Liturgia Diária 05/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
05/Fev/2015 (quinta-feira)

Jesus chama e envia os Doze em missão

LEITURA: Hebreus (Hb) 12, 18-19.21-24: As duas alianças
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 18 vós não vos aproximastes de uma realidade palpável: “fogo ardente e escuridão, trevas e tempestade, 19 som da trombeta e voz poderosa”, que os ouvintes suplicaram não continuasse. 21 Eles ficaram tão espantados com esse espetáculo, que Moisés disse: “Estou apavorado e com medo”. 22 Mas vós vos aproximastes do monte Sião e da cidade do Deus vivo, a Jerusalém celeste; da reunião festiva de milhões de anjos; 23 da assembleia dos primogênitos, cujos nomes estão escritos nos céus; de Deus, o juiz de todos; dos espíritos dos justos, que chegaram à perfeição; 24 de Jesus, mediador da nova aliança, e da aspersão do sangue mais eloquente que o de Abel. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 48 (47), 2-3a. 3b-4. 9. 10-11: Sião, a montanha de Deus
10 Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo.
2 Grande é o Senhor e muito digno de louvores na cidade onde ele mora; seu Monte santo, 3a esta colina encantadora, é a alegria do universo.
3b Monte Sião, no extremo norte situado, és a mansão do grande Rei! 4 Deus revelou-se em suas fortes cidadelas um refúgio poderoso.
9 Como ouvimos dos antigos, contemplamos: Deus habita esta cidade, a cidade do Senhor onipotente, que ele a guarde eternamente!
10 Recordamos, Senhor Deus, vossa bondade em meio ao vosso templo; 11 com vosso nome vai também vosso louvor aos confins de toda a terra.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 6, 7-13: Missão dos Doze
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 7 Jesus chamou os doze e começou a enviá-los dois a dois, dando-lhes poder sobre os espíritos impuros. 8 Recomendou-lhes que não levassem nada para o caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro na cintura. 9 Mandou que andassem de sandálias e que não levassem duas túnicas. 10 E Jesus disse ainda: “Quando entrardes numa casa, ficai ali até vossa partida. 11 Se em algum lugar não vos receberem, nem quiserem vos escutar, quando sairdes, sacudi a poeira dos pés, como testemunho contra eles!” 12 Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. 13 Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me ao encontro com Deus mediante sua Palavra, rezando com todos que se encontram neste espaço:
Vem, Espírito Santo, aos nossos corações, e concede-nos, por intercessão de Maria, a graça de ler e reler as Escrituras.
Concede-nos, Espírito Santo, a graça de reconhecer a obra de Deus atuante na História e a sua presença de misericórdia.
Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Sou livre para seguir Jesus?
Pelo batismo todo cristão é chamado a seguir Jesus de acordo com seu estado de vida. Os bispos, em Aparecida, falaram deste chamado: “A admiração pela pessoa de Jesus, seu chamado e seu olhar de amor despertam uma resposta consciente e livre desde o mais íntimo do coração do discípulo, uma adesão de toda sua pessoa ao saber que Cristo o chama por seu nome (cf. Jo 10, 3). É um “sim” que compromete radicalmente a liberdade do discípulo a se entregar a Jesus, Caminho, Verdade e Vida (cf. Jo 14, 6). É uma resposta de amor a quem o amou primeiro “até o extremo” (cf. Jo 13, 1). A resposta do discípulo amadurece neste amor de Jesus: “Te seguirei por onde quer que vás” (Lc 9, 57).” (DAp 136).

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mc 6, 7-13, e observo pessoas que Jesus chama e o que lhes recomenda.
Jesus não chamou para seu grupo os mais preparados do seu tempo, mas, os mais disponíveis. Chamou simples pescadores – Pedro, André, Tiago, João. Chamou o cobrador de impostos. Chamou gente simples. Não significa que discriminou os mais capacitados. Apenas, significa que os corações mais simples estão livres de muitas preocupações. E os chamados recebem o mesmo poder de Jesus: anunciar o Reino, expulsar os espíritos maus e curar todas as doenças, uma missão de libertar as pessoas de todos os males. Rejeitar os apóstolos é rejeitar a salvação.
– Sei agradecer a Deus que me faz sentir a realização pessoal por um bom testemunho de vida?
– Sou disponível e fraterno na justa partilha de bens?
– Que lugar ocupam as coisas supérfluas em minha vida?
– Quando e como anuncio o Evangelho de Cristo?
– É fácil servir de apoio àqueles que têm uma missão mais envolvente no campo da evangelização?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com a Venerável Mestra Tecla Merlo:
Senhor, sei que tu me amas.
Tudo dispões para o meu bem…
Sei que pensas em mim continuamente, sei que queres me ajudar e podes me ajudar.
Tu o prometestes e não falhas.
Eu creio.
(Lembrar uma pessoa ou situação que precisa da graça especial de Deus)
Glória ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
“Somos chamados a encarnar o Evangelho no coração do mundo” (DGAE CNBB).
Meu novo olhar me leva a viver a missão de apóstolo e missionário onde quer que esteja.
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Amém.

REFLEXÕES

(6) – A MISSÃO DA IGREJA É MISSÃO DE JESUS CRISTO
É a primeira vez que os Doze são enviados pelo Senhor em missão. A missão da Igreja tem sua origem no mandato do Senhor. A missão da Igreja é missão de Jesus Cristo. Aos que o Senhor envia, ele dá poder sobre os espíritos impuros.
De que poder se trata?
Em primeiro lugar, é o poder de Jesus (cf. Mc 1, 21-28), o Espírito Santo; poder de fazer o bem, de transmitir através da mensagem e do testemunho cristãos a vida; poder para servir. Nas recomendações que Jesus dá aos Doze que ele envia estão as exigências que associam os discípulos a Jesus e os identifica com ele. A missão é de Jesus, da qual ele faz com que os Doze participem. Na realização da missão é necessário abandonar o supérfluo e ter consigo somente o indispensável e o que possibilita a mobilidade e a disponibilidade (cf. Ex 12, 11). Para isso, o desapego é exigido, pois a segurança de quem é enviado não pode estar nos meios, mas no próprio Senhor que está na origem da missão. Os Doze, como a Igreja de todos os tempos, não podem alimentar a ilusão do êxito; é preciso contar com a resistência e a rejeição da mensagem cristã da parte de muitos.
Oração:
Ó Divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – SOMOS CHAMADOS A SER APÓSTOLOS DE CRISTO
Jesus hoje reveste os Seus apóstolos de poder e autoridade para que, em Seu nome, operem graças no meio da humanidade!
“Então os doze partiram e pregaram que todos se convertessem. Expulsavam muitos demônios e curavam numerosos doentes, ungindo-os com óleo” (Marcos 6, 12-13).
A unção que um dia recebemos de Deus, nos chama e nos envia para sermos apóstolos do Senhor, para sermos mensageiros em Seu nome, para levarmos a outros o conhecimento de Deus e da Sua vontade.
Você sabe que existem muitas maneiras de exercer o seu apostolado: o apostolado do bem, do cuidar do outro, de rezar pelo outro, o apostolado da oração, de sermos intercessores, mediadores; o apostolado da caridade, o apostolado da Palavra, o apostolado litúrgico. Enfim, existem muitos caminhos, meios e maneiras de sermos apóstolos de Jesus! Contudo, no exercício deste apostolado jamais pode faltar da nossa parte a pregação da Palavra de Deus, porque a conversão vem disso [da pregação da Palavra], por isso precisamos pregá-la para que outros conheçam a verdade.
Quando deixamos o Senhor falar em nós e por intermédio de nós, vamos tocar, atingir e chegar a muitos corações, desde que não preguemos a nós mesmos, não preguemos a nossa palavra, mas sim a Palavra do Senhor com o poder e a autoridade que ela tem! Então, você, meu irmão e minha irmã, e todos nós somos chamados a ser autoridades no nome do Senhor!
O apóstolo é aquele que, com sua autoridade, não humana, mas divina, expulsa os espíritos malignos, expulsa os demônios que atormentam e tiram a nossa paz interior, que nos desviam do caminho certo e nos conduzem para as trevas. Nós precisamos denunciá-los [demônios], vencê-los e exterminá-los do meio de nós, porque eles, muitas vezes, agem em nossa vontade, em nossos pensamentos e em nossos sentimentos de modo a não conseguirmos fazer a vontade do Senhor. Por isso quem se propõe a pregar deve também se propor a expulsar os espíritos malignos!
Quando eu chego a uma casa e pedem que eu a abençoe, eu faço isso com muito amor, mas eu o faço com a água benta também, usando o sal exorcizado, os sacramentais de cura, de libertação, de restauração e de salvação. Todos nós precisamos usá-los em nossas casas, em nossas famílias, precisamos usá-los na casa de amigos a quem visitamos, precisamos usá-los no carro que compramos. Enfim, nós sempre precisamos da direção e da mão de Deus nos conduzindo.
Por isso, não tenhamos medo de exercer o nosso apostolado onde estamos. Não podemos e não precisamos ter medo de levantar as mãos para orar e suplicar as bênçãos e as graças de Deus; e para pedir ao Senhor que nos dê o dom da Palavra para falarmos em Seu nome, para agirmos em Seu nome, para proclamarmos o Seu Reino no meio de nós.
Os apóstolos, além de expulsarem os demônios, curavam numerosos doentes, muitos enfermos, porque, uma vez que eles estão revestidos desse poder do alto, podem e devem orar por aqueles que estão doentes e que estão sofrendo.
Algumas vezes, nós fazemos atos de bondade com aqueles que sofrem; levamos comida, bebida, frutas a algumas pessoas, mas não oramos com eles e por eles. Por vezes, isso ocorre por receio, vergonha e falta de prática, mas se Deus quer e precisa curar os nossos doentes, Ele precisa de mãos, precisa de pessoas que ajam e falem em Seu nome. É por isso que Jesus hoje reveste os Seus apóstolos de poder e autoridade para que, em Seu nome, operem essas graças no meio da humanidade.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – NUNCA DESANIMAR
Desde o início, os apóstolos foram alertados para contar com contrariedades, no desenrolar da missão. Esta chamada de atenção foi importante para que não ficassem frustrados diante dos insucessos. Os apóstolos do Reino precisam ser realistas. A missão não está encerrada, só por que alguns se mostram refratários à pregação. A reação do apóstolo deve ser seguir adiante, sem deixar esmorecer seu zelo missionário.
Seria incorreto lançar impropérios contra os que não acolhem o missionário. Seria igualmente incorreto desejar para eles o castigo divino.
Foi o que aconteceu, quando os discípulos pediram que Jesus mandasse fogo do céu para consumir os samaritanos que não lhes deram acolhida. O Mestre, porém, proibiu-lhes todo tipo de represália.
Aconselhava-os, no entanto, a fazer um gesto simbólico, caso não fossem acolhidos: sacudir o pó das sandálias, em sinal de protesto. Era o que os judeus costumavam fazer, quando regressavam à Palestina, depois de terem tido contato com cidades pagãs. Esse gesto continha dois significados possíveis: os que se recusam a acolher os apóstolos assemelham-se aos pagãos, e não pertencem ao verdadeiro Israel; os apóstolos não tem mais responsabilidade quanto ao destino do povo daquelas cidades, cuja poeira não querem levar consigo.
Seguindo em frente, os apóstolos recomeçam a missão, sem nunca desanimar.
Oração:
Espírito de zelo missionário, ensina-me a superar os desafios da missão, sem deixar-me abater pelos insucessos.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Sta. Águeda, memória.
“Jesus chamou os doze, e começou a enviá-los dois a dois […]” (Mc 6, 7a).
A missão de Jesus vai-se concretizando em atividades que Ele planeja, tanto para Si como para seus discípulos.
Hoje vemos, neste Evangelho, Jesus enviando seus discípulos escolhidos, ‘os doze’, para uma missão inicial, para que eles anunciassem ao Povo Eleito a chegada do Reino de Deus.
Jesus, que Deus mesmo tinha preparado para esta tarefa, tinha poderes sobre demônios e para realizar curas. Além disto, Jesus sabia perfeitamente o conteúdo da mensagem que devia anunciar, conforme a vontade de Deus.
O povo podia entender o que ‘os doze’ iam lhes dizer de maneira simples. Jesus não complicava seu ensino. Assim, tendo convivido o bastante com Jesus para esta missão, somente lhes faltavam os últimos conselhos e prescrições.
‘Os doze’ deviam ser como Jesus: pobres, sem reserva de dinheiro ou roupa, sem se preocuparem com o que haveriam de comer ou beber, com lugares para se hospedarem, etc.
Mas o centro de sua mensagem era o Reino de Deus, para o qual seus ouvintes deviam antes se converter. Era o que João Batista já tinha anunciado e que Jesus confirmou com sua pregação e envio dos apóstolos.
O Evangelho termina com a afirmação feliz do êxito dos ‘doze’. Eles fizeram tudo como Jesus lhes ordenara. Portanto o plano que Jesus tinha de anunciar ao Povo Eleito o Reino de Deus por meio de seus ajudantes, estava dando certo.
Jesus orava muitas vezes ao Pai. O que estava fazendo era conforme a vontade de Deus. Portanto podemos imaginar, também desta vez, Jesus subindo a um monte, ou indo a um lugar deserto, para agradecer ao Pai por tudo o que seus discípulos fizeram. E o que fizeram era o cumprimento do Plano Salvador de Deus, por meio de Jesus Cristo. Não era um plano apenas de Jesus e nem de seus discípulos isolados. Deus estava por detrás de toda esta obra evangelizadora.
Em Igreja hoje há pessoas que partem para uma determinada missão numa Missa do Envio. É a continuidade da obra de Jesus e de seus discípulos. Grande necessidade a Igreja tem destes missionários.
Hoje, nesta missa, peçamos a Deus que mande muitos trabalhadores para dar continuidade a Seu Plano Salvador do mundo.
Padre Valdir Marques

(10) – COMEÇOU A ENVIÁ-LOS DOIS A DOIS
Entrou na Ordem um novo aspirante de qualidade e o seu número foi assim elevado para oito. Então o bem-aventurado Francisco reuniu-os a todos e falou-lhes longamente do Reino de Deus, do desprezo do mundo, da renúncia à vontade própria e da docilidade que tinham de exigir ao seu corpo. Depois dividiu-os em quatro grupos de dois e disse-lhes: «Ide, meus bem-amados, percorrei dois a dois as diversas regiões do mundo, anunciai a paz aos homens e pregai-lhes a penitência que obtém o perdão dos pecados. Sede pacientes na prova, certos de que Deus cumprirá o que decidiu e manterá as suas promessas. Respondei humildemente a quem vos interrogar, abençoai os que vos perseguirem, agradecei aos que vos insultarem e vos caluniarem, pois esse é o preço do Reino dos Céus (Mt 5, 10-11).»
Eles acolheram com alegria a missão que lhes confiava a santa obediência e prostraram-se aos pés de São Francisco, que abraçou cada um deles ternamente dizendo-lhes com fé: «Confiai a Deus todas as vossas preocupações, porque Ele tem cuidado de vós» (1 Ped 5, 7). Era a sua frase habitual quando enviava um irmão em missão.
Tomás de Celano (c. 1190-c. 1260)

(11.1) – A SAGRADA LIBERDADE DO MISSIONÁRIO
Uma interpretação equivocada das instruções que Jesus dá aos seus discípulos, ao enviar-lhes em missão, sempre nos dá a impressão de que o Discípulo Missionário é um Mendigo que vive na miséria. Até tivemos na Idade Média o surgimento de algumas ordens mendicantes que Deus suscitou, entre esses religiosos encontramos São Domingos e São Francisco de Assis, mas para ser um sinal a uma Igreja que chegava no ápice do seu poder temporal, alinhando-se com os poderosos do Império.
E qual era o recado da Palavra de Deus por aquele tempo e nos dias de hoje?
O mesmo de sempre: o Discípulo Missionário seguidor de Jesus Cristo deve ser totalmente livre, em relação as pessoas, às coisas materiais e aos bens desse mundo. Quando o coração do Evangelizador está atrelado a algum Bem terreno, seja material, ou símbolo de poder e status, que lhe dê prestígio e fama, a sua pregação cairá no vazio pois não irá convencer a ninguém. Bordão e sandália, os únicos objetos que o Discípulo Missionário poderá ter, segundo o evangelho, são símbolos da transitoriedade dessa Vida, estamos a caminho, fazemos a travessia em busca da terra prometida, tudo aqui é transitório e nada é definitivo nesta vida terrena.
Jesus nunca invadiu, com sua Palavra a Vida de alguém, poder para isso ele tem. Poderia fazer o sujeito entrar em transe para assim sob seu domínio, permitir que a Graça e a Palavra de Deus entre em sua vida. Mas a Palavra que é anunciada em total liberdade, deve também ser acolhida com liberdade pelas pessoas, daí a recomendação de não “Forçar a Barra”, ao contrário, seguir o caminho e não levar nem a poeira na sandália, não em sinal de ódio pela rejeição, ao contrário, respeito pela liberdade do outro.
Pregar a penitência é anunciar as pessoas essa necessidade de se abrirem à Palavra de Deus, de se colocarem diante Dele com toda humildade, acolhendo a Palavra e permitindo-se transformar sob sua ação Divina. O Mal presente no coração das pessoas jamais resistirá ao anúncio da Palavra pois nenhum argumento será mais forte e convincente do que o anúncio da Salvação, por isso os demônios são expelidos e a unção com o óleo cura a todos os enfermos.
O Demônio detesta a palavra Liberdade, principalmente a Liberdade do Cristão, que a exemplo de Jesus, se entrega livremente por amor a toda humanidade. Cristo é a única razão de o Cristão tornar-se Discípulo Missionário, qualquer outra razão que não seja essa, será vazia e enganosa…
Diácono José da Cruz

(11.2) – É NA DEPENDÊNCIA DE DEUS QUE O MISSIONÁRIO TORNA FORTE!
A todo instante, somos chamados a ser missionários do Senhor, anunciadores da Boa nova do Reino! Ninguém fica de fora deste convite, todos são chamados, Jesus não faz restrições de pessoas, Ele nos provou isso, quando chamou os primeiros discípulos, homens dotados de qualidades e defeitos, assim como nós.
Para sermos mensageiros da palavra de Deus, não precisamos de nenhuma formação acadêmica, apenas um coração aberto para acolher a graça de Deus e estarmos disponíveis para servir.
O caminho do missionário, começa com o seu discipulado, ou seja, o entrar em intimidade com Jesus, o conhecer os seus ensinamentos para poder levar o que aprendeu com Ele ao outro.
A certeza de que Jesus age através de quem se dispõe a trabalhar em favor do Reino, é que motiva o missionário a assumir com maior intensidade e alegria a cumplicidade no anuncio do Reino, um serviço, que deve se desenvolver em clima de gratuidade e humildade.
O Evangelho de hoje, narra o envio dos doze primeiros discípulos. O texto nos apresenta as características centrais do discípulo que se faz missionário.
O envio de dois a dois, vem nos falar da importância da missão realizada em comunidade, dois a dois, representa uma comunidade, o que além de fortalecer a credibilidade do testemunho, contribui para o encorajamento, ou seja, um, está sempre animando o outro.
Os discípulos, recebem de Jesus, recomendações fundamentais para o êxito da sua missão: “Não leveis nada pelo caminho, a não ser um cajado; nem pão, nem sacola, nem dinheiro”. O que significa estar livre para o serviço.
Jesus recomenda aos discípulos: “Quando entrares numa casa, ficai ali até vossa partida.” O que significa, não ficar falando um pouquinho de casa em casa, pois a eficácia da evangelização está mais no testemunho do que nas palavras. Por tanto, uma estadia maior numa casa, vai possibilitar ao missionário, a falar de Jesus não somente com palavras, mas principalmente com o seu testemunho de vida, na convivência com a família a ser evangelizada. Uma família bem evangelizada, com certeza, tornará fonte de evangelização para outras famílias com o seu testemunho. Para dar continuidade a missão de Jesus, o missionário precisa experimentar a pobreza total, o esvaziar-se de si mesmo para ir ao encontro do outro cheio de Deus, confiando somente na sua providencia.
Todas as orientações passadas para os discípulos, deixa-os numa situação de total dependência de Deus e é justamente na dependência de Deus que o missionário torna forte, afinal, é Deus quem vai agir nele.
Jesus, não ilude os seus enviados prometendo-lhes facilidades, pelo contrário, Ele descreve o futuro da missão, usando a metáfora: “ser cordeiros no meio dos lobos”: Lc 10, 3. Por tanto, os discípulos estavam cientes de que a missão seria árdua!
Deus quer salvar a humanidade contando com a nossa disposição, com o nosso serviço, por isto Ele convoca cada um de nós para uma missão, ser indiferente a esta convocação, é ignorar o projeto de Deus.
Para desempenharmos bem a nossa missão precisamos primeiramente nos libertar dos nossos apegos, só assim, estaremos livres para servir.
Ser missionário do Senhor é a melhor resposta de amor, que podemos dar a quem nos amou primeiro!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.3) – UMA NOVA MANEIRA DE SER E DE VIVER
Hebreus 12, 18-19.21-24 – “a comunhão dos santos!”
A Carta aos Hebreus nos revela que por meio de Jesus Cristo nós temos acesso ao Pai e, por isso, podemos, desde já, participar da reunião festiva, juntamente com milhões de anjos e santos, no céu. A Nova Aliança que Deus fez conosco por meio da Morte e Ressurreição de Jesus é uma aliança espiritual que tem como resultado a nossa proximidade com Ele para a vivência de uma maior intimidade. Portanto, é uma aliança diferente daquela que antes fora feita com Moisés e o povo no deserto. A realidade do céu já se manifesta hoje dentro do nosso coração e podemos conviver com ela, apesar de que ainda não nos seja palpável com as mãos humanas, nem visível por nossos olhos físicos, nem tampouco audível pelos nossos ouvidos anatômicos, mas vivenciada pela comunhão dos santos. A nossa alma já participa do cortejo que se aproxima da Jerusalém celeste, isto é, do céu onde os nossos nomes já estão escritos. Diante do exposto, todos nós que mantemos comunhão com Jesus, já podemos antever as primícias de uma vida abundante que nos foi alcançada por Ele e que é para nós, o Trono da graça de Deus.
– Você sabia que Jesus veio abrir a porta do céu para você conversar com o Pai?
– Como está a sua intimidade com Ele?
– Você tem confiança nos planos de Deus para a sua vida?

Salmo 47 – “Recordamos, ó Senhor, vossa bondade em meio ao vosso templo!”
O Senhor é digno de louvores na cidade em que habita. A cidade onde mora o Senhor é o nosso coração. Ele é a mansão do grande Rei. É no nosso coração que o Senhor revela seus mistérios para nós. Somos templos do Espírito Santo, por isso Deus nos guarda eternamente. Se nos conscientizarmos dessa verdade a alegria dentro de nós será sempre renovada e grande júbilo levaremos para todo o universo.

Evangelho Marcos 6, 7-13 – “uma nova maneira de ser e de viver”
Assim como enviou os doze apóstolos, dois a dois, recomendando-lhes o completo despojamento das coisas materiais, Jesus, hoje, nos convoca a assumirmos uma postura diferente diante da realidade da nossa vida. O que aconselhou aos doze, Ele também o faz a nós, a fim de que na nossa caminhada aqui na terra possamos ajuda-Lo, a instaurar no mundo uma nova maneira de ser e de viver no amor e na fraternidade, sem dependência das coisas materiais que nos escravizam. Por isto, Ele nos ensina a caminhar em unidade com os irmãos, nunca seguindo sozinhos (as) e a nos despojar de coisas que não são as essenciais para a nossa trajetória. Quando nos despojamos da nossa humanidade, dos nossos interesses e das nossas motivações e levamos ao mundo a boa notícia da salvação de Jesus, nós estamos também renunciando à segurança da nossa capacidade intelectual, financeira, material para dar verdadeiro testemunho dos bens espirituais que Jesus nos manda espalhar. O Cajado é a Sua Palavra que nos guia, nos orienta e ilumina os nossos passos. As sandálias aos pés, é a oração e a vivência dos sacramentos que nos dão respaldo e firmeza para caminharmos sem nos machucar. Se fizermos uma avaliação do que é essencial na nossa vida, perceberemos que não precisamos de pão, de sacola, de dinheiro, mas sim de confiança na providência e na misericórdia do Senhor e no poder do Seu Espírito. Jesus nos recomenda para que tenhamos perseverança, por isso não precisamos também ficar mudando de lugar a todo instante. Ele não nos envia para longe, Ele quer nos ensinar essa nova mentalidade a partir dos nossos relacionamentos familiares, da nossa convivência harmoniosa com as pessoas.
– Você acha que precisa de muitas coisas para dar testemunho de Jesus?
– Quais as armas que você está usando para conquistar a sua família?
– Qual a impressão que você está deixando dentro da sua casa em relação à influência do Evangelho na sua vida?
– Você está sendo coerente com o ser um (a) evangelizador (a)?
Helena Serpa

(11.4) – A MINHA E TUA MISSÃO COMO OS DOZE APÓSTOLOS
O chamado e consequentemente o envio é uma tarefa que não se pode realizar no individualismo. O chamado é pessoal, a resposta também, mas o ministério, o serviço deve ser entendido numa dimensão comunitária. Pois a igreja é mistério de comunhão. E para que os apóstolos entendessem isso, Ele os envia em missão, dois a dois, colocando como centro vida em comunidade na ação missionária. Este foi o espírito do Concílio Vaticano II: A missão na Igreja-comunhão. A comunhão entre os fiéis em seus vários estados e estilos de vida faz com que toda a Igreja se sinta por dentro da missão de Jesus.
Para Marcos no Evangelho de hoje a missão dos Doze, da Igreja hoje, é a mesma missão de Jesus. Cristo nos envia a pregar o Evangelho, a penitência, expulsar os demônios e a curar todas as enfermidades de várias formas.
Veja que Jesus ao enviar os discípulos para continuar o seu trabalho, recomenda-lhes que não se preocupem com provisões, pois o Pai vai providenciar o seu sustendo e abrigo que virão através das almas piedosas. Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto; como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas.
Está aqui, a minha e a tua responsabilidade. Quero lembrar-te mais uma vez, que o sustento e o abrigo dos padres, ajudando-os até mesmo com os nossos bens materiais ou financeiros. É, portanto de inteira responsabilidade nossa. A nossa contribuição para a Igreja é uma contribuição para Deus. É um dever nosso e não se trata de esmola, porque Deus não precisa disso por ser Ele o dono do mundo e por que Ele não precisar de nós em absolutamente nada! Apenas quis a nossa colaboração em continuar a missão de Jesus, para a nossa própria santificação e salvação. Assim. Quando alguém se prontifica a evangelizar, além das inúmeras graças que essa pessoa vai receber, ela também estará evangelizando a si mesmo. Está se santificando, e a cada dia mais se aproxima de Deus e do seu projeto de salvação.
Meu irmão, minha irmã. Neste momento, através desta mensagem, Deus está falando contigo. Ele está te convidando a fazer parte do seu projeto de salvação. Não te preocupe se tu não te consideras devidamente preparado, ou digno de tal missão. Garanto-te que a partir do momento em que tu aceitares o convite de Deus, para seguir com o trabalho iniciado por Jesus, todos os detalhes serão providenciados por Ele na pessoa daqueles que tu iras orientar.
E aí? O que estás esperando?
Então qual a primeira coisa a fazer?
Como posso fazê-lo?
Faça essas perguntas agora a Jesus. Tenho certeza que encontrarás a resposta imediata.
Como cristãos somos chamados a abrir caminhos que para, pelo e por amor rompam as cercas levantadas pelo sistema do poder, que gera ódio, vingança, injustiças, fome e morte de todos os homens e mulheres. E nesta luta não temos dia nem hora. O nosso Guia nos disse: Meu Pai trabalha todos os dias e eu também trabalho. Assim, sendo, não temos que procurar descanso, a não saber que fazemos à santa vontade de Deus.
Pai coloca-me no caminho da verdadeira piedade e caridade, a qual me leve a estar em perfeita sintonia contigo, partilhando os meus bens materiais com os que precisem de mim, realizando aquilo que, de fato, é do teu agrado!
Canção Nova

(11.5) – JESUS ENVIA OS APÓSTOLOS
Bom dia!
Achei muito interessante e pertinente começar essa reflexão partindo da mensagem inicial proposta no site das Paulinas para esse evangelho… “(…) Jesus não envia os apóstolos para pregar uma nova doutrina, mas para anunciar uma nova realidade e testemunhar uma nova prática: a manifestação do amor que liberta e restaura a vida”.
A cultura judaica é repleta de símbolos e costumes que por si só poderiam nos trazer a imagem ruim. “(…) se os receberem entre se não protestem contra eles”. Se simplificássemos a mensagem no plano literal PODERÍAMOS ter um entendimento agressivo, prova disso que uma vez fui indagado por um amigo que sempre teve a impressão de um Jesus arrogante e soberbo. Quem vive dentro da igreja pode até se espantar com essa declaração, mas para aqueles que vivem sem pastor lá fora, não. Onde Ele nos envia, pode haver pessoas com outras opiniões.
Um breve parêntese…
Na realidade o costume Judaico de bater as sandálias simbolizava para que não se trouxessem nenhuma impureza. Se trouxéssemos esse costume a um exemplo mais próximo, seria para uma pessoa que trabalha na recuperação de viciados (drogas, alcoolismo, jogo) um alerta para que não passasse em casa a também fumar; ou aquele que convive com pessoas diariamente adquirisse costumes que não possuía como piadas infames, palavrões, destrato, fofocas…
Jesus bem conhecia a sabedoria do costume judaico e também o quanto outros costumes são facilmente assimilados. Não é difícil de ver católicos lendo horóscopo, fazendo três pedidos na fitinha amarada no braço; não passando por debaixo de escadas, pulando sete ondas, escolhendo cor de roupa para virar de ano (risos).
De onde adquirimos esses costumes?
Nem bem sabemos! Vá para o Nordeste ou pro Sul e lá passe um ano e ganhe de brinde o sotaque típico da região. Hábitos são como esses sotaques.
Voltando… Jesus roga a Deus por nós que estamos no mundo, mas hoje, aos maduros na fé, os envia aos que também estão, no entanto o desconhecem.
“(…) Manifestei o teu nome aos homens que do mundo me deste. Eram teus e deste-nos e guardaram a tua palavra. AGORA ELES RECONHECERAM QUE TODAS AS COISAS QUE ME DESTE PROCEDEM DE TI. Porque eu lhes transmiti as palavras que tu me confiaste E ELES AS RECEBERAM E RECONHECERAM VERDADEIRAMENTE QUE SAÍ DE TI, e creram que tu me enviaste. Por eles é que eu rogo. Não rogo pelo mundo, mas por aqueles que me deste, porque são teus. Tudo o que é meu é teu, e tudo o que é teu é meu. Neles sou glorificado. Já não estou no mundo, mas eles estão ainda no mundo; eu, porém, vou para junto de ti. Pai santo, guarda-os em teu nome, que me encarregaste de fazer conhecer, a fim de que sejam um como nós “. (João 17, 6-11).
Esse envio é para os maduros na fé, pois depararemos com pessoas que por muitas vezes tem uma vida repleta de maldades, vícios, ceticismo, crenças, superstições, (…) que antes de terem qualquer contato com a Boa Nova já passaram por terreiros, “benzeções”, simpatias… Que já “apelaram” para todos os “santos”, mas que mesmo assim não temos que nos afastar delas, pois creio que o próprio pastor as trouxe. Mas é certo, não podemos carregar para casa a areia que veio junto.
“(…) Mas viram-nos partir. Por isso, muitos deles perceberam para onde iam, e de todas as cidades acorreram a pé para o lugar aonde se dirigiam, e chegaram primeiro que eles. Ao desembarcar, Jesus viu uma grande multidão e compadeceu-se dela, PORQUE ERA COMO OVELHAS QUE NÃO TÊM PASTOR. E COMEÇOU A ENSINAR-LHES MUITAS COISAS”. (Mateus 6, 33-34).
Quem trabalha com gente que precisa de ajuda para não sucumbir, deve se resguardar em oração. Quem trabalha em hospital nos dá o exemplo. Eles têm por hábito de segurança descartar as roupas em água e sabão, tomar banho e só assim poder brincar com os filhos evitando assim doenças oportunistas.
Quem dedica um pouco do seu tempo para levar Deus às pessoas não precisa fugir delas, mas deve procurar uma vida o mais irrepreensível que for possível para de fato poder ajudá-las e não sucumbir também. Nem todos que procuram por ajuda conhecem a Deus e para levar a manifestação do amor que liberta e restaura a vida é preciso ser a todo instante renovado.
Quais são as areias que precisam deixar nossas sandálias?
Um Imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(12) – REFLEXÃO
Quem é verdadeiramente discípulo de Jesus não deve pensar em si próprio, mas deve viver em função das outras pessoas, preocupar-se com os seus problemas e necessidades, ir ao encontro de todos para levar o Evangelho, a motivação para a conversão e a esperança de uma vida melhor. Nós fomos enviados por Jesus para realizar essa missão. Não devemos levar nada que seja para nós, além do que seja estritamente necessário, pois não devemos nos preocupar com o nosso bem estar, mas sim com o dos nossos irmãos e irmãs. Somente com este espírito é que podemos participar da obra evangelizadora de Cristo.

(16) – ELE CHAMOU OS DOZE, COMEÇOU A ENVIÁ-LOS DOIS A DOIS. ELES ENTÃO SAÍRAM PARA PROCLAMAR QUE O POVO SE CONVERTESSE
Hoje, o Evangelho relata a primeira das missões apostólicas. Cristo envia os Doze a predicar, a curar todo tipo de enfermos e a preparar os caminhos da salvação definitiva. Esta é a missão da Igreja, e também a de cada cristão. O Concilio Vaticano II afirmou que «a vocação cristã implica como tal a vocação ao apostolado. Nenhum membro tem uma função passiva. Portanto, quem não se esforçasse pelo crescimento do corpo seria por isso mesmo inútil para toda a Igreja como também para se mesmo».
O mundo atual necessita – como dizia Gustave Thibon – um “suplemento de alma” para poder regenerá-lo. Só Cristo com sua doutrina é medicina para as enfermidades de todo o mundo. Este tem suas crises. Não se trata somente de uma parcial crise moral, ou de valores humanos: é uma crise de todo o conjunto. E o término mais exato para defini-la é o de uma “crise de alma”.
Os cristãos com a graça e a doutrina de Jesus, estão no meio das estruturas temporais para vivificá-las e ordená-las para o Criador: «Que o mundo, pela predicação da Igreja, escutando possa crer, crendo possa esperar, e esperando possa amar» (Santo Agostinho). O cristão não pode fugir deste mundo. Tal como escrevia Bernanos: «Nos lançastes no meio da massa, no meio da multidão como levedura; reconquistaremos, palmo a palmo, o universo que o pecado nos arrebatou; Senhor: devolver-te-emos tal e como o recebemos aquela primeira manhã dos dias, em toda sua ordem e em toda sua santidade».
Um dos segredos está em amar ao mundo com toda a alma e viver com amor a missão encomendada por Cristo aos Apóstolos e a todos nós. Com palavras de São Josémaria, «o apostolado é amor de Deus, que se desborda, com entrega de nós mesmo aos outros (…). E a ânsia do apostolado é a manifestação exata, adequada, necessária, da vida interior». Este será nosso testemunho cotidiano no meio dos homens e ao longo de todas as épocas.
+ Rev. D. Josep VALL i Mundó

COMEMORA-SE NO DIA 05/Fev

(5) – SANTA ÁGUEDA (ÁGATA)
Águeda era italiana, nasceu por volta do ano 230 na Catânia, pertencia à uma família nobre e rica. Muito bela, ainda na infância prometeu se manter casta para servir a Deus, na pobreza e humildade.
Mas o governador da Sicília se interessou pela jovem e a pediu em casamento. Águeda, recusou o convite, expondo seus motivos religiosos. Enraivecido, o político a enviou aos carrascos para que fosse morta, por ser cristã.
As torturas narradas pelas quais passou a virgem são de arrepiar. Depois de esbofeteada e chicoteada, Águeda foi colocada sobre chapas de cobre em brasa e posteriormente mandada de volta à prisão. A jovem permaneceu firme na fé. Diante da resistência, os carrascos quebraram seus ossos e recortaram seu corpo.
Quase morta, Águeda ainda rezou para que a erupção do vulcão Etna não ameaçasse a cidade. Assim que expirou, o vulcão também silenciou-se.
Santa Águeda é uma das santas mais populares da Itália, e uma das mais conhecidas mártires do cristianismo dos primeiros séculos.
Reflexão:
Um hino antigo, louvando Águeda, diz o seguinte: “Hoje brilha o dia de Águeda, ilustre virgem; Cristo une-a consigo e coroa-a com duplo diadema, formosa e bela. Ilustre pelas obras e pela fé, reconhece a vaidade da prosperidade terrena e sujeita o coração aos divinos preceitos. Agora que ela, como esposa, resplandece no céu, interceda perante o Senhor por nós miseráveis”.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – VENERÁVEL MESTRA TECLA MERLO
A ideia da mulher como líder na ação da Igreja começou a tomar vulto e foi se estruturando até chegar a ser uma Congregação religiosa: Irmãs Paulinas.
Desde o início, Tiago Alberione percebeu que a mulher deveria estar na linha de frente nesta cruzada pelo Reino de Deus, e esse seu pensamento logo se transformou em ação. Foi assim que a ideia da mulher como líder na ação da Igreja começou a tomar vulto e foi se estruturando até chegar a ser uma congregação religiosa: a Pia Sociedade Filhas de São Paulo, mais conhecida como Irmãs Paulinas.
A Congregação dos Padres Paulinos – primeira congregação fundada pelo Padre Tiago Alberione – já estava dando os seus primeiros passos. Agora, era necessário encontrar uma jovem para iniciar o ramo feminino. Deus, que estava por trás de tudo, não tardou em possibilitar o encontro de Alberione com a jovem Tecla Merlo.
Desde o início, Teresa sentiu a força de Deus e, na pobreza absoluta, apenas com a bagagem da fé, da confiança e da humildade, ela começou, orientada por Alberione, a Congregação que veria florescer no mundo inteiro, a Congregação das Irmãs Paulinas, as mensageiras de Deus, ou andarilhas de Deus, como o fundador gostava de chamá-las.
UM IDEAL: Viver como São Paulo, o apóstolo das nações: com espírito universal, na caridade que se faz “tudo para todos”.
UMA PAIXÃO: Revelar a todos o Senhor Jesus, Caminho, Verdade e Vida.
UMA INTUIÇÃO: Trabalhar na evangelização com os meios modernos de comunicação: imprensa, cinema, rádio, televisão, discos, cassetes, vídeo, CD-ROM, internet…
UM PROGRAMA DE VIDA: A caridade da verdade.
Teresa Merlo nasceu a 20 de fevereiro de 1894, em Castagnito d’Alba, ao norte da Itália. Única mulher entre os quatro filhos do casal Heitor e Vincenza Rolando Merlo. De saúde frágil, dedicou-se, desde adolescente, à arte da costura, num pequeno atelier da família. Sua sensibilidade religiosa chamou a atenção de Padre Tiago Alberione, que a convidou para coordenar um grupo de jovens que se preparavam para trabalhar com a imprensa. Era o dia 15 de junho de 1915.
Teresa intuiu logo que a proposta de Padre Alberione correspondia aos seus anseios de consagrar-se a Deus. Aceitou o convite, trocando o atelier de costura pela tipografia.
De fato, em 1918, Teresa com algumas de suas companheiras, foi enviada pelo Fundador a Susa onde o bispo lhes confiou a produção e divulgação do jornal diocesano LA VALSUSA. Esse momento marcou uma etapa significativa na vida de Teresa, que passará a considerar a experiência de Susa como o início da missão das Filhas de São Paulo.
Apoiada na fé, mais do que em recursos materiais, Irmã Tecla assumiu sem medo os meios modernos de comunicação, e contando apenas com a força de Deus, encorajou, no mundo inteiro, iniciativas até então inexploradas.
PENSAMENTOS DE TECLA
Se não podemos estar sempre alegres, podemos sempre estar em paz.

Podemos ser sempre jovens e trabalhar com coragem.

Basta ter força de vontade. Procuremos ser sempre jovens.

Não nos deixemos abater pelas dificuldades.

Queria ter mil vidas para dedicá-las ao Evangelho.

Quando o coração estiver cheio do amor de Deus, esse amor necessariamente se derramará sobre o mundo.

Emprestemos os pés ao Evangelho: que ele corra e se espalhe.

Precisa-se de apóstolos, mas verdadeiros apóstolos que tenham o coração cheio de amor de Deus.

(6) – SANTA ADELAIDE DE VILICH
Adelaide nasceu no ano 960 era filha dos célebres condes de Geldern, na Alemanha. Seus pais, muito religiosos, tiveram mais duas filhas e um filho. Uma das suas irmãs entrou para o convento de Santa Maria, em Colônia, e Adelaide foi para o de Santa Úrsula, também na mesma cidade. Ambas foram eleitas abadessas por suas respectivas comunidades religiosas.
Quando o filho, único homem morreu, seus pais construíram uma igreja e um convento em Vilich, do qual Adelaide tornou-se a abadessa. Sua origem nobre e sua conversão atraíram muitas outras jovens para o convento. Ali se vivia a mesma caridade que Adelaide praticara em sua casa. Usou sua parte na fortuna da família para fazer caridade aos pobres e doentes, que recolhia no convento. Quase duas dezenas de mendigos eram ali socorridas todos os dias, nos horários das refeições. Mas não recebiam esmola, eram atendidos como convidados pessoais da abadessa. Quando a fome assolou a cidade de Vilich, seu convento salvou muita gente da morte.
Após o falecimento de sua irmã, Adelaide foi transferida para o convento que ela dirigia, em Colônia, e lá morreu, na tranquilidade da comunidade que tão bem governou, em 05 de fevereiro de 1015. Constatamos nos registros da Igreja e nas narrativas da tradição que a abadessa Adelaide operou vários prodígios e graças em vida, como, por exemplo, quando fez um menino paralítico recuperar a capacidade de andar, com o fervor de suas orações.
O seu nome de origem germânica quando traduzido para o latim se torna Alice. Por isso ela é invocada como Santa Adelaide de Vilich ou Alice de Vilich, cujo culto de muita devoção se mantém constante e intenso entre os fiéis no mundo cristão. Notadamente pelo uso da dupla forma do seu nome ao longo dos séculos, que a torna protetora das pessoas e lugares, fortalecendo ainda mais a tradição do seu exemplo de santidade, ainda em vida.

(10) – S. FELIPE DE JESUS
É o primeiro santo mexicano.
Nasceu na Cidade do México em 1572. Começou por ser ourives e aos 18 anos embarcou para as Filipinas, onde se fez frade no convento franciscano de Manila. Devia voltar ao México para ser ordenado sacerdote, mas os tufões arremessaram o barco em que seguia para as costas do Japão. Tentou obter ajudas para a reparação da embarcação, mas acabou sendo feito prisioneiro com os franciscanos de Quioto e enviado para Nagasaqui para ser torturado e morto. Foi martirizado no dia 5 de Fevereiro de 1597.
Foi canonizado em 1862.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTA ÁGUEDA — VIRGEM E MÁRTIR
(VERMELHO, PREFÁCIO COMUM OU DOS SANTOS – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Águeda (Itália, séc. 3º), jovem formosa e inteligente, foi martirizada, no tempo do imperador Décio, por não negar a fé. Seu culto passou a fazer parte da Igreja universal a partir do século 6º, e o seu nome está ligado à proteção contra as forças da natureza.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Esta é uma virgem sábia, do número das prudentes, que foi ao encontro de Cristo, com sua lâmpada acesa.

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que santa Águeda, virgem e mártir, agradável ao vosso coração pelo mérito da castidade e pela força no martírio, implore vosso perdão em nosso favor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Quando nos aproximamos de Jesus, ele nos envolve com sua palavra e sua vida e nos envia para assumir com ele a missão.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Convertei-vos e crede no Evangelho, pois o reino de Deus está chegando! (Mc 1, 15).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, ouvi as nossas preces, ao proclamarmos as vossas maravilhas em santa Águeda, e, assim como vos agradou por sua vida, seja de vosso agrado o nosso culto. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eis que vem o esposo; ide ao encontro de Cristo, o Senhor! (Mt 25, 6).

Oração depois da Comunhão
Senhor nosso Deus, fortalecidos pela participação nesta eucaristia, fazei que, a exemplo de santa Águeda, nos esforcemos por servir unicamente a vós, trazendo em nosso corpo os sinais dos sofrimentos de Jesus. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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