Liturgia Diária 02/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
02/Mar/2015 (segunda-feira)

Sede misericordiosos

LEITURA: Daniel (Dn) 9, 4b-10: Oração de Daniel
Leitura da Profecia de Daniel:
4b “Eu te suplico, Senhor, Deus grande e terrível, que preservas a aliança e a benevolência aos que te amam e cumprem teus mandamentos; 5 temos pecado, temos praticado a injustiça e a impiedade, temos sido rebeldes, afastando-nos de teus mandamentos e de tua lei; 6 não temos prestado ouvidos a teus servos, os profetas, que, em teu nome, falaram a nossos reis e príncipes, a nossos antepassados e a todo o povo do país. 7 A ti, Senhor, convém a justiça; e a nós, hoje, resta-nos ter vergonha no rosto: seja ao homem de Judá, aos habitantes de Jerusalém e a todo Israel, seja aos que moram perto e aos que moram longe, de todos os países, para onde os escorraçaste por causa das infidelidades cometidas contra ti. 8 A nós, Senhor, resta-nos ter vergonha no rosto: a nossos reis e príncipes, e a nossos antepassados, pois que pecamos contra ti; 9 mas a ti, Senhor, nosso Deus, cabe misericórdia e perdão, pois nos temos rebelado contra ti, 10 e não ouvimos a voz do Senhor, nosso Deus, indicando-nos o caminho de sua lei, que nos propôs mediante seus servos, os profetas. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 79 (78), 8. 9. 11. 13: Lamentação Nacional
Sl 102,10a O Senhor não nos trata como exigem nossas faltas
8 Não lembreis as nossas culpas do passado, mas venha logo sobre nós vossa bondade, pois estamos humilhados em extremo.
9 Ajudai-nos, nosso Deus e Salvador! Por vosso nome e vossa glória, libertai-nos! Por vosso nome, perdoai nossos pecados!
11 Até vós chegue o gemido dos cativos: libertai com vosso braço poderoso os que foram condenados a morrer!
13 Quanto a nós, vosso rebanho e vosso povo, celebraremos vosso nome para sempre, de geração em geração vos louvaremos.

EVANGELHO: Lucas (Lc) 6, 36-38: Misericórdia e Gratuidade
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 36 Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. 37 Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. 38 Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos.” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
O convite à misericórdia nos é dirigido mais uma vez neste tempo quaresmal. E hoje, é o próprio Senhor quem nos pede: “Sede misericordiosos como vosso Pai é misericordioso”. Que possamos acolher a Palavra em nossa vida e tornar concreto em nosso dia o convite de Jesus.
Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Tira de mim o coração de pedra para substituí-lo com um coração sensível. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Leia o texto. Repita as palavras ou frases que mais chamaram a sua atenção durante a leitura.
Você recorda de outras citações bíblicas em que Jesus pede que vivamos a misericórdia?
Porque Jesus pede que sejamos misericordiosos como o Pai é misericordioso?
Para uma melhor compreensão do texto, vamos ter presente que o relato de Lc 6, 36-38 faz parte de um bloco de instruções aos discípulos. Em Lc 6, 20 Jesus fala sobre as bem-aventuranças. Em seguida, recorda a necessidade do amor aos inimigos. Agora no v. 36, convida a sermos misericordiosos como o Pai é misericordioso.
Como é a misericórdia do Pai?
O Deus que Jesus nos revela na parábola do filho pródigo, por exemplo, é um Deus paciente e misericordioso. Deus vem ao encontro do seu povo com a grandeza do seu amor. Jesus convida seus discípulos a reproduzirem os mesmos sentimentos de misericórdia do Pai para com seus filhos.

A VERDADE (Refletir)
O que o texto diz para mim?
Qual foi a palavra que encontrou sintonia com a realidade que estou vivendo?
Como ecoou em mim o convite de Jesus: “Sede misericordiosos”?
Papa Francisco, em uma de suas catequeses nos recorda: “O essencial, segundo o Evangelho, é a misericórdia. O essencial do Evangelho é a misericórdia. Deus enviou o seu Filho, Deus se fez homem para nos salvar, isso é, para nos dar a sua misericórdia. Jesus diz isso claramente, resumindo o seu ensinamento para os discípulos: ‘Sede misericordiosos, como o vosso Pai é misericordioso’ (Lc 6, 36). Pode existir um cristão que não seja misericordioso? Não. O cristão necessariamente deve ser misericordioso, porque isto é o centro do Evangelho. E fiel a este ensinamento, a Igreja só pode repetir a mesma coisa aos seus filhos: ‘Sede misericordiosos’, como o é o Pai, e como o foi Jesus. Misericórdia.”
Cada cristão é convidado a manifestar ao mundo a misericórdia do Pai para com os seres humanos, sobretudo, para com os irmãos que vivem no sofrimento, no abandono, na miséria, doentes, perseguidos…
– O que significa para mim:
– Ser misericordioso?
– Ser misericordioso?
– Julgar?
– Medir e ser medido?
– Condenar?
– Perdoar?
– Doar-se?

E a VIDA (Orar)
Apresente ao Senhor a sua oração. Peça confiante que o Espírito Santo suscite a misericórdia no coração dos cristãos.
Reze ainda a oração da Campanha da Fraternidade: Ó Pai, alegria e esperança de vosso povo, vós conduzis a Igreja, servidora da vida, nos caminhos da história. A exemplo de Jesus Cristo e ouvindo sua palavra que chama à conversão, seja vossa Igreja testemunha viva de fraternidade e de liberdade, de justiça e de paz. Enviai o vosso Espírito da verdade para que a sociedade se abra à aurora de um mundo justo e solidário, sinal do reino que há de vir. Por Cristo Senhor nosso. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Como discípulo de Jesus, qual deve ser o meu comportamento para com meus irmãos?
Em que medida e com quais práticas concretas meu comportamento para com meus irmãos será como do Pai misericordioso?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
A justiça de Deus é muito diferente da justiça dos homens. A justiça dos homens parte de dois pressupostos: o primeiro diz que a cada um deve ser dado o que lhe pertence, e o segundo afirma que cada pessoa deve receber os méritos pelo bem que promovem e os castigos pelos males que causa. A justiça divina é aquela que distribui gratuitamente todos os bens e dá todas as condições para que o homem possa ser feliz e ter uma vida digna e é por isso que Deus criou todas as coisas e as deu gratuitamente para os homens que não viveram a gratuidade e se apossaram do mundo segundo seus interesses. A justiça divina é aquela que não nos trata segundo as nossas faltas, mas age com misericórdia e nos convida a fazer o mesmo.

(6) – DEUS É PERFEITO NO AMOR E NA MISERICÓRDIA
Equivalente ao sermão da montanha de Mateus, é o sermão da planície de Lucas (Lc 6, 17-49), que, no relato evangélico, é a sequência do chamado dos Doze apóstolos sobre a montanha, onde Jesus passou a noite em oração (cf. 6, 12-16). O “sede misericordiosos” de Lucas corresponde ao “sede perfeitos” de Mateus. Deus é perfeito no amor e na misericórdia. O imperativo “sede misericordiosos” se baseia no que Deus é: misericordioso. A misericórdia de Deus se manifesta na sua bondade para com todos, ingratos e maus, justos e injustos (cf. v. 35), na acolhida dada por Jesus aos pecadores (cf. Lc 5, 29-32; 7, 36-50; 15, 1ss; 19, 1-10), na sua iniciativa de ir atrás da ovelha que se perdeu (cf. Lc 15). Cada um, independentemente de sua situação, pôde ou pode experimentar a misericórdia de Deus em relação a si mesmo.
O que seria de nós se não fosse o amor de Deus que perdoa sempre?
O que é exigido do discípulo em relação ao seu semelhante é exatamente essa misericórdia. O amor aos inimigos não é uma ideia ou um ideal longínquo, quase inatingível; ele se concretiza na renúncia a julgar, isto é, a condenar alguém (vv. 37a.37b), na disposição permanente e renovada de perdoar (v. 37c) e de entregar a si mesmo (v. 38a), como o Senhor se entregou para a salvação de toda a humanidade.
Oração:
Jesus, manso e humilde de coração, que em meu coração cresça, cada vez mais, o amor por vós e pelo próximo.
Padre Carlos Alberto Contieri

(7) – ESTEJAMOS ATENTOS AOS NOSSOS RELACIONAMENTOS
Estejamos atentos aos nossos relacionamentos, pois o remédio para curá-los não é o orgulho, não é a vingança, não é o “olho por olho”, mas sim o perdão e a misericórdia.
“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso” (Lucas 6, 36).
A Palavra de Deus vem hoje ao nosso encontro para nos mostrar qual é a medida, qual é o termômetro que Deus vai usar para medir e para julgar a cada um de nós. É a mesma medida que nós usamos para medirmos uns aos outros. É o modo como nós tratamos os outros quando falham, pecam, erram e não correspondem àquilo que queremos ou esperamos deles.
Primeiramente, ao olharmos para o coração do Pai, para a face do Pai, nós ficamos estremecidos e, como diz a primeira leitura da Santa Missa de hoje, ficamos corados de vergonha e a nossa face cai por terra, porque Deus é tão bom, é tão misericordioso e tem tanta compaixão das nossas faltas que isso nos causa estremecimento no coração.
Nós, muitas vezes, até abusamos dessa bondade de Deus, nós até dizemos: “Deus tudo perdoa”. Sim, Deus não nega a si mesmo, de fato, Ele tudo perdoa, basta que haja arrependimento, sinceridade, propósito e, no bom sentido da palavra, “vergonha na cara” de nossa parte. O Senhor nos ajuda a nos levantarmos de qualquer queda, de qualquer dureza e de qualquer erro que nós tenhamos cometido nesta vida.
O perdão de Deus não é uma coisa automática, Ele está sempre disposto a nos perdoar, contudo, é preciso que, de nossa parte, haja sincero e profundo arrependimento.
Se nos prostrarmos diante do Senhor, como fez hoje o profeta [da liturgia de hoje], reconhecendo que merecemos, na verdade, o castigo, e se realmente estivermos com o coração contrito, Deus apresentar-nos-á o Seu perdão e a Sua face misericordiosa.
O perdão de Deus não tem preço, Ele não cobra nada para nos perdoar. O Senhor pede apenas que façamos uma coisa: irmos ao encontro do nosso próximo, ao encontro de quem nos ofendeu, nos magoou e “pisou na bola” conosco e o tratemos da mesma forma como Ele nos trata e nos mede.
Precisamos parar de ter dupla identidade! Queremos tanto o perdão de Deus, mas, infelizmente, somos muito duros e difíceis para perdoarmos ao próximo. Nós queremos que Deus seja tão bom para conosco enquanto nós somos tão exigentes uns com os outros.
Deus é tão misericordioso para conosco, ao passo que nós sonegamos misericórdia e perdão ao outro, nós queremos jogar na cara dele e fazê-lo sofrer para que ele mereça um pouco da nossa autossuficiência e do nosso orgulho.
No entanto, o remédio para curar as nossas relações não é o orgulho, não é a vingança, não é o “olho por olho”, mas sim o perdão e a misericórdia. Deus nos trata com tanta misericórdia, que eu e você façamos o mesmo indo ao encontro do nosso próximo com a face misericordiosa de Deus impressa em nosso rosto e em nossa alma.
Deus abençoe você!
Padre Roger Araújo

(8) – O AGIR CRISTÃO
O cristão tem consciência de que suas ações superam os limites das relações humanas, para desembocar no Pai. Por isso, todo gesto humano, sem exceção, tem algo a ver com Deus: deve inspirar-se nele, de quem receberá o prêmio ou o castigo.
O eixo fundamental da vida cristã deve ser a misericórdia. O motivo é simples: a misericórdia é o eixo fundamental do agir do Pai. E, pela misericórdia, o cristão reproduz um modo de ser característico de Deus.
Jesus indicou-nos algumas maneiras de expressar a misericórdia: não nos tornar juízes do próximo, e por conseguinte, abster-nos de condená-lo; perdoar sempre, e sermos capazes de doar nossos bens, com generosidade. A misericórdia, portanto, consiste em colocar-se diante do próximo com a humildade de quem se sabe servidor, e com a consciência de não ter o direito de julgá-lo e condená-lo. Isto compete ao Pai. A pessoa misericordiosa está sempre disposta a reatar, mediante o perdão, os laços rompidos pela inimizade.
A contrapartida da misericórdia humana é a misericórdia divina. O Pai não julga nem condena a quem foi capaz de ser misericordioso. Perdoa a quem foi capaz de perdoar. E a quem soube doar, dá com superabundância.
O cristão não pode perder de vista esta dimensão de seu agir. A falta de misericórdia resultará fatal, no momento de seu encontro com o Pai.
Oração:
Espírito de misericórdia, reveste todas as minhas ações com a misericórdia, característica do Pai, levando-me a ser, para o meu próximo, a revelação da bondade divina.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36).
Em diferentes momentos do ciclo litúrgico lemos o mesmo Evangelho que hoje ouvimos na Liturgia da Palavra.
Em Tempo de Quaresma este Evangelho tem seu significado orientado para a conversão que Deus espera de nós. Ele, em sua bondade, nos espera, por quarenta dias santos, a irmos ao seu encontro amoroso de Pai, que deseja nos perdoar e cancelar todas as nossas faltas e pecados.
O convite que Deus nos faz concretamente hoje contém quatro ‘mandamentos’ pronunciados por Jesus, ‘mandamentos’ que vamos cumprir fielmente hoje e pelo resto de nossas vidas.
a) O primeiro é o da imitação da misericórdia de Deus Pai. Notemos bem: o próprio Deus Pai é nosso modelo de misericórdia. Jesus diz: “Sede misericordiosos, como também vosso Pai é misericordioso” (Lc 6, 36).
b) O segundo é contra o mau juízo que fazemos em relação aos outros, deixando de ver o bem que fazem mas vendo apenas o mal. Deus não nos vê assim. Em nós prefere ver o bem. Mas se cometemos pecados, como Ele deixará de vê-los? Ele quer a conversão dos pecadores e não nossa morte (Ez 33, 11). Mas não nos esqueçamos: porque Deus é bom é justo. Se é justo conosco, devemos seguir seu exemplo: sermos justos e perdoar os outros.
c) O terceiro exige nossa coerência: se Deus nos perdoa, devemos perdoar os outros. Não foi isto que Jesus nos ensinou no Pai Nosso? Ele disse: “… perdoai as nossas culpas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”. Jesus disse isto e o cumpriu. No momento em que estava sendo pregado na Cruz, pediu ao Pai: “Pai, perdoai-lhes, pois não sabem o que fazem” (Lc 23, 34).
d) O quarto mandamento de Jesus é este: “Dai e vos será dado … porque com a mesma medida com que medirdes também sereis medidos” (Lc 6, 38). É a ordem de Deus sobre a partilha dos bens que Ele criou para todos os seres humanos. Cumprindo esta ordem, a humanidade jamais teria ricos nem pobres; não haveria desigualdade social, não haveria cobiça de um povo pelos bens dos outros, não haveria guerras mas contínua paz. Neste procedimento nossos modelos são Deus Pai e o próprio Jesus.
Se nos lembrarmos sempre que por ‘mandamentos’ entendemos ‘orientações para não errar nem pecar’, amaremos todos os Mandamentos de Deus e da Igreja. Pensemos assim, corrigindo nossos possíveis preconceitos contra a palavra ‘mandamento’.
Padre Valdir Marques

(10) – SEDE MISERICORDIOSOS COMO O VOSSO PAI É MISERICORDIOSO
Cristo tem duas naturezas numa só pessoa: uma, segundo a qual é desde sempre; e outra, segundo a qual começou a ser no tempo. De acordo com o seu ser eterno, Ele conhece todas as coisas desde sempre; mas, enquanto nascido no tempo, aprendeu muitas coisas. Foi por isso que, quando começou a ser no tempo, feito carne, começou a conhecer as misérias da carne, e a conhecê-las segundo o tipo de conhecimento que vem da fraqueza da carne.
Teria sido mais favorável e mais sensato os nossos primeiros pais não terem adquirido este conhecimento, porque para o adquirirem tiveram de passar pela loucura e pelo infortúnio. Mas Deus, seu Criador, vindo em busca do que estava perdido, teve piedade da sua obra e veio ao seu encontro: misericordiosamente, desceu Ele próprio até onde eles estavam miseravelmente caídos. Quis experimentar na sua própria pessoa o que eles sofriam por terem agido contra Ele; não o fez, naturalmente, movido pela curiosidade, como eles, mas por uma caridade admirável; não o fez para permanecer com eles na miséria, mas para Se tornar misericordioso e os livrar da sua miséria.
Portanto, Cristo tornou-Se misericordioso, não com a misericórdia que já tinha, na sua felicidade eterna, mas com aquela que encontrou nas nossas vestes de carne, experimentando Ele próprio a miséria.

(16) – DAI E VOS SERÁ DADO
Hoje, o Evangelho segundo São Lucas proclama uma mensagem mais densa do que breve, e note-se que é mesmo muito breve! Podemos reduzi-la a dois pontos: um enquadramento de misericórdia e um conteúdo de justiça.
Em primeiro lugar, um enquadramento de misericórdia. Com efeito, a máxima de Jesus sobressai como uma norma e resplandece como um ambiente. Norma absoluta: se o nosso Pai do céu é misericordioso, nós, como filhos seus, também o devemos ser. E como é misericordioso, o Pai! O versículo anterior afirma: «(…) e sereis filhos do Altíssimo, porque Ele é bom até para os ingratos e os maus» (Lc 6, 35).
Em segundo lugar, um conteúdo de justiça. Efetivamente, encontramo-nos perante uma espécie de “lei de talião”, nos antípodas (oposta) da que foi rejeitada por Jesus («Olho por olho, dente por dente»). Aqui, em quatro momentos sucessivos, o divino Mestre ensina-nos, primeiro, com duas negações; depois, com duas afirmações. Negações: «Não julgueis e não sereis julgados»; «Não condeneis e não sereis condenados». Afirmações: «Perdoai e sereis perdoados»; «Dai e vos será dado».
Apliquemo-las fielmente à nossa vida de todos os dias, atendendo especialmente à quarta máxima, como faz Jesus. Façamos um corajoso e lúcido exame de consciência: se em matéria familiar, cultural, econômica e política o Senhor julgasse e condenasse o nosso mundo como o mundo julga e condena, quem poderia enfrentar esse tribunal? (Ao regressar a casa e ao ler os jornais ou escutar as notícias, pensemos apenas no mundo da política). Se o Senhor nos perdoasse como o fazem normalmente os homens, quantas pessoas e instituições alcançariam a plena reconciliação?
Mas a quarta máxima merece uma reflexão particular já que, nela, a boa lei de talião que estamos a considerar fica, de alguma forma, superada. Com efeito, se dermos, nos darão na mesma proporção? Não! Se dermos, receberemos – notemo-lo bem – «Uma medida boa, socada, sacudida e transbordante» (Lc 6, 38). É pois à luz desta bendita desproporção que somos exortados a dar previamente. Perguntemo-nos: quando dou, dou bem, dou procurando o melhor, dou com plenitude?
Rev. D. Antoni ORIOL i Tataret

COMEMORA-SE NO DIA 02/Mar

(5) – SANTA INÊS DA BOÊMIA
Santa Inês da Boêmia nasceu em 1208. Pertencia à família real. Otocaro I, seu pai, era rei da Boêmia. Foi educada por monges. Recusou-se a casar com Frederico II, imperador da Alemanha, para isso contando com o apoio do papa Gregório IX.
Foi uma mulher ativa e preocupada com os problemas de seu tempo. Dedicou-se de corpo e alma ao serviço dos pobres, fundando para eles um hospital. Estabeleceu ali a pobreza absoluta, renunciando às rendas e vivendo de esmolas e doações. Incentivou e apoiou os Franciscanos e as Clarissas. Para eles fundou dois mosteiros.
Santa Clara, a quem devotava grande amizade, escreveu-lhe numerosas cartas e chamava-a de “metade de minha alma”.
Numa das cartas, Santa Clara dizia à Santa Inês:
“Eu me alegro de verdade, e ninguém vai poder roubar-me esta alegria, porque já alcancei o que desejava abaixo do céu: vejo que você, sustentada por maravilhosa sabedoria da própria boca de Deus, já superou astúcias do esperto inimigo: o orgulho que perde a natureza humana e a vaidade que torna estultos os corações dos homens. Vejo que são a humildade, a força da fé e os braços da pobreza que a levaram a abraçar o tesouro incomparável escondido no campo do mundo e dos corações humanos, com o qual compra-se aquele por quem tudo foi feito do nada. Eu a considero, num bom uso das palavras do Apóstolo, auxiliar do próprio Deus, sustentáculo dos membros vacilantes de seu corpo inefável”.
Santa Inês ingressou, mais tarde, no convento das Clarissas, por ela própria fundado, onde foi nomeada abadessa.
Morreu no dia 2 de março de 1282 em Praga, onde nasceu.
Reflexão:
O exemplo de mulheres como Santa Inês, nos inspiram a buscar também a nossa vocação à santidade. Simplicidade, dedicação e confiança em Deus eram marcas registradas da vida desta grande mulher. Fica-nos hoje o desejo de encontrar em Cristo o primeiro e maior inspirador de nossos gestos de caridade para com o próximo. Inspirados pela vida de Santa Inês, sejamos também nós missionários e missionárias do Evangelho da Vida.
Padre Evaldo César de Souza

(6.1) – SÃO SIMPLÍCIO
Simplício nasceu na cidade italiana de Tivoli e seu pai se chamava Castino. Depois disso, os dados que temos dele se referem ao período que exerceu a direção da Igreja, aliás uma fase muito difícil da História da Humanidade: a queda do Império Romano. Ao contrário do que se podia esperar, teve um dos pontificados mais longos do seu tempo, quinze anos, de 468 a 483.
Nessa época, Roma, depois de resistir às invasões de godos, visigodos, hunos, vândalos e outros povos bárbaros, acabou sucumbindo aos hérulos, chefiados pelo rei Odoacro, que era adepto do arianismo e depôs o imperador Rômulo Augusto. A partir daí, conquistadores de todos os tipos se instalaram, depredaram, destruíram e repartiram aquele Império, tido como o centro do mundo. Roma, que era sua capital, sobreviveu. Nesse melancólico final, a única autoridade moral restante, a que ficou do lado do povo e acolheu, socorreu, escondeu e ajudou a enfrentar o terror, foi a do Papa Simplício.
Ele fazia parte do clero romano e foi eleito para suceder o Papa Hilário. Tinha larga experiência no serviço pastoral e social da Igreja e uma vantagem: ter convivido com o Papa Leão Magno, depois proclamado santo e doutor da Igreja, que deteve a invasão de Átila, o rei dos bárbaros hunos. Ao Papa Simplício, nunca faltou coragem, fé e energia, virtudes fundamentais para o exercício da função. Ele soube manter vivamente ativas as grandes basílicas de São Pedro, São Paulo Fora dos Muros e São Lorenço, que a partir do seu pontificado passaram a acolher os católicos em peregrinação aos túmulos dos Santos Apóstolos. Depois construiu e fundou muitas igrejas novas, sendo as mais famosas aquelas dedicadas a São Estevão Rotondo e a Santa Bibiana. Trabalhou para a expansão das dioceses e reafirmou o respeito à genuína fé em Cristo e à Igreja de Roma.
Os escritos antigos registram suas várias cartas à bispos, orientando sobre a forma de enfrentar o nestorianismo e o monofisitismo, duas heresias orientais que na época ameaçavam a integridade da doutrina católica e vinham se espalhando por todo o mundo cristão. Mas o Papa Simplício se manteve ativo ao lado do povo, ensinando, pregando, dando exemplo de evangelizador, apesar dessas e outras dificuldades. Além disso mostrou respeito a todo tipo de expressão da arte; foi ele que ordenou para serem colocados à salvo da destruição dos bárbaros os mosaicos considerados pagãos, da igreja de Santo André. Morreu, amado pelo povo e respeitado até pelos reis hereges, no dia 10 de março de 483. Suas relíquias são veneradas na sua cidade natal, Tivoli, Itália.
Foi assim que Roma, graças à atuação do Papa Simplício, apesar de assolada por hereges de todas as crenças e origens, deixou de ser a Roma dos Césares passando a ser a Roma dos Papas e da Santa Sé. A sua comemoração litúrgica ocorre no dia 02 de março.

(6.2) – HENRIQUE SUSO
Nascido na ilha de Constança, na Alemanha, no dia 21 de março de 1295, foi um dos principais representantes do movimento religioso, que floresceu na região do rio Reno, no início do século XIV. Religioso dominicano, escritor e místico, se tornou um dos teólogos alemães mais conhecidos, pela característica da singular doçura de sua espiritualidade e pela clareza do conceito transmitido de que a vida interior é acessível a todas as almas seguidoras da Paixão de Jesus Cristo.
Seu pai era um rico comerciante, não muito religioso, da nobre dinastia dos Berg, e sua mãe, uma senhora muito pia, era da tradicional família cristã dos Suese ou Suso, forma latina do nome. Henrique preferiu manter o sobrenome da mãe. Desde a infância foi educado pelos dominicanos, demonstrando sua vocação religiosa já nesta época. Aos treze anos, ingressou como noviço no convento de São Nicolau, desta Ordem, em Constança, período em que desenvolveu muito, sua espiritualidade.
Aos dezesseis anos, viveu um período de fé incerta, o qual superou através da somatória das penitências rigorosas com as orações contemplativas. Dois anos depois, coroou sua completa conversão, marcando com ferro em brasa o nome de Jesus, no lado esquerdo do peito. Isto ocorreu, após uma experiência mística, na qual, viu um anjo unindo o seu coração ao do Cristo. A partir de então, seu zelo se traduziu numa entrega espiritual mais prudente; Deus o fez compreender que a melhor mortificação consistia em aceitar com resignação as provas enviadas por Ele.
No convento dominicano em Constança, fez os estudos preparatórios, filosóficos e teológicos. Depois foi enviado para o Colégio Geral de Estrasburgo e finalmente para a universidade de Colônia, diplomando-se com destaque. Ao invés de uma carreira brilhante eclesiástica, preferiu retornar para Constança, em 1329, como professor de Teologia no colégio dos dominicanos. Ali, durante os sete anos seguintes, escreveu suas obras mais importantes: o Livro da Sabedoria Eterna e o Livro da Verdade. Narrou com simplicidade e clareza os mistérios da alma, que desvendava através dos seus colóquios íntimos com Cristo, veiculados pelas orações silenciosas e experiências contemplativas.
Em 1336, Henrique sentiu que era hora de partir para o apostolado peregrino. Viajou por toda Alemanha, passando pela Suíça e Países Baixos, tornando-se um incansável pregador itinerante do nome de Cristo. Durante quatro anos, até 1943 foi o diretor geral do convento alemão de Turgovia. Depois foi transferido para o de Ulm, no qual permaneceu até morrer, em 25 de fevereiro de 1366.
Ele não foi sepultado no cemitério comum aos padres dominicanos, mas na cripta da igreja daquele convento. Até o final de 1531, sobre a sua lápide ardia uma chama atestando o seu culto. Depois seus restos mortais foram destruídos pelos protestantes, mas a sua lembrança se manteve e foram muitos os Santos que se inspiraram no seu exemplo para a busca da espiritualidade eleita. O Papa Gregório XVI, beatificou Henrique Suso em 1831, determinando a sua festa litúrgica para o dia 2 de março.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

II SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46. (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Porque somos pecadores, temos necessidade de nos abrir à reconciliação e ao perdão. Nossa esperança é revigorada, pois Deus não nos trata como exigem nossas faltas.

IGMR 47. (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49. (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Tende compaixão de mim, ó Deus, e libertai-me! Meus pés estão firmes no caminho reto, nas assembleias bendirei ao Senhor (Sl 25, 11s).

IGMR 50. (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51. (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52. (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53. (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Deus, que para remédio e salvação nossa nos ordenais a prática da mortificação, concedei que possamos evitar todo pecado e cumprir de coração os mandamentos do vosso amor. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54. (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
A vida cristã consiste na imitação da misericórdia de Deus, a qual nos previne contra a pretensão de ser juízes dos outros e nos leva a conceder e buscar o perdão.

IGMR 55. (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56. (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57. (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58.: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59.: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61. (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6, 63.68)

IGMR 62. (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60.: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65. (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67. (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
1. Iluminai, Senhor, as Igrejas cristãs, para que sejam misericordiosas e acolhedoras.
AS: Ouvi-nos e atendei-nos, Senhor.
2. Manifestai à nossa sociedade os vossos caminhos, para que viva o amor e o perdão.
3. Ficai conosco, para que não julguemos nem sejamos injustamente julgados.
4. Ensinai-nos a tratar os outros com a misericórdia e a bondade com que nos tratais.
5. Ajudai-nos à confortar os doentes e amparar os sofredores.

IGMR 69. (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70.: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71.: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72. (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73. (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Acolhei, ó Deus, as nossas preces e preservai das seduções do mundo o que chamais a celebrar vosso mistério. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Sede misericordiosos, diz o Senhor, como vosso Pai que está nos céus (Lc 6, 36).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que esta comunhão nos purifique do pecado e nos faça participar da celeste alegria. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

 

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