Liturgia Diária 17/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
17/Jan/2015 (sábado)

Jesus transforma um explorador em apóstolo

LEITURA: Hebreus (Hb) 4, 12-16: Retomada do tema sacerdotal
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 12 a Palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas. Ela julga os pensamentos e as intenções do coração. 13 E não há criatura que possa ocultar-se diante dela. Tudo está nu e descoberto a seus olhos, e é a ela que devemos prestar contas. 14 Temos um sumo sacerdote eminente, que entrou no céu, Jesus, o Filho de Deus. Por isso, permaneçamos firmes na fé que professamos. 15 Com efeito, temos um sumo sacerdote capaz de se compadecer de nossas fraquezas, pois ele mesmo foi provado em tudo como nós, com exceção do pecado. 16 Aproximemo-nos então, com toda a confiança, do trono da graça, para conseguirmos misericórdia e alcançarmos a graça de um auxílio no momento oportuno. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 19 (18), 8. 9. 10. 15: Iahweh, sol de justiça
Jo 6, 63c Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna.
8 A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.
9 Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.
10 É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.
15 Que vos agrade o cantar dos meus lábios e a voz da minha alma; que ela chegue até vós, ó Senhor, meu Rochedo e Redentor!

EVANGELHO: Marcos (Mc) 2, 13-17:
(13-14: Chamado de Levi);
(15-17: Refeição com os pecadores)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 13 Jesus saiu de novo para a beira mar. Toda a multidão ia a seu encontro, e Jesus os ensinava. 14 Enquanto passava, Jesus viu Levi, o filho de Alfeu, sentado na coletoria de impostos, e disse-lhe: “Segue-me!” Levi se levantou e o seguiu. 15 E aconteceu que, estando à mesa na casa de Levi, muitos cobradores de impostos e pecadores também estavam à mesa com Jesus e seus discípulos. Com efeito, eram muitos os que o seguiam. 16 Alguns doutores da Lei, que eram fariseus, viram que Jesus estava comendo com pecadores e cobradores de impostos. Então eles perguntaram aos discípulos: “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?” 17 Tendo ouvido, Jesus respondeu-lhes: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas as doentes. Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual.
Rezamos em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à internet, nossas portas e janelas para que tu possas entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de nossos caminhos, as cores de nossas palavras e gestos, a dimensão de nossos projetos, o calor de nossos relacionamentos e o rumo de nossa vida.
Podes entrar Senhor, em nossas famílias.
Precisamos do ar puro de tua verdade.
Precisamos de tua mão libertadora para abrir compartimentos fechados.
Precisamos de tua beleza para amenizar nossa dureza.
Precisamos de tua paz para nossos conflitos.
Precisamos de teu contato para curar feridas.
Precisamos, sobretudo, Senhor, de tua presença para aprendermos a partilhar e abençoar!
Ó Jesus Mestre, Verdade-Caminho-Vida, tem piedade de nós.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos em Aparecida, falaram também dos convocados: “A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão. Diante da tentação, muito presente na cultura atual de ser cristãos sem Igreja e das novas buscas espirituais individualistas, afirmamos que a fé em Jesus Cristo nos chegou através da comunidade eclesial e ela “nos dá uma família, a família universal de Deus na Igreja Católica. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão”. Isto significa que uma dimensão constitutiva do acontecimento cristão é o fato de pertencer a uma comunidade concreta na qual podemos viver uma experiência permanente de discipulado e de comunhão com os sucessores dos Apóstolos e com o Papa.” (DAp 156).
E eu me interrogo:
– Como me sinto na casa de Deus, na Igreja?
– Tenho garantida a minha paz e a felicidade pela aceitação de Jesus Cristo?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto na Bíblia: Mc 2, 13-17.
Jesus não só perdoa os pecados, mas transforma o pecador. Levi, de explorador transformou-se em discípulo e apóstolo. Sendo chamado, Levi prontamente se levanta e “foi com ele”. Poderia não ter respondido e ficado como cobrador de impostos. O chamado que Jesus faz a Levi o transfere da escravidão do dinheiro à liberdade do seguimento. Os fariseus se incomodam porque Jesus vai com seus discípulos jantar na casa de Levi. À pergunta dos fariseus, Jesus responde dizendo que são os doentes que precisam de médico, não os que têm saúde. Por isso ele vai ao encontro dos pecadores. Bem diferente daqueles que censuravam e condenavam os pecadores. Levi passa a integrar a equipe dos apóstolos de Jesus.
– Será que não há muita procura de privilégios em nosso contexto de vida?
– Procuramos a reconciliação com Deus?
– E o relacionamento com nosso próximo?
– É fácil superar rancores e antipatias?
– Procuramos ouvir o que Deus pede de nós?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com a canção do Padre Zezinho

Quando Jesus Passar
( http://www.vagalume.com.br/padre-zezinho/quando-jesus-passar.html )

Quando Jesus passar, (4x)
Eu quero estar no meu lugar.

No meu telônio ou jogando a rede, / sob a figueira ou a caminhar /
buscando água para minha sede, / querendo ver meu Senhor passar.

No meu trabalho e na minha casa, / no meu estudo e no meu lazer, /
no compromisso e no meu descanso, / no meu direito e no meu dever.

Nos meus projetos olhando em frente, / no meu sucesso e na decepção /
no sofrimento que fere a gente, / sonhando o sonho de um mundo irmão.

Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Sinto-me discípulo/a de Jesus.
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou observar Jesus que passa onde trabalho, por onde caminho, onde moro…

REFLEXÕES

(6) – A ACOLHIDA DOS PECADORES POR JESUS
Jesus atrai multidões. A bondade, a misericórdia, a acolhida, a palavra que faz sentido e dá sentido atraem a multidão. Toda a região do mar da Galileia é lugar-chave da atividade de Jesus. Não obstante a multidão que o cerca, Jesus vê cada um em sua situação particular; seu olhar é penetrante. Ele vê Levi, publicano, considerado impuro pelo próprio exercício da profissão de coletor de impostos, a serviço do império romano. Jesus o chama ao seu seguimento. Ele, deixando a coletoria, aceita o convite de Jesus. No versículo conclusivo do episódio de Zaqueu, Jesus diz com clareza qual sua missão: “o Filho do homem veio buscar e salvar o que estava perdido”. A refeição na casa de Levi, com outros publicanos e pecadores, tem ares, ao mesmo tempo, de festa de despedida e de inauguração: despedida da vida passada e inauguração de uma vida nova junto de Jesus. A acolhida dos pecadores por Jesus provoca crise em um sistema de pureza que exclui as pessoas. A acolhida que Jesus dá aos pecadores está enraizada na misericórdia que resgata e aproxima as pessoas de Deus.
ORAÇÃO:
Pai, coloca-me, cada dia, no seguimento de Jesus, pois, assim, estarei no bom caminho que me conduz a ti.
_Padre Carlos Alberto Contieri_

(7) – SEJAMOS ESTUDIOSOS DA PALAVRA DE DEUS
Sejamos estudiosos da Palavra de Deus! A Palavra é viva, é eficaz, é poderosa, mas desde que não a tratemos como um livro de leitura qualquer!
“A Palavra de Deus é viva, eficaz e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes. Penetra até dividir alma e espírito, articulações e medulas” (Hebreus 4, 12).
A Carta aos Hebreus nos ajuda hoje a entender a eficácia da Palavra de Deus em nossa vida. Sim, meus irmãos, a Palavra de Deus é poderosa, é viva, contudo, algumas vezes, a tratamos como se fosse mais uma palavra qualquer: palavras santas, abençoadas, importantes. No entanto, nenhum desses adjetivos descrevem, na verdade, aquilo que é Palavra, primeiro, porque ela é de Deus; não se trata de palavras humanas, por mais que o Senhor tenha usado mediações humanas para que ela chegasse até nós e para que fosse escrita para nós. O Espírito, que perpassa todas as Sagradas Escrituras, é o Espírito do próprio Deus. Jesus é a própria Palavra Viva!
Todas as vezes em que nos abrimos para ouvir a Palavra de Deus nos abrimos para ouvir o próprio Cristo! Por outro lado, todas as vezes em que a ignoramos e a relativizamos, ignoramos e relativizamos o próprio Cristo!
A Palavra é viva, é eficaz, é poderosa, mas desde que não a tratemos como um livro de leitura qualquer! Existem muitos métodos para ler a Bíblia, existem métodos científicos para conhecer a história e o contexto da Palavra. Como é importante sermos estudiosos da Palavra, conhecer a eficácia da própria Escritura no seu contexto e na sua época! Mas nada disso substitui a Palavra ser lida, contemplada e meditada como Palavra de Deus, por meio da qual Deus Pai quer se dirigir ao nosso coração.
Quando nos deixamos ser alimentados por essa Palavra, ela entra em nós e penetra o nosso coração, atingindo até a medula dos nossos ossos. A Palavra é eficaz para combater o mal e o pecado; muitas vezes, não temos forças para lutar contra algumas tentações, não temos respostas para certas situações em nossa vida. A Palavra de Deus é luz; ao nos abrirmos a ela receberemos a sabedoria divina.
No entanto, a sabedoria divina não é ser conhecedor da Palavra como uma coisa científica, a sabedoria que ela nos traz é a capacidade de a ouvir como Palavra de Deus. Ela abre os nossos ouvidos interiores e o nosso coração, para que a Palavra, que vem do coração de Deus, penetre nele [nosso coração]!
A Palavra de Deus é como uma espada, ela corta aquilo que não é de Deus e alicerça aquilo que é do Senhor para a nossa vida. Somos hoje convidados a abrir o coração de modo a deixarmos que a Palavra de Deus entre nele de forma viva e eficaz para que sejamos transformados por ela.
Deus abençoe você!
_Padre Roger Araújo_

(8) – DA MARGINALIZAÇÃO AO DISCIPULADO
A passagem de Jesus pela vida de Levi provocou nele uma transformação considerável. Ele saiu imediatamente da marginalização sócio religiosa para ingressar no discipulado, ao aceitar o convite do Mestre, exigindo dele a renúncia a uma atividade odiosa aos olhos de seus contemporâneos. Doravante, Levi não seria mais um publicano, e sim um discípulo de Jesus. A opção religiosa desse discípulo teve consequências também no plano social.
Na percepção de Jesus, porém, a mudança na vida de Levi deu-se num nível bem diverso. A discriminação, devida à profissão de cobrador de impostos, era irrelevante para o Mestre. Este procurava colocar-se acima dos preconceitos humanos. Importava-lhe, antes, o que se passava no coração de Levi, sentado no seu local de trabalho. Embora vivendo num ambiente corrompido e corruptor, sem dúvida, ele mantinha um elevado padrão de religiosidade. Os preconceitos que recaíam sobre sua categoria profissional não foram suficientes para levá-lo a apegar-se aos bens materiais. Assim, quando Jesus passou, estava suficientemente livre para segui-lo, sem restrições.
Ninguém ficou sabendo da mudança operada na vida de Levi, além dele mesmo, e do próprio Mestre. O homem de fé viu concretizar-se o que, até então, era objeto de esperança. Seguir o Messias Jesus significava ver realizada a promessa divina. Assim, mais que uma marginalização social, Levi superou a verdadeira marginalização religiosa, ao se fazer discípulo do Reino.
Oração:
Pai, coloca-me, cada dia, no seguimento de Jesus, pois, assim, estarei no bom caminho que me conduz a ti.
_Padre Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Por que ele come com os cobradores de impostos e pecadores?” (Mc 2, 16f).
Poderíamos responder a estes mestres da Lei, inimigos de Jesus, da maneira mais rápida e direta, porque hoje, mais que eles, sabemos quem é Jesus: Ele comia com os cobradores de impostos e pecadores porque Sua missão divina era precisamente recuperar e salvar quem tinha necessidade da Salvação.
Os mestres da Lei tinham obrigação de saber o que significava o nome de ‘Jesus’, isto é ‘Salvador’. Se fossem realmente mestres, teriam chegado a este ponto. Porém, o coração deles estava endurecido. Para eles Jesus era um concorrente na liderança espiritual do Povo Eleito. Eles jamais admitiriam ceder a Jesus a autoridade moral e religiosa que até aquele momento conservavam em benefício próprio.
Jesus lhes responde com clareza, e, podemos supor, com paciência, porque os mestres da Lei também eram pecadores: Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas os doentes. Eu não vim para chamar os justos, mas sim os pecadores (cf. Mc 2, 17).
Ora, aqueles mestres da Lei eram os doentes aos quais Deus tinha mandado Seu Filho. Eles eram os pecadores merecedores da misericórdia divina. No entanto, não a acolheram.
No Evangelho de ontem vimos como o paralítico acolheu o perdão dos pecados oferecido por Jesus. Mas no Evangelho de hoje vemos os mestres da Lei cheios de soberba: não admitem serem doentes espirituais e pecadores. Como tudo seria diferente se eles tivessem coração puro, perdoados e curados por Jesus, para verem a Deus!
Vejamos a nós mesmos em comparação com os pecadores que Jesus acolhe e os mestres da Lei que rejeitam Jesus. Podemos escolher qual figura assumir.
Sintamos, como pecadores que somos, a bondade e doçura divina de Deus que vem ao nosso encontro na pessoa de Jesus. E a Ele digamos, como na Liturgia Penitencial: “Cristo que viestes salvar os pecadores humilhados, piedade de nós”.
Entendamos no Evangelho de hoje um convite para purificarmos nosso coração por meio do sacramento da reconciliação, numa confissão feita por amor a Deus. Viveremos envolvidos em Seu amor desde agora, até o dia em que com Ele estaremos na Vida Eterna.
_Padre Valdir Marques_

(10) – NÃO SÃO OS QUE TÊM SAÚDE QUE PRECISAM DE MÉDICO, MAS SIM OS ENFERMOS
O apóstolo Paulo disse: «Despi-vos do homem velho, com as suas obras, e revesti-vos do homem novo» (Col 3, 9-10). […] Tal foi a obra que Cristo realizou ao chamar Levi: refê-lo, fez dele um homem novo. É também a título de criatura nova que o antigo publicano oferece um festim a Cristo, pois Cristo regozijou-Se nele e ele mereceu ter parte na alegria de Cristo. […] E desde então seguiu-O feliz, alegre, transbordando de alegria.
«Já não farei mais figura de publicano», disse ele; «já não tenho em mim o velho Levi; Despi-me de Levi e revesti-me de Cristo. Fugi da minha primeira vida. Não quero senão seguir-Te, Senhor Jesus, a Ti que curaste as minhas feridas. “Quem poderá separar-nos do amor de Cristo? A tribulação, a angústia, a perseguição, a fome?” (Rom 8, 35) Estou ligado a Ti pela fé, como se estivesse pregado com pregos, estou preso pelos liames do amor. Todos os teus mandamentos serão como um cautério que aplicarei sobre as minhas feridas; o remédio arde, mas tira a infecção da úlcera. Corta pois, Senhor Jesus, com a tua espada poderosa, a podridão dos meus pecados; vem depressa fazer uma incisão nas paixões escondidas, secretas, variadas. Purifica todas infecções com o banho novo. Escutai-me, homens apegados à terra, vós que tendes o pensamento inebriado pelos vossos pecados: também eu, Levi, fui ferido por paixões semelhantes; mas encontrei um Médico que mora no céu e espalha os seus remédios pela terra. Só Ele pode curar as minhas feridas, Ele que as não tem; só Ele pode tirar a dor do coração e o langor da alma, pois Ele conhece tudo o que é oculto.»
_Santo Ambrósio (c. 340-397)_

(11.1) – EU NÃO VIM PARA CHAMAR JUSTOS, MAS SIM PECADORES
O ESCÂNDALO DA SOLIDARIEDADE
Jesus, na sua condição de Mestre, realizou gestos inusitados que escandalizavam determinados grupos de seu tempo. Entre eles, estavam os mestres da Lei (escribas) que gozavam de grande prestígio e admiração por parte do povo. Este prestígio, de certa forma, os distanciava da massa. Sendo especialistas na interpretação da Lei, pretendiam, juntamente com os fariseus, ser estritos no seu cumprimento. Isso era para eles um ponto de honra! Um dos tópicos da Lei dizia respeito às impurezas que se podia contrair no contato com pessoas consideradas impuras. Tais pessoas, por isso, deveriam ser vítimas da marginalização.
O caminho do Mestre-Jesus seguiu na direção oposta. Ele se fez solidário com marginalizados de seu tempo – cobradores de impostos e pecadores – não temendo contrair impureza. Sua presença, pelo contrário, era fator de purificação. Jesus estava imune do contágio e a impureza deles não o podiam atingir.
O Mestre-Jesus priva da amizade dos excluídos, não se furtando a sentar-se à mesa com eles, para partilhar uma refeição, símbolo de comunhão sincera. Essa eventualidade o fez compreender o sentido de sua missão de enviado: os destinatários privilegiados de seu amor e de sua ação misericordiosa não eram aqueles já inseridos na comunidade religiosa e social. E, sim, aqueles colocados à margem do sistema por qualquer razão que seja.
Oração:
Senhor Jesus, sua solidariedade com os marginalizados é sinal da presença do Reino. Ensina-me a ser solidário como tu, para que na minha ação o Reino continue a desabrochar.
_Igreja Matriz de Dracena_

(11.2) – NÃO SÃO AS PESSOAS SADIAS QUE PRECISAM DE MÉDICO…
Tudo que Deus mais quer é ver os seus filhos felizes! Ele tem um projeto de vida plena, destinado a cada um de nós! Todos estão incluídos neste querer de Deus! Enganamos, quando pensamos que só os bons são convidados a fazer parte do Reino de Deus, o chamado de Jesus é extensivo a todos! Ele não faz distinção de pessoas, tanto chama os bons, como os que ainda não são bons! O que vale para Jesus, é a resposta que se dá ao Seu chamado, pois no coração de quem aceita o seu chamado, já houve transformação, afinal, ninguém aceita um chamado de Jesus, sem estar disposto a mudar de vida!
O evangelho de hoje, narra o encontro de Jesus com um cobrador de impostos visto pelos judeus como pecador: “Jesus vê Levi sentado na coletoria de impostos, e diz a ele: “Segue-me”! Jesus vê o homem “Levi” e não, o seu pecado!”
Atraído pela proposta de Jesus, Levi, que passou a ser chamado de Mateus, abandona todos os seus projetos pessoais, que visavam somente bens materiais, para aderir ao projeto de vida plena que Deus tinha para ele!
Os cobradores de impostos, eram mal vistos pelo povo judeu devido a sua iniquidade*, eram excluídos do convívio social por serem considerados impuros. Por este motivo, os fariseus se escandalizaram ao ver Jesus chamando um cobrador de imposto à segui-lo! E mais escandalizados ficaram, quando Jesus vai à casa do então “Mateus” e senta-se à mesa com ele e com os demais cobradores de impostos.
Hoje, a realidade nos mostra uma multidão de pessoas doentes da alma! Irmãos nossos, que só precisam de se sentirem amados para mudar de vida! Foi o que aconteceu com Mateus, depois que Jesus o enxergou, que lhe demonstrou amor, ele trocou a sua vida errante por este amor de Jesus, um amor que deu um sentido novo ao seu existir!
Infelizmente, nós temos a tendência de não esquecer o passado sujo de alguém. E quantos de nós, julgamos o outro pela sua aparência, pelo tipo de trabalho que ele exerce, pelos lugares que frequenta, nós não enxergamos a pessoa na sua essência como Jesus enxerga!
Jesus, ao contrário de nós, enxerga a “pessoa”, não o seu defeito! A divisão entre o bem e o mal que para nós é clara, para Jesus não existe, pois para Ele, estar em pecado é estar doente, e o que um doente necessita, não é de um juiz, e sim, de um médico, pois uma vez curada a sua doença, ele retoma a sua vida!
São muitos os irmãos, que se enveredaram pelos caminhos contrários, às vezes, por culpa nossa, que não mostramos a eles o nosso Deus da vida! Quantas vezes, nós, que dizemos seguidores de Jesus, ao invés de ajudar estes irmãos a retomarem o caminho da vida, contribuímos para que eles se percam ainda mais!
Todas as vezes que acusamos, ou que destacamos o ponto fraco de alguém, desprezando alguma qualidade sua, estamos afundando-o cada vez mais, um sinal de que ainda não aprendemos a olhar o outro com um olhar de misericórdia!
Para Jesus, o que é decisivo, é o que uma pessoa passa a ser a partir do seu encontro com Ele, o passado para Jesus, não existe!
Abandonemos a nossa postura de Juiz e nos tornemos médico de almas, ponte para que o outro encontre o caminho da felicidade plena!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
_Olívia Coutinho_

* INIQUIDADE: Substantivo feminino. Qualidade do que é contrário à justiça. É a pessoa que torna normal o que é pecado, não senti culpa pelo pecado cometido, e de tanto cometer o mesmo pecado ou coisa errada, não se arrepende, pois já acha que o que fez é absolutamente normal.

(11.3) – JESUS VEIO CHAMAR OS PECADORES
Hebreus 4, 12-16 – “A Palavra é nosso amparo, remédio e alimento”
A ação da Palavra de Deus se concretiza na medida em que nos dispomos a vivê-la. Ela é o trono da graça de Deus! Quando caminhamos sob a Sua guarda estamos seguindo a trilha que o próprio Deus já traçou para alcançarmos o reino do céu, aqui e a vida eterna, mais tarde. Sendo ela viva e eficaz, esclarecedora e reveladora, é também o referencial para o nosso julgamento. Jesus Cristo é a Palavra do Pai que, cheio de Misericórdia, veio ao mundo para nos dar a graça de um auxílio no momento oportuno. Não precisamos ficar desnorteados(as) nos momentos de aflição, pois a própria Palavra nos revela os pensamentos do coração de Deus para nós em cada situação da nossa vida. A Palavra do Senhor nos desvenda os mistérios dos acontecimentos e é uma receita para que permaneçamos firmes na fé. Diante da Palavra de Deus nós somos purificados(as) e podemos nos manter fiéis seguidores de Cristo, pois é Ela quem nos revela o modelo do cristão verdadeiro. Jesus é o Sumo Sacerdote, e, embora, sejamos fracos(as), pecadores(as), nós O temos no céu para nos justificar. A Sua Palavra é o nosso norte, nosso amparo, remédio e alimento. O que é da carne é carnal, o que é do espírito, é espiritual e somente a Palavra nos dá o entendimento fiel para o nosso discernimento.
– Como é a sua vivência com a Palavra de Deus?
– Você tem medo de encará-La em certos aspectos?
– O que você ainda não conseguiu entender?
– Ela tem lhe dado paz ou medo? Reflita!

Salmo 18 – “Vossas palavras são espírito, são vida, tendes palavras, ó Senhor, de vida eterna”.
Tudo o que está escrito na lei do Senhor é perfeito para o nosso crescimento e para a nossa felicidade. Os preceitos do Senhor nos levam a viver com o coração alegre. Não precisamos nos atemorizar quando nela encontramos palavras duras, porque os julgamentos de Deus são corretos e para o nosso bem. Precisamos apenas diante da Sua Palavra, abrir o coração e proclamar com os nossos lábios os benefícios que dela recebemos.

Evangelho – Marcos 2, 13-17 – “Jesus veio chamar os pecadores”
Levi era um coletor de impostos que explorou o povo até o dia em que Jesus o chamou para segui-Lo. Mesmo sabendo ser ele um homem pecador, portanto injusto com os irmãos, Jesus o convocou para fazer parte do rol de Seus discípulos. Parece até que Jesus procurou os piores para fundar a Sua Igreja. Isto tudo nos serve de exemplo quando também nos admiramos de que na Igreja de Deus e no serviço do reino haja tantas pessoas necessitadas de conversão. Isto prova quanto que Jesus deseja a nossa salvação e conversão, por isso mesmo, nos convocou. A certeza de que Jesus não veio para chamar justos, mas sim pecadores, dá a garantia de que o nosso chamado é para valer e Ele quer também entrar na nossa casa, cear com a nossa família e confraternizar-se com nossos amigos, todos, pecadores. Jesus veio para chamar os pecadores a serem justos, esta é a verdade! O justo é aquele que é ajustado ao Plano de Deus, porque aceita a Salvação em Jesus e procura a conversão. Ainda hoje Jesus, quer atrair para si os pecadores, fracos, defeituosos, infelizes a fim de que todos se tornem ajustados ao Plano do Pai que é a sua felicidade. O grande segredo para que sejamos salvos é, primeiramente, reconhecermos que precisamos de salvação e acolhermos Jesus Cristo como nosso Salvador. Quando estamos fortalecidos na fé em Jesus Cristo nós também nos ajustamos ao plano de Deus, por isso, somos convocados a sermos instrumentos de salvação para aqueles que não O conhecem e não O aceitam.
– Você se acha um homem ou uma mulher, justo(a)?
– Qual é o critério para sermos justos(as)?
– Você também, como Levi, já foi chamado(a) para seguir Jesus?
– Para você o que significa seguir Jesus: ir atrás Dele ou obedecê-lo?
_Helena Serpa_

(11.4) – EU NÃO VIM PARA CHAMAR JUSTOS
Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.
Este Evangelho nos traz três coisas:
1) A vocação de Levi, que é o Apóstolo e evangelista S. Mateus.
2) Escândalo e crítica dos doutores da Lei por Jesus comer junto com pessoas de má fama.
3) A resposta explicativa de Jesus.
Os doutores da Lei eram como os nossos atuais catequistas. Eles seguiam as tradições farisaicas e sempre criticavam Jesus, porque ele não as seguia. Eles se julgavam os donos da fé do povo, e não servos, como devia ser. Jesus foi ousado, porque convidou para ser Apóstolo um pecador público, no pensar dos doutores da Lei e dos fariseus.
O cobrador de impostos era, entre os judeus, uma pessoa banida religiosa e socialmente, por colaborar com um governo estrangeiro e por ter as mãos manchadas com o dinheiro sujo, fruto do suborno, da extorsão e da usura. Como viviam em “estado de pecado”, eram considerados excluídos da salvação de Deus e sem possibilidade de conversão.
Além dos cobradores de impostos, também as prostitutas, os bandidos e os leprosos eram considerados pecadores públicos e banidos da sociedade judaica. Era justamente no meio dessa turma que Jesus vivia. E ele explica: não veio para chamar os justos, mas sim os pecadores. Mas esta atitude de Jesus batia de frente com o pensar da elite religiosa e social do seu país. “Por que ele come com cobradores de impostos e pecadores?”
Jesus ouviu a reclamação feita aos discípulos e deu a resposta clara, que é um dos princípios básicos da religião que ele veio fundar: “Não são as pessoas sadias que precisam de médico, mas sim as doentes”. A Comunidade cristã não pode tornar-se um grupo fechado em si mesmo. É preciso abrir as janelas para ver os que mais precisam da graça de Cristo, e depois abrir as portas para ir ao encontro deles. Pois “Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores”.
A palavra “justos” aqui tem um sentido irônico. São aqueles que se julgam perfeitos, e por isso se negam a fazer qualquer mudança de comportamento. Uma pessoa assim não abre o coração para a Palavra de Deus, pois Deus não tem mais nada a dizer a ela, já chegou ao topo da montanha da vida cristã. São pessoas que “engolem um camelo e pensam que é um mosquito”.
Como é bom reconhecer os próprios pecados, e em seguida acreditar na misericórdia de Deus, que ama os pecadores! “O justo cai sete vezes por dia”. O que acontece conosco é que não temos o costume de, à noite, procurar descobrir os pecados que cometemos durante o dia, por pequenos que sejam, e nos arrepender deles. Todo pecado é pecado, independentemente do tamanho, se é grande ou pequeno.
Cristo desce até o mundo dos pecadores, não para ficar ali, mas para subir com eles na libertação do pecador, mostrando que Deus o ama, e ama muito.
Para entrarmos no Reino de Deus, fundado por Jesus, precisamos ser como Deus Pai, que manda o sol e a chuva sobre todos, maus e bons, juntos e injustos. Precisamos libertar-nos dos preconceitos de classe, de cor, de raça ou de qualquer outro. Que deixemos de dividir o povo entre bons e maus, entre os que podemos cumprimentar e os que não podemos, entre os que devemos amar e os que não devemos. Que aprendamos que todo ser humano, no fundo, é bom, porque foi criado por Deus. E é esse “fundo bom” que devemos olhar em primeiro lugar nas pessoas.
Como é bom ser misericordioso, isto é, amar uma pessoa que vive de forma errada! Não amamos o erro, mas a pessoa. Afinal, nós também somos pecadores. Um dia Jesus reclamou daqueles que veem um cisco no olho do irmão, e não veem a trave no próprio olho. Se olharmos sinceramente para nós mesmos, com certeza seremos mais misericordiosos para com os que erram.
Certa vez, um menino visitava sua tia, e esta o repreendeu por contar uma mentira. A tia o advertiu: “Você sabe o que acontece com meninos que dizem mentiras?” “Não, tia. O que acontece?”, ele perguntou.
“Bem”, disse ela, “existe um homem que mora na lua, de cor esverdeada, que tem só um olho, que desce no meio da noite e voa de volta para a lua levando os meninos que dizem mentiras. Lá eles são espancados com varas pelo resto de sua vida. Você ainda dirá mentiras?”
Aí está o grande erro daquela tia: querer motivar alguém a não dizer mentiras, através de uma mentira, e daquelas cabeludas!
Se quisermos condenar os pecadores, caímos no mesmo erro, porque também somos pecadores.
Maria Santíssima não exclui nenhum de nós, seus filhos e filhas, porque essa é uma virtude própria da mãe. Pelo contrário, os que levam vida errada são os que mais estão presentes nas orações e preocupações da mãe. Que nossa Mãe Maria nos ajude a imitar o seu Filho.
Eu não vim para chamar justos, mas sim pecadores.
_Padre Queiroz_

(11.5) – SEGUE-ME
Nós hoje vemos Jesus convidando Mateus, o cobrador de impostos, que estava na coletoria de impostos quando ouviu a voz do Mestre: “Segue-me!”, e daquela hora em diante levantou-se e tornou-se um discípulo de Jesus.
Jesus, por outro lado, senta-se à mesa na casa de Mateus e, enquanto estavam fazendo a refeição, também vieram muitos cobradores de impostos e pecadores também se estavam à mesa com o Senhor e com Seus discípulos. Aos olhos dos fariseus, aos olhos daqueles que parecem muito puros aquela cena causou estranheza, constrangimento, uma confusão no interior: “O que o Mestre, o que Aquele que se diz Senhor, está fazendo? Ele está sentando à mesa com os pecadores!?”.
Ao ver a forma como eles reagiram, o Senhor responde de forma clara e objetiva: “Não é quem tem saúde que precisa de médico, mas sim quem está doente”!
Portanto o Reino de Deus, a presença de Cristo neste mundo é por causa dos doentes, é por causa dos pecadores; são eles que precisam d’Ele, diz Jesus.
Deixe-me dizer uma coisa a você: Jesus veio por causa de nossas doenças e enfermidades, Ele veio por causa de nossos pecados e da nossa miséria humana. Se Ele já libertou a mim e a você, louvado seja Deus por isso! Mas nós precisamos todos os dias ser salvos, libertos e restaurados pela misericórdia de Deus. Precisamos desejar que essa mesma misericórdia atinja o coração daqueles que estão afastados d’Ele. Por isso, a Igreja, a sua paróquia, a comunidade, não é a “assembleia dos justos”, mas sim a casa dos pecadores.
É na casa de Deus que se acolhe quem está com o coração ferido e com o coração machucado, é por isso que não pode haver preconceito e discriminação em nós. Por isso em nosso coração, que é o lugar da morada de Deus, todos devem ser amados e acolhidos.
Nós não podemos transformar a casa do Senhor num lugar só para os que se acham certinhos, puros e renovados. É na casa do Senhor que se reúnem os pecadores para que ali a misericórdia de Deus nos renove, nos lave e nos purifique.
Que o Senhor Jesus, que veio chamar os doentes e os pecadores, acolha as nossas enfermidades e nossas misérias no Seu coração!
Deus abençoe você!
_Canção Nova_

(11.6) – NÃO VIM CHAMAR OS JUSTOS MAS OS PECADORES
O chamado de Levi e dos pecadores é dirigido hoje aos cristãos, convidados a fazer a experiência da misericórdia. Como todos os seres humanos, são pecadores, porém descobrem que o amor de Deus quer alcança-los até mesmo no pecado. Convidar um publicano para o seguimento era motivo de escândalo para o povo e, de maneira especial, para os letrados.
Como é possível que este que se faz chamar Mestre, coma com os publicanos e pecadores?
Para Jesus, o importante é a pessoa e não tanto sua condição, ainda que o convite seja para a mudança de vida, para o seu próprio bem e para o bem de todos. O pecador somente descobre a misericórdia de Deus se esta constitui para ele um chamado à conversão e à mudança de vida e, ainda mais, a uma missão apostólica de ser testemunha no mundo. Os pecadores tradicionalmente sempre foram confrontados com os justos, mas para condená-los. Nessa passagem, porém, são testemunhas de uma qualidade religiosa essencial: a humildade posta a serviço do chamado, contraposta à orgulhosa rejeição da boa consciência dos fariseus.
_Claretianos_

(11.7) – O MESTRE ANDANDO EM MÁS COMPANHIAS
“Diga-me com quem andas e te direi quem és” – lembram-se deste provérbio?
Na minha infância cresci ouvindo exortações dos meus pais e educadores para que evitássemos as más companhias e até confessávamos isso ao Padre porque era considerado pecado.
Quando comecei a ter uso da razão e deparei com esse evangelho, comecei a achar que tinha algo de errado, ou com a nossa formação ou com Jesus. Estar junto as pessoas desqualificadas não significa aprovar suas atitudes erradas e nem compactuar com elas, nossos pais e educadores tinham medo de que a influência do mal presente na vida dessas “pessoas” rotuladas como más companhias, acabasse nos contaminando.
Mas… e o Bem presente em nós na Graça de Deus, será que não têm uma força para contagiar as pessoas com quem nos relacionamos?
Pois aí é que está o grande problema inclusive de hoje em dia. O mal influencia a vida dos cristãos e as comunidades. Jesus, o Filho de Deus, não teme o mal presente na vida das pessoas, pois foi exatamente para isso que ele veio, para combatê-lo e eliminá-lo para sempre. Jesus não só andou com as más companhias, foi mais longe e assumiu a fragilidade humana por amor a humanidade que estava sob o domínio do mal.
Nos dias de hoje não podemos mais pensar dessa maneira, pois como discípulos e missionários de Jesus, nós temos que ter mais fé em nosso “Taco” na poderosa Graça de Deus presente em nossa vida, no poder de Deus manifestado no Espírito Santo e assim sairmos do nosso ambiente sagrado e entrarmos sem medo naquilo que muitas vezes consideramos profano, confiantes de que em Cristo somos mais que vencedores.
A casa de um Publicano cobrador de impostos não tinha nada de sagrado, ao contrário, os amigos de Levi eram todos da mesma “laia” que ele, isso é, pecadores considerados irrecuperáveis diante de Deus e dos homens. Sem a menor cerimônia Jesus vai à sua casa, o evangelista não menciona de quem partiu o convite, pode ser que tenha sido Levi, feliz da vida por ter sido convidado a ser discípulo e por isso queria comemorar, mas também pode ser que tenha partido de Jesus que nesse sentido era meio “oferecido”, lembram-se da história do pequeno Zaqueuzinho?
O fato é que, quando se trata de salvar e oferecer as pessoas essa Vida totalmente Nova, Jesus de Nazaré faz de tudo e não está nem aí com certos preconceitos. Propõe, convida, chama, inclusive a “gentalha” que muitas vezes ainda continuamos a excluir em nossos tempos.
Pensem um pouco…
Quanta gente rotulada como má (só porque não pertencem ao nosso grupo, igreja ou comunidade) dando por aí um testemunho maravilhoso com palavras e atitudes à favor da vida…
E ao final da reflexão deixo essa perguntinha, no mínimo provocadora:
Quem são os “Enfermos” dessa história?
_Diácono José da Cruz_

(11.8) – NÃO VIM PARA CHAMAR OS JUSTOS
Ser coletor de impostos na época de Jesus era ser um pecador profissional. Por isso, a escolha de Levi, ou Mateus, para ser discípulo de Jesus e ir comer na casa dele com os outros cobradores de impostos e pecadores, significava que Jesus comungava com eles, o que era muito grave. No entanto, esse fato nos mostra que Jesus veio para nos mostrar o amor misericordioso de Deus, que havia dito pelo profeta que não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva e que Deus quer que todas as pessoas participem do banquete do Reino definitivo. Esse texto causa incomodo entre os que frequentam a Igreja assiduamente. Os mais fervorosos sentem-se excluídos. Jesus não exclui os que participam do sacramento, mas diz que esses já sabem o caminho ou entendem melhor esse caminho enquanto outros não. Há que se pensar com carinho nas ovelhas que estão fora, que não participam e que veem razão no que fazemos.
O que você tem feito em relação a isso?
O seu testemunho atrai aas pessoas para Deus?
_Ruymar_

(13) – REFLEXÃO
Em seu evangelho, Marcos realça sempre o primado do ensino de Jesus. Pela comunicação da palavra verdadeira, acompanhada do testemunho de amor, se dá a transformação do mundo e da sociedade.
Esta narrativa do chamado de Levi encontra-se nos três evangelhos sinóticos, com pequenas diferenças entre si. O coletor de impostos, ou publicano, chama-se Levi nos evangelhos de Marcos e Lucas, e Mateus no evangelho de Mateus. Jesus já havia chamado os quatro primeiros discípulos: Pedro, André, João e Tiago.
Extremamente sucinto, este texto é um resumo do chamado: Jesus passa, o vê sentado na sua mesa de coleta de impostos e o chama. Levi levanta-se, deixa tudo e o segue. Os escribas dos fariseus censuram Jesus por comer com Levi e seus amigos. Jesus vem romper com o sistema elitista e opressor. A mesa de Jesus é dos pobres e excluídos, que são acolhidos e valorizados, e reencontram o sentido da vida no amor de Deus e na fraternidade.

(16) – NÃO É A JUSTOS QUE VIM CHAMAR, MAS A PECADORES
Hoje, na cena que nos relata São Marcos, vemos como Jesus ensinava e como todos vinham para O escutar. A fome de doutrina é patente, então e também agora, porque a ignorância é o pior inimigo. Tanto assim é, que se tornou clássica a expressão: «Deixarão de odiar, quando deixarem de ignorar».
Passando por ali, Jesus viu Levi, filho de Alfeu, sentado na banca de cobrança dos impostos e, ao dizer-lhe «segue-me», deixando tudo, foi com Ele. Com esta prontidão e generosidade ele fez o grande “negócio”. Não somente o “negócio do século”, mas também o da eternidade.
Devemos pensar há quanto tempo acabou o negócio de recolha de impostos para os romanos e, pelo contrário, Mateus — hoje mais conhecido pelo seu novo nome do que por Levi — não deixa de acumular benefícios com os seus escritos, ao ser uma das doze colunas da Igreja. É o que acontece quando se segue o Senhor com prontidão. Ele disse-lhe: «E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna» (Mt 19, 29).
Jesus aceitou o banquete que Mateus lhe ofereceu em sua casa, junto com os outros cobradores de impostos e pecadores, e com os seus apóstolos. Os fariseus – como espectadores dos trabalhos dos outros – comentam aos discípulos que o seu Mestre come com pessoas que eles têm catalogadas como pecadores. O Senhor ouve-os e sai em defesa do seu modo habitual de agir com as almas: «Não é a justos que vim chamar, mas a pecadores» (Mc 2, 17).
Toda a Humanidade necessita do Médico divino. Todos somos pecadores e, como dirá S. Paulo, «todos pecaram e estão privados da glória de Deus» (Rom 3, 23).
Respondamos com a mesma prontidão com que Maria sempre respondeu à sua vocação de corredentora.
_Rev. D. Joaquim MONRÓS i Guitart_

(17) – VOCAÇÃO DE MATEUS
Jesus se encontra em Cafarnaum, cidade buliçosa, situada na rota de Damasco. Razão da presença aí de aduanas e dos respectivos cobradores de impostos. São os publicanos (telovai), dentre os quais se encontra Mateus, nome hebraico, provavelmente abreviação de Matatías, que significa “dom de Deus”. Jesus o chama. Na vocação de Mateus, a tradição patrística e a literatura ascética destacam dois aspectos fundamentais: o apelo gratuito e eficaz do Senhor e a resposta pronta e incondicional de Mateus.
A primeira revela a bondade e o poder do Mestre, a segunda aponta para a acolhida e disponibilidade do Apóstolo.
Jesus, segundo S. Beda o venerável, “viu mais com os olhos interiores do seu amor do que com os olhos corporais. Jesus viu o publicano e, porque o amou, o escolheu, e lhe disse: Segue-me, isto é, imita-me. Ele o segue, menos com seus passos, mas muito mais com seu modo de agir, pois quem está em Cristo, anda de contínuo como ele andou”.
Jesus chama-o e Mateus o segue. Comenta S. Jerônimo: “Mateus diz ser um publicano para mostrar que ninguém deve se desesperar sobre sua salvação. Importante é se converter para uma vida melhor. De publicano, ele é transformado em apóstolo, bastando um chamado do Senhor”. Ele se torna seguidor do Mestre e vive em sua intimidade. De fato, levantando-se, ele acompanha Jesus, numa correspondência exata e imediata da resposta ao apelo, sinal que ela é sem reticência ou hesitação. Essa sua atitude, como a de Pedro e a dos demais apóstolos, que deixando tudo o seguem, vai permitir-lhe ir imediatamente após Ele. A alegria inesperada e pascal de estar com Jesus reflete-se no Evangelho, escrito por ele. É a primavera de Deus manifestada ao paralítico: “Levanta-te, teus pecados te são perdoados”. E a Mateus: “Vem e segue-me”. Escreve S. João Crisóstomo: “Jesus, que conhece os secretos pensamentos de cada pessoa, sabe o momento em que cada um de nós está pronto para escutar o seu chamado”.
Ao chamado de Jesus segue-se a ceia oferecida por Mateus. À ceia foram “muitos publicanos e pecadores, que se sentaram à mesa com Jesus e os Apóstolos”. Os fariseus ficam consternados. Como poderia o Mestre comer com tais pessoas? A resposta é clara e tocante. Soa como um forte apelo à conversão: “Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes. Ide, pois, e aprendei o que significa: misericórdia é que eu quero, e não sacrifício. Com efeito, eu não vim chamar os justos, mas os pecadores”. Certa ironia se reflete nas palavras de Jesus, pois os fariseus se julgavam justos e Jesus dá, justamente, preferência aos pecadores. Desejo profundo e ardente de levar todos à prática da misericórdia e a não se prenderem às observâncias externas da Lei, mas a viverem a compaixão misericordiosa no cuidado dos pobres e pecadores.
_Dom Fernando Antônio Figueiredo_

COMEMORA-SE NO DIA 16/Jan

(8) – SANTO ANTÃO
Antonio do Deserto nasceu na cidade de Conam, no coração do antigo Egito, em 251, e batizado com o nome de Antão. Era o primogênito de uma família cristã de camponeses abastados e tinha apenas uma irmã.
Aos vinte anos, com a morte dos pais, herdou todos os bens e a irmã para cuidar. Mas, numa missa, foi tocado pela mensagem do Evangelho em que Cristo ensina a quem quer ser perfeito: “Vende os teus bens, dá aos pobres e terás um tesouro nos céus. Depois, vem e me segue”. Foi exatamente o que ele fez. Distribuiu tudo o que tinha aos pobres, consagrou sua irmã ao estado de virgem cristã e se retirou para um deserto não muito longe de sua casa.
Passou a viver na oração e na penitência, dedicado exclusivamente à Deus. Como, entretanto, não deixava de atender quem lhe pedia orientação e ajuda, começou a ser muito procurado. Por isto, decidiu se retirar ainda para mais longe, vivendo numa gruta abandonada, por dezoito anos. Assim surgiu Antonio do Deserto o único discípulo do santo mais singular da Igreja: São Paulo, o ermitão.
Mas seus seguidores não o abandonavam. Aos cinquenta e cinco anos, atendeu o pedido de seus discípulos, abandonando o isolamento do deserto. Com isto, nasceu uma forma curiosa de eremitas, os discípulos viviam solitários, cada um em sua cabana, mas todos em contato e sob a direção espiritual de Antonio.
A fama de sua extraordinária experiência de vida santa no deserto, correu o mundo. Passou a ser o modelo do monge recluso e chamado, até hoje, de “pai dos monges cristãos”.
Antonio não deixou de ser procurado também pelo próprio clero, por magistrados e peregrinos que não abriam mão de seus conselhos e consolo. Até o imperador Constantino e seus filhos estiveram com ele.
Mas, o corajoso Antonio esteve em Alexandria duas vezes: em 311 e 335. A primeira para animar e confortar os cristãos perseguidos por Diocleciano. E a segunda, para defender seu discípulo Atanásio, que era o bispo, e estava sendo perseguido e caluniado pelos arianos e para exortar os cristãos a se manterem fiéis à doutrina do Concílio de Nicéia de 325.
Ele também profetizou sua morte, depois de uma última visão de Deus com seus santos, que ocorreu aos cento e cinco anos, em 17 de janeiro de 356, na cidade de Coltzum, Egito. Antonio do Deserto ou Antão do Egito, foi colocado no Livro dos Santos para ser cultuado no dia de sua morte. Santo Atanásio foi o discípulo e amigo que escreveu sua biografia, registrando tudo sobre o caráter, costumes, obras e pensamento do monge mais ilustre da Igreja Católica antiga.
As suas relíquias são conservadas na igreja de Santo Antonio de Viennois, na França, onde os seus discípulos construíram um hospital e numerosas casas para abrigar os doentes abandonados. Mais tarde, se tornaram uma congregação e receberam o nome de “Ordem dos Hospedeiros Antonianos”, que atravessou os séculos, vigorosa e prestigiada.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTO ANTÃO
PAI DA VIDA MONACAL
(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS SANTOS – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Antão (Egito, 250-356), ilustre monge da Igreja, deixou-se cativar pelo apelo de Jesus: “Se queres ser perfeito, vende teus bens, dá aos pobres e segue-me”. Sensível dos problemas de seu tempo, colaborou para o bem comum e zelou pelas necessidades do povo.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
O justo florescerá como a palmeira; crescerá como o cedro do Líbano, plantado na casa do Senhor, nos átrios de nosso Deus (Sl 91, 13s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que chamastes ao deserto santo Antão, pai dos monges, para vos servir por uma vida heroica, dai-nos, por suas preces, a graça de renunciar a nós mesmos e amar-vos acima de tudo. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A palavra de Deus chega até nós de forma viva, eficaz e cortante. Penetrando nosso coração, ela nos convoca ao seguimento de Jesus e põe a nu os esquemas que discriminam as pessoas.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4, 18).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Aceitai, ó Deus, nossas humildes oferendas trazidas ao altar na festa de santo Antão, para que, desapegados dos bens terrenos, vos tenhamos por única riqueza. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Se queres ser perfeito, vai, vende o que tens e dá aos pobres. Depois, vem e segue-me, diz o Senhor (Mt 19,21).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que nos fortalecestes pelo vosso sacramento, concedei-nos vencer as tentações do inimigo, como destes a santo Antão esplêndidas vitórias contra as forças do mal. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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