Liturgia Diária 09/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
09/Fev/2015 (segunda-feira)

O povo corre a Jesus

LEITURA: Gênesis (Gn) 1, 1-19: As origens do mundo
Leitura do Livro do Gênesis:
1 No princípio, Deus criou o céu e a terra. 2 A terra estava deserta e vazia, as trevas cobriam a face do abismo e o Espírito de Deus pairava sobre as águas. 3 Deus disse: “Faça-se a luz!” E a luz se fez. 4 Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas. 5 E à luz Deus chamou “dia” e às trevas, “noite”. Houve uma tarde e uma manhã: primeiro dia.
6 Deus disse: “Faça-se um firmamento entre as águas, separando umas das outras”. 7 E Deus fez o firmamento, e separou as águas que estavam embaixo das que estavam em cima do firmamento. E assim se fez. 8 Ao firmamento Deus chamou “céu”. Houve uma tarde e uma manhã: segundo dia.
9 Deus disse: “Juntem-se as águas que estão debaixo do céu num só lugar e apareça o solo enxuto!” E assim se fez. 10 Ao solo enxuto Deus chamou “terra” e ao ajuntamento das águas, “mar”. E Deus viu que era bom. 11 Deus disse: “A terra faça brotar vegetação e plantas que deem semente, e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, que tenham nele sua semente sobre a terra”. E assim se fez. 12 E a terra produziu vegetação e plantas que trazem semente segundo a sua espécie, e árvores que dão fruto tendo nele a semente da sua espécie. E Deus viu que era bom. 13 Houve uma tarde e uma manhã: terceiro dia.
14 Deus disse: “Façam-se luzeiros no firmamento do céu, para separar o dia da noite. Que sirvam de sinais para marcar as épocas, os dias e os anos, 15 e que resplandeçam no firmamento do céu e iluminem a terra”. E assim se fez. 16 Deus fez os dois grandes luzeiros: o luzeiro maior para presidir ao dia, e o luzeiro menor para presidir à noite, e as estrelas. 17 Deus colocou-os no firmamento do céu para alumiar a terra, 18 para presidir ao dia e à noite e separar a luz das trevas. E Deus viu que era bom. 19 E houve uma tarde e uma manhã: quarto dia. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 104 (103), 1-2a. 5-6. 10.12. 24.35c: O esplendor da criação
31b Alegre-se o Senhor em suas obras!
1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor! Ó meu Deus e meu Senhor, como sois grande! 2a De majestade e esplendor vos revestis e de luz vos envolveis como num manto.
5 A terra vós firmastes em suas bases, ficará firme pelos séculos sem fim; 6 os mares a cobriram como um manto, e as águas envolviam as montanhas.
10 Fazeis brotar em meio aos vales as nascentes que passam serpeando entre as montanhas; 12 às suas margens vêm morar os passarinhos, entre os ramos eles erguem o seu canto.
24 Quão numerosas, ó Senhor, são vossas obras, e que sabedoria em todas elas! Encheu-se a terra com as vossas criaturas! 35c Bendize, ó minha alma, ao Senhor!

EVANGELHO: Marcos (Mc) 6, 53-56: Curas na região de Genesaré
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 53 tendo Jesus e seus discípulos acabado de atravessar o mar da Galileia, chegaram a Genesaré e amarraram a barca. 54 Logo que desceram da barca, as pessoas imediatamente reconheceram Jesus. 55 Percorrendo toda aquela região, levavam os doentes deitados em suas camas para o lugar onde ouviam falar que Jesus estava. 56 E, nos povoados, cidades e campos onde chegavam, colocavam os doentes nas praças e pediam-lhe para tocar, ao menos, a barra da sua veste. E todos quantos o tocavam ficavam curados. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A nós todos, reunidos pela rede da internet, a paz de Deus, nosso Pai, a graça e a alegria de Nosso Senhor Jesus Cristo, no amor e na comunhão do Espírito Santo.
Bendito seja Deus que nos reuniu no amor de Cristo!
Preparo-me para a Leitura, rezando:
Senhor Jesus, Tu és o Caminho!
Em meio a sombras e luzes, alegrias e esperanças, tristezas e angústias, Tu nos levas ao Pai.
Não nos deixes caminhar sozinhos.
Fica conosco, Senhor!

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Quais outros textos este me recorda?
Qual palavra mais me toca o coração?
Os bispos, na Conferência de Aparecida, disseram: “As pessoas se sentiram atraídas pela sabedoria das palavras de Jesus, pela bondade de seu trato e pelo poder de seus milagres. E pelo assombro inusitado que a pessoa de Jesus despertava, acolheram o dom da fé e vieram a ser discípulos de Jesus. Ao sair das trevas e das sombras de morte (cf. Lc 1, 79), a vida deles adquiriu plenitude extraordinária: a de haver sido enriquecida com o dom do Pai. Viveram a história de seu povo e de seu tempo e passaram pelos caminhos do Império Romano, sem esquecer o encontro mais importante e decisivo de sua vida que os havia preenchido de luz, força e esperança: o encontro com Jesus, sua rocha, sua paz, sua vida. Assim ocorre também a nós olhar a realidade de nossos povos e de nossa Igreja, com seus valores, suas limitações, suas angústias e esperanças. Enquanto sofremos e nos alegramos, permanecemos no amor de Cristo, vendo nosso mundo e procurando discernir seus caminhos com a alegre esperança e a indizível gratidão de crer em Jesus Cristo. Ele é o Filho de Deus verdadeiro, o único Salvador da humanidade. A importância única e insubstituível de Cristo para nós, para a humanidade, consiste em que Cristo é o Caminho, a Verdade e a Vida.” (DAp 21-22)

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mc 6, 53-56, e observo pessoas, palavras, relações, lugares.
Jesus e os discípulos atravessaram o lago e chegaram à região de Genesaré, onde amarraram o barco na praia. Quando desceram do barco, o povo logo reconheceu Jesus. Então, eles saíram correndo por toda aquela região, começaram a trazer os doentes em camas e os levavam para o lugar onde sabiam que Jesus estava. Em todos os lugares aonde ele ia, isto é, nos povoados, nas cidades e nas fazendas, punham os doentes nas praças e pediam a Jesus que os deixasse pelo menos tocar na barra da sua roupa. E todos os que tocavam nela ficavam curados.
Jesus Mestre curava a todos que o tocavam, mas nesta narrativa de Marcos, nada fala. As multidões correm ao encontro de Jesus. Buscam os milagres. Tocam em Jesus. Existem muitas maneiras de demonstrar o quanto somos importantes uns para os outros. Cada pessoa demonstra isso de uma forma – pode ser um toque no ombro, um aperto de mão, um carinho, uma palavra gentil, agradecida, um arrependimento e pedido de perdão, uma mensagem, um cartão, um e-mail, um telefonema, uma xícara de café… Pequenos gestos que aquecem e nos fazem sentir especiais.
Jesus sabia que o relacionamento humano tem essa característica: saber dar, receber e sentir que somos amados, e este conhecimento se manifesta através de gestos Não se trata apenas das coisas que fazemos, mas daquilo que transmitimos para o outro. O toque aquece o coração. Por isto, Jesus também usou o toque para curar, para ensinar. Podemos constatá-lo em outros textos: Mt 8, 3 (cura um leproso com o toque); Mt 9, 29 (cura dois cegos, tocando-lhes os olhos), Mt 17, 7-9 (Jesus toca nos apóstolos, encorajando-os, na Transfiguração); Mt 20, 34 (toca os olhos e cura os dois cegos de Jericó) e tantos outros. Em todos os casos, o poder de Jesus tem em vista a verdadeira salvação que supõe a conversão do coração. Conversão e fé.
– Procuramos manifestar atenção e carinho para com os que buscam em nós conforto e segurança?
– Será que não há muitas restrições de nossa parte?
– Temos realmente um coração livre para servir?
– Será que não somos seletivos demais, fechando-nos para o amor ao próximo?
– Sabemos acolher?
– Nosso coração é acolhedor?

E a VIDA (Orar)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo com a Oração:
Senhor, Tu és a Verdade!
Desperta nossas mentes e faze arder nossos corações com a tua Palavra.
Que ela ilumine e aqueça os corações sedentos de justiça e santidade.
Ajuda-nos a sentir a beleza de crer em Ti!
Fica conosco, Senhor!
(XVI Congresso Eucarístico Nacional)

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo e a vida com os olhos de Deus.
Vou demonstrar pela vida que o amor de Deus se revela no amor ao próximo.

REFLEXÕES

(6) – A PRESENÇA DE JESUS DESPERTA A ESPERANÇA E A FÉ NA VIDA
Trata-se de um sumário em que o ouvinte ou leitor do evangelho é informado do sucesso da missão de Jesus. Por onde quer que passe, Jesus desperta a curiosidade e, sobretudo, a fé na vida. Diante de Jesus as pessoas experimentam a salvação e a misericórdia de Deus. As pessoas buscam, por onde Jesus passa, tocar, ao menos, na franja do seu manto. Essa observação faz referência às quatro franjas coloridas colocadas na orla do manto (cf. Nm 15, 38-39; Dt 22, 12; cf. tb. Mc 5, 28); a orla da veste representava simbolicamente a pessoa (cf. 1Sm 24, 5-6). Cria-se que uma pessoa revestida de poder de curar alguém, como é o caso de Jesus, poderia fazê-lo também através de suas vestes (cf. At 19, 11-12), e mesmo através de sua própria sombra (cf. At 5, 15). Para o cristão que lê o evangelho importa saber e fazer, ele mesmo, a experiência de que a passagem de Jesus pela vida de alguém desperta a esperança e a fé na vida; permite que ele se encontre com o amor misericordioso de Deus, para quem tudo é possível. Ao se encontrar com o Senhor, cada pessoa experimenta a força da vida que emana dele.
Oração:
Jesus, Mestre divino, vós sois a vida, o amor. Nós vos louvamos, Senhor, pela vida que nos dais!
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – A NATUREZA PRECISA DE NOSSOS CUIDADOS
Assim como cuidamos da casa onde moramos, temos que cuidar da casa maior, que se chama terra. A natureza está gritando e exigindo cuidados!
“No princípio, Deus criou o céu e a terra. Deus viu que a luz era boa e separou a luz das trevas” (Gn 1, 1-4).
Nós hoje começamos, na liturgia, a leitura do primeiro livro das Sagradas Escrituras: Gênesis. Este é o livro da origem, do começo, por isso a primeira expressão do livro diz: “no princípio, no começo de tudo”.
E o que no começo de tudo Deus fez?
Deus criou o céu e a terra. Não o céu onde Deus mora; é o céu firmamento, ao qual Ele encheu de estrelas, criou o sol, a lua e todas as belezas que nós contemplamos, que são os astros que compõem, que enfeitam e que fazem com que a criação fique mais bela.
No princípio Deus criou a terra e a encheu de coisas belas, abençoadas e maravilhosas. Deus fez o mar, a união das águas; fez a beleza da natureza, a flora, a fauna, os animais que correm para lá e para cá, aqueles que estão no cantinho das diversas florestas e vegetações existentes na face da terra. Enfim, quando fazemos uma viagem, mesmo que seja só com os nossos olhos ao lado do que nos cerca, se esquecêssemos um pouco as grandes metrópoles e contemplássemos apenas a criação, veríamos como é muito bom, como é belo demais tudo aquilo que Deus criou.
Quando nós voltamos às origens, voltamos à nossa própria origem. Deus Todo-poderoso, do caos, do nada, fez tudo! Do nosso caos, do nosso nada, Ele também nos cria, recria, nos faz e nos refaz! Apenas precisamos deixar que o Senhor nos molde e nos modele; como moldou e modelou toda a criação.
Nós hoje precisamos falar, com muita sinceridade, do cuidado que todos nós precisamos ter com a criação. A terra que Deus criou, Ele a colocou aos nossos cuidados e, quando falo “nossos cuidados e nossa responsabilidade”, não me refiro a somente às autoridades e aos governantes; eles têm a sua competência e suas responsabilidades, se as cumprem ou não as cumprem, nós precisamos cobrar deles, assim como também serão cobrados por Deus.
Precisamos assumir a nossa responsabilidade para com a criação de Deus! Existe um ditado que diz: “Deus perdoa sempre, os homens de vez em quando, mas a natureza nunca!” e, aqui podemos pegar natureza no sentido menor ou mais amplo da palavra.
Hoje falo da natureza como criação de Deus, quando nós a desrespeitamos ela reage; se existe poluição no ar, se existem desmatamentos, se existe excesso de calor é porque, como nós vemos, a natureza está desregulada. Deus criou tudo com perfeição, mas o que mais há no mundo em que vivemos é agressão à natureza criada por Ele.
Vamos, em breve, receber um belo presente, uma encíclica do Papa Francisco sobre ecologia, natureza. Nós achamos que isso não tem nada a ver conosco, que isso é coisa de ecologistas. Isso não é verdade, pois a terra é nossa casa, é o lugar em que nós moramos, é o nosso habitat. Assim como cuidamos da casa onde moramos, da qual deveríamos cuidar bem, temos que cuidar da casa maior, que se chama terra. A natureza está gritando, exigindo cuidados!
Eu não creio que Deus vá, um dia, destruir essa terra, mas nós, humanos, estamos destruindo aquilo que Ele criou. Algumas palavras deveriam fazer parte sempre do nosso vocabulário, como por exemplo: reciclagem, não desperdiçar água, cuidar das coisas criadas pelo Senhor, respeito pelos animais e pela natureza. Enfim, responsabilidade para com tudo aquilo que Deus nos confiou!
Assim como temos obrigações de amar e de respeitar uns aos outros, a natureza, igualmente criada por Deus, exige nosso cuidado, nosso respeito e nossa ternura!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – O CONTATO SALVADOR
A presença de Jesus causava alvoroço por onde ele passava. De toda parte, aparecia gente transportando doentes em macas, para depositá-los nas praças públicas, junto do Mestre, na esperança de poder fazê-los tocar no manto dele, a fim de serem curados.
Este gesto de tocar estava carregado de simbolismo. O contato físico estabelecia uma ligação direta com a fonte do poder curador, possibilitando ao doente recuperar a saúde. Simbolizava a comunhão entre Jesus e aquele que desejava ser curado. Portanto, podia ser tomado como expressão da fé e da confiança no Mestre. Era uma forma de bater às portas de um mundo misterioso onde a vida era restaurada. Era, também, uma maneira de o humano aproximar-se do sagrado e estabelecer com ele um relacionamento de intimidade.
De sua parte, Jesus não proibia as pessoas de tocá-lo, nem se sentia incomodado com isto.
Por quê?
Ele sabia que tinha sido enviado para os pobres, destinatários privilegiados de sua ação. Os que buscavam tocá-lo eram pobres. Daí não ter por que irritar-se com eles. Por outro lado, se estes, ao tocá-lo, ficavam curados, tanto melhor. Isto era um sinal claro da presença do Reino na história humana, restaurando a vida.
Portanto, os doentes estavam no caminho certo, quando tentavam tocar em Jesus.
Oração:
Espírito de busca, coloca-me sempre no caminho de Jesus, a quem devo sempre recorrer em busca de salvação.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“[…] todos quantos O tocavam ficavam curados” (Mc 6, 56f).
A intenção do evangelista Marcos nesta passagem de seu Evangelho é nos mostrar como o poder de curas, que Jesus tinha, se manifestava mesmo sem que Ele estivesse consciente disto. De fato o Evangelho nos diz que as pessoas tocavam as vestes de Jesus sem lhe pedirem para serem curadas, e eram curadas de fato.
Em outras passagens em que o Evangelho nos fala de curas de Jesus, como a dos leprosos, dos cegos, dos surdos-mudos e outros, nós O vemos perguntando se as pessoas desejavam cura. E, depois de curá-las, Ele as despedia dizendo que a fé que tiveram Nele foi o que as curou. Era uma forma de afirmar sua humildade, levando as pessoas a pensarem no poder de Deus em quem aquelas pessoas depositavam sua fé.
No caso das curas pelo toque das vestes de Jesus, vemos pessoas que já acreditam em Deus e que de Deus Jesus recebe este poder. É a Ele que procuram, não outros mestres, rabis ou sacerdotes. Aquele povo via que somente de Jesus uma força saía com poder de curar todas as doenças.
Mesmo que fizesse estas curas para provar ao mundo que em Sua Pessoa, o Reino de Deus tinha chegado, nem todos entendiam isso. Muitos estavam apenas interessados em receber a cura e ir para casa, desconsiderando os ensinamentos de Jesus.
No Evangelho de João isto fica claro.
Depois de alimentar cinco mil homens, Jesus se afastou com os discípulos.
Mas aqueles homens foram atrás Dele, não para Lhe pedirem Seu Ensino sobre o Reino de Deus, mas para o fazer rei (Jo 6, 14-15).
Ou seja, confundiram sua mensagem espiritual com um projeto político. Eles, de fato, esperavam um Messias político, O Profeta, que, segundo a mentalidade popular, livraria os judeus do domínio romano.
Vemos muitos casos, hoje em dia, de pessoas que torcem as palavras do Evangelho para tirarem benefícios econômicos das pessoas de boa fé. Não se trata de pessoas humildes, que um dia foram fiéis da Igreja Católica. Trata-se de falsos pastores que usam o Evangelho e o nome de Deus e de Jesus para explorarem a boa-fé de pessoas desprevenidas, urgentemente necessitadas de Deus, à espera de milagres. Se estes pobres pedem milagres, o demônio incita falsos pastores para proporcionar a pessoas desprevenidas e sem instrução todos os ‘milagres’ que quiserem.
De nossa parte há o dever de prevenir as pessoas simples de que estão sendo enganadas.
E, também, de nossa parte, há o dever de pedirmos a Deus a conversão destes falsos pastores, sabendo que também por eles Jesus morreu na Cruz.
Padre Valdir Marques

(10) – E QUANTOS O TOCAVAM FICAVAM CURADOS
Coloquemos perante o nosso olhar interior um ferido grave prestes a exalar o último suspiro.
[…] A ferida da alma é o pecado, de que as Escrituras falam nestes termos: «Tudo são feridas, contusões, chagas vivas que não foram curadas nem ligadas nem suavizadas com óleo» (Is 1, 6). Tu que estás ferido, reconhece o teu Médico dentro de ti e mostra-Lhe as chagas dos teus pecados. Que Ele ouça os gemidos do teu coração, Ele que conhece todos os pensamentos secretos. Que as tuas lágrimas O comovam. Vai a ponto de seres um pouco impertinente na tua súplica (cf Lc 11, 8). Do fundo do teu coração envia-Lhe sem cessar suspiros profundos.
Que a tua dor chegue até Ele para que Ele te diga também: «O Senhor perdoou o teu pecado» (2 Sam 12, 13).
Grita como Davi, que disse: «Tende piedade de mim, Senhor […], segundo a Vossa grande misericórdia» (Sl 50, 3).
É como se ele dissesse: «Corro grande perigo devido a uma enorme ferida que nenhum médico pode curar, a menos que o médico todo-poderoso venha em meu auxílio.» Para esse médico todo-poderoso nada é incurável. Ele trata gratuitamente e com uma palavra devolve a saúde. Eu desesperaria de me curar se não confiasse no Todo-poderoso.
São Gregório Magno (c. 540-604)

(11.1) – OS QUE O TOCAVAM FICAVAM CURADOS
Novamente o evangelista Marcos apresenta Jesus diante da multidão que enquanto o reconhece quer aproximar-se dele para ser curada, sem compreender ainda o mistério profundo que o mestre leva consigo e a necessidade de reconhece-lo primeiro como o Messias. O mau tempo aprece atropelar os planos de Jesus e seus discípulos, obrigando-os a modificar a rota inicial. O objetivo previsto era chegar a Betsaida, na parte oriental do lago (Mc 6, 45). Contudo, depois de uma noite de travessia desembarcam em Genesaré, isto é, na mesma margem da qual haviam partido. Reconhecido pelo povo, Jesus aparece uma vez mais como o médico dos enfermos e atribulados de quem emana uma força prodigiosa. É um quadro familiar que conclui e remata os dois episódios precedentes, muito mais espetaculares e assombrosos. Porém, à luz deles, este parece ao menos revelador. A multidão segue sem perceber este mistério de sua pessoa, por mais que o reconheçam externamente e o toquem com suas mãos. Os leitores cristãos deve aprender que é necessário entrar em contato com Jesus de um modo muito mais profundo, como o fizeram os discípulos.
Claretianos

(11.2) – O LUGAR ONDE JESUS ESTÁ
Gênesis 1, 1-19 – “E Deus viu que era bom”!
Tudo o que Deus fez é bom! Quando meditamos no Livro Sagrado que narra a origem da criação e da nossa vida, percebemos a grandeza e a beleza das sobras que Deus realizou para nós. A Palavra de Deus foi quem criou tudo e todas as coisas criadas tem um motivo real para existir. Nada foi feito por acaso! Deus nos providenciou tudo: dia, noite, terra, céu e mar, sol lua, estrelas. A tudo Ele deu um nome e viu que era bom, portanto, tudo o que é bom é criação de Deus e tudo o que Ele criou tem uma razão de ser e disso não poderemos nos esquecer! Terra, céu, noite, dia, são variações da nossa vida, por isso, também, situações palpáveis e oportunidades de crescimento. Na nossa caminhada aqui na terra, há momentos em que estamos atravessando o dia claro e logo mais vem a noite escura, mas, em todos os momentos, Deus vê o que é bom para nós. Cada coisa com sua singularidade, porém com um objetivo único: levar-nos a santidade, que é a intimidade e a experiência com Deus, na Sua presença. Com efeito, nós precisamos olhar para a natureza e as coisas criadas como uma prova do amor de Deus e perceber nelas a manifestação do Seu carinho e do Seu zelo por cada um de nós, Seus filhos e Suas filhas. Somos a obra prima de Deus e foi para nós que Ele criou todas as coisas.
– Você já pensou que Deus criou o mundo para você?
– Você percebe o toque de Deus em tudo o que você vê ou isto passa despercebido?
– A sua vida é uma experiência maior com a noite ou com o dia?
– Como você tem atravessado as noites escuras da sua caminhada?
– O que o(a) impressiona mais na criação de Deus?

Salmo – 103 – “Alegre-se o Senhor em suas obras!”
O salmista exalta a sabedoria do Senhor em todas as Suas obras e reconhece nelas a Sua grandeza. Deus se revestiu de Luz e de Majestade para fazer acontecer a criação, por isso a nossa alma apregoa sem cessar a Sua glória: “Bendize, ó minha alma, ao Senhor!” Repita muitas vezes essa afirmação porque quanto mais nós reconhecemos as obras do Senhor e O louvamos por elas, nós agradamos a nossa alma e nos tornamos sábios (as) aos olhos de Deus.

Evangelho Marcos 6, 53-56 – “o lugar onde Jesus está”
Naquele tempo as pessoas que procuravam chegar ao lugar onde ouviam falar que Jesus estivesse, eram tocadas por Ele e curadas das suas enfermidades. Jesus curava a todos os que O procuravam no lugar onde Ele estava. Hoje também precisamos ter consciência de que Jesus cura a todos aqueles que O procuram no lugar onde Ele se encontra. Muitas pessoas pregam que todos os caminhos considerados bons nos levam a ter uma experiência com Deus, porém, quando conhecemos a Jesus e temos acesso a Sua Palavra nós descobrimos que Ele é o Único Caminho que nos leva ao Pai. Encontramos verdadeiramente Jesus nos ambientes em que se prega e se vivencia o Evangelho. É aí, portanto que as coisas acontecem, e onde adquirimos sabedoria e santidade. A experiência com a Palavra de Jesus nos dá conhecimento Dele e do Seu amor que cura, que liberta e dá sentido a todas as coisas, até ao nosso sofrimento! Assim como no tempo em que Jesus pregava a boa nova do reino e os doentes eram curados de toda espécie de enfermidades, hoje também, nós recebemos a cura e a libertação interior dos males que nos escravizam. Procurar Jesus é encontrar a salvação e o Caminho para uma vida coerente com o desígnio que o Pai nos reservou, conforme as Suas promessas.
– E você, a quem você está procurando nos lugares que frequenta?
– Aonde o seu coração encontra paz?
– Onde você está agora será o lugar que Jesus pode tocá-lo(a)?
– Você faz planos de viajar?
– Você tem se deixado tocar por Jesus aonde quer que esteja?
Helena Serpa

(11.3) – JESUS CURAVA A TODOS OS QUE O PROCURAVAM
Depois dos discípulos terem anuído ao convite do Mestre, abandonaram a casa de Simão e partiram para outras regiões da redondeza. E no Evangelho de hoje vemos os discípulos fazendo a travessia do mar agitado com seu próprio barco desembarcando em Genesaré e logo o povo reconhece Jesus.
O povo vai em massa atrás de Jesus. Eles vêm de todos os lados, carregando seus doentes. O que chama a atenção é o entusiasmo do povo que reconheceu Jesus e vai atrás dele. O que o move nesta busca de Jesus não é só o desejo de encontrar-se com ele, de estar com ele, mas também o desejo de obter a cura das suas doenças.
A salvação é dirigida a esta multidão formada por gentios e judeus marginalizados. São os moradores dos povoados, cidades e campos por onde Jesus andava, com seus discípulos. Jesus realiza a sua atividade sobretudo entre as camadas mais sofredoras e abandonadas do povo, constituindo, praticamente, a única esperança dessa gente.
O enfoque é a presença física libertadora de Jesus. As curas são conseguidas com o toque, pelo menos na franja do manto dele. A doença generalizada é fruto das barreiras a exclusão.
A cura resulta da libertação da exclusão e é fruto da acolhida. Assim como, fisicamente, o pão foi partilhado, o mesmo vale para o corpo. A comunicação não se faz apenas pela palavra. Faz-se também pela partilha do corpo. A presença física, o toque, o abraço, o sorriso acolhedor, o olhar compreensivo e atento, a compaixão, complementam a força comunicadora da palavra libertadora.
Desde o começo da sua atividade apostólica, Jesus anda por todos os povoados da Galileia para falar ao povo sobre o Reino de Deus que estava chegando (Mc 1, 14-15). Onde encontra gente para escutá-lo, ele fala e transmite a Boa Nova de Deus, acolhe e cura os doentes, em qualquer lugar: nas sinagogas durante a celebração da Palavra nos sábados (Mc 1, 21; 3, 1; 6, 2); em reuniões informais nas casas de amigos (Mc 2, 1.15; 7, 17; 9, 28; 10, 10); andando pelo caminho com os discípulos (Mc 2, 23); ao longo do mar na praia, sentado num barco (Mc 4, 1); no deserto para onde se refugiou e onde o povo o procurava (Mc 1, 45; 6, 32-34); na montanha, de onde proclamou as bem-aventuranças (Mt 5, 1); nas praças das aldeias e cidades, onde povo carregava seus doentes (Mc 6, 55-56); no Templo de Jerusalém, por ocasião das romarias, diariamente, sem medo (Mc 14, 49)! Curar e ensinar, ensinar e curar era o que Jesus mais fazia (Mc 2, 13; 4, 1-2; 6, 34). Era o costume dele (Mc 10, 1). O povo ficava admirado (Mc 12, 37; 1, 22.27; 11, 18) e o procurava em massa.
Na raiz deste grande entusiasmo do povo estava, de um lado, a pessoa de Jesus que chamava e atraía, e, de outro lado, o abandono do povo que era como ovelha sem pastor (cf. Mc 6, 34). Em Jesus, tudo era revelação daquilo que o animava por dentro! Ele não só falava sobre Deus, mas também o revelava. Comunicava algo do que ele mesmo vivia e experimentava. Ele não só anunciava a Boa Nova do Reino. Ele mesmo era uma amostra, um testemunho vivo do Reino. Nele aparecia aquilo que acontece quando um ser humano deixa Deus reinar, tomar conta de sua vida. O que vale não são só as palavras, mas também e sobretudo o testemunho, o gesto concreto.
Pela fé, todos nós esperamos e sonhamos com o Reino de Deus, como um novo tempo, onde não haverá dor nem lágrimas. Ao curar muitas pessoas, Jesus mostra que Deus reprova tudo o que faz o ser humano sofrer. Mergulhemos na certeza de que nossa missão é seguir os passos do Mestre para construir este “novo tempo”, entre nós.
Canção Nova

(11.4) – CURANDO OS DOENTES DA GALILEIA
O evangelista Marcos nos apresenta nesse evangelho um Jesus que faria o maior sucesso em nossos dias entre os “Milagreiros de Plantão”. Com Jesus por perto não precisava de SUS ou planos de Saúde, pois, sem filas, nem senhas, nem longas esperas, bastava o enfermo tocar na barra da sua túnica e a doença sumia na hora.
Claro que a sua fama se espalhou rapidamente e Ele não tinha mais sossego, onde ia havia uma multidão de enfermos à sua espera e todos eram curados, sem receitas de medicamentos caros, “nadica” de nada, custo zero e benefício de cem por cento. Hoje em dia há líderes Religiosos “Picaretas” que só trabalham nesse esquema, cura de enfermidades e “cartão vermelho para o Diabo”, e quando a cura não acontece o Controle de Qualidade da igreja logo alerta que é falta de Fé do “doentinho” … E o nosso povo sofrido, com mil e uns problemas de saúde e de doenças psicossomáticas, torna-se uma presa fácil na mão de tantos “Vigaristas de Jesus”.
Mas como podemos fazer uma reflexão que contesta esses milagres que Marcos faz questão de relatar?
O problema não está em Jesus, mas sim nesta relação equivocada que muitos têm para com ele. Podem reparar que, alguns poucos que foram curados, tornam-se seguidores de Jesus, mas bem poucos, pois o restante, uma vez curado voltavam para a mesma vidinha de antes…
Se alguém duvidar, basta nos lembrar dos dez leprosos onde só um voltou.
Onde estão os curados de hoje?
Estão firmes na Fé, com a vida transformada, ou viraram apenas marqueteiros de algumas igrejas e seus “pastores com pele de Lobo”.
Para quem eles estão ao serviço?
A Jesus Cristo, seu reino e seu evangelho?
Talvez alguns poucos vivem sinceramente a sua vida de Fé, transformados por essa experiência profunda com Jesus.
Jesus não é um simples curandeiro que menospreza a medicina e dispensa o atendimento médico hospitalar, tem cristão iludido que pensa assim e morre antes da hora porque abandonou o tratamento acreditando estar curado por causa de alguma “revelação” feita por alguém em quem ele acredita piamente…
O poder de Jesus vem de Deus que é Vida para todos, mas Jesus não quer formar um exército de pessoas curadas que se tornam suas escravas e agora têm que ficar permanentemente sob seu domínio. Jesus não precisa nem ontem e nem hoje de marqueteiros para venderem sua imagem poderosa e assim aumentar sempre o seu ibope.
Jesus quer seguidores fiéis, que tenham o seu evangelho no coração e o vivam com fidelidade, ajudando a construir o Reino de Deus em meio aos homens, com um testemunho concreto marcado pela ética e pela moral cristã, a partir dos valores que ele pregou, viveu e ensinou a todos. Ser curado de uma enfermidade física é graça Divina concedida a alguns, mas pode também não significar nada se a pessoa curada não ter uma Fé comprometida com a Vida…
Diácono José da Cruz

(12) – REFLEXÃO
O cristão de verdade não pode ficar parado. Ele nunca pode dizer que cumpriu a sua missão, pois ele deve estar sempre a caminho, sempre se lançando rumo aos novos trabalhos, prestando atenção aos apelos que a realidade faz, buscando superar novos desafios e obstáculos, sempre olhando com misericórdia os irmãos e irmãs, procurando conhecer os seus problemas e necessidades e sendo para todos a manifestação do amor de Deus que responde ao clamor dos seus filhos e filhas. Por isso, quando terminamos uma etapa da caminhada, devemos iniciar outra imediatamente, pois a proposta do Reino exige isso.

(16.1) – TODOS OS A TOCAVAM [A FRANJA DE SEU MANTO] FICAVAM SALVADOS
Hoje, no Evangelho do dia, vemos o magnífico “poder do contato” com a pessoa de Nosso Senhor: «Traziam os doentes para as praças e suplicavam-lhe para que pudessem ao menos tocar a franja de seu manto. E todos os que tocavam ficavam curados». (Mc 6, 56). O menor contato físico pode obrar milagres para aqueles que se aproximam a Cristo com fé. Seu poder de curar desborda desde seu coração amoroso e estende inclusive a suas vestes. Ambos, sua capacidade e seu desejo pleno de curar, são abundantes de fácil acesso.
Esta passagem pode nos ajudar a meditar como estamos recebendo ao Nosso Senhor na Sagrada Comunhão. Comungamos com fé de que este contato com Cristo pode obrar milagres em nossas vidas?
Mais que um simples tocar «a franja de seu manto», nós recebemos realmente o Corpo de Cristo em nossos corpos. Mais que uma simples cura de nossas doenças físicas, a Comunhão cura nossas almas e lhes garanta a participação na própria vida de Deus. São Inácio de Antioquia, assim, considerava à Eucaristia como a «medicina da imortalidade e o antídoto para prevenir-nos da morte, de modo que produz o que eternamente nós devemos viver em Jesus Cristo».
O aproveitamento desta «medicina da imortalidade» consiste em ser curados de todos aqueles que nos separa de Deus e dos outros. Ser curados por Cristo na Eucaristia, por tanto, implica superar nosso ensinamento. Tal como ensina Bento XVI, «Nutrir-se de Cristo é o caminho para não permanecer alheios ou indiferentes diante da sorte dos irmãos (…). Uma espiritualidade eucarística, então, é um autêntico antídoto diante o individualismo e o egoísmo que com frequência caracterizam a vida cotidiana, levam ao redescobrimento da gratuidade, da centralidade das relações, a partir da família, com particular atenção em aliviar as feridas de aquelas desintegradas».
Igual que aqueles que foram curados de suas doenças tocando seus vestidos, nós também podemos ser curados de nosso egoísmo e de nosso isolamento dos outros mediante a recepção de Nosso Senhor com fé.
Fr. John GRIECO

(16.2) – LOGO QUE DESCERAM DO BARCO, AS PESSOAS RECONHECERAM JESUS
Hoje, contemplamos a fé dos habitantes daquela região onde Jesus chegou para levar a salvação das almas. O Senhor é dono da alma e do corpo; por isso, não duvidavam em levar os seus enfermos: «Onde quer que ele entrasse, fosse nas aldeias ou nos povoados, ou nas cidades, punham os enfermos nas ruas e pediam-lhe que os deixassem tocar ao menos na orla de suas vestes. E todos os que tocavam em Jesus ficavam sãos» (Mc 6, 56). Temos hoje, como sempre, enfermos da alma e do corpo. Convém que ponhamos todos os meios humanos e sobrenaturais para aproximar nossos parentes, amigos e conhecidos ao Senhor. Podemos fazer, em primeiro lugar, rezando por eles, pedindo pela sua saúde espiritual e corporal. Se há uma enfermidade do corpo, não duvidamos em procurar saber se existe um tratamento adequado, se há pessoas que possam cuidá-lo, etc.
Quando se trata de uma “enfermidade” da alma (habitualmente, palpável externamente), como pode ser que um filho, um irmão, um parente não assista à Missa aos domingos, além de rezar convém falar do remédio, talvez lhe transmitindo a palavra algum pensamento ou alguma orientação motivadora que nós mesmos possamos extrair do Magistério (por exemplo, da Carta apostólica O dia do Senhor de João Paulo II, ou de algum dos pontos do Catecismo da Igreja).
Se o irmão “enfermo” é alguém constituído em pública autoridade que justifica ou mantém uma lei injusta – como pode ser a falta de penalização do aborto –, não duvidemos – além de orar – em buscar a oportunidade para transmitir-lhe – de palavra ou por escrito – nosso testemunho sobre a verdade.
«Nós não podemos deixar de anunciar o que vimos e ouvimos».
Todas as pessoas têm necessidade do Salvador. Quando não atendem ao seu chamado é porque ainda não o reconheceram, talvez porque nós ainda não soubemos anunciar-lhe. O fato é que, enquanto o reconheciam, «colocavam os enfermos nas praças e lhe pediam que tocara somente um pedacinho do seu manto» (Mc 6, 56). Jesus curava tanto mais quanto havia alguns que «colocavam» (punham ao alcance do Senhor) aos que mais urgentemente necessitavam remédio.
Rev. D. Joaquim MONRÓS i Guitart

COMEMORA-SE NO DIA 09/Fev

(5) – SANTA APOLÔNIA
A história de Apolônia nos chegou pela narrativa de Dionísio, bispo de Alexandria, escrita em 249. Assim ele se expressa:
“No dia 9 de fevereiro, um charlatão alexandrino provocou uma terrível revolta entre os pagãos. As casas dos cristãos foram invadidas e joias e objetos preciosos foram roubados. Os cristãos, mesmo os velhos e as crianças, foram arrastados pelas ruas, espancados, escorraçados e, condenados a morte, caso não renegassem a fé em voz alta. Os pagãos prenderam também a bondosa virgem Apolônia, que tinha idade avançada. Foi espancada violentamente e teve os dentes arrancados. Além disso, foi arrastada até a grande fogueira, que ardia no centro da cidade, onde seria queimada viva se não repetisse, em voz alta, uma declaração pagã renunciando a fé em Cristo. Neste instante, ela pediu para ser solta por um momento, sendo atendida ela saltou rapidamente na fogueira, sendo consumida pelo fogo.”
O martírio da virgem Apolônia, que terminou aparentemente em suicídio, causou, exatamente por isto, um grande questionamento dentro da Igreja, que passou a avaliar se era correto e lícito, se entregar voluntariamente à morte para não renegar a fé.
Contudo, o gesto da mártir Apolônia, a sua vida reclusa dedicada à caridade cristã, provocou grande emoção e devoção na província africana inteira, onde ela consumou o seu sacrifício. Passou a ser venerada, porque foi justamente o seu apostolado desenvolvido entre os pobres da comunidade que a colocou na mira do ódio e da perseguição dos pagãos.
Reflexão:
A vida de Apolônia foi marcada pelo amor aos mais pequenos, nos quais ela reconhecia a pessoa de Jesus. Martirizada numa fogueira, depois de ter os dentes arrancados, Apolônia tornou-se a protetora dos dentistas.
Padre Evaldo César de Souza

(6.1) – ANA CATARINA EMMERICH
Ana Catarina Emmerich nasceu em 08 de setembro de 1774, na aldeia de Flamske, perto de Coesfeld, atual Alemanha. Os pais, Bernardo Emmerich e Ana Hillers, camponeses pobres e piedosos cristãos, a batizaram no mesmo dia, como os outros nove filhos. Desde a infância Ana ajudava nos afazeres domésticos e do campo. Frequentou pouco a escola, mas se notava seus bons conhecimentos da religião e que Deus lhe dera dons especiais.
Até os quinze anos de idade, trabalhou como pastora, na casa de um parente. Nesse período ouviu o chamado de Deus para a vida consagrada, mas encontrou a oposição do pai. Então aprendeu a costurar e foi trabalhar em Coesfeld, para concluir sua formação. Frequentava a igreja, participava da Missa e, mesmo sozinha, fazia a oração da Via Sacra. No tempo livre procurava um convento que a aceitasse. Apesar das várias tentativas, Ana Catarina não conseguiu ingressar em nenhum. Alegavam a pouca escolaridade e não saber ao menos tocar órgão. Por isso, abandonou a costura e foi morar com a família do piedoso organista Soentgen.
Entretanto, em 1802, o organista conseguiu seu ingresso junto com o de sua filha Clara Soentgen, no Convento das Agostinianas, em Duelmen. Por causa de sua origem humilde, no início Ana Catarina foi pouco considerada pelas coirmãs. No ano seguinte ingressou na ordem, sendo agraciada com uma visão. Dedicou com fervor à observância das regras da ordem e assumiu os afazeres mais pesados do Convento. Esse período foi uma verdadeira escola da Cruz, porque ninguém lhe compreendia o estado d’alma, duvidando de suas visões contemplativas. À tudo isso se somou o sofrimento de várias e sucessivas enfermidades, que a deixou acamada em sua cela de 1806 a 1811.
Nesse ano, o Convento das Agostinianas de Duelmen, como todos os demais foi suspenso pelas leis francesas de Napoleão Bonaparte. As religiosas se dispersaram, mas Ana Catarina, pobre e doente, permaneceu ali mais algum tempo. Em 1812 foi trabalhar como criada do sacerdote João Marinho Lambert, um refugiado da diocese de Amiens, naquela cidade. Mas logo voltou a ficar doente sem poder se levantar do leito. Com autorização do padre Lambert, Ana Catarina trouxe sua irmã mais nova, Gertrudes, a qual sob sua direção passou a cuidar da casa.
A partir de 1813, Ana Catarina recebeu os estigmas de Cristo, cujas dores já vinha sofrendo a muito mais tempo. O fato de ter as chagas não podia ficar escondido. O vigário mandou chamar um jovem médico, chamado Dr. Francisco Wesener, que de tão impressionado se dedicou ao seu tratamento, nos próximos onze anos, registrando num diário tudo o que presenciou daquela excepcional mística cristã.
Anna Catarina distinguia com facilidade os objetos sagrados de profanos. Reconhecia e determinava com exatidão as relíquias dos Santos, tocando-as e, assim, via a vida, as obras e os sofrimentos de cada um deles. Ela viu no êxtase toda a vida e Paixão de Jesus Cristo e de sua Santíssima Mãe. Assim como, viu os trabalhos dos Apóstolos, a propagação da Santa Igreja, muitos fatos do Velho Testamento e também eventos futuros.
Muitas personalidades do movimento de renovação da Igreja, no início do século XIX, foram se encontrar com essa mística católica alemã. O mais significativo foi com o renomado escritor Clemente Brentano, em 1818, que todos os dias durante cinco anos a visitou, para anotar as suas visões que mais tarde publicou.
No final de dezembro de 1823, Ana Catarina ficou cada vez mais débil. Como fez em todos esses anos passados, ela uniu seu sofrimento ao sofrimento de Jesus e ofereceu para redenção das pessoas. Morreu, no dia 09 de fevereiro de 1824 e foi sepultada no cemitério de Duelmen, num funeral que contou com a presença de muitas autoridades.
O Papa João Paulo II, no ano 2004, declarou Bem-aventurada, a mística agostiniana Ana Catarina Emmerick.

(6.2) – SÃO MIGUEL FEBRES CORDERO MUNHOZ
Miguel Febres Cordero Munhoz nasceu em Cuenca, Equador, em 7 de novembro de 1854, foi filho de um professor universitário e seu avô foi um general do exército, venerado como herói nacional. Aos cinco anos de idade, Nossa Senhora lhe apareceu durante um sonho e desde então decidiu que seria um sacerdote. Três anos depois, sentiu novamente a presença da Virgem Maria quando foi protegido milagrosamente de ser morto por um touro selvagem.
Aos nove anos ingressou no colégio da congregação dos Irmãos da Escola Cristãs de la Sale, que chegara recentemente ao Equador. Quatro anos mais tarde, se juntou aos irmãos iniciando seu noviciado, com a benção dos seus pais, que de imediato fizeram oposição. Tornou-se um sacerdote educador famoso, dotado de notável inteligência. Aos dezessete anos publicou seu primeiro livro pedagógico, que acabou sendo adotado pelo governo. Esta função considerada a mais nobre e rendosa missão para a Igreja e para a pátria, ele exerceu durante trinta e dois anos, na cidade de Quito.
Padre Miguel se firmou no meio intelectual como filósofo, pedagogo, teólogo e escritor de vários livros de gramática, manuais de geografia, história, religião e literatura. Foi eleito em 1892, membro da Academia Equatoriana da Língua, em seguida foi agraciado também pelas Academias da Espanha, França e Venezuela, chegando a trabalhar em Paris, Bélgica e Espanha.
Entre 1901 e 1904 foi diretor dos noviços de sua congregação, quando foi transferido para a Europa, onde trabalhou como tradutor para os Lassaristas em Paris e Bélgica. A partir de 1908, já com a saúde fragilizada por uma persistente pneumonia, foi enviado para uma escola perto de Barcelona, na Espanha. Continuou trabalhando, mas lentamente e cada vez mais debilitado acabou falecendo no dia 9 de fevereiro de 1910, na cidade Superior Del Estragar onde foi sepultado.
A fama de eminente santidade o acompanhou durante toda a vida e perdurou depois da sua morte. Vinte anos depois, durante a Revolução Espanhola, seus restos mortais foram transladados para o Equador, onde seu corpo incorrupto foi recebido com honras de herói nacional. Amado pelo povo, como tal, mas principalmente como modelo de religioso a ser seguido, foi enterrado em Quito, cidade em que passou maior parte de sua vida.
O seu culto se espalhou rapidamente e seu túmulo se tornou meta de peregrinação. Ele foi beatificado em 1977 e, mais tarde, canonizado pelo papa João Paulo II em 1984. O padre Miguel Febres Cordero Munhoz se tornou o primeiro Santo equatoriano.

(10) – S. MARON
A vida deste monge sírio, amigo de S. João Crisóstomo, é muito pouco conhecida, embora ele tenha deixado uma marca indelével na história das Igrejas do Oriente – ainda hoje uma delas guarda no nome a sua memória.
Sabe-se que era eremita e que passou toda a sua vida exposto a intempéries e totalmente entregue à oração, tendo tido uma grande influência no movimento monástico. Foi um verdadeiro mestre da vida espiritual, graças à sua fidelidade inquebrantável ao Senhor, e ensinava quantos lhe pediam conselho a combaterem as suas misérias espirituais, antes de tudo pelo recurso à oração.
Um século depois da sua morte, um grande número de cristãos, fugindo à invasão árabe, reuniram-se no mosteiro de S. Maron e criaram uma Igreja autónoma que tomou o nome de Igreja Maronita.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

V SEMANA DO TEMPO COMUM
(VERDE – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
O Deus criador fez bem todas as coisas, e em Jesus reconhecemos aquele que vem em socorro da fragilidade humana.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Entrai, inclinai-vos e prostrai-vos: adoremos o Senhor que nos criou, pois ele é o nosso Deus (Sl 94, 6s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Velai, ó Deus, sobre a vossa família com incansável amor; e, como só confiamos na vossa graça, guardai-nos sob a vossa proteção. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A palavra de Deus cria e transforma; a experiência com Jesus propicia aos sofredores cura e restauração da vida.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Jesus pregava a boa-nova, o reino anunciando, e curava toda espécie de doenças entre o povo (Mt 4, 23).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. Ajudai-nos, Senhor, a construir o mundo fraterno, sem desigualdades e com muita paz.
Assembleia: Senhor, ouvi-nos.
2. Dai-nos consciência da necessidade de preservação do ambiente.
3. Sede força e consolo para os doentes do corpo e do espírito.
4. Afastai-nos do pecado e da indiferença para com o próximo.
5. Abençoai os trabalhos e amparai os desempregados.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Senhor nosso Deus, que criastes o pão e o vinho para alimento da nossa fraqueza, concedei que se tornem para nós sacramento da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Demos graças ao Senhor por sua bondade, por suas maravilhas em favor dos homens; deu de beber aos que tinha sede, alimentou os que tinham fome (Sl 106, 8s).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, vós quisestes que participássemos do mesmo pão e do mesmo cálice; fazei-nos viver de tal modo unidos em Cristo, que tenhamos a alegria de produzir muitos frutos para a salvação do mundo. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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