Liturgia Diária 09/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
09/Mar/2015 (segunda-feira)

O profeta rejeitado em sua terra

LEITURA: Segundo Livro dos Reis (2 Rs) 5, 1-15a: A cura de Naamã
Leitura do Segundo Livro dos Reis:
Naqueles dias: 1 Naamã, general do exército do rei da Síria, era um homem muito estimado e considerado pelo seu senhor, pois foi por meio dele que o Senhor concedeu a vitória aos arameus. Mas esse homem, valente guerreiro, era leproso. 2 Ora, um bando de arameus que tinha saído da Síria, tinha levado cativa uma moça do país de Israel. Ela ficou ao serviço da mulher de Naamã. 3 Disse ela à sua senhora: “Ah, se meu senhor se apresentasse ao profeta que reside em Samaria, sem dúvida, ele o livraria da lepra de que padece!” 4 Naamã foi então informar o seu senhor: “Uma moça do país de Israel disse isto e isto”. 5 Disse-lhe o rei de Aram: “Vai, que eu enviarei uma carta ao rei de Israel”. Naamã partiu, levando consigo dez talentos de prata, seis mil siclos de ouro e dez mudas de roupa. 6 E entregou ao rei de Israel a carta, que dizia: “Quando receberes esta carta, saberás que eu te enviei Naamã, meu servo, para que o cures de sua lepra”. 7 O rei de Israel, tendo lido a carta, rasgou suas vestes e disse: “Sou Deus, porventura, que possa dar a morte e a vida, para que este me mande um homem para curá-lo de lepra? Vê-se bem que ele busca pretexto contra mim”. 8 Quando Eliseu, o homem de Deus, soube que o rei de Israel havia rasgado as vestes, mandou dizer-lhe: “Por que rasgaste tuas vestes? Que ele venha a mim, para que saibas que há um profeta em Israel”. 9 Então Naamã chegou com seus cavalos e carros, e parou à porta da casa de Eliseu. 10 Eliseu mandou um mensageiro para lhe dizer: “Vai, lava-te sete vezes no Jordão, e tua carne será curada e ficarás limpo”. 11 Naamã, irritado, foi-se embora, dizendo: “Eu pensava que ele sairia para me receber e que, de pé, invocaria o nome do Senhor, seu Deus, e que tocaria com sua mão o lugar da lepra e me curaria. 12 Será que os rios de Damasco, o Abana e o Farfar, não são melhores do que todas as águas de Israel, para eu me banhar nelas e ficar limpo?” Deu meia-volta e partiu indignado. 13 Mas seus servos aproximaram-se dele e disseram-lhe: “Senhor, se o profeta te mandasse fazer uma coisa difícil, não a terias feito? Quanto mais agora que ele te disse: ‘Lava-te e ficarás limpo’”. 14 Então ele desceu e mergulhou sete vezes no Jordão, conforme o homem de Deus tinha mandado, e sua carne tornou-se semelhante à de uma criancinha, e ele ficou purificado. 15a Em seguida, voltou com toda a sua comitiva para junto do homem de Deus. Ao chegar, apresentou-se diante dele e disse: “Agora estou convencido de que não há outro Deus em toda a terra, senão o que há em Israel!” – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 41 (42), 2. 3; Sl 42 (43), 3. 4: Lamento do levita exilado
41 (42), 3 Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?
41 (42), 2 Assim como a corça suspira pelas águas correntes, suspira igualmente minh’alma por vós, ó meu Deus!
3 A minh’alma tem sede de Deus, e deseja o Deus vivo. Quando terei a alegria de ver a face de Deus?
42 (43), 3 Enviai vossa luz, vossa verdade: elas serão o meu guia; que me levem ao vosso Monte santo, até a vossa morada!
4 Então irei aos altares do Senhor, Deus da minha alegria. Vosso louvor cantarei, ao som da harpa, meu Senhor e meu Deus!

EVANGELHO: Lucas (Lc) 4, 24-30: Jesus em Nazaré
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Lucas.
— Glória a vós, Senhor.
Jesus, vindo a Nazaré, disse ao povo na sinagoga: 24 “Em verdade eu vos digo que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria. 25 De fato, eu vos digo: no tempo do profeta Elias, quando não choveu durante três anos e seis meses e houve grande fome em toda a região, havia muitas viúvas em Israel. 26 No entanto, a nenhuma delas foi enviado Elias, senão a uma viúva que vivia em Sarepta, na Sidônia. 27 E no tempo do profeta Eliseu, havia muitos leprosos em Israel. Contudo, nenhum deles foi curado, mas sim Naamã, o sírio.” 28 Quando ouviram estas palavras de Jesus, todos na sinagoga ficaram furiosos. 29 Levantaram-se e o expulsaram da cidade. Levaram-no até ao alto do monte sobre o qual a cidade estava construída, com a intenção de lançá-lo no precipício. 30 Jesus, porém, passando pelo meio deles, continuou o seu caminho. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Iniciamos um novo dia e uma nova semana de trabalhos, de estudos, com tantas atividades que nos aguardam, decisões a serem tomadas, caminhos a serem percorridos… Por isso, queremos no encontro com o Senhor através da Leitura orante, entregar a ele tudo o que iremos viver e pedir as luzes e graças necessários para nossa caminhada. Silenciando interiormente, repita algumas vezes pausadamente a oração: Espírito Santo, necessitamos de vossa ajuda para conhecer o caminho que devemos seguir.

Eu sou o CAMINHO (Ler)
Leia o texto. Em uma segunda leitura, procure perceber as palavras que se repetem e os personagens presentes na narrativa.
Por que Jesus não é acolhido?
Por que a proposta de Jesus causa tanta fúria entre os ouvintes?
Estamos diante de um texto que nos apresenta o início da vida pública de Jesus. Jesus está na sinagoga de Nazaré, em um dia de sábado e proclama a leitura do profeta Isaías, onde está escrito: “O Espírito do Senhor está sobre mim, pois ele me consagrou com a unção, para anunciar a Boa-Nova aos pobres: enviou-me para proclamar a libertação aos presos e, aos cegos, a recuperação da vista; para dar liberdade aos oprimidos e proclamar um ano de graça da parte do Senhor” (Lc 4, 18-19).
Depois, Jesus faz referência aos profetas Elias e Eliseu, que defendiam a causa dos pobres diante dos poderosos. Missão também assumida por Jesus. E por fim, Jesus lembra de dois gentios, a viúva de Sarepta e o leproso Naamã que acolheram as palavras dos profetas. Jesus está lembrando que a salvação é dirigida à todos. Porém, estas palavras de Jesus não foram acolhidas. Jesus não é ouvido, é expulso da cidade e se retira do meio deles.

A VERDADE (Refletir)
Qual palavra do texto encontrou profunda sintonia com a minha vida?
Por que a mensagem, a proposta de Jesus de libertação dos pobres não é acolhida?
O que ela provoca?
O que ela significa para mim?
Como eu acolho todos os dias a mensagem de Jesus em minha vida?
Quais sentimentos esta palavra despertou em mim?
Jesus realiza milagres não em vista da proximidade da pessoa, mas da fé que manifesta em seu coração!
Deus consertará nosso coração partido! Basta que lhe levemos os pedaços!
Jesus despertou raiva em seus ouvintes! Mas não se intimidou diante deles! Seguiu adiante!
Por que falou em acolher os excluídos, foi excluído ele também!
É difícil convencer a quem tem mentalidade de privilégios e permanece voltado somente para interesses pessoais!
Agora a reflexão é sua.

E a VIDA (Orar)
Faça sua oração pessoal de confiança, entrega, pedido de perdão…
Agradeça pela Palavra de Deus que você acabou de refletir. Jesus Mestre, agradeço pelas luzes que me destes nesta meditação. Perdoai-me, pelos limites que me impediram de fazê-la melhor. Ofereço-vos a resolução que tomei e que espero viver, pela vossa graça.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
O que está sendo pedido à minha vida, aqui e agora?
Ao concluir sua reflexão do texto bíblico e oração, em quais realidades você percebe a necessidade de uma maior abertura?
O que você pretende fazer para que isso aconteça?
Que outro apelo a Palavra de Deus provocou e você deseja viver?

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
Todas as pessoas ficam contentes quando as outras pessoas falam o que elas querem ouvir, mas nem todas as pessoas ficam contentes quando as outras pessoas falam o que elas precisam ouvir. Todos queriam que Jesus falasse de uma religião onde manipulariam o próprio Deus através de ritualismos, onde Deus seria o servidor e o homem o servido, onde Deus teria apenas deveres e obrigações e os homens direitos, onde Deus teria que agir o tempo inteiro para corrigir as conseqüências das irresponsabilidades humanas. Como não era esse o conteúdo da pregação de Jesus, que não cedeu ao jogo do poder e dos privilégios da sua época, os seus concidadãos o excluíram e quiseram matá-lo.

(6) – JESUS É O VERDADEIRO PROFETA
Nossa perícope é conhecida como o discurso programático de Jesus na sinagoga de Nazaré. Depois de fazer a interpretação de um trecho do livro do profeta Isaías, Jesus evoca a história de Elias e Eliseu, que permite estabelecer um paralelo entre Israel e Nazaré. Nazaré passa a ser protótipo da rejeição de Jesus por parte de todo o Israel. Uma das temáticas dominantes de toda a primeira parte do evangelho de Lucas é a identidade de Jesus. Jesus é verdadeiro profeta num duplo sentido: é homem de Deus que recebe dele sua missão e, por isso, é rejeitado por seu próprio povo. A rejeição é um critério que permite verificar a autenticidade de sua vocação profética. A perseguição, a incompreensão, a vida ameaçada são alguns dos traços presentes na vida de todo verdadeiro profeta. Para se manter fiel à missão recebida de Deus, é preciso colocar-se inteiramente nas mãos do Senhor. Por isso, passando pelo meio deles, entenda-se, não se deixando intimidar pela ameaça de morte, Jesus prossegue o seu caminho.
Oração:
Senhor Jesus, nós vos pedimos por todos os que ainda não receberam o Evangelho, e pelos que não vivem a fé.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – A REJEIÇÃO, FRUTO DA INGRATIDÃO
Uma das experiências humanas mais duras é a de ser rejeitado. Quando a rejeição parte de pessoas mais chegadas (familiares e amigos), ela se torna quase insuportável.
Jesus foi submetido a este vexame por seus concidadãos de Nazaré. Além de rejeitá-lo, ficaram cheios de ódio contra ele, chegando a expulsá-lo da cidade e atentarem contra a sua vida.
O Mestre, porém, não se deixou levar pelo desânimo. Lembrou-se de que os antigos profetas, rejeitados por seus concidadãos, puseram-se a fazer o bem a pessoas que não pertenciam ao povo de Israel. Ou seja, compreenderam que sua missão era muito mais ampla e que muito mais pessoas poderiam usufruir de sua ação. Assim acontecera com o profeta Elias que, num momento de dificuldade, beneficiou, com um gesto miraculoso, a uma pobre viúva estrangeira. Algo parecido sucedera com Eliseu. Embora em Israel, muita gente necessitasse de cura, ele não hesitou em curar um general estrangeiro.
Com tais pensamentos, Jesus prosseguiu o seu caminho, sem se deixar abater pelo desânimo e pela decepção. Rejeitado por seus concidadãos, que pensavam conhecê-lo muito bem, estava certo de que poderia ser útil a muitas outras pessoas, de que seria acolhido por elas, e que, em outros lugares, sua palavra encontraria corações abertos e receptivos.
Oração:
Senhor Jesus, que a experiência de rejeição não me leve a desanimar no caminho de serviço ao Reino.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“[…]nenhum profeta é bem recebido em sua pátria” (Lc 4, 24b).
A descrição do encontro de Jesus com seus parentes de Nazaré é bastante conhecida de todos nós. É o tema do Evangelho de hoje.
Neste fato, o que mais nos impressiona é a rejeição de Jesus por parte da população de Nazaré. Mesmo sabendo das curas milagrosas feitas por ele em Cafarnaum, aquela comunidade não o acolheu como Ele esperava.
Ora, quando Jesus lhes falou na sinagoga, fez algo muito superior a qualquer cura ou milagre. Ele se manifestou a seus parentes como o Messias profetizado no Livro de Isaías, tal como Ele leu e explicou a todos.
Por qual motivo isto não bastou ao povo de Nazaré?
Foi porque aquele povo também alimentava a ideia errada sobre a origem do Messias. Achavam que devia vir de Belém de Judá (Jo 7, 42); Ele devia ser da família de Davi e não filho de um simples carpinteiro de Nazaré. Se Jesus dizia ser o Messias, para eles não era outra coisa que um impostor.
Não entendemos como o povo de Nazaré não sabia que Jesus tinha nascido em Belém e que José e Maria nunca disseram isto a seus parentes. Para nós, que comemoramos o nascimento de Jesus em Belém, isto parece impensável.
No entanto, foi isto que aconteceu: o povo da Nazaré não ficou sabendo do nascimento de Jesus em Belém. Para esta questão não temos resposta até hoje, embora os especialistas no Evangelho de Lucas digam que Jesus nasceu em Nazaré mesmo, e que para Lucas era necessário provar o nascimento de Jesus em Belém, para afirmar sua origem na família de Davi, conforme tinham dito os profetas no passado.
Mas, estando estas coisas complicadas para os especialistas, vamos deixar a questão assim como a conhecemos até que eles solucionem melhor esta questão.
A Lucas importa a afirmação de Jesus de que era Ele o Messias, o Profeta que Moisés tinha preanunciado em Dt 18, 18.
Mais ainda, a Lucas interessa afirmar que Jesus, em toda a sua missão de anunciador do Reino de Deus, teve rejeição de quase todos os judeus, de seus parentes inclusive. Por quê?
Era porque a perseguição de um profeta em Israel nos tempos de Jesus era precisamente uma das provas de que Ele era o autêntico Profeta. João Batista era autêntico profeta, e fora rejeitado e morto. No passado muitos profetas em Israel eram perseguidos ou mortos. Jesus pensou que lembrando isto aos seus conterrâneos, conseguiria convencê-los de que Ele era o Profeta verdadeiro.
Mas não foi isto o que aconteceu. A Jesus o povo de Nazaré dava um tratamento parecido com o dos judeus do tempo de Isaías. Este profeta fora rejeitado pelos israelitas mas reconhecido como profeta pela viúva de Sarepta, que não era judia. Um estrangeiro sírio, Naamã, ouviu as palavras do profeta Eliseu e foi curado da lepra: Deus não enviara Eliseu para curar os leprosos de Israel, porque os israelitas não o aceitariam nem mesmo assim.
O pecado dos nazarenos foi ampliado por uma exigência que puseram a Jesus: que fizesse portentos e milagres espetaculares para se divertirem. Eles ficariam contentes pelo fato de ter saído de sua cidade um homem com aqueles poderes. Mas isto não significa que O reconheceriam como o Messias e o Profeta preanunciado por Moisés.
Jesus se recusou a ser objeto de enganos. Ele já fora tentado à vaidade por Satanás, que sugeriu que saltasse do pináculo do Templo: seria um espetáculo e levaria muitos a seguir Jesus. Mas Jesus sabia que isto era engano e o demônio foi derrotado por Ele.
Os milagres de Jesus tinham outro objetivo: revelar que com Ele o Reino de Deus tinha chegado ao mundo e que o reino de Satanás estava derrotado. Jesus perdoava os pecados e purificava as pessoas para que estivessem em condições de encontrar a Deus. O demônio tentava para o pecado e para que as pessoas se afastassem de Deus. O demônio levava para a morte eterna, e Jesus veio chamar todos à Salvação para a Vida Eterna.
Muitas pessoas hoje em dia não reconhecem Jesus nem como o Profeta preanunciado por Moisés nem como o Messias prometido pelos profetas.
Menos ainda admitem que Ele seja o Filho de Deus. Estas pessoas não recebem de Jesus o perdão dos pecados nem merecem, assim, a Vida Eterna que Ele veio trazer a todo homem que vem a este mundo.
No entanto Ele mesmo, continua convidando todos à conversão. E é pela conversão que neste tempo de Quaresma fazemos nossa penitência e pedido de perdão a Deus.
Que Deus nos ouça, e que todos os convidados à conversão acolham Jesus, ao contrário de seus familiares em Nazaré.
Padre Valdir Marques

(10) – A FÉ DA VIÚVA DE SAREPTA, QUE ACOLHE O ENVIADO DE DEUS
Num tempo em que a fome desolava a terra inteira, porque terá Elias sido enviado a uma viúva?
Há uma graça especial que liga duas mulheres: um anjo é enviado a uma virgem e um profeta é enviado a uma viúva. Ali Gabriel, aqui Elias; e são escolhidos o anjo e o profeta mais eminentes! Mas a viuvez, em si mesma, não merece louvores, se não se lhe acrescentarem outras virtudes. À história não faltam viúvas; contudo, há uma que se distingue entre todas e as exorta com o seu exemplo. […] Deus é particularmente sensível à hospitalidade: no evangelho, promete uma recompensa eterna por um copo de água fresca (cf Mt 10, 42); aqui, a profusão infinita das suas riquezas por um pouco de farinha ou uma medida de azeite. […]
Porque nos julgamos donos dos frutos da terra quando a terra é uma oferenda perpétua? […]
Invertemos, para nosso benefício, o sentido daquele mandamento universal: «Também vos dou todas as árvores de fruto com semente, para que vos sirvam de alimento; e todos os animais da terra, todas as aves dos céus e todos os seres vivos que existem e se movem sobre a terra» (Gn 1, 29-30); ao açambarcar, só encontramos o vazio e a escassez.
Como podemos esperar o cumprimento da promessa, se não observamos a vontade de Deus?
Obedecer ao preceito da hospitalidade e honrar os nossos hóspedes é um são procedimento; pois não somos também nós hóspedes aqui na terra?
Como é perfeita esta viúva! Embora atormentada por uma grande fome, continuava a venerar a Deus; e não guardava as provisões só para si: partilhava-as com seu filho. É um bonito exemplo de ternura, mas é um exemplo ainda mais belo de fé! Pois esta mulher não deveria preferir ninguém a seu filho, mas eis que coloca o profeta de Deus acima da sua própria vida. Reparai bem que não lhe deu apenas um pouco de comida, mas toda a sua subsistência; não ficou com nada para si. Assim como a sua hospitalidade a inspirou a uma doação total, assim também a sua fé a conduziu a uma confiança total.
Santo Ambrósio (c. 340-397)

(11.1) – NENHUM PROFETA É BEM RECEBIDO EM SUA PÁTRIA
2 Reis 5, 1-15 – “sete vezes no Jordão”
Nesta história de Naamã, homem estimado, considerado, valente guerreiro, porém leproso, nós descobrimos que Deus tem para nós planos muito mais simples do que aqueles que ambicionamos. Desejando ser curado, Naamã partiu para Samaria à procura do profeta Eliseu, levando dinheiro, ouro e mudas de roupas e presentes valiosos, assim como cartas de apresentação do rei de seu país para o rei de Israel. A atitude de Naamã reflete a mentalidade do mundo diante das circunstâncias que a vida nos impõe, quando não entendemos a intervenção poderosa de Deus e achamos que agradando aos “reis e soberanos” da terra, encontramos a saída para as nossas moléstias. Depois de ter sido refutado pelo rei que recusou os seus presentes Naamã foi à procura de Eliseu, homem de Deus, que com naturalidade, sem mesmo precisar vê-lo, simplesmente o instruiu para que mergulhasse sete vezes no Jordão a fim de que a sua carne fosse curada e limpa. E foi justamente essa simplicidade que levou Naamã a desconfiar da sua orientação. Sem nem imaginar que Deus teria poder de tocá-lo e curá-lo sem necessidade de que estivesse na presença de “homens”, Naamã recusou-se a cumprir a ordem de Elizeu. Assim somos nós, embora que sejamos estimados, considerados, honestos e guerreiros, somos também, leprosos(as) e pretensiosos. A nossa lepra é o pecado que toma conta dos nossos membros, por isso, não precisamos de pompas nem de grandes coisas, mas simplesmente admitir de que necessitamos nos humilhar e reconhecer a necessidade de mergulhar na perfeição de Deus sete vezes, isto é, sempre. O Espírito Santo é a água que nos purifica e mergulhar no Espírito Santo é ser lavado nas águas da misericórdia do Senhor. É pela nossa perseverança, pela nossa constância e fidelidade que nós obtemos os favores de Deus que cura as nossas enfermidades e as nossas “lepras”. É fiel quem tem fé e quem aceita os tratamentos do Espírito Santo, que na maioria das vezes, têm efeito por meio de uma simples oração, pela participação na Eucaristia, pela nossa constância no Grupo de Oração, no Sacramento da confissão, ou pela prática do jejum, da esmola, das boas ações, do perdão ao irmão (ã). Queremos coisas muito especiais, por isso, continuamos leprosos (as) necessitados (as) de atenção, mas o Senhor cheio de misericórdia e de amor nos ordena apenas que mergulhemos sete vezes no Jordão.
– O que é para você mergulhar no Jordão?
– Você confia em que o Senhor pode curá-lo sem que você precise estar na presença dos “Eliseus”?
– Você é perseverante na oração e nos sacramentos?
– Você é fiel ao seu Grupo de Oração?

Salmo 41 – “Minha alma tem sede de Deus, do Deus vivo: e quando verei a face de Deus?”
Somos enfermos, sedentos e necessitamos da água de Deus que é a Sua Misericórdia. A sede que temos de Deus se manifesta através da tristeza, angústia, da aflição, do medo, da falta de esperança. Porém, quando tomamos consciência de que é o Senhor quem tem o remédio para os nossos males, aí então sentimos a alegria de ver a Sua face que se apresenta a nós de muitas maneiras. Cante esse salmo e tenha a sua alma refrigerada e consolada.

Evangelho – Lucas 4, 24-30 – “nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”
Reportando-se às figuras de Elias e de Naamã, o sírio, Jesus abria os olhos do povo de Nazaré que não O acolhia nem o reconhecia, dizendo-lhes: “nenhum profeta é bem recebido em sua pátria”. Com isso também, Jesus deseja nos prevenir de que nem sempre teremos sucesso no espaço em que as pessoas já costumam nos escutar e pra quem não constituímos nenhuma “novidade”. É próprio do nosso modo de ser o não dar muita importância a quem está perto de nós, com quem convivemos diuturnamente, por essa razão muitas vezes, nós procuramos longe, os milagres que Deus tem poder de fazer, através de quem está mais próximo de nós. O poder vem do alto e não depende de quem quer que seja, mas da vontade do Senhor e da nossa fé. Assim, Elias foi mandado para fazer prodígios na vida de uma viúva, fora de Israel e Naamã, o sírio, precisou ir a Israel para que o profeta Eliseu o orientasse e ele fosse curado da lepra, mesmo que lá, em Israel, existissem muitos leprosos que não haviam conseguido a cura. Essas interferências são próprias da nossa natureza humana que não admite se curvar diante do poder que Deus tem sobre nós. Jesus falava estas coisas aos judeus que não O reconheciam porque Ele era o filho de um simples carpinteiro que morava perto deles. Todos O conheciam e não acreditavam que Nele estava o poder do Espírito Santo. Por isso, quando nós somos enviados (as) para falar de Jesus no meio da nossa família, nós não precisamos nos angustiar se, às vezes, não conseguimos êxito, mas, tão somente, confiar na força e no poder do Espírito que poderá agir no meio do nosso povo, mesmo que não acreditem em nós. Perseverar e nunca desistir de ir, constitui a nossa parte. Em todos os lugares e em qualquer situação qualquer um de nós poderá ser como Elias ou o Eliseu de hoje, assim como também, o Naamã e a viúva de Serepta. Na maioria das vezes, não fazemos sucesso onde desejávamos, mas o Senhor nos envia a alguém a quem nem imaginamos, para que por nosso meio ele possa obter cura e libertação.
– A quem você se sente chamado (a) a evangelizar?
– Você já fez a experiência de ir à busca dessas pessoas?
– Para você o que é evangelizar?
– Você já desistiu de evangelizar na sua casa?
– Como é acolhida que lhe dispensam dentro da sua casa?
Helena Serpa

(11.2) – PELA ORAÇÃO VAMOS AO ENCONTRO DE DEUS…
Bom dia!
Frei Alceu disse algo interessante: “Pela oração vamos ao encontro de Deus e ao sermos expostos ao sofrimento, Deus vem a nosso encontro”. Sim! Deus bem sabe a quem envia os seus profetas, no entanto mesmo sendo Deus a enviá-los, nem sempre serão bem recebidos, ouvidos, (…).

Primeiro ponto…
Levar a palavra de Deus aos irmãos requer muita coragem nossa, pois essa mesma palavra que edifica, consola e renova a vida também exorta, chama a atenção, corrige. Falo isso, pois enquanto ouvirem palavras de edificação, consolo ou vida não terá problemas, mas todas as vezes que o profeta levantar sua voz para denunciar, causará a revolta daqueles que vivem nas sombras.
Anunciar a Palavra é “acostumar-se” com expressões “santo de casa não faz milagres”, “quem é você”, “quem você pensa que é”, entre outras. É acostumar ouvir críticas sem fundamento, apelidos pejorativos, ofensas, perseguições, deslocamentos e projeções. É “acostumar” com a idéia de isolamento social, fofocas, “disse-me-disse”, no entanto… VALE MUITO A PENA CONTINUAR…

Segundo ponto…
Deus nos manda, portanto devemos ir. Nunca disse que seria fácil. Nunca escondeu as perseguições e as dificuldades pelo caminho. Nunca disse que seria um mar de flores, (…), mas SEMPRE nos alertou. Alertou dos falsos profetas, das noites mal dormidas, das perseguições por causa do Seu nome. Ordenou que vigiássemos e orássemos; que não pulássemos do barco; que as inconstâncias seriam passageiras (…). Disse que pela fé caminharíamos sobre as águas, removeríamos montanhas, venceríamos o inimigo.
“(…) Vede, eu vos envio como ovelhas para o meio de lobos. Sede, portanto, prudentes como as serpentes e simples como as pombas”. (Mateus 10, 16)
Se tivermos que falar, falemos; denunciar, denunciaremos! Se pudéssemos buscar um culpado para a vida que o povo de Deus leva hoje em relação às diferenças sociais, pobres e ricos, assistidos e abandonados, teríamos muitos personagens. Mas se procurássemos cúmplices teríamos começar por nós.
A campanha da fraternidade desse ano expõe isso e deve ser então que muita gente corra de discuti-la, cantá-la, pregá-la. Tememos o envolvimento, não queremos nos indispor. Nosso povo é carente, pois em média, é um povo simples, pacifico e amoroso. Um povo bom, supersticioso, mas temente a Deus; que confia nas pessoas que não cansam de traí-las por dinheiro, poder e status. Um povo que vê seus profetas se omitir, se calar, se esconder…
Deus nos chama a ser sacerdote, rei e profeta. Para postos, cargos, lugares de destaque aparecem aos montes, mas o que nos falta são aqueles que desejam beber o mesmo cálice, ou seja, abraçar a comunidade, as pessoas, as pastorais, a família, a vida cristã. Tem gente que acha que ser pregador, intercessor, ministro, coordenador, chefe é status, engano, é serviço!
Ainda nos falta coragem para assumir que DE FATO o REINO DE DEUS É POSSÍVEL.
Espelho em Dom Bosco que testava a batina dos seus seminaristas para ver se eram resistentes aos puxões das crianças; se eram próprias e fortes para a lida com os adolescentes.
Deseja o reino?
Ponha-se a serviço! A começar em mim!
Isso me fez lembrar quando dois discípulos, através de sua mãe, foram citados para ocupar um lugar de destaque perante aos outros:
“(…) Jesus lhes disse: ‘Não sabeis o que estais pedindo. Podeis beber o cálice que eu vou beber? Ou ser batizados com o batismo com que eu vou ser batizado?’ Responderam: ‘Podemos’. Jesus então lhes disse: ‘Sim, do cálice que eu vou beber, bebereis, com o batismo com que eu vou ser batizado, sereis batizados. Mas o sentar-se à minha direita ou à minha esquerda não depende de mim; É PARA AQUELES PARA QUEM FOI PREPARADO”. (Marcos 10, 38-40)
Um imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(11.3) – JESUS, COMO ELIAS E ELISEU, NÃO É ENVIADO SÓ AOS JUDEU
Nesta passagem, Jesus, o Profeta enviado de Deus, se compara ao profeta Eliseu e ao profeta Elias; Ele mesmo dá o exemplo de que Elias não fez o milagre para o povo da sua região, ali de Israel, mas sim para uma viúva que era de Sarepta na Sidônia. Do mesmo modo ocorreu com o profeta Eliseu, pois embora houvesse muitos leprosos em sua época, quem foi curado pela intercessão dele foi Naamã, que era sírio (cf. 2 Reis 5).
O povo judeu reivindicava para si o direito de ser o único povo de Deus, o único povo a receber as benesses, as bênçãos, as graças de Deus; no entanto, o Senhor veio para todos e até aqueles que talvez tivessem mais direito de receber os dons de Deus, a graça de Deus, muitas vezes, não os recebem porque se comportam com uma total frieza e indiferença. E por isso, Deus dá os Seus dons, a Sua graça e Suas bênçãos a quem Ele desejar, a quem precisar receber essas graças. Não importa a nacionalidade, a região ou lugar no mundo, todos têm direito a receber a graça do Senhor.
Do outro lado, quando o Senhor diz que nenhum profeta é bem aceito em sua pátria, é bom lembrar o que acontece em nossas casas, pois, muitas vezes, os filhos não escutam seus pais, escutam todos da rua, menos os pais e os irmãos. E utilizam aquela famosa frase: “Quem é você para falar alguma coisa para mim?”.
Quantas vezes, as pessoas se acostumam com o padre que já tem, com o pregador que já tem, aquele que já é dali, por isso dizem: “Não, nós precisamos de alguém de fora, esse aqui já é nosso, estamos acostumados com ele!”, e assim por diante. Nós, muitas vezes, não sabemos acolher os dons que estão próximos de nós, nem valorizar aquilo que Deus deu a nós e queremos buscar sempre fora aquilo que Deus nos deu. Por essa razão, desse modo vamos enfraquecendo a autoridade e a relação que o profeta, o pai, a mãe e aquele que Deus enviou a nós podem exercer sobre nós.
Porque, devido à nossa exigência de querer sempre o melhor, nós achamos que o melhor é quem está fora, é quem está distante. Esquecemos que o pai, a mãe, o irmão, o profeta, o padre e o pastor que temos são o dom que Deus nos deu. Se soubéssemos aproveitá-los melhor, valorizá-los muito mais, nós receberíamos, por intermédio da intercessão deles, mais graças de Deus do que pelas mãos de qualquer outro profeta.
Valorize o dom de Deus que está perto de você, saiba acolher o melhor que há em cada pessoa! O de fora sempre parece melhor, porque o de fora nós conhecemos a casca e, às vezes, tem tantos limites como os que nós temos perto de nós.
Deus abençoe você!
Canção Nova

(16.1) – NENHUM PROFETA É BEM RECEBIDO NA SUA PRÓPRIA TERRA
Hoje, no Evangelho, Jesus nos diz «que nenhum profeta é bem recebido em sua pátria» (Lc 4,24). Jesus, ao usar este provérbio, está se apresentando como profeta.
“Profeta” é o que fala em nome de outro, o que leva a mensagem de outro. Entre os hebreus, os profetas eram homens enviados por Deus para anunciar, já com palavras, já com signos, a presença de Deus, a vinda do Messias, a mensagem de salvação, de paz e de esperança.
Jesus é o Profeta por excelência, o Salvador esperado; Nele todas as profecias têm cumprimento. Mas, igual como sucedeu nos tempos de Elias E Eliseu, Jesus não é “bem recebido” entre os seus, pois são estes quem cheios de ira «o joga fora da cidade» (Lc 4, 29).
Cada um de nós, por motivo de seu batismo, também está chamado a ser profeta. Por isso:
1º. Devemos anunciar a Boa Nova. Para eles, como disse o Papa Francisco, temos que escutar a Palavra com abertura sincera, deixar que toque nossa própria vida, que nos reclame que nos exorte que nos mobilize, pois se não dedicamos um tempo para orar com essa Palavra, então se seremos um “falso profeta”, um “contraventor” ou um “charlatão vazio”.
2º Viver o Evangelho. Novamente o Papa Francisco: «Não nos pedem que sejamos imaculados, mas sim que estejamos sempre em crescimento, que vivamos o desejo profundo de crescer no caminho do Evangelho, e não baixemos os braços». É indispensável ter a segurança de que Deus nos ama, de que Jesus Cristo nos salvou, de que seu amor é para sempre.
3º Como discípulos de Jesus, ser conscientes de que assim como Jesus experimentou a rejeição, a ira, o ser jogado fora, também isto vai estar presente no horizonte de nossa vida cotidiana.
Que Maria, Rainha dos profetas, nos guie em nosso caminho.
Rev. P. Higinio Rafael ROSOLEN IVE

(16.2) – EM VERDADE, VOS DIGO QUE NENHUM PROFETA É BEM RECEBIDO NA SUA PRÓPRIA TERRA
Hoje escutamos do Senhor que «nenhum profeta é bem recebido na sua própria terra» (Lc 4,24). Esta frase – na boca de Jesus – tem sido para muitos e muitas – em mais de uma ocasião – justificação e desculpa para não complicar-nos a vida. Jesus Cristo só quer advertir aos seus discípulos que as coisas não serão fáceis e que freqüentemente, entre aqueles que pensamos que nos conhecem melhor, ainda será mais complicado.
A afirmação de Jesus é o preâmbulo da lição que quer dar à gente reunida na sinagoga e assim, abrir os seus olhos à evidencia de que pelo simples feito de serem membros do “Povo escolhido” não têm nenhuma garantia de salvação, cura, purificação (isso o confirmará com os dados da história da salvação).
Mas, dizia que a afirmação de Jesus, para muitas e muitos é, com excessiva freqüência, motivo de desculpa para não “comprometer-nos evangelicamente” no nosso ambiente cotidiano. Sim, é uma daquelas frases que todos aprendemos de memória e, que efeito faz!
Parece como gravada na nossa consciência de maneira particular e quando no escritório, no trabalho, com a família, no círculo de amigos, no nosso meio social quando devemos de tomar decisões compreensíveis à luz do Evangelho, esta “frase mágica” tira-nos para trás como dizendo-nos:
– Não vale a pena esforçar-te, nenhum profeta é bem recebido na sua terra! Temos a desculpa prefeita, a melhor das justificações para não ter que dar testemunho, para não apoiar a aquele companheiro que é vítima da gestão da empresa, ou ignorar e não ajudar à reconciliação daquele casal conhecido.
São Paulo dirigiu-se em primeiro lugar aos seus: foi à sinagoga onde «Paulo foi então à sinagoga e, durante três meses, falava com toda liberdade, discutindo e persuadindo os ouvintes acerca do Reino de Deus» (At 19,8). Não acredita que isso é o que Jesus queria dizer-nos?
Rev. D. Santi COLLELL i Aguirre

COMEMORA-SE NO DIA 09/Mar

(5) – SANTA CATARINA DE BOLONHA
Santa Catarina de Bolonha viveu no século XV. Nasceu em Ferrara em 1413, Itália. Filha de um agente diplomático do Marquês de Ferrara, aos onze anos foi indicada como a dama de honra da filha do Marquês. Com isso, compartilhou com ela o seu treinamento e ensino. Quando a filha casou-se ela quis que Catarina continuasse ao seu serviço, mas Catarina abandonou a corte para ser uma Franciscana. Tinha apenas catorze anos.
Catarina estava decidida a viver uma vida de perfeição e era admirada pelas companheiras. Ela começou a ter visões de Cristo e escreveu as suas experiências. Através dos esforços do Papa Nicolau Quinto, o convento das Clarissas em Ferrara erigiu uma clausura e Catarina foi indicada como Irmã Superiora. A reputação da Comunidade pela sua santidade e austeridade era largamente difundida. Enfim, ela foi indicada como Superiora em um novo convento em Bolonha.
A sua vida chegou até nós envolta de fatos extraordinários. Assim, contam que no Natal de 1456 recebeu, das mãos de Nossa Senhora, o Menino Jesus.
Sua maior preocupação era cumprir a vontade de Deus e servir os irmãos, especialmente os mais necessitados. É considerada uma das grandes místicas da Idade Média.
Em 1463 Catarina ficou muito doente e veio a falecer. Morreu plenamente reconciliada com Deus.
Seu corpo foi exumado 18 dias mais tarde por causa de curas a ela atribuídas e ainda por causa de um doce perfume exalado de seu túmulo. Seu corpo foi encontrado incorrupto e até hoje permanece perfeito na Capela do convento das Clarissas Pobres em Bolonha. Foi canonizada em 1712.
Reflexão:
Santa Catarina de Bolonha foi uma mulher profundamente mística. Os fatos extraordinários que cercam sua vida são simples reflexos de sua profunda união com Jesus Cristo. Em tudo, Catarina colocava em primeiro lugar sua fé e sua dedicação aos mais abandonados. Hoje estamos mergulhados num mundo cheio de agitação e barulho.
Que tal reservar um tempo da nossa vida para fazer um momento de silêncio e oração?
Tenho certeza que o nosso dia vai ficar muito mais cheio de alegria e tranqüilidade.
Padre Evaldo César de Souza

(6) – SÃO DOMINGOS SÁVIO
Domingos Sávio nasceu em 2 de abril de 1842, em Riva, na Itália. Era filho de pais muito pobres, um ferreiro e uma costureira, cristãos muito devotos. Ao fazer a primeira comunhão, com sete anos, jurou para si mesmo o que seria seu modelo de vida: “Antes morrer do que pecar”. Cumpriu-o integralmente enquanto viveu.
Nos registros da Igreja, encontramos que, com dez anos, chamou para ele próprio a culpa de uma falta que não cometera, só porque o companheiro de escola que o fizera tinha maus antecedentes e poderia ser expulso do colégio. Já para si, Domingos sabia que o perdão dos superiores seria mais fácil de ser alcançado. Em outra ocasião, colocou-se entre dois alunos que brigavam e ameaçavam atirar pedras um no outro. “Atirem a primeira pedra em mim” disse, acabando com a briga.
Esses fatos não passaram despercebidos pelo seu professor e orientador espiritual, João Bosco, que a Igreja declarou santo. Dom Bosco encaminhou o rapaz para a vida religiosa. Domingos Sávio se consagrou à Maria, começando a avançar para o caminho da santidade. Em 1856, fundou entre os amigos a “Companhia da Imaculada”, para uma ação apostólica de grupo, onde rezavam cantando para Nossa Senhora.
Mas Domingos Sávio tinha um sentimento: não conseguiria tornar-se sacerdote. Estava tão certo disso que, quando caiu doente, despediu-se definitivamente de seus colegas, prometendo encontrá-los quando estivessem todos na eternidade, ao lado de Deus. Ficou de cama e, após uma das muitas visitas do médico, pediu ao pai para rezar com ele, pois não teria tempo para falar com o pároco. Terminada a oração, disse estar tendo uma linda visão e morreu. Era o dia 9 de março de 1857.
Domingos Sávio tinha dois sonhos na vida, tornar-se padre e alcançar a santidade. O primeiro não conseguiu porque a terrível doença o levou antes, mas o sonho maior foi alcançado com uma vida exemplar. Curta, pois morreu com quinze anos de idade, mas perfeita para os parâmetros da Igreja, que o canonizou em 1954.
Nessa solenidade, o papa Pio XII o definiu como “pequeno, porém um grande gigante de alma” e o declarou padroeiro dos cantores infantis. Suas relíquias são veneradas na basílica de Nossa Senhora Auxiliadora, em Torino, Itália, não muito distantes do seu professor e biógrafo são João Bosco. A sua festa foi marcada para o dia 9 de maio.

(8) – SANTA FRANCISCA ROMANA
Francisca Romana tem uma importância muito grande na história da Igreja, por ser considerada exemplo de mulher cristã a ser seguido por jovens, noivas, esposas, mães, viúvas e religiosas, pelo modelo que foi. Francisca Bussa de Buxis de Leoni nasceu em 1384, em uma nobre e tradicional família romana cristã e, desde jovem, manifestou a vocação para uma vida de piedade e penitência. Queria ser uma religiosa, mas seu pai prometeu-a em casamento ao jovem Lourenço Ponciano, também cortejado por ser nobre e muito rico. Contudo, era um bom cristão e os dois se completaram, social e espiritualmente. Tiveram filhos, cumpriam suas obrigações matrimoniais com sobriedade e serenidade, respeitando todos os preceitos católicos de caridade e benevolência. Dedicavam tanto tempo aos pobres e doentes que sua rica casa acabou se transformando em asilo, ambulatório, hospital e albergue, para os necessitados e abandonados. O casal teve seis filhos que deveriam ser apenas fontes de felicidade para os pais, porém acabaram por se tornar a origem de muita dor e sacrifício. Numa sucessão de acontecimentos Francisca viu morrer três de seus filhos. Roma, naquela época, atravessou períodos terríveis de sua história, sendo flagelada por duas guerras, revoluções, epidemias, fome e miséria. Francisca ainda assistiu outro dos filhos ser feito refém, enquanto o marido se tornava prisioneiro, depois de ferido na guerra. Mesmo assim, continuou sua obra de caridade junto aos necessitados, vendendo quase tudo que tinha para mantê-la. Foi justamente nesse período que recebeu o título de “Mãe de Roma”. Freqüentava a igreja de padres beneditinos de Santa Maria Nova e ali reuniu as ricas amigas da corte romana para trabalharem em benefício da sociedade. Mesmo sem vestirem hábito algum, sem emitirem votos e sem formarem uma família religiosa, pois, viviam uma vida normal de mães e donas de casa, mas encontrando tempo para se dedicarem à comunidade carente. Quando o marido morreu, Francisca entregou-se de maneira definitiva à vida religiosa, fundando com algumas dessas companheiras, também viúvas, a Ordem das Irmãs Oblatas Olivetanas de Santa Maria Nova. Tinha cinqüenta e seis anos quando morreu, no dia 09 de março de 1440, depois de ser eleita superiora pelas companheiras de convento. Sua biografia oficial registra ainda várias manifestações da graça do Senhor em sua vida, como a presença constante e real de um anjo da guarda. Foi proclamada Santa Francisca Romana em 1608 e considerada mística, pela Igreja. Narram os registros que, quando morreu, foram necessários três dias para que toda a população de Roma pudesse visitar seu caixão, de tanto que era admirada e querida pelo povo, devotos e fiéis.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

III SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
O amor de Deus é universal; não se limita a um povo ou uma comunidade, mas alcança a todos. Pertencer a um grupo religioso não nos torna donos de Deus, pois ninguém tem monopólio sobre ele.

Antífona da entrada
Minha alma anseia, até desfalecer, pelos átrios do Senhor; meu coração e minha carne exultam pelo Deus vivo! (Sl 83, 3).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, na vossa incansável misericórdia, purificai e protegei a vossa Igreja, governando-a constantemente, pois sem vosso auxílio ela não pode salvar-nos. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Deus se preocupa com todos os que necessitam dele, não exclui ninguém do seu plano de vida e salvação.

Monição ou Antífona do Evangelho
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
No Senhor ponho a minha esperança, espero em sua palavra. Pois no Senhor se encontra toda graça e copiosa redenção (Sl 129, 5.7).

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Lembrai-vos, Senhor.
1. Dos que não são valorizados e acolhidos na Igreja.
2. Dos estrangeiros desamparados e sem direitos.
3. Dos profetas que não são bem-aceitos na sociedade e nas comunidades.
4. Das pessoas doentes e com deficiência.
5. Dos jovens que desejam um mundo humano e solidário.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Transformai para nós, ó Deus, no sacramento que nos salva, estas ofertas que vos apresentamos como sinal da nossa submissão. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Louvai o Senhor, povos todos, grande é o seu amor para conosco! (Sl 116, 1s).

Oração depois da Comunhão
Nós vos pedimos, ó Deus, que a comunhão no vosso sacramento nos purifique dos pecados e nos conduza à unidade. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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