Liturgia Diária 24/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
24/Fev/2015 (terça-feira)

Quando orardes…

LEITURA: Isaías (Is) 55, 10-11: Convite final
Leitura do Livro do Profeta Isaías:
Isto diz o Senhor: 10 assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, 11 assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 34 (33), 4-5. 6-7. 16-17. 18-19: Louvor à justiça divina
18b O Senhor liberta os justos de todas as angústias.
4 Comigo engrandecei ao Senhor Deus, exaltemos todos juntos o seu nome! 5 Todas as vezes que o busquei, ele me ouviu, e de todos os temores me livrou.
6 Contemplai a sua face e alegrai-vos, e vosso rosto não se cubra de vergonha! 7 Este infeliz gritou a Deus, e foi ouvido, e o Senhor o libertou de toda angústia.
16 O Senhor pousa seus olhos sobre os justos, e seu ouvido está atento ao seu chamado; 17 mas ele volta a sua face contra os maus, para da terra apagar sua lembrança.
18 Clamam os justos, e o Senhor bondoso escuta e de todas as angústias os liberta. 19 Do coração atribulado ele está perto e conforta os de espírito abatido.

EVANGELHO: Mateus (Mt) 6, 7-15: A verdadeira oração. O Pai-nosso.
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 7 Quando orardes, não useis muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras. 8 Não sejais como eles, pois vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais. 9 Vós deveis rezar assim: Pai Nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; 10 venha o teu Reino; seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu. 11 O pão nosso de cada dia dá-nos hoje. 12 Perdoa as nossas ofensas, assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido. 13 E não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal. 14 De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. 15 Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Na liturgia da Quarta-feira de Cinzas, fomos introduzidos na dinâmica própria deste tempo litúrgico: tempo de conversão, esmolas, oração, jejum…
Nesta caminhada quaresmal, guiados pela Palavra de Deus, hoje Jesus nos convida a refletirmos sobre a oração e nos coloca diante das palavras com que ele mesmo se dirigiu ao Pai e ensinou aos seus discípulos.
Deixe-se conduzir pela ação do Espírito Santo que reza em nós, dizendo:
Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Faça uma leitura do texto. Em seguida, proclame a oração do Pai-Nosso pausadamente e procure acolher cada palavra.
O que o texto está dizendo?
Qual expressão chamou mais a sua atenção?
A oração do Pai-Nosso, conforme a narrativa de Mateus, está inserida dentro do bloco de capítulos das bem-aventuranças (5 a 7). Depois de ter dado diversas orientações aos seus discípulos, Jesus então fala sobre a esmola (Mt 6, 1-5), a oração (Mt 6, 5-15) e em seguida sobre o jejum (Mt 6, 16-18). Em Mt 6, 5-6 Jesus advertiu para que a oração não fosse como a dos hipócritas, que gostam de orar nas sinagogas e esquinas para serem vistos, mas sim um relacionamento com Deus que conhece com profundidade o coração humano. Agora nos vv. 7-15, o convite é para não utilizarmos muitas palavras na oração, mas colocarmo-nos com confiança diante do Senhor que conhece as nossas necessidades, antes mesmo que possamos pedir ou dizer algo.
Em seguida, temos a oração do Pai-nosso. Primeiramente, mostra-nos a necessidade de na oração, sair de nós para Deus (teu nome, teu Reino…); depois, aparece a dimensão comunitária da oração (pão nosso, nossas dívidas…). Em seguida, Jesus enfatiza o elemento da reconciliação com Deus e com os irmãos. Transformados por Deus na oração, somos capazes de relações novas com nossos irmãos.
Detenha-se também em outras palavras presentes na narrativa, como por exemplo, Reino, vontade de Deus, santificado seja o nome de Deus, tentações, faltas… Em alguns instantes de silêncio procure compreender melhor o texto.

A VERDADE (Refletir)
Compreendemos portanto, que a oração não é algo superficial na vida do discípulo, mas precisa estar no centro de sua vida. Também Jesus dedicava momentos para o encontro com o Pai, retirava-se para rezar. É pela oração, pelo encontro com o Senhor, que vamos modelando a nossa vida conforme a vida de Jesus. Na oração, colocamo-nos livres, abertos, confiantes, despojados diante de Deus que nos acolhe com infinito amor porque nos conhece profundamente e sabe do que temos necessidade. Ao mesmo tempo, nos dispomos para acolher a sua vontade em nossa vida.
O que o texto diz para mim, hoje?
Qual é a importância da oração em minha vida?
Como é meu relacionamento com Deus na oração?
Tenho tempo para Deus?
Tenho necessidade da oração, da intimidade com Deus?
– Em que consiste minha oração?
– Será que para rezar são necessárias belas palavras?
– Quando rezamos o Pai-Nosso procuramos de fato pensar no que estamos dizendo?
– Qualquer que seja nossa oração, é sempre algo que vem de nosso íntimo?
– Quando pedimos algo, fazemos o que está ao nosso alcance para conseguir o que queremos?

E a VIDA (Orar)
Segundo o Papa Francisco, “a oração é a respiração da alma: é importante encontrar momentos do dia para abrir o coração a Deus, mesmo com simples e breves orações do povo cristão”.
Qual é a oração que desejo dirigir a Deus neste momento?
Pedido, agradecimento, louvor… Reze a oração que Jesus nos ensinou, o Pai-nosso.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Ao longo deste dia, dedique um tempo para seu encontro com Deus na oração.

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
A eficácia da oração não é determinada pela quantidade de palavras nela presentes, pelo seu volume ou pela sua visibilidade, mas antes de tudo pela capacidade de estabelecer um relacionamento sério, profundo e filial com Deus. Quem fala muito, grita e fica repetindo palavras é pagão, que não é capaz de reconhecer a proximidade de Deus e ter uma intimidade de vida com ele. A oração também deve ter um vínculo muito profundo com o próprio desejo de conversão e de busca de vida nova, de modo que ela não seja discursiva, mas existencial e o falar com Deus signifique estabelecer um compromisso de vida com ele e para ele.

(6) – DEUS CONHECE AS NOSSAS NECESSIDADES
A oração tipicamente cristã não se faz por muitas palavras; ela exige fundamentalmente escuta. As palavras devem traduzir o essencial da relação do ser humano com Deus. A vida em Cristo exige a renúncia da hipocrisia que, por sua vez, é um contratestemunho. Não é a oração que é posta em questão, mas o modo de fazê-la, uma maneira que faz dela expressão da vaidade humana. Deus conhece o coração de cada um, antes mesmo que as palavras cheguem à boca. Diante dele a multiplicação de palavras é inútil. Ademais, essa multiplicação de palavras é expressão da pressão exercida sobre Deus para conseguir algo dele. O que Deus concede ao seu povo é fruto de seu amor e de sua bondade, e não de merecimento de quem quer que seja. A oração do Senhor é, para o discípulo, referência no modo de relacionar-se com Deus. Essa oração exprime, em primeiro lugar, a centralidade de Deus e o engajamento filial do discípulo com relação ao Pai. Em seguida, o discípulo consciente de sua condição suplica pelo que deve sustentá-lo na vida cotidiana: pão e perdão. Por fim, como o mal está sempre diante do ser humano, o cristão pede, pela graça de Deus, para não ser envolvido pelo poder da tentação, mas liberto de todo mal.
Oração:
Vinde, Espírito Santo, e dai-nos o dom da sabedoria, para que possamos avaliar todas as coisas à luz da Palavra de Deus e ler nos acontecimentos da vida os projetos de amor do Pai.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – A ORAÇÃO NOS LEVA AO CORAÇÃO DE DEUS
A oração nos leva ao coração de Deus. E o Espírito Santo vem em nosso auxílio para que nossa oração seja cada vez mais eficaz.
“De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram, vosso Pai que está nos céus também vos perdoará” (Mateus 6, 14).
A oração é um elemento fundamental e essencial para o nosso encontro com Deus e para que tenhamos realmente força, motivação e luz para nos convertermos a cada dia.
E como deve ser a nossa oração nos ensina hoje Jesus: Primeiro, não é necessário usar muitas palavras. Sim, não pense que, para isso, serão necessárias palavras bonitas, não pense que serão necessárias a multiplicação, a intensidade e a força das palavras. Existem pessoas que para orar têm de gritar, falar muito alto. Não, isso não é necessário. Deve haver moderação, sobriedade e confiança na forma e na maneira de orarmos e de nos dirigirmos a Deus.
Quando eu quero pedir alguma coisa a alguém não preciso dizer a mesma coisa quinhentas vezes e achar que quanto mais eu falar tanto mais a pessoa vai me dar o que lhe pedi. Não preciso gritar com ela: “Escute, você vai me dar o que eu estou pedindo!?” Da mesma forma, não deve ser assim com Deus; deve haver a suavidade, a confiança mútua e a certeza de que estou conversando com Deus, que é meu Pai e que Ele há de me escutar.
Eu dirijo a Ele minhas palavras O honrando, O santificando, O louvando e Lhe agradecendo. É muito importante que as nossas orações sejam dirigidas ao nosso Pai, não devem ser dirigidas a Santo Expedito, não devem ser dirigidas a esse ou àquele santo. Eles são intercessores, mas o destino de nossa oração deve ser o coração do nosso Pai.
Quando Jesus está conosco orando ao Pai, o Espírito Santo vem em nosso socorro para que nossa oração seja cada vez mais eficaz. Ele é nosso advogado junto ao Pai. Os santos são intercessores: intercedem por nós, pedem por nós junto a Deus, mas quem nos atende e nos acolhe no Seu coração não é nenhum santo, mas sim Aquele que é o Santo dos Santos, o Senhor de todo o universo, o nosso Pai.
Por isso que, na oração, nunca pode ser deixado de lado a santificação e a exaltação do nome do Senhor. Que Ele manifeste entre nós Seu Reino de poder e glória, que Ele nos ajude a fazer aqui na Terra a Sua vontade, como aqueles que são santos e que estão na presença d’Ele no céu já o fazem!
Que não nos falte o pão de cada dia e que saibamos repartir o pão que é nosso com os nossos e com os outros. E um elemento fundamental na oração é o perdão. É difícil perdoar, não é simples perdoar! Por isso todos os dias peçamos ao Pai que nos ensine a perdoar assim como Ele, todos os dias, nos perdoa.
Se nós não perdoamos aos outros, como é que podemos querer obter o perdão de Deus?
Que o Senhor não nos deixe cair em tentação, nos dê força e nos livre de todo mal!
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – A ORAÇÃO DO DISCÍPULO
A oração cristã consiste em estabelecer uma relação amorosa com Deus. Uma relação de amor dá-se num contexto de confiança, de transparência, de profundidade. Nem sempre o ser humano é capaz disto, quando se trata de relacionar-se com Deus, na oração. É comum a tentação de querer argumentar com ele, de transformá-lo em depósito de lamúrias e de considerá-lo solução para todas as pendências humanas.
Jesus denunciou certas tendências erradas no tocante à oração e indicou uma pista para fazê-la de maneira consistente. A oração é um diálogo com o Pai, que não se coloca na mesma altura do orante: ele é santo e está no céu, embora esteja muito perto de quem reza. Diante dele, exige-se uma atitude de reverência e humildade.
O anseio fundamental do orante deve ser de que o Reino do Pai aconteça na história humana e todas as pessoas se submetam a seu projeto. Por outro lado, ele sabe que tudo tem sua origem no Pai, inclusive o pão de cada dia, considerado fruto da preocupação paterna e materna de Deus pelo ser humano. O orante também tem consciência da paciência do Pai com suas fragilidades e pecados. O Pai está sempre disposto a perdoar e a confiar na sinceridade do arrependimento do pecador. Em contrapartida, este reconhece a importância de perdoar a fragilidade e o pecado de seu semelhante. Enfim, o grande desejo do orante é não se deixar levar pela maldade que o afasta do Pai e o leva a prescindir dele.
Oração:
Senhor Jesus, coloca sempre em meus lábios orações que me abram para o Pai e, também, para o mundo que me rodeia.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
No Evangelho de hoje Jesus ensinou seus discípulos e a nós como rezar de maneira agradável a Deus Pai.
Nós conhecemos muito bem a oração que Jesus nos ensinou.
Em cada frase poderíamos nos deter.
No entanto o Pai-Nosso, na Liturgia da Palavra de hoje, nos alerta precisamente para um problema que para muitos é quase insuperável: o perdão de quem nos ofendeu.
Há pessoas que juram não perdoar quem quer que seja, nem pai, nem mãe, nem irmãos, e muito menos inimigos. Estas são as pessoas que Jesus veio precisamente chamar à conversão. Ele nos disse, no Evangelho do sábado passado: “Não vim chamar [para a conversão] os justos, mas sim os pecadores” (Lc 5, 32).
Mas há pessoas, e muitas, que perdoam quem as ofendeu precisamente porque querem responder ao ensino de Jesus no Pai-Nosso.
Quando, na Eucaristia, vamos comungar, não teremos paz de consciência se ainda não perdoamos a quem nos ofendeu. Isto quer dizer que este pedido que Jesus incluiu no Pai-Nosso é muito oportuno e necessário para nós.
No fim do mundo estaremos diretamente perante Deus.
Que sentido haverá qualquer falta de perdão que deixamos de dar?
O melhor, portanto, é perdoar a todos os que nos ofenderam, ainda nesta vida, porque depois não teremos mais tempo.
Mais ainda, como cristãos devemos amar nossos inimigos. Jesus ensinou isto e os seus discípulos o transmitiram ao mundo pelo Evangelho. Amar os inimigos só é possível quando em nosso coração prevalece o amor a Deus. A partir do amor a Deus é que vemos todas as pessoas do mundo, amigas ou inimigas. Para quem ama a Deus todas as pessoas são vistas como amadas por Ele. É verdade, porque Deus ama os pecadores. Ele não quer que morram sem se voltarem para Seu amor. Deus não quer a morte do pecador, mas que se converta e viva (Ez 33, 11).
Não queiramos, nós também, que os pecadores e nossos inimigos morram sem a conversão e reconciliação com Deus. Com todos os que Deus ama, todos os pecadores que Ele e nós perdoamos, viveremos para sempre a felicidade na Vida Eterna.
Padre Valdir Marques

(10) – A ORAÇÃO DOS FILHOS DE DEUS
Para ser fecunda, a oração deve vir do coração e poder tocar o coração de Deus. Vê como Jesus ensinou os seus discípulos a rezar. Cada vez que pronunciamos o «Pai Nosso», Deus, creio, põe o olhar nas suas próprias mãos, onde nos gravou: «Eis que Eu gravei a tua imagem na palma das minhas mãos» (Is 49, 16). Ele contempla as mãos e vê-nos nelas, bem aninhados. A bondade de Deus é maravilhosa!
Peçamos, rezemos o «Pai Nosso». Vivamo-lo, e seremos santos. Está tudo nessa oração: Deus, eu próprio, o meu próximo. Se eu perdoar, poderei ser santo, poderei rezar. Tudo procede de um coração humilde; com tal coração, saberemos amar a Deus, amar-nos a nós mesmos e amar o nosso próximo (Mt 22, 37ss). Não há nada de complicado nisto, e no entanto nós complicamos tanto a nossa vida, agravando-a com tantos fardos. Só uma coisa conta: ser humilde e rezar. Quanto mais rezardes, melhor rezareis.
As crianças não têm dificuldade alguma em exprimir a sua inteligência cândida em termos simples que muito diz.
Não disse Jesus a Nicodemos que temos de voltar a ser como crianças pequenas (Jo 3, 3)?
Se rezarmos segundo o Evangelho, permitiremos que Cristo cresça em nós. Reza portanto com amor, à maneira das crianças, com o desejo ardente de muito amar, e de tornar amado aquele que não o é.
Beata Teresa de Calcutá (1910-1997)

(11.1) – PAI NOSSO QUE ESTÁS NO CÉUS
A nossa relação com Deus, deve ser de dependência e intimidade, como a relação de uma criança com os seus pais!
A nossa intimidade com o Pai, começa com a oração, a oração é o nosso contato direto com Deus, quando falamos com e Ele e Ele fala conosco!
A nossa oração deve ser sincera, deve brotar do nosso coração, ter um vínculo profundo com o nosso desejo de conversão e de buscar uma vida nova em Jesus! Para chegarmos à Deus, não precisamos fazer orações discursivas, o nosso falar com Deus, pode ser até mesmo sem o uso de palavras! Não precisamos enfrentar as nossas dificuldades sozinhos, se temos um Pai que nos ama e quer cuida de nós.
Nós podemos pedir o que quisermos à Deus, desde que seja sempre num espírito de humildade, mas somente Deus sabe o que de fato precisamos e o que será bom para nós!
O nosso “Pedir”, o “Procurar”, o “Bater” devem ser constantes, mas nunca devemos esquecer de que é a vontade de Deus que deve prevalecer e não a nossa!
Feitos nossos pedidos, e conscientes dos nossos deveres, podemos ficar tranquilos, pois tudo pedimos a Deus, virá a seu tempo!
O pecado interrompe o nosso contato com Deus, mas não fecha o seu coração de Pai, um coração que continua aberto para acolher os que querem voltar.
Jesus nos ensinou um caminho novo para retornarmos ao coração do Pai, um caminho tem início na oração do Pai Nosso! Meditando cada palavra desta oração, que é a mais bela síntese de como se deve fazer uma prece, podemos perceber que mais do que uma simples oração, o Pai Nosso, é um roteiro seguro, do qual podemos extrair profundas lições, lições, que nos despertará à conversão, nos levando ao compromisso de reconciliamos com nós mesmos e com os nossos irmãos e assim podermos voltar renovados ao convívio do Pai.
Jesus nos ensina a rezar, mas nos deixa livres, Ele não nos obriga a nada, simplesmente nos propõe uma vida feliz em sintonia com o Pai, através deste contato íntimo e diário com Ele através da oração!
Se colocarmos em prática cada palavra do Pai Nosso, estaremos trilhando o caminho da santidade.
No nosso diálogo com Deus, devemos ser sempre objetivos nas nossas súplicas, e não desejar que por força de nossas muitas palavras, a nossa vontade seja feita, mas sim, a sua vontade.
A oração do Pai Nosso é a oração mais completa que existe, porque ela nos leva ao louvor, a ter compromisso com a vontade do Pai, a recorrer a Ele das nossas necessidades do dia a dia e, principalmente, a pedir perdão com o nosso compromisso de também perdoar os irmãos que nos ofenderam. E, por último, esta oração nos motiva a pedir ao Pai que nos ajude a não cair nas tentações e a nos livrar de todo mal.
Rezemos: Pai Nosso que estás nos céus…
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – CONVERSANDO COM DEUS
Isaías 55, 10-11 – “A Palavra de Deus fecunda o nosso coração”
Comparando a Palavra de Deus com a chuva e a neve que descem do céu, o profeta Isaías nos motiva a compreender a dimensão da sua ação na nossa vida. A Palavra que sai da boca de Deus tem sempre uma atuação extraordinária no solo do nosso coração contribuindo para o nosso crescimento humano e espiritual. O amor de Deus por nós se expressa através da Sua Palavra que nos ilumina, nos orienta e tal como a chuva que cai e fecunda a terra, desce do céu como gotas com o propósito de fertilizar o solo do nosso coração e fazer germinar a Sua semente para o plantio e alimentação da nossa alma. O objetivo de Deus expresso nesta leitura é claro: “realizar tudo o que for de Sua vontade a fim de produzir os efeitos que Ele pretendeu ao enviá-la”. A vontade de Deus para nós é como um paraíso que nos proporciona uma vida promissora e abundante de graças. Quem assim pensar e aceitar a Sua orientação terá uma vida saudável no corpo e na alma. Os efeitos que a Palavra produz em nós são tais quais os que a semente quando regada pela chuva, produz na vida do homem. Somente a escuta atenta da Palavra de Deus far-nos-á viver nesta Quaresma uma preparação eficaz para ressuscitarmos com Cristo, no domingo de Páscoa. Que possamos “enxergar” os efeitos da Palavra de Deus em nós, assim como vemos os efeitos da chuva e da neve na terra que está à nossa vista.
– Você já prestou atenção nos efeitos da chuva quando cai na terra seca?
– Você já enxerga em si mesmo(a) os efeitos da Palavra que medita todos os dias?
– Você já entendeu qual o propósito de Deus para si, pelas mensagens que a palavra lhe dá?
– No seu coração há terra seca, espinhos, mato ou flores e frutos?
Pense nisto!

Salmo 33 – “O Senhor liberta os justos de todas as angústias.”
O salmista exalta a justiça de Deus para com todos os que O procuram. O Senhor nosso Deus está atento às nossas súplicas e sempre pronto a atender as nossas necessidades, principalmente daqueles(as) que têm o coração atribulado e o espírito abatido, isto é, arrependido e humilhado, dependente dos Seus cuidados.

Evangelho – Mateus 6, 7-15 “Conversando com Deus”
Jesus nos ensinou a Oração do Pai Nosso a fim de que pudéssemos nos dirigir ao Pai com um coração contrito e liberto de todo pensamento ou ideia humana que pudesse intervir no nosso relacionamento com Ele. Sabemos que a nossa humanidade decaída, assim como também os nossos achismos e julgamentos interferem no nosso desejo de fazer a vontade do Pai. Mesmo que tenhamos a maior boa vontade e a melhor das boas intenções, terminamos sempre por pedir a Deus “coisas e situações” que estão longe do Seu desígnio para nós. Por isso, Jesus, objetivamente, nos leva em primeiro lugar a louvor e a ter compromisso com o reino dos céus e a vontade do Pai da mesma forma como acontece no céu. Ensina-nos a implorar pelas nossas reais necessidades do dia a dia e, principalmente, a pedir perdão com a garantia de concretamente, também, perdoar os nossos irmãos e irmãs. Assim sendo, Ele próprio nos dá dicas preciosas para não atropelarmos os desígnios que Deus tem para nós, “usando muitas palavras”, pensando que assim seremos ouvidos. Na nossa conversa com Deus, que sejamos, portanto, objetivos nas nossas súplicas e não desejemos que por força das nossas muitas palavras, a nossa vontade aconteça! Simplesmente, aprendamos a glorificar o Pai e pedir a Ele que o seu reino e a sua vontade aconteçam em nós, na terra assim como acontece no céu; o pão para cada dia, o perdão pelas nossas culpas na mesma medida em que perdoamos os nossos irmãos; que nos ajude a não cair na tentação do pecado e a nos livrar do mal que é o demônio. Assim fazendo, a nossa oração, tornar-se-á um eco da Oração que Jesus também fez a Deus Pai dando-nos motivação para que possamos vivenciá-la no dia a dia da nossa vida.
– Você costuma rezar o Pai Nosso?
– Você tem pedido do jeito que Jesus ensinou?
– Você tem cumprido com o que reza no Pai Nosso?
– O que precisa acontecer para que você possa rezar o Pai Nosso assim como Jesus ensinou?
Helena Serpa

(11.3) – JESUS ENSINA A REZAR
No tempo da quaresma a igreja nos convida a viver em oração, penitência e caridade. E hoje, Jesus vem nos ensinar como realizar um destes três pilares: a oração.
Este tempo é bastante propício para reiniciarmos ou darmos continuidade as nossas orações, entretanto elas não precisam ser proferidas em muitas e belas palavras. Não importa quantas e quais palavras utilizemos em nossas orações, Jesus nos garante no evangelho: “vosso Pai sabe do que precisais, muito antes que vós o peçais.” Por isso, a forma mais simples e humilde de orar é através do Pai Nosso.
Todos conhecemos a oração do Pai Nosso, mas exatamente por conhecer muito bem, às vezes oramos sem meditar sobre o que estamos falando. Esta oração é muito bonita e forte, mas de nada nos serve se ela não sair do nosso coração. Seria como uma oração muito bonita e pomposa, mas vazia de sentimento. Penso que este é o principal ponto da oração, ela deve sair do coração não importando se a frase é apenas um “Meu Deus eu te amo, tem piedade de mim”.
Jesus nos ensina a rezar. Ele diz que não precisamos usar palavras bonitas ou difíceis, pois o Pai já sabe do que precisamos, muito antes de nós abrirmos a boca para pedir.
Então a nossa oração serve mais para nós do que para Deus?
Veja que interessante: quando oramos a Deus, estamos lembrando a nós mesmos que é Ele quem está no comando das nossas vidas. E é com essa segurança que voamos cada vez mais alto, e saltamos cada vez mais longe, pois sabemos que Ele não vai nos desamparar.
Na oração do Pai Nosso, também pedimos o alimento de cada dia e o perdão das nossas ofensas. Mas isso é algo que Ele só pode participar parcialmente, pois nós precisamos fazer a nossa parte. Vejamos: pra poder comer, é preciso trabalhar, certo? Ou pelo menos alguém precisa.
Por último, o evangelho nos faz refletir sobre o perdão: “De fato, se vós perdoardes aos homens as faltas que eles cometeram vosso Pai que está nos céus também vos perdoará. Mas, se vós não perdoardes aos homens, vosso Pai também não perdoará as faltas que vós cometestes”.
O texto nos traz uma passagem de Mateus 18, 23-35, que se aplica muito bem a estes dois versículos. Na parábola Jesus compara o Reino ao rei que perdoa a enorme dívida do seu, mas este ao sair da vista do patrão agarra e sufoca um de seus devedores não perdoando sua pequena dívida. Então, este empregado que foi perdoado e não perdoou deverá prestar contas ao rei por sua maldade. E para poder ser perdoado, é preciso perdoar.
Então quando fazemos à oração do Pai Nosso, temos a oportunidade de lembrar que para poder corresponder a todos esses mimos e paparicos do nosso Pai do Céu, precisamos sair do nosso comodismo, trabalhar e perdoar a quem nos ofendeu, e assim, nos libertarmos de uma prisão que nós teimamos em construir em torno de nós mesmos.
Meu irmão, minha irmã, precisamos orar assim como precisamos respirar. Pela oração constante estabelece-se com Deus profunda intimidade e a partir dela somos levados a moções: situações da nossa vida que nos levam para perto do Senhor, aquilo que te conduz a Ele, que nos faz amar mais, perdoar mais. No entanto, quando estamos mergulhados nos ruídos interiores, há o ardil: situações que nos afastam de Deus e nos devia de Seus caminhos. Mas, persevere. Não desista de rezar. Prostra-te até Deus colocar em teu coração a certeza da vitória. Transforme os ruídos interiores em perseverança, em oração. Abras o coração, fales com o Senhor, sejas insistente na oração, estejas aberto a Sua vontade, aguardes a Providência Divina no momento certo da sua vida.
Suplique até Ele colocar em teu coração a certeza da vitória, pois oração é combate. Peça a graça de descobrir as coisas que te prostram e não permitem que perseveres. Se necessário chame e grite: Pai Nosso.
Canção Nova

(11.4) – VÓS DEVEIS REZAR ASSIM
Cada uma das expressões que entram na composição do Pai nosso é uma síntese da forma como Jesus compreende a Deus e do reconhecimento da finitude humana, que requer a intervenção de Deus. “Pai nosso que estais no céu”; é uma forma próxima, familiar de referir-se a Deus, que não é Pai de uns poucos, mas de todos. Santificado seja o vosso nome: é reconhecer sua transcendência; a santidade do homem está intimamente ligada à sensibilidade do ser. “Venha a nós o vosso reino”: a vinda do reino de Deus Pai obedece a um processo de disposição que implica a conversão integral do ser humano e a transformação definitiva das estruturas sociais para tornar mais digna a conversão humana. Faça-se tua vontade…”: solicitar que se realize a vontade do Pai da história e encher as estruturas sociais de justiça e direito. “Perdoa nossas ofensas, como nós perdoamos: o perdão está no centro do projeto de Deus. Porém, ele condiciona o condiciona à forma como nós somos capazes de perdoar os demais. Não nos deixes cair em tentação e livra-nos do mal: não é outra coisa senão reconhecer que muitas das tentações-oferecidas, as estruturas e comportamentos humanos foram levantados sobre a injustiça, a morte, a guerra, a fome, a exclusão. Desses males Deus pode libertar-nos, porém convida a humanidade a que lute por construir outro mundo possível que supere essas maldades e avance para a santidade, reflexo do próprio Deus.
Claretianos

(11.5) – A IMPORTÂNCIA DA ORAÇÃO
Bom dia!
Esses dias ficou enfatizado a importância do Jejum, hoje falaremos da oração.
Comecemos pela primeira leitura de hoje:
“(…) Isto diz o Senhor: assim como a chuva e a neve descem do céu e para lá não voltam mais, mas vêm irrigar e fecundar a terra, e fazê-la germinar e dar semente, para o plantio e para a alimentação, assim a palavra que sair de minha boca: não voltará para mim vazia; antes, realizará tudo que for de minha vontade e produzirá os efeitos que pretendi, ao enviá-la.” (Isaias 55, 10-11)
Como rezar?
Como saber se nossa prece chegou ao Senhor?
Como saber?
Saibam que esse é um dos maiores dilemas dos cristãos. Sabemos que Ele nos ouve e que suas palavras não voltam sem cumprir seu destino, mas não sabemos se o tocamos.
Como suprimir essa angustia?
Nossa humanidade requer respostas. Viramos o volante, esperamos que o carro mude de direção; pisamos no freio, esperamos que pare; compramos um bilhete de rifa, esperamos pelo menos saber o número sorteado. Precisamos dessa alimentação, que chamam de feedback para saber se a atitude que tomamos correspondeu ao desejado. Importante salientar: tudo isso faz parte de um conjunto de atos instintivos, primitivos e bem normais.
Um bebê chora esperando assim chamar atenção para algo; uma criança rola no chão esperando a mesma coisa; rezamos esperando ser ouvidos…
Será que somos ouvidos?
É claro que sim! Mas essa angústia é tão remota que os mais antigos queimavam suas ofertas, imaginando assim, ao ver a fumaça subir ao céu, levava consigo as suas preces. A fumaça era um sinal visível da oração. Ela reforçava a sua fé.
Ela é muito usada ainda hoje só que na forma de incenso, mas em nossas orações diárias não vemos fumaça (graças a Deus! risos), mas então o que nos faz ter a certeza que elas chegaram a Deus?
Uma resposta simples – A fé!!
Jesus nos deu a matriz de todas as orações – O Pai Nosso – partindo dela saem e originam as outras orações. Decoradas ou espontâneas o que as diferencia é a fé de quem as proclama. Celina Borges sintetizou numa canção como devemos evocar a Deus em nossa oração:
“(…) Vou te buscar com todo o meu coração. E além do véu te encontrar. Face a face te ver, te tocar te sentir. E dizer tudo aquilo, que eu tenho em mim. Hoje eu vou tocar no Senhor, COM MINHA FÉ, VOU RASGAR O CÉU COM A MINHA ORAÇÃO E te ver face a face”. (Hoje eu vou tocar no Senhor – Celina Borges)
A oração é uma busca por Deus. É não se contentar de vê-lo passar sem o tocá-LO. Portanto O FOCO DA ORAÇÃO NÃO É O PEDIDO OU O QUE É VISÍVEL E SIM A CONVERSA.
O Apostolo Paulo alertava que não sabemos pedir e em virtude disso o Espírito Santo vem para pedir por nós (Romanos 8, 26). Esse mesmo Espírito faz-se agitar pela fé, confiança esta que fez o cego saber que Jesus passava por ali mesmo sem vê-lo ou quando moveu a mulher que sofria de Hemorragia a enfrentar as cotoveladas e empurrões da multidão para pelo menos tocar a orla de seu manto.
Saiba que a oração termina, mas a amizade não! Ele não é um Deus injusto ou insensível (Romanos 6, 10); precisamos ter paciência, não precisamos ver a fumaça, os sinais, os milagres… A confiança daqueles que creem esta, como diz o Dunga da Canção Nova, em se aproximar corajosamente do Trono de Graça.
“(…) Nenhuma criatura lhe é invisível. Tudo é nu e descoberto aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas. Temos, portanto, um grande Sumo Sacerdote que penetrou nos céus, Jesus, Filho de Deus. Conservemos firme a nossa fé. Porque não temos nele um pontífice incapaz de compadecer-se das nossas fraquezas. Ao contrário, passou pelas mesmas provações que nós, com exceção do pecado. Aproximemo-nos, pois, confiadamente do trono da graça, a fim de alcançar misericórdia e achar a graça de um auxílio oportuno”. (Hebreus 4, 13-16)
Como já afirmei o PAI NOSSO é a matriz das orações, mas ele muda de acordo com a fé de quem reza. Vamos tentar novamente?
Pai Nosso que estais no céu…
Um imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(11.6) – A ORAÇÃO E SUA EFICÁCIA
A comunicação verbal é extremamente importante, ela expressa o que pensamos, quem somos e até o que queremos fazer. Para conhecer as pessoas é preciso estabelecer com elas um diálogo, falar e ouvir, vamos sabendo quem são, onde moram, o que pensam, o que fazem na vida e até o que ainda pretendem fazer. Quanto mais conversamos mais vamos nos tornando íntimos daquela pessoa. Estar perto das pessoas não é suficiente para que as conheçamos e elas nos conheçam, sem essa comunicação verbal, é como se elas não existissem.
Por isso não dá para imaginar a vida de um Cristão sem a oração. Para muitos a oração é uma coisa chata e monótona, certas fórmulas repetitivas que até dá sono. Também a nossa conversa com uma pessoa pode ser chata, fútil e sem serventia alguma se eu não tiver com essa pessoa uma relação consistente. Com Deus é a mesma coisa, se a nossa Fé for infantil, ou a nossa relação com Ele for marcada pelo medo, as nossas orações de fato serão bem chatas e nos farão bocejar…O modo como rezamos revela quem somos e quem é Deus em nossa vida…Na encantadora fase do namoro, qualquer palavra que o amado ou a amada diz, é linda maravilhosa e se fala aos sussurros…
Conheci um gerente muito famoso, que era tão importante na cidade, pois naquele tempo tinha só uma indústria, e se dizia que era Deus no céu e ele na terra. Por duas vezes consegui chegar na temida sala da Gerência onde atrás de uma enorme mesa ficava o Gerente, franzino de corpo mas imponente, prepotente e muito poderoso. Chegar diante dele em sua sala já era uma grande façanha, era como se a gente estivesse diante de deus, ou de alguma Fada Madrinha, que poderia atender ao nosso desejo.
Pois nas duas vezes fiquei decepcionado, enquanto eu falava nervosamente sobre a minha necessidade dentro da empresa, ele de cabeça baixa fazia desenhos em um papel e quando silenciei ele perguntou “Terminou?”. E eu dizendo que sim, ouvi a resposta seca, curta e grossa “Isso não posso e nem quero fazer…” A conversa terminou ali, levantei-me e saí, com o sangue fervendo, pelo pouco caso do deusinho tão temido por todos.
Nosso Deus não é assim, ele nos acolhe, ouve a nossa oração, responde-nos com carinho e amor, (precisamos ouvir Deus em nossas orações) conhece todas as nossas necessidades antes mesmo de as manifestarmos e sempre nos atende, (muitas vezes não do jeito que pedimos, mas do jeito dele, que é sempre o mais certo). Na oração falamos com Deus em pé de igualdade, não nos esqueçamos de que Ele é Homem como nós, e compreende as nossas súplicas e “choramingos”. Não nos atende com frieza e indiferença mas está ao nosso lado, caminhando junto passo a passo.
Jesus percebe que a oração dos pagãos era um palavrório sem fim, tem gente que acha que para falar com Deus é preciso fazer um discurso, com as palavras certas para convencê-lo. Uma coisa importante que precisamos saber, nossas orações, mesmo aquelas feitas com muita Fé e desespero, não mudam o modo de pensar e de agir de Deus, ele não age de acordo com a cara do Freguês, então a oração tem como objetivo nos sintonizar com o seu desígnio, na oração Deus se dá a conhecer e se revela cada vez mais…mas não podemos querer manipulá-lo…
Por isso Jesus ensinou aos discípulos o seu jeito de rezar, é a oração de quem chama a Deus de Pai porque vive em seu amor, é a oração de quem sabe reconhece a Santidade do nome de Deus, é a oração de quem só quer fazer a Vontade de Deus. Deus é Pão, é alimento, é o amor que perdoa generosamente, por isso a relação de quem crê e reza assim, deve ser um reflexo de quem é Deus, Ele é Amor e Perdão, sua imagem viva está em nós e por isso só o refletimos ao próximo quando vivemos neste amor.
Enfim, no Pai Nosso afirmamos nossa decisão de viver em comunhão profunda com Deus e os irmãos, tendo sempre por base o amor e o perdão, é a oração da igualdade porque o chamamos de Pai, reconhecendo que somos todos irmãos. É a oração onde fazemos um trato com Deus, Ele nos dá o seu Reino e nós nos comprometemos em fazer este reino acontecer em nossas relações fraternas com todos os homens.
Diácono José da Cruz

(16) – E, ORANDO, NÃO USEIS DE VÃS REPETIÇÕES, PORQUE VOSSO PAI SABE O QUE VOS É NECESSÁRIO
Hoje, Jesus – que é o Filho de Deus – me ensina a me comportar como um filho de Deus. O primeiro ponto é a confiança quando falo com Ele. Mas o Senhor adverte: «Quando orardes, não useis de muitas palavras, como fazem os pagãos. Eles pensam que serão ouvidos por força das muitas palavras» (Mt 6, 7). Porque os filhos, quando falam com os pais, não usam raciocínios complicados, nem muitas palavras, mas com simplicidade pedem tudo aquilo que precisam. Sempre tenho a confiança de ser ouvido porque Deus – que é Pai – me ama e escuta. De fato, orar não é informar a Deus, mas pedir-lhe tudo o que preciso, já que «vosso Pai sabe o que vos é necessário, antes de vós lho pedirdes» (Mt 6, 8). Não seria um bom cristão se não oro, como não pode ser bom filho quem não fala habitualmente com seus pais.
O Pai Nosso é a oração que Jesus mesmo nos ensinou, e é um resumo da vida cristã. Cada vez que rezo ao Pai, nosso, deixo-me levar de sua mão e lhe peço aquilo que preciso cada dia para ser melhor filho de Deus. Preciso, não somente o pão material, mas – sobretudo – o Pão do Céu. «Peçamos que nunca nos falte o Pão da Eucaristia» Também aprender a perdoar e a ser perdoados: «Para poder receber o perdão que Deus nos oferece, dirijamo-nos ao Pai que nos ama», dizem as formulas introdutórias ao Pai Nosso da Missa.
Durante a Quaresma, a Igreja me pede para aprofundar na oração. «A oração é conversar com Deus, é o bem maior, porque constitui (…) uma união como Ele» (São João Crisóstomo). Senhor, preciso aprender a rezar e obter consequências concretas na minha vida. Sobretudo, para viver a virtude da caridade: a oração me dá força para viver cada dia melhor. Por isso, peço diariamente que me ajude a desculpar tanto as pequenas chatices dos outros, como perdoar as palavras e atitudes ofensivas e, sobretudo, a não ter rancores, e assim poder dizer-lhe sinceramente que perdoo de todo coração a quem me tem ofendido. Conseguirei, porque em todo momento me ajudará a Mãe de Deus.
Rev. D. Joaquim FAINÉ i Miralpech

COMEMORA-SE NO DIA 24/Fev

(5) – SÃO SÉRGIO
Existem vários santos com o nome de Sérgio. Hoje celebramos aquele que foi martirizado em Cesaréia da Capadócia, no tempo do imperador Diocleciano. São Sérgio vivia no deserto enquanto os cristãos estavam sendo perseguidos e entregando a vida em sacrifício de louvor.
Por ocasião das festas em honra a Júpiter, Saprício, governador da Armênia e da Capadócia, mandou reunir os cristãos no templo dedicado a Júpiter. Obrigou-os a prestar culto ao deus pagão. Movido pelo Espírito Santo para ir à Cesaréia, lá ele encontrou no centro da praça a imagem de Júpiter, considerado como o maior dos deuses entre os pagãos.
Diante da imagem os sacerdotes pagãos acusavam os cristãos e os condenavam, com o motivo de serem eles os culpados da omissão dos deuses diante das necessidades do povo.
Sérgio, o venerado eremita, reprovou com veemência o culto ao ídolo, proclamando a todos que somente o Deus vivo e verdadeiro, Jesus Cristo, o Deus dos cristãos, era digno de todo louvor e adoração.
Foi, então, conduzido perante o governador que o condenou à morte. São Sérgio foi imediatamente decapitado. Os cristãos recolheram seu corpo e uma piedosa senhora sepultou-o em sua própria casa.
Reflexão:
O mártir São Sérgio soube reconhecer a presença de Jesus Cristo na sua vida a ponto de entregá-la por ele. Levou vida de oração e união com Deus e com seus irmãos cristãos. Para nós, cristãos do século XXI, fica o exemplo de amor e santidade de São Sérgio, que nos inspira para continuar acreditando no Amor de Deus e na construção de seu Reino de Justiça e paz.
Padre Evaldo César de Souza

(10) – S. LÁZARO
Morreu entre 856 e 867. Pintava ícones ou imagens em Constantinopla, quando lá reinava Teófilo, iconoclasta furioso. Este mandou lançá-lo numa cloaca, de onde conseguiu escapar, voltando depois a pintar. O imperador mandou que se lhe queimassem as palmas das mãos, mas a imperatriz Teodora escondeu-o numa igreja, tratou-o e conseguiu restabelecê-lo. Lázaro foi encarregado de levar a Roma a notícia de que a imperatriz Teodora resolvera a discussão em favor do culto das imagens. Diz-se que ele morreu num naufrágio.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

I SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Jesus nos ensina a orar, pondo-nos em contato com o Pai e comprometendo-nos com os irmãos. A oração cristã é como chuva que irriga o coração e nos ajuda a reconhecer nossa filiação divina.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Vós fostes, Senhor, o refúgio para nós de geração em geração: desde sempre e para sempre vós sois Deus (Sl 89, 1s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Olhai, ó Deus, vossa família e fazei crescer no vosso amor aqueles que agora se mortificam pela penitência corporal. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A escuta atenta da palavra de Deus, unida à oração sincera e agradável a ele, produz frutos de perdão e amor.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
O homem não vive somente de pão, mas de toda palavra da boca de Deus (Mt 4, 4).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. Dai-nos, Senhor, um coração amoroso e atento à vossa palavra.
AS: Senhor, ouvi-nos e atendei-nos.
2. Concedei saúde e paz aos que trabalham por um mundo melhor.
3. Ajudai-nos a orar sem acúmulo de palavras vãs nem apego à nossa própria vontade.
4. Fortalecei-nos no perdão e auxiliai-nos na conversão diária.
5. Admiti no vosso reino todos os que partiram desta vida.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, criador de todas as coisas, acolhei as oferendas que recebemos da vossa bondade e transformai os alimentos desta vida em refeição da vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Quando chamei por vós, me respondentes, ó Deus, minha justiça! Soubestes aliviar-me na angústia; tende piedade mim, atendei à minha prece! (Sl 4, 2).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, por este sacramento, dai-nos moderar os desejos terrenos e amar os bens celestes. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS
Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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