Liturgia Diária 21/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
21/Fev/2015 (sábado)

O chamado de Levi

LEITURA: Isaías (Is) 58, 9b-14: O jejum que agrada a Deus
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
Assim fala o Senhor: 9b Se destruíres teus instrumentos de opressão, e deixares os hábitos autoritários e a linguagem maldosa; 10 se acolheres de coração aberto o indigente e prestares todo socorro ao necessitado, nascerá nas trevas a tua luz e tua vida obscura será como o meio-dia. 11 O Senhor te conduzirá sempre e saciará tua sede na aridez da vida, e renovará o vigor do teu corpo; serás como um jardim bem regado, como uma fonte de águas que jamais secarão. 12 Teu povo reconstruirá as ruínas antigas; tu levantarás os fundamentos das gerações passadas: serás chamado reconstrutor de ruínas, restaurador de caminhos, nas terras a povoar. 13 Se não puseres o pé fora de casa no sábado, nem tratares de negócios em meu dia santo, se considerares o sábado teu dia favorito, o dia glorioso, consagrado ao Senhor, se o honrares, pondo de lado atividades, negócios e conversações, 14 então te deleitarás no Senhor; eu te farei transportar sobre as alturas da terra e desfrutar a herança de Jacó, teu pai. Falou a boca do Senhor. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 86 (85), 1-2. 3-4. 5-6: Súplica na provação
11a Ensinai-me os vossos caminhos e na vossa verdade andarei.
1 Inclinai, ó Senhor, vosso ouvido, escutai, pois sou pobre e infeliz! 2 Protegei-me, que sou vosso amigo, e salvai vosso servo, meu Deus, que espera e confia em vós!
3 Piedade de mim, ó Senhor, porque clamo por vós todo o dia! 4 Animai e alegrai vosso servo, pois a vós eu elevo a minh’alma.
5 Ó Senhor, vós sois bom e clemente, sois perdão para quem vos invoca. 6 Escutai, ó Senhor, minha prece, o lamento da minha oração!

EVANGELHO: Lucas (Lc) 5, 27-32:
(5, 27-28: Vocação de Levi)
(5, 29-32: Refeição com os pecadores na casa de Levi)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 27 Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria. Jesus lhe disse: “Segue-me.” 28 Levi deixou tudo, levantou-se e o seguiu. 29 Depois, Levi preparou em casa um grande banquete para Jesus. Estava aí grande número de cobradores de impostos e outras pessoas sentadas à mesa com eles. 30 Os fariseus e seus mestres da Lei murmuravam e diziam aos discípulos de Jesus: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” 31 Jesus respondeu: “Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes. 32 Eu não vim chamar os justos, mas sim os pecadores para a conversão.” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Iniciamos a oração de hoje recordando algumas palavras do Papa Francisco na Mensagem para a Quaresma de 2015: “A Quaresma é sobretudo um ‘tempo favorável’ de graça (cf. 2 Cor 6, 2). Deus nada nos pede, que antes não no-lo tenha dado: ‘Nós amamos, porque Ele nos amou primeiro’ (1 Jo 4, 19). Ele não nos olha com indiferença; pelo contrário, tem a peito cada um de nós, conhece-nos pelo nome, cuida de nós e vai à nossa procura, quando O deixamos. Interessa-Se por cada um de nós; o seu amor impede-Lhe de ficar indiferente perante aquilo que nos acontece.”
Com o coração agradecido porque Deus nos ama e está conosco, pedimos que o Espírito Santo nos ajude a acolher e compreender a Palavra que vamos meditar. Repita algumas vezes a oração: Dai-nos, ó Pai, o vosso Espírito Santo!

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Leia o texto e procure compreender o que o texto diz em si. Leia novamente e se detenha em cada um dos personagens presentes no texto: Jesus, publicano Levi, pessoas da casa de Levi, grupo de publicanos e outras pessoas, fariseus, escribas…
Qual é o tema que perpassa o diálogo?
Quem é Levi?
O que significa preparar um banquete para Jesus?
Por que Jesus faz a opção pelos doentes, pelos pecadores?
Observe que o evangelista destaca claramente a profissão de Levi: um coletor de impostos e portanto, tido pelo povo como ladrão. Destaca também que Levi, prontamente, deixa tudo e segue Jesus. Outro elemento, é o questionamento dirigido mais uma vez aos discípulos de Jesus: “Por que comeis e bebeis com os publicanos e os pecadores?” Porém, é Jesus que dá a resposta, revelando sua missão de buscar, curar e salvar os que eram considerados excluídos da salvação.

A VERDADE (Refletir)
Qual é a mensagem do texto para minha vida?
Percebo relação do texto com a realidade que vivo?
Qual é o rosto de Jesus que o texto me revela?
Quais sentimentos o texto desperta em mim?
O que o texto tem a dizer para as diversas realidades vividas pela humanidade, hoje?
Tenha presente que todo processo de mudança, de conversão, parte de uma iniciativa divina. O próprio Deus nos chama à conversão. É a imagem do médico, citada por Jesus, que sai ao encontro dos doentes, dos excluídos, dos fracos e marginalizados. Ou o gesto de Jesus que se aproxima de Levi, passa em seu ambiente de trabalho de todos os dias, vê sua realidade e lhe faz um convite de esperança. Na prontidão de Levi em responder ao convide de Jesus, compreendemos que a salvação vai acontecendo na vida daqueles que se abrem para Deus e respondem aos seus apelos.
– Vocação é Deus chamando a gente para ser útil em algum serviço. Para que Deus me chamou?
– Pedimos a ajuda de Deus para cumprir nossa missão de discípulos missionários?
– Temos condições de fazer alguma coisa para as vocações específicas na Igreja?
– Fazemos nossa parte?
– Em ocasiões especiais fazemos festa. Mas pensamos também nas festas que devem acontecer dentro de nosso coração?

E a VIDA (Orar)
Em sua oração, apresente ao Senhor a prece que brotou em seu coração depois de ouvir a Palavra. Recorde de pessoas e realidades que você deseja que possam viver a experiência da libertação e da vida nova trazida por Jesus. Reze também a Oração da Campanha da Fraternidade 2015:
Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Em quais realidades você percebe a necessidade de uma pronta resposta aos apelos do Senhor?
O que você pretende fazer para que isso aconteça?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
Nós queremos afastar os pecadores da Igreja e isso é o maior erro que podemos cometer. Jesus acolhia todos os pecadores e pecadoras e comia com eles, sendo que muitas vezes como, por exemplo, no evangelho de hoje, os chamava para ser seus seguidores, e até mesmo apóstolos. A nossa prática, no entanto, está na maioria das vezes fundamentada na discriminação das pessoas por causa de determinados tipos de pecado, e isso faz com que sejamos iguais aos fariseus do tempo de Jesus, que discriminavam os pecadores, os expulsavam do Templo e consideravam impuras todas as pessoas que se relacionavam com eles. Devemos acabar com o farisaísmo que muitas vezes marca a Igreja na discriminação dos pecadores e termos a atitude da acolhida que Jesus tinha.

(6) – A MESA É SÍMBOLO DA COMUNHÃO
O olhar de Jesus sobre uma pessoa é como o olhar de Deus que vê o coração e perscruta a alma. Assim Jesus vê Levi sentado na coletoria de impostos. O banquete oferecido por Levi em sua casa é festa: por ter encontrado aquele por quem passaria a viver e por começar para ele uma nova etapa da vida, transformada pelo encontro com o Senhor. Os seus amigos estão presentes, um grande número de publicanos, reconhecidos pelos judeus praticantes como impuros, pecadores públicos, pessoas na casa de quem um justo não poderia entrar nem assentar-se à mesa, sob pena de tornar-se impuro. A mesa e a refeição são símbolos de amizade, comunhão, acolhida e antecipação do banquete escatológico. Eis a razão da murmuração dos escribas e fariseus. Mas não há quem Jesus não acolha nem quem não possa acolhê-lo. O amor de Deus, sua misericórdia, tem absoluta precedência em referência a qualquer regra, inclusive em relação às regras de pureza que excluem pessoas da comunhão com Deus, do convívio fraterno. É a presença do Senhor que purifica e santifica a todos, e integra-os na comunhão com Deus. O nosso texto é ocasião para afirmar, com clareza, a missão de Jesus.
Oração:
Jesus Mestre, Caminho, Verdade e Vida, vivei em mim para que eu viva em vós.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – ANTES DE CONDENAR ALGUÉM, AME-O E O ACOLHA
Antes de condenar alguém, ame-o e o acolha. Imitemos a Jesus, que não julga nem condena ninguém, Ele primeiro acolhe, ama e cuida de nós.
“Os que são sadios não precisam de médico, mas sim os que estão doentes” (Lucas 5, 31).
Amados irmãos e irmãs em Nosso Senhor Jesus Cristo, os fariseus reclamam e murmuram contra Jesus porque Ele come e bebe com os cobradores de impostos e com pessoas tidas como pecadoras.
Os fariseus afirmam que se Jesus fosse tão puro, tão santo, não se misturaria com esse tipo de pessoa. Mas deixe-me dizer uma coisa a você: é para os pecadores como eu, você e todos os pecadores deste mundo que Jesus veio. Ele veio para restaurar o mundo em que vivemos das consequências do pecado.
Para Jesus não há preconceito nem discriminação, Ele não faz acepção de pessoas. Ele não acha ninguém melhor do que ninguém. Ele se mistura com os pecadores e não com seus pecados. O Senhor combate os erros e os pecados, mas não combate os pecadores.
Contudo, Jesus trata de forma mais severa aqueles que só veem os pecados do outro, mas não são capazes de enxergar os próprios pecados. Jesus é o médico divino, Ele veio cuidar da raiz do pecado em nossa vida.
Desculpe-me, mas se você tem vergonha e receio de se aproximar de alguém porque ele é um grande pecador, Jesus não o tem e se você faz acepção de pessoas, Jesus não a faz. Se você se considera melhor do que os outros, pode ser que você seja o último e o outro fique em primeiro lugar no coração de Deus.
Quem se abre para a misericórdia de Deus se deixa ser banhado por esse bálsamo divino que lava, purifica, renova e refaz as estruturas. Quando somos tomados pela misericórdia de Deus, nós não julgamos os outros. Primeiramente, olhamos para nós mesmos e reconhecemos nossas próprias fraquezas e pecados e, depois, oferecemos aquilo que fazemos por aqueles que estão no pecado ou longe do caminho de Deus.
O coração de Jesus não julga nem condena ninguém, Ele primeiro acolhe, ama e cuida. A Igreja, como o coração de Jesus, é o lugar em que os pecadores e cada um de nós devemos estar, nós que precisamos desse bálsamo para restaurar o amor de Deus em nós.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – CONVIDADOS À CONVERSÃO
A proximidade de Jesus com os cobradores de impostos e os pecadores era mal vista pelos fariseus e mestres da Lei. Por malevolência, faziam juízos apressados a respeito dele, de forma a levá-lo a perder a credibilidade, tanto diante dos discípulos quanto diante das multidões que o procuravam. Não existe melhor meio de “queimar” alguém, do que levantar suspeitas sobre sua vida moral. No fundo, este era o ponto visado pelos adversários de Jesus: quem se mistura com os pecadores, assim pensavam, só pode ser do mesmo calibre deles.
Entretanto, conviver com os pecadores e excluídos fazia parte da pedagogia de Jesus, a fim de levá-los a converter-se ao Reino. A solidariedade com os pecadores não se estendia aos pecados que cometiam. Era preciso também alertá-los para que banissem de suas vidas tudo quanto os afastava de Deus.
Jesus acreditava, com todas as forças de seu coração, na possibilidade de conversão do coração humano. Por isso, empregava todos os meios disponíveis para atrair os pecadores para Deus, mesmo correndo o risco de ser vítima da maledicência de seus adversários. Menosprezando as críticas alheias, importava mostrar aos pecadores a possibilidade de uma vida fundada na misericórdia e na justiça. O caminho escolhido por Jesus foi o da solidariedade, que revela como cada um de nós é tratado por Deus.
Oração:
Pai, estou certo de que, mesmo sendo pecador, sou amado por ti, e posso contar com a tua solidariedade, que me descortina a misericórdia e a justiça como jeito novo de ser.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Não vim chamar os justos [para a conversão], mas sim os pecadores para a conversão” (Lc 5, 32).
Com frequência lemos esta frase de Jesus com certo incômodo.
Ele não veio para os justos e os pecadores?
Ele não veio para ricos e pobres?
Ele não veio para os judeus e não judeus?
Então como poderíamos entender que Ele não veio para os justos?
Este mal-entendido logo se desfaz quando compreendemos bem o que Jesus quis dizer.
Ele não veio chamar para a conversão os que já estão convertidos e vivem conforme a vontade de Deus. Assim, Sua Mãe, que já vivia em plena santidade, não foi chamada por Jesus para a conversão. Mas Ele chamou à conversão um homem que vivia no pecado, Levi, porque exercia uma profissão que explorava o Povo Eleito. Jesus o converteu no momento em que o chamou, estando ele sentado na coletoria.
Para demonstrar sua alegria pelo chamado de Jesus à sua conversão, Levi deu um grande banquete, para o qual convidou seus amigos da antiga profissão: eram todos cobradores de impostos, pecadores públicos para a opinião geral. Mais ainda para os fariseus aquilo era um escândalo. Eles não têm coragem de falar diretamente com Jesus, mas murmuram diante de seus discípulos: “Por que vós comeis e bebeis com os cobradores de impostos e com os pecadores?” (Lc 5, 30c).
Jesus lhes responde que precisamente entre os pecadores era que se sentia em casa. Foi para eles que o Pai o enviou ao mundo. Foi por isto que o Pai escolheu o nome que deveria ter, já antes de seu nascimento: Ieshua, Salvador. E neste mundo sempre houve e haverá pecadores. Portanto o mundo, em todos os lugares e épocas precisa de Jesus Cristo para os perdoar e levar ao Pai.
Nós estamos neste mundo, somos pecadores e somos chamados por Jesus, pela misericórdia e amor de Deus. Nossa alegria na conversão deve ser a mesma que acontece no céu toda vez que um pecador se converte: “[…] haverá alegria no céu por um pecador que se arrepende, mais do que por noventa e nove justos que não necessitam de arrependimento” (Lc 15, 7).
Nesta Quaresma, portanto, vamos sentir a grande alegria de nosso retorno a Deus, depois da última confissão que fizemos.
Padre Valdir Marques

(10) – E ELE, DEIXANDO TUDO, LEVANTOU-SE E SEGUIU-O
Escutar Cristo e adorá-Lo leva a fazer opções corajosas, a tomar decisões por vezes heroicas. Jesus é exigente porque deseja a nossa felicidade autêntica; e chama alguns a deixarem tudo para O seguirem na vida sacerdotal ou consagrada. Quem sente este convite não tenha receio de Lhe responder «sim», e ponha-se generosamente no seu seguimento. Mas, além das vocações de especial consagração, existe também a vocação própria de cada batizado: também ela é uma vocação àquela «medida alta» da vida cristã ordinária que se expressa na santidade (cf Novo millennio ineunte, 31). […]
São tantos os nossos contemporâneos que ainda não conhecem o amor de Deus, ou procuram encher o seu coração com sucedâneos insignificantes. É urgente, por conseguinte, sermos testemunhas do amor contemplado em Cristo. […] A Igreja precisa de testemunhas autênticas para a nova evangelização: homens e mulheres cuja vida seja transformada pelo encontro com Jesus; homens e mulheres capazes de comunicar esta experiência aos outros. A Igreja precisa de santos. Todos somos chamados à santidade, e só os santos podem renovar a humanidade.
São João Paulo II (1920-2005)

(11.1) – EU NÃO VIM CHAMAR OS JUSTOS, MAS SIM OS PECADORES PARA A CONVERSÃO
Deus tem um projeto de vida plena, destinado a cada um de nós! Ele quer que nós experimentemos uma vida nova no seguimento a Jesus! Todos estão incluídos neste querer de Deus! É um engano pensar que somente os bons são chamados a seguir Jesus, todos são chamados, Deus não faz restrição de pessoas! O que vale para Deus, é o “sim” que se dá ao seu chamado, pois no coração de quem diz “sim” a Ele, já houve transformação, afinal, ninguém aceita o chamado de Deus, sem estar disposto a mudar de vida!
O evangelho de hoje, narra o encontro de Jesus com um cobrador de imposto, um homem discriminado: “Jesus viu um cobrador de impostos, chamado Levi, sentado na coletoria de impostos.” Jesus disse: “Segue-me.” Jesus viu o homem “Levi” e não o seu pecado!
Atraído pela proposta de Jesus, Levi, que passou a ser chamado de Mateus, abandona todos os seus projetos pessoais, projetos que visavam somente os bens materiais, para aderir ao projeto de vida plena anunciado por Jesus!
Os cobradores de impostos, não eram aceitos pelo povo, eram considerados impuros por praticarem atos ilícitos, ou seja, por cobrarem impostos injustos. Por este motivo, os fariseus se escandalizaram quando Jesus chamou Levi, (Mateus) para segui-lo e mais escandalizados ficaram, quando Jesus vai à sua casa e senta-se à mesa com ele e com os demais cobradores de impostos.
Para Jesus, o que é decisivo, não é o cumprimento de leis, de regras e sim, o estar disposto a mudar de vida, o aceitar a sua proposta de vida nova.
Hoje, a realidade nos mostra uma multidão de pessoas doentes da alma, irmãos nossos, que se enveredam por caminhos contrários, que se dispersam na vida, por falta de estímulo, por não se sentirem amados. E quantos de nós, que dizemos seguidores de Jesus, viramos as costas para estes irmãos, ao invés de ajudá-los a retomarem o caminho da vida, distanciamo-nos cada vez mais da sua verdadeira origem!
Todas as vezes que ignoramos um de nossos irmãos, que destacamos o seu ponto fraco, escandalizando-o diante do outro, estamos contribuindo para que ele se perca cada vez mais, um sinal de que ainda não aprendemos a olhar o outro com o olhar misericordioso de Jesus!
Ao contrário de Jesus, nós temos a tendência de julgar o outro pela aparência, pelo tipo de trabalho que ele exerce, pelos lugares que ele frequenta, não enxergamos a pessoa na sua essência!
Jesus, ao contrário de nós, enxerga a “pessoa” e não o seu defeito! A divisão entre o bem e o mal, que para nós é clara, para Jesus não existe, pois para Jesus, estar em pecado é estar doente e o que um doente necessita, não é de um juiz, e sim, de um médico, uma vez curada a sua doença, a pessoa retoma a vida!
Abandonemos a nossa postura de Juiz e nos tornemos médicos de almas, caminho de conversão para aqueles que se perderam na vida.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olivia Coutinho

(11.2) – DEIXANDO TUDO, ELE O SEGUIU!
Esta passagem descreve o alimento que reúne Jesus, seus discípulos e alguns pecadores, imediatamente depois do chamado de Mateus. Afirma-se que o próprio Mateus havia organizado o banquete e Lucas esclarece que o fez com solenidade.
Alguns fariseus se escandalizaram ante os discípulos pelo fato do Mestre se sentar à mesa com os pecadores. Jesus declara então que ele veio para os enfermos e pecadores e não para os sadios e justos.
Jesus pensa, sem dúvida, nesses “justos” que são incapazes de transcender a noção de justiça para chegar a reconhecer a misericórdia de Deus. Sua atitude lembra a dos trabalhadores da vinha que reclamaram pelo pagamento em relação aos que trabalharam menos, ou a do filho mais velho, zeloso pela bondade do pai para com o filho pródigo, que naquele momento mais necessitava; ou a do fariseu que se ufana de pagar com justiça o dízimo das mínimas coisas, porém despreza o recurso do publicando à misericórdia.
Jesus opõe então o que é a justiça do homem e a justiça baseada na misericórdia. Lembra que os profetas já haviam rejeitado o valor dos ritos, declarando-os inclusive totalmente nulos em proveito de uma fé baseada no amor e na misericórdia.
Os novos discípulos de Jesus devem anunciar o reino a partir do critério fundamental da inclusão, sobretudo a respeito de quem foi marginalizado pelas lideranças e pelas estruturas sociais, políticas e religiosas.
Claretianos

(11.3) – RECONHECER A NOSSA CONDIÇÃO DE PECADOR
Isaías 58, 9-14 – “a Deus o que é de Deus e ao mundo o que é do mundo”
A partir das nossas ações o mundo pode ser reconstruído e, assim, podemos desfrutar da herança dos justos. O profeta Isaías descreve para nós as condições para que isso possa acontecer. Todos os “ses” aqui expostos são ações que nos levam a uma conversão verdadeira e, por conseguinte, a uma vida frutuosa colaborando na construção de um mundo melhor. As coisas boas podem acontecer dependendo também de que as nossas ações sejam boas. “Se destruíres os instrumentos de opressão, os hábitos autoritários e a linguagem maldosa”; “se acolheres de coração”; e muitas outras recomendações ele nos faz a fim de que as nações sejam restauradas e as gerações encontrem a paz. Depende de cada um de nós, das nossas intenções e sempre existirá um se, como condição para que haja o bem e não o mal. A partir do nosso acolhimento às Suas instruções, o Senhor também nos promete fazer com que a nossa luz brilhe nas trevas e que a nossa vida obscura seja como um dia claro. Assim sendo, Ele nos conduzirá e saciará a nossa sede na aridez da nossa vida renovando a potência do nosso corpo. A leitura nos exorta ainda a que saibamos dar ao Senhor o lugar que é d’Ele deixando de lado os negócios, as atividades e as conversações, quando for o dia a Ele consagrado. Portanto, é dando a Deus o que é de Deus e ao mundo o que é do mundo que podemos ser homens e mulheres ajustados (as) ao plano do Pai.
– Como têm sido as suas ações nos seus relacionamentos familiares e sociais?
– Você tem falado “mal” de alguém?
– Você se sente no direito de humilhar as pessoas mais simples, mais pobres?
– Se você melhorar você acha que o mundo também irá melhorar?

Salmo 85 – “Ensinai-me os vossos caminhos e, na vossa verdade, andarei!”
Precisamos sempre estar suplicando ao Senhor que a Sua verdade nos oriente na nossa caminhada. Não podemos querer prosseguir sozinhos (as) no nosso dia a dia, mesmo que estejamos bem de saúde, de dinheiro, de amizades. Sempre seremos seres dependentes do auxílio e da proteção do Senhor que nos fez e nos criou. Confiando na bondade de Deus, devemos a todo o momento invocar o Seu nome porque sem Ele seremos sempre além de pobres, infelizes.

Evangelho – Lucas 5, 27-32 – “reconhecer a nossa condição de pecador”
Jesus Cristo veio ao mundo para nos revelar o grande amor do Pai por cada um de nós e nos fazer participar do reino dos céus cuja porta é a Sua Misericórdia. E a maior condição para que possamos usufruir da misericórdia de Deus é justamente a de nos sentirmos pecadores e necessitados de perdão. A cada um a quem Jesus diz, “segue-me”, Ele dá oportunidade de conversão e de vida nova. Os fariseus, no entanto, não entendiam assim, pois queriam ser justos com suas próprias forças. O grande segredo de Levi (Mateus), cobrador de impostos, pecador público foi o de reconhecer a sua condição de miséria e mesmo sendo considerado “um caso sem jeito” acolheu o convite de Jesus e O seguiu. Quando caminhamos aqui na terra seguindo as concepções do mundo, isto é, de como a maioria das pessoas pensam e agem, a Palavra de Deus nos confunde porque fala justamente o avesso do que todos pregam. Ao contrário do que todos nós imaginamos, Jesus vem nos dizer que não veio chamar os justos, mas os pecadores e é a estes que Ele procura. Portanto, precisamos nos reconhecer a nossa condição de pecador para que Jesus também nos diga: “segue-me” Assim, Ele nos dará oportunidade de conversão e de vida nova. Assim também Jesus nos diz: “os que são sadios não precisam de médicos, mas sim os que estão doentes!” A nossa necessidade de conversão é perene e nós nunca podemos nos contentar com o que já progredimos. A cada dia precisamos ouvir o chamado do Senhor, necessitamos recebê-Lo na nossa casa e sentarmo-nos à mesa com Ele. Quanto mais reconhecermos a nossa enfermidade mais teremos Jesus como médico da nossa alma e conseguiremos a cura do nosso coração.
– Você também se considera doente e necessitado (a) de salvação e de cura?
– Você já experimentou levar Jesus para sua casa e apresentá-Lo à sua família e aos seus amigos?
– Os seus amigos são também doentes como você?
– Há alguém que você conheça que é considerado pelo mundo como um caso sem jeito?
Convide-o para cear com Jesus na sua casa.
Helena Serpa

(11.4) – A ALEGRIA DE MATEUS
Um cobrador de impostos deveria ser uma pessoa bem triste, de um lado era usado pelo sistema Imperialista para arrecadar valores, e de outro, eram odiados pela maioria do povo e pela liderança dos Judeus que viam neles pessoas inescrupulosas, exploradoras e que roubavam do povo pobre e dos pequenos lavradores uma vez que, eram eles que faziam suas próprias comissões. Basta aqui lembrar de Zaqueu, que após a experiência com Jesus, se mostrou disposto a restituir até quatro vezes mais, tudo o que tinha roubado…
A verdade é que, viver dessa maneira, embora se possa ter fartura de bens materiais, acaba sendo triste porque se tem poucos amigos (os da mesma laia) não se tem auto estima, não se pode contar com uma amizade sincera. Quando Jesus passou por Levi, que era o nome de Mateus, o olhou de um modo especial, não era um olhar de ódio como os demais Judeus, nem um olhar acusador que o maldiz… Mas era um olhar amigo que manifestava um amor e um afeto gratuito e incondicional.
Mateus sentiu isso, viu algo diferente em Jesus, senão não seria louco de o seguir, pois poderia cair em uma armadilha. Interessante porque Mateus deixa de lado naquele momento, algo que supostamente lhe dava felicidade, conforto e bem estar material, mas não o fazia feliz enquanto pessoa. Percebeu que aquele homem que o chamava tinha uma proposta inédita, talvez fosse sofrer prejuízos em sua economia, mas havia algo que aquele Homem poderia lhe oferecer, e que o faria realizar-se como pessoa, tendo a partir de então uma nova perspectiva que o dinheiro dos impostos não conseguia lhe dar.
O mesmo se pode dizer hoje do consumismo, que de maneira ilusória pode nos dar tudo, mas não nos pode fazer feliz porque Segurança e Felicidade só encontramos no Senhor.
Está explicado porque Mateus correu preparar um grande banquete para Jesus em sua casa. Ele queria comemorar a Vida nova que recebera de Jesus naquele simples chamado. Mas aí surgiu um problema … os amigos que convidara para a festa especial, eram todos da mesma laia que ele. Possivelmente foi este o primeiro trabalho de evangelização do mais novo discípulo, o evangelho não menciona, mas quem sabe quantos que estavam ali, vendo o entusiasmo de Mateus e a sua alegria incontida, e conhecendo de perto Jesus de Nazaré, que sentou na mesa com eles, comeu, bebeu e se divertiu … não tiveram suas vidas transformadas…
Se Jesus mantivesse a compostura de um Judeu Fiel, jamais iria chamar Mateus para integrar o grupo dos discípulos, e muito menos iria a casa dele, um ambiente mal frequentado, por gente impura e inimigos do seu povo. É isso que os Fariseus e os Escribas não compreendem … pois no modo de pensar deles, Deus só se relaciona e traz a Salvação aos que o obedecem e cumprem a Lei de Moisés. Nem notaram que Deus estava bem ali, ao lado deles, e que a sua Misericórdia e amor pelos pecadores era a maior de todas as novidades que os homens poderiam esperar…
Qual é o Jesus que está em nossas comunidades?
O moralista ou Aquele que é todo amor e misericórdia, e que sabe acolher a todos, mesmo os piores pecadores…
Diácono José da Cruz

(16) – EU NÃO VIM CHAMAR OS JUSTOS, MAS, SIM, OS PECADORES
Hoje vemos como avança a Quaresma e a intensidade da conversão a que o Senhor nos chama. A figura do apóstolo e evangelista Mateus é muito representativa daqueles que podemos chegar a pensar que por causa do nosso histórico, ou pelos pecados pessoais ou por situações complicadas, é difícil que o Senhor repare em nós para colaborarmos com Ele.
Pois bem, Jesus Cristo, para nos tirar de toda a dúvida põe-nos como primeiro evangelista um cobrador de impostos Levi, a quem diz sem rodeios: «Segue-me» (Lc 5, 27). Fez, com ele exatamente o contrário daquilo que a mentalidade “prudente” poderia esperar. Hoje procuramos ser “politicamente corretos”, Levi – pelo contrário – vinha de um mundo que tinha repulsa pelos seus compatriotas, pois consideravam-no, apenas por ele ser publicano, colaboracionista dos romanos e possivelmente fraudulento com as “comissões”, o que afogava os pobres ao cobrar-lhes os impostos, enfim, um pecador público.
Aos que se consideravam perfeitos não se lhes passava pela cabeça que Jesus não apenas os chamaria a segui-lo, nem muito menos apenas a sentarem-se à mesma mesa.
Mas com esta atitude, ao escolhe-lo, Nosso Senhor Jesus Cristo diz-nos que é mais deste tipo de gente de quem gosta de se servir para estender o seu Reino; escolheu os malvados, os pecadores, e os que não se consideram justos: «Para confundir os fortes, escolheu os que são débeis aos olhos do mundo» (1 Cor 1, 27). São estes os que necessitam de médico, e sobretudo, são eles os que compreenderão que os outros o necessitam.
Devemos pois evitar pensar que Deus quer expedientes limpos e imaculados para O servir. Este expediente apenas o preparou para a Nossa Mãe. Mas para nós, sujeitos da salvação de Deus e protagonistas da Quaresma, Deus quer um coração contrito e humilhado. Precisamente, «Deus escolheu-te débil para te dar o seu próprio poder» (Sto. Agostinho). Este é o tipo de gente que, como diz o salmista, Deus não menospreza.
Rev. D. Joan Carles MONTSERRAT i Pulido

COMEMORA-SE NO DIA 21/Fev

(5) – SÃO PEDRO DAMIÃO
O Santo deste dia é venerado como Doutor da Igreja, já que, pela doutrina e amor à Igreja, testemunhou sua vida de santidade.
São Pedro Damião nasceu em Ravena em 1007. Teve uma infância sofrida devido à morte dos pais. Mais tarde foi acolhido pelo irmão mais velho até entrar na vida religiosa pela Ordem Camaldulense. São Pedro Damião lutou para reformar a vida religiosa, lutando contra a venda dos privilégios eclesiásticos e contra o concubinato.
Pedro Damião dirigiu e fundou um grupo de mosteiros que seguiam, com certas variações, a reforma camaldulense. Trabalhou incansavelmente para devolver à vida religiosa seu sentido de consagração total a Deus, na solidão e penitência.
A partir de 1046 foi levado a trabalhar para a santificação de toda a Igreja de Cristo e começou a se tornar grande sua fama de santidade.
Foi ordenado bispo e cardeal de Óstia, perto de Roma, de onde auxiliou muitos papas. Foi legado do Pontífice Gregório VII, visitador dos mosteiros, escritor, conselheiro, libertando a Igreja de seus vínculos temporais. Sua extensa obra teológica fez o Papa Leão XII reconhecê-lo com o título de doutor da Igreja.
Reflexão:
São Pedro Damião nos ensinou a amar a Igreja de Jesus e ensinar as verdades do Evangelho. Nunca aceitou a corrupção e propôs reformas profundas para a vida religiosa. Que este exemplo de vida conduza-nos também para uma vida de honestidade e luta pela transformação da sociedade, denunciando toda corrupção e injustiça que possa ferir a dignidade humana.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

SÁBADO DEPOIS DAS CINZAS
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Jesus provoca escândalo entre os “puros” ao acolher os pecadores. A opção pelos desprezados existe desde os tempos dos profetas e é reafirmada pelo Filho de Deus.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Atendei-me, Senhor, na vossa grande misericórdia; olhai-nos, ó Deus, com toda a vossa bondade (Sl 68, 17).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus eterno e todo-poderoso, olhai com bondade a nossa fraqueza e estendei, para proteger-nos, a vossa mão poderosa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
O caminho para Deus é o fim de toda opressão e a solidariedade aos excluídos, para que possam fazer a experiência do Senhor em sua vida.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a vós, Senhor Jesus, primogênito dentre os mortos!
Não quero a morte do pecador, diz o Senhor, mas que ele volte, se converta e tenha vida (Ez 33, 11).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. A fim de que a Igreja sempre siga os passos de Jesus na busca e acolhimento de pobres e pecadores, rezemos.
AS: Senhor, escutai-nos e atendei-nos.
2. A fim de que as atitudes opressivas se convertam em disposição para a paz e a harmonia, rezemos.
3. A fim de que cresça na sociedade a justiça como fruto do esforço e empenho de cada um, rezemos.
4. A fim de que os missionários sejam fortalecidos na evangelização dos povos, rezemos.
5. A fim de que os que deixam tudo para seguir o Mestre sejam fiéis e perseverantes, rezemos.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, este sacrifício de louvor e de reconciliação e fazei que, por ele purificados, vos ofereçamos o afeto de um coração que vos agrade. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Eu quero a misericórdia e não o sacrifício, diz o Senhor; não vim chamar os justos, e sim os pecadores (Mt 9, 13).

Oração depois da Comunhão
Fazei, ó Deus, que este pão celeste, sacramento para nós na vida terrena, seja um auxílio para a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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