Liturgia Diária 06/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
06/Mar/2015 (sexta-feira)

Os agricultores da vinha
74cf3-lavradoresmaus

LEITURA: Gênesis (Gn) 37, 3-4.12-13a.17b-28:
(37, 3-4: José e seus irmãos)
(37, 12-13a.17b-28: José vendido por seus irmãos)
Leitura do Livro do Gênesis:
3 Israel amava mais a José do que a todos os outros filhos, porque lhe tinha nascido na velhice. E por isso mandou fazer para ele uma túnica de mangas longas. 4 Vendo os irmãos que o pai o amava mais do que a todos eles, odiavam-no e já não lhe podiam falar pacificamente. 12 Ora, como os irmãos de José tinham ido apascentar o rebanho do pai em Siquém, 13a disse Israel a José: “Teus irmãos devem estar com os rebanhos em Siquém. Vem, vou enviar-te a eles”. 17b Partiu, pois, José atrás de seus irmãos e encontrou-os em Dotaim. 18 Eles, porém, tendo-o visto ao longe, antes que se aproximasse, tramaram a sua morte. 19 Disseram entre si: “Aí vem o sonhador! 20 Vamos matá-lo e lança-lo numa cisterna, depois diremos que um animal feroz o devorou. Assim veremos de que lhe servem os sonhos”. 21 Rúben, porém, ouvindo isto, disse-lhes: 22 “Não lhe tiremos a vida”! E acrescentou: “Não derrameis sangue, mas lançai-o naquela cisterna do deserto, e não o toqueis com as vossas mãos”. Dizia isto, porque queria livrá-lo das mãos deles e devolvê-lo ao pai. 23 Assim que José chegou perto dos irmãos, estes despojaram-no da túnica de mangas longas, pegaram nele 24 e lançaram-no numa cisterna que não tinha água. 25 Depois, sentaram-se para comer. Levantando os olhos, avistaram uma caravana de ismaelitas, que se aproximava, proveniente de Galaad. Os camelos iam carregados de especiarias, bálsamo e resina, que transportavam para o Egito. 26 E Judá disse aos irmãos: “Que proveito teríamos em matar nosso irmão e ocultar o seu sangue? 27 É melhor vendê-lo a esses ismaelitas e não manchar nossas mãos, pois ele é nosso irmão e nossa carne”. Concordaram os irmãos com o que dizia. 28 Ao passarem os comerciantes madianitas, tiraram José da cisterna, e por vinte moedas de prata o venderam aos ismaelitas: e estes o levaram para o Egito. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 105 (104), 16-17. 18-19. 20-21: A história maravilhosa de Israel
5a Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!
16 Mandou vir, então, a fome sobre a terra e os privou de todo pão que os sustentava; 17 um homem enviara à sua frente, José que foi vendido como escravo.
18 Apertaram os seus pés entre grilhões e amarraram seu pescoço com correntes, 19 até que se cumprisse o que previra, e a palavra do Senhor lhe deu razão.
20 Ordenou, então, o rei que o libertassem, o soberano das nações mandou soltá-lo; 21 fez dele o senhor de sua casa, e de todos os seus bens o despenseiro.

EVANGELHO: Mateus (Mt) 21,33-43.45-46: Parábola dos vinhateiros homicidas
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, dirigindo-se Jesus aos chefes dos sacerdotes e aos anciãos do povo, disse-lhes: 33 Escutai esta outra parábola: Certo proprietário plantou uma vinha, pôs uma cerca em volta, fez nela um lagar para esmagar as uvas e construiu uma torre de guarda. Depois arrendou-a a vinhateiros, e viajou para o estrangeiro. 34 Quando chegou o tempo da colheita, o proprietário mandou seus empregados aos vinhateiros para receber seus frutos. 35 Os vinhateiros, porém, agarraram os empregados, espancaram a um, mataram a outro, e ao terceiro apedrejaram. 36 O proprietário mandou de novo outros empregados, em maior número do que os primeiros. Mas eles os trataram da mesma forma. 37 Finalmente, o proprietário, enviou-lhes o seu filho, pensando: “Ao meu filho eles vão respeitar”. 38 Os vinhateiros, porém, ao verem o filho, disseram entre si: “Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse da sua herança!” 39 Então agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram. 40 Pois bem, quando o dono da vinha voltar, o que fará com esses vinhateiros?” 41 Os sumos sacerdotes e os anciãos do povo responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos e arrendará a vinha a outros vinhateiros, que lhe entregarão os frutos no tempo certo.” 42 Então Jesus lhes disse: “Vós nunca lestes nas Escrituras: ‘a pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos’? 43 Por isso eu vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos. 45 Os sumos sacerdotes e fariseus ouviram as parábolas de Jesus, e compreenderam que estava falando deles. 46 Procuraram prendê-lo, mas ficaram com medo das multidões, pois elas consideravam Jesus um profeta. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Neste Dia Mundial da Oração, pedimos as luzes do Espírito Santo para acolhermos mais uma vez a Palavra de Deus em nossa vida na dinâmica da Leitura Orante. Sabemos o quanto é necessário este diálogo com o Senhor na oração e na escuta de sua Palavra. Também o Papa Francisco, em uma de suas colocações, lembrou de duas atitudes necessárias para quem quer escutar a Palavra de Deus: humildade e oração. “Com a humildade e oração, seguimos em frente para escutar a Palavra de Deus e obedecê-la.”
Pedimos:
Senhor Jesus, sois o Mestre e a Verdade, iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras. Sois o Guia e o Caminho, fazei-nos dóceis ao vosso seguimento. Sois a vida, transformai o nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de vida. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Faça a leitura do texto pausadamente. Preste atenção nas imagens e nos personagens utilizados: vinha, cerca, torre, agricultores, tempo da colheita, servos, herdeiro…
O que representa a vinha?
Quem é o proprietário?
Qual é a missão dos servos?
Teriam os agricultores motivos para espancar, apedrejar e matar os enviados do proprietário?
Qual o motivo para a morte do herdeiro?
Procure fazer outras perguntas ao texto.
A vinha é símbolo do povo que Deus cuida com amor. Os servos lembram os profetas, enviados para falar e proclamar em nome de Deus. Depois do envio dos profetas, temos o envio de Jesus, o próprio Filho de Deus. Segundo o autor Gioseppe Barbaglio, com a parábola, Jesus pretendeu preanunciar sua morte na imagem do filho assassinado, e ao mesmo tempo, mostrar sua consciência de ser o enviado de Deus.

A VERDADE (Refletir)
O que o texto diz para mim?
O que tem hoje de semelhante ao que diz a Palavra?
Como você resume o ensinamento de Jesus?
O que significa para você produzir frutos para o Reino de Deus?
Como você compreende a mensagem de Jesus no evangelho de hoje, dentro da dinâmica do tempo quaresmal que estamos vivendo?
Jesus é bem claro: revela a origem de sua autoridade. Ele fala como quem tem autoridade para isso. Não fala apenas por falar! Jesus denuncia o abuso de autoridade.
– São muitos os que se servem de modo abusivo da autoridade que têm?
Jesus se refere aos profetas, enviados de Deus, que não foram aceitos justamente por aqueles que os deviam aceitar: os sacerdotes e anciãos.
Jesus desmascara as autoridades que manipulam e desprezam a religião em favor de interesses pessoais.
– O que dizer disso?
Conclusão:
Jesus levou seus ouvintes a dizerem a verdade, sem que eles notassem que estavam condenando a si mesmos! Triste história e que se repete ao longo dos séculos!

E a VIDA (Orar)
Retome as palavras, gestos ou imagens que mais chamaram a sua atenção durante a Leitura Orante. Silencie por alguns instantes e transforme-as em oração. Depois, conclua rezando: Jesus Mestre, agradeço-te pelas luzes desta oração da Palavra. Conceda-me a graça de poder vivê-la, no dia a dia, e que eu seja, em toda parte, reflexo da tua Luz. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Como a Palavra de Deus estará presente neste meu dia?
O que desejo colocar em prática, seguindo os ensinamentos de Jesus?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
O Evangelho de hoje nos apresenta uma síntese de toda a história da salvação. Deus formou o seu povo, representado por Jerusalém que, nesta parábola, é simbolizado pela vinha. Aqueles que eram responsáveis pela vida religiosa do povo não foram fiéis a Deus, que lhes enviou os profetas para que voltassem ao caminho da justiça, mas os profetas não foram recebidos, foram vítimas de toda espécie de violência e acabaram mortos. Por fim, Deus enviou seu Filho ao mundo, mas ele também foi rejeitado e morto. Deus, então, estabeleceu uma nova Aliança com o seu novo povo, a Igreja, que deve produzir seus frutos no devido tempo.

(6) – RECONHECER EM JESUS O DOM DE DEUS E, NELE, PRODUZIR BONS FRUTOS
A parábola tem por finalidade fazer um determinado público (discípulos, multidão, opositores de Jesus) compreender uma realidade e uma verdade difíceis de serem aceitas. Ela visa transmitir uma mensagem cujo conteúdo é o mistério de Deus e adequar o comportamento do homem de fé ao desígnio salvífico de Deus. No Antigo Testamento, a vinha é símbolo do povo de Deus, povo que Deus criou e escolheu e que Ele cuida com amor (cf. Is 5, 1-7). Entre os membros do povo de Deus, há aqueles que Deus escolheu para, em nome do Senhor, cuidar e proteger o povo que a Deus pertence. A parábola dos vinhateiros homicidas denuncia, em primeiro lugar, aqueles que, ao invés de cuidarem do povo, querem se apossar da vinha do Senhor. Para isso, rejeitaram todos os que foram enviados por Deus para alertá-los. É uma menção ao fim trágico de muitos profetas. Em segundo lugar, e esta é a intenção mais importante da parábola, ele faz o leitor compreender que a morte de Jesus foi premeditada e é fruto da ganância e da maldade deliberada. A parábola é um forte apelo a reconhecer em Jesus o dom de Deus e viver em conformidade com esse dom e, nele, produzir bons frutos.
Oração:
Senhor Jesus, nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – QUANDO SE AGE DE FORMA INSENSATA
A relação entre Jesus e a liderança judaica de sua época foi muito tensa e problemática. O Mestre se dava conta da profunda rejeição de que era vítima. Percebia que seus adversários opunham-se à sua pregação. Diante disto, era inútil esperar deles uma mudança de mentalidade que os direcionasse para o Reino.
Jesus questionou a indisposição dos sacerdotes e dos anciãos do povo contra ele. A parábola da vinha mostra que eles herdaram uma mentalidade muito antiga em Israel. Há muito tempo, Deus vinha esperando de seu povo atitudes compatíveis com sua fé. Os servos, enviados para receberem o lucro devido aludem aos que, ao longo dos tempos, tinham vindo em nome de Deus, para conclamar o povo para a conversão e exigir uma mudança radical de vida. Contudo, foram rejeitados. O envio do filho, identificado com Jesus, foi a última tentativa por parte do dono da vinha. O fato de ser o herdeiro da vinha teve seu peso: também ele foi assassinado.
A recusa resultou em aniquilação dos primeiros arrendatários e a cessão da vinha a outro povo que a fizesse frutificar. A insensatez dos líderes do tempo de Jesus custou-lhes caro. Eles não perceberam que era preciso agir logo e dar frutos, antes que fosse tarde demais. A tolerância divina teve seus limites.
Oração:
Senhor Jesus, que eu seja suficientemente sensato para produzir os frutos que tu esperas de mim.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo e tomar posse de sua herança!” (Mt 21, 38d-e).
Os fariseus, que continuamente discutiam com Jesus, conheciam muito bem o que os profetas queriam dizer pela comparação entre a vinha e o Povo Eleito.
Os profetas Isaías, Ezequiel, Oséias e o Salmo 79(80), 9-17 se servem desta comparação para exortar Israel à conversão. A vinha, Israel, era cuidada carinhosamente por Deus, mas nem sempre vivia conforme Sua vontade. Como a vinha, produzia uvas azedas.
Jesus vai lembrar, no Evangelho de hoje, esta mesma imagem da vinha, com uma finalidade nova.
Jesus compara os empregados do dono da vinha aos líderes judeus, os sumos sacerdotes, os saduceus, os fariseus, os escribas e os anciãos do povo. Na figura dos vinhateiros, estes líderes judeus eram responsáveis por não reconhecerem um profeta de Deus a sua vinha, Israel: João Batista. Os líderes o ignoraram; Herodes o prendeu e o matou. Nenhum líder judeu se levantou em defesa de João Batista. Casos semelhantes tinham acontecido com os profetas nos tempos passados. Israel matou vários profetas que Deus lhe enviara.
Depois que Jesus acabou de contar a parábola, os sumos sacerdotes entenderam que os assassinos dos profetas os representavam. Ou melhor: Jesus queria dizer que Ele, o Profeta preanunciado por Moisés em Dt 18, 18, seria morto por aqueles sumos sacerdotes e demais líderes do povo.
Pouco adiantou Jesus ter prenunciado seu fim pelas mãos dos sumos sacerdotes. Eles não se converteriam. Mas diante disto Jesus também preanunciou o que a eles nada agradava: o Reino de Deus seria tirado deles e entregue a um povo que produzisse frutos dignos da vinha de Deus (Mt 21, 43).
Que povo seria esse?
Seriam todos os que seguindo Jesus, deram início à Igreja. Eram judeus e pagãos convertidos. A classe sacerdotal de Jerusalém de fato foi exterminada mais tarde, quando os romanos destruíram a cidade no ano 70.
Perguntemos sobre o mundo em que vivemos:
– Haveria pessoas que conhecendo Jesus, sabendo que Ele é o Filho de Deus, o Salvador do mundo, ainda o ignoram e não O aceitam?
Infelizmente a resposta a esta pergunta é positiva. A Igreja hoje em dia tem inimigos que nasceram dentro dela, foram batizados e depois renegaram seu Batismo para passar a combater o cristianismo.
Por estas pessoas devemos pedir a Deus. Neste tempo de Quaresma Deus convida à conversão também os ateus. O poder de Deus vai além de tudo o que imaginamos; com esta confiança pedimos a conversão dos que se opõem a Jesus Cristo e a sua Igreja.
Padre Valdir Marques

(10) – FRUTIFICAR NAQUELE QUE NOS FOI DADO NA PLENITUDE DOS TEMPOS
«O meu amado é um cacho de uvas de Chipre entre as vinhas de Engadi» (Ct 1, 14). […] Este cacho divino cobre-se de flores antes da Paixão e derrama o seu vinho na Paixão. […] Na videira, o cacho não tem sempre a mesma forma, muda com o tempo: floresce, incha e, depois de estar perfeitamente maduro, vai-se transformar em vinho. A videira promete, pois, pelo seu fruto: ainda não está maduro e no ponto para dar vinho, mas espera a plenitude dos tempos. No entanto, não é absolutamente incapaz de nos alegrar. Com efeito, já antes do sabor, encanta o olfato na espera de bons futuros, e seduz os sentidos da alma pelos aromas da esperança. Porque a garantia da graça esperada torna-se já alegria para os que esperam com constância. Assim é a uva de Chipre que promete o vinho antes de o ser: pela sua flor – a sua flor é a esperança –, dá-nos a garantia da graça futura. […]
Aquele cuja vontade está em harmonia com a do Senhor, porque «a medita dia e noite», torna-se «uma árvore plantada à beira de um riacho, que dá fruto na estação própria, e cuja folha não morre» (Sl 1, 1-3). É por isso que a videira do Esposo, que criou raízes no solo fértil de Engadi, isto é, no fundo da alma que é regada e enriquecida pelos ensinamentos divinos, produz este cacho rico e cheio, no qual pode contemplar o seu próprio jardineiro e o seu enólogo. Bem-aventurada esta terra cultivada, cuja flor reproduz a beleza do Esposo! Uma vez que este é a luz verdadeira, a vida verdadeira e a verdadeira justiça […], e também muitas outras virtudes, se alguém, por suas obras, se assemelha ao Esposo, quando olha para o cacho da sua própria consciência, vê o próprio Esposo, porque reflete a luz da verdade numa vida luminosa e imaculada. Foi por isso que esta videira fecunda disse: «A minha vinha floresce, os botões estão a abrir» (cf Ct 7, 13). O Esposo, que é esta verdadeira vinha em pessoa, aparece amarrado ao lenho, e o seu sangue tornou-se bebida de salvação para os que exultam na sua redenção.
São Gregório de Nissa (c. 335-395)

(11.1) – A PEDRA QUE OS CONSTRUTORES REJEITARAM TORNOU-SE A PEDRA ANGULAR
Nesta nossa caminhada rumo a Páscoa do Senhor, vamos passo a passo, descobrindo um jeito novo de ser de Deus, eliminando tudo que nos distancia dos verdadeiros valores!
No evangelho de hoje, Jesus continua criticando duramente os líderes religiosos do seu tempo. E na intenção de desmascará-los conta-lhes uma parábola na qual eles eram os vilões. No meio da parábola, Jesus pergunta-lhes: “Pois bem, quando o dono da vinha voltar, que fará com esses vinhateiros?” Isto é: o que o dono da vinha faria com os assassinos do seu filho? Eles responderam: “Com certeza mandará matar de modo violento esses perversos…” Com essa resposta, estes líderes, assinaram a própria sentença, pois seriam eles os assassinos do filho do dono da vinha.
O texto chama a nossa atenção, para a responsabilidades que nós, como Igreja missionária nascida da ressurreição de Jesus, devemos ter para com a vinha do Senhor que é o povo! Ao assumirmos o compromisso com Jesus, nós nos tornamos os novos vinhateiros, e como tal, temos que devolver ao dono da vinha os frutos da missão que a nós foi confiada.
Como operário da vinha do Senhor, não podemos nos limitar nas práticas religiosas, no legalismo, mais do que tudo, precisamos cuidar da vida, que é o bem mais precioso para Deus!
Somos corresponsáveis pela vida do outro, até mesmo pelos frutos que eles hão de produzir. Se não tivermos preocupação com o bem do outro, não seremos colaboradores na prosperidade da vinha, e consequentemente seremos advertidos por Jesus, como foram advertidos os arrendatários citados na parábola! Estes, não cuidaram devidamente da vinha, além de não entregarem os frutos pertencentes ao proprietário, quiseram apoderar-se da vinha, matando todos os que vinham recolher os frutos, profetas e até mesmo o Filho do dono da vinha que é Jesus!
Infelizmente, ainda hoje, existem líderes em nossas comunidades, bem parecidos com os antigos, pessoas que ao invés de servir, servem-se do povo, desagradando assim, o proprietário da vinha.
Como povo de Deus, pertencemos a uma só vinha! Entre nós, há diferenças, mas como filhos do mesmo Pai, somos iguais, irmanados, produziremos frutos em abundancia, dando assim, a nossa resposta de fidelidade ao dono da vinha.
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – SOMOS OS LAVRADORES DA VINHA
Gênesis 37, 3-4.12-13.17-28 – “o amor traz uma parcela de dor e sofrimento.”
A história de José do Egito nos leva a refletir que o amor tem a sua cota de incoerência, por isso, também traz uma parcela de dor e sofrimento. O amor de Israel por José sobressaia por causa do zelo que o pai tinha com ele, o filho mais novo e que lhe tinha nascido na velhice. Por ser ele o “filho mais amado” pelo seu pai, Israel (Jacó), os irmãos de José odiavam-no e invejavam-no, por isso, tramavam contra o irmão menor procurando encontrar uma maneira de se livrarem dele. Até que um dia apareceu-lhes a oportunidade e eles o venderam como uma mercadoria qualquer que completava o estoque de camelôs a caminho do Egito em busca de riqueza. Tomando o exemplo dos irmãos de José nós também podemos fazer uma avaliação da nossa postura diante do amor de Deus que se revela na nossa vida e na vida de cada pessoa com quem convivemos. Às vezes, não nos sentimos amados por Deus porque não estamos acolhendo o Seu “modo” de zelar por nós, não estamos entendendo o que Ele nos fala diariamente nem o que Ele nos sugere como forma de vida. Esquecemos de que Deus ama a cada um de nós de uma maneira pessoal, individual e que somos como um filho único diante do Pai. Ao contrário, estamos mais voltados(as) para o mundo e para as pessoas invejando a sua vida ou esperando delas o amor que elas não têm para nos fornecer. Outras vezes, nos detemos a invejar as pessoas que à nossa vista são mais aquinhoadas por Deus porque estão acolhendo as graças de Deus e, porque não entendemos nada, a nossa vingança também é a de mandá-las para o Egito. O Egito significa um lugar de escravidão, de humilhação, de cadeias, e assim lançamos a sorte daquela dessa pessoa como foi lançada a sorte de José pelos seus próprios irmãos. Podemos hoje ser José, Judá, Rubem. Hora somos perseguidos pela inveja dos nossos irmãos e irmãs, hora somos nós mesmos que invejamos e tramamos contra eles(as). Ninguém está fora disso! Na nossa humanidade nós só admitimos ocupar o primeiro lugar em tudo, ser os primeiros na preferência das pessoas, e invejamos quando alguém se sobressai mais, chama mais atenção que nós e recebe mais carinho. Se, não os matamos literalmente, se, não os vendemos literalmente, nós os depreciamos, nós propagamos e os caluniamos com simples palavras, gestos e julgamentos. Algumas vezes também conspiramos contra alguém a quem consideramos mais privilegiados do que nós e a inveja e o despeito tomam conta do nosso coração. Precisamos firmemente nos apossar da certeza de que somos filhos e filhas amados do Pai e que independentemente da nossa situação de vida a Fé no Seu Amor misericordioso é a razão para que possamos receber a herança que nos foi destinada por meio de Jesus, o Filho amado do Pai.
– Você tem fé no amor misericordioso de Deus?
– Você sente este amor?
– Como você se sente diante das pessoas que dão testemunho ao mundo de que são amadas por Deus?
– Você as inveja?
– Você acha que há diferença entre “matar” e “fazer desaparecer da vista”?
– Será que você age como os irmãos de José?
– De quem você quer ver-se livre?
– Você se sente de alguma maneira, preterido(a), menos querido(a) do que outros(as)?

Salmo 104 – “Lembrai sempre as maravilhas do Senhor!”
Este salmo antecipa as maravilhas que o Senhor fez na vida de José que abriu passagem para o povo de Deus para o Egito. Assim como ele, nós também, mesmo tendo sido levado à força para situações de penúria, recebemos de Deus a graça de dar testemunho da Sua proteção e do Seu auxílio.

Evangelho – Mateus 21, 33-43.45-46 – “Somos os lavradores da vinha”
Sabemos que Deus Pai criou o mundo para que homens e mulheres desfrutem do Seu amor, assistência e proteção. No entanto, por causa da tentação do inimigo o pecado dos nossos primeiros pais no tirou do convívio e da intimidade de Deus Pai e o orgulho e a soberba nos afastaram da fonte do Seu Amor. Por isso, o homem (Adão e Eva) foi expulso do paraíso. O homem pecou, mas o Senhor não o abandonou e fez uma promessa de restauração da aliança violada: A vitória do Salvador sobre o Tentador e o Pecado. Conforme Gn 3, 15: “Porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e a descendência da mulher. E Ela (a descendência da mulher) te atingirá a cabeça. E tu lhe atingirás o calcanhar”. Desde então a maior obra do Pai tem sido a de atrair novamente as criaturas a Si, com o intuito de que gozem novamente da Sua presença e do Seu grande amor. Para começar a Sua obra Ele escolheu um povo e dirigiu a esse povo a Sua atenção mandando-lhe os Seus emissários, os profetas para que voltasse atrás na sua soberba e autossuficiência. Todavia, este povo continuou virando as costas para Deus e não deu mais atenção às Suas sugestões. Finalmente, o Pai mandou o Seu próprio Filho Amado e Escolhido, Jesus Cristo para ensinar ao povo de Israel o jeito certo de bem administrar o reino dos céus aqui na terra e salvá-lo do pecado e da morte. Jesus veio para o povo judeu, mas os judeus não O aceitaram como Salvador, desse modo, por misericórdia de Deus, Ele voltou-se para os pagãos e se entregou por toda a humanidade. Assim, sendo, neste Evangelho Jesus nos dá conta de como nós, que não fazemos parte do povo judeu, fomos inseridos no mistério da Sua Salvação. No entanto, para que possamos nos apropriar deste legítimo direito precisamos crer e reconhecer Jesus como o herdeiro do Pai que veio trazer para nós a herança da vida eterna. O reino foi tirado do povo de Israel e entregue a nós, a fim de que pudéssemos dar bons frutos, não só materialmente falando, mas na qualidade de vida humana e espiritual com santidade e justiça. Muitas vezes, no entanto, nós preferimos construir o reino dos céus ao nosso modo e nos esquecemos de edificar aqui na terra segundo o projeto do coração do Pai. Jesus é a pedra que os construtores rejeitaram, mas tornou-se a pedra angular, isto é, a pedra central da nossa fé. Portanto, nós cristãos que cremos em Jesus como Senhor e Salvador somos hoje os vinhateiros a quem o Senhor entregou a Sua vinha, isto é, o Seu reino, para que seja edificado e cultivado por nós. Somos os responsáveis por entregar a colheita do nosso trabalho, na hora precisa, em que os emissários do Senhor se apresentarem. Porém, se não levarmos em consideração os ensinamentos de Jesus para cuidarmos bem do Seu reino, nós também seremos dispensados e substituídos por outros mais fiéis ao compromisso assumido. Às vezes, pensamos que edificar o reino dos céus aqui na terra é trabalhar somente para nós adquirindo mais conhecimento e crescimento espiritual. Somos os lavradores da vinha, somos nós hoje aqueles a quem o proprietário entregou a sua propriedade, porém, Ele quer receber de nós, a safra. E Jesus vem nos lembrar que os frutos que Ele quer receber das nossas mãos é também a conversão dos nossos irmãos e irmãs a quem nós ajudamos a caminhar.
– Quem é Jesus na sua vida?
– Você crê Nele como Senhor e Salvador da sua vida?
– Você vive de acordo com os Seus ensinamentos?
– Você é vinhateiro(a) ou fruto da vinha?
– Você tem trabalhado para colher frutos na vinha do Senhor?
– Se o emissário chegar hoje quais os frutos que você apresentaria a ele?
– Se lhe pedissem hoje contas a você qual seria a colheita que você teria para entregar ao proprietário?
Helena Serpa

(11.3) – O REINO DOS CÉUS VOS SERÁ TIRADO
Os judeus, a quem Jesus se dirige no átrio do templo, compreendem muito bem a parábola que lhes conta, inspirada na alegoria da vinha (cf. Is 5, 1-7).
Os príncipes dos sacerdotes e os anciãos são os vinhateiros que têm o privilégio de cultivar a vinha predileta de Deus, o povo de Israel. Estes vinhateiros hoje, sou eu, és tu meu irmão, minha irmã, a quem Jesus encarrega a missão de cuidar da vinha de Deus, seu Pai.
Lembro-te que no momento da colheita, em vez de apresentarem os frutos ao dono, que é Deus, eles quiseram apropriar-se deles e maltratam os profetas que lhes foram enviados.
E hoje não acontece a mesma coisa?
Não nos apropriamos da vida de outrem ao invés de protegê-la e fazê-la crescer em estatura e graça segundo o projeto do Criador?
Não roubamos, traímos, mentimos e cometemos mil e uma orgias?
No Evangelho, Jesus fala-nos abertamente: o Reino nos será tirado e entregue aos outros, se não nos convertermos das nossas ambições, orgulhos e vaidades. Se não abandonarmos a vida do pecado e não aprendermos a praticar a justiça e o bem!
«Finalmente», Deus nos enviou o seu próprio Filho, que é Jesus que nos está falando. É a última oportunidade que Deus nos oferece para que nos tornemos seus colaboradores na obra da salvação. Não aconteça exatamente o que a parábola dizia sobre os vinhateiros malvados: compreenderam que eram eles os visados e procuravam prendê-lo. Veja que, como os vinhateiros conduzidos habilmente por Jesus e eles mesmos tiraram conclusões das consequências de tal ato: o dono, que é Deus, «Dá morte eterna aos malvados e arrendará a vinha a outros vinhateiros que lhe entregarão os frutos na altura devida». Assim eu, assim tu. Precisamos tomar consciência que se nós não fizermos render os talentos que recebemos de Deus teremos o mesmo destino.
Os novos vinhateiros, os pecadores, os pagãos, os criminosos, os alcoólatras, as prostitutos, os excluídos que acolhendo a mensagem da Quaresma que os chama a rasgar os seus corações e não as vestes, a fazer penitência com jejum e oração por causa dos seus pecados convertidos se tornam verdadeiramente os cultivadores da nova vinha, falando, anunciam e pregando ferozmente Paulo Àquele que antes tinha perseguido; São os defensores da Igreja, dando a Deus abundantes frutos, ora 100, ora 60 ora 30 por um!
Oxalá, minha irmã meu irmão não tenhas a sorte dos vinhateiros retratados por Jesus neste evangelho. Mas sim a daqueles que assumindo a sua vocação se tornam realmente discípulos e missionários de Jesus Cristo com uma missão específica!
Canção Nova

(11.4) – ESTE É O HERDEIRO. VINDE, VAMOS MATÁ-LO!
DEUS NÃO SE DEIXA VENCER
A história de Israel, que se desenrolou como uma espécie de luta entre Deus e o povo eleito, é como que a parábola de toda história humana. Enquanto Deus se empenha em salvar a humanidade, esta insiste em caminhar para a condenação. Ele vai lhe apresentando os meios necessários para que se salve, mas o ser humano continua destruindo a obra divina. Deus confia na conversão do coração humano; este, no entanto, frustra, continuamente, a confiança divina.
Apesar disto, o Pai mostra-se sobremaneira paciente. O primeiro gesto de rebeldia do ser humano seria suficiente para merecer a punição. Afinal, ele é quem tem uma dívida de gratidão para com Deus. Criado com todo o carinho, fora-lhe dada as condições para viver em comunhão com o Criador e com os demais seres humanos. Dele se esperava frutos de amor e de justiça. No entanto, seu coração perverteu-se, levando-o a se rebelar contra Deus. Até mesmo Jesus, que representa o gesto supremo da boa-vontade divina de salvar o ser humano, acabou sendo crucificado.
Ao ressuscitar seu Filho, o Pai estabeleceu-o como sinal de seu amor pela humanidade. Sempre que o ser humano quiser voltar-se para Deus, pode contar com Jesus. Aquele que fora rejeitado pelo ser humano, o Pai constituiu-o como “pedra angular” da salvação.
Oração:
Espírito de sensatez, não permitas jamais que eu me rebele contra o amor do Pai, que quer a minha salvação e espera de mim docilidade a seus apelos de conversão.
Igreja Matriz de Dracena

(11.5) – ESTE É O HERDEIRO. VINDE, VAMOS MATÁ-LO!
Este Evangelho traz para nós a parábola dos vinhateiros homicidas. Ela é um compêndio da história da salvação humana por Deus, desde a sua aliança com o povo eleito, Israel, até à fundação da Igreja por Jesus, como novo povo de Deus, passando pelos profetas e o próprio Cristo, que inaugurou o Reino de Deus e foi constituído sua pedra angular, mediante o seu mistério pascal de morte e ressurreição.
A vinha é Israel, o dono é Deus, os arrendatários são os chefes do povo judeu, os empregados são os profetas, o filho morto é Jesus Cristo e a entrega da vinha a outros será a admissão das nações pagãs no Reino de Deus.
A reação dos sumos sacerdotes e dos fariseus, querendo prender Jesus, mostra já em ação o que Jesus anuncia na parábola. À medida que avançamos para a Páscoa, vai adquirindo relevo o mistério da morte e ressurreição de Cristo, o Filho de Deus feito homem.
A parábola realça dois momentos altos da história da salvação: Cristo e a Igreja. A referência a Cristo é patente em dois detalhes da parábola:
1º) “Agarraram o filho, jogaram-no para fora da vinha e o mataram.” É uma alusão à morte de Jesus fora dos muros de Jerusalém.
2º) “A pedra que os construtores rejeitaram tornou-se a pedra angular; isto foi feito pelo Senhor e é maravilhoso aos nossos olhos” (Jesus, citando o Sl 118, 22). Esta passagem é preferida no Novo Testamento para se referir a Cristo, o Senhor ressuscitado e glorificado (At 4, 11; 1 Pd 2, 4ss).
A referência à Igreja está principalmente na frase de Jesus: “O Reino de Deus vos será tirado e será entregue a um povo que produzirá frutos”. Também a vinha, que começou representando Israel e conclui significando a Igreja, novo Povo de Deus.
A advertência a nós é clara: A Comunidade cristã, novo Povo de Deus a quem Deus confiou a vinha, deve produzir frutos. A oração, o jejum e a caridade que praticamos de modo especial na quaresma, devem ter por objetivo produzirmos bons frutos, a fim de não frustrar as esperanças que o Senhor pôs em nós. A colheita é agora, o kairôs, tempo novo de graça e de passagem de Deus pela nossa vida.
A nossa eleição como povo consagrado não deve ser motivo de orgulho, e sim de fértil responsabilidade cristã.
Certa vez, uma coordenadora de Comunidade foi muito humilhada numa reunião. Coisas que ela não merecia. Eram pessoas invejosas que a humilharam. Terminada a reunião, uma amiga a procurou e disse: “Admiro a sua calma. Se fosse eu, não aguentaria aquilo tudo”.
A coordenadora respondeu: “Iii, fulana! Aqueles nossos irmãos e irmãs, por mais que me rebaixem, ainda me deixam muito acima do que mereço. Tenho muito mais defeitos que eles não citaram!”
Bonito e exemplo, não?
Nós, o novo Povo de Deus ao qual ele confiou a sua vinha, continuamos sendo humilhados e rejeitados pelo mundo pecador, como foi Jesus. Se Jesus, o próprio Filho de Deus encarnado, suportou tudo com humildade, quanto mais nós pecadores, que não merecemos pertencer à nova Vinha do Senhor.
Maria Santíssima é a nova Vinha do Senhor, que produziu para nós o melhor fruto: o seu Filho Jesus. Que ela nos ajude a produzir frutos agradáveis a Deus.
Este é o herdeiro. Vinde, vamos matá-lo!
Padre Antônio Queiroz

(11.6) – APROPRIAÇÃO INDÉBITA
O Termo apropriação indébita se refere a posse ilegal de algo que não nos pertence. Deus edificou o seu Reino no meio dos homens, mas não se trata de uma parreira qualquer, abandonada à beira da estrada, dessas que parece que não tem dono. Ela foi cercada com uma sebe, cavada um lagar onde se pisoteia a uva para produção do vinho, e construída uma torre para vigiar, afastando intrusos ou animais silvestres que irão danificar a parreira.
No meio da humanidade Deus escolheu o povo de Israel, estabelecendo com ele uma vida de comunhão, dando-lhes todas as condições necessárias para viverem bem, sempre na amizade e proteção do Deus da ALIANÇA. Deus esperava desse povo uma vida íntegra, pautada pela justiça e igualdade, solidariedade, para assim ser um sinal entre todas as Nações, sinal visível de um Deus que ama e que caminha junto.
Não podemos dizer que Deus antes fez um rascunho do que seria o Reino Ideal e depois passou a limpo, o Antigo Testamento já é o início da edificação do Reino de Deus, claro que de maneira prefigurada, mas os Santos Homens que por aqueles tempos ajudaram nessa obram, têm os seus méritos e nem precisaram ser canonizados, a própria História da Salvação os canonizou.
O que o evangelho nos mostra é que Deus confia a administração do seu Reino aos Homens, que tornam-se seus colaboradores ou arrendatários, a Igreja está a serviço do Reino, mas ela não é o Reino, apenas um sinal visível dele. O Reino é maior e está acima de qualquer instituição humana. Evidentemente que, exatamente como o Proprietário da Vinha, Deus espera sempre colher os frutos da sua obra, mas não pensemos que Deus é um explorador como os Latifundiários da Galileia, os frutos aqui mencionados, e que Ele sempre cobra daqueles a quem confiou o Reino, são frutos que beneficiam os irmãos e irmãs, é na relação com as pessoas que o cristão produz os frutos da Parreira do Senhor: uvas doces da Justiça, igualdade, solidariedade, fraternidade e misericórdia.
Interessante porque o evangelho traz uma crítica duríssima contra os arrendatários do Reino de ontem e de hoje: além de serem péssimos administradores, porque só ocupam espaço e não produzem nenhum fruto, ainda por cima se apossam do que não lhes pertence tornando-se os detentores da Salvação Divina, porque mataram o Herdeiro, isso é, aquele que é o verdadeiro Dono do Reino, o Filho de Deus, ou seja, Jesus deixa de ser uma referência para esses trapaceiros da Religião de Israel, e eles próprios tornam-se a referência como Zeladores da Lei antiga e Fiscais da Salvação, determinando quem vai se salvar…
É claro que Deus Pai abandonou esse projeto inadequado, pois o seu Reino de Santidade e perfeição tornou-se uma grotesca caricatura, e a partir da morte e ressurreição Daquele que os homens pensaram haver destruído definitivamente, o Reino se refez e tornou-se definitivo, e de propriedade exclusiva de Deus, manifestado em Jesus de Nazaré. E assim, a pedra que os construtores de araque rejeitaram, tornou-se a pedra angular.
Longe de ficarmos olhando para o passado e condenando os que rejeitaram a Pedra Angular que é o Cristo, e se apossaram da Vinha do Senhor, é melhor olharmos o presente onde temos enquanto cristãos essa responsabilidade confiada pelo Senhor, de trabalharmos em sua Vinha que é a Igreja, a serviço do mundo. Também nós, se não correspondermos a Vontade de Deus, iremos perder nosso lugar nessa obra, porque o Dono da Vinha chama quem ele quiser para vir tomar conta de sua Vinha…
Diácono José da Cruz

(16) – A PEDRA QUE OS CONSTRUTORES REJEITARAM, ESTA É QUE SE TORNOU A PEDRA ANGULAR
Hoje, Jesus, por meio da parábola dos vinhateiros homicidas, fala-nos da infidelidade; compara a vinha com Israel e os vinhateiros com os chefes do povo escolhido. Foi a estes e a toda a descendência de Abraão que tinha sido confiado o Reino de Deus, mas tinham maltratado esta herança: «Por isso vos digo: o Reino de Deus vos será tirado e entregue a um povo que produza frutos» (Mt 21, 43).
No início do Evangelho segundo São Mateus, a Boa Nova parece ser dirigida unicamente a Israel. O povo escolhido, já na Antiga Aliança, tem a missão de anunciar e de levar a salvação a todas as nações. Mas Israel não foi fiel à sua missão. Jesus, o mediador da Nova Aliança, congregará à sua volta os doze Apóstolos, símbolo do “novo” Israel, chamado a dar frutos de vida eterna e a anunciar a todos os povos a salvação.
Este novo Israel é a Igreja, todos os batizados. Nós temos recebido, na pessoa de Jesus e na Sua mensagem, uma graça única que temos que fazer frutificar. Não podemos conformar–nos com uma vivência individualista e fechada à nossa fé; há que comunicá-la e oferecê-la a cada pessoa que está próxima de nós. Daqui decorre que o primeiro fruto é viver a nossa fé no calor da nossa família, bem como no da comunidade cristã. Tal será simples pois «onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, Eu estou no meio deles» (Mt 18, 20).
Mas trata-se de uma comunidade cristã aberta, o que quer dizer que é eminentemente missionária (segundo fruto). Pela força e pela beleza do Ressuscitado “no meio de nós”, a comunidade atrai através todos os seus gestos e atos, e cada um dos seus membros goza da capacidade de envolver homens e mulheres na nova vida do Ressuscitado. E um terceiro fruto consiste em que vivamos na convicção e na certeza de que no Evangelho encontramos a solução para todos os problemas.
Vivamos no santo temor de Deus, para que não aconteça que o Reino de Deus nos seja tirado e dado a outros.
Rev. D. Melcior QUEROL i Solà

COMEMORA-SE NO DIA 06/Mar

(5) – SANTA ROSA DE VITERBO
Santa Rosa de Viterbo, que lembramos neste dia, muito cedo começou a externar atitudes extraordinárias e coragem e amor ao Senhor.
Nasceu em Viterbo, em 1233, de uma família pobre e humilde. A sua história nos conta que quando tinha apenas três anos fez preces a Jesus para que revivesse uma tia e foi atendida.
Com sete anos, Rosa pegou uma forte doença que foi meio para começar sua vida de consagração. Diz-se que Nossa Senhora apareceu a ela restituindo a saúde e chamando a total entrega de vida.
Santa Rosa, antes mesmo de ter idade suficiente, resolveu vestir um hábito franciscano, já que sua meta era entrar na Ordem de Santa Clara de Assis. Menina cheia do Espírito Santo, Rosa enfrentou os hereges cátaros, que semeavam a rejeição às autoridades. O próprio Imperador da Alemanha, que protegia os hereges, foi questionado pela jovem Rosa. Sua atitude contra o imperador, fez com que a menina fosse banida da cidade, mas ela não abandonou sua fé e continuou profetizando, até o imperador morreu.
Rosa voltou, então, como heroína para Viterbo e mesmo sem ser aceita com dezesseis anos pelas Irmãs Clarissas, Santa Rosa perseverou no caminho da santidade até pegar uma doença que a levou com dezoito anos para a Eterna Morada de Deus.
Reflexão:
Santa Rosa era instrumento eficaz nas mãos do Pai Celeste, anunciava o Evangelho e denunciava as injustiças da época. A santidade é uma graça que o Espírito Santo quer dar a todos, porém é Ele que manifesta para o mundo este dom. Sigamos o mandato de Cristo de orar sem cessar e nunca deixemos esquecida a prática da caridade com os mais sofredores. Deste modo, seremos certamente lembrados por aqueles que convivem conosco como sinais do Amor de Deus à humanidade.
Padre Evaldo César de Souza

(10) – SANTO OLEGÁRIO
Bispo de Barcelona, foi Legado apostólico na Cruzada que o Conde de Barcelona empreendeu contra os mouros. Para esse fim, também estabeleceu na Espanha a Ordem dos Templários.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

II SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46 (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Além de corroer o coração de quem as nutre, a inveja e a cobiça são capazes de prejudicar vidas inocentes, transformá-las em mercadoria e até mesmo leva-las à morte.

IGMR 47 (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49 (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
Senhor, a vós recorro, que eu não seja confundido para sempre. Vós me tirais do laço que me armaram, vós sois meu protetor (Sl 30, 2.5).

IGMR 50 (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51 (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52 (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53 (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Concedei-nos, ó Deus todo-poderoso, que, purificados pelo esforço da penitência, cheguemos de coração sincero às festas da Páscoa que se aproximam. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54 (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Ao contrário do espírito de competição, exploração e falta de fraternidade, o espírito cristão promove o reino de Deus, gerando frutos de vida no meio do povo.

IGMR 55 (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56 (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57 (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61 (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
Deus o mundo tanto amou, que lhe deu seu próprio Filho, para que todo o que nele crer encontre vida eterna (Jo 3, 16).

IGMR 62 (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65 (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67 (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Senhor, escutai nossa prece.
1. Vós, Senhor, suscitais servidores do vosso povo; amparai a Igreja diante das incompreensões e perseguições.
2. Vós vos tornastes a pedra angular da Igreja; fortalecei o nosso compromisso com a verdade e a paz.
3. Vós sois a fonte da sabedoria, ajudai-nos a compreender vossos desígnios e construir o reino nos caminhos da história e da sociedade.
4. Vós sois o Filho amado do Pai; firmai as famílias na fraternidade e no entendimento.
5. Vós viestes salvar o que estava perdido; livrai-nos do desânimo na busca por um mundo melhor.

IGMR 69 (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72 (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73 (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Ó Deus, que a vossa misericórdia prepare os corações dos vossos fiéis e os leve, por uma vida santa, à plenitude dos mistérios que celebramos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Deus nos amou e enviou seu Filho, redenção pelos nossos pecados (1 Jo 4, 10).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, dai-nos caminhar de tal modo, que possamos alcançar a salvação eterna, cujo penhor agora recebemos. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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