Liturgia Diária 08/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
08/Fev/2015 (domingo)

Jesus cura a sogra de Simão

LEITURA: Jó (Jó) 7, 1-4.6-7: Só um homem abatido reconhece a sua miséria
Leitura do Livro de Jó:
Jó disse: 1 “Não é acaso uma luta a vida do homem sobre a terra? Seus dias não são como dias de um mercenário? 2 Como um escravo suspira pela sombra, como um assalariado aguarda sua paga, 3 assim tive por ganho meses de decepção, e couberam-me noites de sofrimento. 4 Se me deito, penso: Quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde e me encho de sofrimentos até ao anoitecer. 6 Meus dias correm mais rápido do que a lançadeira do tear e se consomem sem esperança. 7 Lembra-te de que minha vida é apenas um sopro e meus olhos não voltarão a ver a felicidade! – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 147 (146-147), 1-2. 3-4. 5-6: Hino ao Onipotente
3a Louvai a Deus, porque ele é bom e conforta os corações.
1 Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, / cantai ao nosso Deus, porque é suave:/ ele é digno de louvor, ele o merece! / 2 O Senhor reconstruiu Jerusalém, / e os dispersos de Israel juntou de novo.
3 Ele conforta os corações despedaçados, / ele enfaixa suas feridas e as cura; / 4 fixa o número de todas as estrelas / e chama a cada uma por seu nome.
5 É grande e onipotente o nosso Deus, / seu saber não tem medida nem limites. / 6 O Senhor Deus é o amparo dos humildes, / mas dobra até o chão os que são ímpios.

LEITURA: 1ª Carta aos Coríntios (1 Cor) 9, 16-19.22-23: O exemplo de Paulo
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 16 Pregar o evangelho não é para mim motivo de glória. É antes uma necessidade para mim, uma imposição. Ai de mim se eu não pregar o evangelho! 17 Se eu exercesse minha função de pregador por iniciativa própria, eu teria direito a salário. Mas, como a iniciativa não é minha, trata-se de um encargo que me foi confiado. 18 Em que consiste então o meu salário? Em pregar o evangelho, oferecendo-o de graça, sem usar os direitos que o evangelho me dá. 19 Assim, livre em relação a todos, eu me tornei escravo de todos, a fim de ganhar o maior número possível. 22 Com os fracos, eu me fiz fraco, para ganhar os fracos. Com todos, eu me fiz tudo, para certamente salvar alguns. 23 Por causa do evangelho eu faço tudo, para ter parte nele. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 1, 29-39:
(29-31: Cura da sora de Pedro)
(32-34: Diversas curas)
(35-39: Jesus deixa secretamente Cafarnaum e percorre a Galileia)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 29 Jesus saiu da sinagoga e foi, com Tiago e João, para a casa de Simão e André. 30 A sogra de Simão estava de cama, com febre, e eles logo contaram a Jesus. 31 E ele se aproximou, segurou sua mão e ajudou-a a levantar-se. Então, a febre desapareceu; e ela começou a servi-los.
32 À tarde, depois do pôr do sol, levaram a Jesus todos os doentes e os possuídos pelo demônio. 33 A cidade inteira se reuniu em frente da casa. 34 Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças e expulsou muitos demônios. E não deixava que os demônios falassem, pois sabiam quem ele era.
35 De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto. 36 Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. 37 Quando o encontraram, disseram: “Todos estão te procurando”. 38 Jesus respondeu: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali, pois foi para isso que eu vim”. 39 E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Jesus Mestre, que dissestes: “Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos (pela grande rede da internet), para melhor meditar e comungar com a vossa Palavra.
(Bv. Alberione)

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Qual palavra mais me toca o coração?
Entro em diálogo com o texto. Reflito e atualizo.
Diante de grandes desafios, os bispos em Aparecida, disseram: “Os esforços pastorais orientados para o encontro com Jesus Cristo vivo deram e continuam dando frutos” (DAp 99).
Meus esforços para viver bem, estar bem, são orientados pelo encontro com Cristo vivo?
Ou, considero-me capaz e suficiente para enfrentar os desafios, dispensando a ação de Deus na minha vida?
Esforço-me também para levar Jesus a todos?

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 1, 29-39.
Jesus sai da sinagoga e vai para a casa de Pedro onde a sua sogra estava com febre alta. Observe a atitude: “Ele chegou perto, segurou a mão dela e ajudou-a a se levantar.” A febre deixou a mulher, e ela começou a cuidar deles. Interessante, é que Jesus não falou com a mulher, mas a segura pela mão e a ajuda a se levantar. A mulher, imediatamente, ficou curada, e tão bem, que se põe a cuidar deles. Doentes e multidão procuravam encontrar Jesus e Ele anunciava a boa notícia do Reino por toda parte.
A sogra de Pedro, nesta narração de Marcos, é a primeira beneficiada do poder curador de Jesus, apenas pelo contato de sua mão.
Um pouco antes deste texto, no versículo 21, está descrito que era dia de sábado, ocasião em que Jesus também expulsou o espírito mau de um homem na sinagoga de Cafarnaum. Em frente à casa de Pedro o povo se encontra com doentes e pessoas necessitadas de cura. Jesus curou muitas delas. Diante da Palavra e dos milagres de Jesus o Reino de Deus vai se concretizando.
Cabe ressaltar ainda a oração matutina de Jesus num lugar deserto. Os apóstolos o procuram e ao encontrá-lo lhe diz: “Todos estão procurando o senhor”. E Jesus decide ir a todos. Andava por toda a Galileia.
– Deus realiza maravilhas. Será que fazemos por merecer tantos bens?
– Em que consiste o nosso seguir a Cristo?
– Procuramos de fato colocar tudo nas mãos de Deus?
– Fazemos nossa parte?
– Temos uma atividade apostólica que mais nos atraia?
– Que seja mais de acordo com nosso modo de ser?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com Mestra Tecla Merlo: Eu só nada posso, com Deus posso tudo.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus. Deixarei que o Senhor me tome pela mão como segurou a mão da sogra de Pedro e me cure de meus males (momentos de silêncio).

REFLEXÕES

(6) – JESUS É O SENHOR DA VIDA
De modo geral, podemos dizer que o tema da liturgia da palavra deste domingo é o sofrimento: o livro de Jó fala do sofrimento de um homem; no evangelho, Jesus acolhe e vai ao encontro dos que sofrem para que sejam curados de suas enfermidades, e São Paulo fala de como se deve imitar Jesus Cristo, fazendo-se servo de todos. O trecho do livro de Jó é permeado de tristeza e pessimismo. A questão fundamental de todo o livro é o sentido da existência humana. A perda do sentido da vida potencializa o sofrimento. Efetivamente, o sofrimento é absurdo. Somente pela fé em Deus é que se pode viver o sofrimento com serenidade, paz e alegria. Depois da sinagoga, acompanhado das duas duplas de irmãos (cf. Mc 1, 16-20), Jesus vai à casa de Simão e André, a poucos metros da Sinagoga de Cafarnaum. Ali, o evangelho nos relata dois episódios: a cura da sogra de Pedro, ainda durante o descanso sabático, e o sumário, resumo da atividade exitosa de Jesus, depois do pôr do sol, isto é, tendo passado já o sábado. Os quatro discípulos, depois os Doze, são testemunhas oculares de tudo o que Jesus fez e ensinou; testemunhas sobre as quais é construído o relato evangélico (cf. Lc 1, 1-4). Essa diferença temporal, sábado e depois do sábado, juntamente com o deslocamento espacial, sinagoga e casa, mostra que o Senhor age sempre, em qualquer tempo e lugar. Sua presença muda a vida das pessoas e essa transformação é sentida, inclusive, no próprio corpo. É o Senhor da vida que, com o gesto simbólico de tomar pela mão, como quem arranca alguém do sono – metáfora da morte –, faz a sogra de Pedro se levantar para servir. Não é uma única pessoa a beneficiária da presença do Senhor, mas muitos e de todas as partes podem, se aproximando ou deixando-se aproximar pelo Senhor, experimentar a vida nova que ele dá. Não obstante a fama crescente, Jesus procura os lugares afastados para a sua oração, não se deixando vencer pela tentação do sucesso nem se aprisionar por qualquer lugar, tampouco ser manipulado por quem quer que seja. Paulo é um exemplo a ser seguido. O ideal de sua vida foi imitar Jesus Cristo. Por isso, se fez tudo para todos, isto é, doou-se inteiramente na pregação do evangelho e socorrendo as pessoas e as comunidades cristãs nas suas necessidades. Nós, cristãos do século XXI, somos chamados a imitar Jesus Cristo e com ele e por sua graça sermos servidores do evangelho e de nossos semelhantes.
Oração:
Jesus Mestre vida, vivei em mim, para que eu viva em vós. Fazei-me viver eternamente na alegria do vosso amor.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – O EVANGELHO ANUNCIADO COMBATE AS FORÇAS DO MAL
O Evangelho anunciado e vivido é a força que expulsa as ondas, as situações e as negatividades que abraçamos nesta vida!
“E andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios” (Marcos 1, 39).
Nós não podemos compreender a missão de Jesus sem entender as duas atividades principais do Seu ministério. A primeira missão do Senhor é pregar, anunciar e evangelizar. A segunda é que essa pregação é acompanhada de curas e do ato de expulsar demônios.
Talvez você pense: “Eram tantos possessos assim? Era possessão para tudo quanto é lado onde Jesus andava?”. Em alguns lugares, expulsar demônios virá até espetáculo, show para as pessoas verem; mas não se trata disso no caso do Senhor. Quando anunciamos o Evangelho, quando nós o pregamos, a Palavra de Deus por si mesma atrai bênção, atrai cura e libertação e provoca uma revolução dentro do nosso coração. Quando a Palavra é ensinada e pregada na autoridade de Jesus.
Muitas vezes, nós estamos enfermos, doentes, sofrendo e padecendo por muitos males porque existe muita coisa negativa dentro de nós. O Evangelho é a força que expulsa as ondas, as situações e as negatividades que abraçamos nesta vida! Se nos deixamos ser tomados, abrasados e abraçados pelo Evangelho de Deus, este tem o poder de nos curar!
A segunda coisa é que o Evangelho anunciado a nós combate as forças do mal. O Evangelho por si mesmo é a derrota de satanás e dos demônios, por isso, quando ele é anunciado, ele chega ao nosso coração e mexe com as nossas estruturas interiores e nos ajuda a perceber que existem dentro de nós coisas que nós mesmos precisamos expulsar.
Você sabe que existem os “demoniozinhos” que não querem sair da nossa vida. Quando a inveja entra dentro de nós ela quer se alojar em nós e não quer sair. Quando a preguiça, a maledicência, a fofoca, a sensualidade, a ira, o ressentimento, a mágoa, entre outros, uma lista de “demoniozinhos” que atormentam a nossa vida e que precisamos deixar ser exorcizados, no bom sentido da palavra, pela Palavra de Jesus.
Quando a Boa Nova, que é a força do bem, chega ao nosso coração nós expulsamos e repelimos da nossa vida as forças do maligno. É por isso que precisamos, todos os dias, acolher o Evangelho. Acolher o Evangelho não é chegar e fazer uma leitura rapidinha e dizer: “Que leitura bonita! Que bom! Obrigado, meu Deus!”.
Permitamo-nos nos deixar ser tocados, curados, restaurados e libertos de toda ação do mal que paira sobre nós! O que nos contamina são as conversas que nós temos, é aquilo que ouvimos, são as situações mal resolvidas dentro de nós e do nosso coração. É preciso uma palavra nova, é preciso um encorajamento que venha do coração e da boca de Deus!
É por isso que Jesus se retira para a solidão do coração pela força da oração e, abastecido, Ele nos cura de diversas doenças, expulsa os demônios e não permite que eles falem e ajam no meio de nós!
Que a mão de Deus hoje nos toque e nos ajude a sermos libertos de tudo aquilo que nos oprime!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – TODOS TE PROCURAM!
Na medida em que se espalhavam as notícias sobre Jesus, acorriam a ele multidões numerosas em busca de cura para as doenças e males que as afligiam. O povo mais simples daquela época vivia num total abandono. A liderança político-religiosa estava nas mãos da classe sacerdotal, um grupo aristocrata da capital. Sendo que o tesouro do templo funcionava como uma espécie de banco, os sacerdotes estavam mais preocupados com questões financeiras do que com o bem-estar do povo. Os fariseus formavam um grupo excludente. Eles fizeram da prática estrita da Lei sua norma de vida e quem não era capaz de fazer o mesmo era olhado com desprezo. Os mestres da Lei, muito estimados pelo povo, acabaram por transformar a religião num amontoado de mandamentos e regras, que se multiplicavam, tornando-se cada vez mais difícil de serem cumpridas. O povo simples e pobre não tinha a quem recorrer. Estava deixado à própria sorte.
O aparecimento de Jesus fez renascer, nas camadas populares, a esperança. Ele falava com autoridade e realizava gestos poderosos. Era acolhedor e valorizava, de modo especial, quem era vítima da exclusão social e religiosa. Transmitia uma nova imagem de Deus, cheio de ternura e amor. Eis porque Jesus exercia uma atração irresistível sobre as pessoas, que o buscavam ávidas de ouvi-lo e serem curadas por ele.
Oração:
Senhor Jesus, eu te procuro com sinceridade na certeza de encontrar junto de ti palavras que reconstroem a esperança no meu coração.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
Por experiência própria todos nós sabemos o que é o sofrimento.
Sofrem todas as pessoas da terra, ao longo de toda a sua vida.
A pergunta pela causa do sofrimento é contínua. A humanidade se pergunta por isso deste o início de sua origem. Cada religião e cada filosofia tem suas respostas.
Por outro lado, toda a humanidade procura ansiosamente pela felicidade. E também neste caso, cada religião e cada filosofia tem suas respostas.
Qual resposta temos nós, os cristãos, seguidores de Jesus Cristo?
Apendemos que o sofrimento surgiu no rompimento dos primeiros pais, Adão e Eva, com a amizade de Deus. O pecado deles está no começo da humanidade, na origem de cada um de nós. E juntamente com o pecado, veio a pena merecida por ele. Esta pena se chama sofrimento em todas as suas formas.
Lemos em Gn 3, 19:
“Com o suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado; porque tu és pó e ao pó tornarás”.
Haveria, nesta situação, alguma esperança de retorno à felicidade ideal do paraíso terrestre?
Em Gênesis 1 nem mesmo o sofrimento supremo, a morte, é mencionada. Somente vida e felicidade eram a constante na existência de Adão e Eva. Deus não criou a humanidade para a morte. Mas pelo pecado ela entrou no mundo.
E todos somos mortais agora. Quando nos livraremos da morte?
Quando retornaremos à felicidade em que viviam Adão e Eva no paraíso?
Todas estas interrogações são necessárias para entendermos a Liturgia da Palavra deste Quinto Domingo do Tempo Comum.
Imaginemos o que se passou pelo coração misericordioso de Deus diante do sofrimento da humanidade que Ele, por amor, criou.
Deus não se conforma com esta situação.
Ele foi sempre o primeiro a querer reverter este quadro.
Ao nosso alcance está o ensino de Jesus sobre o perdão do pecado, das penas devidas a ele, do retorno à felicidade dos primeiros pais, e, mais do que tudo, da participação numa vida superior à simples vida humana: a participação da felicidade e imortalidade do próprio Deus, na Vida Eterna.
Se entendemos isso, entenderemos bem o que a Liturgia da Palavra deste domingo tem a nos ensinar.
Primeira Leitura é um trecho do Livro de Jó.
Sabemos como Jó, homem justo e cumpridor da vontade de Deus, foi provado com a lepra e todo o sofrimento físico e espiritual que esta doença provoca. Jó é a imagem do homem sofredor em sua condição humana.
Quando o livro de Jó foi escrito, não era clara a doutrina sobre a superação do pecado dos primeiros pais nem o Plano de Salvação elaborado por Deus desde toda a eternidade.
Para ele, homem fiel a Deus, o sofrimento que padecia não tinha uma causa justa, nem parecia ter fim. Leiamos Jó 7, 4:
“Se me deito, penso: Quando poderei levantar-me? E, ao amanhecer, espero novamente a tarde e me encho de sofrimentos até ao anoitecer”.
Seus sofrimentos começaram ao deitar-se e ao levantar-se mais sofrimento o esperava até deitar-se novamente.
No entanto Jó permaneceu fiel a Deus e não pecou por causa de seus sofrimentos.
A finalidade deste livro, portanto, é nos mostrar que mesmo no sofrimento devemos manter nossa fé e fidelidade a Deus. O sofrimento dado a ele, por licença de Deus a Satanás, foi para provar a fé e a fidelidade de Jó. E uma vez que Jó aceitou seus sofrimentos como homem justo, Deus reconheceu-o como seu fiel servidor. Por isso, neste mundo mesmo, Deus o cumulou de recompensas humanas.
Nós vivemos hoje à espera da libertação de todos os sofrimentos e da própria morte.
Sabemos em Quem confiamos porque assim fomos instruídos em nossa fé cristã.
Sabemos que Jesus demonstrou, com as curas inúmeras de enfermos, que a causa dos sofrimentos, o pecado, estava perdoado por Deus uma vez que Ele, Jesus, deu sua vida para salvar dele todas as pessoas. Isto é claro no caso do paralítico curado em Cafarnaum, baixado do teto da casa de Pedro. Leiamos Mc 2, 5.11:
Jesus disse ao paralítico: “filho, os teus pecados estão perdoados”. 11. Eu te mando: “Levanta-te, toma o teu leito e vai para tua casa”.
Primeiro Jesus perdoou os pecados do paralítico, causa de seus sofrimentos.
Depois lhe restituiu a felicidade de sentir-se reconciliado com Deus e poder andar normalmente.
Evangelho de hoje tem por objetivo mostrar-nos as inúmeras curas e exorcismos que Jesus fez. Na casa de Pedro, primeiro curou a sua sogra; e ao anoitecer levou muito tempo curando todos os doentes e possuídos pelo demônio (Mc 1, 32). Foi um acontecimento que atraiu toda a cidade à porta da casa de Pedro (Mc 1, 33). Jesus conseguiu um tempo, ainda naquela noite, para fazer suas orações ao Pai (Mc 1, 35). Mas logo ao amanhecer uma multidão o procurava (Mc 1, 37b).
No entanto, outra atividade de Jesus era igualmente importante: Ele devia pregar o Reino de Deus nas sinagogas. Portanto, partiu de Cafarnaum percorrendo muitas cidades e aldeias da Galileia. Fora para isso que Ele viera ao mundo (Mc 1, 38e).
Jesus veio ao mundo para pregar o Reino de Deus, reino em que Deus dá o perdão a todo pecador, restitui a imortalidade com que criara Adão e Eva. Somente bondade e felicidade encontramos no Reino de Deus. Pois é este o Reino de Verdade e Vida, de Santidade e Graça, de Justiça, Amor e Paz.
É a partir destes pensamentos que devemos considerar o Evangelho deste domingo.
Portanto meditemo-lo nesta Eucaristia e depois, em nossas casas: o fim do sofrimento de toda a humanidade está no perdão do pecado, na restituição da felicidade pela amizade com Deus, e por fim, na libertação definitiva da morte com a Vida Eterna que Jesus Cristo nos mereceu.
A tarefa de anunciar a todas as nações esta Boa Nova do perdão dos pecados e a Vida Eterna foi levada adiante pelos apóstolos de Jesus Cristo.
Na Segunda Leitura de hoje é São Paulo quem nos afirma como esta pregação era um dever que ele devia cumprir por ordem de Jesus, sem esperar neste mundo recompensa de tipo algum. De fato, em Corinto havia pessoas que desejavam ‘patrocinar’ a pregação de São Paulo, porque isso daria prestígio àquelas pessoas. Filósofos, artistas, curandeiros ambulantes eram assim ‘patrocinados’ por pessoas ricas daquele tempo. Era um costume romano.
Como, porém São Paulo pregava o Evangelho de Jesus Cristo, que lhe fora dado de graça, nunca exigiu ‘patrocínio’ nem remuneração em dinheiro dos coríntios. Ele quis, assim, deixar claro que a Salvação de todos os pecados e sofrimentos deste mundo é um dom gratuito de Deus aos homens.
E assim São Paulo conquistou milhares de pessoas, e terminou sua vida na maior pobreza. Os que, por meio de sua pregação, foram batizados, entraram na Igreja, viveram a felicidade de serem cristãos, aguardaram a Vida Eterna e a mereceram por terem sido santificados por Jesus Cristo.
Sejamos gratos a Deus com as palavras do Salmo Responsorial de hoje:
“Ele conforta os corações despedaçados, Ele enfaixa suas feridas e as cura” [Sl 146(147), 3].
E terminemos com felicidade nossa meditação sobre a Liturgia da Palavra de hoje, dizendo com o salmista:
“Louvai o Senhor Deus, porque ele é bom, cantai ao nosso Deus, porque é suave: Ele é digno de louvor, Ele o merece!” [Sl 146(147), 1].
Padre Valdir Marques

(10) – TOMOU-A PELA MÃO E LEVANTOU-A
Escreve o apóstolo Paulo: «E justamente […] alcancei a misericórdia, para que, em mim primeiramente, Cristo Jesus mostrasse toda a sua magnanimidade, como exemplo para aqueles que haviam de crer nele para a vida eterna» (1Tim 1, 16). Querendo a todos dar o perdão, Ele escolheu um dos seus mais encarniçados inimigos para que ninguém, vendo-o curado, fosse tentado pela desesperança.
Não é isto que fazem os médicos?
Quando vêm estabelecer-se em locais onde ainda não são conhecidos, procuram tratar primeiro pessoas atingidas por doenças desesperadas, para assim conseguirem dar provas da sua qualidade, para tornarem famosa a sua competência. Cada um dirá então ao vizinho: «Vai a este médico; vai confiante, ele curou-me! […] Eu tinha a mesma doença que tu; passei pelos mesmos sofrimentos.» É o que diz Paulo a cada doente em perigo de desesperança: «Aquele que me curou envia-me a ti dizendo-me: “Vai ao encontro desse doente desesperado, fala-lhe da tua doença, informa-o sobre o mal de que te curei. […] Grita aos desesperados: ‘Eis uma palavra digna de fé e de toda a aceitação: Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores’ (1Tim 1, 15).” Que tens a temer? Porque estremeces? Eu próprio “sou o primeiro dos pecadores”. E digo-to, eu que fui curado a ti que estás doente; eu que agora estou de pé, a ti que estás abatido; eu que estou hoje cheio de segurança, a ti que estás em desespero».
Não vos deixeis pois cair na aflição.
Estais doentes?
Vinde até Ele e sereis curados.
Estais cegos?
Vinde até Ele e sereis iluminados.
[…] Dizei todos: «Vinde, adoremos, prostremo-nos por terra diante dele; choremos diante do Senhor que nos criou» (Sl 94, 6 Vulg).
Santo Agostinho (354-430)

(11.1) – VAMOS A OUTROS LUGARES
O Evangelho que a liturgia deste domingo nos apresenta, vem nos mostrar a proximidade de Jesus com os sofredores!
Jesus não se apresentou ao povo em cima de palanques, e sim em meio aos sofredores, foi curando os doentes, libertando os acorrentados pela força do mau, que Ele foi revelando o rosto humano do Pai!
A narrativa apresenta-nos três momentos de atividades de Jesus que marcaram o início de um tempo novo, de uma história de amor que teve início mas que nunca terá fim!
No primeiro momento; a narrativa nos diz que Jesus saiu da sinagoga, onde libertou um homem de um espírito mau, (o que vimos no evangelho do domingo anterior) e dirigiu-se com Tiago e João para a casa de Simão (Pedro). Ao saber que a sogra de Simão, estava acamada, Jesus vai ao seu encontro e segurando-a pela mão, ajuda-a a se levantar. Neste episódio, o que deve chamar mais a nossa atenção, não é o milagre em si, e sim, a postura da sogra de Simão, que ao sentir-se curada, não se acomodou, pôs-se logo a servir!
No segundo momento; vemos Jesus curando e libertando muitas pessoas de diversas doenças! A multidão que procurava Jesus em busca de milagres crescia dia pós dia, e se por um lado, Jesus se compadecia diante o sofrimento do povo, Ele sabia que não poderia prender-se ali, e nem deixar que povo acomodasse, e ficasse o tempo todo a espera de milagres. Jesus não queria ser visto como um fazedor de milagres, afinal, Ele, não havia sido enviado para fazer milagres, os milagres que Jesus realizava, Ele os realizava por compaixão e para servir de sinais! O compromisso que Jesus assumira com o Pai, ia muito mais além do que realizar milagres, Jesus viera ao mundo com a missão de ensinar o povo a viver no amor, a caminhar com suas próprias pernas, a retomar o caminho da vida, que é o caminho da salvação, caminho este, que perpassa pela prática da justiça!
Esta passagem do evangelho nos alerta sobre o perigo de ficarmos procurando Jesus somente em busca de milagres e com isso deixarmos de assumir o nosso compromisso de construtores do Reino! A nossa procura por Jesus, deve ser sempre na condição de discípulo que quer aprender com Ele, que quer buscar Nele, força e coragem para enfrentar e superar os desafios da vida!
E no terceiro momento; vemos Jesus em oração, certamente buscando no Pai orientações para exercer o seu ministério. Enquanto ele rezava, Simão e seus companheiros reivindicaram a sua presença junto ao povo que o procurava sem cessar. E Jesus, deixa o coração, pra viver a razão, respondendo decididamente: “Vamos a outros lugares, às aldeias da redondeza! Devo pregar também ali pois foi para isso que eu vim.”
Neste terceiro momento vemos a importância da oração! Jesus rezava todas as vezes que Ele precisava tomar uma decisão, como Ele precisava tomar naquele momento. Imitemos Jesus, buscando discernimento no Pai, através da oração.
Jesus, quer nos ver sempre em movimento, nunca parados, todas as vezes que Ele curava alguém, Ele dizia: “levanta-te, vai” …
Quem vive a fé, não fica buscando milagres, afinal, estar vivo, para quem tem fé, já é um grande milagre!
Viver a fé é sentir-se amado por Deus é transformar o sofrimento, em trampolim para a sua ascensão.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – JESUS CUROU A SOGRA DE SIMÃO
VOCÊ JÁ REZOU HOJE?
PRIMEIRA LEITURA – As lamentações de Jó diante de seu sofrimento, nos conduz a uma só conclusão. É melhor sofrer nesta vida do que sofrer no inferno, na outra vida! Não reclamemos das nossas dores. Não nos irritemos com o que temos de sofrer, muito menos nos revoltemos contra o Pai. Não se trata de castigo, mas sim, de provação e purificação.

SALMO – Caríssimos. Aconteça o que acontecer. Louvemos sempre ao Senhor nosso Deus, porque Ele é bom, misericordioso e justo. O seu jugo é leve e o seu peso é suave. Isso significa que pelo certo, deveríamos sofrer muito mais. Lembremos sempre que o nosso sofrer é causado pelo mau uso que fazemos da nossa liberdade, e também pela vontade do Pai. Ele pode até permitir que passemos por dificuldades para que aprendamos, para que sejamos redimidos, nos convertamos, e tudo isso é para o nosso próprio bem.

SEGUNDA LEITURA – O santo Paulo nos explica hoje que pregar o Evangelho não deve ser motivo de glória para nós. Isso quer dizer que se fui ordenado, se fui escolhido por Deus para a missão de evangelizar e de salvar em nome de Cristo, eu não devo me comportar como se eu fosse melhor do que os demais irmãos, com ar de arrogância, mesmo por que, ai de mim se eu não evangelizar! Anunciar o Evangelho é um dever de todos nós. Uns anunciam pela palavra, outros pelo testemunho e pelo bom exemplo. Mais ninguém está dispensado dessa missão.
Evangelizar é um encargo que nos foi confiado por Deus, e portanto devemos nos sentir felizes por essa escolha, e nunca exigir nada em troca. E ao contrário de me apresentar como o maior de todos, o mais importante de todos, eu devo me comportar como um escravo de todos os demais irmãos. Por que sem Deus, não sou nada! Sem o poder de Deus em mim, eu não passo de um reles mortal, formado de carne osso e pele, que só está fazendo o que deveria ser feito.
Devo me adaptar aos irmãos aos quais me dirijo. Se eu sou da alta sociedade, e tenho de fazer um trabalho missionário na periferia, jamais me apresentarei lá com roupas e joias caras… Pelo contrário, preciso fazer o possível para parecer um deles. Chegar lá bem vestido e com um ar de arrogância, com uma cara de quem sabe tudo, só causarei o repúdio daquela gente humilde e a minha palavra não vai converter ninguém. Eu mostro a eles com minha soberba que não sei o que é sofrer, que não sei o que é passar necessidades, que não preciso de Deus, o qual eu ouso anunciar para eles. Pois é preciso ser simples para falar aos simples. Desde o vestir, até o palavreado usado. Se não consigo me apresentar assim, se não consigo interiorizar o modo de ser do povo sofrido, é melhor ficar no grande centro falando a linguagem dos que me ouvem. Por que lá na favela, se não consigo ser um deles, estarei jogando conversa fora! Pois eu não pertenço ao mundo deles.
Do mesmo modo, se sou da classe média baixa e pretendo dirigir a palavra a uma plateia da classe média alta, devo cuidar da minha aparência e rebuscar a minha linguagem. Porém, de modo geral, é muito difícil ser um deles. Tanto para os da periferia, onde muitos vão me olhar de baixo para cima, como os da classe alta, alguns vão me olhar e pensar: Coitado! Ele é pobre! Mas ele está se esforçando! …
Mas em que consiste então o meu salário, a minha recompensa por pregar o Evangelho? Jesus foi bem claro quanto a isso: “Terás cem vezes mais nesta vida e mais a vida eterna, com direito a perseguições!”
Caríssimos. Pode acreditar, caso você desconheça. Deus trata de maneira especial quem se dedica ao anúncio da palavra. Tudo dá certo em sua vida. Os seus problemas do dia a dia são resolvidos com a ajuda especial do Todo Poderoso. Sua sobrevivência é mantida pela força do Alto, a qual também cuida da sua segurança. Seu esforço é reconhecido por Deus e se pode perceber isso pelo reconhecimento dos irmãos.
Porém, nem tudo são rosas. Pois podemos sofrer a inveja, daqueles que se sentem incomodados com o nosso talento, com a nossa presença. É o resultado das mazelas humanas! “…com direito a perseguições!”. Mas tirando isso, o resto é lucro. É maravilhoso servir ao Senhor do Céu e da Terra!

EVANGELHO – E Jesus segurou a mão da sogra de Simão e ajudou-a a levantar-se. Aí a febre desapareceu e ela começou a agir como se nada tivesse acontecido. Espetacular! Maravilhoso o poder de Deus!
Jesus desafiou os costumes dos judeus, que tratava a mulher com muita injustiça. Nenhum homem poderia tocar em uma mulher, muito menos uma doente. Pois o doente era considerado impuro, não pelas bactérias, fungos ou vírus. Mas por causa dos seus pecados que o fez ficar doente! Que absurdo! Jesus, em vez de se afastar daquela mulher, aproximou-se, e deu-lhe a mão, levantando-a.
Jesus é aquele que nos dá a mão, e nos levanta do fundo do poço, nos tira de toda encrenca em que nos metemos. Para isso basta que peçamos a sua ajuda, o seu socorro. Basta que nós decidimos mudar de vida. Basta que nos convertamos.
Jesus libertou a sogra de Simão do seu quadro de mal estar, daquela febre que a impossibilitava de uma vida digna e com abundância, libertou-a daquele sofrimento. Porque Jesus nos liberta de todo mal. Principalmente do cativeiro do pecado, do vício, da maldade, do egoísmo e dos nossos inimigos. Jesus é o médico dos médicos. Busca Jesus em seus momentos de dor e de aflição, e terás a solução de todos os seus males. Mas você precisa realmente acreditar. Porque aquele(a) que tem fé, mesmo no sofrimento, mesmo na dor, encontra a paz de Deus. Porque Deus nunca nos abandona a nossa própria sorte, por mais cruel que sejamos, somos filhos de um Pai que nos ama e quer a nossa salvação, mesmo para aqueles que se encontram em plenos caminhos do mal. Algumas vezes Jesus disse ao fazer uma cura: “A tua fé te salvou”. Se a nossa fé for pequena, não adianta rezar, e rezar. Por falar nisso, você já rezou hoje? Boa pergunta para fazer aos seus melhores amigos mesmo em tom de brincadeira…
A liturgia desse domingo nos revela que através do sofrimento nós nos aproximamos de Deus. Por outro lado, esse mesmo Deus está sempre empenhado em nos libertar do desconforto, causado pela doença. E isso deve acontecer depois de nos ter purificado. Depois de ter aceito com paciência a dor, e de nos reconhecer pecadores, e aceitar a mão estendida do Pai para nos levantar não só do mal que nos aflige o corpo, mas principalmente do mal que sufoca a nossa alma, que é o pecado mortal.
Obrigado pelas suas orações. Sinto-me bem melhor.
José Salviano

(11.3) – JESUS CURA A SOGRA DE PEDRO
Jó mergulhado no sofrimento. Diante de seus amigos abre seu coração, sua desilusão. Eles, que defendem uma teologia distante da vida, não podem compreender a queixa de seu amigo nem acompanha-lo plenamente em sua dor. O grito de Jó está presente na vida diária de muitos homens e mulheres em todos os cantos do planeta e enfrentam uma vida de luta e dificuldade. Jó compara sua existência com a vida de um “mercenário”, isto é, aquele que vende sua luta que livra por dinheiro causas que não são suas e se afadiga por empreendimentos que não ama.
O livro de Jó, como sabemos, é uma joia literária dentro da bíblia hebraica (da qual é tomado do Primeiro Testamento). É uma reflexão sapiencial sobre esse problema insolúvel, ou melhor, sobre esse mistério eterno que é “o mal”. O mistério do mal, sua presença injustificada no mundo, ante o qual necessitamos justificar os que poderiam estar implicados pela existência do mal. A Deus, em primeiro lugar. Efetivamente, a “teodiceia” ou disciplina filosófica que mostra a existência de Deus, trata, na realidade de “justificar” a Deus – como expressa a própria etimologia da palavra.
O importante no livro de Jó não são seus “dados históricos” (que não existem, pois não é um livro histórico), nem as respostas de tipo explicativo que são dadas sobre a dor humana (que seriam hoje absolutamente ultrapassadas), mas a sabedoria de suas reflexões.
Decididamente a ciência avança a cada dia e não faz sentido hoje estudar a ótica na perspectiva de Newton, por exemplo, que foi um de seus fundadores, pois como ciência sua obra está hoje abertamente ultrapassada. Contudo, não avançamos a cada dia em sabedoria, que não está no mesmo plano da ciência, e hoje a humanidade segue vivendo da sabedoria de personagens como Confúcio, Buda, Sócrates, Jesus… Na realidade, não temos avançado no que diz respeito àquela sabedoria fundamental, adquirida há mais de três mil anos… Esta constatação nos permite escutar e ler o livro de Jó.
Paulo menciona de maneira a reflexão de Jó. Situa-se em uma discussão acalorada com seus interlocutores na comunidade de Corinto, na qual grupos ou facções criticam e questionam sua autoridade (v. 3). Paulo responde fazendo uma defesa radical de usa missão e declara sua absoluta liberdade frente a toda manipulação ou poder humano. Não se declara membro de um movimento ou representante de alguma instituição, mas como homem “obrigado a cumprir uma tarefa”. No Império Romano era comum a prática do clientelismo, na qual o benfeitor se convertia em patrão de quem recebia seus benefícios. O Apóstolo deseja deixar claro a pureza de sua mensagem, que não está vendida a ninguém “cliente”, nem moldado por nenhum interesse pessoal (v. 17-18). Esta liberdade em Cristo lhe permite ser um servidor dos demais. Não teme amoldar-se às condições de via dos destinatários de sua mensagem: Judeus, seguidores da lei ou rebeldes dela, débeis. Paulo anuncia assim o evangelho da liberdade que não se matricula com a rigidez nem faz o jogo com a diferença e quer chegar a todas as realidades humanas, como uma Boa Notícia do amor de Deus.
No evangelho de Marcos, Jesus entra na vida das pessoas, torna-se um deles em sua cotidianidade. O domingo passado nós o vimos curando um endemoninhado. Hoje o acompanhamos com Simão e André na casa de Pedro. A casa é o lugar íntimo onde se partilha o teto e a mesa. Aí se encontra com uma anciã enferma, a sogra de Pedro. Jesus se aproxima, toma-a pela mão e a faz levantar. Um gesto tão simples como é o aproximar-se e dar a mão a alguém, faz com que recupere sua saúde e também a capacidade de servir. Ao entardecer, muitos vieram busca-los e relata o evangelista que Jesus continuou curando. Era comum na época de Jesus que os enfermos fossem considerados malditos ou possuídos por espíritos maus, e assim se justificava sua exclusão da comunidade sem que ninguém se atrevesse a aproximar-se deles. Jesus, ao contrário, se entrega com amor e dedicação ao seu cuidado, tornando-se um servidor.
A prática da cura, a luta contra o mal, isto é, a práxis libertadora do ser humano… é a prática habitual de Jesus. Tão importante como fazer o bem é evitar o mal e lutar contra ele: dar a vida na tarefa de procurar a paz, a saúde, o bem-estar, a felicidade… a todos aqueles que a perderam. Ser cristão é, entre muitas outras coisas, lutar contra o mal, não ficar de braços cruzados, ou ensimesmado pelos próprios assuntos, quando vivemos em um mundo com as cifras arrepiantes de pobreza e miséria que hoje padecemos.
Anunciar hoje o reino não é questão somente de palavras. Exige simultaneamente que se construa o reinado de Deus. A nossa evangelização, deve ser como a de Jesus. Seu “anunciar´” a boa notícia não é questão simplesmente de transmitir informação…mas de fazer, de construir, de lutar contra o mal, de curar, reabilitar os irmãos. Colocar-se a serviço, acompanhar e dignificar a vida, em todas as suas modalidades é manifestação da mão criadora de Deus.
Oração: Pai criador, que escutas e atendes os clamores da humanidade e que em Jesus nos mostraste o projeto de bondade e liberdade para teus filhos e filhas. Faze de nós crentes audazes que livres de todo afã de domínio e ganância, saibamos ser servidores de todos, especialmente de teus filhos sozinhos e abandonados. Que sejamos construtores de um mundo sem exclusões no qual todos tenhamos igual dignidade e iguais oportunidades para que a humanidade e a criação que sofre possa também um dia levantar-se e realizar-se plenamente em paz e bem estar. Tu que vives e amas pelos séculos dos séculos.
Claretianos

(11.4) – CUROU MUITAS PESSOAS DE DIVERSAS DOENÇAS
Este Evangelho descreve dois dias de intensa atividade de Jesus em Cafarnaum:
1) Sai da sinagoga onde estava rezando.
2) Cura a sogra de Pedro.
3) Cura “muitas pessoas de diversas doenças e expulsa muitos demônios”.
4) Refugia-se para a oração.
5) Vai a “outros lugares, às aldeias da redondeza”.
E o evangelista resume: Jesus “andava por toda a Galileia, pregando em suas sinagogas e expulsando os demônios”.
A oração e a união com Deus são a fonte do nosso amor ao próximo.
Jesus só fazia o bem; a sua alegria consistia em fazer o bem às pessoas. Depois que ele curou a sogra de Pedro, o evangelista diz: “Então a febre desapareceu, e ela começou a servi-los”. Aquela senhora, que convivia com Jesus bem de perto, pois ele frequentemente se hospedava na casa dela, havia aprendido com Jesus esta virtude do bom acolhimento. Certamente, lá da cama ela sentia um grande desejo de estar preparando a comida e o pouso dos queridos visitantes. Logo que foi curada, pôde realizar o seu desejo.
“À tarde, depois do pôr-do-sol, levaram a Jesus todos os doentes… A cidade inteira se reuniu em frente da casa. Jesus curou muitas pessoas de diversas doenças.” Descubra a felicidade de servir. Quem gosta de servir, faz aquilo que pode pelos outros. Jesus podia curar, curava. Diversas vezes, ele nos pediu: “Curai os doentes”.
“De madrugada, quando ainda estava escuro, Jesus se levantou e foi rezar num lugar deserto.” O seu amor maior mesmo é a Deus Pai. É este amor que o impulsionava a amar o próximo. Como é importante nós não nos deixarmos levar pelo ativismo, e dar umas fugidas para nos encontrarmos com Deus! O evangelista começa o Evangelho de hoje dizendo: “Jesus saiu da sinagoga…” portanto ele estava rezando. Só neste curto texto do Evangelho, Jesus aparece duas vezes rezando!
“Simão e seus companheiros foram à procura de Jesus. Quando o encontraram, disseram: Todos estão te procurando!” Como quem diz: “Ontem o Senhor conquistou o povo; agora, que, está na hora de colher os frutos, o Senhor foge?” Jesus não buscava “frutos” nem glórias para si; o que ele queria era a glória de Deus Pai e o bem do povo.
“Jesus respondeu: Vamos a outros lugares”. O líder dá a mão, ajuda a pessoa a se levantar, mas quer que ela depois caminhe com as próprias pernas, e não fique dependendo daquele que a ajudou, ou batendo palmas para ele. Afinal, somos todos iguais. Deus é que faz as curas e dá as graças.
O grande modelo na cena, além de Jesus, é a sogra de Pedro que, logo que foi curada, “se levantou e pôs-se a servi-lo”. O trabalho é uma bênção de Deus. Poder trabalhar é poder servir. “Descubra a felicidade de servir”. Jesus trabalhava. Ele era carpinteiro, junto com o pai, S. José. Na vida pública, continuou trabalhando, pois a atividade missionária é trabalho. Quem tem fé gosta de trabalhar, pois a fé sem obras é morta. Nós, que recebemos tanto da família e da sociedade, precisamos ajudá-las também, através do nosso trabalho.
Jesus era um mestre religioso diferente dos outros mestres da época. Estes fundavam escolas para ensinar a interpretar a Sagrada Escritura. Jesus era itinerante, queria que seus discípulos vivenciassem a Sagrada Escritura, e passassem essa vivência para frente. Esse método continua até hoje, na Santa Igreja.
Nós queremos ser “Discípulos e missionários de Jesus Cristo, para que os nossos povos tenham vida nele” (Documento de Aparecida). Somos chamados a levar a Boa Nova de Jesus até os confins da terra. A Comunidade cristã não é um grupo de pessoas em torno de um líder, mas são pessoas unidas em torno de Cristo, e organizadas entre si para a construção do Reino de Deus.
Certa vez, um menino da roça foi à cidade com o pai. E lá havia um palhaço na rua, fazendo propagando do circo. O garoto se encantou com aquele palhaço, e começou a acompanhá-lo, junto com as outras crianças.
Quando se deu conta, tinha se separado do pai. O menino começou a chorar, e a andar desesperadamente pelas ruas procurando o pai. Ele atravessava as ruas sem cuidado, correndo o risco de ser atropelado. Até que, por sorte, o pai, que também o procurava, o viu na rua e correu atrás.
Este mundo está cheio de gente andando sem rumo e desesperadamente, como aquele garoto. A sogra de Pedro não andou sem rumo, pois imitava e seguia Jesus Cristo, o caminho, a verdade e a vida.
Maria Santíssima passou a vida servindo: dona de casa, esposa, mãe… Que ela nos ajude a servir na humildade, a Deus e aos nossos irmãos e irmãs, e assim acertar o caminho do Céu.
Padre Antônio Queiroz

(11.5) – REFLEXÃO
Neste Evangelho, mais uma vez, Jesus nos mostra a sua ação libertadora. Onde está Jesus, lá está a felicidade, lá está a alegria. Sua presença modifica o ambiente, tudo muda. Com Jesus ao nosso lado, sentimo-nos fortes e protegidos.
Jesus sai da sinagoga, entra na casa de seu amigo e cura a sogra de Pedro que estava acamada, com febre. Aquela que estava doente foi curada e, para demonstrar sua alegria e gratidão, imediatamente começou a servi-los.
Quantos exemplos nós encontramos no Evangelho de hoje. Mostra que a oração está presente na vida de Jesus. Marcos inicia mostrando Jesus saindo da sinagoga, onde, certamente, estava ensinando e orando. Jesus quer nos mostrar que, também ele, encontra forças na oração para cumprir sua missão.
Observe que Jesus não foi sozinho à sinagoga. Convidou seus amigos Tiago e João para acompanhá-lo. Esse exemplo deve ser seguido. Precisamos convidar e trazer todos nossos amigos para a casa do Senhor.
Ao sair da sinagoga Jesus foi visitar Simão e André. O enviado do Pai não fica parado, está sempre à procura das pessoas. Sabe como é importante a presença amiga. Devia estar preocupado e se perguntando por que esses seus amigos não teriam ido à sinagoga naquele dia?
Quando chegou, encontrou a sogra de Pedro acamada e com febre. Aproximou-se, segurou sua mão e a curou. Esse gesto de Jesus é totalmente contrário aos costumes da época. Tocar em uma mulher sã, já não era normal, quanto mais estando doente. Qualquer judeu observante da lei teria se afastado dela.
Mais um exemplo, mais uma lição. Além da compaixão pelos enfermos, sem usar nenhuma palavra, Jesus deixou claro que não pode haver discriminação e pede mudanças. Isto vale também para os dias de hoje. A mulher, sempre marginalizada pela sociedade, tem direito a igualdade, dignidade e respeito.
Outra lição nós aprendemos com a sogra de Pedro; assim que se viu curada, passou a servi-lo. Ela soube agradecer o benefício recebido. Imediatamente colocou-se a serviço. Quantas vezes recorremos a Deus. Quantas curas nós alcançamos, quantas graças recebemos sem nunca nos lembrarmos de agradecer.
Jesus andava por toda Galileia, curando e expulsando demônios. Pouco se importava com o número de habitantes. Pregava em todos os lugares, em todas as aldeias. “É para isso que eu vim”, dizia ele. Queria mostrar que, por menor que seja o lugar, mesmo que lá habite uma só pessoa, o evangelizador tem que se fazer presente.
Resumindo: Jesus acolhe a todos sem distinção de sexo, raça ou cor. Seu carinho e atenção para com a mulher e com o enfermo são claras demonstrações de amor e igualdade.
Levantar-se de madrugada para orar, é um recado direto para quem quer segui-lo. Ninguém está dispensado de orar. A oração faz parte da atividade apostólica. É ela que dá sentido e força para a ação missionária. Por tudo isso, vamos rezar para que jamais faltem boas notícias, como esta.
Jorge Lorente

(11.6) – A PERIGOSA FÉ DA MAGIA
Gosto muito de ouvir histórias de pessoas que montaram um pequeno negócio, e após muito esforço foram bem sucedidas, tornando-se gestores de grandes empresas, agindo sempre com ética e honestidade. O bom empreendedor é sempre ousado e pensa “grande”, tendo uma visão audaciosa do futuro, atitude muitas vezes até criticada e questionada pelos acomodados que pensam “pequeno”. Porque têm medo de arriscar. Se o empreendedorismo é fator dos mais importantes no desenvolvimento de uma nação, de uma empresa ou de qualquer negócio, no reino de Deus não poderia ser diferente, porém, é preciso ter os pés no chão, trabalhando a cada dia com vistas à grandiosidade que se vislumbra, pois o homem de fé, mais do que ser otimista, já vai construindo no hoje da história, o reino de Deus alicerçado pelo próprio Cristo.
No evangelho desse quinto domingo do tempo comum, podemos perceber nitidamente essa diferença no modo de pensar e agir, entre Jesus e os seus discípulos. Enquanto o mestre pensa em algo grandioso, querendo expandir o projeto recém iniciado, os discípulos estão seguros de que já alcançaram o sucesso e demonstram grande interesse em montar ali, na casa de Simão, uma “Tenda dos Milagres”, pois o carisma de Jesus já tinha atraído uma grande e imensa clientela, ao curar os enfermos e expulsar os demônios, por isso aonde ele ia, a multidão maravilhada com os sinais prodigiosos, o seguia.
Há nesta fé da magia, a perspectiva de um negócio altamente lucrativo em todos os sentidos, pois Jesus tem o perfil do Messias esperado, poderia ser ele o salvador da pátria, capaz de dar a grande virada na história de Israel, e um populismo assim, era tudo que eles queriam para concretizar a libertação com que sonhavam. Não conseguiam vislumbrar em Jesus algo além dos seus ideais humanos, que também eram importantes e tinham o seu valor, mas Jesus não veio para ser o Rei dos Milagreiros, nem para ser um libertador político, pensar assim é pensar “pequeno”, ter uma fé com essa expectativa de um Cristo prodigioso, que interfere com seu poder na vida das pessoas, quando essas fazem por merecer, realizando milagres e curas inexplicáveis, é menosprezar toda a obra da Salvação, é fazer da Igreja uma simples tenda dos milagres, é abusar de certos carismas recebidos, explorando assim a boa-fé das pessoas, e Cristianismo não é isso.
Curas de enfermidades o Cristo as realizou ontem, e realiza também hoje, mas estas são simples sinais de algo maior, de um empreendimento mais arrojado, com o qual todos têm de se comprometer, acreditar, deixar de ser um torcedor para entrar em campo e “suar a camisa” por aquilo em que se acredita. E como é que podemos, com nossas limitações e fraquezas, sermos parceiros de Deus nesse projeto tão arrojado, que plenifica e ao mesmo tempo transcende, qualquer empreendimento humano?
O evangelho responde em seu início, logo que Jesus sai da sinagoga e vai à casa de Simão, onde os discípulos correm para lhe falar que a sogra de Pedro estava acamada e com muita febre. Era uma pessoa debilitada, entregue ao desânimo, que muitas vezes chega à vida de alguém, que doença seria essa? O comodismo e o desânimo, o egocentrismo, a indiferença na relação com as pessoas, nas comunidades cristãs há pessoas assim, que precisam de ajuda, para cair na realidade. Jesus não diz uma só palavra, mas apenas estende a mão e a ajuda a levantar-se do seu leito. Como é bom quando sentimos que o outro nos estende a mão, em um grandioso gesto de ajuda…
Como é bom agarrar com firmeza a mão amiga, que nos permite levantar e dar a volta por cima, diante de tantas situações difíceis da nossa vida. Amor que se traduz em gestos de solidariedade, um toque de mão que transmite segurança, afeto, ânimo e esperança, sem muito ritual pomposo, sem êxtases arrebatadores. Como resultado desse gesto de ajuda, a mulher se levanta a febre a deixa e agora se põe a servir a comunidade. É na oração íntima com Deus Pai, que Jesus de Nazaré fortalece a sua missão, cumprindo a vontade daquele que o enviou, pois sem a oração, a nossa igreja seria apenas um Posto de atendimento de serviço religioso ou balcão de Sacramentos.
É na oração que acontece este colóquio com o Pai, aonde vai se descortinando para nós a plenitude do Reino, que humildemente vamos construindo com gestos simples como o de Jesus, capaz de erguer as pessoas que estão ao nosso lado.
Os discípulos, encantados com o carisma e o Poder do mestre, querem urgentemente abrir um “pequeno negócio”, um salãozinho de fundo de quintal, onde eles teriam naturalmente o monopólio sobre Jesus e seus milagres, mas o Mestre pensa grande, ele não veio para que as pessoas o buscassem, mas para ir ao encontro delas, curando de suas enfermidades e as libertando dos males físicos e espirituais, como um sinal da libertação plena.
É esse o Cristo que devemos anunciar como Igreja missionária, pois qualquer outra imagem diferente da que nos apresenta o evangelho, seria apenas uma caricatura grotesca, uma cópia falsificada de um mero “Salvador da pátria”, desses que vez ou outra, o povo gosta de aclamar como Rei… (V Domingo do Tempo Comum)
Diácono José da Cruz

(11.7) – JESUS CURA MUITA GENTE
Jesus andou por toda a Galileia, ensinando nas sinagogas, anunciando a boa notícia do Reino e curando as enfermidades e as doenças graves do povo.
No Evangelho de hoje vemos Jesus com a concisa precisão se dirige para uma casa. “logo que saíram da sinagoga, foram… para a casa de Simão…”, o evangelista Marcos indica que Jesus descarta a sinagoga e afirma seu ministério no espaço da “casa”. É a casa o lugar onde se reúne a nova comunidade e que se torna o centro de irradiação da missão. Na “casa”, a mulher, libertada de sua exclusão, exerce a prática essencial das novas comunidades, que é o serviço. E é à porta da casa que se reúne a cidade inteira.
Jesus não se deixa reter por uma comunidade particular. Seu ministério missionário é dirigido amplamente a toda a Galileia e aos territórios vizinhos. Por isso, Sua fama se espalhava por toda a região da Síria. Todo povo levava a Jesus pessoas que sofriam de várias doenças e de todos os tipos de males, isto é, epiléticos, paralíticos e pessoas dominadas por demônios; e ele curava todos. Grandes multidões o seguiam; era gente da Galileia, das Dez Cidades, de Jerusalém, da Judéia e das regiões que ficam no lado leste do rio Jordão.
A sogra de Simão estava com febre. Identificada à doença Jesus se aproxima dela e a cura. O que falta para que Ele cure também a sua doença? Identifique a tua doença, procure saber qual é e clame por Jesus. Se for o pecado, lembre-se de que não precisa explicação. Se você quer ser curado do pecado, ele só precisa ser reconhecido. Por favor, não jogue a culpa nos outros: Ah, eu pequei porque estava muito sozinho, porque meu marido me abandonou ou porque minha mulher me abandonou ou porque o meu pai não me compreende; eu estou nas drogas porque ninguém gosta de mim; ou eu bebo porque a sociedade é injusta; ou, sou homossexual por isso; ou eu faço isso por aquilo.
Enquanto você estiver tentando explicar, você nunca dará o primeiro passo. Se você quer ser curado, verdadeiramente curado, transformado, verdadeiramente transformado, só tem que dar um passo: dizer como o ladrão na cruz: Este não fez nada, mas nós sim, nós merecemos porque nós somos ladrões, nós fizemos mal.
Você já reconheceu qual é o seu problema? Talvez o seu problema não seja o dinheiro, não seja a saúde, nem o marido, nem a mulher, nem o filho, nem o pai. Talvez seu problema não seja o chefe, nem a inflação.
Talvez todas essas coisas sejam pretextos para esconder seu verdadeiro problema que tem raízes mais profundas.
Se você tomar consciência de sua situação, se a reconhecer e a aceitar, já deu o primeiro grande passo na recuperação. Mas existe muita gente que apesar de dar este primeiro passo, sente que nada muda. Por quê?
Em algum momento temos que parar, reconhecer nossa situação e clamar pedindo ajuda. Fale aí em seu coração com Deus. Fale: Senhor, o meu problema sou eu, os meus temperamentos, o meu caráter, não têm paciência, explodo por qualquer coisa. Não tenho sabido dominar meu temperamento. Este é meu problema. Meu problema não é meu patrão, nem que os outros tenham oportunidades; meu problema é o meu temperamento. Sou impontual, desorganizado. Este é o meu problema. E eu não tenho forças para sair desta situação sozinho, preciso de Tua ajuda, Senhor.
Vejam agora a resposta de Jesus a este ladrão. Ele disse: “Em verdade, em verdade te digo. Estarás comigo no paraíso.” Repare que, o ladrão somente pede: Lembra-te de mim, nada mais. Mas Jesus lhe diz: Eu te prometo que estarás comigo no paraíso. Nunca mais estarás sozinho, nunca mais abandonado, rejeitado, nunca mais passarás fome, nunca mais um ser querido morrerá. Você estará comigo para sempre, por toda a eternidade.
Canção Nova

(11.8) – QUANDO SAÍMOS DA “SINAGOGA”
1ª. leitura – Jó 7,1-4.6-7 – “na hora da aflição”
Jó, homem justo e sofredor faz um desabafo do que tem sido a sua vida sobre a terra e como espera pelo momento da sua libertação. A vida de Jó se assemelha à vida de todo o homem e de toda mulher que passam pelas humilhações e dificuldades próprias do caminhar e que provam do sofrimento nos momentos de incerteza e de dor. Todos nós, mesmo aqueles (as) que temos o coração voltado para Deus passamos por sofrimentos, decepções e fracassos. No entanto, a nossa confiança e esperança nos Seus planos nos ajudam, muito embora também possamos desabafar a nossa angústia. Na hora da perseguição e da aflição o Senhor também escuta o lamento do nosso coração. Há momentos em que precisamos expor o nosso coração diante de Deus e chorar o nosso infortúnio. Deus espera a nossa manifestação!
– Você já desabafou para Deus tudo o que você lamenta dentro do seu coração?
Se ainda não o fez, faça-o agora e experimente o consolo e a paz daqueles que esperam no Senhor!

Salmo 146 – “Louvai a Deus, porque ele é bom e conforta os corações”
O salmista exalta o modo de ser do nosso Deus que, ao mesmo tempo em que é Onipotente é também suave. Apesar da sua grandeza Ele se abaixa até nós para confortar os nossos corações despedaçados e enfaixar as nossas feridas. Ele é o Deus Todo Poderoso que fixa o número das estrelas e chama cada uma por seu nome. Quanto mais Ele fará conosco que somos obra prima da sua criação. Ele é o amparo dos humildes, mas dobra até o chão os impiedosos.

2ª. leitura – 1 Cor 9, 16-19.22-23 – “evangelizar é dar testemunho”
Somos todos convocados e enviados a pregar o Evangelho que vivenciamos. As experiências da nossa vida são uma motivação para que nós possamos anunciar o reino de Deus. Deus quer salvar a muitos através do nosso testemunho, seja de dor, seja de amor. No entanto, precisamos entrar na realidade das pessoas a quem queremos testemunhar o amor de Deus, para não parecermos “superiores” e “melhores”. Aprendendo com São Paulo nós também podemos nos tornar fracos para ganhar os fracos, sair da nossa condição para entrar na miséria dos que sofrem e assim nos tornar luzeiros do Amor de Deus.
– Como é que você pode também fazer-se fraco com os fracos?
– Quando você fala a alguém do amor de Deus, do pecado, da salvação, você se põe no lugar desta pessoa, ou admite e demonstra ser diferente dela?

Evangelho – Marcos 1, 29-39 – “Quando saímos da “Sinagoga”
Ao sair da Sinagoga Jesus poderia muito bem ter ido descansar, tendo em vista que Ele já havia evangelizado e cumprido com a sua “obrigação”. No entanto, por compaixão Ele se aproximou de uma mulher velha, doente, acamada, tocou-a e com grande amor a curou fazendo com que ela voltasse a ser útil. Para nós, hoje, sair da sinagoga, é sair da Igreja, da Missa, do Grupo de Oração, daquele lugar, ou ambiente no qual louvamos e exaltamos a Deus prometendo fidelidade e amor. Quando saímos da “Sinagoga”, quando já cumprimos com a nossa obrigação, na maioria das vezes nós entendemos que aquilo já bastou para nós e nos sentimos aliviados e ao mesmo tempo felizes porque já fizemos o suficiente. Jesus nos mostra que o que vivenciamos nas nossas orações, na Santa Missa ou mesmo no momento de Adoração é apenas o começo e a motivação para que possamos realizar a missão de ser cristão. O louvar, o orar, o adorar a Deus é fundamental, porém não podemos ficar somente aí: o Senhor nos envia a também para tocar e curar os doentes, compreender as pessoas, escutá-las e ama-las. Assim, Ele fez nos deu o exemplo: Isto é evangelizar!
– Quando você sai da Missa ou do Grupo de Oração, sente-se isento (a) de mais responsabilidades?
– Qual tem sido o resultado prático e concreto da sua oração e adoração ao Senhor?
– A que o seu Grupo de oração tem lhe motivado?
Helena Serpa

(16) – TODOS TE PROCURAM
Hoje contemplamos a Jesus em Cafarnaum, centro do seu ministério, e concretamente em casa de Simão Pedro: «Logo que saíram da sinagoga, foram (…) para a casa de Simão i André» (Mc 1, 29). Lá encontra a sua família, a de aqueles que escutam a Palavra e a cumprem (cf. Lc 8, 21). A sogra de Pedro está doente em cama e Ele, com um gesto que ultrapassa a anedota, lhe dá a mão, levanta-a da sua prostração e a devolve ao serviço.
Aproxima-se aos pobres-doentes que lhe levam e os cura apenas alargando a mão; somente com um breve contato com Ele, que é fonte de vida, são salvados – liberados.
Todos procuram a Cristo, alguns de uma maneira expressa e esforçada, outros não são conscientes disso, já que «nosso coração está inquieto e não encontra descanso até que descansa Nele» (São Agostinho).
Mas, assim como nós o procuramos porque necessitamos que nos livre do mal e do Maligno, Ele se nos acerca para fazer possível aquilo que nunca poderíamos conseguir sozinhos. Ele fez-nos frágeis para ganhar-nos a nós, «fez-se todo para todos para ganhar ao menos alguns» (1Cor 9, 22).
Há uma mão aberta que nos espera quando nos sentimos cansados por tantos males; temos bastante com abrir a nossa e nos encontraremos de pé e renovados para o serviço. Podemos “abrir” a mão mediante a oração, tomando o exemplo do Senhor: «De madrugada, quando ainda estava bem escuro, Jesus se levantou e saiu rumo a um lugar deserto. Lá ele orava» (Mc 1, 35).
Além disso, a Eucaristia de cada domingo é o encontro com o Senhor que vem a levantar-nos do pecado da rotina e do desânimo para fazer de nós testemunhos vivos de um encontro que nos renova constantemente e que faz-nos livres de verdade com Jesus Cristo.
Rev. D. Francesc CATARINEU i Vilageliu

COMEMORA-SE NO DIA 08/Fev

(5) – SANTA JOSEFINA BAKHITA
Bakhita nasceu no Sudão, África, em 1869. Seu nome significa “afortunada”. Esta flor africana conheceu as humilhações, os sofrimentos físicos e morais da escravidão, sendo vendida e comprada várias vezes.
Na capital do Sudão, Bakhita foi finalmente comprada por um cônsul italiano, que depois a levou consigo para a Itália. Neste país tornou-se babá da filha de um casal italiano. Devido a necessidade de mudanças, a jovem negra foi direcionada para um mosteiro da Congregação de Santa Madalena de Canossa. Era 1890 e ela tinha vinte e um anos quando foi batizada, recebendo o nome de Josefina.
Bakhita resolveu tornar-se uma irmã canossiana. Por mais de cinquenta anos, esta humilde Filha da Caridade, se dedicou às diversas ocupações na congregação, sendo chamada por todos de “Irmã Morena”. Ela foi cozinheira, responsável do guarda-roupa, bordadeira, sacristã e porteira. As irmãs a estimavam pela generosidade, bondade e pelo seu profundo desejo de tornar Jesus conhecido.
A sua humildade, a sua simplicidade e o seu constante sorriso, conquistaram o coração de toda população. Com a idade, chegou a doença longa e dolorosa. Na agonia reviveu os terríveis anos de escravidão. Irmã Josefina Bakhita faleceu no dia 8 de fevereiro de 1947.
Reflexão:
Josefina Bakhita, a primeira santa da África, recebeu do Papa João Paulo II a canonização. O milagre reconhecido pelo Vaticano foi a cura milagrosa de uma brasileira – Eva Tobias da Costa, da cidade de Santos-SP – que a ela recorrera, pedindo intercessão.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SÃO JERÔNIMO EMILIANO
Jerônimo Emiliani, de nobre família, nasceu em Veneza, Itália, em 1486. Sua juventude foi bastante tumultuada, com comportamentos mundanos e desregrados. Desde os quinze anos serviu como soldado e durante muito tempo foi mantido como prisioneiro pelo exército imperial de Treviso. Neste período, ele foi envolvido numa forte experiência de conversão. Atormentado pela memória de seus pecados, reconheceu em Cristo Crucificado o amor misericordioso do Pai.
Quando saiu em liberdade, se desfez de toda a fortuna e se consagrou a uma missão muito especial, baseada na revelação da paternidade divina: compartilhar e viver em comunidade com os órfãos, os pobres e os doentes. Assim, em 1531 fundou um instituto de religiosos na cidade de Somasca, Itália. Logo foram chamados de “padres Somascos”. Jerônimo Emiliani permaneceu leigo e dedicou sua existência a Deus e à caridade. Seus trabalhos solidários se estendiam aos doentes e miseráveis como também às crianças órfãs e às prostitutas.
A motivação da sua vida espiritual foi o desejo de devolver a Igreja ao estado de santidade das primeiras comunidades cristãs. Este mesmo ideal determinou o modo de organizar a vida das casas que acolhiam os órfãos. O grupo religioso se destacou por proporcionar educação gratuita aos menores abandonados e órfãos. Dos muitos colaboradores que se aproximaram dele, alguns tomaram a decisão de seguir o seu estilo de vida. Assim nascia a Companhia dos Servos dos Pobres.
Prestes a morrer, Jerônimo Emiliani transmitiu a seus discípulos um testamento que sintetizava sua experiência espiritual e representava, ao mesmo tempo, um itinerário de vida cristã: “Segui o caminho do Crucificado, desprezai a iniquidade, amai-vos uns aos outros e servi aos pobres”.
Jerônimo Emiliani faleceu na cidade de Somasca, Itália, no dia 8 de fevereiro de 1537, vitimado pela peste que contraiu servindo aos doentes durante uma epidemia que se alastrou na cidade. Apesar disso cuidou dos enfermos até os últimos momentos de sua vida.
O papa São Pio V, em 1568 oficializou a Ordem dos Religiosos de Somasca. Jerônimo Emiliani foi canonizado em 1767 e o dia 8 de Fevereiro escolhido para a sua homenagem. Em 1928, o Papa Pio XI o declarou Padroeiro dos órfãos e das crianças abandonadas.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

V DOMINGO DO TEMPO COMUM
(VERDE, GLÓRIA, CREIO – I SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Jesus continua sua missão libertadora, e nós, reunidos com ele, fortalecemos nosso compromisso com os doentes e com aqueles que sofrem. Celebremos a páscoa do Senhor, a qual se manifesta nas pessoas solidárias aos enfermos e nos grupos que se empenham para derrotar a doença e devolver o bem-estar aos sofredores.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94, 6s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Nossa vida é uma constante luta para vencer as tribulações: abandono, sofrimentos, desilusões, doenças. A palavra de Deus é nosso conforto e esperança e a força que nos leva a fazer-nos solidários com todos.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Cristo tomou sobre si nossas dores, carrego em seu corpo as nossas fraquezas (Mt 8, 17).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimento da nossa fraqueza, concedei que se tornem para nós sacramento da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Demos graças ao Senhor pó sua bondade, por suas maravilhas em favor dos homens; deu de beber aos que tinham sede, alimentou os que tinham fome (Sl 106, 8s).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:
Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

Anúncios
Esse post foi publicado em Religião. Bookmark o link permanente.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s