Liturgia Diária 07/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
07/Fev/2015 (sábado)

Um lugar deserto para descansar

LEITURA: Hebreus (Hb) 13, 15-17.20-21:
(15-16: Recapitulação)
(17: Obediência aos guias espirituais)
(20-21: Bênção final e doxologia)
Leitura da Carta aos Hebreus: Irmãos, 15 por meio de Jesus, ofereçamos a Deus um perene sacrifício de louvor; isto é, o fruto dos lábios que celebram o seu nome. 16 Não vos esqueçais das boas ações e da comunhão, pois estes são os sacrifícios que agradam a Deus.
17 Obedecei aos vossos líderes e segui suas orientações, porque eles cuidam de vós como quem há de prestar contas. Que possam fazê-lo com alegria, e não com queixas, que não seriam coisa boa para vós.
20 O Deus da paz, que fez subir dentre os mortos aquele que se tornou, pelo sangue de uma aliança eterna, o grande pastor das ovelhas, nosso Senhor Jesus, 21 vos torne aptos a todo bem, para fazerdes a sua vontade; que ele realize em nós o que lhe é agradável, por Jesus Cristo, ao qual seja dada a glória pelos séculos dos séculos. Amém! – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 23 (22), 1-3a. 3b-4. 5. 6: O bom Pastor
1 O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma.
1 O Senhor é o pastor que me conduz; não me falta coisa alguma. 2 Pelos prados e campinas verdejantes ele me leva a descansar. Para as águas repousantes me encaminha, 3a e restaura as minhas forças.
3b Ele me guia no caminho mais seguro, pela honra do seu nome. 4 Mesmo que eu passe pelo vale tenebroso, nenhum mal eu temerei. Estais comigo com bastão e com cajado, eles me dão a segurança!
5 Preparais à minha frente uma mesa, bem à vista do inimigo; com óleo vós ungis minha cabeça, e o meu cálice transborda.
6 Felicidade e todo bem hão de seguir-me, por toda a minha vida; e, na casa do Senhor, habitarei pelos tempos infinitos.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 6, 30-34: O prelúdio da primeira multiplicação dos pães
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 30 os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram tudo o que haviam feito e ensinado. 31 Ele lhes disse: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”. Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer. 32 Então foram sozinhos, de barco, para um lugar deserto e afastado. 33 Muitos os viram partir e reconheceram que eram eles. Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles. 34 Ao desembarcar, Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
“Espírito Santo, tu que vieste dos céus abertos, do Pai, e que permaneceste conosco, em Jesus, tu que habitas, pela fé, nos nossos corações, abre-nos à Palavra!
Seja a nossa inteligência e a nossa vontade, terreno bom, onde tu possas trabalhar com liberdade, de modo que a nossa vida seja sinal eloquente da tua caridade. Amém.”

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Tenho os mesmos sentimentos de Jesus Cristo e da Igreja?
Como olho as pessoas que estão “à beira do caminho” ou que parecem “ovelhas sem pastor”?
Desejo que a alegria de Jesus chegue a todos os que estão “sem pastor”, “à beira do caminho”.

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Mc 6, 30-34, e observo a atenção de Jesus aos que sofrem.
Os apóstolos voltaram e contaram a Jesus tudo o que tinham feito e ensinado. Havia ali tanta gente, chegando e saindo, que Jesus e os apóstolos não tinham tempo nem para comer. Então ele lhes disse:
— Venham! Vamos sozinhos para um lugar deserto a fim de descansarmos um pouco.
Então foram sozinhos de barco para um lugar deserto. Porém muitas pessoas os viram sair e os reconheceram. De todos os povoados, muitos correram pela margem e chegaram lá antes deles. Quando Jesus desceu do barco, viu a multidão e teve pena daquela gente porque pareciam ovelhas sem pastor. E começou a ensinar muitas coisas.
Jesus “teve compaixão daquela gente”.
Nós, Igreja, temos o mesmo sentimento. Como dizem os bispos em Aparecida: “Desejamos que a alegria que recebemos no encontro com Jesus Cristo, a quem reconhecemos como o Filho de Deus encarnado e redentor, chegue a todos os homens e mulheres feridos pelas adversidades; desejamos que a alegria da boa nova do Reino de Deus, de Jesus Cristo vencedor do pecado e da morte, chegue a todos quantos jazem à beira do caminho, pedindo esmola e compaixão (cf. Lc 10, 29-37; 18, 25-43).” (DAp).
– Procuramos agir com dedicação quando se trata de testemunhar a Graça de Deus?
– Nós nos preocupamos com o repouso necessário dos que se dedicam ao serviço?
– Procuramos nos alimentar sempre das coisas de Deus?
– Procuramos momentos específicos para nossa comunicação com Deus?
– Não há muita gente esquecida, que vive na solidão?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo com a:
Oração a Nossa Senhora dos cuidados Humanos
(Dom Hélder Câmara)

Mãe, me alegra tanto ver o globo em tuas mãos!
Mas é globo muito pequeno e temo que dentro dele nossas grandes angústias sofram muita redução.
Olho de novo e descubro: o globo pequeno tem justamente a virtude de reduzir ao tamanho exato os dramas que nos parecem imensos e no entanto cabem e sobram na concha de duas mãos.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é voltado para os que mais sofrem.

REFLEXÕES

(6) – COMPAIXÃO É UMA FORÇA AMOROSA QUE ABRE O CORAÇÃO
A volta dos Doze da missão para a qual tinham sido enviados prepara o relato da “multiplicação dos pães”. As dificuldades próprias da missão cristã exigem refazer as forças e tomar distância dos acontecimentos para poder discernir o quanto Deus fez por meio deles e tirar proveito espiritual das resistências e rejeições que, certamente, eles enfrentaram e sofreram. O próprio Jesus convida os Doze a um lugar afastado. Assim que chegam ao lugar afastado, veem cair por terra o intento de descansar, pois uma numerosa multidão os precedera. O olhar de Jesus é penetrante e desvela a situação de quem o procura. Ele é tomado de compaixão. Compaixão não é piedade nem dó, mas uma força amorosa que abre o coração para socorrer o outro em sua necessidade. Esse dinamismo faz com que a pessoa ofereça o melhor de si em favor dos outros. O abandono do povo por aqueles que deviam cuidar dele, qual um pastor cuida de suas ovelhas, é a causa da compaixão de Jesus pela multidão numerosa. O ensinamento de Jesus pacifica, orienta, congrega, conforta, dá esperança, faz experimentar o cuidado e a misericórdia de Deus.
Oração:
Ó Senhor, dai-me um coração grande e forte para amar todos, para servir a todos, para sofrer por todos.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – DESCANSO É NECESSIDADE E OBRIGAÇÃO
Se queremos que Deus cuide de nós, se queremos cuidar bem das nossas coisas e dos outros, nós precisamos ir para o lugar deserto a fim de nos recompor e descansar. Descanso não é um privilégio; descanso é necessidade e obrigação!
“Jesus viu uma numerosa multidão e teve compaixão, porque eram como ovelhas sem pastor. Começou, pois, a ensinar-lhes muitas coisas” (Marcos 6, 34).
Jesus, hoje, primeiramente, convida os Seus apóstolos que voltam da missão, que voltam do anúncio do Evangelho, eufóricos e felizes com aquilo que haviam feito e realizado, querendo contar tudo para o Senhor do que havia acontecido, ao descanso. A primeira palavra do Mestre é: “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco” (Marcos 6, 31).
Existem duas coisas importantes para um apóstolo, duas coisas fundamentais para a nossa humanidade; a primeira delas é o lugar deserto. Nós estamos sempre nos encontrando com as pessoas, estamos sempre na correria da vida e, hoje, no ritmo frenético que a vida assume é gente para lá e para cá. Nós precisamos ir para um lugar sozinhos, precisamos nos encontrar com a nossa própria solidão, mas não é para nos isolarmos do mundo nem para nos entregarmos a uma solidão deprimente e triste. Não é isso; é a solidão do abastecimento, a solidão do revigoramento, a solidão que nos permite nos revermos e olharmos para dentro de nós. É a solidão do descanso, do repor as forças e as energias.
E para durante a solidão, o Senhor nos convida para descansarmos um pouco. Eu sei que para muitas pessoas, às vezes, isso é difícil; crianças o tempo inteiro para olhar, obrigações a cumprir, situações a ser resolvidas. Mas nenhuma mãe e nenhum pai vão poder cuidar bem dos seus filhos, resolver as situações, tomar decisões de forma lúcida, clara, prudente e sábia se não souberem se retirar para o deserto da vida, para o deserto do coração. Não é fuga, é necessidade!
O deserto é o lugar do refrigério, do refazer-se, do recompor-se, do rever-se. Por isso, meus irmãos, se queremos que Deus cuide de nós e se queremos cuidar bem das nossas coisas e dos outros, nós precisamos ir para o lugar deserto a fim de nos recompormos e descansarmos. Descanso não é um privilégio; descanso é necessidade e obrigação!
Deus fez o mundo em seis dias e no sétimo descansou. Não é porque estava cansado, porque Deus não se cansa, mas para fazer do repouso e do descanso algo sagrado.
Por isso me preocupam as pessoas, até as de movimentos e pastorais da Igreja, que trabalham sete dias por semana, que trabalham vinte e quatro horas por dia. Hoje há tantas pessoas com estafa, cansaço mental, doentes, enfermas, vivendo situações deprimentes na vida, porque simplesmente não sabem repousar, não sabem descansar e se retirarem do que fazem e dizer: “Este momento é meu! Para me encontrar comigo mesmo, com a minha verdade interior, para me refazer!”.
Por favor, se você quer que Deus cuide de você retire-se sempre para um lugar deserto, e se possível todos os dias! Existem pessoas que até mesmo durante o sono há um trabalho constante, a cabeça não para, não conseguem entrar naquele sono e deixar para longe de si, para fora de si as preocupações, as ocupações da vida; não buscam se recompor, se refazer.
Que Deus nos conceda um sono sagrado, que nos conceda um sono revigorante a cada dia. Mas conceda também, a cada um de nós, tempo para irmos ao lugar deserto, tempo para descansarmos e nos refazermos. Nós seremos melhores para nós e para os outros!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – OVELHAS SEM PASTOR
As multidões não davam sossego a Jesus e aos discípulos. Era-lhes difícil encontrar tempo e lugar para estarem a sós com o Mestre, e descansar das fadigas da missão. Às vezes, nem tinham tempo para comer, tal era o afluxo de gente. Quando sabiam que Jesus estava se dirigindo para algum lugar, corriam para lá, chegando antes dele. Era como se fossem ovelhas em busca de um pastor.
A situação de abandono do povo sensibilizava profundamente Jesus. Daí o extremo interesse com que as pessoas ouviam Jesus falar, e a ânsia de serem beneficiadas por ele. E sempre encontravam acolhida por parte do Mestre.
A atitude de Jesus estava em estreita relação com o serviço ao Reino, para o qual fora enviado. Esse Reino comportava a Boa Nova de libertação para os pobres, e deveria devolver aos seus corações a esperança há muito perdida pelo descaso com que eram tratados. A Jesus competia, por assim dizer, re-humanizá-los, tirando-os da marginalização a que foram relegados, e abrir-lhes uma perspectiva de vida para além de suas dores e sofrimentos.
O Mestre apresentou-se como líder deste grande movimento de recuperação da dignidade humana, dando atenção ao povo sofrido e propondo-lhe o Reino como ideal.
Oração:
Espírito de sensibilidade, dá-me um coração que se deixe tocar pelos anseios dos pobres e saiba colocar-se a serviço deles.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Os apóstolos reuniram-se com Jesus e contaram-Lhe tudo o que haviam feito e ensinado” (Mc 6, 30).
Este Evangelho continua narrando a missão dos ‘doze’.
Desta vez eles entregam a Jesus como que relatórios de tudo o que tinham feito. Tudo acontecera como Jesus tinha previsto. A missão dos ‘doze’ tinha sido um sucesso.
Porém o Evangelho nos mostra as consequências desta missão.
Por meio dela, tanto Jesus como os discípulos ficaram conhecidos de uma grande multidão. Aquele povo imenso não quer mais se distanciar de Jesus e de seus apóstolos. Seguem-nos por onde vão.
De onde vinha tanta gente?
O evangelista é claro: Saindo de todas as cidades, correram a pé, e chegaram lá antes deles (Mc 6, 33bcd). O local onde Jesus estava com os discípulos era um local deserto e afastado. Mas deixou de ser local deserto quando a multidão ali se reúne.
Notemos: a força de atração da pessoa de Jesus, de sua mensagem, do testemunho de seus discípulos era tanta, que as pessoas não resistiam: correram a pé, nos diz o Evangelho. Imaginemos uma grande multidão, de todas as cidades, nessa caminhada apressada, nessa corrida entusiasmada para ir ao encontro de Jesus.
Nos nossos dias acontecem alguns fatos parecidos.
O Papa costuma atrair multidões, tanto em Roma como nos lugares para onde viaja.
O que estas multidões estão procurando nestes líderes religiosos?
Estão procurando neles uma mensagem de Deus, mensagem que preenche de sentido suas vidas e lhes dão esperança de um mundo melhor, de realização do Reino de Deus tanto na terra como no céu.
Façamos parte destas multidões em busca de Jesus Cristo.
Nele encontraremos o que mais desejamos: uma vida com Deus em Seu Reino de Verdade e Vida, de Santidade e Graça, de Justiça, Amor e Paz.
Padre Valdir Marques

(11.1) – OVELHAS SEM PASTOR
O Evangelho de hoje mostra Jesus cuidando de seus discípulos e em contato com as multidões carentes, atento às suas necessidades e procurando libertá-las de suas carências e opressões, dirigindo-lhes a palavra.
Jesus repete novamente sua preocupação a respeito da falta de operários para a messe, ou de pastores para o rebanho, em outras palavras, hoje seria a falta de padres que sejam verdadeiramente pastores das ovelhas. Muitos e santos ministros ordenados e comprometidos com a vida das ovelhas. Ontem, como hoje também, existem muitas ovelhas precisando de pastores pelo mundo afora! E Cristo nos compromete nesta missão.
O amor de Cristo é tão sincero e afetuoso pelos seus irmãos, que nem mesmo o cansaço ou a fome são capazes de privar as pessoas de Seu convívio. Nesta Palavra de hoje, percebemos duas atitudes de Cristo para com os seus: a primeira, quando Ele chama Seus discípulos ao descanso, sabendo que eles viveram uma batalha espiritual árdua, e para tanto é preciso recolhimento, descanso físico e espiritual. É preciso se fortalecer. A comida, por exemplo, pode ser entendida como alimento material, mas também alimento espiritual, afinal nem só de pão vive o homem. Em muitos momentos dos Evangelhos, o próprio Cristo recolhe-se para orar, para conversar com Deus e Ele nos ensina a, justamente, ter esses tipos de momento, para criar intimidade com o Pai.
Entretanto, aquela multidão que ali se encontra não percebe essa situação, porque estão sedentos de amor, atenção, pois eles estão constantemente sendo excluídos da sociedade, da própria religião que professavam. Em Jesus e nos Seus discípulos se percebe um acolhimento, uma Palavra que é diferente de tudo que eles conheciam uma palavra que une e não separa que perdoa e não se vinga das suas faltas. A razão é simples: Eles eram como ovelhas sem Pastor. Isto significa que eles agiram até agora por ignorância. Sem saber ou distinguir a mão direita da esquerda. Que constatação triste, não existe nada pior que a solidão, não ter com quem contar, com quem conversar, dividir dores e alegrias, não fomos feitos para viver como ilha, mas juntos. Jesus sente essa solidão em cada pessoa, apesar de estarem numa multidão.
O texto ressalta a compaixão de Jesus para com o povo com uma característica específica: era um povo muito sofrido, rejeitado e desprezado pelos chefes político-religiosos de então, que nem tinha tempo para comer. E quando Ele se retirava, o povo ia atrás dele.
O que atraía tanta gente?
Com certeza não foi em primeiro lugar a doutrina, nem os milagres, mas o fato de irradiar compaixão, de demonstrar duma maneira concreta o amor compassivo de Deus. Jesus não teve “pena” do povo, não teve “dó” dos sofridos. Teve “compaixão”, literalmente, sofria junto, e tinha uma empatia com os sofredores, que se transformava numa solidariedade afetiva e efetiva. Este traço da personalidade de Jesus desafia as Igrejas e os seus ministros hoje, para que não sejam burocratas do sagrado, mas irradiadores da compaixão do Pai. Infelizmente, muitas vezes as nossas igrejas mais parecem repartições públicas do que lugares do encontro com a comunidade que acredita no amor misericordioso de Deus e na compaixão de Jesus! A frieza humana frequentemente marca as nossas atitudes, pregações e cuidado pastoral. Num mundo que exclui que marginaliza e que só valoriza quem consome e produz, o texto de hoje nos desafia para que nos assemelhemos cada vez mais a Jesus, irradiando compaixão diante das multidões que hoje como nunca estão como ovelhas sem pastor.
Então, mesmo sabendo da necessidade de descanso, Ele sente compaixão, e serve. Ensina-nos que servir ao próximo deve ser prioridade, apesar dos cansaços, apesar das dores, precisamos ver e entender que existem muitas pessoas necessitadas! E pode ter certeza que muitos a nossa volta, que aparentemente não precisam de nada, são carentes de uma palavra, de um ombro amigo, de alguém que os escute. E por isso manifestam a sua carência de várias formas: agressividade, mau comportamento, irritação, puxam o chão dos nossos pés. E tudo o que fazem é só procurar arruinar a vida dos outros. Minha irmã, meu irmão, não existem pessoas difíceis ou que nos roubem tempo. O segredo é levá-las não nos ombros e sim no coração. Pois, as pessoas nos serão pesadas se nós as carreguemos nos ombros. Mas se as levarmos no coração elas se tornam mais leves que o fumo. Basta pedires que Jesus faça do seu coração semelhante ao d’Ele. E verás que estas pessoas são como que ovelhas sem pastor. E então tu serás o pastor que elas estão precisando.
Ó Pai dai-nos a Graça de levar nossos irmãos no coração, de servir acima de nossas próprias necessidades, confiando que, em Jesus, poderemos descansar e entregar nosso peso para que Ele nos ajude a levar o nosso e o dos outros.
Canção Nova

(11.2) – VINDE SOZINHOS PARA UM LUGAR DESERTO E DESCANSAI UM POUCO
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, chega até a nós, como o mesmo convite que Jesus fez aos apóstolos, assim que eles retornaram de mais uma missão! “Vinde sozinhos para um lugar deserto e descansai um pouco”.
Conhecidos, pela convivência com Jesus, os apóstolos, ganharam a confiança do povo, que passaram a confiar neles na mesma intensidade que confiavam em Jesus. A procura por eles, tomou uma dimensão tão grande, que eles não tinham sequer tempo para se alimentarem.
Embora felizes com o êxito da missão, o cansaço dos apóstolos era visível, tão visível a ponto de deixar Jesus sensibilizado! Jesus convida-os a se retirarem sozinhos para um lugar deserto, longe do povo, um local onde eles pudessem descansar, repor as suas energias, afinal, a missão deles estava só no começo. Mas o descanso planejado por Jesus, não lhes fora possível, já que muitas pessoas os reconheceram e foram ao encontro deles. Cheio de compaixão, Jesus rendeu-se a aquela multidão, que era como ovelhas sem pastor! O local, onde seria um ponto de descanso para os apóstolos tornou-se um altar para mais uma pregação de Jesus! Ali, Jesus ensinou muitas coisas que continuam chegando até a nós! E os apóstolos, que já haviam entrado na dinâmica do Reino, pregando o evangelho nas redondezas, mais uma vez não tiveram como descansar!
Nós também, como operários do Senhor, somos necessitados de um repouso restaurador, um tempo para um encontro conosco mesmo, para fazermos um retiro interior, buscar na nossa essência, a motivação para darmos continuidade a nossa caminhada missionária.
É no mais profundo do nosso ser, que realizamos o nosso encontro pessoal com Jesus, é a partir deste encontro, que passamos a tirar proveitos até mesmo do sofrimento! O sofrimento é dor, mas é também pedagogia!
O evangelho de hoje nos desperta sobre a importância de respeitarmos as nossas limitações. Para os apóstolos, que eram poucos para uma missão tão grande, isto não lhes era possível, mas para nós, discípulos de hoje, se administrarmos bem o nosso tempo, com certeza vamos encontrar um tempo para o nosso descanso em Jesus!
Hoje somos convidados a um descanso semanal, na celebração eucarística, onde podemos reabastecer as nossas energias para darmos continuidade a nossa missão, missão que recomeça a cada vez que saímos da Igreja alimentados de Jesus!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.3) – ANDAVAM COMO OVELHAS SEM PASTOR
Com esta passagem, Marcos inaugura uma nova seção de seu Evangelho. Não se trata já dos primeiros passos apostólicos de Jesus, nem das vitórias sobre a enfermidade e os demônios, mas de uma seção particular, unificada em torno do tema do pão: duas multiplicações dos pães (Mc 6, 30-44; 8, 1-10), discussões sobre o sentido das abluções ou purificação das mãos antes de comer o pão, e sobre o falso fermento (Mc 7, 1-23; 8, 11-20), discussão com uma pagã a propósito das migalhas de pão que ela solicita (Mc 7, 24-30), etc. Por isso costuma-se chamar esta parte do evangelho de Marcos como a “seção dos pães”. De fato, trata-se de uma série de relatos.
O texto de hoje introduz a seção dando relevo ao papel importante que desempenham os discípulos. O v. 34, específico de Marcos, é muito significativo. O tema do rebanho sem pastor é tomado de Números 27, 17 e nele se reflete a preocupação de Moisés em encontrar um sucessor para não deixar o povo sem direção. Jesus se apresenta assim como o sucessor de Moisés, capaz de conduzir o rebanho, de alimentá-lo com pastagem de via e capaz de conduzi-lo a pastagens definitivas. Toda a seção dos pães é concebida de tal forma que Jesus aparece efetivamente como esse novo Moisés que oferece o verdadeiro maná. Felizes os que temos semelhante pastor, se nos deixamos conduzir por ele.
Claretianos

(11.4) – TRABALHANDO NA HORA DO DESCANSO
Desculpem-me o título da reflexão mas é isso mesmo!
Os apóstolos de Jesus, depois de um final de semana cheio de atividades, reuniões, pregações e celebrações, resolveram procurar Jesus na Segunda Feira para contarem dos resultados positivos de tantos trabalhos, feitos com tanto amor e alegria. Mas Jesus notou que eles estavam cansados, precisavam de retirar-se para um local ermo, descansar um pouco, descontrair e jogar algumas conversas fora, Jesus não era um homem carrancudo e tempo inteiro falando sério, ensinando, pois quando estava a sós com os discípulos, é exatamente como nós com os amigos mais chegados, quando ficamos à vontade, conta-se uma história engraçada e se dá muita risada. Faz-se alguma piada sobre alguém do grupo… Ah que gostoso imaginar um Jesus de Nazaré assim tão humano como a gente…
A agitação do trabalho pastoral era muito grande, gente que ia e que vinha para reuniões, celebrações, encontros, exatamente como é a comunidade em finais de semana. Então na Segunda Feira pegaram uma barca e decidiram dar um passeio para o outro lado, claro que teria oração de louvor e agradecimento, haveria momento para a partilha da experiência missionária, um outro para as orientações de Jesus, mas tudo com muita descontração.
E quando já estavam bem à vontade, começando a jogarem conversa fora e traziam naqueles rostos uma inexplicável alegria por estarem ali juntos, ao chegarem à outra margem, já, com o carvão e a carne para um churrasco, quem sabe… espantaram-se ao ver a multidão que os esperava ali na outra margem. As pessoas estavam maravilhadas e contagiadas com a alegria daquele grupo, a pregação dos apóstolos e aquele jeito ensinado por Jesus, fora uma estratégia que havia dado certo, não importava que era uma segunda Feira, dia de descanso para os ministros e pastorais, o povo não queria ficar longe daquele grupo fantástico que tinha uma proposta totalmente nova de vida, de uma religião marcada acima de tudo pela alegria de sentir tão de perto o amor de Deus.
Os apóstolos talvez ficaram meio chateados “Pronto, acabou-se a nossa folga…” Mas Jesus sentiu compaixão das pessoas porque eram como ovelhas sem pastor, isso é, não tinham uma referência importante ou uma liderança autêntica para seguirem, e Jesus começou e ensinar-lhes muitas coisas mostrando que atenção, carinho, amor e compaixão para com as pessoas da comunidade, não tem dia e nem hora pois a vida de quem se consagrou a Deus e aos irmãos na comunidade, já não nos pertence…
Diácono José da Cruz

(11.5) – ERAM COMO OVELHAS SEM PASTOR
Este Evangelho narra apenas um pedacinho da vida de Jesus com os Apóstolos. Os Apóstolos acabavam de chegar de um trabalho de evangelização, e Jesus os convidou para irem com ele a um lugar deserto e afastado, a fim de descansar. Esse “retiro” não é só para descanso, mas é também para uma confraternização. “Como é bom os irmãos viverem juntos!” (Sl 133, 1).
O grupo mostra uma grande disponibilidade, pois foram para se afastar do povo, e acolheram tão bem o povo que, ao saber para onde eles iam, foi para lá e chegou antes deles. O grupo não só acolheu, mas evangelizou, que é o que o povo queria e precisava. Por isso não se desgrudavam de Jesus.
Esse novo grupo que surgiu na terra, fundado por Jesus, hoje se chama Igreja. O grupo possui um atrativo enorme, que não se perde nem diminui com o tempo. Continua sendo uma boa nova, uma notícia alegre, que é a tradução de Evangelho. O grupo tem a missão de construir na terra o Reino de Deus, que é a melhor de se viver. Tudo obra da graça de Deus, da qual nós cristãos somos instrumentos.
Quando se anuncia o Reino de Deus, a graça vem junto, para ajudar as pessoas a entendê-lo e a vivê-lo, tornando-se uma pessoa nova e construindo um mundo novo. Por isso que as pessoas ainda hoje recebem como novidade e acolhem com entusiasmo, fazendo até longas caminhadas.
Fora desse Reino, não há outro caminho de salvação, pois ele traz consigo uma força que liberta e faz feliz. Basta vermos os três sacramentos de iniciação cristã: o batismo cria uma nova família, onde todos vivem como irmãos e não estão sujeitos às explorações do mundo pecador; a crisma fortalece, tornando fácil o que é difícil. A Eucaristia revigora, dá ânimo, coragem, disposição e traz principalmente amor.
Temos ainda a confissão, pela qual Deus nos perdoa todo e qualquer pecado, tirando da pessoa o peso das culpas passadas.
É por isso que nós também vamos atrás de Cristo e da Comunidade cristã. Não só vamos atrás, mas nos engajamos nela, tornando-nos seus agentes e instrumentos, para que ela se expanda e atinja toda a sociedade.
Nós agradecemos ao Espírito Santo, que Jesus nos mandou logo que subiu para o Céu, e continua “renovando a face da terra”.
E o Evangelho destaca que a primeira preocupação de Jesus foi com os Apóstolos, indo descansar com eles. Toda Comunidade cristã quer muito bem aos seus líderes: coordenadores, catequistas, ministros extraordinários da Sagrada Comunhão, leitores, pastorais sociais etc. Quer bem e se preocupa com o descanso e o sustento deles, a fim de que nada lhes falte. É impossível um apostolado fecundo sem estas pausas restauradoras, junto com o Mestre. São pausas que recuperam as forças físicas e espirituais; pausas de oração, de meditação tranquila em contato com a natureza que nos fala de Deus.
“Havia, de fato, tanta gente chegando e saindo que não tinham tempo nem para comer.” Foi por isso que os familiares de Jesus se assustaram com sua vida (Cf Mc 3, 21). Ele consumia-se pelo povo e também experimentava os limites da capacidade humana. É esta fé que nos leva a ir além do nosso tempo e capacidades, pelo Reino de Deus. Entretanto, a nossa marca não é o ativismo e sim o amor, a Deus e aos irmãos e irmãs. Nós pedimos: “Senhor, convida-nos para irmos convosco a um lugar à parte! Lá assumiremos nosso destino, abandonando-nos a vós e à vossa obra!”
Santa Teresa D’Ávila foi uma freira espanhola dinâmica, que construiu dezenas de conventos de freiras. Um dia, ela estava construindo um novo convento, chegou um homem para ela e disse: “Iii Irmã, pare com isso! O povo daqui não tem dinheiro. Ainda mais neste tempo de crise! A senhora não vai conseguir construir nunca este convento”.
Ela respondeu: “Dez Pesetas, mais a graça de Deus, dá um convento”. E ela conseguiu daquele homem dez Pesetas, moeda espanhola que corresponde hoje a dez Reais. Logo o convento ficou pronto. A colaboração humana, mais a graça de Deus, operam maravilhas e transformam o mundo.
Eram como ovelhas sem pastor.
Padre Antônio Queiroz

(11.6) – A COMPAIXÃO DO PASTOR
Hebreus 13, 15-17.20-21 – “sacrifício com alegria!”
O louvor que é fruto dos lábios de quem celebra o nome de Deus é um sacrifício agradável ao Senhor, porém, o que mais se destaca como sacrifício que agrada a Deus, são as nossas boas ações e a comunhão entre nós. De fato, o nosso louvar a Deus será imperfeito se agirmos mal e não tivermos comunhão fraterna com nossos irmãos. É comunhão também a obediência que devemos às pessoas que foram escolhidos para cuidar de nós: nossos pais, os pastores da Igreja, os superiores, os coordenadores, os guias, os professores e todas as pessoas que hierarquicamente estão à nossa frente. Mesmo que às vezes seja difícil reconhecer, sempre haverá alguém a quem devemos seguir e obedecer a fim de que a vontade de Deus aconteça na nossa vida. A vontade de Deus, muitas vezes, se manifesta por meio da vontade das pessoas que estão nos conduzindo ou de alguém de quem nem gostamos muito. Para que o nosso mérito seja maior, tudo isto, porém, deve ser feito com alegria a fim de que tenhamos a paz em Cristo, porque isso também é bom e agradável a Deus.
– As suas ações têm sido agradáveis ao Senhor?
– Você tem comunhão fraterna com todas as pessoas ou somente com alguns?
– A quem você acha que deve obediência?
– Você tem feito isso?
– Você tem dificuldade de seguir a orientação de pessoas “superiores” a você?

Salmo 22 – “O Senhor é o pastor que me conduz, não me falta coisa alguma!”
As boas ações nós as praticamos quando nos deixamos guiar pelo Pastor que é Jesus! Não nos faltará coisa alguma porque Ele nos conduz pelos caminhos mais seguros e nos ampara com o Seu bordão e com o Seu cajado, assim sendo estaremos amparados. O nosso desígnio e o objetivo da nossa vida é habitar na casa do Senhor por tempos infinitos e somente o Bom Pastor tem a chave desta casa e a abre para nós.

Evangelho – Marcos 6, 30-34 – “a compaixão do pastor”
A compaixão era a faceta que mais identificava Jesus quando Ele andava pelo mundo instaurando o Seu reino. Jesus se apiedava da multidão, pois conhecia as dores que sofriam aqueles que O seguiam dia e noite. Por isso, não conseguia descansar diante do sofrimento daquele povo. Percebia que aquela multidão era como “ovelhas sem pastor, por isso não deixava para o outro dia e, mesmo cansado ocupava-se com aquele povo faminto. Hoje também, a multidão necessita de ajuda e, mesmo sem ter muita consciência ela busca algo ou alguém que possa preencher o vazio do seu coração. Como fez com os Seus discípulos Jesus, hoje também nos chama a um lugar deserto e nos prepara para que possamos ser pastores de pessoas desanimadas e sem esperança. Ser pastor é saber dar testemunho de fé, de confiança no plano de Deus e, assim, ser luz para o irmão que também passa por necessidade. Assim, Ele nos cura e nos ensina também muitas coisas a fim de que sejamos refrigério e luz tanto para a nossa felicidade pessoal, como também, comunitária e familiar. Ele nos ensina a arte de viver melhor em qualquer circunstância enfrentando todas as dificuldades. Desse modo nós poderemos também ajudar a todos os que ainda não O conhecem. Os melhores ensinamentos da nossa vida nós os recebemos quando passamos por experiências de dor e de sofrimento, com Jesus! Assim nós aprendemos com a nossa própria experiência. Jesus, hoje, nos faz descansar, nos refrigera e nos consola para que também, possamos ser pastores que consolam e que amparam as ovelhas transviadas.
– Você sente-se pastor (a) de alguém ou espera que alguém venha pastoreá-lo (a)?
– Você tem testemunhado as suas experiências de dor para ajudar a alguém?
– Jesus já o (a) levou para o deserto?
Helena Serpa

(12) – REFLEXÃO
Devemos colocar a nossa felicidade onde se encontram os verdadeiros valores. As pessoas que vivem segundo os valores desse mundo colocam a sua felicidade nas coisas do mundo. São pessoas materialistas e hedonistas, marcadas pelo desejo do acúmulo de bens materiais e de poder e também na busca desenfreada de todos os prazeres proporcionados por este mundo, como é o caso do sexo e dos vícios em geral. São pessoas insatisfeitas porque na verdade foram criadas à imagem e semelhança de Deus e só podem ser satisfeitas plenamente em Deus, uma vez que são abertas ao infinito. Somente quem coloca a sua felicidade nos valores eternos encontra em Deus a sua plena satisfação.

(16) – VINDE, A SÓS, PARA UM LUGAR DESERTO, E DESCANSAI UM POUCO! HAVIA, DE FATO, TANTA GENTE CHEGANDO E SAINDO, QUE NÃO TINHAM NEM TEMPO PARA COMER.
Hoje, o Evangelho nos sugere uma situação, uma necessidade e um paradoxo que são muito atuais.
Uma situação. Os Apóstolos estão “estressados”: «Ele disse-lhes: Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer» (Mc 6, 31). Frequentemente nós nos vemos achegados à mesma mudança. O trabalho exige boa parte de nossas energias; a família, onde cada membro quer palpar nosso amor; as outras atividades nas que nos comprometemos, que nos fazem bem e, ao mesmo tempo, beneficiam a terceiros… Querer é poder? Talvez seja mais razoável reconhecer que não podemos tudo aquilo que gostaríamos.
Uma necessidade. O corpo, a cabeça e o coração reclamam um direito: descanso. Nestes versículos temos um manual, frequentemente ignorado, sobre o descanso. Aí destaca a comunicação. Os Apóstolos «Os apóstolos voltaram para junto de Jesus e contaram-lhe tudo o que haviam feito e ensinado» (Mc 6, 30). Comunicação com Deus, seguindo o fio do mais profundo de nosso coração. E – que surpresa! – encontramos a Deus que nos espera. E espera encontrar-nos com nossos cansaços. Jesus lhes diz: «Vinde à parte, para algum lugar deserto, e descansai um pouco. Porque eram muitos os que iam e vinham e nem tinham tempo para comer» (Mc 6,31). No plano de Deus há um lugar para o descanso! É mais, nossa existência, com todo seu peso, deve descansar em Deus. O descobriu o inquieto Agostinho: «Nos criastes para ti e nosso coração está inquieto até que não descanse em ti». O repouso de Deus é criativo; não “anestésico”: encontrar-se com seu amor centra nosso coração e nossos pensamentos.
Um paradoxo. A cena do Evangelho acaba “mal”: os discípulos não podem repousar. O plano de Jesus fracassa: são abordados pelas pessoas. Não puderam “desconectar”. Nós, com frequência, não podemos liberar-nos de nossas obrigações (filhos, cônjuge, trabalho…): seria como trair-nos! Impõe-se encontrar a Deus nestas realidades. Se existe comunicação com Deus, se nosso coração descansa Nele, relativizaremos tensões inúteis… E a realidade – desnuda de quimeras – mostrará melhor o sinal de Deus. Nele, ali, repousaremos.
Rev. D. David COMPTE i Verdaguer

COMEMORA-SE NO DIA 07/Fev

(5) – SÃO RICARDO, REI E CONFESSOR
No século V, a rainha da Inglaterra meridional era Sexburga, que mais tarde se tornou abadessa e uma santa da Igreja Católica. Ela teve três filhos e duas filhas.
O filho do meio, Ricardo, se tornou provisoriamente o rei da Inglaterra por causa da morte prematura do irmão mais velho. Neste cargo reinou alguns anos.
Quando o sobrinho alcançou a idade de assumir o trono, Ricardo deixou o palácio e foi morar num mosteiro junto com dois filhos ainda adolescentes. No ano de 720 empreenderam uma romaria até a cidade eterna, Roma.
Atravessaram toda a França, mas quando chegaram na cidade de Luca, a viagem teve de ser interrompida porque Ricardo ficou doente e acabou falecendo. Os milagres foram acontecendo em seu túmulo e o local se tornou uma rota de devoção para os cristãos, que o chamavam de “rei santo”.
Reflexão:
A dedicação de alguns homens pela construção de uma sociedade mais fraterna gerou vidas santas na Igreja. Ricardo é exemplo de um homem nobre que abdicou de suas regalias para servir a Deus e ao mais humildes. Que ele nos inspire ao serviço dos excluídos.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SÃO ROMUALDO
São Romualdo abade e fundador (951-1027). O fundador do célebre Mosteiro de Camaldoli tem sua festa litúrgica comemorada a 9 de junho, dia de sua morte, mas a 7 de fevereiro se celebra o aniversário do traslado de seus restos mortais (conservados ainda hoje milagrosamente incorruptos) em Val de Castro, nos arredores de Camaldoli, em Fabiano.
Romualdo nasceu em Ravena, da nobre família dos Onesti. Esse nome, entretanto, não foi honrado devidamente pelo pai, pois este – segundo narram as crônicas – cometeu um crime presenciado involuntariamente por são Romualdo. O jovem ficou tão abalado pelo ocorrido, que decidiu fugir de casa e tornar-se monge na abadia beneditina de Classe, nas proximidades de Ravena.
Eleito abade desse mosteiro, permaneceu pouco tempo no exercício de suas funções. Aproximava-se o fim do milênio, e muitos cristãos acreditavam que o final do mundo iria chegar. Por isso, empreendiam extenuantes peregrinações penitenciais.
Também Romualdo – certamente não porquê desse crédito a esse medo irracional – abandonou a tranquilidade da vida monástica e pôs-se a caminho, sem um destino preciso, visto ser por natureza inclinado à vida errática. Onde quer que se detivesse, dava origem a novos mosteiros. Destes, o mais famoso é precisamente o de Camaldoli, até hoje oásis de recolhimento religioso para os que – embora por curto espaço de tempo – desejam escapar do bulício do mundo.
Nesse recanto da província de Arezo, os beneditinos camaldulenses seguem um gênero de vida eremítica que conjuga a austera solidão dos monges orientais com o estilo de vida cenobítica observado no Ocidente pela regra de são Bento.
Contudo, nem mesmo o eremitério de Camaldoli teve o condão de deter o errático monge. Numerosas foram as etapas de seu eterno peregrinar. Renunciou, novamente, à função de abade, que lhe fora confiada pelo imperador Oto III, que o admirava.
Por fim, após haver convencido o pai a tornar-se monge na abadia de São Severo, procurou para si um refúgio mais seguro – primeiramente em Monte Cassino, a seguir em Verghereto, Lemo, Roma, Fontebuona, Valumbrosa e, ao final, Val de Castro, onde o colheu a morte. Mas, mesmo depois desta, como vimos, não teve moradia permanente.

(10.1) – BEATA EUGÉNIA SMET
Eugénia Maria Josefina Smet nasceu em França, no dia 25 de março de 1825. Sua infância foi tranquila, no seio de uma família burguesa de origem flamenga, recebendo uma educação com sérios princípios morais e cristãos.
Aos dezessete anos, terminou os estudos e queria seguir a vida religiosa como as irmãs do colégio do Sagrado Coração, onde ficou interna por dez anos. Mas regressou para a família e ingressou no apostolado leigo da paróquia. Primeiro comunicou ao seu confessor que havia feito o voto privado de castidade e depois começou a trabalhar nas obras de caridade.
Ninguém da paróquia tinha tanta dedicação quanto Eugénia. Distribuía diariamente alimentos aos carentes e aos enfermos. Sua participação ativa e objetiva aumentava cada vez mais os donativos para as obras Missionárias, deixando os padres admirados com seu senso de organização e carisma. “É necessário ajudar bem a Providência”, dizia ela, justificando os crescentes donativos e pacotes de alimentos que conseguia.
Aos vinte e oito anos resolveu criar uma associação leiga de fiéis para interceder com orações, pelas almas do Purgatório. Apesar das adesões, tantas foram as dificuldades que decidiu fundar uma congregação de religiosas. Durante três anos, Eugênia pediu conselhos a muitas pessoas influentes da Igreja, inclusive ao papa Pio IX e ao Cura d’Ars, que a apoiaram.
Em 1856, Eugénia foi para Paris, onde iniciou a congregação das madres Auxiliadoras das Almas do Purgatório. Mas, como ela conheceu o duríssimo “purgatório” que muitos passavam ainda em vida, concluiu que deveriam interceder nas duas frentes: as almas receberiam as orações e os vivos carentes, alimentação, alfabetização e tratamento quando enfermos. Assim, sempre confiante na Providência, seguiu avante serena e decidida.
Em 1859, as religiosas viram as suas Regras aprovadas. A fundadora recebeu o nome de madre Maria da Providência. Depois disso fundou novas casas em França e enviou religiosas para a China.
Madre Maria da Providência faleceu em paz no dia 7 de Fevereiro de 1871. O papa Pio XII declarou Eugénia Smet, madre Maria da Providência, Beata, em 1957, com sua celebração litúrgica no dia da sua morte.

(10.2) – BEATA ROSÁLIA RENDU
A Beata Rosália Rendu, filha da Caridade de São Vicente de Paulo, distinguiu-se pela dedicação para com os menos favorecidos no bairro de Mouffetard, em Paris. Jeanne-Marie Rendu, de seu nome de batismo, nasceu no dia 9 de Setembro de 1786 na cidadezinha de Confort (Jura, França), numa família simples, sendo a primeira das quatro filhas, nas quais a mãe incute a piedade e a caridade.
A família procurou acolher sacerdotes perseguidos durante os tempos difíceis da revolução francesa e, entre eles, o próprio bispo de Annecy. Jeanne-Marie descobre no hospital o serviço das Filhas da Caridade e, a 25 de Maio de 1802 inicia o noviciado nessa Congregação, em Paris, sendo enviada para o bairro de Saint Marceau onde permaneceu ao serviço dos pobres durante 54 anos, até ao dia da sua morte.
Em 1814, Irmã Rosália faz os votos solenes, e 8 anos mais tarde é nomeada Superiora da comunidade. Deixa de ensinar e dedica-se às visitas domiciliares distribuindo ajudas de acordo com o “Bureau de Bienfaisance” municipal e obtendo o auxílio de muitas pessoas abastadas que não sabiam dizer não a uma pessoa tão persuasiva.
É a pioneira em abrir uma casa para acolher criancinhas em idade inferior a dois anos, para permitir que as mães encontrassem um trabalho remunerado. Não foi bem compreendida nesta obra, pois segundo a sociedade da época, a mãe deve permanecer em casa. Oferece aos jovens uma formação profissional abrindo a primeira instituição para esse mister. Mais tarde, vendo com emoção o desespero das pessoas idosas abandonadas, abre um Asilo para elas. A sua caridade vai além do bairro. Claude Dinnat escreve no seu artigo: “Por muitos anos, irmã Rosália manteve contato com Il Bon Sauveur de Caen, hospital psiquiátrico fundado pelo Beato Padre Jamet. Ela convence-o a internar sacerdotes e religiosos em dificuldade e também muitos outros doentes. Ajuda algumas Congregações e Associações caritativas a estabelecer-se em Paris: a Sociedade de São Francisco Regis, as comunidades das Filhas de Nossa Senhora de Loreto, as Damas Agostinianas do Sagrado Coração de Maria, a Comunidade dos Padres Pobres, entre outras. A sua coragem e determinação levam-na a ultrapassar as barricadas, durante a sublevação de Julho de 1830, para ajudar os feridos. Mais tarde, durante as epidemias de cólera (1832 e 1849), a atividade de Irmã Rosália excede até ao heroísmo, chegando a recolher cadáveres pelas ruas.”
Em 1848 acontecem as mais sanguinolentas lutas entre o poder burguês e uma classe operária desenfreada, numa situação desesperante. A Irmã Rosália, arriscando a própria vida nesses confrontos, procura manter-se fiel aos seus princípios de religiosa dedicada aos que sofrem; faleceu em 7 de Fevereiro de 1856.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

IV SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Pela liturgia, o Deus da paz nos torna aptos a todo bem e transforma nosso empenho em comunhão de fé com Jesus, o pastor compassivo no qual encontramos descanso.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Salvai-nos, Senhor nosso Deus, reuni vossos filhos dispersos pelo mundo, para que celebremos o vosso santo nome e nos gloriemos em vosso louvor (Sl 105, 47).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Concedei-nos, Senhor nosso Deus, adorar-vos de todo o coração e amar todas as pessoas com verdadeira caridade. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Para perseverarmos na prática das boas ações – verdadeiro culto agradável a Deus –, somos convidados a alimentar nossa vida com o encontro com Cristo.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Minhas ovelhas escutam minha voz, eu as conheço e elas me seguem (Jô 10, 27).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Para vos servir, ó Deus, depositamos nossas oferendas em vosso altar; acolhei-as com bondade, a fim de que se tornem o sacramento da nossa salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Mostrai serena a vossa face ao vosso servo e salvai-me pela vossa compaixão! (Sl 30,17s).

Oração depois da Comunhão
Renovados pelo sacramento da nossa redenção, nós vos pedimos, ó Deus, que este alimento da salvação eterna nos faça progredir na verdadeira fé. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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