Liturgia Diária 29/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
29/Jan/2015 (quinta-feira)

Somos luz

LEITURA: Hebreus (Hb) 10, 19-25: O sacerdócio de Cristo (final) — Transição
Leitura da Carta aos Hebreus: 19 Sendo assim, irmãos, temos plena liberdade para entrar no Santuário, pelo sangue de Jesus. 20 Ele nos abriu um caminho novo e vivo, através da cortina, quer dizer, através da sua humanidade. 21 Temos um grande sacerdote constituído sobre a casa de Deus. 22 Aproximemo-nos, portanto, de coração sincero e cheio de fé, com coração purificado de toda má consciência e o corpo lavado com água pura. 23 Sem desânimo, continuemos a afirmar a nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa. 24 Sejamos atentos uns aos outros, para nos incentivar à caridade e às boas obras. 25 Não abandonemos as nossas assembleias, como alguns costumam fazer. Antes, procuremos animar-nos mutuamente, e tanto mais quanto vedes o dia aproximar-se. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 24 (23), 1-2. 3-4. 5-6: Liturgia de entrada no santuário
6 É assim a geração dos que buscam a vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.
1 Ao Senhor pertence a terra e o que ela encerra, o mundo inteiro com os seres que o povoam; 2 porque ele a tornou firme sobre os mares, e sobre as águas a mantém inabalável.
3 “Quem subirá até o monte do Senhor, quem ficará em sua santa habitação?” 4a “Quem tem mãos puras e inocente coração, 4b quem não dirige sua mente para o crime.
5 Sobre este desce a bênção do Senhor e a recompensa de seu Deus e Salvador”. 6 “É assim a geração dos que o procuram, e do Deus de Israel buscam a face.”

EVANGELHO: Marcos (Mc) 4, 21-25: Como receber e transmitir o ensinamento de Jesus
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, Jesus disse à multidão: 21 “Quem é que traz uma lâmpada para colocá-la debaixo de um caixote, ou debaixo da cama? Ao contrário, não a põe num candeeiro? 22 Assim, tudo o que está escondido deverá tornar-se manifesto, e tudo o que está em segredo deverá ser descoberto. 23 Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça”. 24 Jesus dizia ainda: “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25 Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos que na rede fazem este momento de oração:
Creio, meu Deus, que estou diante de ti.
Que me vês e escutas as minhas orações.
Tu és tão grande e tão santo: eu te adoro.
Tu me deste tudo: eu te agradeço.
Foste tão ofendido por mim: eu te peço perdão de todo o coração.
Tu és tão misericordioso: eu te peço todas as graças que sabes serem necessárias para mim.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que a Palavra diz para mim?
Atualizo a Palavra, ligando-a à minha vida. Também nós somos luz. Somos filhos da luz, comunicadores da luz de Deus e agimos agora em colaboração com Deus para levar esta mesma luz a outros. O bem-aventurado Alberione entendeu muito bem esta missão, quando em oração diante do Santíssimo Sacramento, ouviu: “Daqui quero iluminar. Eu estou com vocês”. Na Eucaristia está a nossa fonte de luz. Noutro momento, Alberione, ouviu: “Dou-lhes a minha luz. E me servirei de vocês para iluminar”.

A VERDADE (Refletir)
O que a Palavra diz?
Invoco a Santíssima Trindade com breve oração: Trindade Santíssima – Pai, Filho, Espírito Santo – presente e agindo na Igreja e na profundidade do meu ser, eu vos adoro, amo e agradeço.
Leio atentamente o texto da Palavra do dia, na Bíblia: Mc 4, 21-25.
Neste texto aparecem os verbos: “acender”, “iluminar”, “conhecer”, “julgar”, “ter”, “receber”.
São relacionados à lâmpada. A Palavra de Deus, é uma lâmpada que, antes de iluminar o caminho por onde vamos, ilumina-nos por dentro, ilumina a nossa consciência para que possamos conhecer, discernir a vontade de Deus.
Nossa missão na Igreja é de ser luz. Como dizem os bispos, em Aparecida: “Os fiéis leigos são “os cristãos que estão incorporados a Cristo pelo batismo, que formam o povo de Deus e participam das funções de Cristo: sacerdote, profeta e rei. Eles realizam, segundo sua condição, a missão de todo o povo cristão na Igreja e no mundo”. São “homens da Igreja no coração do mundo, e homens do mundo no coração da Igreja”” (DAp 209).
Quem acolhe a Palavra de Deus no coração há de frutificar e todos verão seus frutos. Assim, a luz de Deus brilha em seu coração, indicando o caminho da paz, da alegria, da fé. Quem tem fé, vai fortalecê-la cada vez mais. Quem não tem, se não se cuida, fica cada vez mais vazio!

E a VIDA (Orar)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Em sintonia com o coração de Jesus, rezo:
Jesus é luz, brilhante luz do céu.
Jesus é paz, inquieta e doce paz de Deus.
Jesus é Deus.
Quem vê a vida iluminado pela luz que é Jesus, não anda em trevas, tropeça menos, também se torna luz.
Por isso eu pus a minha luz na luz imensa de Jesus.
Por isso eu pus a minha paz na paz imensa de Jesus, e depois disso eu já não temerei, não temerei a escuridão.
Jesus é minha luz.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual o novo olhar que a Palavra despertou em mim?
Cristo diz: “Eu sou a luz do mundo” (Jo 8, 12) e “Vocês são a luz do mundo”. (Mt 5, 14).
Passarei o dia vendo com a luz de Deus, as pessoas, a família, o trabalho, os estudos, todas situações, o mundo, e sobretudo as pessoas com as quais você se relaciona mais de perto. Quero ser “pessoa da Igreja no coração do mundo, e pessoa do mundo no coração da Igreja”.

REFLEXÕES

(6) – A PALAVRA DE DEUS ILUMINA O NOSSO MODO DE AGIR
A conjunção “e” liga a presente parábola à precedente. No Sl 119(118), a palavra de Deus é comparada a uma lâmpada que ilumina o modo de agir de quem a acolhe; é isso que significa quando o salmista diz que ela é “luz para os passos”. A luz cumpre a sua função quando ilumina e faz ver na escuridão. Para o Novo Testamento, a pessoa, depositária do projeto salvífico de Deus, também é comparada à luz. É o caso do próprio Jesus, que é a luz do mundo (Jo 1, 15ss; 8, 12), e de João Batista (Jo 5, 35). A comunidade cristã, fruto do mistério pascal de Jesus Cristo, também é luz (cf. Mt 5, 14-16). Ora, em todos esses casos, a luz simboliza a pessoa iluminada pela fé, pela doutrina dos Apóstolos, pela Palavra de Deus. Somente Deus tem luz própria; todos somos reflexo da luz divina. É de si mesmo que Jesus fala quando diz que uma lâmpada não pode ficar escondida. O que é se manifesta em tudo o que ele faz e ensina; na sua pessoa resplandece o Reino de Deus. A advertência dos vv. 24 e 25 convida a uma compreensão profunda da palavra pela qual o Senhor ensina e instrui os seus discípulos. A superficialidade distorce a Palavra de Deus e induz a equívocos.
ORAÇÃO:
Senhor Jesus, envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutar a Palavra e vivê-la conforme a tua vontade.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – NÃO DESANIMEMOS NO SEGUIMENTO DE JESUS CRISTO
Não desanimemos no seguimento de Jesus Cristo! Vivamos nesta constante expectativa do Senhor que vem. Por isso não vamos desanimar nem desanimar aos outros!
“Sem desânimo, continuemos a afirmar a nossa esperança, porque é fiel quem fez a promessa” (Hebreus 10, 23).
A Palavra de Deus, dirigida aos nossos corações no dia de hoje, tirada da Carta aos Hebreus, nos chama a atenção para não desanimarmos no seguimento de Jesus Cristo. E aqui “seguimento de Jesus Cristo” não é apenas aquele seguimento ao dizer: “Eu creio em Deus! Eu creio em Jesus e jamais vou deixá-Lo!”.
O fato é que com o passar do tempo, com as ilusões, com as dificuldades e as decepções, muitos de nós acabamos abandonando as coisas e os trabalhos do Senhor. Quantos de nós já servimos o Senhor com mais dedicação e com mais empenho no início; já participamos de grupos de oração, éramos fervorosos nas Missas, na reza do santo terço, enfim, na vivência da Palavra de Deus. Mas, por algum motivo, passamos por decepções ou por dificuldades ou nos deixamos levar por outras ondas que parecem animar mais o nosso coração.
É a Carta aos Hebreus que nos diz hoje: “Não abandonemos as nossas assembleias, como alguns costumam fazer. Antes, procuremos animar-nos mutuamente, e tanto mais quanto vedes o dia aproximar-se” (Hebreus 10, 25). Pelo contrário, vamos nos animar uns aos outros para sermos firmes e perseverantes até o Dia do Senhor.
Algumas vezes, nós convivemos, no trabalho, na escola ou no mundo, com pessoas que já foram do Senhor e depois esfriaram no seu amor e na sua prática cristã e muitas nos contaminaram com seu desânimo. E nós também, quando estamos desanimados, chateados e esmorecidos pelas decepções pelas quais passamos, queremos contagiar os outros, algumas vezes de forma consciente, outras de forma inconsciente. Desse modo, nós passamos a semente do desânimo para o outro. A pessoa tinha até vontade e gosto de participar das coisas de Deus, mas não vai mais por escutar tantas críticas.
Eu vejo, frequentemente, as pessoas falarem assim: “Eu estudei em um colégio de freira! Eu estudei em um colégio de padres! Eu sei tudo da Igreja, então já a frequentei bastante, não preciso mais fazer isso!”. Não caia nessa terrível tentação, não caia nesse terrível engano! Nós não podemos abandonar as assembleias (que quer dizer não abandonar as coisas de Deus, os compromissos com Ele). Pode ser que, com o tempo, tenhamos outros compromissos e a nossa família exija mais de nós e já não possamos fazer tantas coisas como antes, mas não podemos abrir mão do essencial!
Se você era do grupo de oração, encontre novamente tempo para frequentá-lo, para fazer um grupo de oração acontecer; você não precisa ser o coordenador, mas vá lá afervorar o seu espírito. Se você participava de um grupo de reflexão da Palavra, se não pode ir neste ou naquele grupo, então faça-o nem que seja na sua casa, mas afervore e viva a dinâmica do Reino de Deus!
Eu nem posso pensar que, de repente, você não tenha tempo nem para ir à Missa semanal, a chamada Missa Dominical; esta nenhum de nós pode abrir mão de forma absoluta, porque a Missa, no dia do Senhor, é aquela que nos prepara para “o” Dia do Senhor [segunda vinda de Jesus]!
Vivamos nessa constante expectativa do Senhor que está por vir, por isso não vamos desanimar nem vamos desanimar aos outros; pelo contrário, vamos animá-los para que, juntos, possamos ir ao encontro do Senhor que vem!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – EXORTAÇÃO À BENEVOLÊNCIA
A sentença de Jesus – “Com a mesma medida com que vocês medirem, também vocês serão medidos” – é uma exortação à benevolência no trato mútuo, mormente com os ouvintes da pregação evangélica. Uma atitude inconsiderada, neste campo, pode ter consequências graves para a dinâmica do Reino. É preciso estar atento!
A exortação do Mestre fazia-se necessária já que os discípulos corriam o risco de se tornar intransigentes, a ponto de fazer distinção entre quem podia e quem não podia ouvir a Palavra, excluindo esta segunda categoria. Podiam ceder à tentação de se tornarem senhores do Reino, colocando-se como referência para os demais, esquecendo-se de Deus. A isto se chama de soberba, cujo sintoma mais perverso consiste em excluir o próprio Deus da vida humana. Quem começou bem, pode acabar muito mal.
Jesus alerta o ministro da Palavra sobre o futuro confronto com o Senhor do Reino. O agente da constatação “vocês serão medidos” é o Pai. Ele é quem julgará como cada ministro exerceu a missão que lhe foi confiada. Receberá um tratamento severo por parte de Deus aquele que tiver sido intransigente e arrogante com os ouvintes da Palavra. Pelo contrário, quem soube ser benevolente e se transformou num instrumento efetivo para a Palavra de Deus chegar às pessoas, será acolhido, com muito amor, pelo Pai.
Oração:
Pai, ensina-me a ser benevolente com quem deve ser evangelizado por mim, para que, no final de minha missão, eu possa também experimentar a tua benevolência.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” (Mc 4, 23).
Essa frase de Jesus se aplica aos três ensinos que Ele nos dá neste Evangelho.
O primeiro ensino é sobre o lugar em que deve ser posta uma lâmpada acesa. É lógico que deve ficar num lugar alto, para iluminar todo o ambiente.
O Evangelho não nos diz quem esta lâmpada representa, mas Jesus entende que são seus discípulos. Eles devem levar ao Povo Eleito o ensino que Ele mesmo dá, e assim o que Ele ensinou será a luz de Israel.
Sobre os discípulos Jesus disse uma vez: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 5,14). Mas como eles, simples homens sem instrução poderiam iluminar o mundo?
A resposta está em outra afirmação de Jesus sobre Si mesmo: “Eu sou a Luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a Luz da vida” (Jo 8,12). Entendemos agora como os apóstolos receberam de Jesus esta Luz e por ela, foram por sua vez, transformados em luz do mundo.
As pessoas de boa vontade ouviam estas palavras de Jesus e as aceitavam. Eram pessoas “que tinham ouvidos para ouvir”, isso é, para acolher Jesus. Mas os dirigentes religiosos de Israel “não tinham ouvidos para O ouvir”. Eles não acolheram a Luz que foi Jesus, e permaneceram nas trevas.
O segundo ensino de Jesus é sobre o que está escondido: era a hipocrisia dos dirigentes de Israel perante o povo. Um dia ficaria clara a todos. E esse dia aconteceu na Ressurreição de Jesus, prova de sua divindade que os líderes judeus tentaram ocultar (Mt 28, 11-15). Todos os discípulos de Jesus aceitaram Sua Ressurreição e entenderam como os chefes judeus usaram artimanhas para a negar.
O terceiro ensino de Jesus é sobre o julgamento que fazemos sobre os outros: 24. “Prestai atenção no que ouvis: com a mesma medida com que medirdes, também vós sereis medidos; e vos será dado ainda mais. 25. Ao que tem alguma coisa, será dado ainda mais; do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem” (Mc 4, 24-25).
No versículo 24 Jesus ensina a justiça no julgamento que fazemos dos outros, porque Deus, que é justo, não usa para nós uma medida diferente daquela que, livremente, escolhemos para medir os outros em suas ações, palavras, pensamentos etc.
Quando Jesus diz: “[…] e vos será dado ainda mais”, quer dizer que, confiando em seus discípulos, eles serão justos nos julgamentos que fizerem dos outros. Por isso merecem uma recompensa da parte de Deus: “[…] e vos será dado ainda mais [por Deus]”.
Quando Jesus diz: “[…] do que não tem, será tirado até mesmo o que ele tem”, quer dizer que as pessoas que julgam mal os outros tinham o conhecimento para não julgarem mal e assim mereceriam o prêmio de Deus. No entanto, porque julgam mal, até este conhecimento lhes é tirado. Deus seria injusto? Não, porque Ele dá a todas as pessoas o são juízo para julgarem os outros.
Indo mais longe, tendo em mente o conflito de Jesus com os dirigentes de Israel, entendemos que aqui Jesus está afirmando que eles tinham a instrução religiosa para saber que Ele era o Messias. Os mestres da Lei eram instruídos, e esta instrução Deus lhes dera para que se salvassem aceitando Jesus. Como não O aceitaram, todo o conhecimento teológico que tinham ficou inutilizado para a Salvação deles mesmos. Deus lhes tirou o pouco que tinham porque não quiseram aceitar o tudo que lhes oferecia na pessoa do Messias Jesus.
Tiremos nossas conclusões sobre estes diferentes modos com que Jesus foi julgado, aceito ou rejeitado pelas pessoas de seu tempo. E vejamos no nosso tempo como isto acontece também. Somente precisamos pedir a Deus que continuemos com Jesus e que nos seja dado muito mais do que já temos para chegarmos à plena Salvação.
Padre Valdir Marques

(10) – COM A MEDIDA QUE EMPREGARDES PARA MEDIR É QUE SEREIS MEDIDOS
Uma vez que Cristo é invisível, não podemos mostrar-Lhe o nosso amor; mas o nosso próximo não é invisível, por isso podemos fazer por ele aquilo que gostaríamos de fazer por Cristo, se Ele fosse visível.
Hoje em dia, o próprio Cristo está presente em todos aqueles que são dispensáveis, naqueles a quem não damos emprego, nos que deixamos de tratar, nos que têm fome, nos que não têm roupa ou habitação. Todos eles parecem inúteis aos olhos da sociedade e do Estado. Ninguém tem tempo para eles. É por isso a nós, cristãos como tu e eu, se o nosso amor for verdadeiro e digno do amor de Cristo, que cabe a tarefa de os encontrar e ajudar. Eles existem para que nós os encontremos.
Trabalhar por trabalhar é o perigo que nos ameaça de todos os lados. É então que entram em campo o respeito, o amor, a devoção, para que possamos oferecer a Cristo, e por Ele a Deus, o fruto do nosso trabalho, que nos esforçamos por fazer da melhor maneira possível.
Beata Teresa de Calcutá (1910-1997)

(11.1) – QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR QUE OUÇA
A nossa vida não pode ser como a dos fariseus, que aparentam ser uma coisa quando na verdade são outra. Somos chamados a ser filhos da luz e a viver como filhos da luz, testemunhando o amor e a presença de Deus para todas as pessoas. Os nossos pecados se opõem a esse chamado, dificultando o nosso testemunho e obscurecendo a presença de Deus. Mas Deus age com misericórdia para conosco, se procuramos nos reconhecer pecadores e buscamos a nossa conversão juntamente com a conversão dos nossos irmãos e irmãs. Mas se agimos como fariseus, demonstrando uma santidade que não temos e condenando os pecados das outras pessoas, Deus nos pagará com a mesma moeda. O nosso corpo é capaz de ouvir por todos os sentidos. Estranho dizer isso, mas é a mais pura realidade. A nossa capacidade de percepção é imensa. O nosso olhar, ouvir, o contato, tudo isso é sentir, entender e observar as coisas, Jesus não se refere apenas à audição. Mas à capacidade do entendimento de tudo o que Reino de Deus exige de nós. Quem tem possibilidade de fazer o bem, faça. Quem pode visitar um doente, visite. Não é tão difícil realizar o Reino. Falta-nos coragem.
Ruymar

(11.2) – A LÂMPADA, TRAZ-SE, PARA SER COLOCADA SOBRE O CANDELABRO
É PRECISO SER LUZ
A vivência da palavra de Jesus exige ser testemunhada publicamente. Ela é comparável a uma lâmpada, colocada num lugar estratégico para que seus raios atinjam todos os recantos do ambiente. Não tem sentido colocá-la num lugar onde seu brilho se restrinja a um pequeno âmbito. Portanto, quem adere a Jesus e deixa que sua palavra seja colocada em seu coração, se torna responsável por fazer esta luz irradiar-se de maneira plena.
O discípulo deverá prestar contas desta responsabilidade. Se a palavra foi acolhida com liberdade e alegria e não como uma imposição, ele não tem mais o direito de tratá-la com desleixo e não deixá-la produzir em si seus efeitos. E os frutos da palavra se farão visíveis na vida dos discípulos, pelo testemunho de sua ação. O Senhor haverá de recompensá-lo por isto.
O discípulo que se descuida e tem uma existência pobre em testemunho de fé haverá de ficar privado do pouquinho que produziu. Não por causa da quantidade, mas sim da displicência em relação à da palavra do Senhor. O que pensava ter, não lhe servirá para nada.
O saber-se luz colocada pelo Senhor para iluminar o mundo não deveria ser motivo de orgulho mundano por parte do discípulo. Antes, trata-se de uma tarefa difícil e exigente, na qual se poderá até perder a própria vida. Ser luz é uma responsabilidade.
Oração:
Senhor Jesus, que eu assuma minha fé com tal generosidade e disposição a ponto de, em mim, tua palavra se transformar em luz.
Igreja Matriz de Dracena

(11.3) – O QUE TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA
Marcos agrupou nesta passagem duas parábolas que certamente não estavam assim no início. A parábola da lâmpada (vv. 21-23) que é reproduzida, sem dúvida, em seu estilo original: seu estilo interrogante é, com efeito, característico de uma fonte próxima à tradição oral; e o v. 23 é um estribilho pulsante na tradição primitiva para sublinhar a gravidade do ensino que estava sendo ministrado.
A parábola da lâmpada é um simples provérbio, destinado primitivamente a explicar a necessidade de passar aos fatos: quem compreendeu algo não pode calar e toda sua atividade deve estar marcada por esta circunstância. Porém, ao acrescentar a esta parábola o v. 22, Marcos a introduz no âmbito de sua doutrina sobre a escuta da Palavra e sobre o segredo messiânico. Nessas condições, a lâmpada designa a doutrina de Jesus. No momento está velada e não é compreendida, porém virá um dia em que se tornará visível e “quem não compreendeu” as palavras “misteriosas” será condenado e julgado no momento dessa manifestação.
Se a Palavra de Deus não é proclamada sob o regime da fé, é como uma lâmpada debaixo de um móvel ou de uma cama: não se percebe sua claridade, mas somente sua penumbra. É preciso entregar-se com confiança e fidelidade a essa lâmpada para que realmente ela ilumine o ambiente. Porém, o reino está em processo de crescimento. A lâmpada estará algum dia sobre o candelabro e iluminará os que, em segredo e no mistério, puseram nela sua confiança.
Claretianos

(11.4) – COM A MESMA MEDIDA
Hebreus 10, 19-25 – “animar-nos mutuamente”
A leitura deste trecho da carta aos Hebreus, nos leva a refletir sobre a nossa anuência ao caminho novo e vivo aberto por Jesus para que possamos nos aproximar da casa de Deus. Sabemos que foi pelo sangue de Cristo que tivemos acesso a este caminho e, desde então, o que era velho na nossa vida não tem mais razão de ser. O tempo da ignorância, isto é, quando não conhecíamos a Cristo, não conta. Este caminho nos leva a uma vida santa e tudo isto nós podemos vivenciar no agora da nossa história com um coração sincero e cheio de fé, procurando purificar a nossa consciência das coisas que mancharam a nossa alma. O autor nos exorta a animar-nos mutuamente e a estarmos atentos uns aos outros para que ninguém desanime nem perca a esperança, confiando na fidelidade de Deus que nos prometeu salvação. Que não abandonemos as nossas assembleias, perseverando nas nossas orações comunitárias, incentivando-nos uns aos outros com atos de caridade e boas ações. Que possamos cada dia mais nos aproximar do Senhor para usufruir de tudo quanto Ele nos presenteia: vida, saúde, família, amigos, trabalho, casa, comida, enquanto aqui estivermos e a vida eterna, finalmente, no dia que se aproxima. Enquanto aqui vivermos que possamos dar graças a Deus por todas as coisas.
– Você já começou a dar os primeiros passos nesse Novo Caminho?
– Você tem tentado animar as pessoas que o (a) rodeiam mostrando as coisas boas que elas possuem?
– Você ainda é ligado (a) às suas faltas do passado?
– Você é perseverante na oração em Comunidade?

Salmo 23 – “É assim a geração dos que buscam vossa face, ó Senhor, Deus de Israel.”
O Senhor Deus criou o céu e a terra com tudo o que ela encerra e assim Ele a sustem firme sobre os mares. No entanto, o homem, objeto de toda a criação, só encontra estabilidade e segurança quando busca a Sua face. Nós só poderemos encontrar o rosto do Senhor quando nós nos dispusermos a entrar em comunhão com Ele de coração puro e inocente afastando para longe os nossos pensamentos vãos e deixando-nos purificar das nossas faltas. Assim, estaremos prontos (as), para receber a Sua bênção especial, para cada momento da nossa existência.

Evangelho – Marcos 4, 21-25 – “com a mesma medida”
Neste Evangelho Jesus nos orienta para que as nossas ações se comparem a lâmpadas acesas colocadas em lugar bem alto a fim de iluminar todas as pessoas. Em outras palavras Ele nos incentiva a sermos luzeiros a clarear o caminho de quem estiver necessitando do conhecimento de Deus. Por isso, as nossas ações devem revelar o que cultivamos dentro de nós mesmos (as)! Se cultivarmos em nós bons pensamentos e regarmos os nossos bons sentimentos poderemos também realizar boas obras as quais são como lâmpadas acesas as quais podem ser vistas por todas as pessoas. Do contrário, quando falseamos, e blefamos escondendo as nossas reais intenções nós também somos capazes de praticar ações duvidosas que, mesmo aparentando gestos bondosos, são, no entanto, arapucas que armamos para que outros caiam. Aí, nós revelamos apenas a escuridão que há dentro do nosso coração. Jesus continua nos advertindo em relação às nossas ações e, agora também, quanto aos nossos julgamentos quando diz: “com a mesma medida com que medirdes também vós sereis medidos”. Muitas vezes nós usamos critérios muito exigentes para com o próximo e não nos apercebemos de que com o mesmo rigor nós também seremos julgados (as), e, … por nós mesmos (as)! A medida, então, é a que nós usamos, isto é, a nossa medida. Portanto, que tenhamos o cuidado de purificar os nossos pensamentos e sentimentos a fim de que possamos atuar com sinceridade e com transparência irradiando ao mundo a Luz que vem do Senhor. E que as nossas ações e os nossos julgamentos para com os nossos irmãos (ãs) sejam feitos com uma medida ajustada à nossa própria fraqueza, portanto, cheios de misericórdia e compaixão.
– Você é uma pessoa transparente e sincera?
– As suas ações acompanham os seus sentimentos e pensamentos ou você consegue camuflá-las?
– Você é muito rigoroso (a) com os erros das pessoas?
– E com os seus?
– Você é uma pessoa que se impacienta por qualquer coisa?
– Qual é a sua medida?
Helena Serpa

(11.5) – CRISTIANISMO NÃO TEM SEGREDO
Cristianismo não tem Segredo…”
Antes do Concílio ecumênico Vaticano II o sacerdote celebrava a missa de costas para o povo e havia sobre o vaso sagrado e a patena, uma espécie de véu que ocultava o mistério da Eucaristia, sei disso porque era acólito e o véu tinha que ser colocado de tal modo que nada ficasse aparecendo. Eu mesmo, que estava ali junto ao altar, muitas vezes me perguntava que segredo a sete chaves era aquele feito pela imposição das mãos, por aqueles eternos “cochichos” do sacerdote em uma língua estranha… Imagine o povo…
O Cristianismo, ao lado do Islamismo e Judaísmo, prima por ser a Religião da Revelação, Deus tira o véu e se mostra como é em seu Filho Jesus Cristo. Não há na Igreja nenhum segredo guardado sobre essa revelação. A Igreja é sinal do Reino de Deus e este é mistério justamente porque a sua força e a sua ação não dependem do Homem, que é apenas colaborador. O fato de ser a Igreja uma Instituição Milenar, desafia a compreensão humana.
Mas se por um lado o Reino que a Igreja anuncia é mistério, por outro ele se torna acessível pela Fé, porque no coração de todos os que creem já está presente, embora ainda não tenha chegado em sua plenitude, que um dia há de vir quando o Senhor voltar.
O anúncio desse Reino não pode ficar fechado entre quatro paredes mais deve se tornar conhecido de todos, “Ide e anunciai a todas as nações…”, foi a ordem de Jesus para os seus discípulos. No princípio da Igreja o Cristianismo era uma seita trancada dentro do judaísmo, quem o arrancou de lá e o levou aos pagãos e gentios foi o apóstolo Paulo, celebrado nestes dias.
Por ser só perceptível aos olhos da Fé, muitas vezes nos desanimamos diante de certos acontecimentos, parece que a força do mal está em todo lugar e até dentro de nossas comunidades cristãs, e o mundo caminha para pior. É exatamente nessa situação que o cristão deve perseverar na sua Fé, comprometendo-se cada vez mais com o Reino. Os pecados do irmão e os nossos próprios pecados, devem ser superados pela experiência profunda do amor de Deus em nossa vida.
Deste modo, há no mais íntimo dos que creem, uma força superior a qualquer outra, que nos impulsiona a caminhar, a construir, a sonhar e a perseverar, na espera desse algo que está à nossa frente. Essa Força é o Reino de Deus…
Diácono José da Cruz

(11.6) – O CANDELABRO
A pessoa que recebeu a Palavra de Deus de bom grado em seu coração há de frutificar grandemente, de maneira que todos possam ver os seus frutos. Daí a parábola da candeia, que revela a posição que ocupará no reino espiritual aquele que se deixou transformar completamente pela semente da Palavra. Marcos apresenta alguns ditos de Jesus que são encontrados, dispersos, em Mateus e Lucas. O dito a respeito da lâmpada sobre o candelabro é encontrado no evangelho de Mateus, introduzido pela proclamação: “Vós sois a luz do mundo!” no início do Sermão da Montanha. Assim, o testemunho dos discípulos deve ser uma luz para o mundo. No ensinamento de Jesus, não há nenhuma falsidade oculta, como na doutrina dos fariseus, nem ensinamento reservado a grupos elitizados, como no gnosticismo.
“E disse-lhes: Vem porventura a candeia para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? Não vem antes para se colocar no velador?” – Marcos 4, 21.
O candelabro era a lâmpada dos tempos de Jesus. Na parábola, a candeia significa a luz de Deus que brilha através de alguém que realmente teve uma experiência pessoal com Jesus. Sua vida vai manifestar um brilho especial como que dizendo ao mundo que se achou o caminho da paz, da alegria, da fé, que as pessoas tanto procuram. O papel da Palavra de Deus no coração do homem é justamente este, o de tirar o homem das trevas do ódio e da amargura, e colocá-lo na luz do amor de Deus. Uma vez que o indivíduo teve essa experiência e vai crescendo mais e mais no conhecimento de Deus, a luz de Cristo no seu interior vai brilhar cada vez mais intensamente a fim de se manifestar aos homens que ainda vivem nas trevas (João 1, 4-5; I João 1, 5-7)
“E disse-lhes: Vem porventura o candelabro para se meter debaixo do alqueire, ou debaixo da cama? Não vem antes para se colocar no velador?” – Marcos 4, 21.
O texto diz que a lamparina não vem para ser deixada num lugar qualquer da casa, mas sim no velador que sempre era posicionado em lugares altos de onde podia iluminar toda a casa. Jesus está dizendo que aquele que teve uma experiência genuína com Deus e que está crescendo em maturidade através da semente plantada em seu coração, certamente será posicionado em lugares cada vez mais estratégicos no reino espiritual de maneira que possa abençoar as pessoas de forma mais eficaz. Quem nos posiciona em lugares altos é o Senhor nosso Deus. Ele conhece o nosso coração e sabe se de fato temos frutificado e sido abençoadores de outras vidas. Aquele que é fiel no pouco sobre o muito será colocado (Mt. 25, 23).
“Porque nada há encoberto que não haja de ser manifesto; e nada se faz para ficar oculto, mas para ser descoberto” – Marcos 4, 22.
Jesus disse que nada está encoberto senão para vir à luz. Ele está querendo dizer que assim como uma semente plantada na terra permanece oculta por um certo tempo, vindo depois à luz, da mesma forma, toda semente divina plantada no coração do homem, tende a manifestar-se no seu devido tempo, revelando sua espécie. Aquele que tem recebido pela fé a Palavra de Deus em seu coração, mais cedo ou mais tarde, terá a alegria de ver esta Palavra manifestada aos homens, pelas novas atitudes e obras praticadas. A luz de Deus deixará de estar no oculto do coração, para ser algo notório a todos os homens (Gálatas 5, 22-23).
“Se alguém tem ouvidos para ouvir, ouça” – Marcos 4, 23.
Os versículos seguintes aos mencionados acima mostram que, para que a luz venha a de fato manifestar-se, é necessário que o homem, canal da luz, seja um bom ouvinte da Palavra. Os versículos 23 e 24 dizem: “Quem tem ouvidos para ouvir, ouça. Também lhes disse: Atendei ao que ouvis”. Os ouvidos precisam atentar a toda palavra que sai da boca de Deus, porque destas viverá o homem (Dt. 8, 3b). O solo que frutificou na parábola do semeador foi aquele que, antes de tudo, ouviu a Palavra e a recebeu, e só então pôde dar o fruto esperado. Antes da frutificação vem o receber, e antes do receber vem o ouvir. A pergunta que queremos deixar aqui é sobre como temos ouvido a Palavra. Não o ouvir com os ouvidos naturais, mas com os ouvidos do coração. Porque toda frutificação depende de ouvidos sensíveis e receptivos ao que Deus está falando.
“E disse-lhes: Atendei ao que ides ouvir. Com a medida com que medirdes vos medirão a vós, e ser-vos-á ainda acrescentada a vós que ouvis.” – Marcos 4, 24-25.
Quem ouve as palavras de Jesus e as acolhe não condena, mas pratica a misericórdia. Quem faz um julgamento usando a misericórdia como medida alcançará, por sua vez, misericórdia em abundância.
A sentença final pode ser um provérbio popular da Antiguidade, que interpreta as relações socioeconômicas daquelas sociedades, no mundo greco-romano e oriental. O rico acumula cada vez mais riquezas, à custa dos pobres, cada vez mais empobrecidos. Com certo constrangimento, seria aplicado na perspectiva da fé. Quem tem a fé vai se fortalecendo cada vez mais, enquanto aquele que não a tem, vai se debilitando.
Com que intensidade nós queremos ver a manifestação do brilho de Deus em nossas vidas?
Qual o posicionamento no reino espiritual que esperamos da parte de Deus?
Todas estas questões dependem de como nos debruçamos de coração ao que estamos a ouvir da parte de Deus. A medida de unção, revelação e autoridade espiritual dependem de uma atitude cada vez mais positiva em relação à Palavra de Deus a nós ministrada. Se a desprezarmos ela não terá proveito para nós; mas se a valorizarmos, Deus nos acrescentará mais e mais de tudo o que ela oferece (Jeremias 29, 13; 33, 3).
Que toda transformação do nosso coração, operada por Deus e por Sua Palavra, possa resultar na iluminação de milhares de pessoas.
Canção Nova

(11.7) – PRECISAMOS NOS LEVANTA
Bom dia!
Ontem terminei a reflexão com a seguinte mensagem:
“(…) Se empenhar não é viver a ideia de que somos amados para justificar os erros. É após cada erro, tropeço, equivoco, (…) COM MAIS GARRA LEVANTAR e querer ter um terreno menos pedregoso ou com espinhos, pois é certo que novamente Ele passará semeando”.
Repare a intima relação dessa mensagem com uma colocação, diversas vezes mencionada por Marcio Mendes, no programa Sorrindo para a vida da TV Canção Nova: “Por essa razão, precisamos tomar posse dessa graça, MAS PARA ISSO PRECISAMOS NOS LEVANTAR, porque ninguém vence a luta deitado”.
Mas o que essas duas citações têm haver com a parábola apresentada por Jesus no evangelho de hoje? De certa forma elas se interagem. E muito!
Boa parte das pregações de Jesus tinha como tema a redenção através do perdão dos pecados. Sim, somos novamente livres através da reconciliação. Esse ato redentor deveria gerar em nós a gratidão, pois não mais estamos nas garras do mal que nos aprisionava e sim livres para sermos felizes, bons e amáveis… No entanto, por algumas vezes, a “bordoada” dada pela vida nos faz desacreditar que podemos nos reerguer, mas NOVAMENTE contradizendo as nossas expectativas humanas, levantamos.
A chama de vida e de esperança que parecia apagada, Jesus reaviva e nos dá vigor, mas a gratidão, às vezes, se rende ao entusiasmo da vitória. Vibrantes e entusiasmados pelas conquistas acabamos esquecendo de retribuir. Deus nos levanta por que nos ama, mas creio que esperasse que nós ajudássemos a levantar outros.
Temos pessoas engajadas em diversas pastorais e movimentos com talentos incríveis; temos irmãos e irmãs que vão a missa apenas aos domingos que se estivessem engajadas poderiam surgir novos sonhos como teve um dia Zilda Arns, mas como na parábola de hoje, ficam escondidas sob a mesa.
Em busca da tão sonhada estabilidade, meio que fechamos os olhos. Tememos, após esse encontro com o projeto de Deus, despendiar tempo que poderíamos estar investindo em nossa carreira, estudo, crescimento pessoal, reconhecimento profissional, sonhos…
“(…) Dos que vivem em Cristo se espera um testemunho muito crível de santidade e de compromisso. Desejando e procurando essa santidade não vivemos menos, mas melhor, porque, quando Deus pede mais, é porque está oferecendo muito mais: ´NÃO TENHAM MEDO DE CRISTO! ELE NÃO TIRA NADA E NOS DÁ TUDO´!” (Documento de Aparecida §352).
Essa frase em caixa alta é de Bento XVI e propositalmente está em destaque. Deus não deseja que abandonemos nossos sonhos, mas que possamos dispor um pouco de gratidão a Ele no serviço principalmente por aqueles que ainda não O conhecem, os que sofrem, aos que não conseguem levantar.
“(…) Mas as condições de vida de muitos abandonados, excluídos e ignorados em sua miséria e sua dor, contradizem este projeto do Pai e desafiam os cristãos a um maior compromisso a favor da cultura da vida. O Reino de vida que Cristo veio trazer é incompatível com essas situações desumanas. Se pretendemos fechar os olhos diante destas realidades, não somos defensores da vida do Reino e nos situamos no caminho da morte: “Nós sabemos que passamos da morte para a vida porque amamos os irmãos. Aquele que não ama, permanece na morte” (1 Jo 3,14)”. (Documento de Aparecida §358).
Muito foi falado da idealizadora de um sonho chamado PASTORAL DA CRIANÇA, mas pouco se enfatiza nesse mundo que se tornou tão frio o fato que ela foi uma filha de Deus como nós, que nasceu para servir (como nós), dividiu um pouco do seu talento e amor materno com os que mais precisavam (como nós?) partiu servindo. Santa da modernidade. Mãe, esposa, médica, bem sucedida, reconhecida, premiada… Como tantos outros, ela entendeu a fundo essa parábola.
Deixo em destaque novamente a afirmação do nosso pontífice:
“Não tenham medo de Cristo! Ele não tira nada e nos dá tudo”
Brilhem! Não se escondam! Levantem-se! Apresente a Deus um pouco do seu tempo e verás!
Um Imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(16) – SERÁ QUE A LÂMPADA VEM PARA FICAR DEBAIXO DE UMA CAIXA OU DEBAIXO DA CAMA?
Hoje, Jesus nos explica o segredo do Reino do Céu. Inclusive utiliza uma certa ironia para mostrar-nos que a “energia” interna que tem a Palavra de Deus – a própria Dele –, a força expansiva que se deve estender por todo o mundo, é como uma luz, e que esta luz não pode ficar embaixo do alqueire «Dizia-lhes ainda: Traz-se porventura a candeia para ser colocada debaixo do alqueire ou debaixo da cama? Não é para ser posta no candeeiro?» (Mc 4, 21).
Por acaso podemos imaginar a estupidez humana que seria colocar a vela acesa embaixo da cama?
Cristãos com a luz apagada ou com a luz acesa com a proibição de iluminar! Isto sucede quando não pomos ao serviço da fé a plenitude de nossos conhecimentos e de nosso amor. Quão antinatural resulta o egoísmo sobre nós mesmos, reduzindo nossa vida ao limite de nossos interesses pessoais! Viver sob a cama! Ridícula e tragicamente imóveis: “autistas” do espírito.
O Evangelho – pelo contrário – é um santo arrebato de Amor apaixonado que quer comunicar-se, que necessita “dizer”, que leva em si uma exigência de crescimento pessoal, de maturidade interior, e de serviço aos outros. «Se dizes: Basta! “Estás morto», diz Santo Agostinho. E São Josémaria: «Senhor: que tenha peso e medida em tudo…, menos no Amor».
«‘Se alguém tem ouvidos para ouvir, que ouça.’ Lhes dizia também: ‘Ele prosseguiu: Atendei ao que ouvis: com a medida com que medirdes, vos medirão a vós, e ainda se vos acrescentará.’» (Mc 4, 23-24).
Mas, que queres dizer com escutar?
Que devemos escutar?
É a grande pergunta que devemos fazer. É o ato de sinceridade para com Deus que nos exige saber realmente que queremos fazer. E para saber o que devemos escutar: é necessário estar atento às insinuações de Deus. Devemos nos introduzir no diálogo com Ele. E a conversa põe fim às “matemáticas da medida”: «Ele prosseguiu: Atendei ao que ouvis: com a medida com que medirdes, vos medirão a vós, e ainda se vos acrescentará. Pois, ao que tem, se lhe dará; e ao que não tem, se lhe tirará até o que tem» (Mc 4, 24-25). Os interesses acumulados de Deus nosso Senhor são imprevisíveis e extraordinários. Esta é uma maneira de excitar nossa generosidade.
Rev. D. Àngel CALDAS i Bosch

COMEMORA-SE NO DIA 29/Jan

(5) – SÃO VALÉRIO DE TREVIRI
Uma tradição antiga informa que Valério foi discípulo do apóstolo Pedro que o teria consagrado bispo e enviado para evangelizar a população da Alemanha. Mas historicamente esta informação carece de veracidade.
O que sabemos é que Valério foi realmente bispo em Tréviri realizou um ótimo trabalho de evangelização. Suas ações em favor da fé e da Igreja o incluíram na lista dos santos.
Nos registros do Vaticano encontramos a seguinte afirmação sobre Valério: “converteu multidões de pagãos e operou milagres singelos e expressivos”. Talvez o mais significativo, tenha sido quando Valério, trouxe de volta a vida do companheiro Materno com o simples toque do seu bastão episcopal.
Valério morreu dia 29 de janeiro de um ano incerto do século IV.
REFLEXÃO:
A Igreja da Alemanha dedica muitas igrejas à memória de São Valério. Muitas cidades o elegeram como seu padroeiro. As suas relíquias, conservadas numa urna de prata, se encontram na basílica de São Matias, na Alemanha. Na devoção popular encontramos a certeza de que Valério foi um verdadeiro apóstolo de Cristo.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SÃO VALÉRIO DE RAVENA
Recordamos hoje dois santos bispos com o mesmo nome, Valério. O primeiro, morreu cinco séculos antes, na sua sede episcopal em Treviri, na Alemanha. O segundo, faleceu no dia 15 de março de 810 e foi o bispo de Ravena, em Roma, na Itália.
Este Valério, bispo de Ravena, que faleceu em março, passou a ser comemorado no dia 29 de janeiro, por ser confundido com o primeiro que faleceu neste dia, o qual já tinha um culto cristalizado entre os peregrinos e devotos. O erro partiu de um copista do Vaticano, em 1286, que acreditou se tratasse de um santo só. Excluiu a festa de março e manteve no calendário da Igreja a data da comemoração mais antiga, e assim ficou.
Valério de Ravena, também sofreu fortes perseguições políticas dentro do próprio clero. Mas o pior foi que para agradar o imperador Carlos Magno, que não simpatizava com ele, o bispo foi vítima de uma sórdida intriga política. No dia 8 de abril de 808, dia de Palmas, dois nobres condes paladinos chegaram cedo na cúria, conversaram com Valério que os acolheu e deu hospedagem. Participaram de todas as celebrações pertinentes à data e depois de almoçarem com o bispo, partiram agradecidos.
Depois, em troca de favores da corte, estes nobres mandaram uma carta ao papa Leão III, informando que durante a refeição, daquele dia, o bispo Valério, havia proferido palavras tão impróprias, que não poderiam ser repetidas nem por escrito. Mais tarde quando surgiram outras divergências políticas, o papa Leão III escreveu numa carta à Carlos Magno, que ele mesmo contestava a santidade do bispo e lhe contou sobre os dois condes.
Outras fontes históricas da Santa Sé, entretanto, comprovaram que o arcebispo de Ravena era um pastor zeloso e batalhador pela causa do bem da doutrina cristã, especialmente na luta contra a heresia ariana. Valério administrou a diocese de Ravena entre 788 e 810. O arcebispo Simeão trasladou suas relíquias para a catedral, em 1222, concedendo uma indulgência especial à basílica de santo Apolinário, por “reverências ao bem-aventurado Valério”.

(10.1) – SÃO JOSÉ FREINADEMETZ
Giuseppe (José) Freinademetz nasceu a 15 de abril de 1852, em Oies, um povoado de cinco casas entre os Alpes dolomitas do norte da Itália. Batizado no mesmo dia do nascimento, herdou da família uma fé simples, porém tenaz e uma grande capacidade de trabalho.
Quando ainda cursava seus estudos teológicos, começou a pensar seriamente nas “missões estrangeiras” como uma possibilidade para a sua vida. Ordenado sacerdote em 25 de julho de 1875, foi destinado à comunidade de São Martino di Badia, bem perto de sua terra natal, onde logo conquistou o coração de seus conterrâneos. Entretanto, a inquietação missionária não o havia abandonado. Apenas dois anos depois de sua ordenação, pôs-se em contato com padre Arnaldo Janssen, fundador da casa missionária que logo se converteria oficialmente na “Sociedade do Verbo Divino”.
Em 2 de março de 1879 recebeu a cruz missionária e partiu rumo à China, junto com outro missionário verbita, padre João Batista Anzer. Foram anos duros, marcados por viagens longas e difíceis, sujeitas a assaltos de bandoleiros, e por árduo trabalho para formar as primeiras comunidades cristãs. Assim que conseguia formar uma comunidade, chegava a ordem do bispo para deixar tudo e recomeçar em outro lugar.
Toda sua vida esteve marcada pelo esforço de fazer-se chinês entre os chineses, a ponto de escrever aos seus familiares: “Amo a China e os chineses; entre eles quero morrer, entre eles quero ser sepultado”.
Cada vez que o bispo tinha que viajar fora da China, Freinademetz devia assumir a administração da diocese. No final de 1907, enquanto administrava a diocese pela sexta vez, surgiu uma epidemia de tifo. José, como bom pastor, prestou assistência incansável aos enfermos, até que ele próprio contraiu a doença. Voltou imediatamente a Taikia, sede da diocese, onde morreu em 28 de janeiro de 1908. Ali mesmo o sepultaram, sob a décima segunda estação da Via Sacra do cemitério e a sua tumba logo se transformou em um ponto de referência e peregrinação para os cristãos.
Freinademetz soube descobrir e amar profundamente a grandeza da cultura do povo ao qual havia sido enviado. Dedicou sua vida a anunciar o Evangelho, mensagem do amor de Deus à humanidade e a encarnar esse amor na comunhão das comunidades cristãs chinesas. Entusiasmou muitos chineses para que fossem missionários de seus compatriotas como catequistas, religiosos, religiosas e sacerdotes. Sua vida inteira foi expressão do que foi seu lema: “O idioma que todos entendem é o amor”.

(10.2) – S. CONSTÂNCIO
Notável pelo espírito de mortificação e generosidade para com os pobres, aos 30 anos foi eleito bispo de Perúgia. Não querendo sacrificar aos ídolos, foi posto numas termas aquecidas a alta temperatura, mas nada lhe aconteceu. Na prisão, converteu os seus carcereiros. Foi finalmente decapitado.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

III SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Reunidos para celebrar, desça sobre nós a bênção do Senhor. Atentos uns aos outros e animando-nos mutuamente na fé, na esperança e na caridade, iluminemos os caminhos da humanidade.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo (Sl 95, 1.6).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eteno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Aproximemo-nos cheios de fé da palavra de Deus, a qual ilumina nosso agir para seguirmos o caminho novo e vivo da mensagem de Jesus.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Vossa palavra é uma luz para os meus passos e uma lâmpada luzente em meu caminho (Sl 118, 105).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Sl 33, 6).

Oração depois da Comunhão
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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