Liturgia Diária 21/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
21/Jan/2015 (quarta-feira)

A pessoa, em primeiro lugar:
Jesus cura, no sábado, o homem com a mão atrofiada

LEITURA: Hebreus (Hb) 7, 1-3.15-17: O sacerdócio de Cristo (continuação)
(1-3: Melquisedec)

(15-17: A ab-rogação de prescrição anterior)
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 1 Melquisedec, rei de Salém, sacerdote do Deus Altíssimo, saiu ao encontro de Abraão, quando esse regressava do combate contra os reis, e o abençoou. 2 Foi a ele que Abraão entregou o dízimo de tudo. E o seu nome significa, em primeiro lugar, “Rei de Justiça”; e, depois: “Rei de Salém”, o que quer dizer, “Rei da Paz”. 3 Sem pai, sem mãe, sem genealogia, sem início de dias, nem fim de vida! É assim que ele se assemelha ao Filho de Deus e permanece sacerdote para sempre. 15 Isto se torna ainda mais evidente quando surge um outro sacerdote, semelhante a Melquisedec, 16 não em virtude de uma prescrição de ordem carnal, mas segundo a força de uma vida imperecível. 17 Pois diz o testemunho: “Tu és sacerdote para sempre na ordem de Melquisedec”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 110 (109), 1. 2. 3. 4: O sacerdócio do Messias
4b Tu és sacerdote eternamente 4c segundo a ordem do rei Melquisedec!
1 Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!”
2 O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois Ele diz: “Domina com vigor teus inimigos;
3 Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!”
4 Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!”

EVANGELHO: Marcos (Mc) 3, 1-6: Cura do homem com a mão atrofiada.
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1 Jesus entrou de novo na sinagoga. Havia ali um homem com a mão seca. 2 Alguns o observavam para ver se haveria de curar em dia de sábado, para poderem acusá-lo. 3 Jesus disse ao homem da mão seca: “Levanta-te e fica aqui no meio!” 4 E perguntou-lhes: “É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?” Mas eles nada disseram. 5 Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de ira e tristeza, porque eram duros de coração; e disse ao homem: “Estende a mão”. Ele a estendeu e a mão ficou curada. 6 Ao saírem, os fariseus com os partidários de Herodes, imediatamente tramaram, contra Jesus, a maneira como haveriam de matá-lo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém!
Jesus Mestre, que dissestes: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Mais uma vez me é apresentada a questão do legalismo, de um lado; e, de outro, a defesa da vida, da pessoa segundo o Projeto de Deus.
Os bispos, em Aparecida, disseram: “Como discípulos de Jesus reconhecemos que Ele é o primeiro e maior evangelizador enviado por Deus (cf. Lc 4, 44) e, ao mesmo tempo, o Evangelho de Deus (cf. Rm 1, 3). Cremos e anunciamos “a boa nova de Jesus, Messias, Filho de Deus” (Mc 1, 1). Como filhos obedientes à voz do Pai queremos escutar a Jesus (cf. Lc 9, 35) porque Ele é o único Mestre (cf. Mt 23, 8). Como seus discípulos sabemos que suas palavras são Espírito e Vida (cf. Jo 6, 63.68). Com a alegria da fé somos missionários para proclamar o Evangelho de Jesus Cristo e, n’Ele, a boa nova da dignidade humana, da vida, da família, do trabalho, da ciência e da solidariedade com a criação.” (DAp 103).
– Minha vida reflete o que Jesus diz e faz ou há contradições?
– O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto na Bíblia: Mc 3, 1-6.
Era sábado. Jesus entrou na sinagoga e ensinava. Lá também estava um homem que tinha a mão aleijada. E estavam lá pessoas espiando se Jesus curaria no sábado. Espreitavam, como diz o Salmo: “Homens cruéis estão fazendo planos contra mim” (Sl 59, 4). O homem que tinha a mão aleijada centralizou as atenções. Para Jesus, a vida é mais importante que o sábado. E mais: ele é o Senhor do sábado. E já se manifestou sobre esta questão, afirmando que omitir socorro possível nestas situações, é fazer um mal. Primeiro, Jesus manda que o homem fique em pé e na frente de todos. Depois questiona: “é permitido neste dia fazer o bem ou o mal? Salvar da morte ou deixar morrer?” Disse ao homem que estendesse a mão. E, assim, o curou. Os fariseus, por falta de razão, e apegados à sua pretensa superioridade, “ficaram furiosos” e passaram a fazer planos para matar Jesus.
– Nosso coração é cheio de bondade para com todos?
– Podemos seguramente pedir que Deus tenha atitude igual para conosco?
– Lembra-se de reservar espaços especiais para Deus em sua vida?
– Em agradecimento a tantos dons, o que temos a oferecer a Deus?
– Será que de fato somos todos iguais?!

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com o bem-aventurado Alberione:
Jesus Mestre, disseste que a vida eterna consiste em conhecer a ti e ao Pai.
Derrama sobre nós, a abundância do Espírito Santo!
Que ele nos ilumine, guie e fortaleça no teu seguimento, porque és o único caminho para o Pai.
Faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.
Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos, guardaremos tua Palavra, meditando-a no coração.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Como dizem os bispos da América Latina: “nós, como discípulos e missionários de Jesus, queremos e devemos proclamar o Evangelho, que é o próprio Cristo. Anunciamos a nossos povos que Deus nos ama, que sua existência não é uma ameaça para o homem, que Ele está perto com o poder salvador e libertador de seu Reino, que Ele nos acompanha na tribulação, que alenta incessantemente nossa esperança em meio a todas as provas. Os cristãos são portadores de boas novas para a humanidade, não profetas de desventuras.” (DAp 30).

REFLEXÕES

(6) – A LEI FOI DADA POR DEUS PARA PRESERVAR A VIDA
Com este episódio, encerra-se a seção denominada de “controvérsias galileanas”.
Os opositores de Jesus estão sempre à espreita para poder acusá-lo e eliminá-lo. A interpretação que Jesus faz da Lei e a sua liberdade na prática da mesma Lei põem em xeque um sistema de exclusão que instrumentaliza Deus.
O que é permitido fazer no sábado?
Para o homem de fé, instruído na Lei do Senhor, bem e mal, salvar e deixar morrer, não são alternativas que se possa admitir. A Lei foi dada por Deus a seu povo para preservar o dom da vida e o dom da liberdade. Para os opositores de Jesus, no sábado, fazer o bem era não fazer; para Jesus, no entanto, fazer o bem era salvar a vida. O silêncio à pergunta de Jesus dos que lhe faziam frente revela a dureza do coração deles; não é o silêncio de quem não sabe responder, mas o silêncio de quem não quer se comprometer, nem se dispor a mudar de vida e mentalidade; silêncio de quem despreza o outro. Esse fechamento impede reconhecer o tempo da visita salvífica de Deus (cf. Is 35, 3ss). A observação acerca da decisão de matar Jesus mostra que a sua morte foi premeditada.
ORAÇÃO:
Pai, sejam minhas mãos usadas somente para a prática do bem. Livra-me de mantê-las fechadas a quem precisa de minha ajuda, e de usá-las para fazer o mal.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – O CUIDADO COM NOSSO PRÓXIMO NOS APROXIMA DE DEUS
Quanto nos falta de zelo para com a pessoa do próximo! O zelo pelas coisas de Deus é saudável, mas o zelo que nos salva é a caridade, é o cuidado para com a pessoa do próximo!
“E perguntou-lhes: ‘É permitido no sábado fazer o bem ou fazer o mal? Salvar uma vida ou deixá-la morrer?’” (Marcos 3, 4).
Jesus entra novamente na sinagoga e ali estava um homem de mão seca. O problema é que era um dia de sábado, e é óbvio que os doutores da Lei, os fariseus e todos aqueles que se opunham à Palavra de Jesus estavam de olho em Suas ações. No entanto, o Senhor Jesus não teve receio humano e, ao entrar naquela sinagoga, voltou-Se para aquele homem e dele teve misericórdia e compaixão.
Aquele homem estava apenas com a mão seca e precisava de uma mão que tocasse na sua, que a curasse daquela paralisia que sofria. E o que fez o Senhor sofrer não foi o homem, cuja mão estava seca, mas sim os homens de coração seco que estavam ao redor dele, porque eles não olharam para o sofrimento daquele ser humano, não tiveram compaixão daquilo que ele passava nem de sua situação. Eles se preocupavam com os rituais, com o dia, se era sábado ou se não era sábado e não estavam preocupados com o essencial.
Da mesma forma, algumas vezes nós nos ocupamos com as coisas do Senhor, nos preocupamos com a toalha do altar, com a vela que se coloca, nos preocupamos com que a igreja tenha um sacrário muito bonito. Tudo isso é mais do que necessário, mas, muitas vezes, nos falta a preocupação com o ser humano, com o filho de Deus machucado, sofrido, oprimido, rejeitado, não amado, não acolhido!
Quanto nos falta de zelo para com a pessoa do próximo! O zelo pelas coisas de Deus é saudável, mas o zelo que nos salva é a caridade, é o cuidado para com a pessoa do próximo, para aquele que entrou na igreja, ou até mesmo para aquele que nem entra na igreja, porque nela não encontra espaço, acolhida ou atenção.
Jesus hoje não quer só olhar para o homem de mão seca, Ele quer olhar para os nossos corações, muitas vezes, secos pela falta de cuidado, ternura e compaixão para com as necessidades do nosso próximo. Estamos demasiadamente ocupados e obcecados com nossas coisas, com nossos trabalhos, com nossas obrigações e, muitas vezes, até mesmo com os nossos compromissos de Igreja.
Desculpe-me, o ser humano, o Cristo pessoa, o Cristo que vem ao nosso encontro na pessoa do nosso irmão pobre, sofrido e necessitado (que não precisa ser somente aquele homem de rua que necessita da nossa atenção), qualquer um do nosso lado que está com o coração machucado, vale muito mais do que a vela e do que a tolha do altar ou de qualquer coisa que nós possamos oferecer a Cristo. O melhor sacrifício que oferecemos a Deus é cuidar do nosso irmão, é dar atenção ao nosso próximo!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – A MÃO RECUPERADA
A deficiência física do homem encontrado por Jesus, na sinagoga, era mais grave do que, à primeira vista, se podia imaginar. Na antropologia bíblica, a mão está carregada de simbolismo. A partir deste universo simbólico é que se deve interpretar a situação do homem da mão ressequida.
A mão está ligada à ideia de força e de poder. Estar na mão do outro significava estar sob o seu poder. Para falar do poder da língua, um provérbio bíblico refere-se à “mão da língua”. A expressão “salvar-se com as próprias mãos” tinha o sentido de salvar-se com as próprias forças. Diz-se que os habitantes de determinada cidade não puderam fugir, por ocasião de um incêndio, porque “as mãos não estavam com eles”, isto é, não tinham forças nem possibilidade de escapar. A mão direita era sinal de força, de sabedoria e de felicidade. Já a mão esquerda era sinal de fraqueza, de ignorância e de desgraça.
Entende-se, assim, por que a iniciativa de cura foi de Jesus e não do homem doente. Este havia se tornado uma pessoa sem iniciativa e incapaz de lutar por seus direitos. Nestas condições, era vítima da desumanização.
Curando-o, Jesus tomou a iniciativa de humanizá-lo, de fazê-lo voltar a ser gente, com força e poder para lutar pelos seus direitos. É como se tivesse sido recriado! Com a mão recuperada, estava novamente apto para fazer o bem.
Oração:
Pai, sejam minhas mãos usadas somente para a prática do bem. Livra-me de mantê-las fechadas a quem precisa de minha ajuda, e de usá-las para fazer o mal.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Jesus, então, olhou ao seu redor, cheio de indignação e tristeza, porque eram duros de coração; […]” (Mc 3, 5abc).
No fim do Evangelho de ontem Jesus terminava sua fala dizendo: “Portanto o Filho do Homem é Senhor também do sábado” (Mc 2, 28).
Mal conseguimos imaginar como esta fala de Jesus provocou um enorme impacto sobre os fariseus que O ouviam. Para eles, o único Senhor do sábado era Deus! Como, então, Jesus teve a ousadia de dizer uma coisa destas?
Jesus tinha esta ousadia porque estava solidamente fundamentado na realidade que Ele mesmo era: Ele era o Filho de Deus que, por humildade, apresentava-se a todos como “Filho do Homem”. Ele tinha plena consciência de que a Lei feita por Seu Pai, podia ser interpretada por Ele, Jesus, da maneira mais correta possível.
Ora, os fariseus, ao contrário, quando interpretavam a Lei de Deus, deixavam-se levar por muitos erros. Estes erros eram causados por interesse dos mestres da Lei e dos fariseus para se imporem como autoridade moral e espiritual sobre o Povo Eleito. Eles tinham a pretensão de serem o mais alto degrau de autoridade religiosa em Israel.
Jesus, no entanto, tira destes líderes religiosos este lugar elevado que tinham conseguido ocupar na religião dos judeus. Jesus faz mais: afirma-se acima de todos. Sem dúvida, isto enchia de raiva e ódio os líderes judaicos. Todos.
Dizer, como o fez Jesus, ser o ‘Senhor do sábado’, era uma ousadia além dos limites para os líderes de Israel naquele tempo. Portanto, na mente deles, Jesus era um extremo perigo. Ele devia ser eliminado. Morto.
O auge do desencontro entre Jesus e líderes religiosos judeus, porém, não estava na discussão sobre a Lei. Estava nos atos de Jesus que confirmavam ser Ele o ‘Senhor do sábado’, ou seja, ‘da Lei’.
O Evangelho de hoje nos mostra um ato de Jesus em que sua autoridade sobre a Lei ficou inquestionável: Ele curou a mão seca de um homem que estava na sinagoga.
A tensão maior entre Jesus e os fariseus ali presentes, aconteceu quando Jesus lhes perguntou: “É permitido, no sábado, fazer o bem ou o mal? Salvar uma vida ou deixa-la morrer?” (Mc 3, 4b).
Como os judeus nada disseram, Jesus, justamente, ficou indignado e cheio de tristeza.
Como era possível que homens como aqueles, os mais instruídos e escolhidos para liderar religiosamente o Povo Eleito, tivessem tanta maldade em seus corações?
Se fosse apenas ignorância algum remédio podia ser dado, desde que aceito. Mas contra os ‘corações endurecidos’ Jesus nada podia fazer. Ou melhor: tudo o que podia fazer era revelar a realidade de seu poder sobre o sábado: Ele, então, curou o homem de mão seca.
Aqui termina este episódio da vida de Jesus narrado neste Evangelho.
Contemplemos Jesus, em sua fisionomia sempre tão amável agora transformada pelos traços da indignação e tristeza.
Como devemos reagir diante de Jesus quando Lhe damos motivo de indignação e tristeza?
Devemos impedir, a todo custo, que nossos corações fiquem endurecidos e nos façam ignorar Jesus e o que Ele espera de nós. Respondamos-Lhe, sempre, com alegria e todo o afeto de nossos corações.
Padre Valdir Marques

(10) – CRISTO CURA A PARALISIA DOS NOSSOS MEMBROS E DO NOSSO CORAÇÃO
Quando a Virgem concebe, virgem dá à luz e permanece virgem, isso não entra na ordem da natureza, mas dos sinais divinos; não é segundo a razão humana, mas conforme ao poder de Deus; é o Criador que atua, não a natureza humana; não é caso comum, mas único; é obra divina e não humana. O nascimento de Cristo não foi uma consequência necessária da natureza, mas do poder de Deus. Foi o mistério da piedade, a redenção da humanidade. Aquele que, sem nascer, fez o homem do barro intacto fez-Se homem nascendo de um corpo também intacto. A mão que Se dignou tomar o barro para formar o nosso corpo também Se dignou tomar a nossa carne para nos salvar. […]
Ó homem, porque te consideras tão vil, tu que és tão precioso para Deus?
Porque é que, sendo tu tão honrado por Deus, te desonras a ti mesmo?
Porque perguntas de que é que foste feito e não queres saber para que foste feito?
Porventura todo este mundo que vês não foi feito para ser tua morada? […]
Cristo nasce para renovar com o seu nascimento a natureza corrompida; fez-Se criança, quis ser alimentado, passou pelas diversas idades da vida humana, para restaurar a única idade perfeita e permanente como a tinha criado; toma para Si a vida humana, para que o homem não volte a cair; tinha-o feito terreno e torna-o celeste; tinha-lhe dado uma alma humana e agora comunica-lhe o espírito divino; e assim eleva o homem à dignidade divina, para que desapareça tudo o que nele havia de pecado, de morte, de fadiga, de sofrimento, de terreno, pela graça de Nosso Senhor Jesus Cristo, que é Deus, e vive e reina com o Pai, na unidade do Espírito Santo, agora e sempre e pelos séculos dos séculos.
São Pedro Crisólogo (c. 406-450)

(11.1) – O QUE SERIA A NOSSA “MÃO SECA”?
Hebreus 7, 1-3.15-17 – “Jesus veio nos trazer a paz e a justiça”
Melquisedeque, “rei da justiça”, “rei da paz”, rei de Salém, é citado no Antigo Testamento (Gen 14, 18-20 e 15,1) como sacerdote de Deus a quem Abraão entregou o dízimo de tudo o que possuía. Por isso, Deus o abençoou e o incentivou, dizendo: “Nada temas, Abraão! Eu sou o teu protetor, tua recompensa será muito grande!” A carta aos Hebreus nos revela que Melquisedeque prefigura Jesus Cristo, sacerdote, segundo a força de uma vida imperecível, isto é, para sempre. Hoje, nós oferecemos a Jesus os dons que trazemos e Ele os coloca nas mãos do Pai que nos abençoa e recompensa eternamente. O nosso trabalho e sofrimento, os nossos bens e conquistas, a nossa família, os nossos amigos, são dons preciosos que podemos, todos os dias, ofertar a Jesus, de coração contrito e assim, receber bênçãos e graças do céu. Com a bênção de Deus nós recebemos também, a paz e a justiça que Jesus veio nos trazer.
– O que você entende por ser sacerdote?
– Você tem ofertado a Jesus os dons e os bens que você possui para que Ele ofereça ao Pai?
– Você tem muitos dons?

Salmo 109 – “Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedeque!
O Salmo exalta a Jesus Cristo como o Sacerdote de Deus, que está assentado ao lado direito do Pai e que domina o mundo todo, até os inimigos. Ele é o príncipe desde o dia em que nasceu, é o Senhor do Universo, cheio de glória e esplendor. Ore com este Salmo e assim fazendo exalte você também o Santo de Deus!

Evangelho Marcos 3, 1-6 – “O que seria a nossa “mão seca”?
A nossa cura e libertação são questões primordiais para o Plano que o Pai traçou a fim de que tenhamos uma vida digna de filhos e filhas. Por isso, nesta passagem do Evangelho nós distinguimos um Jesus desafiador, que não se dobrava diante dos acordos nem dos juízos dos homens quando queria fazer o bem, mesmo que fosse em “dia de sábado”. Nós todos também temos uma “mão seca”. Há sempre algo em nós que precisa do olhar de Jesus, da sua atenção e do seu incentivo. Hoje, também, Jesus desafia o mundo a fim de nos curar. O que antes era a mão seca daquele homem é, hoje, a nossa cegueira espiritual, é a nossa falta de caridade com o próximo, é a nossa impotência diante do pecado, é a nossa indiferença, egoísmo, o medo, indecisão, incredulidade, enfim, tudo o que nos faz defeituosos (as), tudo o que enfeia a nossa alma e, consequentemente, distorce as nossas boas ações. “Estende a mão”, disse Jesus àquele homem. É esta também a ordem que Ele nos dá: apresenta o teu defeito, revela a tua dificuldade, abre a tua boca, confessa o teu pecado e eu te curarei e te libertarei. No entanto, para que sejamos curados (as), precisamos reconhecer que temos defeitos e que precisamos de cura e de libertação. Muitas vezes, queremos fugir de nós mesmos e nos refugiamos sob uma capa protetora para não reconhecermos as nossas deficiências. Talvez seja por isso que não conseguimos cura e continuamos, como aquele homem da mão seca, perdidos no meio da multidão e preocupados com o que poderão dizer de nós quando souberem das nossas limitações. Jesus hoje deseja nos colocar no centro, como seus colaboradores e servos, mas curados e apascentados pelo Seu Amor.
– Faça isso: Apresente-se hoje a Jesus, ponha-se no centro da sala e admita as suas dificuldades e as suas limitações. Ele quer curá-lo (a)!
– O que seria o dia de sábado para você?
– Será que existe algum dia em que não nos é permitido fazer o bem?
Helena Serpa

(11.2) – ESTENDE A MÃO
A vivência legalista e proibitiva da religião é uma das maiores manifestações da dureza de coração que pode acontecer na vida das pessoas. Quando isso acontece, as pessoas não são capazes de descobrir os valores que devem marcar o nosso relacionamento entre nós mesmos e entre nós e o próprio Deus, e a religião acaba por se tornar um mero cumprimento de obrigações e de ritos, numa verdadeira bruxaria. Esta forma de religião acaba por ter como um dos seus principais fundamentos a relação de poder, o autoritarismo e a estratificação social a partir da fé das pessoas. É por isso que as autoridades do tempo de Jesus procuram descobrir a maneira como haveriam de matá-lo. Essa ordem de Jesus trouxe vida ao homem que tinha a mão seca. Um simples gesto, unido à fé daquele homem, fizeram com que as autoridades religiosas ficassem indignadas com Jesus. Como pode o bem ter que submeter à lei! Jesus faz uma dura crítica aos doutores da lei pela dureza de seus corações. Isso deveria nos fazer refletir sobre nossa atitude em relação aos nossos irmãos e irmãs. Julguemos menos e amemos mais, e que a compaixão seja a nossa companheira.
Ruymar

(11.3) – É PERMITIDO NO SÁBADO FAZER O BEM OU FAZER O MAL?
A MÃO RECUPERADA
A deficiência física do homem encontrado por Jesus, na sinagoga, era mais grave do que, à primeira vista, se podia imaginar. Na antropologia bíblica, a mão está carregada de simbolismo. A partir deste universo simbólico é que se deve interpretar a situação do homem da mão ressequida.
A mão está ligada à ideia de força e de poder. Estar na mão do outro significava estar sob o seu poder. Para falar do poder da língua, um provérbio bíblico refere-se à “mão da língua”. A expressão “salvar-se com as próprias mãos” tinha o sentido de salvar-se com as próprias forças. Diz-se que os habitantes de determinada cidade não puderam fugir, por ocasião de um incêndio, porque “as mãos não estavam com eles”, isto é, não tinham forças nem possibilidade de escapar. A mão direita era sinal de força, de sabedoria e de felicidade. Já a mão esquerda era sinal de fraqueza, de ignorância e de desgraça.
Entende-se, assim, por que a iniciativa de cura foi de Jesus e não do homem doente. Este havia se tornado uma pessoa sem iniciativa e incapaz de lutar por seus direitos. Nestas condições, era vítima da desumanização.
Curando-o, Jesus tomou a iniciativa de humanizá-lo, de fazê-lo voltar a ser gente, com força e poder para lutar pelos seus direitos. É como se tivesse sido recriado! Com a mão recuperada, estava novamente apto para fazer o bem.
Oração:
Pai, sejam minhas mãos usadas somente para a prática do bem. Livra-me de mantê-las fechadas a quem precisa de minha ajuda, e de usá-las para fazer o mal.
Igreja Matriz de Dracena

(11.4) – OS MORALISTAS DE PLANTÃO
Na sinagoga havia muita gente piedosa mas havia também os moralistas de plantão, aqueles que ficam de olho na vida das pessoas, quem são e o que fazem, para poder condená-las.
Naquele dia havia um homem na celebração que sofria de uma enfermidade em uma das mãos, e como era sábado, a “turma do amendoim”, dos que gostam de fazer tudo certinho, ficaram de olho em Jesus porque sabiam que ele iria querer curar aquele homem e era dia de sábado.
Jesus sempre percebia as intenções dos seus adversários e então chamou para o meio da comunidade o homem da mão seca, e fez uma pergunta muito provocante “No sábado é permitido fazer o bem ou o mal? Salvar uma vida ou matar?”. Os seus adversários ficaram sem resposta…
O que está no centro da lei de Moisés é o homem e a sua vida, o resto é relativo. Todo dia e toda hora é hora de se fazer o bem, nenhuma lei poderá cercear a liberdade de se fazer o bem a uma pessoa. Para o homem que teve a sua mão curada, a partir daquele dia o Sábado passou a ter um significado especial, pois foi o dia em que ele fez a experiência com Jesus Cristo, o Deus da Vida que quer o bem de todos.
Já os Fariseus, cumpridores ferrenhos de toda a lei, naquele sábado, longe de estar perto de Deus em seu repouso, premeditaram o mal em seus corações, quando decidiram conspirar contra Jesus para prendê-lo. Quando somos moralistas em excesso, e agimos com rigor ao olhar o comportamento do irmão, não experimentamos o que Deus tem de mais especial para o homem: sua misericórdia e seu infinito amor.
Esse Cristo que coloca a Vida e a dignidade das pessoas acima de qualquer lei ou interesse, continua a incomodar a muitos que querem “matá-lo” no coração das pessoas, no seio da família e até nas comunidades.
Diácono José da Cruz

(11.5) – É PERMITIDO EM DIA DE SÁBADO SALVAR A VIDA DE UM HOMEM?
Para Marcos, o ministério de Jesus foi adquirindo rapidamente um ar polêmico. O Mestre não teve medo em combater a esclerose de algumas instituições religiosas, como as regras de pureza na alimentação, do jejum e do sábado, que eram observadas ao pé da letra quando já não tinham razão de ser e careciam de significado. Jesus, no entanto, tem consciência de que a honra de Deus recebe sua melhor homenagem na bondade e não duvida em fazer o bem para honrar o sábado. Por ouro lado, é uma maneira mais profunda de santificar este dia libertando o homem das cadeias do mal, em vez de deixa-lo na escravidão por uma mal entendida honra de Deus. Em Marcos, a cegueira do coração designa a incapacidade das pessoas em compreenderem determinados sinais de Deus, não que Deus lhes coloque impedimentos, mas simplesmente porque o significado de tais sinais é inacessível para a mente humana se não conta com a ajuda do Espírito e não a aceita. Por isso Jesus toma imediata consciência das dificuldades contra as quais se choca sua missão e discerne já desde agora sua importância: os judeus rejeitam sua mensagem e por conseguinte, se encontrarão incapacitados para colocar-se ao nível da palavra que Deus lhes envia por meio dele. A nós também pode acontecer, como os fariseus e herodianos: sentiremos a tentação de nos colocarmos contra Jesus por não estar de acordo com sua mensagem, quando colocamos as normas e leis acima do ser humano.
Claretianos

(13) – REFLEXÃO
Com a menção de que “outra vez Jesus entrou na sinagoga”, Marcos articula esta narrativa com a da expulsão do espírito impuro de um homem na sinagoga. Em ambas a sinagoga caracteriza-se como o espaço do espírito impuro e da exclusão. As várias narrativas de milagres evidenciam os gestos de Jesus que atentam contra a ordem legal. Ele liberta o povo da lei da impureza, da culpabilidade do pecado, da exclusão do convívio social, das observâncias do jejum e do sábado. Descrevendo seu “olhar irado”, “entristecido pela dureza de seus corações”, Marcos deixa bem clara a contundente denúncia feita ao sistema sociorreligioso vigente. E as descrições de curas individuais sinalizam para o empenho maior de Jesus em libertar os excluídos de suas privações. Assim se realiza o Reino de Deus, isto é, uma sociedade igualitária, sem classes privilegiadas vivendo às custas das classes oprimidas, com direito de todos a uma vida digna e plena. Tal sociedade é regida pelo amor e se vive em comunhão com o Pai.

(16) – EM DIA DE SÁBADO, O QUE É PERMITIDO: FAZER O BEM OU FAZER O MAL, SALVAR UMA VIDA OU MATAR?
Hoje, Jesus ensina-nos que há de obrar o bem o tempo todo: não há um tempo para fazer o bem e outro para descuidar o amor aos demais. O amor que vem de Deus conduz-nos à Lei suprema que deixou-nos Jesus no novo mandamento: Amai-vos uns aos outros. Como eu vos amei» Jesus não derroga nem critica a Lei de Moisés, já que Ele mesmo cumpre seus preceitos e acode à sinagoga o sábado; o que Jesus critica é a interpretação estreita da Lei que fizeram os mestres e os fariseus, uma interpretação que deixa pouco lugar à misericórdia.
Jesus Cristo veio proclamar o Evangelho da salvação, mas seus adversários, longe de deixar-se persuadir, procuram pretextos contra Ele; «Outra vez, Jesus entrou na sinagoga, e lá estava um homem com a mão seca. Eles observavam se o curaria num dia de sábado, a fim de acusá-lo» (Mc 3, 1). Ao mesmo tempo que vemos a ação da graça, constatamos a dureza do coração de uns homens orgulhosos que acreditam ter a verdade do seu lado. Experimentaram alegria os fariseus ao ver aquele pobre homem com a saúde restabelecida? Não, pelo contrário, obcecaram-se ainda mais, até o ponto de fazer acordos com o herodianos – seus inimigos naturais – para ver perder a Jesus, curiosa aliança!
Com sua ação, Jesus libera também o sábado das cadeias com as que o tinham amarrado os mestres da Lei e os fariseus e, lhe restituem seu verdadeiro sentido: dia de comunhão entre Deus e o homem, dia de liberação da escravidão, dia da salvação das forças do mal. Santo Agostinho disse: «Quem tem a consciência em paz, está tranquilo e, essa mesma tranquilidade é o sábado do coração». Em Jesus Cristo, o sábado abre-se já o dom do domingo.
Rev. D. Joaquim MESEGUER García

(17) – CURA DO HOMEM COM MÃO ATROFIADA
A cena da cura de um homem com mão atrofiada se passa numa sinagoga, em dia de sábado. Lá está Jesus, observado atentamente pelos escribas e fariseus, que desejavam “ver se ele curaria no sábado, para assim encontrarem algo com que o acusar”. Buscam motivos para justificar a condenação de Jesus, fato já consumado em seus corações. Guardando sempre a serenidade e sem se preocupar com os olhares maldosos dos que o cercavam, Jesus pede ao homem que venha para o meio da assembleia. Tenso, o homem aproxima-se e permanece de pé, diante do divino Mestre. É sábado, mas Jesus, sem tergiversar, num gesto de afrontamento, realiza o milagre. Como era costume seu, ele não condena seus inimigos, mas, desejando levá-los à conversão, questiona-os. Pergunta-lhes se é permitido, em dia de sábado, fazer o bem ou o mal, salvar sua vida ou arruiná-la. O silêncio dos fariseus prova sua obstinação. Não percebem que a intenção de Jesus é colocá-los diante do objetivo de sua missão: ser presença do bem.
Paradoxalmente, unem-se em Jesus o finito e o infinito, pois sendo verdadeiramente homem, limitado, ele revela, em sua liberdade, abertura ao ilimitado de Deus. Ao curar no dia de sábado, ele provoca os discípulos, sobretudo, os seus inimigos. Oferece perdão e restaura o homem de mão atrofiada, no desejo de que todos alcem voo em direção à misericórdia e ao amor gracioso de Deus. A reação é contrária. Os fariseus “enfureceram-se e combinavam entre si o que fariam a Jesus”. De modo decidido e livre, eles afastam-se de Deus. É o endurecimento (porósei) do coração. Atitude que atrai a “cólera” divina, demonstrada pela indignação de Jesus. “Correndo os olhos sobre todos eles”, ele os fixa com um olhar severo, ao mesmo tempo melancólico e suave, que reflete autoridade e plena liberdade interior.
Apesar da hostilidade dos inimigos, Jesus, movido por amor, diz ao homem: “estende a mão; e ela voltou ao estado normal”. Escreve S. Ambrósio: “Também tu, que crês ter a mão sã, atingida, porém, pela avareza ou pelo sacrilégio, estende-a para o pobre que suplica, para ajudar o próximo, socorrer a viúva ou para corrigir a injustiça. Estende-a para Deus por todos os teus pecados e ela será curada”. Por entre esses atos, transluz a certeza do amor benevolente do Senhor por toda a humanidade. Observa S. Pedro Crisólogo: “Naquele homem, verifica-se a cura de todos, nele renova-se a salvação de todos, esperada durante tanto tempo”.
Dom Fernando Antônio Figueiredo

COMEMORA-SE NO DIA 21/Jan

(5) – SANTA INÊS
Inês pertencia à uma rica, nobre e cristã família romana. Isso lhe possibilitou receber uma bela educação. Tinha apenas 13 anos quando foi denunciada como cristã. Tudo porque não aceitou casar-se com o prefeito de Roma.
A narração que nos chegou conta que o rapaz tentou a todo custo casar-se com Inês, mas nada convencia Inês. Um dia tentou agarrá-la a força e acabou sendo atingido por um raio. O pai do rapaz suplicou a Inês que recuperasse a vida do filho. Inês, armada de fé, rezou e trouxe de novo respiração ao rapaz.
Diante disso, o rapaz converteu-se, mas o pai, endurecido de coração, passou a perseguir Inês. Acabou presa, mas nem sob tortura renegou a fé em Cristo. Arrastada violentamente até a presença de um ídolo pagão, para que o adorasse, Inês se manteve firme em suas orações à Cristo. Depois foi levada à uma casa de prostituição, para que fosse possuída à força, mas ninguém ousou tocar sequer num fio de seu cabelo.
Num ato de desespero, o prefeito mandou decapitar a jovem menina, que tornou-se uma das mártires mais conhecidas do cristianismo. Na arte, Santa Inês é comumente representada com uma ovelha, e uma palma, sendo que a ovelha sugere sua castidade e inocência.
REFLEXÃO:
A santidade é o ideal do cristão. Todos somos chamados a ser santos, realizando em nossas vidas o projeto sonhado por Deus. A exemplo de santa Inês façamos gestos e palavras de amor ao próximo, sobretudo os mais abandonados.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTA INÊS
VIRGEM E MÁRTIR
(VERMELHO, PREFÁCIO COMUM OU DOS SANTOS – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Inês (Itália, séc. 4º), exemplo de adolescente convicta dos valores cristãos, decidiu, desde cedo, consagrar a vida a Deus, rejeitando os pretendentes mesmo diante de promessas e presentes. Martirizada aos 13 anos, tem seu nome lembrado no Cânon Romano.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de Cristo com sua lâmpada acesa.

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, que escolheis as criaturas mais frágeis para confundir os poderosos, dai-nos, ao celebrar o martírio de santa Inês, a graça de imitar sua constância na fé. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Escolhido por Deus sacerdote para sempre, Cristo nos ensina que o bem não deve sofrer restrição nem de tempo nem de lugar.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus pregava a boa-nova, o reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4, 23).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, ouvi as nossas preces, ao proclamarmos as vossas maravilhas em santa Inês, e, assim como vos agradou por sua vida, seja de vosso agrado o nosso culto. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eis que vem o esposo, ide ao encontro de Cristo, o Senhor! (Mt 25, 6).

Oração depois da Comunhão
Senhor nosso Deus, fortalecidos pela participação nesta eucaristia, fazei que, a exemplo de santa Inês, nos esforcemos por servir unicamente a vós, trazendo em nosso corpo os sinais dos sofrimentos de Jesus. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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