Liturgia Diária 28/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
28/Jan/2015 (quarta-feira)

O semeador revela o segredo do Reino de Deus

LEITURA: Hebreus (Hb) 10, 11-18: A eficácia do sacrifício de Cristo
Leitura da Carta aos Hebreus: 11 Todo sacerdote se apresenta diariamente para celebrar o culto, oferecendo muitas vezes os mesmos sacrifícios, incapazes de apagar os pecados. 12 Cristo, ao contrário, depois de ter oferecido um sacrifício único pelos pecados, sentou-se para sempre à direita de Deus. 13 Não lhe resta mais senão esperar até que seus inimigos sejam postos debaixo de seus pés. 14 De fato, com esta única oferenda, levou à perfeição definitiva os que ele santifica. 15 É isto que também nos atesta o Espírito Santo, porque, depois de ter dito: 16 “Eis a aliança que farei com eles, depois daqueles dias”, o Senhor declara: “Pondo as minhas leis nos seus corações e inscrevendo-as na sua mente, 17 não me lembrarei mais dos seus pecados, nem das suas iniquidades”. 18 Ora, onde existe o perdão, já não se faz oferenda pelo pecado. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 110 (109), 1. 2. 3. 4: O sacerdócio do Messias
4b Tu és sacerdote eternamente 4c segundo a ordem do rei Melquisedec!
1 Palavra do Senhor ao meu Senhor: “Assenta-te ao lado meu direito até que eu ponha os inimigos teus como escabelo por debaixo de teus pés!”
2 O Senhor estenderá desde Sião vosso cetro de poder, pois Ele diz: “Domina com vigor teus inimigos;
3 Tu és príncipe desde o dia em que nasceste; na glória e esplendor da santidade, como o orvalho, antes da aurora, eu te gerei!”
4 Jurou o Senhor e manterá sua palavra: “Tu és sacerdote eternamente, segundo a ordem do rei Melquisedec!”

EVANGELHO: Marcos (Mc) 4, 1-20:
(1-9: Parábola do semeador)
(10-12: Por que Jesus fala em parábolas)
(13-20: Explicação da parábola do semeador)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1 Jesus começou a ensinar de novo às margens do mar da Galileia. Uma multidão muito grande se reuniu em volta dele, de modo que Jesus entrou numa barca e se sentou, enquanto a multidão permanecia junto às margens, na praia. 2 Jesus ensinava-lhes muitas coisas em parábolas. E, em seu ensinamento, dizia-lhes: 3 “Escutai! O semeador saiu a semear. 4 Enquanto semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho; vieram os pássaros e a comeram. 5 Outra parte caiu em terreno pedregoso, onde não havia muita terra; brotou logo, porque a terra não era profunda, 6 mas, quando saiu o sol, ela foi queimada; e, como não tinha raiz, secou. 7 Outra parte caiu no meio dos espinhos; os espinhos cresceram, a sufocaram, e ela não deu fruto. 8 Outra parte caiu em terra boa e deu fruto, que foi crescendo e aumentando, chegando a render trinta, sessenta e até cem por um”. 9 E Jesus dizia: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça”. 10 Quando ficou sozinho, os que estavam com ele, junto com os Doze, perguntaram sobre as parábolas. 11 Jesus lhes disse: “A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, 12 para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados”. 13 E lhes disse: “Vós não compreendeis esta parábola? Então, como compreendereis todas as outras parábolas? 14 O semeador semeia a Palavra. 15 Os que estão na beira do caminho são aqueles nos quais a Palavra foi semeada; logo que a escutam, chega Satanás e tira a Palavra que neles foi semeada. 16 Do mesmo modo, os que receberam a semente em terreno pedregoso, são aqueles que ouvem a Palavra e logo a recebem com alegria, 17 mas não têm raiz em si mesmos, são inconstantes; quando chega uma tribulação ou perseguição, por causa da Palavra, logo desistem. 18 Outros recebem a semente entre os espinhos: são aqueles que ouvem a Palavra; 19 mas quando surgem as preocupações do mundo, a ilusão da riqueza e todos os outros desejos, sufocam a Palavra, e ela não produz fruto. 20 Por fim, aqueles que recebem a semente em terreno bom são os que ouvem a Palavra, a recebem e dão fruto; um dá trinta, outro sessenta e outro cem por um.” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e missão.
(Bv. Alberione)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Que tipo de terreno é meu coração?
É um lugar onde há muitas pedras e pouca terra?
Um lugar cheio de espinhos, que sufocam a Palavra?
Ou meu coração é terra boa onde a Palavra brota, cresce e produz frutos? Quais?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente: Mc 4,1-20.
Este texto do Evangelho apresenta três partes: a parábola (v. 1-9), a função das parábolas (v. 10-13) e a explicação da parábola (v. 14-20).
Na primeira parte temos, pois, a parábola propriamente dita (v. 1-9). O quadro apresentado supõe as técnicas agrícolas usadas na Palestina de então: primeiro, o agricultor lançava a semente à terra; depois, é que passava a arar o terreno. As diferenças do terreno significam as diferentes formas de acolhida da semente. Mas, o que é verdadeiramente significativo é a quantidade espantosa de frutos que a semente lançada na “terra boa” produz. Tendo em conta que, na época, uma colheita de sete por um, era considerada farta; os cem, sessenta e trinta por um deviam parecer algo de surpreendente, de milagroso…
Na segunda parte temos uma reflexão sobre a função das parábolas (vers. 10-13). O ponto de partida é uma questão posta pelos discípulos: porque é que Jesus fala em parábolas? Mateus vê nas parábolas a ocasião para que apareçam, com nitidez, o acolhimento e a recusa da mensagem proposta por Jesus. Que quer isto dizer? As parábolas apresentam a proposta do “Reino” numa linguagem sugestiva, clara, concreta, questionante… Tudo fica claro para os ouvintes. Depois de escutar a mensagem apresentada nas parábolas, só não a aceita quem tiver o coração endurecido e não estiver mesmo interessado na proposta.
Na terceira parte, vem a explicação da parábola (vers. 14-20). Nessa explicação, a parábola deixa entender que o acolhimento do Evangelho não depende, nem da semente, nem de quem semeia; mas depende da qualidade da terra.
Diante da Palavra de Jesus, há várias atitudes. Há aqueles que têm um coração duro como o chão de terra batida dos caminhos: a Palavra de Jesus não poderá penetrar nessa terra e dar fruto. Há aqueles que têm um coração inconstante, capaz de se entusiasmar por um momento, mas também de desanimar diante das primeiras dificuldades. A Palavra não pode aí criar raízes. Há aqueles que têm um coração materialista, que dá sempre prioridade à riqueza e aos bens deste mundo. A Palavra de Deus ali é facilmente sufocada por esses outros interesses dominantes. Há também aqueles que têm um coração disponível e bom, aberto aos desafios de Deus. Neles a Palavra de Deus é acolhida e dá muito fruto. Os verdadeiros discípulos são a terra boa. Entendem e acolhem a proposta do Reino.
– Jesus, o semeador, lança sua Palavra em meu coração. Estou pronto para a acolher?
– O solo de meu coração produz bons frutos?
– A semente age conforme o tipo de terreno em que é lançada. Procuro ter o terreno de meu coração sempre preparado para a acolher?
– Procuro dar condições a que a semente da Palavra de Deus seja acolhida por aqueles com os quais me encontro ao longo do dia?
– Sou daqueles que facilmente desanimam diante das dificuldades ou procuro me apegar à cruz de Cristo fazendo-me sempre presente como Maria?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Verbo feito carne, enviado pelo Pai, para ensinar aos homens a verdade que dá a vida. Sois a verdade incriada, o único Mestre.
“Somente vós tendes palavras de vida eterna”.
Nós vos louvamos e agradecemos, porque nos concedestes a luz da inteligência e da fé e nos chamastes à luz da glória.
Nós cremos e abrimos nossa inteligência e todo o nosso ser para aceitar e viver a vossa palavra e tudo o que nos ensinais por meio da Igreja.
Mostrai-nos, ó Senhor e Mestre, os tesouros da vossa sabedoria.
Fazei que conheçamos o Pai e sejamos vossos discípulos autênticos.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus e abrir meu coração para que seja terra boa, acolhedora da Palavra.

REFLEXÕES

(6) – O QUE É NECESSÁRIO PARA QUE A PALAVRA DE DEUS PRODUZA FRUTOS?
O trecho do evangelho de hoje pode ser dividido em duas partes: a parábola e a sua explicação ou aplicação. À beira do mar Jesus ensina em parábolas. De modo geral, toda parábola estabelece uma relação de semelhança entre duas realidades: uma mais conhecida, em nosso caso, o plantio, e outra mais escondida ou enigmática, aqui, o Reino de Deus. A finalidade da parábola é fazer conhecer uma verdade difícil de compreender. A pergunta que pode estar na origem da parábola do semeador é esta:
– Por que a palavra de Deus produz frutos em uns e em outros não?
– O que é necessário para que a Palavra de Deus produza frutos?
Deus não faz distinção de pessoas. A semente é semeada em toda a extensão do terreno, assim como a Palavra de Deus é semeada no coração de todo ser humano. A questão está no modo como a Palavra de Deus é acolhida e no espaço e na disposição que ela encontra no coração de cada pessoa. Se for acolhida, não como palavra humana mas como Palavra de Deus, ela produz na pessoa os frutos do seu dinamismo. Se acolhida sinceramente, a Palavra de Deus repercute de modo decisivo na vida de quem a recebe.
ORAÇÃO:
Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – SEJAMOS SEMEADORES DA PALAVRA DE DEUS
Nós somos chamados por Deus a ser semeadores da Sua Palavra no coração da humanidade, na nossa família, em nosso trabalho e onde quer que estejamos.
“O semeador saiu a semear a Palavra de Deus” (Marcos 4, 3).
Amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, já ouvimos tantas vezes a Parábola do Semeador e, a cada vez que ela é dirigida a nós, é uma chamada de atenção, é novamente compreender de que modo o Reino de Deus está acontecendo no meio de nós.
Primeiramente, o semeador é todo homem, toda mulher, todo apóstolo e todo aquele que faz como Jesus o fez: semeia, lança e joga a semente no Reino de Deus no seio da humanidade. O semeador é aquele que espalha a Palavra de Deus, de toda forma e de toda maneira, proclamando, cantando, pregando, tuitando, copiando e passando para outros a semente do Evangelho.
Quantos recebem, por intermédio de um texto ou até mesmo de um áudio, a homilia diária, a liturgia diária, a Palavra, o Evangelho! É a nossa forma de a [Palavra de Deus] semear, jogando-a nas redes sociais, falando sobre ela para os outros em nossos trabalhos, em nossos compromissos, em nossas obrigações; reunindo-nos em círculos bíblicos, reunido os nossos em nossa casa e em nossas famílias para sermos semeadores da Palavra.
Eu e você não podemos nos omitir, nós somos chamados por Deus a ser semeadores da Sua Palavra no coração da humanidade, no seio da nossa família, às pessoas que estão conosco em nosso trabalho e onde quer que nós estejamos. O apóstolo de Jesus não descansa, ele é um semeador ambulante, por onde passa ele joga a boa semente!
Nós que somos alimentados pela semente da Palavra de Deus, jogada e semeada em nossos corações, temos que nos ater porque a Palavra tem três inimigos que precisam ser combatidos para que ela [Palavra] tenha força e eficácia em nosso coração e em nossa vida.
O primeiro inimigo da Palavra se chama: distração. Nós somos muito distraídos, ouvimos a Palavra, a achamos bonita, linda, mas vem a distração e tira aquilo que escutamos, aquilo que foi semeado em nosso coração. Nós, muitas vezes, viajamos, mentalmente falando, estamos preocupados com isso e com aquilo e a força da Palavra não cresce em nós, porque deixamos esse inimigo, chamado “distração”, tomar a Palavra do nosso coração.
O segundo inimigo da Palavra de Deus se chama: a inconstância; que quer dizer falta de perseverança, falta de constância, de regularidade. Nós somos muito movidos pelas ondas do momento; ora estamos entusiasmados com isso, ora com aquilo, mas aparecem outras coisas e situações e já nos deixamos levar por elas. Nós não temos raízes profundas, não sabemos perseverar naquilo que começamos. Às vezes fazemos o propósito: “Ah, eu vou ouvir a Palavra de Deus todos os dias!”, contudo, a primeira coisa que aparece já deixamos esse compromisso de lado.
O terceiro inimigo da Palavra se chama: a preocupação; as preocupações da vida, a ilusão com a riqueza, com tantos outros desejos terrenos, mundanos, que sufocam a força da Palavra de Deus em nós. Quando não entregamos nossas preocupações aos cuidados e ao carinho de Deus estas sufocam nossa vida. A Palavra de Deus pode até parecer bonita, mas ela não vai crescer em nós se nos deixarmos levar pelas preocupações e pelos excessos da vida e do mundo.
Quem ouve atentamente à Palavra de Deus com gosto e permite que ela cresça e fecunde, esse sim, dá frutos; trinta, cem, não importa a quantidade, o mais importante é que ela produza frutos em nossa vida!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – TAREFA IMPORTANTE
A parábola do semeador é uma metáfora da missão de proclamar a palavra de Deus. Tarefa importante, tanto na vida de Jesus quanto na vida dos discípulos do Reino. A parábola é tecida com elementos iluminadores do ministério da palavra.
Ao pregador compete proclamar a palavra sem fazer uma seleção prévia de seus ouvintes. Cada ser humano, quem quer que seja, tem o direito de receber em seu coração esta semente divina.
Por outro lado, o pregador não deve se iludir com a expectativa de ver seu esforço cem por cento bem sucedido. Antes, deve considerar-se recompensado mesmo com o bom êxito de uma pequena parte de sua missão. O confronto com o insucesso jamais deverá levá-lo a omitir-se, ou deixá-lo abatido. Isto é normal na dinâmica da evangelização.
O pregador deve estar consciente de que exerce sua missão num mundo hostil à Palavra de Deus. Os bens deste mundo, as paixões, as limitações pessoais e também as perseguições podem levar a perder anos de esforço missionário. Sobretudo deve ter claro que o senhor do Reino é Deus. Só ele sabe em que coração a Palavra frutificou; sabe avaliar a proporção dos frutos, como também definir onde a semeadura fracassou. Basta que o ministro cumpra sua missão de proclamar a Palavra, com todo empenho. Tudo o mais, fica por conta de Deus.
Oração:
Pai, que eu jamais me canse de proclamar a tua Palavra, mesmo com o risco de ver meu esforço fracassar. Que eu esteja bem consciente de que o Reino te pertence.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Tomás de Aquino, memória.
Jesus lhes disse:
“A vós, foi dado o mistério do Reino de Deus; para os que estão fora, tudo acontece em parábolas, para que olhem mas não enxerguem, escutem mas não compreendam, para que não se convertam e não sejam perdoados” (Mc 4, 11-12).
Este Evangelho narra a parábola de Jesus sobre o semeador e conta qual foi a reação dos discípulos.
É fácil entender a parábola, especialmente porque Jesus mesmo a explica aos discípulos.
Porém precisamos prestar atenção a outra lição deste Evangelho.
Esta lição aparece quando os discípulos perguntam a Jesus por qual motivo Ele ensina em parábolas. Então Jesus aproveita a ocasião para dizer:
a) Como as parábolas são uma forma muito boa de ensino, Ele as emprega para o povo simples, em linguagem simples.Estas pessoas e os discípulos as entendem, porque as ouvem sem nenhuma rejeição. Têm o coração aberto e tiram proveito.
b) Mashá pessoas de coração endurecido.Mesmo que Jesus conte parábolas de significado evidente, não as entendem porque não aceitam Jesus. Estas pessoas eram os dirigentes religiosos do Povo Eleito.
Os apóstolos também foram lentos em entender esta parábola tão evidente. Mas não foi por terem coração endurecido. Eles tinham o coração aberto para acolher o ensino de Jesus. Na verdade não entendiam tudo porque eram homens sem instrução: eram pescadores em sua maioria.
No entanto há uma diferença muito grande entre os discípulos e os mestres da Lei.
Aos mestres da Lei Jesus desejava ensinar também suas importantes lições, e, como eram instruídos, tinha condição de fazer profundas considerações teológicas. Porém, a rejeição que alimentavam contra Jesus era o grande impedimento. Eles ouviram Jesus, não O aceitaram, não O entenderam, não se converteram de seus pecados, e não puderam ser salvos por Ele.
Destas considerações tiramos também para nós uma lição bem clara.
Esta lição é uma continuação do que meditamos nos dias anteriores: somente aceitamos Jesus se não Lhe criamos impedimentos por um coração endurecido. Pessoas assim podem ouvir o próprio Jesus ensinando que não entenderão nada. Os dirigentes religiosos de Israel eram desse tipo de pessoas.
Há partes do Evangelho que nos incomodam.
Isso pode ser um mau sinal por um lado e um bom sinal por outro.
Por um lado é mau sinal porque conhecendo Jesus como nosso Salvador, corremos o risco de não aceitar seu ensino, e, por isso, terminarmos nossa vida no pecado e fora da Salvação.
Por outro lado é um bom sinal, porque o ensino de Jesus, quando nos incomoda, revela o quanto precisamos nos mudar para sermos salvos. E sabemos que há maldade em nós. Mas sabemos também que encontramos a Salvação no poder de Jesus.
Nesse Evangelho Jesus quis deixar claro que seus inimigos não conseguiram a Salvação que somente Ele podia trazer, precisamente porque recusavam seu ensino, tendo o coração endurecido.
Peçamos a Deus que nos incomode por meio do Evangelho de Jesus Cristo, mas ao mesmo tempo peçamos-Lhe que nos dê docilidade de mente e coração, para que aceitando Jesus e seu ensino mereçamos a Salvação que Ele trouxe a toda a humanidade.
Não nos aconteça que tendo sido batizados no nome da Santíssima Trindade terminemos condenados ao inferno por imitarmos os líderes de Israel que rejeitaram Jesus e por fim O mataram. Este foi o maior pecado daqueles líderes religiosos de Israel, pecado que Jesus não conseguiu cancelar com sua morte. Aqueles líderes perderam a Salvação dada em Jesus simplesmente porque a recusaram.
Padre Valdir Marques

(10) – DAR FRUTO E PRODUZIR A TRINTA, A SESSENTA E A CEM POR UM
Há duas espécies de campos, irmãos: um é o campo de Deus, o outro o dos homens. Tal como tu tens os teus domínios, também Deus tem os seus. Os teus domínios são a tua terra; os de Deus são a tua alma.
Seria porventura justo que cultivasses o teu terreno e deixasses em pousio* o de Deus?
Se pões a tua terra em cultivo mas não fazes o mesmo com a tua alma, é porque pretendes pôr a tua propriedade a render, mas não a de Deus?
Achas isso justo?
Porventura Deus merecerá da nossa parte tamanha negligência em relação à nossa alma, que Ele tanto ama?
Se te regozijas por veres o teu terreno bem cultivado, porque não choras ao ver a tua alma em pousio?
A colheita do teu terreno assegurar-te-á a sobrevivência por uns dias neste mundo, mas o cuidado da tua alma dar-te-á a vida eterna no céu. […]
Deus dignou-Se confiar-nos a nossa alma como seu domínio; portanto, por intermédio do seu auxílio ponhamos mãos à obra com todas as nossas forças para que, no momento em que visitar o seu terreno, Ele o encontre bem cultivado e em perfeita ordem: que Ele possa encontrar um pomar em vez dum silvado**, vinho em vez de vinagre e trigo em vez de joio. Pois se lá encontrar tudo o que é agradável a seus olhos, dar-nos-á como recompensa as alegrias eternas, ao mesmo tempo que lançará as silvas ao fogo.
São Cesário de Arles (470-543)

* POUSIO: Substantivo Masculino – Pousio é o descanso que se dá a uma terra cultivada, interrompendo lhe a cultura por um ou mais anos.
** SILVADO: Substantivo Masculino – Silvado é uma moita de espinhos destinada a impedir a passagem de animais.

(11.1) – O SEMEADOR SAIU A SEMEAR…
Embora em meio a tantos opositores, a palavra de Deus ainda encontra ressonância em muitos corações, pois sempre haverá quem a acolhe e se deixa tocar por ela!
A palavra de Deus é fonte de vida, é semente que traz dentro de si, a força do Senhor Jesus que continua lançando sementes em nossos corações, confiante de que nós saberemos cultivá-la no espírito da fé e da fidelidade à Deus!
O evangelho nos apresenta a parábola do semeador! Jesus, dirigindo-se à multidão, fala da importância do acolhimento à palavra de Deus, comparando-a com a semente lançada na terra!
Falando em parábola, ou seja, fazendo comparações do Reino de Deus, com a realidade do povo simples, Jesus passava a sua mensagem salvífica, revelando aos pequenos os mistérios do Reino e confundindo os “grandes” que não viviam a mesma realidade!
O texto chama a nossa atenção para a importância de nos tornarmos tanto terra boa, quanto semeadores do Reino, afinal, foi confiado a nós, a responsabilidade de expandir o Reino de Deus aqui na terra! O crescimento do Reino depende do acolhimento da semente e da disposição dos semeadores, por isto, um semeador nunca deve se deixar levar pelo pessimismo, pelo desanimo, pois o seu trabalho nunca será em vão, já que muitas sementes cairão em terra boa e produzirão muitos frutos!
Como agricultores do Senhor, não podemos escolher o local onde lançar a semente do Reino, afinal, a nossa missão é apenas semear! Aproveitemos as oportunidades para espalhar esta semente, tomando para nós, o exemplo do vento que apenas espalha a semente, sem se preocupar onde ela irá cair.
É do coração de Jesus, que começaram a sair as primeiras sementes, sementes que se multiplicam nos corações daqueles que as acolhe com fidelidade e compromisso de espalhá-las!
A todo instante Jesus nos convoca a sermos semeadores do reino, mas antes de sermos semeadores, precisamos ser acolhedores da semente lançada por Ele em nossos corações, afinal são dessas sementes que proverão novas sementes.
A Grande virtude de um semeador, é a paciência, pois do plantio à colheita, existe um longo caminho a ser percorrido, tudo acontece através de um processo lento que requer muita paciência.
Como semeadores, é importante que tenhamos a humildade de um agricultor, ele não almeja ser conhecido, e muito menos colher o que planta, a sua alegria, está unicamente em lançar a semente na terra!
Por mais que acreditamos ter o conhecimento da palavra de Deus, não seremos bons semeadores se não nos aproximarmos de Jesus com humildade, como discípulo que quer aprender com o Mestre!
A nossa felicidade plena, começa a partir de uma pequena semente que Deus plantou no nosso coração: a sementinha do amor, que, se bem cuidada, cresce, floresce e frutifica o mundo!
Cultivar e semear a semente do amor, é colaborar na construção de um Reino de justiça e de Paz!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – A ESPERANÇA NOS SALVA
Bom dia!
Gostaria de começar essa reflexão partindo desse texto:
“(…) Somos convidados a sonhar junto com o Espírito Santo sobre as nossas vidas, pois é Ele que nos dá esperança. A esperança nos salva, nos dá forças para recomeçar, para crer cada vez que essa é a ocasião boa de mudar”.
Perceba algo no texto e no evangelho de hoje: somos convidados a novamente cultivar sonhos, esperança sobre nossas vidas e dos que nos rodeiam, pois o semeador novamente sai a semear.
Tenho um profundo carinho por essa passagem que se repete ano a ano, dando a impressão real que ele (o semeador), como tantos homens que labutam no campo, esperam o melhor momento e o tempo certo para novamente sair a semear, mas existe uma grande diferença. Diferentemente dos agricultores que conhecemos que esperam meses e até anos para o tempo certo acontecer, existem duas sementes especiais que Jesus lança todos os dias, indiferentemente do tempo ou época – OPORTUNIDADE e AMOR.
Jesus ensinou aos seus amigos a cultivar o AMOR, deixaram claro isso nos gestos e no que deixam por escrito. O Senhor olhou profundamente no interior de cada um deles e viu um potencial a ser desenvolvido e explorado (como o fez com cada um de nós). Homens simples e de pouco conhecimento, que por vezes foram descrentes e medrosos; que O deixaram só durante a agonia suprema; que se esconderam durante o calvário; receberam pela ressurreição, uma nova OPORTUNIDADE.
É preciso voltar a cultivar a ideia que Deus nos ama mesmo após as quedas que parecem inevitáveis; Deus continua semeando amor a sua criatura mesmo que ela às vezes O abandone; Deus nos abraça como canta o padre Cleidimar, não cansa de nos dar oportunidades. Continua semeando… “Então Jesus perguntou: – Se vocês não entendem essa parábola, como vão entender as outras”?
“(…) Eis uma verdade absolutamente certa: Se morrermos com ele, com ele viveremos. Se soubermos perseverar, com ele reinaremos. Se, porém, o renegarmos, ele nos renegará. Se formos infiéis… ele continua fiel, e não pode desdizer-se”. (II Timóteo 4, 11-13).
É plena verdade que somos tão amados mesmo na infidelidade, mas preciso recordar a situação que já partilhei do açougue que não vende carne:
O que adianta sermos novamente semeados se não nos empenhamos em dar frutos?
Se empenhar não é viver a ideia de que somos amados para justificar os erros. É após cada erro, tropeço, equívoco, (…) com mais garra levantar e querer ter um terreno menos pedregoso ou com espinhos, pois é certo que novamente Ele passará semeando.
Deus verdadeiramente nos ama, demos frutos!
Um Imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(11.3) – O SEMEADOR SAIU A SEMEAR
ACOLHENDO A PALAVRA
Os discípulos foram orientados a respeito de como a pregação seria acolhida. Com isto, Jesus os precavia contra possíveis desilusões, ou mesmo, otimismo ingênuo. Ensinava-lhes, também, a ter suficiente sensibilidade para perceber onde, exatamente, o Reino estava produzindo frutos, e alegrar-se por isso.
Muitos haveriam de escutar a mensagem do Reino, de forma tão superficial, como se a pregação estivesse caindo no vazio. A Palavra perder-se-ia antes de penetrar em seus corações.
Outros dariam ouvido à pregação, mostrando até interesse pela Palavra acolhida. Os discípulos teriam motivos para confiar neles. Entretanto, por não terem consistência, logo na primeira perseguição ou tribulação, abririam mão da escolha feita.
Outro grupo de pessoas tornaria improdutiva a Palavra porque, logo depois de ouvi-la e acolhê-la, não seriam capazes de resistir à fascinação das riquezas e outras veleidades* incompatíveis com o projeto de Deus.
Outros, enfim, receberiam a Palavra em corações dispostos a fazê-la frutificar. Esta seria a parte proveitosa da missão.
O discípulo, porém, não teria o direito de escolher as pessoas às quais dirigir a Palavra do Reino. Todas haveriam de ser destinatárias dessa Palavra, mesmo que ela, eventualmente, ficasse infrutífera.
Oração:
Espírito que faz a Palavra frutificar, transforma meu coração em terra fértil, onde a Palavra de Deus possa dar seus frutos.
Igreja Matriz de Dracena

* VELEIDADE: Substantivo Feminino – Veleidade é a intensão passageira ou pouco firme, a vontade imperfeita.

(11.4) – SAIU O SEMEADOR A SEMEAR
Propõe-se aqui três problemas para o leitor:
– a significação da parábola tal qual saiu dos lábios de Jesus;
– a importância que Marcos atribui ao incluí-la neste lugar do seu evangelho, e
– a explicação dada pela igreja primitiva.
A parábola manifesta interesse pela sorte da semente caída em quatro tipos diferentes de terreno. As cenas estão dispostas de maneira progressiva e otimista, para desembocar em um rendimento extraordinário da semente. A recolecção*, imagem dos últimos tempos, é tradicional em Israel. A novidade está na insistência em torno à laboriosa sementeira que serve de preparação. A explicação adquire assim um sentido alegórico: cada cena da parábola representa concretamente um tipo de conversão: não é tanto a semente o que conta, mas a forma com que é acolhida. Jesus era otimista a respeito do sentido de sua missão. A Igreja primitiva aparece um pouco mais tensa e preocupada. A nossa igreja deve considerar a quantidade de semente que morre desperdiçada.
Claretianos

* RECOLECÇÃO: Substantivo Feminino – Recolecção é a atividade que consiste na recolha dos recursos naturais disponíveis, geralmente praticada por nômades.

(11.5) – SEMENTE EM TERRA BOA!
Hebreus 10, 11-18 – “um sacrifício único”
Este trecho da carta aos Hebreus nos esclarece de uma vez por todas que Jesus Cristo ofereceu um único sacrifício pelos pecados da humanidade. Portanto, podemos ter a certeza de que Ele já alcançou para nós a vitória, está sentado à direita do Pai e espera somente a nossa adesão para que os inimigos sejam postos debaixo dos Seus pés. Os nossos inimigos são os nossos pecados. Assim sendo, pela Sua entrega, fomos purificados e salvos, e estamos em processo de conversão e santificação que são uma obra do Espírito Santo, o Auxiliador que Jesus já nos enviou. Compete a nós que já recebemos o Espírito Santo, nos deixarmos guiar pelas leis que o Pai mesmo escreveu nos nossos corações e na nossa mente. Por meio de Jesus Cristo, Deus fez conosco uma nova aliança, que se baseia agora na Sua misericórdia e no esquecimento das nossas iniquidades. É hora de nós, agora, conscientes, deixarmos que Jesus Cristo, o nosso Senhor, tome conta da nossa vida e dê o norte para as nossas ações. O perdão de Deus apaga os nossos pecados e o inimigo já não tem mais poder sobre nós. Porém, a nossa entrega total ao nosso Salvador Jesus Cristo é quem fará que o Espírito Santo se manifeste na nossa vida a fim de que tenhamos comunhão com o Pai. O propósito de Deus é que tenhamos uma vida de qualidade, compartilhando com Ele as nossas dificuldades, sendo abertos(as) e disponíveis uns para com os outros. Não é um monte de rituais cansativos e uma longa lista de exigências que Deus preparou para a nossa vida, mas a concretização do Seu amor nos nossos relacionamentos.
– Por que nós ainda insistimos em não nos deixarmos guiar pelo Espírito de Deus?
– Você se deixa dominar pelos “inimigos” que lhe rodeiam, ou já percebeu que Jesus já conquistou a vitória sobre eles?
– Que inimigos têm lhe perturbado o espírito e tirado a sua paz: o orgulho, o egoísmo, a impaciência, o ciúme, a inveja, a maledicência, os vícios, o julgamento, a libertinagem?
– Jesus já venceu a todos eles, portanto, se entregue a Ele.

Salmo 109 – “Tu és sacerdote eternamente segundo a ordem do rei Melquisedeque!”
O Salmo nos ensina a reconhecer Jesus como o Sacerdote da Nova Aliança, ordenado por Deus e assentado à direita do Pai com poder para pisar os inimigos. Portanto, a Palavra de Deus se cumpriu e nós devemos também proclamar: “Tu és, Senhor o Eterno Sacerdote e a Ti nós entregamos a nossa causa!”

Evangelho – Marcos 4, 1-20 – “semente em terra boa!”
Neste Evangelho Jesus compara o nosso coração a um terreno onde é plantada uma semente. E explica que esta semente é a Palavra de Deus jogada na terra do nosso coração e que, na medida em que for acolhida será também, compreendida e em consequência vivenciada. Refletindo sobre a exposição que Jesus faz dos tipos de terrenos, todos nós temos a chance de sondar a terra do nosso coração e perceber se a Palavra está ou não dando frutos na nossa vida. Ou, se pelo contrário estamos apenas nos preocupando em ouvir falar das coisas de Deus, mas ela não dá fruto na nossa vida, porque não a estamos pondo em prática. Por causa das preocupações, do trabalho, das ocupações, das tribulações nós nos afastamos e não perseveramos adubando a terra e regando a semente. Percebemos que Jesus explicou a parábola apenas para aqueles que estavam próximos a Ele, os seus discípulos. Eles subiram na barca com Jesus, estavam perto Dele, O escutavam e, por isso, tinham a chance de apreender melhor. “Para os que estão fora, tudo acontece em parábolas”, foi esta a explicação que Jesus deu a eles! Assim sendo Jesus nos dá a chave do mistério do reino de Deus: estar próximo a Ele, subir na Sua barca que é a Igreja! Quem está longe das coisas de Deus, longe da Igreja, vê, mas não enxerga, escuta, mas não compreende, por isso não se converte e permanece na escuridão. Na Igreja e em comunidade nós temos a oportunidade de escutar melhor para entender os ensinamentos de Jesus. O terreno do nosso coração só será uma terra boa quando a Palavra acontecer na nossa vida e assim, mesmo no meio das provocações, nós darmos testemunho da nossa fé e confiança nos desígnios de Deus para nós.
– Onde você tem buscado o entendimento das coisas de Deus?
– Quando você “escuta” a Palavra de Deus tem o propósito de vivenciá-la?
– Você tem acolhido a Semente da Palavra com o coração aberto?
– Você procura sempre estar na barca com Jesus?
– Qual é a barca de Jesus para você?
Helena Serpa

(11.6) – O SEMEADOR
Jesus contou frequentemente, por parábolas, histórias sobre os acontecimentos do dia-a-dia que ele usava para ilustrar verdades espirituais.
Esta história fala de um fazendeiro que lançou sementes em vários lugares com diferentes resultados, dependendo do tipo do solo. A importância desta parábola é salientada por Jesus em Marcos 4, 13:
“Não entendeis esta parábola e como compreendereis todas as parábolas?”
Jesus está dizendo que esta parábola é fundamental para o entendimento das outras. Esta é uma das três únicas parábolas registradas em mais do que dois evangelhos, e também é uma das únicas que Jesus explicou especificamente. Precisamos meditar cuidadosamente nesta história.
A história em si é simples: “Eis que o semeador saiu a semear. E, ao semear, uma parte caiu à beira do caminho; foi pisada, e as aves do céu a comeram. Outra caiu sobre a pedra; e, tendo crescido, secou por falta de umidade. Outra caiu no meio dos espinhos; e, estes, ao crescerem com ela, a sufocaram. Outra, afinal, caiu em boa terra; cresceu e produziu a cento por um” (Lucas 8, 5-8).
A explicação de Jesus é também fácil de entender: “A semente é a palavra de Deus. A que caiu à beira do caminho são os que a ouviram; vem, a seguir, o diabo e arrebata-lhes do coração a palavra, para não suceder que, crendo, sejam salvos. A que caiu sobre a pedra são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria; estes não têm raiz, creem apenas por algum tempo e, na hora da provação, se desviam. A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer. A que caiu na boa terra são os que, tendo ouvido bom e reto coração retêm a palavra; estes frutificam com perseverança” (Lucas 8, 11-15).
Alguém ensina as Escrituras a várias pessoas; a resposta dessas pessoas depende do estado do coração delas, isto é, de sua atitude. Consideremos o semeador, a semente e o solo.
O trabalho do semeador é colocar a semente no solo. Uma vez que a semente for deixada no celeiro, nunca produzirá uma safra, por isso seu trabalho é importante. Mas a identidade pessoal do semeador não é. O semeador nunca é chamado pelo nome nesta história. Nada nos é dito sobre sua aparência, sua capacidade, sua personalidade ou suas realizações. Ele simplesmente põe a semente em contato com o solo. A colheita depende da combinação do solo com a semente.
Aplicando-se espiritualmente, os seguidores de Cristo devem estar ensinando a palavra. Quanto mais ela é plantada nos corações dos homens, maior será a colheita. Mas a identidade pessoal do professor não tem importância. “Eu plantei, Apolo regou; mas o crescimento veio de Deus. De modo que nem o que planta é alguma cousa, nem o que rega, mas Deus que dá o crescimento” (1 Coríntios 3, 6-7).
Em nossos dias, o semeador tornou-se a figura principal e a semente é bastante esquecida. A propaganda das campanhas religiosas frequentemente contém uma grande fotografia do orador e dá grande ênfase ao seu nível escolar, sua capacidade pessoal e o desenvolvimento de sua carreira; o evangelho de Cristo que ele supõe-se estar pregando é mencionado apenas naquelas letrinhas, lá no canto. Não devemos exaltar os homens, mas fixarmo-nos completamente no Senhor.
A semente é a Palavra de Deus. Cada conversão é o resultado do assentamento do evangelho dentro de um coração puro. A palavra gera (Tiago 1, 18), salva (Tiago 1, 21), regenera (1 Pedro 1, 23), liberta (João 8, 32), produz fé (Romanos 10, 17), santifica (João 17, 17) e nos atrai a Deus (João 6, 44-45).
Como o evangelho se espalhava no primeiro século, foi-nos dito muito pouco sobre os homens que o divulgaram, porém muito nos foi dito sobre a mensagem que eles disseminaram.
A colheita do evangelho pode ser pequena (se o solo for pobre), mas Deus só nos deu permissão para plantar a palavra. Somente plantando a Palavra de Deus nos corações dos homens o Senhor receberá o fruto que ele espera. Ou, usando uma figura diferente: as Escrituras são a isca de Deus para atrair o peixe que ele quer salvar. Precisamos aprender a ficar satisfeitos com seu plano.
O fruto produzido depende da resposta à Palavra. É decisivamente importante ler, estudar e meditar sobre as Escrituras. A palavra tem que vir habitar em nós (Colossenses 3, 16), para ser implantada em nosso coração (Tiago 1, 21). Temos que permitir que nossas ações, nossas palavras e nossas próprias vidas sejam formadas e moldadas pela palavra de Deus.
Uma safra sempre depende da natureza da semente, não do tipo da pessoa que a plantou. Um pássaro pode plantar uma castanha: a árvore que nascer será um castanheiro, e não um pássaro. Isto significa que não é necessário tentar traçar uma linhagem ininterrupta de fiéis cristãos, recuando até o primeiro século. Há força e autoridade próprias da palavra para produzir cristãos como aqueles do tempo dos apóstolos. A palavra de Deus contém força vivificante. O que é necessário é homens e mulheres que permitam que a palavra cresça e produza frutos em suas vidas; pessoas com coragem para quebrar as tradições e os padrões religiosos em volta deles, para simplesmente seguir o ensinamento da Palavra de Deus. Hoje em dia, a palavra de Deus tem sido frequentemente misturada com tanta tradição, doutrina e opinião que é quase irreconhecível. Mas se pusermos de lado todas as inovações dos homens e permitirmos que a palavra trabalhe, podemos tornar-nos fiéis discípulos de Cristo justamente como aqueles que seguiram Jesus quase 2000 anos atrás. A continuidade depende da semente.
É perturbador notar que a mesma semente foi plantada em cada tipo de solo, mas os resultados foram muito diferentes. A mesma palavra de Deus pode ser plantada em nossos dias; mas os resultados serão determinados pelo coração daquele que ouve.
Alguns são solos de beira de estrada, duro, impermeável. Eles não têm uma mente aberta e receptiva para permitir que a palavra de Deus os transforme. O evangelho nunca transformará corações como estes porque eles não lhe permitem entrar.
As raízes das plantas, no solo pedregoso, nunca se aprofundam. Durante os tempos fáceis, os brotos podem parecer interessantes, mas abaixo da superfície do terreno, as raízes não estão se desenvolvendo. Como resultado, se vem uma pequena temporada seca ou um vento forte, a planta murcha e morre. Os cristãos precisam desenvolver suas raízes por meio de fé em Cristo e de estudo da Palavra cada vez mais profundo. Quando se permite que ervas daninhas cresçam junto com a semente pura, nenhum fruto pode ser produzido. As ervas disputam a água, a luz solar e os nutrientes e, como resultado, sufocam a boa planta. Existe uma grande tentação a permitir que interesses mundanos dominem tanto nossa vida que não nos resta energia para devotar ao crescimento do evangelho em nossas vidas.
Então, há o bom solo que produz fruto. A conclusão desta parábola é deixada para cada um escrever.
Que espécie de solo você é?
Canção Nova

(16) – O SEMEADOR SEMEIA A PALAVRA
Hoje escutamos dos lábios do Senhor a “Parábola do semeador”.
A cena é totalmente atual. O Senhor não deixa de “semear”. Também nos nossos dias é uma multidão que escuta a Jesus pela boca de seu Vigário – o Papa –, de seus ministros e … de seus fiéis laicos: a todos os batizados Cristo nos outorgou uma participação em sua missão sacerdotal. Há “fome” de Jesus. Nunca como agora a Igreja tem sido tão católica, já que sob suas “asas” abriga homens e mulheres dos cinco continentes e de todas as raças. Ele nos enviou ao mundo inteiro (cf. Mc 16, 15) e, apesar das sombras do panorama, se fez realidade o mandato apostólico de Jesus Cristo.
O mar, a barca e as praias são substituídos por estádios, telas e modernos meios de comunicação e de transporte. Mas Jesus é hoje o mesmo de ontem. O homem não mudou, nem a sua necessidade de ensinar a amar. Também hoje há quem – por graça e gratuita escolha divina: é um mistério! – recebe e entende mais diretamente a Palavra. Como também há muitas almas que necessitam uma explicação mais descritiva e mais pausada da Revelação.
Em todo caso, a uns e outros, Deus nos pede frutos de santidade. O Espírito Santo nos ajuda a isso, mas não prescinde de nossa colaboração. Em primeiro lugar, é necessária a diligência. Se nós respondemos a meias, quer dizer, se nós mantemos na “fronteira” do caminho sem entrar plenamente nele, seremos vítima fácil de Satanás.
Segundo, a constância na oração – o diálogo –, para aprofundar no conhecimento e amor a Jesus Cristo: «Santo sem oração…? – “Não acredito nessa santidade» (São Josémaria).
Finalmente, o espírito de pobreza e desprendimento evitará que nos “afoguemos” pelo caminho. As coisas esclarecidas: «Ninguém pode servir a dois senhores… » (Mt 6, 24).
Em Santa Maria encontramos o melhor modelo de correspondência à chamada de Deus.
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench

COMEMORA-SE NO DIA 28/Jan

(5) – SÃO TOMÁS D’AQUINO
Tomás nasceu em 1225, na Campânia, da família feudal italiana. Ingressou no mosteiro beneditino de Montecassino aos cinco anos de idade, dando início aos estudos que não pararia nunca mais. Ainda jovem, mesmo com a resistência da família, fez-se dominicano.
Em Paris estudou com o grande Santo e doutor da Igreja, Alberto Magno. Depois se tornou conselheiro dos papas Urbano IV, Clemente IV e Gregório X, além do rei São Luiz da França. Também, lecionou em grandes universidades de Paris, Roma, Bolonha e Nápoles e jamais se afastou da humildade de frei, da disciplina que cobrava tanto de si mesmo quanto dos outros e da caridade para com os pobres e doentes.
Grande intelectual, vivia imerso nos estudos, chegando às vezes a perder a noção do tempo e do lugar onde estava. Sua norma de vida era: “oferecer aos outros os frutos da contemplação”. Sábios e políticos tentaram muitas vezes homenageá-lo com títulos, honras e dignidades, mas Tomás sempre recusou.
Tomás D’Aquino morreu muito jovem, sem completar os quarenta e nove anos de idade, em 07 de março de 1274. É padroeiro das escolas públicas, dos estudantes e professores.
REFLEXÃO:
Tomás de Aquino foi Doutor da Igreja, professor de teologia, filosofia e outras ciências nas principais universidades do mundo em seu tempo; frei caridoso, estudioso dos livros sagrados. Muito se falou, se fala e se falará deste Santo, cuja obra perdura ao longo dos séculos.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTO TOMÁS DE AQUINO — PRESBÍTERO E DOUTOR
(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Tomás (Itália, 1226-1274), frade dominicano, formou-se nas grandes escolas do seu tempo. Aprofundando-se nos estudos filosóficos e teológicos, elaborou a síntese do seu pensamento na Suma Teológica. Pessoa amável e amiga dos confrades, dedicou sua vida à oração, à pregação e ao ensino.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Os sábios refulgirão como o esplendor do firmamento; e os que ensinaram a mitos a justiça brilharão como estrelas para sempre (Dn 12, 3).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que tornastes santo Tomás de Aquino um modelo admirável pela procura da santidade e amor à Ciência sagrada, dai-nos compreender seus ensinamentos e seguir seus exemplos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A identidade sacerdotal de Jesus se torna manifesta em seu sacrifício e amor pela humanidade. Por meio de parábolas, ele ajuda o povo a entender e viver a palavra de Deus.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Semente é de Deus a palavra, Cristo é o semeador; todo aquele que o encontra, vida eterna encontrou.

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Que o vosso Espírito, ó Deus, nos conceda nesta celebração a luz da fé que iluminava santo Tomás de Aquino na propagação da vossa glória. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Nós anunciamos Cristo crucificado: Cristo, força e sabedoria de Deus (1 Cor 1, 23s).

Oração depois da Comunhão
Nós vos pedimos, ó Deus, que, renovados por esta comunhão e exortados por esta comunhão e exortados pelos ensinamentos de santo Tomás de Aquino, vivamos em contínua ação de graças pelos dons que recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:
Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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