Liturgia Diária 26/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
26/Jan/2015 (segunda-feira)

A colheita é grande, mas os trabalhadores são poucos

LEITURA: 2ª Carta a Timóteo (2 Tm) 1, 1-8: Endereço e ação de graças
Início da Segunda Carta de São Paulo a Timóteo: 1 Paulo, Apóstolo de Jesus Cristo pelo desígnio de Deus referente à promessa de vida que temos em Cristo Jesus, 2 a Timóteo, meu querido filho: Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Senhor! 3 Dou graças a Deus – a quem sirvo com a consciência pura, como aprendi dos meus antepassados – quando me lembro de ti, dia e noite, nas minhas orações. 4 Lembrando-me das tuas lágrimas, sinto grande desejo de rever-te, e assim ficar cheio de alegria. 5 Recordo-me da fé sincera que tens, aquela mesma fé que antes tiveram tua avó Loide e tua mãe Eunice. Sem dúvida, assim é também a tua. 6 Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7 Pois Deus não nos deu um espírito de timidez mas de fortaleza, de amor e sobriedade. 8 Não te envergonhes do testemunho de nosso Senhor nem de mim, seu prisioneiro, mas sofre comigo pelo Evangelho, fortificado pelo poder de Deus. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 96 (95), 1-2a. 2b-3. 7-8a. 10: Iahweh, rei e juiz
3a Anunciai entre as nações os grandes feitos do Senhor!
1 Cantai ao Senhor Deus um canto novo, cantai ao Senhor Deus, ó Terra inteira! 2a Cantai e bendizei seu santo nome!
2b Dia após dia anunciai sua salvação, 3 manifestai a sua glória entre as nações e entre os povos do universo seus prodígios!
7 Ó família das nações, dai ao Senhor poder e glória, 8a dai-lhe a glória que é devida ao seu nome!
10 Publicai entre as nações: “Reina o Senhor!” Ele firmou o universo inabalável, e os povos ele julga com justiça.

EVANGELHO: Lucas (Lc) 10, 1-9: Missão dos setenta e dois discípulos
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1 o Senhor escolheu outros setenta e dois discípulos e os enviou dois a dois, na sua frente, a toda cidade e lugar aonde ele próprio devia ir. 2 E dizia-lhes: “A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Por isso, pedi ao dono da messe que mande trabalhadores para a colheita. 3 Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos. 4 Não leveis bolsa, nem sacola, nem sandálias, e não cumprimenteis ninguém pelo caminho! 5 Em qualquer casa em que entrardes, dizei primeiro: ‘A paz esteja nesta casa!’ 6 Se ali morar um amigo da paz, a vossa paz repousará sobre ele; se não, ela voltará para vós. 7 Permanecei naquela mesma casa, comei e bebei do que tiverem, porque o trabalhador merece o seu salário. Não passeis de casa em casa. 8 Quando entrardes numa cidade e fordes bem recebidos, comei do que vos servirem, 9 curai os doentes que nela houver e dizei ao povo: ‘O Reino de Deus está próximo de vós’”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando:
Oração da manhã
Bom-dia, Senhor Deus e Pai!
A ti, a nossa gratidão pela vida que desperta, pelo calor que cria vida, pela luz que abre nossos olhos.
Nós te agradecemos por tudo que forma nossa vida, pela terra, pela água, pelo ar, pelas pessoas. Inspira-nos com teu Espírito Santo os pensamentos que vamos alimentar, as palavras que vamos dizer, os gestos que vamos dirigir, a comunicação que vamos realizar.
Abençoa as pessoas que nós encontramos, os alimentos que vamos ingerir.
Abençoa os passos que nós dermos, o trabalho que devemos fazer.
Abençoa, Senhor, as decisões que vamos tomar, a esperança que vamos promover, a paz que vamos semear, a fé que vamos viver, o amor que vamos partilhar.
Ajuda-nos, Senhor, a não fugir diante das dificuldades, mas a abraçar com amor as pequenas cruzes deste dia.
Queremos estar contigo, Senhor, no início, durante e no fim deste dia.
Amém.
Irmã Patrícia Silva

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que a Palavra diz para mim?
Respondo aos apelos e convites de Jesus Mestre?
Atualizo a Palavra, ligando-a à minha vida.
Faço parte do Novo Povo de Deus. Sou também convocado(a) a ser discípulo(a) missionário(a) atento(a) ao bem das pessoas e ao anúncio do Reino. Como disseram os bispos, em Aparecida: “Conhecer a Jesus Cristo pela fé é nossa alegria; segui-lo é uma graça, e transmitir este tesouro aos demais é uma tarefa que o Senhor nos confiou ao nos chamar e nos escolher.” (DAp 18).
– Qual o meu compromisso com a Igreja?
– Minha fé é dinâmica, comunicativa?
– Às vezes, tenho minha fé e compromissos adormecidos, sem expressão?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 10, 1-12.
Jesus Mestre organiza a equipe de discípulos. Tem objetivo, conteúdo, estratégia e missão claros.
Equipe: setenta e dois discípulos. Setenta (setenta e dois) na tradição judaica significava o número dos povos do mundo. O número de setenta e dois discípulos manifesta o objetivo de Jesus com relação à humanidade inteira. O novo Povo de Deus envolverá todos os povos da terra.
Objetivo: Atenção à vida das pessoas (“cura dos doentes”) e anúncio do Reino de Deus.
Conteúdo: preparar a acolhida do Senhor (pré-missão).
Estratégia: oração, despojamento, ir ao encontro, visitar todas as casas, iniciando com saudação de paz.
Missão: a “colheita”. Ou seja: formar o novo Povo de Deus.
– Ao nosso redor há pobres e humildes que são explorados?
– Pode acontecer de o orgulho nos impedir de ver qualidades em nosso próximo?
– Reconhecemos o bem que vemos nos outros?
– Procuramos colocar nossos talentos a serviço do bem comum?
– Somos solidários e fraternos para com todos?

E a VIDA (Orar)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Celebramos hoje, São Timóteo e Tito, colaboradores de Paulo Apóstolo.
Rezemos Oração a Paulo Apóstolo pelo Brasil:
São Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, olhai com amor para a nossa Pátria!
Vosso coração dilatou-se para acolher a todos os povos no abraço da paz.
Agora, no céu, o amor de Cristo vos leve a iluminar a todos com a luz do Evangelho e a estabelecer no mundo o Reino do amor.
Suscitai vocações, confortai os que anunciam o Evangelho, preparai as pessoas para que acolham a Cristo, Divino Mestre.
Que o nosso povo encontre e reconheça sempre a Cristo, como o Caminho, a Verdade e a Vida; busque o Reino de Deus e trabalhe em sua realização, para que a sua luz resplandeça diante do mundo.
São Paulo, iluminai, animai e abençoai a todos! Amém!
Bem-aventurado Tiago Alberione.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual o novo olhar que a Palavra despertou em mim?
Hoje, quero viver agradecendo a Deus pela vida.
Vou também enviar uma mensagem de gratidão, dar um telefonema, fazer uma oração pelos médicos e agentes de saúde.

REFLEXÕES

(6) – A MISSÃO DADA É PARA A COLHEITA, NÃO PARA O PLANTIO
Assim como na escolha dos Doze, é o Senhor quem toma a iniciativa na escolha dos setenta e dois discípulos. O texto parece sugerir que a missão primeira dos setenta e dois é preparar as pessoas para acolherem o Senhor, que passará em seguida por toda a cidade e lugar, pois o evangelista observa que o Senhor os enviou à sua frente. O número “setenta e dois” é significativo e indica a universalidade da missão cristã. Segundo o livro do Gênesis, o número das nações da terra é setenta. A missão dada é para a colheita, não para o plantio. Há de se supor que o “agricultor” que plantou a boa semente frutificada seja Deus. As orientações dadas aos setenta e dois são para essa missão universal da colheita. Por palavras e gestos, eles devem anunciar a proximidade do Reino de Deus. A missão não é fácil; os discípulos vão enfrentar dificuldades e resistências, mas sua vida está nas mãos de Deus, em quem eles devem confiar. O despojamento, tendo em vista a confiança no Senhor e a disponibilidade, é exigência da missão, pois é preciso que os destinatários da Boa-Nova vejam realizada nos discípulos a mensagem que eles transmitem.
ORAÇÃO:
Enviai, Senhor, operários para a vossa messe, pois a messe é grande e os operários são poucos.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – REACENDA A CHAMA DO AMOR DIVINO EM SEU CORAÇÃO
Que pela intercessão dos apóstolos São Tito e São Timóteo a chama do amor divino, que foi derramada em nossos corações, se acenda e se inflame!
“Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos” (2Tm 1, 6).
Amados irmãos e irmãs, nós hoje celebramos dois apóstolos, dois bispos da Igreja primitiva: São Timóteo e São Tito; grandes discípulos do apóstolo São Paulo. Paulo tem uma terna afeição por esses dois homens do Evangelho, formados, instruídos por ele para ser discípulos de Cristo.
As Sagradas Escrituras nos apresentam as duas Cartas de São Timóteo e a Carta de São Tito. E hoje nos chama a atenção aquilo que São Paulo escreve ao seu querido filho espiritual Timóteo, dizendo a ele: “Por este motivo, exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos” (2Tm 1, 6).
O gesto de impor as mãos significa comunicar uma graça. O gesto de imposição das mãos, o sacerdote recebe no dia em que é ordenado sacerdote, e o diácono no dia do seu diaconato, quando o bispo, mais uma vez, tem o Evangelho imposto sobre a sua cabeça, e estes recebem um desígnio, uma missão divina. E a marca do selo divino em nós está na primeira imposição que Deus colocou sobre nós, na nossa unção batismal, essa mesma unção é confirmada no sacramento da crisma, quando nos tornamos também apóstolos do Senhor. Por isso a maioria é crismada pelo bispo, o apóstolo por excelência! É ele quem vem colocar a mão sobre nossa cabeça e dizer: “Recebe o dom do Espírito Santo!”. O dom que recebemos no nosso batismo é confirmado e autenticado em nós com a maturidade cristã pelo sacramento da crisma.
Permita-me falar ao seu coração: não deixe essa chama se apagar, não deixe se tornar apagada, escondida a chama que está em você, seja pelo sacramento do batismo seja pelo sacramento da crisma. Coloquemos para fora esse dom, essa graça que recebemos e não permitamos que a timidez apague em nós a fortaleza, o amor e a sobriedade!
Se está nos faltando força, resgatemos em nós a força divina, o dom da fortaleza, que é dom do Espírito. Se estamos frios na forma de amar e de nos relacionarmos uns com os outros, esse mesmo Espírito derrama em nós o amor sem medida, para que até o extremo da vida não seja o ódio, o ressentimento, o rancor a conduzirem nossos passos, mas sim o amor divino.
Esse mesmo Espírito nos dá a sobriedade para sabermos ser sensatos na forma de falar, para discernir o que devemos ouvir, para termos sensatez naquilo que vamos comer, beber, assistir e ver. Nós não podemos deixar que nenhuma forma de embriaguez tome conta de nós, pois aquele que está cheio do Espírito Santo de Deus é tomado pela sobriedade!
Que, pela intercessão dos apóstolos São Tito e São Timóteo, o dom, a chama do amor divino que foi derramada em nossos corações se acenda e se inflame para que continuemos mais do que vivos anunciando e vivendo o Reino de Deus!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – A NECESSIDADE DE OPERÁRIOS
Confrontando-se com a grandiosidade da missão, Jesus reconhece a necessidade de contar com colaboradores, para poder levá-la adiante, a contento. Depois de ter enviado os doze apóstolos, o Mestre enviou, também, outros setenta e dois discípulos, com a tarefa de preparar as cidades e povoados para a sua passagem, ou seja, predispô-los para acolher a sua mensagem.
Os discípulos são orientados a suplicar ao Pai – Senhor da messe – para enviar muitas outras pessoas, dispostas a assumirem a missão evangelizadora. É ele quem tem a iniciativa da vocação e da missão. Devem evitar qualquer pretensão humana de querer arrogar-se tais dons. Todos dependem de quem os chamou e enviou.
Que tipo de operário requer-se para o serviço do Reino?
É preciso que seja uma pessoa cheia de coragem, predisposta a viver na pobreza, capaz de adaptar-se a qualquer tipo de acolhida que lhe for oferecida, disposta a partilhar a vida de quem a acolhe, totalmente disponível para o serviço aos doentes e marginalizados, pronta a viver a experiência do fracasso, com otimismo, sem deixar-se abater.
Quem tem estas disposições internas, deve estar atento. Pode ser que o Senhor queira enviá-lo para trabalhar na sua messe.
Por que não dizer um sim corajoso e generoso?
Oração:
Espírito de coragem e generosidade, predisponha-me para trabalhar na messe do Senhor, concedendo-me os pré-requisitos necessários para um serviço eficaz.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Timóteo e Tito, memória.
“Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (Mc 3, 3).
Quando Jesus superou os problemas com seus parentes, aqueles que queriam impedi-lo de anunciar a renovação religiosa do Povo Eleito, conseguiu reunir setenta e dois discípulos. Era um número considerável, além dos doze primeiros.
Estes setenta e dois discípulos aceitaram a missão que Jesus lhes tinha dado, isto é, de sair por todas as cidades e aldeias por onde Ele iria depois, para anunciar o Evangelho do Reino de Deus.
Jesus, que já tinha encontrado resistência em seus próprios parentes, sabia que seus discípulos também encontrariam inimigos pelo caminho. Por isso Ele os advertiu:
“Eu vos envio como cordeiros para o meio de lobos” (Mc 3, 3).
Portanto, os discípulos saíram em viagem prevenidos para o que desse e viesse.
Mas o Evangelho que lemos hoje é muito otimista. Não nos diz nada sobre as dificuldades que os discípulos encontrarão em sua missão. Esse Evangelho, de fato, detém-se apenas nas instruções que Jesus deu a eles. Será em outro Evangelho que saberemos como a missão dos setenta e dois discípulos foi um sucesso.
Mas tiremos para nós a lição desta Liturgia da Palavra.
Todos os que quiseram seguir Jesus passaram por dificuldades.
Da Primeira Leitura de hoje encontramos São Paulo insistindo com seu ajudante Timóteo que não desanime diante dos lobos que ia encontrando em sua tarefa missionária. De fato, São Paulo diz a Timóteo:
“6. … exorto-te a reavivar a chama do dom de Deus que recebeste pela imposição das minhas mãos. 7. Pois Deus não nos deu um espírito de timidez mas de fortaleza, de amor e sobriedade” (1 Tm 1, 6-7).
São Paulo, apóstolo de Jesus Cristo, por uma escolha especial depois que Jesus tinha ressuscitado, passara toda sua vida enfrentando lobos em sua vida missionária. Seu ajudante, Timóteo, estava passando por dificuldades parecidas quando São Paulo lhe escreveu esta carta que lemos na Primeira Leitura.
Estas estórias estão na Liturgia da Palavra para nossa instrução.
Hoje é o dia em que Deus quer que consideremos as dificuldades que encontramos num mundo sem fé, dificuldades que tentam nos afastar de Jesus e acabar perdendo a Salvação que somente Ele nos garante.
Ficaremos com os inimigos de Jesus e perderemos a Salvação eterna?
“Nós sabemos em Quem cremos” (2 Tm 1, 12).
Cremos hoje tal como os doze discípulos e mais tarde os outros setenta e dois. Nós somos os discípulos de Jesus no mundo de hoje, e também temos que enfrentar os lobos inimigos da fé. São Paulo afirma que todos os que crerem em Jesus Cristo serão perseguidos (ver 2 Tm 3, 12), de um modo ou de outro.
Como em Jesus Cristo pomos toda a nossa confiança, não tenhamos medo de nada.
Peçamos-Lhe toda ajuda de que precisarmos, no momento em que precisarmos, em qualquer circunstância de nossa vida nesta terra.
Quando com Ele ressuscitarmos, veremos que o temor dos lobos deste mundo não passou de uma fraqueza humana. Jesus é nossa força hoje e sempre.
Padre Valdir Marques

(10) – O DONO DA MESSE
O evangelho convida-nos a procurar a messe sobre a qual o Senhor diz: «A messe é grande, mas os trabalhadores são poucos. Rogai, portanto, ao dono da messe que mande trabalhadores para a sua messe.» Foi então que Ele enviou, para além dos doze discípulos a quem chamou apóstolos («enviados»), mais setenta e dois. E mandou-os a todos, como se depreende das suas palavras, trabalhar numa messe já preparada.
E que messe era essa?
Eles não iam trabalhar entre os pagãos, onde nada fora semeado. Temos de supor, pois, que iriam trabalhar entre os judeus, pois foi para isso que o dono da messe veio; com efeito, aos outros povos Ele não envia trabalhadores para a messe, mas semeadores. Deste modo, entre os judeus trabalha-se na messe, entre os outros povos semeia-se. E foi nitidamente trabalhando na messe entre os judeus que Ele escolheu os apóstolos: era o tempo da colheita, a messe estava loura depois de os profetas terem semeado entre eles. […]
Pois não é verdade que o Senhor declarou aos seus discípulos: «Não dizes vós que o Verão ainda vem longe? Pois bem, Eu vos digo: erguei os olhos e vede os campos, estão brancos para a colheita» (Jo 4, 35). E ainda: «Outros trabalharam e vós aproveitais o trabalho deles» (v. 38). Abraão, Isaac, Jacob, Moisés e os profetas trabalharam, penando para semear o grão. Ao chegar, o Senhor encontra a messe madura, e envia os seus trabalhadores com a foice do evangelho.
Santo Agostinho (354-430)

(11.1) – A MESSE É GRANDE
O tema da colheita proporciona a Jesus a ocasião para proferir seu discurso. Ele transforma os ceifadores de trigo em ceifadores de homens, como já o havia feito com os pescadores. Porém, a colheita se reveste de uma significação teológica importante nas Escrituras (Am 9, 13-15), e confere uma densidade particular à missão dos discípulos: este é já o compromisso da humanidade para com o reino que está para vir. Preludia o juízo de Deus porque sua palavra comporta seu juízo e discernimento dos corações. A partir de então não é estranho que a missão acabe muitas vezes em perseguição (v. 3).
Enquanto a versão de Mateus nos mostra uma visão destas perseguições em tom muito apocalíptico, Lucas prefere ater-se à enumeração dos conselhos práticos dados por Jesus a seus discípulos. Projetado para a esperança messiânica e a proximidade de seu objeto (v. 9), o discípulo não pode já atribuir valor aos meios e às técnicas do mundo presente. A proximidade do reino acarreta preocupações, além da segurança em relação ao futuro. Sua pobreza tem, pois, significação profética. A pobreza do missionário é anunciadora do reino que vem. O segundo conselho dado aos missionários concerne às suas relações com seus anfitriões. É preciso que os discípulos expressem o caráter de peregrinos e nômades, nunca instalados, mas sempre a caminho para o reino.
Claretianos

(11.2) – FAZER A VONTADE DE DEUS
2 Timóteo 1, 1-8 – “Deus não nos deu um espírito de timidez, mas de fortaleza”
Escrevendo a Timóteo, seu discípulo fiel, São Paulo o exorta a não descuidar e sempre reavivar a fogo do Espírito Santo recebido no Batismo. Vindo de uma família de quem herdou uma fé sincera, Timóteo era considerado por São Paulo como um filho espiritual. Esta exortação serve também para nós hoje que temos fé, cremos na salvação de Jesus, porém precisamos sempre reavivar a chama do Espírito Santo todos os dias da nossa vida. A fé se manifesta em nós através do que ouvimos, apreendemos e vivenciamos, porém o motivador da nossa fé é o Espírito de Deus. Se, nos deixarmos levar pela voz do mundo, das nossas ocupações e preocupações, com certeza o fogo do Amor de Deus em nós vai sendo apagado aos poucos e já não conseguiremos mais experimentá-Lo como antes. Portanto, ouçamos e estejamos atentos: “Deus não nos deu espírito de timidez, mas de fortaleza, de amor e sobriedade”. Não podemos nos descuidar e desperdiçar as oportunidades que temos na oração, na meditação da Palavra, no serviço em comunidade, que nos levam pela ação do Espírito Santo, a dar testemunho de nosso Senhor Jesus Cristo, sempre e em todo o lugar. As dificuldades na missão acontecem, justamente para provar a nossa fidelidade e o poder do Espírito Santo agindo em nós. Apesar de sermos fracos(as), o Espírito Santo age em nós e somos transformados(as) em pessoas ousadas, decididas, corajosas e fortes. Como São Paulo, somos também chamados a sofrer pelo evangelho de Jesus Cristo, prisioneiros da Palavra de Jesus, mas fortificados pelo poder de Deus.
– Como você tem reavivado a chama do dom de Deus?
– Você tem sido assíduo(a), à reflexão da Palavra, à participação da Eucaristia, ao seu Grupo de Oração?
– Você sente o fogo do Amor de Deus no seu coração?
– Você tem um espírito decidido?

Salmo 95 – “Anunciai entre as nações os grandes feitos do Senhor!”
Cantai, anunciai, publicai, são verbos no imperativo que nos dão consciência de que a Palavra de Deus é para valer. Não temos outra opção! Somos criação de Deus e só seremos felizes se nos conscientizarmos de que Ele é o Rei do Universo e só alcançamos o destino para o qual fomos criados se dermos a Ele a glória que é devida ao Seu Nome! “Reina o Senhor”! Este é o anúncio que nos cabe publicar a todos!

Evangelho – Lucas 10, 1-9 – “anunciadores da paz”
A paz de Deus excede a todo o conhecimento humano! Jesus é a paz, por isso, deseja através de nós, entrar em toda casa, em todo o coração, para manifestar Sua misericórdia, compaixão e amor. Cada um de nós é chamado a ser mensageiro da paz de Jesus deixando de lado todas as coisas que pesam e complicam a nossa vida. Anunciar o reino de Deus é anunciar o próprio Jesus que permanece muito próximo de cada um de nós. Assim como mandou Seus discípulos, Ele hoje nos manda ir à Sua frente preparar o caminho para que possa chegar perto de todos aqueles(as) que ainda não O perceberam na sua vida. Deus providencia a paz para quem anuncia que o reino está próximo, porque o trabalhador é digno do seu salário Quem encontrou o reino de Deus, não precisa “preocupar-se” em levar bolsa, sandália, sacola, quando sair em Nome Dele, mas somente apossar-se da paz que é fruto da justiça de Deus para com o homem. Bolsa, sacola, sandálias significam as coisas que acumulamos dentro de nós e que prejudicam o nosso relacionamento com Deus e com os irmãos: ódio, ressentimento, discriminação, julgamentos, riquezas, apegos, etc. A nossa missão é muito importante: somos trabalhadores da messe do Senhor, missionários do Seu amor. Ele nos envia e nos orienta a fim de que o nosso trabalho seja frutuoso e não nos percamos no meio do caminho. É por meio do nosso testemunho de vida com o irmão(ã) que podemos anunciar a proximidade do reino, por isso, Jesus nos mandar ir dois a dois. Os nossos relacionamentos, a nossa convivência fraterna, a unidade com que vivenciamos as nossas diferenças, darão testemunho ao mundo de que já vivemos o reino, aqui, desde já.
– Você já sente no seu coração a paz dos que vivem o reino de Deus?
– Você tem dificuldades de relacionamento?
– Você precisa do irmão, da irmã de comunidade para viver, ou pode passar sem eles?
– Será que não existe aí perto de você alguém que precisa conhecer a Salvação e a cura?
– Para você é difícil falar de Jesus para alguém?
– Você tem medo de evangelizar as pessoas?
Helena Serpa

(11.3) – ENVIOU-OS DOIS A DOIS
Hoje celebramos a memória de dois bispos da Igreja primitiva: S. Timóteo e S. Tito. Eles eram companheiros do Apóstolo S. Paulo. Os nomes deles aparecem frequentemente no livro dos Atos dos Apóstolos. Inclusive, S. Paulo escreveu duas cartas a Timóteo e uma a Tito.
O Evangelho, próprio da memória, narra o envio dos setenta e dois discípulos. Todos os líderes cristãos são os continuadores daqueles setenta e dois, inclusive S. Timóteo e S. Tito. Jesus os enviou dois a dois, não um por um. Isso porque “onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, eu estou ali, no meio deles” (Mt 18, 20). Portanto, é Cristo que vai agir através dos seus discípulos.
Tito é provavelmente natural de Antioquia. Foi fiel colaborador de S. Paulo em suas viagens apostólicas, e recebeu dele algumas missões importantes, como levar uma coleta para os cristãos de Jerusalém (2 Cor 8, 6) e ir a Corinto pacificar a Comunidade que estava em briga. Um dia, ele foi com S. Paulo à ilha de Creta, e acabou sendo nomeado bispo de lá, onde ficou até a morte.
Quanto a Timóteo, o chamado dele está narrado em At 16, 1-5: “Paulo foi para Derbe e Listra. Havia em Listra um discípulo chamado Timóteo, filho de uma judia que abraçara a fé, e de pai grego. Os irmãos de Listra e Icônio davam bom testemunho dele. Paulo quis então que Timóteo partisse com ele. Tomou-o consigo e circuncidou-o, por causa dos judeus que se encontravam nessas regiões, pois todos sabiam que o pai dele era grego. Percorrendo as cidades, Paulo e Timóteo… As Igrejas fortaleciam-se na fé e, de dia para dia, cresciam em número.” Está aí um exemplo bonito de como que Deus chama as pessoas.
Daí para frente, Timóteo tornou-se, não só companheiro de Paulo, mas amigo.
Nos Atos dos Apóstolos e nas cartas de S. Paulo há inúmeros elogios de Paulo a Timóteo. É interessante o que Paulo escreve a ele na 2 Tm 1, 3-5: “Dou graças a Deus – a quem sirvo de consciência pura, como aprendi de meus pais – quando, sem cessar, noite e dia, faço menção de ti em minhas orações. Lembro-me de tuas lágrimas. Sinto grande desejo de rever-te e, assim, encher-me de alegria. Recordo-me da fé sincera que há em ti, fé que habitou, primeiro, em tua avó Loide e em tua mãe Eunice, que certamente habita também em ti”.
Esse texto mostra como que a fé passa de geração em geração, de pais para filhos. Dona Loide tinha muita fé, por isso a sua filha Eunice também tinha. E Timóteo tinha muita fé, porque herdou da sua mãe Eunice. A fé e os bons costumes vão passando de geração em geração. É interessante que S. Paulo, antes de se referir aos antepassados de Timóteo, lembra-se dos próprios pais: “… como aprendi de meus pais”. Em outras palavras, Paulo está dizendo que deve a seus pais a fé que tem. Nós sabemos que os pais de S. Paulo eram judeus fiéis e sinceros. Por isso, Paulo deu cabeçadas, mas acabou acertando o passo. Assim acontece hoje com os filhos de famílias boas. Alguns tropeçam, têm altos e baixos, mas o que acaba prevalecendo é a fé recebida dos pais.
Por outro lado, infelizmente o mesmo acontece com a falta de fé e a vida de pecado. Vão passando de geração em geração. É o que diz o provérbio: “Tal pai tal filho”. Nós herdamos de nossos pais, não só as características físicas e de temperamento, mas também as virtudes ou os defeitos. A família é a formadora das pessoas. É dentro dela que nasce o homem e a mulher de amanhã.
Para que os pais possam ter filhos que se tornem bons cidadãos e bons cristãos, e assim lhes deem alegria no futuro, é necessário ter tempo para eles!
Quando Paulo estava velhinho, nomeou Timóteo bispo de Éfeso, cargo que exerceu até a morte.
Certa vez, houve uma mudança de governo em um país muito pobre, e o novo presidente era ateu e detestava a Igreja Católica. Pouco tempo depois de eleito, ele publicou um decreto expulsando do país todos os religiosos e religiosas. Só os párocos foram poupados.
Logo que os religiosos saíram, aconteceu um problema no qual o presidente não havia pensado: fecharam-se diversos hospitais, asilos, creches e outras instituições de caridade que eram diretamente servidas pelos religiosos. Envergonhado, o governador correu atrás e chamou de volta os religiosos.
Em toda a história da Igreja, os religiosos e cristãos em geral se dedicam não só à parte espiritual, mas à material também. A fé católica nos dá alegria de viver, de amar e de se dedicar aos necessitados. Felizes aqueles e aquelas que continuam na Igreja o trabalho dos setenta e dois discípulos, como fizeram S. Timóteo e S. Tido!
Maria Santíssima e S. José foram modelos de pais e de educadores. Que eles, e também os santos Timóteo, Tito e Paulo, ajudem os pais e mães a cumprirem bem a sua missão.
Padre Antônio Queiroz

(11.4) – A MINHA E A TUA MISSÃO
Em Lucas 9, 1-6 encontramos o envio dos doze apóstolos. Mas, estes, apesar de formarem o núcleo da jovem Igreja, não foram mandados como precursores de Jesus, já que não tinham ainda identificado como Messias aquele que os enviara como se pode ver em no versículo 20 do mesmo capítulo. Agora, Lucas narra que Jesus envia um novo grupo: o dos setenta e dois discípulos; estes, sim, são enviados “na frente” de Jesus. Sua missão específica é: Curem os doentes daquela cidade e digam ao povo dali: O Reino de Deus chegou até vocês. Portanto, são enviados como precursores, como preparadores da chegada do reino de Deus que eles anunciam na pessoa de Jesus.
Lucas nos apresenta 72 discípulos enviados. Este número é simbólico e indica a universalidade da missão. Todo o povo de Deus está chamado a se lançar na missão de anunciar a Boa do Reino. Esta missão, não é uma tarefa somente do papa, de bispos, sacerdotes e diáconos. Mas sim, uma obra de todos os batizados. Portanto, a missão é universal desde a sua origem e compreende todos.
As instruções para os dois grupos de missionários são praticamente as mesmas. O texto especifica que Jesus envia “dois a dois”, pois o anúncio do Evangelho não é uma tarefa pessoal, mas de uma comunidade. O fato de serem enviados pelos menos dois também quer mostrar a credibilidade do testemunho, além do fato do encorajamento que um pode dar ao outro no caso de desânimo diante das dificuldades.
Em seguida, Jesus, depois de ter falado em semente e em arado, fala agora de colheita. Esta é imensa, mas os trabalhadores disponíveis são poucos. E a situação é a mesma, ontem e hoje. É um trabalho gigantesco, e nunca haverá trabalhadores suficientes; só o Pai pode chamá-los e enviá-los, por isso, é necessário rezar a Ele, pedindo que chame mais pessoas. É justamente por causa da extensão da missão que Jesus chama mais este grupo de ajudantes, e, mesmo assim, são poucos diante da imensidão da missão que ele tem pela frente e da qual nos torna participantes.
Jesus faz o envio: “Eis que vos envio como cordeiros para o meio de lobos”. É a imagem clássica da fraqueza diante da violência. A missão é uma obra difícil e perigosa. Aqueles que ele enviou devem cumprir fielmente o seu trabalho, mas não devem exigir demasiado de si mesmos nem entrar em pânico diante da grandeza da missão. Devem, sim, ter consciência que não será uma tarefa fácil e que nem sempre serão recebidos de braços abertos. Devem fazer sua parte com competência e perseverança, pois, em último caso, a responsabilidade é de Deus, e Ele não vai deixar cair em ruínas a sua messe, mandando trabalhadores necessários para isto.
A mensagem a ser levada é o dom da paz, no sentido mais completo, para as pessoas e às famílias, e, sobretudo, a mensagem de que “o Reino de Deus está próximo de vós”. O reino de Deus é antes de tudo uma pessoa: Jesus. Quem o acolhe encontra a vida, a alegria, a missão de anunciá-lo. O gesto de bater, sacudir a poeira dos pés, era um gesto simbólico dos israelitas que, ao ingressar de novo no próprio país, depois de terem estado em terra pagã, não queriam ter nada em comum com o modo de vida dos pagãos. Libertar-se da poeira que se grudou aos pés enquanto estavam em território pagão significava ruptura total com aquele sistema de vida. Fazendo isso, os discípulos transferem toda responsabilidade pela rejeição da Palavra àqueles que os acolheram mal e rejeitaram o anúncio do evangelho. E a paz oferecida não se perde, mas volta a quem oferece.
O estilo da missão de Jesus e dos discípulos é o oposto daquele dos poderosos que o mundo de hoje idolatra. Não se baseia sobre a vontade de dominar, a arrogância ou a ambição, mas sobre a proposta humilde. Os enviados não devem levar nada de material, mas devem contar com a providência divina e com a hospitalidade fortemente praticada naquela época; eles devem ser respeitosos, atentos aos mais fracos; devem curar os doentes; devem fazê-lo gratuitamente sem buscar outras recompensas. O Evangelho de Jesus é uma mensagem de vida verdadeira para quem confia somente em Deus. A fé e a missão começam no coração e devem terminar nos lábios e nas ações. Não podemos deixar que o receio atrapalhe a nossa missão cristã de anunciar o Reino de Deus que está presente entre nós.
Canção Nova

(17) – MISSÃO DOS SETENTA E DOIS
Aos setenta e dois discípulos, enviados à missão, Jesus apresenta o Reino de Deus como uma grande messe. Sua abrangência é universal, abarca não só o povo de Israel, mas também os demais povos e nações. O objetivo é semear a Palavra de Deus no coração de todo ser humano.
Colocado, justamente, no início da subida de Jesus a Jerusalém, esse episódio caracteriza a ação formadora do Senhor, e manifesta o desejo de despertar ardor e fervor missionário em seus discípulos, continuadores de sua missão. Ele lhes concede inspiração e força para que possam tornar a Igreja presente por toda parte, em sua intenção “católica”. Mas mesmo antes de Pentecostes, durante sua vida pública, pode-se já entrever a futura missão universal dos Apóstolos. Orígenes observa: “Não só os Doze Apóstolos pregaram a fé em Cristo, mas o Evangelho nos diz que outros setenta foram enviados para pregar a Palavra de Deus, para que graças a eles, o mundo conhecesse as palmas da vitória de Cristo”. O número setenta é bastante bíblico. Moisés escolheu setenta anciãos para ajudá-lo em sua tarefa de liderar o povo através do deserto. O Sinédrio, conselho que governava o povo de Israel, era composto de 70 membros. Em Jesus, esse número quer expressar a totalidade das nações e povos, para os quais seus discípulos deviam levar sua Palavra e agir no seu poder.
Os discípulos de Jesus pertencem ao grupo dos artesãos da paz, pois “se houver um homem de paz, a vossa paz irá repousar sobre ele; caso contrário voltará a vós”. No entanto, eles não deveriam alimentar ilusões: se muitos haveriam de acolhê-los, muitos outros iriam rejeitá-los e mesmo persegui-los. Eles irão se sentir “como ovelhas no meio dos lobos”. Mas não sucumbirão, como assinala S. Cirilo de Alexandria: “Eles serão capazes de sobreviver, porque eles têm Jesus como pastor e Ele os protegerá dos lobos em meio às perseguições”. Sem qualquer traço de esmorecimento, eles serão portadores da paz, cuja saudação, destaca S. Agostinho, “é dada a todos, sem discriminação, embora só seja recebida pelos que são filhos da paz”.
Dom Fernando Antônio Figueiredo

COMEMORA-SE NO DIA 26/Jan

(5) – SÃO TIMÓTEO
Depois de celebrar a memória da conversão de São Paulo, a Igreja honra Timóteo, missionário que percorreu muitas comunidades junto com o grande apóstolo cristão.
Timóteo era o “braço direito” do apóstolo Paulo, seu grande amigo e companheiro, sendo considerado, ao lado do mestre, como o primeiro e corajoso pregador do cristianismo. Era tão querido por Paulo que este confiava missões exclusivas a ele, mandando-o como seu representante.
Timóteo nasceu em Listra, Ásia. Seu pai era grego e pagão, a mãe se chamava Eunice e era judia. Foi educado dentro do judaísmo. Assim, quando o apóstolo Paulo, converteu-se aos vinte anos e nunca mais abandonou a vida missionária.
Fiel colaborador de Paulo, o acompanhou em suas viagens a Filipos, Tessalônica, Atenas, Corinto, Éfeso e Roma. As vezes ia sozinho, como para Corinto, sendo recomendado por Paulo: “Estou lhes mandando Timóteo, meu filho dileto e fiel no Senhor: manterá em suas memórias os caminhos que lhes ensinei”.
Por volta do ano 66, Timóteo era o bispo de Éfeso e, com este cargo, foi nomeado pelo apóstolo para liderar a Igreja da Ásia Menor. Faleceu no ano 97.
REFLEXÃO:
Ser apóstolo é dedicar a vida, palavra e ações, para espalhar a palavra de Jesus a todas as pessoas. Que Deus inspire-nos para o apostolado fecundo e que nosso testemunho seja motivação para que mais pessoas reconheçam a graça de Deus atuando em nossas vidas.
Padre Evaldo César de Souza

(8) – TITO E TIMÓTEO
TIMÓTEO
O calendário da Igreja volta a homenagear Timóteo, agora juntamente com Tito, por terem ambos vivenciado toda a experiência de São Paulo, escolhendo por este motivo, o dia após a celebração da conversão do apóstolo. Os dois têm suas páginas individuais, destacando suas vidas.
Um santo muito antigo, venerado há muitos e muitos séculos, morreu no ano de 97. Timóteo era o “braço direito” do apóstolo Paulo, seu grande amigo e companheiro, sendo considerado, ao lado do mestre, como o primeiro e corajoso pregador do cristianismo. Quase sempre evangelizaram juntos, mas por várias vezes, Paulo o mandou como representante, em quase todos os lugares importantes daquela época, enquanto ele próprio abria novos caminhos.
Timóteo nasceu em Listra, Ásia. Seu pai era grego e pagão, a mãe se chamava Eunice e era judia. Foi educado dentro do judaísmo. Assim, quando o apóstolo Paulo esteve naquela cidade, tanto sua avó, mãe e ele próprio, então com vinte anos, se converteram. A partir daí, Timóteo decidiu que o seguiria e nunca mais se afastou do santo apóstolo.
Fiel colaborador de Paulo, o acompanhou em suas viagens a Filipos, Tessalônica, Atenas, Corinto, Éfeso e Roma. Exceto quando ele o enviava para algumas missões nas igrejas que tinham fundado, com o objetivo de corrigir erros e manter a paz. Como fez em Tessalônica, com o seu aspecto de rapaz frágil. Porém “que ninguém despreze a tua jovem idade”, lhe escreveu Paulo na primeira das duas cartas pessoais. E aos cristãos de Corinto o apresenta assim: “Estou lhes mandando Timóteo, meu filho dileto e fiel no Senhor: manterá em suas memórias os caminhos que lhes ensinei”.
Na Palestina, o apóstolo ficou preso durante dois anos e tudo indica que Timóteo foi seu companheiro nessa situação também. Mas ao final deste período, ele foi colocado em liberdade, enquanto Paulo era levado para Roma.
Quando Paulo retornou, por volta do ano 66, Timóteo era o bispo de Éfeso e, com este cargo, foi nomeado pelo apóstolo para liderar a Igreja da Ásia Menor. As epístolas de Paulo, à ele endereçadas, viraram pura literatura cristã e se tornaram documentos preciosos de todos os tempos, como leme e bússola para a Igreja.
Mas, a sua morte nos ilustra muito bem o que era ser cristão e apóstolo naquela época. Durante uma grande festa onde era adorada a deusa Diana, Timóteo se colocou no centro dos pagãos e, tentando convertê-los, iniciou um severo discurso criticando e repreendendo o culto herege. Como resposta, os pagãos o mataram a pedradas e pauladas.
O apóstolo Paulo, escreveu a segunda carta a Timóteo estando de novo na prisão, a espera de sua morte: “Procure vir para junto de mim”. Muitos, de fato, o haviam abandonado; o fiel Tito estava na Dalmácia; o frio o fazia sofrer e ele recomenda a Timóteo; “Traga-me o manto que deixei em Troadi”.

TITO
Tito veio do mundo pagão e Timóteo veio do mundo judeu. Trabalharam com o apóstolo Paulo, que os liderou sem lhes tirar o brilho. E deu à eles “a gloria de uma perene lembrança”, como disse Eusébio de Cesarea no primeiro milênio, e será ainda assim nos outros que se seguirão: toda a Igreja os veneram juntos. Mas suas trajetórias foram tão distintas, que são relatadas em páginas individuais.
As únicas informações concretas nos são dadas pelas cartas do apóstolo Paulo. Tito era grego e pagão. Ainda jovem se converteu ao cristianismo e se tornou companheiro e inestimável colaborador do apóstolo. Quando Paulo disse a Tito: “Isto deves ensinar, recomendar e reprovar com toda autoridade”, fez surgir um outro grande evangelizador, que permaneceu trabalhando ao seu lado.
Encarregado pelo apóstolo para executar importantes missões, foi uma vez a Jerusalém para entregar a importância duma coleta em favor dos cristãos pobres. “Meu companheiro e colaborador” como escreveu o apóstolo na segunda carta aos Corintos. Companheiro dos momentos importantes, como a famosa reunião do concílio de Jerusalém, que tratou da necessidade de renovação e diversificação dos ritos devido a evangelização no mundo pagão. Tito, porém, foi também um mediador persuasivo, e entusiasmou Paulo resolvendo uma grave crise entre ele e os Corintos.
Entre os anos 64 e 65, tendo sido libertado da prisão romana o apóstolo Paulo foi com ele para a ilha de Creta, onde fundou uma comunidade cristã, que confiou à Tito. Mais tarde, visitou a Paulo em Nicópolis. Voltou novamente à Ilha de Creta, onde recebeu uma carta do próprio mestre, Paulo, que figura entre os livros sagrados. Depois, retornou à Roma para se avistar com o apóstolo que o mandou provavelmente evangelizar a Dalmácia, onde seu culto ainda hoje é intenso.
Segundo a tradição mais antiga, Tito permaneceu como bispo de Creta até sua morte, que ocorreu em idade avançada, por causa natural e não por martírio. Ele teria conservado a virgindade até a morte. São Paulo o chama repetidamente “meu companheiro e colaborador”, e na segunda carta aos Corintos, num momento de especial amargura, diz: “Deus me consolou com a chegada de Tito”.
As três cartas escritas pelo apóstolo Paulo a estes dois discípulos têm alto valor, pelo conteúdo exclusivamente pastoral, de tal modo que podem ser consideradas como primeiro guia pastoral dos bispos de todos os tempos.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTOS TIMÓTEO E TITO — BISPOS E DISCÍPULOS DE PAULO
(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Timóteo e Tito (Palestina, séc. 1º), grandes colaboradores na missão junto com são Paulo, foram, provavelmente, convertidos pelo apóstolo em sua primeira viagem missionária. Ambos são modelo de cristãos comprometidos com a evangelização.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Velarei sobre as minhas ovelhas, diz o Senhor; chamarei um pastor que as conduza e serei o seu Deus (Ez 34, 11.23s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que ornastes são Timóteo e são Tito com as virtudes dos apóstolos, concedei-nos, pela intercessão de ambos, viver neste mundo com piedade e justiça, para chegar ao céu, nossa pátria. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Os laços de solidariedade e de fé no interior da família ajudam a formar evangelizadores conscientes e comprometidos, cheios de fortaleza, amor e sobriedade.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
O Espírito do Senhor repousa sobre mim e enviou-me a anunciar aos pobres o Evangelho (Lc 4, 18).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Olhai com bondade, ó Deus, o sacrifício que vamos oferecer em vosso altar na festa de são Timóteo e são Tito, para que, alcançando-nos o perdão, glorifique o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Não fostes vós que me escolhestes, diz o Senhor. Fui eu que vos escolhi e vos enviei para produzirdes frutos e o vosso fruto permaneça (Jo 15,16).

Oração depois da Comunhão
Alimentados pela eucaristia, nós vos pedimos, ó Deus, que, seguindo o exemplo de são Timóteo e são Tito, procuremos proclamar a fé que abraçaram e praticar a doutrina que ensinaram. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

 

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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