Liturgia Diária 14/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
14/Fev/2015 (sábado)

A multiplicação dos pães

LEITURA: Gênesis (Gn) 3, 9-24: O relato do paraíso
Leitura do Livro do Gênesis:
9 O Senhor Deus chamou Adão, dizendo: ‘Onde estás?’ 10 E ele respondeu: ‘Ouvi tua voz no jardim, e fiquei com medo porque estava nu; e me escondi’. 11 Disse-lhe o Senhor Deus: ‘E quem te disse que estavas nu? Então comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer?’ 12 Adão disse: ‘A mulher que tu me deste por companheira, foi ela que me deu do fruto da árvore, e eu comi’. 13 Disse o Senhor Deus à mulher: ‘Por que fizeste isso?’ E a mulher respondeu: ‘A serpente enganou-me e eu comi’. 14 Então o Senhor Deus disse à serpente: ‘Porque fizeste isso, serás maldita entre todos os animais domésticos e todos os animais selvagens! Rastejarás sobre o ventre e comerás pó todos os dias da tua vida! 15 Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a dela. Esta te ferirá a cabeça e tu lhe ferirás o calcanhar’. 16 À mulher ele disse: ‘Multiplicarei os sofrimentos da tua gravidez: entre dores darás à luz os filhos; teus desejos te arrastarão para o teu marido, e ele te dominará’. 17 E disse em seguida a Adão: ‘Porque ouviste a voz da tua mulher e comeste da árvore, de cujo fruto te proibi comer, amaldiçoado será o solo por tua causa! Com sofrimento tirarás dele o alimento todos os dias da tua vida. 18 Ele produzirá para ti espinhos e cardos e comerás as ervas da terra; 19 comerás o pão com o suor do teu rosto até voltares à terra de que foste tirado, porque és pó e ao pó hás de voltar’. 20 E Adão chamou à sua mulher ‘Eva’, porque ela é a mãe de todos os viventes. 21 Então o Senhor Deus fez para Adão e sua mulher túnicas de pele e os vestiu. 22 Disse, depois, o Senhor Deus: ‘Eis que o homem se tornou como um de nós, capaz de conhecer o bem e o mal. Não aconteça, agora, que ele estenda a mão também à árvore da vida para comer dela e viver para sempre!’. 23 E o Senhor Deus o expulsou do jardim de Éden, para que ele cultivasse a terra donde fora tirado. 24 Expulsou o homem, e colocou a oriente do jardim de Éden os querubins, e a espada lampejante de chamas, para guardar o caminho da árvore da vida. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 90 (89), 2. 3-4. 5-6. 12-13: Fragilidade do homem
1 Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós.
2 Já bem antes que as montanhas fossem feitas / ou a terra e o mundo se formassem, / desde sempre e para sempre vós sois Deus.
3 Vós fazeis voltar ao pó todo mortal, / quando dizeis: ‘Voltai ao pó, filhos de Adão!’ / 4 Pois mil anos para vós são como ontem, / qual vigília de uma noite que passou.
5 Eles passam como o sono da manhã, / 6 são iguais à erva verde pelos campos: / De manhã ela floresce vicejante, / mas à tarde é cortada e logo seca.
12 Ensinai-nos a contar os nossos dias, / e dai ao nosso coração sabedoria! / 13 Senhor, voltai-vos! Até quando tardareis? / Tende piedade e compaixão de vossos servos!

EVANGELHO: Marcos (Mc) 8, 1-10: Segunda multiplicação dos pães
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
1 Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinha o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse: 2 ‘Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer. 3 Se eu os mandar para casa sem comer, vão desmaiar pelo caminho, porque muitos deles vieram de longe.’ 4 Os discípulos disseram: ‘Como poderia alguém saciá-los de pão aqui no deserto?’ 5 Jesus perguntou-lhes: ‘Quantos pães tendes?’ Eles responderam: ‘Sete.’ 6 Jesus mandou que a multidão se sentasse no chão. Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem. E eles os distribuíam ao povo. 7 Tinham também alguns peixinhos. Depois de pronunciar a bênção sobre eles, mandou que os distribuíssem também. 8 Comeram e ficaram satisfeitos, e recolheram sete cestos com os pedaços que sobraram. 9 Eram quatro mil, mais ou menos. E Jesus os despediu. 10 Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
A meditação da Palavra de Deus é também chamada Leitura orante ou Lectio divina. De origem latina, a expressão significa “Leitura de Deus”. Ou seja, quando refletimos e rezamos as Sagradas Escrituras, estamos chegando ao coração do próprio Deus. Hoje, o Evangelho nos convida a conhecer o coração de Jesus, um coração que sente compaixão pela multidão faminta, desamparada, peregrina …
Peçamos que o nosso coração também esteja sensível aos apelos da Palavra de Deus e aos nossos irmãos que passam necessidades.
Rezemos:
Jesus Mestre, cremos com viva fé que estais aqui presente, para indicar-nos o caminho que leva ao pai. Iluminai nossa mente, movei nosso coração, para que esta meditação produza em nós frutos de vida. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
É o momento de relacionarmos a nossa reflexão com a vida.
Qual a mensagem do texto para mim hoje?
Qual sentimento o texto despertou em mim?
Que luz Jesus me revela com sua mensagem, seus gestos, suas atitudes?
O que Cristo está me pedindo?
Faça um momento de silêncio para confrontar a meditação com a realidade que você vive.

A VERDADE (Refletir)
Em silêncio, faça uma leitura calma e atenta do texto.
Agora, procure recordar a leitura.
Faça memória do lugar, dos personagens, das palavras de Jesus, dos gestos de Jesus…
Que personagens aparecem no texto?
Que estão procurando?
Por que estão recorrendo a Jesus?
Como Jesus se comporta com estes personagens?
Que mudanças acontecem entre a situação inicial e a situação final dos que se aproximam de Jesus?
Que mensagem Jesus quer transmitir com suas atitudes, gestos e palavras?
O que significa estar em um deserto?
O que significa sentir fome?
Sede?
– Há falta de pão. Mas não há também muito desperdício?
– Sabemos poupar, economizar?
– Sei multiplicar o pão da bondade e da fraternidade?
– Procuro crescer em meu amor à Eucaristia?
– Temos consciência de que há muita gente passando fome?

E a VIDA (Orar)
A Palavra meditada agora se transforma em oração.
O que o texto me faz dizer a Deus?
Faça sua oração espontaneamente ou reze o salmo 23 (22):O Senhor é o meu pastor, nada me falta…

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
De que maneira esta passagem nos compromete?
Quem é o faminto, o sedento, o necessitado a quem quero servir no dia de hoje?
Pense em uma ação bem concreta para ser realizada durante o dia, em resposta ao apelo que o próprio Deus despertou em seu coração.

REFLEXÕES

(6) – A COMPAIXÃO DE JESUS PELA MULTIDÃO
Jesus continua em território pagão. Como no primeiro relato da multiplicação dos pães, a compaixão é o sentimento que move o coração de Jesus. Como causa da encarnação e da paixão, morte e ressurreição de Jesus está o amor de Deus pela humanidade; amor que o Senhor viveu e transmitiu até o fim. Mais do que dois “acontecimentos”, trata-se de apresentar a universalidade da salvação: o povo que Jesus Cristo reúne é constituído de judeus e pagãos; os pagãos também são admitidos à mesa da eucaristia. Estando já três dias com Jesus, a comida acabou. Essa notícia é que permite entrar na mensagem que o autor quis transmitir com o seu texto. A compaixão de Jesus pela multidão é a causa de sua entrega em favor de toda a humanidade. A conotação eucarística do texto é evidente. A notícia de que todos ficaram satisfeitos e a menção da sobra são maneiras de dizer da abundância do alimento dado e, além disso, de que esse alimento ultrapassa a materialidade, pois é um alimento espiritual simbolizado no pão e no peixe que, no início do cristianismo, se referiam a Cristo e à eucaristia.
Oração:
Senhor, eu vos louvo e agradeço pelo grande dom do Evangelho. Que ele seja conhecido, aceito e amado por todos.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – DOEMOS TEMPO, AMOR E ALIMENTO AOS POBRES
Doemos tempo, amor e alimento aos pobres. Quanto mais os repartimos, tanto mais se multiplicam as graças de Deus em nossa vida.
“Depois, pegou os sete pães, e deu graças, partiu-os e ia dando aos seus discípulos, para que os distribuíssem” (Marcos 8, 6).
Amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, o relato das leituras de hoje nos mostra, primeiramente, a consequência do pecado na vida dos nossos primeiros pais: Adão e Eva, e, ao mesmo tempo, na vida de cada um de nós quando fazemos a opção pelo pecado.
No primeiro momento, quando erramos há o sentimento de culpa, mas depois, defrontando-nos com o pecado, sem querer assumi-lo, arrumamos as desculpas. Colocamos no outro a culpa e não assumimos onde falhamos para podermos nos levantar.
De modo que o pecado gera muitas consequências em nossa vida e nos deixa mais distantes e privados da graça e do amor de Deus e causa mais sofrimento e transtorno em nossa vida e na vida dos outros.
O pecado é fruto do orgulho e do egoísmo humano. Por isso, quando Jesus vem ao nosso meio, para restaurar todas as coisas, Ele nos mostra o caminho da salvação e da restauração da nossa humanidade, enfraquecida por causa do pecado.
Quando o Senhor multiplica os pães pela segunda vez, Ele se preocupa mais uma vez com a fome, com a necessidade de Seu povo e com o sofrimento dos Seus. E nos mostra a direção que devemos tomar nesta vida para nos libertarmos do egoísmo e sermos fonte de amor, de bênção e graça na vida das pessoas.
Para isso, precisamos saber lidar com aquilo que temos, reconhecer que todo alimento é presente do céu e não pode ser somente para saciar a nossa fome. A coisa mais triste na humanidade é permitir que se desperdice comida enquanto milhões de filhos de Deus morrem de fome!
Agradeça a Deus por cada refeição que você faz. Dê graças e reconheça que é dom do alto Deus nos dar a natureza abundante de onde podemos tirar o pão nosso de cada dia. Não se esqueça de abençoar seu alimento, que ele não seja somente para saciar a fome, mas que seja um alimento regenerador da nossa própria saúde e para o bem dos que estão conosco.
O terceiro ponto a ser observado é que nossos alimentos precisam ser distribuídos, repartidos com vizinhos e amigos, sem nos esquecermos dos mais pobres e necessitados. Quanto mais reparto, tanto mais se multiplica o que tenho e as graças de Deus em minha vida. Não pense somente em você! Tudo o que você tem de bens, de posses e de alimentos pertence também aos pobres.
Restaurando nossa imagem e semelhança do Deus de amor, retiremos do nosso coração o egoísmo e saibamos distribuir os bens que Deus nos dá.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – A COMPAIXÃO OPERANTE
A contemplação da multidão, há três dias escutando os seus ensinamentos e sendo agraciada com milagres, tocou o coração de Jesus. Aquele povo corria o risco de desfalecer, se voltasse para casa faminto.
O que fazer?
A compaixão de Jesus foi operante, ou seja, uma compaixão que não se detém na simples constatação das misérias do povo. Antes, pergunta-se pelo que é possível ser feito para minorar a situação de carência.
A atitude tomada por Jesus tem duas vertentes. Na primeira, ele é quem age e indica as providências a serem tomadas. Na segunda, ele engaja, na sua ação, os discípulos e a multidão. Portanto, uma ação conjunta, que exige a participação de todos.
Tratando-se de providenciar comida, Jesus promoveu uma grande partilha dos parcos recursos disponíveis: sete pães e alguns peixinhos. Ordenou ao povo sentar-se no chão, e começou a distribuir os pães e os peixes aos discípulos, e estes, à multidão. Ele supervisionou tudo, de forma que todos ficaram saciados, chegando até a sobrar sete cestos de pedaços.
A partilha dependeu também dos discípulos e da multidão. Era preciso que compreendessem a lição da partilha, ensinada pelo Mestre, e a pusessem em prática, imediatamente. Sem este engajamento efetivo, o milagre não teria sido realizado.
Oração:
Espírito de comiseração, não permitas que eu veja o sofrimento de meus irmãos mais pobres, sem manifestar-lhes, com gestos concretos, minha solidariedade.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Comeram e ficaram satisfeitos … Eram quatro mil mais ou menos. E Jesus os despediu” (Mc 8, 8a.9a).
O milagre da multiplicação dos pães foi por demais estupendo para que a multidão dele logo se esquecesse ou deixasse de comentar por muito tempo em todos os lugares por onde se dispersara depois.
No entanto, vemos Jesus sereno, sem demonstrar nenhuma surpresa pela grandeza daquele milagre. Se fosse em nossos dias, alguém que fizesse um portento desta natureza, certamente tiraria todo tipo de vantagens possíveis. Não há falsos pastores que se enriquecem através da atrativa da mídia, divulgando pretensos milagres? Esses homens ficam riquíssimos em pouco tempo. E ainda afirmam-se seguidores de Jesus. Ele, Jesus, viveu neste mundo na maior pobreza e sem interesse algum por fama humana ou prestígio dado pelos homens.
Jesus, depois de saciar perto de quatro mil pessoas, retira-se, despendido a multidão com a maior naturalidade. E, ao que parece, tudo termina aqui.
Não termina aqui, porque este milagre era um sinal extremamente importante para a teologia do evangelista Marcos. Tão importante que Marcos não o pôde omitir em seu Evangelho, e Mateus, que nele se baseou para seu Evangelho, o reproduziu com mais informações. Este milagre prepara os leitores do Evangelho para outro maior: o da Eucaristia instituída por Jesus na última ceia. O pão que Ele nos dá na Eucaristia é mais do que pão material: é seu corpo, que nos dá a Vida Eterna. Sendo assim, a multiplicação dos pães por Jesus foi um sinal apenas do grande milagre da multiplicação do Pão Eucarístico para todo o mundo, e não só para quatro mil pessoas.
Padre Valdir Marques

(11.1) – TENHO COMPAIXÃO DESTA MULTIDÃO…
A todo instante, deparamos com pessoas necessitadas de ajuda, irmãos nossos, que muitas vezes não tem o que comer!
E quantos de nós, ao invés de matar a fome destes irmãos, fingimos não vê-los, ou pior ainda, culpamo-os pelos seus fracassos, taxando-os de malandros, preguiçosos… E assim, vamos isentando-nos da nossa responsabilidade para com os prediletos do Pai!
Como seguidores de Jesus, não podemos permanecer indiferentes aos pobres! Se fecharmos o nosso coração para eles, as portas do céu se fecharão para nós!
De nada adianta, erguermos as mãos para louvar o Senhor, se não estamos dispostos a abaixá-las para erguer o irmão que está no chão!
O evangelho que a liturgia de hoje nos apresenta, mostra-nos mais uma vez a sensibilidade de Jesus diante à necessidade humana! O texto nos apresenta o episódio que marcou o milagre da multiplicação dos pães, ou seja, o milagre da partilha! O ponto fundamental deste acontecimento é o amor, o amor que transforma em partilha!
Jesus, se quisesse, poderia realizar a multiplicação dos pães sozinho, afinal, Ele tudo pode, mas Ele quis envolver todos os seus discípulos, ensinando-os na prática, que é na partilha que o milagre da multiplicação acontece!
Jesus encarregou os discípulos de saciar a fome de uma multidão e hoje, Ele nos encarrega a fazer o mesmo! Mesmo que não tenhamos muito para partilhar, Jesus nos garante que o pouco colocado em suas mãos Ele transforma em muito!
Onde existe amor, existe partilha, onde existe partilha Deus entra e o milagre da multiplicação acontece!
Como cristãos, comprometidos com o evangelho, temos o compromisso de despertar no pobre, a necessidade de Deus, mas antes, é preciso saciar a sua fome, criar no seu coração a necessidade de Deus, foi o que Jesus fez, a partir da necessidade do pão material, Ele despertou no povo a necessidade do pão da vida eterna, que é Ele mesmo! Partilhando o pão material, estamos também, despertando no outro a necessidade de Deus!
A fome de tantos irmãos é uma ferida que sangra constantemente no coração de Jesus, está em nossas mãos, a cura desta ferida, afinal, quem de nós não tem alguns “pãezinhos” e alguns “peixinhos” para partilhar?
É difícil acreditar, mas é a mais triste realidade: num mundo de tanta fartura de alimentos, ainda hoje, morrem pessoas vítimas do nosso abandono, irmãos nossos, que continuam morrendo de fome, por culpa do nosso egoísmo que nos fecha à partilha!
Precisamos aprender a olhar o irmão com o olhar de Jesus, um olhar que não apenas constata a sua necessidade, mas que também nos leve a ação, a fazer algo em seu favor.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – COMERAM E FICARAM SATISFEITOS
Este Evangelho narra a cena da multiplicação dos pães. “Jesus chamou os discípulos e disse: “Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer”. Deus é amor, e Jesus “é a imagem de Deus invisível” (Cl 1, 15). Esse amor, diante do faminto se transforma em compaixão, uma compaixão ativa e não apenas sentimental. Como Deus tem poder infinito, ele resolve o problema, mesmo que os famintos sejam quatro mil pessoas.
Este banquete da multiplicação dos pães nos recorda o maná, com o qual Deus alimentou o seu povo no deserto (Cr Ex 16), e também é figura da Eucaristia, o pão vindo do céu que dá vida ao mundo.
Na multiplicação dos pães, antevemos Jesus, o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas. Hoje, como outrora, esse Bom Pastor continua nos socorrendo, material ou espiritualmente, com seu amor infinito.
A crise de amor, pela qual o mundo passa tem muito a ver com a crise de fé, porque a fé cristã é acreditar em Deus que é o Amor. “Todo aquele que ama nasceu de Deus e conhece a Deus” (1 Jo 4, 7). “Quem exclui Deus de seu horizonte, falsifica o conceito de realidade e só pode terminar em caminhos equivocados e com receitas destrutivas” (DA 44).
“Os discípulos disseram: Como poderia alguém saciá-los de pão aqui neste deserto?” Para o homem sozinho é impossível, mas com Deus é possível. A cena nos ensina a nunca perder a esperança, mas apresentar a Deus o pouco que temos. O número sete é simbólico, significa que não tinham pão suficiente.
“Jesus mandou que a multidão se sentasse.” Para que todos tenham o que comer, é necessária a organização. Povo unido jamais será vencido. Já o povo desorganizado chama-se massa, e a massa é fácil de ser manipulada. O povo organizado torna-se força. A mídia impede que o povo se organize; ela quer fazer do povo uma massa consumista.
Se nos organizarmos, com fé, esperança e caridade, cada um repartindo o pouquinho que pode oferecer, com certeza ninguém passará fome. Todos ficarão saciados e ainda sobrará alimento.
As Comunidades cristãs são o meio que Jesus deixou para que isso aconteça.
Jesus “pegou os sete pães e deu graças.” Rezou segurando os pães. A nossa oração deve ser concreta, pedindo ou agradecendo coisas com dia, hora e o quê. Nós com Deus, maioria absoluta! Veja que Jesus não rezou de mãos vazias! Quando nós fazemos a nossa parte, damos o pouco que temos, Deus entra e maravilhas acontecem.
Junto com Jesus, ninguém passa fome. “Oh! Todos que estais com sede, vinde buscar água! Quem não tem dinheiro venha também! Comprar para comer, vinho e mel sem pagar!” (Is 55, 1).
“Subindo logo na barca com seus discípulos, Jesus foi para a região de Dalmanuta.” Foi para um lugar onde ninguém o conhecia e não sabia dos seus milagres. Jesus era humilde, e não queria chamar a atenção sobre si mesmo, e sim para Deus Pai e para o Reino de Deus.
Havia, certa vez, um senhor, que já era rico, mas era muito ambicioso e avarento. Ele só pensava em bens materiais, procurando ficar ainda mais e mais rico.
Um dia, um gênio apareceu para ele e disse: “Vou atender ao seu desejo. Amanhã cedo nós iremos para tal lugar e você vai sair caminhando. Toda a terra que você contornar será sua. Mas não poderá voltar a mim depois das dezoito horas, senão perderá tudo”.
No dia seguinte, os dois estavam no lugar combinado. Era uma terra fértil e muito bonita. O homem já saiu logo andando. Lá na frente, começou a correr. Quando deu meio dia, era hora de ele voltar; mas viu na sua frente umas terras muito boas, e quis chegar até a cabeceira de um córrego. Quando chegou lá, não resistiu ao desejo e caminhou ainda mais um pouquinho para frente. Depois veio na disparada para o ponto inicial. Mas o tempo foi passando e ele sentiu que não ia conseguir chegar antes das dezoito horas. Por isso forçou o seu corpo, forçou tanto que, quando estava quase chegando, o coração parou e ele caiu morto.
A ganância é insaciável; quanto mais a pessoa tem, mais quer. Ela impede a partilha e impede de darmos a nossa parte, os nossos “sete pãezinhos”, para que Deus possa fazer o milagre da multiplicação.
A mãe é que prepara e serve a comida todos os dias em casa. Maria Santíssima tem o mesmo cuidado junto a seus filhos e filhas, que formam a Família de Deus. Santa Maria, ajude-nos a rezar com fé e apresentando a nossa parcela, como fazia o seu Filho!
Comeram e ficaram satisfeitos.
Padre Antônio Queiroz

(11.3) – OS PÃES E PEIXES QUE POSSUÍMOS
Gênesis 3, 9-24 – “o pecado da acusação!”
Além da desobediência o grande pecado de Adão e Eva consistiu também em que eles não assumiram a culpa dos seus atos a fim de se apossarem do perdão do Pai. Pelo contrário, cada um começou a fazer acusação ao outro. O homem acusou a mulher e a mulher acusou a serpente! Ninguém quis assumir a sua falta dando justificativas para a sua ação. Ainda hoje, como um processo de imitação, acontece também assim. Vivemos nos acusando mutuamente e quase sempre não temos a coragem de admitir que estejamos errados (as). Por isso também atraímos a maldição de Deus para as nossas ações e sofremos as consequências do pecado original. Homem e mulher não se entendem e fazem sofrer um ao outro, a terra se tornou inóspita e o trabalho difícil e pesado. E assim como foi dito por Deus as coisas continuam acontecendo: mesmo que tudo tenha sido criado para o homem, ele só consegue sobreviver se trabalhar e, muitas vezes, o trabalho também se torna escasso; a mulher sofre as dores do parto e ainda hoje, o homem consegue dominá-la pela força. No entanto, nós ainda não percebemos que depende de nós a mudança para que tenhamos uma vida melhor, porque o Senhor nos prometeu que, da descendência da mulher viria aquele que pisaria a cabeça da serpente, Jesus Cristo. Em Jesus Cristo, o Pai nos revestiu com peles para cobrir a nossa nudez e deu-nos um Salvador para nos tirar da morte.
– E você, costuma sempre acusar as outras pessoas pelas coisas que não dão certo?
– Qual o seu pecado?
– Você tem assumido a culpa pelas suas más ações?
– Você agora entende porque a vida se tornou tão pesada?
– Você já assumiu Jesus como seu Salvador?

Salmo 89 – “Ó Senhor, vós fostes sempre um refúgio para nós!”
Ter sabedoria é aproveitar bem o tempo que o Senhor nos dá e reconhecer que só Ele pode nos conceder tudo de que precisamos. Somos mortais, voltaremos ao pó na nossa carne, porém a sabedoria de Deus permanecerá nos conduzindo para a eternidade. Deus é o dono do nosso tempo e o tempo em que vivemos aqui temos como refúgio a proteção do Senhor do céu e da terra.

Evangelho – Marcos 8, 1-10 – “os pães e peixes que possuímos”
Do mesmo modo que Jesus olhava aquela multidão do alto do monte, Ele continua olhando hoje, percebendo o vazio que existe no coração do homem moderno, que se alimenta de tudo que o mundo oferece, comemora os grandes feitos da ciência, celebra as grandes conquistas tecnológicas, mas que na verdade continua triste, sem esperança, desalentado, ansioso, revoltado e carente. A multidão que seguia Jesus naquele tempo não é diferente da multidão que hoje O busca, em diversos lugares e das mais diversas maneiras. Na verdade existe para nós uma grande diferença em relação aos discípulos que acompanhavam o Mestre. Nós somos privilegiados, porque temos a garantia da Sua palavra, e a certeza de que como Ele fez naquele tempo, hoje também o fará, bastando apenas que nós obedeçamos ao que Ele nos orienta. Jesus conhece as nossas necessidades, entretanto, Ele quer que tenhamos consciência do que nós já possuímos, do que já dispomos. Por isso, antes de qualquer coisa, Ele nos pergunta: “quantos pães tendes?” Assim dizendo Jesus nos leva a refletir e questionar sobre a nossa real condição de vida. É como se Ele estivesse falando para todos nós: você tem algo, você não é de todo carente; o que você tem eu abençoo e multiplico até que sobre!” O pão representa o alimento que mata a nossa fome material, que sacia a nossa alma, os nossos desejos, mas também significa os dons e talentos que nós possuímos para bem usá-los e assim participar do aprovisionamento do pão espiritual e material do nosso cada dia. Nós precisamos também colocar nas mãos de Jesus os sete pães e alguns peixinhos que são os nossos carismas e aptidões para que Ele, através de nós, possa alimentar a multidão carente que se encontra ao nosso redor: São sete os dons infusos que nós recebemos no nosso Batismo: temor de Deus, sabedoria, fortaleza, conhecimento, entendimento, piedade e prudência. São sete também as virtudes teologais e cardeais que o Senhor nos concede para crescermos em santidade: fé, esperança, caridade, prudência, temperança, fortaleza e justiça, portanto nós nunca poderemos dizer que nada temos para oferecer ao irmão. O Senhor nos dá a capacidade de crescermos para que nós também possamos fazer o outro crescer. Os peixinhos são também os frutos do Espírito Santo que cultivamos em nós e são preciosos para alimentar as pessoas que nos cercam: amor, alegria, paz, mansidão, paciência, temperança, afabilidade, bondade, fidelidade. Tudo isso colocado à disposição de Jesus servirá para mudar a vida de muitas pessoas no meio da multidão.
– E você? Quantos pães você possui?
Faça o cálculo e os ofereça a Jesus. Ele vai multiplicá-los.
– O que você tem feito dos presentes que o Espírito Santo lhe concedeu?
– Você tem alimentado alguém com os frutos que o Espírito tem feito você produzir?
Helena Colares Serpa

(11.4) – JESUS, O PÃO REPARTIDO PARA NOSSA SALVAÇÃO
Deus Pai na Sua infinita bondade quis nos restituir a humanidade dando-nos o Seu Próprio Filho Jesus Cristo nosso Senhor, o Pão Vivo descido do céu, que à cada Eucaristia nos alimenta e nos dá novo alento e perdão. Jesus partiu o pão.
Se não tivesse rompido o pão, como é que as migalhas chegariam até nós?
Mas ele partiu-o e distribuiu-o: «Distribuiu-o e deu-o aos pobres». Partiu-o por amor, para quebrar a ira do Pai e a Sua. Deus tinha-o dito: ter-nos-ia aniquilado, se o seu Único, «o seu eleito, não se tivesse posto diante dele, erguido sobre a brecha para afastar a sua cólera». Ele colocou-se diante de Deus e apaziguou-o; pela sua força indefectível, manteve-se de pé, não quebrado.
Mas Ele próprio, voluntariamente, partiu e distribuiu a Sua carne, rasgada pelo sofrimento.
Foi então que Ele «quebrou o poder do arco», «quebrou a cabeça do dragão», todos os nossos inimigos, com o Seu poder. Então, partiu de algum modo as tábuas da primeira aliança, para que já não estejamos sob a Lei. Então quebrou o jugo da nossa prisão.
Quebrou tudo o que nos quebrava, para reparar em nós tudo o que estava quebrado, e para «enviar livres os que estavam oprimidos» (Is 58, 6), Com efeito, nós estávamos cativos da miséria e das correntes.
No sacramento do altar, o Senhor vem ao encontro do homem, criado à imagem e semelhança de Deus (Gn 1, 27), fazendo-Se seu companheiro de viagem. Com efeito, neste sacramento, Jesus torna-Se alimento para o homem, faminto de verdade e de liberdade. Uma vez que só a verdade nos pode tornar verdadeiramente livres (Jo 8, 36), Cristo faz-Se alimento de Verdade para nós. Com agudo conhecimento da realidade humana, Santo Agostinho pôs em evidência como o homem se move espontaneamente, e não constrangido, quando encontra algo que o atrai e nele suscita desejo. Perguntando-se ele, uma vez, sobre o que poderia em última análise mover o homem no seu íntimo, o santo bispo exclama: « Que pode a alma desejar mais ardentemente do que a verdade?
De fato, todo o homem traz dentro de si o desejo insuprimível da verdade última e definitiva. Por isso, o Senhor Jesus, « caminho, verdade e vida » (Jo 14, 6), dirige-Se ao coração anelante do homem que se sente peregrino e sedento, ao coração que suspira pela fonte da vida, ao coração mendigo da Verdade. Com efeito, Jesus Cristo é a Verdade feita Pessoa, que atrai a Si o mundo. Jesus é a estrela polar da liberdade humana: esta, sem Ele, perde a sua orientação, porque, sem o conhecimento da verdade, a liberdade desvirtua-se, isola-se e reduz-se a estéril arbítrio. Com Ele, a liberdade volta a encontrar-se a si mesma. No sacramento da Eucaristia, Jesus mostra-nos de modo particular a verdade do amor, que é a própria essência de Deus. Esta é a verdade evangélica que interessa a todo o homem e ao homem todo. Por isso a Igreja, que encontra na Eucaristia o seu centro vital, esforça-se constantemente por anunciar a todos, em tempo propício e fora dele (2 Tm 4, 2), que Deus é amor. Exatamente porque Cristo Se fez alimento de Verdade para nós, a Igreja dirige-se ao homem convidando-o a acolher livremente o dom de Deus.
Bom Jesus, ainda hoje, se bem que tenhas aniquilado a ira, partido o pão para nós, pobres pedintes, continuamos com fome. Parte, pois cada dia esse pão para aqueles que têm fome. É que hoje e todos os dias recolhemos algumas migalhas, e cada dia precisamos de novo do nosso pão quotidiano. «Dá-nos hoje o nosso pão de cada dia.» (Lc 11,3) Se Tu não o dás, quem o dará? Na nossa privação, na nossa carência não há ninguém para nos partir o pão, ninguém para nos alimentar, ninguém para nos refazer, ninguém senão Tu, ó nosso Deus. Em todo o consolo que nos mandas, recolhemos as migalhas desse pão que nos parte e saboreamos «como é doce a tua misericórdia».
Celebramos hoje a memória de São Cirílo e São Metódio, dois irmãos pelo sangue pela fé, pela vocação apostólica e até pela morte! O dois por fazerem da Eucaristia o seu alimento diário se converteram em autênticos evangelizadores dos povos eslavos. Como seria bom se todos os da minha casa, família tivessem como alimento primordial o Pão dos anjos, o pão dos fortes e como consequência se entregassem ao serviço do evangelho? Peçamos ao Senhor esta graça!
Canção Nova

(11.5) – O POVO ESTÁ COM FOME
O povo de Deus que todos os finais de semana se faz presente em nossas comunidades está com muita fome pois o mundo só oferece alimentos que são, como se diz por aí, “Para enganar o estômago”. As igrejas cristãs têm diante de Deus essa grande responsabilidade de alimentarem esse povo sobre o qual Jesus lança um olhar de compaixão. E aqui convém se fazer uma pergunta provocadora:” Será que nossos irmãos e irmãs saem das nossas celebrações saciados? A Palavra de Deus, proclamada pelos nossos leitores e depois pelo celebrante que a reflete, enche os olhos e o coração do povo, ou quando voltam para suas casas já vão “desmaiando” pelo caminho?
Nota-se hoje uma necessidade cada vez mais fremente dos nossos pregadores da Palavra das comunidades, terem um bom preparo espiritual e teológico, não para fazer belos discursos, mas para satisfazer o nosso povo que anda faminto de esperança, paz, justiça e amor de Deus.
Para isso é importante percebermos também que, quando o pouco que temos, no caso 7 pães e alguns peixinhos, é colocado à disposição da comunidade, o milagre acontece. Pão e peixe eram alimentos comuns na vida do povo, Jesus faz um “Banquete” com coisas simples, a Igreja não precisa de Doutores para a pregação, mas de pessoas que, mesmo tendo pouco a dar, sempre dão o melhor de si. Claro que a responsabilidade em alimentar a assembleia não é só daquele que preside, mas de toda a liturgia, leitores, cantores, proclamadores da palavra, instrumentistas, acolhida e etc.
Os indicadores de que o povo de Deus está sendo bem alimentado não está na quantidade, mas na qualidade da vida de Fé, dos irmãos e irmãs da nossa comunidade. Deus quer vida e liberdade para todo o homem e isso é manifestado na Igreja, que está a servido de toda a humanidade.
O povo está com fome, não de liturgias excessivamente pomposas, frases de efeito, êxtases e emoções incontidas, tudo isso serve apenas para “enganar a fome”, o povo quer a Palavra de Deus em sua essência, que lhes exorte e toque o coração, que lhes fale de esperança apontando horizontes aos quais o homem só chegará pela graça de Deus…O Povo quer a Palavra que liberta e que leva o homem a sua realização plena como Filho de Deus. O povo está com fome…
Diácono José da Cruz

(11.6) – O POVO COMEU ATÉ FICAR SATISFEITO
Assinalamos no início que os dois relatos evangélicos de multiplicação utilizam em boa parte um vocabulário tomado da liturgia da época; por conseguinte, o leito não poderia equivocar-se a respeito do significado de um milagre realizado no “deserto” (v. 4), o que mostra claramente que o pão vinha a ser como o maná. Porém, o autor não se detém nos dois ritos da Eucaristia (v. 6); recolhe igualmente uma série de dados destinados a fazer da Eucaristia o sacramento da fé e da missão. A primeira das dimensões aparece, por uma parte, no diálogo de Jesus com seus discípulos (vv. 4-5), no qual ressalta a falta de inteligência dos discípulos; e por outra parte, no contexto desta multiplicação, na qual tudo concorre para explicar que não se pode participar da Eucaristia senão depois de ter purificado os sentidos. A segunda característica da Eucaristia é a de se o sacramento da missão. Esta dimensão é encontrada em primeiro lugar ao serem mencionados as sobras (v. 8), que são a prova de que os convidados previstos por Jesus não estavam todos presentes.
Claretianos

(12) – REFLEXÃO
Jesus age por compaixão em relação aos sofrimentos e dificuldades do povo de sua época. Ele ama com amor eterno e o seu amor se transforma em solidariedade, em gesto concreto. Jesus não para diante das dificuldades que são apresentadas, porque sabe que o amor supera todas as dificuldades. Jesus leva as outras pessoas a sentirem compaixão com ele e assim colaborarem na superação dos problemas. Os discípulos colaboram na medida em que organizam o povo e distribuem os pães. Outros contribuem também doando os sete pães, que poderiam garantir o próprio sustento. Assim, a compaixão cria uma rede de solidariedade que supera a fome no deserto.

(16) – NÃO TÊM O QUE COMER
Hoje, tempo de inclemência e ansiedade, também Jesus nos chama para dizer-nos o que sente «Tenho compaixão dessa multidão, porque já faz três dias que está comigo e não têm nada para comer» (Mc 8, 2). Hoje, com a paz em crise, pode abundar o medo, a apatia, o recurso à banalidade e à evasão: «Não têm o que comer».
A quem chama o Senhor?
Diz o texto: «Naqueles dias, havia de novo uma grande multidão e não tinham o que comer. Jesus chamou os discípulos e disse:» (Mc 8, 1), quer dizer, me chama a mim, para não os despedir em jejum, para dar-lhes algo. Jesus se compadeceu – esta vez em terra de pagãos porque também têm fome.
Ah!, e nós – refugiados em nosso pequeno mundo – dizemos que nada podemos fazer. «Os discípulos disseram: «Onde alguém poderia saciar essa gente de pão, aqui no deserto?» Como poderá alguém saciar de pão estes aqui no deserto?» (Mc 8, 4). De onde tiraremos uma palavra de esperança certa e firme, sabendo que o Senhor estará conosco cada dia até o fim dos tempos? Como dizer aos crentes e aos incrédulos que a violência e a morte não são soluções?
Hoje, o Senhor nos pergunta, simplesmente, quantos pães temos. Os que sejam eles necessitam. O texto diz «sete», símbolo para pagãos, como doze era símbolo para o povo judeu. O Senhor quer chegar a todos – por isso a Igreja quer ser reconhecida a si mesma desde sua catolicidade – e pede tua ajuda. Dá tua oração: é um pão! Da tua Eucaristia vivida: é outro pão! Dá tua decisão pela reconciliação com os teus, com os que te ofenderam: é outro pão! Dá tua reconciliação sacramental com a Igreja: é outro pão! Dá teu pequeno sacrifício, teu jejum, tua solidariedade: é outro pão! Dá teu amor a sua Palavra, que te dá consolo e forças: é outro pão! Dá, finalmente, o que Ele te peça, mesmo que creias que só é um pouco de pão.
Como nos diz são Gregório de Nisa, «aquele que compartilha seu pão com os pobres se constitui em parte daquele que, por nós, quis ser pobre. “Pobre foi o Senhor, não temas a pobreza».
Rev. D. Carles ELÍAS i Cao

COMEMORA-SE NO DIA 14/Fev

(6.1) – SÃO CIRILO
Constantino nasceu em 826 na Tessalonica, atualmente Salonico, Grécia. Seu pai era Leão, um rico juiz grego, que teve sete filhos. Constantino o caçula e Miguel o mais velho, que mudaram o nome para Cirilo e Metódio respectivamente, ao abraçarem a vida religiosa.
Cirilo tinha catorze anos quando o pai faleceu. Um amigo da família, professor Fócio, que mais tarde ajudou seu irmão acusado de heresia, assumiu a educação dos órfãos em Constantinopla, capital do Império Bizantino. Cirilo aproveitou para aprender línguas, literatura, geometria, dialética e filosofia. De inteligência brilhante, se formou em tudo.
Rejeitando um casamento vantajoso, ingressou para a vida espiritual, fazendo votos particulares, se tornou bibliotecário do ex-patriarca. Em seguida foi cartorário e recebeu o diaconato. Mas sentiu necessidade de se afastar, indo para um mosteiro, em Bosforo. Seis meses depois foi descoberto e designado para lecionar filosofia. Em seguida, convocado como diplomata para a polemica questão sobre o culto das imagens junto ao ex-patriarca João VII, o Gramático. Depois foi resolver outra questão delicada junto aos árabes sarracenos que tratava da Santíssima Trindade. Obteve sucesso em ambas.
Seu irmão mais velho, que era o prefeito de Constantinopla, abandonou tudo para se dedicar à vida religiosa. Em 861, Cirilo foi se juntar a ele, numa missão evangelizadora, a pedido do imperador Miguel III, para atender o rei da Morávia. Este rei precisava de missionários que conhecessem a língua eslava, pois queria que o povo aprendesse corretamente a religião. Os irmãos foram para Querson aprender hebraico e samaritano.
Nesta ocasião, Cirilo encontrou um corpo boiando, que reconheceu ser o papa Clemente I, que tinha sido exilado de Roma e atirado ao mar. Conservaram as relíquias numa urna, que depois da missão foi entregue em Roma. Assim, Cirilo continuou estudando o idioma e criou um alfabeto, chamado “cirílico”, hoje conhecido por “russo”. Traduziu a Bíblia, os Livros Sagrados e os missais, para esse dialeto. Alfabetizou a equipe dos padres missionários, que começou a evangelizar, alfabetizar e celebrar as missas em eslavo.
Isto gerou uma grande divergência no meio eclesiástico, pois os ritos eram realizados em grego ou latim, apenas. Iniciando o cisma da Igreja, que foi combatido pelo então patriarca Fócio com o reforço de seu irmão. Os dois foram chamados por Roma, onde o papa Adriano II, solenemente recebeu as relíquias de São Clemente, que eles transportavam. Conseguiram o apoio do Sumo Pontífice, que aprovava a evangelização e tiveram os Livros traduzidos abençoados.
Mas, Cirilo que estava doente, piorou. Pressentido sua morte, tomou o hábito definitivo de monge e o nome de Cirilo, cinquenta dias depois, faleceu em Roma no dia 14 de fevereiro de 868. A celebração fúnebre foi rezada na língua eslava, pelo papa Adriano II, sendo sepultado com grande solenidade na igreja de São Clemente. Cirilo e Metódio foram declarados pela Igreja como “apóstolos dos eslavos”. O papa João Paulo II, em 1980, os proclamou junto com São Bento de “Patronos da Europa”.

(6.2) – SÃO METÓDIO
Miguel, primogênito dos sete filhos do juiz grego Leão, nasceu em 814 na Tessalonica, atual Salonico, Grécia. Tinha vinte e seis anos e era prefeito de Constantinopla, capital do Império Bizantino, quando seu pai morreu. Irmão de Constantino, foi aluno de Fócio, que assumiu a educação dos órfãos. Miguel e Constantino mudaram o nome para Metódio e Cirilo, ao se consagrarem sacerdotes.
Com a morte do pai, em 840, abandonou tudo e se recolheu no convento de Policron, no monte Olímpio, e se fez monge. Foi o imperador Miguel III quem o convocou para a missão evangelizadora da Morávia, da qual participou também seu irmão. Depois os dois foram para Roma, onde Cirilo, doente, acabou falecendo.
Metódio foi ordenado sacerdote pelo papa AdrianoII em 868 e, depois da cerimônia do sepultamento do irmão, foi nomeado delegado apostólico, consagrado bispo, e estabelecido como arcebispo para a Iugoslávia e Morávia. Uma carta, que o credenciava junto aos principados eslavos, continha a aprovação sem reservas para a liturgia na língua eslava.
Os acontecimentos políticos impediram que Metódio retornasse a Morávia. Ficou, então nos domínios do principado iugoslavo, que tinham sido evangelizados até Áustria. Alí foram inevitáveis os desencontros entre o clero latino e o novo clero eslavo. Inclusive, Metódio foi preso, traído diante do concílio de Ratisbona e condenado ao exílio na Suécia.
O então papa João VIII, em 878, interveio energicamente e ele foi solto, mas reprovou as suas novidades linguísticas na liturgia. Porém, Metódio, estava fortalecido pela aprovação do papa anterior, podendo dar continuidade à evangelização iniciada. Depois de um ano de tranquilidade, novos protestos se elevaram contra ele, sendo acusado de heresia.
Convocado a se apresentar em Roma pelo papa João VIII, não só se justificou como o convenceu a lhe dar seu apoio. Com uma carta oficial da Santa Sé, ele foi confirmado nas funções, e autorizado a usar o eslavo na liturgia, mas pedindo que o Evangelho fosse lido em latim antes que em eslavo. Porém o imperador germânico preferia outro bispo, que celebrava a liturgia em latim. A confusão estava formada. Tudo se complicou quando surgiu uma falsa carta do papa, que dizia o oposto da anterior apresentada por Metódio.
Em 881 a Santa Sé, negou formalmente a falsa carta. Mas isto não pôs fim à dificuldade, o clero alemão continuou sua oposição. Nesta época, Metódio, foi para Constantinopla a convite do imperador, para se juntar ao então patriarca Fócio, seu antigo professor e amigo da família. Assim, continuou com seus discípulos o seu apostolado e a tradução da Bíblia e dos Livros Litúrgicos a quem precisasse.
Morreu em 6 de abril de 885 em Velehrad, Tchecoslováquia, onde foi sepultado na igreja da Catedral. Atualmente se ignora o local exato onde foram colocadas suas relíquias. Metódio e Cirilo são considerados pela Igreja como “apóstolos dos eslavos” e venerados no dia 14 de fevereiro, dia da morte de Cirilo. Em 1980, o papa João Paulo II os proclamou “Patronos da Europa” ao lado de São Bento.

(6.3) – SÃO VALENTIM
O mártir, quer dizer os dois mártires, de nome Valentim, que viveram no mesmo período da História e são comemorados em 14 de fevereiro, deram o nome a uma simpática tradição, chamada de “dia dos valentins” significando “dia dos namorados”. Ainda esta tradição, indicava a festa de São Valentim como o início da primavera, estação do despertar da vida e também do romance, quando os pássaros começam a preparar seus ninhos.
Mas, São Valentim se tornou o protetor dos namorados, ou melhor, os dois se tornaram, por outro motivo, além desta tradição dos devotos. Vejamos porquê. O primeiro mártir, um soldado romano, foi incluído no Martirológio Romano com o nome de Valentim. O segundo foi inserido como Valentim de Terni, pois era o bispo dessa diocese. O registro sobre sua vida pode ser encontrado por esse nome, em outra página.
No século III, em Roma, Valentim, era um sacerdote e o imperador era Cláudio II, o Gótico. O Império enfrentava muitos problemas, com inúmeras batalhas perdidas. O imperador deduziu que a culpa era dos soldados solteiros, que segundo ele, eram os menos destemidos ou ousados nas lutas. E, mais, que depois de se ferirem levemente, pediam dispensa das frentes. Mas, o que era pior, retornavam para o exército, casados e nesta condição queriam voltar vivos, enfraquecendo os exércitos. Por isto, proibiu a celebração dos casamentos.
Valentim, que considerava essa medida injusta, continuou a celebrar os casamentos, mas secretamente. Quando soube das ações do sacerdote, Cláudio mandou que fosse preso e o interrogou publicamente. Suas respostas foram elogiadas pelo soberano que disse: “Escutem a sábia doutrina deste homem”. E, de fato, parece que a pregação de Valentim, o tinha impressionado, pois o mandou para uma prisão domiciliar, indicando a residência do prefeito romano Asterio, onde todos eram pagãos.
Logo que chegou na casa, o sacerdote ficou sabendo que o prefeito tinha uma filha cega. Disse aos familiares que iria rezar e pedir para Jesus Cristo pela cura da jovem, o que ocorreu alguns dias depois. Mas, nesta altura dos fatos, Valentim havia convertido a família inteira do prefeito. Isto agravou sua pena, sendo condenado a morte.
A antiga lenda acrescentou que após curar a jovem, ele teria se enamorado dela, platonicamente, mas preferiu o seu ministério. Antes de morrer teria escrito uma carta para a jovem e a entregou ao pai dela. No dia 14 de fevereiro de 286 foi levado para a chamada via Flaminia, onde foi morto a pauladas e depois decapitado.
A sepultura de Valentim foi encontrada em 346, numa capela subterrânea na via Flaminia. Dez séculos depois, antigos registros o indicaram como irmão de São Zenão Hoje, as suas relíquias estão na Igreja de São Praxedes num Oratório dedicado a São Zenão e Valentim.
O mártir Valentim, se tornou santo porque morreu pelo testemunho de seu sacerdócio. A Igreja o considera padroeiro dos namorados por ter defendido com sua vida o Sacramento do Casamento e não pelo motivo acrescentado pela lenda.

(6.4) – SÃO VALENTIM DE TERNI
Tudo na vida tem um início e portanto sua explicação ou história. Como aconteceu com o “Dia de São Valentim”, que tem de tudo: fé, política e romance. Além do interessante fato de serem dois os santos mártires festejados neste dia, com o mesmo nome e ambos declarados pela Igreja, protetores dos namorados. Cada um por sua justa razão, como se pode verificar no texto da página de São Valentim, o sacerdote mártir.
Conforme os registros da diocese de Terni, Valentim foi consagrado em 197, sendo seu primeiro bispo e considerado fundador da cidade. Consta que ao lado de sua casa e da igreja havia um imenso prado e um belo jardim. Quanto não estava trabalhando na igreja ou tratando de algum doente, podia ser visto cuidando das rosas que cultivava. À tarde ele abria os portões para as crianças brincarem e correrem livremente. Ao entardecer ele abençoava cada uma entregando uma flor, para ser entregue às suas mães. A sua intenção era fazer as crianças irem direto para casa e alimentar o amor e respeito pelos pais.
Valentim, tinha o dom do conselho, sua fama de reconciliador dos casais de namorados era muito difundida. Tudo começou assim: certo dia, ouvindo dois jovens namorados brigando, que pararam ao lado da cerca do seu jardim, foi ao encontro deles levando na mão uma linda rosa. O capuz caído, a figura serena e sorridente do bom velho e aquela rosa que ele parecia lhes oferecer, tiveram o mágico poder do acalmar os dois namorados em briga. Depois, quando ele, entregando realmente a rosa vermelha, pediu que os dois juntos apertassem o cabo com cuidado para não se espetarem e explicou o “cor unum”, que em latim significa “união de corpos” de duas pessoas casadas, o amor retornou como antes.
Algum tempo depois, os dois procuraram Valentim para marcar o casamento, que celebrou e abençoou a união do casal. Na cerimônia compareceram quase todos da cidade, querendo participar do final feliz do casal reconciliado. A história se espalhou e sua fama se criou.
Além do dom do conselho, Valentim possuía o da cura, que aumentava conforme sua idade. Muitas vezes viajava, a pedido de outras dioceses, para atender os enfermos. Em 272, foi chamado para cuidar de um doente em Roma. Durante sua estadia na cidade, Valentim converteu o famoso filósofo grego Crato e três de seus jovens discípulos atenienses. Este zelo o expôs aos delatores pagãos. Nesta época o imperador era Aureliano, ardiloso e cruel. Os discípulos de Crato foram ao julgamento em defesa do bispo, mas nada puderam fazer. Valentim foi condenado à morte e decapitado em 14 de fevereiro de 273. Os três jovens recém convertidos resgataram seu corpo e o transportaram para Terni onde foi sepultado.
A sua festa no dia 14 de fevereiro e a sua fama ganharam força em toda a Itália. Na Idade Média, foi ganhando reforços e hoje é festeja em todo o planeta por todos os casais devotos.
A Igreja o incluiu no Calendário Litúrgico como São Valentim de Terni, o bispo mártir, protetor dos jovens e dos namorados. As suas relíquias estão na Igreja das Carmelitas, na cidade de Terni, em Roma. Ao lado de sua urna de prata, coberta por uma redoma de cristal, existe a seguinte inscrição: “São Valentim, patrono do amor”. Há também um belo vitral com a imagem do santo bispo abençoando um casal ajoelhado que segura uma rosa.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SANTOS CIRILO E METÓDIO — MONGE E BISPO
(BRANCO, PREF. COMUM OU DOS PASTORES – OFÍCIO DA MEMÓRIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Cirilo e Metódio (Grécia, séc. 9º), irmãos de sangue e na fé, foram enviados em missão aos povos eslavos. Traduziram a Bíblia e os textos litúrgicos para a língua local, enfrentando toda sorte de provações. São padroeiros da Europa, ao lado de são Bento.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Minhas palavras que coloquei em tua boca, diz o Senhor, não se afastarão jamais de teus lábios; e tuas oferendas serão aceitas em meu altar (Is 59, 21; 56, 7)

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, pelos dois irmãos Cirilo e Metódio, levastes a luz do Evangelho aos povos eslavos; dai-nos acolher no coração a vossa palavra e fazei de nós um povo unido na verdadeira fé e no fiel testemunho do Evangelho. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Minhas palavras que coloquei em tua boca, diz o Senhor, não se afastarão jamais de teus lábios; e tuas oferendas serão aceitas em meu altar (Is 59, 21; 56, 7).

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4, 4)

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. Pela Igreja, em sua missão solidária junto aos pecadores e a todos os que passam necessidades, rezemos.
AS: Senhor, ouvi nossa prece.
2. Pelas pessoas desprovidas de alimento, as quais esperam ser atendidas, em suas necessidades, rezemos.
3. Pelas autoridades de nosso país, responsáveis por promover políticas de emprego e inclusão para os cidadãos, rezemos.
4. Pelos casais, chamados a edificar sua união e sua família na verdade e no amor, rezemos.
5. Pelos jovens, vocacionados a uma vida liberta dos vícios e orientada para a paz e o bem, rezemos.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Dignai-vos, ó Deus todo-poderoso, impregnar com as bênçãos celestes estas oferendas de vosso povo, que vos apresentamos na festa de são Cirilo e são Metódio. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O Filho do homem veio dar a sua vida para a salvação de todos (Mc 10, 45).

Oração depois da Comunhão
Alegrando-nos na festa de são Cirilo e são Metódio, recebemos, ó Pai, o penhor da salvação; fazei que ele nos ajude na vida presente e nos conduza à vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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