles estavam pensando no seu íntimo, e disse: “Por que pensais assim em vossos corações? 9 O que é mais fácil: dizer ao paralítico: ‘os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega a tua cama e anda’? 10 Pois bem, para que saibais que o Filho do Homem tem, na terra, poder de perdoar pecados disse ele ao paralítico: 11 eu te ordeno: levanta-te, pega tua cama, e vai para tua casa!” 12 O paralítico então se levantou e, carregando a sua cama, saiu diante de todos. E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontra neste ambiente virtual.
Rezamos, em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet, nossas portas e janelas para que tu possas entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de nossos caminhos, as cores de nossas palavras e gestos, a dimensão de nossos projetos, o calor de nossos relacionamentos e o rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que a Palavra diz para mim?
Muitos, entre nós, não têm condições para encontrar a Cristo.
São pessoas que precisam de alguém que já fez a experiência do encontro com Deus para acompanhá-las até a casa onde Jesus as espera.
Às vezes, sou eu a pessoa necessitada de ajuda, mas devo também ser aquela que ajuda a quem precisa. Vou procurar na minha comunidade um ministério, movimento ou pastoral em que possa me engajar. Existem pastoral da saúde, da educação, da evangelização, da criança, da juventude, da comunicação e tantas outras. Vou dar também minha colaboração.
Os bispos, em Aparecida, falaram de uma “conversão pastoral”. Veja o que queriam dizer: “A conversão pastoral de nossas comunidades exige que se vá além de uma pastoral de mera conservação para uma pastoral decididamente missionária. Assim, será possível que “o único programa do Evangelho siga introduzindo-se na história de cada comunidade eclesial” com novo ardor missionário, fazendo com que a Igreja se manifeste como uma mãe que nos sai ao encontro, uma casa acolhedora, uma escola permanente de comunhão missionária.” (DAp 370).
Existe “conversão pastoral” na minha comunidade?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio na Bíblia, atentamente, o texto: Mc 2, 1-12.
Entre as pessoas sofridas na sociedade onde Jesus vivia, estavam também os paralíticos. Impedidos pela própria doença, não tinham como se aproximar dele. Além disso, havia um grupo de pessoas “instaladas na casa”, ao redor de Jesus, que impediam a entrada de outros. Era necessária uma “conversão pastoral”. Havia, também, pessoas que, pela fé, descobriam formas para aproximar os sofredores de Jesus. O Evangelho diz que “vendo a fé que eles tinham” curou o homem. O Mestre não queria sentir-se prisioneiro de ninguém: ele veio para todos. Não só curou o doente, mas perdoou-lhe os pecados. A libertação foi total.
– Você confia em que Deus vai curar seu coração?
– Mas procura também fazer sua parte?
– Sabe agradecer o dom da fé?
– Quem tem “coração de pedra”?
– Você glorifica a Deus pelas maravilhas que realiza em seu coração?

E a VIDA (Orar)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Senhor, ao meu coração, se substitua o teu.
Ao meu amor a Deus, ao próximo, a mim mesmo, se substitua o Teu.
(Bem-aventurado Alberione)

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Meu olhar deste dia será iluminado pela presença de Jesus Cristo, acolhido no meu coração e no coração das demais pessoas.

REFLEXÕES

(7) – QUEM PODE PERDOAR OS PECADOS?
A cura do paralítico é o primeiro episódio de uma seção denominada, no evangelho de Marcos, de “controvérsias galileanas”, cuja finalidade é apresentar as dificuldades enfrentadas por Jesus, por causa dos seus opositores, na realização da sua missão. A questão da controvérsia, aqui, é o perdão dos pecados.
Quem pode perdoar os pecados?
No centro do relato, contudo, está a fé dos quatro homens anônimos que carregam o paralítico e o conduzem até Jesus. A fé, aqui, aparece na atitude prática daqueles quatro homens que fizeram todo o possível para o paralítico estar diante de Jesus.
Por que tanta gente procurava Jesus?
Porque o ensinamento de Jesus fazia sentido e dava sentido à vida; comunicava um sopro que despertava a fé na vida. Para a mentalidade da época, a enfermidade estava relacionada com o pecado. A oposição a Jesus aparece na forma de murmuração e na acusação de blasfêmia. Mas o Senhor, que vê o que está oculto, revela a maldade dos seus opositores e os convida a mudar de mentalidade, a superar a rigidez do preconceito e a dureza do coração para chegarem à fé que permite reconhecer que Deus perdoa os pecados através do seu Filho.
ORAÇÃO:
Pai, cura os pecados que me paralisam e me impedem de caminhar para ti. Realiza em minha vida a maravilha do perdão.
_Padre Carlos Alberto Contieri_

(7) – LEVE A PALAVRA DE DEUS A QUEM ESTÁ PARALISADO NA FÉ
Não importa a dificuldade, não importa em que estado de paralisia este e aqueles se encontrem, o importante é que sejamos essas mãos que levam aqueles que estão paralisados na fé ao encontro do Senhor!
“E Jesus anunciava-lhes a Palavra. Trouxeram-lhe, então, um paralítico, carregado por quatro homens” (Marcos 2, 2-3).
Amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, a Palavra de Deus hoje nos mostra duas realidades:
– A primeira delas são as multidões, as pessoas e os corações que se sentem atraídos pela Palavra do Senhor. A Palavra de Deus é eficaz, atrai os corações que estão sedentos de uma vida nova, de uma renovação de vida, por isso muitas pessoas se interessam por ouvir Jesus, por ouvir Suas palavras, por ouvir o que Ele está anunciando.
– A segunda coisa é que, enquanto a Palavra de Deus é anunciada e proclamada, os prodígios de Deus acontecem, os corações são curados e a vida das pessoas é restaurada.
O nosso coração vai se transformando à medida que nos deixamos tocar pela Palavra que sai de Jesus: a Palavra Viva de Deus.
Ao mesmo tempo em que o Senhor anunciava a Palavra trouxeram-Lhe um homem paralítico, porque, na verdade, esse homem desejava chegar até Jesus, mas ele não tinha como fazer isso. Ele estava imobilizado, suas pernas estavam paralisadas e ele precisava de ajuda, por isso quatro homens o carregaram para que ele pudesse chegar até Jesus.
Veja que dificuldade: a multidão que está ao redor de Jesus é muito grande. Como passar no meio daquele povo para fazer com que esse homem chegasse até a fonte da Palavra (a boca de Jesus)? Ao não conseguirem fazer isso, eles vão por cima do telhado, descobrem o teto daquela casa para que por ali o paralítico pudesse passar e chegar até Jesus.
Deixe-me dizer uma coisa a você: nós, muitas vezes, também estamos paralisados; há uma paralisia interior que nos deixa presos, amarrados e nós não conseguimos chegar até Jesus, não conseguimos chegar até a Sua Palavra. Os pecados paralisam a nossa vida aos poucos. E se deixamos que os pecados vão se embrulhando dentro de nós, aos poucos as coisas de Deus e a graça d’Ele em nós vão ficando paralisadas também em nosso interior.
Quantos de nós já fomos de algum movimento da Igreja, tínhamos gosto por participar da Santa Missa, por ouvir a Palavra de Deus, mas, aos poucos, o coração foi perdendo o gosto, o sabor e a atração pelas coisas de Deus. Sabemos que, em nossas casas, em nossa família, entre nossos amigos, inclusive algumas pessoas que já nos levaram para Deus, hoje também estão paralisados, estão paralíticos das pernas e do coração. E somos nós que precisamos ser essa fonte que os leve até a boca de Deus, nem que seja preciso ser feito um milagre, algum sacrifício para isso; nem que seja preciso “passar por cima do telhado”.
Não importa a dificuldade, não importa em que estado de paralisia este e aqueles se encontrem, o importante é que sejamos essas mãos que levam aqueles que estão paralisados na fé ao encontro do Senhor! E se essa paralisia atingiu a nós, peçamos ajuda, socorro. O que não podemos é ficar parados, precisamos ir à fonte, à boca de Jesus para ouvir Sua Palavra que nos cura, nos salva e nos transforma!
Deus abençoe você!
_Padre Roger Araújo_

(8) – SOB O PESO DO PECADO
A insistência sobre o tema do perdão dos pecados chama a atenção, na cena da cura do homem paralítico. Assim que Jesus o vê descer através de um buraco aberto no teto, declara que seus pecados estão perdoados.
Esta declaração provoca alguns escribas que estavam por perto. Para eles, a palavra do Mestre soava como uma verdadeira usurpação de algo reservado exclusivamente a Deus. Portanto, Jesus era um blasfemo!
A maneira como ele rebate a maledicência dos escribas é significativa: cura o paralítico para provar que “o Filho do Homem tem, na Terra, o poder de perdoar os pecados”.
O gesto poderoso de cura parece insignificante diante do poder maior de perdoar os pecados. E Jesus, de certo modo, parece sentir-se mais feliz por perdoar os pecados do que por curar.
Por quê?
O perdão dos pecados tem, também, uma função terapêutica. Trata-se da cura do ser humano na dimensão mais profunda de sua existência, ali onde acontece seu relacionamento com Deus. Sendo esta dimensão invisível aos olhos, as pessoas tendem a se preocupar mais com as dimensões aparentes de sua vida, buscando a cura quando algo não está bem no âmbito corporal. Jesus vê além, preocupando-se por libertar quem pena sob o peso do pecado, mais do que sob o peso da doença.
O primeiro é muito mais grave. Permanecer no pecado significa viver afastado de Deus e correr o risco de ser condenado. Este é o motivo por que o Mestre, antes de mais nada, que ver o ser humano liberto de seus pecados.
Oração:
Pai, cura os pecados que me paralisam e me impedem de caminhar para ti. Realiza em minha vida a maravilha do perdão.
_Padre Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“E ficaram todos admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim” (Mc 2, 12bcd).
No Tempo do Natal após a Epifania consideramos, por meio da Liturgia da Palavra, as diferentes maneiras com que Deus vai revelando aos homens quem é Seu Filho Encarnado.
Vimos também como Jesus mesmo foi-se dando a conhecer por meio de ações, curas, exorcismos, gestos, palavras e ensinamentos.
Hoje entramos numa questão que acompanhou Jesus por toda a sua vida pública: o confronto com seus adversários.
No Evangelho de hoje vemos Jesus perdoando os pecados do paralítico que a Ele levaram para que o curasse. Ora, antes de curá-lo, Jesus revela que tem poder de perdoar os pecados. Era necessário que dissesse isto, porque a paralisia era considerada punição divina pelos pecados da pessoa. Ela precisava primeiro ser purificada de seus pecados, e então ser curada.
Dizendo que podia perdoar os pecados daquele homem, Jesus demonstra ter um poder que homem algum tinha demonstrado, pois somente Deus podia perdoar os pecados.
Revelando-se com este poder aos mestres da Lei presentes àquele encontro do paralítico com Jesus, provocou imediatamente a questão: como Jesus, um homem – aparentemente igual a todos os outros – pode ter a ousadia de se atribuir o poder de perdoar os pecados, o que somente Deus podia fazer?
O Evangelho dá a entender que os mestres da Lei ficaram incomodados com estas palavras de Jesus, ao invés de se maravilharem de que alguém fosse mandado por Deus ao mundo com este poder que só Deus tem. Na verdade, os mestres da Lei já se tinham posicionado contra Jesus, e naquele momento estavam dispostos a contradizê-lo fosse como fosse.
Mas Jesus, passando por cima da mesquinharia dos mestres da Lei, responde-lhes no modo devido, perguntando: “O que é mais fácil? Dizer ao paralítico: ‘Os teus pecados estão perdoados’, ou dizer: ‘Levanta-te, pega tua cama e anda?’” (Mc 2, 9).
Jesus por fim, provou que tinha poder de perdoar os pecados – como sempre nos perdoa também – curando o paralítico.
Notemos as atitudes provocadas naquele público: enquanto os mestres da Lei saíram confundidos e incomodados, todos os outros ficaram admirados e louvavam a Deus, dizendo: “Nunca vimos uma coisa assim” (Mc 2, 12bcd).
O Filho de Deus veio ao mundo para fazer coisas nunca vistas pelos homens.
Sua maior realização será obter de Deus Pai o perdão do pecado de toda a humanidade. Isto, sim, ninguém viu um homem fazer antes.
No paralítico do Evangelho de hoje vejamos nossa imagem.
Como ele era pecador – Jesus mesmo o deu a entender – nós somos todos pecadores.
Como Deus tem misericórdia e quer o perdão de todos os pecadores, nós, pecadores, somos objetos da solicitude e bondade divinas: para nós Deus se inclina, e antecedendo a nossos pedidos de perdão, dispõe-se a nos perdoar. Perdoando o paralítico sem exigir dele a confissão dos pecados, Jesus demonstrou que sabia quanto arrependimento havia naquele coração.
Peçamos a Jesus que perdoe nossos pecados e nos cure de todas as doenças espirituais que comprometem nossa Salvação, o que Ele quer em primeiro lugar. Os mestres da Lei que O rejeitaram, rejeitaram ao mesmo tempo a Salvação que Ele trouxe. Não nos aconteça o mesmo.
Confiemos na misericórdia de Deus que por meio da bondade de Jesus nos perdoa e cura de todos os males. Jamais imaginemos que Deus não nos queira perdoar de todo e qualquer pecado. Ele nos perdoa tudo, cancela todas as nossas faltas, faz com que desapareçam e nunca mais atrapalhem nossa união afetuosa com Ele.
_Padre Valdir Marques_

(10) – VIERAM, ENTÃO, TRAZER-LHE UM PARALÍTICO
Não poderemos nós levar um homem cujas forças interiores estão enfraquecidas, como o paralítico do Evangelho, e abrir-lhe o teto das Escrituras para o fazer descer até aos pés do Senhor?
Vede bem, tal homem é um paralítico espiritual. Vejo esse teto (da Escritura) e sei que Cristo Se esconde sob esse teto. Farei portanto, na medida do possível, aquilo que o Senhor aprovou em relação aos que abriram o teto da casa e desceram o paralítico. Na verdade, Ele disse-lhe: «Filho, os teus pecados estão perdoados.» E Jesus curou esse homem da sua paralisia interior: perdoou-lhe os pecados e firmou a sua fé.
Mas ali havia pessoas cujos olhos não conseguiam ver a cura da paralisia interior e que tomaram o Médico que a tinha operado por blasfemo. «Porque fala este assim? Blasfema! Quem pode perdoar pecados senão Deus?» Mas, como esse Médico era Deus, ouviu esses pensamentos dos seus corações. Eles acreditavam que Deus tinha verdadeiramente esse poder, mas não conseguiam ver que era Deus que estava diante deles. Então, o Médico agiu também sobre o corpo do paralítico, para curar a paralisia interior dos que assim falavam. Fez uma coisa que lhes permitisse ver e acreditar.
Tem pois coragem, tu que tens um coração frágil, tu que estás doente a ponto de seres incapaz de melhorar o mundo. Coragem, tu que estás paralisado interiormente! Juntos, abramos o teto das Escrituras, para descermos até junto dos pés do Senhor.
_Santo Agostinho (354-430)_

(11.1) – JESUS CURAVA
Bom dia!
Num primeiro momento como não se encantar com esses dois fatos: a vontade e a paciência de Jesus em curar os que se acotovelavam a sua procura e a força de vontade daqueles que subiram no telhado para de lá descerem o paralítico até Jesus?
Se imaginarmos a cena, poderemos ver a cidade parada em torno do que acontecia. Um homem santo, um profeta que curava a todas as moléstias, tanto físicas como da alma, estava em Cafarnaum e aquele povo sedento vinha até ele com a esperança de ser tocado e curado.
Isso é sinal de fé?
Não sei bem! Explico:
Ainda hoje muita gente vem em busca dos milagres de Deus e não do Deus dos milagres. Falávamos terça-feira do processo da cura, sob a visão da pedagogia de Jesus, no episódio narrado da cura da sogra de Pedro: “(…) de fato, JESUS SE APROXIMA, NOS SEGURA PELA MÃO, AJUDA-NOS A LEVANTAR ENTÃO A REDENÇÃO ACONTECE…”.
Precisamos notar que o empenho daqueles que traziam o paralítico não foi em vão (pois Ele via a fé deles) e o que Jesus primeiro oferece ao paralítico?
O perdão dos pecados!
Como pode alguém querer ser curado se o mal verdadeiro que o aflige não for junto?
Uma mulher que pede pela mudança ou conversão do marido, que ele passe a acompanhá-la na igreja, entende que ele não mudará enquanto seus pecados não forem curados (vício do cigarro, bebida…)
Deus enxerga o que precisamos primeiro para então enfrentar o telhado que a vida irá nos impor todos os dias.
Será que conseguimos notar a mediocridade daquele que pede a Deus dinheiro, carros, casa se no fim não tem como manter esse pedido?
Sim!
Muita gente ainda volta hoje pra casa com o sentimento que Deus não a ouviu, pois aquilo que queria não foi atendido?
Sim!
Somos muitas vezes insensíveis ao toque de Deus revelando o quanto somos ingratos. Ambicionamos o milagre mas não a conversão!
Dessa mesma Cafarnaum, Jesus talvez esperasse um pouco mais de gratidão, visto que a cidade parara para vê-lo curar de suas enfermidades, mas creio eu, em um evangelho mais para frente, Ele olha e vê que os motivos deles não eram os verdadeiros.
“(…) Ai de ti, Corozaim! Ai de ti, Betsaida! Porque, se em Tiro e Sidônia tivessem sido feitos os prodígios que foram realizados em vosso meio, há muito tempo teriam feito penitência, cobrindo-se de saco e cinza. Por isso haverá no dia do juízo menos rigor para Tiro e Sidônia do que para vós. E TU, CAFARNAUM, QUE TE ELEVAS ATÉ O CÉU, SERÁS PRECIPITADA ATÉ AOS INFERNOS”. (Lucas 10, 13-15).
Deus opera em nós curas e milagres, mas quanto tempo dura a alegria e a gratidão pelo milagre?
Cada um de nós tem algo para testemunhar que Deus fez e operou em nossas vidas e por si só já seriam motivo de eterna gratidão, mas por que sempre estamos negociando nossa fé a ver novos prodígios?
Estou sendo duro?
Não!
“(…) A centralidade da missão de Jesus encontra-se na revelação do Reino de Deus, de modo que para ele é mais importante a pregação do que a realização de curas e outros tipos de milagres. Os milagres estão relacionados com a revelação, pois explicitam o conteúdo principal da pregação de Jesus que é o amor que Deus tem por todos nós e o bem que ele concede a nós como manifestação desse amor. Sendo assim, o mais importante não é o milagre em si, mas a revelação que ele traz junto de si: Deus ama a todos nós com amor eterno e tudo faz pela nossa felicidade, e isso deve ser anunciado a todos os povos”.
É complicado ainda ver pessoas subindo nos telhados hoje e amanhã se comportando como criança birrenta! Gente, como eu ou você, em que Deus muito operou tanto e mesmo assim me recuso a crescer na fé. Deus sempre nos dá o que precisamos, mas nem sempre o que quero é o necessário.
No entanto, qual é a nossa retribuição?
Complicado ter que quase mendigar para que pessoas ajudem nas pastorais e movimentos, que se tornem catequistas, que toquem baixo nas missas, que busquem uma vida mais santa…
Somos perfeitos em Deus, mas frágeis e suscetíveis aos erros como homens, mas não abracemos a ingratidão. Por hoje: “(…) Eu digo a você: levante-se, pegue a sua cama (o que te prende) e vá para casa”.
Um Imenso abraço fraterno!
_Alexandre Soledade_

(11.2) – PERSEVERAR E NUNCA DESISTIR
Hebreus 4, 1-5.11 – “quem entrará no repouso de Deus?”
O autor sagrado continua nos exortando para que não deixemos passar em vão, o tempo precioso que temos de acolher as graças de Deus. Enquanto estivermos aqui na terra nos é dada a oportunidade de entrarmos no repouso de Deus assumindo a vida eterna desde já e, vivendo a paz, o que, em outras palavras, significa a vivência do reino que Jesus veio inaugurar. Por isso, ele nos aconselha a não perdermos esta chance, como aconteceu com o povo de Israel na travessia do deserto. Ao atravessar o deserto o povo de Deus não acreditou e não obedeceu às orientações de Moisés, por isso não entraram no Seu repouso. Hoje, mais do que eles, nós temos motivos para confiarmos nas promessas do Senhor: temos a Palavra, temos a Eucaristia, temos o Espírito Santo. Se, mesmo assim, ainda não acreditamos e não obedecemos à Sua Voz, é tempo, então, de implorarmos o dom da fé para crescermos na graça e no conhecimento de Deus. A Bíblia nos fala que Deus criou todas as coisas! Criou o homem e a mulher, viu que tudo era bom, e no sétimo dia descansou. Que possamos, também, confiando no Senhor, apesar de toda a luta da nossa vida, entrarmos no Seu repouso e viver desde já, a paz e a justiça que é o reino dos céus acontecendo na nossa vida terrena. – O que você tem feito para entrar no repouso de Deus?
– Você tem dúvidas de que o tempo para conquistar esse repouso é hoje?
– O que você entende por repouso de Deus?
– Você tem paz no coração?

Salmo 77 – “Não vos esqueçais das obras do Senhor!”
O salmista nos ensina a ter sempre presente na nossa mente e na nossa vida a memória das obras do Senhor! Para isso, é necessário que tudo quanto ouvirmos e aprendermos seja transmitido para as gerações que vêm depois de nós. Não podemos nos calar diante dos feitos do Senhor. Para que possamos construir uma família justa, é justo que apregoemos a todos os nossos filhos e filhas, as maravilhas de Deus na nossa vida, a fim de que eles (as) ponham também no Senhor a sua esperança.

Evangelho – Marcos 2, 1-12 – “perseverar e nunca desistir”
O exemplo dos quatro homens que apresentaram o paralítico a Jesus é uma demonstração de perseverança, de persistência e, principalmente de fé e confiança absoluta em Deus. Eles não mediram esforços e fizeram até o impossível para que aquele homem conseguisse chegar até Jesus, pois tinham certeza de que ele seria curado. Na narrativa chama-nos a atenção o fato de Jesus notar “a fé daqueles homens” que levavam o paralítico até Ele! Daí, podemos também concluir que não foi propriamente a fé do paralítico que o salvou, mas sim a fé dos seus amigos. Esta é, portanto, a qualidade da fé que precisamos cultivar. Ir até o fim, sem desistir, diante das dificuldades, dos empecilhos, dos desencontros de horários. Por todos estes pequenos contratempos, muitas vezes, nós deixamos por menos e não acudimos alguém que está paralítico. Há muitos “paralíticos” esperando a nossa ação para serem apresentados a Jesus. Nada acontece diferente na vida deles, porque nós também estamos paralisados pela incredulidade e ainda não tomamos a iniciativa de conduzi-los até Ele! Precisamos refletir qual será o espírito que nos move a levá-los. Se nos falta fé, porque será que duvidamos do poder de Jesus. Quais são as dificuldades e as barreiras que nos atrapalham e, por isso, não conseguimos. A mensagem que nos é dada, hoje, é a de nunca desistir de ajudar alguém que necessita da nossa ação.
– Você também tem fé de que Jesus pode curar os seus amigos paralíticos?
– O que você tem feito para demonstrar a sua fé?
– O que você entende por “paralítico”?
– Para onde Jesus mandou ir o paralítico depois de curá-lo?
– Na sua casa tem alguém paralítico (a)?
_Helena Serpa_

(11.3) – O AMOR GERA VIDA, ABRE CAMINHO, LIBERTA!
A todo instante somos chamados a fazer a experiência do amor de Deus, vivendo em comunhão com Ele e com os irmãos!
Um coração humano, quando tocado pelo amor divino, torna fonte de luz no mundo a tirar da escuridão muitos corações sombrios!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, vem nos mostrar dois belíssimos testemunhos de amor e de fé! O testemunho de fé, de um paralítico que depositou a sua confiança no poder misericordioso de Jesus, e o exemplo do amor solidário dos quatro homens que não mediram esforços para conduzir o paralítico até Jesus, se fazendo caminho de libertação para ele!
Podemos imaginar o tamanho do sofrimento daquele homem, além de não poder locomover-se, ele carregava consigo o peso dos pecados imposto à ele, por uma sociedade excludente, que não vê a pessoa na sua essência!
Diante de Jesus, ele não precisou pronunciou sequer uma palavra, o seu olhar de fé, era a sua comunicação com Jesus!
Ao ser curado, aquele que era paralítico, experimenta no corpo e na alma a ação vivificante de Jesus, recobrando para além da sua vida física, a sua vida social e religiosa! Superada a sua marginalização, ele, revestido da graça de Deus, vê abrir diante dele novas perspectivas!
Enquanto o povo, maravilhado, louvava a Deus por aquele milagre, os doutores da lei, mais uma vez, recusam a enxergar na pessoa de Jesus, a presença amorosa de Deus!
Ainda hoje, diante de tantos testemunhos, de tantas maravilhas realizada por Jesus no meio de nós, muitos, como os mestres da lei, não querem enxergar Nele a verdade que liberta!
Sigamos o exemplo daquele paralítico, que venceu todas as barreiras para aproximar-se de Jesus! Pela fé, é possível vencer todos os obstáculos que nos impede de aproximarmos de Jesus, de sermos tocado por Ele! A fé, abre caminhos, nos coloca diante de Jesus, ainda que seja com a ajuda de alguém!
Por outro lado, é importante também, revermos as nossas atitudes, deixar de nos esconder atrás de pequenas paralisias para justificar o nosso não envolvimento na construção de um mundo melhor. Assim como aqueles quatro homens, que ajudaram o paralítico chegar até Jesus, nós também, como seguidores de Jesus, temos o compromisso de nos tornar ponte para que o outro chegue até Jesus! É missão de todos nós, libertar os acorrentados pelas paralisas do preconceito, da indiferença e do abandono. São muitos os irmãos, que vivem às margens do caminho, pessoas sem perspectivas, sem motivação, necessitadas de nossas mãos para reergue-las.
A pior de todas as paralisias é a paralisia do comodismo, do não querer caminhar ao encontro de Jesus!
Precisamos reaprender a amar, pois o amor recria a vida, abre caminhos, nos faz enxergar no outro, a pessoa de Jesus!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
_Olívia Coutinho_

(11.4) – ELE TEM PODER NA TERRA PARA PERDOAR PECADOS
Jesus liberta o paralítico do estigma de que sua enfermidade, derivada de seu pecado, no entendimento da época. Jesus quer mudar a mentalidade de quem o humilha dessa forma. A multidão que assiste à libertação do enfermo toma repentinamente posição contra Jesus. A paralisia mudou de campo. Jesus percebe que se inicia o processo contra ele: a acusação que será a causa de sua morte: “Blasfêmia!” Na medida que o homem moderno vai perdendo o sentido de Deus, acaba afogando o sentido do pecado e, por conseguinte, o significado de um Messias que perdoa e que morre para o perdão dos pecados. O cristão não poderá dar testemunho do perdão de Deus e de sua necessidade se não purificar seu próprio conceito de pecado; se não fizer do perdão uma tarefa comunitária; se não empregar o amor na edificação da paz, da justiça social; se não o praticar nas mil facetas da vida diária. A missão de Jesus foi levantar o pobre de sua condição desumana: “levanta-te, toma tua cama e vai”. Colocar-se a caminho (andar) significa tomar novos rumos de vida e não deixar-se submeter às estruturas injustas que muitas vezes invalidam a dignidade humana.
_Claretianos_

(11.5) – OS TEUS PECADOS ESTÃO PERDOADOS
Jesus está em casa, e novamente uma multidão lhe cerca. Multidão é o mundo que nos cerca hoje, com suas filosofias. Dentre ela estão aqueles que querem apenas ouvir, outros que querem ouvir para refutar, gente que está ali porque todo mundo também está. Enfim, existem pessoas que buscam Jesus pelos mais variados motivos.
Independente dos motivos, Jesus simplesmente os recebe, com sua simplicidade esmagadora, e apenas fala sobre o Reino de Deus. O que é o Reino de Deus pra Jesus senão o momento onde todos são incluídos, com suas diferenças, em uma só comunidade de aceitação. Jesus fala sempre de um Reino onde não há maior, menor, ou melhor, pois nele somos apenas um.
Naquele momento havia pessoas dos mais diferentes níveis, e que se viam diferentes uns dos outros. Em todo momento Jesus prega sobre um Reino onde todos são incluídos, e isso para pessoas que não se enxergavam como iguais.
Então entra o miserável paralítico. Seus amigos, que pelo simples fato de serem amigos de um doente já mostravam que não se viam melhores ou piores que o pobre paralítico. Apenas o levaram movidos por essa fé.
Mas não bastava apenas levar até a casa de Jesus, pois a casa estava cheia e o paralítico não podia entrar, assim como ele não podia ir ao templo, pois naquele “lugar santo” não havia espaço para sua “deficiência pecadora”.
Mas eles foram ousados. Não desistiram, acreditavam que Jesus era diferente, porque a mensagem dele era diferente, e aquele “pobre paralítico” tinha que ouvi-la. – “Então vamos fazer o impossível para que ele possa ouvir, pois esse Jesus é inigualável. A única saída é pelo teto, vamos correr o risco, pois esse Jesus é inigualável”.
Então esses homens passam o paralítico por uma brecha no telhado da casa de Jesus. Essa é a atitude de fé de quem entende que Jesus é único, inigualável e que aquele era um momento único na vida deles, principalmente na vida do paralítico.
Você queria motivo maior do que esse para que Jesus se admirasse da fé deles? A fé que faz com que Jesus se admire não é a fé no milagre da cura, mas a fé no milagre do Reino, a fé no milagre de que, no Reino, eu posso me aproximar com ousadia na presença de Deus sem intermediários. A fé que causa “espanto” em Cristo é a fé daqueles que entendem que a mensagem do Reino é inigualável, e quebra com todas as barreiras que separam. A fé que move a mão de Jesus é a fé de que no Reino todos são realmente próximos uns dos outros.
Por mais que naquele momento eles desejassem ver o amigo deles curado, a fé deles já os havia curado, pois eles entenderam a importância da mensagem do Reino. E então se preocupavam com a saúde, o bem estar de todos.
Qual é a tua atitude ante aqueles que estão no pecado?
De julgar e condenar?
Ou de levar para Jesus afim de que Ele os cure e lhe perdoe os pecados?
A insistência sobre o tema do perdão dos pecados chama a atenção, na cena da cura do homem paralítico. Assim que Jesus o vê descer através de um buraco aberto no teto, declara que seus pecados estão perdoados. Esta declaração provoca alguns escribas que estavam por perto. Para eles, a palavra do Mestre soava como uma verdadeira usurpação de algo reservado exclusivamente a Deus. Portanto, Jesus era um blasfemo! A maneira como ele rebate a maledicência dos escribas é significativa: cura o paralítico para provar que “o Filho do Homem tem, na Terra, o poder de perdoar os pecados”. O gesto poderoso de cura parece insignificante diante do poder maior de perdoar os pecados. E Jesus, de certo modo, parece sentir-se mais feliz por perdoar os pecados do que por curar. Por quê?
O perdão dos pecados tem, também, uma função terapêutica. Trata-se da cura do ser humano na dimensão mais profunda de sua existência, ali onde acontece seu relacionamento com Deus. Sendo esta dimensão invisível aos olhos, as pessoas tendem a se preocupar mais com as dimensões aparentes de sua vida, buscando a cura quando algo não está bem no âmbito corporal. Jesus vê além, preocupando-se por libertar quem pena sob o peso do pecado, mais do que sob o peso da doença. O primeiro é muito mais grave. Permanecer no pecado significa viver afastado de Deus e correr o risco de ser condenado. Este é o motivo por que o Mestre, antes de qualquer coisa, quer ver o ser humano liberto de seus pecados.
Para os que diferenciam entre santos e pecadores, a atitude de Jesus no Evangelho de hoje era uma blasfêmia, já que aquele Jesus era um homem, e como homem não podia perdoar ninguém. – “Deus não pode aceitar esse paralítico de forma tão simples assim, isso é blasfêmia!”, pensavam os raivosos donos do poder religioso.
Todavia, na ótica do Jesus e na ótica do reino, nada havia sido tão simples assim, a aceitação de Deus vem da cura do coração, do arrependimento daqueles homens demonstrado pela fé nos princípios do Reino pregado por Jesus. A cura do arrependimento é mais séria e mais difícil que a cura do corpo.
Fazer o paralítico andar foi um sinal não para o paralítico, mas para todos nós que ainda não enxergamos a realidade do Reino. A cura física do paralítico era a representação terrena, carnal, física, daquilo que Deus, através da Sua palavra, haveria de fazer naqueles que com fé, esperança e confiança acreditam no Seu Filho muito amado.
_Canção Nova_

(11.6) – JESUS QUER A CURA COMPLETA: POR DENTRO E POR FORA
Jesus estava morando em Cafarnaum, onde iniciou sua vida pública, pregando nas casas e na Sinagoga. Já havia mostrado seu poder sobre enfermidades, sobre elementos da natureza, sobre demônios, agora quer revelar seu poder de perdoar pecados.
Naquele tempo, para perdoar pecados, o penitente teria que ir ao Templo oferecer algum sacrifício a Deus, como um cordeiro, pelas mãos do sacerdote.
O Evangelho de hoje narra Jesus em uma casa ocupada por uma multidão de gente, dentro e fora, para escutar Jesus. Um paralítico desejava ser curado por Jesus, mas não tinha como entrar na casa. Quatro homens de fé, amigos, fizeram um buraco no telhado e desceram o doente em sua maca.
Jesus, compadecido do paralítico e em atenção à fé dos amigos que o conduziam, chama-o de filho e lhe diz: seus pecados lhe são perdoados. Os escribas, que estavam ali sentados, diziam uns aos outros: como pode esse homem perdoar pecados, ele blasfema, só Deus pode perdoar pecados. Jesus, penetrando em seus pensamentos, disse-lhes: “Por que pensais isto nos vossos corações? Que é mais fácil dizer ao paralítico: ‘Os pecados te são perdoados’ ou dizer: ‘Levanta-te e anda?’ Em seguida, disse ao paralítico: Levanta-te, toma seu leito e vai para casa.” No mesmo instante o paralítico fez o que Jesus dissera e o povo admirado louvava a Deus dizendo: “Nunca vimos coisa semelhante”.
Estava armado o primeiro conflito aberto entre Jesus e as autoridades religiosas.
Jesus revelou a todos a sua humanidade e divindade. Só Deus tem poder e autoridade para tanto. Jesus liberta o homem em sua totalidade, corpo e espírito. Ele é o Filho do Homem, como gostava de se chamar, que representa a sua humanidade. Em Jesus existem duas naturezas: a divina e a humana.
Acreditava-se naquele tempo que as doenças eram castigo de Deus por causa dos pecados. Por isso, os doentes eram vistos como pecadores. Haveria na pessoa um mal invisível (o pecado) e um visível (a doença).
Jesus ensina que a doença não é um castigo, mas um mal próprio da natureza humana. Com isso Jesus nos ensina não culpar Deus por nossas desgraças, mas procurar as causas que nos fazem doentes. Jesus mostra que Ele liberta plenamente, por dentro e por fora, tornando a pessoa livre e cheia de vida. Jesus vence o mal pela raiz. Deus é vida e quer vida para todos. O episódio do Evangelho de hoje ficou claro, Jesus, antes de curar o corpo, curou a alma. Hoje nós sabemos que a doença da alma pode desencadear uma doença no corpo.
Jesus sensibilizou-se com a fé dos que conduziram o homem. Cristo é sensível ao nosso sofrimento e nos quer o bem. Quantas vezes passamos por grandes sofrimentos e dificuldades que nos parecem impossível de resolver, mas com fé em Jesus, tudo se ajeita. É preciso confiar e se entregar nas mãos do nosso bom Pastor.
Os escribas tinham razão de pensar que só Deus pode perdoar pecados porque o pecado é uma ofensa a Deus e ninguém pode perdoar a não ser aquele que foi ofendido. Todavia, Jesus, como Filho de Deus, tem todo o poder e autoridade para perdoar.
Ele continua nos perdoando quando nos arrependemos sinceramente, ainda que pelas mãos abençoadas do sacerdote escolhido por Ele. O sacerdote é o representante de Jesus, age em seu nome e em seu poder. Por isso, amigos, temos o privilégio de sermos perdoados.
Senhor, que eu possa todos os dias reconhecer meus pecados e com fé e certeza na misericórdia de Deus pedir o seu perdão.
Desejo a paz do Senhor a todos!
_Maria de Lourdes Cury Macedo_

(11.7) – QUANDO VIU A FÉ DAQUELES HOMENS…
As pessoas do tempo de Jesus têm muita dificuldade para acreditar que ele tenha poder de perdoar pecados. Isso acontece porque perdoar pecados é algo que compete unicamente a Deus, e as pessoas da época de Jesus, principalmente as autoridades religiosas, não o reconheceram como o Filho de Deus. Hoje em dia, porém, vemos acontecer o contrário. Parece que o perdão dos pecados é algo tão comum que a maioria das pessoas não valoriza mais isso como algo excepcional que Deus realiza em nossas vidas, vulgarizando a graça sacramental e não dando o devido valor ao Sacramento da Reconciliação. Há muitas compreensões sobre a fé, mas muitas delas nem sempre são positivas. A fé está dentro de nós. Mas não adianta ter fé para ganhar na loteria, porque estaremos reduzindo a fé a um jogo de sorte ou azar. É preciso ter fé nas coisas de Deus e ter esperança de que os nossos projetos e a nossa vida terão, em Deus, a sua força. Ter fé é acreditar que Deus nunca nos desampara, mesmo que isso pareça ser uma verdade.
_Ruymar_

(11.8) – NOSSOS PARALÍTICOS
Certa ocasião, quando refletíamos esse evangelho em grupo, alguém perguntou se na casa onde Jesus estava pregando, havia elevador ou coisa parecida, se olharmos o relato em si mesmo, vamos acabar fazendo outras perguntas como, “Será que eles não podiam pedir licença para passar no meio das pessoas e entrar na casa?” e mais ainda… Seria normal que as pessoas que estavam aglomeradas a entrada, quando vissem o esforço dos quatro homens, subindo na parede com o paralítico deitado em uma cama, oferecessem ajuda, buscando uma alternativa mais fácil…
O próprio Jesus, não poderia ter dado um jeito de sair para atender o paralítico, sem precisar tanto esforço de subir e ainda ter de abrir um buraco no telhado? Fazer perguntas como essas, é muito importante para a nossa reflexão, pois vamos e convenhamos, o modo que eles encontraram para colocar o paralítico à frente de Jesus, não foi o mais fácil, aliás, correu-se até o risco de um grave acidente.
Hoje em dia a gente sabe que nossos templos existentes, ou os que estão em construção, devem ter em seu projeto, a construção de rampas, para facilitar o acesso de nossos irmãos deficientes. Mas com certeza, não é este o tema do evangelista, ele está querendo dizer alguma coisa as suas comunidades e aos cristãos do nosso tempo.
Dia desses, alguém bastante estressado dizia-me que certas pessoas só atrapalham a vida da comunidade, porque são muito radicais, geniosas, incomodam a rodos, e o tempo todo só arranjam encrencas e mais encrencas, concluindo, dão muito trabalho, são sempre do contra, enfim, chatas e duras de engolir, e que sem elas, a comunidade é uma maravilha, o conselho deveria tomar providência, ou quem sabe, o padre impor a sua autoridade.
Pessoas com essas características não caminham, e ainda dificultam a vida de quem quer caminhar: pronto, já começamos a descobrir os paralíticos e paralíticas de nossas comunidades, irmãos e irmãs que não se emendam de seus defeitos, nunca mudam o seu jeito de ser, não se convertem e precisam portanto, ser acolhidas e carregadas. Há irmãos na comunidade que a gente tem prazer de encontrar, é sempre uma alegria imensa, mas há também esses, que nos perturbam, incomodam, e a gente não fica à vontade, se estão conosco em uma reunião da pastoral ou do movimento, a troca de “farpas” será inevitável…
Há no texto duas coisas que chamam a nossa atenção, primeiro o esforço desse quarteto, subir pela parede, desfazer o telhado e descer a cama com cordas. Jesus elogia-lhes a fé, parece até que fez o milagre como retribuição a tanto esforço. Eles tinham fé em Jesus Cristo, sabiam que se o levassem diante dele, seria curado, mas por outro lado, embora o texto não cite isso, a gente percebe que o amavam muito, tiveram com ele muita paciência, sei lá quantos quilômetros tiveram que andar, carregando aquela cama que deveria ser pesada, e ainda, ao deparar com a multidão aglomerada à frente da casa, poderiam ter desistido, já tinham feito a sua parte. Mas a força do amor e da fé, fez com que não desistissem, e se preciso fosse, seriam capazes de derrubar a casa.
Os quatro são uma referência para as nossas comunidades, onde muitas vezes falta-nos o amor e a fé, para carregar nossos paralíticos e superar os obstáculos, passando por cima dos preconceitos. Nas comunidades há pessoas amorosas, pacienciosas, que aceitam conviver com todos, amando-os como eles são, sem exigências, preconceitos ou radicalismo, mas há também a turma de “nariz empinado”, como aqueles doutores da lei, que não crê em um Deus que é misericórdia, e que perdoa pecados, seguem normas e preceitos, até trabalham na comunidade, mas são extremamente exigentes com os “paralíticos”, acham-se perfeitos e não aceitam a convivência com os imperfeitos.
Jesus elimina o problema pela raiz, “Filho, teus pecados te são perdoados…”, a cura física vem em segundo plano, e se a enfermidade impede que o paralítico se aproxime de Jesus, a comunidade os carrega, possibilitando que ele também faça a experiência do Deus que perdoa, ora, se houver na comunidade intolerância, preconceitos, e ranços ocultos, como é que essas pessoas poderão experimentar o amor, o perdão e a misericórdia? Os intolerantes têm sempre um olhar extremamente crítico e severo, para com os paralíticos, e não aceitam que outras pessoas tenham por eles amor e ternura, manifestada na paciência e tolerância.
Por isso Jesus ordena – levanta-te, toma o teu leito e vai para casa. Deus nunca faz as coisas pela metade, na obra da salvação, Jesus não fez simplesmente uma reforma no ser humano, mas o transforma em uma nova criatura, na graça santificante do Batismo, fazendo com que deixe de se relacionar com Deus na religião normativa, porque crê no Deus que é todo amor e misericórdia, que perdoa pecados e os liberta com a sua santa palavra, em Jesus de Nazaré.
_Diácono José da Cruz_

(11.9) – O FILHO DO HOMEM TEM NA TERRA PODER DE PERDOAR PECADOS
Os gestos poderosos realizados por Jesus pressupunham a fé por parte de quem era se beneficiava deles. Não eram gestos mágicos, cujos efeitos independiam da liberdade humana. Antes, fluíam de uma relação com Jesus, onde o amor se manifestava em forma de misericórdia.
Jesus defrontou-se com muitas pessoas cujas expressões de fé o sensibilizavam. A fé do homem carente de cura para sua paralisia e de seus ajudantes foi claramente observada por Jesus. Ela não foi expressa com palavras, mas se escondeu atrás da sucessão de gestos que os fizeram chegar até Jesus. A fé os moveu a procurar Jesus como única possibilidade de solução para aquela grave doença. Levou-os a recorrer a um caminho difícil e perigoso para atingir seu objetivo. Deu ao doente uma certeza tal no poder de Jesus, a ponto de não hesitar em cumprir a ordem recebida, levantando-se e indo embora carregando o leito onde jazia. Na raiz do milagre, portanto, estava uma fé entranhada em Jesus.
Muitos, ao contemplarem o milagre, puseram-se a louvar a Deus que ofereceu à humanidade um dom tão excelente. Os milagres, todavia, tinham um objetivo mais radical: levar ao reconhecimento de Jesus como Filho de Deus. Em outras palavras, eles visavam suscitar a fé em Jesus e o seu seguimento.
Oração:
Senhor Jesus, suscita no meu coração uma fé profunda em ti que me faça capaz de experimentar a grandeza de tua misericórdia.
_Igreja Matriz de Dracena_

(16) – FILHO, OS TEUS PECADOS SÃO PERDOADOS (…) LEVANTA-TE, PEGA A TUA MACA E ANDA
Hoje, vemos novamente Jesus rodeado de uma multidão: «Ajuntou-se tanta gente que já não havia mais lugar, nem mesmo à porta» (Mc 2,2). O Seu coração abre-se perante as necessidades dos outros e faz-lhes todo o bem possível: perdoa, ensina e cura ao mesmo tempo. Dá-lhes certamente ajuda a nível material (no caso de hoje, fá-lo curando-o de uma paralisia), mas — no fundo— procura o melhor e o primeiro para cada um de nós: o bem da alma.
Jesus Salvador quer deixar-nos uma esperança certa de salvação: Ele é capaz até de perdoar os pecados e de se compadecer da nossa debilidade moral. Antes de mais, diz taxativamente: «Filho, os teus pecados são perdoados» (Mc 2,5). Depois, contemplamo-lo associando o perdão dos pecados —que dispensa generosa e incansavelmente— a um milagre extraordinário, “palpável” aos nossos olhos físicos. Como uma espécie de garantia externa, para nos abrir os olhos da fé, depois de declarar o perdão dos pecados do paralítico, cura-o da paralisia: «Eu te digo: levanta-te, pega a tua maca, e vai para casa! O paralítico se levantou e, à vista de todos, saiu carregando a maca» (Mc 2,11-12).
Podemos reviver frequentemente este milagre na Confissão. Nas palavras da absolvição que o ministro de Deus pronuncia («Eu te absolvo em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo») Jesus oferece-nos novamente — de maneira discreta—a garantia externa do perdão dos nossos pecados, garantia equivalente à cura espetacular que realizou com o paralítico de Cafarnaum.
Começamos agora um novo tempo comum. E recorda-se a nós, os crentes a necessidade urgente que temos de um encontro sincero e pessoal com Jesus misericordioso. Neste tempo, Ele convida-nos a não fazer “descontos”, a não descuidar o perdão necessário que Ele nos oferece no Seu seio, na Igreja.
_Rev. D. Joan Carles MONTSERRAT i Pulido_

COMEMORA-SE NO DIA 16/Jan

(5) – SÃO MARCELO I
Marcelo foi Papa num período conturbado na vida da Igreja. O imperador Diocleciano decretou uma feroz perseguição aos cristãos, condenando milhares a morte. Marcelo era ainda padre quando foi elevado à cátedra de Pedro no ano de 308. Foi o trigésimo papa da Igreja.
O seu pontificado foi uma luta constante para reorganizar a Igreja e lutar pela inclusão daqueles que tinham renegado a fé em Cristo. Com justiça e sabedoria, Marcelo soube tratar o assunto.
Enquanto muitos bispos do Oriente pediam a excomunhão destes cristãos, especialmente para os que faziam parte do clero, ele se mostrou rigoroso mas menos radical. Decidiu que a Igreja iria acolhê-los, depois de um período de penitência.
Outra decisão de Marcelo determinou que nenhum concílio podia ser convocado sem a autorização do Papa.
Marcelo acabou sendo preso pelas forças imperiais e obrigado a trabalhar na sua igreja, transformada em estábulo.
Morreu em consequência dos maus tratos recebidos, no dia 16 de janeiro de 309.
REFLEXÃO:
Nos séculos III e IV, o título de papa designava qualquer bispo da Igreja. Pouco a pouco, passou a referir-se exclusivamente ao bispo de Roma, e, juntamente com o título, veio o reconhecimento de Roma como centro de autoridade da Igreja Ocidental. Em 382, o papa Dâmaso reivindicou a supremacia de Roma como centro da Igreja e da Sé Apostólica.
_Padre Evaldo César de Souza_

(6) – SÃO TAMARO (TAMMARO)
Sabemos que no século cinco houve a grande invasão dos vândalos no norte da África liderados pelo rei Genserico. Eles promoveram a separação entre a nova população vândala e os cidadãos romanos. Em consequência, muitos padres acabam expulsos da África, incluindo Tammaro.
Os registros mostram que após de serem ameaçados os sacerdotes foram embarcados num navio que ficaria à deriva até atracar próximo da costa sul da Itália. Ali os sobreviventes desembarcaram e iniciaram uma caminhada de pregação do Evangelho ao longo dessa península.
Segundo a tradição, o sacerdote Tammaro foi um aluno da escola de Santo Agostinho, embora não haja registros que comprovem esse fato. E ainda, segundo os estudiosos, Tammaro se tornou um monge eremita na região de Caserta. Devido à sua sabedoria e solidariedade, o povo o teria aclamado bispo.
São muitos os registros da veneração que o povo tinha por esse religioso, principalmente os calendários litúrgicos antigos, além das inúmeras igrejas erguidas em sua homenagem.
Mesmo tendo deixado poucos dados e testemunhos de sua vida, a recordação e veneração de seu nome se mantiveram vigorosos ao longo dos séculos chegando aos nossos dias.
Sabe-se que o seu culto teria surgido na região do Benevento, especificamente onde hoje está a cidade de Nápoles. No século dezessete, os habitantes o proclamaram como seu padroeiro difundindo amplamente o seu culto.
Tammaro morreu por volta do ano 490, com a idade já avançada, na Vila Literno e foi sepultado na Catedral de Benevento, Itália. As relíquias foram colocadas em uma urna de mármore a qual resistiu ao bombardeio que destruiu a igreja onde estava para salvaguarda durante a Segunda Guerra Mundial.
Hoje, uma parte dessas relíquias encontra-se em Grumo Nevano, na Basílica dedicada à Santo Tammaro, que é venerado em 16 de janeiro.

(7) – SÃO BERARDO E COMPANHEIROS MÁRTIRES
Em 1219, São Francisco enviou esses missionários para a Espanha, que estava tomada por mouros. Passaram por Portugal a pé, com dificuldades. Dependendo da Divina Providência, chegaram a Sevilha. Ali começaram a pregar, principalmente como testemunho de vida. Eram 3 sacerdotes e dois irmãos religiosos que incomodaram muitas pessoas ao anunciar o Evangelho.
Acompanhado pelo testemunho, teve quem abrisse o coração para Cristo e as conversões começaram a acontecer. Pregaram até para o rei mouro, porque, também ele merecia conhecer a beleza do Santo Evangelho. Porém, anunciar o Evangelho naquele tempo, como nos dias de hoje, envolve riscos e eles foram presos por isso. Por influência do rei mouro, eles foram deportados para Marrocos e, ao chegarem lá, continuaram evangelizando; uma pregação sobre o reino de Deus, sobre o único amor que pode converter.
Graças a Deus, devido aos sinais, principalmente àquele tão concreto de Deus, que é a conversão e a mudança da mentalidade, as pessoas começaram a seguir Cristo e a querer o batismo. Mas isso incomodou também o rei mouro que, influenciado por fanáticos, prendeu os cinco franciscanos, depois os açoitou e decapitou.
Os santos mártires que, em 1220, foram mortos por causa da verdade, hoje, intercedem por nós.
São Francisco, ao saber da morte dos seus filhos espirituais, exultou de alegria, pois eles tinham morrido por amor a Jesus Cristo.
São Berardo e companheiros mártires, rogai por nós!

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

I SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Frutos do pecado da concentração dos bens e do individualismo, a pobreza e a miséria, além das doenças físicas, são indícios de uma sociedade desobediente a Deus e necessitada de cura.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Ergamos os nossos olhos para aquele que tem o céu como trono; a multidão dos anjos o adora, cantando a uma só voz: Eis aquele cujo poder é eterno.

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, atendei como pai às preces do vosso povo; dai-nos a compreensão dos nossos deveres e a força de cumpri-los. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Não basta ouvir a palavra de Deus sem haver a resposta da fé, para que essa palavra penetre em nós, nos liberte do pecado e produza a salvação.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.:“Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu entre nós e Deus visitou o seu povo, aleluia (Lc 7, 16).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Possa agradar-vos, ó Deus, a oferenda do vosso povo; que ela nos obtenha a santificação e o que confiantes vos pedimos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eu vim para que tenham a vida e a tenha cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10, 10).

Oração depois da Comunhão
Deus todo-poderoso, que refazeis as nossas forças pelos vossos sacramentos, nós suplicamos a graça de vos servir por uma vida que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA – IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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