Liturgia Diária 01/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
01/Mar/2015 (domingo)

Transfiguração de Jesus

LEITURA: Gênesis (Gn) 22, 1-2.9a.10-13.15-18: O sacrifício de Abraão
Leitura do Livro do Gênesis:
Naqueles dias: 1 Deus pôs Abraão à prova. Chamando-o, disse: “Abraão!” E ele respondeu: “Aqui estou”. 2 E Deus disse: “Toma teu filho único, Isaac, a quem tanto amas, dirige-te à terra de Moriá, e oferece-o ali em holocausto sobre um monte que eu te indicar”. 9a Chegados ao lugar indicado por Deus, Abraão ergueu um altar, colocou a lenha em cima, amarrou o filho e o pôs sobre a lenha em cima do altar. 10 Depois, estendeu a mão, empunhando a faca para sacrificar o filho. 11 E eis que o anjo do Senhor gritou do céu, dizendo: “Abraão! Abraão!” Ele respondeu: “Aqui estou!”. 12 E o anjo lhe disse: “Não estendas a mão contra teu filho e não lhe faças nenhum mal! Agora sei que temes a Deus, pois não me recusaste teu filho único”. 13 Abraão, erguendo os olhos, viu um carneiro preso num espinheiro pelos chifres; foi buscá-lo e ofereceu-o em holocausto no lugar do seu filho. 15 O anjo do Senhor chamou Abraão, pela segunda vez, do céu, 16 e lhe disse: “Juro por mim mesmo – oráculo do Senhor –, uma vez que agiste deste modo e não me recusaste teu filho único, 17 eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar. Teus descendentes conquistarão as cidades dos inimigos. 18 Por tua descendência serão abençoadas todas as nações da terra, porque me obedeceste”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 116 (115), 10-15. 16-17. 18-19: Ação de Graças
114, 9 Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.
10 Guardei a minha fé, mesmo dizendo: “É demais o sofrimento em minha vida!” 15 É sentida por demais pelo Senhor a morte de seus santos, seus amigos.
16 Eis que sou o vosso servo, ó Senhor, vosso servo que nasceu de vossa serva; mas me quebrastes os grilhões da escravidão! 17 Por isso oferto um sacrifício de louvor, invocando o nome santo do Senhor.
18 Vou cumprir minhas promessas ao Senhor na presença de seu povo reunido; 19 nos átrios da casa do Senhor, em teu meio, ó cidade de Sião!

LEITURA: Romanos (Rm) 8, 31b-34: Hino ao Amor de Deus
Leitura da Carta de São Paulo aos Romanos:
Irmãos: 31b Se Deus é por nós, quem será contra nós? 32 Deus que não poupou seu próprio filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com ele? 33 Quem acusará os escolhidos de Deus? Deus, que os declara justos? 34 Quem condenará? Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou, e está, à direita de Deus, intercedendo por nós? – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

EVANGELHO: Marcos (Mc) 9, 2-10: A transfiguração
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Marcos.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 2 Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João, e os levou sozinhos a um lugar à parte sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. 3 Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar. 4 Apareceram-lhe Elias e Moisés, e estavam conversando com Jesus. 5 Então Pedro tomou a palavra e disse a Jesus: “Mestre, é bom ficarmos aqui. Vamos fazer três tendas: uma para ti, outra para Moisés e outra para Elias.” 6 Pedro não sabia o que dizer, pois estavam todos com muito medo. 7 Então desceu uma nuvem e os encobriu com sua sombra. E da nuvem saiu uma voz: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que ele diz!” 8 E, de repente, olhando em volta, não viram mais ninguém, a não ser somente Jesus com eles. 9 Ao descerem da montanha, Jesus ordenou que não contassem a ninguém o que tinham visto, até que o Filho do Homem tivesse ressuscitado dos mortos. 10 Eles observaram esta ordem, mas comentavam entre si o que queria dizer “ressuscitar dos mortos”. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Neste segundo domingo da quaresma, mais uma vez nos encontramos com a riqueza da Palavra de Deus. Celebramos na liturgia a memória da Transfiguração do Senhor. O autor Raniero Cantalamessa, em seu livro O Mistério da Transfiguração, nos diz: “Jesus se transfigura ainda hoje na Escritura, e não basta a inteligência humana para tornar suas vestes cândidas, isto é, suas palavras claras e compreensíveis… Asseguramos que nenhuma leitura científica pode, por si só, iluminar o mistério encerrado na Escritura. Só o Espírito Santo pode fazê-lo”.
Peçamos que o Espírito Santo nos ilumine para compreendermos o mistério da vida de Cristo revelado na Transfiguração: Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
É o momento de compreendermos o texto.
O que ele diz?
Leia calma e silenciosamente o texto do Evangelho. Depois, leia novamente em voz alta e pausadamente, e procure repetir as palavras que chamam sua atenção.
Quais personagens aparecem no texto?
Onde eles se encontram?
O que acontece no alto da montanha?
Como os discípulos reagem?
O que significam as palavras: “Este é o meu Filho amado. Escutai-o!”?
Por que os discípulos não compreenderam o que Jesus queria dizer com “ressuscitar dos mortos”?
Alguns elementos presentes no texto: diferentemente de outros relatos em que Jesus realiza curas e milagres, aqui algo se realiza em Jesus. A roupa branca e brilhante revela a manifestação da luz divina que Jesus irradia de seu interior. A Transfiguração é um efeito da oração de Jesus. A montanha é lugar onde Deus se comunica e se manifesta. Moisés e Elias aparecem conversando com Jesus e representam a Lei e os Profetas do Antigo Testamento. A voz do Pai revela quem é Jesus e qual a sua missão: “o Filho amado, escutai-o”.

A VERDADE (Refletir)
Agora, vamos trazer a reflexão da Palavra para a nossa vida.
O que o texto me fala?
Que aspectos do mistério de Deus esta passagem proporciona conhecer?
Como Cristo viveu isso?
Que luz nos dá Jesus, com sua pessoa e sua mensagem?
De que maneira esta passagem nos compromete?
O que ela está me pedindo?
Na montanha, os discípulos foram testemunhas, contempladores da grandeza de Jesus. Contemplar o rosto de Jesus ilumina a nossa caminhada, mesmo nas noites mais escuras. A glória manifestada na transfiguração é a transparência do amor e da liberdade com que Jesus sempre se relacionou com seus discípulos e com o povo.
– Que significado tem a transfiguração de Jesus para minha vida?
– Por que Pedro queria erguer três tendas?
– Quem são os que ouvem a Jesus?
– Procuro ser prudente e usar de cautela ao contar alguma coisa nova que ouvi?
– Qual é minha reação quando ouço comentários negativos a respeito de pessoas?

E a VIDA (Orar)
Ouvimos Deus que nos falou em sua Palavra. Agora, somos impelidos em direção àquele a quem temos ouvido.
O que o texto bíblico me inspira a dizer a Deus?
Conclua com a oração composta por São João Paulo II:
Senhor Jesus, concede-me crer firmemente no amor que tu me revelaste e que doaste no teu Evangelho. Faze que eu ouça cada dia a tua voz que me chama a seguir-te para sentir sempre em mim os benefícios da tua redenção. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual é o novo olhar que nasceu em mim, a partir da Palavra?
Apelos que recebi e compromissos que desejo concretizar em minha vida.

REFLEXÕES

(5) – REFLEXÃO
“E transfigurou-se”.
Ouvir o Filho para transfigurar-se. Os dois primeiros domingos da Quaresma são para nós uma síntese do Mistério Pascal de Cristo.
No primeiro fomos colocados diante da tentação, força do mal que Cristo também enfrentou. Ele venceu pela Palavra, pela humildade e por sua fiel adoração ao Pai. O mal e a morte não são invencíveis (1 Cor 24, 26). Jesus o fez na Ressurreição e será completo quando entregar o Reino ao Pai (24).
Jesus se transfigura, com suas vestes brancas e brilhantes, símbolos de sua Ressurreição. A gloriosa transfiguração é uma demonstração de que a vitória já está Nele.
Temos dois grupos de pessoas: o grupo de Moisés e Elias, simbolizando a lei e os profetas que falaram Dele. Os discípulos puseram Jesus entre eles. Vemos que o Antigo Testamento não é uma oposição a Jesus, mas uma preparação.
A atitude de Pedro querendo colocar Jesus no Antigo Testamento e achar que tudo estava bom, era a tentação dos primeiros cristãos que não conseguiam romper com o passado. A aliança de Deus com Abraão, dando-lhe a descendência por ter obedecido, é a bênção para todas as nações da terra (Gn 22, 18).
Esta bênção é Jesus, o Filho amado do Pai sacrificado. Por ter obedecido, recebe a vida na Ressurreição, como Isaac é poupado e substituído pelo cordeiro. Jesus é o Cordeiro que nos substitui e nos une a Si em sua Ressurreição e Glorificação.
Quando Pedro ainda falava, o Pai (simbolizado pela nuvem) se faz presente e proclama o Filho como Aquele que, de agora em diante é a lei e a profecia: “Este é meu Filho amado. Escutai o que Ele diz” (Mc 9, 7).
Não temos o problema dos primeiros cristãos, mas temos um problema que percorre os séculos: não ouvimos o Filho amado do Pai.

Desceram à planície
Ouvir o Filho e obedecer sua palavra é participar de sua transfiguração do Filho e da bênção a todos os povos. A transfiguração de Jesus explica-nos como será nossa transfiguração por participarmos de seus sofrimentos e de sua morte. Vencer a tentação unido ao Cristo que foi tentado é ser transfigurado por sua Ressurreição.
Viver a obediência de Abraão e de seu herdeiro, Jesus, é tornar-se também uma bênção. Continuamos na visão da glória, mesmo quando contemplamos o Cristo crucificado.
Rezamos na oração da Eucaristia: “Alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória”.
Lavados dos pecados nos santificamos para celebrar os sacramentos pascais. Depois da maravilhosa transfiguração os apóstolos e Jesus desceram para a planície, para alimentar a vida do povo.
Continuamos carregando fragilidades, mas na certeza da manifestação da glória. Ser transfigurado é transformar-se em ação de transformação do mundo das pessoas.

Participar das coisas do Céu
A vida cristã não é só mirar um futuro distante, mas caminhar orientando a própria vida pela palavra que ouvimos do Filho. Por isso rezamos no salmo: “Andarei na presença do Senhor na terra dos vivos” (Sl 115).
Temos a certeza que Deus está ao nosso lado: “Se Deus é por nós, quem será contra nós? Deus, que não poupou seu próprio Filho, mas o entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com Ele?” (Rm 8, 31-34).
A Transfiguração está a nos estimular a “ainda na terra, participar das coisas do Céu” (Pós-Comunhão). As celebrações da Quaresma são preparação para a Páscoa, não algo que vai acontecer, mas a participação dos mistérios de Cristo nas celebrações.
Padre Luiz Carlos de Oliveira

(6) – O PAI AGE EM JESUS, REVELANDO A SUA FILIAÇÃO DIVINA
O livro do Gênesis é o livro das origens: da criação, do mal e da fé no Deus único e verdadeiro. Na primeira leitura, temos o relato do sacrifício de Abraão. Deus não pretende tirar a vida de Isaac, como se pode notar no próprio relato – filho que Abraão teve com Sara já na sua velhice –, mas testar e aprofundar a fé do Patriarca. Para o Antigo Testamento, o sacrifício não é algo negativo, mas positivo, porque une o homem a Deus. Pela sua confiança em Deus, Abraão estava disposto e preparou tudo para oferecer o seu filho. Seu sacrifício e sua fé constituíram-se numa fonte de bênçãos. A promessa de Deus de uma descendência numerosa para Abraão é consequência de sua obediência a Deus. Na leitura cristã do Antigo Testamento, o sacrifício de Isaac é figura do sacrifício de Jesus.
O relato da transfiguração do Senhor é a sequência do primeiro anúncio da paixão, morte e ressurreição do Senhor (Mc 8, 31-33) e da apresentação das exigências para seguir Jesus (Mc 8, 34-38). Os discípulos, entre outros, têm dificuldade de aceitar a novidade do messianismo vivido por Jesus, um Messias que passa pelo sofrimento e pela morte. Desde então, a glória de Jesus está ligada à sua paixão e morte. O caminho do discípulo, no entanto, é o caminho do Mestre. A transfiguração é uma prolepse do mistério pascal de Jesus Cristo. O passivo divino “foi transfigurado” significa que o Pai é quem age em Jesus, revelando a sua filiação divina.
A observação de que as vestes ficaram brancas como nenhuma lavadeira conseguiria fazê-lo é o modo bíblico de dizer que se trata de uma revelação de Deus. O desconcerto de Pedro diante do mistério deve ser vencido pela escuta do Filho bem amado de Deus. É preciso escutar Jesus, pois sua mensagem descortina o mistério de Deus; é preciso escutar o Senhor, pois só ele tem “palavras de vida eterna”. A transfiguração de Jesus nos ajuda a compreender que aquele que vai sofrer a paixão e ser glorificado é o Filho de Deus que se encarnou para a nossa salvação. O que sustenta nossa vocação cristã, o que sustenta nossa fé é a graça da ressurreição do Senhor. O sofrimento e a morte não são a última palavra. O Senhor, ressuscitado dos mortos, venceu o mal e a morte; glorioso, nos faz participantes de sua vitória. Este é o conteúdo da esperança cristã. É preciso manter os ouvidos abertos e o olhar fixo no Senhor, que passou pelo sofrimento e pela morte, e ressuscitou. A experiência dos efeitos de sua ressurreição conduz os discípulos, todos nós, a vivermos a adesão à pessoa de Jesus Cristo no cotidiano de nossa vida.
Oração:
Jesus, divino Mestre, eu louvo e agradeço o vosso Coração porque entregaste vossa vida por mim.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – O MESSIAS TRANSFIGURADO
A convivência com Jesus não foi suficiente para levar os discípulos a compreendê-lo em profundidade. Suas palavras, seu modo de se relacionar com as pessoas e seus gestos miraculosos ofereciam pistas para isso. Esta dinâmica de conhecimento, no entanto, aconteceu de forma lenta e penosa.
Nem sempre os discípulos tiveram suficiente agilidade mental para penetrar na identidade de Jesus. Não seria conveniente que o momento da paixão os encontrasse despreparados. Correriam o risco de não compreender o verdadeiro sentido da cruz e morte de Jesus.
A experiência da transfiguração foi uma maneira de queimar etapas e colocar os discípulos, de forma transparente, diante da realidade de Jesus. O rosto radiante e as vestes esplendorosas simbolizavam sua santidade. O diálogo com Moisés e Elias situava-o no âmago das Sagradas Escrituras: a Lei e os Profetas apontavam para ele e tinham nele seu centro. Sumamente importante foram as palavras do Pai. Jesus era seu Filho querido, a quem todos deviam dar a máxima atenção. O Filho falaria em seu nome e comunicaria à humanidade seu desígnio de salvação. Ouvir a Jesus corresponderia a estar em contínua relação com Deus.
Revelava-se, desta forma, a verdadeira dimensão da cruz: um ultraje para Deus.
Oração:
Senhor Jesus, revela-me, sempre mais, tua verdade profunda, para que eu possa compreender a grandeza do amor que manifestaste na cruz.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
NESTA QUARESMA ESCUTEMOS O FILHO BEM-AMADO DE DEUS PAI.
NELE O PAI PERDOA TODOS OS PECADOS E NOS GARANTE A VIDA ETERNA.
Na Primeira Leitura lemos a estória da obediência de Abraão a Deus, quando o pôs à prova, mandando que oferecesse em sacrifício seu filho Isaac.
Ficamos admirados pela obediência imediata de Abraão, sem opor resistência alguma à vontade de Deus. Abraão era do tipo de pessoa tão unido a Deus que sua vontade coincidia com a Dele. A Abraão foi possível este nível elevado de obediência porque sua fé estava firmemente apoiada em Deus muitos anos antes. Se não tivesse esta fé tão firme, o próprio Deus não chegaria a pôr lhe uma prova tão dolorosa como aquela.
Ouçamos a voz de Deus dirigida a Abraão:
“Toma teu único filho, Isaac, a quem tanto amas […]” (Gn 22, 2).
E em seguida ordena a Abraão que ofereça Isaac em holocausto. Isto é, Abraão veria o corpo de seu filho ser consumido pelo fogo até os ossos. Apesar de tão terrível esta ordem, Abraão decidiu obedecer, mesmo que muitas perguntas quisesse apresentar a Deus.
Na mente de Abraão surgiu ainda outra pergunta terrível: “morto meu primogênito Isaac, a quem passarei a Benção e as Promessas de Deus?”. Mas, como antes, pensou: “Deus providenciará”.
Além disso, morto Isaac, o nome de Abraão desapareceria sobre a terra; ele ficaria esquecido na história de seu clã, na história dos homens.
Sabemos que Deus viu com amor a obediência de Abraão. Antes, porém, que sacrificasse Isaac, Deus desistiu do sacrifício do jovem. Mas quis que Abraão continuasse seu culto por meio do sacrifício de um cordeiro encontrado preso numa moita próxima.
Parece que a estória termina aqui. Porém precisamos nos lembrar que seu início está escrito: “Naqueles dias Deus pôs Abraão à prova” (Gn 22, 1).
Qual prova?
O que, precisamente, Deus precisava provar em Abraão?
No passado Abraão já tinha provado obediência a Deus quando deixou a terra de seus pais para ir à terra que Deus lhe prometera, num local que Abraão ainda não conhecia.
O que Deus queria além desta prova de obediência?
Deixar a terra dos antepassados, para Deus, não era tudo o que Abraão podia Lhe oferecer. Havia mais, muito mais.
Este “muito mais” envolveria tudo o que para Abraão significava: sua própria existência, sua vida, seu passado, presente e futuro. Enfim, Deus queria tudo o que dele pudesse tirar. Para Abraão nada devia sobrar, a não ser a fé que recebera como dom de Deus. Seria como que o aniquilamento existencial de Abraão.
Ora, esse “tudo” para Abraão se concentrava precisamente no motivo de sua paternidade, de seu futuro, de suas esperanças no cumprimento das Promessas feitas pelo próprio Deus! Esse “tudo” tinha um nome: Isaac! Deus fora claro: “Toma teu único filho, Isaac, a quem tanto amas […]” (Gn 22, 2).
Considerando mais profundamente esta exigência divina, entendemos que o verdadeiro sacrifício foi o da obediência de Abraão.
E o que Deus lhe deu em troca?
Deu-lhe a Promessa. Está formulada em Gn 22, 17: “[…] eu te abençoarei e tornarei tão numerosa tua descendência como as estrelas do céu e como as areias da praia do mar”.
Façamos um salto no tempo.
Passemos dos anos 1800 a.C., tempo de Abraão, e cheguemos ao início da era cristã, ao tempo em que o Evangelista Lucas escreveu o Evangelho que lemos hoje.
Notemos como neste Evangelho aparece o mesmo Deus de Abraão.
Mas agora Deus revela seu plano de salvação de toda a humanidade.
Neste Evangelho vemos Jesus, o Filho de Deus, que se transfigura diante de seus discípulos. Uma nuvem os envolve e a voz de Deus se faz ouvir: “Este é meu [único] Filho [Jesus] que tanto amo […]” (Mc 9, 7).
Deus não pedira a Abraão o sacrifício de Isaac dizendo: “Toma teu único filho, Isaac, a quem tanto amas […]”? (Gn 22, 2).
Ora, no momento da Transfiguração de Jesus, apareceram a seu lado Moisés e Elias, que falavam com Ele sobre sua futura Paixão e Morte para a salvação do mundo. Deus, portanto, falando aos discípulos de Jesus neste momento, preanuncia a Paixão e Morte de Jesus. Dele Deus pedirá tudo, o sacrifício total para a Salvação de toda a humanidade, holocausto completo. Não haverá, desta vez, nada para substituir Jesus na Cruz. Ele mesmo é o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” (Jo 1, 29).
Esta comparação entre Isaac e Jesus foi cedo entendida pelos primeiros cristãos no início da Igreja.
Muito tempo depois da Ressurreição de Jesus São Paulo percorria o mundo para anunciar a Boa Nova: pelo sacrifício de Jesus na Cruz Deus perdoou os pecados de toda a humanidade. Jesus Cristo é nosso Salvador. Ele não quer a condenação de nós todos, pecadores, mas é nosso advogado diante de Deus Pai.
Ora, isto São Paulo escreve em Rm 8, 31b-32:
31b: “Se Deus é por nós, quem é contra nós? 32. Deus que não poupou seu próprio Filho, mas O entregou por todos nós, como não nos daria tudo junto com Ele?”.
São Paulo nos diz mais: ninguém pode condenar o que o Pai uniu a Seu Filho amado:
“Quem condenará [os escolhidos de Deus]?” Acaso Jesus Cristo, que morreu, mais ainda, que ressuscitou e está à direita de Deus, intercedendo por nós?”.
Meditando o Salmo Responsorial de hoje, consideremos como ditas por Abraão estas palavras:
“Guardei minha fé [em Deus] mesmo dizendo: ‘É demais o sofrimento em minha vida’” [Sl 115(116B), 10].
Esta seja nossa oração nos momentos de provas queridas por Deus em nossas vidas.
E que todo Salmo Responsorial de hoje nos seja iluminado pelo Espírito Santo com sua santidade e sabedoria.
Ele vai nos mostrar que Jesus, em conformidade com a vontade de Deus, manteve-se fiel ao Pai, que lhe pediu tudo de sua existência humana.
Ele é nosso exemplo e modelo de fidelidade, obediência a Deus em todos os sofrimentos de nossa vida.
Padre Valdir Marques

(10) – JESUS ORDENOU-LHES QUE A NINGUÉM CONTASSEM O QUE TINHAM VISTO, SENÃO DEPOIS DE O FILHO DO HOMEM TER RESSUSCITADO DOS MORTOS
Jesus queria armar os seus apóstolos com uma grande força de alma e uma constância que lhes permitissem carregar sem temor a sua própria cruz, a despeito da sua dureza. Queria também que eles não corassem com o seu suplício, que não considerassem uma vergonha a paciência com que Ele haveria suportar uma Paixão tão cruel, sem nada perder da glória do seu poder. Por isso, Jesus «tomou consigo Pedro, Tiago e João e levou-os a um monte elevado» e ali lhes mostrou o esplendor da sua glória. Embora tivessem compreendido que a majestade divina estava nele, eles ignoravam ainda o poder contido naquele corpo que encobria a divindade. […]
O Senhor revela a sua glória na presença das testemunhas que escolhera; e o seu corpo, semelhante a todos os outros corpos, difunde um esplendor tal, «que o seu rosto brilhava como o sol e as suas vestes estavam brancas como a neve». O objetivo desta transfiguração era indubitavelmente retirar do coração dos seus discípulos o escândalo da cruz, não permitir que a humildade da sua Paixão voluntária lhes abalasse a fé […]; mas esta revelação também fundava na sua Igreja a esperança que haveria de sustentá-la. Deste modo, todos os membros da Igreja, que é o seu Corpo, compreenderiam que um dia esta transformação também haveria de operar-se neles, pois fora prometido aos membros que participariam na honra que resplandeceu na Cabeça. O próprio Senhor dissera ao falar da majestade do seu advento: «Então os justos resplandecerão como o sol no reino de seu Pai» (Mt 13, 43). Por seu turno, o apóstolo Paulo afirma: «Tenho como coisa certa que os sofrimentos do tempo presente nada são em comparação com a glória que há-de revelar-se em nós» (Rom 8, 18). […] E também: «Porque estais mortos e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, aparecer, então também vós aparecereis com Ele, revestidos de glória» (Col 3, 3-4).
São Leão Magno (?-c. 461)

(11.1) – …E TRANSFIGUROU-SE DIANTE DELES
Estamos no segundo domingo da quaresma, nos preparando para vivermos com intensidade, a Páscoa do Senhor Jesus!
Este tempo reflexivo, nos sugere um retiro interior, um aprofundamento no mistério do amor do Pai, bebendo da água viva que jorra do coração misericordioso de Jesus, o nosso redentor!
Se estamos enxertados em Cristo, não vamos ter dificuldades em viver a nossa realidade dentro do plano de Deus, no respeito e no cuidado com o que lhe é de mais precioso: a vida humana!
Junto com a Quaresma, a Igreja nos apresenta a Campanha da Fraternidade, com suas preocupações e desafios: “FRATERNIDADE: IGREJA E SOCIEDADE”. Lema: “EU VIM PARA SERVIR” Mc 10, 45. É a Igreja no Brasil, convidando-nos a seguir o exemplo de Jesus, nos colocando a serviço do outro, prioritariamente daqueles que vivem às margens da sociedade.
Como seguidores de Jesus, não podemos cruzar os braços diante a realidade de tantos irmãos que sofrem a dor do abandono, do descaso, da indiferença…
Na liturgia deste tempo Quaresmal há sempre um apelo de conversão, a conversão nos abre à luz de Cristo, nos tira da escuridão das trevas, nos faz enxergar e a desmascarar os projetos que mantém o povo à sombra da injustiça.
Iluminados pela luz de Cristo, tornaremos uma luz peregrina, a iluminar e a resgatar aqueles que são forçados a viver nas trevas, que são impedidos de usufruir da liberdade conquistada com sangue de Jesus!
Em muitas situações, ser luz, pode implicar grandes riscos, porém, o pior risco, é de não aceitarmos o desafio de ser luz, o que pode nos condenar à pior de todas as trevas: estar longe de Jesus!
Aproveitemos, pois, este tempo precioso para revisar o quanto há de luz, e o quanto há de sombras em nossa vida!
Somos filhos amados do Pai, que mais uma vez deseja percorrer o caminho que Jesus percorreu, atualizando esta caminhada no contexto do mundo de hoje.
O Evangelho que a liturgia deste domingo coloca diante de nós, nos mostra a belíssima cena da transfiguração de Jesus!
“Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e os levou sozinhos a um lugar à parte, sobre uma alta montanha. E transfigurou-se diante deles. Suas roupas ficaram brilhantes e tão brancas, como nenhuma lavadeira sobre a terra poderia alvejar.”
A transfiguração de Jesus, foi o prenúncio do seu retorno glorioso ao Pai, momento em que Ele apresenta aos discípulos uma pequena amostra do céu. Naquela cena, Jesus revela aos discípulos a sua intimidade com o Pai, assegurando-os da Sua ressurreição após sua morte de cruz!
Na transfiguração, os discípulos Pedro, Tiago e João, puderam visualizar o encontro de Jesus com o Pai, a partir de então, eles, que andavam tristes, desapontados com as últimas revelações de Jesus, sobre a proximidade de sua morte, se encheram de alegria, com a certeza de que a vida e ação de Jesus não terminaria com a sua morte.
Jesus não transfigurou-se diante de todos os discípulos, Ele escolheu apenas três deles, para testemunhar a sua gloria junto ao Pai, um testemunho que só poderia ser revelado aos outros discípulos, após a sua ressurreição.
Assim como Pedro desejou construir três tendas para que eles pudessem ficar no alto da montanha com Jesus, longe dos perigos e sem precisar batalhar a vida, nós também, certamente desejaríamos o mesmo, essa pode ser a nossa grande tentação dos dias de hoje: buscar a nossa comodidade sem pensar no outro.
Ir à missa, rezar, é muito importante, mas precisamos descer do alto da “montanha”, ir mais além, andar com os pés neste chão duro, com olhar sempre voltado para as margens do caminho, pois é lá, que estão os rostos desfigurados de tantos irmãos, que contam conosco para se transfigurarem!
Precisamos sair de nossas tendas, do nosso comodismo, descruzar os nossos braços, desvendar os nossos olhos e nos pôr ao caminho, pois há muito o que fazer pelo o outro!
O episódio da transfiguração deve nos animar ao longo de toda nossa vida, especialmente quando esta transfiguração nos mostra o lado positivo da cruz! Jesus nos ensina com a própria vida a não temermos a cruz, Ele nos trouxe a certeza de que a cruz não é um sinal de morte e sim, sinal de vida, pois a cruz leva ao Pai.
Guardemos dentro de nós, o brilho do rosto transfigurado de Jesus, o brilho que nos servirá de farol, para iluminar os túneis escuras de nossa vida.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – TRANSFIGUROU-SE DIANTE DELES
PRIMEIRA LEITURA – E Deus pôs Abraão à prova. Exigiu o seu filho único, Isaac, em holocausto. Abraão preparou tudo conforme o Senhor exigiu e conforme o costume, porém no momento exato da sangria do seu filho, houve a interrupção do Pai. Muitas vezes também Deus experimenta a nossa fé, a nossa paciência. Fiquemos alertas, e quando isso acontecer, não nos revoltemos contra Deus. Não ficamos reclamando quando algo nos der errado, ou quando tivermos de atravessar um trecho muito difícil da estrada da nossa vida. Pode ser a vontade do Pai testando a nossa paciência, a nossa fé.

SEGUNDA LEITURA – “Se Deus é por nós, quem poderá contra nós?” Se todos vivêssemos esta frase inspiradíssima de Paulo, não estaríamos apavorados no nosso dia a dia, preocupados com o que poderá nos acontecer no momento seguinte. Se um amigo ou amiga de fé nos acusa de falta de confiança em Deus, várias são as nossas desculpas. Podemos dizer que confiamos em Deus, mas não podemos confiar nos nossos irmãos desonestos, nas fatalidades da vida, e principalmente nos bandidos soltos em nossa volta.
Outra grande desculpa que podemos dar aos amigos que nos rotulam de ateus, é que o medo faz parte do instinto de auto conservação, que o medo é uma sensação normal, um mecanismo de defesa tanto do homem quanto do animal.
E enquanto isso, os vendedores de seguro, tanto de vida quanto o seguro residencial (os quais não cobrem os prejuízos das enchentes) ou seguro automobilístico, ou contra incêndio, se aproveitam do nosso medo da morte para ganhar dinheiro.
Você já reparou que os noticiários mostram muitas desgraças?
Tais como: Invasão de residência, queda de barreiras, incêndios, etc. E Alguns repórteres fazem isso com muito sensacionalismo! … Em seguida, mostram nos comerciais, muita propaganda de alarmes, e seguros de vários tipos?
O medo da morte faz muita gente ganhar dinheiro com os famosos Planos de Saúde!
Trata-se de ganhar dinheiro em cima da Indústria da morte e do medo. E isso funciona por que a maioria, não deposita sua confiança em Deus. E mesmo entre aqueles que são cristãos, existem muitos que não vivem sem os seguros, alarmes, planos de saúde, etc.
É claro que o medo é proveniente do instinto da sobrevivência, é portanto, uma reação normal do nosso ser como um todo, uma reação psicossomática, isto é, tanto o corpo como a mente reagem diante de uma ameaça iminente.
Porém, se Deus é por nós, quem poderá contra nós?
“Não vos preocupeis com o dia de amanhã” … São lembretes que reavivam a nossa fé. Eles nos lembram que somos filhos de Deus, o todo poderoso, e se estamos vivendo na sua amizade, poderemos contar com a sua proteção. Até podemos contratar um seguro, colocar um alarme, só para garantir. Mas tudo isso sem a proteção de Deus, não significa nada! …
Medo é normal até certo ponto. O medo descontrolado, é sinal de pouca fé, é sinal de quem se afastou um pouco ou muito de Deus e diante do perigo se apavora por não se considerar mais digno(a) da mão poderosa e protetora do Pai. Quando a nossa fé balança, o medo aumenta.
Na tempestade Jesus disse aos discípulos e diz: “Por que vocês têm medo? Ainda não têm fé?”
A nossa fé não fica parada, ela não é estável não é a mesma sempre. O gráfico da nossa fé sobe e desce. Dependendo da influência dos amigos com os quais estamos vivendo nas diversas fases da nossa caminhada. Ela é como uma planta: ou cresce ou enfraquece e morre. E o sinal de que ela está crescendo é a nossa reação forte diante dos horrores da vida. Quando a nossa fé vai bem, ficamos inabaláveis até diante da morte. O termômetro da nossa fé é a coragem e a força com que ultrapassamos os obstáculos.
Irmãos. Vamos confiar mais em Deus, vamos entregar a nossa vida nas mãos de Deus! Amém!

EVANGELHO – Na verdade, a transfiguração de Jesus diante dos apóstolos: Pedro Tiago e João, foi uma pequena amostra do que iria acontecer com Ele depois da sua ressurreição. Foi uma amostra, um antegozo da sua volta à vida.
Peçamos ao Pai que nos purifique e nos dê tudo o que precisamos para transfigurar este mundo através do anúncio da sua palavra, enquanto é tempo. Pois o Anticristo já se encontra no nosso meio e está agindo numa velocidade crescente e muito assustadora, cuja ação amedronta a todos os quais se calam para continuar vivos. O Anticristo invade os nossos lares, através dos nossos jovens dopados e hipnotizados. Ele está transfigurando a humanidade para pior, está transfigurando-a negativamente.
Irmãos e irmãs. A transfiguração foi mais uma das muitas demonstrações de poder de Jesus Cristo. Somente com o poder de Jesus é que podemos continuar a sua missão.
A luz de Cristo nos vem por meio da sua palavra assimilada por nós, e que nos faz resplandecentes, nos faz refratar o brilho do rosto de Jesus o ressuscitado, onde quer que passamos, e principalmente onde nós anunciamos esta Luz por meio de palavras, frases e pelo testemunho.
Que o brilho do rosto transformado de Jesus nos transforme para que possamos transformar as mentes dos nossos irmãos, para que iluminados por Jesus transfigurado, nós possamos iluminar o mundo. Porque na transfiguração, o mistério do Filho de Deus e de sua missão, foi comunicado aos seus continuadores, e também a nós seus, herdeiros dessa missão, desse trabalho santo, que consiste em dar sequência ao trabalho dos apóstolos.
Jesus foi acusado de impostor, acusado de blasfemar ao se apresentar como o Filho de Deus. E mais. Também foi acusado de possesso ao expulsar os demônios, de impuro ao tocar o leproso e de estar louco. E o pior, essa última acusação foi feita pelos próprios familiares! Mas na transfiguração, Jesus mostra só um pouquinho, o que Ele realmente é. E como Jesus não veio ao mundo para aparecer por aparecer, não estava interessado em dar um show, em se mostrar para uma multidão, e por isso Ele transfigurou-se apenas para três dos seus discípulos. Isto porque Jesus não é como alguns de nós, que não vê a hora de aparecer diante de todos da assembleia reunida em nome de Cristo.
A transfiguração, portanto, é um prenúncio da vitória do Filho de Deus sobre os seus inimigos, sobre a morte.
Que o brilho do rosto transfigurado de Jesus nos ilumine o bastante para que possamos contribuir para um mundo melhor, um mundo mudado. Amém.
Bom domingo.
José Salviano

(11.3) – DESCENDO DO TABOR PARA ENFRENTAR A VIDA
Gênesis 22, 1-2.9-3.15-18 – “Abraão posto à prova”
Confiando na providência de Deus foi que Abraão obedientemente tomou o seu filho único, Isaac e o levou para que fosse sacrificado, no monte Moriá. Deus pôs Abraão à prova para que ele mesmo tivesse consciência da sua fidelidade e também da sua confiança na Sua providência e nos Seus planos para a sua vida. Diante da história de Abraão nós também podemos refletir que cada um de nós tem recebido de Deus muitas dádivas, porém, não somos donos de nada. Um filho é um pedaço de nós, é algo precioso que recebemos das mãos do Pai e, por isso, nunca podemos imaginar que a qualquer momento ele possa ser pedido de volta. Ampliando a nossa mente podemos também imaginar que tudo o que temos e possuímos de bom é devido a Deus, por conseguinte, “o filho” poderá ser para nós alguma coisa muito especial que Deus já nos presenteou e que nos pede de volta como oferta, a fim de medir a nossa confiança e a nossa fidelidade nos planos que Ele tem para a nossa vida. Assim sendo, podemos imaginar que o Senhor também olha para nós com amor e nos pede que tenhamos confiança Nele a ponto de colocar em Suas mãos os bens mais preciosos que possuímos. Abraão não relutou em atender ao pedido de Deus, pois sabia que Ele era justo e bom e, por isso, não iria lhe pedir nada que não fosse para a sua felicidade. Tudo quanto o Senhor nos pede é em conta de um bem maior. Assim também nós podemos pensar, na certeza de que a nossa obediência e aceitação aos pedidos do Senhor nos trarão bênção e recompensa como aconteceu com Abraão, que por não ter recusado o seu único filho foi aquinhoado com uma descendência numerosa como as estrelas do céu e a areia das praias. O próprio Pai ofereceu o Seu Filho Jesus para morrer pelos nossos pecados, portanto, pense nisto e responda:
– O que você acha do gesto de Abraão?
– Você seria capaz de colocar nas mãos de Deus “aquilo” que é mais precioso para você, mesmo que fosse o seu único filho?
– Se você tiver coragem, faça essa oferta ao Senhor, baseado(a) no exemplo de Abraão e dê prova a você mesmo(a) do tamanho da sua fé.

Salmo 115 – “Andarei na presença de Deus, junto a ele na terra dos vivos.”
Mesmo sofrendo e passando pelas dificuldades próprias da nossa caminhada nós devemos ter consciência de que o Senhor também sofre conosco e nos prepara uma vida promissora. Por isso, nós precisamos continuar cumprindo as nossas promessas diante do Senhor e, diante dos homens, ofertar a Deus um sacrifício de louvor. O sacrifício de louvor consiste em dar testemunho do grande amor que Deus tem por nós irradiando este amor a todas as pessoas como prova de que fomos libertos da escravidão do pecado.

2ª. Leitura: Romanos 8, 31-34 – “A ressurreição de Jesus é a prova da nossa vitória”
Veja como o Amor de Deus supera muito o nosso amor humano! Deus poupou o filho de Abraão, mas não poupou o Seu próprio Filho que se entregou por Amor a nós. A maior prova de que Deus nos ama é que Ele nos deu o Seu Filho único para nos libertar do pecado e da morte eterna. O Seu amor por cada um de nós extrapola todas as nossas dificuldades e tem poder para nos fazer ressuscitar nos momentos em que pensamos estar tudo acabado.
E como Ele não nos dará tudo o de que precisamos?
A certeza de que Deus nos ama faz toda a diferença na conquista dos nossos bens aqui na terra. Quando nos conscientizamos desta verdade podemos afirmar que somos privilegiados e como São Paulo podemos também dizer: “Se Deus é por nós, quem será contra nós?” Ninguém nos poderá nos fazer mal nem nos acusar, pois temos a garantia da Palavra de Deus que nos motiva a prosseguir e enfrentar os desafios que surgem. A ressurreição de Jesus é, pois, a prova da nossa vitória. Quem nos convence disto é o Espírito Santo que mora dentro do nosso coração.
– Você se considera um(a) escolhido(a) de Deus?
– Quem poderá acusá-lo(a)?
– Quem poderá condenar você?
– Você confia que Deus é o Senhor de todas as dificuldades da sua vida?
– Proclame isto com muita firmeza e convicção. Far-lhe-á bem!

Evangelho – Marcos 9, 2-10- “Descendo do Tabor para enfrentar a vida”
A transfiguração de Jesus diante dos três apóstolos nos leva a refletir sobre o propósito de Deus quando nos chama para ficarmos a sós com Ele. Quando temos uma experiência com Jesus, na oração, nós também nos extasiamos diante da Sua beleza e a Sua glória preenche todo o nosso ser. Nesses momentos de silêncio e reflexão nós também podemos sentir a presença viva de Deus e a nossa alma é capaz de se transfigurar e de se tornar resplandecente. Quem já fez esta experiência sabe que é muito bom estar com Jesus, é muito bom subir a montanha com Ele e sentir a Sua glória se manifestar. Porém, na oração o objetivo de Deus é também nos formar e nos exercitar para que possamos, descendo do Tabor, enfrentar a vida na planície e pôr em ação tudo o que Ele nos mandar fazer. “Este é o meu Filho muito amado; ouvi-o”.
A Voz do Pai se fez ouvir e a presença de Elias e Moisés representando a Lei e os Profetas é para nós uma manifestação de que a Palavra de Deus é quem deve direcionar a nossa caminhada aqui na terra. O Pai nos recomenda “ouvir” o Seu Filho amado, porque Ele sabe que só Jesus tem para nós as palavras que trazem vida eterna. Às vezes nós, como Pedro, queríamos nunca ter que descer e desejaríamos armar uma tenda e ficar na glória, vendo Jesus transfigurado, contemplando a Sua Beleza. Precisamos, porém, descer para enfrentar as dificuldades que nos esperam cá embaixo, onde há insegurança e incerteza. Antes de ressuscitar Jesus passou pela paixão, morte e sepultamento. Nós, também, para ressuscitarmos precisamos descer do Tabor a fim de enfrentarmos a realidade da nossa vida. Jesus se transfigurou para antecipar aos Seus discípulos a mensagem da Sua Ressurreição, porém eles não O compreenderam. Nós, no entanto, pela Palavra já temos consciência de que o Cristo Ressuscitado é a garantia que nós temos para com Ele subirmos ao monte e depois descer na certeza de que sairemos vitoriosos.
– Qual é a mensagem que você tira desta passagem para a sua vida no momento atual?
– Você tem aproveitado os seus momentos de Tabor para escutar a voz do Senhor?
– Atualmente, você está no Tabor ou embaixo, na planície?
Helena Serpa

(11.4) – E TU CRERES, VERÁS A GLÓRIA DE DEUS!
O povo em geral, aqueles que não conviviam diretamente com Jesus, ainda não sabia direito quem era Jesus, apesar de admirá-lo, exaltá-lo.
Quando Jesus interrogou os apóstolos sobre o que o povo pensava a respeito dele, vimos que as respostas não correspondiam à verdadeira identidade de Jesus. Percebe-se pelas respostas que o povo não tinha uma ideia correta a respeito de Jesus, principalmente por causa da sua humanidade.
A condição humana de Jesus disfarçava, ocultava sua glória e majestade, apesar dele se mostrar Deus através das suas Palavras, dos seus milagres e gestos concretos.
Portanto o povo, apesar de presenciar milagres, curas e prodígios, ainda não sabia exatamente quem era Jesus.
Podemos dizer que o povo era “os de fora”, aqueles que não conviviam diretamente com Jesus, por isso não o conheciam direito.
Pois bem, o povo era “os de fora” e não o conhecia direito. E “os de dentro”, os apóstolos, que já conviviam com Jesus há algum tempo. Será que o conheciam bem?
Podemos perceber que os apóstolos também não o conheciam direito apesar de conviver com Ele já há algum tempo. Os apóstolos e discípulos que seguiam Jesus, que formavam uma comunidade com Ele, pressentiam, desconfiavam estar diante de alguém diferente, singular, mas não tinham realmente uma ideia, uma consciência do mistério que envolvia o filho Deus.
Quando Jesus anunciou para os apóstolos que era necessário que o “Filho do Homem”, título que o próprio Jesus gostava de usar para si, padecesse muito, fosse rejeitado pelos anciãos, pelos sumos sacerdotes e pelos escribas, e fosse morto, mas ressuscitaria depois de três dias, Pedro começou a repreendê-lo, porque ele não queria que isso acontecesse. Pedro não entendia porque Jesus teria que sofrer e morrer. Seus discípulos ainda não haviam entendido a missão de Jesus, seu projeto, seu plano de salvação para toda a humanidade.
Diante desta situação, Jesus, conhecedor de tudo o que estava acontecendo, chamou João, Tiago e Pedro e os levou para uma alta montanha. Subir na montanha é símbolo do encontro com Deus. Lá no monte Tabor, Jesus revelou para eles a sua verdadeira identidade: que além de homem, ele também é Deus.
Jesus se transfigurou, se transformou, deixou transparecer a sua divindade, possibilitando aos discípulos enxergar além da cruz, além da morte, isto é, o que aconteceria depois da morte, que existe uma outra vida. Que a morte não seria o fim, mas o começo de uma nova vida. De uma vida gloriosa, bela, feliz. Sem sofrimento, sem tristeza, sem angústia.
Naquele momento sublime, em que Jesus se revela divino, que Ele deixa transparecer sua divindade, momento de muita intimidade com o Pai, suas vestes ficaram resplandecentes, brancas, iluminadas, e de uma nuvem que se formou ouviu-se a voz do Pai: “Este é o meu Filho muito amado, escutai-o”.
Era uma situação tão boa, tão bela, tão feliz, que Pedro sugeriu fazer três tendas para ficarem lá. Estes três discípulos tiveram a felicidade de experimentar antecipadamente o céu, a glória, o esplendor de Jesus e por isso queriam ficar lá. Queriam permanecer para sempre no alto do monte com o Filho de Deus transfigurado. Não queriam voltar ao cotidiano, ao dia a dia, à luta, ao trabalho…
Eles contemplaram e experimentaram a glória de Jesus, o seu esplendor. Para Pedro, João e Tiago foi uma experiência fascinante. Era desse jeito que eles queriam Jesus! Jesus glorioso, divino, sem sofrimento, sem tristezas, sem dor, sem cruz! Entretanto, era necessário descer o monte. Era necessário continuar a vida, passar pela cruz, para chegar à ressurreição, à glória eterna.
Se a transfiguração foi uma pequena amostra da verdadeira identidade do Senhor, isto é, a revelação verdadeira de quem era Ele, a ressurreição foi a revelação plena da sua Glória, a sua Vitória.
Pedro sugeriu para Jesus ficar no monte. Por que?
É muito bom estar na glória, no céu, na paz, na felicidade. Naquele momento, Pedro representava todo o ser humano, isto é, todos nós, que queremos viver a alegria da ressurreição, da páscoa, sem passar pela entrega e pela morte, sem passar pela dor, pelo sofrimento, pela cruz. Nós temos medo do sofrimento, da dor, da cruz, da morte, da tristeza, da contrariedade.
Também nossa natureza humana nos puxa para o comodismo, não queremos ter trabalhos ou dificuldades, queremos tudo que é fácil e prazeroso. Fugimos das situações difíceis e das que requerem esforço, sacrifício, doação. Nós não queremos cruz, sofrimentos, tristezas, compromissos, responsabilidades, morte.
Naquela hora da transfiguração os discípulos tiveram medo e também não compreenderam o que seria “ressuscitar dos mortos”, por isso ao descer do monte eles perguntaram para Jesus qual era o significado.
Assim como Pedro e os outros discípulos, nós também somos muito ignorantes em relação “a quem é Jesus”. Por isso é que “escutar o que ele diz” significa ir com ele até o fim. Seguir suas pegadas, pensar e agir como Jesus, ter o coração de Jesus, amar como Jesus.
Jesus desceu do monte com os discípulos para os ensinar a caminhar na vida. Hoje Jesus também está conosco para nos ajudar a descer do monte, a vencer o medo e a indecisão de caminhar com Ele, de trabalhar para realizar o seu projeto de salvação, de se comprometer com Jesus, com seu plano, com os irmãos.
Jesus nos ensina que não podemos ficar no monte, isto é, só na contemplação, no bem bom, desfrutando da glória de Deus. Mas é preciso descer do monte. É aqui embaixo, na planície, que temos de brilhar como Jesus, de ser luz para os irmãos, ser resplandecente para os nossos irmãos na nossa comunidade, através dos nossos gestos concretos de amor, de justiça, fraternidade, sinceridade.
Brilhar, apesar das tribulações da vida, das dores, dos sofrimentos, das decepções. Quem transforma o seu coração pela presença de Jesus apaga todo o ódio, todo o pecado e todo o rancor. É missão do discípulo de Jesus transfigurar o mundo, ser luz para o mundo.
A transfiguração de Jesus é sinal da sua VITÓRIA sobre a morte e a vitória do seu projeto. Jesus quis mostrar para os discípulos, que ele está além da cruz, do sofrimento, além da morte. Ele quis mostrar o grande amor de Deus pela humanidade e o que Deus preparou para esperar o homem depois da morte, todavia, para aqueles que ouviram Jesus, para aqueles que seguem a pessoa de Jesus, que atendem o Pai, ouvindo Jesus. E ouvir Jesus é viver de acordo com sua Palavra, com o Evangelho, dando credibilidade aos seus ensinamentos. Sendo perseverante, firme, seguindo os passos de Jesus de Nazaré.
A transfiguração de Jesus nos mostra que todo aquele que se esforça para ser outro Cristo, também irá ressuscitar para a vida eterna e vai viver glorioso com Jesus e como Jesus. Isto é uma grande esperança para todos nós, é uma imensa alegria, é motivo de perseverança é a grande recompensa que Deus nos dará.
O tempo que passamos neste mundo é tempo de trabalhar para instalar o Reino de Deus, reino de amor, justiça, fraternidade, aqui na terra, na nossa família, na nossa comunidade, no nosso trabalho, na roda de amigos… É tempo de brilhar pelo nosso serviço, pelo amor e pelo testemunho.
Nós cristãos somos convidados a não nos intimidar e nem ficar parados de medo da cruz, do sofrimento, das decepções, do serviço, dos desafios da vida. Somos desafiados a superar o fracasso e a frustração do sofrimento, do cansaço, das tristezas, do comodismo, lembrando que para vencer esses desafios da vida contamos com o amor do Pai. Assim teremos motivos para ir além da fragilidade do sofrimento porque temos um Pai que nos ama e nos dá força e que tem preparado para nós uma linda morada gloriosa, plena de felicidade, uma morada feliz e eterna no céu.
Queridos irmãos e irmãs, vamos nos transformar. Vamos mudar o nosso interior, o nosso coração, vamos nos libertar dos pecados, erros, imperfeições. Vamos deixar Jesus falar forte dentro de nós. Vamos ser discípulos de Jesus, aqueles que proclamam, que anunciam, que ensinam quem é Jesus para todos que não o conhecem ou que se afastaram dele. Vamos falar de Jesus para os nossos irmãos, para nossos filhos, familiares, parentes, amigos, companheiros, vizinhos… Dizer que Ele nos ama e nos quer na eternidade com Ele.
Vamos ser outro Cristo glorioso para nossos irmãos, transfigurado, através dos nossos gestos de amor, de paz, de compreensão, de solidariedade.
Vamos brilhar, vamos ser luz, ser transparentes como Jesus. Vamos ter roupas alvas, claras, limpas, resplandecentes como as de Jesus. Porque Jesus é vitorioso, Ele vive, Ele ressuscitou e está no meio de nós nos encorajando para sermos melhores.
Com a ajuda de Jesus, podemos nos transfigurar, nos transformar e conseguir inverter a situação atual do mundo em que vivemos, mundo de crimes, de violência, de ganância, de exploração, opressão, injustiça, de falsidade, de egoísmo, de inveja, corrupção, enfim, um mundo afastado de Jesus e que O despreza.
Vamos pedir com fé para Jesus nos ensinar a transformar o nosso coração, a nos transformar por dentro. Vamos pedir forças, coragem, destemor para sermos seus autênticos discípulos, livres de todas as prisões do pecado, do egoísmo, da injustiça, das mágoas que não nos levam a glória eterna, que não nos levam as vestes brancas, mas nos levam a piorar o mundo em que vivemos.
Com o coração transformado, transfigurado, brilhante poderemos sonhar com um mundo melhor e ter esperanças de nos encontrar na eternidade com Cristo ressuscitado e glorioso.
Com muita fé e confiança peçamos a Jesus ressuscitado: Jesus, transfigura o nosso coração. Ajuda-nos, Senhor, a sair da tenda e a descer do monte, para brilharmos aqui embaixo, na planície, no meio dos nossos irmãos e da nossa comunidade. Ajuda-nos, Senhor, porque nós sabemos e cremos que o Senhor está vivo e presente no meio de nós.
Maria de Lourdes Cury Macedo

(11.5) – NÃO BASTA SER CRISTÃO, É PRECISO SER TRANSFIGURADO
Convido você meu irmão, minha irmã a louvar e agradecer a Deus; porque foi num dia como hoje (06/08/2000) que das mãos de Dom Óscar Lino Lopes Fernandes Braga, então Bispo diocesano de Benguela – Angola, recebi a graça do sacerdócio! Deus me estabeleceu “ponte” entre Ele e o Seu povo! Como digo sou ainda pequeno e frágil, muitas vezes a tempestade e a água que passa debaixo de mim me fazem abalar e agitar. Por outras as vezes o peso das pessoas que passam por cima de mim quase que me quebram ao meio. Mas como dizia são Paulo: prefiro gloriar-me nas minhas fraquezas porque quanto me sinto fraco então é que sou forte. Sou forte porque Cristo me faz ver que por detrás da cruz está a glorificação, ou seja, a transfiguração.
Diante do escândalo da Cruz, a Palavra de Deus apresenta-nos o Cristo glorificado através de uma magnífica teofania, isto é, a manifestação de Deus. Revela-nos sua glória para dar sentido à morte de Jesus na cruz. Jesus levou seus discípulos escolhidos para uma alta montanha e se transfigurou diante deles. Suas vestes se tornaram brancas e brilhantes. Apareceram-lhe Moisés e Elias, símbolos da Lei e dos Profetas, síntese da antiga Aliança. Jesus condensa em si a Lei e a Profecia. Ele, em seu sangue sela a nova Aliança (Lc 22, 20). Nesse momento entraram na nuvem que significa a presença de Deus. O Pai apresenta Jesus aos discípulos como seu Filho amado.
O Evangelho da Transfiguração liga-se à Paixão, pois tira os discípulos do escândalo da Cruz, dando-lhes a visão da futura glorificação pascal. Refletindo o tema da Aliança e Transfiguração participamos desta realidade. A obediência de Jesus deu-lhe a vitória. A meta do cristão é a transfiguração de sua fragilidade pela obediência da fé.
Somos transfigurados por Cristo a partir do Batismo e da presença do Espírito em nós. Somos revestidos de Cristo. Para chegar a isso somos convidados a subir o monte que é Jesus. Estando na presença de Deus pelo amor, ouviremos as palavras do Pai: Este é meu Filho amado, escutai o que Ele diz. O Filho diz as palavras que ouviu do Pai.
Deus prova Abraão pedindo o sacrifício de Isaac. A Jesus é oferecida a Cruz. Abraão e Jesus deram a resposta de aceitação da vontade de Deus. Somos instigados a responder com fé, mesmo tendo que sacrificar nosso Isaac, nossos caprichos. Sem isso jamais teremos uma fé que seja redenção. Na Eucaristia renovamos a aliança e somos transfigurados.
O episódio da transfiguração de Jesus deixa a mensagem que São Paulo em plenitude viveu, tendo podido assegurar: “Eu vivo, mas já não sou eu; é Cristo que vive em mim. (Gl 2, 20). Trata-se da mudança radical do cristão no modelo divino. Imitação perfeita do Filho de Deus, cujo conhecimento não deve ser meramente especulativo e cujo amor tão pouco não pode ser apenas afetivo. Tanto os estudos sobre a pessoa de Cristo como a fé no Redentor necessitam estar unidos às obras nas quais se reflete a personalidade de cada um. Conhecimento prático, amor operativo. Ele é a causa eficiente da regeneração do batizado e a causa exemplar de sua santificação, modelo de todos os que se dizem seus discípulos.
Cristo se fez um modelo acessível e atraente, perfeito e abrangente. Os cristãos podem transfigurar sua vida se identificando com Ele: pobres, ricos, sábios e ignorantes e isto em qualquer circunstância dado que Ele a todos resgatou, deu a vida sobrenatural e lhes comunica seus dons celestiais. Ele manifesta uma ética geral e uma disciplina universal de conduta para que se proceda como Ele agia, para que se viva como Ele vivia, para que se sofra como Ele sofria. Ele quer se fazer presente no mundo através de seus discípulos. O Apóstolo dizia: “Sede meus imitadores como eu o sou de Cristo” (1 Cor 4, 16). Deste modo o fiel se torna a imagem viva do seu Senhor.
Jesus sempre presente nas palavras, nas obras, no coração e na mente de cada um. Cristo o ideal da vida do batizado, o objeto de suas aspirações, o imã de seus corações.
Para isto é cada um se interrogar a cada instante:
Que pensaria Jesus neste momento?
Como Ele faria esta tarefa?
Que quer Ele de mim aqui e agora?
Como o posso agradar neste momento?
Dá-se então o vir a ser do fiel no seu Salvador numa total identificação com Ele no gotejar da renúncia de cada minuto. O próprio Cristo afirmou: “Vós sois a luz do mundo” (Mt 4, 14). Não somos o fogo que deve arder nesta terra, mas devemos ser os propagadores de sua chama de amor, dado que Ele é a fornalha ardente de caridade e veio para colocar chama na terra (Lc 12, 49).
Grandeza e responsabilidade do cristão! Depende de cada um fazer da vida uma interrogação, um chamado sempre suscetível de ser ouvido por todos as testemunhas que o veem. É a imponderável ação de uma alma sobre a outra. É se transfigurando em Cristo que o cristão pode tornar os homens melhores. Com seu exemplo, mesmo sem palavras, o verdadeiro seguidor de Cristo já torna seu irmão melhor. Onde uma pessoa boa, submissa a Deus vive, reza, sofre, trabalha há uma lareira de calor sublime que aquece, arrasta nos eflúvios das mensagens celestes.
Não basta estar cristão, é preciso ser cristão transfigurado no modelo que é Cristo Jesus!
Canção Nova

(11.6) – UMA REFLEXÃO E UMA ANALOGIA
Bom dia!
Tenho sido insistente em anunciar que precisamos vencer algumas barreiras. Algumas pessoas, que por ventura se encontram num estágio razoável ou maior de espiritualidade e amadurecimento cristão, precisaram estar alerta a influência da inércia sobre esse crescimento.
Por isso digo: Uma reflexão e uma analogia…
Grandes alpinistas, ao tentar escalar o Everest, precisam entender que o topo só será alcançado, mediante as paradas que existem. Ninguém até hoje, saiu da base ao cume sem fazer essas paradas. Precisamos ter essa verdade: O estágio seguinte só será vencido com certas adaptações. O próprio corpo precisa de um tempo para se adaptar.
Escalar o Everest precisou primeiro de uma vontade, é o que chamam de “vontade de conversão individual”, ou seja, eu preciso querer mudar. A cada passo dado teremos que enfrentar os problemas e tribulações de cada fase e rapidamente se adaptar. O tempo pertence a Deus, portanto a adaptação, ou a conversão é dada a cada dia e dia após dia. Como o Dunga prefere chamar: Um PHN.
Somos muitos, e ao mesmo tempo, e talvez de formas e métodos diferentes (pastorais, movimentos, ministérios) a tentar escalar esse Everest chamado Santidade. Somos, portanto como os alpinistas a deixar os pinos de segurança para que outros consigam ir por onde já passamos e às vezes deixar de subir, por um instante para resgatar algum outro que escorrega ou toma o caminho mais perigoso da escalada.
Toda essa reflexão é para não cairmos na tentação de querermos ficar e montar tendas, pois aqui “está muito bom”. Precisamos descer do monte e encarar que pessoas precisam de nós e às vezes o comodismo no faz ficar esperando por elas. Continuo a afirmar na minha crença que o bom pastor traz suas ovelhas, mas Ele antes de partir nos deu a missão de levar a boa nova a todo.
Graças a Deus não sou o único a sentir isso em meu coração.
“(…) Caríssimos Presbíteros, nós, pastores, nos tempos de hoje, somos chamados com urgência à missão, seja “ad gentes”, seja nas regiões dos países cristãos, onde tantos batizados afastaram-se da participação em nossas comunidades ou, até mesmo, perderam a fé. Não podemos ter medo nem permanecer quietos em casa. O Senhor disse a seus discípulos:
“Por que tendes medo, homens fracos na fé?” (Mt 8, 26).
“Não se acende uma lâmpada e se coloca debaixo do alqueire, mas no candeeiro, para que ilumine a todos os que estão na casa” (5,15).
“Ide por todo o mundo e pregai o Evangelho a toda criatura” (Mc 16, 15).
“Eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mt 28, 20).
Não lançaremos a semente da Palavra de Deus apenas da janela de nossa casa paroquial, mas sairemos ao campo aberto da nossa sociedade, a começar pelos pobres, para chegar também a todas as camadas e instituições sociais. Iremos visitar as famílias, todas as pessoas, principalmente os batizados que se afastaram. Nosso povo quer sentir a proximidade da sua Igreja. Faremo-lo, indo à nossa sociedade com alegria e entusiasmo, certos da presença do Senhor conosco na missão e certos de que Ele baterá à porta dos corações aos quais O anunciarmos”. (Cardeal Cláudio Hummes – Arcebispo Emérito de São Paulo Fonte: Canção Nova 04/08/09)
Esse pedido aos padres (presbíteros) foi reiterado por Dom Alberto no congresso da RCC a TODOS nós. Essa é a beleza de nossa igreja: um mover do Espírito para todos. Não somos convidados a viver uma direção diferente do que nossa igreja pede se assim o fizermos, corremos o risco de escalar o Everest sem ajuda, sem oxigênio… Algumas pastorais e movimentos sumiram ou deixaram de acontecer pela subida sem oxigênio; por lideranças com boas intenções, mas com pouca humildade na bagagem.
Precisamos respeitar o tempo, a direção, a vontade de Deus. As vezes um tempo parado, pode significar amadurecimento para o próximo estágio a escalada.
Continuemos subindo em busca do cume (santidade)… Mas talvez algumas etapas do trajeto não aconteçam sozinhas, que talvez a caminhada só seja concluída cercada de outras pessoas. Um fato: o passo mais difícil até o cume é o abandono de si mesmo.
“(…) Em seguida, convocando a multidão juntamente com os seus discípulos, disse-lhes: Se alguém me quer seguir, renuncie-se a si mesmo, tome a sua cruz e siga-me. Porque o que quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; mas o que perder a sua vida por amor de mim e do Evangelho, salvá-la-á. Pois que aproveitará ao homem ganhar o mundo inteiro, se vier a perder a sua vida?” (Marcos 8, 34-36)
Um imenso abraço fraterno.
Alexandre Soledade

(11.7) – O AMOR QUE TRANSFIGURA
“O Amor que Transfigura…”
Tivemos um jovem em nosso grupo, que acabou se tornando médico, recordo-me que após a formatura, a sua turma, vinda de famílias abastadas, como recompensa e merecido descanso, decidiu participar de um cruzeiro internacional, em um navio luxuosíssimo, com hospedagens em hotéis 5 estrelas, mas esse jovem, já formado, retomou contato com a humilde comunidade onde tivera a sua experiência pastoral e ao saber que a mesma fazia atendimento a uma área paupérrima do bairro, se dispôs a conhecer esse trabalho, e observando uma carência total na área da saúde, ele não teve dúvidas, juntou-se a Pastoral da Saúde e elaborou um cuidadoso plano de ação, e quando seus amigos vieram procurá-lo, para surpresa geral o jovem Doutor abriu mão da fantástica aventura, para dedicar-se nas férias, à comunidade pobre que fazia parte da sua antiga paróquia. Parece história da “Carochinha”, mas se prestarmos atenção ao nosso redor, vamos encontrar pessoas como esse jovem, que nem sempre saem nos jornais, e que a gente se pergunta, como é que podem existir pessoas assim, que no anonimato abrem mão daquilo que têm, em favor de quem precisa, fazendo um sacrifício, palavra estranha e sem sentido para o homem deste milênio, rodeado de conforto, facilidades, tecnologia, comodidade e bem estar.
Não há nenhuma razão lógica para alguém sacrificar-se assim por um ser humano, aquele jovem poderia primeiro curtir a sua merecida viagem com os amigos e depois, quem sabe, dar um pouco do seu tempo à comunidade pobre, mas aí é que está a diferença, o amor quando é autêntico, nunca se satisfaz em dar apenas um “pouco”.
Entre os jovens ainda é comum a palavra “FICAR”, que significa uma relação sem compromisso, um amorzinho bem vagabundo, desses de quinta categoria, mas quando dois jovens resolvem migrar do simplesmente Eros para o Ágape, daí vamos ter o amor em toda sua beleza e esplendor, amor de primeiríssima qualidade, indestrutível, inseparável, como nos ensina a segunda leitura desse domingo, sempre tolerante, compassivo, disposto a perdoar e a recomeçar, amor que sabe sonhar e construir juntos, na partilha e comunhão de vida, casamento na Igreja supõe tudo isso…
É assim que Deus se revela em Jesus Cristo, é assim que Cristo se revela em quem é capaz (e não precisa ser médico) de renunciar algo valioso, para doar-se aos irmãos, não existe outra forma de amar que não seja o serviço, feito com grande sacrifício, e isso parece algo tão simples e ao mesmo tempo tão complicado, difícil de ser compreendido pelo coração humano, que hoje é educado para buscar grandezas e ambições, prestígio, fama, sucesso e poder, em um egocentrismo exacerbado.
Como podemos entender o sacrifício de Abraão, que abre mão do Filho da Promessa, tão esperado e sonhado, e que veio em sua velhice, brotado como semente tardia, dom de Deus, da esterilidade de Sara, sua esposa?
O Patriarca, ícone das três maiores religiões do planeta, sente em seu coração que o amor a Divindade em quem crê, só se concretiza ofertando algo valiosíssimo, e aqui retomamos o sentido do amor, que não é dar um pouquinho, mas o “tudo”, ou seja, aceitar perder algo, que não se vai mais recuperar… Na religião da recompensa divina, sempre marcada pela mediocridade, ou nas relações mercantilizadas com as pessoas, se faz na verdade uma barganha, é muito complicado chegarmos a compreensão dessa gratuidade, pois pensamos que somos muito bons e nos doamos até um certo ponto, mas não se pode também exagerar e sair no prejuízo, é esse o grande problema, colocamos sempre um limite no nosso modo de amar, abrimos mão de ganhar alguma coisa, mas ter que perder, aí já é um pouco demais… Amar como Jesus amou, é sempre assumir o risco de uma perda.
Entretanto, quando desenvolvemos em nós essa virtude do evangelho, e aceitamos até perder tudo, estamos nos unindo Aquele que se deu por inteiro, e que para salvar a todos aceitou perder tudo, pois o Cristo na cruz é um homem derrotado e humilhado, diante doa amigos que acreditaram em sua proposta, é alguém que perdeu tudo, prestígio, família, amigos, dignidade, honra, considerado na visão profética um homem maldito diante de Deus, abandonado e esquecido, incompreendido e rejeitado, homem esmagado pelas dores, como nos lembra Hebreus.
E se o Pai não o tivesse glorificado quem seria Jesus para o mundo de hoje?
Talvez ninguém, pois enquanto homem aceitou correr esse risco, não sabia bem no que ia dar tudo aquilo, e podia ser que nem a comunidade reconhecesse o seu gesto de amor.
Somos hoje convidados a contemplar exatamente essa glória, pois no Cristo transfigurado, está a humanidade, sonhada, planejada e criada por Deus, está aquele jovem, cuja história contei no início, está cada cristão, que tem essa disposição interior de doar-se por inteiro, e que ninguém tenha medo, Deus nunca exigirá de nós o mesmo sacrifício da cruz, mas que nossas pequenas ações possam pelo menos refletir um pouco, do Amor de Jesus de Nazaré, para isso é necessário buscá-lo e escutá-lo, pois somente ele e mais ninguém, nos ensina com tanta autoridade, como é que se ama de verdade…
Diácono José da Cruz

(11.8) – REFLEXÃO
O evangelho de hoje nos mostra como é bom ficar bem próximo das pessoas que amamos. O amor não nos permite pensar em separação. Dá vontade de construir uma casa bem grande, com muitos aposentos, para abrigar nossos familiares e amigos.
É assim que Pedro se sente. Está com medo de encarar a realidade. O futuro é assustador. Preocupado com o futuro do Mestre, quer construir três tendas para preservar a vida do seu amigo. Faz qualquer coisa para parar o tempo e mantê-lo longe do perigo.
Jesus transfigurou-se diante de seus amigos. Suas roupas ficaram tão brancas e brilhantes que ofuscavam os olhos. Sua luz resplandecia e clareava o ambiente. Jesus tudo iluminava com sua presença.
A simples presença de Jesus transforma, muda, clareia. A presença de Jesus provoca mudanças, não só no ambiente, mas principalmente, em nós. Por isso, o cristão tem que brilhar, tem que irradiar luz e calor.
E do céu veio uma voz que dizia: “Este é o meu Filho amado. Escutai o que Ele diz!” O próprio Pai fez questão de nos enviar esse recado. Declarou abertamente a filiação Divina de Jesus e ordenou que o escutássemos.
Jesus também deu uma ordem aos seus discípulos. Ordenou que não dissessem nada a ninguém sobre o que tinham visto, até que Ele tivesse ressuscitado dos mortos.
Eles, no entanto, observaram a recomendação, mas se perguntavam o que queria dizer ressuscitar dos mortos. Imagine como deve ter sido difícil para os discípulos entender o significado dessa palavra totalmente nova e desconhecida.
Ainda hoje existe muita confusão a respeito dessa palavra. Milhares de pessoas que se dizem cristãs, ainda confundem ressurreição com reencarnação. Chegam até mesmo a achar que são sinônimos, coisas tão diferentes.
Para o cristão não existe reencarnação. Cristo ressuscitou! A vida eterna é uma realidade. Por isso, seus discípulos já podem contar para o mundo todo que Jesus é o Salvador.
O discípulo deve subir nos telhados e gritar essa verdade. Compete também a cada um de nós ouvir e assimilar, pois escutar tudo aquilo que Jesus tem a nos dizer, é uma ordem deixada por Deus Pai.
Jorge Lorente

(16) – ELE FOI TRANSFIGURADO DIANTE DELES
Hoje contemplamos a cena «na qual os três apóstolos Pedro, Tiago e João aparecem como extasiados pela beleza do Redentor» (João Paulo II): «ele foi transfigurado diante deles. Sua roupa ficou muito brilhante, tão branca como nenhuma lavadeira na terra conseguiria torná-la assim» (Mc 9, 2-3). Pelo que nós podemos entrelaçar uma mensagem: «o qual destruiu a morte e fez brilhar a vida e a imortalidade por meio do evangelho» (2 Tm 1, 10), assegura São Paulo a seu discípulo Timóteo. É o que contemplamos cheios de assombro, como os três Apóstolos prediletos, neste episódio próprio do segundo domingo de Quaresma: a Transfiguração.
É bom que seja o nosso exercício de quaresma acolher este estalido de sol e de luz no rosto e nos vestidos de Jesus. É um maravilhoso ícone da humanidade redimida, que já não se apresenta na feia imagem do pecado, senão em toda a beleza que a divindade comunica à nossa carne. O bem-estar de Pedro é expressão do que um sente quando se deixa invadir pela graça divina.
O Espírito Santo transfigura também os sentidos dos Apóstolos, e graças a isto podem ver a glória divina do Homem Jesus. Olhos transfigurados para ver o que resplandece mais; ouvidos transfigurados para escutar a voz mais sublime e verdadeira: a do Pai que põem a sua complacência no Filho. Para nós tudo resulta demasiado surpreendente, já que nos encontramos na mediocridade. Só se nos deixamos tocar pelo Senhor, nossos sentidos serão capazes de ver e de escutar o que há de mais belo e gozoso, em Deus, e nos homens divinizados por Aquele que ressuscitou dentre os mortos.
«A espiritualidade cristã – escreveu João Paulo II – tem como característica o dever do discípulo de configurar-se cada vez mais plenamente com o seu Mestre», de tal maneira que – através de uma assiduidade que poderíamos chamar “amizade” – chegarmos até ao ponto de «respirar seus sentimentos». Ponhamo-nos nas mãos de Santa Maria a meta da nossa verdadeira “transfiguração” em seu Filho Jesus Cristo.
Rev. D. Jaume GONZÁLEZ i Padrós

COMEMORA-SE NO DIA 01/Mar

(5) – SANTO ALBINO
Temos oito santos com o nome de Albino. Hoje celebramos Albino, bispo de Angers. Santo Albino nasceu em quatrocentos e sessenta e nove, em Vannes, na Bretanha. Era filho de uma família de nobres.
Tornou-se monge, sendo mais tarde escolhido para abade do mosteiro de Tintillant. Por trinta e cinco anos dirigiu a abadia. Para tornar-se monge teve que abandonar títulos e uma rica herança.
Já era um sexagenário quando foi nomeado bispo de Angers, na França.
Foi sagrado por Melânio, bispo de Rennes. Fez-se o pai e irmão dos pobres, dos humildes, dos injustiçados. Trabalhou incansavelmente pela moralização dos costumes, opondo-se às ligações incestuosas dos ricos senhores que tomavam como esposas as próprias irmãs ou filhas. Para combater este costume condenado pela Igreja, São Albino convocou dois concílios regionais.
A piedade popular atribui-lhe fatos miraculosos, como o desmoronamento das portas da prisão, a libertação dos encarcerados e a morte de um soldado com um único sopro de sua boca. Foi, sem dúvida, um dos santos mais populares da Idade Média.
Santo Albino faleceu no dia primeiro de março de quinhentos e cinquenta. Seis anos depois de sua morte já lhe foi construída uma igreja em Angers, e sua fama de santidade espalhou-se rapidamente.
Reflexão:
“Quem quiser me seguir tome sua cruz e ponha-se no caminho atrás de mim”. O convite de Jesus continua ressoando ainda hoje nos ouvidos mais atentos. Santo Albino soube ouvir e acolher o chamado de Jesus e deixou todas as riquezas para servir somente ao Reino de Deus. Cada um de nós também é convidado ao seguimento de Jesus Cristo. Que Santo Albino auxilie-nos na difícil tarefa de tudo deixar por amor ao Cristo.
Padre Evaldo César de Souza

(10.1) – SÃO ROSENDO
Nasceu no concelho de Santo Tirso, em 907, filho de um companheiro de armas de Afonso III de Leão. Com 18 anos apenas, foi feito bispo de Mondoñedo, na galiza. Consolidou a paz, reconstruiu os mosteiros e igrejas, apaziguou clero e nobreza, libertou os escravos.
Escolhido para bispo de Dume, nos arredores de Braga, visitou longamente as regiões da Galiza e de Entre-Douro-e-Minho, tornando-se modelo de fé, humildade, confiança em Deus.
Foi o fundador de um dos mais célebres mosteiros beneditinos da Galiza, Celanova, na diocese de Ourense, habitado por uma comunidade modelo e procurado por bispos, condes, monges e muitos, muitos fiéis. Nesse mosteiro se retirou em 944 depois de renunciar ao bispado, mas em 970 foi chamado a administrar a diocese de Compostela, quando a região era assolada por invasões normandas.
Morreu em Celanova, no dia 1 de Março de 977.

(10.2) – BEATO MIGUEL DE CARVALHO
Miguel de Carvalho nasceu em Braga em 1577. Cedo ficou fascinado pela espiritualidade missionária da Companhia de Jesus onde ingressou em 1597, tendo partido para a Índia em 1602. Em Goa realizou os estudos teológicos e foi ordenado sacerdote.
Em 1620 é enviado para o Japão onde chegou disfarçado de soldado, depois de numerosos percalços que o conduziram a Macau, à China e às Filipinas.
Permaneceu dois anos na ilha de Amacusa. Apresentou-se ao governador em plena época de perseguições, declarando ser sacerdote, missionário e jesuíta. Foi condenado à morte, mas o governador, por considerá-lo demente, mandou-o para fora da sua jurisdição. Encontrou-se, mais tarde, com o Padre Provincial em Nagasaki, onde permaneceu. Depois de ter sido reconhecido por soldados acabou por ser preso numa cadeia de Omura, onde, juntamente com outros missionários, foi condenado à morte em 25 de Agosto de 1624.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

II SEMANA DA QUARESMA
(ROXO, CREIO, PREFÁCIO PRÓPRIO – II SEMANA DO SALTÉRIO)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Jesus é o Filho amado do Pai que nos revela todo o esplendor de sua vitória sobre o pecado e a morte. Neste domingo da transfiguração, celebramos a certeza de que, se Deus é por nós, nada nos impedirá de viver na sua presença e experimentar seu amor. A fé nos garante ser possível transfigurar a vida de quem foi despojado de sua dignidade.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Meu coração disse: Senhor, buscarei a vossa face. É vossa face, Senhor, que eu procuro, não desvieis de mim o vosso rosto! (Sl 26, 8s)

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que nos mandastes ouvir o vosso Filho amado, alimentai nosso espírito com a vossa palavra, para que, purificado o olhar de nossa fé, nos alegremos com a visão da vossa glória. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Obediente a Deus, Abraão não lhe recusa o próprio filho. A fim de nos justificar, Deus também não poupou seu Filho amado, a quem ele nos pede que sempre escutemos.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Louvor a vós, ó Cristo, rei da eterna glória!
Numa nuvem resplendente fez-se ouvir a voz do Pai: Eis meu Filho muito amado, escutai-o, todos vós (Lc 9, 35).

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
PR: Rezemos ao Senhor, que se transfigurou diante dos discípulos, e peçamos-lhe confiantes.
AS: Senhor, iluminai nossos caminhos.
1. Senhor Jesus, vós revelastes aos discípulos a glória da ressurreição. Pedimos que a Igreja se deixe envolver pela alegria de vossa vitória.
2. Vós vos transfigurastes diante de Pedro, Tiago e João. Pedimos que os ministros da Igreja sirvam ao vosso povo na esperança do mundo renovado.
3. Vós fizestes vossa face brilhar diante da humanidade. Pedimos que os povos mereçam chegar à plenitude da redenção.
4. Vós iluminastes a terra com vossa ressurreição. Pedimos que os homens e as mulheres caminhem na claridade de vossa luz.
5. Vós um dia transfigurareis nossos corpos mortais. Pedimos que acolhais nossos falecidos na glória do vosso reino.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, que estas oferendas lavem os nossos pecados e nos santifiquem inteiramente para celebrarmos a Páscoa. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Este é o meu Filho amado, no qual eu pus todo o meu amor: escutai-o! (Mt 17, 5).

Oração depois da Comunhão
Nós comungamos, Senhor Deus, no mistério da vossa glória e nos empenhamos em render-vos graças, porque nos concedeis, ainda na terra, participar das coisas do céu. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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