Liturgia Diária 18/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
18/Fev/2015 (quarta-feira)

O Pai conhece os corações

LEITURA: Joel (Jl) 2, 12-18: Apelo à penitência
Leitura da Profecia de Joel:
12 “Agora, diz o Senhor, voltai para mim com todo o vosso coração, com jejuns, lágrimas e gemidos; 13 rasgai o coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo”. 14 Quem sabe, se ele se volta para vós e vos perdoa, e deixa atrás de si a bênção, oblação e libação para o Senhor, vosso Deus? 15 Tocai trombeta em Sião, prescrevei o jejum sagrado, convocai a assembleia; 16 congregai o povo, realizai cerimônias de culto, reuni anciãos, ajuntai crianças e lactentes; deixe o esposo seu aposento, e a esposa, seu leito. 17 Chorem, postos entre o vestíbulo e o altar, os ministros sagrados do Senhor, e digam: “Perdoa, Senhor, a teu povo, e não deixes que esta tua herança sofra infâmia e que as nações a dominem.” Por que se haveria de dizer entre os povos: “Onde está o Deus deles?” 18 Então o Senhor encheu-se de zelo por sua terra e perdoou ao seu povo. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 51 (50), 3-4. 5-6a. 12-13. 14.17: Miserere
3a Misericórdia, ó Senhor, pois pecamos.
3 Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! 4 Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
5 Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. 6a Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, pratiquei o que é mau aos vossos olhos!
12 Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. 13 Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
14 Dai-me de novo a alegria de ser salvo e confirmai-me com espírito generoso! 17 Abri meus lábios, ó Senhor, para cantar, e minha boca anunciará vosso louvor!

LEITURA: Segunda Carta aos Coríntios (2 Cor) 5,20 — 6,2: O exercício do ministério apostólico
Leitura da Segunda Carta de São Paulo aos Coríntios:
Irmãos: 20 Somos embaixadores de Cristo, e é Deus mesmo que exorta através de nós. Em nome de Cristo, nós vos suplicamos: deixai-vos reconciliar com Deus. 21 Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nós nos tornemos justiça de Deus. 6,1 Como colaboradores de Cristo, nós vos exortamos a não receberdes em vão a graça de Deus, 2 pois ele diz: “No momento favorável, eu te ouvi e, no dia da salvação, eu te socorri”. É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Mateus (Mt) 6, 1-6.16-18:
(6, 1-4: A esmola em segredo)
(6, 5-6: Orar em segredo)
(6, 16-18: Jejuar em segredo)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos:
1 “Ficai atentos para não praticar a vossa justiça na frente dos homens, só para serdes vistos por eles. Caso contrário, não recebereis a recompensa do vosso Pai que está nos céus. 2 Por isso, quando deres esmola, não toques a trombeta diante de ti, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 3 Ao contrário, quando deres esmola, que a tua mão esquerda não saiba o que faz a tua mão direita, 4 de modo que, a tua esmola fique oculta. E o teu Pai, que vê o que está oculto, te dará a recompensa.
5 Quando orardes, não sejais como os hipócritas, que gostam de rezar em pé, nas sinagogas e nas esquinas das praças, para serem vistos pelos homens. Em verdade vos digo: eles já receberam a sua recompensa. 6 Ao contrário, quando tu orares, entra no teu quarto, fecha a porta, e reza ao teu Pai que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa.
16 Quando jejuardes, não fiqueis com o rosto triste como os hipócritas. Eles desfiguram o rosto, para que os homens vejam que estão jejuando. Em verdade vos digo: Eles já receberam a sua recompensa. 17 Tu, porém, quando jejuares, perfuma a cabeça e lava o rosto, 18 para que os homens não vejam que tu estás jejuando, mas somente teu Pai, que está oculto. E o teu Pai, que vê o que está escondido, te dará a recompensa. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
“Chegaram para nós os dias de penitência, para o perdão dos pecados e a nossa salvação”.
Com a liturgia da Quarta-feira de Cinzas iniciamos a Quaresma. Tempo forte que nos convida à meditação, conversão, mudança de vida. As cinzas colocadas em nossa cabeça, acompanhadas do pedido: “Convertei-vos e crede no Evangelho”, são o sinal de penitência.
Também iniciamos hoje a Campanha da Fraternidade, com o tema “Igreja e Sociedade”.
O objetivo deste tempo é aprofundar, à luz do Evangelho, o diálogo e a colaboração entre a Igreja e a sociedade, propostos pelo Concílio Ecumênico Vaticano II, como serviço ao povo brasileiro, para a edificação do Reino de Deus.
Com estas motivações, iniciamos nossa Leitura orante, rezando: Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra. Amém!

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Qual foi a palavra que encontrou sintonia com este tempo litúrgico que estamos iniciando?
O que o texto diz para mim, hoje?
O convite que Jesus faz aos discípulos é também para você?
Em que você percebe a necessidade de uma maior abertura aos irmãos?
Em quais realidades você percebe a necessidade de voltar mais para Deus e para os outros?
Permita alguns instantes de silêncio para que o Senhor fale ao seu coração.

A VERDADE (Refletir)
O que diz o texto?
Leia o texto do Evangelho atentamente. Leia novamente e procure perceber as orientações que Jesus dá aos seus discípulos. Observe o apelo para que as práticas de piedade: jejum, esmola e oração, sejam vividos sem hipocrisia.
Como deve ser a atitude de quem está jejuando?
Orando?
Dando esmolas?
– Tenho algo a converter em mim quando se fala de fraternidade, justiça, solidariedade, serviço à vida?
– Procuro viver de modo sóbrio?
– Nossa comunidade dá testemunho real de partilha?
– Em tudo que fazemos realmente nossa preocupação é a recompensa só de Deus?
– Meu modo de orar não corre risco de manifestar egoísmo?

E a VIDA (Orar)
É a hora do diálogo com Deus, em resposta ao que Ele revelou por meio de sua Palavra. Silencie o coração e faça sua prece. Apresente ao Senhor os desejos de conversão, mudança, vida nova…
Conclua com a Oração da Campanha da Fraternidade 2015: Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Penitência, conversão, vida nova, serviço…
O que me proponho a viver neste tempo da Quaresma?
Que outro apelo a Palavra de Deus despertou em mim e que desejo colocar em prática na minha vida?

REFLEXÕES

(6) – QUARESMA: TEMPO DE CONVERSÃO DO CORAÇÃO!
O início da quaresma é marcado, cada ano, com uma celebração de caráter penitencial. Assim é a quarta-feira de Cinzas. O texto começa por um alerta, cuja exigência prática para a vida do discípulo e de toda a comunidade cristã é a rejeição firme da hipocrisia, como se verá nas considerações das práticas tradicionais de piedade (jejum, esmola e oração), que eram aspectos importantes da vida religiosa no tempo de Jesus. Também recomendadas pela Igreja, como meios de uma verdadeira conversão, essas práticas não podem alimentar a vaidade de uma religião puramente exterior e se constitui num espetáculo público. Tais práticas, entre outras, não podem levar as pessoas a se fecharem em si mesmas, pois têm por finalidade mover as pessoas a saírem de si mesmas e voltarem-se para Deus, que vê no segredo do coração, e se disporem a servir generosamente seus semelhantes. O jejum, a caridade fraterna e a oração são a expressão do desejo de uma profunda e verdadeira conversão; a conversão não é tarefa de um tempo, mas empenho de toda a vida. As práticas penitenciais deste tempo que nos prepara para a Páscoa do Senhor devem nos conduzir à solidariedade com inúmeros de nossos semelhantes que sofrem.
Oração:
Senhor, sonda meu coração e faze-me sempre trilhar os teus caminhos.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – RASGUEMOS O CORAÇÃO, É TEMPO DE CONVERSÃO
Rasguemos o coração, é tempo de conversão! É hora de buscarmos equilíbrio e de vivermos com sobriedade na casa de Deus.
“Rasgai o vosso coração, e não as vestes; e voltai para o Senhor, vosso Deus; ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Joel 2, 13).
Nós começamos hoje o tempo da graça, que é o tempo da Quaresma, um período muito especial para que a graça de Deus venha em nosso auxílio. É o tempo que o próprio Deus preparou para nossa conversão de modo a avançarmos para águas mais profundas na vivência da fé.
Algo muito importante o profeta Joel nos diz hoje ao afirmar que, diante de Deus, nós precisamos rasgar nosso coração, implorar do Senhor Seu perdão, Sua misericórdia e Sua bênção para que Ele tenha misericórdia de nós e de toda a humanidade a fim de nos voltarmos para Ele de todo o coração.
Durante as festas de carnaval, muitos rasgam suas vestes, há muita impureza, muita profanação. É hora de termos nosso coração restaurado, seja quem viveu as extravagâncias deste tempo seja quem seja não as viveu, o importante é fazermos penitência pelos nossos pecados e pelos pecados da humanidade.
Três práticas nos ajudarão a viver bem essa Quaresma.
A primeira delas é colocar a oração como elemento primordial da nossa vida. Restaurar a nossa relação com Deus para que Ele seja o primeiro em tudo aquilo que fazemos. Orar em segredo, em nossos momentos de intimidade, ter um tempo especial na nossa vida dedicada ao Senhor Nosso Deus.
A segunda é a prática da caridade sincera para com os mais necessitados e sofridos, mas também a caridade com quem convive conosco. A caridade da reconciliação, do perdão, de distribuir o que temos com vive ao nosso lado ou com quem está distante de nós; a caridade que promove a paz.
A terceira prática desse tempo é o jejum, o cuidado com as más inclinações que estão dentro do nosso coração. É preciso ter autocontrole, é preciso ser capaz de reconhecer nos alimentos um dom de Deus, mas não posso permitir que estes me dominem e me escravizem.
É hora de repararmos a nossa casa, de repararmos dentro de nós os excessos que cometemos em nossa vida: o excesso no falar, no comer, no assistir à televisão e no usar as coisas deste mundo. É hora de buscarmos o equilíbrio e de buscarmos aquela força de Deus, que está em nós, para vivermos com sobriedade na casa de Deus.
Uma Quaresma santa e abençoada para todos nós!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – COMO AGRADAR A DEUS
A prática quaresmal da esmola, da oração e do jejum tem a finalidade de sintonizar-nos com a vontade do Pai, de forma a preparar-nos, da melhor maneira possível, para a celebração da Páscoa. As três práticas de piedade visam refazer nossa amizade com o Pai, enquanto discípulos de Jesus. Têm como objetivo tornar-nos agradáveis a ele. De onde a importância de serem vividas segundo as orientações dadas pelo Mestre Jesus.
Existem maneiras incorretas de dar esmolas, rezar e jejuar. Portando, vazias e inúteis. Isto acontece com quem se serve destes atos para fazer exibição de piedade, pretendendo passar por santos aos olhos dos outros. Mas, também, com quem dá esmola de maneira mecânica, sem comprometer-se com o gesto de dar; com quem transforma a oração num amontoado de palavras, sem interioridade nem unção; com quem jejua para cumprir um preceito, embora desconheça o valor de seu gesto.
O reverso da medalha corresponde à forma efetiva de agradar a Deus. Neste caso, a esmola será expressão da misericórdia que existe no coração de quem se faz solidário com a carência alheia; a oração consistirá mais em escutar do que em falar; o jejum corresponderá a um esforço sincero de controlar os próprios instintos e paixões, de forma a não desviarem o ser humano do caminho de Deus.
A melhor forma de agradar a Deus será pôr em prática tudo isto no humilde escondimento.
Oração:
Pai, durante o tempo da Quaresma, buscarei ser agradável a ti, manifestando esta minha disposição por meio da esmola, da oração e do jejum feitos de maneira correta.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
À TRISTEZA POR NOSSOS PECADOS, DEUS RESPONDE COM A BONDADE DE SEU AMOR.
Chegou o Tempo da Quaresma.
Chegou o tempo em que experimentamos o amor misericordioso de Deus.
Chegou o tempo em que Deus olha nossos corações arrependidos.
Chegou o tempo em que Deus cancela nossos pecados.
Chegou o tempo em que voltamos à intimidade afetuosa com Nosso Deus.
Chegou o tempo em que nossa vida se renova com o poder da Graça para uma etapa nova em nossa vida espiritual, eclesial e comunitária.
Primeira Leitura, tirada do livro do profeta Joel, começa com um convite para mover nosso coração a voltar-nos para Deus, depois de um período em que não fomos tão atentos a sua vontade e cometemos pecados.
A realidade do pecado é inegável.
O pecado corrói nosso relacionamento com Deus e com o próximo.
No pecado vivemos nas trevas, longe de Jesus Cristo, longe de sua Igreja, sem Deus no mundo.
Os efeitos do pecado são desastrosos em todos os sentidos. Ele nos revela nossa maldade e tendência ao comodismo, evitando todo empenho para nos mantermos na União com Deus.
O pecado, por fim, tem o poder de nos condenar ao inferno.
É necessário, é urgente, livrarmo-nos dele.
E para isto Joel nos convida, indicando várias formas de penitência ao longo desta Primeira Leitura. Consideremos todas estas formas de penitência: jejum, orações penitenciais em comunidade e pedidos de perdão a Deus.
Porém Joel nos encoraja para que cheguemos a Deus sem medo, mas com amor e confiança em sua misericórdia. Diz Joel:
“[…] voltai para o Senhor, vosso Deus; Ele é benigno e compassivo, paciente e cheio de misericórdia, inclinado a perdoar o castigo” (Jl 2, 13 b-d).
Não nos aconteça que esqueçamos ou ignoremos isto que Joel nos diz.
Ter medo de Deus por causa dos pecados é errado.
O temor reverencial e amoroso por Deus é o correto.
Alimentemos nossa meditação sobre esta Liturgia da Palavra com o Salmo Responsorial de hoje:
“Eu reconheço toda a minha iniquidade, o meu pecado está sempre à minha frente. 6a. Foi contra vós, só contra vós, que eu pequei, e pratiquei o que é mau aos vossos olhos!”[Sl 50 (51), 5-6].
Somente conseguimos reconhecer o mal que fizemos pecando se em nosso coração existe o amor por Deus.
Somente conseguimos ir a Deus e pedir o perdão de nossos pecados se estamos conscientes de que é Deus quem ‘sofre’, em primeiro lugar, por nosso distanciamento Dele.
Deus não nos quer longe Dele. É como se Ele fosse carente de nosso afeto. É como um pai, uma mãe, que sofrem quando o filho se distancia e deles se esquece.
O Salmo Responsorial nos coloca na disposição perfeita para recebermos o perdão bondoso de Deus. É por isso que o Tempo da Quaresma ao mesmo tempo é um período de tristeza pela nossa culpa, e um momento de alegria por tomarmos conhecimento de quando Deus ‘necessita’ de nosso afeto por Ele.
É, portanto, o amor a Deus, o cumprimento do Primeiro Mandamento, que nos leva de volta a Deus.
Experimentemos este amor Dele por nós mais intensamente nesta Quaresma, a começar pelo arrependimento que demonstramos nesta Quarta-Feira de Cinzas.
Na Segunda Leitura São Paulo nos dá a razão pela qual o amor de Deus é tanto que nos perdoa de todos os pecados, todas as faltas, todos os defeitos, todas as más inclinações:
Deus nos perdoa sempre e de todo pecado porque por nós intercedeu Jesus Cristo.
Ele é o mediador único entre Deus e nós, o único que com Sua Morte e Ressurreição nos leva de volta a Deus.
Na Morte Salvadora de Jesus Deus perdoou os pecados de toda a humanidade pecadora. Por isso São Paulo diz:
“Aquele que não cometeu nenhum pecado, Deus o fez pecado por nós, para que Nele nós nos tornemos justiça de Deus” (2 Cor 5, 21).
Notemos: São Paulo nos diz que nossa condição humana era a de Pecado.
Entregues a nós mesmos, como poderíamos mudar esta condição?
Deus, então, por ter tanto amado o mundo, mandou seu Filho para nos tirar da condição de Pecado. A expressão de São Paulo é muito forte: Deus O fez pecado por nós. Ora, o Pecado Deus odeia. Sua Ira se abate contra toda forma de Pecado e o pune com severidade. Fazendo de Seu Filho ‘Pecado’, nele a Ira de Deus se descarregou uma vez por todas. E deste modo, Deus não vê em nós pecadores, mas imagens de Seu Filho, suas criaturas que Ele sempre amou desde a Criação.
Quando Jesus nasceu, aos pastores os Anjos cantaram:
“Glória a Deus nas alturas, e paz na terra aos homens que Ele ama” (Lc 2, 14).
E Deus nos amou especialmente na Morte de Jesus.
Deus nos ama sem fim, até o fim dos tempos, dando-nos tempo de conversão.
Não deixemos passar esta Quaresma, portanto, sem nossa reconciliação com Deus, com uma boa confissão.
Indo a ela, lá Deus nos precede com seu amor.
E, saindo dela, ficamos livres do peso que o Pecado provoca em nossa consciência.
Começamos, portanto, nova etapa em nosso relacionamento com Deus e com todas as pessoas.
No Evangelho Jesus nos dá orientações para agradarmos a Deus mostrando-lhe nosso arrependimento sincero e cheio de afeto por Ele.
Jesus nos diz que é tendo Deus em mente que fazemos penitência em todas as suas formas. Não as fazemos para que outros nos vejam e elogiem. Isto seria inútil: não são os outros que perdoam os pecados que cometemos contra Deus e também contra o próximo. Jesus, portanto, nos alerta contra a hipocrisia.
Que nossa penitência seja sóbria, sincera, no íntimo de nossos corações.
E, diz Jesus, três vezes neste Evangelho:
“[…] o teu Pai que vê o que está oculto, te dará a recompensa”. (Mt 6, 4b.6d.18c).
Agindo assim, portanto, estaremos unidos a Jesus Cristo porque seguimos seu ensinamento, e agradaremos a Deus Pai, porque Jesus, que nos ensina tudo isto, sabe qual é a vontade do Pai quando oramos em penitência. Portanto, agindo deste modo, faremos tudo o que a Deus agrada, conforme Jesus nos ensina com afeto.
Padre Valdir Marques

(10) – CONVERTEI-VOS A MIM COM TODO O VOSSO CORAÇÃO
Este tempo forte do ano litúrgico é assinalado pela mensagem bíblica que se pode resumir numa só palavra […]: «Convertei-vos.» […] A sugestiva cerimônia das cinzas eleva a nossa mente para a realidade eterna que nunca passa, para Deus, que é princípio e fim, alfa e ómega da nossa existência (Ap 21, 6). De fato, a conversão não é mais do que um regresso a Deus, avaliando as realidades terrenas à luz indefectível da sua verdade. É uma consideração que nos leva a uma consciência cada vez mais clara de que estamos de passagem no meio das fadigosas vicissitudes desta terra, e nos impele e estimula a fazer todos os esforços para que o Reino de Deus se instaure dentro de nós e a sua justiça triunfe.
Sinônimo de conversão é também a palavra «penitência»: a Quaresma convida-nos a praticar o espírito de penitência, não na sua acepção negativa de tristeza e de frustração, mas na de elevação do espírito, de libertação do mal, de afastamento do pecado e de todos os condicionamentos que possam dificultar o nosso caminho para a plenitude da vida. Penitência como remédio, como reparação, como mudança de mentalidade, que predispõe para a fé e para a graça, mas que pressupõe vontade, esforço e perseverança. Penitência como expressão de empenho livre e alegre no seguimento de Cristo.
São João Paulo II (1920-2005

(12) – REFLEXÃO
O verdadeiro espírito de conversão quaresmal é aquele de quem não busca simplesmente dar uma satisfação de sua vida a outras pessoas para conseguir a sua aprovação e passar assim por um bom religioso, mas sim aquele que encontra a sua motivação no relacionamento com Deus e busca superar as suas imaturidades, suas fraquezas, sua maldade e seu pecado para ter uma vida mais digna da vocação à santidade que é conferida a todas as pessoas com a graça batismal, e busca fazer o bem porque é capaz de ver nas outras pessoas um templo vivo do Altíssimo e servem ao próprio Deus na pessoa do irmão ou da irmã que se encontram feridos na sua dignidade.

(16.1) – GUARDAI-VOS DE FAZER A VOSSA ESMOLA DIANTE DOS HOMENS, PARA SERDES VISTOS POR ELES
Hoje começamos o nosso recorrido à Páscoa, e o Evangelho nos lembra os deveres fundamentais do cristão, não só como preparação a um tempo litúrgico, mas em preparação à Páscoa Eterna: «Cuidado! não pratiqueis vossa justiça na frente dos outros, só para serdes notados. De outra forma, não recebereis recompensa do vosso Pai que está nos céus» (Mt 6, 1). A justiça da que Jesus nos fala consiste em viver conforme aos princípios evangélicos, sem esquecer que «Eu vos digo: Se vossa justiça não for maior que a dos escribas e dos fariseus, não entrareis no Reino dos Céus» (Mt 5, 20).
A justiça nos leva ao amor, manifestado na esmola e em obras de misericórdia: «Tu, porém, quando deres esmola, não saiba tua mão esquerda o que faz a direita» (Mt 6, 3). Não é que se devam ocultar as obras boas, mas que não se deve pensar em elogio humano ao fazê-lo, sem desejar nenhum outro bem superior e celestial. Em outras palavras, devo dar esmola de tal modo que nem eu tenha a sensação de estar fazendo uma boa ação, que merece uma recompensa por parte de Deus e elogio por parte dos homens.
Bento XVI insistiu em que socorrer aos necessitados é um dever de justiça, mesmo antes que um ato de caridade: «A caridade supera a justiça (…), mas nunca existe sem a justiça, que induz a dar ao outro o que é “dele”, o que lhe pertence em razão de seu ser e do seu agir». Não devemos esquecer que não somos proprietários absolutos dos bens que possuímos, e sim administradores. Cristo nos ensinou que a autêntica caridade é aquela que não se limita a “dar” esmola, e sim que o leva a “dar” a própria pessoa, a oferecer-se a Deus como culto espiritual (cf. Rom 12, 1) esse seria o verdadeiro gesto de justiça e caridade cristã, «de modo que tua esmola fique escondida. E o teu Pai, que vê no escondido, te dará a recompensa» (Mt 6, 4).
Pbro. D. Luis A. GALA Rodríguez

(16.2) – GUARDAI-VOS DE FAZER A VOSSA ESMOLA DIANTE DOS HOMENS, PARA SERDES VISTOS POR ELES
Hoje iniciamos a Quaresma: «É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação» (2Cor 6,2). A imposição da cinza – que devemos receber – é acompanhada por uma destas duas fórmulas. A antiga: «Lembre-se de que és pó e pó serás»; e a que introduziu a liturgia renovada do Concilio: «Converta-se e creia no Evangelho». Ambas as fórmulas são um convite a contemplar de uma maneira diferente – normalmente tão superficial – nossa vida. O Papa São Clemente I nos lembra que «o Senhor quer que todos os que o amam se convertam».
No Evangelho, Jesus pede a pratica da esmola, o jejum e a oração longe de toda hipocrisia: «Por isso, quando você der esmola, não mande tocar trombeta na frente, como fazem os hipócritas nas sinagogas e nas ruas, para serem elogiados pelos homens. Eu garanto a vocês: eles já receberam a recompensa» (Mt 6,2). Os hipócritas, energicamente denunciados por Jesus Cristo, se caracterizam pela falsidade de seu coração. Mas, Jesus adverte hoje não só da hipocrisia subjetiva senão também da objetiva: cumprir, inclusive de boa-fé, tudo o que manda a Lei de Deus e a Escritura Santa, mas fazendo de maneira que fique na mera prática exterior, sem a correspondente conversão interior.
Então, a esmola reduzida – à “gorjeta” – deixa de ser um ato fraternal e se reduz a um gesto tranquilizador que não muda a maneira de ver o irmão, nem faz sentir a caridade de prestar-lhe a atenção que ele merece. O jejum, por outro lado, fica limitado ao cumprimento formal, que já não lembra em nenhum momento a necessidade de moderar nosso consumismo compulsivo, nem a necessidade que temos de ser curados da “bulimia espiritual”. Finalmente, a oração – reduzida a estéril monólogo – não chega a ser autêntica abertura espiritual, colóquio íntimo com o Pai e escuta atenta do Evangelho do Filho.
A religião dos hipócritas é una religião triste, legalista, moralista, de uma grande pobreza de espírito. Pelo contrário, a Quaresma cristã é o convite que cada ano nos faz a Igreja a um aprofundamento interior, a una conversão exigente, a una penitência humilde, para que dando os frutos pertencentes que o Senhor espera de nós, vivamos com a máxima plenitude de alegria e o gozo espiritual da Páscoa.
Rev. D. Manel VALLS i Serra

COMEMORA-SE NO DIA 18/Fev

(5) – SÃO SIMEÃO
São Simeão foi bispo de Jerusalém. Filho de Cleófas, São Simeão era primo de Jesus. Ele foi um dos primeiros apóstolos, tendo inclusive recebido o Espírito Santo no dia de Pentecostes.
Depois do assassinato de São Tiago, o menor, pelos judeus, os apóstolos e discípulos se reuniram para escolher seu sucessor na sede de Jerusalém. O escolhido foi Simeão. No ano 66 começou na Palestina a guerra civil em consequência da oposição dos judeus aos romanos e parece que os cristãos de Jerusalém receberam do céu o aviso de que a cidade seria destruída e que deviam sair dela sem demora, refugiando-se com o santo na cidade de Péla.
Depois da tomada e destruição de Jerusalém, os cristãos voltaram e se estabeleceram nas ruínas. Simeão voltou e recomeçou com os fiéis a reconstrução das casas. Houve muitas conversões, pois o acontecimento fez muita gente refletir sobre a mensagem evangélica. Numerosos judeus converteram-se ao cristianismo devido aos milagres feitos pelos santos. Os imperadores Vespasiano e Domiciano mandaram matar todos os membros descendentes de Davi, mas Simeão conseguiu escapar.
Contudo, durante a perseguição do Imperador Trajano, foi denunciado às autoridades, torturado, crucificado e morto. Simeão, com 120 anos de idade, recebeu ordem de prisão e intimação de prestar homenagem aos deuses. O santo negou-se corajosamente a trair aquele que era seu Mestre e Senhor. No meio da cruel flagelação, Simeão louvou e bendisse o nome de Deus e o de Jesus Cristo. Do alto da cruz, ainda confessou o nome do divino Mestre, rezou pelos inimigos e entregou o espírito nas mãos de Deus.
Morreu com 120 anos, depois de ter governado durante 43 anos a Igreja. Sua simplicidade e a fidelidade uniu os cristãos em torno do Evangelho de Jesus.
Reflexão:
Histórias de amor ao Cristo são comuns no início da Igreja. São Simeão, já na velhice, conservou sua fidelidade ao seu Mestre Jesus e entregou sua vida por amor a Igreja. Ele era membro da primeira geração de cristãos, conheceu Jesus e aprendeu dele a virtude da caridade e da fidelidade. Hoje somos convidados a reafirmar nossa profissão de fé em Jesus Cristo. Que nossa vida, na juventude e na velhice, seja sempre uma testemunha da Ressurreição.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SÃO FLAVIANO
Flaviano pertencia à alta aristocracia romana e era convertido ao cristianismo. Na época do Imperador Constantino, foi eleito governador de Roma, dadas a sua grande inteligência e boa moral. Quando, porém, o imperador morreu e em seu lugar assumiu seu filho Constâncio, este deu início à perseguição dos cristãos e, logo, Flaviano foi destituído de seu cargo.
Ele, porém, não se intimidou e passou a dedicar seus dias a confortar e estimular os cristãos. Morto Constâncio, assumiu Julião, que deu continuidade à perseguição, empreendendo-a ainda com mais ênfase. Flaviano que já era um sacerdote cristão se destacava muito pela prática radical do Evangelho e por sua defesa contra os hereges.
Assim, em 446 foi eleito patriarca de Constantinopla, que na época era capital do Império Romano, já que o mundo católico se via estremecido por agitações político-religiosas e sua atuação poderia reverter este processo. Flaviano assumiu com mão de ferro o posto, mas em seu primeiro ato oficial já pode ter uma ideia dos conflitos que viriam.
Era costume o patriarca, assim que assumia, mandar um presente simbólico ao imperador.
Ele enviou então um pão bento durante a missa solene, como símbolo de paz e concórdia. O primeiro-ministro mandou o pão abençoado de volta, dizendo que só aceitaria presentes em ouro e prata. Flaviano respondeu que o ouro e a prata da Igreja não pertenciam a ele, mas a Deus e aos pobres, seus legítimos representantes na Terra. Tanto o imperador quanto o ministro juraram vingança, e as pressões começaram.
Flaviano enfrentou várias dissidências que depois seriam consideradas heresias em concílios realizados para julgá-las. Entre elas, a mais significativa foi a que queria tirar de Jesus seu caráter humano. Isso significaria aceitar que a divindade de Jesus teria assimilado e absorvido sua humanidade. Flaviano conseguiu o apoio do Papa Leão Magno, em Roma, mas foi traído pela parte do clero que defendia a tese.
Nenhuma das decisões conciliares foi aprovada pelo papa, a não ser o chamado Tomo a Flaviano, carta enviada pelo papa São Leão Magno ao presidente do concílio, condenando as heresias de Nestório e de Eutiques.
Flaviano foi praticamente assassinado durante a assembleia ecumênica que, por isso é chamada o conciliábulo de Éfeso Isto mesmo, maus religiosos se uniram aos políticos e os inimigos conseguiram sua deposição do cargo. O bispo Flaviano foi preso e ali mesmo torturado tão cruelmente que ele não aguentou e, logo depois, veio a falecer vítima delas, no dia 18 de fevereiro de 449.
Dois anos depois o Papa Leão Magno, que também é venerado pela Igreja, convocou um concílio, onde a verdade foi restabelecida. Aceitavam-se as duas naturezas de Jesus, a divina e a humana e os contrários foram declarados hereges. No mesmo concílio a figura do bispo Flaviano foi reabilitada e ele declarado mártir pela ortodoxia da fé cristã. O culto à São Flaviano se mantém vivo e vigoroso ainda hoje e sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

QUARTA-FEIRA DE CINZAS — JEJUM E ABSTINÊNCIA
(ROXO, PREF. DA QUARESMA IV – OFÍCIO DO DIA DA IV SEMANA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
O Senhor nos reúne para darmos início à caminhada quaresmal. Quarenta dias nos separam da grande festa da Páscoa. Deixemo-nos reconciliar com Deus, trilhando o caminho da conversão que a Quaresma e a Campanha da Fraternidade nos propõem.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Ó Deus, vós tendes compaixão de todos e nada do que criastes desprezais: perdoais nossos pecados pela penitência porque sois o Senhor nosso Deus (Sb 11, 24s.27).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, iniciar com este dia de jejum o tempo da Quaresma, para que a penitência nos fortaleça no combate contra o espírito do mal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Acolhamos a palavra de Deus, a qual ilumina nossos passos neste tempo de conversão, convocando-nos à mudança de vida e à intensificação da caridade, da oração e do jejum.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
Oxalá ouvísseis hoje a sua voz: não fecheis os corações como em Meriba! (Sl 94, 8)

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Oferecendo-vos este sacrifício no começo da Quaresma, nós vos suplicamos, ó Deus, a graça de dominar nossos maus desejos pelas obras de penitência e caridade, para que, purificados de nossas faltas, celebremos com fervor a paixão do vosso Filho. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O que medita dia e noite na lei do Senhor dará seu fruto no devido tempo (Sl 1, 2s).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, fazei que sejamos ajudados pelo sacramento que acabamos de receber, para que o jejum de hoje vos seja agradável e nos sirva de remédio. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(12) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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