Liturgia Diária 24/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
24/Jan/2015 (sábado)

Era tanta gente!

LEITURA: Hebreus (Hb) 9, 2-3.11-14: Cristo entra no santuário celeste
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 2 foi construída uma primeira tenda, chamada o Santo, onde se encontravam o candelabro, a mesa e os pães da proposição. 3 Atrás da segunda cortina, havia outra tenda, chamada o Santo dos Santos. 11 Cristo, porém, veio como sumo sacerdote dos bens futuros. Através de uma tenda maior e mais perfeita, que não é obra de mãos humanas, isto é, que não faz parte desta criação, 12 e não com o sangue de bodes e bezerros, mas com o seu próprio sangue, ele entrou no Santuário uma vez por todas, obtendo uma redenção eterna. 13 De fato, se o sangue de bodes e touros, e a cinza de novilhas espalhada sobre os seres impuros os santificam e realizam a pureza ritual dos corpos, 14 quanto mais o Sangue de Cristo, purificará a nossa consciência das obras mortas, para servirmos ao Deus vivo, pois, em virtude do espírito eterno, Cristo se ofereceu a si mesmo a Deus como vítima sem mancha. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 47 (46), 2-3. 6-7. 8-9: Iahweh é rei de Israel e do mundo
6 Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor subiu ao toque da trombeta!
2 Povos todos do universo, batei palmas, gritai a Deus aclamações de alegria! 3 Porque sublime é o Senhor, o Deus Altíssimo, o soberano que domina toda a terra!
6 Por entre aclamações Deus se elevou, o Senhor, subiu ao toque da trombeta. 7 Salmodiai ao nosso Deus ao som da harpa, salmodiai ao som da harpa ao nosso Rei!
8 Porque Deus é o grande Rei de toda a terra, ao som da harpa acompanhai os seus louvores! 9 Deus reina sobre todas as nações, está sentado no seu trono glorioso!

EVANGELHO: Marcos (Mc) 3, 20-21: Providências da família de Jesus
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 20 Jesus voltou para casa com os discípulos. E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer. 21 Quando souberam disso, os parentes de Jesus saíram para agarrá-lo, porque diziam que estava fora de si. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós todos, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
O que o texto me diz no momento?
Sempre que alguém tem uma proposta nova, diferente, que incomoda, não é compreendido e pode ser até contestado e afastado do meio das demais pessoas. É preciso ter muita clareza de sua proposta e convicções para não se deixar levar pela acomodação ou abandonar o caminho que antes lhe era claro. Jesus nos ensina que não podemos nos afastar do caminho se temos clareza que é de Deus.
Os bispos, em Aparecida, nos ajudam a compreender este chamado: “Com perseverante paciência e sabedoria, Jesus convidou a todos para que o seguissem e introduziu aqueles que aceitaram segui-lo no mistério do Reino de Deus.” (DAp 276).
Minha vida reflete esta atitude?
Ou prefiro não incomodar?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 3, 20-21, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Quando Jesus foi para casa, uma grande multidão se ajuntou de novo, e era tanta gente, que ele e os discípulos não tinham tempo nem para comer. Os parentes de Jesus souberam disso e foram buscá-lo porque algumas pessoas estavam dizendo que ele estava louco.
A resistência está dominando também os mais próximos de Jesus: seus familiares. A atitude de ir buscá-lo e dizer que ele estava fora de si, é causada mais pela incompreensão do que pela hostilidade. No versículo 31 define-se melhor quem são estas pessoas: a mãe e os irmãos. Eles não conseguem assimilar o novo modo de ser. Parece que querem impedir sua missão. Julgam que ele esteja sonhando com algo irreal, impossível. A última expressão faz entender isso: “algumas pessoas estavam dizendo que ele estava louco”.
– Buscamos a ajuda de Jesus como as multidões daquele tempo?
– Mas nos preocupamos apenas com nossos problemas ou com os dos outros também?
– O que fazemos diante daqueles que buscam nossa ajuda?
– Olhamos de fato para nosso próximo com espírito de amor, de compreensão, de ajuda?
– Rezamos pelos que mais sofrem?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Jesus Mestre, faze-nos crescer no teu amor, para que sejamos, como o apóstolo Paulo testemunhas vivas do teu Evangelho.
Com Maria, Mãe Mestra e Rainha dos Apóstolos, guardaremos tua Palavra, meditando-a no coração.
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, tem piedade de nós.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre. Vou demonstrar pela vida a coerência com os valores do Reino.

REFLEXÕES

(6) – JESUS NÃO SE OMITE EM AJUDAR QUEM O PROCURA
Jesus é um Messias itinerante. Mesmo quando se recolhe em casa, lugar do convívio familiar, Jesus é procurado pela multidão. Ele não se esquiva das pessoas; não deixa de dirigir-lhes a palavra para ensinar, nem se omite em ajudar quem quer que seja. A compaixão, sentimento que o domina (cf. Mc 6, 34), faz com que seja totalmente pelos outros, sem deixar, contudo, de se afastar dos afazeres cotidianos para, no silêncio, rezar (cf. Mc 1, 35). Não somente o ritmo da vida de Jesus, mas também o que ele dizia e fazia, parecia também para os seus familiares uma loucura, pois saía do que se considerava um padrão normal de comportamento. Com este parecer também concorda a sua própria mãe, conforme se pode concluir do episódio de Mc 3, 31-35. A boa intenção da família de Jesus está baseada num equívoco e na incompreensão, por ora, fruto da incredulidade. Mais adiante, no relato evangélico, Jesus faz um lamento significativo sobre a rejeição na sinagoga de Nazaré, incluindo também os seus parentes. A parentela de Jesus figura na lista dos que rejeitam ou não compreendem a sua missão e o seu comportamento (cf. Mc 6, 4).
ORAÇÃO:
Senhor, orientai meu coração, para que eu esteja sempre atento e disponível ao serviço dos meus irmãos.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – NÃO TENHA MEDO DA CONVERSÃO
Não tenha medo da conversão! Quando somos encontrados por Jesus e resgatados por Sua Palavra, ela realiza uma revolução dentro de nós!
“E de novo se reuniu tanta gente que eles nem sequer podiam comer” (Marcos 3, 20).
Amados irmãos e irmãs em Jesus Cristo Nosso Senhor e Salvador, o ministério de Jesus está tão prodigioso que muita gente se comprime, se aperta e se ajunta para ouvi-Lo e o Senhor já não tem nem mais espaço para comer, respirar. O povo está sedento, está precisando de uma palavra de conforto, de consolo, de cura, de libertação e de restauração. O Evangelho em si realiza tudo isso, por isso o povo quer escutar a Palavra de Jesus.
Então a primeira coisa a fazer é isto: deixemo-nos atrair e ser atraídos pela força da Palavra de Deus. Resgatemos e criemos em nós este gosto de ouvir Jesus, de estar aos Seus pés e de ir ao Seu encontro. Onde Jesus está, eu quero estar; e onde eu estou, eu quero que Ele esteja comigo, caminhando comigo. E que Suas Palavras conduzam, guiem meus passos e direcionem a minha vida!
Por outro lado, Jesus enfrenta a incompreensão dos Seus, os mais próximos d’Ele, que são Seus parentes, não compreendem o Seu ministério, por isso querem tirá-Lo do meio do povo e agarrá-Lo, porque acham que Ele está fora de si e não pode falar as coisas que fala e fazer as coisas que faz.
Sabem, meus irmãos e minhas amadas irmãs, nós também enfrentamos incompreensões na vida. Muitas vezes, são os da nossa casa, os da nossa família que não nos compreendem! Pense numa pessoa que tinha a vida toda errada, encontrou Jesus e sua vida melhorou, tomou outro rumo, outra direção. Seus amigos de outrora vão achar que essa pessoa virou um fanático, uma fanática, e outros vão perguntar: “O que aconteceu com você? Você andava conosco, comia conosco, bebia como nós e agora sua vida está de outro jeito!”.
Alguns acham que seguir Jesus é uma loucura. Penso que ninguém precisa ser fanático, ser extremista, mas quando somos encontrados por Jesus e resgatados por Sua Palavra, ela realiza uma revolução dentro de nós! É óbvio que, a partir desse encontro, o nosso comportamento tem que mudar, a nossa forma de falar, de fazer as coisas e de agir vão ser diferentes e se não forem diferentes então não há conversão, não há mudança de vida. E a partir disso se prepare e não se sinta constrangido porque a incompreensão virá bater à nossa porta em muitas situações.
O mais importante é sermos fiéis a Jesus Cristo e amarmos até a quem não nos ama como gostaríamos de ser amados. E compreender e perdoar a quem não sabe nos compreender nem aceitar o que está acontecendo em nossa vida.
Não tenhamos medo da conversão e da mudança de vida, não tenhamos medo de ser incompreendidos; porque, até na incompreensão, a conversão, a mudança e a revolução de Jesus acontecem dentro de nós!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – ATRAÍDOS PELA AÇÃO DE JESUS
Para falar da atração exercida por Jesus, o Evangelho faz um elenco dos lugares de origem das multidões que assediavam o Mestre. Os locais mais próximos eram as cidades da Galileia, especialmente as que ficavam à beira do lago. Este foi o palco privilegiado do ministério de Jesus. A fama de seus milagres e de seus ensinamentos deve ter chegado imediatamente aos ouvidos das populações daquela região. Até gente da capital da Judéia, Jerusalém, vinha ouvir o Mestre.
Com que intenção?
Os judeus desprezavam os galileus. É bem possível que muitos tenham ido ver o galileu Jesus, movidos por preconceitos, quiçá com a intenção de “desmascará-lo”. Também vinha gente do estrangeiro: da Iduméia, ao sul da Judéia, do outro lado do rio Jordão – a Transjordânia –, e das cidades fenícias de Tiro e Sídon. Todos estes lugares eram habitados por judeus que, sem dúvida, junto com estes pagãos também ficavam atraídos pelo que Jesus fazia.
O Mestre limitava-se a fazer o bem a todos, indistintamente. Ao se confrontar com a multidão, não fazia distinção de espécie alguma. Judeus ou pagãos, todos eram igualmente curados e libertados da opressão do mau espírito. Assim, o Reino de Deus deixava as marcas de sua eficácia na vida de todos que se aproximavam de Jesus. Excluía-se, apenas, quem a ele se dirigia com intenções escusas. O Mestre tinha o dom de fazer renascer no povo a vida e a esperança!
Oração:
Pai, conduze-me ao teu filho Jesus, por meio do qual o Reino mostra sua eficácia em mim, fazendo a vida e a esperança renascerem em meu coração.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Francisco de Sales, memória.
“[…] diziam que estava fora de si” (Mc 3, 21c).
Ontem consideramos como os discípulos que Jesus escolheu, O aceitaram em sua proposta de renovação religiosa do Povo Eleito. Os discípulos se sentiram honrados e muito firmes pela própria segurança que Jesus lhes transmitia.
Hoje vemos o contrário: aqueles que deviam confiar mais em Jesus, seus parentes de Nazaré, acharam que Ele tinha perdido o juízo. Então tentaram segurá-lo para que não saísse mais pelo país afora ensinando as pessoas e instruindo aquele grupo de doze homens que o seguiam.
Comparemos as duas diferentes atitudes perante Jesus: a de seus parentes que queriam impedir que Ele continuasse a anunciar o Evangelho, o Reino de Deus, estabelecer a Nova Aliança; e a dos doze, que descobriram o Messias em Jesus e se empenharam a segui-Lo por toda a vida.
Consideremos os tipos de cristãos que conhecemos hoje em dia.
Há cristãos que estão dispostos a dar a vida por Jesus, por seu plano de Salvação, pela sua incorporação a Seu Corpo, a Igreja.
Mas há cristãos que põem muitas dificuldades ao seguimento de Jesus. Alguns até misturam o cristianismo com espiritismo, religiões orientais, religiões afro-brasileiras, etc. Outros entram na maçonaria e aos poucos vão-se afastando da Igreja com suas famílias, até que um dia a abandonam. Para esses, Jesus Cristo não passa de um personagem que teve importância no passado distante.
Examinemos, cada um de nós, nosso modo de aceitar o projeto de Jesus em Sua Nova Aliança, em seu Reino, que é o de Deus, em sua única Igreja santa, católica apostólica e romana.
Se encontramos em nós, em nossa família ou amigos, algum ponto contrário ao que Jesus ensinou, tenhamos a coragem de mudar nossos procedimentos, e convencer do erro os que abandonaram Jesus.
Padre Valdir Marques

(10) – JESUS DÁ-SE COMPLETAMENTE NO SEU CORPO E SEU SANGUE
Os dons imensos com que o Senhor cumulou o povo cristão elevam-no a uma inestimável dignidade. Não há, e nunca houve, com efeito, nação alguma cujos deuses estivessem tão próximos de nós como o está o nosso Deus (cf Dt 4, 7).
O Filho unigênito de Deus, no propósito de nos tornar participantes da sua divindade, assumiu a nossa natureza e fez-Se homem para divinizar os homens. Tudo o que tomou de nós, pô-lo ao serviço da nossa salvação. Porque, para nossa reconciliação, Ele ofereceu o seu corpo a Deus Pai no altar da cruz; e verteu o seu sangue como penhor para nos resgatar da condição de escravos e nos purificar de todos os pecados pelo banho da regeneração.
Para que permaneça junto de nós a contínua lembrança de tão grande dom, deixou aos crentes o seu corpo como alimento e o seu sangue como bebida, nas espécies do pão e do vinho. Ó admirável e precioso festim que nos dá a salvação e tem a doçura em plenitude!
Que poderíamos encontrar de mais precioso que esta refeição, onde o que nos é oferecido não é carne de vitelo nem de cabrito, mas Cristo, o verdadeiro Deus?
São Tomás de Aquino (1225-1274)

(11.1) – OS PARENTES DE JESUS DIZIAM QUE ELE ESTAVA FORA DE SI
Este Evangelho narra a incompreensão dos próprios parentes de Jesus a respeito dele. “Nem os seus irmãos (primos e parentes) acreditavam nele” (Jo 7, 5). A expressão “fora de si” significa o que dizemos hoje: “perdeu a cabeça”.
Jesus não perdeu a cabeça, mas que suas ideias eram muito diferentes da mentalidade do seu povo eram. Basta ver o discurso das bem-aventuranças, em que ele chama de felizes os pobres e os perseguidos por causa do Reino de Deus; o pedido para darmos a outra face para quem nos esbofeteia; o pedido de perdoarmos os nossos inimigos; o sentido que dá para a autoridade: é serviço e não poder; o pedido para darmos também a túnica a quem nos rouba ou toma a capa… Tudo isso, frente à mentalidade do mundo, não só daquele tempo mas também de hoje, é loucura.
A incompreensão de que Jesus foi vítima, até por parte de seus discípulos, ilumina-nos sobre a situação dos cristãos e da Igreja hoje. Muitos não a chamam de “louca”, mas quase.
Logo no versículo seguinte, Marcos fala: “Os escribas vindos de Jerusalém, diziam que Jesus estava endemoninhado”.
Na História da Igreja, todos os cristãos e cristãs que levaram a sério o Evangelho foram taxados de loucos. Por exemplo, S. Francisco, que foi chamado de louco por seu próprio pai, rico comerciante.
Como os parentes de Jesus, também nós queremos reduzir aos limites do “razoável” a chama abrasadora do Evangelho e o escândalo da cruz. Se os santos tivessem pensado em termos “razoáveis”, não teriam sido canonizados. Se nós não arriscarmos as nossas seguranças “razoáveis”, não iremos longe no seguimento de Jesus. Porque o “razoável”, aquilo que todo mundo faz, não passa de mesquinha mediocridade.
Para seguirmos bem a Cristo, precisamos nos deixar conduzir pelo amor, o qual é criativo, é livre, “desculpa tudo, crê tudo, espera tudo, suporta tudo. O amor jamais acabará” (1 Cor 13, 7-8). Conhecer ou desconhecer Cristo é questão de fé ou incredulidade, de amor ou desamor. A fé e o amor são dons de Deus que ultrapassam o mundo.
“A pregação da cruz é loucura para os que se perdem, mas para os que são salvos, para nós, ela é força de Deus. Pois está escrito: Destruirei a sabedoria dos sábios e confundirei a inteligência dos inteligentes” (1 Cor 1, 18-19).
Certa vez, numa comunidade religiosa masculina, um irmão ficou com dó do padre superior que estava com uma gripe muito forte. Então resolveu fazer um chá para o padre, que era bastante nervoso.
Ele terminou de preparar o chá às 21:30 horas. Colocou numa bandeja o bule com o chá e uma xícara, subiu a escada e bateu na porta do quarto do superior. Este já veio super nervoso. Abriu a porta e o irmão lhe disse: “Eu vi que o senhor não estava bem de saúde e preparei um chá. Está aqui”.
Mas o superior naquele momento descarregou todo o seu nervosismo: “Eu já estava dormindo e você vem me acordar! Bem agora que estou doente. Onde já se viu! …” Quando ele fez uma pausa, o irmão perguntou: “Então o senhor não vai querer o chá?”
Batendo o pé, o padre respondeu: “Não quero saber de chá não…” Calmamente, o irmão lhe disse: “Então, padre, por favor, segure a bandeja para que eu possa tomar o chá!”
O superior não teve outra saída senão segurar a bandeja, enquanto o irmão, com um sorriso, tomava o chá na frente dele.
“Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (Lc 10, 3). O cristão às vezes toma atitudes que parecem loucura diante do mundo pecador, mas não são nada mais que vivência do Evangelho.
Maria Santíssima tomou uma atitude bastante corajosa e incomum, ficando ao pé da cruz junto do Filho. Que ela nos ajude, quando estivermos sendo atacados e criticados por seguir o Evangelho.
Padre Antônio Queiroz

(11.2) – OS PARENTES DE JESUS DIZIAM QUE ESTAVA FORA DE SI
O Evangelho relata, com muita simplicidade, que os familiares de Jesus consideravam-no “louco”. O interesse suscitado pela pessoa do Mestre, que atraía multidões, deixava-os perturbados. É possível imaginar toda sorte de atitudes por parte dos que o procuravam. Quem necessitava de sua ajuda e era atendido, deveria manifestar-se com exaltação, exageros, histerias, gritaria, barulho. Quem o via com suspeita, não devia poupar críticas, desprezo, maledicências. Por sua vez, os parentes não conseguiam entender o porquê de tudo isto. Nem tinham parâmetros para compreender as palavras de Jesus e captar-lhes o sentido profundo. Tampouco tinham como explicar seu poder misterioso de fazer milagres e libertar os endemoninhados. Por isso, pareceu-lhes prudente prendê-lo em casa, de modo a evitar o espetáculo deprimente de ver aquele seu familiar falando e fazendo desatinos.
Na verdade, esses parentes já não eram mais os verdadeiros familiares de Jesus, que, agora, são outros: aqueles que ele chamou para ser seus companheiros de missão. Estes, sim, pouco a pouco, foram se tornando capazes de compreender a sabedoria escondida nos gestos e nas palavras do Mestre.
Enganaram-se os que pensavam estar diante de um louco, pois ali se encontrava a mais pura sabedoria manifestada por Deus à humanidade.
Oração:
Espírito de entendimento, leva-me a descobrir a sabedoria divina escondida nos gestos e nas palavras de Jesus.
Igreja Matriz de Dracena

(11.3) – JESUS TAMBÉM PASSOU PELO CRIVO DOS HOMENS
Assim como nós Jesus também sofreu incompreensões e foi mal interpretado nas Suas ações. Até as pessoas da sua família não entendiam a Sua missão e a Sua proposta libertadora em favor dos mais necessitados. À medida que Jesus curava as pessoas eliminando as raízes da marginalização, expulsando os espíritos maus e dando a elas dignidade, mais O procuravam e O cercavam a ponto de que Ele não tivesse mais tempo nem de comer. Por isso, Ele era considerado louco e se organizavam para impedi-Lo. Nós também, muitas vezes somos incompreendidos(as) nas nossas ações, até dentro da nossa própria casa, na nossa família ou junto àqueles que convivem conosco! É difícil também para as pessoas entenderem quando nós nos voltamos para as ações em favor dos mais necessitados ou quando começamos a desvalorizar as coisas terrenas e iniciamos um processo de conversão; as pessoas nos criticam porque “perdemos muito tempo” em coisas que não nos dão lucro! Somos chamados(as) de alienados(as), fanáticos(as), quando saímos pelo mundo falando as mensagens do Evangelho ou tentando ajudar a tanta gente que sofre. No entanto, quando aderimos às coisas que o mundo nos oferece e entramos na roda dos que valorizam os prazeres efêmeros, quando nos detemos em ganhar dinheiro para ter sucesso, aí então, nós somos aplaudidos(as) e incensados(as). Isso acontece porque nós humanos, temos a nossa visão limitada e superficial e não nos deixamos esclarecer pelo Espírito de Deus que mora em nós. Fazemos coisas erradas, por ignorância e não entendemos a profundidade de Deus, ficamos no superficial e imaginamos esta vida como o objetivo central da nossa existência. Jesus também passou pelo crivo dos homens.
– E você, como tem sido o seu julgamento diante do mundo?
– Você é considerada uma pessoa normal que vive como a maioria?
– Ou você também já foi apelidado(a) de exagerado(a) por causa do reino de Deus?
– O que dizem de você os seus amigos, suas amigas, quando você deixa algum lazer para ir à Igreja ou ao Grupo de Oração?
– Alguém já o(a) chamou de fanático(a)?
Helena Serpa

(11.4) – A FAMÍLIA DE JESUS NÃO COMPREENDE SUA MISSÃO
Jesus fora de si?
Perguntei-me quando li o evangelho.
Seria por causa da multidão que o seguia?
Ou era essa a opinião que sua família tinha a seu respeito, por atender a multidão de excluídos, ou talvez eles quisessem protegê-lo da multidão?
Sabemos que após iniciar seu ministério, Jesus considerava sua família todo aquele que o acolhia, e aceitava seus ensinamentos.
No evangelho de hoje, vemos que a multidão não compreende Jesus, porque esta busca resolução nos problemas individuais. E a partir do momento que ele exigia mudança de vida, havia o abandono. Pelo incrível que pareça, também a sua família não O compreende, “…os seus parentes foram segurá-lo, porque diziam: ‘Enlouqueceu’” (Mc 3, 21). Vendo a atitude de seus parentes, podemos nos perguntar: “quantas vezes somos chamados de loucos?”, principalmente as pessoas que assumem uma proposta de vida radical, deixando tudo para seguí-Lo, como também os catequistas, entre tantas outras pessoas que dedicam sua vida para que haja esperança na comunidade.
Lembrete um compositor fazendo uma oração pedia à Deus loucos para o seu tempo.
Não será esta a hora de nós fazermos nossa à sua oração?
“Ó Deus, envia-nos Loucos”, loucos para aceitar qualquer tipo de trabalho e ir a qualquer lugar, sempre num sentido de vida simples, amando a paz.
Esta oração retrata a opção de vida de Jesus, o qual nem a sua família deixou de chamá-lo louco. Ela tenta “impedir” que Jesus prossiga com a sua missão, quando julga que Ele está fora de si, devido à multidão que o acompanha. Este aglomerado da multidão suscita uma preocupação dos parentes e sua intervenção pode ser motivada pela sua atividade e seu modo de comportar-se, que fugia aos esquemas do molde comum. Os familiares temem que esta maneira de agir possa comprometer o nome da família, e decidem tomar o controle da situação.
E os teus parentes ou tu que lês estas páginas quais têm sido os teus medos?
Também têm medo de perder a fama?
Olha que Jesus se encontra dentro da casa, seus parentes do lado de fora e a multidão está ao seu redor ouvindo-o. Estão reunidos os discípulos e discípulas em torno de Jesus, como também as multidões, que são pessoas do povo, capazes de deixar tudo e segui-lo: são os aleijados, coxos, pobres, doentes que estão “como ovelhas sem pastor (Mc 6, 34)”. Participar da casa é participar do banquete da vida, da aproximação com o outro como espaço de diálogo e compreensão. Para poder entrar na casa é preciso romper com o sistema de opressão que há em nossa sociedade, na medida em que faço do outro instrumento da minha vontade e o coloco em disputa com os demais. A casa é o lugar apropriado para desenhar a proposta que Jesus deseja anunciar e promover o sistema de relação social. Portanto, não fiques na parte de fora. Entre em casa. Saiba que as pessoas capazes de compreender a missão de Jesus são aquelas que fazem a experiência d’Ele. Os mais próximos se afastam diante da missão de Jesus, enquanto os mais distantes se aproximam d’Ele e de sua missão. Aproximar da missão é encontrar-se dentro da casa e reconhecer em Jesus a presença do Reino de Deus. É preciso compreender os gestos e não ter o coração endurecido. Os que estão fora da casa são os adversários que querem interromper a missão, concordando com uma ideologia que domina as pessoas e que controla o sistema opressor.
Ousadamente eu diria que no evangelho de hoje Marcos 3, 20-21, o “estar na casa” é o principal foco e eixo de partida, enquanto que nos versículos 31-35, o grande eixo é a pergunta: “quem é minha mãe e meus irmãos?”
Jesus se sente próximo e familiar a todos que se deixam envolver por seu projeto. O grau de parentesco é como que um título para que se possa fazer parte da nova comunidade, que requer acima de tudo fidelidade. Enquanto anteriormente a preocupação da família era a incompreensão da missão de Jesus, que tinha a família como eixo estrutural, agora Jesus nos diz: “…eis a minha mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc 3, 34-35), procurando derrubar a ordem social e provocar ruptura com sua família de sangue. “Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando do lado de fora…” (Mc 3, 31) “enquanto que a multidão se encontra sentada em torno do lado de Jesus” (Mc 3, 32).
Jesus se recusa a aceitar quem não aceita sua missão. Perante uma atitude de vida incoerente, na qual o projeto de Deus não é assumido e a discriminação se torna mais forte, Jesus faz um questionamento: “quem é minha mãe e meus irmãos?” (Mc 3, 33). Se eles não conseguem aceitar a missão de Jesus, Este também não o reconhece como parente.
Estar sentado à sua volta é estar atento aos seus ensinamentos. Trata-se uma unidade em Jesus que se deve evidenciar numa opção de vida, numa instauração de uma família, como também na vida; viver a vida com adesão ao projeto de Deus e na construção de um mundo novo, no qual a esperança nos mova para frente para podermos chegar “…a uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel”. Isso só é possível se entrarmos em casa, conversar, dialogar e participar da vida com Jesus e com o próximo. Assim, a comunidade do discipulado será a nova família que queremos formar.
Ó Deus, assim como nos enviaste o Vosso Filho que se fez louco por amor à vossa vontade, assim fazei de nós loucos. Loucos no bom sentido para aceitar qualquer tipo de trabalho e ir a qualquer lugar, sempre num sentido de vida simples, humilde, amando e promovendo a paz, a justiça, a restauração e a reconciliação entre as famílias.
Padre Bantu Mendonça

(11.5) – DIZIAM QUE ESTAVA FORA DE SI
Esta breve passagem é muito dura para a família de Jesus, a ponto de vários exegetas terem tentado ver nos “seus” (v. 21), não os seus pais, mas os discípulos de Jesus e outros inclusive chegaram a colocar na boca dos discípulos o epíteto “perdeu a cabeça”, outros o referiram à multidão e não a Jesus. Recentemente a tendência é considerar que é a família de Jesus a que interveio e o epíteto é alusivo a Jesus. Marcos gosta de apresentar Jesus em um contexto de crise e assim explica este fato referente à família do Mestre, sempre com um ensinamento posterior. Jesus está no centro de uma crise de antagonismos e incredulidades. A única possibilidade de adesão a ele é passando por cima da dependência carnal e apoiar-se em uma dependência espiritual forjada na fé. O discípulo é quase sempre um ser isolado. Sua mãe, sua irmã… tendem a limitar seus meios de expressão e a atrela-lo à casa concreta e segura. Contudo, o discípulo é chamado a romper com todas as estruturas que o impedem de dedicar-se à missão. As dificuldades provinham de círculos mito próximos como a família e o convite era abrir-se a um novo mundo de relações, baseadas na fé e na convicção de ter sido escolhido por Jesus.
Claretianos

(11.6) – JESUS VOLTOU PARA CASA
A família humana pode fazer com que toda prática de uma pessoa seja vista apenas com olhos humanos, e o resultado disso é a interpretação incorreta dos fatos que devem ser analisados à luz da fé. Os parentes de Jesus não foram capazes de ver o dedo de Deus agindo, e, por isso, achavam que Jesus estava fora de si. Mas o povo foi capaz de ver o que realmente estava acontecendo, pois os corações de todos estavam abertos ao momento presente e à ação do próprio Deus, procurando ver a vida e os ensinamentos de Jesus à luz da fé. Por isso, o povo se reunia em número cada vez maior em torno de Jesus, de modo que ele e seus discípulos nem sequer podiam comer. O lar é o lugar para onde queremos voltar, sempre, Jesus deveria sentir o mesmo. Mas como era conhecido e fazia milagres a sua fama chegou à sua terra natal e a sua ida por lá não passava despercebida. Os familiares se recusaram a entender tudo isso. Jesus não estava fora de si. Ele assumia um projeto de Deus e por ele dava a sua vida, como assim o fez. O seu coração era o espaço que as pessoas precisavam para sentirem-se acolhidas e amadas. Apenas isso.
Será que hoje temos a mesma percepção?
Amamos?
Ruymar

(11.7) – UMA CONSULTA COM O DOUTOR LUCAS
— Doutor Lucas, com licença, posso entrar para conversar um pouco com o Senhor?
— Mas claro, fique à vontade, veio fazer uma consulta?
— Sim, mas não é sobre a minha saúde, mas sobre esse evangelho que achei meio difícil a meditação.
— Bom deixa eu me apresentar aos seus leitores, eu sou um Médico Prático, a paixão da minha vida não é a medicina mais o nosso Mestre e Senhor Jesus de Nazaré… aquele que me enviou para trabalhar na Messe do Pai, que é Deus…
— Pois é São Lucas, é sobre esse envio que queria lhe falar, tem umas coisas que não entendi direito, por exemplo: “Eu vos envio como cordeiros no meio de lobos”, que chance vai ter um cordeirinho no meio de lobos vorazes? O Mestre parece que deu uma de “Amigo da Onça”?
— Nosso Mestre, Deus e Senhor, é muito coerente, nunca disse que seríamos enviados em um mar de rosas, o que vocês têm hoje, que consome e devora as pessoas?
— Bom, tem o tal de consumismo que parece uma bocona que nunca está satisfeita, quem mais pode consumir, mais é feliz, de acordo com o mundo de hoje…
— Esta aí, na verdade, é a Palavra de Jesus que nos sacia, nos liberta e faz feliz, e não esses lobos de hoje…
— Ah… por isso esse conselho de não levar nada, nem bolsa, mochila ou calçado?
— Isso mesmo, o discípulo enviado tem de caminhar, e levar essas coisas atrapalham, sem elas ficamos mais leves, não temos preocupações, aborrecimentos, porque a tentação de se ter mais sempre existe, daí você põe mais coisas na mochila, vai querer uma sandália de reserva, e a bagagem só vai aumentar… não é verdade?
— Sem dúvida, mas escute São Lucas, só não gostei desse negócio de nem cumprimentar as pessoas pelo caminho, não é falta de educação?
— Ah… isso aí é um alerta para a gente não se distrair, depois da saudação, a gente vai entabular uma prosa, vai querer saber da família, do cachorro, gato, papagaio, vai querer pôr a prosa em dia, quem sabe até tomar uns tragos, e daí perdemos o foco… então é para passar “batido”, até chegar no lugar onde se vai anunciar a palavra…
— Olha, só mais uma coisinha, resuma esse contato do enviado com essa casa e a Família que o acolheu…
— Bom, o discípulo missionário, que coloca sua inteira confiança, não nos bens materiais, mas na mensagem da qual é portador, é um homem da paz, quem coloca a felicidade no consumismo, está sempre perturbado, pode reparar… ele transmite essa paz, e se o ouvinte for como ele, irá acolher com alegria a mensagem, se ele não o acolher não insista, pois já se entregou ao Lobo, enfim aceitem a hospitalidade dos que o acolhem e oferece alimentação e abrigo. O discípulo missionário deve ocupar-se unicamente da missão que lhe foi confiada, o resto eu providenciarei… (Buscai primeiro o Reino de Deus…).
Diácono José da Cruz

(16) – ESTÁ FICANDO LOUCO
Hoje vemos como os próprios integrantes da família de Jesus atrevem-se a dizer dele que «Está ficando louco» (Mc 3, 21). Uma vez mais, cumpre-se o antigo provérbio de que «Um profeta só não é valorizado em sua própria cidade e na sua própria casa! » (Mt 13, 57).
Esta lamentação não “salpica” Maria Santíssima, porque desde o primeiro até o último momento – quando ela estava ao pé da Cruz – manteve-se solidamente firme na fé e confiança para com seu Filho.
Agora bem, e nós?
Façamos exame!
Quantas pessoas que vivem ao nosso redor, que as temos ao nosso alcance, são luz para nossas vidas e, nós…?
Não é necessário ir muito longe: Pensemos no Papa João Paulo II: quanta gente o seguiu e, ao mesmo tempo, quantos o interpretavam como um “teimoso-antiquado”, ciumento do seu “poder”?
É possível que Jesus – dois mil anos depois – ainda continue na Cruz pela nossa salvação e, que nós, desde aqui embaixo, continuemos dizendo-lhe «desça agora da cruz, para que vejamos e acreditemos! » (cf. Mc 15, 32)?
Ou pelo contrário. Se nos esforçarmos por configurarmos com Cristo, nossa presença não resultará neutra para quem interagem conosco por motivos de parentesco, trabalho, etc. Ainda mais, para alguns será molesta, porque seremos um reclamo de consciência. Bem garantido o temos! «Se me perseguiram, perseguirão a vós também» (Jo 15, 20). Através das suas burlas esconderão seu medo, mediante suas desqualificações farão uma má defesa de sua “poltronaria”.
Quantas vezes nos rotulam aos católicos de sermos “exagerados”?
Devemos lhes responder que não o somos, porque em questões de amor é impossível exagerar. Mas que é verdade que somos “radicais”, porque o amor é assim de “totalizador” «ou todo, ou nada»; «ou o amor mata o eu, ou o eu mata o amor».
É por isso que o Santo Pai nos falou de “radicalismo evangélico” e de “não ter medo”: «Na causa do Reino não há tempo para olhar para atrás, menos ainda para dar-se à preguiça» (Santo João Paulo II).
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench

(17) – PROVIDÊNCIAS DA FAMÍLIA DE JESUS
Do monte, Jesus e seus discípulos “foram para casa”. Expressão utilizada para significar que ele se dedicava totalmente aos discípulos ou, ainda, ao seu ministério. Porém as multidões não o deixam em paz, vêm ao seu encontro, trazendo doentes, de modo que “nem mesmo seus discípulos podiam se alimentar”. Situação realmente difícil. Seus parentes se mostram inquietos, preocupados e havia quem dissesse que Ele “tinha enlouquecido”. Era-lhes difícil compreender que alguém ligado a eles pudesse se doar, com tanta exclusividade, aos seus semelhantes.
Aqui, já se pode entrever a atitude dos habitantes de Nazaré, onde Jesus fora criado, caracterizada como falta de fé ou uma fé fraca e titubeante. Talvez o que lhes falte seja a fé neles ou na capacidade, própria a cada um deles, para praticar o bem. A dedicação de Jesus seria um convite, a fim de que eles deixassem dilatar sua fé e, assim, pudessem chegar à visão interior do amor de Deus por todas as criaturas.
De fato, Jesus se entregou totalmente ao Pai, no cumprimento de sua vontade. Antecipadamente, ouvimos as palavras que brotarão de seus lábios no monte das Oliveiras: “Pai, que não se faça o eu quero, mas sim o tu queres”. Ou as palavras no momento de sua morte: “Pai, em vossas mãos entrego o meu espírito”. O amor aos irmãos expressa seu infinito amor ao Pai e o amor exige plena doação. Nestes breves dois versículos, o Evangelista expressa, assim, a incompreensão “dos seus” ou o cuidado que seus parentes manifestavam por ele. O termo “enlouquecido” não terá, neste contexto, um sentido negativo.
Ele estaria exprimindo que, para seus parentes, Jesus estava passando dos limites, negligenciando, por excesso de zelo, as regras ordinárias da vida. A tradução correta seria, talvez, “exaltação profética”. Com efeito, de acordo com alguns escritores antigos, a expressão estaria designando o fato de Jesus estar totalmente orientado para Deus, obrigando-o a descurar os cuidados humanos.
Dom Fernando Antônio Figueiredo

COMEMORA-SE NO DIA 24/Jan

(5) – SÃO FRANCISCO DE SALES
Francisco, primogênito dos treze filhos, nasceu no castelo de Sales, em 21 de agosto de 1567. Na juventude Francisco mudou-se para Paris, onde fez estudos universitários. O menino estudou retórica, filosofia e teologia. Recebeu também lições de esgrima, dança e equitação. Mas no fundo sentia chamado para servir inteiramente a Deus, por isso fez voto de castidade e se colocou sob a proteção da Virgem Maria.
Aos 24 anos, Francisco voltou para junto da família e recusou a vida que seu pai havia planejado para ele. Queria ser padre. Com ajuda de um tio sacerdote, o jovem conseguiu ocupar o posto de capelão da catedral da cidade.
Durante os cinco primeiros anos de sua ordenação, o então padre Francisco se ocupou com a evangelização entre os protestantes. O nome do padre Francisco começava a emergir como grande confessor e diretor espiritual.
Em 1599, foi nomeado Bispo auxiliar de Genebra. Dom Francisco de Sales fundou escolas, ensinou catecismo às crianças e adultos, dirigiu e conduziu à santidade grandes almas da nobreza. Todos queriam ouvir a palavra do Bispo, que era convidado a pregar em toda parte.
Francisco de Sales faleceu no dia 28 de dezembro de 1622, em Lion, França. Mas tarde, Dom Bosco, um admirador deste santo deu o nome de Congregação Salesiana à Obra que fundou para a educação dos jovens.
REFLEXÃO:
A tarefa de Francisco não foi fácil, e nos primeiros anos, o fruto do trabalho missionário era muito escasso. Entretanto, graças a sua paciência e sua humildade, pouco a pouco o santo conseguiu abundantes números de conversões. Para ele o mais importante era que Cristo crescesse e ele diminuísse.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SÃO FRANCISCO DE SALES — BISPO E DOUTOR
(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Francisco (França, 1567-1622), bispo de Genebra, foi homem de muita cultura, grande orador e escritor, além de mestre da espiritualidade. É um dos fundadores da Ordem da Visitação e o padroeiro dos jornalistas e dos escritores católicos.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Farei surgir um sacerdote fiel, que agirá segundo o meu coração e a minha vontade, diz o Senhor (1 Sm 2, 35).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, para a salvação da humanidade, quisestes que são Francisco de Sales se fizesse tudo para todos; concedei que, a seu exemplo, manifestemos sempre a mansidão do vosso amor no serviço a nossos irmãos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Cristo ofereceu a Deus, por inteiro, tudo o que tinha: seu tempo, suas forças, sua vida. Essa sua missão sacerdotal não era entendida nem pelos seus parentes.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus Cristo salvador destruiu o mal e a morte; fez brilhar pelo Evangelho a luz e a vida imperecíveis (2 Tm 1, 10).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, por este sacrifício de salvação, acendei em nós o fogo do Espírito Santo que inflamava, de modo admirável, o coração terníssimo de são Francisco de Sales. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eu vim para que tenham a vida e a tenham cada vez mais, diz o Senhor (Jo 10, 10).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus todo-poderoso, concedei-nos, por esta eucaristia, imitar a caridade e mansidão de são Francisco de Sales, para com ele chegarmos à glória do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s