Liturgia Diária 20/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
20/Jan/2015 (terça-feira)

A pessoa, em primeiro lugar

LEITURA: Hebreus (Hb) 6, 10-20: Chamada de atenção
(10-18: Palavras de esperança e de encorajamento)
(19-20: Retomada do tema sacerdotal)
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 10 Deus não é injusto, para esquecer aquilo que estais fazendo e a caridade que demonstrastes em seu nome, servindo e continuando a servir aos santos. 11 Mas desejamos que cada um de vós mostre até o fim este mesmo empenho pela plena realização da esperança, 12 para não serdes lentos à compreensão, mas imitadores daqueles que, pela fé e a perseverança se tornam herdeiros das promessas. 13 Pois quando Deus fez a promessa a Abraão, não havendo alguém maior por quem jurar, jurou por si mesmo, 14 dizendo: “Eu te cumularei de bênçãos e te multiplicarei em grande número”. 15 E assim, Abraão foi perseverante e alcançou a promessa. 16 Os homens juram, de fato, por alguém mais importante, e a garantia do juramento põe fim a qualquer contestação. 17 Por isso, querendo Deus mostrar, com mais firmeza, aos herdeiros da promessa, o caráter irrevogável da sua decisão, interveio com um juramento. 18 Assim, por meio de dois atos irrevogáveis, nos quais não pode haver mentira por parte de Deus, encontramos profunda consolação, nós que tudo deixamos para conseguir a esperança proposta. 19 A esperança, com efeito, é para nós qual âncora da vida, segura e firme, penetrando para além da cortina do santuário, 20 aonde Jesus entrou por nós, como precursor, feito sumo sacerdote eterno na ordem de Melquisedec. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 111 (110), 1-2. 4-5. 9-10c: Elogio das obras divinas
5b O Senhor se lembra sempre da Aliança.
1 Eu agradeço a Deus de todo o coração junto com todos os seus justos reunidos! 2 Que grandiosas são as obras do Senhor, elas merecem todo o amor e admiração!
4 O Senhor bom e clemente nos deixou a lembrança de suas grandes maravilhas. 5 Ele dá o alimento aos que o temem e jamais esquecerá sua Aliança.
9 Enviou libertação para o seu povo, confirmou sua Aliança para sempre. Seu nome é santo e é digno de respeito. 10c Permaneça eternamente o seu louvor.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 2, 23-28: As espigas arrancadas
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
23 Jesus estava passando por uns campos de trigo, em dia de sábado. Seus discípulos começaram a arrancar espigas, enquanto caminhavam. 24 Então os fariseus disseram a Jesus: “Olha! Por que eles fazem em dia de sábado o que não é permitido?” 25 Jesus lhes disse: “Por acaso, nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passaram necessidade e tiveram fome? 26 Como ele entrou na casa de Deus, no tempo em que Abiatar era sumo sacerdote, comeu os pães oferecidos a Deus, e os deu também aos seus companheiros? No entanto, só aos sacerdotes é permitido comer esses pães”. 27 E acrescentou: “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado. 28 Portanto, o Filho do Homem é senhor também do sábado”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, fazendo uma rede de comunicação e comunhão em torno da Palavra com todas as pessoas que se encontram neste ambiente virtual. Rezemos, em sintonia com a Santíssima Trindade.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Senhor, nós te agradecemos por este dia.
Abrimos, com este acesso à rede da internet, nossas portas e janelas para que tu possas entrar com tua luz.
Queremos que tu Senhor, definas os contornos de nossos caminhos, as cores de nossas palavras e gestos, a dimensão de nossos projetos, o calor de nossos relacionamentos e o rumo de nossa vida.
Podes entrar, Senhor!
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho, Vida, tem piedade de nós.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que a Palavra diz para mim?
Qual é a minha escala de valores?
Os bispos, em Aparecida, falaram de uma sociedade conforme a proposta de Jesus “A resposta a seu chamado exige entrar na dinâmica do Bom Samaritano (cf. Lc 10, 29-37), que nos dá o imperativo de nos fazer próximos, especialmente com quem sofre, e gerar uma sociedade sem excluídos, seguindo a prática de Jesus que come com publicanos e pecadores (cf. Lc 5, 29-32), que acolhe os pequenos e as crianças (cf. Mc 10, 13-16), que cura os leprosos (cf. Mc 1, 40-45), que perdoa e liberta a mulher pecadora (cf. Lc 7, 36-49; Jo 8, 1-11), que fala com a Samaritana (cf. Jo 4, 1-26).” (DAp 135).
– Sinto-me uma pessoa próxima dos meus irmãos?
– Sensibilizo-me com as necessidades das pessoas?
– Como reajo ao ver tantos desabrigados pela chuva, sem casa, sem alimentos, num momento de dor pela perda de um familiar ou amigo?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto na Bíblia: Mc 2, 23-28.
Para Jesus, a pessoa tem prioridade. As coisas, os dias, inclusive o sábado, estão a seu serviço. Isto modifica a relação ou a escala de valores que se coloca no mundo. As coisas estão no seu justo lugar quando ajuda a pessoa humana ser conforme o Projeto de Deus. A lei está a serviço do bem.
– Você é muito exigente em relação aos outros?
– E para consigo mesmo?
– Colocamos acima de tudo o amor a Deus e ao próximo?
– Usamos de bom senso?
– Procuro estar atento(a) às necessidades de meus irmãos?

E a VIDA (Orar)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Jesus Mestre, ao meu coração, se substitua o teu.
Ao meu amor a Deus, ao próximo, a mim mesmo, se substitua o teu.
(Bem-aventurado Alberione)

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Sinto-me discípulo/a de Jesus. Quero deixar-me conduzir pela lei do amor.

REFLEXÕES

(6) – O SÁBADO É DOM DE DEUS PARA SEU POVO
O descanso sabático é a controvérsia mais recorrente nos evangelhos. Na Lei de Moisés há duas formas complementares para a prática do descanso sabático (Ex 20, 8-12; Dt 5, 12-16).
Essas duas tradições oferecem a ocasião para a discussão entre Jesus, os fariseus e os doutores da Lei. Vale, aqui, a referência a Dt 23, 26, em que, mesmo não mencionando o sábado, há a permissão ao viajante de entrar na plantação do outro, arrancar as espigas e comer os seus grãos para saciar a fome. Para os fariseus, no entanto, essa atitude, no sábado, não era permitida, pois violava o descanso sabático. Na sua resposta, Jesus evoca o caso de Davi (1 Sm 21, 1-10), tido em altíssima estima pelos judeus. O que justifica a atitude de Davi e a transgressão da Lei é a fome e a necessidade de preservar a vida em boas condições. O sábado é dom de Deus para que seu povo possa fazer a memória do dom da vida e do dom da libertação da casa da servidão. Essa memória celebrada no descanso sabático deveria ter como consequência prática a defesa da vida, a liberdade e a libertação, inclusive, da mentalidade de escravo. O sábado é, para o Filho do Homem, ocasião de valorizar e promover a vida e a liberdade.
ORAÇÃO:
Pai, ensina-me a ser fiel a ti, vivendo os Mandamentos, sem fanatismo, e sim com a liberdade de quem está em plena sintonia contigo.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – VOCÊ TEM PRATICADO A CARIDADE?
Às vezes nos prendemos a coisas pequenas, criamos confusões por coisas tão insignificantes, que depois não levam a nada. Estamos nos esquecendo de praticar a caridade!
“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado” (Marcos 2, 27).
Nós hoje estamos acompanhando, meus irmãos e minhas irmãs, em Nosso Senhor Jesus Cristo, mais um daqueles embates que os fariseus querem provocar por causa das palavras e ações de Jesus. E agora, ao verem Jesus passar no campo dos trigais em dia de sábado, e Seus discípulos arrancarem as espigas para se alimentarem delas, sabemos que aquilo foi motivo de escândalo para os fariseus.
Nosso Senhor Jesus Cristo vem, mais uma vez, trazer ao coração deles o perfeito entendimento daquilo que é a Lei de Deus, porque nós podemos olhar as leis e os conhecimentos que temos do Senhor e conhecer apenas as letras. Quantas pessoas são versadas na Bíblia, são conhecedoras de doutrinas, de ensinamentos, de códigos do direito canônico, são conhecedores disso e daquilo, mas não conhecem a essência da Lei de Deus?
A essência da Lei de Deus se chama caridade; e não há lei maior, não há lei que possa estar acima da caridade, não importa se ela é praticada no sábado, não importa se é no templo ou fora dele. O importante é que todas as nossas ações sejam revestidas pelo amor. Primeiro por um profundo amor a Deus; nada de legalismo. Algumas vezes nos prendemos a coisas pequenas, criamos confusões por coisas tão insignificantes que depois não levam a nada. Temos nos esquecido de praticar a caridade!
No meio de nós, muitas pessoas têm compreendido de forma muito errada o nosso amado Papa Francisco. Ele não veio para mudar nenhuma lei da Igreja, nenhum ensinamento de Cristo; ele não veio para mudar a doutrina que temos e que conhecemos. Mas sim para ensinar aquilo que Cristo sempre quis nos ensinar: que o amor está acima de qualquer lei!
Sim, muitas vezes, nós criamos tantos legalismos e tantos preceitos na Igreja que nos esquecemos do essencial: acolher a todos, amar a todos. Por vezes criamos tantas situações que fechamos as portas de nossas igrejas para que as pessoas possam entrar. A Igreja tem um lugar muito especial para todas as pessoas; para os ex-casados, para os excluídos, para as pessoas de qualquer opção sexual.
A Lei de Deus, que ilumina os corações e é apresentada por intermédio do amor de cada um de nós, transforma as vidas, a começar pelas nossas, que muitas vezes nos prendemos tanto aos legalismos e às formas e fechamos o Reino de Deus para os outros e também para nós.
Nós não desprezamos nada nem mudamos nada, nem uma vírgula sequer dos mandamentos da Lei ou da Palavra de Deus. Mas não podemos deixar de pegar o espírito da Lei, que se chama: amor, caridade. Que ela [caridade] ilumine nossas práticas, nossas ações e nossa pastoral! Que o Espírito de Cristo esteja em nós!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – SUPERANDO O LEGALISMO
Como no caso do jejum, os judeus também eram exagerados no tocante ao repouso sabático. Por isso, escandalizam-se ao ver os discípulos de Jesus colher espigas de trigo para comer, enquanto atravessam um trigal em dia de sábado. O fanatismo pela observância da Lei impedia-os de fazer qualquer tipo de contemporização. Jesus ia na direção contrária, procurando mostrar-se fiel a Deus por outros caminhos, e ensinando seus discípulos a fazerem o mesmo.
Para o Mestre a finalidade da Lei era propiciar ao ser humano uma autêntica experiência de encontro com a vontade de Deus. Praticar seus preceitos de maneira puramente mecânica seria inútil. Este tipo de fidelidade exterior à vontade divina não era sinal de que a pessoa havia superado a tirania do egoísmo. Jesus pregava uma fidelidade criativa à Lei, de modo que, ao praticá-la, a pessoa pudesse atingir seu objetivo.
O Mestre apresentou dois motivos para justificar a permissão de colher espigas em dia de sábado. Em primeiro lugar, por ter acontecido coisa semelhante com o rei Davi, o qual, num dia de sábado, matou a fome com os pães consagrados que só aos sacerdotes era permitido comer. Além disso, as espigas não eram consagradas como os pães. Em segundo lugar, porque Jesus tinha autoridade, recebida do Pai, para agir como agiu.
Se os discípulos estavam comendo para poder continuar a missão, por que censurá-los?
Oração:
Pai, ensina-me a ser fiel a ti, vivendo os Mandamentos, sem fanatismo, e sim com a liberdade de quem está em plena sintonia contigo.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado” (Mc 2, 27b).
Esta lição de Jesus mostra a compreensão que Ele, o Filho de Deus, tinha da Lei feita por Seu Pai.
O Pai ama todas as suas criaturas.
Deus ama seu Povo Eleito.
Deus não quis que seu Povo vagasse desorientado pelas estradas da vida.
Deus não planejou Sua Lei como um fardo para as pessoas.
Pelo contrário, deu seus santos Mandamentos como guias sábias, escolhidas, fonte de segurança para os que O amam.
Esta compreensão da Lei de Deus não era desconhecida pelo povo de Israel.
Mais de uma vez encontramos nos salmos e nos escritos bíblicos o elogio da Lei como guia santa e segura para os que querem viver em paz com Deus e com todos.
No Novo Testamento também esta compreensão da Lei de Deus está presente, nas palavras de São Paulo: […] a Lei é santa; e o Mandamento, santo, justo e bom. (ver Rm 7, 12).
No ensino de Jesus, portanto, entendemos o amor de Deus ao dar Sua Lei ao Povo que Ele ama. Não era intenção de Deus oprimir ninguém, nem complicar Seus Mandamentos com prescrições humanas, fruto da vaidade dos mestres da Lei, dos fariseus e saduceus.
Jesus mesmo disse que os judeus de seu tempo não conseguiam suportar o fardo de prescrições desnecessárias inventadas por guias judeus de seu tempo. Jesus oferecia um relacionamento com Deus sem este peso. Ele quis libertar todos de tal peso, quando disse:
“Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei” (Mt 11, 28).
Ele se referia ao cansaço do povo judeu sob o peso das prescrições judaicas meramente humanas de seu tempo.
Nós vamos a Jesus, em nossos dias, livres destes pesos antigos.
No entanto, o peso que encontramos com inúmeros problemas em nossa vida, neste vale de lágrimas, nos leva a ir a Jesus, pedindo-Lhe que alivie nossos sofrimentos.
Os sofrimentos, de fato, têm o triste poder até de nos afastar do Único que pode nos livrar deles: Deus, por meio de Jesus.
Não deixemos que os sofrimentos desta vida sejam impedimento para nossa união com Deus. Pelo contrário, sejam o impulso para nos levar bem depressa a Ele e pedir-lhe o socorro: Ele sabe do que precisamos antes que o peçamos (ver Mt 6, 8).
Padre Valdir Marques

(11.1) – O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM E NÃO O HOMEM PARA O SÁBADO
A nossa intimidade com Jesus, nos coloca no coração do Pai! Pena que nem todos os nossos irmãos vivenciam a alegria do aconchego do coração do Pai, por estarem submetidos a radicalidade religiosa imposta pelos seus líderes, que ao contrário do líder Maior que é Jesus, passam para os seus fiéis, a imagem de um Deus vingativo, distante de nós, de um Deus que está sempre à espreita, pronto para nos pegar em algum deslize!
O medo do castigo, a observância exagerada de tantos preceitos, impede muitos irmãos de uma proximidade maior com Deus! Ao invés de conduzir o povo para convívio do Pai, muitos líderes, acabam criando barreiras, impedindo-o de vivenciarem uma intimidade de filho(a) com o Pai!
Todo aquele que fica preso na observância exagerada de regras, não consegue captar a mensagem principal de Jesus, que é um convite a vivermos o amor numa intimidade profunda com o Pai! Enquanto estamos presos nos pormenores, não enxergamos o mais importante que é a presença amorosa de Deus em nossa vida!
Não podemos esquecer nunca de que somos filhos amados de Deus e que como Pai amoroso, Ele só quer nos amar e não nos castigar!
O evangelho de hoje nos fala de mais um conflito dos fariseus com Jesus, desta vez, a respeito da observância do sábado. Embora conhecedores das Escrituras, os fariseus, na prática, estavam bem distante do amor propagado por Jesus: o amor que gera vida!
As autoridades religiosas do tempo de Jesus, colocavam fardos pesados nos ombros das pessoas, leis, normas, que deveriam ser cumpridas rigorosamente como Jejum, ritos de purificação, observância do sábado e tantas outras regras que eles mesmos criavam, e que na verdade tinham como pano de fundo, cegar o povo diante os seus direitos. Ficou claro, que os fariseus queriam pegar Jesus num casuísmo legal, já que o fato dos discípulos estarem apanhando espigas de trigo para saciar a fome, não lhes poderia ser atribuído como roubo.
Determinados a escandalizar Jesus, os fariseus procuraram outra forma para incriminá-lo, alegando que os discípulos estavam infligindo as leis que proibia o trabalho em dia de sábado, desconsiderando assim, a sua necessidade de sobrevivência.
Criticado pelos Fariseus em nome da Sagrada escritura, Jesus responde essas críticas usando a mesma: “Por acaso nunca lestes o que Davi e seus companheiros fizeram quando passara necessidade e tiveram fome? …” Mc 2, 25.
Não é difícil perceber que até nos dias de hoje, presenciamos situações semelhantes. Na realidade, o legalismo é um instrumento de alienação e opressão, que tem como maior objetivo desviar a atenção do povo. Enquanto o povo está voltado para a observância rigorosa de tantas leis, os donos do poder sentem-se livres para praticar seus atos ilícitos.
As leis de organização social e religiosas só têm validade se forem elaboradas em favor da vida. E Jesus veio para libertar e fazer desabrochar a vida! Em todos os seus ensinamentos Ele deixava claro que a vida tem que estar em primeiro lugar e a necessidade de sobrevivência acima de toda e qualquer lei!
Para um seguidor de Jesus, não deve existir dia, nem hora para cuidar da vida!
Apanhando espigas de trigo para matar a fome, os discípulos, apoiados por Jesus, começaram a abrir caminho para uma nova mentalidade, mostrando-nos que a lei que deve nos reger é a lei do amor!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – O MEU PAI TRABALHA TODOS OS DIAS
O Evangelho de hoje traz algo que nós evitamos aprofundar sobre o assunto: Jesus transgrediu alguma regra?
Pois é, Ele se colocou acima da tradicional regra de que o sábado é o dia do descanso. E isso é um fato que precisamos aprofundar hoje…
Será que estamos seguindo alguma regra que nos impede de seguir a maior de todas as regras?
A tradicional regra do sábado impunha que ninguém deveria trabalhar neste dia, já que foi o dia escolhido por Deus, desde a criação do mundo, para o descanso. Os judeus levavam isso tão à sério que foram criando regras cada vez mais rígidas para o sábado. Eles instituíram uma distância máxima que era permitido caminhar, proibiram o uso de sandálias que precisassem amarrar as correias, e nem os curandeiros podiam trabalhar, a não ser em caso de risco de morte.
O sábado foi instituído e oferecido ao homem como algo muito precioso, como um bem, um favor divino. Figueiredo traduz: “O sábado foi feito em contemplação do homem”. O sentido evidente é que o sábado foi instituído para o bem estar físico, moral e espiritual das criaturas humanas. O sábado é assim uma instituição a favor do homem, em seu benefício, uma bênção grandiosa. Só uma perversa distorção do texto poderia levar à conclusão de que o sábado deva ser considerado contrário ao homem.
Deus não criou o homem porque Ele tivesse um sábado necessitando ser guardado por alguém. Ao contrário, criara primeiro homem, e depois o sábado para atender-lhe às necessidades de repouso e recreação espiritual. Assim o sábado lhe seria uma bênção e não uma carga. O farisaísmo dos dias de Cristo obscurecera o verdadeiro caráter do sábado. Os rabinos o acumularam de exigências esdrúxulas* que o tornaram um fardo quase insuportável. A atitude de Cristo para com Seu santo dia foi de reverência e não de desprezo.
As regras foram ficando tão estapafúrdias que deixaram de lado a razão e o bom senso. Jesus chegou para abalar essas regras que desvirtuavam o sentido original do dia de descanso. “O sábado foi feito para o homem, e não o homem para o sábado.” Com essa frase Ele resume o que a nova lei, que Ele veio instituir, pensa a respeito do “dia de descanso”. O sábado não está acima do nosso dever maior que consiste em fazer o bem às pessoas da mesma forma que nós gostaríamos que elas nos fizessem bem. E nessa frase você pode trocar o “fazer o bem” por amar, perdoar, acolher, ajudar, compreender, sorrir, entender, porque essas são as atitudes de quem na verdade imita e segue o Mestre do Amor que Jesus. Pois se vos amardes uns aos outros o mundo vos reconhecerá que sois meus discípulos. E São João nos diz que Deus é amor, quem ama permanece em Deus.
Pensemos então nas regras que aprendemos a seguir sem pensar, e lembremo-nos que nenhuma delas está acima da maior de todas: a Regra do Amor. E o amor não tem dia nem hora. Todos os dias e horas são propícios para a prática do amor. Não podemos ter alguma dívida contra o próximo a não ser a dívida do amor.
Portanto, o amor é o caminho que abre a prática da liberdade em relação às restrições legais religiosas que ofusca a vida do povo. Ele é o caminho da vida, na contramão da ordem do poder opressor e desumano.
Como cristãos somos chamados a abrir caminhos que para, pelo e por amor rompam as cercas levantadas pelo sistema do poder, que gera ódio, vingança, injustiças, fome e morte de todos os homens e mulheres. E nesta luta não temos dia nem horas. O nosso Guia nos disse: Meu Pai trabalha todos os dias e eu também trabalho. Assim, sendo, não temos que procurar descanso, a não saber que fazemos a santa vontade de Deus.
Senhor Jesus ensinai-me a ser generoso, a servir-Vos como Vós o mereceis. A dar-me sem medias, a combater se cuidar das feridas. A trabalhar sem procurar descanso. A gastar-me sem esperar outra recompensa. Senão saber que faço a vossa vontade santa. Amém!
Canção Nova

* ESDRÚXULAS: (italiano sdrucciolo, escorregadio) – Que é diferente do comum; que não se encaixa nos padrões considerados normais = ESQUISITO, EXCÊNTRICO, EXTRAORDINÁRIO, EXTRAVAGANTE.

(11.3) – PRESERVAR A VIDA É SEMPRE PERMITIDO
Sábado para o Judeu é o dia do Descanso em Deus, é voltar para ele por inteiro, concentrando a mente e o coração em Deus, Criador e Libertador do homem. Por isso todas as outras tarefas tornam-se relativas inclusive o trabalho de colher espigas. Neste dia parava tudo, antecipava-se na sexta todas as tarefas e reservava o sábado somente para Deus. Era uma prática coerente com o que se acreditava, e muito bonita também entretanto…
Deus não é mais alguém distante, que fala misteriosamente a alguns Homens como Moisés, ou se faz anunciar pela boca dos profetas, mas Deus está ali, ao lado deles, caminhando com eles, comendo com eles, dormindo com eles, é um Deus de carne e osso, o verdadeiro e esperado “Emanuel”, parceiro e caminhante, peregrino com o homem.
Então, porque submeter-se às práticas antigas se Jesus já está ali com eles?
E onde Jesus está a Vida do Homem está em primeiro lugar, nenhuma norma ou lei precede a Majestosa Lei da preservação da Vida.
É isso que deve estar no centro das atenções no preceito sabático, não levando-se isso em conta, a religião torna-se um mero ritualismo, vazio e sem sentido. No centro da Religião está a Vida que Jesus nos deu. Por isso, os discípulos de Jesus, ao sentirem fome, colhem espigas mesmo sendo dia de sábado, a exemplo de Davi, o grande Rei prefiguração do Messias, que ao chegar com seus homens de um dos combates, sentiu fome e entrando no templo comeu dos pães da proposição que era consagrado a Deus.
Os Fariseus, interlocutores de Jesus, ao verem os discípulos colhendo espigas em um dia de sábado, o questionam o porquê?
São defensores ferrenhos da tradição e da Lei de Moisés, a lei acima de tudo. Jesus não é nenhum revolucionário, inimigo da lei e da ordem, mas a libertação que ele oferece é plena. Portanto, qualquer lei que tolha* a liberdade de preservar a vida, que ali era o caso, perde a sua essência tornando-se um mero formalismo religioso.
A centralidade do Decálogo dado por Deus a Moisés está na preservação da vida “Não Matarás”, as demais leis e preceitos religiosos são derivações dessa. Sendo Deus, Jesus é Senhor da Vida, e quem quiser ser discípulo deve sempre ter isso como essencial. Por isso, os discípulos colhem espigas aos sábados, não porque querem afrontar o Preceito Sabático, mas sim porque já perceberam que o Mestre é Senhor das Vida e os fez homens livres…
Quanto aos Fariseus, são apenas seguidores de Leis e preceitos religiosos, como muita gente é também nos dias de hoje, sem se darem conta que Jesus é a verdadeira Vida, que não precisa de nenhuma lei para acontecer…
Diácono José da Cruz

* TOLHA: Aquilo que ocasiona um descontentamento ou dificuldade a; estorve; atalhe; atravanque; dificulte; embarace; entrave; estorve; impeça; obste; prejudique; suste.

(11.4) – LEVANTAR A CABEÇA NOVAMENTE
Bom dia!
Uma das maiores dificuldades em se trazer alguém de volta está no fato dela não perdoar o seu próprio erro por ter tomado uma decisão contraria ao que sugeriam e “quebrado a cara”. É tão duro levantar a cabeça novamente carregando sobre os ombros os sinais do erro.
Antes, porém torna-se importante explicar novamente um mecanismo de defesa chamado RACIONALIZAÇÃO que ao grosso modo, é tentar dar argumentos “corretos” para justificar o incorreto. Um exemplo: ao sermos questionados sobre ter avançado o sinal vermelho respondemos que o fizemos porque todo mundo faz; que vendo CD e DVD pirata porque não consigo emprego… Podem parecer corretos, mas não justificam.
A racionalização só tem um problema: DEUS CONHECE A VERDADEIRA RAZÃO DOS NOSSOS ATOS. Aquele que por ventura errou por infantilidade ou por imaturidade é bem diferente de nós quando o fazemos de total e plena consciência e Deus sabe bem a diferença. Uma boa parcela daqueles que habitam os presídios está lá por um ato infantil, um relapso, um descuido. (…) Muita gente, mesmo não estando presa, sofre calados pelos erros que cometeram e já não conseguem mais levantar a cabeça!
“(…) caso nossa consciência nos censure, pois Deus é maior do que nossa consciência e conhece todas as coisas”. (1 João 3, 20)
O erro não deve ser mais importante que o acerto que se consegue no final.
Lembro de um final de um capítulo da novela das oito, um rapaz dar um depoimento que muito me comoveu. Dizia ele que tinha de tudo, mas perdeu em virtude das drogas. Parecia impenetrável a qualquer conselho até que foi preso… Nenhuma recomendação dada por sua mãe o convenceu a mudar até que um dia ao ser visitado por ela no presídio. Lá, soube que ela precisou passar por uma revista íntima dos policiais para vê-lo. Tamanho constrangimento o fez prometer que nunca mais usaria drogas.
Pergunte a mãe desse rapaz se ela se importa com o tempo que foi perdido tendo hoje o filho de volta em seus braços?
Fariseus, descrentes, preconceituosos, críticos, céticos, invejosos, (…), sempre estarão preocupados com o milho colhido no sábado; fazem questão de não esquecer nossos erros; observam cuidadosamente o sucesso dos outros e esquecem de ver que viver a vida, é muito mais que isso.
Se um filho de Deus erra, peca, se perde ou se desvirtua a quem ele poderia mais magoar além dele mesmo e aos seus próximos?
Por que um erro de outro chama tanta a nossa atenção ao ponto de vermos os nossos próprios?
“(…) Se alguém causou tristeza, não me contristou a mim, mas de certo modo – para não exagerar – a todos vós. Basta a esse homem o castigo que a maioria dentre vós lhe infligiu. Assim deveis agora perdoar-lhe e consolá-lo para que não sucumba por demasiada tristeza. Peço-vos que tenhais caridade para com ele, Quando vos escrevi, a minha intenção era submeter-vos à prova para ver se éreis totalmente obedientes”. (II Coríntios 2, 5-9)
Precisamos abrir mais nossos braços a quem deseja voltar. Não é por menos que o Senhor cita Davi no evangelho de hoje como exemplo, pois foi aquele que muito errou, no entanto foi também por Ele muito amado. Davi muito errou, mas seu saldo foi muito positivo.
Existem em nossas comunidades casais que já vivem outras uniões conjugais, que infelizmente não deram certo. A igreja abre as portas para todos, mas eles temem os nossos olhos; existem também pessoas que desconhecem as maravilhas da nossa igreja porque não encontraram ninguém que lhes apresentassem; existem jovens e adultos talentosos que poderiam fazer crescer nossas catequeses, pastorais e movimentos, mas não tem chances para isso.
Portanto, estenda a mão! Mude esse paradigma! Faça o bem!
Um Imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(11.5) – O FILHO DO HOMEM É SENHOR DO SÁBADO
Novamente entra em discussão a questão das práticas religiosas. O evangelho de hoje nos apresenta a questão do legalismo religioso e da verdadeira finalidade da religião. Muitas vezes, vemos que as religiões estão muito mais fundamentadas em proibições do que em motivações e na criação de novos relacionamentos das pessoas com Deus e das pessoas entre si. O resultado dessa mentalidade é que a religião se torna cada vez mais uma coisa odiosa e insuportável, e Deus aparece não como um Pai amoroso, mas como um carrasco autoritário. A verdadeira religião é aquela que cria valores e leva as pessoas à maturidade em todos os sentidos para que livremente possam optar por Deus. A vida do ser humano está acima de qualquer outro valor. Apesar as sociedade atual estabelecer outros critérios sobre isso, não se pode deixar que a vida humana seja relegada ao segundo plano, sendo objeto de experimento para tantas coisas. É preciso lutar contra todo tipo de manipulação que descarte a vida. Somos filhos de Deus que nos criou. Quem somos nós para mudar essa história! Em todas as circunstâncias, a vida em primeiro lugar.
Ruymar

(11.6) – O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM
Em Marcos se apresenta muito bem a liberdade com que agiam Jesus e seus discípulos. Não estavam tão apegados às leis, entre elas a do sábado, que proibia, por exemplo, arrancar espigas nesse dia. Porém, isto não violava a lei de Deus, mas as leis meticulosas dos anciãos. Contudo, Jesus dá uma resposta certeira com uma pergunta:
Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros passavam necessidade e estavam famintos?
Obviamente sim, haviam lido o que havia ocorrido nessa passagem do Antigo Testamento, porém não lhes interessava minimamente. Se Davi, ao comer os pães consagrados junto com seus companheiros, não recebeu a reprovação de Deus, isto é, foi inocente diante daquelas leis, muito menos os discípulos de Jesus serão condenados pelos escrúpulos de uns poucos. Jesus tem bem claro que nem o sábado nem qualquer lei deve estar acima do ser humano. Quanto isto ocorre, surgem a injustiça, a opressão, a desigualdade, que impedem ao ser humano viver como tal. As leis devem estar a serviço da pessoa e não acima dela. Devem ser para o bem de todos e não para oprimir e escravizar. O que se deve ter em conta em nossas vidas não é tanto o que não se pode fazer no dia do Senhor, mas como empregar bem este dia para a glória do Senhor e para o bem da humanidade. Trabalhemos para que as leis e normas estejam sempre a serviço das pessoas e não contra elas. Isto é humanidade.
Claretianos

(13) – REFLEXÃO
Marcos menciona que os discípulos abriam caminho, arrancando espigas. Em seu evangelho Marcos dá um destaque ao tema do “caminho” de Jesus. Já Mateus e Lucas explicam que arrancavam espigas para comer, o que é confirmado na sequência desta narrativa de Marcos. Uma das principais observâncias religiosas, em Israel, era a do repouso sabático. A narrativa da criação em sete dias, no Livro do Gênesis (2, 2-3), ao apresentar o repouso do próprio Deus no sábado, já é uma indução a esta observância pelo povo. Jesus e seus discípulos são acusados de desrespeitarem o repouso sabático. Os inadimplentes com as mais de seiscentas minuciosas observâncias legais impostas ao povo eram qualificados como pecadores, obrigados a trazerem ofertas e sacrifícios aos sacerdotes do Templo. Com seu amor misericordioso e divino, Jesus vem contrapor-se àqueles chefes religiosos de coração duro e interesseiro que oprimiam os inocentes. Ao se afirmar maior do que o Templo (Mt 12, 6) e Senhor do sábado Jesus significa que vem superá-los pelo amor que promove a vida.

(16) – O SÁBADO FOI FEITO PARA O HOMEM, E NÃO O HOMEM PARA O SÁBADO.
Hoje como ontem, Jesus deve se enfrentar com os fariseus, que deformaram a Lei de Moisés, ficando-se nas pequenices e esquecendo-se do espírito que a informa. Os fariseus, de fato, acusam os discípulos de Jesus de violar o sábado (cf. Mc 2, 24). Segundo sua casuística agoniante, arrancar espigas, equivale a “segar” e trilhar significa “bater”: essas tarefas de campo — e uma quarentena mais que poderíamos acrescentar — estavam proibidas no sábado, dia de descanso. Como já sabemos, os pães da oferenda dos que nos fala o Evangelho, eram doze pães que colocavam-se cada semana na mesa do santuário, como homenagem das doze tribos de Israel ao seu Deus e Senhor.
A atitude de Abiatar é a mesma que hoje ensina-nos Jesus: os preceitos da Lei que tem menos importância cedem diante dos maiores; um preceito cerimonial deve ceder diante um preceito de lei natural; o preceito do repouso de sábado não está, então, em cima das elementares necessidades de subsistência. O Concílio Vaticano II, inspirando-se na perícope* que comentamos e, para recalcar que a pessoa que está por cima das questões econômicas e sociais, diz: «A ordem social e seu progressivo desenvolvimento devem subordinar-se em todo momento ao bem da pessoa, porque a ordem das coisas deve submeter-se à ordem das pessoas e, não ao contrário. O mesmo Senhor o advertiu quando disse que o sábado tinha sido feito para o homem e, não o homem para o sábado (cf. Mc 2, 24)».
Santo Agostinho disse: «Ama e faz o que queres».
O entendemos bem, ou ainda a obsessão por aquilo que é secundário afoga o amor que há de pôr em tudo o que fazemos?
Trabalhar, perdoar, corrigir, ir à missa aos domingos, cuidar dos doentes, cumprir os mandamentos….
O fazemos porque devemos ou por amor de Deus?
Tomara que essas considerações ajudem-nos a vivificar todas nossas obras com o amor que o Senhor pôs nos nossos corações, precisamente para que possamos lhe amar.
Rev. D. Ignasi FABREGAT i Torrents

* PERÍCOPE: (do grego περικοπη, “ação de cortar em volta”) – É um trecho, pequeno ou longo, retirado de um texto que tem sentido completo. É palavra do gênero feminino.

(17) – A COLHEITA DAS ESPIGAS
Cristo mais uma vez quebra as regras rígidas de seu tempo. “Ele proclama o sábado da graça e da ressurreição eterna, e não o da Lei”, escreve S. Ambrósio. De fato, o descanso sabático era um dia reservado à oração e à meditação. Um período para recordar e celebrar a bondade de Deus e a grandeza de sua obra. Entretanto, os discípulos de Jesus sentem fome e desrespeitam o sábado colhendo milho para comer. Os escribas e fariseus ficam escandalizados. Não porque os cristãos apanhavam as espigas, o que era permitido por lei, mas pôr o fazerem no sábado. Os evangelistas aproveitam esse episódio da vida de Jesus para revelar seus ensinamentos e sua missão.
O serviço do Templo pode dispensar os sacerdotes das obrigações do sábado. Santo Hilário de Poitiers nos lembra: “Jesus é ele mesmo o Templo”. Sendo assim, não há nada de extraordinário no fato de os discípulos, a serviço do Filho do Homem, sentirem-se dispensados de tais exigências, já que estão em comunhão com Cristo. É bom deixar claro que Jesus não nega o valor do sábado. Ele reconhece que o homem e o seu trabalho são santificados neste dia consagrado a Deus. É a garantia da Aliança e da entrada do povo eleito no “repouso eterno”.
Um dos rituais do Templo na época de Jesus era o dos doze pães da proposição, colocados no altar e substituídos todos os sábados por outros recém-assados. Apenas os sacerdotes podiam comê-los. Em seu Evangelho, Mateus conta quais foram as palavras de Jesus quando os fariseus o acusaram de permitir que seus discípulos fizessem o que era proibido no sábado: “Não lestes o que fez Davi num dia em que teve fome, ele e seus companheiros, como entrou na casa de Deus e comeu os pães da proposição?” (Mt 12, 3-4).
Com estas palavras, Jesus deixa claro que a misericórdia, para Ele, vinha antes de qualquer sacrifício, como era o caso do jejum. Aos famintos, que se lhe deem o que comer, mesmo que sejam espigas de trigo colhidas no sábado consagrado ao Senhor: “Porque o Filho do Homem é senhor também do sábado!”
Ele queria que este dia da semana fosse entendido como uma disposição benevolente de Deus para proteger o homem em sua vida e em seu trabalho, e não apenas como uma exigência arbitrária e tirânica. Jesus não incita ninguém a trabalhar no sábado, mas sim a reservá-lo para obras de caridade e ao amor ao próximo. Ele ainda responde assim à hostilidade dos fariseus: “É permitido, pois, fazer o bem no dia de sábado”. (Mt 12, 12) E, logo em seguida, cura a mão atrofiada de um homem que estava na sinagoga. Isso em pleno sábado. As curas também eram proibidas nesse dia da semana.
Os ouvintes de Cristo, particularmente os fariseus, “são remetidos à prática das obras de misericórdia que Deus espera de todos nós”, lembra-nos São Cirilo de Alexandria. O zelo pela observância do sábado não pode ser motivo de cegueira. Acima dele está a prática da caridade. Jesus não veio abolir a lei do sábado. Para São Crisóstomo, Ele “quer torná-lo ainda mais majestoso, pois tudo o que foi prescrito na Lei, nele se cumpriu”.
Com Jesus, o sábado, e mais tarde o domingo, torna-se um convite à contemplação dos mistérios da vida, que se efetiva, por meio da graça divina e da liberdade humana, na união com Deus.
Dom Fernando Antônio Figueiredo

COMEMORA-SE NO DIA 20/Jan

(5) – SÃO SEBASTIÃO
Sebastião na França, mas foi educado em Milão, na Itália. Pertencente a uma família cristã, foi batizado ainda pequenino. Mais tarde, tomou a decisão de tornar-se militar nas tropas romanas, sendo um dos oficiais prediletos de Diocleciano. Contudo, nunca deixou de ser um cristão convicto e protetor ativo dos cristãos.
Secretamente, Sebastião conseguiu converter muitos pagãos ao cristianismo, inclusive o governador de Roma e seu filho. Em certa ocasião, Sebastião foi denunciado e teve que comparecer ante ao imperador para dar satisfações sobre o seu procedimento.
Levado à presença de Diocleciano, Sebastião não negou sua fé. O imperador lhe deu ainda uma chance para que escolhesse entre sua fé em Cristo e o seu posto no exército romano. Ele não titubeou, ficou mesmo com Cristo. A sentença foi imediata: deveria ser amarrado a uma árvore e executado a flechadas.
Sebastião foi dado como morto e ali mesmo abandonado. Entretanto, quando uma senhora cristã foi até o local à noite, pretendendo dar-lhe um túmulo digno encontrou-o vivo! Levou-o para casa e tratou de suas feridas até vê-lo curado.
Depois de curado, ele apresentou-se ao imperador, censurando-o pelas injustiças cometidas contra os cristãos, acusando-o de inimigo do Estado. Perplexo e irado com tamanha ousadia, o sanguinário Diocleciano o entregou à guarda pretoriana após condena-lo, desta vez, ao martírio no Circo. Sebastião foi executado então com pauladas e boladas de chumbo, sendo açoitado até a morte, no dia 20 de janeiro de 288.
REFLEXÃO:
Sebastião é o protetor da Humanidade, contra a fome, a peste e a guerra. No Brasil a devoção a são Sebastião é muito grande, sendo que muitas cidades e paróquias são colocadas sobre a proteção deste grande soldado de Cristo.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

II SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Garantia da esperança do povo, Jesus invalida certa escala de valores sedimentada na sociedade ao apresentar o bem da vida humana como o critério superior a todo o resto.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Que toda a terra se prostre diante de vós, ó Deus, e cante louvores ao vosso nome, Deus altíssimo! (Sl 65, 4).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, que governais o céu e a terra, escutai com bondade as preces do vosso povo e dai ao nosso tempo a vossa paz. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
As leituras nos ensinam o valor da esperança cristã e nos mostram a atitude de Jesus diante das leis que não visam ao bem comum nem favorecem os necessitados.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Que o Pai do Senhor Jesus Cristo vos dê do saber o Espírito; para que conheçais a esperança, reservada para vós como herança! (Ef 1, 17s)

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Concedei-nos, ó Deus, a graça de participar constantemente da eucaristia, pois, todas as vezes que celebramos este sacrifício, torna-se presente a nossa redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Sabemos que Deus nos ama e cremos no seu amor (1 Jo 4, 16).

Oração depois da Comunhão
Penetrai-nos, ó Deus, com o vosso Espírito de caridade, para que vivam unidos no vosso amor os que alimentais com o mesmo pão. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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