Liturgia Diária 07/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
07/Mar/2015 (sábado)

O Pai misericordioso

LEITURA: Miquéias (Mq) 7, 14-15.18-20:
(7, 14-15: Oração pela confusão das nações)
(7, 18-20: Apelo ao perdão divino)
Leitura da Profecia de Miquéias:
14 Apascenta o teu povo com o cajado da autoridade, o rebanho de tua propriedade, os habitantes dispersos pela mata e pelos campos cultivados; 15 E, como foi nos dias em que nos fizeste sair do Egito, faze-nos ver novos prodígios. 18 Qual Deus existe, como tu, que apagas a iniquidade e esqueces o pecado daqueles que são resto de tua propriedade? – Ele não guarda rancor para sempre, o que ama é a misericórdia. 19 Voltará a compadecer-se de nós, esquecerá nossas iniquidades e lançará ao fundo do mar todos os nossos pecados. 20 Tu manterás fidelidade a Jacó e terás compaixão de Abraão, como juraste a nossos pais, desde tempos remotos. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 103 (102), 1-2. 3-4. 9-10. 11-12: Deus é amor
8a O Senhor é indulgente e favorável.
1 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, e todo o meu ser, seu santo nome! 2 Bendize, ó minha alma, ao Senhor, não te esqueças de nenhum de seus favores!
3 Pois ele te perdoa toda culpa, e cura toda a tua enfermidade; 4 da sepultura ele salva a tua vida e te cerca de carinho e compaixão.
9 Não fica sempre repetindo as suas queixas, nem guarda eternamente o seu rancor. 10 Não nos trata como exigem nossas faltas, nem nos pune em proporção às nossas culpas.
11 Quanto os céus por sobre a terra se elevam, tanto é grande o seu amor aos que o temem; 12 quanto dista o nascente do poente, tanto afasta para longe nossos crimes.

EVANGELHO: Lucas (Lc) 15, 1-3.11-32:
(15, 1-3: Abertura das três parábolas da misericórdia)
(15, 11-32: 3ª parábola – O filho perdido e o filho fiel: “o filho pródigo” e ou “o Pai misericordioso”)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 1 Os publicanos e pecadores aproximavam-se de Jesus para o escutar. 2 Os fariseus, porém, e os mestres da Lei criticavam Jesus. “Este homem acolhe os pecadores e faz refeição com eles.” 3 Então Jesus contou-lhes esta parábola: 11 “Um homem tinha dois filhos. 12 O filho mais novo disse ao pai: ‘Pai, dá-me a parte da herança que me cabe”. E o pai dividiu os bens entre eles. 13 Poucos dias depois, o filho mais novo juntou o que era seu e partiu para um lugar distante. E ali esbanjou tudo numa vida desenfreada. 14 Quando tinha gasto tudo o que possuía, houve uma grande fome naquela região, e ele começou a passar necessidade. 15 Então foi pedir trabalho a um homem do lugar, que o mandou para seu campo cuidar dos porcos. 16 O rapaz queria matar a fome com a comida que os porcos comiam, mas nem isto lhe davam. 17 Então caiu em si e disse: ‘Quantos empregados do meu pai têm pão com fartura, e eu aqui, morrendo de fome. 18 Vou-me embora, vou voltar para meu pai e dizer-lhe: “Pai, pequei contra Deus e contra ti; 19 já não mereço ser chamado teu filho. Trata-me como a um dos teus empregados”.’ 20 Então ele partiu e voltou para seu pai. Quando ainda estava longe, seu pai o avistou e sentiu compaixão. Correu-lhe ao encontro, abraçou-o, e cobriu-o de beijos. 21 O filho, então, lhe disse: ‘Pai, pequei contra Deus e contra ti. Já não mereço ser chamado teu filho’. 22 Mas o pai disse aos empregados: ‘Trazei depressa a melhor túnica para vestir meu filho. E colocai um anel no seu dedo e sandálias nos pés. 23 Trazei um novilho gordo e matai-o. Vamos fazer um banquete. 24 Porque este meu filho estava morto e tornou a viver; estava perdido e foi encontrado’. E começaram a festa. 25 O filho mais velho estava no campo. Ao voltar, já perto de casa, ouviu música e barulho de dança. 26 Então chamou um dos criados e perguntou o que estava acontecendo. 27 O criado respondeu: ‘É teu irmão que voltou. Teu pai matou o novilho gordo, porque o recuperou com saúde’. 28 Mas ele ficou com raiva e não queria entrar. O pai, saindo, insistia com ele. 29 Ele, porém, respondeu ao pai: ‘Eu trabalho para ti há tantos anos, jamais desobedeci a qualquer ordem tua. E tu nunca me deste um cabrito para eu festejar com meus amigos. 30 Quando chegou esse teu filho, que esbanjou teus bens com prostitutas, matas para ele o novilho cevado’. 31 Então o pai lhe disse: ‘Filho, tu estás sempre comigo, e tudo o que é meu é teu. 32 Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver; estava perdido, e foi encontrado’.” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, com todos os internautas, fazendo uma breve oração de Santo Agostinho:
Senhor, olha para mim para que eu ame a ti. Chama-me para que eu veja a ti, e eternamente me alegre em ti. Amém.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que a Palavra diz?
Tomo um primeiro contato com a Palavra de hoje, lendo Lc 15, 1-3.11-32.
O filho que se vai é imagem da pessoa que se rebela, que se afasta de Deus. Perde-se, confunde-se, se machuca, sofre, perde o rumo, perde de vista aquele objetivo pelo qual vive. Uma certeza, porém, garante a recuperação da identidade original: o reencontro com o Pai.

A VERDADE (Refletir)
O que a Palavra diz para mim?
A parábola do filho pródigo não é a história de um filho perdido, é a história de dois filhos perdidos. Um perdido fora de casa, e o outro perdido, dentro de casa, pelo ciúme. Os dois se afastaram do pai.
A volta do filho pródigo expressa em uma obra de arte de Rembrandt, resume a grande luta espiritual e as grandes escolhas que essa luta exige. Ao pintar não somente o filho mais jovem nos braços de seu pai, mas também o filho mais velho que pode aceitar ou não o amor que lhe é oferecido, Rembrandt nos apresenta o “drama interior do ser humano”.
Em seu livro sobre a parábola, narrada por Lucas 15, e escrito depois de contemplar a obra de Rembrandt, Henri Nouwen se coloca, como o filho pródigo, o mais moço, que esbanjou e perdeu tudo o que tinha, mas que não perdeu a consciência de que ele ainda era filho e tinha um Pai.
Depois disso, o autor se coloca na posição do filho mais velho, o que não saiu de casa, nem aceitou o retorno do irmão.
Nouwen se coloca também na posição do Pai e afirma que essa é a vocação de todos nós. Vocação a acolher, perdoar e se alegrar pela volta do que se perdera.
Esta parábola hoje é chamada de parábola do pai misericordioso!
De fato diz muito mais: trata do pai que acolhe com imenso carinho!
Pobres fariseus! Reclamavam que Jesus se misturava com os de má fama e até sentava-se à mesa com eles!
Agressão boba de quem não tem argumentos muito menos compreensão da realidade!
Deus acolhe sempre a todos, com infinito amor!
Deus respeita a todos, deixando-nos a possibilidade de fazermos o que bem entendemos.
E quando erramos, mesmo que muito, ele ainda nos dá chances, nos acolhe!
O jovem caiu em si, reconheceu o caminho errado que tomara. Voltou para o pai, compreendendo que de algum modo seria acolhido novamente! Houve, então, muita festa! Reflita!

E a VIDA (Orar)
O que a Palavra me leva a dizer a Deus?
Rezo com toda Igreja, relembrando o que pedíamos na Oração da CF 2010:
Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.
Nesta Campanha da Fraternidade Ecumênica, acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho.
Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.
Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria.
Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Vou olhar o mundo, hoje, com o olhar amoroso e misericordioso do Pai, sempre pronto a acolher.

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
A Igreja precisa se aproximar cada vez mais dos pecadores e pecadoras para dar-lhes oportunidades reais de conversão e meios concretos para que possam seguir o itinerário da fé e trilhar os caminhos da santidade. Isso só é possível quando seguimos o exemplo de Jesus e acolhemos todas as pessoas que vivem no pecado e que são marginalizadas por causa disso. Se não nos dispomos a criar espaço nas nossas comunidades para essas pessoas e não criamos mecanismos pastorais e evangelizadores eficazes, os pecadores e as pecadoras não terão as melhores condições para corresponder à graça divina e nós seremos responsáveis por isso.

(6) – A ALEGRIA DE DEUS PELA CONVERSÃO DE UM ÚNICO PECADOR
Lucas observa que os escribas e os fariseus murmuram contra Jesus. Aqui, a murmuração diz respeito à boa acolhida que Jesus dá aos pecadores, inclusive aceitando comer na casa deles. Deus é bom para com todos, indistintamente. As parábolas de Lucas 15 são a resposta de Jesus à murmuração dos escribas e dos fariseus. A atitude de Jesus está enraizada no modo como Deus age e cuida das pessoas. O tema da alegria de Deus pela conversão de um único pecador está presente nas três parábolas (vv. 4-7. 8-10. 11-32). A terra deve imitar o céu: se há alegria no céu pela conversão de um único pecador, deve haver também na terra. Na terceira parábola, a do “Pai misericordioso”, a alegria do Pai contrasta com a atitude de raiva e murmuração do filho mais velho. Tem-se a impressão de que a parábola identifica a atitude dos fariseus e dos escribas com a atitude do filho mais velho. O filho mais velho é convidado a vencer o rancor e o ódio para entrar no coração misericordioso do Pai. A acolhida ao filho mais novo não é aceitação do que ele fez, é perdão e oferta de uma nova vida. Do leitor do evangelho é exigido imitar a atitude do Pai. Deus é rico em amor; amemo-nos uns aos outros como o Senhor nos amou.
Oração:
Mostrai-nos, ó Senhor e Mestre, os tesouros da vossa sabedoria. Fazei que conheçamos o Pai e sejamos vossos discípulos autênticos.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – AMOR SEM LIMITES
Jesus justificou seu gesto de acolher os pecadores e comer com eles apelando, para a atitude de Deus com relação à humanidade. O traço característico da ação divina é a misericórdia. O pecado humano, por maior que seja, jamais será grande o bastante para colocar-lhe limites. A misericórdia de Deus sempre os ultrapassará.
A parábola contada por Jesus sublinha alguns elementos do agir misericordioso de Deus. O Pai respeita a liberdade do pecador. Por conseguinte, não se rebela contra a ruptura provocada pelo pecado, nem perde a esperança de que o pecador volte para ele. E quando isso acontece, não se faz esperar, antes, toma a iniciativa de ir ao encontro de quem está arrependido. O Pai não exige pedidos formais de desculpas. Seu olhar penetra o coração contristado e reconhece aí a sinceridade da conversão.
A acolhida festiva do pecador revela que o Pai não o julga pelos pecados passados e, sim, pela sua atitude atual. Por isso, é reintegrado condição de filho, sem ser rebaixado.
Todavia, o Pai conhece muito bem o significado da ruptura provocada pelo filho. Ela é comparável a uma morte e a um estado de perdição. A volta corresponde a uma forma de ressurreição: a vida é retomada! É uma forma de reencontro do verdadeiro caminho. O Pai bondoso está sempre disposto a dar-lhe uma nova chance de recomeçar.
Oração:
Senhor Jesus, que jamais me falte a coragem de voltar para junto do Pai, na certeza de ser acolhido e perdoado.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
É no Evangelho de hoje que lemos a tão conhecida parábola do ‘filho pródigo’.
Encanta-nos a invenção literária de Jesus nesta pequena obra prima.
Ele pensou em todos os detalhes para que todos os ouvintes entendessem muito bem o ponto central da mensagem: Deus Pai acolhe todo e qualquer pecador arrependido com afeto paterno.
Para Deus o pecador arrependido é o filho que retornou à casa. A figura de Deus, representada pelo pai do pródigo, é a de um pai que dia algum desistiu do retorno do filho que, aparentemente, jamais voltaria.
Quando o filho finalmente chega, o pai ‘se esquece’ de tudo o mais. Até de que tem outro filho. Somente lhe importava, naquele momento, a volta do filho que parecia perdido.
O filho mais velho se viu em segundo plano, como que ignorado pelo pai. Em sua opinião, aquele era o momento para um desabafo, mesmo que o pai se sentisse ofendido. Desta vez quem cometia pecado era o filho mais velho!
A sabedoria do pai pôs tudo em ordem, tanto em relação ao pródigo como em relação ao mais velho. A festa continuou noite adentro.
À maioria dos leitores escapa um detalhe neste Evangelho. Este detalhe é o que revela muito bem a intenção de Jesus. Está no início desta passagem:
“[…] os publicanos e pecadores aproximaram-se de Jesus para O escutar”.
Muitas vezes o Evangelho nos diz a quem Jesus se dirige quando dá um ensinamento, faz um discurso, discute com seus opositores. E desta vez seus ouvintes são precisamente publicanos e pecadores.
Este público bem determinado era o preferido de Jesus. Ele viera exatamente para eles, pois não viera chamar à conversão os justos, e sim os pecadores. Afinal, seu nome significa ‘Salvador’ do homem que jaz no pecado. Aí Jesus se sentia ‘em casa’.
A reação daqueles pecadores da parábola de Jesus terá sido muito consoladora para Ele. Muitos pecadores ter-se-ão comovido até às lágrimas e mudado de vida.
Alguns versículos adiante o Evangelho menciona, somente então, outros ouvintes de Jesus: os fariseus.
Ora, o evangelista Lucas devia tê-los mencionado também no início desta passagem. Porém, vê-los aqui, leva-nos a perguntar por outra intenção de Jesus ao compor a parábola do filho pródigo. Nela cada personagem representa pessoas às quais Jesus falava. Portanto aos fariseus havia uma mensagem muito especial. Qual seria?
Os fariseus se incomodavam muito vendo Jesus ‘misturado’ àquela gente desprezível. Jesus devia ser como eles: homem rigorosamente observante da Lei, dos preceitos de Israel, reconhecidos como autoridades religiosas e elogiados por todo o povo. Ora, Jesus não se enquadrava neste esquema. Se se enquadrasse, seria um fariseu a mais. Não os censuraria por sua hipocrisia, procuraria prestígio que seus milagres possibilitariam. Enfim, Jesus teria cedido à tentação de Satanás, aquela em que lhe fora proposto num gesto espetacular, o de saltar do pináculo do Templo e sendo segurado pelos anjos à vista de toda a Jerusalém! Que sucesso seria!
Perguntemos: na parábola, qual personagem corresponde aos fariseus, aos líderes religiosos de Israel naquele momento?
Não é difícil responder: Jesus os representa no filho mais velho. Por qual motivo? Foi porque todos se alegraram com a conversão do filho mais novo. Somente o mais velho não ficou contente com a volta do irmão.
Aprofundando a comparação entre os personagens da parábola e os ouvintes de Jesus, entendemos que o filho mais velho não somente representa os fariseus como líderes de Israel. Todos os judeus que seguiam aqueles fariseus e não a Jesus, eram o filho mais velho.
E o mais novo? Eram as pessoas que os líderes tinham deixado fora do Reino de Deus. Eram pecadores. Para os fariseus, no Reino de Deus não havia lugar para pecadores. Para Jesus sim, desde que convertidos e acolhidos de volta pelo Pai. Aqui está precisamente a diferença entre Jesus e os fariseus: estes não querem a conversão dos pecadores, tal como o filho mais velho da parábola. Jesus quer a conversão dos pecadores e que todos se sintam novamente em casa depois de seu retorno.
Vemos, no fim desta estória, portanto, mais uma repreensão de Jesus aos líderes religiosos de Israel. Os fariseus foram perdedores mais uma vez.
Com Jesus alegremo-nos pela conversão de toda pessoa que conhecemos convertida e de volta a Deus.
Nesta Quaresma intensifiquemos nossas orações por pessoas notoriamente pecadoras, que Jesus espera de volta. Com Ele vamos nos alegrar na casa do Pai.
Padre Valdir Marques

(10) – LEVANTAR-ME-EI, IREI TER COM MEU PAI
Aquele que diz estas palavras jazia por terra. Toma consciência da queda, apercebe-se da sua ruína, vê-se enleado no pecado e exclama: «Levantar-me-ei e irei ter com meu pai». De onde lhe vem esta esperança, esta certeza, esta confiança? Vem do fato de que se trata de seu pai. «Perdi a minha qualidade de filho, diz para si mesmo; mas ele não perdeu a de pai. Não é preciso um estranho para interceder junto de um pai: é o afeto deste que intervém e que suplica no mais profundo do seu coração. As suas entranhas paternas levam-no, pelo perdão, a de novo gerar seu filho. Como culpado que sou, irei pois ter com meu pai.»
E o pai, ao avistar o filho, encobre imediatamente o erro deste. Ao papel de juiz prefere o de pai e imediatamente transforma a sentença em perdão, pois deseja o regresso do filho e não a sua perda. […] «Correu a lançar-se lhe ao pescoço e cobriu-o de beijos.» Eis como o pai julga e como corrige: beija em vez de castigar. A força do amor não tem em conta o pecado, e é por isso que o pai resgata com um beijo a falta do filho, cobrindo-a com os seus beijos. O pai não desvela o pecado de seu filho, não o difama, mas sara-lhe as feridas, de maneira a não deixarem cicatriz nem desonra. «Feliz aquele a quem é perdoada a culpa e absolvido o pecado» (Sl 31, 1).
São Pedro Crisólogo (c. 406-450)

(11.1) – DE VOLTA PARA A CASA DO PAI
Miquéias 7, 14-15.18-20 – “o grande milagre de Deus”
Todos nós queremos ver novos prodígios acontecendo na nossa vida e provar da misericórdia de Deus para com as nossas faltas. Entretanto, nos esquecemos de que a condição para que aconteçam na nossa existência os milagres dos quais precisamos é a nossa fé e a nossa conversão ao Senhor. O povo que retornava do Egito, através do profeta Miquéias implorava de Deus a sua fidelidade às Suas promessas. Hoje também nós precisamos fazer votos de verdadeira conversão e absoluta fé nas promessas do Senhor convictos de que a Sua autoridade se apoia no cajado da Sua misericórdia. A certeza de que Deus apaga a nossa iniquidade e esquece o nosso pecado daqueles nos dará ânimo e segurança para que retornemos ao caminho certo de onde saímos. Nós também vivemos no exílio do pecado, por isso, precisamos também nos considerar parte do resto do povo de Deus que caminha neste mundo em busca da pátria definitiva. Este tempo de Quaresma é um tempo favorável para que também façamos a nossa prece ao Senhor a fim de que Ele se compadeça de nós e nos faça dar passos de conversão e nos restabeleça em uma terra nova, reconhecendo os milagres e prodígios que Ele faz em nosso favor. O grande milagre e o maior prodígio do Senhor são justamente o fato Dele nos amar do jeito que somos e nos perdoar quando reconhecemos o nosso pecado colocando o Seu coração contrito em favor da nossa miséria. Esse é o grande milagre de Deus: “esquecer o nosso pecado e nos admitir ainda como propriedade do céu.”
– Você se considera propriedade de Deus?
– Você sente a misericórdia e a compaixão de Deus?
– Você é uma ovelha fugida querendo voltar?
– Então se apoie no cajado do Senhor e deixe que a Sua misericórdia visite a sua miséria.

Salmo 102 – “O Senhor é indulgente e favorável!”
Às vezes não acreditamos na misericórdia do Senhor porque duvidamos também de que ele possa esquecer por completo as nossas más ações do passado. Não entendemos que o amor de Deus é muito maior do que a nossa miséria. Precisamos sempre conscientizar a nossa alma dos favores do Senhor para que assim ela possa bendizê-Lo com convicção. Assim sendo, será mais fácil acolhermos a Sua indulgência.

Evangelho – Lucas 15, 1-3.11-32 – “de volta para a casa do Pai”
Todos nós, hoje, podemos nos considerar um filho pródigo! Vivemos fazendo as contas e pedindo a Deus a parte da herança que nos cabe, saindo da casa do Pai onde temos à nossa disposição fartura de alimento para saciar a nossa fome de felicidade. Desejando nos apossar de uma falsa liberdade somos impulsionados a procurar no mundo a mesma comida que os “porcos comem”, por isso, nos damos mal e voltamos pedindo perdão. Quando nos afastamos de Deus e, arrependidos queremos voltar, também nos enganamos, pois erroneamente, entendemos que o Pai quer ter conosco uma relação de patrão e empregado. Voltamos querendo ser recebidos como empregados que regressa acabrunhado sem direito nenhum, para somente receber um prato de comida e não percebemos que Ele está de braços abertos para nos receber como filhos amados pondo à nossa disposição, tudo o quanto possui para festejar o nosso retorno com um banquete. Precisamos entender que em uma relação de Pai e de filho a todo o momento podemos ter acesso a nossa herança para usufruí-la de uma maneira que nos faça desfrutar a vida e ser feliz. Não precisamos fazer cálculos exigindo a nossa parte como se fosse um salário que apenas serve para comprar coisas as quais não têm serventia, pois alimentam exclusivamente os desejos da nossa humanidade. Jesus nos dá uma demonstração de como é a mentalidade de Deus. O Pai sempre sente compaixão pelo filho que se arrepende. O processo da volta começa com o arrependimento. Quando nos afastamos de Deus querendo ser dono da nossa vida desejando ter “liberdade” para viver sem restrições e fazer o que nos dá na telha, sofremos as consequências. Há um momento em que nos sentimos perdidos, afundados na lama, famintos e humilhados. O Pai nos espera! Podemos voltar! Ele nos receberá, porém precisamos estar arrependidos e humildes, sem razões e justificativas para que o perdão realmente aconteça e faça sentido para nós. Quem não se arrepende não precisa ser perdoado. Às vezes nós somos o filho mais velho que não compreende o porquê da misericórdia de Deus para com os pecadores. Vivemos na casa de Deus como hóspede que não se sente à vontade nem se acha com livre-arbítrio de provar de tudo que o Pai põe ao seu dispor. E quando retorna o “filho pródigo”, nós não também, não compreendemos a compaixão que o Pai tem para com ele e queremos que Deus faça tudo de acordo com a nossa “justiça” que é injusta. O Pai, porém quer colocar à disposição de todos, igualmente, a herança que Ele nos destinou: a nossa salvação.
– Você já experimentou voltar para Deus arrependido e humilhado?
– Como você se sentiu?
– Quando você erra volta-se pra Deus com o coração de filho(a) ou de empregado(a)?
– Qual a diferença entre ser filho(o) e ser empregado(a)?
– Você acha que o filho mais velho se comportou com a mentalidade de filho ou de empregado?
Helena Serpa

(11.2) – ESTE TEU IRMÃO ESTAVA MORTO E TORNOU A VIVER
ACOLHENDO O PECADOR
A consciência do pecado vem acompanhada do sentimento de vergonha em relação a Deus. A revolta contra o seu amor misericordioso parece não se justificar. Junto com a vergonha vem o sentimento de ingratidão. E o pecador reconhece ser uma loucura o ter-se afastado do Pai.
Sua reação costumeira: duvidar de que possa ser perdoado. Em outros termos, duvidar que Deus esteja disposto a perdoar, devido à magnitude do pecado cometido.
O Evangelho aconselha, firmemente, o pecador a voltar para o Pai, cujo rosto, revelado por Jesus, é um incentivo à essa volta confiante. Deus quer ter junto de si todos os seus filhos. E está sempre disposto a esquecer o passado, pois confia que, no futuro, tudo será melhor. Não coloca limites para o perdão, nem faz distinção entre faltas perdoáveis e faltas imperdoáveis. Tudo pode ser perdoado, quando o pecador se predispõe a voltar. Alegra-se, sobremaneira, com a volta de um filho pecador, pois é como se este estivesse ressuscitando, depois de experimentar a morte. Não considera o pecador como pessoa de segunda categoria, só porque se desviou do bom caminho.
Vale a pena confiar no amor misericordioso de Deus Pai.
Oração:
Espírito de confiança, liberta-me do pecado, para que eu experiencie o amor misericordioso do Pai.
Igreja Matriz de Dracena

(11.3) – A FRAQUEZA DE DEUS…
Deus tem uma fraqueza, um calcanhar de Aquiles, um ponto vulnerável, não resiste quando vê o homem envolvido na miséria. É impressionante como Lucas descreve esse dramático reencontro do Pai com o Filho mau caráter, que havia abandonado a casa paterna e dissipado os seus bens com farras, orgias e prostituição. Da parte do Filho o comportamento é o esperado, ao cair em si e se dar conta da “burrada” que tinha feito, tratou de voltar “Com o rabo entre as pernas”. Lucas quer levar os olhares da sua comunidade, não para o Filho, mas para o Pai. No contexto em que Jesus narrou a parábola o Filho mais novo representa todos os que estavam fora da Instituição Religiosa daquela época, ou porque não acreditavam, ou porque eram marginalizados pelo sistema religioso, entretanto, de maneira sutil Lucas diferencia a relação desses para com Deus, do modo como os Fariseus, Escribas e Doutores da Lei se relacionavam.
A conversa antes da partida “Meu pai, dá-me parte da herança que me toca”, na terra distante, vítima da miséria e da fome, ele pensa “Quantos empregados na casa do meu Pai”.
E no momento do reencontro “Meu Pai, pequei contra o céu e contra ti”. Havia nesse jovem descabeçado algo de bom: a consciência de ser Filho e ter um pai. Quem tem a consciência de que é Filho, e que tem a Deus por Pai, manifesta isso na relação com os demais, a quem têm como irmãos e irmãs. O Filho mais velho não se vê como tal, tem com o Pai uma relação de empregado para com o seu patrão, que cumpre fielmente todas as tarefas que lhe são confiadas, quanto ao mais novo, não o reconhece como irmão “este teu Filho que gastou teus bens com prostitutas…” – é a sua queixa amarga e ciumenta, pelo modo como viu o Pai tratar o mais novo em seu retorno. “Para ele matas o novilho mais gordo e lhe dá uma festa!”
Mais um detalhe importante, quem estava comemorando era o Pai, a Festa era dele, porque o Filho querido e amado, que havia se perdido fora reencontrado. Deus manifesta-nos sua alegria e esta nos envolve e nos contagia. Seu amor e seu olhar cheio de misericórdia jamais se distancia de nós, o Filho ainda estava longe, e o Pai, movido de compaixão correu ao seu encontro…
Não com o dedo em riste para uma bela lição de moral, não com o olhar acusador e cheio de ameaças, não cheio de orgulho e sentimento de vencedor, para exigir mil e uma condições para aceita-lo de volta. Ao contrário, sequer o deixa prostrar-se aos seus pés e formular o pedido de perdão, mas o coloca de pé, e sem mandar tomar um banho (pois estava encardido e mau cheiroso, pelo trabalho junto aos porcos e pela longa caminhada) o vestiu com uma bela túnica, colocou em seu dedo encardido um anel belíssimo, e calçou seus pés imundos da poeira da estrada, com uma sandália. O sinal inequívoco de que o ama, mesmo no estado miserável em que está, vendo nele a dignidade de ser seu Filho.
A parábola não é um estímulo para que cometamos o pecado nos afastando da casa do Pai, isso é, da amizade e comunhão com Deus, ao contrário, somos convidados a olhar para Deus e ver Nele, como seu amor e sua misericórdia é grandiosa e imensa pelo Homem. Esse Filho pródigo é a humanidade, somos eu e você que lê essa reflexão, Deus vive nos fazendo festa e nos envolvendo com a dignidade divina, dom que ganhamos com a encarnação de Jesus, cada volta é uma festa porque percebemos que Ele nos ama de paixão, manifestada na cruz do calvário.
Aproveitemos bem a festa da Vida, que nos vem em sua graça, lá de vez em quando cismamos de buscar outras festas que a ilusão do mundo nos oferece, e acabamos sempre como o filho mais novo, no chiqueirão das nossas misérias, e quando a fome de ser amado nos aperta o coração, Deus já está lá na curva do caminho, a nossa espera de braços abertos para nos envolver… Mas em nossa caminhada muitas vezes olhamos com desprezo certas pessoas de categoria inferior, sem moral e sem dignidade, não os vemos como nossos irmãos. Daí fazemos o triste papel do filho mais velho, aquele que era “religiosamente” correto, e que, morando na casa do Pai, estava tão longe dele, do seu abraço e do seu amor…
Diácono José da Cruz

(11.4) – O FILHO PRÓDIGO
A passagem do Filho pródigo deve ser uma das mais conhecidas de toda a Bíblia, muitos textos, muitas músicas, teatro cristão, enfim, são muitas as maneiras de abordar essa parábola! Eu, especialmente, gosto bastante desta leitura porque cada vez que a fazemos, podemos nos colocar numa posição diferente, ora como o próprio filho perdido, outra como o pai misericordioso, tantas vezes como o irmão invejoso, ou ainda como os que ajudam o filho a gastar toda sua herança.
E hoje, como você está?
Você é aquele filho que precisa voltar para casa, que percebe o mal que fez ao se afastar do Pai e num ato de humildade volta e pede perdão?
Ou você precisa ser o Pai?
Que cheio de compaixão não se importa com o passado, não pergunta nem por onde o outro andou, mas acolhe, se alegra com o retorno de quem estava morto, mas voltou a viver.
Talvez você esteja sendo o irmão invejoso, que necessita do reconhecimento do mundo, que não se alegra com a volta do irmão porque simplesmente não entende como funciona a misericórdia do Pai.
Mas nada disso importa! Hoje, Deus vem dizer que independente de como você se encontra, o estado em que você está, Ele vai continuar te esperando. Se você precisa pedir, dar ou ainda aceitar o perdão, não importa, porque Deus vai estar disposto a te ajudar seja qual for a sua necessidade, seja qual for tua dificuldade!
Peçamos a graça de encontrar em Deus o refúgio para nossas dores, que possamos confiar que mesmo mergulhado no pecado, no erro, somos amados acima de tudo e sempre temos para onde retornar, que é para o Pai, que nos ama como Amor infinito e misericordioso.
Ana Luiza Medeiros

(16.1) – VOU VOLTAR PARA MEU PAI E DIZER-LHE: ‘PAI, PEQUEI CONTRA DEUS E CONTRA TI’
Hoje vemos a misericórdia, a característica distintiva de Deus Pai, no momento em que contemplamos uma Humanidade “órfã”, porque – esquecida – não sabe que é filha de Deus. Cronin fala de um filho que saiu de casa, esbanjou o dinheiro, a saúde, a honra da sua família… e acabou na prisão. Pouco antes de sair em liberdade, escreveu para casa: se o tivessem perdoado, então que pendurassem um pano branco na macieira, que ficava ao pé da linha do comboio. Se ele visse o pano, voltaria a casa; se não, nunca mais o veriam a ele. No dia em que saiu, ao aproximar-se de casa, nem se atrevia a olhar… Estaria lá, o pano? «Abre os teus olhos! … vê!», diz-lhe um amigo. E então, qual não foi o seu espanto: na macieira não havia apenas um pano branco, mas sim centenas; estava cheia de panos brancos.
Recorda-nos aquele quadro de Rembrandt, no qual se vê como o filho que regressa, fragilizado e esfomeado, é abraçado por um ancião, com duas mãos diferentes: uma mão de pai, que o abraça com força; uma outra de mãe, afetuosa e doce, que o acaricia. Deus é pai e mãe…
«Pai, pequei» (cf. Lc 15, 21), queremos nós também dizer, e sentir o abraço de Deus no sacramento da confissão, e participar na festa da Eucaristia: «Mas era preciso festejar e alegrar-nos, porque este teu irmão estava morto e tornou a viver» (Lc 15, 23-24). Assim sendo, já que «Deus nos espera – em cada dia – como aquele pai da parábola esperava o seu filho pródigo» (São Josemaria), percorramos o caminho com Jesus, ao encontro do Pai, onde tudo se torna claro: «o mistério do homem só no mistério do Verbo encarnado se esclarece verdadeiramente» (Concílio Vaticano II).
O protagonista é sempre o Pai. Que o deserto da Quaresma nos leve a interiorizar esta chamada a participar na misericórdia divina, já que viver é regressar ao Pai.
Rev. D. Llucià POU i Sabater

COMEMORA-SE NO DIA 07/Mar

(5) – SANTA PERPÉTUA E SANTA FELICIDADE
Neste dia a Igreja entra em comunhão com os Santos do Céu rezando: “Ó Deus, pelo vosso amor, as mártires Perpétua e Felicidade resistiram aos perseguidores e superaram as torturas do martírio”.
No ano 202 o imperador Severo mandou matar os cristãos que não quisessem adorar os falsos deuses. Perpétua estava celebrando uma reunião religiosa em sua casa de Cartago quando chegou a polícia do imperador e a levou prisioneira, junto com sua escrava Felicidade.
Perpétua era uma jovem mãe, de 22 anos que tinha um bebê de poucos meses. Pertencia a uma família rica e muito estimada por toda a população. Enquanto estava na prisão, a pedido de seus companheiros mártires, foi escrevendo um diário de tudo o que ia acontecendo.
Felicidade era uma escrava de Perpétua. Era também muito jovem e na prisão deu à luz uma menina, que depois os cristãos se encarregaram de criar muito bem.
Na prisão escreveu Perpétua: “Fiquei horrorizada, nunca tinha experimentado tal sensação de escuridão. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia e sofria por não poder ter junto a mim o meu filho que era de tão poucos meses e que necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a Deus era que nos concedesse a graça de sofrer e lutar por nossa santa religião”.
Então chegou seu pai, o único da família que não era cristão, e de joelhos lhe rogava e lhe suplicava que não persistisse em chamar-se cristã. Que aceitasse a religião do imperador. Que o fizesse por amor a seu pai e a seu filhinho. Ela se comovia intensamente mas terminou dizendo-lhe: “Pai, como se chama esta vasilha que há aí na frente?” “Uma bandeja”, respondeu o pai. “Pois bem, essa vasilha deve ser chamada de bandeja, e não de pote ou colher, porque é uma bandeja. E eu que sou cristã, não posso me chamar pagã, nem de nenhuma outra religião, porque sou cristã e o quero ser para sempre”.
E acrescenta o diário escrito por Perpétua: “Meu pai era o único da minha família que não se alegrava porque nós íamos ser mártires por Cristo”.
Felicidade grávida alcançou a graça que pedia, já que seu filho nasceu antes do martírio. Um carcereiro debochava dizendo: “Agora se queixa pelas dores do parto. E quando chegarem das dores do martírio o que fará? Ela respondeu-lhe: “Agora sou fraca porque sofre a minha pobre natureza. Mas quando chegar o martírio a graça de Deus me acompanhará, e me encherá de força”. E encheu-se de júbilo por poder sofrer o martírio juntamente com seus companheiros.
Batizadas na prisão, Santas Perpétua e Felicidade, foram condenadas pela firmeza da fé, foram lançadas na arena, onde uma vaca furiosa as feriu. Ao ver a jovem mãe atirada de um lugar para outro, e o leite gotejando de seus seios, o povo horrorizou-se, pedindo o fim do espetáculo. Depois disso foram degoladas. O ano era 203.
Reflexão:
O que nos ensinam estas duas mulheres, uma rica e instruída e a outra humilde e simples serva, jovens esposas e mães, que na flor da vida preferiram renunciar às alegrias de um lar, com desejo de permanecer fiéis à religião de Jesus Cristo?
Nos ensinam que o maior valor do mundo é a nossa fé e confiança no amor de Deus. A coragem dessas mulheres serve de inspiração para nossa vida cristã.
Será que estamos sendo coerentes com a vivência de nossa religião?
Padre Evaldo César de Souza

(10) – S. PEDRO SUKEYIRO
Pedro Sukeyiro havia se tornado cristão e franciscano secular em Meaco, com os missionários franciscanos, aos quais tinha prestado toda a colaboração na qualidade de catequista para a instrução e formação dos neófitos, na assistência aos enfermos nos hospitais da missão e na educação dos meninos das diversas escolas.
Quando em 1596 desencadeou-se a perseguição de Hideyoshi que, como furacão, se abateu sobre homens e instituições, tudo destruindo, os missionários e os terciários japoneses de Meaco e Osaka foram aprisionados e levados a Nagasaki a fim de serem crucificados.
Durante a viagem Pedro Sukeyiro e Francisco Fahelante, dois cristãos originários de Meaco, a quem os missionários tinham como colaboradores inscritos na Ordem Terceira de São Francisco, quiseram acompanhar os prisioneiros para servi-los e apoia-los, ajudando-os nas dificuldades do caminho.
Ocupados com esse serviço voluntário, fizeram-no tão perfeitamente, que impressionaram um dos guardas, que exclamou: “Os cristãos são realmente valentes, unidos entre si com laços de verdadeira caridade e fraternidade”.
Em vista de sua persistência neste serviço, também a eles foi decretada a ordem de captura.
E dessa maneira foram associados aos outros prisioneiros e martirizados com eles.
Na manhã de 5 de fevereiro de 1597 os santos mártires chegaram a Nagasaki.
Escolheu-se como lugar de suplício uma parte plana de uma colina próxima do mar, que se parece muito com o Calvário, tanto na forma como nas sendas tortuosas por onde se chega a ela e de onde se pode ver a cidade.
O governador tinha feito levantar 26 cruzes: as seis do meio para os franciscanos e as outras para os japoneses. Daquele dia em diante o local passou a ser chamado “Monte dos Mártires” ou “Colina Santa”, pelo sangue de cristãos derramado por quase meio século.
Nas primeiras horas da noite Fazamburo tinha publicado um edito no qual anunciava a execução dos mártires e se proibia a todos, sob pena de morte sair da cidade para acompanhar os condenados.
Nas portas da cidade foram colocados soldados com a ordem de não deixar passar ninguém. Precauções inúteis!
Quando se soube que os condenados estavam chegando, todos, cristãos e pagãos, precipitaram-se até as portas da cidade e como torrente envolveram os guardas, precipitando-se para os mártires, a fim de acompanhá-los ao local do suplício.
Pedro Sukeyiro e os demais companheiros, na manhã de 5 de fevereiro de 1597, como invictos heróis, cantando, sofreram o martírio da crucifixão.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

II SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

IGMR 46 (Ritos Iniciais): “A finalidade dos Ritos Iniciais é fazer com que os fiéis, reunindo-se em assembleia, constituam uma comunhão e se disponham para ouvir atentamente a Palavra de Deus e celebrar dignamente a Eucaristia”.

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
O processo de conversão inicia-se com a tomada de consciência. A partir de então se delineia o caminho do retorno, ao fim do qual nos espera o abraço carinhoso e misericordioso do Pai.

IGMR 47 (Canto de Entrada e Procissão): “A finalidade desse canto é abrir a celebração, promover a união da assembleia, introduzir no mistério do tempo litúrgico ou da festa, e acompanhar a procissão do sacerdote e dos ministros”.
IGMR 49 (Saudação ao Altar): “Chegando ao presbitério, o sacerdote, o diácono e os ministros (sacerdotes) saúdam o altar com uma inclinação profunda (vênia). Em seguida, em sinal de veneração o sacerdote e o diácono beijam o altar”.

Antífona da entrada
O Senhor é misericórdia e clemência, indulgente e cheio de amor. O Senhor é bom para com todos, misericordioso para todas as suas criaturas (Sl 144, 8s).

IGMR 50 (Saudação ao Povo Reunido): “Executado o canto de entrada, o sacerdote, de pé junto à cadeira, com toda a assembleia faz o sinal da cruz; a seguir, pela saudação, expressa à comunidade reunida a presença do Senhor. Essa saudação e a resposta do povo exprimem o mistério da Igreja reunida”.
IGMR 51 (Ato Penitencial): “em seguida, o sacerdote convida para o ato penitencial que, após breve pausa de silêncio, é realizado por toda a assembleia através de uma fórmula de confissão geral, e concluído pela absolvição do sacerdote, absolvição que, contudo, não possui a eficácia do sacramento de penitência”.
IGMR 52 (Senhor, Tende Piedade): “Depois do ato penitencial inicia-se sempre o Senhor, tende piedade, a não ser que já tenha sido rezado no próprio ato penitencial”.
IGMR 53 (Glória a Deus nas Alturas): “O Glória é um hino antiquíssimo e venerável, pelo qual a Igreja, congregada no Espírito Santo, glorifica e suplica a Deus Pai e ao Cordeiro”.

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que pelos exercícios da Quaresma já nos dais na terra participar dos bens do céu, guiai-nos de tal modo nesta vida, que possamos chegar à luz em que habitais. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

IGMR 54 (Oração do Dia ou Coleta): “A seguir, o sacerdote convida o povo a rezar, todos se conservam em silêncio com o sacerdote por alguns instantes, tomando consciência de que estão na presença de Deus e formulando interiormente os seus pedidos. Depois o sacerdote diz a oração que se costuma chamar “coleta”, pela qual se exprime a índole da celebração. Conforme antiga tradição da Igreja, a oração costuma ser dirigida a Deus Pai, por Cristo, no Espírito Santo. … O povo, unindo-se à súplica, faz sua a oração pela aclamação Amém”.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Dispersos pelo pecado, somos reunidos e conduzidos de volta ao coração do Pai bondoso e compassivo, que se alegra em nos acolher sempre e de novo.

IGMR 55 (Liturgia da Palavra): “A parte principal da liturgia da palavra é constituída pelas leituras da Sagrada Escritura e pelos cantos que ocorrem entre elas, sendo desenvolvida e concluída pela homilia, a profissão de fé e a oração universal ou dos fiéis.
– Nas leituras explanadas pela homilia Deus fala ao seu povo, revela o mistério da redenção e da salvação, e oferece o alimento espiritual; e o próprio Cristo, por sua palavra, se acha presente no meio dos fiéis.
– Pelo silêncio e pelos cantos o povo se apropria dessa Palavra de Deus e a ela adere pela profissão de fé;
– Alimentado por essa palavra (os fiéis), reza na oração universal pelas necessidades de toda a Igreja e pela salvação do mundo inteiro”.
IGMR 56 (O Silêncio): “A liturgia da palavra deve ser celebrada de tal modo que favoreça a meditação; por isso deve ser de todo evitada qualquer pressa que impeça o recolhimento. Integram-na também (liturgia da palavra) breve momentos de silêncio, de acordo com a assembleia reunida, pelos quais, sob a ação do Espírito Santo, se acolhe no coração a Palavra de Deus e se prepara a resposta pela oração. Convém que tais momentos de silêncio sejam observados, por exemplo, antes de se iniciar a própria liturgia da palavra, após a primeira e a segunda leitura, como também após o término da homilia”.
IGMR 57 (Leituras Bíblicas): “Mediante as leituras é preparada para os fiéis a mesa da Palavra de Deus e abrem-se para eles os tesouros da Bíblia”.
IGMR 58: “Na celebração da Missa com povo, as leituras são sempre proferidas do ambão”.
IGMR 59: “Por tradição, o ofício de proferir as leituras não é função presidencial, mas ministerial. As leituras sejam, pois, proclamadas pelo leitor, o Evangelho, porém, seja anunciado pelo diácono ou, na sua ausência, por outro sacerdote.
Depois de cada leitura, quem a leu profere a aclamação (Palavra de Deus), e o povo reunido, por sua resposta, presta honra à Palavra de Deus, acolhida com fé e com ânimo agradecido”.
IGMR 61 (Salmo Responsorial): “À primeira leitura segue-se o salmo responsorial, que é parte integrante da liturgia da palavra, constituindo-se em grande importância litúrgica e pastoral, por favorecer a meditação da Palavra de Deus. O Salmo responsorial corresponda a cada leitura e normalmente seja tomado do lecionário. … Se o salmo não puder ser cantado, seja recitado do modo mais apto para favorecer a meditação da Palavra de Deus”.

Monição ou Antífona do Evangelho
Salve, ó Cristo, imagem do Pai, a plena verdade nos comunicai!
Vou voltar e encontrar o meu pai e direi: meu pai, eu pequei contra o céu e contra ti (Lc 15, 18).

IGMR 62 (Aclamação antes da Proclamação do Evangelho): “Após a leitura que antecede imediatamente o Evangelho, canta-se o Aleluia ou outro canto estabelecido pelas rubricas, conforme o tempo litúrgico. Tal aclamação constitui um rito ou ação por si mesma, através do qual a assembleia dos fiéis acolhe o Senhor que lhe vai falar no Evangelho, saúda-o e professa sua fé pelo canto”.
IGMR 60: “A proclamação do Evangelho constitui o ponto alto da liturgia da palavra. A própria Liturgia ensina que se lhe deve manifestar a maior veneração, uma vez que a cerca mais do que as outras leituras, de honra especial, tanto por parte do ministro delegado para anuncia-la, que se prepara pela bênção ou oração, como por parte dos fiéis que, pelas aclamações, reconhecem e professam que o Cristo está presente e lhes fala, e que ouvem de pé a leitura ou ainda pelos sinais de veneração prestados ao Evangeliário”.
IGMR 65 (Homilia): “A homilia é parte da liturgia e vivamente recomendada, sendo indispensável para nutrir a vida cristã. Convém que seja uma explicação de algum aspecto das leituras da Sagrada Escritura ou de outro texto Ordinário ou do Próprio da missa do dia, levando em conta tanto o mistério celebrado, como as necessidades particulares dos ouvintes. … Após a homilia convém observar um breve tempo de silêncio”.
IGMR 67 (Profissão de Fé – Creio): “O símbolo ou profissão de fé tem por objetivo levar todo o povo reunido a responder à Palavra de Deus anunciada da Sagrada Escritura e explicada pela homilia, bem como, proclamando a regra da fé por meio da fórmula aprovada para o uso litúrgico, recordar e professar os grandes mistérios da fé, antes de iniciar sua celebração na Eucaristia.”

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Vinde em nosso auxílio, Senhor
1. Pela Igreja, que tem a missão de acolher com carinho as pessoas que retornam a ela, rezemos.
2. Pelos ministros que, por meio da confissão, reconciliam os pecadores, rezemos.
3. Pelos que trabalham pela dignidade dos sofredores e doentes, rezemos.
4. Pelos pais e mães que acolhem os filhos que se desviaram, rezemos.
5. Pelos jovens que se empenham em concretizar o sonho de uma vida melhor, rezemos.

IGMR 69 (Oração Universal): “Na oração universal ou oração dos fiéis, o povo responde de certo modo à Palavra de Deus acolhida na fé e exercendo a sua função sacerdotal, eleva preces a Deus pela salvação de todos.”
IGMR 70: “Normalmente serão estas as séries de intenções:
a) pelas necessidades da Igreja;
b) pelos poderes públicos e pela salvação de todo o mundo;
c) pelos que sofrem qualquer dificuldade;
d) pela comunidade local.
No entanto, em alguma celebração especial, tal como Confirmação, Matrimônio, Exéquias, as intenções podem referir-se mais estreitamente àquelas circunstâncias.”
IGMR 71: “Cabe ao sacerdote celebrante, da cadeira, dirigir a oração. Ele a introduz com breve exortação, convidando os fiéis a rezarem e depois a conclui.
Normalmente as intenções são proferidas, do ambão ou de outro lugar apropriado, pelo diácono, pelo cantor, pelo leitor ou por um fiel leigo”.

LITURGIA EUCARÍSTICA

IGMR 72 (Liturgia Eucarística): “Na última Ceia, Cristo instituiu o sacrifício e a ceia pascal, que tornam continuamente presente na Igreja o sacrifício da cruz, quando o sacerdote, representante do Cristo Senhor, realiza aquilo mesmo que o Senhor fez e entregou aos discípulos para que o fizessem em sua memória.
Cristo, na verdade, tomou o pão e o cálice, deu graças, partiu o pão e deu-o a seus discípulos dizendo: Tomai, comei, bebei: isto é o meu Corpo; este é o meu cálice do meu Sangue. Fazei isto em memória de mim. Por isso a Igreja dispôs toda a celebração da liturgia eucarística em partes que correspondem às palavras e gestos de Cristo. De fato:
a) na preparação dos dons levam-se ao altar o pão e o vinho com água, isto é, aqueles elementos que Cristo tomou em suas mãos.
b) na Oração eucarística rendem-se graças a Deus por toda a obra da salvação e as oferendas tornam-se Corpo e Sangue de Cristo.
c) pela fração do pão e pela Comunhão os fiéis, embora muitos, recebem o Corpo e o Sangue do Senhor de um só pão e de um só cálice, do mesmo modo como os Apóstolos, das mãos do próprio Cristo.”
IGMR 73 (Preparação dos Dons): “No início da liturgia eucarística são levadas ao altar as oferendas que se converterão no Corpo e Sangue de Cristo.
Primeiramente prepara-se o altar ou mesa do Senhor, que é o centro de toda a liturgia eucarística, colocando-se nele o corporal …

Oração sobre as Oferendas
Senhor Deus, por este sacramento venham até nós os frutos da redenção; que eles nos afastem dos excessos terrenos e nos conduzam aos bens do vosso reino. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
É necessário, filho, que te alegres: teu irmão estava morto e reviveu, perdido e foi achado (Lc 15, 32).

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que o sacramento recebido penetre o íntimo do nosso coração e nos faça participar da sua força. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO

FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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