Liturgia Diária 23/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
23/Fev/2015 (segunda-feira)

Vinde, benditos de meu Pai!

LEITURA: Levítico (Lv) 19, 1-2.11-18: Prescrições morais e cultuais
Leitura do Livro do Levítico:
1 O Senhor falou a Moisés, dizendo: 2 “Fala a toda a comunidade dos filhos de Israel, e dize-lhes: Sede santos, porque eu, o Senhor vosso Deus, sou santo. 11 Não furteis, não digais mentiras, nem vos enganeis uns aos outros. 12 Não jureis falso por meu nome, profanando o nome do Senhor teu Deus. Eu sou o Senhor. 13 Não explores o teu próximo nem pratiques extorsão contra ele. Não retenhas contigo a diária do assalariado até o dia seguinte. 14 Não amaldiçoes o surdo, nem ponhas tropeço diante do cego, mas temerás o teu Deus. Eu sou o Senhor. 15 Não cometas injustiças no exercício da justiça; não favoreças o pobre nem prestigieis o poderoso. Julga teu próximo conforme a justiça. 16 Não sejas um maldizente entre o teu povo. Não conspires, caluniando-o, contra a vida do teu próximo. Eu sou o Senhor. 17 Não tenhas no coração ódio contra teu irmão. Repreende o teu próximo, para não te tornares culpado de pecado por causa dele. 18 Não procures vingança, nem guardes rancor aos teus compatriotas. Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 19 (18), 8. 9. 10. 15: Iahweh, sol de justiça
Jo 6,63c Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida!
8 A lei do Senhor Deus é perfeita, conforto para a alma! O testemunho do Senhor é fiel, sabedoria dos humildes.
9 Os preceitos do Senhor são precisos, alegria ao coração. O mandamento do Senhor é brilhante, para os olhos é uma luz.
10 É puro o temor do Senhor, imutável para sempre. Os julgamentos do Senhor são corretos e justos igualmente.
15 Que vos agrade o cantar dos meus lábios e a voz da minha alma; que ela chegue até vós, ó Senhor, meu Rochedo e Redentor!

EVANGELHO: Mateus (Mt) 25, 31-46: O último julgamento
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus a seus discípulos: 31 Quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos, então se assentará em seu trono glorioso. 32 Todos os povos da terra serão reunidos diante dele, e ele separará uns dos outros, assim como o pastor separa as ovelhas dos cabritos. 33 E colocará as ovelhas à sua direita e os cabritos à sua esquerda. 34 Então o Rei dirá aos que estiverem à sua direita: “Vinde benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino que meu Pai vos preparou desde a criação do mundo! 35 Pois eu estava com fome e me destes de comer; eu estava com sede e me destes de beber; eu era estrangeiro e me recebestes em casa; 36 eu estava nu e me vestistes; eu estava doente e cuidastes de mim; eu estava na prisão e fostes me visitar”. 37 Então os justos lhe perguntarão: “Senhor, quando foi que te vimos com fome e te demos de comer? com sede e te demos de beber? 38 Quando foi que te vimos como estrangeiro e te recebemos em casa, e sem roupa e te vestimos? 39 Quando foi que te vimos doente ou preso, e fomos te visitar?” 40 Então o Rei lhes responderá: “Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” 41 Depois o Rei dirá aos que estiverem à sua esquerda: “Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno, preparado para o diabo e para os seus anjos.42 Pois eu estava com fome e não me destes de comer; eu estava com sede e não me destes de beber; 43 eu era estrangeiro e não me recebestes em casa; eu estava nu e não me vestistes; eu estava doente e na prisão e não fostes me visitar”. 44 E responderão também eles: “Senhor, quando foi que te vimos com fome, ou com sede, como estrangeiro, ou nu, doente ou preso, e não te servimos?” 45 Então o Rei lhes responderá: “Em verdade eu vos digo, todas as vezes que não fizestes isso a um desses pequeninos, foi a mim que não o fizestes!” 46 Portanto, estes irão para o castigo eterno, enquanto os justos irão para a vida eterna”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
O Papa Francisco, em sua mensagem para a Quaresma de 2015, nos lembra: “A Quaresma é um tempo propício para nos deixarmos servir por Cristo e, deste modo, tornarmo-nos como Ele. Verifica-se isto quando ouvimos a Palavra de Deus e recebemos os sacramentos, nomeadamente a Eucaristia.” No início de nossa oração, peçamos ao Espírito Santo a graça de acolhermos os ensinamentos de Jesus e de tornarmo-nos como Ele.
Vinde Espírito Santo, enchei os corações dos vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai o vosso Espírito e tudo será criado, e renovareis a face da terra.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Leia o texto pausadamente. Leia novamente e procure perceber os personagens que aparecem no texto.
Qual é o tema central?
Quais são as palavras de Jesus?
Observe que estamos diante de um texto que nos apresenta o Filho do Homem exercendo o julgamento. Aqui, Jesus é comparado a um Rei (que se assentará em seu trono glorioso) e a um pastor (que separará as ovelhas dos cabritos). Temos no texto duas sentenças, uma positiva iniciando com o “Vinde, benditos de meu Pai!” (Mt 25, 34-36), e uma negativa: “Afastai-vos de mim, malditos!” (Mt 25, 41-43).
As palavras fome – comer, sede – beber, forasteiro – acolher, nu – vestir, doente – visitar, preso – visitar, aparecem repetidas diversas vezes, tanto no sentido positivo quanto negativo. O mesmo acontece com a frase “todas as vezes que fizestes isso a um destes mais pequenos, que são meus irmãos, foi a mim que o fizestes!”, no positivo, e “todas as vezes que não fizestes isso a um desses mais pequenos, foi a mim que o deixaste de fazer!”, no negativo. Ou seja, temos um movimento muito claro entre “benditos” e “malditos”. Observe com atenção também, a força das palavras: “mais pequenos”, “meus irmãos” e “foi a mim”. Agora, leia o texto mais uma vez, e além dos elementos destacados, procure localizar outros que você considera importantes.

A VERDADE (Refletir)
Relacione o texto do Evangelho com a vida de hoje.
Que mensagem Jesus transmite com suas atitudes, seus gestos e suas palavras?
Que revela de si mesmo?
Quem são os famintos, sedentos, forasteiros, nus, doentes, presos, pequenos, irmãos?
Sendo um julgamento escatológico, é importante termos presente que Jesus coloca como critério de salvação, o reconhecê-lo na pessoa do irmão sofredor, o reconhecê-lo na figura do próximo necessitado. Jesus presente nos sedentes, forasteiros, doentes, pequenos, excluídos… A comunhão com os irmãos mais pequenos, é a comunhão com o próprio Jesus. O texto faz um forte apelo a viver a caridade e a promoção da vida.
– Está bem arraigada em mim a realidade de que não pode existir amor a Deus se não amo realmente meu próximo?
– A verdade de um Deus que me julgará um dia me assusta?
– Meu modo de viver testemunha que tenho bom coração?
– Será que me lembro sempre que as omissões pesam e muito?
– Provo minha fé pelas obras que realizo?

E a VIDA (Orar)
Apresente ao Senhor a sua oração. Traga presente também, tantos homens, mulheres, crianças, jovens e idosos necessitados de pão, saúde, segurança, consolo, sentido para a vida, trabalho, dignidade, respeito… Agradeça pelas pessoas que com muito amor e generosidade vão ao encontro de seus irmãos necessitados, aliviando seus sofrimentos e revelando-lhes o rosto misericordioso de Deus. Reze pelas pastorais sociais da Igreja, comprometidas com a promoção e valorização da vida.
Conclua com a oração da Campanha da Fraternidade:
Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
O serviço, a doação, a solidariedade e a comunhão com nossos irmãos necessitados são frutos da ação salvífica de Deus acontecendo no coração humano.
De que maneira esta passagem me compromete?
O que ela está me pedindo?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
Jesus nos mostra no Evangelho de hoje que a verdadeira religião não é aquela que é marcada por ritualismos e cumprimento de preceitos meramente espirituais, afinal de contas ele não nos perguntará no dia do julgamento final se nós procuramos cumprir os preceitos religiosos, mas sim se fomos capazes de viver concretamente o amor. É claro que a religiosidade tem sentido, principalmente porque é através do relacionamento com Deus que recebemos as graças que nos são necessárias para a vivência concreta do amor, mas a religiosidade sozinha, desvinculada da prática do amor, é causa de condenação e não de salvação.

(6) – O REINO DE DEUS SE DÁ EM GESTOS PEQUENOS
O discurso sobre o fim nos ajuda a compreender o nosso engajamento no tempo presente. A fé em Jesus Cristo tem consequências éticas para a vida do cristão, pois ela exige a caridade. A manifestação definitiva do mistério do Reino de Deus se dá em gestos pequenos, mas significativos e até decisivos. Alguns desses gestos, como os elencados em nosso texto, fazem parte de nossa vida cotidiana: dar de comer aos que têm fome, de beber aos que têm sede, vestir os que estão nus etc. O que é dito no texto vale para todo ser humano que vive neste mundo. É bastante provável que Ez 34, 17-22 tenha servido de inspiração para esse discurso escatológico. Lá também encontramos a separação de ovelhas, carneiros e bodes pelo pastor. A separação, ou juízo, é feita em razão da vida vivida na caridade ou pela indiferença diante do sofrimento e necessidade alheios. Somente o olhar penetrante do pastor, do Filho do Homem, Juiz da história, que ultrapassa as aparências, pode com verdade conhecer a situação de cada um e o que se é de fato. Se o texto fala de condenação é para apelar a viver no amor, que exige o serviço ao semelhante.
Oração:
Espírito Santo, dai-me um coração grande, desejoso de se tornar semelhante ao coração do Senhor Jesus.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – ACOLHER O PRÓXIMO É ACOLHER O PRÓPRIO CRISTO
Acolher o próximo é acolher o próprio Cristo. Jesus deseja ser acolhido e ir ao seu encontro por intermédio do enfermo, do pobre e dos mais sofridos e necessitados.
“Em verdade eu vos digo, que todas as vezes que fizestes isso a um dos menores de meus irmãos, foi a mim que o fizestes!” (Mateus 25, 40).
A Quaresma é um tempo propício para que nos convertamos com relação a certas atitudes, ações e reações que temos na vida. Assim como é um tempo para nos convertermos a Deus, é um tempo também para nos convertermos no que se refere ao nosso próximo. E aqui a Palavra de Deus nos chama a atenção para a nossa conversão em relação aos mais necessitados.
Nós não podemos passar nesta vida sem cuidar e sem receber Jesus que está na pessoa dos mais pobres, dos mais sofridos e necessitados. O mesmo Jesus em que eu creio e ao qual adoro – que está na Eucaristia e vem ao meu encontro quando me abro para Ele – é o Jesus que está na pessoa dos pobres, dos mais sofridos e dos mais necessitados.
Se eu lhe perguntasse o que você gostaria de fazer para Jesus, com certeza, você Lhe daria o melhor da sua comida e o melhor da sua casa e até a decoraria de outra forma para poder acolher o Senhor.
O mesmo Jesus a quem você quer abraçar e deixar abrasar dentro de si deseja ser acolhido e ir ao seu encontro na pessoa do próximo, na pessoa dos mais sofridos e necessitados. Por isso quando você vir alguém passar fome não é esta ou aquela pessoa a quem você alimenta, mas é o próprio Jesus que passa fome no meio de nós. Da mesma forma, quando você vai a um hospital, à casa de alguém doente ou enfermo, é o próprio Jesus a quem você vai visitar e dar o melhor de si. E quando você vir alguém despido, sem vestes, sem roupas, maltrapilho, é Jesus pobre, sofrido e escarnecido.
E por mais duro que seja, Jesus está na pessoa do próximo nas prisões, nos asilos, nos orfanatos, nas ruas, debaixo das pontes, nas palafitas, nas favelas. Jesus está nos hospitais, Ele está onde houver um sofrido, onde houver um necessitado, onde houver aquela pessoa que pode até parecer repugnante aos nossos olhos e aos nossos sentidos. Ali está Jesus.
Portanto, se eu quero cuidar de Jesus, eu preciso cuidar d’Ele onde Ele estiver. Talvez seja mais fácil cuidar da toalha do altar, fazer uma oferta para a Igreja. Maravilha! Essas são algumas maneiras de cuidar das coisas do Senhor. Mas nós precisamos tanto acolher Jesus no meio de nós que podemos comungá-Lo na comunhão com os pobres e no cuidado com os necessitados.
No dia do julgamento final nós não seremos julgados pelas vezes em que comungamos nem pelas vezes em que rezamos o terço e o rosário, ainda que estes sejam meios que nos santifiquem e que nos façam melhores. No entanto, se todos os rosários que rezei, se todas as comunhões que já fiz e se todas as leituras da Bíblia que eu realizei não me converteram, para que eu encontre Jesus naqueles que sofrem, eu preciso realmente deixar que o Evangelho chacoalhe o meu coração e a minha vida.
“Todas as vezes que fizestes isso a um dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes”, diz Jesus no Evangelho segundo São Mateus, no capítulo 25, versículo 40.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – O ENCONTRO QUE SALVA
A descrição evangélica do juízo final é desconcertante. Jesus revolucionou os esquemas humanos ao colocar, como critério de salvação, o reconhecê-lo na pessoa daqueles cuja existência era totalmente vulnerável. A salvação, por conseguinte, não dependeria de experiências místicas elevadas, nem de títulos honoríficos ou funções de destaque na Igreja ou na sociedade e, muito menos, da nobreza de origem. Pelo contrário, a ela se chegaria por um caminho aparentemente simples: o encontro solidário com o irmão sofredor, no qual se reconhece a presença de Jesus.
A salvação, na perspectiva cristã, tem pressupostos claros. Tudo começa com a saída de si mesmo e do próprio comodismo, para se deixar interpelar pelo outro. Esta se dá no confronto com o sofrimento alheio. O sentir-se motivado a ir ao encontro do outro e a fazer um gesto concreto, que supere a ameaça à vida humana, é fruto da ação da graça salvífica de Deus no coração humano. Não-salvífico seria ficar chocado diante da situação e comovido até as lágrimas, ou então, ficar à procura de quem é o responsável pela situação, sem fazer um gesto concreto em defesa da vida e da dignidade ameaçadas. Importa, apenas, o gesto de partilhar, acolher e solidarizar-se. Dele é que decorre a salvação. Este é o caminho que se apresenta a cada cristão, para quem a salvação é um desafio.
Oração:
Senhor Jesus, ajuda-me a reconhecer-te no rosto daqueles cuja existência e dignidade estão ameaçadas.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Vinde benditos de Meu Pai! Recebei como herança o Reino que Meu Pai vos preparou desde a criação do mundo!” (Mt 25, 34bcd).
Temos dificuldade em nos converter de nossos pecados e em fazer uma confissão no Tempo da Quaresma porque o medo de Deus pode nos dominar.
Ora, ninguém se converte de verdade por medo de Deus.
A conversão verdadeira é a que brota de nosso coração cheio de amor por Deus.
Se nosso coração não tem amor por Deus, antes de mais nada precisamos pedir-Lhe que nos mude do medo para a alegria da esperança no perdão. Devemos nos convencer de que antes que nos movamos por amor a Deus a Lhe pedir perdão, Ele mesmo nos antecedeu esperando nossa chegada, com todo amor que o pai do filho pródigo demonstrou por ele.
Perguntamos, então, por qual motivo Jesus fez o discurso tão ameaçador que São Mateus registrou em seu Evangelho, em Mt 25, 31-46?
A finalidade, motivada pela santidade, bondade e prudência divinas, é a de atingir os corações empedernidos, isto é, petrificados e obstinados no pecado. Se não houvesse gente assim neste mundo, Jesus teria omitido a parte ameaçadora de seu discurso. Ele é muito claro: nem todos se salvarão, mas muito irão para o fogo eterno.
Isto quer dizer que quando chegar o Dia do Senhor, o fim do mundo, devemos saber que nem todos os convidados a aceitar Jesus Cristo o aceitaram. Haverá muita gente que rejeitou o Evangelho e que não se considera pecadora por isso.
A Graça de Deus, no entanto, não se imobiliza. Deus não se cansa de cuidar da humanidade que criou e que ama. Por isso um último aviso para a conversão nos é dado em Mt 25.
Consideremos nossa condição de pecadores e por amor a Deus nos convertamos.
Consideremos a condição de um grande número de pessoas que não quer a conversão, sem entender que assim irão para o castigo eterno.
Nossa caridade, neste Tempo de Quaresma, seja o convite à conversão dos pecadores que conhecemos, os que há anos estão afastados da Igreja. Esta é uma das grandes obras de misericórdia espirituais, que, cumpridas, nos aproximam do amor de Deus e nos torna felizes.
Padre Valdir Marques

(10) – A MIM MESMO O FIZESTES
Pensas que a caridade é facultativa?
Que não se trata de uma lei, mas de um simples conselho?
Bem gostaria que fosse assim. Mas assusta-me o lado esquerdo de Deus, esse lado para onde Ele mandou os cabritos, aos quais não censurou o fato de terem roubado, pilhado, cometido adultérios ou perpetrado outros delitos deste tipo, mas o fato de não terem honrado a Cristo na pessoa dos seus pobres.
Por isso, se me julgais dignos de alguma atenção, servos de Cristo, seus irmãos e coerdeiros, visitemos a Cristo, alimentemos a Cristo, tratemos as feridas de Cristo, honremos a Cristo, não só sentando-O à nossa mesa como Simão, não só ungindo-O com perfumes como Maria, não só dando-Lhe sepulcro como José de Arimateia, não só provendo o necessário para a sua sepultura como Nicodemos, não só, finalmente, oferecendo-Lhe ouro, incenso e mirra como os magos.
Mas, uma vez que o Senhor do universo prefere a misericórdia ao sacrifício (cf Mt 9, 13), uma vez que a compaixão tem muito mais valor que a gordura de milhares de cordeiros, ofereçamos a misericórdia e a compaixão na pessoa dos pobres que hoje na terra são humilhados, de modo que, ao sairmos deste mundo, sejamos recebidos nas moradas eternas (cf Lc 16, 9) pelo mesmo Cristo, Nosso Senhor, a quem seja dada glória pelos séculos dos séculos.
São Gregório de Nazianzo (330-390)

(11.1) – O QUE NOS COLOCARÁ A DIREITA DO NOSSO REI É O AMOR VIVIDO JUNTO AOS IRMÃOS
As palavras de Jesus, endereçadas a nós, no evangelho de hoje, vem nos acordar para uma realidade que ninguém pode fugir: a transitoriedade da vida terrena, da vida que passa, e que muitos de nós transformamos em trevas por distanciarmos da Luz que é Jesus! Distanciando do irmão, nós distanciamos desta Luz!
O texto nos sugere uma revisão de vida, a reavermos as nossas atitudes diante dos nossos irmãos, principalmente daqueles que necessitam do nosso auxílio! O caminho que nos levará a eternidade passa pela prática do amor concretizado nas nossas ações solidárias!
O que vai nos colocar à direita do nosso Rei, não são as nossas práticas religiosas, as observâncias de normas, rituais, e sim, o amor vivido junto aos irmãos, um amor escrito no coração de Deus com os nossos gestos concretos em favor dos mais fracos. O que fazemos ou deixamos de fazer a estes irmãos, é a Deus que fazemos, ou deixamos de fazer!
Jesus é o modelo do amor simples, desinteressado, do amor que liberta que nos une como irmãos, é este o amor que devemos viver no nosso dia a dia!
O amor é a motivação de todo aquele que tem a sua vida pautada no exemplo de Jesus! Quem ama, perdoa, acolhe, promove, abraça, carrega, caminha junto, realizando assim a vontade de Deus!
Como povo de Deus, que peregrina aqui na terra, rumo a Pátria definitiva, somos convidados a fazer parte do Reinado de Jesus fazendo o que Ele fazia, acolhendo, promovendo, acalentando os que vivem às margens da sociedade.
O que nos identificará diante de Deus, como filhos da luz, é a marca do amor que deixamos no mundo!
O desafio de quem busca a eternidade, é não desanimar e nem se isolar-se. É servindo ao outro, é partilhando a vida, que estaremos nos preparando para o nosso encontro definitivo com o Pai!
Precisamos aproveitar bem o espaço sagrado que Deus nos concede aqui na terra para construirmos a nossa morada no céu!
A vida de quem realiza a vontade de Deus, não termina nos túmulos frios construídos pelas mãos humanas, pois o destino de quem vive em Deus, é a gloria do céu!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – VENHAM, BENDITOS DE MEU PAI, RECEBER O REINO
O evangelho apresenta Jesus em uma tríplice condição: de Pastor, Rei e Juiz, três formas particulares de compreendê-lo no marco do projeto do reino de Deus. O relato evangélico é rico em uma simbologia projetada ao fim dos tempos. Manifesta-se uma corte real onde o rei é ao mesmo tempo juiz, e julgados, neste caso as nações, que representam a humanidade inteira. O juízo representa a vinda gloriosa do Filho de Deus para dar plenitude à história.
O tempo da quaresma nos abre a uma escuta atenta da Palavra de Deus, que o dia de hoje nos chama a uma revisão profunda de nossos projetos de vida e concretamente de nossas atitudes e comportamentos diante das necessidades humanas do homem, a sede, o desterro, a nudez, a enfermidade e a perda da liberdade.
Nossa proximidade do projeto de Deus não depende tanto e nossas práticas rituais ou cultuais, mas de nossa capacidade de solidarizar-nos com quem padece a dor ou as necessidades graves e urgentes, por serem vítimas da injustiça e da exclusão. É o próprio Deus exigindo sensibilidade e ação cristã.
Claretianos

(11.3) – EU ESTAVA NOS MAIS PEQUENINOS
O Fator surpresa está presente nos dois grupos diferentes, tanto no que foi acolhido no Reino pelo rei, como no que foi impedido de entrar. Isso significa que nenhum deles sabia o critério que o Rei iria usar para acolhê-los e aceitá-los em sua casa. Entretanto, o primeiro grupo, esse dos “sortudões” que conseguiram entrar após ouvirem a voz do Rei “Vinde Benditos do meu Pai…”, viveram uma religião que não se restringia ao culto, atos celebrativos, reuniões e trabalhos pastorais ou nos nossos movimentos. Estes traduziram a Fé em uma vivência capaz de perceber a dignidade do ser humano, imagem e semelhança de Deus, e tratá-lo com esse respeito nas ocasiões em que foram necessárias estendendo a ação pastoral também na família e no ambiente de trabalho ou estudo.
Toda e qualquer pessoa têm a sua dignidade e merece ser tratada como tal, independente da sua conduta moral, da sua raça ou cor, da sua condição social pois em qualquer homem à imagem e semelhança de Deus, a Divindade se faz presente. Jesus não está em algum compartimento isolado do Ser humano, Ele é o Ser humano em sua essência, destinado a viver a vocação do amor em sua plenitude. Vemos o homem mas não vemos a Divindade presente nele, em suas potencialidades de fazer o bem e de amar, em suas virtudes e gestos de grandiosidade de que é capaz.
Também em nossas comunidades temos esses “pequeninos”, presos em seus pecados, nus porque ainda não se revestiram do Cristo, enfermos porque padecem alguma dor incurável na alma, com sede porque ninguém lhes deu a ÁGUA VIVA que é Jesus e Famintos de amor e esperança! Eles estão em todos os lugares mas em nossas comunidades estão mais pertos de nós, fácil de serem tocados, abraçados, acolhidos e amados. No fundo no fundo, são eles que nos acolherão um dia na Casa do Pai, quando nossos ouvidos se deliciarem com as boas vindas “Venham Benditos do meu Pai…”.
Diácono José da Cruz

(11.4) – ATOS CONCRETOS DE AMOR
Levítico 19, 1-2.11-18 – “Sede santos”
Nesta leitura nós constatamos claramente o nosso desígnio para a santidade. A santidade é uma maneira de se caminhar aqui na terra obedientes aos ensinamentos de Deus e vivenciando a Sua Palavra. A nossa santidade se revela por meio das nossas ações em relação aos nossos irmãos. O recado que Ele deu por meio de Moisés é, então, a verdadeira razão pela qual nós também precisamos seguir a nossa vocação. Quando Deus nos ordena, “sede santos”, porque ELE é Santo, nós, criados à Sua imagem e semelhança temos de refletir na terra a Sua santidade. A santidade não é uma opção é um mandamento do Senhor que precisa ser cumprido para a nossa própria felicidade. Ser santo é o nosso destino e requer muitas particularidades. Por isso, é que nós apreendemos do próprio Criador como viver na santidade. Muitas vezes nos perguntamos uns aos outros, o que devemos fazer para ser santos (as), ou no que consiste a santidade. A santidade é justiça, é bondade e assim como o Senhor falou àquele povo por intermédio de Moisés, fala também hoje a nós, através da Sua Palavra. Faça a leitura desse trecho com muita atenção e perceba no que você tem falhado ou acertado, conforme os ensinamentos do Pai: furtar (?), mentir (?); jurar falso (?); explorar o próximo (?); reter o pagamento de alguém (?); amaldiçoar e pôr tropeço diante dos que são deficientes (pecadores) (?); cometer injustiças, protegendo o pobre ou prestigiando o poderoso (?); maledicência, murmuração, conspiração, calúnia, ódio no coração, ser condizente com a culpa do outro, vingança, guardar rancor. Finalmente, o resumo de tudo: “VOCÊ ESTÁ AMANDO O PRÓXIMO COMO A SI MESMO (A)?”

Salmo 18 – “Ó Senhor, vossas palavras são espírito e vida!”
O Senhor Deus é fonte de sabedoria para nós, portanto é a origem da nossa santidade. Sua lei, Seus preceitos, Seu testemunho, Suas obras, Seus julgamentos, Seus mandamentos são perfeitos e nos dão a direção certa no caminho de volta para a nossa Casa, a Casa do Pai. Portanto, o cantar dos nossos lábios e a voz da nossa alma dão testemunho ao mundo de tudo o que Ele é.

Evangelho – Mateus 25, 31-46 – “atos concretos de amor”
O termômetro de Deus para nós é o amor concretizado em ações. A herança que o Senhor nos promete é a vida eterna e obter a vida eterna é viver a santidade. Por isso Jesus também nos dá o roteiro para que possamos perseguir a perfeição enquanto aqui vivemos. Cada orientação que Jesus nos dá é aprendizado para que caminhemos passo a passo rumo ao céu. Não podemos dizer que não conhecemos a receita nem o caminho porque o próprio Jesus nos dá todas as dicas, antecipadamente. Perseguir a santidade é perseguir a vivência do amor com os nossos irmãos e irmãs, mesmo que sejam eles os piores e os mais marginalizados do mundo. Não adiantará para nós a prática do amor somente com aqueles que nós “gostamos e admiramos”, porque Deus é Pai de todos e, por isso, somos também irmãos(ãs), de todos(as). Neste Evangelho Jesus já nos antecipa o quadro quando Ele vier e reunir os povos da terra diante dele. E aí então fará distinção entre os benditos do Pai e os malditos, os felizes e os infelizes. Entre aqueles(as) que viverem segundo o Evangelho, cumprindo o mandamento do amor e aqueles(as) que não seguiram os seus ensinamentos e desprezaram os pobres, doentes, nus, necessitados. Que possamos refletir sobre os nossos gestos concretos de amor, se estamos verdadeiramente vivenciando a todo o momento os ensinamentos apreendidos com Jesus e nós mesmos podemos fazer um parâmetro de que lado nós estaremos quando Ele voltar.
Será que seremos benditos ou malditos?
Leia muitas vezes esse Evangelho e pergunte a você mesmo(a) qual o lugar em que você se posicionaria se Jesus viesse hoje: à esquerda ou à direita Dele?
O que Jesus diria para você se Ele voltasse hoje?
Como são as suas ações no dia a dia?
Helena Serpa

(11.5) – JESUS ASSENTAR-SE-Á EM SEU TRONO GLORIOSO
Jesus assentar-se-á em seu trono glorioso, e separará uns dos outros.
Hoje, é com alegria que celebramos a solenidade de Nosso Senhor Jesus Cristo Rei do Universo. Com esta festa, encerramos o ano litúrgico; o próximo domingo já será o primeiro domingo do advento. O Evangelho mostra Jesus exercendo a sua realeza, no Juízo Final.
A palavra rei vem de reunir. O rei justo é o centro de unidade do povo do seu reino. Como um bom pastor, ele reúne as ovelhas dispersas e cuida das que estão doentes (primeira leitura).
Às vezes, dá impressão que Jesus é um rei fraco. Mas é justamente o contrário. Ele é tão poderoso que não precisa ficar mostrando a sua força a cada momento; mostra-a na hora certa. Ele deixa o joio crescer no meio do trigo, porque sabe o que fazer mais tarde, sem que os bons se percam e a justiça seja feita.
Jesus é o Rei do Universo. Não existe nada e ninguém mais forte nem mais inteligente do que ele. Nada é capaz de barrar o avanço do Reino de Deus no mundo.
Como nosso rei, Jesus prestou-nos o melhor serviço do mundo: tirou-nos do poder das trevas e nos deu a vida eterna. É o que diz a segunda leitura da Missa de hoje (1 Cor 15, 20-26).
E o Evangelho de hoje é a descrição do juízo final. Jesus, o Rei, vai dizer aos que cuidaram dos necessitados: “Vinde, benditos de meu Pai! Recebei como herança o Reino…” Depois dirá aos egoístas, que foram insensíveis diante do sofrimento do próximo: “Afastai-vos de mim, malditos! Ide para o fogo eterno…”
Os condenados tentarão se defender, mas o Rei será inflexível: o que fizeram ao próximo, fizeram ao próprio Jesus.
Na quinta-feira santa, ao lavar os pés dos discípulos, Jesus nos mostrou como Deus quer que exerçamos a autoridade: é cuidando dos súditos e servindo a eles. Ser chefe é cuidar das pessoas a ele confiadas, fazendo justiça com as que são injustiçadas. É para isso que a autoridade tem poder.
E deixar alguém, ao nosso lado, passar fome, ou andar nu ou doente, e não fazer nada por ele, é uma injustiça. Jesus vai cobrar de quem podia ajudar e não o fez.
“Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos, aquele que serve a todos!” (Mc 9, 35).
Jesus é nosso Rei, total único. Para a administração política, ou para qualquer cargo de poder e autoridade, escolhemos apenas representantes de Jesus.
Certa vez, o grupo de jovens de uma Comunidade resolveu, num domingo à tarde, visitar o hospital. Eram jovens novinhos, alguns ainda adolescentes.
Visitando as enfermarias, viram um senhor coberto com um lençol, com apenas a cabeça de fora. Ficaram em volta da cama e começaram a rezar, pedindo a saúde para ele. Os jovens diziam: “Senhor, cure este doente! Que ele possa levantar-se desta cama e andar!”
Estava também na enfermaria um senhor visitando outro doente. Ele falou para os jovens: “Não adianta, ele não vai se levantar nem andar!”
Os jovens não deram ouvidos e continuaram rezando. No fim, ao se despedirem, disseram ao doente: “Deus vai ajudar e o senhor vai se levantar desta cama e andar!”
Novamente o homem disse: “Ele não vai andar!!!” Aproximou-se, puxou o lençol e mostrou para os jovens que o doente não tinha as duas pernas. E disse mais uma vez: “Eu não estou falando? Ele não vai andar. Olhem aí!”
Mas o mais interessante aconteceu depois: os jovens contaram para seus pais o acontecido. Um senhor rico da cidade ficou sabendo, foi ao hospital, pegou aquele doente, que era pobre e o levou para um hospital ortopédico especializado em próteses. Colocaram próteses nas duas pernas do homem e ele realmente se levantou e andou!
Jesus é o Rei do universo. Quando ele disse: “Pedi e recebereis”, empenhou nessa frase o seu nome e o seu poder divino. E Deus, como sabemos, pode tudo. Para ele nada é impossível. Inclusive fazer uma pessoa sem pernas andar.
Todo reino tem sua rainha; é a esposa do rei ou, se ele é solteiro, a sua mãe. Maria Santíssima é a nossa Rainha. Que ela interceda por nós junto ao Rei, seu Filho, a fim de que sejamos bons cidadãos do seu Reino.
Jesus assentar-se-á em seu trono glorioso, e separará uns dos outros.
Padre Antônio Queiroz

(11.6) – VINDE BENDITOS DO MEU PAI!
A presente homilia descreve o final dos tempos, ou seja, o Juízo Final que é um tema tão antigo e tão atual com o qual a humanidade inteira se sempre depara. Dando uma passagem rápida o que dizem as três grandes religiões monoteístas verificamos que o tema é amplamente abordado em sua essência religiosa.
Assim, no cristianismo, às obras de misericórdia que envolvem compromisso de amor a Deus e ao próximo e são fundamentais para se obter a salvação; no judaísmo, está relacionado às obras de piedade presentes no Antigo Testamento; e no islamismo, o bem ou mal que se pratica com os irmãos são obras importantes para possuir o paraíso ou acabar no inferno.
Mateus que é o evangelista que nos apresenta Jesus como o Filho do Homem nos apresenta hoje um Jesus que se intitula e se declara realmente como Rei e Juiz da história da humanidade. Estamos diante do que São Paulo diz: O triunfo de Cristo, a vitória do bem sobre o mal, da vida sobre a morte. É a glória devida ao triunfo de Cristo sobre a cruz. Pois Ele é o Poder de Deus e a sua Sabedoria (1 Cor 1, 24).
Cristo Jesus ressuscitado vindo com poder e grande glória (Lc 21, 27) – assume as funções do verdadeiro Deus: Sua sentença é definitiva: eterna como o fogo eterno preparado pelo pai para os anjos rebeldes. Ele está rodeado de todos os seus anjos que estão submissos em tudo.
Trata-se de um juízo final, ou do início de uma era histórica após a destruição de Jerusalém?
No primeiro caso, Jesus, o Filho do Homem – será o juiz definitivo como vemos no texto. No segundo caso indica quais entrarão a formar parte do novo reino entre os gentios. Os escolhidos serão os misericordiosos que alcançarão misericórdia (Mt 5, 7) ou seja os que agiram com compaixão com os necessitados.
Quais são estes irmãos menores?
Sobre o fogo preparado para o Diabo e os anjos, devemos comentar que na época de Jesus não se esperava que o Diabo estivesse no inferno, porque sabemos pelas palavras do próprio Jesus que viu Satanás cair do céu como um relâmpago (Lc 10, 18). Portanto o inferno não era sua morada, mas o fogo ou lago de fogo será o destino definitivo do Diabo (Ap 20, 10) ao qual será lançado quem não for escrito no livro da vida (Ap 20, 15). Talvez isso explique a influência do maligno em nossa história.
A condenação não é por atos de perversidade, mas de omissão. Talvez porque os primeiros já estavam incluídos na mentalidade antiga. Os segundos eram o grande pecado e ainda são dos batizados chamados discípulos de Cristo. Por outra parte o evangelho de hoje serve para responder à pergunta: Como poderão salvar-se os que não conhecem Jesus ou consideram verdadeira a sua própria religião? Obviamente a fé será substituída pelas obras de misericórdia, necessárias também entre os cristãos porque a fé sem obras está morta (Tg 2, 17) e Paulo afirma que o que tem valor é a fé que atua mediante o amor (Gl 5, 6).
Portanto, lembre-se do que nos é apresentada à atualização da mensagem do Juízo Final que tem, por base, três dimensões: pessoal, eclesial e social, onde, de acordo com os ensinamentos de Jesus, as obras de misericórdia, praticadas em relação aos mais pequeninos, aqui e agora, serão decisivas no dia do Juízo Final, quando o Filho do Homem julgará cada um de acordo com suas obras.
O último juiz virá. E o julgamento dele será sobre o serviço que tiveres prestado aos seus irmãos mais pequeninos. Ele chamará e congregará todos os que lhe forem fiéis e lhes dirá: Vinde benditos de meu Pai, possui por herança o reino que vos está preparado deste a fundação do mundo, porque tive fome e me destes de comer… Será que tu serás um destes benditos? Se sim, parabéns! E se não o tempo é este e a hora é agora de acertares o passo e convertendo-te seguires as pegadas do Mestre.
Canção Nova

(16) – TODAS AS VEZES QUE NÃO FIZESTES ISSO A UM DESSES MAIS PEQUENOS, FOI A MIM QUE O DEIXASTES DE FAZER!
Hoje é-nos recordado o juízo final, «quando o Filho do Homem vier em sua glória, acompanhado de todos os anjos» (Mt 25, 31), e é-nos sublinhado que dar de comer, beber, vestir… resultam obras de amor para um cristão, quando ao fazê-las se sabe ver nelas o próprio Cristo.
Diz São João da Cruz: «À tarde te examinarão no amor. Aprende a amar a Deus como Deus quer ser amado e deixa a tua própria condição». Não fazer uma coisa que tem que ser feita, em serviço dos outros filhos de Deus e nossos irmãos, supõe deixar Cristo sem estes detalhes de amor devido: pecados de omissão.
O Concilio Vaticano II, e a Gaudium et spes, ao explicar as exigências da caridade cristã, que dá sentido à chamada assistência social, diz: «Sobretudo em nossos dias, urge a obrigação de nos tornarmos o próximo de todo e qualquer homem, e de o servir efetivamente quando vem ao nosso encontro, quer seja o ancião, abandonado de todos, ou o operário estrangeiro injustamente desprezado, ou o exilado, ou o filho duma união ilegítima que sofre injustamente por causa dum pecado que não cometeu, ou o indigente que interpela a nossa consciência, recordando a palavra do Senhor: «todas as vezes que o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes» (Mt 25, 40)»
Recordemos que Cristo vive nos cristãos… e diz-nos: «Eu estou convosco todos os dias até ao fim do mundo» (Mt 28, 20).
O IV Concilio de Latrão define o juízo final como verdade de fé: «Jesus Cristo há-de vir no fim do mundo, para julgar os vivos e os mortos, e para dar a cada um segundo as suas obras, tanto aos condenados como aos eleitos (…) para receber segundo as suas obras, boas ou más: aqueles com o diabo castigo eterno, e estes com Cristo glória eterna».
Peçamos a Maria que nos ajude nas ações de serviço a seu Filho nos irmãos.
Rev. D. Joaquim MONRÓS i Guitart

COMEMORA-SE NO DIA 23/Fev

(5) – SÃO POLICARPO
O Santo deste dia é um dos grandes Padres Apostólicos, ou seja, pertencia ao número daquele que conviveram com os primeiros apóstolos e serviram de elo entre a Igreja primitiva e a Igreja do mundo greco-romano. São Policarpo foi sagrado bispo de Esmirna pelo próprio São João, o Evangelista.
Muito reverenciando pelos cristãos como um líder que estes o escolheram para representar o Papa Aniceto na questão da data da celebração da Páscoa.
A carta escrita por Policarpo aos Filipenses foi preservada. Nesta carta ele diz:
“Fique firme e na sua conduta siga o exemplo do Senhor, firme e imutável em sua fé, ame seu irmão, amando a cada um e a todos, unidos na verdade e ajudando a cada um com a bondade do Senhor Jesus, não desprezando a nenhum homem”.
De caráter reto, de alto saber e amor a Igreja, Policarpo era respeitado por todos no Oriente. Com a perseguição, o Santo bispo, de 86 anos escondeu-se até que preso foi dirigido ao governador que o obrigou a ofender a Cristo. Policarpo respondeu: “Há oitenta e seis anos sirvo a Cristo e nenhum mal tenho recebido dele. Como poderei rejeitar aquele a quem prestei culto e reconheço o meu Salvador”.
Condenado no estádio da cidade, ele próprio subiu na fogueira e testemunhou para o povo: “Sede bendito para sempre, ó Senhor; que o vosso nome adorável seja glorificado por todos os séculos”.
Milagrosamente, as chamas não o atingiam e não o machucavam e ele continuava a cantar hinos de louvor a Jesus. Impressionado com o acontecimento, os guardas chamaram um arqueiro para que ele perfurasse o santo com uma flecha. Ao ser atingido o seu sangue apagou as chamas. Os guardas tentaram de novo acender a pira mas sem sucesso. O pro cônsul encarregado do martírio, furioso ordenou que fosse decapitado com uma adaga.
São Policarpo morreu por amor a Deus em 155.
É invocado como protetor das dores de ouvido e das queimaduras.
Reflexão:
Celebrar a festa de São Policarpo é relembrar as origens da Igreja e o valor do sangue dos mártires para a fé dos cristãos. Aceitando doar sua vida pelo Cristo, São Policarpo e muitos outros cristãos demonstraram a total confiança nas promessas de Jesus. Regada com o sangue do martírio, a Igreja brotou forte e conseguiu firmar-se como um espaço de fraternidade e esperança. Hoje em dia nosso martírio acontece nos pequenos desafios do dia a dia, como a paciência com os sofredores, doentes e idosos. Acolher, em Cristo, aqueles que estão sofrendo, nos torna verdadeiros missionários do amor de Deus.
Padre Evaldo César de Souza

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

I SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
A busca da santidade é motivada pela santidade de Deus, e o caminho para ela nos é apresentado pelo próprio Jesus: tudo o que fizermos ao menor dos irmãos, a ele faremos.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Como os olhos dos servos estão voltados para as mãos de seu Senhor, assim os nossos para o Senhor nosso Deus, até que se compadeça de nós. Tende piedade de nós, Senhor, tende piedade de nós! (Sl 122, 2s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Convertei-nos, ó Deus, nosso salvador, e, para que a celebração da Quaresma nos seja útil, iluminai-nos com a doutrina celeste. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Deus manifesta seu amor, revelando seus projetos e seu desejo de que todos sejam santos e herdem o reino pelo compromisso e cuidado com os pobres e necessitados.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Salve Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
Eis o tempo de conversão; eis o dia da salvação (2 Cor 6, 2).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. Quando não enxergamos nos necessitados, o rosto de Jesus, vos pedimos:
AS: Senhor, ajudai-nos a ser bons cristãos.
2. Quando não buscamos viver na santidade e na justiça, vos pedimos.
3. Quando querem brotar em nós palavras e ações não condizentes com o reino, vos pedimos.
4. Quando não valorizamos a caridade, a oração e o jejum, vos pedimos.
5. Quando somos indiferentes à realidade das pessoas e da comunidade, vos pedimos.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, esta oferenda, sinal de nossa dedicação. Fazei que ela santifique a nossa vida e obtenha para nós vosso favor. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Em verdade eu vos digo, tudo o que fizestes ao menor dos meus irmãos, foi a mim que o fizestes, diz o Senhor. Vinde, benditos do meu Pai: tomai posse do reino preparado para vós desde o princípio do mundo (Mt 25, 40.34).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, pela recepção deste sacramento, experimentamos vosso auxílio na alma e no corpo e assim, salvos em todo o nosso ser, nos alegremos com a plenitude da redenção. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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