Liturgia Diária 25/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
25/Jan/2015 (domingo)

Segui-me, e eu farei de vós pescadores de homens

LEITURA: Jonas (Jn) 3, 1-5.10: Conversão de Nínive e perdão divino
Leitura da Profecia de Jonas: 1 A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, pela segunda vez: 2 “Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar”. 3 Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada. 4 Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo dizendo: “Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída”. 5 Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum, e vestiram sacos, desde o superior ao inferior. 10 Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 25 (24), 4-5. 6-7cd. 8-9: Súplica no perigo
4a Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, / 5a vossa verdade me oriente e me conduza!
4 Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, / e fazei-me conhecer a vossa estrada! / 5 Vossa verdade me oriente e me conduza, / porque sois o Deus da minha salvação.
6 Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura / e a vossa compaixão que são eternas! / 7c De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia / 7d e sois bondade sem limites, ó Senhor!
8 O Senhor é piedade e retidão, / e reconduz ao bom caminho os pecadores. / 9 Ele dirige os humildes na justiça, / e aos pobres ele ensina o seu caminho.

LEITURA: 1 Coríntios (1 Cor) 7, 29-31: Soluções para problemas diversos
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: 29 Eu digo, irmãos: o tempo está abreviado. Então que, doravante, os que têm mulher vivam como se não tivessem mulher; 30 e os que choram, como se não chorassem, e os que estão alegres, como se não estivessem alegres; e os que fazem compras, como se não possuíssem coisa alguma; 31 e os que usam do mundo, como se dele não estivessem gozando. Pois a figura deste mundo passa. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 1, 14-20: O Mistério de Jesus na Galileia
(14-15: Jesus inaugura sua pregação)
(16-20: Vocação dos quatro primeiros discípulos)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15 “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” 16 E, passando à beira do mar da Galileia, Jesus viu Simão e André, seu irmão, que lançavam a rede ao mar, pois eram pescadores. 17 Jesus lhes disse: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens”. 18 E eles, deixando imediatamente as redes, seguiram a Jesus. 19 Caminhando mais um pouco, viu também Tiago e João, filhos de Zebedeu. Estavam na barca, consertando as redes; 20 e logo os chamou. Eles deixaram seu pai Zebedeu na barca com os empregados, e partiram, seguindo Jesus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, unidos pela rede da internet, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Qual palavra que mais me toca o coração?
Reflito: o que o texto me diz no momento?
O meu Projeto de vida é o do Mestre Jesus Cristo?
Mais uma vez nos falam os bispos que estiveram reunidos na Conferência de Aparecida: “O chamado que Jesus, o Mestre faz, implica numa grande novidade. Na antiguidade, os mestres convidavam seus discípulos a se vincular com algo transcendente e os mestres da Lei propunham a adesão à Lei de Moisés. Jesus convida a nos encontrar com Ele e a que nos vinculemos estreitamente a Ele porque é a fonte da vida (cf. Jo 15, 1-5) e só Ele tem palavra de vida eterna (cf. Jo 6, 68). Na convivência cotidiana com Jesus e na confrontação com os seguidores de outros mestres, os discípulos logo descobrem duas coisas originais no relacionamento com Jesus. Por um lado, não foram eles que escolheram seu mestre foi Cristo quem os escolheu. E por outro lado, eles não foram convocados para algo (purificar-se, aprender a Lei…), mas para Alguém, escolhidos para se vincular intimamente a sua pessoa (cf. Mc 1, 17; 2, 14). Jesus os escolheu para “que estivessem com Ele e para enviá-los a pregar” (Mc 3, 14), para que o seguissem com a finalidade de “ser d’Ele” e fazer parte “dos seus” e participar de sua missão. O discípulo experimenta que a vinculação íntima com Jesus no grupo dos seus é participação da Vida saída das entranhas do Pai, é se formar para assumir seu estilo de vida e suas motivações (cf. Lc 6, 40b), viver seu destino e assumir sua missão de fazer novas todas as coisas. (DAp 131).

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto, na Bíblia: Mc 1, 14-20.
Depois que João foi preso, Jesus seguiu para a região da Galileia e ali anunciava a boa notícia que vem de Deus. Ele dizia:
– Chegou a hora, e o Reino de Deus está perto. Arrependam-se dos seus pecados e creiam no evangelho.
Jesus estava andando pela beira do lago da Galileia quando viu dois pescadores. Eram Simão e o seu irmão André, que estavam no lago, pescando com redes. Jesus lhes disse:
– Venham comigo, que eu ensinarei vocês a pescar gente.
Então eles largaram logo as redes e foram com Jesus.
Um pouco mais adiante Jesus viu outros dois irmãos. Eram Tiago e João, filhos de Zebedeu, que estavam no barco deles, consertando as redes. Jesus chamou os dois, e eles deixaram Zebedeu, o seu pai, e os empregados no barco e foram com ele.
Jesus inicia seu ministério na Galileia. Anuncia o Reino. E resume seu Projeto em conversão – “arrependam-se” –, e na fé no Evangelho. Começa a formar sua equipe de evangelização. Chama os primeiros apóstolos: Pedro, André, Tiago e João. Como eram pescadores de profissão, ele os chama a serem pescadores de gente.
– Como você vive a vocação que Deus lhe deu?
– Tem consciência de que junto com o convite Deus dá as graças necessárias?
– Como sua comunidade encara a realidade dos vocacionados?
– O que de concreto se faz pelas vocações específicas?
– Nossa vida é sempre o testemunho de alguém que crê no Evangelho?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, fazendo o oferecimento do meu dia.
Adoro-vos, meu Deus, amo-vos de todo o meu coração.
Agradeço-vos porque me criastes, me fizestes cristão, me conservastes a vida e a saúde.
Ofereço-vos o meu dia: que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade.
E que faça tudo para a vossa glória e a paz das pessoas.
Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal.
Que a vossa graça, benção, luz e presença permaneçam sempre comigo e com todos aqueles que eu amo. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus, como discípulo e missionário de Jesus Cristo.

REFLEXÕES

(6) – A CONVERSÃO É FÉ NA PALAVRA E NA PESSOA DE JESUS CRISTO
O livro do profeta Jonas é utilizado nos evangelhos de Lucas e Mateus; ambos os evangelistas apresentam os ninivitas como exemplo de conversão (Mt 12, 41; Lc 11, 29-32): eles ouviram a pregação de Jonas e deram provas do desejo de converterem-se. Os contemporâneos de Jesus, ao contrário, resistem a ouvi-lo e, por isso, não podem reconhecer nas obras e palavras de Jesus a presença de Deus. Em Mt 12, 40, Jonas, que passou três dias no ventre de uma baleia, é apresentado como figura de Cristo, que passou três dias no sepulcro, antes de ressuscitar dos mortos. Mas o mais importante no trecho do livro do profeta Jonas é o acento na misericórdia de Deus, que se estende a todos os povos, mesmo aos inimigos de Israel. O Deus de Israel é um Deus sempre pronto a perdoar (cf. Jr 18, 7-8), um Deus que deseja que todos se convertam.
No evangelho, depois da prisão de João Batista, Jesus começa o seu ministério público. Há uma distinção entre o tempo do Batista e o de Jesus, do qual João é o precursor. Termina o tempo da promessa; é inaugurado, agora, com Jesus, o tempo da realização da promessa. Mas a missão de Jesus começa dando continuidade ao convite de conversão do Batista. Na boca de Jesus, a conversão tem conteúdo bastante preciso: trata-se de crer no Evangelho. A conversão é, então, fé na palavra e na pessoa de Jesus Cristo, Filho de Deus. Trata-se de um convite universal, dirigido a todos os povos, a abrirem-se à palavra de Jesus para reconhecerem na sua obra o mistério de Deus. Sem essa confiança, não é possível reconhecer em Jesus o tempo da visita salvífica de Deus nem colher os frutos da salvação. Ao convite à conversão, segue-se o primeiro relato de vocação do evangelho de Marcos, baseado em 1Rs 19, 19-21. O olhar penetrante de Jesus, que conhece a pessoa para além de qualquer aparência, pois conhece o coração de cada uma, precede o chamado. O chamado sucessivo feito às duas duplas de irmãos deve ser considerado na sua unidade. Nas duas ocasiões são postas condições válidas e exigidas de todos os que respondem positivamente ao apelo do Senhor. Para seguir Jesus é preciso desapego das coisas materiais e dos laços afetivos. Sem essa liberdade não será possível viver a vida de Jesus Cristo. O advérbio de tempo utilizado mostra a urgência da resposta que deve ser generosa, sem condições da parte daquele que é chamado e aceita o convite.
ORAÇÃO:
Senhor, vos agradecemos pelas vocações que chamastes para servir o vosso povo.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – A MUDANÇA DE VIDA ACONTECE QUANDO ACOLHEMOS O EVANGELHO
Quem vai moldar, quem vai, na verdade, tornar a nossa mente de acordo com a mente de Cristo é a nossa proximidade com o Evangelho!
“Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” (Marcos 1, 14-15).
Jesus está na Galileia, percorrendo toda aquela região Ele anunciava e pregava o Reino de Deus. E você tantas vezes já se perguntou: “O que Jesus veio fazer entre nós?” Ele veio, de forma primordial, pregar o Reino de Deus, anunciar o Evangelho. E na pregação do Evangelho, no anúncio do Evangelho, todas as demais coisas vão acontecer.
A primeira delas é a conversão e a mudança de vida. Quando Jesus anuncia o Reino de Deus e quando este é anunciado em qualquer pregação e por qualquer pregador, isso deve despertar em nós o desejo, a sede e a vontade de mudança de vida. Sim, nós não podemos ouvir Jesus sem ser interpelados em nosso interior!
Algumas pessoas até acham que, quando o padre está falando, está pregando, quando estão ouvindo a Palavra de Deus: “Ah, isso aqui serve para minha mulher! Isso é para o meu marido! Isso é para o meu filho!”. Pode até ser, porque a Palavra é para todos e ela chega a todos os corações, mas se primeiro essa Palavra não for para nós é sinal de que o nosso coração não se abriu ainda para acolher a Palavra de Deus, que chega de forma única e singular ao nosso coração!
“Converter-se e crer no Evangelho” quer dizer que precisamos ter uma mudança de mentalidade, mudar nossos conceitos. Às vezes vivemos uma vida errada e achamos que essa vida, que o que fazemos e falamos está correto. Quem vai moldar, quem vai, na verdade, tornar a nossa mente de acordo com a mente de Cristo é a nossa proximidade com o Evangelho! Converter-se quer dizer mudar as atitudes, mudar a forma de agir, de falar, de pensar e de orientar a nossa própria vida.
A palavra “conversão” tem um sentido de inversão, nós invertemos as coisas. A nossa vida caminhava para uma direção e Jesus muda a direção e o caminhar da nossa vida. A conversão é uma coisa diária, exige de nós o crer e o acreditar na força e no poder do Evangelho; ela nos permite ser transformados e tocados a cada dia por esse Evangelho, que é a Palavra de salvação, de restauração, de cura e de perdão para toda a nossa vida.
Quando escutamos Jesus, quando deixamos que Ele nos fale por intermédio do Seu Evangelho, a mudança e a conversão começam a acontecer! Jesus anunciava o Reino de Deus e saía olhando, procurando, como um bom pescador, onde estariam os bons semeadores da Sua Palavra. E por isso Ele olha para esse ou para aquele outro, como no Evangelho de hoje em que Ele vê André e seu irmão Simão lançando a rede ao mar, e diz-lhes: “Segui-me e eu farei de vós pescadores de homens” (Marcos 1, 17).
Aquilo que você realiza, você pode fazê-lo para o bem do Reino de Deus! Você pode se tornar um advogado de Deus, não precisa ser necessariamente um advogado da Igreja, mas sê-lo [advogado de Deus] lá onde você exerce a sua advocacia. Da mesma forma, você pode se tornar um médico, um doutor, um engenheiro, um jornalista, não importa qual seja a sua profissão, ou ser uma simples dona de casa (que bênção!) e naquilo que você faz se tornar um apóstolo do Senhor. Basta que você O escute, basta que você não separe a sua fé da sua vida, e que a sua vida seja iluminada pela sua fé; assim Jesus poderá usá-lo e conduzir aquilo que você faz e realiza.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – OS SEGUIDORES DE JESUS
Dois traços marcaram o ministério de Jesus desde os seus primórdios. Ele não foi um pregador solitário, apegado à tarefa recebida do Pai, sem partilhá-la com ninguém. Pelo contrário, quis contar com colaboradores que o ajudassem a levar a cabo sua missão. Os escolhidos foram pessoas simples, pescadores do lago da Galileia, cujas vidas se transformaram totalmente, a partir do encontro com o Senhor. Eles foram convidados a deixar tudo e seguir o Mestre, que lhes deu como missão saírem pelo mundo, atraindo as pessoas para Deus. Um horizonte novo despontou para eles. O desafio lançado por Jesus foi acolhido com generosidade. Nada os impediu de romper com o mundo e seguir o Mestre.
Outro traço do ministério de Jesus: ao chamar os discípulos e confiar-lhes uma missão, o Senhor deu a entender que sua obra deveria ser levada adiante e expandir-se, a partir da sementinha lançada por ele.
Jesus anunciou a chegada do Reino e realizou sinais indicadores de sua presença. Durante sua vida terrena, não se poupou para fazer o Reino acontecer. Agora, cabia aos discípulos levar adiante o anúncio da Boa-Nova, para que o apelo do Reino atingisse a todos, sem distinção. Jesus colocou diante deles um mar diferente, a humanidade inteira, onde a função de pescadores haveria de continuar. Era hora de pescar muitas pessoas para Deus.
Oração:
Senhor Jesus, faze-me ter sempre mais consciência de ter sido chamado para colaborar contigo no anúncio da Boa-Nova do Reino a toda humanidade.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
O TEMPO JÁ SE COMPLETOU E O REINO DE DEUS ESTÁ PRÓXIMO. CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO.
A Liturgia da Palavra de hoje começa com a pregação de Jonas à cidade de Nínive.
O povo daquela cidade tinha cometido pecados acima do que Deus podia suportar.
Então Deus determinou um prazo de arrependimento e conversão. Cumprido esse prazo, que era de quarenta dias, a cidade seria destruída para pagar seus pecados. Não haveria salvação para ninguém. Todos eram culpados.
Jonas fez sua parte. Foi a Nínive e anunciou o prazo da destruição prevista.
Mas, ao contrário do que acontecia em outras pregações de conversão feitas pelos profetas de Israel, a conversão de Nínive foi real. O próprio rei, toda a população, e até os animais, jejuaram e fizeram penitência (Jn 3, 6-9). Deus se compadeceu dos ninivitas e suspendeu a destruição da cidade. Todos foram salvos porque creram no que o profeta Jonas lhes dissera da parte de Deus.
Com Nínive Deus não teve dificuldades após mandar a ela seu profeta Jonas.
Pelo contrário, o povo de Israel matava os seus profetas, como Jesus disse numa lamentação sobre a cidade de Jerusalém (ver Mt 23, 37). Jerusalém, isto é, os dirigentes religiosos dos judeus, não aceitaram o convite de Jesus para entrarem no Reino de Deus, e acabaram por matar Jesus, que todo o povo considerava profeta.
Ora, se lemos esta Primeira Leitura a partir da pregação de João Batista e de Jesus, entenderemos que eles pregaram a conversão dos pecados e a aceitação do Reino de Deus para não serem punidos. Isso porque também a Israel Deus tinha dado um prazo, como disse Jesus: “o tempo já se cumpriu” (Mc 1, 15a). Cumpriu-se porque tinha chegado o momento de acerto de contas de Deus com todo o Povo Eleito e seus dirigentes religiosos. Era necessária uma profunda conversão. Fora para isto que Deus lhes enviara João Batista e Jesus. Através destes dois profetas, Deus convidara Jerusalém à conversão, junto com todo o Povo Eleito.
O que Jerusalém e todo o Povo Eleito deviam fazer?
Deviam seguir o exemplo de Nínive: jejuar, fazer penitência. Em seguida Deus instalaria seu Reino de justiça para todos, perdão e anistia de todos os pecados e crimes. Jerusalém seria salva. Como tanto o profeta João Batista e o profeta Jesus foram mortos por Jerusalém, não se deu a conversão da cidade. Resultado: para ela veio a punição. Jerusalém foi destruída pelos romanos, como Jesus profetizara (ver Mt 24, 2).
A tarefa de Jesus como profeta para a conversão do Povo Eleito fora seguida conforme a vontade de Deus Pai.
Ele anunciou a chegada do Reino de Deus, convocou o povo para a conversão e aceitação da Boa Nova, Seu Evangelho. Em seguida chamou discípulos e os preparou para anunciarem a todo Israel o Reino de Deus.
Que mais Deus poderia ter feito por Israel antes que chegasse o tempo do ajustamento de contas? Nada faltou.
Jesus cumpriu sua missão, mas como os profetas de Israel foi morto pelos líderes religiosos. A morte de Jesus somente não foi uma derrota porque Deus Pai o ressuscitou, e Lhe deu Seu Reino. Ele é agora Nosso Senhor, em Seu Reino de Verdade e Vida, Santidade e Graça, Justiça, Amor e Paz.
Depois da Ressurreição de Jesus, a Igreja por Ele fundada cresceu e se difundiu pelo mundo.
São Paulo, tendo anunciado o Reino de Cristo aos coríntios, escreveu-lhes como profeta. Ele disse que o momento vivido pelos coríntios em sua nova fé era o tempo do Reino de Deus que já tinha chegado a eles, mas que ainda ia ser pleno num dia em que acontecesse o definitivo acerto de contas de Deus com toda a humanidade. São Paulo lembra aos coríntios que aquele dia estava próximo. Os convertidos deviam manter-se no Reino de Cristo no mesmo estado espiritual de perdoados, tal como o foram no Batismo. Assim, tendo sempre presente o dia do Julgamento Final, não pecariam, nem teriam necessidade de mais profetas. Tudo o que deviam saber já lhes fora dito.
A comunidade de Corinto passou muitas dificuldades mas também teve uma existência gloriosa. Por meio dela as cidades vizinhas aceitaram a Boa Nova do Evangelho, converteram-se e se integraram à Igreja primitiva da Grécia.
Essa Liturgia da Palavra nos move à conversão no momento em que vivemos agora.
Deixemo-nos inspirar pelo Salmo Responsorial, para entrarmos na intimidade com Deus e lhe pedir o perdão de nossos pecados enquanto Ele nos concede tempo de conversão. Digamos, como o Salmo Responsorial:
“Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, fazei-me conhecer a vossa estrada! Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação. Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e bondade sem limites, ó Senhor!”
Conservemos em nossa lembrança neste dia os motivos pelos quais rezamos este salmo:
“O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho”.
Tendo ouvido esta Liturgia da Palavra, mantenhamos nossa vida sem pecado.
Estejamos preparados para o Juízo Final com toda confiança na intercessão de Jesus por nós, como nosso advogado.
Mais do que tudo, desejemos a chegada deste último momento do prazo dado por Deus ao mundo, porque quando ele chegar, seremos libertados de todos os pecados, de toda culpa, e viveremos no Reino de Deus em Verdade, Vida, Santidade, Graça, Justiça, Amor e Paz.
Esta é a felicidade que Deus planejou para nós desde toda a eternidade. Mais que em outras vezes, peçamos a Deus: Venha a nós o Vosso Reino.
Padre Valdir Marques

(10) – VINDE COMIGO E FAREI DE VÓS PESCADORES DE HOMENS
Quando vieram a Ele, eram pescadores de peixe, e tornaram-se pescadores de homens, como está dito: «Eis que agora mandarei chamar muitos pescadores e eles os pescarão; depois disso lhes enviarei muitos caçadores, e eles os caçarão em cada monte e colina e nas cavernas dos penhascos» (Jer 16, 16).
Se tivesse enviado sábios, dir-se-ia que tinham persuadido o povo e o tinham ganhado, ou que o tinham enganado e aprisionado.
Se tivesse enviado ricos, dir-se-ia que tinham enganado o povo, alimentando-o, ou que o haviam corrompido com dinheiro e subjugado.
Se tivesse enviado homens fortes, dir-se-ia que tinham atraído o povo pela força ou forçado pela violência.
Mas os apóstolos não tinham nada disso. O Senhor mostrou-o a todos através do exemplo de Simão Pedro, a quem faltou a coragem e que teve medo da voz de uma criada; que era pobre, porque não podia sequer pagar a sua quota do imposto (Mt 17, 24ss): «não tenho ouro nem prata», disse ele (At 3, 6); e que era inculto, uma vez que, quando negou o Senhor, não soube encontrar um estratagema inteligente para o fazer.
Estes pescadores de peixes partiram pois pelo mundo, e alcançaram a vitória sobre os fortes, os ricos e os sábios. Que grande milagre! Fracos como eram, atraíram sem violência os fortes para a sua doutrina; pobres, ensinaram os ricos; ignorantes, fizeram discípulos entre os sábios e os prudentes. A sabedoria do mundo deu lugar a esta sabedoria que é a sabedoria das sabedorias.
Santo Efrém (c. 306-373)

(11.1) – SEGUI-ME E EU FAREI DE VÓS PESCADORES DE HOMENS
Deus, ao nos criar, quis também fazer parte da nossa vida! Ele não nos criou para sermos meros viventes, fomos criados para relacionar com Ele e esta relação amorosa, se faz por meio de Jesus!
No nosso encontro com Jesus, descortina-se diante de nós, um novo horizonte ampliando a nossa visão, nos fazendo enxergar possibilidades que antes não víamos!
O evangelho que a liturgia deste domingo nos apresenta, narra os primeiros passos da vida pública de Jesus, o que aconteceu num momento conflituoso, logo após a prisão de João Batista. Ao contrário do que muitos pensavam, a prisão de João Batista não intimidou Jesus, pelo contrário, o encorajou ainda mais!
A prisão de João Batista, ao mesmo tempo que marcou um tempo de grandes turbulências, marcou também, o início de um tempo novo, as promessas de Deus, começam a se cumprirem com a entrada de Jesus no coração da humanidade!
“O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no evangelho.” Com estas palavras, Jesus se apresenta como sendo Ele a presença do Reino, Ele é o Reino de Deus! Para fazer parte deste Reino, ou seja: da vida de Jesus, só nos é exigida uma condição: a conversão do coração! Sem uma mudança radical de vida, não tem como pertencer a este Reino, que é um reino de amor de Paz e de justiça! Graças ao testemunho de João, Jesus não entra na história como um simples forasteiro, o povo já sabia que Ele era o enviado de Deus, o Messias anunciado pelos profetas!
Constata-se a partir daí, um tempo de graça, a palavra de Deus começa a ganhar vida nas ações vivificantes de Jesus! Se quisesse, Jesus poderia realizar as obras do Pai, sozinho, mas Ele quis contar com um pequeno grupo de pessoas que participando diretamente do seu cotidiano, presenciando os seus feitos, poderiam mais tarde dar testemunho Dele. Para formar este grupo, que recebera o nome de Apóstolos, (enviados), Jesus não vai atrás de pessoas letradas, as suas primeiras escolhas, paira sobre os pescadores, homens simples, porém corajosos, trabalhadores, acostumados com os desafios de buscar o sustento de cada dia, nas profundezas do mar, às vezes revolto!
Mediante o chamado de Jesus, estes pescadores, não hesitaram em deixar tudo para seguir Jesus! De pescadores de peixes, eles passam a ser pescadores de homens, dispostos a lançar suas redes nas profundezas do mar humano!
Graças ao testemunho desta pequena comunidade fundada por Jesus, a mensagem salvífica de Jesus continua ecoando no coração da humanidade, de geração em geração!
Hoje, somos nós, os convocados a dar continuidade ao projeto de Deus, nos tornando presença viva de Jesus em meio aos conflitos! É urgente a necessidade de homens e mulheres corajosos, dispostos a lançar suas redes em águas mais profundas, a devolver a esperança aos corações desesperançados! É apontando Jesus ao outro, abrindo caminho, construindo ponte entre irmãos que daremos testemunho de Jesus, sendo sal e luz do mundo, como Ele mesmo afirma que o somos. Mt 5, 13-14
A caminhada de um verdadeiro seguidor de Jesus é árdua, pois nela está presente cruz, mas a certeza da presença contínua de Jesus junto dele, o motiva, o faz confiar no êxito da sua missão!
Mais importante do que ser Cristão, é ser discípulo de Jesus, pois o discípulo, não somente crê em Jesus, ele torna-se íntimo Dele, um seu aprendiz! A convivência com Jesus, transforma a vida discípulo, o inquieta, o faz ter pressa de levar ao outro o que aprendeu do Mestre.
Deus quer salvar a humanidade convocando cada um de nós para uma missão, Ele quer contar com a nossa disposição, com o nosso serviço na construção de um mundo melhor, ser indiferente ao chamado de Jesus, é ignorar o projeto de Deus que tem como prioridade, a vida!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – PESCADORES DE HOMENS
PRIMEIRA LEITURA
Levanta-te e põe-te a caminho… Esta foi a ordem de Deus falando diretamente ao profeta Jonas, para que ele fosse ao povo da grande cidade de Nínive, para fazer uma ameaça àquela gente que havia se esquecido de Deus e passou a viver no pecado. O profeta cumprindo a ordem, entrou na referida cidade, e anunciou a sua destruição próxima.
E por que Deus fez aquilo? Porque naquela cidade, havia muita gente boa que apesar de ter se entregado ao pecado, sempre acreditou em Deus. Caríssimos. Na verdade, Deus não nos castiga pelos nossos pecados, mas por vezes nos puxa a orelha porque nos ama e quer nos tirar da lama, e nos trazer para a vida da graça, quer nos dar a mão de uma forma muitas vezes ameaçadora, ou sofrida, nos dando um bom susto, para que acordemos dos sonhos ilusórios em que nos encontramos, e voltemos a viver uma vida digna da presença divina, para que voltemos a casa do Pai. A narrativa deste texto nos lembra o filho pródigo que se viu privado do necessário à sua sobrevivência e diante daquele sofrimento, cai na realidade de que na casa do seu pai até os empregados estavam vivendo melhor do que ele.
Então quando alguma coisa der muito errado em sua vida, não pense que se trata de castigo de Deus, mas sim, trata-se da voz de um Pai que o ama e o quer de volta para casa. Um Pai que não está feliz com o seu estado de vida arredia, não se sente alegre com a vida em que você está levando, e quer pôr um fim no desvio que você tomou em sua caminhada, entrando em becos sem saídas, em trilhas perigosas, em lugares escuros e cheios de perigos mortais! E Deus faz isso exatamente por que o ama muito e o quer vivendo feliz!
Meu irmão, minha irmã. Estamos falando de CONVERSÃO. Mudar de vida é fazer uma conversão, desviando o nosso caminhar, dos caminhos tortuosos e esburacados em que nos metemos, para voltar a estrada reta, rumo à casa do Pai.

SALMO
Caríssimos. Peçamos a Deus que nos conduza ao caminho certo. Que Ele dirija os nossos passos, rezemos para que O Pai nos dirija pela estrada da vida e não da morte! Porque a estrada da vida é aquela que nos leva até a salvação. Mas para que consigamos ter os nossos apelos atendidos, teremos que ser humildes e justos. Apelamos diariamente pela misericórdia e bondade infinita do Pai, por que Ele em sua bondade dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho. E a melhor coisa é seguir o caminho de Deus em vez de seguirmos os caminhos desse mundo.

SEGUNDA LEITURA
O inspiradíssimo Paulo está nos orientando em como devemos fazer para nos desapegar de tudo, mesmo tendo de nos ater com as coisas e com as pessoas. Isto porque, amar demais, amor em excesso, pode transformar-se em amor doentio, pode virar um apego inconveniente ou prejudicial. Veja, por exemplo, aqueles pais que amam demais os filhos, ao ponto de não se conformarem com a sua saída da família para construir as suas próprias famílias. O filho que se casou não consegue viver uma vida com sua esposa por causa das intromissões da sua mãe e do seu pai.
Aquela mãe que fingindo-se muito doente, exigiu que a filha casada com filhos para cuidar, e marido doente para zelar, largasse tudo e fosse para a sua casa cuidar dela. Um amor excessivo e possessivo passou a ser um egoísmo, uma dominação.
E de modo geral, somos por vezes tão apegados às coisas materiais que reduzimos ou transformamos a nossa existência terrena, em uma existência perene, para sempre, nos esquecendo de que tudo passa, tudo termina um dia e tudo isso fica aí para quem quiser usar, vender ou jogar fora. A assim, vamos acumulando riquezas: Comprando e colecionando casas, terras, carros, propriedades variadas, como joias, vasos, quadros famosos, armas e outros brinquedos. E ai daquele ou daquela que quebrar um dos nossos vasos, ou estragar um desses objetos do nosso afeto.
Então com palavras bem simples, Paulo nos ensina a desapegar-nos das coisas e também das pessoas. Nos ensina a usar as coisas como se não as estivéssemos usando. Você pode e precisa de um carro? Você merece! Então compre-o. Porém não precisa se apaixonar por ele. Usa-o para o seu transporte e de tudo o que for necessário, de forma natural, como se não o estivesse usando. Do mesmo modo, sua moto, sua casa, e todos os seus pertences, são presentes de Deus para que você tenha uma vida digna, uma vida em abundância, e não para você se apegar a eles a tal ponto de se esquecer de Deus e do seu irmão. Ao ponto de não ir à missa por que tem de lavar o carro. Ao ponto de impedir o casamento de sua querida filha porque você a ama muito e não admite a ideia de perdê-la.
Caríssimos. Isso é um absurdo! Isso é pecado! Então, meu amigo, minha amiga. Se você age assim, e até hoje pensou que não estava pecando, pelo contrário estava dando muito amor, agora está na hora de rever os seus valores, procurar um padre e pedir ajuda.
Vejamos outro exemplo de apego excessivo que pode se transformar em mal entendido: Aquele idoso carente, recebia semanalmente a visita de um grupo de senhoras voluntárias as quais traziam aos demais velhinhos daquele asilo, uma palavra de consolo e alegria. Uma dessas senhoras, era por demais caridosa, atenciosa, tinha um dom especial de alegrar os sofredores e desanimados, mostrando a eles que o amor de Deus é muito maior que tudo nesta vida. Ela tinha o dom de transformar aquela vida triste dos idosos em fase terminal, em uma vida de esperança na glória eterna. Além disso ela era muito bonita. Os olhos dos velhinhos até brilhavam quando ela chegava!
Todos se apegaram a ela, porém um deles, se apegou demais. Não se tratava de sonhos e fantasias eróticas, nada disso! Mas sim, um forte apego pelo fato daquela criatura encantadora e santa preencher e seu vazio interior, carregando a sua bateria de afeto. Infelizmente, as visitas tiveram de ser interrompidas, porque logo surgiram fofocas, nas quais aquele carinho sem segundas intenções, foi visto de outra forma. Disseram que aquele senhor estava pecando pois estava desejando a mulher do próximo.
O padre foi chamado, e todos foram atendidos em confissão. O referido velhinho cheio de emoção disse chorando ao sacerdote. “Eu nunca imaginei que fossem pensa tão mal de mim! Eu nunca senti nenhum desejo por ela… mesmo porque não passo de um idoso”. O padre muito simpático e com um sorriso amigo, conversou com ele e o deixou tranquilo. E mais, em sua homilia na missa que se seguiu, aproveitou para falar sobre apego e desapego, mostrando até onde um apego pode ser pecado, ou não.
Caríssimos. Nem todo apego pode ser visto como pecado. Não podemos generalizar. É preciso considerar: A dose de carência, e a pureza da alma do apegado, e as boas intenções da pessoa que sofre o apego.

EVANGELHO
Convertei-vos e crede no Evangelho! … Irmãos. É isso que precisamos dizer ao mundo de hoje. Porque é essa a frase que todos precisam ouvir! Precisamos mudar de vida. Precisamos mudar o nosso rumo! Mudar de direção, ou melhor precisamos converter, ou seja, fazer uma conversão à direita, por que o caminho da esquerda é caminho que leva à morte de corpo e da alma!
Jesus apenas convidou os pescadores para segui-lo. Porém, o seu poder produziu “um campo magnético” tão forte que os pescadores, sem questionar para onde iam, e o que iriam fazer, e mesmo sem dizerem nada, deixaram o que estavam fazendo e O seguiram. Largaram tudo e todos para trás. Até os pais, e assim como que estivessem hipnotizados, começaram a andar do lado do Filho de Deus sem se preocupar com roupa, comida ou bebida.
Sabe quantas vezes Jesus já lhe chamou para segui-lo? Em geral todos os dias de sua vida até o presente momento, em que você se prontificou a ler esta homilia, a qual está sendo mais um convite de Deus a você. Muitas foram as vezes em que Jesus chamou a sua pessoa para segui-lo. Porém, umas vezes foram mais fortes que outras. E também, umas dessas vezes Ele o chamou sob a forma de um grande susto, em uma situação de aparente desgraça ou desventura. Será que você percebeu Deus por perto? Será que sentiu o toque do Espírito Santo acalmando-o, consolando-a, e dizendo: Vem! Siga-me?
Quantas vezes você já disse SIM ao chamado de Deus, por intermédio de Jesus? Ou por intermédio de uma pessoa? Ou por meio de um acontecimento?
Prezada irmã, prezado irmão. A verdade é que Jesus está chamando a sua pessoa para segui-lo neste exato momento. Se você já O segue, pede em oração para que lhe seja esclarecido exatamente o que Deus quer de você. Em que área ou lugar que você deve passar a atuar? Ou seja? o que Deus quer de você?
Vai lá! Jesus te ama e te chama!
Bom domingo.
José Salviano

(11.3) – O TEMPO SE COMPLETOU
1ª. Leitura Jonas 3, 1-5.10 – “apelo à conversão”
A mensagem central desta leitura tem como objetivo nos conscientizar de que Deus está sempre disposto a nos resgatar em qualquer que seja a situação da nossa vida. Para isso, Ele manda os Seus mensageiros, assim como enviou Jonas a Nínive. Depois de relutar e desviar-se do caminho, Jonas foi chamado pela segunda vez pelo Senhor a fim de denunciar àquele povo as suas más obras e a consequência para os seus desatinos. O Senhor lhe mandara ir direto ao assunto e ele assim o fez: “ainda quarenta dias, e Nínive será destruída”. Os ninivitas ouviram a pregação de Jonas, aceitaram fazer jejum e vestiram sacos, significando que eles acolheram a mensagem do Senhor, voltaram atrás nas suas más inclinações se afastando do mau caminho. A Palavra é bem clara quando afirma: “Vendo Deus as suas obras de conversão…compadeceu-se e suspendeu o mal que tinha ameaçado fazer-lhes e NÃO O FEZ”. Hoje também existem os “ninivitas” e os “Jonas” e Deus está atento ao movimento de uns e de outros. Os Jonas são os Seus emissários aqui na terra, aqueles que pregam a Palavra de Deus, a Igreja com a Sua hierarquia, os leigos engajados no serviço da edificação do reino de Deus. Os ninivitas são todos aqueles que, às vezes, desavisados e por ignorância vivem uma vida regida pela mentalidade do mundo, praticando as obras da carne que é governada pela concupiscência. O poder, o ter e o prazer são os mandamentos dos ninivitas dos tempos atuais. Porém, como naquele tempo, será preciso que os Jonas cumpram os seus papéis e que os ninivitas escutem a admoestação do Senhor. E isto está ficando difícil de acontecer. Deus não quer fazer mal a ninguém, Ele só deseja a nossa salvação e faz um apelo à nossa conversão. Uma alma que se eleva, eleva o mundo! Se cada um de nós, em alguns momentos, cumpríssemos com o papel de mensageiros do Senhor para a conversão dos nossos irmãos e, em outras ocasiões, quando estivéssemos errando, ouvíssemos os conselhos de Deus por meio dos Seus mensageiros, com certeza, a nossa vida não seria destruída, mas plenificada pela graça de Deus. Somos soldados de Deus, fazemos parte do Seu Exército, portanto, coloquemo-nos em marcha para “a grande cidade de Nínive”, pois ela está bem perto de nós, às vezes, até dentro da nossa própria casa.
– O que você tem feito para abrir os olhos das pessoas que procedem mal e dão contra testemunho dentro da sua casa?
– Você tem coragem de admoestar alguém que você ama quando ele está errado?
– Você acredita que Deus pode se arrepender e voltar atrás?

Salmo 24 – “Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, vossa verdade me oriente e me conduza”
O salmista pede ao Senhor que lhe mostre o Seu caminho e lhe faça conhecer a estrada certa para caminhar. Nós também precisamos a todo instante pedir que o Senhor nos oriente com a Sua verdade, pois ela é a nossa salvação. Assim fazendo nós poderemos nos afastar das ocasiões de pecado e palmilhar o caminho da justiça que é a santidade de Deus. A misericórdia e a compaixão do Senhor são eternas, por isso, abrange o nosso passado, presente e futuro. Não percamos a esperança!

2ª. Leitura – 1 Coríntios 7, 29-31 – “tudo passa”
São Paulo nos conscientiza de que a nossa vida aqui na terra é passageira, por isso, não devemos nos apegar a nada nem a ninguém. Aqui na terra nós podemos vivenciar todos os estágios da nossa existência, passar por todas as provações, aproveitar bem as oportunidades que temos para progredir, no entanto, que não seja esse o sentido da nossa vida. O tempo sempre estará abreviado para nós, pois a cada dia que passa é menos um dentro da escala da nossa existência. Que nada seja absoluto na nossa vida e que não dependamos das coisas nem das pessoas para sentirmos a paz que só Jesus pode nos conceder. Procuremos, portanto, a cada momento e oportunidade, nos apegarmos mais ao que Deus tem planejado para vivenciarmos, pois disso dependerá a nossa futura glória no céu.
– Você dá um valor demasiado ao que possui, vive e espera ainda experimentar?
– O que é mais importante para você nesta vida?
– Você se orgulha de alguma coisa?
– Você é uma pessoa vaidosa, por causa dos seus dons, bens, família?

Evangelho – Marcos 1, 14-20 – “o tempo se completou”
Jesus também nos adverte de que é tempo de sair da inanição e aceitar o Seu chamado para a conversão. A cada acontecimento da nossa vida, a cada provação, a cada realização ou evento de sucesso ou de fracasso, nós constatamos que um ciclo se fechou e outro tempo vai surgindo. Não obstante isto, nós sabemos que um dia nós seremos chamados e quer queiramos ou não, teremos que seguir caminho, em definitivo, para a morada que nós mesmos construímos com a matéria prima que fabricamos aqui na terra. Por isso, a pressa de Jesus em nos chamar para a conversão. Por que retardar em aceitar um convite para uma vida melhor enquanto é tempo? Assim como viu os irmãos pescadores, Simão e André, Tiago e João lançando consertando a rede ou lançando-a ao mar, Jesus também nos vê na nossa lida diária, com o pensamento voltado para “a pescaria” busca de trabalho, curso, concurso, emprego, sobrevivência, status, etc. etc. … Ele sabe de que precisamos de tudo isso, mas sabe também que se atendermos ao Seu chamado, se seguirmos o Seu Evangelho, com certeza teremos um coração convertido, capaz de escalar as maiores montanhas e alcançar o mais alto escalão na felicidade e paz aqui da terra. O tempo sempre está se completando para aceitarmos o convite de conversão. Precisamos nos apressar porque cada dia pode ser o último dia da nossa vida aqui na terra e o Senhor precisa de nós, libertos (as) e salvos (as), como pescadores para atrair outros que também, tornar-se-ão pescadores de homens, e outros e outros…
– Você tem consciência de que o tempo está se completando?
– O que falta para você aceitar o convite de Jesus?
– O que você ainda está esperando para deixar um pouco a “rede” de lado e subir na barca com Jesus?
– Você sabia que é pescador (de Jesus) na sua família?
– O que você tem feito?
Helena Serpa

(11.4) – REFLEXÃO
O evangelho de hoje trata de vários assuntos. Menciona a prisão de João Batista. Mostra Jesus voltando para a Galileia, pregando a Palavra de Deus para os seus conterrâneos, pedindo conversão, dizendo que o tempo se completou e que o Reino já chegou.
Apesar de curtinho, este evangelho é muito rico em exemplos. Com poucas palavras Jesus arrebanhou seus quatro primeiros colaboradores. Bastou um único chamado, um só convite e pronto; deixaram tudo e seguiram o Mestre.
O evangelista Marcos faz questão de frisar que Jesus foi pregar na sua terra natal. A Galileia era uma região desprezada pelos judeus, principalmente por causa da pobreza do seu povo. Por isso, ninguém acreditava que da Galileia pudesse surgir qualquer coisa boa.
Muito menos alguém poderia imaginar que da Galileia viria o Messias Salvador. No entanto, Jesus fez questão de iniciar sua pregação naquele local humilde e desprezado, foi a partir dos pobres e marginalizados que Jesus fez o anúncio do Reino de Deus.
Era urgente dar início à sua missão. Jesus sabia que precisaria de muitos ajudantes para cumprir essa tarefa, por isso, não perdeu tempo procurando em lugares errados. Foi buscar ajuda onde sabia que não haveria recusa. Foi procurar auxílio no lugar certo, na periferia.
Certamente Jesus sabia que encontraria pessoas cultas no centro comercial da cidade. Quantos doutores da lei e especialistas em teologia teria encontrado nas sinagogas, porém não procurou ajuda nesses locais. Procurou os humildes, pois sabia que a humildade é o fermento que faz crescer a disponibilidade.
“Sigam-me e eu farei de vocês pescadores de homens”. Repare que Jesus dirigiu estas palavras primeiro para Simão Pedro e seu irmão André e, mais adiante, disse o mesmo para Tiago e seu irmão João, estes últimos, filhos de Zebedeu.
Não deve ter sido por coincidência que Jesus convidou primeiramente os irmãos a segui-lo. Fez isso para mostrar que não pode haver divisão. Esse convite é um chamado para a unidade fraternal. Jesus quer ver os irmãos unidos e lutando juntos por uma única causa, o Reino de Deus.
Esses pescadores eram homens rudes e sem cultura. Pouco ou nada entendiam de teologia ou de leis, porém acima da ignorância estava a sua crença. Humildemente souberam identificar o Messias naquele jovem galileu. Aceitaram seu convite e mudaram de profissão.
Abandonaram seus barcos, redes e apetrechos de pesca. Abdicaram aos bens materiais. Deixaram familiares, empregados, amigos e até mesmo seus pais para seguir a Jesus. Fizeram exatamente o que Jesus tinha certeza que fariam.
Veja que boa notícia: chegou a nossa vez! Jesus acredita em cada um de nós, nos convida a segui-lo e só espera ouvir um sim, um sim sincero e sem restrições ou imposições.
Jorge Lorente

COMEMORA-SE NO DIA 25/Jan

(5) – CONVERSÃO DE SÃO PAULO
A pessoa de Paulo é tão importante para a Igreja, por causa de seu apostolado, que celebramos o dia de sua conversão. Para nós brasileiros, esta data também marca a fundação da maior cidade do país, em 1554.
Saulo, nome do apóstolo antes da conversão, nasceu na cidade de Tarso. Esta cidade era um polo de desenvolvimento financeiro e comercial, um centro cultural da antiguidade. Seu pai era fariseu e judeu descendente da tribo de Benjamim. Por causa da fidelidade ao imperador, a família de Saulo tinha recebido a cidadania romana.
Portanto, Saulo era um cidadão romano, fariseu de linhagem nobre, bem situado financeiramente, religioso, inteligente, estudioso e culto. Aos quinze anos foi para Jerusalém dar continuidade aos estudos de latim, grego e hebraico, na conhecida Escola de Gamaliel. Seus pais sonhavam que o filho seria um famoso Rabi.
Saulo era um perseguidor dos cristãos. Tinha raiva dos seguidores de Cristo. Mas Deus tinha reservado para ele um outro caminho. A Escritura nos conta que Saulo foi surpreendido por Jesus, que em forma de luz, fez o jovem fariseu mudar completamente de vida. De perseguidor, Saulo tornou-se o maior propagador da fé. Era agora chamado de Paulo.
O jovem foi batizado por Ananias, um cristão de Damasco. Desta cidade saiu a pregar a palavra de Deus, como lhe ordenara Jesus, tornando-se Seu grande apóstolo. Paulo passou a viajar pelo mundo, evangelizando e realizando centenas de conversões. Perseguido incansavelmente, foi preso várias vezes e sofreu muito, sendo martirizado no ano 67, em Roma.
REFLEXÃO:
O Senhor fez de Paulo seu grande apóstolo, o apóstolo dos gentios, isto é, o evangelizador dos pagãos. Ele escreveu 14 cartas, expondo a mensagem de Jesus, que se transformaram numa verdadeira “Teologia do Novo Testamento”. É sem dúvida o grande missionário da fé cristã.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

III DOMINGO DO TEMPO COMUM
(VERDE, GLÓRIA, CREIO – III SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
A liturgia nos lembra que o tempo é breve e por isso é preciso vivê-lo como dom precioso recebido de Deus; o hoje é o momento da graça, da conversão e da busca dos caminhos do Senhor. O temo se completou, de modo que somos chamados a sair de nós mesmos para anunciar o evangelho. Alegremo-nos, o reino de Deus está próximo.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo (Sl 95, 1.6).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A Igreja de Cristo é convidada a, sem perda de temo, percorrer as cidades para levar a mensagem de salvação e fazer a todos um apelo à conversão. Jesus está em nosso meio e nos traz o reino de Deus.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
O reino do céu está perto! Convertei-vos, irmãos, é preciso! Crede todos no evangelho! (Mc 1, 15).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Sl 33,6)

Oração depois da Comunhão
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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