Liturgia Diária 19/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
19/Fev/2015 (quinta-feira)

Tome sua cruz, a cada dia e siga-me!

LEITURA: Deuteronômio (Dt) 30, 15-20: Os dois caminhos
Leitura do Livro do Deuteronômio:
Moisés falou ao povo dizendo: 15 “Vê que eu hoje te proponho a vida e a felicidade, a morte e a desgraça. 16 Se obedeceres aos preceitos do Senhor teu Deus, que eu hoje te ordeno, amando ao Senhor teu Deus, seguindo seus caminhos e guardando seus mandamentos, suas leis e seus decretos, viverás e te multiplicarás, e o Senhor teu Deus te abençoará na terra em que vais entrar, para possuí-la. 17 Se, porém, o teu coração se desviar e não quiseres escutar, e se, deixando-te levar pelo erro, adorares deuses estranhos e os servires, 18 eu vos anuncio hoje que certamente perecereis. Não vivereis muito tempo na terra onde ides entrar, depois de atravessar o Jordão, para ocupá-la. 19 Tomo hoje o céu e a terra como testemunhas contra vós, de que vos propus a vida e a morte, a bênção e a maldição. Escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e teus descendentes, 20 amando ao Senhor teu Deus, obedecendo à sua voz e apegando-te a ele – pois ele é a tua vida e prolonga os teus dias –, a fim de que habites na terra que o Senhor jurou dar a teus pais Abraão, Isaac e Jacó”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 1, 1-2. 3. 4.6: Os dois caminhos
39, 5a É feliz quem a Deus se confia!
1 Feliz é todo aquele que não anda conforme os conselhos dos perversos; que não entra no caminho dos malvados, nem junto aos zombadores vai sentar-se; 2 mas encontra seu prazer na lei de Deus e a medita, dia e noite, sem cessar.
3 Eis que ele é semelhante a uma árvore, que à beira da torrente está plantada; ela sempre dá seus frutos a seu tempo, e jamais as suas folhas vão murchar. Eis que tudo o que ele faz vai prosperar.
4 Mas bem outra é a sorte dos perversos. Ao contrário, são iguais à palha seca espalhada e dispersada pelo vento. 6 Pois Deus vigia o caminho dos eleitos, mas a estrada dos malvados leva à morte.

EVANGELHO: Lucas (Lc) 9, 22-25:
(9, 22: Primeiro anúncio da paixão)
(9, 23-25: Condições para seguir a Jesus)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo disse Jesus aos seus discípulos: 22 “O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto e ressuscitar no terceiro dia.” 23 Depois Jesus disse a todos: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia, e siga-me. 24 Pois quem quiser salvar a sua vida, vai perdê-la; e quem perder a sua vida por causa de mim, esse a salvará. 25 Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Na dinâmica do caminho quaresmal que iniciamos na Quarta-feira de Cinzas, vamos sendo introduzidos, aos poucos, por meio da liturgia, nos acontecimentos da vida de Jesus. No Evangelho de hoje, com o anúncio da sua paixão, morte e ressurreição, Jesus prepara seus discípulos para esses eventos. Ao mesmo tempo, ele nos convida ao seu seguimento e apresenta as condições para quem se coloca a caminho: radicalidade, não ter medo de perder a vida, liberdade…
Nos dispondo a acolher e viver os ensinamentos da Palavra de Deus para o nosso dia, peçamos:
Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra.
Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade.
Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Agora, vamos trazer a reflexão da Palavra para a nossa vida.
O que o texto me fala?
Que aspecto do mistério de Deus esta passagem proporciona conhecer?
Como Cristo viveu isso?
Que luz nos dá Jesus, com sua pessoa e sua mensagem?
De que maneira esta passagem nos compromete?
O que ela está me pedindo?
O “cada dia”, no relato lucano, não se trata da cruz final. Tomar a cruz cada dia e seguir Jesus é fazer caminho com ele. O cristão é chamado a acompanhar Jesus, não no escondimento para se proteger da morte, não mais atrás, mas com Jesus. Padre Contiere, em seu comentário nos lembra: “A decisão livre de seguir o Senhor deve ser acompanhada da atitude que caracteriza o seguimento: Renunciar a si mesmo”.
Permita alguns instantes de silêncio para que a Palavra, como chuva calma, penetre a sua vida, o seu coração.

A VERDADE (Refletir)
É o momento de compreendermos o texto.
O que ele diz?
Leia calma e silenciosamente o texto do Evangelho. Depois, leia novamente em voz alta e pausadamente, e procure repetir as palavras que chamam sua atenção.
Quais são os personagens que aparecem no texto?
Qual é o contexto da mensagem de Jesus?
Quais são as orientações dadas por Jesus?
Por que Jesus faz o anúncio da sua paixão, morte e ressurreição?
Faça outras perguntas ao texto bíblico.
– Tomar a cruz … Sua vida é um sinal de Deus para os outros?
– Procura ser luz para os outros?
– Nosso caminho é difícil. Mas será que a cruz pesa mais que nossas forças?
– Não é agradável estar sempre com a consciência tranquila?
– A mãe, cuidando do filho, renuncia a si mesmo. Dê mais um exemplo bem concreto.

E a VIDA (Orar)
Agradeça pela riqueza da Palavra de Deus e pelos ensinamentos escondidos em cada palavra.
Agradeça pelos convites, apelos, desafios que o Senhor te convida a viver neste dia.
Faça também uma revisão da sua vida e apresente ao Senhor os apelos de conversão que você deseja viver com a graça de Deus.
Conclua sua oração recordando e entregando ao Senhor as pessoas que você ama e que deseja, que também possam, tomar a cruz de cada dia e fazer caminho com Jesus.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
O que me proponho a viver concretamente neste dia?
O que está sendo pedido à minha vida, aqui e agora?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
O verdadeiro discípulo de Jesus é aquele que vive como o próprio Jesus e faz dele o modelo de sua vida. Jesus nunca viveu para si, mas sempre viveu para o Pai e para os seus irmãos e irmãs, fazendo do seu dia a dia um serviço a Deus e ao próximo. A exemplo de Jesus, nós devemos passar por esse mundo não para buscar a satisfação dos nossos interesses e necessidades, mas para deixar de lado tudo o que nos impede de ir ao encontro de nossos irmãos e irmãs que precisam de nós, da nossa presença e do nosso serviço, e que também nos impede de ir ao encontro do próprio Deus para vivermos com ele a sua vida.

(6) – A DECISÃO LIVRE DE SEGUIR O SENHOR
O trecho do evangelho de hoje é uma prolepse, ou seja, uma antecipação literária do acontecimento futuro de Jesus. A finalidade dos relatos do anúncio da paixão, morte e ressurreição de Jesus é preparar os discípulos e o leitor do evangelho para esses eventos, de modo que eles não esmoreçam. Essa prolepse introduz as exigências do seguimento de Jesus. O caminho dos discípulos não pode ser outro que o do Mestre, pois o discípulo não é maior que o mestre, nem o servo maior que o seu senhor (cf. Mt 10, 24-25). Por essa razão, é preciso liberdade diante da própria vida. A decisão livre de seguir o Senhor deve ser acompanhada da atitude que caracteriza o seguimento: “Renunciar a si mesmo”. Trata-se do desafio de não permitir que seus projetos pessoais se anteponham à vontade de Deus, e exige uma atitude positiva de entregar a própria vida. A vida recebida como dom de Deus não está garantida na defesa das seguranças e privilégios pessoais, mas na disposição da própria vida em favor do “evangelho de Jesus Cristo” (cf. Mc 1, 15). Nós não seremos plenamente livres enquanto persistir o medo da morte.
Oração:
Tende piedade de mim, ó Deus, por vosso amor! Criai em mim um coração puro, renovai um espírito firme no meu peito.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – DE QUE ADIANTA CONQUISTAR O MUNDO E PERDER A VIDA?
Para seguir a Jesus é preciso renunciar a si mesmo e carregar a sua cruz.
“Com efeito, de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” (Lc 9, 25).
A Palavra de Deus hoje nos convida a seguirmos Jesus. Para seguir o Senhor é preciso dois passos fundamentais: o primeiro é renunciarmos a nós mesmos, ter coragem e determinação para vencermos o maldito orgulho que temos em nosso coração, que nos enche de amor-próprio e, muitas vezes, só nos permite ver e querer o mundo à nossa maneira.
O orgulho nos cega a ponto de, muitas vezes, não enxergarmos o outro e de não entendermos que Deus é mais do que tudo, é mais do que nós e que dependemos d’Ele. O orgulho nos cega a ponto de não reconhecermos os nossos pecados e nos mantém cativos de modo a querermos ser o centro das atenções. O orgulho é um pecado maldito que nos mantém privados da graça de Deus.
Por isso quem quiser seguir a Jesus terá que renunciar a si mesmo. Muitas vezes, será preciso perder para poder ganhar, levar desvantagem em relação aos outros, mas vantagem em relação a Deus. Somente ao renunciarmos a nós mesmos e vencermos esse orgulho, que há em nós, seremos vitoriosos e teremos uma vida mais calma e mais confiante. Assim, as disputas e as comparações, que há em nosso meio, vão cessar.
Quem renuncia a si mesmo dá o segundo passo no seguimento a Jesus: carrega a sua cruz de cada dia e assim segue o Senhor aonde quer que Ele vá. Carregar a cruz de cada dia é carregar o peso dos nossos compromissos e responsabilidades, a responsabilidade de ser aquilo que assumimos ser no mundo. Se sou pai (mãe) preciso assumir a minha paternidade (maternidade) com força e abnegação e com tudo aquilo que ela exige.
Muitas vezes, a nossa cruz se torna pesada devido a doenças que não compreendemos ou a situações complicadas em casa ou no trabalho. Eu abraço a minha cruz quando assumo o que sou e as responsabilidades que tenho sem me desesperar, sem querer jogar essa cruz de lado e sem deixar de assumir que a graça de Deus é maior do que tudo.
Abraçar a cruz significa não colocar a busca dos bens materiais como motor que direciona a minha vida.
De que adianta conquistar o mundo inteiro e ficar milionário e perder a minha vida e a eternidade?
Cada coisa vivida com equilíbrio e sobriedade nos coloca mais perto do coração de Deus e não nos permite viver iludidos neste mundo.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – PERDA É SALVAÇÃO
A conclusão da caminhada terrena de Jesus escondia um sentido dificilmente compreensível pelos discípulos. O horizonte messiânico no qual se moviam e com o qual interpretavam a pessoa do Mestre impedia-os de compreender, em profundidade, o que o fato requeria. Para ser entendida, em sintonia com o pensar de Jesus, era preciso fazer uma violenta inversão de valores. O esquema tradicional era insuficiente para explicá-la.
Na lógica de Jesus, ou seja, na lógica do Reino, a perda é penhor de salvação, ao passo que a salvação, entendida à maneira do mundo, é fator de perda. Daí ser possível esperar que, da humilhação de Jesus resulte exaltação, do abandono por parte dos amigos e conhecidos provenha a solidariedade do Pai, do sofrimento redunde a mais plena alegria, e a morte seja superada pela ressurreição.
O contraste entre o projeto de Jesus e a mentalidade de seus discípulos era flagrante. Não lhes passava pela cabeça a possibilidade de existir um Messias cuja glória fosse alcançada em meio a sofrimentos e, muito menos, num contexto de morte violenta.
Só a fé na ressurreição pode nos levar a dar crédito às palavras de Jesus. Com ela, o Pai deu seu aval às palavras do Filho, assegurando-lhe sua veracidade. Jesus provou ser impossível experimentar a misericórdia do Pai sem abrir mão das ambições mundanas. Só quem é capaz de renunciar-se a si mesmo como ele, experimentará a salvação.
Oração:
Pai, dá-me a firme disposição de renunciar a todos os meus projetos pessoais, para abraçar unicamente o projeto de Jesus, mesmo devendo passar por sofrimentos.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“[…] de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro se se perde e se destrói a si mesmo?” (Lc 9, 25).
Fazer frente a nossos pecados, defeito, más tendências e riscos de pecar de surpresa, tudo isto pode nos causar desconforto.
Cometemos pecados porque nos deixamos atrair e dominar pelas tentações.
Mantemos defeitos que nos levam a pecar por comodismo e indisposição para mudar para um bom hábito. As más tendências nos dominam se não as enfrentamos nem conhecemos a alegria de sermos continuamente vitoriosos sobre elas.
Todas estas coisas mostram nossas preferências em relação a um comportamento que não é conforme a vontade de Deus.
O comodismo, o egoísmo, o egocentrismo nos fazem pensar e viver somente de acordo com o que gostamos e queremos.
Ora, se a humanidade fosse entregue a todos os tipos de pecados, abandonada a todos os tipos de defeitos e más inclinações, o mundo estaria perdido num completo caos moral, ético, religioso e espiritual.
Deus, em sua bondade, nos adverte contra todos estes riscos, quando nos dá suas orientações pensadas precisamente para que alcancemos a felicidade possível neste mundo e evitemos a condenação eterna. Estas advertências de Deus são seus Mandamentos.
A tendência da maioria das pessoas é considerar os Mandamentos como ordens incômodas. Pelo contrário, são seus ensinos preciosos contra o mal que existe em nós.
Jesus Cristo nos disse que quem se entrega a todo tipo de pecado, defeitos, egoísmo, egocentrismo, está ‘tentando salvar sua vida terrena’ (Lc 9, 24). Quem quiser salvar este tipo de vida, fatalmente vai perdê-la, porque um dia todos morrem e esta vida acaba. Que sentido tem a existência humana terminando desta maneira?
Contra isto Ele nos propõe o modo de merecer uma vida que não termina, porque não é apenas terrena, mas celeste. É a Vida Eterna. Ele a garante para nós, e por isso tem autoridade para nos dizer que é esta vida celeste que precisamos salvar, mesmo que isto custe perder o mundo todo. Pois Ele diz neste Evangelho:
“[…] de que adianta a um homem ganhar o mundo inteiro se se perde e se destrói a si mesmo?” (Lc 9, 25).
Esta lição Jesus a dá a todas as pessoas.
A seus discípulos mais próximos Ele aconselha ‘perder esta vida terrena’ do mesmo modo como Ele a ‘perdeu’, isto é, entregou-a para nossa Salvação. Como Ele tomou sua Cruz e nela morreu, terminou gloriosamente sua vida terrena e mereceu ser ressuscitado por Deus.
É precisamente a Vida que recebemos com nossa Ressurreição que Jesus deseja para nós.
Mas para merecê-la precisamos fugir de todas as tentações que o mundo nos oferece. E quantas tentações se multiplicam por todos os lugares, em todo momento, por todos os meios! Perder esta vida terrena é o combate cristão contra o risco da condenação eterna.
Neste Tempo de Quaresma a Liturgia da Palavra nos leva precisamente a considerar nosso estado espiritual: estamos vivendo para nosso egocentrismo ou vivemos para o amor a Deus? Queremos nos contentar com esta vida terrena ou pomos nossa esperança na Vida Eterna que não tem fim?
Há pessoas que acreditam que a Vida Eterna não existe.
Como estão completamente erradas, vivem somente para a vida terrena. Para elas o céu não será dado, a menos que por elas peçamos a misericórdia de Deus.
Vamos pedir a misericórdia de Deus hoje, tanto para nós, pela nossa conversão e busca da Vida Eterna, como também pelas pessoas que na Vida Eterna não acreditam e serão condenadas à morte eterna.
Mas especialmente peçamos a alegria perfeita que vem do cumprimento de Sua Vontade, seus Mandamentos. Esta experiência deve dominar todos os momentos de nossa vida. Isto porque felicidade perfeita é somente esta; as outras são passageiras e enganadoras.
Deus tenha piedade de todos nós.
Padre Valdir Marques

(10) – SE ALGUÉM QUER VIR APÓS MIM, […] TOME A SUA CRUZ, DIA APÓS DIA, E SIGA-ME.
A muitos parece dura esta palavra: «Renega-te a ti próprio, toma a tua cruz e segue Jesus.»
[…] Porque temes levar a cruz, pela qual se vai ao Reino?
Na cruz está a salvação; na cruz, a vida; na cruz, a proteção dos inimigos; na cruz se derrama toda a suavidade do alto; na cruz, a força do espírito; na cruz, a alegria da alma; na cruz, a suprema virtude; na cruz, a perfeição da santidade. Não há salvação da alma nem esperança da vida eterna senão na cruz. Pega, pois, na tua cruz e segue-O: caminharás para a vida eterna. […] Se morreres com Ele, também com Ele viverás (cf Rom 6, 8). E, se fores seu companheiro no sofrimento, também o serás na glória.
Eis que tudo consiste na cruz […]; não há outro caminho para a vida e para a verdadeira paz interior. […] Anda por onde quiseres, procura o que desejares, não encontrarás mais elevado caminho no alto, nem mais seguro cá em baixo, do que o caminho da santa cruz.
Dispõe e ordena tudo segundo o que queres e vês; não encontrarás nada onde não haja que sofrer, voluntária ou necessariamente, e assim sempre encontrarás a cruz. Ou sofrerás dores no corpo, ou encontrarás tribulações na alma. Umas vezes serás abandonado por Deus, outras serás afligido pelo próximo e, pior ainda, muitas vezes pesar-te-ás a ti mesmo; e não poderás ser libertado ou aliviado com qualquer remédio ou consolação. […] Deus quer que aprendas a suportar o sofrimento sem consolações, que te submetas a Ele totalmente e te tornes mais humilde pela tribulação. […] E é necessário que tenhas paciência, se queres possuir a paz interior e merecer a coroa imortal.
Imitação de Cristo, tratado espiritual do século XV, Livraria Moraes, 1959

(11.1) – PERDER É PRECISO
Nos dias de hoje inventaram um CRISTIANISMO sem cruz e sem calvário, criaram um atalho para se chegar a ressurreição, sem que seja preciso passar pelos tropeços e vergonhosa humilhação de se carregar a cruz. Diante de uma sociedade que apregoa e incentiva a busca desenfreada de todos os prazeres, era mesmo necessário se criar um Cristo mais “folgado” e menos exigente, para se ostentar a fachada de um Cristianismo milenar, mas adaptado as conveniências humanas.
Nosso Deus não é masoquista, Jesus, o Filho de Deus, nunca buscou o sofrimento físico ou moral, ao contrário, veio para nos dar Vida Plena, isso significa alegria, felicidade e realização humana na vocação do amor. O sofrimento veio como consequência da sua postura séria e da sua fidelidade aos Desígnios Divino.
Ser cristão é saber perder e morrer a cada dia, como é que isso pode ser aceito e compreendido em uma sociedade tão competitiva onde somos sempre impelidos a vencer e a dominar?
Que morte é essa e que perdas são essas que fala esse evangelho?
A resposta vem da comunidade, melhor lugar para se exemplificar esse ensinamento.
Dona Maria – Ministra dos enfermos e das exéquias, já tinha trabalhado arduamente naquela semana, dois velórios na quinta, visita a quatro enfermos na sexta, e no sábado ainda cuidou de uma vizinha enferma que estava acamada e precisava tomar banho não tendo quem o fizesse. No domingo o esposo e os filhos haviam programado um passeio a chácara da Família para um merecido descanso pois também o esposo e os filhos atuavam na comunidade em trabalhos pastorais … Entretanto …
Justo naquele domingo o Padre convocou os agentes de pastorais para um retiro espiritual e formação, a presença era obrigatória – avisou a coordenadora. Tristeza e desânimo naquela manhã de domingo, cheia de sol e de vida, a família guardou os apetrechos de lazer, roupas de banho para a piscina, varas de pescar, pois na chácara tinha um riozinho que dava bons peixes, a carne do churrasco, e seguiram para a comunidade logo cedo, onde o almoço foi um lanche comunitário em lugar do churrasco. Foi uma perda e tanto, algo morreu dentro deles naquele domingo … O amor pela comunidade e pela Igreja falou mais alto que suas necessidades de lazer, que ficaram para uma próxima oportunidade.
Essa renúncia e desapego, esse esvaziamento de si mesmo e aniquilamento, são as marcas características do Senhor, e que torna autêntica toda e qualquer ação dessa natureza. Essa linguagem e essa conduta, o mundo jamais compreenderá! Não tiremos a cruz de nossa vida, senão não haverá ressurreição …
Diácono José da Cruz

(11.2) – O QUE DOA SUA VIDA POR MIM A SALVARÁ!
Esta passagem, intimamente ligada ao anúncio da Paixão, contém o enunciado das condições para seguir a Jesus pelo novo caminho que se prepara para percorrer. O mestre não se limitou a mostrar a necessidade salvadora de seus próprios sofrimentos. Mas preparou também os discípulos para aceitar da mesma forma uma vida de provações. Para ilustrar este ensinamento, Lucas compôs em torno do tema uma espécie de antologia um tanto artificial de sentenças de Jesus.
Os verbos renunciar, carregar a cruz, seguir Jesus são sinônimos. Designam, cada um à sua maneira, em que consiste o essencial da vida cristã. Jesus está destinado ao escândalo da cruz e adverte os seus que não poderão subtrair-se a esta mesma sorte se continuam fiéis ao seu ensinamento. Por conseguinte, é preciso renunciar a toda segurança pessoal e aceitar os conselhos do Mestre.
Neste sentido, salvar sua vida equivale a abandonar o grupo de Jesus, considerado demasiado perigoso; perder sua vida é arriscá-la conservando a pertença ao grupo dos discípulos. Porém, esse risco não pode ser corrido em completa solidariedade com a pessoa de Jesus: “por causa de mim”. Assim termina para todo discípulo o mistério pascal: o que Jesus vive morrendo e ressuscitando se converte em condição de todos os seus discípulos a fim de que carreguemos nossa cruz para morrer e viver com ele.
Claretianos

(11.3) – A CRUZ DE CADA DIA
Deuteronômio 30, 15-20 – “escolhe, pois, a vida”
Nesta passagem da Escritura nós lemos que Deus, que nos criou com liberdade, nos propõe caminhos a seguir, mas nos recomenda o caminho melhor, contido nos seus mandamentos, leis e decretos. Por isso, vemos que a vida e a felicidade; a morte ou a desgraça é o destino do homem que aceita ou não caminhar nos mandamentos do Senhor Deus. A escolha que fizermos nos levará a vivermos a bênção ou a maldição. Deste modo, todos nós temos o mapa para descobrir o caminho da vida e da felicidade. A nossa própria vida se constitui uma prova da veracidade do que a Palavra nos afirma, e somos testemunhas disso quando caminhamos com Deus e seguimos a lei do amor, pois, apesar das dificuldades temos paz e esperança. Do contrário, sofremos desespero, angústia e aflição. A proposta do Senhor para nós é que O amemos e provemos isto, seguindo os Seus caminhos e guardando as Suas leis e os Seus decretos. E a recompensa que teremos será uma descendência numerosa e a Sua bênção durante o tempo em que caminharmos aqui na terra. Porém, o Senhor também nos adverte: “Não vivereis muito tempo na terra onde ides entrar”, significando isto que a nossa vida aqui na terra é passageira e que o tempo em que nós vivemos é o momento ideal para aceitarmos a Sua proposta. A hora é esta! É pegar ou largar!
– Como está a sua vida, seus sentimentos?
– Você tem paz ou aflição no coração?
– O que está lhe faltando?
– Você tem vivido na bênção ou na maldição?
– Você, tem certeza que já fez a opção certa?

Salmo 1 – “É feliz quem a Deus se confia!”
A felicidade é a necessidade primordial da nossa alma e o salmista nos ensina o caminho certo para alcançá-la: confiar em Deus! O homem e a mulher que confiam a sua vida ao Senhor e que vivem em função da Sua Lei, com certeza encontrarão a felicidade verdadeira. Deus é a fonte da bem-aventurança e quem se apoia Nele é comparado a uma árvore plantada à beira do rio, por isso, tem a garantia de uma existência promissora. Tudo o que empreender, prosperará e as suas obras permanecerão para sempre.

Evangelho – Lucas 9, 22-25 – “a cruz de cada dia”
Neste Evangelho Jesus nos propõe a segui-Lo, mas não esconde de nós as consequências que isto pode acarretar na nossa vida. Ele nos propõe a Cruz como exercício para nos livrar de nós mesmos (as), da nossa vontade fraca, da nossa acomodação e nos deixarmos ser entregues à vontade do Pai que para nós é a felicidade suprema. Portanto, a Palavra de Deus se realiza na medida em que nós a assumimos e, se Jesus nos manda tomar a Cruz e segui-Lo, não podemos continuar tentando ganhar o mundo inteiro apegados ao que temos e a quem somos, caminhando para a perdição. Com efeito, o seguimento de Jesus implica na renúncia total da nossa vontade humana que nos leva a desejar conseguir tudo com facilidade e sem muito esforço. Jesus veio ao mundo com uma missão definida e concretizou-a assumindo a Cruz a fim de que pudéssemos também imitá-Lo nos desafios da nossa vida. Por isso, antes de nos fazer a proposta para que O sigamos Jesus nos fala do que Ele próprio teria que passar: sofrimento, rejeição, morte, mas afinal no terceiro dia, a ressurreição. A ressurreição de Jesus é, para nós, no entanto, a maior mensagem de esperança, pois sabemos que se Deus o ressuscitou no terceiro dia depois da Sua Paixão e Morte, também nos ressuscitará depois que passarmos pela cruz e também pela morte, para uma vida de glória. Precisamos, portanto, fixar os nossos olhos no amanhã que virá e não somente no hoje que estamos enfrentando.
– O que você entende da proposta de Jesus para segui-Lo?
– O que você precisa renunciar para seguir a Jesus?
– O que significa para você tomar a sua cruz?
– Qual é a sua cruz?
– Você pode ser a cruz?
– Você, que não se aceita, que queria uma vida diferente! Pense nisto!
Helena Serpa

(11.4) – QUEM PERDER SUA VIDA POR CAUSA DE MIM, ESSE A SALVARÁ
Neste Evangelho, Jesus nos fala abertamente a respeito das perseguições que sofrerá, dos seus sofrimentos e morte, mas afirma que ressuscitará ao terceiro dia. E ele nos alerta que, se quisermos segui-lo, a nossa sorte será a mesma. Mas garante: “Quem perder sua vida por causa de mim, esse a salvará”.
Ser cristão não é título honorífico, mas tem um alto preço: “Se alguém me quer seguir, renuncie a si mesmo, tome sua cruz cada dia e siga-me”. Cada dia porque o importante é a perseverança nos pequenos atos e acontecimentos de cada dia, anos a fio. Os verbos renunciar, carregar a cruz e seguir a Jesus são sinônimos, como o são perder a vida e salva-la definitivamente.
Este é o segredo da quaresma: passar pela cruz para chegar à Páscoa; perder a vida para a ganhar, como Cristo e em plena solidariedade com ele. A ressurreição é um presente maravilhoso de Deus, mas tem um preço, que é o mesmo preço que Jesus pagou: a cruz, e a cruz até o fim, até a morte.
Como a nossa natureza é ferida pelo pecado, faz parte do seguimento de Jesus a renúncia a nós mesmos. Portanto, não é pouca renúncia; aliás é a maior renúncia que existe. Por outro lado, a recompensa não será pequena: a vida eterna, isto é, a vida sem fim com Deus e com a sua e nossa Família, numa felicidade também infinita.
Concluindo, Jesus nos motiva a segui-lo, apesar desses tropeços: “O que adianta ao homem ganhar o mundo inteiro, se se perde e se destrói a si mesmo?” Destrói-se a si mesmo porque sua vida abundante vai terminar na morte. Depois, será um eterno sofrimento.
Nós celebramos todos os anos a Páscoa, não é só para recordar e agradecer a Deus a redenção… O acontecimento, pela graça de Deus, se torna atual e a redenção, em seus efeitos, acontece novamente. Passado um ano, nós estamos em situação diferente, vivendo em contexto de vida, por isso precisamos ser novamente redimidos e transformados por Cristo.
Por isso que o batismo tem relevância na Páscoa. É um reassumir do nosso Batismo, com suas glórias e compromissos. A palavra penitência resume bem a caminhada quaresmal, porque é um esforço acentuado de vida nova e transformada pelo Evangelho.
Os três grandes sacramentos da renovação quaresmal são o Batismo, a Confissão e a Eucaristia, porque os três são eminentemente sacramentos pascais.
A nossa celebração da quaresma não consiste apenas no acréscimo de algumas devoções e exercícios de ascese. Somos parte de uma sociedade, e nela colaboramos em suas virtudes e pecados. Cada cristão que se santifica, santifica o mundo em volta de si.
Havia, certa vez, um senhor que morava no sertão, muito distante da cidade. Ele tinha um violino e gostava de tocá-lo. Mas o violino desafinou, e ele não tinha o diapasão, um instrumento que dá para o músico uma nota no tom natural, a fim de que, a partir dela ele afine o instrumento musical. Então o homem mandou uma carta para um radialista, de cujo programa ele gostava muito, pedindo que ele lhe desse, pelo rádio a nota “la”. Logo que recebeu a carta, o radialista tocou várias vezes a nota “la”, e o homem afinou o seu violino.
Quaresma é tempo de afinarmos o nosso violino com Cristo, nosso caminho, verdade e vida. O radialista que nos traz a nota é a Sagrada Escritura, interpretada de acordo com quem a escreveu, que é a Igreja.
O Papa Bento XVI, quando esteve em Aparecida, disse que a causa que leva um grande número de católicos brasileiros passarem para as outras religiões é a falta de catequese, especialmente catequese sobre a Igreja. Não podemos deixar de falar certas verdades sobre a Igreja, “para não ofender ninguém”.
Se estivermos junto com Maria Santíssima, ela não permitirá que morramos com o nosso violino desafinado, pois isto estragaria a beleza da orquestra do céu. Se tivermos alguma nota perdida, peçamos a ela que com certeza nos ajudará a encontrá-la.
Padre Antônio Queiroz

(16) – SE ALGUÉM QUER VIR APÓS MIM, NEGUE-SE A SI MESMO, E TOME CADA DIA A SUA CRUZ, E SIGA-ME
Hoje é a primeira quinta-feira da Quaresma. Ainda temos fresca as cinzas que a Igreja nos punha ontem sobre a testa, e que nos introduzia neste tempo santo, que é uma trajetória de quarenta dias. Jesus, no Evangelho, nos ensina duas rotas: o Via Crucis que Ele deve recorrer, e nosso caminho em seu seguimento.
Sua senda é o Caminho da Cruz e da morte, mas também o de sua glorificação: «E acrescentou: «O Filho do Homem deve sofrer muito, ser rejeitado pelos anciãos, pelos chefes dos sacerdotes e doutores da Lei, deve ser morto, e ressuscitar no terceiro dia» (Lc 9, 22). Nossa senda, não é essencialmente diferente da de Jesus, e nos assinala qual é a maneira de segui-lo: «Depois Jesus disse a todos: «Se alguém quer me seguir, renuncie a si mesmo, tome cada dia a sua cruz, e me siga» (Lc 9, 23).
Abraçado a sua Cruz, Jesus seguia a Vontade do Pai; nós, carregando a nossa sobre os ombros, o acompanhamos em sua Via Crucis.
O caminho de Jesus se resume em três palavras: sofrimento, morte, ressurreição. Nosso Sendero também é constituído por três aspectos (duas atitudes e a essência da vocação cristã): negarmos a nós mesmos, tomar cada dia a cruz e acompanhar a Jesus.
Se alguém não se nega a si mesmo e não toma a cruz, quer afirmar-se e ser o mesmo, quer «salvar sua vida», como diz Jesus. Mas, querendo salvá-la, a perderá. Em compensação, quem não se esforça por evitar o sofrimento e a cruz, por causa de Jesus, salvará sua vida. É o paradoxo do seguimento de Jesus: «De fato, que adianta um homem ganhar o mundo inteiro, se perde e destrói a si mesmo?» (Lc 9, 25).
Esta palavra do Senhor, que encerra o Evangelho de hoje, agitou o coração de Santo Inácio e provocou sua conversão: «Que aconteceria se eu fizesse o que fez São Francisco e isso que fez Santo Domingo?». Tomara que nesta Quaresma a mesma palavra nos ajude também a converter-nos!
Fray Josep Mª MASSANA i Mola OFM

COMEMORA-SE NO DIA 19/Fev

(5) – SÃO CONRADO DE PLACÊNCIA
Era casado e vivia na cidade de Placência, na Itália. Certo dia, em que estava caçando lebres e faisões, causou um incêndio acidental que provocou grandes danos. Em seguida ele fugiu para escapar à justiça. Ao saber que um inocente fora condenado em seu lugar, apresentou-se, confessou sua responsabilidade e ofereceu todos os seus bens para indenizar os prejuízos. Este gesto fez Conrado gastar todo seu dinheiro e ele acabou ficando pobre.
Mas ninguém conhece os caminhos do Senhor. O caçador incendiário ingressou num Convento, na Ordem Terceira de S. Francisco, abandonando a esposa, que também retirou-se para um mosteiro. Apesar destes gestos bruscos, Conrado era muito bom e piedoso.
Em 1343 chegou a Siracusa e estabeleceu-se na cidade de Noto. Escolheu como habitação uma cela ao lado da igreja do Crucifixo. A fama de sua santidade foi aumentando e comprometia a paz e o silêncio de que tanto gostava. Quando percebeu que as muitas visitas perturbavam sua vida de oração, frei Conrado levantou acampamento e foi humildemente para uma solitária gruta dos Pizzoni, que foi depois chamada de gruta de são Conrado.
Morreu a 19 de fevereiro de 1351. Frei Conrado foi sepultado entre as esplêndidas igrejas de Noto. Viveu 40 anos na oração e na penitência.
Reflexão:
São Conrado foi um homem decidido e profundamente marcado pelas ações radicais. Seu temperamento forte levou-o a abandonar a família, os bens e sua terra natal, para dedicar-se à oração e a contemplação dos mistérios de Deus. Tornou-se um místico. O exemplo de são Conrado convida-nos a buscar Deus de todas as maneiras. O desapego das coisas passageiras facilita o diálogo com o Pai e abre nosso coração para a caridade fraterna com o próximo.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SÃO GABINO
Gabino nasceu na Dalmácia, atual Bósnia, numa família da nobreza romana cristã, radicada naquele território. Na idade adulta, ele foi viver em Roma com a intenção de se aproximar da Igreja, mesmo sabendo dos sérios riscos que correria. Nesta cidade, ele se tornou senador e se casou. Com a morte da esposa, Gabino decidiu ser padre. Transformou sua casa numa igreja, consagrou a jovem filha Suzana, à Cristo, e a educou com a ajuda do irmão Caio, que já era sacerdote. Juntos, eles exerciam o apostolado em paz, convertendo pagãos, ministrando a comunhão e executando a santa missa, enfim fortificando a Igreja neste período de trégua das perseguições.
Segundo os registros encontrados, Gabino e os familiares, eram aparentados do imperador Diocleciano. Assim, quando o soberano desejou ter a filha de Gabino como nora, não conseguiu. Enviou até mesmo um emissário para convencer a jovem, que não cedeu, decidida a se manter fiel à Cristo, sendo apoiada pelo pai e o tio Caio, que fora eleito papa, em 283. O imperador ficou mais irritado do que já estava, devido as tensões que circundavam o Império Romano em crescente decadência. Decretou a perseguição mais severa registrada na História do Cristianismo, apontado como causador de todos os males. O parentesco com o soberano de nada serviu, pois o final foi trágico para todos.
Quando começou esta perseguição, verificamos pelos registros encontrados que o padre Gabino, não mediu esforços para consolar e amparar os cristãos escondidos. Enfrentou com serenidade o perigo, andando quilômetros e quilômetros a pé, indo de casa em casa, de templo em templo, animando e preparando, os fiéis para o terrível sacrifício que os aguardava. Montanhas, vales, rios, florestas, nada o impedia nesta caminhada para animar os aflitos. Foram várias as missas rezadas por ele em catacumbas ou cavernas secretas, onde ministrava a comunhão aos que seriam martirizados. Finalmente foi preso, junto com a filha, que também foi sacrificada.
Gabino foi torturado, julgado e como não renegou a fé, foi condenado à morte por decapitação. Antes da execução, o mantiveram preso numa minúscula cela sem luz, onde passou fome, sede e frio, durante seis meses, quando foi degolado em 19 de fevereiro de 296, em Roma.
Ele não foi um simples padre, mas sim, um marco da fé e um símbolo do cristianismo. No século V, sua antiga casa, que havia sido uma igreja secreta, tornou-se uma grande basílica. Em 738, o seu culto foi confirmado durante a cerimônia de traslado das relíquias de São Gabino, para a cripta do altar principal desta basílica, onde repousam ao lado das de sua santa filha.
No século XV, a basílica foi inteiramente reformada pelo grande artista e arquiteto Bernini, sendo considerada atualmente uma das mais belas existentes na cidade do Vaticano. A sua festa litúrgica ocorre no dia de sua morte.

(10) – S. BONIFÁCIO
Defensor dos pobres, especialmente dos doentes de lepra e cegueira, São Bonifácio era contra os nobres, os príncipes e os reis injustos.
Nasceu em 1188, na cidade de Bruxelas, e estudou na Universidade de Paris. Mais tarde, tornar-se-ia sacerdote e depois bispo de Lausanne. Possuidor de uma ampla visão histórica e espírito universalista, São Bonifácio era também um exímio professor e um ardoroso pregador.
De natureza humilde, conseguiu do papa Inocêncio IV a permissão para deixar o episcopado. Sempre fiel a Cristo, faleceu em 1265 e foi sepultado na Igreja de La Cambre.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

QUINTA-FEIRA DEPOIS DAS CINZAS
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Está ao alcance de cada um a vida e a felicidade ou a desgraça. É feliz quem confia em Deus e escolhe o caminho da vida, mesmo que encontre oposições e perseguições.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Clamei pelo Senhor, e ele me ouviu; salvou-me daqueles que me atacam. Confia ao Senhor os teus cuidados, e ele mesmo te há de sustentar (Sl 54, 17-20.23)

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Inspirai, ó Deus, as nossas ações e ajudai-nos a realizá-las, para que em vós comece e termine tudo aquilo que fizemos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A confiança em Deus nos leva a optar por sua proposta de salvação e apostar toda a nossa vida em Jesus, como seguidores dele.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
Convertei-vos, nos diz o Senhor, está próximo o reino de Deus! (Mt 4, 17).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. Iluminai, Senhor, a Igreja na vivência e no anúncio de vossa vontade.
AS: Senhor, conduzi-nos no caminho da vida.
2. Fortalecei nossa disposição de promover a vida e defender os mais vulneráveis.
3. Dai-nos coragem e perseverança no seguimento de Jesus Cristo.
4. Ensinai-nos a trabalhar pelo progresso e bem-estar da sociedade brasileira.
5. Inspirai na juventude o propósito de direcionar suas energias e criatividade para a construção do vosso reino.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, olhai com bondade as oferendas que colocamos neste altar, para que, alcançando-nos vossa misericórdia, glorifiquem o vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Criai em mim um coração puro, meu Deus, renovai em minha vida o espírito de firmeza (Sl 50, 12).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus todo-poderoso, vós nos abençoastes com este alimento celeste. Nós vos pedimos que ele seja sempre para nós fonte de perdão e salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.

E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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