Liturgia Diária 30/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
30/Jan/2015 (sexta-feira)

O Reino de Deus exige paciência e esperança

LEITURA: Hebreus (Hb) 10, 32-39: Motivos de perseverança
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 32 lembrai-vos dos primeiros dias, quando, apenas iluminados, suportastes longas e dolorosas lutas. 33 Às vezes, éreis apresentados como espetáculo, debaixo de injúrias e tribulações; outras vezes, vos tornáveis solidários dos que assim eram tratados. 34 Com efeito, participastes dos sofrimentos dos prisioneiros e aceitastes com alegria o confisco dos vossos bens, na certeza de possuir uma riqueza melhor e mais durável. 35 Não abandoneis, pois, a vossa coragem, que merece grande recompensa. 36 De fato, precisais de perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar o que ele prometeu. 37 Porque ainda bem pouco tempo, e aquele que deve vir virá e não tardará. 38 O meu justo viverá por causa de sua fidelidade, mas, se esmorecer, não encontrarei mais satisfação nele”. 39 Nós não somos desertores, para a perdição. Somos homens da fé, para a salvação da alma. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 37 (36), 3-4. 5-6. 23-24. 39-40: A sorte do justo é do ímpio
39a A salvação de quem é justo vem de Deus!
3 Confia no Senhor e faze o bem, e sobre a terra habitarás em segurança. 4 Coloca no Senhor tua alegria, e ele dará o que pedir teu coração.
5 Deixa aos cuidados do Senhor o teu destino; confia nele, e com certeza ele agirá. 6 Fará brilhar tua inocência como a luz, e o teu direito, como o sol do meio-dia.
23 É o Senhor quem firma os passos dos mortais e dirige o caminhar dos que lhe agradam; 24 mesmo se caem, não irão ficar prostrados, pois é o Senhor quem os sustenta pela mão.
39 A salvação dos piedosos vem de Deus; ele os protege nos momentos de aflição. 40 O Senhor lhes dá ajuda e os liberta, defende-os e protege-os contra os ímpios, e os guarda porque nele confiaram.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 4, 26-34:
(26-29: Parábola da semente que germina por si só)
(30-32: Parábola do grão de mostarda)
(33-34: Conclusão sobre as parábolas)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 26 Jesus disse à multidão: “O Reino de Deus é como quando alguém espalha a semente na terra. 27 Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece. 28 A terra, por si mesma, produz o fruto: primeiro aparecem as folhas, depois vem a espiga e, por fim, os grãos que enchem a espiga. 29 Quando as espigas estão maduras, o homem mete logo a foice, porque o tempo da colheita chegou”. 30 E Jesus continuou: “Com que mais poderemos comparar o Reino de Deus? Que parábola usaremos para representá-lo? 31 O Reino de Deus é como um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes da terra. 32 Quando é semeado, cresce e se torna maior do que todas as hortaliças, e estende ramos tão grandes, que os pássaros do céu podem abrigar-se à sua sombra”. 33 Jesus anunciava a Palavra usando muitas parábolas como estas, conforme eles podiam compreender. 34 E só lhes falava por meio de parábolas, mas, quando estava sozinho com os discípulos, explicava tudo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para este momento, fazendo com todos os internautas, a oração ao Espírito Santo:
A Vós, Espírito de verdade, consagro a mente, a fantasia e a memória: iluminai-me.
Fazei-me conhecer Jesus Cristo e compreender o seu Evangelho.
Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que a Palavra diz para mim?
O que me dizem estas duas parábolas de Jesus Mestre?
Atualizo a Palavra, ligando-a à minha vida.
O “Reino de Deus está perto”. Dentro de mim.
Como se desenvolve?
Como o cultivo?
Já me sinto discípulo/a missionário/a?
Sinto-me “abrigo” para outras pessoas que buscam o Reino de Deus?
Lembro-me das palavras dos bispos na Conferência de Aparecida: “No seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem-aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus: seu amor e obediência filial ao Pai, sua compaixão entranhável frente à dor humana, sua proximidade aos pobres e aos pequenos, sua fidelidade à missão encomendada, seu amor serviçal até a doação de sua vida. Hoje, contemplamos a Jesus Cristo tal como os Evangelhos nos transmitiram para conhecer o que Ele fez e para discernir o que nós devemos fazer nas atuais circunstâncias.” (DAp 139).

A VERDADE (Refletir)
Faço a leitura lenta e atenta do texto da Palavra do dia: Mc 4, 26-34.
Em um momento de silêncio, recordo o que li. São duas pequenas parábolas. Uma fala do processo como se desenvolve o Reino de Deus. Exige paciência. A outra é sobre o resultado de uma pequena boa semente. Fala de esperança.
– Lembra-se sempre de que nossa primeira missão deve ser servir?
– Como se consegue ser o primeiro nas coisas de Deus?
– Jesus falava de modo simples e humilde. Procuramos imitá-lo?
– Falo de modo simples e com meu testemunho de vida pessoal?
– Somos pacientes com os resultados ou queremos já tudo pronto e a nosso modo?

E a VIDA (Orar)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Meu coração começa a bater em sintonia com o coração de Jesus.
Vivo este momento em silêncio.
E oro:
Espírito Santo, dai-me um coração grande e forte para amar todos, para servir a todos, para sofrer por todos! (Paulo VI)

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual o novo olhar que a Palavra despertou em mim?
Viverei este dia com olhar novo, “descobrindo” o Reino de Deus presente em cada situação, pessoa, dificuldade, alegria, realização, desafio, cultivando dentro de mim a paciência e a esperança.
Por todos os internautas, para todas as pessoas, rezo com o apóstolo Paulo:
“Que o Senhor realize todos os desejos que vocês têm de fazer o bem”. (2 Ts 1, 11).

REFLEXÕES

(6) – O REINO DE DEUS É EMPREENDIMENTO DE DEUS NESTE MUNDO
Jesus continua ensinando, utilizando-se de parábolas. Trata-se, aqui, de duas parábolas sobre o Reino de Deus. Reino de Deus é o modo de falar da ação ou a maneira de Deus agir no mundo e nas pessoas. O Reino de Deus não pode ser encerrado numa definição. Haverá sempre algo a ser revelado, conhecido e compreendido de sua realidade. A primeira parábola, própria a Marcos, aponta para uma dupla atitude: empenho na semeadura, isto é, esforço da parte do discípulo de tornar presente no mundo o mistério do Reino, e espera paciente, pois é Deus quem faz a semente germinar e crescer. O Reino de Deus é empreendimento de Deus neste mundo. O Reino de Deus não começa grande, nem acontece em grandes eventos, nem é, à primeira vista, vistoso. A parábola do grão de mostarda ilustra esse contraste: o Reino de Deus acontece no cotidiano, nas coisas pequenas e aparentemente insignificantes da existência humana; Deus age de modo discreto no coração do ser humano e faz crescer nele o desejo de servi-lo e de se colocar à disposição do seu Reino. As duas parábolas convidam à confiança, à perseverança, e a entrar no dinamismo próprio da ação de Deus no mundo e na pessoa; esta, portadora do projeto salvífico de Deus.
ORAÇÃO:
Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – SEJAMOS PERSEVERANTES NOS CAMINHOS DO SENHOR
Quem perseverar até o fim no caminho do Senhor será salvo. Por isso a perseverança deve ser a graça buscada, por excelência, por cada um de nós!
“O meu justo viverá por causa de sua fidelidade, mas, se esmorecer, não encontrarei mais satisfação nele” (Hb 10,38).
Lendo a Carta aos Hebreus, nós hoje somos chamados a reavivar a nossa perseverança para cumprir a vontade de Deus e alcançar aquilo que Ele prometeu a nós. Sabem, meus irmãos e minhas irmãs, perseverança é uma graça a ser alcançada e buscada a cada dia. Não adianta você perseverar nas coisas de Deus por um ano, por dois anos, por três anos e depois dizer: “Já deu!”
Quem perseverar até o fim será salvo e fará parte do time definitivo do Senhor! Por isso a perseverança deve ser a graça buscada, por excelência, por cada um de nós, porque, ao longo do caminho, nós vamos encontrar muitos motivos para que desanimemos, para que percamos o fervor e, como diz a Palavra, para que esmoreçamos. E quando esmorecemos, desanimamos e nos desviamos do caminho do Senhor podemos ter a certeza de que Deus não vai encontrar satisfação em nosso coração.
Por intermédio da oração, da leitura diária da Palavra de Deus e da escuta contínua ao Senhor é que vamos criando consistência, vamos criando realmente a forma de Deus em nós!
Quem está de pé precisa lutar para não cair e quem já caiu precisa ir buscar a força em Deus para se levantar. O que não podemos é caminhar desviados do caminho do Senhor, precisamos encontrar aquela retidão de caminhar em Deus sem esmorecer. É óbvio que algum desânimo e algum esmorecimento vão bater à nossa porta, mas não há problema! O que não podemos é ficar esmorecidos, desanimados e entregues ao nosso cansaço e à nossa falta de gosto pelo Senhor.
É hora de retomar, de insistirmos com a nossa vontade, muitas vezes, machucada, mal inclinada e desorientada para que ela se firme nos caminhos do Senhor. Que fique bem claro em nosso coração que é preciso perseverar, ter persistência e insistência nas coisas de Deus até o fim, pois só assim seremos salvos!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – A DINÂMICA DO REINO
Umas das limitações do discípulo consiste em não respeitar a dinâmica própria do Reino. E querer fazê-lo crescer e dar frutos num ritmo diferente daquele querido por Deus. A impaciência do discípulo pode colocar em risco a eficácia do Reino.
Quem não gostaria de ver a justiça reinar, no mundo inteiro, de uma hora para outra?
Quem não ficaria contente se a pobreza e a miséria fossem erradicadas num passe de mágica?
Quem não exultaria vendo a superação imediata de todo tipo de exclusão, violência e falta de solidariedade?
Estes frutos do Reino, contudo, vão se produzindo de modo escondido, em pequenos gestos e projetos bem simples, sem que ninguém se dê conta. O discípulo tem sensibilidade para perceber a sementinha do Reino medrando nos lugares mais estranhos e de maneiras não convencionais. E reconhece aí a ação providente do Pai.
O discípulo impaciente se desespera pela lentidão das coisas, tornando-se insensível para a presença efetiva do Reino ao seu redor. Ele aplica ao Reino seus cálculos mundanos e exige dele a eficácia característica dos projetos humanos. E se decepciona por não poder apressar o ritmo da implantação do Reino.
A construção do Reino se dá pela conjugação da ação divina e da ação humana. Basta que o discípulo faça sua parte. O resto fica por conta de Deus.
Oração:
Senhor Jesus, que eu seja capaz de perceber o dinamismo do Reino, frutificando de maneira discreta nos meandros da história humana.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Ele vai dormir e acorda, noite e dia, e a semente vai germinando e crescendo, mas ele não sabe como isso acontece” (Mc 4, 27).
Desde o início de sua pregação sobre o Reino de Deus Jesus procurou fazer-se entender de maneira simples pelas pessoas simples, que eram a maioria de seus seguidores.
Nessa frase do Evangelho de São Marcos pequenos detalhes nos fazem ver como Deus é quem age no crescimento do Reino de Deus.
Notemos cada palavra:
– o semeador lançou a semente na terra: isso quer dizer a acolhida do Reino de Deus dada aos homens na figura de uma semente;
– começa um processo que dura dia e noite. Podemos entender aqui a afirmação do tempo necessário para que no coração dos homens Deus possa agir, de modo que todos cheguem um dia a aceitar Sua Vontade, e em seus corações terem o Reino de Deus, que é o que Jesus deseja, pois Ele disse que, uma vez crescido o Reino de Deus, encontra-se ‘dentro de vós’ (ver Lc 17, 21);
– a semente vai germinando e crescendo: isso é, não é o semeador que a faz germinar, mas o processo natural pelo qual toda semente germina. Ora, na mente de todo judeu no tempo de Jesus este processo natural é uma atividade de Deus na natureza que Ele criou. Em Gn 1, 11-12 está dita esta obra criativa de Deus: 11. E disse [Deus]: “Produza a terra relva, ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez. 12. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom”. Sabendo que esse pensamento estava por detrás das palavras de Jesus, isso é, de que a semente ia germinando, seus ouvintes se admiravam com Sua Sabedoria; por isso ouviam Jesus com prazer, relembrando o que já sabiam sobre as sementes, germinação, plantação, floração, frutificação e colheita. E, mais do que tudo, que Deus era o grande operador destes milagres comuns na natureza.
– mas ele não sabe como isso acontece. Se o homem não sabe como Deus leva adiante o crescimento do Reino de Deus como o de uma planta, não importa em nada. O semeador fez a parte que lhe cabia e ficara satisfeito. A parte que cabe a Deus somente Deus pode fazer. Ora, com isso Jesus quis dizer que Deus age no coração das pessoas onde semeia Seu Reino. Mesmo que as pessoas não entendam essa ação divina, ela acontece da maneira mais perfeita possível, pois é obra divina.
Pensemos na maravilha que é o processo da formação do Reino de Deus que Jesus revelou às pessoas de seu tempo.
Sejamos como elas: acolhamos a semente do Reino de Deus em nossos corações, e estejamos tranquilos pela parte que cabe a Deus: Ele a fará perfeitamente e todo o fruto será para nosso bem.
Padre Valdir Marques

(10) – SE O GRÃO DE TRIGO, LANÇADO À TERRA, NÃO MORRER, FICA ELE SÓ; MAS, SE MORRER, DÁ MUITO FRUTO
«O Reino do Céu é semelhante a um grão de mostarda que um homem tomou e semeou no seu campo. É a mais pequena de todas as sementes; mas, depois de crescer, torna-se a maior planta do horto e transforma-se numa árvore, a ponto de virem as aves do céu abrigar-se nos seus ramos.» (Mt 13, 31)
Esta pequena semente é, para nós, símbolo de Jesus Cristo que, colocado na terra, no jardim onde foi sepultado, de lá saiu pouco depois pela sua ressurreição, erguido como árvore de grande porte.
Podemos dizer que, quando Ele morreu, foi como uma pequena semente: foi uma semente pela humilhação da sua carne e uma grande árvore pela glorificação da sua majestade; uma semente quando apareceu aos nossos olhos, inteiramente desfigurado, e uma grande árvore, quando ressuscitou como mais belo dos filhos dos homens (Sl 44, 3).
Os ramos desta árvore misteriosa são os santos pregadores do Evangelho, cujo alcance é notado neste salmo: «O seu eco ressoou por toda a terra e a sua palavra até aos confins do mundo.» (Sl 19, 5; cf Rom 10, 18)
Os pássaros descansam nos seus ramos quando as almas justas, que são elevadas dos atrativos da terra nas asas da santidade, encontram nas palavras desses pregadores do Evangelho a consolação de que precisam para as suas penas e as fadigas desta vida.
São Gregório Magno (c. 540-604)

(11.1) – JESUS FALA EM PARÁBOLAS
Jesus faz hoje uma discriminação feita sem saber a razão de por que foi escolhida por Jesus. Os discípulos tinham ocasião de saber o significado verdadeiro das comparações, por vezes não muito claras para o ouvinte geral. O caso mais evidente é o do semeador e os diversos terrenos em que a semente cai. O público em geral podia ficar com a ideia de que a semente da palavra era recebida de formas mui diversas pelos ouvintes, mas a razão destas diferenças só era explicada aos que, interessados, perguntaram junto aos doze pela explicação da mesma (Mc 4, 13-20). O encontro com a palavra é um dom de Deus, mas a resposta à mesma depende da vontade e do interesse de cada um. A explicação correspondente sempre a receberá quem esteja interessado em saber a verdade.
Na primeira destas parábolas do dia de hoje temos a exposição de como o Reino se expande com uma força que não depende dos homens, mas do próprio Deus. Poderíamos dizer que descreve a força interna do Reino.
Na segunda parábola encontramos a visão externa do Reino. Seu crescimento seria espetacular desde um pequeno grupo insignificante como é a semente da mostarda que se parece com a cabeça de um alfinete, até uma árvore que nada tem a invejar os carrascos da Palestina.
Uma certeza é evidente: o Reino é uma realidade que não se pode ignorar.
Em que consiste?
Jesus não revela sua essência, mas devido ao nome estamos inclinados a afirmar que o Reino como nova instituição é uma irrupção da presença de Deus na História humana, que seria uma revolução e uma conquista, não violenta, mas interior do homem, e que deveria mudar a religião em primeiro lugar e as relações sociais em segundo termo. Numa época em que revoluções externas e lutas pelo poder estavam unidas a uma teocracia religiosa era perigoso anunciar a natureza verdadeira do Reino. Daí que só as externas qualidades do Reino tenham sido descritas e de modo a não levantar reações violentas. O reino sofrerá violências, mas não será o violentador.
Se quisermos apurar as coisas, poderíamos atribuir ao Reino uma universalidade que não tinha a Antiga aliança. Mas isto é esticar as coisas além do estado natural das coisas e da narração de hoje no evangelho de Marcos. Nessa parábola, Jesus encoraja a esperança de sua comunidade!
Qual é a semelhança entre o Reino de Deus e um grão de mostarda?
Ambos parecem quase nada, insignificantes no começo e tornam-se muito grandes em seus resultados!
As aves do céu representam as diferentes nações, povos que ao longo da história, vão aderindo ao projeto de Deus, semeado por Jesus e sua Igreja, pelo qual o Reino de Deus cresce, cresce, sem parar, lenta e progressivamente, porque a seiva desta grande árvore é o Amor de Deus, mais forte que a morte!
Agora olhemos para nossa realidade. Podemos dizer que vivemos numa cultura caracterizada como cultura do instantâneo e do espetáculo, pelo qual esta proposta de um reino que inicia pequenino, que cresce lentamente, quase sem se perceber, é, sem dúvida, contracultura. Por isso, as parábolas de Jesus são um convite, ou melhor, uma proposta ousada, que requer a resposta dos ouvintes. Em primeiro lugar, convida-nos a erguer os olhos e ver os campos, pois já branquejam para a ceifa, propõe-nos descobrir o que já está crescendo lentamente, florescendo silenciosamente, e até dando fruto do reino ao nosso redor.
Pai, dá-me sensibilidade para perceber teu Reino acontecendo no meio de nós, aí onde lutamos para a construção de uma sociedade mais humana e fraterna.
Canção Nova

(11.2) – SUPORTASTES LONGAS E DOLOROSAS LUTAS. NÃO ABANDONEIS, POIS, A VOSSA CORAGEM.
Muitas vezes tentamos explicar a realidade do Reino de Deus de uma forma muito complicada, repleta de elaborações doutrinais e de palavras com significados bem específicos que exigem dicionários e conhecimentos específicos em várias ciências para a sua compreensão. Jesus não age assim. Ele procura revelar as verdades do Reino de forma muito simples, compreensível para todas as pessoas, para que os simples e humildes possam acolher a proposta divina e dar a sua adesão a esta proposta sem desanimar diante de dificuldades teóricas e científicas. Jesus fala do Reino de Deus de maneira assertiva, exata. Ele usa alegorias e parábolas para explicar melhor, para que o entendimento sobre Deus Pai seja completo. O Reino é como um grão de mostarda e também como quando alguém espalha a semente na terra. Ele compara o Reino com que conhecemos e sabemos, para dizer que ele não está distante e que é possível para nós. A preocupação de Jesus deve ser recompensada com a nossa vontade de fazer com que isso seja uma realidade, de fato, em nossa vida.
Ruymar

(11.3) – PEQUENEZ E GRANDEZA DO REINO
No tempo de Jesus era comum falar por meio de parábolas. Jesus falava assim. Eram as mais perfeitas e bonitas…
Mas o que é parábola?
É uma comparação em forma de pequena história tirada dos fatos da vida diária do povo e tem por finalidade ensinar uma doutrina ou mensagem, provocar reflexão e tomada de atitude, uma mudança de coração e levar a pessoa a agir, à transformação de vida, enfim levar à conversão.
Jesus usava a linguagem do povo, servia-se de comparações e semelhanças, contava histórias simples, ambientadas no modo de vida dos pastores, dos pescadores, dos comerciantes, dos cobradores de impostos e, sobretudo, dos lavradores entre os quais vivia, extraídas da experiência da vida da roça. Deste modo todos o entendiam e conseguiam assimilar sua mensagem.
Por meio de parábolas, Jesus chama as pessoas para entrarem no Reino e se comprometerem com ele, mas não só com palavras, com atos, atitudes concretas de vida.
1 – A SEMENTE QUE GERMINA POR SI SÓ (Mc 4, 26-29)
Jesus compara o Reino de Deus com a semente que é lançada na terra… A semente é a Palavra de Deus.
Essa parábola é dividida em três partes: a semeadura, o crescimento da semente, a colheita.
A semente possui uma força própria e irresistível. Por si só, ela germina, cresce, produz fruto. Basta semear.
Seu processo é lento, mas progressivo: folhas, espigas, grãos que as enchem. O homem não pode influenciar no destino da semente: por uma força própria ela segue seu processo.
Os agricultores, no tempo de Jesus, depois de semear, só voltavam a se ocupar com a lavoura na hora da colheita, o que já não acontece hoje em dia, em que se faz necessário cuidar continuamente da plantação.
A semente germina sozinha sem que o lavrador possa fazer outra coisa além de esperar dia após dia e noite após noite. Sua espera tem recompensa quando chega a colheita.
Assim é a semente do Reino de Deus, ela cresce por si só. O importante é semear. Semear é a ação do homem. Semeamos a Palavra de Deus nos corações das pessoas, mas só Deus dá o crescimento. Aí está o mistério da ação de Deus, silenciosa e imperceptível.
A Palavra de Deus é a semente. Ela tem em si mesma uma energia vital, irresistível. Depois de anunciada, ela penetra nas mentes e nos corações e quem já a escutou e acolheu nunca mais consegue permanecer o mesmo. É inevitável uma transformação interior.
Agora é o tempo de semear e esperar a semente crescer, que é o tempo atual da Igreja, do povo de Deus, mas um dia chegará o fim deste mundo. Chegará tão certo como a colheita para o lavrador paciente. Sim, a colheita chegará. Ninguém poderá impedir que a hora de Deus chegue. A semente já está semeada, a colheita é certa. Agora é tempo de espera da chegada do Senhor.
Jesus nos diz nesta parábola que temos de saber esperar com paciência, certos de que a Palavra de Deus se cumprirá.
ESPERAR É O PREÇO DA FELICIDADE!

2 – O GRÃO DE MOSTARDA
O centro da parábola está no contraste entre a menor de todas as sementes da terra e a maior de todas as hortaliças.
O grão de mostarda é considerado a menor das sementes e se torna a maior das hortaliças. Nas colinas do mar da Galileia, a mostardeira atingia 3 metros de altura ou mais. E as aves do céu construíam ninhos em seus ramos.
Assim é o Reino de Deus que começou pequenino, mas se tornará grande, seu resultado será grandioso, tornando-se proposta universal. As aves do céu representam nações e povos que vão aderindo ao projeto de Deus semeado por Jesus, beneficiando-se dele. O Reino de Deus será o ponto de encontro de todos os povos! O Reino de Deus é acolhedor, abriga todos que se achegarem e que querem encontrar-se com Jesus.
Deus espera a decisão de cada um, não força ninguém. Tem paciência e é capaz de nos ir conquistando pouco a pouco. Assim como o agricultor que semeia, tem paciência de esperar a colheita, Jesus também tem paciência de esperar seus filhos se voltarem para Ele, decidirem segui-Lo.
Da mesma forma, como as aves do céu fazem seus ninhos nos ramos da mostardeira, todas as pessoas são bem acolhidas no Reino de Jesus: ricos, pobres, pecadores, justos e santos, discriminados, doentes, marginalizados, bandidos, bons, prostitutas, ladrões, enfim no Reino de Deus tem lugar para todos. Podem entrar que serão bem acolhidos e amados por Jesus e transformados pela graça que Ele nos dá.
Jesus quer dizer que o Reino de Deus está semeado no mundo e no coração da pessoa, como uma pequena semente e que poderá crescer e dar muitos frutos, que é a transformação do mundo onde ele foi semeado.
A sementinha aos nossos olhos não é nada, é simples, insignificante, e Deus realiza o milagre de seu Reino poderoso e eterno. Só que a sementinha do Reino precisa de corações humanos a lhe emprestarem um cantinho onde possa criar raízes, crescer, se espalhar e produzir frutos de vida verdadeira.
Senhor, que nosso coração acolha a Palavra de Deus para que tal semente possa crescer e nos alimentar a todos.
Paz e amor a todos!
Maria de Lourdes Cury Macedo

(11.4) – ÁRVORES QUE DÃO ABRIGO
Hebreus 10, 32-39 – “homens, da fé, para a salvação da alma”
As palavras que nós lemos aqui são destinadas, justamente, a todas as pessoas que já começaram a sua caminhada espiritual e que, às vezes, sentem-se desestimuladas a continuar trilhando o caminho proposto por Deus, em vista das perseguições. Muitas vezes, como nos fala a leitura, nós poderemos ser atribulados, presos em armadilhas, ver confiscados os nossos bens, destruído os nossos sonhos, porém, a perseverança na fé será a arma para que alcancemos o livramento. Quando nós perseguimos a justiça e resolvemos abraçar a vivência dos ensinamentos do Senhor são muitas as dificuldades que temos de enfrentar. A provação é uma característica própria da vida de quem se envolve com as coisas de Deus.
“O meu justo viverá por causa da fé”, diz o Senhor, “mas se esmorecer não encontrarei mais satisfação nele”!
Portanto, a nossa fidelidade e a nossa constância manifestam ao mundo a satisfação de Deus por causa de nós. Se, perdermos o alento e desistirmos de buscar “as coisas do alto”, por causa das dificuldades perderemos também o brilho e a luz. A nossa coragem, portanto, merece grande recompensa e o Senhor deseja ardentemente fazê-lo. Que possamos também afirmar constantemente e incentivar a todos os que estão conosco nessa caminhada: “Nós não somos desertores, para a perdição. Somos homens, da fé, para a salvação da alma”.
– Você é uma pessoa fiel a Deus?
– Você tem momentos de desânimo por causa de perseguições?
– Como você se mantém firme no caminho?
– Você confia no Plano de Deus para a sua vida?

Salmo 36 – “A salvação de quem é justo vem de Deus!”
O salmo nos ensina a nos mantermos firmes no caminho do Senhor. A confiança que tivermos em Deus e o bem que fizermos sobre a terra serão meios eficazes para que conservemos a alegria e recebamos do Senhor tudo o que o nosso coração anseia. O Senhor é o justo juiz que diante dos homens fará brilhar a nossa luz. É ele quem nos sustenta pela mão e nos protege nos momentos de aflição. Justo é, portanto, que esperemos Nele e nos apoiemos nas Suas promessas para nós. Não precisamos desanimar nem perder a coragem porque a nossa salvação vem do Senhor.

Evangelho – Marcos 4, 26-34 “árvores que dão abrigo”
Usando a figura da semente que germina e que dá frutos, Jesus nos conscientiza de como é a ação do reino de Deus dentro de nós. O reino dos céus é encravado no interior do nosso coração como uma semente que é plantada na terra. Vai crescendo de mansinho sem que percebamos e, assim como a planta em que aparecem primeiramente, as folhas depois, as espigas e por fim, os grãos que enchem as espigas, o reino vai aumentando aos poucos e mudando a nossa mentalidade, os nossos pensamentos, sentimentos e a nossa maneira de agir. O reino de Deus é semeado em nós pela ação da Palavra que é acolhida e apreendida de coração. Quando a terra do nosso coração acolhe a semente da Palavra e do Amor de Deus e nós a deixamos germinar, nós temos como consequência, uma vida frutuosa, plena de abundante utilidade. Mesmo que tenhamos pouca fé, e às vezes nem entendamos muito, Deus vai realizando em nós o grande milagre do amor. E ninguém que haja sido tocado pelo Amor de Deus, poderá ficar estagnado, infeliz e descrente. A Palavra de Deus nos faz ser como árvore que dá abrigo a muitas pessoas e luz que brilha nas trevas do mundo. De tal modo, haveremos de sair semeando a semente do amor por onde passarmos exalando o seu perfume onde estivermos.
– Você tem notado o crescimento do reino de Deus em você?
– Quais as mudanças que aconteceram em você?
– Você se sente mais feliz, hoje do que antes?
– Você já está sendo árvore que dá sombra?
– Você exala um perfume de aroma agradável por onde passa?
Helena Serpa

(11.5) – A SEMENTE É LANÇADA NA TERRA
Bom dia!
Duas simples comparações: Como a semente que é lançada na terra e indiferentemente da nossa vontade, cresce e o grão de mostarda.
A primeira gera a ideia da espera paciente e confiante após o trabalho e empenho realizado, e a segunda a humildade que cresce na simplicidade que enaltece os olhos de Deus.
No site das Paulinas é apresentada uma bela reflexão dessa humildade que cresce da simplicidade:
“O Reino de Deus não é como os frondosos cedros do Líbano que ornaram o Templo de Jerusalém e contribuíram para a glória de Salomão. É como o pequeno grão de mostarda, que se espalha à beira do Mar da Galileia, humilde, porém cresce o suficiente para dar abrigo às aves do céu, para acolher a vida”.
Passei a entender que em nossas vidas o que temos e teremos é fruto do empenho do dia-a-dia e das graças reservadas por Deus a cada um de nós filhos e filhas por Ele amados. Sabemos também que nada acontece sem que Ele não saiba, que o temor é humano e a fé um dom de Deus. E ao deparar com o evangelho de hoje nos apresentando que o reino crescerá quer estejamos acordados ou dormindo…
O que tememos?
“(…) Não se vendem dois passarinhos por um asse? No entanto, nenhum cai por terra sem a vontade de vosso Pai. Até os cabelos de vossa cabeça estão todos contados. Não temais, pois! Bem mais que os pássaros valeis vós”. (Mateus 10, 29-31)
Sim! Valemos muito para Deus, mas nossa fé às vezes nos trai. Somos muito imediatistas, queremos tudo para agora ou o mais breve que possível. Queremos alcançar o céu, mas se possível de elevador. É ainda difícil de entender que as conquistas poderão vir degrau por degrau e não rapidamente.
“(…) primeiro aparece a planta, depois a espiga, e, mais tarde, os grãos que enchem a espiga. Quando as espigas ficam maduras, o homem começa a cortá-las com a foice, pois chegou o tempo da colheita”.
Notei que a ansiedade e a preocupação nos acompanharão enquanto vivermos, pois somos seres humanos. Que os cabelos virão independentemente de nossa vontade. Nossos cabelos são contados, inclusive os brancos que povoam nossa cabeça. Temos medo do desemprego, de não conseguir pagar as contas, de não conseguir dar o que nossos filhos precisam… E mais cabelos brancos surgem durante as noites perdidas. Deus já os contou também.
Sem perceber, o reino de Deus nasce enquanto dormirmos. Oportunidades surgem logo pela manhã, nos abrigando e dando o suficiente para que se acolha a vida. Murmuramos! Não vemos o Maná.
Tempos atrás vi um governador lançar um programa de casas populares onde cada morador deveria pagar simbolicamente um Real por mês para deixar seu barraco aos pés do morro. Sim o local era mais longe do centro da cidade e careceria que os beneficiários acordassem mais cedo para ir trabalhar. Consequência o projeto fracassou. As pessoas não queriam acordar mais cedo.
O reino de Deus talvez tenha crescido durante a madrugada, mas não conseguiram ver. Fico triste em lembrar, a cada encosta de morro que desaba, daqueles que preferiram acordar mais tarde à segurança de suas famílias.
O semeador passa toda noite em nossos pensamentos, vendo nossos anseios e os fazendo crescer durante a noite. Ele sugere que voltemos a estudar, mas não O escutamos; Ele pede um pouco de paciência no serviço, mas o orgulho nos faz pedir demissão; “É como o pequeno grão de mostarda, que se espalha à beira do Mar da Galileia, humilde…”.
Devemos reler quantas vezes for necessário esse evangelho. Uma hora vamos entender. “Jesus falava ao povo de um modo que eles podiam entender. E só falava com eles usando parábolas, mas explicava tudo em particular aos discípulos”.
Um Imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(11.6) – É A MENOR DE TODAS AS SEMENTES E SE TORNA MAIOR DO QUE TODAS AS HORTALIÇAS
Jesus sofre ataques dos líderes de seu tempo: por se apresentar como Messias, deve mostrar os sinais precursores do Reino. Jesus lhes responde que não há sinais extraordinários. Deus deixa crescer a semente lentamente, porém deve-se esperar; não há continuidade absoluta entre esse laborioso parto do reino de Deus e sua manifestação em plenitude. Os que colaboram na instauração do reino não devem perder sua confiança em Deus. Ele o começou e depois do silêncio virá o cumprimento de sua obra. Deve-se esperar com paciência, sem querer adiantar-se a ele. E quem quer esperar para crer no reino somente no momento de sua manifestação deve estar muito atento: esse reino já está próximo em Jesus e é preciso saber reconhecê-lo agindo na pobreza dos meios e na lentidão do crescimento. A parábola do grão de mostarda alimenta a confiança em Deus ao sublinhar o contraste entre os humildes começos do reino e a magnitude da tarefa. Com esta parábola Jesus quis, certamente, responder à objeção de quem se opunha à pequenez dos meios utilizados por ele para a glória do reino esperado. É na pequenez que Deus se manifesta plenamente. Do que não conta para os poderes deste mundo, do que é insignificante, é daí que Deus acontece com mais força. “Na obscuridade da vida é quando mais se pode ver a luz”, diria santa Teresa de Jesus.
Claretianos

(11.7) – SOB O CONTROLE DE DEUS
O evangelho de hoje traz um ensinamento que precisa ser bem compreendido, caso contrário poderá levar o cristão a cruzar os braços diante de certas situações complicadas que requerem vontade, ação e decisão de sua parte. Entregar tudo nas mãos de Deus não é esquivar-se de agir, pensar, planejar, lutar, mas é um ato de Fé, de que o Reino pertence a Ele, e há mesmo acontecimentos que nem temos como interferir.
Exemplo maior é o de Maria Santíssima, que quando via que a situação estava fora do seu controle e compreensão, guardava tudo em seu coração e meditava sobre os acontecimentos mas nunca jamais se furtando de fazer aquilo que tinha de ser feito. Quando Jesus lhe respondeu daquele jeito até meio “maroto”, de que não era para ela e José se preocuparem pois ele estava no templo com os Doutores da Lei, se ocupando das coisas do seu Pai, nem por isso Maria esquivou-se da sua missão de mãe, ela poderia ter dito “Ah meu Filhinho, se é assim então fique aí até quando quiser, não tem problema nenhum…”
Ao contrário, deve ter dado um bom puxão de orelhas no menino, pois o texto de Lucas fala que desceram para Nazaré e Jesus era-lhes obediente em tudo.
Não adianta a humanidade querer monitorar o pensamento e a conduta cristã, ou certos poderosos que mandam no mundo, querer ditar normas para a Igreja. O Reino de Deus está acontecendo em meio a humanidade, crescendo, se expandindo e se manifestando onde e a quem quiser, sem que o ser humano possa contê-lo ou direcioná-lo. Hoje é semente escondida que poucos sabem da existência, mas amanhã será a maior de todas as árvores, dando sombra e frutos a quem nele acreditou e ajudou a construir.
O Reino não está atrelado ou dependente de alguma ideologia humana, social ou política, o Reino não tem Sigla Partidária e nem denominação em particular, mas é de todos e para todos.
Então, se por um lado devemos sempre ter presente que Deus está agindo no meio da humanidade, embora não pareça, por outro, Ele nos inspira e nos exorta o que fazer, através de sua palavra pois a semente cultivada requer cuidados para o seu desenvolvimento, esta semente está em todos os lugares mas principalmente no coração (Marcos 4, 26-34).
Diácono José da Cruz

(16) – O REINO DE DEUS É COMO QUANDO ALGUÉM LANÇA A SEMENTE NA TERRA E A TERRA PRODUZ O FRUTO POR SI MESMA
Hoje, Jesus fala às pessoas de uma experiência muito próxima das suas vidas: «Um homem lança a semente na terra (…); a semente germina e cresce (…). A terra produz o fruto por si mesma: primeiro aparecem as folhas, depois a espiga e, finalmente, os grãos que enchem a espiga» (Mc 4, 26-28).
Refere-se, com estas palavras, ao Reino de Deus, que consiste na «santidade e graça, Verdade e Vida, justiça, amor e paz» (Prefácio da Solenidade de Cristo Rei), que Jesus Cristo nos veio trazer. Este Reino tem de ser uma realidade, em primeiro lugar dentro de cada um de nós; depois, no nosso mundo.
Pelo Batismo, Jesus semeou, na alma de cada cristão, a graça, a santidade, a Verdade… Temos de fazer crescer esta semente para que frutifique em abundância de boas obras: de serviço e caridade, de amabilidade e generosidade, de sacrifício para cumprir bem o nosso dever de cada dia e para fazer felizes aqueles que nos rodeiam, de oração constante, de perdão e compreensão, de esforço para crescer em virtudes, de alegria…
Assim, este Reino de Deus – que começa dentro de cada um – se estenderá a nossa família, a nossa cidade, a nossa sociedade, ao nosso mundo. Porque quem vive assim, «que faz senão preparar o caminho do Senhor (…), a fim de que nele penetre a força da graça, que o ilumine a luz da verdade, que faça retos os caminhos que conduzem a Deus?» (São Gregório Magno).
A semente começa pequena, como «um grão de mostarda que, ao ser semeado na terra, é a menor de todas as sementes. Mas, depois de semeada, cresce e se torna maior que todas as outras hortaliças» (Mc 4, 31-32). Porém, a força de Deus difunde-se e cresce com um vigor surpreendente. Como nos primeiros tempos do Cristianismo, Jesus pede-nos hoje que difundamos o seu Reino por todo o mundo.
Rev. D. Jordi PASCUAL i Bancells

COMEMORA-SE NO DIA 30/Jan

(5) – SANTA JACINTA DE MARESCOTTI
Jacinta era uma nobre da família Marescotti, da alta aristocracia romana. Sua família tinha fortes vínculos com a vida cristã e esta herança ela recebeu de seus pais.
Jacinta foi batizada com o nome de Clarice. Recebeu uma educação refinada. Ainda menina, foi entregue pelos pais a religiosas franciscanas, mas ela não demonstrava desejo de ser religiosa.
Muito bonita, culta e independente, Jacinta levava uma vida cheia de luxo e vaidades. Sonhava com um matrimônio e não com a vida religiosa. Sua primeira decepção foi quando sua irmã mais nova se casou com um marquês, que ela pretendia conquistar. Jacinta assumiu uma atitude mais altiva e insolente, frequentando todas as diversões que a sociedade oferecia.
Jacinta, mesmo dentro do convento, vivia de vaidade. Não respeitou o voto de pobreza, vivendo num quarto decorado com luxo e usando roupas de seda. Mas Deus havia reservado o momento certo para a conversão definitiva de Jacinta.
A notícia do assassinato de seu pai e em seguida, uma grave doença, levaram Jacinta a mudar de vida. Sinceramente se arrependeu, pedindo perdão a toda a comunidade. A partir daí tornou-se exemplo heroico de mortificação e pobreza. Faleceu em 30 de janeiro de 1640.
REFLEXÃO:
Jacinta disse certa vez que o tipo de gente que mais a agradava eram os desprezados, os destituídos de orgulho e de prepotência. Para ela o verdadeiro sinal do Espírito de Deus era carregar sua cruz sem lamúrias, enfrentar o sofrimento e perseverar firmemente na oração.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SANTA MARTINHA
O pai de Martinha era um homem público, eleito três vezes cônsul de Roma. Ele pertencia a nobreza, era muito rico e cristão. Quando a menina nasceu, no começo do século III, o acontecimento foi amplamente divulgado na corte, entre o povo e pelos cristãos, pois a pequena logo foi batizada.
Martinha cresceu em meio à essa popularidade, muito caridosa, alegre e uma devota fiel ao amor de Jesus Cristo. Com a morte de seu pai a jovem recebeu de herança duas fortunas: uma material, composta de bens valiosos e a outra espiritual, pois foi educada dentro dos preceitos do cristianismo. A primeira, ela dividiu com os necessitados assim que tomou posse da herança. A segunda, foi empregada com humildade e disciplina, na sua rotina diária de diácona da Igreja, na sua cidade natal.
Desde o ano 222, o imperador romano era Alexandre Severo, que expediu um decreto mandando prender os cristãos para serem julgados e no caso de condenação seriam executados. Chamado para julgar o primeiro grupo de presos acusados de praticar o cristianismo, o imperador se surpreendeu ao ver que Martinha estava entre eles e tentou afastá-la dos seus irmãos em Cristo. Mas ela reafirmou sua posição de católica e exigiu ter o mesmo fim dos companheiros. A partir deste momento começaram os sucessivos fatos prodigiosos que culminaram com um grande tremor de terra.
Primeiro, Alexandre mandou que fosse açoitada. Mas a pureza e a força com que rezou, ao se entregar à execução, comoveram seus carrascos e muitos foram tocados pela fé. Tanto que, ninguém teve coragem de flagelar a jovem. O imperador mandou então que ela fosse jogada às feras, mas os leões não a atacaram. Condenada à fogueira, as chamas não a queimaram. Martinha foi então decapitada. No exato instante de sua a execução a tradição narra que um forte terremoto sacudiu toda cidade de Roma.
O relato do seu testemunho correu rápido por todas as regiões do Império, que logo atribuiu à santidade de Martinha, todos os prodígios ocorridos durante a sua tortura assim como o terremoto, ocasionando uns cem números de conversões.
No século IV, o papa Honório mandou erguer a conhecida igreja do Foro, em Roma, para ser dedicada à ela, dando novo impulso ao seu culto por mais quatrocentos anos. Depois, as relíquias de Santa Martinha ficaram soterradas e sua celebração um pouco abandonada, durante um certo período obscuro vivido pelo Cristianismo.
Passados mais quinhentos anos, ou melhor catorze séculos após seu martírio, quando era papa, o dinâmico Urbano VIII, muito empenhado na grande contrarreforma católica e disposto a conduzir o projeto de reconstrução das igrejas. Começou pela igreja do Foro, onde as relíquias de Santa Martinha foram reencontradas. Nesta ocasião, proclamou Santa Martinha padroeira dos romanos e ainda compôs hinos em louvor à ela, inspirado na vida imaculada, da caridade exemplar e do seu corajoso testemunho a Cristo.

(10) – SANTA BATILDE
Inglesa de nascimento, levada para França, encantou Clóvis II por sua virtude e prudência. Este a fez sua esposa. Mãe de três reis – Clotário III, Childerico II e Thierry III – tornou-se regente à morte do esposo, governando o reino com rara habilidade.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

III SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
A Igreja celebra o sacrifício de Cristo em solidariedade com a humanidade sofredora. Deixando a semente da palavra de Deus penetrar no coração, cresce no compromisso com o reino do céu.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Cantai ao Senhor um canto novo, cantai ao Senhor, ó terra inteira; esplendor, majestade e beleza brilham no seu templo santo (Sl 95, 1.6).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, dirigi a nossa vida segundo o vosso amor, para que possamos, em nome do vosso Filho, frutificar em boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A palavra de Deus nos encoraja em meio às tribulações e nos ensina a espalhar a semente do reino ara que cresça e produza frutos na vida das pessoas.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Graças te dou, ó Pai, Senhor do céu e da terra, pois revelaste os mistérios do teu reino aos pequeninos, escondendo-os aos doutores! (Mt 11, 25).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, acolhei com bondade as oferendas que vos apresentamos para que sejam santificadas e nos tragam a salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! (Sl 33, 6)

Oração depois da Comunhão
Concedei-nos, Deus todo-poderoso, que, tendo recebido a graça de uma nova vida, sempre nos gloriemos dos vossos dons. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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