Liturgia Diária 04/Fev/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
04/Fev/2015 (quarta-feira)

Entre vós não deverá ser assim…

LEITURA: Jeremias (Jr) 18, 18-20: Por ocasião de um atentado contra Jeremias
Leitura do Livro do Profeta Jeremias:
Naqueles dias: 18 Disseram eles: “Vinde para conspirarmos juntos contra Jeremias; um sacerdote não deixará morrer a lei; nem um sábio, o conselho; nem um profeta, a palavra. Vinde para o atacarmos com a língua, e não vamos prestar atenção a todas as suas palavras.” 19 Atende-me, Senhor, ouve o que dizem meus adversários. 20 Acaso pode-se retribuir o bem com o mal? Pois eles cavaram uma cova para mim. Lembra-te de que fui à tua presença, para interceder por eles e tentar afastar deles a tua ira. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 31 (30), 5-6. 14. 15-16: Súplica na provação
17b Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!
5 Retirai-me desta rede traiçoeira, porque sois o meu refúgio protetor! 6 Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!
14 Ao redor, todas as coisas me apavoram; ouço muitos cochichando contra mim; todos juntos se reúnem, conspirando e pensando como vão tirar-me a vida.
15 A vós, porém, ó meu Senhor, eu me confio, e afirmo que só vós sois o meu Deus! 16 Eu entrego em vossas mãos o meu destino; libertai-me do inimigo e do opressor!

EVANGELHO: Mateus (Mt) 20, 17-28:
(20, 17-19: Terceiro anúncio da Paixão)
(20, 20-23: Pedido da mãe dos filhos de Zebedeu)
(20, 24-28: Os chefes devem servir)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 17 Enquanto Jesus subia para Jerusalém, ele tomou os doze discípulos à parte e, durante a caminhada, disse-lhes: 18 “Eis que estamos subindo para Jerusalém, e o Filho do Homem será entregue aos sumos sacerdotes e aos mestres da Lei. Eles o condenarão à morte, 19 e o entregarão aos pagãos para zombarem dele, para flagelá-lo e crucificá-lo. Mas no terceiro dia ressuscitará.” 20 A mãe dos filhos de Zebedeu aproximou-se de Jesus com seus filhos e ajoelhou-se com a intenção de fazer um pedido. 21 Jesus perguntou: “O que tu queres?” Ela respondeu: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda.” 22 Jesus, então, respondeu-lhes: “Não sabeis o que estais pedindo. Por acaso podeis beber o cálice que eu vou beber?” Eles responderam: “Podemos.” 23 Então Jesus lhes disse: “De fato, vós bebereis do meu cálice, mas não depende de mim conceder o lugar à minha direita ou à minha esquerda. Meu Pai é quem dará esses lugares àqueles para os quais ele os preparou.” 24 Quando os outros dez discípulos ouviram isso, ficaram irritados contra os dois irmãos. 25 Jesus, porém, chamou-os, e disse: “Vós sabeis que os chefes das nações têm poder sobre elas e os grandes as oprimem. 26 Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser tornar-se grande, torne-se vosso servidor; 27 quem quiser ser o primeiro, seja vosso servo. 28 Pois, o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a sua vida como resgate em favor de muitos.” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Em nossa caminhada quaresmal, estamos hoje no 15º dia. A Palavra de Deus que nos acompanha, sempre foi nos despertando para um aspecto diferente: conversão, jejum, oração, caridade, amor aos inimigos… Colocamo-nos hoje no caminho para acompanhar Jesus e seus discípulos que sobem para Jerusalém. E peçamos a graça de acolher os seus ensinamentos em nossa vida.
Rezemos: Vem, Espírito Santo! Faze-nos amar as Escrituras, para reconhecermos a voz viva de Jesus. Torna-nos humildes e simples, a fim de compreendermos os mistérios do Reino de Deus. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que diz o texto bíblico?
Leia com calma, atentamente e procure compreendê-lo. Tenha presente que estamos diante do terceiro anúncio da Paixão no Evangelho de Mateus. O primeiro relato está em Mt 16, 21-28 e o segundo em Mt 17, 22-23. Enquanto sobem para Jerusalém, Jesus toma seus discípulos de lado e os instrui novamente sobre o que lhe vai acontecer. É a terceira tentativa de fazer com que seus discípulos compreendam a necessidade da Paixão, pois Jesus acolheu livremente o desígnio salvífico de Deus e é obediente ao Pai.
Observe que o pedido da mãe de Tiago e João, filhos de Zebedeu, para que eles ocupem os lugares de honra no Reino de Cristo, causa conflito entre os discípulos. Eles ainda não haviam compreendido que para beber o cálice que Cristo irá beber era preciso participar de seu sofrimento e de sua morte.
Por fim, Jesus adverte categoricamente: “Entre vós não deverá ser assim”. Quem quiser ser o maior e o primeiro deve ser aquele que serve. Deve seguir o exemplo de Jesus que “não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos”.

A VERDADE (Refletir)
O que o texto me fala?
Que luz nos dá Jesus, com sua pessoa e sua mensagem?
De que maneira esta passagem me compromete?
O que ela está me pedindo?
Assim como os discípulos, que esperavam que Jesus implantasse um reino glorioso, também nós muitas vezes não compreendemos a paixão, morte e ressurreição de Jesus. Muitas vezes custamos para compreender que o Reino de Deus é da misericórdia, do amor, do serviço, da compaixão e da solidariedade. Jesus foi nos mostrando tudo isso com sua vida. Ele mesmo veio dar-nos a vida e servir-nos no amor. Jesus assusta seus discípulos! Eles não entendem o sofrimento! Eles podem nos ajudar em nossa caminhada! Servem de incentivo!
Os discípulos de Jesus também ambicionavam os primeiros lugares! E eles no ensinam: somos os primeiros quando buscamos melhor servir!
Quem serve a Jesus será recompensado, sim. Mas… não nesta vida!
Conclusão: sejamos pacientes e aguardemos!
– Você é paciente?
Ainda hoje há muitos nas comunidades que buscam os primeiros lugares! Fujamos deles e dos lugares preferidos!
– Ou você também ambiciona o primeiro lugar?
– Ainda hoje há pessoas que exercem o poder e não prestam contas ao povo?

E a VIDA (Orar)
Apresente ao Senhor a sua oração. Recorde a caminhada quaresmal que você está vivendo, as luzes e apelos que a Palavra foi lhe revelando e peça a graça de continuar a caminhada de conversão.
Conclua com a oração: Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus, renunciando a nós mesmos, para buscar em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Como vou viver concretamente durante o dia os apelos que o Senhor me revelou?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
Nós todos, que nos dizemos discípulos e discípulas de Jesus, não podemos deixar os critérios do Evangelho para viver segundo os critérios do mundo. No mundo, autoridade significa ocasião para a tirania, a opressão e a busca da satisfação dos próprios interesses, sejam de quais naturezas forem. O próprio Jesus nos fala que entre nós não deve ser assim. Ele é o modelo de autoridade para todos nós, pois sendo verdadeiro Deus, o Senhor de tudo, se fez servidor dos homens e despojou-se de tudo, desde a sua condição divina até a sua vida humana, para nos resgatar e nos fazer participantes da vida divina.

(6) – SERVIR GENEROSAMENTE
Trata-se do terceiro anúncio da paixão (16, 21; 17, 22-23). No nosso texto de hoje, a mãe dos filhos de Zebedeu reivindica para os seus dois filhos um lugar privilegiado. O pedido da mãe para os seus dois filhos deseja o melhor para eles, mas é fruto da sua incompreensão acerca do mistério de Cristo e da vida cristã. O que é difícil compreender e aceitar é que a verdadeira recompensa está em ser admitido no seguimento de Jesus e participar de sua vida e da sua paixão. O que importa é a decisão livre de ir até o fim com Jesus: à pergunta de Jesus a João e Tiago “podeis beber do cálice que eu vou beber”, eles responderam: “Podemos”. O ditado popular diz: “o futuro a Deus pertence”; o importante é a disposição para viver hoje toda a exigência do seguimento de Jesus Cristo, pois o que vem depois pertence unicamente a Deus. Aos discípulos, a nós todos, compete construir uma comunidade em cujo centro esteja o serviço generoso, desprovido de qualquer ambição pelo poder.
Oração:
Jesus, Mestre divino, queremos vos seguir. Amar como amastes, buscar como buscastes a vontade do Pai.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – O EXEMPLO DO FILHO DO HOMEM
Apesar do testemunho de Jesus, os discípulos estavam aferrados aos esquemas mundanos, mostrando-se pouco sensíveis aos ensinamentos do Mestre. O intento dos filhos de Zebedeu foi uma prova disto.
Fazendo ouvido de mercador, quando Jesus revelou seu destino de sofrimento e morte, estavam preocupados em garantir para si os melhores lugares no Reino a ser instaurado. Bem se vê que estavam longe de sintonizar com o Reino anunciado por Jesus, pois imaginavam um reino onde os chefes se tornam tiranos, e os grandes se tornam opressores, por estarem revestidos de autoridade.
No Reino almejado por Jesus, a grandeza consiste em pôr-se ao serviço do semelhante, de maneira despretensiosa, e o primeiro lugar será ocupado por quem se dispusera assumir a condição de servo. A tirania cede lugar ao serviço, e a opressão transforma-se em amor eficaz em benefício do próximo. Bastava contemplar o modo de proceder do Mestre Jesus que se autodenomina “Filho do Homem”. Jamais buscara ser servido, como se a sua condição de enviado do Pai lhe desse este direito; tampouco teve a arrogância de se considerar superior a quem quer que seja. Manteve sempre sua postura de servo, consciente da missão recebida do Pai, a ponto de entregar a sua própria vida para que toda a humanidade obtivesse salvação. Dera o exemplo no qual os discípulos deveriam inspirar-se.
Oração:
Pai, transforma-me em servidor de meus semelhantes, fazendo-me sempre pronto a doar minha vida para que o teu amor chegue até eles.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Podeis, acaso, beber o cálice que eu vou beber?” (Mt 20, 22c).
Continua sendo tema do Evangelho de hoje a conversão individual e comunitária.
Esta conversão deve ser orientada para o bom andamento da vida em comunidade cristã, em primeiro lugar, e, de maneira ampliada, a toda a sociedade humana.
Jesus teve uma ingrata surpresa quando ouviu a ambição de três de seus discípulos. Tratava-se de luta pelos lugares mais influentes no futuro Reino que Jesus instalaria no mundo. Os três discípulos envolvidos eram: a esposa de Zebedeu e seus filhos, João e Tiago. O pedido que ela fez foi este: “Manda que estes meus dois filhos se sentem, no teu Reino, um à tua direita e outro à tua esquerda” (Mt 20, 21cd).
Jesus se deu conta de que aquela ambição era excessiva. Além do mais, surpreendeu-se de que a mãe dos discípulos que Ele mais prezava era quem fazia aquele pedido. Entendeu que nem a mãe nem os filhos sabiam do que estavam falando. Por isso sua resposta foi paciente: “Podeis, acaso, beber o cálice que eu vou beber?” (Mt 20, 22c).
Ele lhes fez entender que somente o Pai determinaria quem estaria ao seu lado em seu Reino. Mas chegar ao lado deste trono tinha um preço: beber do cálice que o Pai Lhe tinha preparado, isto é, sua Paixão e Morte.
Como os discípulos João e Tiago dificilmente aceitaram as profecias de Jesus sobre sua Paixão e Morte, como os demais apóstolos, não sabiam que o cálice a beber seria esse. Ingenuamente responderam que poderiam bebê-lo. Com paciência, novamente, Jesus profetiza que um dia beberão daquele cálice desconhecido. Mas não estariam ao lado de seu trono.
Tiago morreu martirizado, pouco tempo depois de Jesus, por ordem de Herodes (At 12, 2).
João padeceu na prisão da ilha de Patmos no tempo do imperador Domiciano. Porém sua morte foi natural, em Éfeso, conforme antiga tradição.
Esta é uma lição para quem tem pretensão de poder. Qualquer um de nós pode correr este risco.
Nesta Quaresma os líderes de comunidades eclesiais, paroquiais e sociais encontram neste Evangelho outro ‘mandamento’ de Jesus. É este o momento adequado para perguntar-se pelo tipo de liderança que está sendo exercido, porque outras pessoas podem sofrer por causa de líderes autoritários e anticomunitários. Ceder espaço a outras pessoas bem intencionadas e preparadas é um dever em Igreja.
Padre Valdir Marques

(10) – ELE DISSE-LHES: «VAMOS SUBIR A JERUSALÉM»
«De nada vos serve levantar muito cedo» (Sl 126, 2). Que quer isto dizer? […] Cristo, nosso Dia, levantou-Se; é bom que nós nos levantemos depois de Cristo e não antes. Quem são os que se levantam antes de Cristo? […] São os que, aqui na terra, querem ser elevados, enquanto Ele quis ser humilde. Portanto, sede humildes neste mundo, se quereis ser exaltados onde Cristo é exaltado. Com efeito, Ele disse de quem a Ele aderiu pela fé – nós, precisamente: «Pai, quero que onde Eu estiver estejam também comigo aqueles que Tu me confiaste» (Jo 17, 25). Dom magnífico, grande graça, gloriosa promessa. […] Quereis estar onde Ele é exaltado? Sede humildes onde Ele foi humilde.
«O discípulo não está acima do mestre» (Mt 10, 24). […] No entanto, os filhos de Zebedeu, antes de terem sofrido a humilhação, em conformidade com a Paixão do Senhor, já tinham escolhido os seus lugares, um à sua direita e o outro à sua esquerda. Queriam «levantar-se muito cedo»; por isso caminhavam em vão. O Senhor recordou-lhes a humildade, perguntando-lhes: «Podereis beber o cálice que Eu estou para beber? Eu vim para ser humilde e vós quereis ser exaltados antes de mim? Segui-me pelo caminho por onde Eu vou. Porque, se quiserdes ir por um caminho por onde Eu não vou, caminhais em vão.»
Santo Agostinho (354-430)

(11.1) – PARA ALCANÇAR A GLÓRIA
Jeremias 18, 18-20 – “lamentações de um profeta”
O mesmo povo que havia recebido do profeta Jeremias os benefícios de ajuda e intercessão, agora o perseguia e “cavava para ele uma cova”. Só o Senhor poderia salvá-lo, por isso, ele Lhe suplicava proteção. Por causa da nossa fidelidade e da nossa honestidade no cumprimento do dever somos perseguidos na vida de diversas maneiras. Por esta razão, nós também, como o profeta, muitas vezes precisamos expor perante Deus a nossa indignação diante das más ações e da falta de gratidão de alguém. As nossas lamentações são iguais às suas quando nos sentimos injustiçados(as) pela ingratidão de pessoas a quem algumas vezes tentamos ajudar, porém não entendem a nossa intenção. O mundo, aparentemente, continua o mesmo, por isso, não devemos nos desesperar, porque, um dia, as pessoas nos louvam e no outro dia, nos atacam. Isto é natural em todas as esferas de vida e, principalmente quando estamos no caminho de Deus. A perseguição faz parte da caminhada espiritual. As pessoas às vezes nos testam, nos confundem e nos pressionam para provar se realmente temos segurança nas nossas escolhas, na nossa vocação, nas nossas decisões. Nem por isso, podemos deixar morrer a lei, nem o conselho nem a Palavra, porque a nossa missão é ajudar a construir um mundo novo a partir de nós mesmos(as). Mesmo injustiçados(as) e perseguidos(as), precisamos ser fiéis a Deus, pois Ele mesmo também sofre com os desatinos do povo que escolheu. Somos esse povo que uma hora sabe ser justo e depois pode tornar-se injusto. Assim, Deus também sofre por nós e os “inimigos”, frequentemente estão dentro de nós mesmos. Nestes momentos o melhor será abrirmos o coração para Deus e sermos sinceros (as), pois, só Ele, é quem conhece tudo e poderá nos ajudar.
– Você tem se queixado da ingratidão das pessoas?
– E você, tem sabido reconhecer quando as outras pessoas querem ajudá-lo(a) ou não as compreende?
– Faça como Jeremias, exponha suas inquietações ao Senhor. Escreva, faça as suas queixas!

Salmo 30 – “Salvai-me pela vossa compaixão, ó Senhor Deus!”
Os nossos inimigos, na maioria das vezes estão dentro de nós mesmos(as). Há uma rede traiçoeira dentro de cada homem, de cada mulher, que tenta ser fiel a Deus. Há horas, em que como o salmista, nós nos sentimos apavorados(as), intranquilos(as), num beco sem saída. Porém, como ele também podemos dizer: “Em vossas mãos, Senhor, entrego o meu espírito, porque vós me salvareis, ó Deus fiel!”

Evangelho – Mateus 20, 17-28 – “para alcançar a glória”
Faz parte da nossa humanidade decaída e corrompida pelo pecado rejeitar todo sofrimento, tudo que venha de encontro à realização dos nossos planos, assim como também desejar alcançar glória e poder sem passar por dificuldades. Por esta razão, mais uma vez, Jesus revelava aos Seus discípulos que, para que O seguissem e pudessem alcançar uma vida plena na glória dos céus, eles teriam que passar com Ele, pelo Calvário e pela Cruz. Entretanto, os discípulos não compreendiam nada que Jesus lhes dizia e pleiteavam já os melhores lugares no reino para usufruírem das benesses que o “alto posto” poderia lhes proporcionar. Hoje, não podemos mais nos enganar como os apóstolos, por isso Jesus nos ensina e nos adverte, que nós também, como aconteceu com Ele, passaremos por dificuldades, provações e perseguições, mas no terceiro dia, isto é, no tempo certo, também ressuscitaremos. Este é, portanto, o nosso objetivo! Precisamos dar os passos que Jesus seguiu. Esta é a vontade do Pai para nós, ressuscitar-nos como Ele ressuscitou Jesus! Porém, não há ressurreição sem Cruz, não há glória sem provação e é já nesta vida terrena que damos os passos para essa conquista: “quem quiser tornar-se grande torne-se vosso servidor”; “quem quiser ser o primeiro seja vosso servo!” A certeza da ressurreição nos dá alento para que possamos atravessar o deserto da nossa vida, apossados da graça de Deus. Aqui mesmo na terra já podemos experimentar em nós as nuances da Cruz e da ressurreição de Jesus. Vivemos com Cristo o Seu martírio e provamos muitas vezes aqui mesmo da Sua ressurreição. Se quisermos a glória temos que participar da Cruz que é o serviço, o encargo e a missão que, muitas vezes, vêm acompanhados de incompreensões, traições e humilhações. Enganam-se aqueles(as) que pensam que a salvação só tem validade depois da nossa morte! Não, é no nosso dia a dia que começamos a viver a vida eterna, pois ela consiste na vontade de Deus se realizando na nossa existência terrena. Quem ama, quem serve e pratica os ensinamentos de Jesus já há conquistado a Jerusalém celeste desde já.
– Você também almeja possuir a glória de Deus?
– Você aceita participar da Cruz de Jesus?
– Você se sente grande ou pequeno(a)?
– Você tem prestado serviço a alguém em Nome do Senhor?
– O que você tem feito pelo amor de Deus?
– Você tem aprendido e praticado o que Jesus tem lhe ensinado?
Helena Serpa

(11.2) – LUGARES IMPORTANTES
No evangelho estamos diante de dois membros da comunidade, que queriam fazer carreira religiosa, com o total apoio da Mamãe coruja que transforma o desejo de poder dos filhos, e uma oração suplicante. Se em nossas comunidades conhecemos pessoas com esse perfil dos Filhos de Zebedeu, isso é, que querem ter poder sobre as pessoas, ninguém desanime, pois os dois Filhos de Zebedeu tornarem-se santos e deram suas vidas por amor ao evangelho.
Mas eles também viveram essa fantasia de ter poder na comunidade, como comentávamos na reflexão de ontem, sobre a cadeira do padre. Jesus acaba de anunciar o seu triunfo sobre as Forças do Mal, que irá culminar com a sua ressurreição, mas que irá passar pelo amargor da paixão e da morte no calvário. A mãe, como qualquer mãe dos nossos tempos queria ver os Filhos se darem bem na vida, que mãe já não tentou falar com alguém influente para arranjar um emprego para o Filho, algum político de prestígio, para dar ao Filho algum benefício? Não vamos condenar a mãe dos dois jovens, pois há quem diga que foram eles mesmos que pediram a Jesus, mas Mateus, amenizando a situação, joga a responsabilidade para a coitada da mãe…
O evangelho não quer espinafrar a Mãe e seus dois filhos, que como já disse, ao ser escrito esse evangelho provavelmente já tinham alcançado a santidade com o martírio. Mas a mensagem central é só uma: quem quiser percorrer o caminho do discipulado, tem que renunciar aos sonhos de poder, prestígio e grandeza, para unir-se intimamente a Cristo, sua paixão e morte. O cristão vive para servir aos irmãos e irmãs, dar sempre o melhor de si para o bem do outro, desapegar totalmente de seus interesses até mesmo essenciais, para uma entrega total e generosa a serviço do outro, sem nunca esperar gratidão, reconhecimento e homenagens, mas a cruz unicamente.
O caminho da Santidade em Cristo, passa obrigatoriamente pelo calvário, antes de chegar na Ressurreição. É este o único caminho do discipulado, e não há outro!
Diácono José da Cruz

(11.3) – PARA SEGUIR JESUS É PRECISO PASSAR PELA CRUZ
A Paixão de Jesus está presente nas paixões de tantas pessoas que vivem nas comunidades, nas pastorais, nos movimentos sociais e testemunham, radicalmente, o projeto libertador de Jesus de Nazaré. Assim, os anúncios da Paixão se tornam o centro, o núcleo da fé cristã na perspectiva da Ressurreição. Esta é a força motivadora para superarmos as contradições, as dificuldades e os desafios da caminhada.
Estão subindo para Jerusalém e, embora já saibam qual será o destino de Jesus, acontece o anúncio: “…o Filho do Homem vai ser entregue aos chefes dos sacerdotes e aos doutores da Lei. Eles O condenarão à morte e O entregarão aos pagãos. Vão caçoar d’Ele, cuspir n’Ele, torturá-Lo e matá-Lo. Depois de três dias, Ele ressuscitará”.
Esse último anúncio mostrará, claramente, que o seguimento de Jesus não tem privilégios como pensavam os discípulos, porque a caminhada não é marcada apenas de glória, mas pela coragem de deixar tudo para suportar a opção de vida que os levará ao longo do caminho. A estrada de Jesus será marcada de rejeição, perseguição, luta e sofrimento. Essas são as condições para chegar à glória. Para, definitivamente, segui-Lo é preciso estar curado da surdez e da cegueira que estavam presentes durante todo o percurso. Essa era a razão pela qual os apóstolos tinham dificuldade de compreender a mensagem de Cristo sobre Sua Paixão como condição para segui-Lo.
O Senhor nos anuncia que o seguimento a Ele deverá passar pela cruz, pois seguimento e cruz são inseparáveis. Porém, os apóstolos não compreenderam e, entre si, discutiram quem era o maior (9, 34).
Jesus lhes mostrará que o maior é aquele que serve; o primeiro deve ser o último, mudando assim, completamente, a lógica da caminhada.
Padre Bantu Mendonça

(11.4) – OS PIORES EXEMPLOS
Bom dia!
Já perdi as contas quantas vezes ouvi alguém dizer ou afirmar que os “piores estão dentro da igreja”. De fato estão e talvez também não estejam, depende do critério que adotamos. No entanto independentemente do critério, em ambos os casos, temos os piores exemplos.
Sim! Temos os piores exemplos em ambas as pontas. Veja! Piores exemplos e NÃO piores pessoas.

Os piores exemplos dos “de fora” (…)
Quem não está na igreja e vê esse fato como vitória sobre quem tem um gosto diferente; quem ofende ou trata alguém diferenciadamente porque tem uma postura ou valores cristãos; quem caçoa ou ridiculariza o filho que quer ser coroinha, acólito ou seguir uma vocação religiosa; quem incentiva a outros (namorados, amigos, parentes) a se afastarem; quem só procura a benção da igreja movida por medo, status ou visualização social, ou seja, aqueles que só vão a igreja em datas festivas ou de profunda tristeza (casamento, sétimo dia, formaturas, batizados) e ainda ficam olhando no relógio “doidos” para ir embora. Que usam a catequese como babá dos seus filhos para poder ficar em casa assistindo futebol, (…).
“(…) Eu não me envergonho do evangelho, pois ele é a força salvadora de Deus para todo aquele que crê, primeiro para o judeu, mas também para o grego. Nele se revela a justiça de Deus, que vem pela fé e conduz à fé, como está escrito: “O justo viverá pela fé”. Ao mesmo tempo revela-se, lá do céu, a ira de Deus contra toda impiedade e injustiça humana, daqueles que por sua injustiça reprimem a verdade. Pois o que de Deus se pode conhecer é a eles manifesto, já que Deus mesmo lhes deu esse conhecimento. De fato, as perfeições invisíveis de Deus – não somente seu poder eterno, mas também a sua eterna divindade – são claramente conhecidas, através de suas obras, desde a criação do mundo. Portanto, eles não têm desculpa: apesar de conhecerem a Deus, não o glorificaram como Deus nem lhe deram graças. Pelo contrário, perderam-se em seus pensamentos fúteis, e seu coração insensato se obscureceu”. (Romanos 1, 16-21)

Os piores exemplos dos “de dentro” são os narrados por Jesus no Evangelho de hoje.
Aquele que “vira dono da igreja”; que faz acordos para se eleger coordenador de um movimento ou pastoral; que só participa visando criticar; que afasta as pessoas; que implica por tudo e por coisas pequenas; que cobra regras, mas não as segue; que punem a comunidade por orgulho; que não vê seus próprios defeitos; que fazem da homilia um desabafo; que toca pensando que é show; que fala mais que o padre; (…). Engraçado! Toda boa comunidade tem desses tipos “pitorescos”.
Mas será que são os piores?
Não, não são! Como também não são aqueles que são criticados por esses “santos”.
Apesar de estarem equivocados quanto à forma de conduzir sua vida em relação aos outros, são pessoas que ainda buscam ficar do lado certo. O “dono da igreja” me lembra o namorado que de tanto amor “morre” de ciúmes da namorada. Não quer que ninguém converse com ela e tal. É estranho, amor demais que vira ciúme! Só ele(a) está certo(a); só ele(a) resolve… (risos), só ele(a) será salvo… É um tremendo contra censo com a mensagem de hoje. “(…) Entre vocês, o mais importante é aquele que serve os outros. Quem se engrandece será humilhado, mas quem se humilha será engrandecido”.
Quantas vezes já nos pegamos fazendo algumas dessas situações também? Quaresma é um tempo propício para rever posturas… Reflitamos a primeira leitura
“(…) Lavai-vos, purificai-vos. Tirai a maldade de vossas ações de minha frente. Deixai de fazer o mal! Aprendei a fazer o bem! Procurai o direito, corrigi o opressor. Julgai a causa do órfão, defendei a viúva”. (Isaias 1, 16-17)
Um imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(16.1) – QUEM QUISER SER O MAIOR ENTRE VÓS SEJA AQUELE QUE VOS SERVE
Hoje, a Igreja – inspirada pelo Espírito Santo – nos propõe neste tempo de Quaresma um texto onde Jesus sugere aos seus discípulos – e, portanto, também a nós – uma mudança de mentalidade. Jesus hoje inverte as visões humanas e terrenas de seus discípulos e lhes abre um novo horizonte de compreensão sobre qual deve ser o estilo de vida de seus seguidores.
Nossas inclinações naturais nos movem ao desejo de dominar as coisas e as pessoas, mandar e dar ordens, que seja feito o que nós gostamos, que as pessoas nos reconheçam um status, uma posição. Pois bem, o caminho que Jesus nos propõe é o oposto: «Entre vós não deverá ser assim. Quem quiser ser o maior entre vós seja aquele que vos serve, e quem quiser ser o primeiro entre vós, seja vosso escravo» (Mt 20, 26-27). “Servidor”, “escravo”: não podemos ficar no enunciado das palavras! As escutamos centena de vezes, e devemos ser capazes de entrar em contato com a realidade, saber o que significa, e confrontar tal realidade com nossas atitudes e comportamentos.
O Concilio Vaticano II afirma que «o homem adquire sua plenitude através do serviço e a entrega aos demais». Neste caso, nos parece que damos a vida, quando realmente a estamos encontrando. O homem que não vive para servir não serve para viver. E nesta atitude, nosso modelo é o próprio Cristo – o homem plenamente homem – pois «Pois o Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate por muitos» (Mt 20, 28).
Ser servidor, ser escravo, tal e como Jesus nos pede é impossível para nós. Está fora do alcance de nossa pobre vontade: devemos implorar; esperar e desejar intensamente que nos concedam esses dons. A Quaresma e suas práticas quaresmais – jejum, esmola e oração – nos lembram que para receber esses dons nós devemos dispor adequadamente.
Rev. D. Francesc JORDANA i Soler

COMEMORA-SE NO DIA 04/Fev

(5) – SÃO CASIMIRO
Casimiro, cujo nome significa “grande no comandar”, foi proclamado padroeiro da juventude.
Casimiro era filho do rei da Polônia, nasceu com o título de grão-duque da Lituânia, sua terra natal, em 1458. De família real e Católica, Casimiro podia se envolver em perigos políticos por isso renunciou o direito ao trono. Seus pais, a rainha Isabel de Asburgo e Casimiro IV, rei da Polônia, tiveram treze filhos, dos quais doze foram reis.
Livremente optou pelo celibato e com a ajuda da mãe e rainha começou a receber forte educação espiritual. Chegou mesmo a arruinar a saúde por causa de muitos jejuns e penitência.
São Casimiro, com apenas dezessete anos e debilitado pelo excesso de penitência, começou a ajudar o pai no governo da Lituânia, usando sempre a força da oração, prudência e seu amor profundo ao Santíssimo Sacramento e a Nossa Senhora.
Casimiro foi um servidor diligente de seu Estado mas não se deixou levar pela ambição do poder. Era um jovem muito admirado pela sua beleza, porém tinha o ideal ascético da pureza. Era devoto de Nossa Senhora e a ela consagrou-se. Estava sempre atento em divulgar as virtudes de Maria e a festejar solenemente as festas marianas.
Admirado pelos súditos e amado pelo povo, Casimiro foi vítima de tuberculose que lhe trouxe a morte em 1484. Casimiro morreu aos 25 anos e todo o povo polonês já o venerava como santo. Em 1521 foi canonizado e declarado padroeiro da Polônia e da Lituânia pelo Papa Leão X.
Ninguém, no entanto, jamais esquecerá a sua caridade, a sua humildade e a sua simplicidade. Nem tampouco a seriedade diante dos sacrifícios da vida. Valeu a pena ter renunciado às coisas imperiais para ser cristão e santo!
Reflexão:
São Casimiro soube pedir a Deus a graça da perseverança. Sua saúde frágil e a intensidade de penitências levaram-no cedo para a Casa do Pai, mas o pouco de tempo de vida foi suficiente para que ele testemunhasse com convicção o Amor de Deus pelo ser humano. Todos nós precisamos da graça de Deus para manter nossa fidelidade ao evangelho. Confiando somente nas nossas forças nós não somos capazes de seguir radicalmente Jesus Cristo. Por isso, imploremos sempre que Deus nos cumule de graças e seja generoso conosco.
Padre Evaldo César de Souza

(10) – SÃO LÚCIO I
Em apenas um ano de pontificado, o governo de São Lúcio foi marcado por um período de fortes perseguições. O tratamento injusto e cruel infligido pelo então imperador Valeriano, teve como consequência seu exílio. Mas, ao retornar, teve de sustentar luta fortíssima, desta vez, contra hereges denominados “novacianos”. Sua determinação, zelo apostólico, plena convicção e fé em defesa da doutrina de Cristo, culminou em seu martírio. Data desta época, a morte de Nereu de Chipre, um perigoso agitador que ambicionava o trono Pontifício, e maquinou inúmeros estratagemas para conquistar seguidores. Documentos apócrifos ditam a sua morte por envenenamento com recurso de Cicuta, poderoso veneno. Neste mesmo local e época, foram martirizados outros novecentos santos mártires, cujos corpos foram depositados nas catacumbas de Santa Cecília, vítimas da intolerância romana.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

II SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46 (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Profetas, missionários e evangelizadores estão sujeitos a incompreensões, perseguições e até à morte. Não é próprio do espírito cristão fazer do anúncio do reino um trampolim para o sucesso.

IGMR 47 (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49 (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Não me abandoneis jamais, Senhor, meu Deus, não fiqueis longe de mim! Depressa, vinde em meu auxílio, ó Senhor, minha salvação (Sl 37, 22s).

IGMR 50 (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51 (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52 (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53 (Glória a Deus nas Alturas)
: “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, conservai constantemente vossa família na prática das boas obras e, assim como nos confortais agora com vossos auxílios, conduzi-nos aos bens eternos. Por nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54 (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Profeta injustiçado e sofredor, Jeremias clama pela salvação de Deus. Grande no reino de Deus é quem se põe a serviço dos outros e por eles empenho a própria vida.

IGMR 55 (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56 (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57 (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61 (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Salve, Cristo, luz da vida, companheiro na partilha!
Eu sou a luz do mundo; aquele que me segue não caminha entre as trevas, mas terá a luz da vida (Jo 8, 12).

IGMR 62 (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65 (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67 (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Senhor, vinde em nosso auxílio.
1. Pela Igreja no Brasil, animada pela Campanha da Fraternidade a ser servidora da sociedade, rezemos.
2. Pelos perseguidos por causa da sua opção pelo reino de Deus, rezemos.
3. Pelos que se dedicam aos vários serviços e pastorais nas comunidades, rezemos.
4. Pelos que se doam em favor dos necessitados, sofredores e doentes, rezemos.
5. Pelas mães grávidas e pelas que educam os filhos para a vivência do evangelho, rezemos.

IGMR 69 (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72 (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73 (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Considerai, ó Deus, com bondade, as oferendas que vos apresentamos e concedei-nos, por meio delas, o perdão dos nossos pecados. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
O Filho do homem veio não para ser servido, mas para servir e dar a sua vida pela salvação de todos (Mt 20, 28).

Oração depois da Comunhão
Senhor nosso Deus, vós quisestes que a eucaristia fosse para nós penhor da imortalidade. Fazei que ela nos conduza à eterna salvação. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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