Liturgia Diária 01/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
01/Fev/2015 (domingo)

Jesus ensina e age com autoridade

LEITURA: Deuteronômio (Dt) 18, 15-20: Os profetas
Leitura do Livro do Deuteronômio: Moisés falou ao povo, dizendo: 15 “O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um profeta como eu: a ele deverás escutar. 16 Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus, no monte Horeb, quando todo o povo estava reunido, dizendo: ‘Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus, nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo’. 17 Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. 18 Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um profeta semelhante a ti. Porei em sua boca as minhas palavras e ele lhes comunicará tudo o que eu lhe mandar. 19 Eu mesmo pedirei contas a quem não escutar as minhas palavras que ele pronunciar em meu nome. 20 Mas o profeta que tiver a ousadia de dizer em meu nome alguma coisa que não lhe mandei, ou se falar em nome de outros deuses, esse profeta deverá morrer’”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 95 (94), 1-2. 6-7abc. 7d-9: Invitatório
— Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus!
1 Vinde, exultemos de alegria no Senhor, / aclamemos o Rochedo que nos salva! / 2 Ao seu encontro caminhemos com louvores, / e com cantos de alegria o celebremos!
6 Vinde, adoremos e prostremo-nos por terra, / e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! / 7a Porque ele é o nosso Deus, nosso Pastor, / 7b e nós somos o seu povo e seu rebanho, / 7c as ovelhas que conduz com sua mão.
7d Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: / 8 “Não fecheis os corações como em Meriba, / como em Massa, no deserto, aquele dia, / 9 em que outrora vossos pais me provocaram, / apesar de terem visto as minhas obras”.

LEITURA: 1 Carta aos Coríntios (1 Cor) 7, 32-35: Soluções para problemas diversos (Casamento e Virgindade)
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios: Irmãos: 32 Eu gostaria que estivésseis livres de preocupações. O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor. 33 O casado preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar à sua mulher 34 e, assim, está dividido. Do mesmo modo, a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito. Mas a que se casou preocupa-se com as coisas do mundo e procura agradar ao seu marido. 35 Digo isto para o vosso próprio bem e não para vos armar um laço. O que eu desejo é levar-vos ao que é melhor, permanecendo junto ao Senhor, sem outras preocupações. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 1, 21-28: Jesus ensina em Cafarnaum e cura um endemoninhado
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
21 Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga e começou a ensinar. 22 Todos ficavam admirados com o seu ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei. 23 Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24 “Que queres de nós, Jesus Nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. 25 Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26 Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27 E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!” 28 E a fama de Jesus logo se espalhou por toda a parte, em toda a região da Galileia. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, que nos encontramos na web, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
(Bv. Alberione)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Recordo o que disseram os bispos em Aparecida sobre a vulnerabilidade dos mais fracos: “De nossa fé em Cristo nasce também a solidariedade como atitude permanente de encontro, irmandade e serviço. Ela há de se manifestar em opções e gestos visíveis, principalmente na defesa da vida e dos direitos dos mais vulneráveis e excluídos, e no permanente acompanhamento em seus esforços por serem sujeitos de mudança e de transformação de sua situação” (DAp 394).

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio na Bíblia, atentamente, o texto: Mc 1, 21-28.
Este texto apresenta o encontro de Jesus na sinagoga de Cafarnaum, num dia de sábado. Dois aspectos aparecem:
1º) O ensino de Jesus “com autoridade”, e
2º) O espírito mau que dominava o homem.
O povo se impressionou com a autoridade de Jesus e tentava entendê-lo.
A Palavra nos ensina que Jesus teve toda autoridade para ensinar.
Em Mt 7, 28-29: “Quando Jesus acabou de dizer essas palavras, as multidões ficaram admiradas com o seu ensinamento, porque Jesus ensinava como alguém que tem autoridade, e não como os doutores da Lei”.
Em Lc 4, 36, Jesus teve autoridade para expulsar o mal: “O espanto tomou conta de todos, e eles comentavam entre si: “Que palavra é essa? Ele manda nos espíritos maus com autoridade e poder, e eles saem”.”
Jesus tem autoridade para curar. Em Mt 9, 1-8, ele cura um paralítico.
Jesus tem poder para perdoar pecados. Veja em Mc 2, 10-12: disse Jesus “Pois bem, para que vocês saibam que o Filho do Homem tem poder na terra para perdoar pecados, – disse Jesus ao paralítico – eu ordeno a você: Levante-se, pegue a sua cama e vá para casa. O paralítico então se levantou, tomou sua cama e saiu diante de todos”.
Mas, afinal, o que é “autoridade” (exousîa, no original)?
Às vezes se traduz “autoridade” como “poder”. Na origem da palavra está o “poder da escolha”, a “liberdade de agir” e da “permissão”. Então, a “exousîa” é “o poder de autoridade e de direito para realizar certos atos e decisões” e acaba sendo associada com o poder de governar.
Este exercício da autoridade de Jesus era, no entanto, limitado pela incredulidade do povo.
Em João 1, 12 temos a confirmação de que aqueles que creram nele e o receberam, e a estes ele deu o poder (= a autoridade) de se tornarem filhos de Deus. A autoridade de Jesus era evidente. Não precisava ser acadêmico ou receber uma ordenação.
Não havia para Jesus, o Filho de Deus, impedimentos para este exercício.
O espírito mau dominou e desestruturou a vida do homem que chegou à sinagoga. Sua vida era tão desintegrada e vulnerável que achou que Jesus queria lhe fazer mal: “Você veio para nos destruir?” Diante desta incapacidade do homem de reconhecer a necessidade de libertação, Jesus se impôs. Usou de sua “autoridade”, ordenando ao espírito mau: “Cale a boca e saia desse homem!”.
E o homem ficou livre do mal. Ele acreditou!
A palavra, crer significa: ser fiel; ter certeza, confirmar, apoiar. O “amém” tem o mesmo significado de confirmação.
Jesus usava esta palavra, quando dizia: “em verdade” para garantir a certeza duma questão.
Convencido da autoridade do Mestre, acreditando, o povo “espalhou” o fato por toda a Galileia.
– Temos oportunidade de falar de Deus?
– Sua presença é sempre presença de quem tem fé?
– Há situações nas quais somos constrangidos e sentimos dificuldade para demonstrar que somos de Cristo?
– Tenho consciência de que muitas vezes os caminhos de Deus são diferentes daqueles que imagino?
– O que Jesus nos sugere e vale para sempre?
É … pedir sua ajuda!

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com Jesus: Pai nosso…
E faço o Oferecimento do dia:
Adoro-vos, meu Deus, amo-vos de todo o meu coração.
Agradeço-vos porque me criastes, me fizestes cristão, me conservastes a vida e a saúde.
Ofereço-vos o meu dia: que todas as minhas ações correspondam à vossa vontade.
E que faça tudo para a vossa glória e a paz das pessoas.
Livrai-me do pecado, do perigo e de todo o mal.
Que a vossa graça, benção, luz e presença permaneçam sempre comigo e com todos aqueles que eu amo.
Amém.
(Orações da Família Paulina)

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus.
Vou eliminar do meu modo de pensar e agir aquilo que não vem de Deus, que não é conforme o Projeto de Jesus Mestre.
Vou fortalecer minha fé na “autoridade” de Jesus na minha vida.

REFLEXÕES

(8) – VENCENDO O MAL
O Reino anunciado por Jesus provocou as forças do mal, que reagiram de imediato. Sua pregação desmascarava a malignidade de tudo quanto redundava em escravidão para o ser humano e o impedia de se realizar e ser feliz. Jesus se sabia destinado a libertar os oprimidos e escravizados pelo poder do mal.
Evidentemente, o processo de libertação não era fácil. Por um lado, os opressores não queriam abrir mão de suas intenções e métodos. Por outro lado, os oprimidos acabavam por se acostumar à sua situação, já não fazendo mais caso dela.
A libertação começava quando o escravo do mal se insurgia contra sua situação, com a ajuda de Jesus. Tratava-se de uma terrível luta interior! Às vezes, se pensava que a presença de Jesus só servisse para perturbar. Ele, porém, não se deixava intimidar. Sua presença purificava o ser humano dos espíritos imundos que o flagelavam e contaminavam. Livres de toda escravidão, os que tinham sido beneficiados por Jesus tornavam-se sinal do poder efetivo do Reino.
Toda a vida de Jesus foi perpassada de luta contra as forças do mal. Com sua palavra, ele as desarticulava, fazendo o Reino dar seus frutos na história humana. Jesus não cruzava os braços ao se deparar com quem era vítima do mal e do pecado. Sua presença fazia o dinamismo libertador do Reino entrar em ação.
Oração:
Senhor Jesus, afasta para longe de mim o mal que me impede de ser livre e de fazer-me servidor do Reino.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
A Liturgia da Palavra deste domingo traz uma grande riqueza de informações sobre Jesus, para nos instruir e mais amá-Lo por tudo o que significa para Deus Pai, para o Povo Eleito do Antigo e do Novo Testamento, e para a Salvação de toda a humanidade.
Por detrás de todas as Leituras de hoje, e do Salmo Responsorial, está misteriosamente presente o grande Plano Salvador de Deus para todo o gênero humano.
Na Primeira Leitura ouvimos Moisés, o grande líder de Israel, discursando sobre o futuro do Povo Eleito. Ele fala somente e diretamente do futuro próximo que será a conquista da Terra Prometida. Mas Moisés recebera de Deus a revelação de um futuro muito distante, em que o Profeta Jesus levaria a humanidade para o céu, a definitiva Terra Prometida.
Moisés tinha cumprido sua missão de formar um Povo socialmente, organizando aquelas tribos israelitas, os descendentes de Abraão, Isaque e Jacó. Mas não fez isto antes de receber de Deus a Lei e a Antiga Aliança. Isto era parte da organização religiosa e social do povo de Israel. Assim, tudo estava bem preparado para o Povo Eleito entrar na Terra Prometida. Porém, isso não era tudo o que Deus tinha em mente em seu Plano Salvador. Somente no futuro este Plano seria plenamente realizado. E aqui é que entrará a pessoa de Jesus, segundo a decisão eterna de Deus.
Na Primeira Leitura vemos como Moisés recebe de Deus a ordem de profetizar uma futura fase da história da Salvação do Povo Eleito. Ele diz que depois dele, muito depois, Deus mandaria um Novo Profeta como ele mesmo.
Isto está em Dt 18, 15-19: 15. “O Senhor teu Deus fará surgir para ti, da tua nação e do meio de teus irmãos, um Profeta como eu: a Ele deverás escutar”.
É uma revelação surpreendente, completamente inesperada naquele momento.
O povo não podia imaginar que além de Moisés Deus precisasse dar-lhe outro Profeta e guia. Nem imaginava que a este novo Profeta devia obedecer tanto quanto a Moisés.
Ora, ao longo da história Deus mandara vários profetas, mas nenhum foi semelhante a Moisés. Será o Povo Eleito que reconhecerá em Jesus o grande Profeta anunciado por Moisés, no dia em que Ele entrou em Jerusalém – dia que chamamos hoje ‘Domingo de Ramos’ – rodeado pela multidão, que aclamava: “[…] Este é o Profeta Jesus, de Nazaré da Galileia!” (Mt 21, 11).
Ora, Moisés justifica o envio deste futuro Profeta no pedido que o próprio Povo Eleito lhe fizera um dia.
Leiamos agora Dt 18, 16: 16. Foi exatamente o que pediste ao Senhor teu Deus, no monte Horeb, quando todo o povo estava reunido, dizendo: “Não quero mais escutar a voz do Senhor meu Deus, nem ver este grande fogo, para não acabar morrendo”.
O Povo Eleito temia morrer diante da manifestação poderosa de Deus no alto do Monte Sinai – aqui chamado de Horeb –. O Povo queria ouvir, sim, os ensinamentos de Deus, Sua Lei, e garantir a chegada à terra prometida. Mas imaginavam que se Deus em pessoa lhe falasse, morreria.
Por este motivo, pediram a Deus um Profeta que os instruísse na vontade de Deus e na Sua obra libertadora além de Moisés, que estava se despedindo para morrer dentro de pouco tempo. Ora, será no doce rabi da Galileia, o Profeta Jesus, que o Povo Eleito ouvirá a vontade de Deus, no estabelecimento de Seu Reino na terra.
Dt 18, 17-18 continua o discurso de Moisés: 17. “Então o Senhor me disse: ‘Está bem o que disseram. 18 Farei surgir para eles, do meio de seus irmãos, um Profeta semelhante a ti. Porei em Sua boca as minhas palavras e Ele lhes comunicará tudo o que Eu Lhe mandar’”.
E os séculos se passaram.
Um dia, nas águas do Rio Jordão, uma multidão do Povo Eleito estava recebendo o Batismo de conversão dos pecados por mãos de João Batista.
Está dito em Mt 3, 1-2: 1. “Naqueles dias, apareceu João Batista pregando no deserto da Judéia e dizia: 2. Arrependei-vos, porque está próximo o Reino dos Céus”.
Tratava-se de uma novidade anunciada por profetas anteriores a João Batista: a chegada do Reino dos Céus, que é o mesmo Reino de Deus. Daniel afirmara que o Reino de Deus jamais seria destruído como o foram os reinos dos homens.
Diz Daniel 2, 44: 44. “ […] o Deus do céu suscitará um Reino que não será jamais destruído;[…]”.
A crença num reino sem fim, em que um sucessor de Davi era esperado, aparece no momento em que o Anjo anuncia a Maria o nascimento de Jesus.
Diz Lc 1, 32-33: “32. Deus, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; 33. Ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim”.
Aqui o reino de Davi prenuncia o Reino de Deus, pois Davi e seus descendentes morreram. Um reino eterno somente poderia ser o de Deus. E será em Jesus, Ressuscitado, filho de Davi, que o Reino de Deus se revelará sem fim.
Isto quer dizer que profecias sobre o Reino de Deus eram conhecidas antes de João Batista.
No Evangelho que lemos hoje, João Batista não precisou afirmar a eternidade do Reino de Deus, e sim sua chegada. Sua missão era precisamente indicar a Israel o momento desta chegada, na pessoa do Profeta Jesus. Quando perguntaram a João Batista se ele era o profeta (Jo 1, 21) que Moisés tinha anunciado séculos antes, ele afirmou: “Após mim vem Aquele que é mais poderoso do que eu, do qual não sou digno de, curvando-me, desatar-Lhe as correias das sandálias” (Mc 1, 7).
Como não disse ser nem o Cristo, nem O Profeta, indiretamente disse que o Profeta que procuravam era Jesus.
Foi, portanto, no tempo de João Batista e de Jesus que chegou o futuro que para Moisés estava muito distante. Tinham-se passado perto de 2600 e 2700 anos.
Nesse momento, portanto, nosso comentário sobre a Liturgia da Palavra de hoje continua com a leitura do Evangelho.
Vamos ouvir Mc 1, 21-22: “21. Na cidade de Cafarnaum, num dia de sábado, Jesus entrou na sinagoga começou a ensinar. 22. Todos ficavam admirados com o Seu Ensinamento, pois ensinava como quem tem autoridade, não como os mestres da Lei”.
Não está claro, nesta passagem, que Jesus é o Profeta anunciado por Moisés em Dt 18, 18?
– Ele entra no lugar sagrado de Cafarnaum, a sinagoga, e como Moisés começa a ensinar, sendo que Seu Ensinamento provoca a admiração do povo.
– Aquele povo nunca tinha ouvido alguém ensinar como Jesus. Os Mestres da Lei ensinavam, mas só Jesus lembrava a autoridade que Deus dera outrora a Moisés.
Entendemos, portanto, que neste Evangelho está afirmado, mesmo que indiretamente, que por meio de Seu Ensinamento Jesus se mostra o Profeta anunciado por Moisés.
Vamos continuar ouvindo o Evangelho em Mc 1, 23-24: 23. Estava então na sinagoga um homem possuído por um espírito mau. Ele gritou: 24. “Que queres de nós, Jesus nazareno? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”.
Se João Batista reconhecera em Jesus o Profeta, é o demônio que declara em público que Jesus é mais que Profeta: Ele é ‘O Santo de Deus’!
O que significava para aqueles judeus ‘O Santo de Deus’?
Para entender isso precisamos saber o que o povo entendia pela santidade de Deus.
Nas sinagogas o povo ouvia muitas vezes as Escrituras que dizia como Deus era Santo, O Santo, O Santo de Israel.
Quando o demônio diz na sinagoga que Jesus é O Santo de Deus, está dizendo que Ele é a pessoa mais próxima de Deus e que participa de modo especial da Santidade que somente o Deus de Israel tem. Portanto, o que o demônio disse foi uma revelação fora do comum para aqueles judeus reunidos na sinagoga de Cafarnaum. Jesus era uma pessoa extraordinária! Ele estava ao lado de Deus!
O resto do Evangelho confirma tudo isto.
Leiamos Mc 1, 25-27: 25. Jesus o intimou: “Cala-te e sai dele!” 26. Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu. 27. E todos ficaram muito espantados e perguntavam uns aos outros: “O que é isto? Um Ensinamento novo dado com autoridade: Ele manda até nos espíritos maus, e eles obedecem!”.
Foi aqui que Jesus provou ser o Profeta anunciado por Moisés.
Ele não somente ensinava como Moisés, com autoridade, como tinha um poder que Moisés não tinha: era o poder sobre os demônios. Foi por isso que os judeus na sinagoga se espantaram e disseram: “Ele manda até nos espíritos maus”.
Baste-nos isto para termos a certeza de que Jesus é o Profeta anunciado por Deus a Moisés. Jesus veio fazer do Povo Eleito um Novo Povo de Deus que inclui a humanidade inteira. Ele provou isto com seus ensinamentos superiores ao de Moisés, e mais do que Moisés revelou ter poderes que somente Deus tem.
Com Jesus o Povo Eleito recebeu a Lei de Cristo, cujos ensinos estão em todo o Evangelho e de modo detalhado nas Bem-aventuranças. Esta foi a Nova Lei que inclui e supera a Lei de Moisés.
Com Jesus o Povo Eleito entrou na época definitiva do Reino de Deus, que terá sua plenitude no fim dos tempos, quando a todos será dada a Salvação Eterna.
Esta Lei de Cristo foi conhecida e anunciada por São Paulo. Ele evangelizou Corinto e ensinou um modo de ser santo como Jesus é o Santo de Deus. Ele aconselhou os coríntios a aguardar a volta gloriosa de Cristo vivendo unicamente para esta Santidade como a de Jesus. E para isto, os que quisessem podiam preferir o celibato ao casamento. É o que ouvimos hoje na Segunda Leitura.
Para nossos dias está a mensagem do Salmo Responsorial que canta nosso Deus como rochedo salvador, e diz: 6 “Vinde adoremos e prostremo-nos por terra, e ajoelhemos ante o Deus que nos criou! 7. Porque Ele é o nosso Deus, nosso pastor, e nós somos o seu povo e seu rebanho, as ovelhas que conduz com sua mão” [Sl 94(95), 6-7].
Vejamos em Jesus a imagem do Deus Pastor de seu rebanho, nós, a Sua Igreja.
E repitamos a oração deste Salmo Responsorial enquanto voltamos para nossas casas.
Padre Valdir Marques

(10) – «CHRISTUS UNUS OMNIUM MAGÍSTER»
«Um só é o vosso Doutor: Cristo» (Mt 23, 10).
[…] Cristo é, com efeito, «este Filho, que é resplendor da sua glória e imagem fiel da sua substância e que tudo sustenta com a sua palavra poderosa» (Heb 1, 3). Ele é a origem de toda a sabedoria: o Verbo de Deus nas alturas é a fonte da sabedoria. Cristo é a fonte de todo o verdadeiro conhecimento, pois Ele é «o caminho a verdade e a vida» (Jo 14, 6).
[…] Enquanto caminho, Cristo é Senhor e princípio do conhecimento segundo a fé.
[…] Por isso, Pedro ensina-nos na sua segunda carta: «E temos assim mais confirmada a palavra dos profetas, à qual fazeis bem em prestar atenção como a uma lâmpada que brilha num lugar escuro.» (1, 19)
[…] Pois Cristo é o princípio de toda a revelação, pela sua vinda em espírito, e a afirmação de toda autoridade, pela sua vinda na carne.
Veio em primeiro lugar em espírito, como luz reveladora de toda a visão profética. Segundo Daniel, «é Ele quem revela o que é profundo e escondido, quem conhece o que se esconde nas trevas, e a luz mora junto dele» (2, 22); trata-se da luz da sabedoria divina, que é Cristo.
Segundo João, Ele diz: «Eu sou a luz do mundo; quem Me segue não andará nas trevas» (8, 12); e também: «enquanto tendes a Luz, crede na Luz, para vos tornardes filhos da Luz» (12, 36).
[…] Sem esta luz que é Cristo, ninguém pode penetrar os segredos da fé. E é por isso que lemos no livro da Sabedoria: «Envia-a, pois, do teu santo céu, digna-te enviá-la do trono da tua glória, para que me assista nos meus trabalhos e eu conheça aquilo que Te é agradável.
[…] Pois que homem poderia conhecer a vontade de Deus?» (9,10-13).
Ninguém pode chegar à certeza da fé revelada, senão pela vinda de Cristo em espírito e na carne.
São Boaventura (1221-1274)

(11.1) – UM ENSINAMENTO NOVO DADO COM AUTORIDADE…
Deus nos deu a vida e todas as condições para sermos felizes, porém, Ele respeita a nossa liberdade, nos deixa livres para fazermos as nossas escolhas! Somos nós que escolhemos a direção que daremos a nossa vida! Não podemos esquecer nunca de que a vida é a maior expressão do amor de Deus e que não conduzi-la para o bem, é a maior ingratidão ao nosso criador!
Viver é a mais bela oportunidade que Deus nos oferece para buscarmos através de Jesus o nosso encontro definitivo com Ele!
O evangelho que a liturgia deste domingo nos apresenta, vem nos mostrar um Deus comprometido com a vida, com a vida em toda a sua dimensão, um Deus libertador que fala com autoridade, que se revelou plenamente na pessoa de Jesus!
O texto nos diz, que Jesus, num dia de sábado, entra numa sinagoga em Cafarnaum, junto com os seus discípulos e começa a ensinar.
O povo percebe de imediato o jeito diferente de Jesus ensinar e fica maravilhado com tudo o que Ele diz! Ao contrário dos mestres da lei, Jesus falava com autoridade isto é: falava com conhecimento, o que ouvia do Pai! As suas palavras, ao mesmo tempo que ensinava, libertava, por isto, os seus ensinamentos eram vistos pelo povo, como um ensinamento novo, diferente dos mestres da Lei, que além de não viver o que falavam, colocavam pesados fardos sobre os ombros do povo. O que infelizmente ainda hoje, acontece no nosso meio; grupos que se dizem “religiosos”, mas que se mantem de teorias, sem uma caminhada comprometida com a vida.
A narrativa nos diz ainda, que na sinagoga, havia um homem possuído por um espírito mal, cuja simples presença de Jesus o atormentava.
Diante da presença de Jesus, ele gritou: “Que queres de nós Jesus Nazareno? Viestes para nos destruir? Eu sei que tu és o santo de Deus!” Jesus percebe o estrago que o mal havia feito naquele homem, que já não tinha capacidade de reconhecer a necessidade de libertação. Na sua vulnerabilidade, ele vê Jesus, (o bem) como uma ameaça. Tal era a sua pertença ao maligno, que ele, ao se dirigir a Jesus: diz: “nós”. E Jesus, fonte de libertação se compadece daquele homem, e fazendo uso da sua autoridade intima o inimigo: “Cale-Te e sai dele!”.
A partir daquele momento, aquele homem, sente completamente liberto da escravidão que o impedia de ser ele mesmo!
Jesus, nesta sua ação libertadora, desmascara a mentalidade dos dirigentes religiosos, pois o seu olhar vai além dos limites impostos por eles, afinal, Jesus enxergou o homem, e não o mal que estava nele, o mal, Jesus retirou com a sua autoridade, e o homem, Ele trouxe de volta à vida!
Aquele homem possuído pelo espírito mau, representa todas as pessoas que estão sendo escravizadas pelas forças contrárias ao evangelho, que estão sendo impedidas de falar e de agir como sujeitos da sua própria história, àqueles, cuja vida está sobre o total controle de quem os oprime.
As palavras do Santo evangelho, nos convida a conhecermos a verdade que liberta e a viver esta verdade! Só assim, podemos também falar com autoridade e nos tornar caminho de libertação para o outro!
Não podemos negar a existência e a força do mal, o mal existe e está sempre a nos rondar, mas ele só ganhará força em nós, se nos distanciarmos de Deus.
O mal e o bem, confrontam-se dentro de nós, somos nós que escolhemos qual dos dois queremos cultivar. Se o mal está ganhando força em nós, é sinal de que não estamos alimentando o bem plantado por Deus em nossos corações!
O mal, não sobrepõe o bem, por isto é importante estarmos sempre embebidos no amor do Pai, na força do Filho e sob a luz do Espírito.
Saber que Jesus é Filho de Deus, todos sabem, até o inimigo, o que faz a diferença mesmo, é saber quem é o Filho de Deus! Conhecer Jesus, saber quais são as suas propostas, é o primeiro passo de quem quer fazer a melhor escolha para sua vida!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – JESUS ENSINAVA COM AUTORIDADE
PRIMEIRA LEITURA
Moisés, o primeiro profeta, o primeiro intermediário entre Deus e os homens, o escolhido por Deus para libertar o seu povo da escravidão do Egito, transmite a esse mesmo povo, o que lhe foi dito pelo Pai: Ele afirma que o Todo Poderoso enviará um profeta, para o qual Ele colocará em sua boca as suas palavras. Moisés estava falando de Jesus, o profeta dos profetas. Portanto, não tenhamos dúvidas de que os profetas disseram, a verdade inspirada pelo Espírito de Deus. Pois quem não acredita, quem não aceita os profetas acabam recorrendo aos búzios, às cartomantes, aos orixás, as mesas brancas… E isso acontece por causa do nosso instinto religioso.

SALMO
Não fiquemos indiferentes diante da voz de Deus, diante da sua palavra que é lida e explicada na missa pelos novos profetas escolhidos pelo próprio Deus, para explicar, para anunciar a sua palavra. Fechar-se, virar as costas, não prestar atenção, não dar ouvidos aos enviados de Deus, é o mesmo que ignorar o próprio Deus, é o mesmo que lhe dizer NÃO!

SEGUNDA LEITURA
Paulo nos aconselha a estarmos livres de preocupações familiares para assim podermos nos entregar plenamente ao serviço do Reino de Deus. Na verdade, é muito mais propício um ambiente de solidão e de silêncio para se estudar e meditar a palavra. Assim como, para quem escreve. No silêncio, na quietude, com a mente despreocupada de afazeres domésticos, é muito mais apropriado, muito mais fácil a sintonia com o Espírito Santo para receber a inspiração.
A mulher solteira, como é o caso da freira que abdicou-se do casamento, terá, na opinião de Paulo, mais tempo e poder de dedicação e de entrega ao serviço da Igreja. Do mesmo modo, o homem solteiro, não terá de se preocupar com o sustento da família, e portanto, lhe sobrará mais tempo para entregar-se ao estudo do Evangelho e da sagrada escritura preparando-se para o anúncio da palavra.
Paulo afirma que: a mulher não casada e a jovem solteira têm zelo pelas coisas do Senhor e procuram ser santas de corpo e espírito.
Infelizmente nos dias atuais, a coisa é muito diferente dos tempos de Paulo! Hoje é sábado. Logo mais à noite, onde estarão as jovens e as mulheres solteiras? Pelo menos a maioria delas com certeza não estarão na igreja rezando o terço, nem no grupo de orações, nem estudando a palavra, ou acessando este Blog de reflexões. Provavelmente estarão nas baladas, nos motéis, ou nos barzinhos da paquera com música ao vivo ou não. Desculpe a dureza dessas palavras, mas não podemos camuflar a realidade, fazendo um sermão água com açúcar para não ofender ou chocar algumas pessoas, as quais sairão da missa do mesmo jeito que entraram. Nosso objetivo é refletir sobre a pura e dura realidade da vida, como Jesus nos ensinou. “Não vim trazer a paz ao mundo”.
Durante alguns anos morei ao lado de um clube que aos sábados apresentava pagode, com música da antiga ao vivo. Tocavam e cantavam as mesmas músicas todos os sábados. Desafinavam, gritavam, tropeçavam por causa da bebida, mas ninguém se importava, pois não iam ali para apreciar a música, mas sim, para acasalar. É isso mesmo! O público frequentador, era formado de descasados e separados. Mulheres abandonadas pelos maridos, homens traídos, todos solitários em busca de um abraço, de um amasso, de uma aventura antes do fim de suas energias. Gente humilde de baixa renda, lá estavam eles dentro ou fora do clube, na rua em frente, com um copo na mão, fingindo descontração, mas lá no fundo apavorados pelo terror da solidão. Solidão essa que poderia ter sido evitada se tivessem vivido uma vida de casal na presença de Deus. Solidão essa que não estaria doendo se vivessem segundo espírito e na companhia de Deus. Pois QUEM ESTÁ COM DEUS NÃO SENTE O PESO DA SOLIDÃO. Você não acredita nisso? Então experimenta voltar-se para Deus, e verá que a sua vida terá mais sentido, mesmo que esteja vivendo só.
Paulo defende o celibato, para uma melhor dedicação ao serviço do Reino. Sim. Realmente a entrega total a Deus, numa oferenda pessoal, é muito mais valiosa do que uma entrega pela metade. Porém, infelizmente, nem todos conseguem fazer essa entrega total por causa da realidade do mundo em que vivemos, que nos arrasta para longe de Deus, começando pelos prazeres da carne! Do mesmo modo, o CELIBATO que não é assumido interiormente, causa mais estragos à Igreja, do que as obrigações de um chefe de família. Portanto, parece que realmente está na hora de rever o CELIBATO. Você não gostou do que escrevi? Então pense naquelas mulheres que escreveram ao Papa (2015). E no que elas contaram a ele!?

EVANGELHO
Jesus ensinava como quem tem autoridade. Jesus ensinava com autoridade porque Ele não tinha medo de nada, porque Ele sabia tudo, porque estava empenhado em mudar o mundo, porque Ele é Santo, Ele é o próprio Deus encarnado!
Amigo, amiga catequista. Se você tem vacilado na hora da catequese, seja nos encontros com os jovens, com as crianças, seja na homilia, veja quais dessas qualidades de Jesus está faltando em sua pessoa.
MEDO
Você está com medo?
De que?
Das pessoas rirem de sua falta de prática?
Não Elas não vão fazer isso! São todas pessoas de Deus e vão compreender que todo começo é difícil. Você está começando sua caminhada de evangelização e é natural que fique nervoso, nervosa. Agora se você está com medo de dizer a verdade sobre os poderosos e de ser retaliado(a) por eles, confia em Deus. “Eu estarei convosco até o fim dos tempos”.
SABER
Você está com medo de errar, de esquecer o que o vai dizer? Então da próxima vez fale com a autoridade de quem estudou e sabe o que vai dizer. Estuda, para falar, estuda para ensinar, para catequizar. Mas nem pense em chegar lá e improvisar!
MUDAR O MUNDO
Você está com dúvidas de que pode contribuir para mudar o mundo?
Então pense nas palavras de Jesus: “Siga-me. Farei de vocês pescadores de homens” “O Reino de Deus é como o grão de mostarda…” “Não tenhais medo. Apenas acredite”. “Não vos preocupeis com o dia de amanhã”…
SER SANTO
“Um cego não pode guiar outro cego. Ambos cairão no buraco”. Amigo, amiga. Sabemos que só Deus é santo. Mas também sabemos que Jesus nos deu a alegria de participar da sua santidade. “Sede santos como o Pai é santo”. É impossível converter os outros se você não está convertido ou em caminho de conversão diariamente. “Sem mim nada podereis fazer!”. Se não estamos com Deus e em Deus, não podemos levar Deus a ninguém! Não podemos evangelizar se não vivemos o evangelho. Pois evangelizar é diferente de ensinar, diferente de ministrar conhecimentos apenas. O professor precisa conhecer: o que ensina, a quem ensina e como ensina.
Do mesmo modo, o catequista: Só que com um acréscimo: Ele precisa viver o que ensina.
Copiemos Jesus, e falemos com autoridade! Pois só assim, poderemos mudar o mundo!
Bom domingo.
José Salviano

(11.3) – NÃO ENSINAVA COMO OS LETRADOS, MAS COM AUTORIDADE
A palavra Deuteronômio vem de Deuteros = segundo e Nomos = lei. É a segunda versão da legislação mosaica. O Deuteronômio foi elaborado a partir de pequenos fragmentos compilados pelo autor ou pelos autores ao longo de mais de seiscentos anos. O material que conhecemos teve uma origem muito diversificada. Uma parte pertence à grande tradição oral que a confederação de tribos empregou para regular a aplicação da justiça no interior da comunidade e entre as tribos durante o tempo dos Juízes. Esta diversidade foi reelaborada depois do desterro pelos sacerdotes e sábios até alcançar a forma que hoje conhecemos.
O documento teve várias edições com sucessivas ampliações. Insiste na necessidade de viver relações inter-humanas justas. Neste documento a lei não é um conjunto de decretos isolados. Cada preceito está em função de defender a vida e a dignidade de cada pessoa na comunidade. A lei expressa a vida íntima da comunidade, a necessidade de que cada pessoa tenha o mínimo para sobreviver e ninguém viva em uma situação indigna e miserável. Assim a lei deixa de ser uma imperiosa obrigação e passa a ser um “dom” que Deus outorga a todo o povo. Este dom ou aliança se fundamenta no direito de cada família possuir o mínimo necessário, isto é, um pedaço de terra para cultivar e onde possa viver sem ser uma carga para os demais: “Como Javé fez desse país um dom para seu povo, ninguém pode apropriar-se da terra” (Dt 15,4).
Para o autor a aliança, a lei ou o “dom” devem ser interiorizados. A convivência no país que Deus deu ao povo peregrino exige uma mudança de mentalidade que se traduz em uma organização social onde o direito divino prevaleça sobre todas as instituições. O centro desse direito é a justiça inter-humana, entendida como fundamento da convivência social. “O rei deve ser um irmão que ajuda e não alguém que procura tirar vantagens e interesses pessoais. Este abrir-se generosamente aos outros é o que demonstra a pertença a Javé e o que permite a pertença a este povo”.
Nessa mesma linha situa-se a promessa a respeito do profeta que há de vir. Esse profeta se compara a Moisés. Não vem lembrar ao povo uma ou outra coisa. Vem para indicar qual é o rumo que o povo deve seguir. O profeta se preocupará por manter vivo o Espírito da Lei, tema em que insiste o Deuteronômio, de modo que não se converta em uma mera formalidade, mas que expresse as necessidades vitais da comunidade e de cada ser humano.
O Deuteronômio dá início a uma tendência que Jesus levará adiante. Para Jesus e em geral para todos os profetas, o fundamental da lei é preservar a dignidade, a intimidade e o valor de cada ser humano, o direito a viver em uma comunidade onde seja valorizado pelo que é e não pelo que tem. Desse modo, a legislação deixa de ser um preceito que rege alguma coisa em particular e se converte em expressão das necessidades vitais do ser humano. A isto a bíblia chama “levar a lei no coração”. Esta nova maneira de ver a lei é a que Paulo aplica na carta aos Coríntios. Ele aconselha, sugere, opina, exorta e admoesta tendo em vista a situação da comunidade, no marco social, e a situação da pessoa, no marco da comunidade. Não impõe critérios rígidos que sufoquem a consciência das pessoas, mas busca que cada pessoa esteja satisfeita com sua situação.
A comunidade, preocupada por opiniões adversas ao matrimônio, pergunta ao apóstolo Paulo: “Seria preferível não se casar?” Para Paulo o importante é que cada pessoa da comunidade cristã se sinta a gosto e motivada para servir. Por isso sua mensagem não orienta os que estão casados, mas se preocupa por todos: para que os fiéis não reneguem sua cultura e tradições, mas também para que não a imponham aos demais. Anima os escravos a não desanimar por sua condição e a buscar uma oportunidade para libertar-se. Deste modo, ninguém pode sentir-se nem inferior nem superior aos outros. Todos são iguais porque no interior da comunidade se respeita a diferença. Este é o princípio da igualdade.
Em todos os casos, situações, estados civis, posições sociais… Paulo insiste na urgência de buscar um caminho para viver a liberdade que Cristo nos deixou, pois sendo livres, podemos preparar a irrupção do Reino. O Senhor volta quando a comunidade, livre já de travas sociais, culturais ou ideológicas, dá testemunho de um modo de viver alternativo e libertador.
Esta capacidade para discernir cada situação em particular, foi uma das coisas que a multidão mais Jesus admirou em Jesus. Enquanto outros mestres e líderes respondiam com exaustivas explicações e citando códigos, preceitos e doutrinas, Jesus respondia simplesmente com a verdade.
Jesus mostrou-se interessado na situação particular de cada ser humano: com seus sofrimentos, com as ideias que o atormentavam, com aquelas coisas que o impediam de ser livre e espontâneo. Este interesse não obedecia a um interesse político encoberto, mas a uma genuína valorização de cada pessoa que encontrava no caminho. Muitos movimentos e grupos mostram interesse pelos indivíduos enquanto estes servem a seus interesses proselitistas, enquanto são seus adeptos; logo, porém, que se desentende, as pessoas são ignoradas e marginalizadas. Jesus se manifestou francamente contra este modo de agir e o declarou abertamente: o sábado, ou seja a lei, os costumes, tudo o que é prescrição, está a serviço de cada ser humano e não o contrário. Precisamente sua luta contra os demônios foi uma luta contra as ideologias instaladas nas sinagogas, que buscavam um messias glorioso, um militar implacável, um reformador religioso. Jesus nunca se identificou com esses propósitos.
Por esta razão intima os “espíritos imundos” ou as ideologias opressoras a guardar silêncio. Também não se deixava seduzir com falsas aclamações e reconhecimentos.
O povo simples reconhecia esta luta contra o formalismo da lei e contra a ideologia que a sustentava. A proposta de Jesus libertava o povo da pesada carga moral, econômica e cultural que era cumprir os mais de seis mil preceitos que vigentes para regular todos os aspectos da vida pessoal e comunitária. Muita gente se perguntava: Não será este homem o novo legislador? Não será o homem prometido como substituição do profeta Moisés? Não seria a proposta de Jesus o reinado de Deus, a nova lei? Por que suas ações libertadoras e sua luta contra o mal é tão eficaz?
Hoje a pergunta é: temos seguido a proposta de Jesus de que cada ser humano tenha um valor inalienável? Cremos que nossa tarefa como anunciadores da boa nova é ajudar a todos os seres humanos a libertar-se das travas que não lhes permitem crescer com liberdade e espontaneidade? A boa nova de Jesus tem um caráter normativo ou a consideramos como se fosse uma notícia a mais do nosso dia a dia.
Oração:
Ó Deus, nosso Pai, tu nos amas até o extremo. Ensina-nos a amar aos demais com todas as nossas forças e que nosso amor não fique em palavras bonitas, mas que se traduza em obras de justiça, de amor e de serviço em favor de todas as pessoas. Por Jesus Cristo nosso irmão maior…
Claretianos

(11.4) – ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE
Este Evangelho narra a cura de um possesso. O fato aconteceu durante uma reunião do povo na sinagoga. Estamos no comecinho da vida pública de Jesus e, como pouca gente o conhecia, ele aproveitava as reuniões nas sinagogas para anunciar a realizar a Boa Nova.
O povo ficava admirado com a forma com que Jesus falava; era com autoridade, não como os chefes religiosos, que eram inseguros e falavam sem muita convicção, repetindo opiniões de vários autores, de forma enfadonha. Jesus, ao contrário, transmitia segurança no que falava.
Jesus curava os doentes que pediam; curava também os que não pediam; e curava até os que o atacavam, como este caso. O homem era “possuído por um espírito mau”, isto é, ele se deixava levar pelas forças do mal e praticava ações más.
Diariamente nós nos encontramos com as forças que se opõem à verdade e escravizam as pessoas. Essas forças estão reunidas em um só comando: o demônio. Aparentemente cada um faz o mal por sua própria conta. Mas, na realidade, todos os que praticam o mal estão à disposição de um só comando, que é o demônio. Ele age ou diretamente ou através daqueles que ele já conquistou e que criaram as organizações e estruturas do mal. Muitas vezes, ele age também dentro de nós, usando as raízes do pecado original que ficaram em nós.
Na maioria das vezes o demônio procura dissimular a sua presença e ação e, enquanto ninguém ameaça as suas posições, ele vai tomando conta da sociedade, levando-a à corrupção, à injustiça, à violência, ao pecado. Quanta gente é possuída pelo espírito mau e não percebe!
Esse nosso inimigo não dorme, e vê com antecedência quem são os que podem debilitar o seu império e, mal começam a agir, o demônio levanta-se contra eles aquelas pessoas que ele já conquistou: os medíocres, aqueles que foram mal sucedidos em alguma coisa. Por isso que, mal Jesus começava a falar, algum “possesso” já se levantava contra ele, mesmo dentro da casa de oração.
Este foi apenas o primeiro enfrentamento de Jesus com o espírito mau. Haverá muitos outros, até o dia em que toda a sociedade judia se levantará e matará o Filho de Deus.
Ao ouvir Jesus, e perceber que ele podia afastar o mal dos ouvintes, o homem atacou a Jesus, tentando fazer com que ele parasse de falar. Mas deu o contrário, o possesso é que foi curado. Não é o homem mau que Jesus ataca, mas sim o espírito mau que está nele. O pobre homem, Jesus continua amando.
O possesso se contradisse. Pela forma de atacar, ele acabou confessando que Jesus é realmente o Messias: “Que queres de nós, Jesus de Nazaré? Vieste para nos destruir? Eu sei quem tu és: tu és o Santo de Deus”. Também hoje, Deus nos defende quando somos atacados e até vira ao contrário o ataque, transformando em testemunho a favor do Reino de Deus.
Jesus é “o Santo”; ele está acima de todas as forças do mal, as visíveis e as invisíveis. Nós cristãos precisamos desmascarar as maldades escondidas e disfarçadas da sociedade pecadora. Seremos atacados, mas compensa; afinal, Deus estará conosco e a vitória é certa.
Mas para isso precisamos ter fé convicta e não ficar inseguros diante das estruturas de pecado e dos homens e mulheres pecadores. Nós apenas emprestamos a nossa voz ao Espírito Santo.
“Então o espírito mau sacudiu o homem com violência, deu um grande grito e saiu.” O mal não sai das pessoas de graça. Ele dá o troco, fazendo a sua última maldade para a pobre pessoa que, até há pouco, era possuída por ele.
Certa vez, foi anunciado que o diabo deixaria o seu trabalho e por isso queria vender suas ferramentas. A data e o local da venda foram anunciadas.
Quando chegou o dia, muita gente foi lá para ver que ferramentas o diabo usa. Logo que chegavam, viam as ferramentas expostas de uma maneira atraente, para despertar o interesse dos compradores. Estavam ali a malícia, o ódio, a luxúria, a inveja, o ciúme, a mentira, a fraude, a lisonja… Ali estavam todos os instrumentos do mal que o diabo usa. Cada ferramenta tinha o seu preço afixado.
Andando pela exposição, alguém encontrou, em um cantinho escuro, uma ferramenta. Ela tinha aparência inofensiva e apresentava sinais de ser bastante usada. O preço era altíssimo. O mais alto da exposição. E o nome da ferramenta: desânimo.
A pessoa procurou o diabo e perguntou por que aquela ferramenta era tão cara. Ele respondeu: “Porque ela me é muito útil. Os homens e as mulheres a aceitam facilmente, pensando que ela é inofensiva. Eles nem percebem que ela pertence a mim. E, depois que a acolhem, eu posso entrar dentro deles e agir à vontade, colocando as outras ferramentas que eu tenho para levar as pessoas para o inferno.
Cruz credo, não? Vamos tomar cuidado com o desânimo e nunca permitir que ele se instale em nós.
Deus está conosco, um amigo poderoso, zelando vinte e quatro horas pelo nosso bem e salvação. Vamos ouvi-lo e viver “fortes na fé, alegres na esperança e solícitos na caridade”.
Que Maria Santíssima nos ajude, primeiro a não nos deixar levar pelos espíritos maus; depois, a termos uma fé convicta, a fim de sermos um instrumento de Deus na libertação dos que são possuídos pelas forças do mal.
Ensinava como quem tem autoridade.
Padre Antônio Queiroz

(11.5) – CALA-TE E SAI DELE
Com este gesto de expulsão do demônio, Jesus deixa-nos uma promessa e a certeza: Estes milagres acompanharam os que crerem: expulsarão demônios em meu nome, falarão novas línguas (Marcos 16,17). Por outra que também muitas coisas do mau podem influenciar o nosso dia a dia como por exemplo, a mentira, a inveja, o orgulho, a infidelidade com o irmão, a falsidade, etc. Tudo isso é ação do mal dentro de nós, se nos deixarmos ser conduzidos por estes sentimentos e por essas más inclinações ficaremos longes de Deus e ao ficarmos longe do Senhor o nosso dia tende a ser péssimo e se o dia é péssimo a semana também pode ser o mês e o ano podem ser péssimos.
No evangelho de hoje Jesus expulsa o mau de um homem. Trata-se de uma possessão e Jesus ordena para que o Espírito mau se cale e no mesmo instante o homem é liberto. Jesus nos deixou a graça de lutarmos contra o mau, quando percebemos que estamos agindo com o mau devemos também repreender esse mau dentro nós, quando começo a mentir, quando começo a sentir inveja de alguém, quando eu começo até mesmo a me desanimar e a me culpar eu devo dizer assim: Senhor Jesus em teu nome eu repreendo todo espírito de desânimo, mentira, inveja etc. Percebem que o nome de Jesus deve vir em primeiro lugar, assim evitaremos lutar diretamente contra o mal, por isso dizemos o nome de Jesus em primeiro lugar, pois assim colocamos Jesus a nossa frente, Ele mesmo vai combater o espírito mau que nos guia para fazer uma ação contra alguém ou contra nós mesmos, podemos também repreender em nome de Jesus todas as pragas lançadas contra nós, todos os olhares que são lançados contra nós dizendo: Senhor Jesus eu repreendo essas palavras e esses olhares.
O ensinamento de hoje é muito importante para o nosso dia a dia, devemos colocar Jesus à frente sempre, se não o fizermos assim acumularemos fracassos, derrotas atrás de derrotas porque estaremos aceitando o mau em nós e seu dia será ruim e assim sucessivamente, por isso Jesus nos disse que todos esses milagres acompanharão aqueles que acreditarem em seu nome, por isso a partir de hoje proclame o nome de Jesus na sua vida, em tudo repreenda a ação do mau e o inimigo fugirá de vós. Tiago 4,7.
A autoridade com que Jesus falava e realizava milagres chamava a atenção das pessoas. Embora houvesse muitos mestres e se tivesse notícia de indivíduos capazes de operar prodígios, ele se distinguia de todos os demais. Não era um milagreiro qualquer, nem um rabi como tantos outros. Em que consistia a sua originalidade?
As palavras e a ações de Jesus apontavam para algo que o superava. Não correspondiam àquilo que se podia esperar de um ser humano comum. Por exemplo, o modo como se defrontava com os espíritos imundos, e os submetia destemidamente, tinha algo de insólito. O segredo de tudo isto é que Jesus era detentor de um poder, recebido de Deus. Era o Pai mesmo quem agia por meio do Filho. Por isso, o povo percebia existir algo de especial no que ele fazia. O próprio Jesus afirmava não agir por conta própria, e sim, por iniciativa divina. Jamais dissera estar nele a fonte de seu poder. Antes, buscava sempre levar seus ouvintes e espectadores a atribuir a Deus tudo o que viam e ouviam. As ações do Mestre eram verdadeira revelação do Pai.
Ao constatar que Jesus ensinava, com autoridade, uma doutrina nova, as pessoas podiam reconhecer, logo, a ação de Deus no meio delas. E quando tu falas o que as pessoas reconhecem nas tuas palavras?
Canção Nova

(11.6) – EM NOME DE JESUS
1ª. Leitura Deuteronômio 18, 15-20 – “O que é preciso para ser profeta?”
O povo que caminhava no deserto pedia a Deus um profeta que lhe instruísse, pois temia escutar a voz do Senhor que se manifestava acompanhada de um grande fogo. Moisés, então os exortou a permanecerem atentos, pois o Senhor lhes enviaria profetas. E explicou para eles qual era o papel do profeta. O profeta é alguém que fala em nome de Deus, para animar, para exortar, para consolar, para orientar, para admoestar, para denunciar. Deus ao longo da história enviou ao Seu povo muitos profetas para que os escutasse e permanecesse firme, ajustado ao Seu plano de amor. Hoje, cada um de nós que fomos batizados (as) somos chamados (as), também a sermos profetas. No entanto, só podemos falar em nome de Deus se estivermos ligados a Ele, em oração, em pensamento, em abertura de coração. É nosso dever permanecer em sintonia com a Palavra de Deus e escutar a sua voz no nosso coração para edificação da comunidade. Quem usa o nome de Deus de maneira leviana há de sofrer as consequências, conforme o próprio Deus afirma no trecho deste livro. Para ser profeta o homem não precisa de nenhum curso de especialização, mas deverá ter o coração rendido e o ouvido interior de sentinela. A voz de Deus produz paz, alegria, convicção.
– O que Deus lhe tem confidenciado no coração você tem tido coragem de expressar?
– Você tem parado para escutar a voz de Deus no seu coração? Faça essa experiência.

Salmo 94 – “Não fecheis o coração, ouvi hoje a voz de Deus”
O Senhor unge as pessoas para que nos deem ensinamentos para a nossa felicidade, por isso, somos tocados (as) pela Sua graça e poderemos ter o coração transformado. Quando escutamos alguém falando em Nome do Senhor nós também sentimos a Sua presença e o nosso espírito se alegra. Não podemos tapar os ouvidos e desprezar as palavras dos profetas, pois Deus os usa para o nosso crescimento espiritual e humano. É por meio dos Seus pastores que o Senhor cuida de nós, Seu rebanho. Somos ovelhas que Ele conduz com a Sua mão.

2ª. Leitura – 1 Coríntios, 7,32-35 – “solícito pelas coisas de Deus”
São Paulo aconselha às pessoas que queiram dedicar-se ao serviço do Senhor que se mantenham livres das obrigações próprias de quem abraça o matrimônio. Cada um deve meditar para perceber até que ponto é o seu chamado para entregar-se ao serviço do reino de Deus. Muitas vezes nós nem pensamos sobre isso e queremos adotar a regra que todo mundo segue quando na verdade, não era isso o que o nosso coração pedia. “O homem não casado é solícito pelas coisas do Senhor e procura agradar ao Senhor.” Com efeito, agora nós entendemos o porquê da Igreja não permitir o casamento para os sacerdotes. Quando nos propomos a consagrar a nossa vida ao Senhor, o zelo pela Sua causa deve vir em primeiro lugar na escala dos nossos valores. No entanto, mesmo tendo escolhido a vocação do matrimônio, nós temos a oportunidade servir ao Senhor sendo fiel ao nosso chamado dentro da nossa família e da nossa comunidade. Seria bom que todo jovem e toda jovem fizesse uma reflexão antes de abraçar o matrimônio, pois com certeza, perceberia o que mais lhe pode fazer feliz.
– Você procura agradar ao Senhor em qualquer vocação que tenha abraçado?
– Você é uma pessoa muito dividida entre as coisas de Deus e da sua família?
– Peça ao Senhor para lhe mostrar o que precisa ser feito, em primeiro lugar de acordo com o Seu plano para sua vida!

Evangelho – Marcos 1, 21-28 – “em Nome de Jesus”
Jesus tinha convicção da Sua Missão libertadora e de que era o Ungido de Deus para cumprir o Seu Plano de Salvação. Por isso, o modo como pregava, como ensinava e curava os doentes, chamava a atenção de todos que frequentavam a sinagoga. Jesus não se condicionava às regras dos fariseus e mestres da lei que com a desculpa de serem fieis à Lei de Moisés, desprezavam as pessoas a quem o demônio aprisionava. A Sua autoridade vinha do cumprimento da vontade do Pai e até os demônios O temiam. Conscientes da nossa missão de cristãos, comprometidos com o Evangelho, nós também hoje, somos chamados a ter autoridade conforme a vontade do Pai, para, em Nome de Jesus, afugentar os espíritos malignos que insistem em escravizar a nós e as pessoas a quem encontramos. Às vezes pensamos que estes são como cãezinhos que tomam conta da nossa voz, do nosso corpo, no entanto, eles podem advir dos nossos pensamentos impuros, das nossas más intenções ou de sentimentos que não condizem com o nosso ser cristão. “Cala-te e sai dele”, foram as palavras que Jesus anunciou para expulsar o espírito mau. Nós também podemos mandar calar a quem nos perturba. Não precisamos ter medo de lutar contra o mal, pois o Espírito Santo que habita em nós é o nosso Auxiliador, Advogado e Defensor. Entregues e abandonados (as) ao poder do Espírito nós também podemos usar de autoridade para com as “feras” que estão dentro de nós ou fora, no mundo, para tentarem perder as almas.
– O que você tem feito em Nome de Jesus?
– Você tem tentado expulsar os “espíritos maus” que o perturbam?
– Você fala com autoridade ou você deixa dúvidas quando se expressa?
– Você costuma pedir ajuda ao Espírito Santo quando fala?
Helena Serpa

(11.7) – ENSINAVA COMO QUEM TEM AUTORIDADE
PERSONALIDADES INCOMPATÍVEIS
A pergunta desesperada do homem possuído por um espírito imundo revela a incompatibilidade radical que existe entre Jesus e tudo quanto lhe é contrário. A frase “Que temos nós contigo, Jesus de Nazaré?” pode ser assim desdobrada: “Que existe em comum entre nós?”; “O que você está querendo fazer conosco?”; “Qual a sua intenção a nosso respeito?”.
Evidentemente, entre Jesus e o espírito imundo nada havia em comum. Um libertava o ser humano, o outro o escravizava. Um recuperava as pessoas para Deus, já o outro as afastava sempre mais do projeto do Pai, numa aberta afronta a ele. Um restaurava no coração humano o sentido da vida fraterna e solidária, o outro, pelo contrário, gerava discórdia e divisão. Um encarnava a novidade da misericórdia de Deus, o outro insistia no caminho inconveniente da soberba. Por isso, a única intenção de Jesus era derrotar este espírito mau.
À ordem do Mestre, ele deixou o possesso, depois de agitá-lo violentamente e fazer grande alarido.
Esta é a imagem do que se passa no coração de cada um de nós: o mau espírito reluta em abandonar o espaço conquistado no nosso interior. Se não nos deixamos ajudar por Jesus, corremos o risco de permanecer escravos desse espírito do mal. O discipulado cristão exige que façamos a experiência de ser libertados pelo Mestre, pois é impossível compatibilizá-lo com as forças do mal que age dentro de nós.
Oração:
Pai, dá-me forças para que jamais eu permita ao poder do mal prevalecer sobre mim. Seja o meu coração totalmente voltado para ti e para o teu Reino.
Igreja Matriz de Dracena

(11.8) – REFLEXÃO
Mais uma vez nos reunimos para meditarmos a Palavra de Deus, neste quarto domingo do tempo comum. No evangelho de hoje encontramos Jesus bem no início de sua missão evangelizadora. Na cidade de Cafarnaum, Jesus entra na sinagoga e se põe a ensinar todos que lá se encontravam.
Para tudo existe uma primeira vez. Com Jesus também foi assim, Ele quis experimentar, passo a passo, todas nossas dificuldades. Assumiu a natureza humana com todos seus problemas e limitações.
O evangelista ressalta que Jesus ensina de forma diferente. Os ouvintes ficam admirados, pois Ele fala com autoridade. Não fala só da boca para fora, Jesus fala com o coração.
Falar com o coração, é falar com convicção. Jesus não se limita a repetir as belas palavras usadas pelos doutores da lei. Fala com naturalidade, porém, com calor, com vibração e entusiasmo. Deixa transparecer que conhece o assunto.
Esse é o segredo. Essa é a primeira lição que Jesus nos deixa no evangelho de hoje. Precisamos estar preparados para evangelizar. Frases fabricadas, frases de efeito, palavras bonitas, podem até provocar lágrimas momentâneas, mas não convencem nem convertem.
Mais dias ou menos dias, as palavras desacompanhadas de exemplos caem no descrédito e no esquecimento. Mais do que falar, é preciso viver o que se diz. Neste evangelho, Marcos não se preocupou em relatar o que Jesus ensina, mas sim, sua pedagogia, seu modo revolucionário de ensinar.
Marcos ficou entusiasmado com esse novo método de Jesus que fez até o espírito do mal tremer. Todos os presentes ouviram o próprio demônio testemunhando que, ali se encontrava Jesus Nazareno, o Santo de Deus que tinha poderes para destruí-lo.
Cheio de ódio, tomado pelo medo de ser destronado e de perder o seu poder no mundo, o príncipe do mal tentou discutir com Jesus. Outra lição que aprendemos hoje é como reagir diante da provocação do demônio.
Precisamos estar preparados, pois no serviço voltado para o bem, o mal está sempre presente. O evangelizador é seu inimigo mortal. Para não perder seus súditos, o demônio usa de artimanhas para atrapalhar e desencorajar. A oração é o escudo protetor, é o remédio que liberta da preguiça e do medo.
Neste evangelho Jesus ensina como evangelizar através de novos métodos e com renovado ardor missionário. O novo método de evangelização é falar com o coração, é lutar por justiça e paz, é viver a partilha e a fraternidade. Ardor missionário é viver o evangelho, é viver o amor.
Veja que boa notícia! Quem vive a Palavra de Deus tem poder para expulsar o maligno de seu caminho. Basta acreditar, basta ordenar que desapareça dizendo-lhe, com muita convicção: “Cala-te e saia!”
Jorge Lorente

(16) – UM ENSINAMENTO NOVO, E COM AUTORIDADE
Hoje, Cristo dirige-nos o seu grito enérgico, sem dúvidas e com autoridade: «Cala-te, sai dele!» (Mc 1,25). Disse-o aos espíritos malignos que vivem em nós e que não nos deixam ser livres, tal como Deus nos criou e desejou.
Se repararmos, os fundadores das ordens religiosas, a primeira norma que põem quando estabelecem a vida comunitária, é a do silêncio: numa casa onde se tenha que rezar, há-de reinar o silêncio e a contemplação. Como diz o ditado: «O bem não faz ruído; o ruído não faz bem». Por isto, Cristo ordena àquele espírito maligno que se cale, porque a sua obrigação é render-se diante de quem é a palavra, que «se fez carne, e habitou entre nós» (Jo 1,14).
Mas é certo que com a admiração que sentimos diante do Senhor, se pode misturar também um sentimento de suficiência, de tal maneira que cheguemos a pensar tal como Santo Agostinho dizia nas próprias confissões: «Senhor, faz-me casto, mas ainda não». A tentação é a de deixar para mais tarde a própria conversão, porque agora não encaixa com os nossos próprios planos pessoais.
O chamamento ao seguimento radical de Jesus Cristo é para o aqui e agora, para tornar possível o seu reino, que irrompe com dificuldade entre nós. Ele conhece a nossa tibieza, sabe que não nos gastamos fortemente na opção do Evangelho, mas que queremos contemporizar, ir tirando, ir vivendo, sem alarido e sem pressa.
O mal não pode conviver com o bem. A vida santa não permite o pecado. «Ninguém pode servir a dois senhores; porque odiará um e amará o outro» (Mt 6,24), disse Jesus Cristo. Refugiemo-nos na árvore sagrada da Cruz e que a sua sombra se projete sobre a nossa vida, e deixemos que seja Ele quem nos conforte, nos faça entender o porquê da nossa existência e nos conceda uma vida digna de Filhos de Deus.
Rev. D. Jordi CASTELLET i Sala

COMEMORA-SE NO DIA 01/Fev

(5) – SANTA VERIDIANA
Veridiana nasceu em 1182, na Itália, e viveu quase toda a vida enclausurada numa minúscula cela. Pertencente a uma família nobre e rica, os Attavanti, Veridiana levou uma vida santa. Sua pessoa era tão querida que durante a vida recebeu a visita de Francisco de Assis.
Veridiana sempre utilizou a fortuna familiar em favor dos pobres. Um dos prodígios atribuídos à ela, mostra bem o tamanho de sua caridade. Consta que certa vez um dos seus tios, muito rico, deixou aos seus cuidados, grande parte de seus bens, que eram as colheitas de suas terras. Mesmo sendo um período de carestia, o tio nem pensava nos pobres e vendeu a colheita toda. Mas quando o comprador chegou para retirar a mercadoria nada havia no celeiro. Veridiana tinha dado tudo aos pobres.
O tio ficou furioso e ordenou a Veridiana que solucionasse o problema, já que fora a causadora dele. No dia seguinte, na hora marcada, as despensas estavam novamente cheias, e o negócio pode se concretizar. Um sinal da presença de Deus na vida da jovem italiana.
Veridiana após uma peregrinação ao túmulo de Tiago em Compostela, decidiu-se pela vida religiosa e reclusa. Para que não se afastasse da cidade, seus amigos e parentes construíram então uma pequena cela, próxima ao Oratório de Santo Antônio, onde ela viveu 34 anos de penitência e solidão. A cela possuía uma única e mínima janela, por onde ela assistia à missa e recebia suas raras visitas e refeições, também minúsculas, suficientes apenas para que não morresse de fome.
Conta-se que sua santa morte, a 01 de Fevereiro de 1242, foi anunciada pelo repicar dos sinos de Castelfiorentino, sem que ninguém os tivesse tocado.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

IV DOMINGO DO TEMPO COMUM
(VERDE, GLÓRIA, CREIO – IV SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Estamos reunidos para ouvir o que Jesus tem a nos dizer. Ele ensina com autoridade, revelando a vontade do Pai. Permanecendo junto a ele, acolhamos seu convite e seus ensinamentos e deixemos que sua palavra nos ilumine. Celebramos o nome santo do Senhor, que vai nos alimentar com a eucaristia e fortalecer nosso compromisso com seu reino.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105, 47).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
É missão de todos nós escutar e transmitir com fidelidade a palavra de Deus, procurando em tudo o agrado do Senhor e transformando as realidades com o poder de sua palavra.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
O povo que jazia nas trevas viu brilhar uma luz grandiosa; a luz despontou para aqueles que jaziam nas sobras da morte (Mc 4, 16).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

 

Oração sobre as Oferendas
Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30, 17s).

Oração depois da Comunhão
Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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