Liturgia Diária 02/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
02/Jan/2015 (segunda-feira)

Apresentação do Senhor

LEITURA: Malaquias (Ml) 3, 1-4: O dia de Iahweh
Leitura da Profecia de Malaquias: Assim diz o Senhor: 1 Eis que envio meu anjo, e ele há de preparar o caminho para mim; logo chegará ao seu templo o Dominador, que tentais encontrar, e o anjo da aliança, que desejais. Ei-lo que vem, diz o Senhor dos exércitos; 2 e quem poderá fazer-lhe frente, no dia de sua chegada? E quem poderá resistir-lhe, quando ele aparecer? Ele é como o fogo da forja e como a barrela dos lavadeiros; 3 e estará a postos, como para fazer derreter e purificar a prata: assim ele purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata, e eles poderão assim fazer oferendas justas ao Senhor. 4 Será então aceitável ao Senhor a oblação de Judá e de Jerusalém, como nos primeiros tempos e nos anos antigos. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 24 (23), 7. 8. 9. 10: Liturgia de entrada no santuário
10b O Rei da glória é o Senhor onipotente!
7 “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”
8 Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?”. “É o Senhor, o valoroso, o onipotente, o Senhor, o poderoso nas batalhas!”
9 “Ó portas, levantai vossos frontões! Elevai-vos bem mais alto, antigas portas, a fim de que o Rei da glória possa entrar!”
10 Dizei-nos: “Quem é este Rei da glória?”. “O Rei da glória é o Senhor onipotente, o Rei da glória é o Senhor Deus do universo.”

EVANGELHO: Lucas (Lc) 2, 22-40:
(22-28: Apresentação de Jesus no Templo)
(29-32: O cântico de Simeão)
(33-35: Profecia de Simeão)
(36-38: Profecia de Ana)
(39-40: Vida oculta de Jesus em Nazaré)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
22 Quando se completaram os dias para a purificação da mãe e do filho, conforme a lei de Moisés, Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor. 23 Conforme está escrito na lei do Senhor: “Todo primogênito do sexo masculino deve ser consagrado ao Senhor”. 24 Foram também oferecer o sacrifício – um par de rolas ou dois pombinhos – como está ordenado na Lei do Senhor. 25 Em Jerusalém, havia um homem chamado Simeão, o qual era justo e piedoso, e esperava a consolação do povo de Israel. O Espírito Santo estava com ele 26 e lhe havia anunciado que não morreria antes de ver o Messias que vem do Senhor. 27 Movido pelo Espírito, Simeão veio ao Templo. Quando os pais trouxeram o menino Jesus para cumprir o que a Lei ordenava, 28 Simeão tomou o menino nos braços e bendisse a Deus: 29 “Agora, Senhor, conforme a tua promessa, podes deixar teu servo partir em paz; 30 porque meus olhos viram a tua salvação, 31 que preparaste diante de todos os povos: 32 luz para iluminar as nações e glória do teu povo Israel”. 33 O pai e a mãe de Jesus estavam admirados com o que diziam a respeito dele. 34 Simeão os abençoou e disse a Maria, a mãe de Jesus: “Este menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. 35 Assim serão revelados os pensamentos de muitos corações. Quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. 36 Havia também uma profetisa, chamada Ana, filha de Fanuel, da tribo de Aser. Era de idade muito avançada; quando jovem, tinha sido casada e vivera sete anos com o marido. 37 Depois ficara viúva, e agora já estava com oitenta e quatro anos. Não saía do Templo, dia e noite servindo a Deus com jejuns e orações. 38 Ana chegou nesse momento e pôs-se a louvar a Deus e a falar do menino a todos os que esperavam a libertação de Jerusalém. 39 Depois de cumprirem tudo, conforme a Lei do Senhor, voltaram à Galileia, para Nazaré, sua cidade. 40 O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós todos, que nos encontramos neste espaço, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando, em sintonia com todos:
Inspirai-me, Espírito Santo, para que eu pense santamente!
Impulsionai-me, Espírito Santo, para que eu trabalhe santamente!
Movei-me, Espírito Santo, para que eu ame santamente!
Fortificai-me, Espírito Santo, para que eu proteja o que é santo!
Guardai-me, Espírito Santo, para que jamais perca o que é santo!
(Santo Agostinho)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que a Palavra diz para mim?
Hoje, 2 de fevereiro, celebramos a Festa da Apresentação do Senhor, também chamada, no Brasil, festa de Nossa Senhora da Luz ou de Nossa Senhora da Candelária. O povo, na sua fé, costuma acender uma vela em homenagem a Maria. Sei que quando deixo uma vela acesa diante do sacrário ou do santo de minha devoção, expresso minha fé e, embora não esteja presente fisicamente, estou presente, em espírito. Eu e você podemos, como Maria, ser um candelabro que apresenta Jesus, Luz do mundo, na comunidade, em família, onde quer que estejamos.
Os bispos, na Conferência de Aparecida, falaram da alegria do discípulo que poderemos comparar com a luz: “Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão (cf. Lc 10, 29-37; 18, 25-43). A alegria do discípulo é antídoto frente a um mundo atemorizado pelo futuro e oprimido pela violência e pelo ódio. A alegria do discípulo não é um sentimento de bem-estar egoísta, mas uma certeza que brota da fé, que serena o coração e capacita para anunciar a boa nova do amor de Deus. Conhecer a Jesus é o melhor presente que qualquer pessoa pode receber; tê-lo encontrado foi o melhor que ocorreu em nossas vidas, e fazê-lo conhecido com nossa palavra e obras é nossa alegria.” (DAp 29).

A VERDADE (Refletir)
O que a Palavra diz?
Leio, na Bíblia, o texto Lc 2, 22-40.
Alguns aspectos merecem ser destacados neste texto:
1º Maria sabia quem era Jesus e, por ser Filho de Deus não precisava ser apresentado no Templo, na comunidade. Mas, quis ser obediente e por isso tem a grande revelação do profeta Simeão.
2º Jesus recém-nascido em tudo é semelhante aos outros. Mas, não passa despercebido: O Espírito Santo abre os olhos da fé ao velho Simeão, que se aproxima e, tomando o Menino nos braços, reconhece nele o Messias. Este Menino, profetiza Simeão, será “sinal de contradição”.
3º Para a Mãe surpresa, Simeão prediz que a salvação acontecerá através do sofrimento – “espada afiada” – do qual também ela participará.
4º O tema da oferenda mistura-se com o tema da luz: “uma luz para mostrar o caminho a todos”. O Menino será luz das gentes e glória de Israel. Assim, Maria se revela como um candelabro que apresenta Jesus, “Luz do mundo”.
5º Jesus dirá mais tarde aos discípulos: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, mas terá a luz da vida” (Jo 8, 12). “Vocês são a luz do mundo” (Mt 4, 15).
– Quando você foi apresentado a Deus?
– Lembra-se de renovar sua consagração a Deus?
– Em que ocasiões?
– Que lugar ocupam os sacramentos da Igreja em sua vida?
– Damos testemunho público de nossa fé quando?
– Tem certeza de que sua presença é sempre edificante para os outros?

E a VIDA (Orar)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
A Palavra me motiva a fazer, hoje, uma prece a Maria.
Ó minha Mãe, Maria, neste momento, a luz do teu Filho Jesus brilhou diante de meus olhos, iluminou minha mente e se acendeu no meu coração.
Quero também ser, como tu és, um candelabro para que a Luz brilhe na minha casa, na comunidade, na minha família, no meu trabalho, por onde eu passar, em todos os ambientes de comunicação, em todo o mundo. Ave Maria…

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Iluminado(a) pela Palavra, vou comunicar a luz de Deus na comunidade, em cada encontro, em cada palavra, a cada situação. Como a luz afasta toda escuridão, vou colaborar para que todo medo, dúvida, injustiça ou conflito sejam esclarecidos e substituídos pela graça e pela paz de Deus.

REFLEXÕES

(6) – A SALVAÇÃO REALIZADA POR DEUS EM JESUS CRISTO
A festa da Apresentação do Senhor é celebrada quarenta dias depois do Natal. Lucas não tem preocupação com a exatidão histórica nem com a exatidão em mencionar o uso dos costumes judaicos, pois a apresentação do recém-nascido ao Senhor e a purificação da mãe que deu à luz são ritos distintos. Em nosso texto, o evangelista parece confundi-los (Lv 12, 1ss; Ex 13, 1.11-12). Lucas omite toda a questão relativa ao resgate, prescrito pela Lei (cf. Nm 3, 47-48). Lucas, contudo, parece querer fazer os seus leitores, cristãos da segunda geração de cristãos e de cultura grega, compreenderem que as promessas do Antigo Testamento se realizam em Jesus Cristo. Simeão, homem cheio do Espírito Santo, e a profetiza Ana, mulher da palavra inspirada, são como que os olhos e voz do Antigo Testamento que contempla e proclama a salvação realizada por Deus em Jesus Cristo. A cada noite, a Igreja canta o cântico de Simeão, o Nunc Dimitis; ela o faz para proclamar cada dia, sem exceção, a realidade da salvação oferecida a todas as pessoas e que continua atuante na vida do universo inteiro.
ORAÇÃO:
Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho unigênito de Deus, vindo ao mundo para dar aos homens a vida em plenitude.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – REZEMOS PELA NOSSA CONSAGRAÇÃO A DEUS
Fomos chamados pelo Papa Francisco a viver, neste ano, o “Ano da Vida Consagrada”. Rezemos para que possamos viver bem a nossa consagração batismal e pela vida religiosa e consagrada!
“Maria e José levaram Jesus a Jerusalém, a fim de apresentá-lo ao Senhor” (Lucas 2, 22).
Seguindo a lei mosaica (lei que Moisés recebeu das mãos de Deus), que diz que todo primogênito do sexo masculino deve ser entregue e consagrado ao Senhor, os pais de Jesus, completados os quarenta dias do Seu nascimento, levaram-No ao Templo para que Ele fosse entregue nas mãos de Deus, para que Ele fosse consagrado ao Senhor.
Talvez você deva se perguntar:
“Mas como um consagrado vai ser novamente consagrado?”
Jesus já é eternamente consagrado, mas Ele assumiu a natureza humana, assumiu ser um de nós e estar no meio de nós e, uma vez que o Senhor está no meio de nós, Ele vive essa condição e assume a nossa humanidade, por isso Ele se entrega e se consagra, em Sua inteira humanidade, ao coração do Pai.
A Igreja, devido à consagração de Nosso Senhor neste dia, nos chama a viver o Dia dos Consagrados, que são aqueles que se consagraram a Deus para realizar uma especial missão, um especial chamado. Todos os consagrados e as consagradas do Senhor, presentes nas comunidades religiosas, presentes nos vários institutos de vida consagrada e todos nós padres, que entregamos a nossa vida a Deus, celebramos hoje o Dia da Vida Consagrada!
Quando alguém se consagra a alguma coisa, essa pessoa se entrega àquilo a que se consagrou; ela coloca a sua vida e tudo aquilo que é nas mãos do Senhor Nosso Deus. Consagrar-se quer dizer: “oferecer-se”. Alguns vivem isso de forma mais radical. Como eu já me lembrei, anteriormente, de tantos membros da vida religiosa, da vida presbiteral, das nossas diversas comunidades de vida e de aliança [ou segundo elo]. Essas são algumas formas de nos consagrarmos a Deus, mas a verdade é que todo batizado é um consagrado, pois a unção paira sobre nós no dia do nosso batismo; e o óleo santo do Crisma unge a nossa fronte, somos imbuídos no nosso peito pelo óleo Catecumenal, que nos consagra, nos unge e nos entrega para sermos de Deus!
Queremos, no dia de hoje, assumir a nossa consagração, a nossa entrega a Deus! Existem pessoas que se consagram, se entregam e se propõem a viver diversas coisas do mundo. Deus tem o direito de ter os Seus consagrados; homens e mulheres que O servem de coração reto e sincero e se entregam inteiramente a Ele.
Rezemos hoje para que eu e você possamos viver bem a nossa consagração batismal e pela vida religiosa, pela vida consagrada. Fomos chamados pelo Papa Francisco a viver neste ano o “Ano da Vida Consagrada”. Que Deus dê perseverança, santidade e renovação espiritual a todos nós, que, de qualquer lugar deste mundo, resolvemos viver a entrega e a total consagração ao Senhor Nosso Deus!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – LUZ PARA ILUMINAR OS POVOS
A presença de Simeão e Ana no rito litúrgico da apresentação do Menino Jesus no templo de Jerusalém serviu para explicitar a identidade e a missão do Filho de Deus. Ele era muito diferente dos inúmeros primogênitos trazidos ao templo para serem consagrados ao Senhor.
Simeão estava convicto de tratar-se do Messias. O Espírito Santo havia-lhe revelado que não morreria antes de vê-lo. Quando chegou no templo, também movido pelo Espírito Santo, e deparou-se com o menino Jesus, não teve dúvidas de que a promessa divina estava sendo cumprida. Daí seu hino de louvor, proclamando-o como presença da salvação na história do povo eleito, luz para iluminar todos os povos e ajudá-los a superar as trevas do erro, e motivo de glória para Israel. Posto como sinal de contradição, haveria de provocar divisão a seu respeito: enquanto seria reconhecido e acolhido por uns, tornar-se-ia motivo de escândalo e ódio para outros. Seria impossível manter-se neutro diante dele, pois sua presença revelaria os pensamentos escondidos no íntimo dos corações.
Por sua vez, Ana tornou-se uma espécie de apóstola do Messias Jesus, pois “falava do menino a quantos esperavam a redenção de Jerusalém”. Ela demonstrou estar absolutamente certa de quem se tratava. Daí ter-se empenhado em dizer a todos que, afinal, a salvação estava acontecendo.
Oração:
Pai, a exemplo de Simeão e de Ana, faze-me penetrar no mais profundo do mistério de teu Filho Jesus, e torna-me proclamador da salvação presente na nossa história.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Apresentação do Senhor, festa.
“[…] os meus olhos viram a Tua Salvação, que preparaste diante de todos os povos: Luz para iluminar as nações, e Glória de Teu Povo Israel” (Lc 2, 30-32).
O Evangelho de hoje nos leva a considerar Jesus de maneira muito próxima à que seguimos na Liturgia da Palavra de ontem. Neste domingo passado, ficou claro como Jesus é o Profeta anunciado por Deus a Israel através de Moisés (Dt 18, 18). Ao mesmo tempo ficamos sabendo, pela voz do demônio falando pelo homem possesso em Cafarnaum, que Jesus era ‘O Santo de Deus’.
No tempo de Jesus os judeus estavam preparados para entender estas informações sobre Ele, porque nas Escrituras tinham ficado claras. As Escrituras profetizavam a vinda ao mundo de um homem que seria luz das nações e salvaria todos os povos. E isto, como Plano Divino.
Foi conhecendo estas profecias que o ancião Simeão pôde fazer sua oração de despedida deste mundo, uma vez que para ele se confirmaram em Jesus menino, as profecias das Escrituras.
Ele viu em Jesus a Salvação da humanidade preparada por Deus.
Ele viu em Jesus a Luz das nações pagãs que viviam nas trevas da idolatria, condenadas à morte eterna. Ora, tanto a Salvação da humanidade como a Luz das nações Deus as dera a todas as pessoas por meio de seu Povo Eleito. Simeão pode então dizer que em Jesus tudo isto que Deus realiza é Glória do Povo Eleito. Ele, Simeão, fazia parte deste povo guardião das promessas antigas.
Mais do que isto, consideremos Jesus menino apresentado a Deus no Templo.
É o Filho que vai ser consagrado ao Pai. Isso é o mais importante nesta festa: é uma reunião trinitária, embora o Espírito Santo não seja mencionado diretamente; Ele porém é presente porque inspira a oração que Simeão pronuncia sobre o Filho de Deus.
É o Filho de Deus que porém, vindo a este mundo, viverá para a Salvação deste mundo.
A Festa da Apresentação do Senhor, portanto, nos diz estas duas verdades sobre Jesus.
Consideremos bem quem é Jesus para Deus Pai, e quem é Jesus para nós, a humanidade que Ele salva dando-nos sua Vida em Sua Morte, sacrifício redentor.
Padre Valdir Marques

(10) – LUZ PARA SE REVELAR ÀS NAÇÕES
Quem, ao segurar hoje um círio aceso, não se lembrará imediatamente do ancião que neste dia recebeu em seus braços Jesus, o Verbo encarnado, luz flamejando na cera, e testemunhou que Ele era a luz que ilumina todos os povos?
E esse ancião era a chama ardente que ilumina, dando testemunho da luz; cheio do Espírito Santo, veio receber, ó Deus, o teu Amor no interior do teu templo (Sl 47, 10) e testemunhar que Ele é o Amor e a luz do teu povo […].
Rejubila, justo ancião; vê hoje o que antecipadamente tinhas entrevisto: dissiparam-se as trevas do mundo, as nações caminham para a luz (Is 60, 3). A Terra inteira está cheia da glória (Is 6, 3) desta luz que outrora escondias no coração e que hoje te ilumina os olhos […]. Beija, ó santo ancião, a Sabedoria de Deus, e que se renove a tua juventude (Sl 102, 5). Recebe no coração a misericórdia de Deus, e a tua velhice conhecerá a doçura da misericórdia. «Repousará no meu seio», diz a Escritura (Ct 1, 13): mesmo quando O devolver a sua mãe, Ele continuará comigo; o meu coração ficará inebriado da sua misericórdia, e mais ainda o coração de sua mãe. […] Dou graças e rejubilo por ti, ó cheia de graça, que deste ao mundo a misericórdia que recebi; o círio que preparaste, tenho-O em minhas mãos […].
E vós, irmãos, vede o círio que arde entre as mãos de Simeão e acendei os vossos círios tomando da sua luz […]. Então, não só tereis uma luz entre as mãos, mas sereis vós mesmos a luz: luz em vossos corações, luz em vossas vidas, luz para vós, luz para vossos irmãos.
Beato Guerric d’Igny (c. 1080-1157)

(11.1) – … ELE SERÁ UM SINAL DE CONTRADIÇÃO
APRESENTAÇÃO DO SENHOR
O evangelho que a liturgia de hoje coloca diante de nós, vem nos falar da apresentação de Jesus no templo!
Por volta de quarenta dias após o seu nascimento, Jesus é levado ao templo pelos seus pais, afim de cumprir um ritual judaico, isto é, todo primogênito do sexo masculino deveria ser consagrado ao Senhor.
Maria e José, num gesto de entrega a Deus, apresentam Jesus no templo, o preciosíssimo tesouro que eles sabiam não lhes pertencer.
Com este gesto, os pais de Jesus, nos dão um grande exemplo de responsabilidade para com o que é de Deus, mostrando-nos que a vida dos nossos filhos não nos pertence, somos apenas depositários destes tesouros pertencentes a Deus.
Em si tratando da apresentação do próprio Filho de Deus, este ritual adquire um significado muito profundo, estreitamente ligado ao mistério da encarnação.
O rito da apresentação de Jesus foi diferente dos ritos habituais, em que os pais apresentavam seus filhos a Deus num sinal de oferta e de pertença a Ele. Já no rito de Jesus, aconteceu o inverso, é Deus quem apresenta o seu Filho aos homens pela boca do profeta Simeão.
Tanto na apresentação de Jesus no templo, quanto no seu nascimento, Deus deixa transparecer a sua predileção pelos pobres, pois foi para os pobres que Jesus se manifestou primeiro: na gruta de Belém, os seus primeiros visitantes foram os pastores e na sua apresentação no templo, foi para os pobres que ele se manifestou primeiro, ou seja, para os “pobres de Javé”: Simeão e Ana, que podemos intitulá-los como profetas da esperança!
O velho Simeão esperava pela libertação de Israel, ele já havia recebido de Deus, a promessa de que ele só partiria desta vida depois de ter visto o Messias!
Guiado pela inspiração divina, Simeão vai ao templo, exatamente no momento em que Maria e José levam Jesus para ser consagrado a Deus.
As palavras proféticas de Simeão, sobre o futuro de Jesus, constituem o centro do relato.
Já prestes do fim de sua existência terrena, Simeão toma Jesus em seus braços, definindo-o como: A salvação que chegou para todos os povos. Salvação, que chegou na fragilidade de um menino que estava começando a vida e que mais tarde, daria esta vida, para o resgate da humanidade corrompida pelo pecado.
Os olhos de Simeão viram longe, viram naquele menino, ainda totalmente dependente do humano, a salvação do próprio humano!
Na cena, Maria permanece silenciosa, certamente ela ainda não havia entendido tudo a respeito da trajetória do seu filho, mas acolhe as profecias de Simeão sobre o seu futuro, aceitando silenciosamente os desígnios de Deus.
Após ter tido a felicidade de ter o Messias em seus braços, Simeão sente que já podia partir deste mundo, afinal, seus olhos já tinham visto o que ele tanto esperava: a “libertação do povo de Israel”.
Contemplando o Messias em seus braços, Simeão pensou somente no bem do povo, pois ele sabia, que ele mesmo, não iria usufruir da alegria de ver Jesus caminhando aqui neste chão.
Contemplemos a figura de Simeão, tomemos para nós o seu exemplo, exemplo de um homem que via longe, que sonhava grande, mesmo na fragilidade de sua idade avançada.
Simeão e Ana representam o povo fiel, o povo persistente que não perde a esperança, porque confia nas realizações das promessas de Deus!
Assim como Simeão, sejamos também persistentes em nossas esperas, sem nunca desistirmos dos nossos sonhos, afinal, se temos Deus conosco, tudo nos será possível!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – O REI DA GLÓRIA É O SENHOR ONIPOTENTE!
Malaquias 3, 1-4 – “o fogo que purifica”
Nesta leitura o profeta Malaquias profetiza a vinda do anjo que vem preparar o caminho do Senhor e chega ao templo como o fogo refinador que purifica os homens a fim de que possam fazer oferendas justas a Deus. O Templo é um lugar de purificação, de sacrifício, de renovação do espírito. O fogo e a água, sinais do poder e da misericórdia de Deus. Podemos entender o templo também como o nosso coração onde reside a Santíssima Trindade, a qual nos dá a capacidade de nos purificar da escravidão do pecado para vivermos uma nova vida. Precisamos, pois, ter o nosso coração purificado de todo resquício de pecado para que as nossas ofertas a Deus se tornem justas. Na maioria das vezes quando rezamos, cantamos, louvamos ao Senhor, o fazemos apenas com os lábios. Ofertamos a Deus a nossa vida apenas com palavras, porém cultivamos dentro do nosso coração a guerra, a maledicência, o rancor e a falta de caridade! Por esta razão somos impedidos de experimentar a bondade infinita de Deus. Os sentimentos maus que conservamos dentro do nosso coração nos levam a agir injustamente com os nossos irmãos e irmãs. Enquanto cantamos glórias a Deus desprezamos os Seus filhos amados e nossos irmãos. Com efeito, Jesus veio ao mundo para manifestar a glória e a misericórdia do Pai revelando o Seu projeto de salvação por meio da Sua humanidade plenificada com o poder do Espírito Santo. Ele é o maior exemplo para nós.
– Como está o seu coração?
– Purificado ou sujo?
– Quais são atualmente os seus sentimentos?
– Há alguém que você despreza, menospreza, rejeita?
– Peça a Santíssima Trindade que aí habita a purificação do seu coração para que a sua oferta seja agradável a Deus.

Salmo 23 – “O rei da glória é o Senhor onipotente!”
Como poderá o Rei da glória entrar no nosso coração?
Somente nós, pessoalmente, poderemos levantar as nossas portas para deixar entrar o Rei da glória que é o Espírito Santo, Santificador. O Rei da glória é Jesus, o Salvador. O Rei da glória é Deus Pai, o Criador! A Santíssima Trindade quer permanecer dentro de nós numa harmonia perfeita, para vencer conosco as batalhas da nossa vida.

Evangelho Lucas 2, 22-40 – “cumprindo com o preceito”
Cumprindo o que estava escrito na lei do Senhor, Maria acompanhada de José foi ao templo para a sua purificação e apresentação de Jesus a Deus, oferecendo o sacrifício prescrito. Maria foi obediente e quis cumprir tudo o que a lei de Moisés decretava apesar de ter sido escolhida para ser a Mãe do Filho de Deus e tendo conhecimento de que Ele era o Salvador da humanidade. José e Maria seguiam com fidelidade o que a Lei lhes mandava, e neste dia Deus lhes preparou um cenário especial que se revelou no encontro que tiveram com Simeão e Ana, dois personagens que testemunharam e confirmaram para os dois, o grande mistério da encarnação de Deus Salvador. Simeão, que era um homem justo e piedoso, já esperava este dia em que iria ter um encontro com Jesus. Movido pelo Espírito Santo, ele foi ao templo, tomou Jesus nos braços e agradeceu a Deus porque cumprira a promessa e os seus olhos viam a salvação preparada para todos os povos. A profetisa Ana, que servia a Deus no templo, dia e noite, também louvou a Deus por ter visto O libertador de Israel e pôs-se a anunciá-lo a toda a gente. Diante da manifestação dos dois, Maria e José admiraram-se, mas souberam silenciar e acolher a profecia de Simeão quando prognosticou o que iria acontecer com ela por causa de Jesus: “quanto a ti, uma espada te traspassará a alma”. Maria não mostrou inquietação nem tampouco rebateu as palavras de Simeão, pois, confiava plenamente que a vida daquele menino e a deles, José e Maria, estava nas mãos do Todo Poderoso. A lição que podemos tirar para a nossa vida é a de que nós também somos chamados (as) a obedecer e cumprir fielmente com os preceitos que a nossa Igreja Católica Apostólica Romana nos orienta a seguir, com serenidade e sem questionamentos. Quando obedecemos ao Senhor através do que Ele instrui por meio da Sua Igreja, nós também percebemos os Seus sinais e as Suas manifestações que nos conduzem com firmeza para uma vida coerente com a fé e a missão. Assim como Maria acolheu as palavras de Simeão como verdadeiras nós também poderemos apreender os ensinamentos que Deus nos dá por meio de alguém, para a nossa segurança. E, como Ana, que acreditou e, por isso, não se calou, nós podemos sair propagando a salvação que os nossos olhos veem quando obedecemos a Deus.
– Você tem dificuldade em cumprir com as regras da Igreja?
– Você acha que o homem pode caminhar sozinho, por conta própria?
– Você é daquelas pessoas que não gosta que ninguém lhe diga o que tem que fazer?
– Você se acha uma pessoa humilde?
– Você tem medo de ouvir a verdade?
Helena Serpa

(11.3) – LUZ PARA ILUMINAR AS NAÇÕES
Hoje celebramos com alegria a festa da Apresentação do Senhor. O Evangelho narra a cena. É o que nós contemplamos no quarto mistério gozoso do terço.
Nós admiramos a fidelidade da Família de Nazaré em cumprir os mandamentos religiosos.
Maria e José foram ao Templo e entregaram o filho para Deus. Foi como se dissessem: “Senhor, tome este menino, ele é do Senhor. Pode fazer dele o que o Senhor quiser”.
Esse mesmo gesto os nossos pais fizeram conosco no dia do nosso Batismo, consagrando-nos a Deus. Dali para frente, passamos a ser propriedade de Deus. Nós não pertencemos a ninguém, nem a nós mesmos, mas exclusivamente a Deus. Não podemos fazer da nossa vida o que bem entendermos, pois ela não é nossa.
Entretanto, infelizmente acontece com frequência de nos esquecermos da nossa consagração batismal, e passamos a conduzir a vida como se ela fosse só nossa!
Por isso que dois de fevereiro é o dia em que nós acendemos uma vela e recordamos o nosso batismo, renovando os nossos compromissos batismais.
Conforme disse o Profeta Simeão, chegou a Luz que veio iluminar as nações. Essa Luz nos iluminou no Batismo e nos tornou um reflexo dela, para iluminar o mundo. Somos como uma antena de televisão: recebemos de Cristo as mensagens e as transmitimos para as pessoas. Hoje é dia de regular a antena, a fim de que esteja bem sintonizada em Cristo. “Cristo, a luz do céu, em ti quer habitar. Deixa a luz do céu entrar!”
“Eu me entrego, Senhor, em tuas mãos”. Ou como disse Maria Santíssima: “Eis aqui a escrava do Senhor. Faça-se em mim conforma a tua Palavra”. A espada que atravessou o coração de Maria foi consequência da sua fidelidade a Deus.
Certa vez, uma professora primária deu um trabalho diferente para seus alunos. Pediu que, no dia seguinte, cada um pegasse um vasinho qualquer, tipo potinho de margarina vazio, colocasse terra nele e trouxesse para a escola.
No dia seguinte, ela levou um punhado de feijão bom para semente, deu um grãozinho para cada criança e disse: “Enterrem o feijãozinho, ponham o vasinho no quarto de dormir, reguem todos os dias, mas não mexam no vasinho”.
Algumas semanas depois, todas as crianças se surpreenderam com o mesmo fenômeno: o pezinho de feijão crescia, não reto para cima, mas inclinado para a janela. É a lei da botânica chamada heliocentrismo: o crescimento em direção à luz do sol.
Como as plantas precisam da luz, nós também precisamos da Luz de Deus, que é Cristo. A diferença é que nós somos livres, e devemos procurar por nossa iniciativa essa Luz, e formar as crianças e jovens em direção a ela.
Todas as mães e todos os pais têm muito a ver com o futuro dos seus filhos e filhas. A família é a formadora das pessoas. Não basta levar os filhos ao batismo, é preciso educá-los na fé cristã. “O menino crescia e tornava-se forte, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava com ele”.
Luz para iluminar as nações.
Padre Queiroz

(11.4) – DOR E ALEGRIA ESTÃO JUNTAS
No natal cantamos uma bela música que traz em um de seus versos essa afirmativa tão profunda “Dor e alegria tão juntas, nosso Deus conheceu…”. Ali na porta do templo, o velho Simeão que aguardava com toda esperança, junto com seu povo, a chegada do Salvador, pode enfim contemplá-lo e vai fazer esta profecia tão solene, o menino será causa de muita alegria para muitos mas uma espada de dor irá traspassar o coração de Maria. Ninguém irá dizer a uma mãe no dia do batizado do seu filho, que ela vai sofrer muito na vida, por causa daquela criança. Simeão não era um velho agourento mas alguém que tem uma Fé bem madura, capaz de interpretar os acontecimentos da vida à luz da Revelação Divina onde o sofrimento e a dor não estão excluídos. Imaginar um cristianismo sem a cruz, sem dores e sofrimentos, sem incompreensões e perseguições, seria uma grande fantasia, é em meio as dores e tribulações desta vida que o reino vai se concretizando. Maria, que também vive uma Fé madura e responsável, não maldiz sua sorte, ao contrário renova o seu sim e segue em frente, sempre confiante no seu Deus.
Cada vez ia ficando mais claro para os pais de Jesus o desígnio de Deus a respeito daquela criança. Confiar sempre em Deus, quando tudo vai bem e caminha para um final feliz, não é coisa tão difícil, mas confiar nele e renovar esta fidelidade mesmo quando há possibilidade de um grande fracasso e humilhação, aí é que se vê o tamanho da nossa Fé. Pois nenhum dos dois quis voltar atrás diante de certas revelações que iam acontecendo, sempre misteriosas como aquela profecia de Simeão ali na porta do templo, mas tocaram a vida em frente, voltaram a Nazaré onde o menino crescia em graça e sabedoria.
Dor e alegria, decepções, contrariedades e realizações, fazem parte da nossa vida e o cristianismo não nos isenta dessa realidade. O importante é que a cada momento renovemos a nossa Fé e tenhamos confiança plena nas ações que Deus vai realizando em nossa vida pessoal e de comunidade, ainda que nem sempre as entendamos muito bem…pois a Fé não tem resposta para tudo…
Diácono José da Cruz

(11.5) – ESTE MENINO SERÁ SINAL DE CONTRADIÇÃO
Esta passagem evangélica agrupa dois episódios diferentes: a apresentação de Jesus no Templo e sua vida oculta em família. A liturgia reúne ambos textos com a finalidade de apresentar uma vida de família vivida com simplicidade, porém com referência explícita a Deus.
A lição sobre a vida oculta de Jesus é muito importante. Ainda que sendo Deus, ele segue as leis naturais do crescimento humano, tanto no plano físico como no plano da sabedoria e do conhecimento. Passando pela infância, pela puberdade, pela adolescência, vive uma kênosis ou ‘rebaixamento” no qual vai assumindo a humanidade em um ocultamento simultâneo de sua divindade. Sendo filho de Deus, como o é, aceita não conhecer senão progressivamente a orientação de sua vida e não procura saber da vontade do Pai senão através do plano de relação e educação que lhe oferece um meio familiar popular de onde “não podia sair nada de bom” (Jo 1,46).
A partir de sua consciência da primeira infância até sua consciência de mortal terrivelmente assustado à hora de seu sacrifício, Jesus assumiu realmente em sua vida humana a palavra do Pai e estabeleceu pela primeira vez uma adequação total entre uma vontade do homem e a vontade de Deus.
Claretianos

(11.6) – MEUS OLHOS VIRAM A TUA SALVAÇÃO
Estamos diante da plenitude dos tempos. Chegou à hora de se cumprir a profecia bíblica. Jesus é o Primogênito que deve ser consagrado a Deus. E consequentemente da purificação de Maria sua mãe. É tempo de pleno cumprimento da lei de Moisés. Vemos duas leis que se misturam sem serem diferenciadas. Pois a purificação da mãe era prevista em Levítico 12, 2-8 e se cumpria quarenta dias após o parto. Até aquele momento, a mulher não poderia aproximar-se de nenhum lugar sagrado, já que era considerada impura por causa do sangue derramado durante o parto; a cerimônia consistia na oferta de um cordeiro ou para famílias pobres um par de rolas ou dois pombinhos. Pela oferta do casal nazareno, se torna evidente a sua condição de pobreza e simplicidade.
Enquanto que a consagração dos primogênitos está prescrita em Êxodo 13, 11-16 e era considerada com uma espécie de “resgate” – lembrando a ação salvífica quando Deus libertou os israelitas da escravidão do Egito. Resgatando o próprio filho, o pai dizia: “Te resgato porque eu também fui resgatado quando o Senhor nos tirou com mão forte da casa da escravidão” (Ex 13, 2.11-16). O texto quer mostrar que Jesus não foi dispensado de nenhuma prática da lei, seus pais foram obedientes a fim de que o destino do menino se desenvolvesse desde o início conforme as Escrituras. Entretanto, o texto só acena que se completaram os dias, mas não narra a cerimônia em si talvez para fazer entender que Jesus não tem necessidade de ser resgatado. Jesus, não é resgatado, mas aquele que resgata, aquele que salva o seu povo.
Ainda com Simeão, após o canto, ele diz a Maria que o seu menino vai ser causa tanto de queda como de reerguimento para muitos em Israel. Ele será um sinal de contradição. E quanto a Maria, uma espada traspassará a alma dela. Normalmente, interpreta-se aqui o anúncio do sofrimento de Maria. Mas também devemos ver aqui Maria como imagem do povo: Simeão intui o drama do seu povo, que será profundamente dilacerado pela palavra viva e cortante do Redentor. Maria representa o percurso: deve confiar, mas enfrentará dores e escuridões, lutas e silêncios angustiantes. A história do Messias sofredor será dilacerante para todos, também para Maria. Não se pode seguir a nova luz destinada ao mundo inteiro sem pagar o preço, sem se arriscar, sem renascer sempre de novo do alto para uma nova criatura. Mas estas imagens, ou seja, da espada que transpassa, do menino que fará tropeçar e abalará os corações, não estão separadas do gesto carregado de sentido dos dois anciãos: pois, enquanto Simeão recebe o menino em seus braços, para indicar que a fé é encontro e abraço, não ideia nem teoria; Ana é anunciadora e acende em quem o esperava uma luz fulgurante.
Enfim, interessante é notar que todo o episódio dá ênfase às situações mais simples e familiares: o casal Maria e José com o menino no braço; o ancião que se alegra e abraça, a anciã que prega e anuncia os interlocutores que aparecem indiretamente envolvidos. E também a conclusão do texto deixa ver o lar de Nazaré, o crescimento do menino num contexto normal, a impressão de um menino dotado em modo extraordinário de sabedoria e bondade. O tema da sabedoria entrelaçada com a vida normal de crescimento e no contexto de uma cidadezinha Nazaré, deixa um suspense na história: esta se reabrirá justamente com o tema da sabedoria do menino entre os doutores do templo. E será exatamente o relato que segue imediatamente.
Quero caro amigo (a) que juntos, façamos uma dura revisão de vida, nos questionemos. Vejamos tudo o que acontece conosco, à nossa volta, o julguemos e ajamos sem demora. Veja que a festa da Apresentação do Menino Jesus é também a nossa, como filhos e filhas consagrados ao Senhor já mesmo desde o ventre materno.
Depois que juntos ficamos a saber tudo o que Deus fez na vida de Simeão e Ana, o que mudou em mim e em ti? As palavras de Simeão, suas atitudes, como também aquelas de Ana, têm um significado especial para mim? Como entendo esta “espada que traspassa”: reconheço que se trata de um sofrimento na nossa consciência diante dos desafios e exigências para seguir Jesus Cristo ou acho que se trata só de um sofrimento íntimo de Maria?
O que este relato pode significar para a tua família de hoje?
Para a formação religiosa dos seus filhos?
Para entender o projeto que Deus tem para cada um de seus filhos, os medos e angústias que os pais carregam no coração, só de pensar quando os filhos crescerem?
Empenho-me periodicamente para fazer uma revisão de vida com a minha família a fim de ser sempre mais família?
Como marido ou mulher ou filho, filha, tenho a capacidade de me abrir ao diálogo com a minha família, procurando escutar-lhes e partilhar assim as suas alegrias e expectativas?
Como casado, membro de uma família chamada a viver as virtudes da Família de Nazaré, me empenho concretamente em prol de outras realidades familiares da minha comunidade paroquial, diocesana em dificuldade para realizar a grande família cristã, a Igreja de Cristo?
Sou um bom cumpridor de minhas obrigações familiares e cristãs?
Participo regularmente dos convívios familiares (jantar, almoço, festas e…) bem como das celebrações litúrgicas (missas, para-liturgias) ou procuro sempre desculpas para não me fazer presente?
Deixo-me guiar pelo Espírito Santo como Simeão?
Como faço para escutar hoje o Espírito Santo?
Também entendo que o seguimento ao Messias é algo que implica compromisso e que também pode ser como uma espada que atravessa o coração?
Posso medir meu crescimento de forma equilibrada como Jesus?
Há partes de mim que crescem e outras que não saem do lugar?
Quais?
E meus olhos, já conseguiram ver a salvação que Jesus veio me trazer?
Pai, a exemplo de Simeão e de Ana, faze-me penetrar no mais profundo do mistério de teu Filho Jesus, faze que os meus olhos vejam a Salvação que vem de Vós e como eles vos proclame aos membros da minha família. Amém!
Canção Nova

(12) – REFLEXÃO
Deus está sempre vindo ao nosso encontro, mas precisamos estar abertos à sua presença, precisamos querer vê-lo. Simeão e Ana queriam ver o Messias e estavam abertos à ação do Espírito Santo. Por isso, tiveram a oportunidade de reconhecer o salvador da humanidade naquele menino que, juntamente com tantos outros de sua época, eram apresentados em cumprimento da Lei do Senhor. Quem quer ver Jesus hoje também deve estar aberto ao Espírito Santo que nos move constantemente para a caridade e nos leva a reconhecer a presença do divino Mestre nos pobres e necessitados que precisam na nossa caridade.

(16) – AGORA, SENHOR, SEGUNDO A TUA PROMESSA, DEIXAS TEU SERVO IR EM PAZ, PORQUE MEUS OLHOS VIRAM A TUA SALVAÇÃO
Hoje, aguentando o frio do inverno, Simeão aguarda a chegada do Messias. Há quinhentos anos, quando se começava a levantar o Templo, houve uma penúria tão grande que os construtores se desanimaram. Foi então quando Ageo profetizou: «O esplendor desta casa sobrepujará o da primeira – oráculo do Senhor dos exércitos» (Ag 2, 9); e completou que «sacudirei todas as nações, afluirão riquezas de todos os povos e encherei de minha glória esta casa, diz o Senhor dos exércitos» (Ag 2, 7). Frase que admite diversos significados: «o mais apreciado», dirão alguns, «o desejado de todas as nações», afirmará são Jerônimo.
A Simeão «Fora-lhe revelado pelo Espírito Santo que não morreria sem primeiro ver o Cristo do Senhor» (Lc 2, 26), e hoje, «movido pelo Espírito», subiu ao Templo. Ele não é levita, nem escriba, nem doutor da Lei, é somente um homem. «Ora, havia em Jerusalém um homem chamado Simeão. Este homem, justo e piedoso, esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele» (Lc 2, 25) O vento sopra onde quer e ouves a sua voz, mas não sabes de onde vem, nem para onde vai. Assim é também todo aquele que nasceu do Espírito”. (cf. Jo 3, 8).
Agora comprova com desconcerto que não se tem feito nenhum preparativo, não se veem bandeiras, nem grinaldas, nem escudos em nenhum lugar. José e Maria cruzam a explanada levando o Menino nos braços. «Levantai, ó portas, os vossos frontões, erguei-vos, portas antigas, para que entre o rei da glória» (Sl 24, 7), clama o salmista.
Simeão avança para saudar a Mãe com os braços estendidos, recebe ao Menino e abençoa a Deus, dizendo: «Agora, Senhor, deixai o vosso servo ir em paz, segundo a vossa palavra. Porque os meus olhos viram a vossa salvação. Que preparastes diante de todos os povos, como luz para iluminar as nações, e para a glória de vosso povo de Israel» (Lc 2, 29-32).
Depois diz a Maria: «E uma espada traspassará a tua alma!» (Lc 2, 35). Mãe! – digo-lhe – quando chegue o momento de ir à casa do Pai, leva-me nos braços como Jesus, que também eu sou teu filho e menino.
Rev. D. Lluís RAVENTÓS i Artés

COMEMORA-SE NO DIA 02/Fev

(6) – APRESENTAÇÃO DO SENHOR
A data de hoje lembra o cumprimento, por Maria e José, de um preceito hebraico. Quarenta dias após dar à luz, a mãe deveria passar por um ritual de “purificação” e apresentar o filho ao Senhor, no templo. Desde o século quatro essa festa era chamada de “Purificação de Maria”.
Com a reforma litúrgica de 1960, passou-se a valorizar o sentido da “apresentação”, oferta de Jesus ao Pai, para que seu destino se cumprisse, marcando em consequência a aceitação por parte de Maria do que o Pai preparara para o fruto de sua gestação. A data passou a ser lembrada então como a da “Apresentação do Senhor”.
No templo, a família foi recebida pelo profeta Simeão e pela profetiza Ana, num encontro descrito por São Lucas no seu evangelho, da seguinte maneira:
“Assim que se completaram os dias da purificação conforme a Lei de Moisés, levaram o Menino a Jerusalém para apresentá-lo ao Senhor, segundo está escrito na Lei do Senhor, que “todo varão primogênito será consagrado ao Senhor” e para oferecerem em sacrifício, segundo o que está prescrito na Lei do Senhor, um par de rolas ou dois pombinhos. Havia em Jerusalém um homem justo chamado Simeão, muito piedoso, que esperava a consolação de Israel, e o Espírito Santo estava nele. Pelo Espírito Santo foi-lhe revelado que não veria a morte antes de ver o Cristo do Senhor. Movido pelo Espírito, veio ele ao templo e, ao entrarem os pais com o Menino Jesus, também ele tomou-o em seus braços, bendizendo a Deus, e disse: “Agora, Senhor, já podes deixar teu servo morrer em paz segundo a tua palavra, porque meus olhos viram a tua salvação, que preparaste ante a face de todos os povos, luz para iluminação das gentes e para a glória do teu povo, Israel”. José e Maria estavam maravilhados com as coisas que se diziam de Jesus. Simeão os abençoou e disse a Maria, sua Mãe: “Este Menino será um sinal de contradição, para ruína e salvação de muitos em Israel; e uma espada atravessará a tua alma para que se descubram os pensamentos de muitos corações”.” (Lc 2, 22-35).
Ambos, Simeão e Ana, reconheceram em Jesus o esperado Messias e profetizaram o sofrimento e a glória que viriam para Ele e a família. É na tradição dessa profecia que se baseia também a outra festa comemorada nesta data, a de Nossa Senhora da Candelária, ou da Luz, ou ainda dos Navegantes.

(6) – MARIA DOMENICA MANTOVANI
Maria Domenica, primogênita de quatro irmãos, nasceu em Castelletto de Brenzone, em Verona, no dia 12 de novembro de 1862. Teve nos seus pais João Batista Mantovani e Prudência Zamperini, e no seu avô, que vivia com eles, a influência profunda de uma família honesta e cristã de trabalhadores simples, piedosos e dignos.
Frequentou apenas a escola primária, por causa da pobreza da família. Mas a falta de cultura foi compensada pelos dotes de inteligência, vontade e grande senso prático. Desde criança mostrou sua vocação religiosa e incentivada pelo avô, dedicava-se à oração e a tudo o que se referia a Deus. Casa, escola e igreja foram os campos que forjaram o seu caráter.
Maria Domenica tinha quinze anos, quando chegou o novo pároco Padre José Nascimbeni, mais tarde também beatificado. Desde então ele se tomou o seu diretor espiritual, que intuindo seu temperamento generoso, a forte vontade de prosseguir na vida da perfeição, conduziu-a seguro e lúcido, para as mais altas conquistas espirituais. Ela foi a sua primeira colaboradora nas muitas atividades paroquiais. Dedicava-se ao ensino do catecismo às crianças, visitava e assistia os doentes e os pobres. Inscrita na Pia União das Filhas de Maria, foi sempre fiel na observância do Regulamento, tornando-se espelho e modelo para suas companheiras.
Assim, aos vinte e quatro anos no dia da Virgem Imaculada da Conceição, aos 8 de dezembro de 1886, na presença do pároco, emitiu os votos de perpétua virgindade, dedicando-se completamente à Deus e empenhando-se no auxílio ao pároco em todas as suas iniciativas pastorais.
Quando o Padre Nascimbeni, depois de se aconselhar com o Bispo, decidiu fundar uma nova família religiosa, encontrou em Maria Domenica a sua principal colaboradora e que se tornou sua co-fundadora; junto com outras três jovens. As quatro fizeram um breve noviciado junto às Terciárias Franciscanas de Verona e em 1892, emitiram a profissão, iniciando em Castelletto o novo Instituto chamado “Pequenas Irmãs da Sagrada Família”, cujo nome se tornou o indicativo da orientação apostólica e espiritual da nova congregação.
Maria Domenica Mantovani mudou o nome para Maria Josefina da Imaculada e foi escolhida como primeira superiora da casa, cargo que exerceu até a morte. Ela contribuiu muito na elaboração das Constituições e na formação das Irmãs. Colaboração que foi determinante para o desenvolvimento e expansão do Instituto. Sua obra completou a do Fundador, de tal forma que se confundiam. A ação dele era intensa, forte, enérgica; a dela era delicada, escondida, embora também firme. Ambas se apoiavam em eloquentes exemplos e pacientes esperas.
Depois da morte do Fundador, em 1922, Maria Domenica continuou a guiar o Instituto, com ânimo, prudência, grande entrega a Deus e profundo senso de responsabilidade. E teve a graça de ver a aprovação canônica definitiva das Constituições e do Instituto, antes de morrer. Soube assim que a obra teria continuidade com as mil e duzentas Irmãs espalhadas por cento e cinquenta casas filiais na Itália, Suíça, Albânia, Angola, Argentina, Paraguai, Uruguai e Brasil, dedicadas às mais variadas atividades apostólicas e caritativas.
Aos setenta e dois anos de idade Madre Maria Josefina da Imaculada faleceu depois de breve enfermidade, no dia 02 de fevereiro de 1934. Sepultada no cemitério de Castelletto de Brenzone; desde 1987 seu corpo incorrupto foi transladado para o mausoléu, já ocupado pelo Fundador, no interior da Casa Mãe do Instituto, naquela cidade. O Papa João Paulo II beatificou Maria Domenica Mantovani em 2003, destinando sua festa para o dia de seu transito.

(7) – SÃO CORNÉLIO – O PRIMEIRO BISPO DE CESAREIA
São Cornélio foi um dos primeiros bispos da nossa Igreja e um dos principais responsáveis pela evangelização de estrangeiros.
São Cornélio, encontramos, nos Atos dos Apóstolos, este exemplo de entrega. No capítulo 10, nós assim ouvimos da Palavra de Deus: “Havia em Cesareia um homem por nome Cornélio. Centurião da corte que se chamava Itálica, era religioso; ele e todos de sua casa eram tementes a Deus. Dava muitas esmolas ao povo e orava constantemente” (At 10,1-2).
Diante dessa espiritualidade que Cornélio possuía, Deus o visitou por meio de um anjo, que lhe indicou São Pedro. Este, que também teve uma visão, foi à casa de Cornélio. Foi aí que aconteceu a abertura da Igreja para a evangelização dos pagãos, dos estrangeiros. No outro dia, Pedro chegou em Cesareia. Cornélio o estava esperando, tendo convidado seus parentes e amigos mais íntimos. Não somente ele queria encontrar-se com o Senhor, como também queria o mesmo para todos os seus parentes e amigos.
Cornélio ouviu da boca do primeiro Papa da Igreja: “Deus me mostrou que nenhum homem deve ser considerado profano ou impuro” (At 10, 28). Assim, São Pedro começou a evangelizar e, de repente, no versículo 44: “Estando Pedro, ainda a falar, o Espírito Santo desceu sobre todos que ouviam a (santa) Palavra. Os fiéis da circuncisão, que tinham vindo com Pedro, profundamente se admiraram vendo que o dom do Espírito Santo era derramado também sobre os pagãos; pois eles os ouviam falar em outras línguas e glorificar a Deus. Então Pedro tomou a palavra: ‘Porventura pode-se negar a água do batismo a estes que receberam o Espírito Santo como nós? E mandou que fossem batizados em nome de Jesus Cristo. Rogaram-lhe então que ficasse com eles por alguns dias” (At 10, 44-48).
São Cornélio tornou-se o primeiro bispo em Cesareia. Homem religioso e de oração, Deus pôde contar com ele para a maravilhosa obra que chega até nós nos dias de hoje. Pela docilidade de muitos, como São Cornélio, o Santo Evangelho se faz presente em nosso meio. Peçamos a intercessão de São Cornélio para que busquemos cada vez mais o Senhor.
São Cornélio, rogai por nós!

(10.1) – NOSSA SENHORA DA LUZ, OU DA CANDELÁRIA
A origem da devoção à Senhora da Luz tem os seus começos na festa da purificação de Nossa Senhora (“Candelária”), quarenta dias após o nascimento de Jesus. Na sua origem está o cântico de Simeão (conhecido pelas suas primeiras palavras em latim: “Nunc dimittis”), que promete que Jesus será a luz que irá iluminar os gentios.
Nasceu assim o culto em torno de Nossa Senhora da Luz/das Candeias/da Candelária, cujas festas eram geralmente celebradas com uma procissão de velas, a relembrar o fato.

(10.2) – NOSSA SENHORA DOS NAVEGANTES
Celebrada em várias localidades, esta festividade tem grande relevo na cidade de Porto Alegre (Brasil). Ocorre desde o ano de 1875 e hoje é considerada a maior festa religiosa do Rio Grande do Sul. A imagem de Nossa Senhora dos Navegantes é conduzida em grandiosa procissão após a missa que precede os festejos populares.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

APRESENTAÇÃO DO SENHOR
(BRANCO, GLÓRIA, PREF. PRÓPRIO – OFÍCIO DA FESTA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
A apresentação de Jesus no templo, após 40 dias de seu nascimento, expressa sua total entrega a Deus. Maria e José o oferecem integralmente, gesto que se repete a cada eucaristia. Movidos pelo Espírito, celebremos esta que é conhecida também como a “festa das luzes”.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Exortação

Bênção das velas

Antífona da entrada
(Antes de iniciar a missa, faz-se a benção das velas)
Recebemos, ó Deus, a vossa misericórdia no meio de vosso templo. Vosso louvor se estende, como o vosso nome, até os confins da terra; toda a justiça se encontra em vossas mãos (Sl 47, 10s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus eterno e todo-poderoso, ouvi as nossas súplicas. Assim como o vosso Filho único, revestido da nossa humanidade, foi hoje apresentado no templo, fazei que nos apresentemos diante de vós com os corações purificados. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Deus revela seu projeto de salvação na fragilidade da criança recém-nascida. Ela será luz para as nações e sinal da glória divina.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Sois a luz que brilhará para os gentios e para a glória de Israel, o vosso povo (Lc 2, 32).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Possam agradar-vos, ó Deus, as oferendas da vossa Igreja em festa, nas quais vos apresentamos vosso Filho único, que nos deste como cordeiro sem mancha para a vida do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Meus olhos viram o Salvador, que preparastes, ó Deus, para todos os povos (Lc 2, 30s).

Oração depois da Comunhão
Por esta comunhão, ó Deus, completai em nós a obra da vossa graça e concedei-nos alcançar a vida eterna, caminhando ao encontro de Cristo, como correspondestes à esperança de Simeão, não consentindo que morresse antes de acolher o Messias. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s