Liturgia Diária 22/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
22/Fev/2015 (domingo)

Convertei-vos e crede na Boa-Nova!

LEITURA: Gênesis (Gn) 9, 8-15: A nova ordem do mundo
Leitura do Livro do Gênesis:
8 Disse Deus a Noé e a seus filhos: 9 “Eis que vou estabelecer minha aliança convosco e com vossa descendência, 10 com todos os seres vivos que estão convosco: aves, animais domésticos e selvagens, enfim, com todos os animais da terra, que saíram convosco da arca. 11 Estabeleço convosco a minha aliança: nenhuma criatura será mais exterminada pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra”. 12 E Deus disse: “Este é o sinal da aliança que coloco entre mim e vós, e todos os seres vivos que estão convosco, por todas as gerações futuras. 13 Ponho meu arco nas nuvens como sinal de aliança entre mim e a terra. 14 Quando eu reunir as nuvens sobre a terra, aparecerá meu arco nas nuvens. 15 Então eu me lembrarei de minha aliança convosco e com todas as espécies de seres vivos. E não tornará mais a haver dilúvio que faça perecer nas suas águas toda criatura”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 25 (24), 4bc-5ab.6-7bc.8-9: Súplica no perigo
10 Verdade e amor, são os caminhos do Senhor.
4b Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, 4c e fazei-me conhecer a vossa estrada! 5a Vossa verdade me oriente e me conduza, 5b porque sois o Deus da minha salvação.
6 Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! 7b De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia 7c e sois bondade sem limites, ó Senhor!
8 O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. 9 Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

LEITURA: Primeira Carta de Pedro (1 Pd) 3, 18-22: A ressurreição e a descida à mansão dos mortos
Leitura da Primeira Carta de São Pedro:
Caríssimos: 18 Cristo morreu, uma vez por todas, por causa dos pecados, o justo, pelos injustos, a fim de nos conduzir a Deus. Sofreu a morte, na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espirito. 19 No Espírito, ele foi também pregar aos espíritos na prisão, 20 a saber, aos que foram desobedientes antigamente, quando Deus usava de longanimidade, nos dias em que Noé construía a arca. Nesta arca, umas poucas pessoas – oito – foram salvas por meio da água. 21 À arca corresponde o batismo, que hoje é a vossa salvação. Pois o batismo não serve para limpar o corpo da imundície, mas é um pedido a Deus para obter uma boa consciência, em virtude da ressurreição de Jesus Cristo. 22 Ele subiu ao céu e está à direita de Deus, submetendo-se a ele anjos, dominações e potestades. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 1, 12-15:
(1, 12-13: Tentação no deserto)
(1, 14-15: Jesus inaugura sua pregação)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 12 O Espírito levou Jesus para o deserto. 13 E ele ficou no deserto durante quarenta dias, e ali foi tentado por Satanás. Vivia entre os animais selvagens, e os anjos o serviam. 14 Depois que João Batista foi preso, Jesus foi para a Galileia, pregando o Evangelho de Deus e dizendo: 15 “O tempo já se completou e o Reino de Deus está próximo. Convertei-vos e crede no Evangelho!” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Celebrando hoje o primeiro domingo da quaresma, nos encontramos diante do convite de Jesus: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova”. O anúncio da Boa-Nova começa justamente por “convertei-vos”, e não por “alegrai-vos”. Converter-se é voltar o olhar, o coração, a vida toda para Jesus. Confiemos na presença do Espírito Santo. O mesmo Espírito que fez Jesus sair para o deserto, nos conduz e fortalece na nossa caminhada quaresmal. Rezemos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Primeiro momento: leia o texto acolhendo cada palavra em seu coração.
Leia novamente com calma, fazendo pequenas paradas para repetir a palavra que chama a sua atenção durante a leitura.
Qual é a temática do texto?
Quais são as palavras ditas por Jesus?
O que nos lembra o deserto?
Qual é a experiência que Jesus vive no deserto?
O que quer dizer “o Reino de Deus está próximo”?
Para a compreensão do texto, vamos ter presente que não é com a finalidade de ser tentado que Jesus vai para o deserto. Para o evangelista, o deserto é o lugar da proximidade com Deus. Também a convivência com os animais selvagens e os anjos que o servem mostram essa proximidade. Diante das tentações, Jesus revela que seu único querer é fazer a vontade do Pai. A Boa-Nova no texto, não é somente anunciada, mas realizada, pois Jesus é o Reino. E diante da proximidade do Reino, a atitude esperada é a conversão.

A VERDADE (Refletir)
Silencie e procure perceber o que o texto diz para sua vida.
Qual foi a palavra que encontrou maior sintonia com os apelos do seu coração?
Deixe a Palavra de Deus encontrar espaço em sua vida. Examine sua consciência, reveja suas ações, confronte suas atitudes com a mensagem de Jesus.
O que compreendo por tentações?
Como ecoa em mim as palavras de Jesus: “Convertei-vos e crede na Boa-Nova”?
O texto nos mostra o caminho a ser percorrido durante este tempo litúrgico: acolher a Boa-Nova do Reino, que é o próprio Cristo, e viver em contínua conversão, voltando-nos, mente, vontade e coração para o Senhor.
– Este convite à conversão e a crer lhe diz alguma coisa de extraordinário?
– O que significa para mim a palavra conversão?
– Lembra-me o que de especial?
– Como posso fortalecer minha fé?
O Espírito Santo conduzia Jesus. Como é bom deixar-se guiar pelo Espírito de Deus!

E a VIDA (Orar)
Peça ao Senhor a graça de viver com profundidade este tempo de graça que a liturgia nos apresenta. A graça do encontro com o Pai misericordioso. A graça do despojamento, da humildade, da simplicidade do coração. A graça da conversão pessoal. Reze também pela Igreja que vive a Campanha da Fraternidade.
Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Recolha em poucas palavras o apelo que você sentiu para colocar em prática durante o dia.
O que me proponho a viver?
Como vou atingir este propósito?

REFLEXÕES

(5) – ESTABELECER A PAZ
Aliança para a paz
Quando entra em Jerusalém, o Senhor chora sobre a cidade: “Ah! Se neste dia também tu conhecesses a mensagem de paz” (Lc 19, 42).
Na primeira leitura lemos que Deus faz aliança com Noé e coloca seu arco no céu. É o arco-íris que lembra o arco de guerra. Deus quer a paz (Gn 9, 13).
No Natal os Anjos cantam aos pastores: “Glória a Deus nas alturas e paz na terra aos homens que Ele ama” (Lc 2, 14). Paulo exclama: “Deixai-vos reconciliar” (2 Cor 5, 20).
O Messias veio para trazer a paz e a reconciliação. Chamamos de Quaresma (40 dias) esse tempo de preparação para a Páscoa para viver a reconciliação pela Morte e Ressurreição do Senhor.
As leituras nos levam a perceber a aliança que Deus fez durante a história da salvação para culminar com a aliança selada com o sangue do Filho.
A salvação chega a nós e é explicada através de muitos símbolos. Na leitura sobre o dilúvio entendemos que as águas nos purificam e a arca simboliza o batismo que hoje é nossa salvação como nos explica Pedro (2 Pd 3, 21).
Neste quadro de aliança, surge a questão da tentação. É bom ser tentado, como nos diz S. Agostinho: “Enquanto somos peregrinos neste mundo, não podemos estar livres de tentações, pois é através delas que se realiza nosso progresso e ninguém pode conhecer-se a si mesmo sem ter sido tentado. Ninguém pode vencer sem ter combatido, nem pode combater se não tiver inimigo e tentações” (CCL 39, 766).
As tentações de Cristo nos animam a não temermos. Ele foi realmente tentado, como nós. “Ele nos representou em sua pessoa quando quis ser tentado… Em Cristo tu eras tentado, porque Ele assumiu tua condição humana, para te dar a sua salvação… Se Nele fomos tentados, Nele também venceremos o demônio… Reconhece-te Nele em sua tentação, reconhece-te Nele em sua vitória” (Idem).
Esta vitória nos dá a paz e reafirma nossa aliança. Na oração, no texto original em latim, dizemos sacramento da Quaresma. Como sacramento, não só lembra, mas torna presente o mistério recordado e faz agir.

Vitórias sobre o mal
Deus projeta uma permanente aliança. Pendurou seu arco no céu e não quer mais castigar a terra. Para superar as grandes tentações contra o projeto de paz de Deus, o esforço humano procurará mudar de mentalidade, que significa converter-se. Certamente não temos as belas tradições do passado.
Houve um aprofundamento. Não ficamos na periferia das questões, mas vamos a sua raiz. É a vitória sobre o mal. É a Páscoa que se atualiza na vida de cada um. O profeta Joel é claro: “Rasgai os vossos corações e não as vossas vestes” (Jl 2, 13).
Não bastam atitudes exteriores, é preciso mudar a fonte do mal que nos domina. Aí sim podemos assumir as atitudes bonitas da penitência, do jejum e outros. É preciso encontrar modos que correspondam ao nosso mal. Rezamos: “Mostrai-nos Senhor vossos caminhos, fazei-me conhecer vossa estrada” (Sl 24).

Uma comunidade de vida
No deserto Jesus vivia entre os animais selvagens e os anjos O serviam. A comunidade tem dificuldades que são selvagens. Mas temos também, nessa comunidade, o serviço mútuo dos anjos que servem. A Quaresma não é um exercício individual, mas uma comunhão de vida no serviço fraterno, sobretudo para com os mais necessitados.
É de se pensar em tirar um pouco do que temos para dar aos que não o tem. Dar vida é o que nos garante ter Vida. O tempo de deserto para Jesus não era solidão, mas comunhão com o Espírito Santo. Daí parte para evangelizar semeando a paz.
Padre Luiz Carlos de Oliveira

(6) – JESUS É O PORTADOR DA VIDA NOVA
Na última quarta-feira, com a celebração das Cinzas iniciamos o tempo da quaresma, tempo de graça e reconciliação. Esse tempo deve ser marcado pela penitência, com vista à conversão, e pela recordação de nosso batismo, a fim de que possamos assumir plenamente nossa vocação que nasce na fonte batismal. Os domingos do tempo da quaresma são como que etapas que nos preparam para a celebração do mistério pascal de Jesus Cristo. O trecho do livro do Gênesis na primeira leitura faz referência à aliança de Deus com Noé e toda a sua família, após o dilúvio. Vale lembrar que o dilúvio não foi, sobretudo, uma obra de destruição, mas de purificação, pois a maldade do homem era grande e a humanidade inteira havia se corrompido (cf. Gn 6, 5-16). Noé, homem justo e íntegro, e toda a sua família, juntamente com um casal de cada espécie animal, foram preservados. Com Noé Deus faz uma aliança em favor de toda a terra. Deus promete não mais destruir nenhum ser vivo e que não haverá mais dilúvio. É o tempo da salvação. O sinal da aliança é um “arco na nuvem”, símbolo da paz.
O relato das tentações de Jesus em Marcos é o mais breve dos evangelhos sinóticos, mas denso de significado. Nesse breve relato, Marcos não descreve as tentações de Jesus; ele se contenta em simplesmente dizer que Jesus foi tentado. Jesus vai ao deserto, lugar de provação e, ao mesmo tempo, de revelação da misericórdia de Deus para se preparar para o seu ministério público. Essa preparação, o texto nos sugere, é um combate espiritual, que acontece no coração de Jesus, contra as forças do mal. A sua missão requer uma preparação espiritual adequada. A menção dos anjos que serviam Jesus tem um duplo significado: Deus permanece com o seu Filho nesse combate espiritual e Jesus, pela sua união com Deus, vence as tentações. Após as tentações, Jesus começa o seu ministério. O início do ministério de Jesus está em continuidade com a pregação de João Batista: é um apelo à conversão.
De que se trata quando se fala de conversão?
A conversão é crer no Evangelho; é fé na pessoa de Jesus Cristo, ele que é a Boa-Notícia de Deus para a humanidade; é fé na palavra de Jesus, que é portadora de um sopro que faz viver. Sem essa confiança não é possível reconhecer a vida e a vinda do Verbo de Deus como dom, nem acolhê-lo.
Oração:
Vivei em nós, Jesus, pelo vosso Espírito, para que vos amemos com todo o nosso ser e amemos o próximo como a nós mesmos, no vosso amor.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – É TEMPO DE CONVERSÃO
A pregação de Jesus teve início com um apelo premente: “O tempo atingiu a sua plenitude. É hora de converter-se e acreditar no Evangelho”.
A plenitude do tempo aconteceu com o advento de Jesus na história humana. Nele, todas as expectativas do passado encontraram sua plena realização, pois Deus mesmo assumiu esta história, para redimi-la do pecado. A presença salvadora de Jesus foi um convite para que todos aceitassem a salvação oferecida por Deus. Era uma ocasião única, que ninguém devia perder. Corria o risco de não participar da salvação quem não atendesse ao apelo de Jesus.
O convite à conversão, lançado por Jesus, supunha que a pessoa fosse capaz de dar uma guinada na própria vida. Tratava-se de passar do egoísmo ao amor, da injustiça à justiça, da idolatria ao Deus vivo. O autêntico processo de conversão atingia o ser humano no mais profundo de sua existência, e o transformava a partir de dentro. Os efeitos da conversão se faziam sentir, de maneira inequívoca, no modo como se agia. O indivíduo convertido tendia a assimilar o modo de ser de Jesus, uma vez que foi por ele transformado.
A Boa-Nova proclamada por Jesus apresentava o amor ao próximo, especialmente, aos excluídos e marginalizados como o eixo principal deste projeto de vida. Crer no Evangelho significava muito mais do que uma profissão verbal da própria fé. Crer era agir.
Oração:
Senhor Jesus, que o teu apelo exigente de conversão não me intimide, antes me estimule a mudar radicalmente meu modo de agir.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
POR SUA ALIANÇA COM A HUMANIDADE DEUS, COM TERNURA E COMPAIXÃO, FAZ-NOS VENCER O PECADO E VIVER PARA UMA VIDA NOVA.
A Liturgia da Palavra deste Primeiro Domingo da Quaresma nos propõe oração e meditação sobre a vontade de Deus de salvar todas as suas criaturas, a humanidade e todos os demais seres criados.
Isto é o que entendemos lendo a Primeira Leitura: depois de exterminar a maior parte da humanidade pecadora, Deus salvou uma família, imagem da humanidade renovada pelo poder divino salvador. Da Arca de Noé saíram os sobreviventes que Deus escolhera pela sua retidão e vida justa. A estes Deus prometeu uma Aliança:
“Eis que vou estabelecer Minha Aliança convosco e com vossa descendência, […] ” (Gn 9, 9).
E, mais adiante, Deus afirma os termos desta Aliança:
“Estabeleço convosco Minha Aliança: nunca mais nenhuma criatura será exterminada pelas águas do dilúvio, e não haverá mais dilúvio para devastar a terra” (Gn 9, 11).
É pela decisão de Deus que Sua Aliança com a humanidade é eterna.
Portanto, também nós hoje, sabemos que Deus não deseja a extinção da humanidade, mas sua Salvação.
No caso de Noé e seus parentes a Salvação veio pela arca.
Todos os que nela entraram foram salvos das águas. Isto foi escrito para nossa instrução, como nos dirá São Pedro na Segunda Leitura de hoje.
São Pedro diz que Jesus depois de sua morte recebeu uma vida nova ‘no Espírito’: “[Cristo] sofreu a morte na sua existência humana, mas recebeu nova vida pelo Espírito” (1 Pd 3, 18ef).
Em seguida São Pedro afirma que com sua vida ‘no Espírito’, Cristo desceu à mansão dos mortos para levar para o céu todos os que esperavam a Salvação desde o tempo de Noé, os que foram salvos das águas por terem entrado na arca.
E, diz São Pedro, a arca era imagem do Batismo (1 Pd 3, 21a) que Jesus Cristo instituiu como sacramento de nossa Salvação.
Esta Salvação nos é dada por Cristo que tem uma vida recebida de Deus no Espírito. É esta vida ‘no Espírito’ que Jesus nos dá no Batismo. Assim é que para nós a Aliança de Deus com Noé se cumpre.
No início de sua vida pública na terra, Jesus foi impelido pelo Espírito Santo para o deserto para ser tentado. É o que nos diz o Evangelho de hoje.
Ele experimentou a tentação do inimigo como nós a experimentamos continuamente.
“O Espírito levou Jesus para o deserto. E Ele ficou no deserto quarenta dias e aí foi tentado por Satanás” (Mc 1, 12-13).
Porém cheio do poder do Espírito Santo, venceu Satanás em todas as formas de tentações, representadas pelas três enumeradas nos Evangelhos.
Como Jesus somos tentados para perder a Vida Eterna que Ele nos trouxe. Mas com o poder do Espírito Santo podemos vencer todas as tentações do inimigo.
Se perdemos a Vida Eterna, somos como as pessoas condenadas à morte no dilúvio.
Ora, isto Deus não nos deseja. Pelo contrário, quer nossa Salvação. E sabemos isto, porque no Salmo Responsorial de hoje está dito que a Aliança de Deus dura para sempre, e para nós também, hoje. O Salmo Responsorial de fato diz:
“Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão, que são eternas” [Sl 24(25), 6].
Tendo presente o desejo divino de nossa Salvação eterna, percorremos na fé o Tempo Quaresmal lembrando o mistério de nossa Salvação.
Desde os tempos de Noé Deus não quer a extinção da humanidade.
Para os que faleceram antes de Cristo e depois de sua Ressurreição, Deus providenciou os meios de Salvação. Para os que creem no poder salvador de Deus, Ele providenciou o Batismo para o perdão e cancelamento de todos os pecados.
Neste Primeiro Domingo da Quaresma refletimos precisamente o que o Batismo significa para nós. O Batismo é muito mais do que imaginamos.
São Pedro diz que o Batismo não é somente um banho para tirar a sujeira do corpo físico. É a mudança de nossa consciência para vivermos neste mundo conforme Deus deseja, cumprindo sua vontade, recebendo de Jesus Cristo o perdão dos pecados e assim entrarmos com Ele na Vida Eterna.
Sejamos, assim, advertidos da importância do Batismo, do desejo que Deus tem de nos salvar, da Salvação que Ele nos deu pela Morte de Seu Filho, e de Sua promessa de nos levar para Ele, na Vida Eterna.
Padre Valdir Marques

(10) – A TENTAÇÃO DEPOIS DO BATISMO
Se, depois o batismo, fores atacado pelo perseguidor, o tentador da luz, tens material para a vitória. Ele irá certamente atacar-te, já que também atacou o Verbo, o meu Deus, enganado pela aparência humana que lhe escondia a luz incriada. Não tenhas medo do combate. Opõe-lhe a água do batismo, opõe-lhe o Espírito Santo no qual se extinguem todos os dardos inflamados lançados pelo maligno. […]
Se ele te mostrar as necessidades que te oprimem – e não deixou de o fazer com Jesus –, se te lembrar que tens fome, não dês a entender que ignoras as suas propostas. Ensina-lhe o que ele não sabe; opõe-lhe a Palavra de vida, esse verdadeiro Pão enviado do céu e que dá a vida ao mundo.
Se ele te estender a armadilha da vaidade – e usou-a contra Cristo, quando O levou ao pináculo do Templo e Lhe disse: «Deita-Te daqui abaixo», para O fazer manifestar a sua divindade –, toma cuidado para não caíres por teres querido elevar-te. […]
Se te tentar pela ambição, mostrando-te, numa visão instantânea, todos os reinos da terra submetidos ao seu poder, e te exigir que o adores, despreza-o: ele não é mais que um pobre irmão teu. E diz-lhe, confiando no selo divino: «Também eu sou imagem de Deus; ainda não fui, como tu, precipitado do alto da minha glória por causa do meu orgulho! Estou revestido de Cristo; tornei-me outro Cristo pelo meu batismo; cabe-te a ti adorares-me.» Tenho a certeza que ele se irá embora, vencido e humilhado por estas palavras. Vindas de um homem iluminado por Cristo, serão sentidas por ele como se emanadas de Cristo, a luz suprema. Estes são os benefícios que a água do baptismo traz aos que reconhecem a sua força.
São Gregório de Nazianzo (330-390)

(11.1) – FIEIS A CRISTO VENCEREMOS TODAS AS TENTAÇÕES!
Inicia-se um tempo de graça na vida da Igreja e de todos que se dispõe a caminhar com o Cristo vencedor!
A liturgia deste tempo Quaresmal, tem como propósito, despertar em nós, o desejo de mudança, de reaver os valores do Reino que às vezes deixamos de lado, por estarmos buscando os “valores” do mundo.
Somos chamados a viver esse tempo com mais intensidade e espírito de fé, a transformar o nosso coração de pedra num coração de carne, num templo sagrado onde Deus possa habitar!
Nas palavras de Jesus, endereçada a nós, neste tempo de graça, há sempre um apelo de conversão! E todos nós sabemos, que não é fácil percorrer o caminho da conversão, afinal, mudanças, é sempre um grande desafio, requer coragem, determinação, renuncias e acima de tudo, o constante exercício do perdão. Mas mesmo sendo um caminho difícil, vale apena segui-lo, afinal, não tem alegria maior do que retornar ao coração do Pai!
O pecado interrompe o nosso relacionamento com Deus, mas a porta do seu coração misericordioso, nunca fecha, ela está sempre aberta para nos receber de volta, basta querermos voltar!
No evangelho de hoje, vemos que Jesus foi tentado a desistir da sua missão, a trocar o projeto de Deus por bens materiais, mas a sua resposta foi imediata: “Não só de pão vive o homem, mas de toda palavra que sai da boca de Deus”.
Jesus foi tentado a aceitar e a confiar no poder do demônio, mas Ele respondeu com firmeza: “Não tentarás o Senhor teu Deus”.
O Filho de Deus, que se fez humano, enfrentou e venceu o inimigo por estar fortalecido no Espírito do Pai, Ele se manteve firme no propósito de levar em frente a sua missão: libertar a humanidade da escravidão do pecado!
Assim como aconteceu com Jesus, pode acontecer também conosco, a tentação do TER, do PODER, do PRAZER, está sempre nos rondando, é preciso estarmos sempre vigilantes para não sermos pegos de surpresa, pois a tentação é oportunista, ela surge inesperadamente, principalmente quando nos propomos a mudar de vida, quando estamos enfraquecidos na fé, ou vivendo alguma dificuldade.
Para nos seduzir, o mal chega até a nós disfarçado do bem, por isto precisamos estar sempre atentos para não tornarmos presas fácies, deixando-nos enganar pelas aparências!
Ninguém está livre das tentações, elas estão presentes em toda parte, principalmente onde existe o bem. Para vencê-la, é importante estarmos sempre em sintonia com Deus, perseverantes na fé, munidos da arma mais poderosa que temos ao nosso alcance: a oração!
Na oração do Pai Nosso, Jesus nos ensinou a pedir ao Pai: “E não nos deixeis cair em tentação” …
Todos nós, já passamos pela experiência de ser tentado! É a nossa resistência ao pecado, que não vai nos deixar cair nas ciladas preparadas pelo o inimigo, indicando a nossa maturidade na fé!
Que o Espírito Santo, que fortaleceu Jesus nas tentações, nos fortaleça também e que nenhuma proposta do mundo, nos convença a trocar o SER pelo TER.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – A TENTAÇÃO DE JESUS
PRIMEIRA LEITURA – Prezados irmãos. O arco íris que é a luz branca do sol (que contém as cores primárias separadas) refletida e refratada nas gotas de água, é o sinal da ALIANÇA entre Deus e a humanidade. Temos dificuldade de entender o arco íris, porque trata-se de uma ilusão ótica que só é vista de um certo ângulo, ou posição do lugar em que estamos. Em outras palavras, na realidade ele não existe, porém, ele é visto.
Os cientistas não admitem que o arco da velha, como é popularmente conhecido, possa ser o Arco da Aliança entre Deus e os homens e as mulheres, e portanto, mais um dos muitos mistérios do poder divino.

SALMO – Todo aquele que vive para Deus, com Deus e por Deus, tem os seus passos orientados diariamente pelo Espírito Santo, que em detalhes o vai conduzindo pela mão, pelos caminhos seguros, e acima de tudo, os caminhos nos quais ele pode e deve fazer a vontade do Pai.

SEGUNDA LEITURA – Jesus em sua existência humana, morreu. Porém, Jesus, existência divina, levantou-se no terceiro dia com seu corpo humano glorificado, subiu aos Céus mas o seu espírito está no meio de nós para sempre. Ele foi o cordeiro de Deus que se ofereceu ao Pai pelos nossos pecados. Mas não significa que depois disso, ficamos purificados para sempre. Entenda-se que a morte pelos nossos pecados, significa a sua entrega total e irrestrita ao Plano de Deus, e também pelo fato de denunciar os pecados daqueles que haviam deturpado a palavra de Deus que foi entregue a Moisés, e ainda por Ele ter anunciado uma NOVA ALIANÇA, um novo plano para a nossa salvação, o que desagradou muito os líderes judaicos. E nesse plano de salvação, está contida ou inclusa a remissão periódica dos nossos pecados, pois somos assim: Na nossa caminhada, caímos e levantamos com frequência. Portanto, Cristo morreu pelos nossos pecados, Cristo morreu pela causa salvadora, morreu por ter criado a Igreja com os sacramentos, inclusive o perdão dos nossos frequentes pecados durante a nossa existência.
E por falar nisso, como vai a sua inocência?
Como vai a sua vida espiritual?
Há quanto tempo você não se confessa?
Ou você é daqueles ou daquelas que se confessa diretamente para Deus?
Saiba que isso é errado.
Quem disse?
Jesus.
Ao ordenar os primeiros padres, os apóstolos, Jesus disse a eles: “Aqueles que vocês perdoarem serão perdoados. E aqueles a quem vocês não perdoar, não serão perdoados!”.
Então, meu caro, minha cara. Pare com essa mania de dizer que se confessar diretamente a Deus é o procedimento certo, por que não é!
Deus prometeu não haver mais dilúvio para devastar a Terra. E isso nunca mais aconteceu. Mas as chuvas de verão causam enchentes que desabrigam os pobres de suas humildes casas conseguidas com muito sacrifício. São migrantes de regiões onde chove pouco, que vêm para os grandes centros do Sul em busca de uma vida melhor, porém, eles têm de se contentar em morar na periferia em áreas de risco de deslizamentos e de inundações, lugares esses onde os poderes públicos não cumprindo as promessas da campanha eleitoral, os deixam sem a infraestrutura indispensável a uma vida menos indigna. Aí, chega o verão com suas chuvas torrenciais, e arrastam suas casas, ou destrói tudo o que eles conseguiram com muito suor.
Castigo de Deus?
Não! Isso acontece por que as suas casas são construídas em áreas onde não deveriam ser construídas, ou seja, em áreas de risco: Ou em trechos de areia deslizante, ou em baixadas, ou bacias que enchem com as águas das fortes chuvas. E as vítimas desta tragédia anual, sabem disso. Sabem que não se trata de castigo de Deus. Tanto é que não se revoltam contra o Criador, pelo contrário, expressam a sua confiança em Deus aos repórteres, confiança de conseguir recuperar tudo de novo.
Rezemos por esses nossos pobres irmãos. Que só são lembrados durante a campanha eleitoral, pois o seu poder está no voto. Eles são muitos. Os pobres são maioria na sociedade e os candidatos sabem disso. Por isso prometem a eles muitas coisas no tempo das eleições. Mas na hora das enchentes, eles estão longe. Estão no conforto de seus abrigos inatingíveis pelas águas, pelas enchentes, pelas enxurradas, pela Leptospirose.
Pobres poderosos! Eles não acreditam que um dia terão de pagar por tanta injustiça que cometem contra aqueles que os colocam no poder público, pela força do voto! Rezemos também por eles, rezemos pela conversão deles!

EVANGELHO – O Espírito de Deus levou Jesus ao deserto e ali Ele foi tentado por Satanás. Também nós temos de conviver, e de nos defender de tantas tentações que se nos apresentam no nosso dia a dia. As tentações da carne parecem ser a piores! Pelo menos é a impressão que temos. Elas nos arrastam para a satisfação do prazer sempre de forma incorreta, do modo errado, com a pessoa errada. Porém, tentações outras também existem: A tentação de pegar o dinheiro do caixa, de eliminar alguém que nos atrapalha, de desviar o dinheiro dos cofres públicos para a nossa conta bancária na Suíça, de prejudicar um rival ou uma rival… Enfim, são tantas as tentações que temos de enfrentar todo dia, e nem sempre estamos preparados para nos desviar delas. Muitas vezes, somos pressionados pelos amigos e pelos colegas de trabalho, principalmente do emprego público, a entrar na deles, a participar das suas “falcatruas”, mesmo sendo nós pessoas trabalhadoras, corretas e honestas.
Meu irmão, minha irmã. Se você está passando por coisa parecida, a solução é se apegar cada dia mais a Jesus Cristo. Pois podemos tudo naquele que nos fortalece. Mas sem Ele nada poderemos fazer!
É isso aí, meus irmãos! Contamos com o poder de Deus que nos perdoa e que nos levanta. Temos a sua força que nos ajuda a vencer as tentações, e de cabeça erguida caminhamos nos caminhos do Senhor, passando entre os corruptos e desfrutando da graça de Deus, e de sua iluminação para anunciar sua palavra ao mundo.
Somente através da amizade com Deus é que conseguimos sobreviver às tentações. Muita oração, eucaristia, caridade, esperança e muita fé. É o que precisamos para enfrentar o dilúvio de propostas indecentes do maligno, o qual não desiste de suas pretensões de nos afastar definitivamente dos caminhos da casa do Pai.
Um bom e santo domingo!
José Salviano

(11.3) – REFLEXÃO
Quaresma é um tempo muito especial para o cristão. É período de oração e penitência para nos prepararmos para os acontecimentos centrais de nossa fé; a morte e Ressurreição de Jesus.
O período da quaresma representa os quarenta dias que Jesus passou no deserto após ter sido batizado. Jesus se preparava para assumir sua missão e, durante todos esses dias, foi tentado pelo demônio. Não teve um só minuto de sossego.
Durante as vinte e quatro horas do dia o demônio tentava fazê-lo mudar de ideia. O príncipe da terra sabia dos objetivos de Jesus e não estava gostando nada, nada, daquela história de pregar a conversão e a aceitação da Palavra de Deus.
Jesus quis se fazer semelhante a nós em tudo, menos no pecado, no entanto, quis também experimentar as tentações que enfrentamos diariamente. Este evangelho é o nosso próprio dia-a-dia, vivemos rodeados pelas tentações. É só o demônio perceber que estamos nos preparando para assumir a evangelização, e lá vem ele.
Vem como quem não quer nada. Oferece mundos e fundos para nos ver desistindo. Não tem fraco que resista suas ofertas. Se não consegue por “bem”, coloca pedrinhas em nossos sapatos. Faz de tudo para atrapalhar e desestimular.
Marcos diz que Jesus foi para o deserto “movido pelo Espírito Santo”. Jesus deixou-se guiar pelo Espírito. Foi no Espírito, que encontrou forças para superar as provações e as tentações que se apresentaram em seu caminho.
Esta é a prova concreta que Jesus nos deixou. O vencedor deixa-se guiar e entrega-se com fé. Porém, não podemos vacilar, é preciso estar atento, pois o demônio não desiste e vai estar permanentemente cochichando maravilhas, em nossos ouvidos.
Estar atento significa estar preparado. Jesus preparou-se para iniciar sua missão fazendo penitência, Jejuando e orando durante os quarenta dias em que ficou no deserto. Mais uma vez, Jesus quis mostrar-nos o poder da penitência e da oração.
Mais uma lição nós aprendemos com o evangelho de hoje. O jejum e a oração não nos isentam das tentações, porém são os meios mais eficazes para vencê-las. O jejum e a oração devem levar-nos à conversão e à aproximação.
Quaresma é tempo de aproximar-se do irmão e de viver a experiência da intimidade com Deus. Tempo de lembrar que Jesus foi traído. Tempo de meditar a perseguição, o calvário e sua morte. É tempo de profunda meditação e não de profunda tristeza, pois Jesus Ressuscitou.
Jesus venceu a morte! Nessa verdade se baseia toda nossa fé, por isso, vamos viver a alegria e a esperança de vida eterna. É preciso deixar de lado o comodismo e dar continuidade ao trabalho iniciado. Vamos nos preparar para a vinda Gloriosa de Jesus e levar este recado para todos os irmãos:
“O Reino de Deus já chegou, creiam nesta boa notícia e convertam-se!”
Jorge Lorente

(11.4) – TEMPO DE RECOLHIMENTO E ORAÇÃO
Primeira Leitura: Gênesis 9, 8-15 – “O sinal do arco no céu”
Ao longo das gerações Deus sempre fez alianças com o Seu povo prometendo-lhe bênção e vida nova. No entanto, por diversas vezes, o povo quebrou o pacto com Ele e esqueceu as Suas propostas e as Suas promessas. A Aliança de Deus com Noé, depois do dilúvio é muito significativa para nós, pois consiste numa promessa de restauração de toda a Sua criação. O sinal do arco íris é uma lembrança de que o Senhor nos chama à alegria e à beleza da vivência de um tempo de renovação da espécie humana e nos promete que não seremos mais afligidos por Ele. O intuito do Senhor sempre será a nossa salvação e conversão e para que isto aconteça, Ele não se cansa de nos acenar com a perspectiva de que a cada dia nós poderemos começar a viver uma história diferente. Por isso, não podemos continuar a dizer como muitos propagam que é Deus quem faz com que aconteçam as desgraças e as intempéries. Deus quer somente o há de melhor para nós e como Ele mesmo nos prometeu, as águas do dilúvio não poderão nos arrastar nem nos fazer afundar. Ele colocou um arco no céu e é para lá que devemos nos voltar a fim de apreciar toda a beleza da criação que foi preparada para que nós possamos ter com ela uma harmonia perfeita.
– Você tem medo dos fenômenos que acontecem na natureza?
– Você acha que eles são um castigo de Deus?
– Você confia nas promessas do Senhor por meio da Palavra?
– Você já se apossou destas promessas para a sua vida?

Salmo 24: “Verdade e amor são os caminhos do Senhor”
Os caminhos do Senhor são para nós a estrada da verdade e do amor. Ele nos orienta e nos conduz para que possamos conhecer a Sua salvação. A ternura e a compaixão do Senhor Deus são eternas e a Sua misericórdia e a Sua bondade não têm limites. O Senhor é cheio de piedade e retidão e nos reconduz ao bom caminho, mesmo que sejamos pecadores. Se reconhecermos os nossos pecados Ele nos dirige na humildade e na justiça nos ensina o seu caminho.

2ª. Leitura: 1º Pedro 3, 18-22 – “O homem Justo que se entregou para salvar os homens injustos”
Jesus Cristo é o Homem Justo que se entregou aos homens injustos a fim de conduzi-los a Deus. São Pedro nos fala nesta carta que depois de padecer e morrer na carne Jesus foi vivificado no espírito E foi em espírito que ele visitou os rebeldes que morreram no tempo do dilúvio e estavam encarcerados. Deus esperou com paciência que Jesus cumprisse a Sua Missão e que assim como Noé quando construiu a arca para salvar a sua família do dilúvio Ele também viesse para nos acolher nas águas do Batismo e nos livrar da escravidão do pecado. A ressurreição de Cristo é a prova maior da Sua vitória contra a morte e a garantia de que nós também somos vitoriosos. Jesus está assentado no céu à direita do Pai e desde já nós podemos dizer que estamos com Ele, pois somos membros do Seu Corpo. Assim sendo, nós também estamos juntos do Pai no coração de Jesus apesar das nossas iniquidades, porque a justiça de Jesus apaga a nossa injustiça.
– Você crê que Jesus Cristo veio salvar os vivos e os mortos?
– Você acredita na ressurreição de Jesus?
– Você já pensou que Jesus Cristo está sentado à direita do Pai e que você faz parte do Seu Corpo?

Evangelho: Marcos 1, 12-15 – “tempo de recolhimento e oração”
O tempo da Quaresma nos leva a meditar também sobre os quarenta dias que Jesus, impelido pelo Espírito Santo se dirigiu ao deserto para um tempo de recolhimento e oração. Os quarenta dias, (quarentena), que Jesus passou no deserto se constituiu num período de purificação, de penitência e também de tentação, pois foi nestas circunstâncias que o demônio aproximou-se d’Ele a fim de tentá-lo aproveitando-se do Seu estado debilitado pelo longo período de sacrifício. No entanto, apesar de parecer fisicamente abatido Jesus estava cheio do poder do Espírito Santo e pôde rechaçar as investidas do inimigo. Para nós, também, a quaresma é um tempo propício para que nós possamos, imitando a Jesus, vivenciar a oração e a penitência e, assim, experimentar a força e o poder do Espírito Santo na nossa caminhada. Sempre que estivermos dispostos(as) a fazer a vontade de Deus e nos decidirmos seguir a Jesus nós estaremos sujeitos a tentação. Todavia, em todas as situações em que nós nos deixarmos guiar pelo Espírito Santo, mesmo que haja lutas e tribulações, nós, a exemplo de Jesus, sairemos vitoriosos(as), pois o demônio não tem poder sobre nós. O Evangelho nos revela também que Jesus esteve em companhia dos animais selvagens. Para nós, os animais selvagens, com certeza, são os empecilhos que encontraremos no nosso caminho nos desviando do propósito da nossa vivência quaresmal. O reino de Deus está próximo, isto é, está dentro do nosso coração, porém ele só acontece em nós, depois que nós nos apossamos do Espírito Santo para vencemos os inimigos que também moram dentro do nosso interior.
– Você já pensou em viver o deserto neste tempo da Quaresma?
– Como você espera vencer as dificuldades?
– O que você irá renunciar neste tempo?
– Você tem se apossado do Espírito Santo para que Ele o (a) ajude?
Helena Serpa

(11.5) – JESUS NO DESERTO
O Evangelho de hoje, por ser narrado por São Marcos, é bem resumido. Em linhas gerais, diz que Jesus, após seu batismo, foi passar 40 dias no deserto, onde foi tentado pelo demônio e servido pelos anjos. Logo após João Batista ser preso, Jesus voltou pregando: “Completou-se o tempo e o Reino de Deus está próximo; fazei penitência e crede no Evangelho.”
O Evangelho de Mateus é mais detalhado na parte das tentações do deserto.
O que está mais evidente no Evangelho de hoje é o fato de que foi necessário um tempo de preparação, afastado de tudo e de todos, para que Jesus se sentisse pronto para começar a pregar o Evangelho. No mundo que vivemos atualmente é praticamente impossível imaginarmos como seria afastar-se de tudo e passar 40 dias em total isolamento. Sem ninguém para conversar, a não ser em oração… Num silêncio completo, apenas como o barulho do vento e dos animais selvagens… Jesus teve tempo para refletir sobre tudo o que já havia vivido e sobre o que iria viver nos próximos anos de vida pública, pregando o Evangelho. Ele teve tempo para aquietar o coração da correria do mundo, ficar em silêncio total, inclusive de pensamentos, até chegar o momento de planejar e se preparar para os próximos anos da sua vida.
É essa a mensagem principal de hoje: para que nós tenhamos um tempo de silêncio, para que possamos refletir sobre as atitudes que tomamos na nossa vida até agora, e tomemos uma decisão. Foi Jesus quem disse: acabou o tempo de viver de qualquer jeito, agindo como se não houvesse consequências para os nossos maus atos. Chegou o tempo de se arrepender e de viver corretamente, buscando a justiça e o amor. Se fizermos a nossa parte, estaremos contribuindo para o que a Campanha da Fraternidade desse ano nos traz a refletir: a segurança.
Não se engane: é nos pequenos gestos do dia-a-dia que nós levaremos os bons exemplos a todos os que nos cercam.
Jailson Ferreira

(11.6) – FOI TENTADO POR SATANÁS E OS ANJOS O SERVIAM
A primeira leitura, Gênesis 9, contém a “aliança de Deus com Noé”. A aliança famosa, a mais importante, terá lugar mais tarde, a aliança com Abraão. A aliança com Noé pertence a um segundo plano da “economia da salvação”. Nunca mais haverá dilúvio para destruir a terra, é a promessa de Deus a Noé (Gn 9, 11). E esta promessa vai acompanhada de um memorial: o arco-íris, sinal do novo pacto entre Deus e a humanidade. O medo do “dilúvio” foi quebrado! Agora temos uma nova aliança a partir de uma alternativa de vida para todos os seres viventes. A arca que abrigava a família se transforma em uma grande casa acolhedora da vida onde o cuidado com os animais se destaca de uma maneira especial (Gn 9, 1-7). É a casa da vida que coloca o ser humano em comunhão com a terra, com a natureza e com o cosmos.
O rio Jordão, o deserto e a Galileia são como que um mesmo “fio condutor” de um deslocamento fundamental que dá início ao evangelho de Marcos. Aí percebemos o movimento do reino de Deus que nos convida a nos mobilizarmos em busca de nossos próprios “lugares do Reino” onde se concretizam e desenvolvem nossas opções pela vida, pela significação das pessoas e das comunidades.
O rio Jordão evoca grandes e significativos feitos da história de Israel. O mais importante, sem dúvida, quando Josué e o grupo do deserto atravessam o rio para entrar na terra prometida (Josué 3-4). Relato das origens daquele projeto de vida igualitária revelado por Deus aos escravos fugitivos do Egito. A partir desta memória primordial, João Batista convoca o povo em torno de uma nova esperança messiânica. Aí Jesus também se aproxima, buscando “as águas de João”.
O deserto é muito frequentemente mediação de discernimento, formação e amadurecimento no projeto de Deus. Jesus é levado pelo Espírito ao deserto, lugar por excelência onde Israel aprendeu a ser povo. Sujeito e projeto reunidos ao redor de uma memória do êxodo, dando início ao evangelho de Jesus.
Galileia é o lugar onde Jesus concretiza sua opção de humanidade e de humanização. Esta geografia é para Jesus o espaço vital do Reino. É um mar, uma terra e um povo aberto às nações do entorno. As fronteiras se “cruzam” dando lugar à inclusão à diversidade em múltiplas “misturas”. Nesse ambiente amadurece e irrompe o kairós do reino de Deus.
A passagem do Jordão ao deserto faz referência à articulação de movimentos messiânicos proféticos presentes nesses lugares, suas fontes de inspiração e de organização. O confronto com Satanás, como princípio cósmico do mal que Marcos vincula com a enfermidade, a marginalização e a morte dos pobres, será para Jesus a definição de sua vida pela causa do reino de Deus. O deserto deixa de ser lugar de prova e de penitência segundo a tradição judaica, para converter-se em lugar de aprendizagem definitiva no confronto e no desequilíbrio. O Espírito de Deus leva Jesus até a memória fundacional de Israel onde, vencendo a Satanás, a vida se transforma em fidelidade para com Deus e para com o ser humano.
O simbolismo dos “quarenta” tem a ver com o trauma do novo nascimento. Os poderes da história foram confrontados: Jesus como princípio da humanidade libertada por Deus e Satanás, sinal e causa da morte no mundo. Nós nos encontramos frente ao relato de uma nova origem. Marcos reescreve a história levando-nos da água do batismo à reconstrução da humanidade, para dizer-nos que Jesus está aí apostando por uma opção de vida, dignidade e felicidade humana. Porém, Jesus não assume o combate solitariamente. Está junto com os animais e os anjos como que evocando um novo paraíso. O serviço angélico comunica esperança e salvação. Ao retomar o “paraíso” para reiniciar o caminho do humano, Jesus conta com forças naturais e angelicais (a terra e o céu) a seu favor. Jesus se encontra entre a tentação satânica e o serviço angélico. É um dilema que permanentemente enfrentaremos. Marcos evoca estes poderes como em um espelho para que possamos nos contemplar nele. Ele nos mostrou o que é tentar e servir, ele nos inseriu na “história original”. E na história concreta esses atores sobrenaturais desaparecem e é quando Jesus nos ensina a servir, servindo sua comunidade discipular. Obviamente, os quarenta dias do deserto não desaparecem. Duram todo o evangelho, toda a vida. São paradigma da contradição e do desequilíbrio que permanentemente atravessam a história. Na trama da vida humana viu-se introduzir e decidir a trama de pecado e de esperança de todos os viventes (incluídos os animais, os anjos e os demônios). Definitivamente a liturgia nos apresenta este evangelho do começo do ministério de Jesus por andar em paralelo com o começo da quaresma. A quaresma é a vida humana.

A unidade e a conversão ecológica urgente
A leitura deste domingo da oportunidade de introduzir o tema ecológico na liturgia, concretamente no tema da conversão. Se a mensagem deste primeiro domingo da quaresma é centrada na conversão, este texto nos possibilita incluir a dimensão ecológica nessa conversão hoje necessária.
É do conhecimento de todos que as três formas de religiosidade monoteístas, “as religiões do livro”, possuem pouca sensibilidade ecológica. Mais ainda: a dimensão cultural da exploração inescrupulosa da natureza, vista como mero objeto, como matéria para devorar ou explorar, coisificada, objetivada com mera dispensa de recursos à nossa disposição, não foi uma invenção humana alheia ao religioso, mas que se apoia literalmente nas palavras do Gênesis 1, 26. E tudo isso pelo “antropocentrismo”, um erro de perspectiva do qual a Bíblia não nos libertou, mas que confirmou, que somos o centro da realidade e do cosmos (o ser humano como medida de todas as coisas).
Um conceito novo, que especifica bem o “antropocentrismo” é o do “especismo”: concretamente é resultado da crença de que somos a última espécie, somos uns recém vindos ao mundo e nos convertemos em uma autêntica força geológica, e nos consideramos o estatuto biológico e filosófico inferior.
A “aliança com Noé” é um pacto com o qual, segundo a tradição recolhida no Gênesis, Deus quer comprometer-se com toda a humanidade e todo ser vivo, motivo pelo qual não enviará nenhum novo dilúvio que destrua o ser humano nem a vida sobre a face da terra. O arco-íris será uma lembrança para Deus, do o Gênesis 9, 13.
Hoje é necessário outro pacto ecológico, uma aliança de paz do ser humano com a natureza, para deixar de agredi-la e de destruí-la, para passar a uma atitude de cuidado e de responsabilidade.
É preciso superar a postura tradicional de “concordismo bíblico”, pelo qual pensamos que tudo que é bom que descobrimos ou amadurecendo… já estava previamente na Bíblia, ainda que tivéssemos passado vinte séculos sem percebê-lo… A dimensão ecológica que hoje estamos descobrindo não está na Bíblia. Mas na bíblia estão os fundamentos das atitudes que hoje nos parecem ecologicamente irresponsáveis, ou até mesmo antiecológicas. A bíblia foi escrita em uma época sem perspectiva ecológica e por isso é que na liturgia e no ano litúrgico está tão ausente a ecologia. É necessário “forçar” adequadamente a situação para introduzir o tema, pela sua própria urgência.
Neste momento, aumentar a consciência da responsabilidade ecológica da humanidade, sobretudo frente à urgência de evitar o “ponto de não retorno” que se aproxima perigosamente, segundo todos os cálculos, como um dos deveres máximos do cristão e de todo ser humano simples e consciente. Se a humanidade não toma urgentemente uma nova atitude, periga sua própria sobrevivência. E ainda que mudemos amanhã mesmo, os destroços que causamos vai no planeta e vão se tornar irreversíveis e vamos pagar caro por isso, durante muito tempo. É importante que a conversão de que nos fala a quaresma inclui a conversão ecológica. Por que não orientar ecologicamente este ano toda a quaresma.
Oração:
Ó Deus, Pai nosso: ao começar esta Quaresma nós te pedimos que nos ajudes a empenhar-nos em uma autêntica conversão de nossos corações e nossa vida pessoal e comunitária, ao mesmo tempo que nos esforçamos por transformar nossa família, nossa sociedade, o mundo. Nós te pedimos em nome de Jesus, teu Filho, nosso irmão. Amém.
Claretianos

(11.7) – CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO
O título desta homilia marca o final do Evangelho do primeiro Domingo da Quaresma. Como ouvimos, Marcos narra o ambiente e as circunstâncias da tentação de Jesus. Estamos diante de três elementos: o deserto, os anjos e o diabo. Os três são elementos que representam o árduo caminho da quaresma, iniciado na última quarta-feira e a nossa grande missão durante este tempo: a conversão.
O deserto indica um local de provação. Jesus é o novo Israel que passa 40 dias no deserto e vence a tentação, permanecendo fiel à vontade divina e à sua Aliança.
O diabo e os anjos representam o interior de cada um de nós. Dentro de nós pode morar um anjo e um diabo. Quando nos damos de corpo e alma a Deus em nós sobressai o lado angélico e quando nos damos aos prazeres da carne então fala mais alto o lado diabólico. Vivemos num mudo onde existem pessoas com corações diversificados. Há aqueles que são mais compreensivos e curtem a paz, até mesmo em momentos críticos. São os que têm como razão de viver o cultivo da vida interior com Deus e em Deus. Para estes, os anjos de Deus constantemente os servem com a paz, com a fortaleza, com a sabedoria, com o temor de Deus e assim por diante. Mesmo que tenham um temperamento forte, sabem controlar seus impulsos e seus instintos.
O diabo representado pelos impulsos e os instintos. Todos nós sabemos que os animais reagem por impulsos e instintos. E isso também existe dentro de cada um de nós quando não fazemos uso da nossa liberdade e vontade que vindos de Deus deveriam ser usados para escolher sempre o bem! Em alguns, parecem indomáveis estes dois elementos. Trata-se de pessoas impulsivas, que primeiro fazem e depois pensam, quando as consequências amargam na vida. O diabo que indomada existe em quem vive pelo instinto, incapaz de ter qualquer controle sobre si próprio.
No deserto, local da sede, da fome e da provação, o que acontece conosco, aconteceu com Jesus, porque ele era homem, igual a cada um de nós. Poderia se deixar levar pelo instinto e a impulsividade do diabo. Mas não. Ele vence a tentação optando pelo serviço dos anjos e isso acontece pela fidelidade ao plano divino. Eis a diferença entre nós e Ele. Enquanto muitas vezes nós nos deixamos vencer pelo diabo, Ele o desafia. E então Aquele que é fiel, envia os seus anjos para servi-lo. O que vemos em Jesus é um exemplo para vencermos as tentações. Os nossos desertos são muitos e podem ser localizados aqui na Canção Nova – Cachoeira Paulista onde moro e podem ser localizados aí na tua cidade, na sua paróquia, na sua comunidade, na tua casa. Podem ser na tua família, pode ser a escola, pode ser o trabalho. É nos locais onde vivemos, trabalhamos que a tentação aparece e faz transparecer o controle de si ou o terrível diabo que salta pelos olhos e pela boca.
Quero lembrar-te que esse tipo de reação não se trata com controles mentais ou técnicas de relaxamento ou por meio de uma consulta ao psicólogo ou psicanalista. Isso pode ajudar, mas a proposta da espiritualidade cristã diz que a vida interior só se resolve a partir do momento em que optamos por Deus. É o que fez Jesus. Pois, existe dentro de nós uma duplicidade: ou optamos por Deus e Ele nos serve, ou deixamos que nossos impulsos e instintos apareçam e estes tomam conta de nossa vida, a ponto de infernizá-la e então caímos nas malhas do diabo que nos domina o tempo todo.
A vida interior só se torna divinizada à medida que formos capazes de nos esvaziar de nós mesmos, de tirar de nós os instintos e os impulsos, para acolher com simplicidade, humildade e no espírito de pobreza, o que Deus nos oferece por meio do Seu Filho manso e humilde de coração.
Portanto, neste tempo quaresmal o nosso primeiro empenho é acolher o convite à conversão: CONVERTEI-VOS E CREDE NO EVANGELHO. E converter-se, hoje, significa considerar a vida interior de cada um de nós.
Ver o que é mais saliente em nós: o lado divino ou o lado dos impulsos e instintos? O lado divino ou o lado humano?
Lapidai-me ó Deus, para que convertido possa acolher o vosso Reino. Acolhendo-o os vossos anjos me venham servir como fizeram a Jesus!
Canção Nova

(11.8) – NO ACONCHEGO DO DESERTO
Neste primeiro domingo da quaresma, Deus nos chama ao deserto com Jesus, para uma conversa de pé de ouvido, a liturgia se reveste de roxo, que é a cor da paixão, não é tristeza, luto e desconsolo, como muitos pensam, é como se Deus, o amado de nossa vida, quisesse que ao longo de quarenta dias, prestássemos mais atenção nele, no seu jeito diferente de nos amar, roxo seria isso: um olhar para dentro, enquanto se olha para o céu, podendo evocar o poeta “De tudo ao meu amor serei atento…”, quaresma é tempo de deixar-se remodelar, permitindo que Deus refaça a nossa vida.
Quando presido o Sacramento do matrimônio percebo que os casais têm dificuldade de se olhar nos olhos, na hora do consentimento, e não é só com quem está casando que isso acontece, um amigo confidenciou-me que sentiu um certo “desconforto” ao olhar nos olhos da esposa, na renovação do matrimônio, em uma missa de encontro de casais. Olhar nos olhos nos causa medo, porque é enigmático e misterioso, não se tem medo de olhar o corpo, que se torna facilmente objeto de desejo, em uma sociedade tão erotizada, mas quando se olha nos olhos, estamos diante da alma do outro, há comunhão de corpo mas não há comunhão de alma. A relação entre namorados, noivos, e até entre marido e mulher, fica na maioria das vezes banalizada, alguns conseguem emigrar do erótico para o Eros, e há outros, que na graça de Deus, confiada pelo Sacramento do matrimônio, conseguem chegar no Ágape, que é o amor em toda sua plenitude, o Eros é o meio, e não o fim, é um caminho que tem de ser percorrido do começo ao fim da vida conjugal e que só será obstruído pela morte.
Nossa relação com Deus ás vezes também é assim, um tanto quanto banal, pois temos medo de contemplar o seu mistério. Na capela do Santíssimo, lugar sagrado em nossas comunidades, onde Aquele que é o Amor Absoluto se esconde em um pedaço de pão, sentimo-nos embaraçados e procuramos sempre dizer algo, fazer um pedido, recitar uma fórmula de louvor e adoração, daí somos capazes de ficar horas ali falando , porque este “Falar” nos dá a ilusão de que penetramos no mistério de Deus e podemos dominá-lo. Invertemos o jogo e queremos seduzir a Deus, diferente do profeta, relutamos em ser por ele seduzidos e dominados.
Deserto é lugar teológico do “namoro”, onde movidos pelo mesmo Espírito que conduziu Jesus, vamos ter nosso encontro pessoal com Deus, o esposo apaixonado que quer olhar nos nossos olhos, sussurrar em nossos ouvidos e nos envolver com a sua ternura, para sentirmos de novo o encanto do primeiro amor, como na visão do profeta Oséias “Eis que eu mesmo a seduzirei e a conduzi-la-ei ao deserto e falar-lhe-ei ao coração”. Deserto é lugar de fazer a experiência da esposa jovem, que manifesta a sua alegria ao colocar toda sua confiança no amado, e descobrir, como no Cântico dos cânticos, que somente Deus é a sua Segurança – “Quem é esta que sobe do deserto apoiada em seu Amado?”
É o Povo da antiga aliança, é o povo da nova aliança, é a Santa Igreja, somos eu e você, a razão do amor divino, que nos trouxe, com a encarnação de Jesus, a possibilidade real de experimentarmos em nossa vida a salvação. Deserto é, portanto lugar do encontro onde o amor se revela, é a mesma experiência do povo do Êxodo, que se repete em Jesus Cristo, porém, ao contrário do povo da antiga aliança, não mais se deixará enganar pela tentação, propostas sedutoras dos amantes, para fazê-lo perder o paraíso de delícias, onde o homem convivia com os animais selvagens, servido pelos anjos de Deus, evocando a proteção Divina do Eterno Amado sob o objeto do seu amor.
Revistamo-nos do roxo da paixão e não da tristeza, quaresma é dar um tempo para aquelas coisas que em nossa vida são secundárias, para nos ocuparmos com um Deus apaixonado, que suspira quando vamos ao seu encontro enquanto Igreja, na dimensão celebrativa. Quaresma é quarenta dias de amor, como um casal que retoma a lua de mel, após longa caminhada na vida conjugal, foi no deserto que Deus celebrou a aliança com seu povo, estabelecendo com ele uma relação única, “Eu serei o seu Deus e vós sereis o meu povo”, evocando o cerne da união conjugal – e os dois serão uma só carne.
É esse amor que salvará o mundo, verdade ignorada pelos que prenderam João Batista tentando sufocar um Amor que não se deixa aprisionar, e em Jesus irrompe ainda mais forte, no meio da humanidade, para levar o homem de volta ao paraíso! Nada irá deter a força desse amor, nem a miséria dos homens ou os pecados da igreja, o AMOR triunfará definitivamente! Pois o tempo se completou, o Reino está próximo. Converter e crer no evangelho, é uma forma contínua de corresponder a esse amor misterioso de Deus que em Jesus busca a todos os homens, sem distinção ou acepção de qualquer pessoa. Converter-se é dar um solene “basta” aos falsos amores de “amantes” mentirosos, que nos enganam, oferecendo-nos um falso paraíso, arrastando-nos à tristeza da morte do pecado, deixando-nos longe…bem longe Daquele que é o nosso único e verdadeiro Amor
Diácono José da Cruz

(16) – LOGO DEPOIS, O ESPÍRITO O FEZ SAIR PARA O DESERTO. LÁ, DURANTE QUARENTA DIAS, FOI POSTO À PROVA POR SATANÁS
Hoje, a Igreja celebra a liturgia do Primeiro Domingo de Quaresma. O Evangelho apresenta Jesus preparando-se para a vida pública. Vai ao deserto onde passa quarenta dias fazendo oração e penitência. Lá é tentado por Satanás.
Nós temos que prepararmos para a Páscoa. Satanás é nosso grande inimigo. Há pessoas que não acreditam nele, dizem que é um produto de nossa imaginação, ou que é o mal em abstrato, diluído nas pessoas e no mundo. Não!
A Sagrada Escritura fala dele muitas vezes como de um ser espiritual e concreto. É um anjo caído. Jesus o define dizendo: «É mentiroso e pai da mentira» (Jn 8, 44). São Pedro compara-o com um leão rugente: «Vosso adversário, o demônio, anda ao redor de vós como o leão que ruge, buscando a quem devorar. Resisti-lhe fortes na fé» (1 Pe 5, 8). E Paulo VI ensina: «O demônio é o inimigo número um, é o tentador por excelência. Sabemos que este ser obscuro e perturbador existe realmente e que continua atuando».
Como?
Mentindo, enganando. Onde há mentira ou engano, ali há ação diabólica. «A maior vitória do demônio é fazer crer que não existe» (Beaudelaire).
E, como mente?
Apresenta-nos ações perversas como se fossem boas, estimula-nos a fazer más obras; e, em terceiro lugar, sugere-nos razões para justificar os pecados. Depois de nos enganar, enche-nos de inquietude e de tristeza.
Não tem experiência disso?
Nossa atitude ante a tentação?
Antes: vigiar, rezar e evitar as ocasiões.
Durante: resistência direta ou indireta.
Depois: se tem vencido, dar graças a Deus. Se não tem vencido, pedir perdão e adquirir experiência.
Qual tem sido a sua atitude até agora?
A Virgem Maria esmagou a cabeça da serpente infernal. Que Ela nos dê fortaleza para superar as tentações de cada dia.
Rev. D. Joan MARQUÉS i Suriñach

COMEMORA-SE NO DIA 22/Fev

(5) – SANTA MARGARIDA DE CORTONA
A Santa de hoje é uma grande testemunha de fé e santidade para todos nós. Santa Margarida de Cortona nasceu em 1247, em Alviano, na Itália. Órfã de mãe e tratada duramente pelo pai e pela madrasta, tornou-se uma linda jovem que conquistou o coração de um rico homem, com quem viveu amasiada por nove anos.
Aconteceu que o rico jovem foi assassinado. Graças a uma cachorrinha de estimação, que indicou o lugar do crime, Margarida pôde encontrar o corpo do amante, já em decomposição. Diante da visão da finitude humana, Margarida tomou consciência das futilidades de sua vida. Mudou-se para Cortona onde recebeu o sacramento da Reconciliação.
A partir da conversão, a vida de Margarida foi uma luta constante para a santidade através dos exercícios de penitência, ao ponto de fazer de uma pedra o seu travesseiro, o chão de cama e como alimento apenas pão e água. Aceitou viver três anos de retiro e penitência, entrando em seguida para a Ordem Terceira, onde levou uma vida de extrema austeridade.
Viveu da oração e sacrifício, isto mesmo na dor, provações e sofrimentos. Purificada e liberta do domínio dos erros, Santa Margarida de Cortona encontrou-se com Deus em 1297.
Reflexão:
Nem sempre nossa vida é um espelho de boas ações. Somos pressionados de todos os lados e, às vezes, cedemos ao exercício das ações egoístas e desumanas. Santa Margarida de Cortona teve uma infância turbulenta e uma vida marcada pelo erro. Sua conversão levou-a ao reencontro profundo com Deus. Ela tomou consciência da verdadeira vocação humana e gastou seus dias louvando a Deus e fazendo obras de caridade. Que o exemplo de santa Margarida nos inspire a reencontrar também o caminho do amor de Deus, servindo com caridade os mais sofredores e abandonados.
Padre Evaldo César de Souza

(10.1) – CADEIRA DE SÃO PEDRO
“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja; e as portas do Inferno nunca prevalecerão contra ela.” Mt 16, 18.
Hoje é o Dia da Cátedra de São Pedro. Não sabemos bem como se originou essa festa. Mas é certo que existe uma inscrição, datada de 370 – portanto, há mais de 1.600 anos – atribuída ao Papa São Dâmaso, falando de uma cadeira portátil, dentro do Vaticano, e que é considerada a “cátedra” do Apóstolo Pedro.
Hoje, dessa cadeira restam apenas algumas relíquias de madeira, conservadas e honradas, num lugar onde o grande artista Bernini levantou um monumento grandioso, em honra do primeiro Papa, a Basílica de São Pedro.
Escavações, feitas por cientistas de diversas nações, também provam que os restos mortais de São Pedro se encontram debaixo do mesmo Vaticano, que se torna, assim, símbolo de unidade da Igreja. A celebração de festa da Cátedra de São Pedro tem o significado e o apelo à unidade dos cristãos, sob a guia do Papa, representante visível de Cristo.
O Evangelho nos une a Pedro, mas também a todos os apóstolos e membros da Igreja.

(10.2) – BEATO DIOGO CARVALHO
Diogo Carvalho nasceu em Portugal em 1578 e foi assassinado em Sendai, no Japão a 22 de Fevereiro de 1624. Pouco mais sabemos dele a não ser que pertenceu ao grupo de mártires jesuítas do Japão, onde foram assassinados entre 1617 e 1632.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

I DOMINGO DA QUARESMA
(ROXO, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – I SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Quaresma é tempo de conversão e preparação para celebrarmos a vitória de Cristo sobre o pecado e a morte. Iluminado pelo Espírito de Deus, Jesus vence as propostas tentadoras e nos aponta o caminho para levarmos adiante o reino de verdade e amor que ele nos trouxe.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Quando meu servo chamar, hei de atendê-lo, estarei com ele na tribulação. Hei de livrá-lo e glorificá-lo e lhe darei longos dias (Sl 90, 15s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Concedei-nos, ó Deus onipotente, que, ao longo desta Quaresma, possamos progredir no conhecimento de Jesus Cristo e corresponder a seu amor por uma vida santa. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Deus tem proposta de amor para a humanidade, a fim de que ela trilhe caminhos de vida. Conduzidos pelo Espírito que recebemos no batismo, acompanhemos Jesus ao deserto e acolhamos seu anúncio do reino.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Louvor e glória a ti, Senhor, Cristo, palavra de Deus.
O homem não vive somente de pão, mas de toda a palavra da boca de Deus (Mt 4, 4).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
PR: Deus é amigo, não adversário da humanidade; propõe aliança e a cumpre, mesmo diante de nossa infidelidade. Dirijamos ao seu Filho nossas preces confiantes, dizendo:

AS: Renovai, Senhor, o vosso povo.

1. Cristo, doador do Espírito, renovai continuamente a fidelidade da Igreja ao vosso projeto, vos pedimos.
2. Cristo, renovador da aliança, conduzi os ministros d Igreja no caminho do vosso amor, vos pedimos.
3. Cristo, portador do reino, fazei-nos colaboradores no cumprimento da vontade de Deus, vos pedimos.
4. Cristo, vencedor das tentações, tornai-nos fortes para vencer as propostas e mentalidades enganadoras, vos pedimos.
5. Cristo, missionário do Pai, iluminai os catecúmenos que se preparam para o batismo, vos pedimos.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Fazei, ó Deus, que o nosso coração corresponda a estas oferendas com as quais iniciamos nossa caminhada para a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Não só de pão vive o homem, as de toda palavra que sai da boca de Deus (Mt 4, 4).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que nos alimentastes com este pão que nutre a fé, incentiva a esperança e fortalece a caridade, dai-nos desejar Cristo, pão vivo e verdadeiro, e viver de toda palavra que sai de vossa boca. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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