Liturgia Diária 31/Jan/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
31/Jan/2015 (sábado)

Mestre, não te importa que estejamos perecendo?

LEITURA: Hebreus (Hb) 11, 1-2.8-19: A fé exemplar dos antepassados
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 1 a fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem. 2 Foi a fé que valeu aos antepassados um bom testemunho. 8 Foi pela fé que Abraão obedeceu à ordem de partir para uma terra que devia receber como herança, e partiu, sem saber para onde ia. 9 Foi pela fé que ele residiu como estrangeiro na terra prometida, morando em tendas com Isaac e Jacó, os coerdeiros da mesma promessa. 10 Pois esperava a cidade alicerçada que tem Deus mesmo por arquiteto e construtor. 11 Foi pela fé também que Sara, embora estéril e já de idade avançada, se tornou capaz de ter filhos, porque considerou fidedigno o autor da promessa. 12 É por isso também que de um só homem, já marcado pela morte, nasceu a multidão “comparável às estrelas do céu e inumerável como a areia das praias do mar”. 13 Todos estes morreram na fé. Não receberam a realização da promessa, mas a puderam ver e saudar de longe e se declararam estrangeiros e migrantes nesta terra. 14 Os que falam assim demonstram que estão buscando uma pátria, 15 e se se lembrassem daquela que deixaram, até teriam tempo de voltar para lá. 16 Mas agora, eles desejam uma pátria melhor, isto é, a pátria celeste. Por isto, Deus não se envergonha deles, ao ser chamado o seu Deus. Pois preparou mesmo uma cidade para eles. 17 Foi pela fé que Abraão, posto à prova, ofereceu Isaac; ele, o depositário da promessa, sacrificava o seu filho único, 18 do qual havia sido dito: “É em Isaac que uma descendência levará o teu nome”. 19 Ele estava convencido de que Deus tem poder até de ressuscitar os mortos, e assim recuperou o filho — o que é também um símbolo. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Lucas (Lc) 1, 69-70. 71-72. 73-75: O Benedictus
68 Bendito seja o Senhor Deus de Israel, porque a seu povo visitou e libertou!
69 Fez surgir um poderoso Salvador na casa de Davi, seu servidor, 70 como falara pela boca de seus santos, os profetas desde os tempos mais antigos,
71 para salvar-nos do poder dos inimigos e da mão de todos quantos nos odeiam. 72 Assim mostrou misericórdia a nossos pais, recordando a sua santa Aliança,
73 e o juramento a Abraão, o nosso pai, de conceder-nos 74 que, libertos do inimigo, a ele nós sirvamos sem temor 75 em santidade e em justiça diante dele, enquanto perdurarem nossos dias.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 4, 35-41: A tempestade acalmada
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
35 Naquele dia, ao cair da tarde, Jesus disse a seus discípulos: “Vamos para a outra margem!” 36 Eles despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca. Havia ainda outras barcas com ele. 37 Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher. 38 Jesus estava na parte de trás, dormindo sobre um travesseiro. Os discípulos o acordaram e disseram: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” 39 Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: “Silêncio! Cala-te!” O vento cessou e houve uma grande calmaria. 40 Então Jesus perguntou aos discípulos: “Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” 41 Eles sentiram um grande medo e diziam uns aos outros: “Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os internautas:
Espírito de verdade, a ti consagro a mente e meus pensamentos: ilumina-me.
Que eu conheça Jesus Mestre e compreenda o seu Evangelho.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Este texto me convida a avaliar a minha fé. A tempestade do texto lido lembra as nossas tempestades. Dizemos que temos fé, que seguimos Jesus, que ele está conosco, mas nos momentos difíceis nos apavoramos como os discípulos. Achamos que Jesus está dormindo no nosso barco. Pense nas muitas situações de vida das famílias, da sociedade, do seu trabalho em que, às vezes, parece que você tem que acordar Jesus.
Os bispos, em Aparecida, lembraram os muitos desafios que temos que enfrentar: “O que nos define não são as circunstâncias dramáticas da vida, nem os desafios da sociedade ou as tarefas que devemos empreender, mas todo o amor recebido do Pai, graças a Jesus Cristo pela unção do Espírito Santo. Esta prioridade fundamental é a que tem presidido todos os nossos trabalhos que oferecemos a Deus, à nossa Igreja, a nosso povo, a cada um dos latino-americanos, enquanto elevamos ao Espírito Santo nossa súplica para que redescubramos a beleza e a alegria de ser cristãos. Aqui está o desafio fundamental que contrapomos: mostrar a capacidade da Igreja de promover e formar discípulos que respondam à vocação recebida e comuniquem em todas as partes, transbordando de gratidão e alegria, o dom do encontro com Jesus Cristo. Não temos outro tesouro a não ser este. Não temos outra felicidade nem outra prioridade que não seja sermos instrumentos do Espírito de Deus na Igreja, para que Jesus Cristo seja encontrado, seguido, amado, adorado, anunciado e comunicado a todos, não obstante todas as dificuldades e resistências.” (DAp 14).

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto na Bíblia: Mc 4, 35-41, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Este foi o primeiro milagre de Jesus relacionado à natureza. Acalmar uma tempestade no mar significava dominar as forças do abismo. Os discípulos se assustaram:
– Que homem é este que manda até no vento e nas ondas?
Quando e onde aconteceu o milagre?
O texto diz “de tardinha”, no lago. Logo escureceria. Jesus e os discípulos subiram no barco. E começou a soprar um vento muito forte e as ondas arrebentavam com muita força no barco. Jesus dormia na parte detrás do barco. Os discípulos se apavoraram. Então, o acordaram e disseram:
– Mestre! Nós vamos morrer! O senhor não se importa com isso?
Então, ele se levantou, falou com autoridade ao vento e disse ao lago:
– Silêncio! Fique quieto!
O vento parou, e tudo ficou calmo. Aí, ele chamou a atenção dos discípulos:
– Por que é que vocês são assim tão medrosos? Vocês ainda não têm fé?
Jesus fala com autoridade em outros textos. E, também em outros textos, os discípulos manifestam pouca fé.
– Será que de vez em quando nós não criamos tempestades em nossa vida?
– Pode acontecer de as criarmos também na vida de outras pessoas?
– Temos forças para enfrentar as tempestades que Deus nos manda?
– Estamos sempre dispostos a socorrer os que sofrem tempestades externas e internas?
– E quando alguém provoca alguma tempestade que nos atinge, como reagimos?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente e concluo com o Pai Nosso.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de fé. Em casa, na rua, no trabalho, onde estiver, em alguma situação ameaçadora ou difícil, vou aumentar minha confiança no Senhor, na certeza de que ele está comigo e sempre me salva.

REFLEXÕES

(6) – A VITÓRIA DE CRISTO SOBRE O MAL E A MORTE
Como podem os discípulos, testemunhas de todo o bem que Jesus tem feito pelas pessoas, através de uma pergunta – “não te importas?” –, emitir um juízo negativo sobre a atitude de Jesus?
A travessia para a outra margem é figura da passagem que os discípulos devem fazer da incredulidade à confiança. A vida humana e tudo o que concerne à existência do homem interessam a Deus; nenhuma súplica cai no vazio.
Do que, então, os discípulos têm medo?
A verdade é que o medo e o apavoramento dos discípulos contrastam com a tranquilidade de Jesus, que dorme na parte de trás do barco. Acordado pelo desespero dos discípulos, Jesus repreende e domina a fúria dos ventos e do mar, com a mesma firmeza e determinação com que repreende os demônios para expulsá-los da vida do ser humano (cf. Mc 1, 25). O evangelho de hoje é uma proclamação da divindade e da vitória de Cristo sobre o mal e a morte. Para toda a Igreja é feito um apelo: é preciso confiança no Senhor que venceu, por sua paixão, morte e ressurreição, o mal e a morte. Dessa vitória todos somos herdeiros, pela graça de Jesus Cristo.
ORAÇÃO:
Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da sabedoria, para que possamos avaliar todas as coisas à luz da Palavra de Deus e ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – A CONFIANÇA NO SENHOR NOS AJUDA A TER SERENIDADE
A confiança no Senhor nos ajuda a ter serenidade! Busquemos a serenidade do Senhor porque ela nos salva e nos conduz pela mão!
“Jesus se levantou e ordenou ao vento e ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’” (Marcos 4, 39).
A Palavra de Deus hoje nos ensina que a fé é o modo de agradarmos a Deus e de já possuirmos aquilo que esperamos. A fé é o combustível, é a motivação, é o fio condutor daqueles que creem em Deus e O têm como luz, como razão e como sentido da vida! Essa fé, que recebemos como dom do alto e que precisa ser cultivada, alimentada e que, muitas vezes, é provada e colocada em contradição, não podemos perdê-la, porque, com ela é que permanecemos com o coração unido a Deus.
Por isso os discípulos de Jesus estão na barca e, ao vê-Lo dormir, quando vem um vento forte, quando vêm ondas que se lançam contra aquela barca, todos ficam atemorizados, desesperados, e uma vez que estão assim, incomodados, se agitam, veem que o Mestre está ali, no silêncio, descansando, e gritam: “‘Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?’ Ele se levantou e ordenou ao vento e ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’” (Marcos 4, 38-39). São as palavras de Jesus que fazem silenciar, que fazem se calarem os ventos, os mares agitados e as ondas que borbulham dentro de nós, deixando-nos tensos, preocupados, destemperados e até desesperados.
Deixe-me dizer uma coisa a você: quando o desespero é muito grande dentro de nós, quando o destempero cresce dentro de nós, isso vai aos poucos afogando a nossa fé. Desse modo a nossa fé se sente sufocada, suprimida, porque damos mais ouvidos aos problemas, às provações da vida e às agitações que vêm de um lado e de outro e não sabemos confiar e acreditar no Senhor, que nos conduz pela mão.
O desespero nunca ajudou ninguém, o desespero nunca resolveu o problema; muito pelo contrário, ele ajuda as coisas a ficarem até piores, ajuda o mar que está agitado a ficar numa situação pior, porque a agitação não é mais externa, é também interna.
Vou partilhar uma experiência pessoal: eu sei nadar muito pouco e, por três ou quatros vezes, lembro-me de estar muito perto de morrer afogado.
E o que eu aprendi com isso?
O que apressava a minha morte, quando estava quase me afogando, não era só aquela falta do oxigênio necessário para a respiração, mas sim o desespero do agito. Quanto mais eu me agitava, tanto mais era difícil alguém me socorrer!
Da mesma forma, na vida é assim: quanto mais nos desesperamos, quanto mais gritamos, quanto mais esperneamos, tanto menos Deus pode fazer por nós! Eu já vi, em alguns acidentes de carro, e você também pode ter visto, que, quanto menor é a criança, sobretudo se for de colo, tanto maior será a possibilidade de ela ser a sobrevivente.
E por quê?
Ela não tem a visão do desespero e não se desespera porque não sabe o que está acontecendo. O que leva muitos a morrerem nos acidentes da vida é o desespero ao lidar com as situações.
Que a fé e a confiança no Senhor nos ajudem a manter a serenidade onde as ondas da vida estão se agitando, onde as coisas estão borbulhando dentro de nós! Busquemos a serenidade do Senhor porque ela nos salva e nos conduz pela mão!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – POR QUE TER MEDO?
A vida do discípulo de Jesus é tecida de tribulações e dificuldades. Quem quiser viver a fidelidade radical ao Reino se verá às voltas com perseguições. Na comunidade cristã, desde o início, estas situações eram corriqueiras. Nos momentos de prova, a primeira tentação foi a de desesperar-se. O sentimento de abandono transformou-se em sentimento de impotência. E os discípulos acabaram entregando os pontos. Só lhes restava morrer!
Este desespero denuncia a carência de uma fé sólida no Senhor. A fé comporta a certeza da presença do Senhor, junto a seus discípulos, mormente nos momentos de provação. Quando se pensa que o Senhor está ausente, então é que ele está mais próximo. É preciso não duvidar da sua presença.
Sabendo-se acompanhado pelo Senhor, não há porque temer. Ele é quem dá segurança e muda as tempestades da vida em bonança. Transforma o medo em coragem. Recupera a confiança no Senhor e, por conseguinte, impulsiona o discípulo a continuar.
A falta de fé profunda é uma atitude censurável no discípulo. E pode, até mesmo, redundar numa negação da condição do discípulo. Se está certo de ter o Senhor junto de si, não há porque duvidar, nem temer se tragado pelas tempestades da vida. A qualquer momento, o Senhor virá em seu socorro e não o deixará perecer.
Oração:
Senhor Jesus, nos momentos de tribulação, que eu tenha plena consciência de sua presença salvadora junto de mim.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
João Bosco, memória.
“Mestre, estamos perecendo e Tu não Te importas?” (Mc 4, 38d).
O Evangelho trata do episódio dos discípulos de Jesus na tempestade no mar da Galileia.
A ventania forte agitava as ondas que entravam na barca, ameaçando afundá-la. Portanto os discípulos e também Jesus corriam risco de vida. Quando eles O acordam, estavam no maior desespero. A morte estava rondando por perto.
Jesus, pensaram eles, não se incomodava com o que acontecia. Ele estava dormindo em plena tempestade!
Mas quando O acordam Ele revela seu poder sobre a natureza.
Ele diz ao vento: “Silêncio! Cala-te”, como se o vento fosse uma força natural semelhante a uma pessoa. Pessoas obedecem a outras pessoas porque entendem as ordens recebidas. O milagre, no caso do vento, foi que vento, não sendo gente, sem ter inteligência e, por isso, não podendo obedecer a ordens humanas, para de soprar ao comando de Jesus.
O que o Evangelho quer nos dizer com isto?
Quer dizer que como Deus Jesus tem poder sobre a natureza e suas forças.
Em outras palavras: Jesus é como Deus.
Os discípulos se perguntaram: “Quem é Este a quem até o vento e o mar obedecem?”.
São Marcos deixa para nós, seus leitores, a resposta: “Jesus é o Filho de Deus, e como Seu Pai tem poder para ordenar que o vento e o mar se acalmem”.
Vemos, portanto, que esta estória neste Evangelho não é simplesmente a narração de um milagre a mais de Jesus. É Jesus revelando-se como Filho de Deus a seus discípulos. Naquele momento eles não o entenderam completamente. Mas o entenderão plenamente no dia em que virem Jesus Ressuscitado.
Com os discípulos de Jesus sintamos a alegria e a segurança Nele que este milagre inspira. Que Ele não nos repreenda pela nossa falta de fé.
Nele temos toda segurança, venham as tempestades que vierem em nossa vida.
Padre Valdir Marques

(10) – PORQUE SOIS TÃO MEDROSOS?
A Igreja é como um grande navio que navega pelo mar deste mundo. Sacudida pelas diversas ondas da adversidade nesta vida, não deve ser abandonada a si mesma, mas tem de ser governada. Na primitiva Igreja, temos o exemplo de Clemente e Cornélio e muitos outros na cidade de Roma, de Cipriano em Cartago, de Atanásio em Alexandria, os quais, sob o reinado dos imperadores pagãos, governaram a barca de Cristo – melhor, a sua diletíssima esposa, que é a Igreja – ensinando-a, defendendo-a, passando trabalhos e sofrimentos até ao derramamento do sangue.
Ao pensar nestas figuras e noutras semelhantes, estremeço de receio; o temor e o terror apoderam-se de mim e quase me submergem as trevas dos meus pecados (cf Sl 54, 6); e muito me agradaria abandonar de todo o leme da Igreja, se encontrasse precedentes semelhantes nos Padres ou na Sagrada Escritura.
Mas sendo assim, e dado que a verdade pode ser contestada, mas não vencida […], a nossa alma fatigada refugia-se naquele que nos diz pela boca de Salomão: «Tem confiança no Senhor com todo o teu coração e não confies na tua prudência. Em todos os teus caminhos, pensa no Senhor e Ele dirigirá os teus passos» (Pr 3, 5-6). […] Permaneçamos firmes na justiça e preparemos a nossa alma para a provação; suportemos a dilação de Deus e digamos-Lhe: «Senhor, Vós Vos tornastes o nosso refúgio de geração em geração» (Sl 89, 1). Confiemos naquele que colocou sobre nós este fardo. Como o não podemos levar sozinhos, levemo-lo com o auxílio daquele que é omnipotente e nos diz: «O meu jugo é suave e a minha carga é leve» (Mt 11, 30).
São Bonifácio (675-764)

(11.1) – POR QUE TENDES TANTO MEDO?
Ao longo de nossa existência, somos acometidos por situações difíceis, momentos de turbulências que ás vezes tira o nosso chão.
Podemos dizer que estes momentos difíceis, são o termômetro que mede o grau da nossa fé. Se temos uma fé firme com raízes profundas, não fraquejamos diante as intempéries da vida.
A fé nos dá força e coragem para enfrentar e superar os desafios, inevitáveis no nosso caminho. Quem tem fé, nunca se dá como vencido, por maior que seja as suas dificuldades, ele sempre acredita numa possibilidade, numa luz no fim do Túnel. São nos momentos difíceis que percebemos o valor da fé!
O que seria de nós sem a fé?
Do evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, podemos tirar grandes ensinamentos, dentre tantos, a importância de nos mantermos sempre firme na fé, de depositarmos a nossa segurança unicamente naquele que tem o poder sobre todas as coisas: Jesus!
O texto nos diz que os discípulos, ao serem surpreendidos por uma grande tempestade no mar, entram em desespero, não se dando conta de que dentro da barca, estava aquele que mesmo dormindo não estava ausente!
Os discípulos tomados de medo acordam Jesus que os repreende dizendo: “Porque tendes tanto medo, homens fracos na fé?” Como podemos perceber, os discípulos, mesmo estando junto de Jesus, não se sentiam seguros, faltava-lhes fé.
Quantas vezes, nós também somos assim, rezamos, pedindo a proteção de Deus e mesmo assim continuamos inseguros, com medo, um sinal de que ainda não confiamos suficientemente em Deus, que não temos uma fé madura, com raízes profundas.
Podemos comparar uma fé firme com raízes profundas com o bambu! O bambu, no momento da tempestade curva até o chão, mas ele não quebra, devido as suas raízes profundas que o mantém firme mesmo em meio as tempestades!
Assim também deve ser a nossa fé, profunda, como as raízes de um bambu!
Ter fé, não significa simplesmente acreditar em Deus, ter fé, é depositar a nossa segurança Nele, é enfrentar os desafios na certeza da vitória!
A fé nos liberta, o medo nos paralisa, portanto, fé e medo não são compatíveis!
Fé é experiência de amor, façamos esta experiência, colocando-nos inteiramente aos cuidados de Deus.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – JESUS É O SENHOR, ELE DOMINA O VENTO E O MAR
O lago de Genesaré, frequentemente, tinha grandes tempestades devido aos fortes e repentinos ventos. Apesar dos discípulos de Jesus serem homens corajosos, destemidos, conhecedores do mar o medo tomou conta deles, se assustaram com a violência da tempestade que eram obrigados a enfrentar.
No momento da tempestade Jesus dormia. Fisicamente estava cansado, devido a tantos compromissos infindáveis no seu dia a dia. Ele se porta como simples homem, reclinou sua cabeça sobre a dura almofada onde costumam sentar os remadores e dormiu.
Os discípulos com medo e pavor acordam o Mestre. Acordado faz calar o vento e acalma o mar, passa a agir com autoridade. Jesus revela-se onipotente, todo poderoso. Tudo está em suas mãos e divinamente tudo ordena e controla.
Passada a tempestade, voltando à calmaria Jesus os repreende. Homens de pouca fé. Talvez quisesse dizer que não haviam reconhecido nele o Messias esperado, o filho de Deus.
A cena da tempestade nos leva a pensar: primeiro os apóstolos angustiados com medo de morrer, depois que Jesus acalmou tudo, passaram a temer aquele “a quem até o vento e o mar obedecem”. Somente Deus tem o poder sobre tudo, nesse caso, as forças da natureza. Podemos enxergar aí uma grande profissão de fé em Jesus, Ele é verdadeiramente o Senhor.
Nós somos iguais aos discípulos, na hora das tempestades da vida, nas tribulações chegamos pensar que Deus nos abandonou. Mas é preciso acreditar que Jesus caminha conosco, que está ao nosso lado, até nos carrega no colo. É Jesus que nos dá forças, segurança e muda em calmaria as tempestades da vida, transforma o medo em coragem e nos faz recuperar a esperança pensando que tudo dará certo porque Jesus está sempre conosco.
É muito comum encontrarmos pessoas que reclamam que Deus foi injusto deixando acontecer tragédias na família. Outros dizem, Deus esqueceu-se de mim! É muito comum pensar que Deus está longe, dormindo quando nos sentimos sozinhos e incapazes de resolver os dramas da vida. Quando na família há desentendimentos, doenças, dificuldades financeiras, mau comportamento dos filhos, ou quando nos desentendemos com irmãos da comunidade cristã, quando se espalham calúnias, quando surgem incompreensões é comum nessas horas, nos perguntamos:
Onde está Deus?
Por que não me escuta?
Por que não mostra seu poder?
Será que está dormindo?
O evangelho de hoje nos ensina que acima de tudo não devemos nos surpreender com essas coisas, fazem parte da vida. Todos passam por experiências tristes, desagradáveis, traumáticas. Não podemos fazer como os apóstolos esquecer que Deus está conosco, não nos abandona. Há cristãos que só se lembram de Deus nas horas difíceis da vida como morte, doenças… Quem passa por situações dramáticas, experiências tristes, deve lembrar-se que Jesus, mesmo que “esteja dormindo”, está sempre perto de quem leva adiante a sua missão no mundo.
Ser comunidade cristã é estar a caminho, muitas vezes penoso e assustador. Quem mantiver a fé terá a graça de experimentar a presença salvadora de Jesus.
Senhor, nós cremos, mas aumentai a nossa fé!
Maria de Lourdes Cury Macedo

(11.3) – QUEM É ESTE A QUEM ATÉ O VENTO E O MAR OBEDECEM?
A NECESSIDADE DA FÉ
Pouco a pouco, os discípulos foram firmando sua fé em Jesus. Nele depositavam plena confiança. Seu Mestre era veraz no que falava e fazia; não era um impostor. Seu modo de falar do Reino de Deus revelava sua superioridade em relação a todos os demais mestres, pois pregava com autoridade. Seu jeito de falar de Deus revelava que ele estava tão próximo de Deus, como jamais alguém estivera. Os discípulos consideravam-no o Messias esperado.
Entretanto, os momentos de provação e dificuldade é que testam a solidez da fé. Nem sempre os discípulos foram capazes de superar as perseguições, sem negar sua fé no Senhor. Quando sobrevinham tempestades, fraquejavam.
Então era preciso ter cautela para evitar precipitações. A presença de Jesus junto aos seus discípulos em dificuldade estava sempre garantida. Mesmo quando parecia não ter mais jeito, a não ser morrer, lá estava ele, numa forma de presença discreta, mas atenta e ativa, para socorrer a comunidade em apuros, e salvá-la.
A salvação dependia disto: reconhecer a presença do Senhor e recorrer à sua ajuda. De fato, ele estava mais próximo do que os discípulos podiam imaginar. Donde a necessidade premente da fé.
O Senhor protege a comunidade das investidas do mal. Os discípulos, por estarem em suas mãos, não têm por que temer seus adversários.
Oração:
Espírito de confiança inabalável, dá-me firmeza necessária para confessar minha fé no Senhor Jesus, em meios às tempestades desse mundo.
Igreja Matriz de Dracena

(11.4) – QUEM É ESTE A QUEM ATÉ O VENTO E O MAR OBEDECEM?
Este Evangelho traz para nós a cena da tempestade acalmada. A barca com Jesus e os discípulos representa a Comunidade cristã, atravessando o mar revolto da vida.
“Vamos para a outra margem!” Jesus nos manda jogar-nos no mar e fazer a travessia de uma vida “velha” para uma vida nova, tanto para nós, como para a nossa família, como para a nossa Comunidade e o nosso bairro. O Reino de Deus precisa ser construído e, com Jesus na barca, isso é possível sem perigo nenhum.
“Começou a soprar uma ventania muito forte e as ondas se lançavam dentro da barca, de modo que a barca já começava a se encher.” Esta ventania e mar agitado representam os tropeços, dificuldades e tentações que encontramos na vida, inclusive as nossas paixões pecaminosas.
“Jesus estava na parte de trás, dormindo… Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Esta “sesta” de Jesus representa a aparente ausência de Deus que sentimos em nossa vida. Na verdade, Deus nunca dorme; nós é que, devido à pouca fé e ao pecado, não percebemos os sinais de sua presença, ou até nos ausentamos dele, jogando a culpa em Deus, que nos teria abandonado, justamente na hora do perigo. “Estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos” (Mt 28,20).
Todos os cristãos, mais cedo ou mais tarde, encontram fortes tempestades na vida. E o temporal vem justamente quando nos parece que Jesus dorme, isto é, quando parece que ele nos deixou sozinhos. Esta crise é a condição para chegarmos à outra margem, que é uma fé mais firme e clara.
“Jesus ordenou ao vento e ao mar: ‘Silêncio! Cala-te!’ O vento cessou e houve uma grande calmaria.” Jesus é Deus e vence as forças do mal, venham de onde vierem: demônio, doença, morte…
“Por que sois tão medrosos? Ainda não tendes fé?” Precisamos ter fé em Jesus, fé em Deus. A fé supera o medo e a dúvida. Uma das expressões mais repetidas por Jesus nos Evangelhos é: “Não temais”.
“Os discípulos diziam uns aos outros: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?” Na verdade, Jesus já se apresentou largamente, nós é que, por nosso descaso, ainda não o conhecemos o suficiente. Mais tarde, após a Páscoa e Pentecostes, os discípulos vão responder a essa pergunta: “Este é Deus”.
Na primeira Leitura da Missa de hoje, temos uma bela definição de fé: “A fé é um modo de já possuir o que ainda se espera, a convicção acerca de realidades que não se veem” (Hb 11, 1).
Que Maria Santíssima nos ajude a ter tanta intimidade com Cristo que nunca precisemos perguntar: “Quem é este…?” Este é Jesus, o Filho de Deus, que transforma as tempestades em bonança (Cf Sl 106 (105), 9ss).
Padre Antônio Queiroz

(11.5) – CHAMADO À SANTIDADE
Naquela tarde Jesus não só convida, mas dá uma ordem explícita aos Seus discípulos: “vamos para a outra margem!” Ele não mandou que os discípulos fossem sozinhos, mas se dispôs a ir junto com eles para enfrentar a fúria do mar. Os apóstolos ainda não sabiam o que iriam encontrar e encarar, no entanto, “despediram a multidão e levaram Jesus consigo, assim como estava na barca”, diz a Palavra. Pela narrativa podemos perceber que não foram eles que entraram na barca de Jesus, mas foi Jesus quem entrou na barca deles, para fazer-lhes companhia durante a travessia. Quando convivemos com Jesus nós também percebemos que em algum momento da nossa caminhada, (“ao cair da tarde”), Ele também nos convoca a nos afastarmos da multidão para ir mais além, para o outro lado, quem sabe, para alguma mudança de atitude e de mentalidade. Jesus nos convida à conversão e às mudanças de rumo e de situação de vida, no entanto, entra conosco na barca e a Sua presença é certa quando temos que enfrentar as tempestades, mesmo supondo que Ele esteja dormindo. Jesus nos chama para a outra margem, isto é, para um lugar mais próximo Dele, longe do mundo e das suas concepções. Ele nos chama para a santidade, mas não fica de fora, entra na nossa barca, na nossa vida e vem nos ajudar na viagem. Porém este chamado é pessoal! Jesus chama a cada um de nós em particular, para levá-lo na nossa barca a um lugar, que só Ele sabe onde é o que tem lá e para que. A nossa parte é apenas acolhe-Lo na nossa vida do jeito que Ele está e não querendo dar nenhuma sugestão, apenas confiando em que Ele nos levará a um lugar “maravilhoso”. Se Ele nos chama é porque Ele quer nos formar em alguma coisa que ainda não vivemos e que é “novo”, outra maneira de agir, outra percepção das coisas, outra conscientização, enfim, à santidade. Como os discípulos, nós também precisamos ter consciência de que, mesmo que Jesus esteja na nossa barca, também enfrentaremos as tempestades, oriundas da nossa própria limitação e incapacidade. Quando entramos na barca com Jesus nós assumimos compromisso com o amor, com o serviço, e as dificuldades vêm balançar a nossa vida. Por isso, nós também começamos a temer, porque nos achamos entregues à sorte. Dizemos também como aqueles: “Mestre, estamos perecendo e tu não te importas?” Quantas crises nós também, como Igreja, povo de Deus, como família e como comunidade experimentamos pela nossa falta de fé? Ainda que a barca de Jesus balance ao sabor dos ventos contrários, nós, que confiamos no poder do Espírito Santo, não poderemos nos atemorizar. Jesus Cristo tem poder para ordenar ao vento que estremece o mar o da nossa existência: “Silêncio! Cala-te!” Eis que tudo fica calmo quando nós confiamos em Jesus: os nossos medos se tornam fumaça e nós conseguimos atravessar as tempestades, certos de que Jesus não está dormindo, ele apenas espera a manifestação da nossa fé!”
– Você já deixou que Jesus subisse na sua barca?
– Você tem deixado que Ele o (a) leve para a outra margem?
– Como você tem atravessado as tempestades da sua vida?
– O que lhe dá medo?
– Você já apelou para Jesus ou tenta vencer a tempestade sozinho(a)?
Helena Serpa

(11.6) – NA HORA DAS TEMPESTADES UMA SURPRESA: NÃO ESTAMOS SOZINHOS
Na minha infância, nunca tive um quarto só para mim e dormia no quarto dos meus pais, minhas irmãs tinham um quarto para elas, meu irmão já saudoso, dormia na sala, e eu o Caçula Felizardo dormia no quarto dos pais. Confesso que tinha medo de escuro e depois que todas as luzes de apagavam me vinha um grande temor mas o pensamento de que meus pais estavam ali ao meu lado, ainda que estivessem dormindo, me dava uma grande tranquilidade.
Os discípulos não tiveram essa tranquilidade, Jesus estava ali, porém dormia, mas sua presença deveria ser suficiente para que os discípulos não entrassem em pânico. Aqui é bom recordar que o evangelho retrata a experiência de uma comunidade, um modo de dizer como é que eles viviam a Fé no Ressuscitado. Não se trata de uma reportagem sensacionalista de um dia de pânico para um grupo de pescadores… primeiro, porque eles não tinham medo de tempestade pois estavam acostumados àquela vida, segundo, muito estranho que Jesus consiga recostar a cabeça em um travesseiro e dormir tranquilamente em um barquinho que não era nenhum Transatlântico, em meio a um temporal e ventania…
O ápice do relato do evangelho está no final, quando os discípulos cheios de medo e admiração diziam entre eles “Quem é este a quem até o vento e o mar obedecem”. Que vento e que mar se refere o texto? Exatamente as contrariedades, os aborrecimentos, os desencontros e incompreensões, as perseguições, enfim, tudo quanto parece querer afundar o tênue barquinho da nossa Igreja, a Força de Jesus nela presente, impõe seu domínio sobre os ventos contrários.
Não devemos querer fazer da nossa Igreja um poderoso Titanic, ela sempre será um frágil barquinho, castigada de todos os lados pelo vento implacável das contrariedades, é este o método de Deus, a vitória vem sempre de “virada”, o nosso barquinho superará todos os Titaniques que velejam no mar dessas Vida, só ele e quem nele estiver, irá cruzar a linha de chegada ancorando no Porto Seguro da Vida Eterna, aonde, pela vontade Divina, todo ser humano deverá chegar…
Diácono José da Cruz

(11.7) – ATÉ O VENTO E O LAGO LHE OBEDECEM
A barca em meio à tempestade foi frequentemente considerada como uma alegoria da Igreja. E esta imagem adquire todo seu sentido na atual conjuntura da Igreja no mundo.
O mesmo acontece aos discípulos: a Igreja abandonou as multidões, levando Jesus consigo e hoje em dia se encontra isolada em suas instituições seculares e de proa a uma profunda tempestade. Também os chamados correm o risco de isolar-se apesar de sua própria disciplina, de sua fé, de sua consagração e isto por sua vez é uma grande desordem. A solução? Recorrer aos poderes de Deus? Ao poder de sua palavra ameaçadora? Apelar simplesmente ao sobrenatural? Talvez! Porém, corre-se então o risco de ter que ouvir que nos digam: “Não tendes fé?” Porque a fé não deve empurrar-nos a utilizar a segurança das instituições eclesiais ou clericais e sim a contemplar Jesus morto e ressuscitado, ao compromisso na mesma morte e a voltar à margem a misturar-se com as multidões. Agindo com medo, a igreja se isola. Em virtude da fé, recusa expressar para fora seu próprio problema. Porém, o lugar da verdade da Igreja é o mundo e não outro.
Claretianos

(11.8) – JESUS E A TEMPESTADE
Para os Judeus o mar era o lugar da morada dos monstros e dos poderes da morte, onde a frágil vida do homem estava em constante perigo. Para os membros das comunidades, Jesus parece estar dormindo, pois não aparece nenhum poder divino para salvá-las das perseguições. É em vista desta situação de desespero que Marcos na hora de escrever o seu Evangelho, como resposta positiva para as comunidades se animarem, recolhe vários episódios da vida que revelam qual o Jesus presente no meio das comunidades. Com esse episódio Marcos procura abrir os olhos dos membros da sua comunidade para mostrar-lhes que o contrário da fé não é a incredulidade, mas sim o medo. E que o medo impede de compreender Jesus como o Senhor da vida, que triunfa sobre a morte. Jesus é vencedor! Não há motivo para elas terem medo. Este é o motivo do relato da tempestade acalmada.
As comparações de nossas vidas com o mar são constantes, tanto em leituras bíblicas, como também em outros tipos de histórias, músicas, livros. Em outros Evangelhos, em outros momentos o mar também faz parte do cotidiano da vida e dos ensinamentos de Jesus, basta dizer que alguns de seus discípulos eram pescadores. Mas por que relacionar tanto o mar com nossa história, nossos momentos? É simples de explicar: por vezes, nossas vidas estão tão calmas que parece que nada acontece, nem um vento sopra e tudo parece calmaria, entretanto não saímos do lugar, a não ser que nosso próprio esforço venha nos mover ficaremos lá, parados; já em outras situações parece que “as águas do mar da vida querem te afundar” e se não for à mão de Deus, é difícil sobreviver. É o que acontece justamente neste Evangelho de hoje, o mar daquelas pessoas está agitado e por um instante eles acreditam que Jesus simplesmente não se importa, pois afinal Ele está dormindo enquanto que todos estão em desespero.
Isso, certamente acontece conosco com facilidade, tudo está tão confuso, turbulento que acreditamos que Jesus não está “ligado” no que nos está acontecendo. E qual a lição que tiramos desta passagem? Os discípulos resolvem acordar Jesus e para nós seria como rezar, pedir auxílio, já que neste momento somos impotentes. E Ele vai lá e faz Sua parte: acalma os ventos e tudo volta ao normal.
É fácil se identificar com esta situação: os problemas aparecem nos fazem sentir medo, desespero, e até mesmo desafiam nossa fé! Muitas vezes julgamos a atitude de Deus, em nos deixar passar por aquela situação e não fazer nada para mudar, como se estivesse dormindo, mas algo em nós é maior que o medo e a fraqueza e nos faz pedir, clamar por ajuda, e prontamente Ele vem e resolve tudo, acalma nossas águas exaltadas.
É preciso confiar e acreditar que Ele está no comando, que apesar daquele momento, Deus tudo pode e jamais vai nos abandonar, e certamente, aquela turbulência foi necessária para nosso crescimento, fortalecimento. Jesus vem em nosso auxílio, acalmar os ventos e nos levar à calmaria. É preciso fé para crer que o impossível Ele pode realizar.
Pai, concede-me uma fé profunda que permita manter-me sereno em meio às tribulações desta vida, certo de que está comigo o Senhor. E com ele tudo vencerei!
Canção Nova

(16) – POR QUE SOIS TÃO MEDROSOS? AINDA NÃO TENDES FÉ?
Hoje, o Senhor discute com os discípulos por sua falta de fé: «Ele disse-lhes: Como sois medrosos! Ainda não tendes fé?» (Mc 4,40). Jesus Cristo já havia dado suficientes mostras de ser Ele o Enviado e, mesmo assim, não acreditam. Não notam que, tendo com eles o próprio Senhor, nada devem temer. Jesus faz um paralelismo claro entre “fé” e “valentia”.
Em outro lugar do Evangelho, ante uma situação onde os Apóstolos duvidam, se diz que ainda não podiam acreditar porque não haviam recebido o Espírito Santo. O senhor deverá ter muita paciência para continuar ensinando aos primeiros aquilo que eles mesmos nos mostrarão depois, e do que serão firmes e valentes testemunhas.
Estaria muito bem que nós também nos sentíssemos “repreendidos”. Com mais motivo ainda! Recebemos o Espírito Santo que nos faz sentir capazes de entender como realmente o Senhor está conosco no caminho da vida, se realmente buscamos fazer sempre a vontade do Pai. Objetivamente, não temos nenhum motivo para a covardia. Ele é o único Senhor do Universo, porque «Eles ficaram penetrados de grande temor e cochichavam entre si: Quem é este, a quem até o vento e o mar obedecem?» (Mc 4,41), como afirmam admirados os discípulos.
Então, o que é o que me dá medo? São motivos tão graves como para pôr em dúvida o poder infinitamente grande como é o do Amor que o Senhor nos tem? Esta é a pergunta que nossos irmãos mártires souberam responder, não com palavras, mas com sua própria vida. Como tantos irmãos nossos que, com a graça de Deus, cada dia fazem de cada contradição um passo mais no crescimento da fé e da esperança. Nós, por que não? É que não sentimos dentro de nós o desejo de amar ao Senhor com todo o pensamento, com todas as forças, com toda a alma?
Um dos grandes exemplos de valentia e de fé, temos em Maria, Auxilio dos cristãos, Rainha dos confessores. Ao pé da Cruz soube manter em pé a luz da fé… que se fez resplandecente no dia da Ressurreição!
Rev. D. Joaquim FLURIACH i Domínguez

COMEMORA-SE NO DIA 31/Jan

(5) – SÃO JOÃO BOSCO
João Melquior Bosco, nasceu no dia 16 de agosto de 1815, numa família católica de humildes camponeses em Castelnuovo d’Asti, no norte da Itália, perto de Turim. Órfão de pai aos dois de idade, cresceu cercado do carinho da mãe, Margarida, e amparo dos irmãos. Recebeu uma sólida formação humana e religiosa, mas a instrução básica ficou prejudicada, pois a família precisava de sua ajuda na lida do campo.
Aos nove anos, teve um sonho que marcou a sua vida. Nossa Senhora o conduzia junto a um grupo de rapazes desordeiros que o destratava. João queria reagir, mas a Senhora lhe disse: “Não com pancadas e sim com amor. Torna-te forte, humilde e robusto. Ao seu tempo tudo compreenderás”. Nesta ocasião decidiu dedicar sua vida a Cristo e a Mãe Maria; quis se tornar padre. Com sacrifício, ajudado pelos vizinhos e orientado pela família, entrou no seminário salesiano de Chieri, daquela diocese.
Inteligente e dedicado, João trabalhou como aprendiz de alfaiate, ferreiro, garçom, tipógrafo e assim, pôde se ordenar sacerdote, em 1841. Em meio à revolução industrial, aconselhado pelo seu diretor espiritual, padre Cafasso, desistiu de ser missionário na Índia. Ficou em Turim, dando início ao seu apostolado da educação de crianças e jovens carentes. Este “produto da era da industrialização”, se tornou a matéria prima de sua Obra e vida.
Neste mesmo ano, criou o Oratório de Dom Bosco, onde os jovens recebiam instrução, formação religiosa, alimentação, tendo apoio e acompanhamento até a colocação em um emprego digno. Depois, sentiu necessidade de recolher os meninos em internatos-escola, em seguida implantou em toda a Obra as escolas profissionais, com as oficinas de alfaiate, encadernação, marcenaria, tipografia e mecânica, repostas às necessidades da época. Para mestres das oficinas, inventou um novo tipo de religioso: o coadjutor salesiano.
Em 1859, ele reuniu esse primeiro grupo de jovens educadores no Oratório, fundando a Congregação dos Salesianos. Nos anos seguintes, Dom Bosco criou o Instituto das Filhas de Maria Auxiliadora e os Cooperadores Salesianos. Construiu, em Turim, a basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, e fundou sessenta casas salesianas em seis países. Abriu as missões na América Latina. Publicou as Leituras Católicas para o povo mais simples.
Dom Bosco agia rápido, acompanhou a ação do seu tempo e viveu o modo de educar, que passou à humanidade como referência de ensino chamando-o de “Sistema Preventivo de Formação”. Não esqueceu do seu sonho de menino, mas, sobretudo compreendeu a missão que lhe investiu Nossa Senhora. Quando lhe recordavam tudo o que fizera, respondia com um sorriso sereno: “Eu não fiz nada. Foi Nossa Senhora quem tudo fez”.
Morreu no dia 31 de janeiro de 1888. Foi beatificado em 1929 e canonizado por Pio XI em 1934. São João Bosco, foi proclamado “modelo por excelência” para sacerdotes e educadores. Ecumênico, era amigo de todos os povos, estimado em todas as religiões, amado por pobres e ricos; escreveu: “Reprovemos os erros, mas respeitemos as pessoas” e se fez, ele próprio, o exemplo perfeito desta máxima.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SÃO JOÃO BOSCO — PRESBÍTERO E FUNDADOR
(BRANCO, PREFÁCIO COMUM OU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Dom Bosco (Itália, 1815-1888), notável educador, mereceu o nome de apóstolo dos jovens, sendo para eles guia seguro. Fundou a Congregação dos Salesianos e as Filhas de Maria Auxiliadora, que, junto com a grande Família Salesiana, celebram neste ano o bicentenário do nascimento de seu inspirados e pai.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Deixai vir a mim os pequeninos e não os impeçais, diz o Senhor. O reino do céu pertence aos que se parecem com eles (Mc 10, 14).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que suscitastes são João Bosco para educar e pai dos adolescentes, fazei que, inflamados da mesma caridade, procuremos a salvação de nossos irmãos, colocando-nos inteiramente ao vosso serviço. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A fé é a posse do que ainda se espera, a percepção do que não se vê. Por ela, os antepassados deram fiel testemunho e nós podemos superar o medo que imobiliza.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para todo o que nele crer encontre a vida eterna (Jo 3, 16).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

 

Oração sobre as Oferendas
Aceitai, ó Deus, as oferendas do vosso povo em honra de são João Bosco, e possamos receber a salvação pelo sacrifício que oferecemos em vossa honra. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O filho do homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida para a salvação de todos (Mt 20, 28).

Oração depois da Comunhão
Recebemos, ó Deus, o vosso sacramento em memória de são João Bosco; concedei que esta eucaristia se transforme para nós em alegria eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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