Liturgia Diária 10/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
10/Fev/2015 (terça-feira)

O contraste entre os lábios e o coração

LEITURA: Gênesis (Gn) 1, 20—2, 4a: As origens do mundo
Leitura do Livro do Gênesis:
20 Deus disse: “Fervilhem as águas de seres animados de vida e voem pássaros sobre a terra, debaixo do firmamento do céu”. 21 Deus criou os grandes monstros marinhos e todos os seres vivos que nadam, em multidão, nas águas, segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 22 E Deus os abençoou, dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos e enchei as águas do mar, e que as aves se multipliquem sobre a terra”. 23 Houve uma tarde e uma manhã: quinto dia.
24 Deus disse: “Produza a terra seres vivos segundo as suas espécies, animais domésticos, répteis e animais selvagens, segundo as suas espécies”. E assim se fez. 25 Deus fez os animais selvagens, segundo as suas espécies, os animais domésticos segundo as suas espécies, e todos os répteis do solo segundo as suas espécies. E Deus viu que era bom. 26 Deus disse: “Façamos o homem à nossa imagem e segundo a nossa semelhança para que domine sobre os peixes do mar, sobre as aves do céu, e sobre todos os répteis que rastejam sobre a terra”. 27 E Deus criou o homem à sua imagem, à imagem de Deus ele o criou: homem e mulher os criou. 28 E Deus os abençoou e lhes disse: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a! Dominai sobre os peixes do mar, sobre os pássaros do céu e sobre todos os animais que se movem sobre a terra”. 29 E Deus disse: “Eis que vos entrego todas as plantas que dão sementes sobre a terra, e todas as árvores que produzem fruto com sua semente para vos servirem de alimento. 30 E a todos os animais da terra, e a todas as aves do céu, e a tudo o que rasteja sobre a terra e que é animado de vida, eu dou todos os vegetais para alimento”. E assim se fez. 31 E Deus viu tudo quanto havia feito, e eis que tudo era muito bom. Houve uma tarde e uma manhã: sexto dia.
2, 1 E assim foram concluídos o céu e a terra com todo o seu exército. 2 No sétimo dia, Deus considerou acabada toda a obra que tinha feito; e no sétimo dia descansou de toda a obra que fizera. 3 Deus abençoou o sétimo dia e o santificou, porque nesse dia descansou de toda a obra da criação. 4a Esta é a história do céu e da terra, quando foram criados. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 8 (8), 4-5. 6-7. 8-9: Poder do nome divino
2a Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!
4 Contemplando estes céus que plasmastes e formastes com dedos de artista; vendo a lua e estrelas brilhantes, 5 perguntamos: “Senhor, que é o homem, para dele assim vos lembrardes e o tratardes com tanto carinho?”
6 Pouco abaixo de Deus o fizestes, coroando-o de glória e esplendor; 7 vós lhe destes poder sobre tudo, vossas obras aos pés lhe pusestes.
8 As ovelhas, os bois, os rebanhos, todo o gado e as feras da mata; 9 passarinhos e peixes dos mares, todo ser que se move nas águas.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 7, 1-13: Discussão sobre as tradições farisaicas
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, 1 os fariseus e alguns mestres da Lei vieram de Jerusalém e se reuniram em torno de Jesus. 2 Eles viam que alguns dos seus discípulos comiam o pão com as mãos impuras, isto é, sem as terem lavado. 3 Com efeito, os fariseus e todos os judeus só comem depois de lavar bem as mãos, seguindo a tradição recebida dos antigos. 4 Ao voltar da praça, eles não comem sem tomar banho. E seguem muitos outros costumes que receberam por tradição: a maneira certa de lavar copos, jarras e vasilhas de cobre. 5 Os fariseus e os mestres da Lei perguntaram então a Jesus: “Por que os teus discípulos não seguem a tradição dos antigos, mas comem o pão sem lavar as mãos?” 6 Jesus respondeu: “Bem profetizou Isaías a vosso respeito, hipócritas, como está escrito: ‘Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim. 7 De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos’. 8 Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens”. 9 E dizia-lhes: “Vós sabeis muito bem como anular o mandamento de Deus, a fim de guardar as vossas tradições. 10 Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honra teu pai e tua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe deve morrer’. 11 Mas vós ensinais que é lícito alguém dizer a seu pai e à sua mãe: ‘O sustento que vós poderíeis receber de mim é Corban, isto é, Consagrado a Deus’. 12 E essa pessoa fica dispensada de ajudar seu pai ou sua mãe. 13 Assim vós esvaziais a Palavra de Deus com a tradição que vós transmitis. E vós fazeis muitas outras coisas como estas”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Celebramos hoje a memória litúrgica de Santa Escolástica, irmã de São Bento. Escolástica viveu radicalmente a caridade, a contemplação e a docilidade ao Espírito Santo. Seguindo seu exemplo, peçamos ao Espírito Santo a graça de acolher a Palavra de Deus e deixar-se transformar por ela.
Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da sabedoria, para que possamos avaliar todas as coisas à luz da Palavra de Deus e ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que o texto diz para mim, hoje?
Recorde outros textos relacionados ao tema.
Qual palavra do texto encontrou profunda sintonia com a minha vida, com as minhas atitudes?
Em minha vida, meu trabalho, meu relacionamento com as pessoas, procuro dar mais atenção para as questões interiores ou exteriores?
Quais sentimentos o texto desperta em mim?
Procure acolher em poucas palavras o apelo que a Palavra de Deus desperta na oração.

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto bíblico?
Leia o texto e procure perceber o contexto do relato evangélico: lugares, pessoas e acontecimentos.
Quais são as palavras ou gestos de Jesus?
Qual é o tema que perpassa a discussão dos personagens?
Leia calma e atentamente o texto e procure compreendê-lo. Contemple a problemática apresentada no texto, e presente também em Mt 15, 2, sobre a lei da pureza. Enquanto os fariseus e escribas concentram-se nas questões exteriores, Jesus procura mostrar que são os pensamentos, atitudes e desejos que tornam uma pessoa impura.
– Falamos e agimos de modo bonito e agradável a Deus?
– Ou somos especialistas apenas no falar?
– Os simples e humildes são respeitados em sua dignidade?
– Será que não há muita falsidade?
– Somos solidários e fraternos?

E a VIDA (Orar)
Ofereça a Deus os frutos da sua oração, da sua meditação e contemplação da Palavra. Apresente o desejo que brotou em seu coração e peça a graça de vivê-lo durante o dia. Faça sua prece de agradecimento ou pedido. Conclua com a oração: Jesus Mestre, agradeço pelas luzes que me destes nesta meditação. Perdoai-me, pelos limites que me impediram de fazê-la melhor. Ofereço-vos a resolução que tomei e que espero viver, pela vossa graça.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual gesto desejo colocar em prática neste dia?

REFLEXÕES

(6) – JESUS REPUDIA A HIPOCRISIA
O sistema de pureza defendido por muitos dos judeus, sobretudo os fariseus e os saduceus, é interpretado por Jesus como “vossa tradição” ou “tradição dos homens”, distinguindo-o da Lei dada por Deus ao seu povo. Os versículos 21 a 23 do capítulo sétimo de Marcos são importantíssimos para compreender a posição de oposição de Jesus a um sistema que, em nome de Deus e para proteger o sagrado, exclui as pessoas. As explicações detalhadas quanto ao sistema de pureza mostram que os destinatários do evangelho segundo Marcos são cristãos oriundos do paganismo. O nosso texto de hoje é uma controvérsia de Jesus com os fariseus e os escribas sobre o fato de alguns dos discípulos de Jesus comerem sem lavar as mãos, como era o costume. Não se trata, em primeiro lugar, de uma questão de higiene, mas religiosa, pois se acreditava que o mal entrava no ser humano pelos orifícios do corpo, sobretudo pela boca. No centro do texto encontra-se a oposição entre os lábios e o coração; oposição entre dizer e aderir, de coração, ao mandamento de Deus. Jesus repudia essa hipocrisia, pois ela anula o mandamento de Deus, substituindo-o por uma tradição humana.
Oração:
Jesus, Mestre divino, queremos vos seguir. Amar como amastes, buscar como buscastes a vontade do Pai.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – UMA FALSA PIEDADE
Certas atitudes dos escribas e fariseus deixavam Jesus irritado. O modo como praticavam a religião parecia-lhe inconveniente. Para umas coisas, eram muito severos; para outras, faziam o que lhes era mais cômodo. Assim, eram rigorosos quando se tratava da pureza exterior, a ponto de não se sentarem à mesa, sem terem lavado, cuidadosamente, as mãos. Quando, porém, se tratava de cuidar de seus pais, não tinham um mínimo de piedade filial. Assim, não tinham escrúpulos de distorcer a Lei de Moisés só para não ter que ajudar os pais carentes. Tal atitude impiedosa invalidava a preocupação com a pureza ritual e tudo o mais que faziam com a intenção de agradar a Deus.
Jesus não suportava um tipo de religião em que o indivíduo se esforça para mostrar-se piedoso diante de Deus, sem gestos de misericórdia em relação ao próximo.
E o que dizer, quando este próximo era o pai ou a mãe?
A Lei era severa quanto ao respeito devido aos pais. O mandamento – “Honrarás pai e mãe” – era acompanhado de uma série de exigências bem concretas.
Assim, quando os escribas e fariseus consagravam a Deus o que era devido a seus pais, estavam se opondo à vontade divina. E nem tinham moral para criticar os discípulos que comiam com as mãos impuras.
Oração:
Espírito de autenticidade, livra-me da atitude falsa de querer agradar a Deus, sem ser misericordioso para com o meu semelhante.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Vós abandonais o mandamento de Deus para seguir a tradição dos homens” (Mc 7, 8).
Jesus nos surpreende na repreensão que faz aos fariseus e mestres da Lei que foram a seu encontro. De início ficamos com a impressão de que aqueles homens tinham reta intenção, tentando fazer com que Jesus respeitasse uma boa tradição judaica. Tratava-se de respeitar normas higiênicas. Como lavar as mãos e tomar banho.
Em princípio, aquelas normas eram muito boas.
Mas, como acontecia com os fariseus, a maneira com que observavam estas normas era distorcida: aproveitavam-se disto para cultivar sua hipocrisia, seu exibicionismo religioso, sua tendência a se considerarem superiores aos outros. Mesmo sendo normas boas, a maioria da população não conseguia observá-las, pois naquelas regiões desérticas não havia água em abundância para todos. Assim grande parte da população não conseguia tomar banho nem lavar as mãos sempre que necessário.
Foi isto que aconteceu naquele dia com Jesus e seus discípulos. Não lavaram as mãos antes de comer, e os fariseus imediatamente os criticaram. Fazendo isso, os fariseus quiseram dizer a Jesus que a doutrina deles era superior à Dele.
Jesus reagiu, revelando a má fé naquela crítica feita pelos fariseus.
E foi adiante. Disse que a deformação religiosa introduzida pelos fariseus e mestres da Lei era de tal forma profunda, que eles nem sequer se davam conta de que algumas de suas normas iam contra os Mandamentos de Deus. Foi por isso que Jesus lhes disse: “Vós esvaziais a palavra de Deus com a tradição que transmitis” (Mc 7, 13).
Este fato nos mostra que também em nossos tempos não somos livres da hipocrisia em nome da religião. Todos nós conhecemos pessoas que aparentemente fazem tudo certo conforme a vontade de Deus. Mas por detrás daquele comportamento está uma hipocrisia, um orgulho, um desejo de se considerar superior aos outros.
Ora, cada um de nós corre o mesmo perigo.
Portanto, não deixemos que Jesus critique somente os fariseus. Deixemos que Ele repreenda, com a bondade que tem para conosco, nossos defeitos e nossas hipocrisias. Sejamos muito retos em nossa consciência e transparentes diante de Deus. Que Ele não encontre nenhum traço de hipocrisia em nossos corações.
Padre Valdir Marques

(10) – A NOVA LEI INSCRITA NO CORAÇÃO DOS HOMENS
Temos os dez mandamentos dados por Moisés […], e tudo o que recomenda a leitura dos livros santos, nomeadamente o que Isaías nos transmitiu: «Lavai-vos, purificai-vos, tirai da frente dos meus olhos a malícia das vossas ações. Aprendei a fazer o bem, procurai o que é justo, socorrei o oprimido, fazei justiça ao órfão, defendei a viúva. Vinde agora, entendamo-nos, diz o Senhor» (Is 1, 16ss). […] Mas temos também as leis do Verbo, a Palavra de Deus, aquelas palavras de encorajamento que não foram escritas em tábuas de pedra pelo dedo do Senhor (Ex 24, 12), mas inscritas no coração dos homens (2 Cor 3, 3). […] Estas duas leis serviram ao Verbo para ensinar a humanidade, inicialmente pela boca de Moisés, em seguida pela dos apóstolos. […]
Mas também precisamos de um mestre para nos explicar estas palavras santas […]; será Ele quem nos ensinará as palavras de Deus. A escola é a nossa Igreja; o nosso único Mestre é o noivo, vontade boa de um Pai bom, sabedoria original, santidade do conhecimento. «Ele é a propiciação pelos nossos pecados», diz são João (1 Jo 2, 2); é Ele que nos cura o corpo e a alma, que cura o homem todo, Ele, Jesus, que é «a vítima oferecida pelos nossos pecados, e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo. E sabemos que O conhecemos por isto: se guardarmos os seus mandamentos» (v. 3). […] «Aquele que diz que está nele deve também andar como Ele andou» (v. 6).
Nós, que somos os discípulos desta feliz pedagogia, completemos o belo rosto da Igreja e corramos como criancinhas para esta Mãe cheia de bondade. Escutemos o Verbo de Deus; glorifiquemos a feliz disposição que nos guia através deste Mestre e nos santifica como filhos de Deus. Seremos cidadãos do céu se formos bons discípulos deste Mestre na terra e lá em cima compreenderemos tudo o que Ele nos ensinou a respeito do Pai.
São Clemente de Alexandria (150-c. 215)

(11.1) – BEM PROFETIZOU ISAÍAS A RESPEITO DA HIPOCRISIA DE VOCÊS
Jesus continua formando os seus discípulos. Ele os instrui em sua tarefa missionária, revela-lhes seu poder sobre o mal, abre-lhes a mente à universalidade. Os discípulos compreendem que os marcos da antiga religião não são capazes de responder às exigências missionárias e universalistas da nova. A discussão de Jesus com os fariseus afeta dois pontos concretos: as abluções ou purificações rituais antes das refeições, sobre elas Marcos proporciona detalhes aos leitores não judaicos (vv. 3-4) e sobre a oferenda sagrada dos bens que dispensam de sustentar os familiares (vv. 10-11). Porém, é preciso não perder-se nos detalhes desses costumes. Não existem senão para tornar mais claro o alcance do v. 8, curiosamente repetido no v. 9: as tradições humanas matam a palavra de Deus. O drama do fariseu é o de toda uma humanidade à qual se atribui um conhecimento que vem de Deus, pois define o bem e o mal e julga os seres humanos, porém no final fica sem Deus de quem procede. Jesus é o primeiro homem que pode colocar seu conhecimento do bem e do mal a serviço absoluto de seu Pai e isto lhe permite ser muito livre frente às leis e tradições humanas.
Claretianos

(11.2) – ESTE POVO ME HONRA COM OS LÁBIOS, MAS O SEU CORAÇÃO ESTÁ LONGE DE MIM!
Temos uma forte tendência de ficar observando o outro, pena, que muitos de nós, direciona o olhar, para os pontos negativos das pessoas, o que nos impede de enxergar o que há de bom no seu interior!
Enquanto estamos nos ocupando em buscar somente o negativo do outro, deixamos de cuidar do nosso próprio interior, esquecendo de que nós não somos modelos de perfeição.
Devido ao nosso olhar malicioso, que não nos deixa enxergar o que há de bom no outro, vamos perdendo a capacidade de ver além das aparências, de ter uma percepção profunda dos fatos, das pessoas, tudo porque não aprendemos ainda, a ter um olhar de contemplação, um olhar que vai além do que os nossos olhos físicos alcançam, que nos faz enxergar a pessoa na sua essência.
O evangelho de hoje, nos alerta sobre o risco que corremos de nos distanciarmos dos verdadeiros valores, por estarmos submetidos a normas, a rituais que não acrescentam nada na nossa vida, que não nos levam à Deus.
A narrativa nos fala do confronto dos fariseus e alguns mestres da lei com Jesus. Eles haviam vindo a Jerusalém com um único objetivo: descobrir que tipo de ensinamento Jesus estava passando como formação para os seus discípulos, queriam saber se Jesus estava incitando o povo à não-observância das Leis. Pelo o que havia chegado ao conhecimento dos deles, os ensinamentos de Jesus não se enquadravam com os padrões religiosos da época. Eles tinham medo do povo aderir à proposta de Jesus, e com isso romper com o sistema religioso já estabelecido por eles.
Para os fariseus e mestres da lei, a religião, era cumprir preceitos, normas, rituais estéreis, vazios, que aos olhos de Deus, não acrescentam nada. Eles observaram rigorosamente os preceitos, mas não agiam com misericórdia, suas atitudes eram totalmente contrárias a vida.
O texto nos leva a um questionamento a respeito da nossa fé e da nossa vivencia religiosa. Devemos ser coerentes entre o que falamos e o que vivemos. Deus não nos olha externamente, para Ele, não importa a nossa cor a nossa posição social e nem mesmo a nossa religião, para Deus, o que importa, é o que cultivamos de bom no nosso interior. O que agrada verdadeiramente a Deus, é o que vem de um coração puro, livre das maldades, e das ambições.
De nada adianta os nossos atos externos se eles não retratam o que na verdade somos interiormente! Aos olhos de Deus, a prática exterior, só encontra seu verdadeiro sentido, quando é uma expressão do que realmente se crê e se vive, do contrário, são práticas vazias que nada significam, pois mostram o que na verdade não se é, e não se vive!
Deixemo-nos inundar pelo o amor de Jesus, um amor que liberta, que inclui, que nos torna sinal da sua presença no mundo.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.3) – O MANDAMENTO DE DEUS É O AMOR
Gênesis 1, 20 – 2,4 – “a obra prima de Deus”
Continuando a meditar sobre o relato da Criação nós percebemos que tudo quanto Deus criou Ele o fez em função do homem e por amor a ele. Deus criou os seres animados de vida, os pássaros, os monstros marinhos, todos os seres vivos que nadam, assim como também os animais domésticos, os répteis, sempre deixando uma pausa entre a tarde e a manhã e tudo segundo as suas espécies. Abençoou-os, e ordenou-lhes que se multiplicassem e fossem fecundos. Na Criação do homem nós percebemos que a Santíssima Trindade esteve presente pela palavra pronunciada, “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. O homem e a mulher não foram criados segundo a sua própria espécie, mas conforme a imagem e semelhança da Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, que depois os abençoou dizendo: “Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e submetei-a!” No final a narrativa nos revela que Deus “viu que tudo era muito bom!” O homem, portanto, é a obra prima de Deus e a história do céu e da terra é também a história da comunhão do homem e da mulher com o Seu Criador. Percebemos então, que Deus preparou primeiro o céu e a terra para somente depois criar o homem e a mulher segundo a Sua Imagem para que tivessem conhecimento pleno do Seu mistério de amor. Ao nos aprofundarmos nas sugestões do Espírito Santo nós intuímos que, assim como Deus criou a terra, os animais e os minerais para serem dominados pelo homem, Ele também criou o céu com toda a sua beleza para que fosse alcançado pelo mesmo homem. Ao homem, criado à Sua imagem e semelhança, Deus entregou o céu e a terra dando a ele a responsabilidade de administrar a terra de acordo com as motivações do céu que está no coração do próprio homem, “O céu é Deus e Deus mora no meu coração”. (Elizabeth da Trindade). E é no nosso coração que Deus coloca o desejo de conversão e de mudança, anseio de transformar o mundo, cuja mentalidade foi desvirtuada pelo pecado original.
– Você já experimentou contemplar a criação de Deus como uma obra que ele fez para você?
– Você já se considera cidadão(ã) do céu?
– Você tem domínio sobre as coisas da terra ou elas o (a) dominam?

Salmo 8 – “Ó Senhor nosso Deus, como é grande vosso nome por todo o universo!”
Se parássemos para contemplar toda a maravilha da criação refletindo que ela foi feita para nós, talvez nunca tivéssemos momentos de tristeza nem de desesperança, porque contaríamos e confiaríamos mais no poder do amor de quem a criou. Nós, homens e mulheres, ainda não temos consciência e nem de longe experimentamos o grande amor de Deus para conosco, por isso, como o salmista, nós também nos admiramos e perguntamos: “Senhor, que é o homem para dele assim vos lembrardes e tratardes com tanto carinho?” Deus criou tudo para nós não porque merecêssemos mas por puro amor.

Evangelho – Marcos 7, 1-13 – “O mandamento de Deus é o amor”
Jesus chama a atenção daqueles que seguem os preceitos humanos e deixam de lado os ensinamentos da Lei de Deus. Os mandamentos nos foram dados para iluminar o nosso caminhar, porém o homem tem substituído a orientação de Deus para seguir as formalidades do mundo. O mandamento de Deus é o amor e Jesus veio nos ensinar a amar com o mesmo amor que O Pai nos ama. Os nossos gestos, as nossas expressões, o nosso comportamento deve ser pautado pelo amor de Deus. As ações exteriores, as palavras soltas, as atitudes falsas nos fazem desviar do verdadeiro caminho e, por isso, perdemos a chance de ser feliz aqui na terra. Se, não concretizarmos o que falamos, através da oferta do nosso coração, de nada valerá a nossa oferta exterior, os ritos, as convenções, as práticas corriqueiras que seguem apenas o manual de instrução do mundo. Seguir a tradição dos homens é andar conforme a onda do mundo até no que oferecemos como oblação a Deus, quando deixamos de lado a nossa obrigação de filhos, de filhas, de pais e mães de família, de irmãos de comunidade para impressionar as pessoas com o volume que oferecemos a Deus. Não podemos nos desviar nem confundir as nossas oferendas: uma coisa é o que se deve ao próximo, outra coisa é o que se deve a Deus e uma coisa não dispensa a outra. Se não nos conscientizarmos disso, Jesus também nos dirá: “De nada adianta o culto que me prestam, pois as doutrinas que ensinam são preceitos humanos!”
– Você tem deixado de ajudar a alguém na sua casa porque está ajudando na Igreja ou na Comunidade?
– A quem você acha que deve dar prioridade?
– Quando você louva a Deus, você o faz de coração?
– Você presta atenção nas suas palavras?
– Qual é a sua atitude antes de ir para a celebração Eucarística?
– Qual é seu pensamento?
– Como você vê as pessoas que você encontra na Igreja?
Helena Colares Serpa

(11.4) – CONTRARIANDO A TRADIÇÃO
Tradição em si não é coisa ruim que causa algum mal, ao contrário, a tradição é uma riqueza para a nossa vida e a nossa cultura, é no fundo a preservação de valores considerados importantes como elementos sócio culturais na vida de uma nação.
Jesus não é inimigo da tradição, aliás, em relação a Lei Mosaica, que está no centro da tradição religiosa de Israel, ele irá dizer: “Não vim para abolir a lei, mas para levá-la à plenitude” isso é, mostrar o seu real significado. O que ele critica na condita dos Fariseus e Escribas é exatamente esta má compreensão daquilo que na lei é essencial. Vamos dar um, exemplo:
– Alguém que comemora o aniversário, faz bolo, realiza uma festa, chama os amigos, canta-se o Parabéns à Você mas esta pessoa não dá valor ao dom da vida, vive de maneira irresponsável, não preservando a saúde, ingere bebidas alcoólicas e outras drogas, está sempre infeliz e deprimido. Para estes a festa de aniversário que estão fazendo ou que outros fizeram, não passa de um mero ritual ou formalismo social, porque o sentido verdadeiro da comemoração foi deixado de lado.
Assim faziam os Escribas e Fariseus, praticavam ou ensinavam a prática meticulosa de toda lei, entretanto não se davam conta de que aquele que é o verdadeiro sentido da Vida já está no meio deles. Comer com as mãos sujas ou contaminadas, e o judeu não usava talher, poderia no máximo contaminar-se com alguma doença provocada por algum vírus ou bactéria, mas nada tem a ver com uma conduta religiosa quando Aquele que irá purificar a toda humanidade já está no meio deles.
O homem não pode ser macaco de imitação, em uma liturgia, por exemplo, tem que se conhecer o sentido e o significado de cada gesto, ficar em pé, ajoelhar-se, inclinar-se, sentar-se, dar as mãos, dar o ósculo da paz, tudo isso não são apenas gestos mas há por trás dele um significado muito rico que não pode ser ignorado por aquele que o faz, senão o que é símbolo sagrado torna-se ridículo e um preceito meramente humano, como nos diz o evangelho.
Em resumo, Jesus transmite uma religião intimista, presente no coração do homem em sua relação sincera com Deus, e ao mesmo tempo condena o formalismo religioso, hoje muito presente em alguns sacramentos onde os cristãos que os recebem têm também esse comportamento farisaico, haja visto nossos crismandos e batizados, que somem da comunidade ou só aparecem em algumas ocasiões, levando uma vida totalmente desconectada com o evangelho, nessa mesma linha entram os Casamentos no Religioso onde ninguém quer mais compromisso e depois da cerimônia e da festa, cada um vive como quer e faz o que quer…
Como se percebe, escribas e fariseus é uma raça que se perpetuou e ainda está presente em nosso tempo infestando nossas comunidades, dizendo-se membros de uma Igreja, com a qual nunca se comprometeram, e portadores de uma Fé marcada pela superstição e magia.
Diácono José da Cruz

(11.5) – A ADORAÇÃO DESTE POVO É INÚTIL
Bom dia!
Quantas vezes já li esse evangelho, mas como é interessante vê-lo ser novo todo dia.
Comentava eu, com algumas pessoas esses dias, sobre a quantidade de justificações que damos e temos dado sem ninguém ter pedido. Parece estranho, mas é uma coisa importante a ser observada hoje.
Um irmão exclama: “você andou sumido”! Reparemos que não é uma pergunta que ele nos fez, mas rapidamente a justificamos: “Sim! Mas foi por causa disso e disso”… A justificativa parece brotar como um meio natural de se defender do que achamos que pensarão ou falarão de nós, mas viver se justificando pode parecer que somos inseguros, imaturos ou neuróticos.
Um segundo exemplo: recebendo uma crítica construtiva!
Esse mesmo irmão diz que ficou perfeito o que fizemos, mas deixamos passar despercebido um ou outro detalhe, que no fim, ninguém viu ou reparou. Nossa percepção imatura, insegura ou neurótica, esquece o elogio recebido primeiro passando a se defender do pequeno erro visto, pois é inadmissível que haja algo a melhorar. O padre, o pregador, o músico que não aceita um comentário relevante sobre seu trabalho; o chefe que se abraça ao orgulho para não reconhecer uma falha; uma mãe ou pai que descarrega o cansaço do dia nos filhos e mesmo assim orgulhosos não pedem desculpas; o funcionário que se esqueceu de fazer uma tarefa; o troco dado errado; a trombada dentro do ônibus lotado; a batida por desatenção no trânsito… “(…) Deus disse: Este povo com a sua boca diz que me respeita, mas na verdade o seu coração está longe de mim. A adoração deste povo é inútil, pois eles ensinam leis humanas como se fossem mandamentos de Deus.”
Jesus não incomodava a ninguém, mas era preciso encontrar defeitos para atacá-lo. As mãos sujas eram a justificativa que precisavam para ocultar de suas mentes os milagres, os prodígios, os ensinamentos. Para o medíocre não é preciso muito para tampar os olhos – um dedo basta. Um dedo era suficiente para ocultar toda a bondade realizada e operada naquele povo. Um grão de areia e suficiente para cegar um cético, um descrente, um invejoso que não precisa de muitos argumentos para difamar, caluniar… Basta um grão chamado QUERER para poder seu cérebro VER APENAS O QUE DESEJA VER.
Os fariseus bordavam ou estampavam em suas vestes as leis que seguiam, mas o que estava escrito nem sempre era seguido. Lembrou-me as pessoas que ainda hoje pegam a Bíblia e como diz padre Zezinho, sorteiam palavras que lhes agradam. Retiram a mensagem que lhes convém ou agrada e que muitas vezes pode agredir aos irmãos. Quem não conhece alguém que parece conhecer a bíblia de “traz pra frente” mas usa suas mensagens apenas para justificar seus atos, inclusive os errados?
Às vezes parece que estamos no caminho certo, mas Deus sempre nos convida a olhar novamente onde já havíamos procurado, lançar novamente as redes onde já havíamos jogado e nos surpreender com o resultado.
“(…) subiu a uma das barcas que era de Simão e pediu-lhe que a afastasse um pouco da terra; e sentado, ensinava da barca o povo. Quando acabou de falar, disse a Simão: Faze-te ao largo, e lançai as vossas redes para pescar. Simão respondeu-lhe: Mestre, TRABALHAMOS A NOITE INTEIRA E NADA APANHAMOS; MAS POR CAUSA DE TUA PALAVRA, LANÇAREI A REDE. Feito isto, apanharam peixes em tanta quantidade, que a rede se lhes rompia”. (Lucas 5, 3-6).
Justificar é normal, mas é preciso ter disciplina também quanto a isso. Sejamos mais humildes as correções e mesmos doutores em algum assunto, ousemos a jogar novamente a rede.
Não fechemos nossos olhos facilmente. Limpemos constantemente o que limita nosso olhar.
Um imenso abraço fraterno.
Alexandre Soledade

(12) – REFLEXÃO
Jesus, citando o profeta Isaías, diz: “Este povo me honra com os lábios, mas seu coração está longe de mim”. Precisamos saber se somos cristãos de palavras ou de coração. O cristão de palavras é aquele que vive uma religiosidade de cumprimento de preceitos, normas e rituais, que em nada difere dos rituais de alquimia e bruxaria que existem por aí; o que muda é que no lugar de abracadabra, fala frases bonitas com efeitos especiais. O cristão de coração é aquele que ama a Deus, ama os seus irmãos que são templos dele e procura servir a Deus no serviço aos irmãos e irmãs, na valorização da pessoa humana e promoção da sua dignidade. O cristão de coração fala pouco e nem sempre sabe falar bonito, mas ama muito, é solidário, generoso e fraterno.

(16) – POR QUE OS TEUS DISCÍPULOS NÃO SEGUEM A TRADIÇÃO DOS ANTIGOS?
Hoje contemplamos como algumas tradições tardias dos mestres da Lei haviam manipulado o sentido puro do quarto mandamento da Lei de Deus. Aqueles escribas ensinavam que os filhos que ofereciam dinheiro e bens para o Templo faziam o melhor. Segundo este ensinamento, sucedia que os pais já não podiam pedir nem dispor destes bens. Os filhos formados nesta consciência errônea achavam que tinham cumprido assim o quarto mandamento, inclusive ter cumprido da melhor maneira. Mas, de fato, se tratava de um engano.
E Jesus acrescentou: «Vocês são bastante espertos para deixar de lado o mandamento de Deus a fim de guardar as tradições de vocês» (Mc 7, 9): Jesus Cristo é o intérprete autêntico da Lei; por isso explica o justo sentido do quarto mandamento, desfazendo o lamentável erro do fanatismo judio.
«Com efeito, Moisés ordenou: ‘Honre seu pai e sua mãe’. E ainda: ‘Quem amaldiçoa o pai ou a mãe, deve morrer’» (Mc 7, 10): o quarto mandamento lembra aos filhos as responsabilidades que têm com os pais. Tanto como possam, devem prestar-lhes ajuda material e moral durante os anos da velhice e durante as épocas de enfermidade, solidão ou angustia. Jesus lembra este dever de gratidão.
O respeito aos pais (piedade filial) está feito da gratidão que lhes devemos pelo dom da vida e pelos trabalhos que realizaram com esforço em seus filhos, para que estes pudessem crescer em idade, sabedoria e graça. «Honre a seu pai de todo coração, e não esqueça as dores de sua mãe. Lembre-se de que por eles o geraram. O que você lhes dará em troca por tudo o que eles deram a você?» (Sir 7, 27-28).
O Senhor quer que o pai seja honrado pelos filhos, e confirma a autoridade da mãe sobre os filhos. Quem honra o próprio pai alcança o perdão dos pecados, e quem respeita sua mãe é como quem ajunta um tesouro. Quem honra seu pai será respeitado pelos seus próprios filhos, e quando rezar será atendido. Quem honra o seu pai terá vida longa, e quem obedece ao Senhor dará alegria à sua mãe. (cf. Sir 3, 2-6). Todos estes e outros conselhos são uma luz clara para nossa vida em relação aos nossos pais. Peçamos ao Senhor a graça para que não nos falte nunca o verdadeiro amor que devemos aos pais e saibamos, com o exemplo, transmitir ao próximo esta doce “obrigação”.
Rev. D. Iñaki BALLBÉ i Turu

COMEMORA-SE NO DIA 09/Fev

(5) – SANTA ESCOLÁSTICA
Hoje celebramos a memória de Santa Escolástica, irmã gêmea do grande São Bento, pai do monaquismo. Esta grande santa nasceu na Úmbria, região central da Itália, no ano de 480.
Santa Escolástica foi uma mulher de grande espírito de oração e busca de santidade. Junto com seu irmão São Bento, tornou-se a fundadora de vários mosteiros femininos que também seguiam a Regra de vida monástica do irmão. Escolástica era piedosa, virtuosa, cultivadora da oração, temente a Deus e inimiga do espírito do mundo e das vaidades.
Relata-nos o Papa São Gregório Magno que Escolástica e Bento, embora morassem pertinho, encontravam-se para diálogos santos apenas uma vez ao ano. Numa dessas visitas, pressentindo que o dia de seu encontro com o Pai Eterno estava próximo, Escolástica pediu ao irmão que ficasse com ela até o amanhecer, mas foi repreendida pelo irmão, pois isto seria uma transgressão da Regra do mosteiro.
Diante da resposta negativa do irmão, Santa Escolástica entrelaçou as mãos, abaixou a cabeça e rapidamente conversou com Deus. De repente armou uma tamanha tempestade fora do lugar do encontro, que São Bento ficou impedido de sair com seus irmãos. Diante do olhar de espanto do irmão, Escolástica disse-lhe: “Pedi a você e você não me ouviu; pedi ao Senhor e ele me ouviu. Vá embora, se puder, volte ao seu mosteiro”. Alguns dias depois, São Bento teve uma visão da irmã, que rumava ao céu com vestes brancas. Quarenta dias depois, o próprio São Bento também rumou para a Vida Eterna em Deus.
O corpo de Escolástica foi transportado para o mosteiro de São Bento, e sepultado no túmulo que o santo abade tinha mandado preparar para si. Escolástica morreu em 543, na idade de 63 anos.
Santa Escolástica quando se achava em grandes tribulações fixava o olhar no Crucifixo. Este olhar trazia-lhe consolo e coragem para vencer todas as dificuldades. Ela dizia que um único olhar sobre a imagem do Crucificado tirava-lhe toda a aflição e suavizava lhe o sofrimento.
Reflexão:
Santa Escolástica amava a solidão e fugia da companhia de pessoas seculares, mas sempre arrumava tempo para conversar sobre assuntos de conteúdo religioso. Também nós devemos valorizar os momentos de silêncio, não perdendo tempo com coisas inúteis, que nos afastam da caridade. Procura mais a Deus no silêncio e na oração, e mais paz terás em tua alma.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SÃO GUILHERME DE MALAVALE
Guilherme era de origem nobre, nasceu em 1071, na França. Era um duque da Aquitânia, que se dedicou até o final da juventude às artes militares e mundanas, afastado do cristianismo. A sua conversão foi atribuída a são Bernardo, que o inspirou a desejar viver a experiência do retiro espiritual, num bosque afastado. Quando saiu do isolamento, alguns meses depois, procurou o papa Urbano II para pedir perdão dos pecados. Após receber sua benção, seguiu em peregrinação para Jerusalém.
Guilherme ficou nove anos na Terra Santa, praticando obras de penitência e piedade e, quando voltou, se juntou a uma comunidade de ermitãos, próximo de Pisa, na Itália. Dois anos depois foi para a Toscana, onde, na floresta de Malavale construiu o seu derradeiro retiro. E deste momento em diante começou a fama de sua santidade.
Em Malavale, tinha como única companhia às feras selvagens, dormia no chão duro e se alimentava de plantas e raízes. Os habitantes aprenderam a estima-lo. Não raro, as crianças eram socorridas por ele, quando se perdiam no bosque. A tradição conta que, certa vez, um grande dragão tentou atacar um menino, quando o ermitão apareceu e com o seu bastão ordenou que a fera se afastasse. Porém o animal ficou em pé sobre as patas traseiras e, soltando fumaça pelas ventas, se voltou contra ele. Prodigiosamente, Guilherme foi se elevando, até chegar na altura da cabeça da fera, aí o golpeou com o bastão e o dragão caiu morto. Por isto, passou a ser chamado de Guilherme, “o grande”.
Já idoso, acolheu dois discípulos, Alberto e Reinaldo, que o acompanharam até a morte. Nos últimos meses Alberto escreveu sua biografia, onde registrou sua disciplina de vida reclusa e espiritual. Aos 10 de fevereiro de 1157, Guilherme morreu, mas antes, fez algumas profecias e vários prodígios testemunhados que foram registrados.
A sua herança, como ocorreu com outros grandes ermitãos e padres do deserto, foi apenas a modesta cela de Malavale, como exemplo de uma vida espiritual contemplativa, de afastamento e austeridade, e não um compromisso de dar vida a uma nova congregação. Entretanto, ela floresceu ao redor de sua sepultura, só com o legado do seu exemplo de severa renúncia ao mundo, que continuou ainda atraindo ao local jovens desejosos de seguir suas pegadas. Os dois discípulos Alberto e Reinaldo fundaram a Ordem dos Guilhermitas e escreveram as Regras, seguindo a biografia, aprovada pela Santa Sé. Tempos depois, a nova congregação já alcançava a França, Itália, Alemanha e Holanda.
Em 1202, o papa Inocêncio III declarou Guilherme de Malavale, Santo e manteve a festa no dia 10 de fevereiro. Seus restos mortais foram guardados na catedral de Buriano, onde foi colocada a estátua de são Guilherme com dragão a seus pés. Desde 1255, os Guilhermitas fazem parte da Ordem dos agostinianos, que assimilou o pensamento deste santo. O dia de São Guilherme o Grande ou de Malavale, como também é chamado, integra o calendário dos santos agostinianos desde o século XIII, sendo reverenciado como exemplo de vida de santidade a ser seguido.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTA ESCOLÁSTICA — VIRGEM E FUNDADORA
(BRANCO, PREF. COMUM OU DAS VIRGENS – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Escolástica (Itália, 480-547) é irmã de são Bento, a quem esteve sempre ligada pelo mesmo ideal de consagração a Deus. Fundou o mosteiro das Beneditinas. Virgem sábia, soube pôr a caridade e a contemplação acima das regras e instituições humanas.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Exultemos de alegria, pois o Senhor do universo amou esta virgem santa e gloriosa.

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Celebrando a festa de santa Escolástica, nós vos pedimos, ó Deus, a graça de imitá-la, servindo-vos com caridade perfeita e alegrando-nos com os sinais do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Centro da obra da criação, o ser humano é convidado a viver em harmonia com tudo o que foi criado, cumprindo com fidelidade os mandamentos de Deus.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Inclinai meu coração às vossas advertências e dai-me a vossa lei como um presente valioso! (Sl 118, 36.29).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. Para que as leis e ritos da Igreja sejam valorizados e compreendidos pelos fiéis, rezemos.

Assembleia: Atendei, Senhor, nosso pedido.
2. Para que nos empenhemos em colaborar com Deus em suas obras, rezemos.
3. Para que aos pais idosos não falte o amparo e o carinho dos filhos, rezemos.
4. Para que saibamos discernir as tradições que alimentam nossa fé e nossa missão, rezemos.
5. Para que o valor das obras dos fundadores seja reconhecido e seus seguidores sejam fiéis ao carisma inspirador, rezemos.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Fazei-nos, ó Pai, alcançar os frutos dos dons que vos consagramos, e, a exemplo de santa Escolástica, sejamos purificados de todo mal e orientados para uma vida nova. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
As cinco virgens prudentes, ao tomarem suas lâmpadas, levaram óleo consigo. Ouviu-se um grito na noite: Eis que chega o esposo, ide ao encontro de Cristo! (Mt 25, 4.6).

Oração depois da Comunhão
Ó Pai, que a comunhão do Corpo e Sangue do vosso Filho nos desprenda das coisas perecíveis para que, a exemplo de santa Escolástica, sempre mais vos amemos na terra e vos contemplemos eternamente no céu. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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