Liturgia Diária 06/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
06/Fev/2015 (sexta-feira)

A cabeça de João Batista

LEITURA: Hebreus (Hb) 13, 1-8: APÊNDICE
(1-6: Últimas recomendações)

(7-8: Sobre a fidelidade)
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 1 perseverai no amor fraterno. 2 Não esqueçais a hospitalidade; pois, graças a ela, alguns hospedaram anjos, sem o perceber. 3 Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles, e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo! 4 O matrimônio seja honrado por todos e o leito conjugal, sem mancha; porque Deus julgará os imorais e adúlteros. 5 Que o amor ao dinheiro não inspire a vossa conduta. Contentai-vos com o que tendes, porque ele próprio disse: “Eu nunca te deixarei, jamais te abandonarei”. 6 De modo que podemos dizer, com ousadia: “O Senhor é meu auxílio, jamais temerei; que poderá fazer-me o homem?” 7 Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a palavra de Deus, e considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé. 8 Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 27 (26), 1. 3. 5. 8b-9abc: Junto a Deus não há temor
1a O Senhor é minha luz e salvação!
1 O Senhor é minha luz e salvação; de quem eu terei medo? O Senhor é a Proteção da minha vida; perante quem eu tremerei?
3 Se contra mim um exército se armar, não temerá meu coração; se contra mim uma batalha estourar, mesmo assim confiarei.
5 Pois um abrigo me dará sob o seu teto nos dias da desgraça; no interior de sua tenda há de esconder-me e proteger-me sobre a rocha.
8b Senhor, é vossa face que eu procuro; 9a não me escondais a vossa face! 9b Não afasteis em vossa ira o vosso servo, sois vós o meu auxílio! 9c Não me esqueçais nem me deixeis abandonado.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 6, 14-29:
(14-16: Herodes e Jesus)

(17-29: Execução de João Batista)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 14 o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido. Alguns diziam: “João Batista ressuscitou dos mortos. Por isso os poderes agem nesse homem”. 15 Outros diziam: “É Elias”. Outros ainda diziam: “É um profeta como um dos profetas”. 16 Ouvindo isto, Herodes disse: “Ele é João Batista. Eu mandei cortar a cabeça dele, mas ele ressuscitou!” 17 Herodes tinha mandado prender João, e colocá-lo acorrentado na prisão. Fez isso por causa de Herodíades, mulher do seu irmão Filipe, com quem se tinha casado. 18 João dizia a Herodes: “Não te é permitido ficar com a mulher do teu irmão”. 19 Por isso Herodíades o odiava e queria matá-lo, mas não podia. 20 Com efeito, Herodes tinha medo de João, pois sabia que ele era justo e santo, e por isso o protegia. Gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava. 21 Finalmente, chegou o dia oportuno. Era o aniversário de Herodes, e ele fez um grande banquete para os grandes da corte, os oficiais e os cidadãos importantes da Galileia. 22 A filha de Herodíades entrou e dançou, agradando a Herodes e seus convidados. Então o rei disse à moça: “Pede-me o que quiseres e eu te darei”. 23 E lhe jurou dizendo: “Eu te darei qualquer coisa que me pedires, ainda que seja a metade do meu reino”. 24 Ela saiu e perguntou à mãe: “Que vou pedir?” A mãe respondeu: “A cabeça de João Batista”. 25 E, voltando depressa para junto do rei, pediu: “Quero que me dês agora, num prato, a cabeça de João Batista”. 26 O rei ficou muito triste, mas não pôde recusar. Ele tinha feito o juramento diante dos convidados. 27 Imediatamente, o rei mandou que um soldado fosse buscar a cabeça de João. O soldado saiu, degolou-o na prisão, 28 trouxe a cabeça num prato e a deu à moça. Ela a entregou à sua mãe. 29 Ao saberem disso, os discípulos de João foram lá, levaram o cadáver e o sepultaram. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante da Palavra, rezando com todos que estão na rede da internet, invocando o modelo perfeito de comunidade:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
O papa Paulo VI fez uma oração ao Espírito Santo que posso rezar agora:
Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, aberto à Vossa silenciosa e forte palavra inspiradora, fechado a todas as ambições mesquinhas, alheio a qualquer desprezível competição humana, compenetrado do sentido da santa Igreja!

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que a Palavra diz para mim?
Parece que o caso deste “banquete da morte” se repete hoje, com outras nuances. A dissimulação, as meias verdades, o fazer calar a verdade se repetem. Tenhamos a coragem de nos perguntar:
– Uso de estratégias para fugir da verdade, também em pequenas coisas?
– Prefiro as aparências do que sofrer pelo bem, pelo que é correto?
– Sacrifico alguém para defender uma ideia, um modo de agir, o sentir, que eu sei não é coerente com meu ser cristão(ã)?

A VERDADE (Refletir)
O que a Palavra diz?
Leio atentamente, na Bíblia, Mc 6, 14-29.
João Batista foi morto porque pregou a verdade sem meias medidas. Ele condenou o casamento ilícito de Herodes com Herodíades. Com tristeza, o fraco Herodes mandou que João fosse executado para realizar o pedido de Herodíades: a cabeça de João Batista.
“Cristo atrai-nos continuamente para dentro do seu Corpo, edifica o seu Corpo a partir do centro eucarístico, que para Paulo é o centro da existência cristã, em virtude da qual todos, como também cada pessoa pode experimentar de modo muito pessoal: ele me amou e entregou-se a si mesmo por mim”. (Bento XVI, Basílica de São Paulo fora dos Muros, Abertura do Ano Paulino, 2008.)
– Aproveitamos as oportunidades para testemunhar nossa fé publicamente?
– É fácil ser sempre claro e objetivo diante da verdade?
– Há muito receio em dizer a verdade?
– Há muita competição em nosso contexto de vida?
– Será que muitas vezes não falta sinceridade?

E a VIDA (Orar)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Continuo a oração do papa Paulo VI ao Espírito Santo:
Ó Espírito Santo, dai-me um coração grande, desejoso de tornar-se semelhante ao Coração do Senhor Jesus!
Um coração grande e forte para amar todos, para servir a todos, para sofrer por todos!
Um coração grande e forte para superar todas as provações, todo tédio, todo cansaço, toda desilusão, toda ofensa!
Um coração grande e forte, constante até o sacrifício, quando for necessário!
Um coração cuja felicidade é palpitar com o Coração de Cristo e cumprir humilde, fiel e virilmente a vontade do Pai.
Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Viverei cada momento do dia de hoje, de forma transparente, em coerência com a Palavra de Jesus Mestre:
“Diga apenas “sim” quando é “sim”; e “não”, quando é “não”. O que você disser além disso, vem do Maligno” (Mt 5, 37)

REFLEXÕES

(6) – A FÉ NO DEUS ÚNICO E VERDADEIRO
Nosso trecho do evangelho de hoje é a informação do fim trágico de João Batista. Mas a questão fundamental é a identidade de Jesus, cuja fama se espalhava. João é mártir da moral que denunciou com veemência a traição de Herodes e de Herodíades. A firmeza do Batista brotava de sua fé no Deus único e verdadeiro, a quem ele dedicou a sua vida como precursor do Messias, realizando um batismo para a conversão dos pecados. O movimento de João Batista atraía muita gente (cf. Mc 1, 5; Mt 3, 7; Lc 3, 21). Herodes era um mau-caráter (cf. Lc 3, 19) que tirou de maneira cruel a vida de um justo por causa de uma fantasia sensual. Não bastasse estar traindo o seu próprio irmão Filipe, agora, se encanta com a dança da filha de sua amante; desvario de quem se torna cego pelo poder, de quem tem por princípio seu próprio deleite e satisfação.
Herodes também tinha ouvido falar de Jesus – mas quem não o tinha? –, pois a fama de Jesus havia se espalhado a seu contragosto (cf. Mc 1, 28.44-45). No entanto, quanto à identidade de Jesus não há unanimidade, a ponto de confundirem Jesus com João Batista ressuscitado dos mortos (cf. tb. 8, 28). O conhecimento da identidade de Jesus só se dá pela fé e pela revelação (cf. Mt 16, 17).
Oração:
Ó Senhor, que meu coração seja grande e forte para superar todas as provações, todo cansaço, toda ofensa; constante até o sacrifício, quando for necessário.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – NÃO DESVIE O SEU OLHAR DO SENHOR
Não desvie o seu olhar do Senhor! As pessoas podem ser setas para nós, mas estas podem se quebrar e mudar de rota, só o Senhor vai ser sempre o mesmo!
“Jesus Cristo é o mesmo, ontem e hoje e por toda a eternidade” (Hebreus 13, 8).
Irmãos e irmãs em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, meditando a Carta aos Hebreus, no dia de hoje, vemos que ela nos faz dois importantes convites. O primeiro deles: “Lembrai-vos de vossos dirigentes, que vos pregaram a Palavra de Deus, considerando o fim de sua vida, imitai-lhes a fé” (Hebreus 13, 7). Ou seja, lembremo-nos de nossos líderes, pastores, padres e catequistas que nos pregaram a Palavra de Deus. E aqui somos convidados a fazer memória a tantos homens e mulheres que foram importantes em nossa vida para nos catequizar, nos evangelizar e nos formar na fé. Para quantas pessoas nós olhamos e dizemos: “Essa pessoa é um exemplo para a minha fé! É um modelo!”. Quantas pessoas jogaram a semente do Evangelho em nossos corações! É claro que nem todos conseguiram perseverar ou ser fiéis àquele propósito que um dia nos ensinaram, mas nós não podemos negar que muitos, sacrificando a própria vida, são para nós referenciais de fé.
Eu não gosto de olhar somente para os santos que são canonizados. Eu gosto muito de ver, apreciar e valorizar os santos que estão no meio de nós! Lembro-me dos meus avós, da minha querida mãe, que, mesmo com a idade que tem, é um exemplo, um testemunho vivo de uma fé ardente em seu coração. Quantos padres, bispos, catequistas e homens foram importantes para a formação da minha fé. Quantas mulheres testemunharam e testemunham com a própria vida como é bom seguir Jesus Cristo e ser fiel aos Seus ensinamentos!
Hoje fazemos memória aos homens e às mulheres que, segundo a Palavra de Deus, foram instrumentos para que esta chegasse ao nosso coração. Do mesmo modo essas pessoas são convites a nós para que mantenhamos viva a chama da fé, a chama do amor e a chama do coração de Jesus acesas dentro de nós. Porque Jesus Cristo é o mesmo, ontem, hoje e será sempre o mesmo! Nós mudamos, algumas vezes, o nosso comportamento, a nossa forma de pensar e as pessoas mudam também. Muitas vezes, há pessoas que seguem o Senhor e depois não prosseguem, não perseveram na caminhada, mas Nosso Senhor não muda não! Ele é o mesmo Senhor, é o mesmo Deus e a Sua Palavra também não muda. Pode ser que pessoas deixem de se guiarem por essa Palavra e não continuem fiéis e obedientes a ela; mas a Palavra do Senhor é a mesma.
O coração, ou seja, o amor de Jesus por nós, é o mesmo sempre; por isso que se acontecer de alguém nos escandalizar na fé ou se nós nos desviarmos da fé, Jesus Cristo vai estar ali sendo o mesmo Senhor, sendo o mesmo Deus e nos amando da mesma forma! Se, de um lado, reconhecemos as pessoas que foram importantes para a nossa fé, de outro lado, não devemos parar nas pessoas; nós paramos em Deus, olhamos sempre para Jesus Cristo e d’Ele não tiramos o nosso olhar.
As pessoas, para nós, podem ser setas, mas estas podem se quebrar, podem mudar a rota, mas o Senhor vai estar lá, vai ser sempre o mesmo. Por isso de Jesus Cristo não tiramos o nosso olhar, Ele é Nosso Senhor ontem, hoje e queremos que o seja por toda a eternidade! Peçamos a graça da perseverança, da fidelidade e que jamais os nossos olhos se desviem do Senhor.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – UM EXEMPLO DE LIBERDADE
O relato do destino trágico de João Batista serve de lição para os discípulos de Jesus, no exercício da missão. A liberdade, que o Precursor demonstrou, deverá ser imitada por quem está a serviço do Reino, e se defronta com tiranos e prepotentes, que intimidam e querem calar quem lhes denuncia as mazelas.
Prevalecendo-se de sua condição, Herodes seduziu a mulher do irmão para se casar com ela. João Batista não teve medo de enfrentá-lo, e dizer-lhe não ser permitido conservar como esposa, quem não lhe pertencia. Sua condição real não lhe dava o direito de praticar tamanha arbitrariedade.
O profeta João sabia exatamente com quem estava falando. Ele um “zé ninguém”, questionando uma autoridade estabelecida pelo imperador, com direitos quase absolutos sobre os cidadãos. Por isso, não lhe parecia errado atropelar o direito sagrado de seu irmão, de ter uma esposa.
Por outro lado, todos conheciam muito bem o espírito violento da família de Herodes. Mesmo assim, João não hesitou em denunciá-lo publicamente.
Quiçá não contasse com a ira de Herodíades, atingida também pela denúncia. Foi ela quem instigou Herodes a consumar sua maldade: decapitar a quem mandara lançar na prisão, por ter-lhe lançado em rosto o seu pecado.
O testemunho de João Batista inspira a quem se tornou discípulo da verdade.
Oração:
Espírito de liberdade, não permitas que eu tema os grandes e prepotentes, quando se trata de denunciar-lhes os pecados e as injustiças.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“[…] o rei Herodes ouviu falar de Jesus, cujo nome se tinha tornado muito conhecido” (Mc 6, 14ab).
Não imaginemos que a missão dos ‘doze’ não tenha surtido grande efeito no meio da população da Judeia e de outros lugares. O Evangelho de hoje nos mostra o próprio rei Herodes interrogando-se sobre a identidade de Jesus. Como ele soube sobre Jesus?
Certamente de muitas pessoas, e estas, provavelmente, teriam ouvido aqueles ‘doze’ anunciando o Reino de Deus por ordem de Jesus. Se foi por ordem de Jesus, os ouvintes dos ‘doze’ queriam saber quem era o líder, o mestre deles. Foi assim que forçosamente ‘os doze’ também anunciaram Jesus.
No entanto, o Evangelho de Marcos lido hoje tem como início a interrogação de Herodes sobre Jesus apenas para introduzir o relato sobre a morte de João Batista.
Conhecemos o relato sobre a morte de João Batista em seus detalhes cuidadosamente reunidos pelo evangelista.
Na morte de João Batista vemos mais um motivo para que Jesus repreendesse os judeus de serem homicidas: eles matavam os profetas que Deus lhes enviava.
São dois pontos que mais nos impressionam neste Evangelho:
A curiosidade de Herodes sobre Jesus e João Batista não o leva a concluir que estes homens foram enviados por Deus para um período novo da vida religiosa de Israel.
O motivo banal da morte de João Batista, em forte contraste com sua importância religiosa e espiritual para a realização do Plano Salvador de Deus.
Herodes não chegou a compreender nem João Batista nem Jesus.
Mas nós, com o evangelista Marcos e toda a Igreja primitiva, as compreendemos.
Sabemos que também em nossos dias grandes homens de Deus são mal- entendidos, maltratados e até mortos. Em todo o mundo isto acontece. É a Igreja sofredora porque cumpre a vontade de Deus com o heroísmo necessário em diferentes situações de nosso tempo. Tenhamos em mente estas pessoas e por elas peçamos a Deus com insistência: que o mal do mundo não prevaleça sobre os enviados pela Igreja de Jesus Cristo.
Padre Valdir Marques

(10) – JOÃO BATISTA, TESTEMUNHA DE CRISTO COM TODA A SUA VIDA
Senhor Pai Santo, Deus eterno e omnipotente, / é verdadeiramente nosso dever, é nossa salvação, / dar-Vos graças sempre e em toda a parte, por Cristo nosso Senhor.
Ao celebrarmos hoje a glória do Precursor, São João Batista, / proclamado o maior entre os filhos dos homens, / anunciamos as vossas maravilhas: / antes de nascer, ele exultou de alegria, / sentindo a presença do Salvador; / quando veio ao mundo, / muitos se alegraram pelo seu nascimento; / foi ele, entre todos os profetas, / que mostrou o Cordeiro que tira o pecado do mundo; / nas águas do Jordão, ele batizou o Autor do batismo, / e desde então a água viva tem poder de santificar os crentes; / por fim, deu o mais belo testemunho de Cristo, / derramando por Ele o seu sangue. / Por isso, com os anjos e os santos no céu, / proclamamos na terra a vossa glória, / cantando a uma só voz: Santo, Santo, Santo, Senhor Deus do universo! …
Missal romano – Prefácio para a natividade e o martírio de São João Batista

(11.1) – É JOÃO, A QUEM EU CORTEI A CABEÇA E QUE RESSUSCITOU
Marcos relata a execução de João Batista com a finalidade de colocar fim aos rumores da ressurreição de João na pessoa de Jesus. Rumores que o próprio Herodes sentia em seus remorsos. Porém, não se trata de uma ressurreição: João está morto e as testemunhas conhecem o lugar de sua sepultura. Além dessa finalidade de prevenir toda confusão entre João e Jesus, Marcos se compraz em proporcionar numerosos detalhes, a maioria deles originais, sobre o martírio de João Batista. O povo se pergunta acerca de Jesus, valorizando cada qual segundo seus ideais e expectativas. Porém, todos o veem a partir e categorias puramente humanas que não são as acertadas para defini-lo. Com a enumeração de tais opiniões, o evangelista prepara a pergunta que Jesus mesmo finalmente fará aos seus: “E vós, quem dizeis que eu sou?” (Mc 8, 29).
A morte violenta do precursor se converte em sinal premonitório de como Jesus iria morrer, assim como a reservada aos seus discípulos. É a sorte do profetismo que incomoda, denuncia e desmascara o mal.
Nossa forma de evangelizar é profética ou somos tímidos e condescendentes?
Claretianos

(11.2) – É JOÃO BATISTA, A QUEM MANDEI CORTAR A CABEÇA, QUE RESSUSCITOU
Neste Evangelho, o evangelista Marcos conta para nós como foi o martírio de S. João Batista, e por quê.
O fato de Marcos situar este relato entre o envio dos doze Apóstolos e o seu regresso, adquire um valor de sinal. O martírio de João é uma antecipação e um anúncio da sorte final que correrão Jesus e os seus discípulos. É a sina dos profetas.
O evangelista começa relatando várias opiniões sobre Jesus, entre elas a de Herodes: “É João Batista, a quem mandei cortar a cabeça, que ressuscitou”.
O motivo do assassinato foi que Herodes se casara com Herodíades, mulher de seu irmão Filipe, e João reprovava lhe este ato. Por isso Herodes queria eliminá-lo. Mas Herodes respeitava João e “gostava de ouvi-lo, embora ficasse embaraçado quando o escutava”. Isso mostra a fragilidade do caráter de Herodes.
A ocasião chegou quando Herodes deu um banquete pelo seu aniversário, e a filha de Herodíades, chamado Salomé, segundo o historiador Flávio Josefo, dançou diante dos comensais. Herodes entusiasmou-se tanto que jurou dar à menina qualquer coisa que ela pedisse, mesmo que fosse a metade do seu reino. Salomé, instigada pela mãe, pediu a cabeça de João Batista, e ele atendeu. Poucos anos depois, em 39, Calígula lhe tiraria todo o reino, enviando-o para o desterro em Lião.
Vemos no relato uma impressionante aproximação entre o luxo e a luxúria, a embriaguez e o crime passional. Isso do lado do assassino. Do lado do mártir, o que nos interessa, vemos a aproximação entre a vida austera e penitente, e a coragem profética. O profeta não deve ter medo de denunciar, para a pessoa certa e com palavras certas, as situações anti-evangélicas.
Outra mulher, Ester, também por encantar o rei, Assuero, recebeu a promessa da “metade do seu reino”. Graças a essa promessa, ela libertou o povo israelita da escravidão da Babilônia (Cf livro de Ester).
Os martírios de João Batista e de Jesus são parecidos. Ambos morreram vítimas de sua luta pelo Reino de Deus, um reino de verdade, de justiça, de amor verdadeiro e de bom exemplo.
O escândalo de Herodes, ao se casar com a cunhada, era o tipo da coisa que todo mundo sabia, mas ninguém tinha coragem de abrir a boca. Se ele vivesse hoje, certamente denunciaria tantos escândalos semelhantes que vemos todos os dias. Criticaria também outros pecados e injustiças, cometidas especialmente por autoridades, chefes e gente importante. Por isso, também hoje João Batista não viveria muito tempo; nem ele nem Jesus. “Felizes os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus” (Mt 5, 10).
Havia uma família, cujos filhos eram contra a oração em comum às refeições. Mas a mãe não se deixava levar por eles. Quando acabava de pôr a comida na mesa, ela dava um sorriso, fazia o sinal da cruz e rezava uma oração curta e bonita, pedindo a bênção de Deus para a comida e para outras coisas da família. Em seguida, rezava a Ave Maria.
Os filhos ficavam emburrados, e o marido em cima do muro. Alguns respondiam a Santa Maria de cabeça baixa, ou engolindo a voz, outros nem isso faziam. E a mãe perseverou assim anos e anos.
Hoje ela é falecida, e os filhos são ótimos cristãos. Fazem em casa o mesmo que a mãe fazia. Como é importante ter respeito humano dentro de casa!
O profeta é persistente, ele ou ela não se deixa levar pela onda do mundo pecador, mas sempre dá testemunho de Cristo e de sua Igreja. Como o nosso mundo precisa de outros João Batista, e de outras mães como esta!
Maria Santíssima é o melhor exemplo de mãe que temos, exemplo dado a nós pelo próprio Deus. Por isso o seu Filho “crescia em sabedoria, estatura e graça, diante de Deus e dos homens”.
É João Batista, a quem mandei cortar a cabeça, que ressuscitou.
Padre Antônio Queiroz

(11.3) – ORIENTADOS POR QUEM E PARA QUÊ?
O Evangelho em Mc 6, 14-29 nos apresenta a surpreendente e, ao mesmo tempo, espantosa motivação da morte do Precursor do Messias, o qual comparou João Batista e indicou-lhe como marco do Reino combatido e como o cumprimento do retorno de Elias: «A partir dos dias de João Batista até agora, o Reino dos Céus sofre violência, e violentos procuram arrebatá-lo. Pois João foi o tempo das profecias – de todos os Profetas e da Lei. E, se quereis aceitar, ele é o Elias que há de vir. Quem tem ouvidos ouça» (Mt 11, 12).
Infelizmente Herodes, Herodíades e sua filha “Herodoida” (para não ficar sem nome), não quiseram acolher e seguir os sinais de Deus, ou seja, tendo ouvidos não quiseram ouvir o Senhor por intermédio do profeta. Também o Evangelho, longe de fazer da ignorância um “oitavo sacramento”, demonstra o quanto o desconhecimento verdadeiro do rosto de Deus, em Cristo, é e será sempre um grande prejuízo ao ser humano. Assim testemunha o Evangelho: «O rei Herodes ouviu falar de Jesus, pois o nome dele tinha-se tornado muito conhecido. Alguns até diziam…» (Mc 6, 14).
O nome de Jesus é poderoso e salva quando entendido como a Pessoa de Cristo sendo reconhecida, e não reduzido a uma mera “informação” que entra pelos ouvidos e para na memória. “Conhecer” e “reconhecer”, na Bíblia, traduz uma experiência e uma relação que envolve pessoas. Para isto precisamos de fé e muito auxílio do Espírito Santo de Deus, o qual nunca faltou para quem quer que seja, em todos os tempos e lugares.
Mas quem recusa o Deus que fala em nossa consciência, antes de tudo, vai endurecendo o coração e o ouvido para a Palavra e os Seus servos, por isso a família de Herodes – que necessitava urgentemente de salvação – foi se fechando ao verdadeiro amor do Pai, disposto a restaurar a sociedade a partir de cada pessoa e família.
João Batista, docilmente, foi somente profeta para eles: «Pois João vivia dizendo a Herodes: ‘Não te é permitido ter a mulher do teu irmão’. Por isso Herodíades lhe tinha ódio e queria matá-lo, mas não conseguia, pois Herodes temia João, sabendo que era homem justo e santo, e até lhe dava proteção. Ele gostava muito de ouvi-lo, mas ficava desconcertado» (Mc 6, 18-20).
Donde nasceu tanta violência contra um profeta do Reino de Deus?
Até onde foi o gosto de Herodes pela escuta da vontade do Senhor, o seu temor perante um mensageiro de Deus, também para a sua família?
Poderíamos arriscar esta resposta: “Foi até onde começava a entrega às suas paixões desorientadas, no adultério, orgulhosa incapacidade de voltar, apego à própria imagem perante os convidados e a falta de sensibilidade à vida alheia” (cf. Mc 6, 22.26).
É verdade que paixões todos nós as temos, como a Igreja – perita em humanidade – tão bem ensina e expressa no Catecismo: «O termo ‘paixão’ pertence ao patrimônio cristão. Os sentimentos ou paixões são as emoções ou movimentos da sensibilidade. As paixões são componentes naturais do psiquismo humano.
O mais fundamental é o amor, provocado pela atração do bem. O amor causa o desejo do bem ausente e a esperança de alcançá-lo. Este movimento tem o seu termo no prazer. “Amar é querer bem a alguém”. Todos os outros afetos nascem, neste movimento original, do coração do homem para o bem. Só o bem é amado. “As paixões são más se o amor for mau, e boas se ele for bom”» (CIC nºs 1763-1766).
Assim, também nós temos a potencialidade de agirmos como Herodes, Herodíades ou a “Herodoida” se não consagrarmos constantemente as nossas paixões ao Espírito Santo que quer derramar constantemente o verdadeiro amor nos nossos corações (cf. Rm 5, 5). Tomados pela Pessoa-Amor, as paixões pessoais e dos outros não nos “endoidarão” ou nos instrumentalizarão, e a paixão fundamental – o amor – conduzirá tudo para o bem.
Sabemos da parte de Deus e de João, que ele acabou prefigurando também, com o seu “injusto” julgamento e morte, o julgamento e morte de Jesus Cristo. No entanto, da parte dos agentes daquele mal fica também o ensinamento para todos os tempos, a começar para mim, que não basta ouvirmos o nome de Jesus nem admirarmos os profetas de Deus, tampouco gostarmos de ouvi-los, É preciso transcendermos os meios e ficarmos com o essencial anunciado: a Palavra de Deus obedecida com a vida e a morte!
Padre Fernando Santamaria

(11.4) – QUAL É A IDENTIDADE DE JESUS
Hebreus 13, 1-8 – “vós também tendes um corpo!”
A leitura deste trecho da carta aos Hebreus é muito oportuna para nós que vivemos num mundo egoísta e indiferente às dores uns dos outros. Assim, o autor sagrado nos orienta a viver em conformidade com o amor que recebemos de Deus e que nos foi manifestado em Jesus Cristo. Assim, ele nos exorta, claramente, dizendo: “Lembrai-vos dos prisioneiros, como se estivésseis presos com eles e dos que são maltratados, pois também vós tendes um corpo!” Em outras palavras ele esclarece que o sofrimento dos nossos irmãos é como o nosso próprio sofrimento, visto que formamos um só corpo. Tudo o que fizermos terá repercussão na nossa vida e das pessoas que estão ligadas a nós. Por isso, ele nos recomenda a perseverar no amor fraterno acolhendo com boa vontade, a todos os que precisam da nossa proteção. Também nos aconselha que o amor ao dinheiro não inspire a nossa conduta, isto é, que nada façamos por interesse pessoal e que possamos nos contentar com o que temos confiando na providência de Deus que nunca nos abandonará. O Senhor é o nosso auxílio e jamais poderemos temer as dificuldades da nossa vida. O mesmo Jesus que veio a terra e se entregou por nós até à Morte, vive e reina ainda hoje e por toda eternidade nos sustentará. Que possamos apreender todos estes ensinamentos e colocá-los em prática no nosso dia a dia convencidos (as) de que a vivência do amor tal qual Cristo viveu é a maior arma que temos para entrar na terra prometida por Deus.
– Você é uma pessoa acolhedora?
– Você se envolve no sofrimento dos outros ou fica somente de fora assistindo de camarote?
– Você acha que a prática do amor nos leva a uma vida feliz?
– Você tem amor ao dinheiro?
– Você costuma se guiar pelos seus interesses?

Salmo 26 – “O Senhor é minha luz e salvação”
Este salmo é um verdadeiro hino de confiança na proteção de Deus. Quando nós exercitamos esta certeza de que nada temos que temer porque o Senhor é a nossa luz e salvação tudo se torna para nós mais fácil de conquistar. A nossa fé na providência e no auxílio de Deus é uma arma poderosa para que nós alcancemos a vitória diante dos nossos desafios.
Por que temer os homens se Deus está conosco?
Por que nos asilar nas moradas do mundo se temos no Senhor um abrigo sob o Seu teto?
A face de Deus se revela para nós a cada momento em que O buscamos. Portanto, procuremo-Lo já que Ele se deixa encontrar.

Evangelho – Marcos 6, 14-29 – “qual é a identidade de Jesus?
Diante dos prodígios que realizava, Jesus se tornara conhecido, mas muitos não tinham consciência de quem seria a Sua pessoa e qual o poder que O movia. Ninguém conseguia identificá-Lo como o enviado de Deus.
Seria Ele, Elias?
Seria João Batista?
Com a consciência pesada porque mandara decapitar João Batista, Herodes temia que este tivesse ressuscitado dos mortos para condená-lo. Jesus era, então, uma incógnita! Ainda hoje a pessoa de Jesus é manipulada de acordo com os nossos interesses e nossos temores. Muitas vezes, fazemos de Jesus um fantasma a mercê da nossa imaginação. Não conseguimos apreender quem Ele seja, realmente, porque não temos consciência da Sua manifestação na nossa vida. Às vezes, temos também medo Dele! Ao invés de reconhecê-Lo como nosso Salvador, entendemos que Ele veio para nos condenar por causa das nossas culpas. Outras pessoas de outras religiões ainda hoje têm Jesus como um homem bom que veio aqui para nos dar bons exemplos e nos deixou ensinamentos úteis. E a maioria de nós não confia verdadeiramente que Ele é o Filho de Deus que tem poder para nos livrar de toda e qualquer situação em que nos encontremos. Nós confundimos a imagem de Jesus com a nossa própria imagem e medimos a Sua capacidade de acordo com a nossa fraqueza e debilidade. Se realmente nos apossássemos da Sua pessoa e da Sua força nós não nos confundiríamos e teríamos a consciência tranquila, pois, Ele veio, justamente, para no salvar e nos livrar do mal. Algumas vezes também nós agimos como Herodes: para sustentar a palavra empenhada nós chegamos até a mandar cortar a cabeça de pessoas, porque elas nos atrapalham. Cortar a cabeça de alguém poderá ser também, tirar a pessoa da nossa vista, cortar relações, cortar a vez, tirar as pretensões de alguém ou fazê-lo desaparecer para ficar livre. Queremos ver realizados os nossos projetos e para isso, fazemos qualquer coisa. Cometemos crimes dos quais levamos o peso na consciência, e, por isso, caímos no medo. Jesus tem uma identidade própria. Ele é o nosso Salvador e ressuscitou para que tenhamos uma vida nova, coerente com a nossa dignidade de filhos e filhas de Deus. Portanto, não podemos mais nos confundir quando nos perguntarem quem Ele é.
– Você tem plena consciência de que Jesus veio para salvá-lo(a) e não para condená-lo(a)?
– Quem é Jesus para você: Salvador ou algoz?
– Você tem a consciência pesada por alguma cabeça que você mandou cortar?
– Há alguém que atrapalha os seus planos?
– O que você deseja para ele?
Helena Serpa

(11.5) – JOÃO BATISTA MODELO DE PROFETA
A missão do profeta é árdua: ser sinal de Deus entre o povo, mesmo se será ouvido ou não. Deus mantem sua fidelidade. Por si só, o profeta é fraco, mas com a graça de Deus, com a força do Espírito Santo, ele se torna forte, corajoso, desafiador. Faz o que tem que fazer, não importando com as consequências, inclusive a morte.
A fama de Jesus espalhou-se por toda região. Não havia rádio, nem TV, nem telefone, nem internet, os meios de comunicação que temos hoje. A comunicação era de boca em boca. Todos queriam ver Jesus, conhecê-lo, tocar nele, pedir um milagre…
Jesus foi confundido com João Batista. As opiniões e os comentários do povo chegam até Herodes Antipas, que se junta aos que acreditavam que João Batista havia ressuscitado e estava fazendo maravilhas.
João Batista tornara-se conhecido por sua coragem em denunciar os erros, era defensor da verdade. Não hesitou em denunciar Herodes que se juntara a Herodíades, sua cunhada. Por fazer essa denúncia, foi levado à morte.
O que aconteceu a João Batista preanunciava o que ocorreria a Jesus e seus discípulos. Também os discípulos teriam o mesmo destino quando começassem o serviço do Reino, pois entrariam em confronto com os poderosos.
A atitude corajosa, firme, forte de João Batista, serviria de exemplo e modelo para Jesus e seus discípulos e para nós hoje, missionários de Jesus.
Hoje, nós somos os anunciadores da verdade e denunciadores dos erros para levar todos à conversão e salvação. Que possamos nos espelhar em João Batista, Jesus e os apóstolos que deram suas vidas pelo Reino de Deus.
Senhor Jesus, dai-nos a coragem do profeta João Batista para testemunharmos a verdade e denunciar os erros com caridade, para o crescimento do Reino de Deus.
Maria de Lourdes Cury Macedo

(11.6) – A CONTURBADA RELAÇÃO DE HERODES COM JESUS
O Evangelho nos mostra a conturbada relação de Herodes com Jesus. Claro que não há uma cronologia sequencial dos fatos aqui expostos, o que o evangelista ressalta muito bem é que os Poderosos desse mundo, aqui representados por Herodes, sempre se colocam acima de qualquer poder, mesmo o Divino, como donos absolutos da Vida podendo manipulá-la à vontade, sempre é claro a seu favor.
Herodes não acreditava naquela onda de que o Batista, que ele mandara decapitar, atendendo o desejo de Salomé, a filha de sua amante Herodíades, teria ressuscitado em Jesus e voltara a vida para provocá-lo.
E qual é o pecado de Herodes?
Exatamente o de colocar-se acima de Deus enquanto Rei, e mesmo que aprecie a quem prega, não pode voltar atrás em sua palavra, pois jurou durante um banquete no dia do seu aniversário. Celebrou a Vida decretando a morte do Justo que ousara denunciar o seu pecado de adultério.
A Eucaristia é um Banquete bem diferente do Banquete de Herodes, nela Jesus oferece a própria Vida para que toda Humanidade a tenha em abundância. Diferente de Herodes, Jesus mantém a sua Palavra, mesmo que isso represente perder a própria Vida. Se permanecesse fiel as Palavras de João Batista a quem tanto admirava, compreenderia que no Reino de Jesus, só ganha quem perde.
O homem da pós modernidade conhece Jesus Cristo, o seu evangelho e o seu Reino, admira os valores cristãos e até os acha belos enquanto ideal de Vida, mas no momento em que, para decidir radicalmente a favor do Reino, correr o risco de perder algo, como Herodes prefere que prevaleça a mentira, a infidelidade e a morte do Justo, relativizando Jesus Cristo e seus ensinamentos, porque o seu egocentrismo só o leva a ver como absoluto seus interesses.
Os governantes e os legisladores do mundo, muitas vezes agem desse modo, decretando a morte do Justo, porque o seu testemunho é uma séria ameaça ao poder que ocupam. E assim, o banquete de morte se repete em todas as esferas, pois há sempre uma Herodíades caprichosa, querendo a cabeça dos que vivem e anunciam a Verdade absoluta.
Diácono José da Cruz

(12) – REFLEXÃO
Todas as pessoas que participam da missão de Jesus, participam também do seu tríplice múnus: sacerdotal, profético e real. Participam do sacerdócio de Cristo através da busca da santificação pessoal e comunitária, da oração, da intercessão, etc. Participa do múnus profético através da palavra que denuncia o pecado e anuncia o Reino e participa do múnus régio pelo serviço aos irmãos e irmãs. A participação no múnus profético exige compromisso com a verdade e os valores morais, que atrai a ira de todos os que são contrários à proposta de Jesus, e, como no caso de João Batista, acarreta em ódio, vingança, perseguição e pode até levar à morte.

(16) – O REI HERODES OUVIU FALAR DE JESUS, POIS O NOME DELE TINHA-SE TORNADO MUITO CONHECIDO.
Hoje, nesta passagem de Marcos, falasse-nos da fama de Jesus – conhecido pelos seus milagres e ensinamentos –. Era tal esta fama que algumas pessoas pensavam que se tratava do parente e precursor de Jesus, João Batista, que teria ressuscitado de entre os mortos. E assim o queria imaginar Herodes, o que o tinha mandado matar. Mas este Jesus era muito mais que os outros homens de Deus: mais que aquele João; mais que qualquer dos profetas que falavam em nome do Altíssimo: Ele era o Filho de Deus feito Homem, perfeito Deus e perfeito Homem. Este Jesus – presente entre nós –, como homem, pode compreender-nos e, como Deus, pode conceder-nos tudo o que necessitamos.
João, o precursor, que tinha sido enviado por Deus antes que Jesus, com o seu martírio, precedeu-o também na Sua paixão e morte. Foi também uma morte injustamente atribuída a um homem santo, por parte do tetrarca Herodes, seguramente contrariado, pois ele apreciava-o e escutava-o com respeito. Mas, por fim, João era claro e firme com o rei quando lhe critica a sua conduta merecedora de censura, pois não lhe era lícito tomar como esposa a Herodíades, a mulher do seu irmão.
Herodes tinha cedido ao pedido que lhe tinha feito a filha de Herodíades, instigada pela sua mãe, quando, num banquete – depois da dança que tinha agradado ao rei – perante os convidados, jurou à bailarina dar-lhe tudo o que lhe pedisse. «Que lhe peço?», pergunta à sua mãe que lhe responde: «A cabeça de João Batista» (Mc 6, 24). E o reizinho manda executar o Batista. Era um juramento que de nenhuma forma o obrigava, pois era coisa má, contra a justiça e contra a consciência.
Uma vez mais, a experiência ensina que uma virtude deve estar unida a todas as outras, e todas hão de crescer de maneira orgânica, como os dedos de uma mão. E também que quando se incorre num vício, prosseguem-se os outros.
Rev. D. Ferran BLASI i Birbe

COMEMORA-SE NO DIA 06/Fev

(5) – SANTOS PAULO MIKI E COMPANHEIROS, MÁRTIRES
Miki nasceu em 1564, era filho de pais ricos e foi educado no colégio jesuíta em Anziquiama, no Japão. A convivência do colégio logo despertou em Paulo o desejo de se juntar à Companhia de Jesus. Com esforço conseguiu ordenar-se sacerdote, o primeiro japonês da companhia.
Mas o imperador japonês não era admirador do cristianismo. Por causa da conquista da Coréia pela Espanha, o Japão motivou uma perseguição contra todos os cristãos ocidentais. Os católicos foram expulsos do país, mas muitos resistiram e ficaram. Só que a repressão não demorou. Primeiro foram presos seis franciscanos, logo depois Paulo Miki com outros dois jesuítas e dezessete leigos.
Os vinte e seis cristãos sofreram terríveis humilhações enquanto seguiam para o local onde seria executada a pena de morte por crucificação. Alguns dos companheiros de Paulo Miki eram muito jovens, adolescentes ainda, mas enfrentaram a pena de morte com a mesma coragem do líder.
A elevação sobre a qual os vinte e seis heróis de Jesus Cristo receberam o martírio pela crucificação em fevereiro de 1597 ficou conhecida como Monte dos Mártires.
Reflexão:
Antes de morrer, São Paulo Miki afirmou: “Se cheguei a este grave momento, espero que ninguém tenha dúvidas quanto à minha sinceridade ou pense que eu estou mentindo. Por isso eu lhes digo: Não há outro caminho de salvação a não ser Cristo Jesus”.
Padre Evaldo César de Souza

(6.1) – FRANCISCO SPINELLI
Francisco nasceu em Milão, aos 14 de abril de 1853, cujos pais, trabalhadores humildes, eram muito cristãos. Ele cresceu forte, vivaz e ficava muito alegre ao brincar de teatro de fantoches com as outras crianças. Nas horas livres acompanhava a mãe nas visitas os pobres e doentes, sentindo-se feliz por amar e ajudar o próximo, conforme o ensinamento de Jesus. Assim foi que surgiu sua vocação.
Apesar de seu pai desejar que estudasse medicina pode seguir o chamado de Cristo e se tornou um “médico” de almas. Apoiado pela família, Francisco foi estudar na cidade de Bergamo, onde concluiu os estudos e recebeu a ordenação sacerdotal, em 1875. Neste ano do Jubileu, ele seguiu em peregrinação para Roma e, durante as cerimônias na igreja de Santa Maria Maior, teve a inspiração para criar uma família de religiosas que adorassem Jesus Sacramentado. Padre Francisco compreendeu o projeto de sua vida esperando o momento certo para colocá-lo em execução.
Retornando desta viagem, foi designado para lecionar na creche da paróquia de Bergamo, onde seu tio, padre Pedro, era o pároco. Desta maneira, desenvolveu seu apostolado entre os pobres, lecionando também no Seminário e orientando algumas comunidades religiosas femininas. Em 1882, encontrou uma jovem, Catarina Comensoli, que desejava se tornar religiosa numa congregação que tivesse por objetivo a Adoração Eucarística.
Padre Francisco pode assim realizar seu sonho. Em dezembro de 1882, as primeiras noviças ingressam numa casa, que depois se tornou o primeiro convento, em Bergamo. Desta maneira fundou, inicialmente, o Instituto das Irmãs da Adoração. Sete anos depois eram nove as casas, onde as religiosas acolhiam pobres, doentes e deficientes mentais.
Tudo corria bem até quando, por vários equívocos, ele foi constrangido a deixar a diocese de Bergamo, em 1889, e se transferiu para a de Cremona, na aldeia de Rivolta d’Ada, onde suas filhas tinham aberto uma casa, tendo de deixar a direção do Instituto, também. Por isto, a fundação se dividiu: irmã Comensoli criou a congregação das Irmãs Sacramentinas, e padre Francisco, a das Irmãs Adoradoras do Santíssimo Sacramento.
Obtendo a aprovação da Santa Sé, as Adoradoras adquirem vida própria, com o propósito de adorar dia e noite Jesus na Eucaristia e de servir os irmãos pobres e doentes mentais, nos quais se “reflete o vulto de Cristo”. Jesus foi a fonte e o modelo da vida sacerdotal do padre Francisco, do qual extraia força e vigor para servir os semelhantes.
Em Rivolta, ele supriu a comunidade, que tinha necessidade de tudo, como: escolas, creches, assistência aos enfermos e aos velhos abandonados. Seus preferidos eram os deficientes mentais, que ele alegrava pessoalmente, encenando espetáculos de fantoche.
Envolto numa imensa fama de santidade, morreu no dia 6 de fevereiro de 1913, sendo sepultado na Casa Mãe das Adoradoras, em Cremona, Itália. O papa João Paulo II, declarou Francisco Spinelli, Beato, em 1992, indicando sua festa para o mesmo dia da sua morte.

(6.2) – SÃO GASTÃO
Gastão, ou Vedastus, como se diz em latim, pertencia à uma família de nobres e era nascido em Limoges, na antiga Gália, atual França. Segundo consta dos registros antigos, ele preferia viver solitário na região de Lorena, onde se dedicava à penitencia, à oração e à contemplação, até que seu amigo e diretor espiritual o bispo Remígio, de Toul, o ordenou sacerdote e o colocou no trabalho de catequização na diocese local.
Mas essa aproximação entre os dois só ocorreu porque Gastão fora recomendado ao bispo, pelo próprio rei Clóvis, que ficara impressionado com sua vida no caminho da santidade e com seus dons da palavra, do conselho e da cura, que havia adquirido. O rei Clóvis era casado com a rainha Clotilde, mas eram pagãos. Depois ambos foram catequizados e batizados, o que aconteceu graças a Gastão e ao bispo Remígio, que se tornaram conselheiros dos soberanos. Com isso ambos foram também os precursores da conversão do povo francês.
Gastão, mais tarde foi sagrado bispo de Arras, ficando encarregado da instrução dos fiéis e da assistência aos pobres, quando então se tornou muito popular. Diz a tradição que tinha não só o dom da palavra, para evangelizar e catequizar, mas também o dom da cura, que teriam sido presenciadas pelos fiéis e peregrinos, e do conselho, que empregava aos que o procuravam desorientados.
Seu bispado durou quarenta anos e, quanto à sua morte, foi logo conhecida por toda a população, pois no exato instante em que faleceu uma estranha luz cobriu sua casa. Suas relíquias foram conservadas apesar das invasões dos bárbaros normandos e dos saques resultantes da Revolução Francesa. Hoje são veneradas na capela da Catedral de Arras, no dia 6 de fevereiro, que corresponde ao de sua morte, no ano 540.

(6.3) – SANTA DOROTÉIA
Dorotéia nasceu e viveu no século IV, na Cesaréia da Capadócia. Era uma jovem cheia de virtudes, verdadeira apóstola de Cristo, quando o imperador de Roma expediu o decreto para exterminar de vez a religião cristã. Mesmo sendo muito rica, a jovem virgem vivia em jejum e oração, quase sem aparecer em público. Era muito estimada pelos cristãos por sua piedade, sua educação esmerada e, principalmente, por lhes dar ânimo e forças para combater seus perseguidores. O mais cruel de todos eles, sem dúvida, era o governador Saprício, que tomando conhecimento da sua fama mandou chamá-la, para na sua presença, renegasse a fé em Cristo e apresentasse oferenda aos deuses. Mas Dorotéia não cedeu.
Assim, ele a entregou para duas sacerdotisas pagãs, chamadas: Cristie e Calista para que elas fizessem Dorotéia abandonar sua fé. Além de não conseguirem o proposto, as duas se converteram e, por isto, foram mortas. Mesmo após este acontecimento, Dorotéia não renegou Cristo. Depois de muito suplício, o governador finalmente sentenciou Dorotéia à morte por decapitação. Ao sair do julgamento, ela encontrou com Teófilo, um advogado, que em tom de deboche lhe disse: “Esposa de Cristo, envia-me do jardim do seu Esposo frutos ou rosas”. Dorotéia aceitou o desafio prometendo que sim.
Estava rezando antes da sua execução, quando um menino apareceu com três rosas e três frutos, que ela pediu para serem entregues ao advogado Teófilo. No exato momento de sua decapitação o menino faz a entrega à ele, que fica muito perturbado pois no mês de fevereiro não era época dos frutos, muito menos de rosas tão belas e frescas como aquelas. Teófilo imediatamente foi tocado pela Graça a Deus e passou a afirmar aos amigos que o Deus dos cristãos era de fato O verdadeiro.
No início todos pensaram que se tratava de mais uma ironia de Teófilo, mas devido à sua insistência, foi denunciado. Saprício então o convocou para julgamento cobrando sua coerência com as convicções antigas, mas Teófilo afirmou que havia se convertido à fé em Cristo e que não a renegaria jamais. Foi torturado e decapitado, também.
O culto de Santa Dorotéia foi muito difundido durante a Idade Média, sendo invocada como um dos “Santos Auxiliadores”. Inúmeros artistas inspiraram-se na conversão de Teófilo, retratando em quadros o milagre de Santa Dorotéia, chamada até hoje de a “Santa das flores” e festejada no dia 06 de fevereiro.

(6.4) – ALFONSO MARIA FUSCO
Alfonso Maria Fusco nasceu no dia 23 de março de 1839, na cidade italiana de Angri, em Salerno. A família era de origem camponesa e com profundas raízes cristãs. Ainda pequeno, revelou seu caráter manso, humilde, sensível à oração e aos pobres. Aos onze ingressou no Seminário de Nocera, onde foi ordenado sacerdote treze anos depois.
O povo era cativado pela sua evangelização cuja pregação era profunda, simples e eficaz.
A vida cotidiana de padre Alfonso era de um sacerdote zeloso, que guardava no coração o desejo de cumprir a missão que Jesus lhe havia pedido em sonho, pouco antes de concluir o seminário: fundar uma Congregação de Irmãs e um Orfanato.
Em 1878, foi procurado por Madalena Caputo, mais tarde Irmã Crucifixa, que desejava se consagrar a Deus na vida religiosa. Dias depois outras três jovens lhe pediram a mesma orientação. Por isto, aproveitando os anseios destas jovens, padre Alfonso acelerou a fundação da Congregação das Irmãs Batistinas do Nazareno, destinada à formação de religiosas dedicadas a uma vida de pobreza, de união com Deus, de caridade empenhada no cuidado e na instrução das órfãs pobres.
Assim, a Obra estava fundada. A casa para as órfãs recebeu o nome de Pequena Casa da Providência. Começaram a chegar outras postulantes e as primeiras órfãs, e com elas, também as dificuldades, as lutas, as oposições e as duras provas. Padre Alfonso aceitou tudo, com total confiança e disponibilidade à vontade de Deus. Até mesmo, quando o bispo pediu sua demissão da função de diretor da Obra, motivado por acusações infundadas; e por fim quando as Irmãs da Casa em Roma, tiveram a ideia de uma separação. Estes foram para ele momentos de grandes sofrimentos, que o faziam rezar com o coração angustiado.
Dirigia o Instituto com grande sabedoria e prudência e, como pai amoroso, observava as Irmãs e as órfãs. Numa época em que a instrução era privilégio de poucos, proibida aos pobres e às mulheres, padre Alfonso não poupava sacrifícios para dar às crianças uma vida serena, o estudo e uma pequena profissão, para formar cidadãos honestos e cristãos convictos. Quis que suas Irmãs estudassem, para estarem habilitadas a ensinar os pobres através da instrução e da evangelização.
A tenacidade da sua vontade, ancorada na Divina Providência, a colaboração sábia e prudente da Irmã Crucifixa, o estímulo do amor a Deus e ao próximo, permitiram o rápido desenvolvimento da Obra. O crescente pedido de assistência e o aumento das órfãs e de crianças abandonadas, impulsionaram a abertura de novas casas em outras regiões da Itália.
Padre Alfonso Maria Fusco morreu no dia 6 de fevereiro de 1910. A notícia causou forte comoção na população que, acompanhou os funerais daquele que consideravam o “Santo dos pobres”. O Papa João Paulo II, em 2001, o proclamou beato exaltando seu exemplo de educador e protetor dos pobres e necessitados, a ser seguido por todos os sacerdotes. As suas Irmãs, hoje estão espalhadas em quatro Continentes e o festejam neste dia.

(10) – S. GONÇALO GARCIA
Era natural da Índia, Baçaim, filho de pai português e mãe indiana, tendo sido aluno dos Jesuítas na sua terra natal. Viveu em Macau cinco anos como comerciante. Deixou esta cidade para vestir o hábito franciscano em Manila, donde partiu para o Arquipélago Nipónico em 1593, como intérprete dos missionários, sendo também excelente pregador. Foi martirizado (crucificado e trespassado por lanças) em Nagazaqui, juntamente com S. Paulo Miki e os seus companheiros, a 5 de Fevereiro de 1597.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SÃO PAULO MIKI E COMPANHEIROS, MÁRTIRES
(VERMELHO, PREF. COMUM OU DOS MÁRTIRES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Paulo (Japão, 1562-1597) e seus companheiros (religiosos e leigos) foram vítimas dos ataques que a Igreja sofreu em terras japonesas. Crucificados no alto de uma colina em Nagasaki, formam o grupo dos primeiros mártires do Extremo Oriente.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Alegram-se nos céus os santos que na terra seguiram a Cristo. Por seu amor derramaram o próprio sangue; exultarão com ele eternamente.

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, força dos santos, que em Nagasaki chamastes à verdadeira vida são Paulo Miki e seus companheiros pelo martírio da cruz, concedei-nos, por sua intercessão, perseverar até a morte na fé que professamos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Jesus Cristo – o mesmo ontem, hoje e sempre – encoraja-nos a perseverar no amor e no testemunho até o fim, confiantes que jamais nos abandona.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Felizes os que observam a palavra do Senhor de reto coração e que produzem muitos frutos, até o fim perseverantes! (Lc 8, 15).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Recebei, Pai santo, as nossas oferendas na comemoração dos vossos santos mártires e dai-nos a graça de não vacilar ao proclamarmos nossa fé. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Fostes vós que permanecestes comigo nas minhas tribulações. E eu disponho do reino para vós, diz o Senhor. No meu reino comereis e bebereis à minha mesa (Lc 22, 28ss).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que, de modo admirável, manifestastes em vossos mártires o mistério da cruz, concedei que, fortalecidos por este sacrifício, possamos seguir fielmente a Cristo e participar na Igreja da obra de salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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