Liturgia Diária 15/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
15/Fev/2015 (domingo)

Jesus cura um leproso

LEITURA: Levítico (Lv) 13, 1-2.44-46:
(1-2: A lepra humana)
(44-46: Lei sobre o leproso)
1 O Senhor falou a Moisés e Aarão, dizendo: 2 “Quando alguém tiver na pele do seu corpo alguma inflamação, erupção ou mancha branca, com aparência do mal da lepra, será levado ao sacerdote Aarão, ou a um dos seus filhos sacerdotes. 44 Se o homem estiver leproso é impuro, e como tal o sacerdote o deve declarar. 45 O homem atingido por este mal andará com as vestes rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta, gritando: ‘Impuro! Impuro!’ 46 Durante todo o tempo em que estiver leproso será impuro; e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 32 (31), 1-2. 5. 11: A confissão liberta do pecado
7 Sois, Senhor, para mim, alegria e refúgio.
1 Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta! 2 Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade!
5 Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: ‘Eu irei confessar meu pecado!’ E perdoastes, Senhor, minha falta.
11 Regozijai-vos, ó justos, em Deus, e no Senhor exultai de alegria! Corações retos, cantai jubilosos!

LEITURA: Primeira Carta aos Coríntios (1 Cor) 10,31—11,1: Conclusão sobre as carnes sacrificadas aos ídolos.
Leitura da Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 10,31 Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus. 32 Não escandalizeis ninguém, nem judeus, nem gregos, nem a igreja de Deus. 33 Fazei como eu, que procuro agradar a todos, em tudo, não buscando o que é vantajoso para mim mesmo, mas o que é vantajoso para todos, a fim de que sejam salvos. 11,1 Sede meus imitadores, como também eu o sou de Cristo. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 1, 40-45: Cura de um leproso
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 40 Um leproso chegou perto de Jesus, e de joelhos pediu: “Se queres tens o poder de curar-me”. 41 Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” 42 No mesmo instante a lepra desapareceu e ele ficou curado. 43 Então Jesus o mandou logo embora, 44 falando com firmeza: “Não contes nada disso a ninguém! Vai, mostra-te ao sacerdote e oferece, pela tua purificação, o que Moisés ordenou, como prova para eles!” 45 Ele foi e começou a contar e a divulgar muito o fato. Por isso Jesus não podia mais entrar publicamente numa cidade: ficava fora, em lugares desertos. E de toda parte vinham procurá-lo. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Hoje, domingo, Dia do Senhor, dia do encontro com a comunidade, com a família, com os amigos, dia de descanso… Vale lembrar que os primeiros cristãos, quando se reuniam nas casas para escutar os ensinamentos dos apóstolos e dividir o pão (At 2, 42-47), costumavam ler as Escrituras em busca de uma orientação para as situações que estavam vivendo. Seguindo seu exemplo, também nós queremos dedicar alguns momentos do nosso dia para o encontro com a Palavra de Deus.
Predispondo-nos para a leitura orante, peçamos: Senhor Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a vossa presença. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
É o momento de realizar o encontro da Palavra de Deus com a nossa vida. Procure ver o que o texto pode trazer à sua experiência de fé para enriquecê-la. De que maneira este texto é um convite a viver hoje a fé com maior dinamismo? Acolha a prontidão de Jesus em atender ao pedido do homem, manifestando o desejo divino de que o leproso possa experimentar a vida plena na comunhão com o seu Senhor.
Qual realidade você deseja que Jesus, com sua misericórdia, toque, purifique, cure?
Que maravilhas o Senhor realizou em sua vida e você deseja proclamar e testemunhar?

A VERDADE (Refletir)
Leia o texto do Evangelho que nos narra o encontro de Jesus com o homem leproso. Jesus, cheio de compaixão, acolhe e cura o homem. Procure compreender as condições impostas para uma pessoa com lepra: andar com as vestes rasgadas, os cabelos soltos, a barba coberta, viver isolado e, diante das pessoas, gritar sua condição: impuro!, impuro! Detenha-se nas palavras de súplica e profissão de fé do homem: “Se queres, tens o poder de purificar-me!”. Observe as palavras pronunciadas por Jesus e os gestos realizados por ele.
O que me impressionou de maneira especial nesta passagem?
Quais foram as palavras, as expressões que mais chamaram a atenção?
Dedique alguns minutos para refletir sobre o texto.

E a VIDA (Orar)
Com o coração agradecido pelo encontro com o Senhor, pela riqueza da Palavra de Deus que nos anima, fortalece, orienta e guia, é o momento de elevar a Deus as orações. Faça as preces espontaneamente e após cada pedido repita: Libertai-nos, Senhor, e fazei-nos viver!

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Este texto, faz com que eu me comprometa a dar mais testemunho da minha fé, aproximando-me dos que sofrem e os amparando em suas necessidades?

REFLEXÕES

(5) – TENS PODER DE CURAR-ME
A lepra e o amor de Jesus.
Jesus, enviado do Pai para conduzir todos à salvação, tem o poder de curar todos os males, como reconhece o leproso que lhe pede: “Se queres, tens o poder de me curar. Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse ‘Eu quero, fica curado!’” (Mc 1, 40-41). Tem o poder e a misericórdia.
A narrativa da cura do leproso revela a extensão espiritual da missão de Jesus. Como pode curar o corpo tem também poder de realizar a cura espiritual do homem. O milagre explica sua missão e o modo de realizá-la. A leitura do livro do Levítico 13, 1-2.44-46 é uma parte da legislação sobre a lepra e os cuidados para não se disseminar a doença.
As consequências sociais e religiosas são muito pesadas para a pessoa: deveria sair do convívio da comunidade social e religiosa. Era impuro. Estava excluído da vida religiosa. Era impuro também espiritualmente. Quem o tocasse também tornava-se impuro. “Por isso Jesus, depois de tocá-lo, ficou impuro e não podia entrar publicamente numa cidade. Ficava fora, em lugares desertos” (45).
Lembra o texto: Ele assumiu nossas dores, carregou sobre si nossos pecados (1Pd 2, 24). Jesus se exclui por assumir a condição do leproso. É a imagem o Servo de Javé que se concretiza Nele. A imagem da lepra é usada para o pecado.
Jesus tem o método da aproximação das pessoas para realizar a cura, estando nelas e com elas. Esse milagre mostra que a ressurreição que atinge o homem todo e modifica as estruturas. O texto mostra que as pessoas assumem sua atitude e vão procurá-lo superando a lei discriminatória. Enquanto não assumirmos a vida das pessoas em nossas pastorais, não nos comunicamos e discriminamos.

A lepra do pecado
O sacramento da Penitencia é a presença memorial da compaixão que Jesus sente pelo leproso e todos os sofredores. Este sacramento passou por muitas fases em sua história. Há ainda dificuldades para compreendê-lo e administrá-lo. Para restaurar a vitalidade deste sacramento é necessária a consciência do pecado.
Para que isso aconteça é preciso a consciência do Deus que ama e foi deixado de lado. Confissão é a análise da própria vida diante de Deus e das pessoas com a disposição imprescindível de modificar os caminhos. Isto é a conversão. Insiste-se na necessidade da confissão, mas não há catequese e evangelização suficientes para perceber seu valor.
O pecado não pode ser um aliado de nosso dia a dia. É uma lepra e podemos dizer como o leproso: “Tens poder de curar-me”. É necessário crer num relacionamento sempre novo com Deus e com as pessoas. O salmo 31 descreve a dinâmica do pecado em nós e o caminho para sairmos desta situação.

Procuro agradar a todos
Paulo ensina como viver num permanente contato com Deus “Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus” (1 Cor 10, 31). Sair de si é a profilaxia da lepra espiritual. Como ensina Pedro, “a caridade cobre a multidão de pecados” (1 Pd 4, 8). Insiste na vida de relacionamentos. O apóstolo é claro: “Fazei como eu que procuro agradar a todos em tudo, não buscando o que é vantajoso para mim, mas o que é vantajoso para todos, a fim de que sejam salvos” (33).
A oração da missa pede esse modo de viver: “Dai-nos viver de tal modo, que possais habitar em nós” (Oração). O resultado é a eterna recompensa: “O sacrifício eucarístico nos purifique e renove e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem vossa vontade” (oferendas). Uma “missa de cura” é aquela que muda nosso coração para o serviço. Para além disso, é folclore.
Padre Luiz Carlos de Oliveira

(6) – JESUS TRANSMITE O ESPÍRITO SANTO QUE PURIFICA
O livro do Levítico, cujo trecho nós temos na primeira leitura, dedica dois capítulos à lepra e nos mostra como os leprosos eram considerados (Lv 13–14). O capítulo 13 revela como se fazia o diagnóstico das diferentes formas de lepra, e o capítulo 14, a maneira como se devia fazer a purificação. A situação dos leprosos era particularmente dura, pois eram considerados impuros, atingidos, feridos e castigados por Deus e retirados do convívio social. A lepra, mais que uma doença, era considerada, do ponto de vista religioso, como uma impureza. Por isso, o leproso que se aproxima de Jesus pede para ser purificado ou, se quiserem, perdoado. No evangelho, ao leproso que se aproxima, Jesus não se esquiva, nem se preocupa em ser contaminado com a impureza. Ao contrário, acolhe a sua súplica e a sua profissão de fé: “se queres, tu tens o poder de purificar-me”. Somente Deus pode purificar alguém atingido pela lepra. A lepra, como observamos acima, é compreendida como um castigo anunciador da morte; ela comunica impureza ao judeu e a todos os de sua casa, mas não ao pagão. Daí o leproso ter de viver fora do acampamento ou da cidade e gritar declarando sua impureza a fim de que ninguém se aproximasse dele, como se pode ver no livro do Levítico. A sua situação é dramática e profundamente humilhante. Para a mentalidade da época, ele é um desprezado por Deus e pelos homens. Jesus se enche de compaixão pelo homem que se aproxima dele suplicando. A compaixão é o sentimento divino que move o mais íntimo da pessoa e a faz agir em benefício do outro. A prontidão de Jesus em atendê-lo manifesta o desejo divino de que todo ser humano, purificado, possa experimentar a vida plena na comunhão com o seu Senhor. A palavra de Jesus é acompanhada pelo gesto com o qual ele toca o leproso. Tocar um leproso era proibido, pois tinha por consequência se tornar impuro. Jesus toca o leproso e não é contaminado, não recebe a impureza do leproso, mas comunica a sua purificação. A atitude de Jesus, tocando o leproso com a mão, transmite o “Espírito puro”, o Espírito Santo que purifica, que devolve ao ser humano o brilho original do homem criado à imagem e semelhança de Deus. Ao sacerdote cabia igualmente constatar a purificação da lepra, por isso, Jesus envia-lhe aquele que havia sido leproso para que a cura fosse constatada, e este fosse reintegrado no seio da comunidade de fé. A constatação da cura é o testemunho da intervenção divina, de que em Jesus habita a vida de Deus. Purificado, o homem pode proclamar o que Jesus fez por ele.
Oração:
Senhor, ajudado com a vossa graça, quero usar sempre minha saúde, empregando minhas forças para a glória de Deus, para o meu próprio bem e para o bem do próximo.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – LIBERTOS PELA MISERICÓRDIA DO SENHOR
Precisamos dizer: “Jesus, se Tu queres, podes me libertar, me renovar e me curar!”
“Jesus, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele e disse: ‘Eu quero: fica curado!’” (Marcos 1, 41).
Um leproso chegou muito próximo de Jesus e de joelhos suplicou: “Senhor, Tu tens o poder de me curar”. Mais do que curar, fisicamente falando, esse leproso quis dizer: “Tu tens o poder de me limpar, de me purificar, de me renovar e fazer de mim uma nova criatura”. Aquele homem foi ousado ao se aproximar de Jesus, porque a lepra não permitia tal fato.
Como diz a primeira leitura da liturgia de hoje, o leproso tinha que estar afastado e viver às margens do mundo e da sociedade onde ele estava, era visto até como maltrapilho para que se reconhecesse que dele ninguém poderia se aproximar. A visão antiga de que a lepra era contagiosa levou a população a criar este conceito, que afastou tantos do convívio da sociedade e dos irmãos.
Ao se aproximar de Jesus, é como se o leproso pedisse: “Senhor, me inclua, me traga para o meio da sociedade. Senhor, permita-me ser um homem como os outros homens”. Quantas pessoas são condenadas e afastadas da sociedade por aquilo que fazem ou fizeram, pelo mal que possuem e, muitas vezes, têm que viver marginalizadas. Como aconteceu com este leproso há tantos outros casos ao longo da história.
A primeira coisa a ser observada é que o nosso Deus não quer ninguém discriminado ou tratado com diferença. Mesmo com nossos pecados e misérias, Ele nos quer restaurados e integrados na sociedade e no mundo em que vivemos.
Penso em tantas pessoas enfermas, penso nos que estão no mundo das drogas, presos a essa situação da qual não conseguem se libertar. Penso naqueles que foram excluídos por uma sociedade que exclui os pobres, uma sociedade que não sabe cuidar dos seus. Hoje penso de modo particular em todos aqueles que vivem afastados da casa e do coração de Deus por terem escolhido o caminho do pecado e da vida errada, nos milhões de filhos pródigos que já foram do coração de Deus e depois foram viver no mundo.
Jesus, nosso Senhor e Deus, vem ao nosso meio para nos colocar novamente no coração do Seu Pai. Hoje é o dia de também dizermos ao Senhor: “Jesus, se Tu queres, podes me libertar, me renovar e me curar”. Aproximemo-nos de Jesus porque Ele é quem nos aproxima de Deus e nos coloca novamente no coração do Pai que tanto nos ama.
Que o Nosso Deus nos liberte das correntes da opressão e do mal que nos mantêm longe do amor de Deus, tão necessário para a nossa vida.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – A LIBERDADE DE CURAR
A cura do leproso sublinha um aspecto importante do ministério taumatúrgico de Jesus. O homem dirigiu-se a Jesus fazendo-lhe um pedido, de maneira indireta. Sua cura foi submetida ao querer de Jesus. Se fosse da vontade do Senhor, haveria de ser curado. E Jesus o curou porque queria ver aquele homem limpo de sua enfermidade.
Curando segundo sua vontade, Jesus não era levado a agir sob pressão de quem se dirige a ele. Evitava perder o controle da situação e atuar de maneira automática. Conservava o sentido de seus milagres, enquanto indicadores da presença do Reino na história humana. Tinha possibilidade de beneficiar a quem, de fato, carecia de sua ajuda.
A moção da vontade, porém, não diminuía o afeto de Jesus. Seu coração se compadecia diante de quem realmente precisava ser ajudado por ele. A vontade de Jesus, neste caso, era mais movida pelo coração do que pela razão. O coração cheio de misericórdia selecionava os beneficiários de seu poder de operar milagres. A esses, ele sentia vontade de curar. Quanto mais alguém era vítima da exclusão e da marginalização, mais o coração de Jesus se inclinava para ele.
A vontade de Jesus, portanto, deixava-se sensibilizar por quem efetivamente dependia dele, não tendo a quem recorrer. Seu querer era movido apenas pelo amor.
Oração:
Senhor Jesus, mova meu coração para fazer o bem a quem carece de misericórdia. Seja eu tua presença amorosa junto deles.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
O HORROR QUE É O PECADO, LEPRA ESPIRITUAL.
JESUS TEM COMPAIXÃO DE NÓS E TIRA O PECADO DO MUNDO.
PURIFICADO NOSSO CORAÇÃO CANTA DE ALEGRIA.
Toda a Liturgia da Palavra deste domingo trata da maravilha que é a purificação do coração por meio do perdão misericordioso de Deus.
E este perdão é mostrado, no Evangelho de hoje, num gesto de Jesus: ele cura um leproso.
O leproso tinha certeza de que Jesus podia curá-lo. Ele já tinha conhecido outros milagres que Jesus fizera e sabia muito bem como podia perfeitamente curá-lo da lepra e do estado de impureza ritual em que se encontrava.
Assim, cheio de confiança na bondade de Jesus, mas sofrido em seu íntimo, foi ao seu encontro e lhe disse: “Se queres, podes curar-me” (Mc 1, 40c).
Por qual motivo aquele homem tinha necessidade de ser curado e libertado do impedimento que esta doença lhe impunha no convívio da comunidade do Povo Eleito?
É na Primeira Leitura que encontramos a resposta:
“Durante todo o tempo em que estiver leproso será impuro; e, sendo impuro, deve ficar isolado e morar fora do acampamento” (Lv 13, 46).
Isto foi o que Moisés prescreveu a respeito dos leprosos.
Quando chegavam perto de uma aldeia ou cidade, deviam mostrar-se claramente como impuros: suas roupas deviam estar rasgadas, os cabelos em desordem e a barba coberta; e deviam gritar aos outros: “Impuro, impuro!” (Lv 13, 45).
Todas as pessoas sentiam horror dos leprosos. E os evitavam para não se contaminarem. Acontece que esta contaminação não era considerada apenas física, mas também espiritual. Se alguém tocasse um leproso, ficaria contagiado e tão impuro ritualmente como ele.
Isto significava não somente exclusão social, mas também exclusão da vida religiosa e litúrgica da comunidade do Povo Eleito. Para as almas espiritualmente piedosas, aquilo era um martírio, um duro sofrimento, sem fim previsível.
Ora, diante do leproso que Lhe suplicava pela purificação do corpo e alma, Jesus se comove. Isto é, Jesus sente pena de quem sofre pelos efeitos espirituais da culpa motivada pelo pecado, que, neste caso, é representado pela lepra.
Meditando sobre este Evangelho, tomamos consciência de quanta compaixão Jesus tem de nós quando nos encontramos no pecado. Ele é o primeiro a querer nos curar. Ele é o primeiro a querer ver-nos limpos, em nosso exterior e interior. Ele é o primeiro que deseja que nosso coração seja purificado. E isto, sabemos, é um poder que Jesus tem, como teve o de curar inúmeras pessoas de todos os tipos de doenças, de todos os tipos de pecados.
Quando pedimos a Deus a reconciliação com Ele no sacramento da penitência, antes de chegarmos lá o Pai e o Filho já se predispuseram para nos dar a reconciliação com toda a generosidade que só a bondade divina tem.
Do momento em que ouvimos o padre dizer: “Eu te absolvo dos teus pecados, em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”, estamos daquele Jesus, que, cheio de compaixão, estendeu a mão, tocou nele, e disse: “Eu quero: fica curado!” (Mc 1, 41).
Portanto, o perdão de nossos pecados acontece porque Jesus, em primeiro lugar, é quem o deseja mais do que nós mesmos.
Isto é motivo de alegria para quem se viu aliviado do peso de consciência e da impureza de seu coração. É o sentimento que o Sl 31(32) traduz, quando diz:
Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta!
Feliz o homem a quem o Senhor não olha mais como sendo culpado, e em cuja alma não há falsidade!
Eu confessei, afinal, meu pecado, e minha falta vos fiz conhecer. Disse: “Eu irei confessar meu pecado!” E perdoastes, Senhor, minha falta.
Regozijai-vos, ó justos, em Deus, e no Senhor exultai de alegria! Corações retos, cantai jubilosos! [Sl 31(32), 1. 2. 5. 11]
Recebido o perdão de Deus por desejo de Jesus, como nos mostra o Evangelho de hoje, damos um passo a um degrau acima em nossa subida espiritual para a perfeição que Deus deseja de todos nós.
Quando São Paulo evangelizava os pagãos, dizia-lhes:
“Quer comais, quer bebais, quer façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a Glória de Deus” (1 Cor 10, 31).
Uma vez perdoados, reconciliados com Deus, purificados em nossos corações, voltar à impureza não faz mais sentido. Neste estado espiritual, em que o pecado e o sentimento de culpa foram cancelados de nossa vida pelo poder de Deus, o que passará a nos elevar espiritualmente? Será o que São Paulo ensinou aos coríntios:
“[…] fazei tudo para a Glória de Deus” (1 Cor 10, 31).
É assim que devemos nos sentir depois de uma confissão bem feita.
Ocasiões para isto encontramos em retiros espirituais, no tempo da Semana Santa, ou em outra situação que nos leve a pedir a Jesus:
“[…] Se queres, podes curar-me” (Mc 1, 40c).
Ele quer. Ele sente compaixão de nós. Ele abre para nós Seu Coração.
Sintamos a alegria deste retorno e retificação de toda a nossa vida espiritual no amor de Deus.
Padre Valdir Marques

(10) – QUERO: FICA LIMPO
O Senhor cura todos os dias a alma de todo o homem que Lho implora, que O adora piedosamente e que proclama com fé estas palavras: «Senhor, se quiseres, podes curar-me», seja qual for o número das suas faltas. «É que acreditar de coração leva a obter a justiça» (Rom 10,10). Temos pois de dirigir os nossos pedidos a Deus cheios de confiança, sem nunca duvidar do seu poder. […] É por essa razão que o Senhor responde imediatamente ao leproso que Lho suplica: «Quero». Porque, mal o pecador começa a orar com fé, a mão do Senhor começa a tratar a lepra da sua alma. […]
Este leproso dá-nos um conselho muito bom sobre a forma de rezar: ele não põe em dúvida a vontade do Senhor, como se se recusasse a crer na sua bondade; mas, consciente da gravidade das suas faltas, também não presume dessa vontade. Ao dizer ao Senhor que, se Ele quiser, pode purificá-lo, afirma que esse poder pertence ao Senhor e ao mesmo tempo afirma a sua fé. […] Se a fé for fraca, tem primeiramente de ser fortificada; pois só nessa altura revelará todo o seu poder para obter a cura da alma e do corpo.
É certamente sobre esta fé que fala o apóstolo Pedro quando diz que o Senhor purificou «os seus corações pela fé» (At 15, 9). […] A fé pura, vivida no amor, mantida pela perseverança, paciente na espera, humilde na sua afirmação, firme na confiança, cheia de respeito na oração e de sabedoria no que pede, tem a certeza de escutar em todas as circunstâncias esta palavra do Senhor: «Quero».
São Pascácio Radbert (?-c. 849)

(16) – SE QUERES, TENS O PODER DE PURIFICAR-ME
Hoje o Evangelho convida-nos a contemplar a fé deste leproso. Sabemos que, em tempos de Jesus, os leprosos estavam marginados socialmente e considerados impuros. A cura do leproso é, antecipadamente, uma visão da salvação proposta por Jesus a todos, e um chamado a abrir-lhe o nosso coração para que Ele o transforme.
A sucessão dos fatos é clara. Primeiro, o leproso pede a cura e professa a sua fé: «Se queres, tens o poder de purificar-me!» (Mc 1, 40). Em segundo lugar, Jesus – que literalmente rende-se ante nossa fé – cura-o («Eu quero, fica purificado»), e pede-lhe seguir o que a lei prescreve, ao mesmo tempo pede-lhe silencio. Mas, finalmente, o leproso sente-se impulsionado a «proclamar e a divulgar muito este acontecimento» (Mc 1, 45). Em certa maneira desobedece à última indicação de Jesus, mas o encontro com o Salvador provoca-lhe um sentimento que a boca não pode silenciar.
Nossa vida parece-se à do leproso. Às vezes vivemos, pelo pecado, separados de Deus e da comunidade. Mas este Evangelho anima-nos oferecendo-nos um modelo: professar nossa fé íntegra em Jesus, abrir-lhe totalmente nosso coração, e uma vez curados pelo Espírito, ir a todas as partes a proclamar que temos nos encontrado com o Senhor. Este é o efeito do sacramento da Reconciliação, o sacramento da alegria.
Como bem afirma São Anselmo: «A alma deve-se esquecer dela mesma e permanecer totalmente em Jesus Cristo, que tem morto para fazer-nos morrer ao pecado, e tem ressuscitado para fazer-nos ressuscitar para as obras de justiça». Jesus quer que percorramos o caminho com Ele, quer curar-nos. Como respondemos? Temos que ir ao seu encontro com a humildade do leproso e deixar que Ele ajude-nos a rejeitar o pecado para viver sua Justiça.
Rev. D. Ferran JARABO i Carbonell

COMEMORA-SE NO DIA 15/Fev

(5) – SANTO JOVITA E FAUSTINO
Estes dois irmãos nasceram na Lombardia. Receberam o batismo quando eram ainda pequenos e tornaram-se defensores dos valores cristãos. Faustino foi ordenado presbítero e Jovita tornou-se diácono da Igreja.
A ordenação confere aos irmãos ainda mais amor ao nome de Cristo e responsabilidade pelos outros irmãos da comunidade cristã.
A bondade de Faustino e Jovita começa a atrair muitas pessoas para ouvir as maravilhas do amor de Jesus. Muitos pagãos, atraídos pelos ensinamentos destes dois jovens, destroem seus ídolos religiosos e pedem o batismo cristão.
Entretanto, a perseguição do Império Romano chega até os irmãos Faustino e Jovita. São acusados de incitar o povo contra o Império e de não adorar o Imperador e seus deuses. Por causa deles os templos imperiais esvaziam-se e os deuses são abandonados.
Os relatos sobre estes santos nos dizem que foram convidados a adorar o Deus-Sol num templo romano. Conduzidos ao local da adoração com promessas de riquezas e cargos públicos, os dois irmãos puseram-se a rezar ao Deus Único e Verdadeiro.
A estátua do deus-sol, cujo brilho dourado ofuscava os olhos daqueles que a contemplavam, tornou-se escura e fria com a oração de Faustino e Jovita. Os chefes religiosos, ao tocar o ídolo, perceberam que o ouro tinha convertido em cinzas.
Revoltados com os irmãos, os levaram para uma jaula com quatro leões. As feras, porém, pareciam cordeiros mansos diante dos jovens cristãos. Diante destes fatos miraculosos, e com medo de que a fama de santidade dos irmãos se espalhasse, o governador romano da Lombardia matou cortar-lhes a cabeça. Era o ano de 122.
Reflexão:
Ouvir o relato da vida dos santos Faustino e Jovita leva-nos a pensar sobre nossa própria vida. Estes santos foram homens de oração e de ação missionária. O ideal de vida era o amor a Jesus Cristo e por isso eles não tiveram medo de entregar seu sangue para o fortalecimento da Igreja. Esta mesma fidelidade Deus pede de cada um de nós. Sejamos realmente missionários de Cristo, levando a mensagem do evangelho àqueles que estão mais afastados de Deus e da Igreja.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SÃO CLÁUDIO COLOMBIERE
Cláudio Colombiere nasceu próximo de Lion, na França, no dia 02 de fevereiro de 1641. Seus pais faziam parte da nobreza reinante, com a família muito bem posicionada financeiramente e planejavam dedicá-lo ao serviço de Deus, mas ele era totalmente avesso a essa idéia.
Com o passar do tempo acaba por se render ao modo de vida e filosofia dos jesuítas de Lion, onde segue com seus estudos. De lá passa a Avinhon e depois a Paris e, três anos depois, é ordenado sacerdote. Em 1675, emite os votos solenes da Companhia de Jesus e vai dirigir a pequena comunidade da Ordem, em Parai-le-Monial.
Padre Cláudio foi nomeado confessor do mosteiro da Visitação onde encontra uma irmã de vinte e oito anos, presa ao leito devido às fortes dores reumáticas. A doente era Margarida Maria Alacoque, uma figura de enorme poder espiritual, que influenciava a todos que se aproximavam. Margarida Alacoque revelava o incrível poder e a veneração ao Sagrado Coração de Jesus, símbolo da Humanidade e do amor infinito do Cristo. Os devotos do Sagrado Coração são tomados como adoradores de ídolos e atacados, de vários lados, com duras palavras e ameaças.
Nesta cidade, padre Cláudio é um precioso guia para tantos cristãos desorientados. Mas, em 1674 é enviado a Londres como capelão de Maria Beatriz D’Este, mulher de Carlos II, duque de York e futuro rei da Inglaterra. Naquela época, a Igreja Católica era perseguida e considerada fora da lei na Inglaterra. Entretanto, como padre Cláudio celebrava a Eucaristia numa pequena capela, acaba sendo procurado por muitos cristãos, irmãs clandestinas e padres exilados, todos desejosos de escutar seus conselhos.
Outro acontecimento muda completamente a sua vida. Ele é enviado como missionário às colônias inglesas da América. Depois de dezoito meses de sua chegada, foi acusado de querer restaurar a Igreja de Roma no reino e vai preso. Porém, como é um protegido do rei da França, não permanece no cárcere e é expulso.
Mais uma vez padre Cláudio Colombiere retorna à França, em 1681. Entretanto, já se encontrava muito doente. Seu irmão ainda tentaria levá-lo a regiões onde o ar seria mais saudável. Mas ele não desejava partir, pois havia recebido um bilhete de Margarida Alacoque que dizia: “O Senhor me disse que sua vida findará aqui”. Três dias depois ele morre em Parai-le-Monial e seu corpo fica sepultado na Companhia de Jesus, sob a guarda dos padres jesuítas. Era o dia 15 de fevereiro de 1683.
O Papa Pio IX o beatifica em 1929, e é proclamado Santo Cláudio Colombiere em 1992, pelo Papa João Paulo II, em Roma.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

VI DOMINGO DO TEMPO COMUM
(VERDE, GLÓRIA, CREIO – II SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Jesus se compadece da humanidade em suas misérias e somos convidados a imitá-los. Sua salvação opera por meio do agir libertador e da inclusão os excluídos. Celebremos a páscoa de Cristo, a qual se manifesta na compaixão com os sofredores e no empenho para lhes devolver a dignidade, superando preconceitos e discriminações.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Sede o rochedo que me abriga, a casa bem defendida que me salva. Sois minha fortaleza e minha rocha; para honra do vosso nome, vós me conduzis e alimentais (Sl 30, 3s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que prometestes permanecer nos corações sinceros e retos, dai-nos, por vossa graça, viver de tal modo, que possais habitar em nós. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
As leituras confirmam nossa fé na providência e na ação compassiva de Deus em meio às situações de doença e pré-conceito. A glória de Deus é o ser humano vivo e saudável.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Aleluia, aleluia, aleluia.
Um grande profeta surgiu, surgiu e entre nós se mostrou; é Deus que se povo visita, seu povo, meu Deus visitou (Lc 7, 16).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. Vós nos chamais a ser, a exemplo de Paulo, imitadores de vosso Filho; fazei que a Igreja, em sua missão, imite Jesus Cristo, vos pedimos.
AS: Ouvi-nos e atendei-nos, Senhor.
2. O doente desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme-lhe fora dito; ajudai-nos a preservar a saúde com hábitos adequados, vos pedimos.
3. Feliz o homem que foi perdoado e cuja falta já foi encoberta; motivai-nos a procurar a reconciliação convosco, com a Igreja, com nós mesmos e com os irmãos, vos pedimos.
4. O apóstolo nos ensina a buscar o que é vantajoso para todos; livrai-nos do egoísmo e tornai-nos solidários, vos pedimos.
5. O doente disse a Jesus: Se queres, tens o poder de curar-me; fomentai a generosidade dos profissionais da saúde e concedei que realizem sua missão com amor, vos pedimos.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, que este sacrifício nos purifique e renove e seja fonte de eterna recompensa para os que fazem a vossa vontade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eles comeram e beberam à vontade; o Senhor satisfizera os seus desejos (Sl 77, 29s).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que nos fizestes provar as alegrias do céu, dai-nos desejar sempre o alimento que nos traz a verdadeira vida. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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