Liturgia Diária 25/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
25/Fev/2015 (quarta-feira)

A multidão em busca de um sinal

LEITURA: Jonas (Jn) 3, 1-10: Conversão de Nínive e perdão divino
Leitura da Profecia de Jonas:
1 A palavra do Senhor foi dirigida a Jonas, pela segunda vez: 2 “Levanta-te e põe-te a caminho da grande cidade de Nínive e anuncia-lhe a mensagem que eu te vou confiar”. 3 Jonas pôs-se a caminho de Nínive, conforme a ordem do Senhor. Ora, Nínive era uma cidade muito grande; eram necessários três dias para ser atravessada. 4 Jonas entrou na cidade, percorrendo o caminho de um dia; pregava ao povo, dizendo: “Ainda quarenta dias, e Nínive será destruída”. 5 Os ninivitas acreditaram em Deus; aceitaram fazer jejum, e vestiram sacos, desde o superior ao inferior. 6 A pregação chegara aos ouvidos do rei de Nínive; ele levantou-se do trono e pôs de lado o manto real, vestiu-se de saco e sentou-se em cima de cinza. 7 Em seguida, fez proclamar, em Nínive, como decreto do rei e dos príncipes: “Homens e animais bovinos e ovinos não provarão nada! Não comerão e não beberão água. 8 Homens e animais se cobrirão de sacos, e os homens rezarão a Deus com força; cada um deve afastar-se do mau caminho e de suas práticas perversas. 9 Deus talvez volte atrás, para perdoar-nos e aplacar sua ira, e assim não venhamos a perecer.” 10 Vendo Deus as suas obras de conversão e que os ninivitas se afastavam do mau caminho, compadeceu-se e suspendeu o mal, que tinha ameaçado fazer-lhes, e não o fez. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 51 (50), 3-4, 12-13. 18-19: Miserere
19b Ó Senhor, não desprezeis um coração arrependido!
3 Tende piedade, ó meu Deus, misericórdia! Na imensidão de vosso amor, purificai-me! 4 Lavai-me todo inteiro do pecado, e apagai completamente a minha culpa!
12 Criai em mim um coração que seja puro, dai-me de novo um espírito decidido. 13 Ó Senhor, não me afasteis de vossa face, nem retireis de mim o vosso Santo Espírito!
18 Pois não são de vosso agrado os sacrifícios, e, se oferto um holocausto, o rejeitais. 19 Meu sacrifício é minha alma penitente, não desprezeis um coração arrependido!

EVANGELHO: Lucas (Lc) 11, 29-32: O sinal de Jonas
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 29 Quando as multidões se reuniram em grande quantidade, Jesus começou a dizer: “Esta geração é uma geração má. Ela busca um sinal, mas nenhum sinal lhe será dado, a não ser o sinal de Jonas. 30 Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração. 31 No dia do julgamento, a rainha do Sul se levantará juntamente com os homens desta geração, e os condenará. Porque ela veio de uma terra distante para ouvir a sabedoria de Salomão. E aqui está quem é maior do que Salomão. 32 No dia do julgamento, os ninivitas se levantarão juntamente com esta geração e a condenarão. Porque eles se converteram quando ouviram a pregação de Jonas. E aqui está quem é maior do que Jonas.” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
O apelo à conversão mais uma vez está presente na liturgia de hoje. É próprio deste tempo litúrgico a insistência para abrirmos o coração para Deus e para os irmãos. Um caminho de conversão é exigente. Precisamos nos predispor vontade, mente e coração para darmos passos. É certo que não caminhamos sozinhos. Deus nos concede a sua graça.
Peçamos ao Senhor, que possamos bem rezar a Palavra de Deus deste dia e acolher o seu projeto de amor em nossa vida: Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Vamos fazer a leitura orante do Evangelho de hoje relacionando-o com o texto da primeira leitura. Leia pausadamente em sua Bíblia o texto de Jn 3, 1-10.
Qual é a mensagem de Jonas aos ninivitas?
Jonas é chamado por Deus e enviado para Nínive para anunciar a mensagem do Senhor: chamar o povo à conversão. Embora fossem necessários três dias para atravessar a grande cidade de Nínive, já no primeiro dia da pregação de Jonas, o povo da cidade toda abraçou o arrependimento, desde o superior ao inferior. Também o rei proclama um decreto para toda Nínive: “cada um deve afastar-se do mau caminho e de suas práticas perversas”. Ou seja, os habitantes de Nínive se converteram sem esperar grandes sinais, apenas a pregação de Jonas.
Agora, tomemos o texto do Evangelho. Leia o texto com calma e procure compreendê-lo.
A quem Jesus está se dirigindo?
Qual é o sinal que o povo estava buscando?
Por que Jesus diz que nenhum sinal será dado a não ser o sinal de Jonas?
Por que Jesus diz que o Filho do Homem será o sinal para esta geração?

A VERDADE (Refletir)
Jesus é o grande sinal, o enviado de Deus, muito maior do que Salomão e do que Jonas. Porém, é necessário a conversão do coração para reconhecer que tudo o que Jesus ensina e faz é sinal: a libertação dos oprimidos, promoção da vida, resgate da dignidade, curas…
O que o texto diz para minha vida?
Como o apelo à conversão proclamado por Jonas e recordado por Jesus foi acolhido em meu coração?
Preciso de sinais para crer?
Diante do apelo à conversão, qual é a minha resposta?
– Minha presença serve de anúncio de que Deus nos ama?
– Convenço-me de que Deus está comigo nas tribulações?
– Mantenho-me firme na esperança?
– Peço o dom da fé que me leve a esperar firmemente?
– Eu me esforço para ser lerdo quando se trata de irritar-se?

E a VIDA (Orar)
Um coração penitente é um coração simples, humilde, confiante no Senhor. Qual é a oração que brotou em seu coração? Conclua rezando em sua Bíblia, o salmo da liturgia de hoje, Sl 51(50): Ó Deus, tem piedade de mim, conforme a tua misericórdia; no teu grande amor cancela o meu pecado. Lava-me de toda a minha culpa e purifica-me de meu pecado. Reconheço a minha iniquidade…

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Em meu coração, existe o verdadeiro desejo de mudança?
Que outro apelo a Palavra de Deus despertou em mim e desejo colocar em prática na minha vida?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
Para muitas pessoas, Deus deve manifestar-se constantemente para todos, pois somente assim o mundo poderá crer. Na verdade, essas pessoas querem uma demonstração evidente da existência de Deus e da sua presença no nosso dia a dia, porém o Evangelho de hoje nos mostra que assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, Jesus é um sinal para nós, e Jonas foi um sinal para os ninivitas apenas por suas palavras, que os ninivitas ouviram e creram. Deste modo, Jesus é um sinal para nós por sua palavra e é nela que devemos crer e não ficar exigindo que ele fique realizando “milagres” para que fundamentemos a nossa fé.

(6) – É NECESSÁRIO VER PARA CRER?
A fé em Jesus não está subordinada a nenhum ato espetacular e grandioso; ela é dom recebido pelo testemunho daqueles que foram testemunhas oculares de tudo o que Jesus fez e ensinou. Exigir um sinal para crer é tentar Deus. É nesse sentido que os contemporâneos de Jesus o provocam. Há certos esquemas mentais que impedem de reconhecer a visita salvífica de Deus em Jesus, pois defendem o “é necessário ver para crer”. Como no relato das tentações, Jesus se recusa a satisfazer essa exigência tal qual solicitada. Jesus mesmo, toda a sua vida, é um sinal que remete ao mistério de Deus. A evocação do episódio de Jonas serve para apelar à penitência, necessária para acolher o Reino de Deus que se faz presente na pessoa de Jesus (cf. Mc 1, 15). É pela penitência que se alcança a purificação do coração, necessária para reconhecer que tudo o que Jesus faz e ensina é sinal; a vida inteira de Jesus é um sinal. O coração livre de todo apego é condição para acolher o mistério de Deus tal qual ele se revela em Jesus Cristo.
Oração:
Jesus Mestre, santificai minha mente e aumentai minha fé. Jesus Vida, fazei que minha presença contagie a todos com o vosso amor e a vossa alegria.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – CRISTO QUER FAZER DE VOCÊ UMA NOVA CRIATURA
Cristo quer fazer de você uma nova criatura. Para isso é preciso pôr em prática as palavras d’Ele de conversão e mudança de vida.
“Com efeito, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração” (Lucas 11, 30).
Nesta passagem bíblica, vemos que Jesus está inconformado com os homens de Sua época e chama aquela geração de má e perversa porque eles buscam um sinal, querem uma garantia, uma certeza, de Deus, de como e quando Seu Reino vai se manifestar. Mas, na verdade, eles são incrédulos, indiferentes a isso e também maldosos, porque, tempos atrás, Deus já havia lhes dado o sinal de Jonas, o qual, naqueles dias, torna-se vida, realidade concretizada na pessoa de Jesus.
Primeiramente porque Jonas foi o profeta da penitência e da conversão, pois, quando Nínive quase toda caiu em pranto por causa dos seus pecados, ele pregou àquele povo pedindo-lhe um espírito de penitência e de conversão, e Deus veio em socorro desse povo porque este aceitou fazer penitência e se purificar dos seus pecados.
Aqui está Jesus entre nós anunciando o Reino de Deus, chamando-nos à conversão e a crer no Evangelho, a nos penitenciarmos e nos libertarmos dos pecados. Os ninivitas ouviram Jonas, mas esse povo não ouve Jesus nesse momento, por isso a vida deles não muda e anda para trás.
É preciso escutar Jesus, não basta achar bonito o que Ele prega e o que Ele ensina. É necessário deixar que Suas palavras caiam em nosso coração, fecundem-nos e façam uma transformação na nossa maneira de agir e de pensar. Por isso que, neste tempo quaresmal, somos chamados a fazer quarenta dias de penitência, seja pela oração, seja pela caridade ou pelo jejum. Somos chamados, sobretudo, a focar nossa vida naquilo em que precisamos urgentemente de conversão para que a graça de Deus venha em nosso auxílio.
O profeta Jonas passou três dias na barriga da baleia, esse é um sinal daquilo que vai acontecer com Jesus, que vai passar três dias ali no fundo do sepulcro ou, melhor dizendo, nas profundezas da morte. Assim como Jonas foi cuspido para fora do ventre da baleia, Jesus sairá da terra, do Seu sepulcro, vivo e ressuscitado, para nos dar uma vida nova.
No entanto, se não escutarmos primeiramente as palavras de conversão e mudança de vida de Jesus, assim como ocorreu com o povo eleito por Deus, também não saberemos reconhecer que Ele está presente no meio de nós na Sua ressurreição. Se a penitência é a morte, o “homem velho” que fica para trás, a ressurreição é a vida nova. Só experimenta a ressurreição quem passa pela paixão e pela purificação interior.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – O SINAL DE JONAS
Em torno de Jesus, reuniam-se pessoas sintonizadas com ele e pessoas que nutriam contínua desconfiança a respeito dele e de sua pregação. Este segundo grupo instigava Jesus a dar um sinal concreto de sua messianidade. Não lhes bastavam os sinais e prodígios portentosos realizados por Jesus. Eles queriam muito mais.
O Mestre não se deixava enredar na trama de seus opositores. O sinal a ser oferecido, no evento de sua ressurreição, seria comparável à experiência de Jonas que, durante três dias e três noites, permaneceu no ventre de um monstro marinho e, depois chamou os ninivitas à conversão. Assim como os gestos prodigiosos realizados por Jesus não foram suficientes para convencer seus inimigos, também sua ressurreição não chegaria a tocar-lhes o coração. Vítimas de um fechamento renitente, insensível a qualquer forma de abordagem, eles caminhavam para a condenação. Apesar de terem Jesus tão perto de si e poderem escutar sua pregação, não se deixavam convencer. O bom exemplo da rainha de Sabá, vinda de longe para ouvir o rei Salomão, e dos ninivitas, convertidos no confronto com a pregação de Jonas, não lhes sugeria nenhuma atitude de benevolência em relação a Jesus.
O Mestre, porém, não se omitia de levar adiante sua missão de ser um sinal para o povo de seu tempo. Quem acolhia suas palavras e se convertia já experimentava a salvação.
Oração:
Senhor Jesus, dá-me um coração dócil, capaz de acolher, com generosidade, o teu testemunho, deixando-me transformar por ele.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Aqui está quem é maior que Salomão” (Lc 11, 31g).
“Aqui está quem é maior que Jonas” (Lc 11, 32e).
Quantas vezes temos todas as condições para nos converter, para nos arrepender, para nos confessar de nossos pecados, mas por qualquer motivo não o fazemos.
Nosso comodismo e indiferença às advertências de Deus são a causa disto.
Na vida espiritual corremos o risco de não dar a importância devida ao que Deus nos ensina, corrige, inspira, aconselha, tudo com amor de Pai.
Isto pode ser de tal modo perigoso que corremos o risco de deixar passar a ocasião preparada por Deus para nossa conversão e morrermos em pecado. Podemos, finalmente, terminar na morte eterna, no inferno. Não pensemos que isto pode ser desconsiderado. Foi por motivos como este que Jesus condenou um grande número de judeus que em seu tempo não chegaram a entender que a Salvação era Ele quem trazia ao mundo. Foi por isto que a classe dirigente de Israel ignorou Jesus e o Reino de Deus, terminando por perder a Salvação que Jesus lhes trouxera.
Jesus não trouxe a Salvação para que nós não lhe déssemos a menor importância.
Isto somente acontece quando somos ignorantes espirituais.
Podemos ficar fora do Reino de Deus e perder a Vida Eterna mesmo tendo vivido muitos anos dentro da Igreja.
É para isto que o Evangelho de hoje nos adverte.
Se a rainha de Sabá foi, de sua distante terra, procurar a sabedoria de Salomão, mais ainda deviam procurar a Sabedoria de Deus, na pessoa de Jesus Cristo, os judeus de seu tempo. Muitos dos que conviveram com Ele não O levaram a sério e foram condenados.
Se os ninivitas se converteram após ouvir um profeta que foi a Nínive, para lhes pregar a conversão para evitar a punição divina, muitos contemporâneos de Jesus não quiseram reconhecer Nele O Profeta que Moisés profetizara em Dt 18, 18. Assim estes que desprezaram Jesus, O Profeta de Israel, terminaram condenados à morte eterna.
Temos a possibilidade de encontrar Jesus todos os dias.
Todos podemos comungar diariamente, estando em estado de Graça. Jesus está a nosso alcance sempre que o procuramos.
E procurá-Lo sempre é que deve ser nossa maior ocupação. Não foi isto que fez Maria, irmã de Marta, no dia em que Jesus as foi visitar? Maria escolheu a melhor parte que não lhe foi tirada: ouvir dos lábios de Jesus a verdadeira sabedoria (Lc 10, 42).
Sejamos fiéis a Jesus Cristo: procuremos sua companhia e intimidade sempre, mesmo em meio a nossas maiores ocupações: nosso coração esteja atento a tudo o que Ele nos ensinar, para nos conduzir à felicidade da Vida Eterna.
Padre Valdir Marques

(10) – FIZERAM PENITÊNCIA AO OUVIR A PREGAÇÃO DE JONAS; ORA, AQUI ESTÁ QUEM É MAIOR DO QUE JONAS
Arrependamo-nos; convertamo-nos da ignorância ao verdadeiro conhecimento, da loucura à sabedoria, da injustiça à justiça, da impiedade a Deus. São numerosos os bens que daí derivam, como diz o próprio Deus em Isaías: «Esta é a herança dos servos do Senhor» (54, 17). Não é ouro nem prata, nem o que os vermes corroem, nem o que roubam os ladrões (Mt 6, 19), mas o inestimável tesouro da salvação. […] É esta herança que nos põe nas mãos o testamento eterno pelo qual Deus nos assegura os seus dons. Este Pai que nos ama com tanta ternura exorta-nos, educa-nos, ama-nos e salva-nos incessantemente. «Sede justos», diz o Senhor. «Todos vós que tendes sede, vinde beber desta água. Mesmo os que não tendes dinheiro, vinde, comprai trigo para comer sem pagar nada. Levai vinho e leite, que é de graça» (Is 55, 1). Ele convida-nos ao banho que purifica, à salvação, à iluminação […]. Os santos do Senhor herdarão a glória de Deus e o seu poder, «que os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu» (1 Cor 2, 9) […].
Tendes esta promessa divina da graça, e por outro lado ouvistes as ameaças do castigo: são as duas vias pelas quais o Senhor salva […]. Porque tardamos? Porque não acolhemos o seu dom, escolhendo o melhor? […] «Repara que coloco hoje diante de ti a vida e o bem, a morte e o mal» (Dt 30, 15). O Senhor tenta fazer-te escolher a vida; aconselha-te como um pai […].
De quem dirá o Senhor: «deles é o Reino do Céu» (Mt 5, 3)? É vosso, se o desejardes, quando tiverdes escolhido a Deus. É vosso, se quiserdes acreditar e seguir o essencial da mensagem, como os ninivitas que escutaram a mensagem do profeta e obtiveram, graças ao seu arrependimento sincero, a salvação, em vez da ruína que os ameaçava.
São Clemente de Alexandria (150-c. 215)
(16.1) – ASSIM COMO JONAS FOI SINAL PARA OS NINIVITAS, ASSIM O FILHO DO HOMEM O SERÁ TAMBÉM PARA ESTA GERAÇÃO
Hoje, Jesus nos diz que o sinal que dará à “geração malvada”, de fato, assim como Jonas foi um sinal para os ninivitas, assim também será o Filho do Homem para esta geração (cf. Lc 11, 30). Da mesma maneira que Jonas deixou que o lançasse pela margem para acalmar a tempestade que ameaçava com afundá-los — e, assim, salvar a vida da tripulação—, do mesmo modo que Jesus permitiu que o lançassem pela margem para acalmar as tempestades do pecado que põem em perigo nossas vidas. E, de igual forma que Jonas passou três dias no ventre da baleia antes que esta o vomitara são e salvo a terra, assim Jesus passaria três dias no seio da terra antes de abandonar a tumba (cf. Mt 12, 40).
O sinal que Jesus dará aos “malvados” de cada geração é sua morte e ressurreição. Sua morte, aceita livremente, é o sinal do incrível amor de Deus por nós: Jesus deu sua vida para salvar a nossa. E sua ressurreição de entre os mortos é o sinal de seu divino poder. Trata-se do sinal mais poderoso e comovedor jamais dado.
Mas, Jesus é também a sinal de Jonas em outro sentido. Jonas foi um ícone e um meio de conversação. Quando em sua prédica «Jonas entrou na cidade e começou a percorrê-la, caminhando um dia inteiro. Ele dizia: «Dentro de quarenta dias, Nínive será destruída!» (Jon 3, 4) adverte aos ninivitas pagãos, estes se convertem, pois todos eles — desde o rei até as crianças e animais— se cobrem com serapilheira e cinzas. No dia do julgamento, os homens da cidade de Nínive ficarão de pé contra esta geração. Porque eles fizeram penitência quando ouviram Jonas pregar. E aqui está quem é maior do que Jonas.” (cf. Lc 11, 32) predicando a conversão a todos nós: Ele o próprio Jesus. Portanto, nossa conversão deveria ser igualmente exaustiva.
«Pois Jonas era um servente», escreve São João Crisóstomo na pessoa de Jesus Cristo, «mas eu sou o Mestre; e ele foi jogado pela baleia, mas eu ressuscitei dos mortos; e ele proclamava a destruição, mas vim a predicar a Boas Novas e o Reino».
Na semana passada, na quarta-feira de Cinza, nos cobrimos com cinza, e cada um escutou as palavras da primeira homilia de Jesus cristo, «O tempo já se cumpriu, e o Reino de Deus está próximo. Convertam-se e acreditem na Boa Notícia» (cf. Mc 1, 15). A pergunta que devemos fazer-nos é: — Respondido já com uma profunda conversão como a dos ninivitas e abraçado aquele Evangelho?
Fr. Roger J. LANDRY
(16.2) – EIS AQUI ESTÁ QUEM É MAIOR DO QUE SALOMÃO (…) E EIS AQUI ESTÁ QUEM É MAIOR DO QUE JONAS
Hoje, o Evangelho nos convida a centrar nossa esperança no mesmo Jesus Cristo. O próprio João Paulo II escreveu que «não será uma Fórmula a salvar-nos, mas uma Pessoa, e a certeza que Ela nos infunde: ‘Eu estarei convosco!’».
Deus – que é Pai – não nos abandonou: «O cristianismo é graça, é a surpresa de um Deus que, não satisfeito com criar o mundo e o homem, saiu ao encontro da sua criatura» (João Paulo II).
Encontramo-nos começando a Quaresma: Não deixemos passar a oportunidade que nos oferece a Igreja: «É agora o momento favorável, é agora o dia da salvação» (2 Cor 6, 2) Depois de contemplar na Paixão o rosto doloroso de Nosso Senhor Jesus Cristo, ainda pediremos mais sinais de seu amor? «Aquele que não cometeu pecado, Deus o fez pecado por nós, para que nele nos tornemos justiça de Deus» (2 Cor 5, 21). Mais ainda: «Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como é que, com ele, não nos daria tudo?» (Rom 8, 32). Ainda queremos mais sinais?
No rosto ensanguentado de Cristo « Eis aqui está quem é maior do que Salomão (…) e eis aqui está quem é maior do que Jonas» (Lc 11, 31-32). Este rosto sofrido da hora extrema, da hora da Cruz é «Mistério no mistério, diante do qual o ser humano pode apenas prostrar-se em adoração. De fato, «Para transmitir ao homem o rosto do Pai, Jesus teve não apenas de assumir o rosto do homem, mas de tomar inclusivamente o “rosto” do pecado» (João Paulo II). Queremos mais sinais?
«Eis o homem!» (Jo 19, 5): Eis aqui o grande sinal. Contemplemo-lo desde o silêncio do “deserto” da oração: «O que todo cristão deve fazer em qualquer tempo [rezar], agora deve fazê-lo com mais solicitude e com mais devoção: assim cumpriremos a instituição apostólica dos quarenta dias» (São Leão Magno, papa).
Rev. D. Antoni CAROL i Hostench

COMEMORA-SE NO DIA 25/Fev

(5) – SÃO CESÁRIO DE NAZIANZO
O santo de hoje era irmão de São Gregório. Foi médico da corte imperial, sob o reinado de Juliano, que o tentou inutilmente convertê-lo ao paganismo. Cesário foi um catecúmeno durante grande parte da sua vida e só recebeu o batismo depois de sobreviver milagrosamente de um terremoto em Nicéia. Alguns detalhes de sua vida nos são conhecidos através da oração fúnebre composta por Gregório.
O nome Cesário, de origem latina, significa grande, honrado. Nasceu em 330 e viveu grande parte da vida em Alexandria, onde estudou geometria, astronomia e medicina. O ofício de médico o levou a corte imperial de Constantinopla. Como médico imperial, Cesário foi tentado várias vezes a abandonar o cristianismo e assumir a vida pagã.
Mas depois do episódio do terremoto, onde teve sua vida salva pela graça de Deus, Cesário deixou a medicina e passou a dedicar tempo para a salvação das pessoas. Recebeu o batismo, viveu vida de penitente, mas faleceu jovem, em 369.
Em seu testamento deixou o desejo expresso de doar sua riqueza aos pobres. Em tudo serviu a Deus e soube amar Jesus Cristo mesmo em situações adversas.
Reflexão:
Ás vezes, imaginamos os santos como homens extraordinários e especiais. São Cesário nos mostra que a vida dos santos não possui nada de especial, a não ser seu grande amor radical ao Cristo. Todos nós somos vocacionados à santidade, e buscar Jesus Cristo de maneira incondicional é dever de todo cristão.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SANTA VALBURGA
Valburga nasceu em Devonshire, na Inglaterra meridional em 710. Era uma princesa dos Kents, cristãos que desde o século III se sucediam no trono. Ela viveu cercada de nobreza e santidade. Seus parentes eram reverenciados nos tronos reais, mas muitos preferiram trilhar o caminho da santidade e foram elevados ao altar pela Igreja, como seu pai, são Ricardo e os irmãos Vilibaldo e Vunibaldo.
Valburga tinha completado dez anos quando seu pai entregou o trono ao sobrinho, que tinha atingido a maioridade e levou a família para viver num mosteiro. Poucos meses depois, o rei e os dois filhos partiram em peregrinação para Jerusalém, enquanto ela foi confiada à abadessa de Wimburn. Dois anos depois seu pai morreu em Luca, Itália. Assim ela ficou no mosteiro onde se fez monja e se formou. Depois escreveu a vida de Vunibaldo e a narrativa das viagens de Vilibaldo pela Palestina, pois ambos já eram sacerdotes.
Em 748, foi enviada por sua abadessa à Alemanha, junto com outras religiosas, para fundar e implantar mosteiros e escolas entre populações recém-convertidas. Na viagem, uma grande tempestade foi aplacada pelas preces de Valburga, por ela Deus já operava milagres. Naquele país, foi recebida e apoiada pelo bispo Bonifácio, seu tio, que consolidava um grande trabalho de evangelização, auxiliado pelos sobrinhos missionários.
Designou a sobrinha para a diocese de Eichestat onde Vunibaldo que havia construído um mosteiro em Heidenheim e tinha projeto para um feminino na mesma localidade. Ambos concluíram o novo mosteiro e Valburga eleita a abadessa. Após a morte do irmão, ela passou a dirigir os dois mosteiros, função que exerceu durante dezessete anos. Nessa época transpareceu a sua santidade nos exemplos de sua mortificação, bem como no seu amor ao silêncio e na sua devoção ao Senhor. As obras assistenciais executadas pelos seus religiosos fizeram destes mosteiros os mais famosos e procurados de toda a região.
Valburga se entregou a Deus de tal forma que os prodígios aconteciam com frequência. Os mais citados são: o de uma luz sobrenatural que envolveu sua cela enquanto rezava, presenciada por todas as outras religiosas e o da cura da filha de um barão, depois de uma noite de orações ao seu lado.
Morreu no dia 25 de fevereiro de 779 e seu corpo foi enterrado no mosteiro de Heidenheim, onde permaneceu por oitenta anos. Mas, ao ser trasladado para a igreja de Eichestat, quando de sua canonização, em 893, o seu corpo foi encontrado ainda intacto. Além disso, das pedras do sepulcro brotava um fluído de aroma suave, como um óleo fino, fato que se repetiu sob o altar da igreja onde o corpo foi colocado.
Nesta mesma cerimônia, algumas relíquias da Santa foram enviadas para a França do Norte, onde o rei Carlos III, o Simples, havia construído no seu palácio de Atinhy, uma igreja dedicada a Santa Valburga. O seu culto, em 25 de fevereiro, se espalhou rápido, porque o óleo continuou brotando. Atualmente é recolhido em concha de prata e guardado em garrafinhas distribuídas para o mundo inteiro. Os devotos afirmam que opera milagres.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

I SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Apelo constante em nossa vida, a conversão exige mudança de disposições a atitudes. É fundamental estar atentos a esse apelo, certos de que o Senhor não despreza um coração arrependido.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Lembrai-vos de vossa misericórdia e de vosso amor, pois são eternos. Nossos inimigos não triunfem sobre nós; libertai-nos, ó Deus, de toda angústia! (Sl 24, 6.3.22)

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Considerai, ó Deus, com bondade o fervor do vosso povo. E, enquanto mortificamos o corpo, sejamos espiritualmente fortalecidos pelos frutos das boas obras. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A palavra de Deus mostra-se capaz de nos pôr no caminho da conversão. Jesus é o maior sinal do cumprimento da vontade de Deus.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente (Jl 2, 12s).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. Atendei, Senhor, às necessidades da Igreja e abençoai seus ministros.
AS: Nós vos rogamos, Senhor.
2. Concedei que os povos todos vos reconheçam como único Deus e salvador da humanidade.
3. Fortalecei as comunidades e suas pastorais, para que sejam sempre atentas aos sinais dos tempos.
4. Iluminai os governantes, para que busquem a paz e o bem comum das nações.
5. Abri nosso coração à vossa bondade e propiciais-nos contínua conversão.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Nós vos ofertamos, o Deus, estes dons que nos destes para oferecer-vos. E, assim como os tornais para nós um sacramento, sejam também remédio para a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Senhor, alegrem-se todos os que em vós confiam e exultem eternamente aqueles que protegeis (Sl 5,12).

Oração depois da Comunhão
Senhor nosso Deus, que não cessais de nos alimentar com os vossos sacramentos, concedei que esta refeição nos alcance a vida eterna. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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