Liturgia Diária 18/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
18/Jan/2015 (domingo)

Os primeiros discípulos encontram o Mestre

LEITURA: Primeiro Livro de Samuel (1 Sm) 3, 3b-10.19: Deus chama Samuel
Leitura do Primeiro Livro de Samuel: Naqueles dias, 3b Samuel estava dormindo no templo do Senhor, onde se encontrava a arca de Deus. 4 Então o Senhor chamou: “Samuel, Samuel!” Ele respondeu: “Estou aqui”. 5 E correu para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli respondeu: “Eu não te chamei. Volta a dormir!” E ele foi deitar-se. 6 O Senhor chamou de novo: “Samuel, Samuel!” E Samuel levantou-se, foi ter com Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Ele respondeu: “Não te chamei, meu filho. Volta a dormir!” 7 Samuel ainda não conhecia o Senhor, pois, até então, a palavra do Senhor não se lhe tinha manifestado. 8 O Senhor chamou pela terceira vez: “Samuel, Samuel!” Ele levantou-se, foi para junto de Eli e disse: “Tu me chamaste, aqui estou”. Eli compreendeu que era o Senhor que estava chamando o menino. 9 Então disse a Samuel: “Volta a deitar-te e, se alguém te chamar, responderás: ‘Senhor, fala, que teu servo escuta!’” E Samuel voltou ao seu lugar para dormir. 10 O Senhor veio, pôs-se junto dele e chamou-o como das outras vezes: “Samuel, Samuel!” E ele respondeu: “Fala, que teu servo escuta”. 19 Samuel crescia, e o Senhor estava com ele. E não deixava cair por terra nenhuma de suas palavras. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 40 (39), 2.4ab. 7. 8a.8b-9. 10: Ação de graças. Pedido de socorro.
— Eu disse: “Eis que venho, Senhor!” / Com prazer faço a vossa vontade.
2 Esperando, esperei no Senhor, / e, inclinando-se, ouviu meu clamor. / 4a Canto novo ele pôs em meus lábios, / 4b um poema em louvor ao Senhor.
7 Sacrifício e oblação não quisestes, / mas abristes, Senhor, meus ouvidos; / não pedistes ofertas nem vítimas, / holocaustos por nossos pecados.
8a E então eu vos disse: “Eis que venho!” / 8b Sobre mim está escrito no livro: / 9 “Com prazer faço a vossa vontade, / guardo em meu coração vossa lei!”
10 Boas-novas de vossa justiça / anunciarei numa grande assembleia; / vós sabeis: não fechei os meus lábios!

LEITURA: Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios (1 Cor) 6, 13c-15a.17-20:
A Apelação aos Tribunais Gentios (A Fornicação)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 13c O corpo não é para a imoralidade, mas para o Senhor, e o Senhor é para o corpo; 14 e Deus, que ressuscitou o Senhor, nos ressuscitará também a nós, pelo seu poder. 15a Porventura ignorais que vossos corpos são membros de Cristo? 17 Quem adere ao Senhor torna-se com ele um só espírito. 18 Fugi da imoralidade. Em geral, qualquer pecado que uma pessoa venha a cometer fica fora do seu corpo. Mas o fornicador peca contra seu próprio corpo. 19 Ou ignorais que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus? E, portanto, ignorais também que vós não pertenceis a vós mesmos? 20 De fato, fostes comprados, e por preço muito alto. Então, glorificai a Deus com o vosso corpo. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: João (Jo) 1, 35-42: Os primeiros discípulos
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo João.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 35 João estava de novo com dois de seus discípulos 36 e, vendo Jesus passar, disse: “Eis o Cordeiro de Deus!” 37 Ouvindo essas palavras, os dois discípulos seguiram Jesus. 38 Voltando-se para eles e vendo que o estavam seguindo, Jesus perguntou: “O que estais procurando?” Eles disseram: “Rabi (que quer dizer: Mestre), onde moras?” 39 Jesus respondeu: “Vinde ver”. Foram pois ver onde ele morava e, nesse dia, permaneceram com ele. Era por volta das quatro da tarde. 40 André, irmão de Simão Pedro, era um dos dois que ouviram a palavra de João e seguiram Jesus. 41 Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias” (que quer dizer: Cristo). 42 Então André conduziu Simão a Jesus. Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (que quer dizer: Pedra). — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós todos que nos encontramos na web, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, creio com viva fé que estais aqui presente, junto de mim, para indicar-me o caminho que leva ao Pai.
Iluminai minha mente, movei meu coração, para que esta Leitura Orante produza em mim frutos de vida.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Quais outros textos este me recorda?
Qual palavra mais me toca o coração?
Costumo reservar tempo para estar com Jesus?
O Mestre começa seu círculo de colaboradores. E, até hoje, a Igreja continua convidando, convocando, enviando discípulos e missionários. Disseram os bispos, em Aparecida: “Nestes últimos tempos, Deus nos tem falado por meio de Jesus seu Filho (Hb 1, 1ss), com quem chega à plenitude dos tempos (cf. Gl 4, 4). Deus, que é Santo e nos ama, nos chama por meio de Jesus a ser santos (cf. Ef 1, 4-5).” (DAp 130).
Como me encontro nesta missão?
Tenho a missão de ser santo ou santa, qualquer que seja minha vocação: leiga, religiosa ou para o ministério sacerdotal.
Como vivo este chamado?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na minha Bíblia, Jo 1, 35-42.
João indica a dois de seus discípulos o Cordeiro de Deus. É Jesus que está passando e os discípulos o seguem querendo saber onde ele morava. Jesus os convida a virem com Ele. Eles foram e ficaram com o Mestre o dia todo. Jesus os quer tornar testemunhas do que veem. O Evangelho diz que eram 4 horas da tarde. Quase final do dia. Um dos discípulos era André que, ao encontrar seu irmão Simão Pedro lhe diz: “Encontramos o Messias”. Mais ainda: o apresenta a Jesus. Simão ganha, então, o nome de Cefas que quer dizer “pedra”.
– Em que circunstâncias você recebeu a fé?
– Tem procurado retribuir atraindo outros para Deus?
– É fácil testemunhar a fé?
– Pode dizer que sua vida é um testemunho da fé que tem no Evangelho?
– Dê alguns exemplos práticos de como indicar Jesus a outras pessoas.

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo: Jesus Mestre, agradeço-vos pelas luzes que me destes na Palavra.
Perdoai-me, pelos limites que me impediram de fazê-la melhor.
Desejo viver o convívio com o Mestre Jesus Cristo, com a vossa graça. Amém!

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou testemunhar pela vida meus encontros com o Mestre.

REFLEXÕES

(6) – JESUS CHAMA À COMUNHÃO COM ELE NO SEGUIMENTO
Deus fala ao ser humano e sua voz pode ser ouvida e reconhecida. Deus chama Samuel; Jesus, os seus discípulos. A voz que fala em nós precisa ser discernida, para que a voz de Deus não se confunda com outras tantas vozes que falam em nosso interior. Do ser humano é requerida abertura do coração para deixar Deus falar e para escutar a sua voz. Confiado por sua mãe ao sacerdote Eli, Samuel cresceu no Templo do Senhor. Eli ensinou Samuel a reconhecer a voz do Senhor e a se dispor generosamente a escutá-lo. Para isso, é preciso fazer calar toda fantasia e barulho interno. Sob a orientação de Eli, Samuel pôde se abrir à graça da presença de Deus: “Fala que teu servo escuta!”. Diante de sua disposição, abre-se para ele um verdadeiro caminho de serviço a Deus.
No evangelho, é Jesus quem chama e convida à comunhão com ele no seu seguimento: “vinde e vede”. João Batista não era um asceta itinerante; ele continuava em Bethabara, do outro lado do Jordão, lugar em que ministrava um batismo provisório para a conversão, tendo em vista a vinda do Messias (cf. Jo 1, 28). Somente o evangelho de João informa ao leitor de que discípulos de João Batista se tornaram discípulos de Jesus. Nisso também se mostra que a missão do Batista estava orientada para o Messias. Uma das características do quarto evangelho é a corrente de testemunhas que, no trecho de hoje, tem sua origem no testemunho de João Batista sobre Jesus. João aponta para Jesus nomeando-o com um título soteriológico: “cordeiro de Deus”. Com isso, deixa livre os seus discípulos para irem atrás de Jesus. Os dois discípulos, um dos quais o leitor não conhece o nome, aceitam o convite de Jesus, de conhecerem não um lugar, mas a relação que une o Pai e o Filho. Tendo aceitado o convite, eles decidem “permanecer” com o Senhor, isto é, viver em comunhão com o Senhor. A nomeação de André, irmão de Simão Pedro, prepara o encontro deste com Jesus, encontro que mudará profundamente a orientação da sua vida. Foi André quem apresentou seu irmão a Jesus. O outro discípulo, no entanto, como dissemos, permanece anônimo, sugerindo que o leitor se identifique com ele e deseje, como ele, conhecer e viver com Jesus. A vida cristã se exprime nesse desejo contínuo de “permanecer” com Jesus.
ORAÇÃO:
Jesus, Mestre Divino, que chamastes os apóstolos a vos seguirem, continuai a passar pelos nossos caminhos, pelas nossas famílias, pelas nossas escolas, e continuai a repetir o convite a muitos jovens. Dai coragem aos convidados, forças para que vos sejam fiéis, como apóstolos leigos, como sacerdotes, como religiosos e religiosas, para o bem do povo de Deus e de toda a humanidade. Amém.
_Padre Carlos Alberto Contieri_

(8) – VINDE E VEDE!
O modo como se dava o discipulado de Jesus era muito distinto daquele dos rabinos. Na tradição rabínica, o discípulo escolhia seu mestre e por este era instruído na arte de interpretar as Escrituras. Esta atividade de caráter intelectual desenvolvia-se numa escola onde o mestre distinguia-se pela excelência do saber e o discípulo, pelo desejo de conhecer.
O método adotado por Jesus consistia na transmissão de um modo de ser, mais do que uma ciência. Os discípulos não estavam confinados numa escola, mas se colocavam no seguimento do Mestre e aprendiam, ouvindo suas palavras e presenciando o que ele fazia em favor do povo. Este aprendizado existencial ia transformando a vida do discípulo, num processo paulatino de assimilação de tudo que o Mestre realizava.
O discipulado, neste caso, consistia num duplo movimento.
“Vinde” indicava que o discipulado se dava pela iniciativa de Jesus que convocava para o seu seguimento. Era ele quem chamava. Cabia ao discípulo aceitar o convite.
“Vede” supunha concentrar a atenção na pessoa de Jesus para captar os valores que regiam sua ação e deixar-se moldar por eles.
Os primeiros discípulos aceitaram o convite de Jesus, ficaram fascinados por ele, e saíram para partilhar com os irmãos a experiência deste encontro transformador. Quem quiser se fazer discípulo do Senhor deverá trilhar o mesmo caminho.
Oração:
Senhor Jesus, tu me chamaste para seguir-te. Faze de mim um discípulo autêntico, e que minha vida se espelhe na tua.
_Padre Jaldemir Vitório_

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Primeira Leitura: 1Sm 3, 3b-10.19.
“Fala, que teu servo escuta” (1 Sm 3, 10f).
O nosso lugar no Reino de Deus, nossa condição no relacionamento com Deus Pai e com Jesus Cristo, não são definidos por nós mesmos. Deus toma a iniciativa de nos elevar à condição de seus filhos adotivos. Embora isso não seja dito diretamente pela Liturgia da Palavra deste domingo, o fato é que esta filiação adotiva por parte de Deus é uma realidade iniciada com nosso Batismo. Uma vez batizados, neste mundo não vivemos mais separados da Santíssima Trindade. E tudo, nesta união, tem por finalidade nossa futura Vida Eterna, em que viveremos sustentados e saciados pelo amor infinito de Deus. No Reino de Deus plenamente realizado, seremos os filhos de Deus por toda a eternidade.
Como chegamos a este ponto, desejo eterno de Deus?
Entendamos que para isto Deus mesmo nos capacita com sua bondade, afeto e poder.
A Primeira Leitura nos mostra o chamado que Deus fez a Samuel, para dar-lhe a vocação profética, pela qual ele não se separava jamais de Deus. O profeta vivia em constante união com seu Deus, recebendo Dele as mensagens que devia levar ao Povo Eleito. Ou seja, uma vez escolhido por Deus, por Ele Samuel foi capacitado para a missão recebida.
Do mesmo modo Deus nos chama, nos dá uma missão neste mundo, e para ela nos capacita de maneira surpreendente. Somos filhos de Deus, cumpridores de nossa missão.
Cada um de nós recebe o chamado de Deus de uma maneira muito pessoal.
Deus nos conhece mais do que nós nos conhecemos. Ele sabe de que modo nos atrai para Si. Em nosso íntimo sabemos que é assim. Cada um de nós responde a Deus pelo amor que Ele mesmo pôs em nossos corações.
Como no chamamento de Samuel, a cada um de nós Deus dá uma missão no meio do Seu Povo Eleito.
Mas isto o faríamos unicamente por nossas forças?
Pelo contrário, Deus também nos capacita com Seus Dons, para que na Igreja sejamos seu instrumento no Seu imenso Plano Salvador de toda a humanidade.
Portanto neste momento, cada um de nós deve se perguntar: o que, e como Deus deseja que eu cumpra a parte que me cabe em Seu Reino?
Se esta pergunta nunca nos fizemos, chegou hoje, portanto, o momento para fazê-la.
Que esta Primeira Leitura nos leve a descobrir nosso real significado para Deus, para a Igreja e para todo o mundo, rezando, com frequência: “Fala, que teu servo escuta” (1 Sm 3, 10f).

Salmo Responsorial: Sl 39 (40), 2-10.
“Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa Lei” [Sl 39 (40), 9].
Mesmo que alguém não tenha clara consciência do que dele Deus deseja como missão a realizar em Igreja, todos nós sabemos em que medida amamos a Deus e qual valor tem para nós Sua Vontade.
O Salmo Responsorial de hoje traz uma frase de uma pessoa que ama profundamente a Deus, a tal ponto que a vontade divina se torna a guia de tudo o que pensa, diz e faz. Com todos nós, deve ser assim. Se o cumprirmos fielmente, seremos imagens de Jesus, de quem está dito na Epístola aos Hebreus, 10, 7: …eu disse: “Eis aqui estou …, para fazer, ó Deus, a tua vontade”.
A Epístola aos Hebreus diz claramente que Jesus cumpriu o que sobre Ele o Salmo Responsorial profetizou: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa Lei” [Sl 39 (40), 9].
A que nos move este pensamento?
Move-nos a imitar Jesus. Se Seu alimento era fazer a Vontade do Pai (Jo 4, 34), sem fazer a Vontade do Pai Jesus ‘morreria’ espiritualmente.
Também assim deve ser conosco. Devemos sentir grande alegria em cumprir a Vontade de Deus e entender, espiritualmente, como ela nos alimenta, dá-nos forças, predispõe-nos para cumprirmos a missão que Deus nos dá nesta vida.
Seja nossa a oração de Jesus: “Com prazer faço a vossa vontade, guardo em meu coração vossa Lei” [Sl 39 (40), 9].

Segunda Leitura: 1 Cor 6, 13-15.17-20.
“[…] ignorais que vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que mora em vós e que vos é dado por Deus?” (1 Cor 6, 19).
Tantas vezes lemos e ouvimos este ensino de São Paulo, mas nem sempre atingimos sua compreensão profunda. Se, porém, entendermos antes que somos filhos de Deus, que Dele recebemos uma missão em Sua Igreja, que precisamos da ajuda de Seu Espírito Santo, de Seus Dons e Sua Graça, então ficará mais fácil o que São Paulo ensina aqui em 1 Cor 6, 19.
De fato, o que poderíamos fazer por Deus sem a ajuda Dele?
O motivo de desânimos de muitas pessoas batizadas é imaginar que deve fazer a Vontade de Deus unicamente com suas forças humanas. A realidade, para Deus, é outra.
Para que soubéssemos disso, Jesus nos disse uma vez: “Sem mim nada podeis fazer” (Jo 15, 5).
E para que soubéssemos que em tudo Jesus nos ajuda, lembremos o que Ele também disse: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e eu vos aliviarei” (Mt 11, 28).
Jesus nos ajudou especialmente enviando-nos o Espírito Santo a toda a Igreja e a cada um de nós.
À Igreja o Espírito Santo foi dado em Pentecostes, e como parte da Igreja, Dele todos participamos.
A cada um de nós o Espírito Santo foi dado no Batismo e confirmado na Crisma.
Se sua presença em nós não é percebida, isto quer dizer que Lhe damos importância tão pequena que nem mesmo nos dispomos a meditar sobre a ação e o poder do Espírito Santo dentro de nós. Ele é muito mais do que a maioria imagina.
São Paulo deixa claro: o Espírito Santo habita dentro de nós, que somos o Seu Templo. Não que por nós mesmos o tenhamos decidido ou podido, mas porque Deus decidiu e pôde nos dar o Espírito Santo e Seus Dons.
Animados assim com o poder de Deus agindo em nós, levaremos adiante o que seu chamado inclui: nossa parte pelo bem da Igreja, de todo o mundo, realizada através dos dons e carismas do Espírito Santo, com a ajuda do Pai e do Filho Jesus.

Evangelho: Jo 1, 35-42.
Jesus olhou bem para ele e disse: “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas” (Jo 1, 42bcd).
O Evangelho nos narra os primeiros encontros entre Jesus e discípulos de São João Batista. Um deles, André, vai chamar seu irmão, Pedro, dizendo-lhe: “Encontramos o Messias” (Jo 1, 41c).
Embora o Evangelho não diga que Jesus tenha chamado André, o fato é que André ficou seguro de que Ele era o Messias através do que João Batista lhe dissera. Ao procurar Jesus, André se sentiu chamado para ser Seu discípulo.
No caso de Pedro, também o Evangelho não diz que Jesus o tenha chamado. Mas o Evangelho deixa entender que Pedro já aguardava o Messias e estava disposto a segui-Lo. Bastava encontra-Lo. E foi o que aconteceu.
Notemos como o Evangelho diz: Jesus entendeu que Pedro queria ser chamado por Ele, pois logo depois de tê-lo visto, Jesus já dá por concluído o chamado e esclarece o que Pedro será dali em diante: Jesus muda seu nome, que antes era ‘Simão filho de João’ para ‘Cefas’, que significa ‘Pedra’. Será, portanto, ‘Pedro’ a pedra sobre a qual Jesus edificará sua Igreja: “[…] tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, […]” (Mt 16, 18).
Assim Simão filho de João foi transformado em ‘Pedra’. Se continuasse apenas ‘Simão filho de João’, não estaria capacitado para ser chamado por Jesus nem para receber Dele a missão que cumpriu em benefício da Igreja.
Deus que chamara Samuel, tinha lhe dado a vocação profética, capacitou-o para isto e o manteve unido a Si, de modo que Samuel fizessem sempre a vontade divina.
Deus que nos chamou para sermos seus filhos adotivos pelo Batismo, capacitou-nos com os dons do Espírito Santo, de modo que na Igreja multiplicamos nossos talentos.
Deus que por meio de Jesus chamou Simão, determinou com Seu Poder o futuro de Pedro para o bem de toda a comunidade cristã nascente, a Igreja.
Pensemos na dignidade que recebemos pelo chamado de Deus.
Reconheçamos sua grandeza, ponhamos em prática nossos dons e talentos na Igreja, e não deixemos de dar graças a Deus continuamente por tudo isto hoje e sempre.
_Padre Valdir Marques_

(10) – ANDRÉ LEVOU O IRMÃO ATÉ JESUS
André conhecia estas palavras de Moisés: «O Senhor, teu Deus, suscitará no meio de vós, de entre os teus irmãos, um profeta como eu; a ele deves escutar» (Dt 18, 15). Ouve agora João Batista exclamar: «Eis o Cordeiro de Deus» (Jo 1, 29) e, ao vê-Lo, vem espontaneamente ter com Ele: reconheceu o profeta anunciado pela profecia, e leva seu irmão até junto daquele que encontrou, mostrando a Pedro o tesouro que este não conhecia: «Encontramos o Messias, Aquele que desejamos. Esperávamos a sua vinda; contemplemo-Lo agora. Encontramos Aquele por quem a portentosa voz dos profetas nos ordenava que esperássemos. O tempo presente trouxe-nos Aquele que a graça havia anunciado, Aquele que o amor esperava ver.»
André foi então ao encontro de seu irmão Simão e partilhou com ele o tesouro da sua contemplação, conduzindo Pedro até ao Senhor. Espantosa maravilha! André não é ainda discípulo, mas tornou-se já condutor de homens. É a ensinar que ele começa a aprender e que adquire a dignidade de apóstolo: «Encontramos o Messias. Depois de tantas noites passadas sem dormir nas margens do Jordão, encontramos agora o objeto dos nossos desejos.»
Pedro estava pronto para seguir este chamamento; o irmão de André avançou cheio de fervor e de ouvido atento […]. Quando, mais tarde, Pedro vier a ter uma conduta admirável, devê-la-á ao que André houvera semeado. Mas o louvor dado a um recai igualmente sobre o outro; porque os bens de um pertencem ao outro, e um glorifica-se nos bens do outro.
_Basílio de Selêucia (?-c. 468)_

(11.1) – O QUE ESTAIS PROCURANDO?
A vida é marcada por muitos encontros, consequência de uma procura.
Um dos mais belos é quando alguém encontra o grande amor de sua vida!
Há um momento solene e inesquecível na celebração de um casamento na igreja, é quando após a entrada da noiva, o noivo vai acolhê-la ainda no corredor, há muitos que veem aquele momento como a uma despedida do pai que entrega filha para o futuro genro. No fundo é isso mesmo, porque aquele encontro é diferente de todos os demais que já tiveram, pois mesmo o primeiro encontro que é tão emocionante para muitos, não tem o significado deste, realizado aos pés do altar.
Por quê?
Porque se trata de um encontro definitivo, para sempre, por toda a vida, vão formar uma nova família, vão ser uma só carne, vão morar sob um mesmo teto. Não haverá mais, ou pelo menos, não é para haver, nenhuma separação, até que a morte os separe – afirma categoricamente o rito do casamento. O encontro que fazemos com Deus em nossa vida, através da experiência com Jesus, tem e precisa ser algo definitivo, como uma aliança de casamento, precisamos consentir que Jesus entre em nossa vida e ali permaneça, mas para isso é preciso que entremos na vida nova que ele nos oferece e ali permaneçamos. Talvez por isso o verbo permanecer é tão repetido no evangelho de João.
O amor autêntico e verdadeiro não se contenta com encontros casuais, que não geram compromisso de vida, os encontros do namoro e do noivado, embora importantes, nunca são definitivos, quem já não viu noivos que desistiram do casamento uma semana antes da cerimônia? Não há vínculo em tais encontros, embora sejam eles muito importantes porque exercitam o coração para a busca do verdadeiro amor que só será possível na comunhão de vida.
As vezes muitos cristãos vivem esse relacionamento com Jesus, se dizem apaixonados por ele, encantados com a sua pessoa, com suas palavras, com seu corpo e sangue, mas a vida de fé se resume em encontros ocasionais com o Senhor, sem muito compromisso de vida.
Em uma assembleia é difícil encontrar alguém que não se sinta fortemente atraído por Jesus Cristo, mas ao deixarem a igreja ‘templo’ e voltarem para suas casas, seu trabalho, seu estudo, será que permanecem fiéis a este amor, ou vivem procurando encontros fortuitos com outros amantes?
A este respeito recordo-me dos encontros jovens do meu tempo, que eram denominados “Encontro com Cristo”, sempre muito comovedor onde a moçada se derretia em lágrimas nas reflexões, que eram muito profundas, mas depois…
Ficava só nisso, amava-se o Cristo, mas não se amava a sua igreja, a família, os amigos, a esposa, os filhos, um amor que não gera compromisso de vida não pode se dizer que é verdadeiro.
João Batista encontrou este amor que requer desprendimento, que nunca nos leva a nós, mas aos outros, por isso aponta a dois de seus discípulos aquele que é o “cordeiro de Deus”, isso é, o amor capaz de imolar-se pelo bem do homem. Os discípulos passam a seguir Jesus, pois o que procuravam não encontraram em João, mas agora a procura terminou.
Querem saber onde Jesus mora, porque desejam com ele uma relação mais íntima e forte, o que sentem não é um entusiasmo passageiro, mas algo que é para sempre. Por isso vão e passam a morar com o Senhor. Nessa casa do Senhor, que é o nosso coração, Jesus não pode ser um simples inquilino ou visitante, ele terá que ser o dono da nossa vida, porque sem ele o nosso coração não passa de uma casa vazia e abandonada.
Quando se está comprometido com o Senhor, tudo o que é nosso torna-se dele, e tudo o que é dele, torna-se nosso: suas palavras, seus ensinamentos, seu evangelho passa a ser as diretrizes de nossa vida. Daí o nosso testemunho coerente, que manifesta a alegria de quem encontrou o verdadeiro amor, é contagiante como o de André, que conduz Simão até Jesus.
E Simão se torna Pedra, rocha firme capaz de abrigar e acolher o novo povo que está surgindo, povo da nova aliança, prefiguração da nova humanidade que terminou sua procura ao encontrar-se com Jesus. Assim como esses primeiros discípulos, a Igreja nada mais busca ou procura, mas apenas anuncia o Cristo, Messias, salvador e libertador do homem, único capaz de tirar o seu pecado e revesti-lo da sua graça operante e santificante.
_Diácono José da Cruz_

(11.2) – VINDE VER
Não basta saber que Jesus é o Filho de Deus, é preciso saber quem é o Filho de Deus, para isso, precisamos fazer uma experiência pessoal com Ele, entrar na sua intimidade!
A partir do nosso encontro pessoal com Jesus, tudo muda em nós, os nossos projetos pessoais passam a ser secundários e o projeto de Deus, prioridade na nossa vida!
Conhecer Jesus, é descobrir uma fonte inesgotável de amor, um tesouro de valor incalculável, é redescobrir a nossa essência!
Não é difícil identificar quem vive em Jesus, pois no brilho do seu olhar, está estampado o brilho do olhar Dele! Quem conhece Jesus, fica parecido com Ele, realiza as obras que Ele realizava!
O evangelho que a liturgia deste domingo nos apresenta, chama a nossa atenção para a importância do seguimento a Jesus! A narrativa nos fala dos passos decisivos dos primeiros discípulos que graças ao testemunho de João, fizeram a melhor escolha para suas vidas: aderindo as propostas de Jesus! Tudo acontece de forma natural, João estava ali, com dois de seus discípulos quando Jesus passa, e o seu olhar paira sobre Jesus! João maravilhado, busca dentro de si, uma definição para Jesus: “Eis o cordeiro de Deus!” João referiu Jesus como cordeiro, porque Jesus, assim como o cordeiro que era oferecido em sacrifício segundo as práticas religiosas daquele tempo, seria sacrificado pelos nossos pecados, pagaria com a vida o preço da nossa liberdade.
Depois de Jesus ser apontado por João, como o cordeiro de Deus, os dois discípulos deixaram João para seguir Jesus! Naquela cena, desenhava-se o momento em que João sairia de cena para a entrada de Jesus na história!
Vendo os dois discípulos de João, caminhando atrás de si, Jesus pergunta-os: “O que estais procurando? Eles respondem com outra pergunta: “Rabi (Mestre) onde moras?” Jesus não diz onde, mas faz a eles um convite: “Vinde ver!” A expressão: “Vinde ver,” tem um significado muito profundo! Não significa que Jesus estivesse convidando aqueles discípulos a conhecer um local físico, afinal, Jesus era itinerante, não tinha casa, Ele mesmo afirmara: “O filho do homem não tem onde recostar a cabeça.” Mt 8, 20.
“Vinde ver” significa fazer uma experiência com Jesus, é como se Ele quisesse dizer; “Venha, fique comigo que você verá onde moro, quem sou eu!” Foi o que os dois discípulos fizeram, foram com Jesus, conheceram o seu cotidiano, e neste convívio, descobriram quem é Jesus, onde era a sua morada, que era no meio do povo, no coração humano!
O testemunho destes primeiros seguidores de Jesus levou muitas pessoas ao encontro de Jesus! E continua levando, é graças ao testemunho deles e dos demais discípulos que conviveram diretamente com Jesus, que agora, nós, discípulos de hoje, estamos aqui, eu, você, juntos, caminhando na mesma direção, buscando um entendimento melhor dos seus ensinamentos para poder vive-los.
Só podemos dizer que conhecemos Jesus, quando fazemos uma experiência pessoal com Ele! É na convivência com Jesus, que vamos fazendo com que Ele se torne mais conhecido no mundo, através do nosso testemunho!
Quem experimenta uma vida nova em Jesus, não consegue guardar esta experiência para si, sente necessidade de partilha-la a fim de que outros possam também fazer esta experiência!
“Encontramos o Messias”, este é o anúncio jubiloso de quem encontrou a verdadeira fonte do amor!
Mais importante do que encontrar Jesus, é permanecer com Ele!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
_Olívia Coutinho_

(11.3) – FORAM VER ONDE JESUS MORAVA
CONVIVENDO COM JESUS
João Batista deu-se conta da responsabilidade de levar também os seus discípulos a reconhecerem o Messias. Ao apontar para Jesus, declarando-o Cordeiro de Deus, sugeriu-lhes que seguissem o verdadeiro Mestre. Sua missão tinha sido cumprida. Então, os discípulos de João puseram-se a seguir Jesus.
João havia descrito o Messias vindouro com tons solenes. Sua descrição não correspondia bem à pessoa que os discípulos tinham diante de si. Por isso, manifestaram o desejo de saber onde Jesus habitava.
O núcleo da questão não consistia em conhecer a casa onde o Mestre morava. Isso era secundário! Importava mesmo saber quem era Jesus. E o conhecimento resultou da convivência. O contato, ao longo daquele dia, foi suficiente para que os discípulos de João descobrissem a identidade de Jesus e reconhecessem nele o Messias esperado.
O encontro com Jesus foi tão profundo que suas circunstâncias ficaram impressas na memória dos discípulos. Estes, então, apressaram-se a comunicar aos demais a experiência feita. A aceitação do convite vinde e vede e a fascinação, que daí resultou, provocaram uma reviravolta na vida dos discípulos. Doravante, não seriam mais os mesmos.
Oração:
Senhor Jesus, que a convivência contigo possa ajudar-me a conhecer-te mais e a compreender melhor a missão que reservaste para mim.
_Igreja Matriz de Dracena_

(11.4) – VIRAM ONDE JESUS MORAVA E FICARAM COM ELE
A primeira e a terceira leituras se complementam ao apresentar o tema da “vocação”: a vocação do pequeno Samuel, na primeira leitura, e a vocação ou o chamado de Jesus a seus discípulos.
O livro de Samuel apresenta a infância do jovem Samuel no templo, o qual foi consagrado por sua mãe em virtude de uma promessa. A criança dorme, porém uma voz o chama. Crendo que é a voz do seu mestre Eli, com ingênua obediência, o menino se levanta três vezes à noite acudindo a seu chamado. Samuel não conhecia ainda a Javé, porém sabe da constância na obediência e sabe acudir ao chamado mesmo quando nas primeiras ocasiões lhe parecia haver-se acordado em vão. Eli compreendeu que era Javé quem chamava o menino e lhe ensinou então a criar uma atitude de escuta: “Fala, Senhor, que teu servo escuta”.
A vida atual está cheia de ruídos, palavras que vão e vêm, mensagens que se cruzam e com frequência os seres humanos perdem a capacidade do silêncio, da escuta interior da voz de Deus que nos habita. Deus pode continuar sendo aquele desconhecido de quem falamos ou a quem afirmamos crer, porém com quem poucas vezes nos encontramos na intimidade do coração para o escutar contemplativamente.
Este texto sobre Samuel criança tem sido aplicado muitas vezes ao tema da “vocação”, palavra que, obviamente, significa chamado. Toda pessoa, no processo de seu amadurecimento, chega um dia – uma noite – a perceber a sedução dos valores que o chamam, que com uma voz imprecisa a princípio, o convida a sair de si e a consagrar sua vida a uma grande causa. Essas vozes vagas na noite, dificilmente reconhecidas, provêm com frequência da fonte profunda que será capaz, mais tarde, de absorver e centrar toda nossa vida. Não há maior dom na vida que ter encontrado a vocação.
É como ter-se encontrado a si mesmo, a razão da própria vida.
O contrário também é verdade: não encontrar a causa com a qual uma pessoa vibra, a causa pela qual vive (que é sempre uma causa pela qual inclusive vale a pena morrer).
Paulo, em sua carta aos Coríntios, lembra que o corpo é templo e que toda nossa vida é um chamado à união com Cristo, por isso é necessário discernir a todo momento, o que nos afasta e o que nos aproxima do plano de Deus. Por que a relação com Deus não faz referência somente à nossa experiência espiritual, mas a toda a vida: o trabalho, as relações humanas, a política, o cuidado do corpo, a sexualidade…
Em todo momento, em qualquer situação devemos perguntar-nos se estamos agindo em unidade com Deus e em fidelidade a seu plano de amor para com todo o mundo.
No evangelho de hoje, João relata o encontro de Jesus com os primeiros discípulos. É um texto do evangelho, obviamente simbólico, não um relato jornalístico ou uma “crônica” daqueles encontros. Contudo, alguns dos símbolos são de difícil interpretação: o que João quis aludir, ao especificar que “seriam as quatro horas da tarde”?
Com certeza, perdemos o rastro do que pode ter acontecido de especial naquela hora concreta para que João a detalhe.
Dois discípulos de João escutam a seu mestre expressar-se sobre Jesus como o “cordeiro de Deus” e, sem perguntas e sem vacilar, com a mesma ingenuidade que o jovem Samuel, “seguem” a Jesus, isto é, se dispõem a ser seus discípulos, o que significaria uma mudança importante para suas vidas. O diálogo que se estabelece entre eles e Jesus é curto, porém cheio de significado: “O que buscam?” “Mestre, onde moras?” “Venham e verão!”
Estes buscadores desejam entrar na vida do Mestre, estar com ele, fazer parte de seu grupo de vida. E Jesus não se protege guardando distância, ao contrário, acolhe sem se sentir intimidado e os convida a conhecer onde mora e a ficarem com ele. Este gesto simbólico sempre foi comentado como uma das condições da evangelização: não bastam palavras, são necessários fatos; não só teorias, mas também vivência; não falar da boa notícia, mas mostrar como cada um a vive, em sua própria carne tocada pela alegria, isto é, uma evangelização completa deve incluir uma visão teórica, porém sobretudo tem que ser um testemunho. O evangelizador não é um professor que dá uma lição, mas uma testemunha que oferece seu próprio testemunho pessoal. O impacto do testemunho de vida do mestre comove, transforma, convence os discípulos que se convertem em testemunhas e mensageiros.
Seguir Jesus, caminhar com ele, supõe um encontro significativo com ele. As teorias faladas, incluídas as teologias, por si sós não servem. Nosso coração, e o dos demais, somente se comove ante as teorias vividas, pela vivência e pelo testemunho pessoal.
Na vida real, o tema da vocação não é tão fácil nem tão claro como se costuma propor. A maior parte das pessoas não podem sequer se colocar a questão da vocação, não podem escolher sua vida, mas sim devem aceitar o que a vida lhes oferece e não poucas vezes têm que se esforçar muito para sobreviver apenas. O chamado de Deus é aí o chamado à vida, o mistério da luta pela sobrevivência e por consegui-la do modo mais humano possível. Este chamado, a “vocação” vivida nessas difíceis circunstâncias da vida, são também um verdadeiro chamado de Deus, que devemos valorizar em toda sua dignidade.
Oração:
Bom pai, que falas sempre na história e no profundo do coração humano, a nós falaste também em Jesus, nosso irmão maior, propondo-nos um caminho de serviço e doação. Dá-nos espírito atento ao teu chamado, atitude de busca constante e discernimento para buscar sempre e em tudo a fidelidade ao teu projeto de vida em plenitude para todos. Tu que vives e dás vida pelos séculos dos séculos. Amém.
_Claretianos_

(11.5) – VINDE VER
Esse trecho do evangelho é maravilhoso. Jesus abre os braços e nos convida a conhecer a sua casa, o seu mundo, o seu coração. “Vinde ver”, ele convida.
Há disposição em nosso coração para que isso aconteça ou só atendemos esse convite quando estamos precisando de alguma coisa?
Você é amigo de Jesus ou vampiro de Jesus, sugando sem cessar só quando precisa?
O convite está feito, basta que queiramos aceita-lo. Há muitas implicações, mas há também muitas vitórias. Ao longo do dia lembre-se desse convite: “Vinde ver”.
_Ruymar_

(11.6) – FORAM VER ONDE JESUS MORAVA
Este Evangelho narra a vocação de três Apóstolos: João, André e Pedro. É uma bela amostra de como Deus chama a todos os homens e mulheres, para as mais diversas vocações: ao sacerdócio ministerial, à vida religiosa, ao matrimônio, a uma profissão assumida para servir o povo, à vida política quando assumida para buscar o bem comum…
Deus chama pessoas porque está preocupado com o seu Reino, que é um Reino de igualdade, de fraternidade, de justiça e de fé.
“João estava com dois de seus discípulos.” Os dois seguiam João Batista porque estavam preocupados em servir a Deus e aos irmãos. Deus só chama quem está procurando servir.
“Vendo Jesus passar, João Batista disse a eles: eis o Cordeiro de Deus”, expressão que significa Messias. Ele é o Cordeiro que se sacrifica pelos pecados do povo, como faziam com o cordeiro no Templo.
Indicar Jesus para seus discípulos foi um gesto bonito de desapego de João Batista. Não se prendeu aos jovens que o seguiam, nem quis prendê-los em torno de si. Por isso que Jesus o chamou de “o maior dos profetas”.
Todas as pessoas que Jesus chamou, eram antes conhecidas dele. Deus só chama quem já está caminhando com ele. “O que estais procurando?” Esta é a pergunta que Deus faz a todos nós, antes de nos chamar. O que nós buscamos na vida? Não adianta querer abraçar um caminho, até de serviço a Deus, mas por motivos egoístas. É interessante: nós queremos saber quem é Jesus e ele quer saber quem somos nós.
“Onde moras? Jesus respondeu: Vinde ver.” Antes de responder ao chamado de Deus, há sempre um processo de conhecimento da missão para a qual está sendo chamado. E não adiantam explicações teóricas, é preciso ver e conviver.
É interessante a mudança de nome que Jesus recebe. Antes: Mestre. Depois: Messias. E logo na frente: Filho de Deus. O nosso conhecimento de Jesus vai evoluindo durante a nossa vida.
“Foram, pois, ver, e permaneceram com ele.”
André era um dos dois discípulos… Ele foi encontrar primeiro seu irmão Simão e lhe disse: “Encontramos o Messias.”
Deus sempre chama através de uma testemunha dele. Antes, o mediador foi João Batista, que disse: “Eis o Cordeiro de Deus”. Agora, o instrumento que Deus usa para chamar Pedro é seu irmão André. “Tu és Simão, filho de João; tu serás chamado Cefas (que quer dizer: Pedra)”. A vocação transforma tanto a pessoa, que ela muda até de nome. No casamento, um assume o nome de família do outro; na vida religiosa, a pessoa geralmente muda de nome… A nossa vida sempre gira em torno de algo. A vida do vocacionado gira em torno de Deus, naquele lugar em que Deus o colocou.
O processo da vocação acontece, não isoladamente, mas em Comunidade. Dificilmente Deus chama alguém que não participa da Comunidade cristã. Os que vivem no mundo recebem outros chamados, nem sempre cristãos e construtivos.
Sófocles foi um dos maiores poetas e dramaturgos de todos os tempos. Ele viveu em Atenas, na Grécia, no Séc. V A/C.
Sófocles tinha dois filhos rapazes. Estes, ávidos de pegar logo a herança do pai, foram à justiça e o acusaram de louco. Isso porque, pela lei da Grécia, se o pai fosse declarado louco, os filhos podiam pegar logo a herança.
No dia do julgamento, Sófocles compareceu no tribunal. Reuniu-se muita gente, porque o povo estava curioso para ver como que Sófocles ia se defender.
Depois que os filhos terminaram a acusação, o juiz deu a palavra a ele. Sófocles, calmamente, se levantou e recitou sua última poesia, que não tinha nada a ver com a defesa.
Quando terminou, todos o aplaudiram de pé, pois era mais uma obra prima de arte.
Ao invés de condená-lo, o juiz condenou os dois filhos e os mandou para a prisão. E as pessoas presentes colocaram na cabeça de Sófocles uma coroa de louro, e o declararam o poeta da cidade.
Quando João Batista mandou seus discípulos perguntarem a Jesus se ele era o Messias, Jesus também respondeu com ações. Disse aos discípulos: “Ide contar a João o que estais ouvindo e vendo: cegos recuperam a vista…”
A melhor maneira de dizer quem somos é através das nossas ações. “Onde moras? Jesus respondeu: Vinde ver.”
A vocação de Maria Santíssima é, depois de Jesus, a vocação mais bonita da Bíblia. Mãe das vocações, rogai por nós!
Foram ver onde Jesus morava e permaneceram com ele.
_Padre Antônio Queiroz_

(13) – REFLEXÃO
Nos evangelhos pode-se perceber a íntima relação entre o anúncio de João Batista e o anúncio de Jesus que assume o caminho aberto pelo Batista, completando-o, como o caminho para a vida eterna em Deus.
Nesta narrativa do evangelho de João, a própria formação do discipulado em torno de Jesus se inicia entre os discípulos de João Batista. Para os três primeiros discípulos não há um chamado explícito, de forma sumária, como aparece nas narrativas de Marcos e Mateus. Nestas, às margens do Mar da Galileia, Jesus chama os discípulos que pescavam: “Segui-me…”. Em João, a experiência do convívio com Jesus é que estabelece o vínculo do discipulado e leva cada discípulo a comunicá-la a outros. O breve diálogo que se estabelece é revelador:
“Que procurais?”…
“Mestre, onde moras?”…
“Vinde e vede!”.
É o encontro com Jesus “onde ele mora”, isto é, na intimidade, na sua simplicidade e no seu acolhimento. Firma-se assim a vocação destes discípulos que vão comunicá-lo a Pedro, que se faz também seguidor de Jesus. A adesão a Jesus, Filho de Deus encarnado entre nós, se dá a partir de relações pessoais, em um processo comunitário. Este processo se diferencia das tradicionais vocações do Antigo Testamento, onde chamado de Deus é feito em visões ou aparições individuais. Neste modelo antigo temos, por exemplo, o chamado de Samuel (primeira leitura), consagrado ao santuário de Silo, sob os cuidados do sacerdote Eli. Na segunda leitura, Paulo usa as imagens dos membros do corpo e do templo para afirmar a unidade de todos em Cristo, e a santidade do corpo. Pertencer a Cristo, ser membro de Cristo, é ser membro da comunidade.
A referência feita à prostituição tem em vista rejeitar a prostituição sagrada associada à deusa Afrodite, amplamente difundida em Corinto. Ser membro de Cristo é ser membro comprometido com a comunidade, de corpo e espírito. A importância e a dignidade da corporeidade resultam da encarnação do Filho de Deus, pela qual o corpo, como mediador da solidariedade e da prática da justiça, é assumido na divindade.

(16) – RABI “MESTRE”, ONDE MORAS?
Hoje vemos a Jesus que vinha pela ribeira do Jordão: é Cristo que passa! Deveriam ser quatro horas da tarde quando, apercebendo-se que dois rapazes o seguiam, se virou para lhes perguntar: «Que procurais?» (Jo 1, 38). E eles, surpreendidos com a pergunta, responderam: «Rabi, que quer dizer “Maestro”, onde vives?». «”Vinde e vede”» (Jo 1, 39).
Também eu sigo a Jesus, mas… o que quero?
O que procuro?
É ele quem o pergunta: «De verdade, o que queres?»
Oh!, Se eu fosse suficientemente audaz para lhe dizer: «Procuro-te a ti, Jesus», com certeza já o teria encontrado, «pois todo aquele que busca, encontra». Mas, sou demasiado covarde e respondo-lhe com palavras que não me comprometem demasiado: «Onde vives?»
Jesus não se conforma com a minha resposta, sabe muito bem que não é de um monte de palavras que necessito, mas de um amigo, o Amigo: Ele. Por isso diz-me: «Vem e verás», «Vinde e vereis».
João e André, os dois moços pescadores, foram com Ele, «viram onde vivia e ficaram com Ele aquele dia» (Jo 1, 39). Entusiasmado pelo encontro, João escreverá: «A graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo» (Jo 1, 17b). E André? Correrá a procurar o seu irmão para lhe dar a conhecer: «Encontramos o Messias» (Jo 1, 41). «Então, conduziu-o até Jesus, que lhe disse, olhando para ele: «Tu és Simão, filho de João. Tu te chamarás Cefas, que quer dizer “Pedra”» (Jo 1, 42).
Pedro!, Simão, uma pedra?
Nenhum deles está preparado para compreender estas palavras. Não sabem que Jesus veio para levantar a sua Igreja com pedras vivas. Ele tem já escolhidos os primeiros pilares, João e André, e dispôs que Simão fosse a rocha em que todo o edifício se apoiará.
E antes de subir para o Pai, dá-nos a resposta à pergunta: «Rabi, onde vives?». Bendizendo a sua Igreja dirá: «Eu estarei convosco todos os dias, até ao fim dos tempos» (Mt 28, 20).
_Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés_

COMEMORA-SE NO DIA 16/Jan

(5) – SANTA MARGARIDA DA HUNGRIA
Margarida era uma princesa, filha do rei da Hungria, de origem bizantina. Ela nasceu em 1242, logo foi batizada, pois os reis eram fervorosos cristãos. Aos dez anos, o casal real a entregou para viver e ser preparada para os votos religiosos.
Dois anos depois, fez a profissão de fé de religiosa e em 1261, tomou o véu definitivo, entregando seu coração e sua vida a serviço do Senhor. Tinha especial devoção pela Eucaristia e Paixão de Cristo. Ela foi um exemplo de humildade e virtude para as outras religiosas. Rezava sempre e fazia muitas penitências.
Margarida, ainda que fosse princesa, não teve uma formação intelectual primorosa. Sua instrução se limitou ao conhecimento primário da escrita e da leitura. Ela pedia que lhe lessem as Sagradas Escrituras e confiava sua direção espiritual ao seu confessor.
Amava a pobreza e nada possuía de seu. Sua vida contemplativa a fez receber o dom das visões. Ela se tornou uma das grandes místicas medievais da Europa, respeitada e amada pelas comunidades religiosas, pela corte e população. Morreu em 18 de janeiro de 1270.
REFLEXÃO:
O desejo de servir a Deus pela pobreza e dedicação ao próximo santificou e santifica muitos homens e mulheres ao longo dos anos. A vida de Santa Margarida é um belo exemplo de como pelo amor a Deus nossa vida pode alcançar a mais completa felicidade, ainda que cercada de sofrimentos e dores.
_Padre Evaldo César de Souza_

(10) – SANTA PRISCA
Foi uma virgem e mártir, muito venerada em Roma. A tradição diz que ela teria sido martirizada nas primeiras execuções dos cristãos e teria sido enterrada nas catacumbas. Santa Prisca tem uma igreja no monte Aventino.
De acordo com as Actas de Prisca, Prisca era uma moça ainda jovem, que foi condenada à morte no anfiteatro para ser devorada pelos leões, mas os dois leões que foram soltos, em vez de atacá-la, para o espanto de todos, foram lamber os seus pés. Ela então foi enviada de volta à prisão e depois decapitada. Uma águia teria ficado vigiando seu corpo, protegendo-o de qualquer predador, até que o mesmo foi enterrado.
Na colina onde foi enterrada, foi-lhe dedicada uma igreja.
Na liturgia da Igreja Católica ela é mostrada como uma jovem cristã com dois leões a seus pés, uma espada e uma águia perto dela.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

II DOMINGO DO TEMPO COMUM
(VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Iluminados pelas palavras de João Batista, reconhecemos em Jesus o Cordeiro de Deus. Dispostos a conviver com o Senhor e tornar-nos com ele um só espírito, nesta celebração renovemos nosso compromisso de segui-lo e rezemos em comunhão com os jovens reunidos para o 11º Encontro Nacional da Pastoral da Juventude.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65, 4).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Por meio de sua palavra, o Pai nos chama e nos convida a fazer parte da comunidade de Jesus, cujos membros se consagram à busca da glória de Deus.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Encontramos o Messias, Jesus Cristo, de graça e verdade ele é pleno; de sua imensa riqueza graças, sem fim, recebemos (Jo 1, 41.17).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar constantemente da eucaristia, pois, todas as vezes que celebramos este sacrifício, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Sabemos que Deus nos ama e cremos no seu amor (1Jo 4,16).

Oração depois da Comunhão
Penetrai-nos, ó Deus, com o vosso Espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor os que alimentais com o mesmo pão. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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