Liturgia Diária 27/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
27/Jan/2015 (terça-feira)

Eis minha mãe e meus irmãos!

LEITURA: Hebreus (Hb) 10, 1-10: O sacerdócio de Cristo (final) – Ineficácia dos sacrifícios antigos
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 1 a Lei possui apenas o esboço dos bens futuros e não o modelo real das coisas. Também, com os seus sacrifícios sempre iguais e sem desistência repetidos cada ano, ela é totalmente incapaz de levar à perfeição aqueles que se aproximam para oferecê-los. 2 Se não fosse assim, não se teria deixado de oferecê-los, se os que prestam culto, uma vez purificados, já não tivessem nenhuma consciência dos pecados? 3 Mas, ao contrário, é por meio desses sacrifícios que, anualmente, se renova a memória dos pecados, 4 pois é impossível eliminar os pecados com o sangue de touros e bodes. 5 Por isso, ao entrar no mundo, Cristo afirma: “Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. 6 Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. 7 Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”. 8 Depois de dizer: “Tu não quiseste nem te agradaram vítimas, oferendas, holocaustos, sacrifícios pelo pecado” – coisas oferecidas segundo a Lei –, 9 ele acrescenta: “Eu vim para fazer a tua vontade”. Com isso, suprime o primeiro sacrifício, para estabelecer o segundo. 10 É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 40 (39), 2.4ab. 7-8a. 10. 11: Ação de graças. Pedido de socorro.
— Eis que venho fazer, com prazer, a vossa vontade, Senhor!
2 Esperando, esperei no Senhor, e inclinando-se, ouviu o meu clamor. 4a Canto novo ele pôs em meus lábios, um 4b poema em louvor ao Senhor.
7 Sacrifício e oblação não quisestes, mas abristes, Senhor, meus ouvidos; não pedistes ofertas nem vítimas, holocaustos por nossos pecados. 8a E então eu vos disse: “Eis que venho!”
10 Boas novas de vossa justiça anunciei numa grande assembleia; vós sabeis não fechei os meus lábios.
11 Proclamei toda a vossa justiça, sem retê-la no meu coração; vosso auxílio e lealdade narrei. Não calei vossa graça e verdade na presença da grande assembleia.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 3, 31-35: Os verdadeiros parentes de Jesus
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 31 chegaram a mãe de Jesus e seus irmãos. Eles ficaram do lado de fora e mandaram chamá-lo. 32 Havia uma multidão sentada ao redor dele. Então lhe disseram: “Tua mãe e teus irmãos estão lá fora à tua procura”. 33 Ele respondeu: “Quem é minha mãe, e quem são meus irmãos?” 34 E olhando para os que estavam sentados ao seu redor, disse: “Aqui estão minha mãe e meus irmãos. 35 Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura, agradecendo por este momento de encontro com Deus e com os irmãos internautas:
Agradeço-te, meu Deus, porque me chamaste, tirando-me das minhas ocupações do dia-a-dia, muitas vezes difíceis e pesadas, para aqui me encontrar contigo.
Dispõe o meu coração na paz e na humildade para poder ser por ti encontrado(a) e ouvir a tua Palavra.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Os bispos, na Conferência de Aparecida, falaram de forma magnífica sobre a presença de Maria na família de Deus, como discípula e mestra. Vejamos um destes textos do Documento de Aparecida: “A máxima realização da existência cristã como um viver trinitário de “filhos no Filho” nos é dada na Virgem Maria que, através de sua fé (cf. Lc 1, 45) e obediência à vontade de Deus (cf. Lc 1, 38), assim como por sua constante meditação da Palavra e das ações de Jesus (cf. Lc 2, 19.51), é a discípula mais perfeita do Senhor. Interlocutora do Pai em seu projeto de enviar seu verbo ao mundo para a salvação humana, com sua fé, Maria chega a ser o primeiro membro da comunidade dos crentes em Cristo, e também se faz colaboradora no renascimento espiritual dos discípulos. Sua figura de mulher livre e forte, emerge do Evangelho conscientemente orientada para o verdadeiro seguimento de Cristo. Ela viveu completamente toda a peregrinação da fé como mãe de Cristo e depois dos discípulos, sem que fosse livrada da incompreensão e da busca constante do projeto do Pai. Alcançou, dessa forma, o fato de estar ao pé da cruz em uma comunhão profunda, para entrar plenamente no mistério da Aliança.” (DAp 266).
– Sou, assim como Maria, da família de Jesus?
– Ou seja, digo “sim” à vontade de Deus, mesmo que seja contrária aos meus projetos?
– Busco descobrir e concretizar, a cada dia, qual é a vontade de Deus para mim, para minha família, para o mundo de hoje?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 3, 31-35, e observo pessoas, relações e as palavras de Jesus.
Este texto que medito hoje, traz a pessoa de Maria, Mãe de Jesus. Ela e seus parentes queriam falar com ele. E ele diz que são de sua família os que fazem a vontade do Pai. Numa primeira leitura pode parecer que Jesus é deselegante com sua mãe, mas, em melhor compreensão, pode-se perceber que aconteceu o contrário. Ao dizer que são de sua família os que fazem a vontade do Pai, ele incluiu sua Mãe, e, em primeiro lugar. Ela foi a primeira, no anúncio do anjo, que disse “sim” ao projeto e à vontade do Pai.
– Procuramos sempre ouvir o que Deus tem a nos dizer?
– Vemos a presença e ação de Deus nos acontecimentos da vida?
– Procuro fazer a vontade de Deus procurando assim ser membro de sua família?
– Coloco Deus presente em tudo na minha vida?
– Age como membro da família de Deus em casa, na sociedade, em todos os ambientes?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
“A oração mais perfeita é aquela em que houver mais amor. Neste segundo sentido mais amplo, pode-se definir a oração como a postura da alma que se põe aos pés de Deus para em silêncio olhar para ele ou o fitar enquanto fala com ele”, disse um grande santo.
Assim, rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com a canção do padre Zezinho:

Primeira cristã
( http://letras.mus.br/padre-zezinho/1288092/ )

Primeira cristã, / Maria da luz. / Sabias, ó Mãe, / amar teu Jesus.
Primeira cristã, / Maria do amor. / Soubeste seguir / teu Filho e Senhor.

Nossa Senhora das milhões de luzes / Que meu povo acende pra te louvar.
Iluminada, iluminadora / Inspiradora de quem quer amar.
E andar com Jesus (4x)

Primeira cristã, / Maria do lar. / Ensinas, ó Mãe, / teu jeito de amar.
Primeira cristã, / Maria da paz. / Ensinas, ó Mãe, / como é que Deus faz.

Primeira cristã, / sempre a meditar, / vivias em Deus, / sabias orar.
Primeira cristã, / fiel a Jesus, / por todo o lugar, / na luz e na cruz.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Hoje, com Maria, irei ao encontro de Jesus, na certeza de que sou da sua família, porque faço a vontade de Deus.

REFLEXÕES

(6) – A OBEDIÊNCIA À VONTADE DE DEUS
O texto do evangelho de hoje apresenta uma das características fundamentais da comunidade dos discípulos, a saber, a obediência à vontade de Deus. Já em 3, 20-21, o evangelista menciona os parentes de Jesus, o juízo e a intenção deles em relação a Jesus: eles julgavam que Jesus estivesse ficando louco por trabalhar sem parar, a ponto de não ter tempo sequer para comer; para eles o comportamento de Jesus estava fora do padrão que eles pensavam ser normal. Por tudo isso, tinham a intenção de levá-lo de volta para casa. Aos irmãos e irmãs do Senhor, o evangelho acrescenta a mãe de Jesus. Toda a família vai ao encontro de Jesus, não para ouvi-lo, mas, considerando o texto supramencionado, para retê-lo e levá-lo de volta para casa. Jesus, no entanto, não se deixa surpreender.
Efetivamente, para os que estão do “lado de fora”, parece loucura tudo o que Jesus faz e ensina; mas, para os que estão próximos a ele, tudo faz sentido. Para quem está no “círculo” de Jesus, escutando-o, é dado experimentar a presença misericordiosa de Deus, e se abre para ele um verdadeiro caminho de acesso a Deus. Para Jesus, é ocasião de ensinar e instruir: o que caracteriza o povo de Deus, a “família” que o Cristo reúne, é o desejo e a busca de fazer a vontade de Deus (cf. Mt 7, 21ss).
ORAÇÃO:
Ó Deus, que em cada momento do meu dia, eu compreenda o teu projeto de amor e possa caminhar segundo a tua vontade.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – APRENDAMOS COM MARIA A SERMOS DISCÍPULOS DE JESUS
“Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Marcos 3, 35).
Ao redor de Jesus se comprime uma multidão, sentada ao redor d’Ele para escutá-Lo e se alimentar de Suas palavras e de Seus ensinamentos. Aquela multidão tem sede e fome de escutar o Senhor, de se alimentar de Suas palavras. Mas, por outro lado, alguns dizem que lá fora estava a Mãe e os irmãos d’Ele O chamando. E Jesus estabelece a prioridade das relações humanas com Ele, a qual também deve regular a nossa vida:
“Quem é minha mãe, quem são meus irmãos?”
São aqueles que, antes de tudo, ouvem a Sua Palavra e fazem a vontade de Deus!
Deixe-me dizer uma coisa a você: não é surpresa a nenhum de nós que muitos dos parentes de Jesus não O ouviam, não O compreendiam e achavam que Ele estava louco, desvairado, um pouco fora de si e, muitas vezes, tentaram arrancá-Lo [de Sua missão]. Alguns podem achar que até a Mãe de Jesus fazia isso, mas não é verdade; Maria foi a primeira discípula do seu Filho, foi ela quem mais O escutou ainda no seu ventre, quando Ele era apenas um bebê, um feto dentro dela, ela escutava o coração d’Ele bater, escutava os primeiros impulsos humanos d’Ele. Foi ela a primeira a escutar Sua voz.
E se Jesus aprendeu a falar, foi com a Mãe d’Ele; do mesmo modo se Ele aprendeu a andar foi com ela. Foi ela quem O lavou e quem cuidou d’Ele, ela foi, com o tempo, compreendendo e entendendo que esse Menino tinha uma missão divina.
Nós só não podemos entender que a missão de Maria seja apenas uma missão biológica, assim como a missão de qualquer mãe não é apenas biológica. A missão de uma mãe não é apenas gerar um filho e o entregar para o mundo. A missão de toda mãe é gerar, educar, cuidar e acompanhar o filho e ser mãe dele até a eternidade! Com a Mãe de Jesus não foi diferente; ela criou, educou, formou e depois se tornou discípula do seu Filho.
Nós, hoje, queremos olhar para Maria e aprender o segredo dela para também seguirmos Jesus. Nossa Senhora carregou Jesus nos seus braços por toda a vida, desde o nascimento d’Ele na gruta de Belém até quando o corpo d’Ele desceu do calvário, desceu da cruz, morto, estava nos braços dela. Ela escutou as palavras do Filho e escutou o silêncio d’Ele; escutou Seus primeiros gemidos e escutou os gemidos finais. Por isso Maria é a discípula por excelência do Senhor, e precisamos nos tornar também discípulos d’Ele!
Não basta ser somente batizado, crismado e ir à Santa Missa todos os domingos. Ótimo, estes são os passos primeiros e necessários, mas se não dermos o passo posterior, que é escutá-Lo a cada dia, nós não conseguiremos ser Seus discípulos.
Quanta gente de Igreja há que até fala de Jesus, O anuncia, prega em Seu nome, mas não O escuta nem tem tempo para estar aos Seus pés, não tem tempo para meditar Sua Palavra e para escutá-la. Por isso essas pessoas se tornam discípulas ineficazes naquilo que fazem. A primeira característica do discípulo de Jesus é escutá-Lo e fazer a vontade do Pai!
Que Maria, a discípula por excelência do Senhor, que fez tão bem esse discipulado, nos ensine a sermos discípulos do seu Filho!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – PROCURA INÚTIL?
A procura de Jesus, por parte de sua mãe e irmãos, à primeira vista parece ter sido inconveniente e inútil. Inconveniente, por ter acontecido numa hora em que o Mestre estava rodeado por muita gente. Afastar-se, naquele momento, significava interromper o ensinamento dirigido ao povo. Inútil, por que, para ele, os laços de sangue tinham pouca importância. Logo, não havia motivo para dar-lhes um tratamento especial.
Entretanto, as coisas não foram bem assim. A chegada da mãe e dos irmãos de Jesus serviu-lhe de motivo para dar um ensinamento de extrema importância: o relacionamento entre os discípulos do Reino teria como ponto de referência a prática da vontade do Pai. Esta seria a maneira pela qual deveria articular-se o novo povo de Deus, para além de parentescos sanguíneos ou da pertença a este ou aquele povo. Doravante, a submissão à vontade do Pai, explicitada nas palavras do Filho, seria a forma de vincular-se ao Reino.
É incorreto interpretar as palavras de Jesus como uma forma de desprezo aos seus familiares. Se assim fosse, estaria indo na contramão da mais elementar piedade bíblica, a qual incluía o respeito aos genitores como algo quase sagrado, e da cultura judaica, fortemente alicerçada nas relações familiares.
Portanto, a procura de sua mãe e de seus irmãos foi de grande utilidade para Jesus, pois motivou-o a ensinar que os laços sanguíneos devem estar submetidos a algo muito mais radical e abrangente: a fidelidade a Deus.
Oração:
Pai, ensina-me a pautar minha vida pela fidelidade à tua vontade, para que eu faça parte de tua família, fundada pela ação de Jesus.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe” (Mc 3, 35).
Um dia em que Jesus estava tranquilamente ensinando um grande número de pessoas, vão procurá-Lo sua mãe e alguns parentes. Em relação a sua mãe, Jesus não esperava dificuldades. Ela entendia quem Ele era, qual missão tinha, desde quando Ele nascera.
Mas em relação a seus parentes?
Os de Nazaré tinham achado que Ele perdera o juízo.
Aconteceria isto novamente nesta ocasião?
Sem dúvida não, pois sua mãe não Lhe levaria parentes problemáticos.
A lição que hoje Jesus nos dá é a do cumprimento perfeito da vontade de Deus. Quanto mais as pessoas estão próximas do centro de suas vidas, que é Deus, mais próximas estão umas das outras, isto porque o desejo comum a todas é o próprio Deus.
Esta é a lição mais fácil de entender, vendo, desta vez, em Maria, o modelo do cumprimento da vontade do Pai.
Mas consideremos o próprio Jesus.
Àquelas pessoas que ensinava não devia Ele dizer que seriam seus irmãos os que como Ele cumpriam a vontade de Deus?
Ele seria perfeitamente honesto se dissesse isto. Mas dá esta honra a sua mãe ali presente, e guarda para si a humildade.
Como foi que Jesus cumpriu perfeitamente a vontade do Pai?
Temos que ir à Primeira Leitura de hoje para entender isto.
A Epístola aos Hebreus diz:
ao entrar no mundo, Cristo afirma: “Tu não quiseste vítima nem oferenda, mas formaste-me um corpo. 6. Não foram do teu agrado holocaustos nem sacrifícios pelo pecado. 7. Por isso eu disse: Eis que eu venho. No livro está escrito a meu respeito: Eu vim, ó Deus, para fazer a tua vontade”(Hb 10, 5-7).
A Epístola aos Hebreus mostra a seus leitores e a nós, que o perfeito cumprimento da vontade de Deus por Jesus foi o sacrifício de seu corpo, sua pessoa em natureza humana, com sua morte na Cruz:
“É graças a esta vontade que somos santificados pela oferenda do corpo de Jesus Cristo, realizada uma vez por todas” (Hb 10, 10).
Não nos esqueçamos: em toda sua vida Jesus cumpriu a vontade de Deus.
Mas o cumprimento mais perfeito e definitivo foi na aceitação de sua morte.
Para imitarmos Jesus estamos dispostos a dar a nossa vida se Deus assim o desejar?
Claro que sozinhos nada podemos. Mas com Deus tudo é possível.
Padre Valdir Marques

(10) – ESSE É QUE É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE
Peço-vos que repareis no que diz o Senhor ao estender a mão para os seus discípulos: «Aí estão minha mãe e meus irmãos. Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»
Porventura não fez vontade do Pai a Virgem Maria, que acreditou pela fé e concebeu pela fé, que foi escolhida para que dela nascesse a salvação entre os homens e que foi criada por Cristo antes de Cristo ter sido criado nela?
Maria cumpriu, e cumpriu perfeitamente, a vontade do Pai; e por isso Maria tem mais mérito por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido Mãe de Cristo; mais ditosa é Maria por ter sido discípula de Cristo do que por ter sido Mãe de Cristo. Portanto, Maria era bem-aventurada porque, antes de dar à luz o Mestre, O trouxe no seio. […]
Maria é santa, Maria é bem-aventurada. Mas é mais importante a Igreja do que a Virgem Maria.
Porquê?
Porque Maria é uma parte da Igreja, membro santo, membro excelente, membro supereminente, mas apesar disso membro do corpo total. […]
Reparai portanto em vós mesmos, irmãos caríssimos. Também vós sois membros de Cristo, também vós sois corpo de Cristo. Vede como o sois quando Ele diz: «Aí estão minha mãe e meus irmãos.»
Como sereis mãe de Cristo?
«Aquele que fizer a vontade de Deus, esse é que é meu irmão, minha irmã e minha mãe.»
Santo Agostinho (354-430)

(11.1) – QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?
Com o seu exemplo, Maria nos ensina a sermos inteiros no amor, a não reter Jesus só para nós, a colocarmos o projeto de Deus como prioridade em nossa vida!
Maria sempre compreendeu que mesmo tendo nascido de suas entranhas, Jesus não lhe pertencia, Ele pertencia a todos que o Pai lhe confiara! Mesmo sendo a escolhida para gerar o filho de Deus, ela sempre se postou humilde diante de Jesus, nunca reivindicou privilégios por tê-Lo gerado, pelo contrário, se colocou como discípula Dele, sua aprendiz!
Se pautarmos a nossa vida no exemplo de Maria, que abriu mão de todos os seus projetos pessoais para viver o projeto de Deus, não teremos dificuldades em fazer da nossa vida uma oferta de amor e de gratuidade!
A nossa procura por Jesus, deve ser sempre na condição de discípulo, daquele que quer aprender com o Mestre!
Sabemos que Jesus era humano e Divino, mas que em toda situação que exigia Dele uma tomada de posição, era sempre o seu lado Divino que prevalecia. Podemos observar isto claramente no evangelho de hoje; ao ser informado que a sua mãe e seus irmãos, ou seja, os seus parentes, queriam lhe falar, Ele não afastou da multidão para atendê-los, não interrompeu a sua missão junto àqueles que o Pai lhe confiara, para atender a sua família, demonstrando assim, uma atenção igualitária para com a família de sangue e o povo de Deus!
Para muitos, a atitude de Jesus, descrita neste evangelho, pode parecer um desprezo Dele para com a sua mãe, o que não é verdade, pois o que Jesus demonstrou com tal atitude, foi um amor grandioso por ela, ao acolher o povo de Deus como membros de sua família! Gesto que certamente alegrou Maria, pois assim como Ele, ela só queria realizar a vontade do Pai!
Maria compreendia todas as atitudes do Filho, ela, mais do que ninguém, sabia que Jesus havia vindo ao mundo para realizar a vontade do Pai!
“Todo aquele que faz a vontade do meu Pai que está nos céus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe”!
Com estas palavras, Jesus não desconsiderou sua Mãe, pelo contrário, a elevou, pois ninguém mais do que Maria, fazia a vontade do Pai! Ela se colocou como serva de Deus, desde o anúncio de que ela seria a mãe de Jesus! “Eis aqui a serva do Senhor, faça em mim, segundo a Sua vontade”!
Sempre que deparamos com este evangelho, ficamos centrados na referência que Jesus faz de quem é a sua família, com isso não meditamos a mensagem principal do evangelho, que é um convite a fazermos à vontade do Pai!
Para não termos nenhuma dúvida sobre a consideração que Jesus tinha para com sua Mãe, basta lembrarmos do seu cuidado com Ela, no momento derradeiro à sua morte, quando na cruz, Ele a entrega aos cuidados do apóstolo João.
Fazer a vontade do Pai é o único requisito que Jesus nos apresenta para fazermos parte da Sua família!
Quem for batizado e fazer a vontade do Pai, fará parte da família de Jesus!
(Achar que Jesus desconsiderou a sua mãe, é contradizer o que Ele pregava) Mt 15, 4 – Mt 19, 19…
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – FAZER A VONTADE DE DEUS
Outro dia alguém desabafou perto de mim:
“Tem muita coisa boa nesta vida, que a gente quer fazer, mais contraria a Vontade de Deus, parece que os maus, aqueles que não estão comprometidos com o Reino e nem frequentam Igreja nenhuma, são mais felizes pois fazem o que querem nesta vida”.
Quando se fala na Vontade de Deus, dá-se a impressão de que Ele é um tremendo estraga-prazeres, que vai contra tudo o que é bom de fazer, e a vida de Fé nesta terra até parece àquela competição de Cabo de Guerra, Deus puxa para um lado, e o Ser Humano para o outro…
Se cristianismo fosse isso, nós cristãos seríamos os mais infelizes de todos os homens. O primeiro homem Adão e a mulher Eva, viviam na plenitude da comunhão com Deus, a finalidade para a qual Deus os criou estava em pleno acordo: eles eram objeto do amor de Deus e viviam em um paraíso, que antes de ser um lugar geográfico, é um estado de espírito do homem em sintonia com Deus Criador. Não tinham e nem preconizavam ter nenhuma ambição, tudo o que um Ser humano deseja ser nesta vida, realizando-se na plenitude do amor, nossos primeiros pais já tinham, até que… conheceram a possibilidade do mal e fizeram opção por ele…
No evangelho de hoje estamos diante do novo Povo que vai surgindo com Jesus, este retorno à vida de comunhão com Deus vai custar a Vida do Verbo Encarnado, mas o homem, que havia se perdido em si mesmo e não mais se achava, porque diante dele só estava o Mal, agora terá a possibilidade de optar pelo Bem, este Bem que está precisamente nas palavras e ensinamentos de Jesus, que por sua vez é a Palavra de Deus.
O retorno da humanidade aquele estado de vida inicial, passa por Jesus, aliás, só Ele é o caminho que conduz ao Pai, e nem um outro. Até aí tudo bem, mas sendo o homem um ser social, essa experiência de amor e de comunhão com Deus manifestado em Jesus, só se torna possível na relação com o outro, e aí a comunidade é o lugar por excelência, que nos conduz a esse paraíso, que não está lá atrás, perdido no passado, mas está à nossa frente, motivando-nos a caminhar sempre mais, alimentados pela Esperança que um dia transbordou do coração de Deus Filho naquela cruz, e inundou toda a nossa vida, permitindo-nos sonhar, desejar e alcançar essa plenitude feliz, que é eterna…
Diácono José da Cruz

(11.3) – QUEM FAZ A VONTADE DE DEUS, ESSE É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE
Neste Evangelho, Jesus, aproveitando o aviso de que sua mãe e familiares queriam falar com ele, anuncia-nos a prioridade que deve ter o Reino de Deus, inclusive sobre os vínculos familiares. Não há, aí, nenhum menosprezo por sua mãe, Maria, nem desinteressa pela sua família. O uso linguístico hebreu e aramaico aplicava o termo “irmãos” aos primos e parentes próximos.
Vemos aí um eco daquelas outras palavras de Cristo: “Se alguém vem a mim, mas não me prefere a seu pai e sua mãe, sua mulher e seus filhos, seus irmãos e suas irmãs, e até à sua própria vida, não pode ser meu discípulo” (Lc 14, 26).
Jesus, ao proclamar familiar seu, todo aquele que cumpre a vontade de Deus, muito longe de rejeitar a sua própria mãe Maria, está exaltando-a; porque ela foi a primeira que cumpriu a vontade de Deus na sua vida, com o seu “faça-se” inicial e definitivo. Cristo, ao abrir o círculo do parentesco com ele, fundado nos valores do Reino que são superiores aos laços da carne e do sangue, está afirmando a união perfeita que existe entre ele e sua mãe, por dois motivos: os vínculos de sangue e a convergência sem discrepância no espírito do Reino.
A Família de Deus, que tem o seu fundamento na obediência a Deus, tem prioridade sobre os laços de sangue. Jesus demonstrou isso também quando seus pais o encontraram no Templo, depois de o procurarem durante três dias: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que eu devo estar naquilo que é de meu pai?” (Lc 2, 49).
Em outras palavras, Jesus lhes falou que a sua condição filial a Deus Pai e a sua obediência a ele deve prevalecer sobre a autoridade e os laços familiares. “Eis que venho, ó Pai, para fazer a vossa vontade” (Hb 10, 7).
O desapego de Jesus em relação à sua família natural é “teológico”, mais que afetivo.
O Evangelho relativiza a instituição familiar no tocante à resposta da pessoa a Deus. O homem e a mulher, a criança e o jovem, abrem-se mediante a fé a outras relações que superam as meramente familiares, do mesmo modo que, na sua evolução social, os adolescentes e jovens se abrem a outras influências extrafamiliares: cultura, estudos, ideias, amizades…
Isso não contradiz a vocação familiar de educadora da fé. Que “a família cristã proclame em voz bem alta os valores do Reino”, como escola de fé que é para a vida (Concilio Vaticano II, LC 35).
Pe. Orlando de Morais foi o primeiro redentorista brasileiro da Província de S. Paulo. Ele era goiano, nascido na cidade de Bonfim – GO. Trabalhava no Santuário Nacional de N. Sra. Aparecida. Um santo homem de Deus. Nunca teve boa saúde. Foi nomeado bispo, mas recusou por motivo de saúde.
Sua doença se agravou. Dia 07/12/1924, pressentindo que a morte já estava próxima, arrastou-se até o quarto do Superior, Pe. Francisco Wand, e pediu-lhe a bênção para morrer. Pe. Francisco lhe disse: “Nem hoje nem amanhã, que é dia de festa e de muito trabalho. Espere um pouco”. Nove dias depois, dia 16/12/1924, ele voltou ao quarto do Superior, pedindo novamente a licença “para viajar”. Pe. Francisco respondeu: “Agora sim”. Pe. Orlando voltou a seu quarto e entrou em agonia, vindo a falecer horas depois.
Poucos dias antes da sua morte, Pe. Francisco, que bem conhecia a virtude do seu súdito, pediu-lhe que, chegando ao Céu, lhe mandasse um conto de Réis, para pagamento de uma conta urgente da Basílica. Após o enterro, uma senhora desconhecida apresentou-se no convento, entregando ao Superior uma rosa feita com cinco notas de duzentos mil Réis cada.
Felizes os pais do Pe. Orlando, em Bonfim – GO, que lhe transmitiram a fé e a santidade!
Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.
Padre Antônio Queiroz

(11.4) – QUEM FAZ A VONTADE DE DEUS, ESSE É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE
A NOVA FAMÍLIA
É bom possível que, no início do cristianismo, os parentes de Jesus tivessem querido exigir um lugar de destaque no contexto da comunidade. Eles podiam sempre apresentar como argumento o fato de terem com o Messias Jesus uma relação especial de parentesco de sangue, donde sua situação privilegiada em relação aos demais discípulos.
A comunidade, então, foi buscar, em sua própria experiência, um fato que tornava injustificada esta exigência. Quando, certa vez, foi procurado por sua mãe e alguns outros membros de sua família que desejavam vê-lo, Jesus deixou bem claro que fazia parte de sua família quem se predispusesse a fazer a vontade de Deus. Sim, a submissão à vontade de Deus é que estabeleceria laços profundos, como os de parentesco, entre Jesus e seus discípulos. Outros possíveis critérios careciam de sentido, talvez por se fundarem num mero sentimentalismo.
As palavras de Jesus não foram desrespeitosas para com sua mãe. Maria foi modelar na submissão à vontade de Deus. Sua figura apagar-se-ia se não fosse pensada a partir de seu enraizamento em Deus. Portanto, também pelo novo critério apresentado por Jesus, ela continuaria a ser sua mãe. E também mãe da nova família, encabeçada por Jesus, cujas relações se definem a partir da vontade do Pai.
Oração:
Senhor Jesus, concede-me a graça de submeter toda a minha vida à vontade do Pai, para que eu possa participar da nova família que inauguraste.
Igreja Matriz de Dracena

(11.5) – QUEM É MINHA MÃE E QUEM SÃO MEUS IRMÃOS?
Jesus está também na mira de seus familiares que provavelmente contemplam maravilhados tudo o que ele realiza. Nesta passagem Jesus coloca em evidência sua relação com sua família e com todos os seus seguidores. Seus familiares haviam manifestado já sobre ele seu parecer, porém ainda não haviam recebido de seus lábios uma resposta. Recebem-na agora, ante a visita, talvez com propósito diferente, de sua mãe e dos seus familiares mais chegados. As palavras de Jesus não manifestam frieza de sentimentos ou desprezo dos vínculos familiares, tão estreitos na Palestina. Revelam antes as exigências que leva consiga o chamado, através do qual se vai constituindo a nova e verdadeira família de Jesus. Trata-se, em consequência, de uma exortação aos que estavam aí sentados e, através deles, à comunidade cristã de todos os tempos. A escuta atenta de sua Palavra e o cumprimento da vontade de Deus serão os traços que caracterizam sempre o autêntico discípulo.
O pedido que Jesus faz é que escutem sua palavra. Isto nos remete às palavras dos profetas que convidavam o povo a escutar a Palavra de Javé com o “shemá Israel”, isto é, “escuta, Israel”. É agora Jesus, o Messias enviado de Deus, que cria, através de sua palavra, o novo povo de Deus. O convite é que escutemos essa voz que nos fala nos acontecimentos da vida diária junto aos familiares, amigos, vizinhos… enfim, em toda nossa vida.

(11.6) – A FAMÍLIA DE JESUS
Marcos, no início de seu evangelho, apresentou a tensão entre “sinagoga”, da qual Jesus se afasta, e “casa”, que passa a ser o local de reunião das novas comunidades em torno de Jesus.
Vemos nos textos de Mc 3,31-35 que Jesus se encontra dentro da casa, seus parentes do lado de fora e a multidão está ao seu redor ouvindo-o. Estão reunidos os discípulos e discípulas em torno de Jesus, como também as multidões, que são pessoas do povo, capazes de deixar tudo e segui-lo: são os aleijados, coxos, pobres, doentes que estão “como ovelhas sem pastor (Mc 6,34)”.
Participar da casa é participar do banquete da vida, da aproximação com o outro como espaço de diálogo e compreensão. Para poder entrar na casa é preciso romper com o sistema de opressão que há em nossa sociedade, na medida em que faço do outro instrumento da minha vontade e o coloco em disputa com os demais. A casa é o lugar apropriado para desenhar a proposta que Jesus deseja anunciar e promover o sistema de relação social.
“…Um profeta só é desprezado em sua pátria, em sua parentela e em sua casa” (Mc 6,4). As pessoas capazes de compreender a missão de Jesus são aquelas que fazem a experiência d’Ele. Os mais próximos se afastam diante da missão de Jesus, enquanto os mais distantes se aproximam d’Ele e de sua missão. Aproximar da missão é encontrar-se dentro da casa e reconhecer em Jesus a presença do Reino de Deus. É preciso compreender os gestos e não ter o coração endurecido. Os que estão fora da casa são os adversários que querem interromper a missão, concordando com uma ideologia que domina as pessoas e que controla o sistema opressor.
No relato de Marcos 3,20-21 encontramos que o “estar na casa” é o principal foco e eixo de partida, enquanto que nos versículos 31-35, o grande eixo é a pergunta: “quem é minha mãe e meus irmãos?” Jesus se sente próximo e familiar a todos que se deixam envolver por seu projeto. O grau de parentesco é como que um título para que se possa fazer parte da nova comunidade, que requer acima de tudo fidelidade. Enquanto anteriormente a preocupação da família era a incompreensão da missão de Jesus, que tinha a família como eixo estrutural, agora Jesus nos diz: “…eis a minha mãe e meus irmãos. Quem fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, irmã e mãe” (Mc 3,34-35), procurando derrubar a ordem social e provocar ruptura com sua família de sangue. “Chegaram então sua mãe e seus irmãos e, ficando do lado de fora…” (Mc 3,31) enquanto que a multidão se encontra sentada em torno do lado de Jesus “(Mc 3,32).
Jesus se recusa a aceitar quem não aceita sua missão !!!
Perante uma atitude de vida incoerente, na qual o projeto de Deus não é assumido e a discriminação se torna mais forte, Jesus faz um questionamento: “quem é minha mãe e meus irmãos?” (Mc 3,33). Se eles não conseguem aceitar a missão de Jesus, Este também não o reconhece como parente. É preciso ser obediente a Deus, porque no centro está o ser humano e suas necessidades. Estar sentado à sua volta é estar atento aos seus ensinamentos “Enquanto caminhavam, Jesus entrou num povoado, e certa mulher, de nome Marta, o recebeu em sua casa. Sua irmã, chamada Maria, sentou-se aos pés do Senhor, e ficou escutando a sua palavra. Marta estava ocupada com muitos afazeres. Aproximou-se e falou: «Senhor, não te importas que minha irmã me deixe sozinha com todo o serviço? Manda que ela venha ajudar-me!» O Senhor, porém, respondeu: «Marta, Marta! Você se preocupa e anda agitada com muitas coisas; porém, uma só coisa é necessária, Maria escolheu a melhor parte, e esta não lhe será tirada.»” (Lc 10,38-42). É a unidade em Jesus que se deve fazer evidente numa opção de vida, numa instauração de uma família, como também na vida; viver a vida com adesão ao projeto de Deus e na construção de um mundo novo, no qual a esperança nos mova para frente para podermos chegar “…a uma terra fértil e espaçosa, terra onde corre leite e mel”.
O evangelista Marcos nos deixa claro aqui que o importante é entrar na casa e conversar, dialogar e participar da vida com o(a) outro(a). Assim, a comunidade do discipulado será a nova família que queremos formar.
Portanto, as palavras de Jesus questionando quem é sua mãe e quem são seus irmãos têm o sentido de revelar que o dom de Deus, nele presente, não se restringe a laços consanguíneos privilegiados. Jesus substitui estes laços estabelecidos na tradição pelos laços do amor verdadeiro e sem fronteiras, que vão muito além dos limites de família ou raça. A verdadeira família é aquela constituída por pessoas que, fazendo a vontade de Deus, tornam-se discípulas de Jesus. A família consanguínea, pelo amadurecimento do amor, abre-se e solidariza-se com os mais excluídos e empobrecidos.
Canção Nova

(12) – REFLEXÃO
Somos convidados pelo evangelho de hoje a descobrir a verdadeira família à qual nós pertencemos: a família dos filhos e filhas de Deus, que procura conhecer e pôr em prática a vontade do Pai e participar do seu projeto de construção do mundo novo, da civilização do amor, sinal do Reino definitivo. Participar dessa verdadeira família não significa negar a nossa família terrena, nem os nossos relacionamentos sociais e afetivos, mas subordinar essas duas realidades à realidade maior, que é a família dos filhos e filhas de Deus, fazendo, assim, com que haja uma verdadeira hierarquia de valores na nossa vida, que subordina o temporal ao eterno.

(16) – EIS MINHA MÃE E MEUS IRMÃOS! QUEM FAZ A VONTADE DE DEUS, ESSE É MEU IRMÃO, MINHA IRMÃ E MINHA MÃE
Hoje contemplamos Jesus —numa cena muito especial e, também, comprometedora— ao seu redor havia uma multidão de pessoas do povoado. Os familiares mais próximos de Jesus chegaram desde Nazaré a Cafarnaum. Mas, quando viram tanta quantidade de gente, permaneceram do lado de fora e mandaram chamá-lo. Disseram-lhe: «Tua mãe e teus irmãos e irmãs estão lá fora e te procuram» (Mc 3,32).
Na resposta de Jesus, como veremos, não há nenhum motivo para rechaçar os seus familiares. Jesus tinha se afastado deles para seguir o chamado divino e mostra agora que também internamente renunciou a eles: não por frialdade de sentimentos ou por menosprezo dos vínculos familiares, senão porque pertence completamente a Deus Pai. Jesus Cristo fez Ele mesmo, pessoalmente, aquilo que justamente pede aos seus discípulos.
Em vez da sua família da terra, Jesus escolheu uma família espiritual. Passando um olhar sobre os que estavam sentados ao seu redor, disse-lhes: «Eis minha mãe e meus irmãos. Quem faz a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe». (Mc 3, 34-35). São Marcos, em outros lugares do seu Evangelho, refere outro dos olhares de Jesus ao seu redor.
Será que Jesus quer nos dizer que só são seus parentes os que escutam com atenção sua palavra? Não! Não são seus parentes aqueles que escutam sua palavra, senão aqueles que escutam e cumprem a vontade de Deus: esses são seu irmão, sua irmã, sua mãe.
Jesus faz uma exortação a aqueles que estão ali sentados —e a todos— a entrar em comunhão com Ele através do cumprimento da vontade divina. Mas, vemos, também, nas suas palavras uma louvação a sua mãe, Maria, a sempre bem-aventurada por ter acreditado.
Rev. D. Josep GASSÓ i Lécera

COMEMORA-SE NO DIA 27/Jan

(5) – SANTA ÂNGELA DE MÉRICI
Ângela Mérici nasceu em 1470 no norte da Itália. Os pais eram camponeses pobres e muito religiosos. E desde pequena, ela teve seu coração inclinado pela vida religiosa.
Na infância ficou órfã de pai e de mãe e foi viver na casa de um tio, que a havia adotado, mas que também veio a falecer. Depois de passar dias e dias chorando, com apenas treze anos, pediu para ingressar num convento, entrando para a Ordem Terceira de São Francisco de Assis.
Os seus sofrimentos, sua entrega à Deus e a vida meditativa de penitência lhe trouxeram, através do Espírito Santo, o dom do conselho. Inspirada pela Virgem Maria, fundou a Comunidade das irmãs Ursulinas, em homenagem a santa Úrsula, a mártir do século IV, que dirigia o grupo das moças virgens, que morreram por defender sua religião e sua castidade.
As “Ursulinas” tinham como finalidade a formação das futuras mães, segundo os dogmas cristãos. Ângela teve uma concepção bastante revolucionária para sua época, quando se dizia que uma sólida educação cristã para as moças só seria possível dentro das grades de uma clausura.
A fundadora morreu aos setenta e cinco anos, em 27 de janeiro de 1540 e foi canonizada, em 1807.
REFLEXÃO:
Um dia perguntaram a Ângela como deveríamos viver nossa vida. Ela sabiamente respondeu: “Vive hoje como se fosse já o dia de prestar contas a Deus!” Sigamos o conselho de Ângela e vivamos hoje da melhor maneira possível.
Padre Evaldo César de Souza

(10) – SANTO HENRIQUE DE OSSÓ E CERVELLO
Enrique nasceu em Vinebre, Espanha, no dia 15 de Outubro de 1840. Aos 14 anos, perdeu sua querida mãe, vítima da cólera. Esta perda prematura, despertou no jovem Enrique o desejo de ser sacerdote: “Serei sempre de Jesus, seu ministro, seu apóstolo, seu missionário de paz e de amor”.
Foi ordenado sacerdote aos 27 anos. Teve uma vida curta, pois morreu antes de completar 56 anos, mas nem por isso foi menos intensa na entrega a Deus e no serviço aos irmãos. Profundamente movido pela experiência de ser criatura amada e acompanhada por Deus e pelo desejo de fazer com que outras pessoas também “Conhecessem e amassem a Jesus” desenvolveu uma série de atividades, atingindo especialmente as crianças e a mulher. Sua vida toda foi a confirmação do desejo de ser ministro, apóstolo e missionário de Jesus. Desde muito jovem aproximou-se de Santa Teresa de Ávila, através da leitura de seus escritos. Cativado pelos ensinamentos e pela vida de Teresa, tornou-se um incansável propagador de sua doutrina, despertando nos seus leitores e seguidores admiração e amor. Quem se aproxima de Enrique, inevitavelmente chega a Teresa. Santo Enrique foi o fundador da Companhia de Santa Teresa de Jesus, Congregação das irmãs teresianas e também do MTA. É importante conhecê-lo para compreender melhor qual o papel da educação teresiana na sociedade de hoje.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

III SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DA III SEMANA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Fazer a vontade de Deus consiste em ouvir e viver a sua palavra. Assim procedendo, formamos a grande família de Jesus, o qual nos santificou pela sua fidelidade ao Pai.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo (Sl 95, 1.6).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Não por meio de gestos rituais nem somente com palavras Jesus cumpre a vontade do Pai. Quem o segue em sua prática de vida fará parte de sua família.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do réu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11, 25).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Sl 33, 6).

Oração depois da Comunhão
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:
Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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