Liturgia Diária 10/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
10/Mar/2015 (terça-feira)

Quantas vezes devo perdoar?

LEITURA: Daniel (Dn) 3, 25.34-43: Cântico de Azarias na fornalha
Leitura da Profecia de Daniel:
Naqueles dias: 25 Azarias, parou e, de pé, começou a rezar; abrindo a boca no meio do fogo, disse: 34 “Oh! não nos desampares nunca, nós te pedimos, por teu nome, não desfaças tua aliança 35 nem retires de nós tua benevolência, por Abraão, teu amigo, por Isaac, teu servo, e por Israel, teu Santo, 36 aos quais prometeste multiplicar a descendência como estrelas do céu e como areia que está na beira do mar; 37 Senhor, estamos hoje reduzidos ao menor de todos os povos, somos hoje o mais humilde em toda a terra, por causa de nossos pecados; 38 neste tempo estamos sem chefes, sem profetas, sem guia, não há holocausto nem sacrifício, não há oblação nem incenso, não há um lugar para oferecermos em tua presença as primícias, e encontrarmos benevolência; 39 mas, de alma contrita e em espírito de humildade, sejamos acolhidos, e como nos holocaustos de carneiros e touros 40 e como nos sacrifícios de milhares de cordeiros gordos, assim se efetue hoje nosso sacrifício em tua presença, e tu faças que nós te sigamos até ao fim; não se sentirá frustrado quem põe em ti sua confiança. 41 De agora em diante, queremos, de todo o coração, seguir-te, temer-te, buscar tua face; 42 não nos deixes confundidos, mas trata-nos segundo a tua clemência e segundo a tua imensa misericórdia; 43 liberta-nos com o poder de tuas maravilhas e torna teu nome glorificado, Senhor”. – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 25 (24), 4bc-5ab. 6-7bc. 8-9: Súplica no perigo
6a Recordai, Senhor, a vossa compaixão!
4b Mostrai-me, ó Senhor, vossos caminhos, 4c e fazei-me conhecer a vossa estrada! 5a Vossa verdade me oriente e me conduza, 5b porque sois o Deus da minha salvação.
6 Recordai, Senhor meu Deus, vossa ternura e a vossa compaixão que são eternas! 7b De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia 7c e sois bondade sem limites, ó Senhor!
8 O Senhor é piedade e retidão, e reconduz ao bom caminho os pecadores. 9 Ele dirige os humildes na justiça, e aos pobres ele ensina o seu caminho.

EVANGELHO: Mateus (Mt) 18, 21-35:
(18, 21-22: Perdão das Ofensas)
(18, 23-35: Parábola do devedor implacável)
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo: 21 Pedro aproximou-se de Jesus e perguntou: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” 22 Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete. 23 Porque o Reino dos Céus é como um rei que resolveu acertar as contas com seus empregados. 24 Quando começou o acerto, trouxeram-lhe um que lhe devia uma enorme fortuna. 25 Como o empregado não tivesse com que pagar, o patrão mandou que fosse vendido como escravo, junto com a mulher e os filhos e tudo o que possuía, para que pagasse a dívida. 26 O empregado, porém, caiu aos pés do patrão, e, prostrado, suplicava: ‘Dá-me um prazo! e eu te pagarei tudo’. 27 Diante disso, o patrão teve compaixão, soltou o empregado e perdoou-lhe a dívida. 28 Ao sair dali, aquele empregado encontrou um dos seus companheiros que lhe devia apenas cem moedas. Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’. 29 O companheiro, caindo aos seus pés, suplicava: ‘Dá-me um prazo! E eu te pagarei’. 30 Mas o empregado não quis saber disso. Saiu e mandou jogá-lo na prisão, até que pagasse o que devia. 31 Vendo o que havia acontecido, os outros empregados ficaram muito tristes, procuraram o patrão e lhe contaram tudo. 32 Então o patrão mandou chamá-lo e lhe disse: ‘Empregado perverso, eu te perdoei toda a tua dívida, porque tu me suplicaste. 33 Não devias tu também, ter compaixão do teu companheiro, como eu tive compaixão de ti?’ 34 O patrão indignou-se e mandou entregar aquele empregado aos torturadores, até que pagasse toda a sua dívida. 35 É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão.” — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
Preparo-me para a Leitura Orante, com todos os que navegam por aqui, rezando o Salmo 24:
Mostrai-me, Senhor, vossos caminhos, e fazei-me conhecer a vossa estrada!
Vossa verdade me oriente e me conduza, porque sois o Deus da minha salvação.
Recordai, Senhor Deus, vossa ternura e vossa compaixão que são eternas.
De mim lembrai-vos, porque sois misericórdia e sois bondade sem limites, ó Senhor!

Eu sou o CAMINHO (Ler)
O que a Palavra diz?
Leio com calma e atentamente Mt 18, 21-35.
À pergunta de Pedro: “Senhor, quantas vezes devo perdoar o meu irmão que peca contra mim? Sete vezes?” Jesus disse que não só sete vezes, mas setenta vezes sete. Ou seja, na comunidade dos seguidores de Jesus não existe limite para o perdão. “Setenta vezes sete” quer dizer, sempre! A história que Jesus conta em seguida é para lembrar que também nós precisamos de perdão, também nós somos perdoados, por isso, devemos perdoar sempre.

A VERDADE (Refletir)
O que a Palavra diz para mim?
O Evangelho de hoje me questiona profundamente, sobretudo se tenho dificuldade de perdoar. Devo me lembrar de que o perdão mede a minha capacidade de amar. Disseram os bispos, em Aparecida: “A Igreja, sacramento de reconciliação e de paz, deseja que os discípulos e missionários de Cristo sejam também, ali mesmo onde se encontrem, ‘construtores de paz’ entre os povos e nações de nosso Continente. A Igreja é chamada a ser uma escola permanente de verdade e de justiça, de perdão e de reconciliação para construir uma paz autêntica” (DA 542).
– Perdão! O que é perdoar?
– O que é oferecer a mão pedindo perdão?
Uma coisa é perdoar! Outra é a memória que conserva os fatos em nosso coração!
– Acolhemos os fatos com compreensão e espírito generoso?
Também nós assim estaremos mais próximos de Deus.

E a VIDA (Orar)
Rezo a Oração:
Ó Deus criador, do qual tudo nos vem, nós te louvamos pela beleza e perfeição de tudo que existe como dádiva gratuita para a vida.
Neste momento, acolhemos a graça da unidade e da convivência fraterna, aprendendo a ser fiéis ao Evangelho. Ilumina, ó Deus, nossas mentes para compreender que a boa nova que vem de ti é amor, compromisso e partilha entre todos nós, teus filhos e filhas.
Reconhecemos nossos pecados de omissão diante das injustiças que causam exclusão social e miséria. Pedimos por todas as pessoas que trabalham na promoção do bem comum e na condução de uma economia a serviço da vida.
Guiados pelo teu Espírito, queremos viver o serviço e a comunhão, promovendo uma economia fraterna e solidária, para que a nossa sociedade acolha a vinda do teu reino. Por Cristo, nosso Senhor. Amém.

Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
Qual o meu novo olhar a partir da Palavra?
Quero hoje ter um olhar de amor que tudo perdoa, tudo desculpa, tudo crê!

REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
O Evangelho nos surpreende muitas vezes ao usar determinados termos que, à primeira vista, nos parecem totalmente descabidos em relação a Deus. O texto de hoje nos mostra Deus indignado por causa da falta de perdão.
Como pode Deus indignar-se, o Altíssimo ter a sua dignidade ferida?
Este texto nos mostra uma realidade muito profunda: se o pecado fere a dignidade humana, a ausência do perdão fere a dignidade divina.
Por que?
Porque Deus é amor, é misericórdia, e negar o amor e a misericórdia é negar o próprio Deus na sua essência. Negar o perdão é negar que Deus é amor e misericórdia e impedir que ele aja com amor e misericórdia em relação a nós mesmos, e impedir a ação misericordiosa de Deus é causar-lhe indignação.

(6) – PERDOAR COMO DEUS PERDOA GENEROSAMENTE A CADA UM
O discurso sobre a Igreja (Mt 18), do qual nosso trecho do evangelho é parte, tem como temática central o perdão. Diante da pergunta de Pedro, de quantas vezes se devia perdoar o irmão que peca contra alguém, Jesus responde com a parábola do devedor sem misericórdia. Pedro propõe um número abundante para o perdão, mas Jesus vai mais longe e diz “setenta vezes sete”. Isso significa que não se pode pôr limite à disposição de perdoar. À cadeia de vingança e violência, Jesus opõe a fraternidade disposta a perdoar sem limite. A razão do porquê não se deve colocar limite ao perdão é dada na parábola do devedor sem compaixão. O sentido de toda a parábola se encontra na boca do próprio monarca: o devedor de uma soma incalculável devia perdoar seu semelhante, que lhe devia uma quantia irrisória, porque ele mesmo tinha sido beneficiado pela generosidade do rei. De certo modo, o servo sem compaixão fere seu senhor, pois a sua atitude impiedosa em relação ao seu semelhante demonstra a sua total incompreensão em relação à graça que ele mesmo recebeu. A lição é clara: é necessário perdoar de coração o irmão, como Deus perdoa generosamente a cada um.
Se Deus não estivesse sempre disposto a perdoar, o que seria de nós?
Oração:
Nós vos louvamos, Senhor, pelo exemplo que nos dais. Vossa vida nos diz: “Amai-vos uns aos outros, como eu vos amei”.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – ATÉ QUANDO PERDOAR?
Conviver é uma arte. Não basta boa vontade e paciência para que o relacionamento interpessoal seja perfeito. Embora com todas as precauções, é grande a possibilidade de desentendimento entre pessoas amigas, e até mesmo entre cristãos convictos.
Entretanto, a questão não reside na ruptura, e sim, na disposição a refazer os laços de amizade rompidos. Ninguém pode garantir que uma única reconciliação seja suficiente para cimentá-los, para sempre. É possível que outras rupturas aconteçam, pelo mesmo motivo. A tendência humana é impor limites bem definidos a esta situação. “A paciência tem limite” – assim justificamos a ruptura definitiva.
O discípulo de Jesus defronta-se com a lição de perdoar, toda vez que for ofendido. É exortado a fazer frente a uma tendência humana muito forte, a de não perdoar. O motivo apresentado pelo Mestre é inquestionável: é assim que somos perdoados pelo Pai.
Quem se julga tão fiel a Deus a ponto de estar seguro de jamais correr o risco de pecar?
Só um insensato poderá ter tal pretensão.
Todos somos pecadores e precisamos do perdão de Deus. Da mesma forma, quando alguém precisar do nosso perdão, por respeito a Deus somos obrigados a concedê-lo. Trata-se de dar o que também recebemos.
Oração:
Espírito de perdão, liberta-me da tendência a colocar limites ao perdão. Pelo contrário, que eu esteja sempre pronto a perdoar a quem me ofendeu.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão” (Mt 18, 35).
Jesus nos conta uma parábola em que mostra como Deus julga as pessoas.
O primeiro sentimento de Deus ao julgar alguém, diz Jesus, é o de misericórdia.
Foi assim que o rei, que nesta parábola representa Deus, perdoou a grande dívida que um de seus servidores tinha com ele. O rei teve pena daquele homem, que certamente era pobre, tinha mulher e filhos para sustentar e estava sem dinheiro para pagar sua dívida.
O rei, em sua bondade, perdoou a dívida e não exigiu nada em troca. Ficou satisfeito pelo simples fato de ter podido ter feito o bem àquele homem necessitado.
Esta é a imagem de Deus que perdoa nossos pecados sem exigir nada em troca, por maiores que sejam. Deus é cem por cento misericordioso.
Mas a parábola continua.
O homem perdoado saiu do palácio. Encontrou um amigo que lhe devia pouco dinheiro. Mas em vez de perdoá-lo, levou-o ao juiz que o pôs na prisão até que pagasse tudo o que devia.
O rei, ao saber disso, chamou de volta o que tinha perdoado. Acontece que o rei, além de misericordioso, era também justo. Repreendeu o que tinha perdoado dizendo que não tinha sido misericordioso com seu amigo. A falta da misericórdia provocou a aplicação da lei da justiça. Assim mandou para os torturadores aquele que antes tinha sido perdoado mas não tinha sabido perdoar.
Novamente vemos aqui o rei que representa Deus. Desta vez é o Deus da justiça. Deus é cem por cento justo.
Jesus conclui seu ensino com estas palavras: “É assim que o meu Pai que está nos céus fará convosco, se cada um não perdoar de coração ao seu irmão” (Mt 18, 35).
Perguntemos a nós mesmos: de que modo preferimos receber o perdão de Deus?
Com Sua Misericórdia?
Com Sua Justiça?
Pensemos bem e peçamos-Lhe: “Pai nosso, perdoai nossos pecados com Vossa Misericórdia e com Vossa Justiça. E ensina-nos a fazer o mesmo com nossos irmãos”.
Padre Valdir Marques

(10) – NÃO DEVIAS TAMBÉM TER PIEDADE DO TEU COMPANHEIRO, COMO EU TIVE DE TI?
Ó Deus de grande misericórdia, bondade infinita, eis que hoje toda a humanidade clama do abismo da sua miséria à vossa misericórdia, à vossa compaixão, ó Deus! E clama com a sua poderosa voz da miséria!
Ó Deus clemente, não rejeiteis a oração dos exilados desta terra!
Ó Senhor, bondade incompreensível, que penetrais a nossa miséria e sabeis que, abandonados às nossas próprias forças, não podemos chegar a Vós – por isso vos imploramos: que nos antecipeis a vossa graça e continueis a aumentar a vossa misericórdia para conosco, a fim de que possamos fielmente cumprir a vossa santa vontade durante toda a vida e na hora da morte. Que a onipotência da vossa misericórdia nos proteja dos ataques dos inimigos da nossa salvação, para esperarmos confiadamente, como vossos filhos, a vossa última vinda, esse dia que só Vós conheceis. Também esperamos alcançar tudo o que Jesus nos prometeu, apesar de toda a nossa miséria, porque Jesus é a nossa esperança. E assim, por meio do coração misericordioso, como por uma porta aberta, passarmos ao céu.
Santa Faustina Kowalska (1905-1938)

(11.1) – PERDOAR SEM LIMITES
Para vivermos o verdadeiro sentido da Páscoa do Senhor Jesus, precisamos fazer uma revisão de vida, eliminando tudo que nos impede de relacionar com Deus!
O pecado rompe o nosso relacionamento com Deus, mas Jesus, na sua infinita bondade, nos ensina uma forma simples de retornamos ao coração do Pai!
Quantos de nós, fazemos questão de dizer que somos seguidores de Jesus, quando na prática, agimos de forma contrária a Dele. Até rezamos o Pai Nosso, pedindo perdão ao Pai pelas nossas faltas, mas nem sempre cumprimos o que prometemos a Ele nesta oração, isto é, não perdoamos a quem nos ofendeu!
No evangelho de hoje, Pedro, aproxima-se de Jesus e pergunta: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus respondeu: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”.
Para um entendimento melhor, Jesus conta a parábola do servo cruel, que mesmo sendo perdoado pelo rei, não perdoou ao seu devedor e por isso foi duramente castigado. Com esta história, Jesus nos deixa uma grande advertência: “É assim que meu Pai fará convosco, se cada um, não perdoar de coração ao seu irmão”.
Sabemos que não é fácil perdoar quem nos ofendeu, mas se recorrermos a Deus, com certeza, Ele nos ajudará a vencer este desafio!
O perdão é uma questão de decisão, de humildade, o nosso primeiro passo para perdoar alguém, é reconhecer que nós não somos modelos de perfeição, nós também, estamos sujeitos a ofender o outro como fomos ofendidos.
É muito comum, sermos ofendidos, ou ofendermos o outro impensadamente, o que não significa que não amamos essa pessoa, geralmente somos ofendidos, ou ofendemos as pessoas mais próximas de nós, por tanto, não faz sentido guardarmos ressentimentos das pessoas que amamos!
Jesus nos deixou um grande exemplo de Perdão, quando Ele estava pregado na cruz: “Pai perdoa-lhes! Eles não sabem o que estão fazendo”! Lc 23, 34. Quando sentirmos dificuldades para perdoar alguém, lembremo-nos deste grande exemplo de Jesus!
Muitas vezes nós queremos que Deus nos perdoe, mas não fazemos a nossa parte, não queremos perdoar a quem nos ofendeu!
Como pedir perdão a Deus, se não estamos dispostos a perdoar o nosso irmão?
Não podemos esquecer nunca: “É perdoando que seremos perdoados!”
Assim como Jesus acolhe o pecador arrependido e esquece todo o seu passado, nós também devemos fazer o mesmo: perdoar e acolher aquele que nos ofendeu!
A falta de perdão fecha o nosso coração à graça de Deus, nos priva de participar do Banquete da vida que é a eucaristia, enquanto que a alegria do perdão, é infinita para ambos os lados.
Como é importante despirmos do nosso orgulho, para vivermos esta alegria do perdão que reconstrói a aliança de amor quebrada pelo pecado.
Só quem vê o irmão, com o olhar de Jesus, vive a alegria do perdão!
FIQUE NA PAZ DE JESUS!
Olívia Coutinho

(11.2) – SE CADA UM NÃO PERDOAR A SEU IRMÃO, O PAI NÃO VOS PERDOARÁ.
Se cada um não perdoar a seu irmão, o Pai não vos perdoará.
Este Evangelho nos traz a parábola do empregado cruel que, mesmo sendo perdoado de uma enorme dívida pelo rei, não perdoou ao colega que lhe devia uma bagatela.
A parábola é uma resposta de Jesus à pergunta de Pedro: “Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?” Jesus responde: “Não te digo até sete vezes, mas até setenta vezes sete”. Quer dizer: devemos perdoar sempre, sem limites.
O perdão fraterno é ilimitado; é a única maneira de romper a espiral do ódio e da vingança. A razão principal desse perdão é o perdão de Deus a nós, que é sem limites. O empregado que deve uma soma fabulosa ao seu rei, uma vez perdoado completamente pelo rei Deus, deveria perdoar por sua vez ao companheiro que lhe deve apenas algumas moedas e pede um prazo para pagar. Ao negar o pedido, ele mesmo se condenou e perdeu o perdão que o rei lhe havia dado.
“Perdoai-nos como nós perdoamos.” O nosso perdão ao próximo é o parâmetro que Deus usa para nos perdoar ou não. Ao saber disso, nos dá vontade de sair por aí perdoando todo mundo, pois todos somos pecadores e queremos o céu, queremos o perdão de Deus!
O discípulo de Cristo experimenta todos os dias a sua bondade, o seu perdão; deve tratar o próximo igualmente. Devemos sempre ver o lado bom do próximo, e não julgá-lo, pois a Deus pertence o julgamento. Quem nos dá o exemplo é o próprio Cristo, que morreu perdoando aos que o crucificavam.
A Bíblia está cheia de exemplos de perdão: Davi perdoa Saul, José perdoa seus irmãos, Estevão perdoa seus carrascos…
“Aquele a quem menos se perdoa, ama menos” (Lc 7, 47). Por outro lado, quando perdoamos alguém, a pessoa sente vontade de levar para frente o gesto, perdoando a outro. Quem perdoa torna-se ponte de união entre as pessoas. Quando recebemos o perdão de Deus na Confissão, devíamos sair perdoando também a todos e todas.
“Por que observas o cisco no olho do teu irmão e não reparas na trave que está no teu próprio olho?” (Mt 7, 3). É importante darmos o primeiro passo, perdoando, como Deus deu o primeiro passo nos perdoando em Cristo.
São sérios pontos de exame para um dia de quaresma, que nos pressiona à conversão.
Havia, certa vez, nos primeiros séculos da Igreja, um mosteiro masculino, em cima de uma colina. Eram monges pobres, mas tinham lá uma obra de valor altíssimo. Era um livro, escrito em pergaminhos, em três volumes. O único exemplar daquele livro no mundo. Pessoas de longe iam ao mosteiro para ver a obra, e deixavam ofertas para os pobres monges. Com isso, eles viviam.
Um dia, um ladrão entrou no mosteiro, pegou dois daqueles rolos e foi-se embora. Os monges avisaram o abade. Este pegou o rolo que ficou e saiu correndo atrás do ladrão. Quando o encontrou, explicou-lhe: “Filho, você está levando uma obra de altíssimo valor. Mas sem este volume aqui, esses dois aí perdem o valor. Ou você me dá esses rolos, ou leva também este aqui”.
O ladrão disse: “Eu peguei porque estou precisando de dinheiro”. “Eu dou dinheiro para você”, disse o abade. “Mas se você quiser levar os três volumes, estamos em paz.” O ladrão preferiu o dinheiro e continuou o seu caminho.
Dias depois, o ladrão voltou ao mosteiro, quis falar com o abade e pediu para ser monge. Ele disse ao abade: “Eu nunca encontrei alguém que me compreendesse e que dissesse para mim: “Estamos em paz”.
Rainha da paz, rogai por nós!
Se cada um não perdoar a seu irmão, o Pai não vos perdoará.
Padre Antônio Queiroz

(11.3) – PERDOAR É UMA DECISÃO
O evangelho de hoje nos faz refletir muito sobre um aspecto de nossa vida que está bastante presente no nosso dia-a-dia: O PERDÃO.
Várias vezes por dia, e com diversas pessoas, nós sentimos a necessidade de pedir perdão. Isto acontece principalmente quando nossas atitudes magoam as pessoas que amamos e/ou quando vemos nos rostos destas pessoas a tristeza que causamos. Esse pedido de perdão nem sempre é tão simples, principalmente se temos o orgulho latente em nós e não queremos reconhecer o erro. Quando as pessoas magoadas não são as que amamos, esta atitude de humildade torna-se ainda mais difícil.
Mas apesar de tudo saiba que Perdoar é uma decisão. Ora veja!
Então Pedro, aproximando-se dele, disse: Senhor, até quantas vezes pecará meu irmão contra mim, e eu lhe perdoarei? Até sete? Jesus lhe disse: Não te digo que até sete, mas, até setenta vezes sete. Há pessoas que dizem que é difícil perdoar. No entanto, creio que esta afirmação surge porque muita gente não sabe ao certo o que é perdoar.
Neste ensinamento de Jesus aprendemos que devemos perdoar setenta vezes sete.
Mas, então, o que é perdoar?
Perdoar não é um sentimento. Perdoar não é esquecer tudo, ou melhor, não é ter uma amnésia!
Perdoar é uma decisão. O que sente não interessa, porque a decisão de perdoar está no seu coração e você está livre. Você pode perdoar e continuar a sentir-se incomodado, aborrecido com a pessoa, mas pela Palavra de Deus, podemos ver que perdoar é fácil: não é um sentimento, é uma decisão.
Há pessoas que se recusaram a perdoar a outros e acabaram doentes ou paralisadas, sem que nada funcionasse na sua vida.
Você sabia que a falta do perdão pode causar doenças terríveis em nós?
Muitas doenças estão relacionadas com a falta de perdão. Você tem que perdoar a esposa, ao marido, ao seu vizinho, ao colega, ao patrão, seja a quem for. Senão é você que vai ficar mal na vida, pois se não perdoarmos os nossos pecados uns dos outros, também Deus não nos perdoará os nossos.
Em Mateus 18, 33-35, Jesus disse que se nós não perdoarmos do coração, cada um ao seu irmão, as suas ofensas, Deus também não nos perdoaria as nossas ofensas e até nos deixaria nas mãos dos atormentadores que são demônios. Deus perdoou-nos as nossas maiores ofensas e nos deu salvação. Nós não temos o direito de não perdoar aos outros.
Veja este exemplo: Você também pode ter que acordar cedo para ir trabalhar e não lhe apetecer, mas você sabe que tem que ir, por isso, levanta-se não porque lhe apeteça, mas porque é uma obrigação. Quando tiver que perdoar alguém faça-o quer sinta ou não. Diga a Deus: Oh Deus, eu perdôo aquela pessoa que me magoou e partir de agora não guardo nada no meu coração contra ela. Mesmo que no dia seguinte você se sinta ainda magoado, o que interessa é a sua decisão feita na véspera e a pessoa está perdoada e o seu coração está limpo. Se a outra pessoa não quiser perdoar o problema é dela, já não é seu.
Ouvimos a pouco que certo homem devia muito dinheiro ao rei, e quando foram fazer contas, o rei teve misericórdia, e perdoou-lhe toda a dívida. Quando este homem saiu da presença do rei foi ter com aqueles que lhe deviam pequenas quantias, e como não lhe podiam pagar, lançou-os na prisão. Quando o rei soube disto entregou este homem aos carrascos, confiscou todos os seus bens, e toda a sua família foi vendida como escravos, até que pagasse toda a dívida.
E, indignado, o seu senhor o entregou aos atormentadores, até que pagasse tudo o que devia. Assim vos fará, também, meu Pai celestial, se do coração não perdoardes, cada um, a seu irmão, as ofensas.
Algumas pessoas dizem: Eu perdôo, mas não posso esquecer. Mas, quando Deus lhe perdoa alguma falta, você fica como se nunca tivesse pecado. Ele não se lembra mais disso. Nós também temos que fazer o mesmo, perdoar e esquecer o mal que nos fizeram; é apagar de coração as ofensas cometidas contra si.
A razão de algumas pessoas sofrerem de artrite, úlceras no estômago e até esgotamentos cerebrais, noites sem dormir, etc., é porque elas se recusam a perdoar. E porque não perdoam Deus também não lhes pode perdoar; por conseguinte, sofrem as maldições que o diabo lhes quiser pôr.
Se alguém o ofender perdoe-lhe nesse mesmo instante, não deixe passar um dia sem perdoar.
Por quê?
Porque está a dar lugar ao diabo, que virá a si com pensamentos errados acerca dessa pessoa. E à medida que o tempo passa, rancor começa brotar do seu coração e a sua comunhão com Deus fica cortada.
Quando Jesus ensinou que nós devemos perdoar 70 vezes sete, estava a dizer que, se for necessário devemos perdoar 490 vezes por dia, isto é perdoar sempre sem esmorecer, porque é assim que Deus faz também. Portanto, trata-se de tomar uma decisão. Perdoar é uma decisão hoje aqui e agora! Decida-se!
Canção Nova

(16.1) – O SENHOR TEVE COMPAIXÃO, (…) PERDOOU-LHE A DÍVIDA
Hoje, o Evangelho de Mateus convida-nos a uma reflexão sobre o mistério do perdão, propondo um paralelismo entre o estilo de Deus e o nosso na hora de perdoar.
O homem atreve-se a medir e a levar em conta a sua magnanimidade perdoadora: «Senhor, quantas vezes devo perdoar, se meu irmão pecar contra mim? Até sete vezes?» (Mt 18, 21). A Pedro parece-lhe que sete vezes já é muito e que é, talvez, o máximo que podemos suportar. Bem visto, Pedro continua esplêndido, se o compararmos com o homem da parábola que, quando encontrou um companheiro seu que lhe devia cem denários, «Ele o agarrou e começou a sufocá-lo, dizendo: ‘Paga o que me deves’» (Mt 18, 28), negando-se a escutar a sua súplica e a promessa de pagamento.
Fechadas as contas, o homem, ou se nega a perdoar, ou mede estritamente a medida do seu perdão. Verdadeiramente ninguém diria que receberíamos da parte de Deus um perdão infinitamente reiterado e sem limites. A parábola diz: «o senhor teve compaixão, soltou o servo e perdoou-lhe a dívida» (Mt 18, 27). E a dívida era muito grande.
Mas a parábola que comentamos põe acento no estilo de Deus na hora de outorgar o perdão. Depois de chamar à ordem o seu devedor em atraso e de o fazer ver a gravidade da situação, deixou-se enternecer repentinamente pelo seu pedido contrito e humilde: «‘Tem paciência comigo, e eu te pagarei tudo’. Diante disso, o senhor teve compaixão…» (Mt 18, 26-27).
Este episódio põe à vista aquilo que cada um de nós conhece por experiência própria e com profundo agradecimento: que Deus perdoa sem limites ao arrependido e convertido. O final negativo e triste da parábola, contudo, faz honras de justiça e manifesta a veracidade daquela outra sentença de Jesus em Lc 6, 38: «Com a medida com que medirdes sereis medidos».
Rev. D. Enric PRAT i Jordana

COMEMORA-SE NO DIA 10/Mar

(5) – SÃO SIMPLÍCIO
O Santo deste dia foi um excelente Papa da Igreja Católica, num período difícil da história da Igreja, pois ocorria a queda do Império Romano. São Simplício liderou o rebanho universal de Cristo do ano de 468 a 483.
Simplício viveu num período em que toda a Roma e toda a Itália foram invadidas por vários povos bárbaros: visigodos, hunos, vândalos. Nosso santo foi elevado à Cátedra de Pedro e como Papa viu a ruína do Império, mas experimentou a assistência do Espírito Santo contra as heresias que invadiam o mundo cristão: Nestorianismo, que dizia ser o Cristo Homem diferente do Cristo Deus e o Monofisismo, que pregava duas naturezas do Cristo, onde a divina suprimia a humana.
Com a queda do Império Romano em 476, Roma tornou-se a cidade dos Papas. Em meio aos conflitos dos bárbaros por causa do poder, foram os Papas as autoridades máximas no campo moral e jurídico, promovendo a paz e a justiça.
Por fim, São Simplício faleceu no ano de 483, na cidade de Roma. Ele soube conciliar a luta diária no interno e externo da Igreja militante e entrou vitorioso na Igreja Triunfante.
Reflexão:
Nos momentos de dificuldades nós sentimos de perto o quanto é importante a união com Jesus Cristo. São Simplício viveu num momento histórico conturbado, mas nunca perdeu a esperança de que as coisas seriam melhores. Manteve uma fé firme e procurou a realizar em tudo o desejo de Cristo, promovendo a paz e a reconciliação dos povos. Que Deus atenda os nossos pedidos nos momentos de dificuldades, e que, quando estivermos em paz saibamos elevar a voz e o coração em agradecimento.
Padre Evaldo César de Souza

(6.1) – OS QUARENTA SANTOS MÁRTIRES DE SEBASTE
O martírio dos quarenta legionários ocorreu no ano 320, em Sebaste, na Armênia. Nessa época foi publicada na cidade uma ordem do governador Licínio, grande inimigo dos cristãos, afirmando que todos aqueles que não oferecessem sacrifícios aos deuses pagãos seriam punidos com a morte. Contudo se apresentou diante da autoridade uma legião inteira de soldados, afirmando serem cristãos e recusando-se a queimar incenso ou sacrificar animais. Para testar até onde ia a coragem dos soldados, o prefeito local mandou que fossem presos e flagelados com correntes e ferros pontudos.
De nada adiantou o castigo, pois os quarenta se mantiveram firmes em sua fé. O comandante os procurou então, dizendo que não queria perder seus mais valorosos soldados, pedindo que renegassem sua fé. Também de nada adiantou e os legionários foram condenados a uma morte lenta e extremamente dolorosa. Foram colocados, nus, num tanque de gelo, sob a guarda de uma sentinela. A região atravessava temperaturas muito baixas, de frio intenso. Ao lado havia uma sala com banhos quentes, roupas e comida para quem decidisse salvar a vida. Mas eles preferiram salvar a alma e ninguém se rendeu durante três dias e três noites.
Foi na terceira e última noite que aconteceram fatos prodigiosos e plenos de graça. No meio da gélida madrugada, a sentinela viu uma multidão de anjos descer dos céus e confortar os soldados. Isto é, confortar trinta e nove deles, pois um único legionário desistira de enfrentar o frio e se dirigira à sala de banhos. Morreu assim que tocou na água quente. Por outro lado, a sentinela que assistira à chegada dos anjos se arrependeu de estar escondendo sua condição religiosa, jogou longe as armas, ajoelhou-se, confessou ser cristão tirando as roupas e se juntou aos demais. Morreram quase todos congelados.
Apenas um deles, bastante jovem, ainda vivia quando os corpos foram recolhidos e levados para cremação. A mãe desse jovem soldado, sabendo do que sentia o filho, apanhou-o no colo e seguiu as carroças com os cadáveres. O legionário morreu em seus braços e teve o corpo cremado junto com os companheiros.
Eles escreveram na prisão uma carta coletiva, que ainda hoje se conserva nos arquivos da Igreja e que cita os nomes de todos. Eis todos os mártires: Acácio, Aécio, Alexandre, Angias, Atanásio, Caio, Cândido, Chúdio, Cláudio, Cirilo, Domiciano, Domno, Edélcion, Euvico, Eutichio, Flávio, Gorgônio, Heliano, Helias, Heráclio, Hesichio, João, Bibiano, Leôncio, Lisimacho, Militão, Nicolau, Filoctimão, Prisco, Quirião, Sacerdão, Severiano, Sisínio, Smaragdo, Teódulo, Teófilo, Valente, Valério, Vibiano e Xanteas.

(6.2) – SÃO MACÁRIO
Seu nome, Macário, tem um significado interessante, quer dizer: “feliz”, “iluminado”. São poucos os dados registrados sobre sua origem e de boa parte de sua vida. Mas, sua atuação foi singular para a Igreja de Roma quando se tornou bispo de Jerusalém, cidade santa para os hebreus, lugar do único Templo erguido ao único Deus; e para os cristãos, lugar da Crucificação e da Ressurreição de Jesus Cristo.
Essa Jerusalém, da época de Macário, não existe mais. Já no ano 70, após ter dominado uma insurreição anti-romana, o futuro imperador Tito havia destruído o Templo. Porém, no ano 135, depois de outra revolta, essa no tempo do imperador Adriano, a mesma cidade foi colocada no chão, perdendo inclusive seu próprio nome. Nas suas ruínas ergueram uma colônia romana chamada “Aelia Capitolina”, com seu Capitólio, construído no lugar exato da sepultura de Jesus.
Macário viveu um momento importantíssimo como bispo. Após a última perseguição anticristã, ordenada e depois suspensa pelo imperador Galério, entre os anos 305 a 311. Foram os seus sucessores, Constantino e Licínio, que concederam aos cristãos plena liberdade para praticarem sua fé, para celebrarem seu culto e também, para construírem suas igrejas.
Trata-se da “paz constantiniana” que se estendeu a todo Império e inclusive à Jerusalém, onde, o bispo Macário se pôs a trabalhar. Obteve do soberano a autorização para demolir o Capitólio e assim se fez vir novamente à luz a área do Calvário e do Sepulcro do Senhor. Em cima desse local, surgiria mais tarde a grandiosa Basílica da Ressurreição.
No mesmo período, houve no mundo cristão uma grave ruptura, provocada pela doutrina do herege Ário, quanto à natureza de Jesus Cristo. Macário, o bispo de Jerusalém, se opôs pronta e energicamente à doutrina ariana. E, em maio de 325, ele agiu com firmeza no Concílio celebrado em Nicea, próxima a Constantinopla, onde se fez a confirmação da genuína doutrina cristã.
Os registros mostram ainda que o bispo Macário foi um dos autores do símbolo niceno, ou seja, do Credo que até hoje pronunciamos durante a celebração da Santa Missa, onde professamos a fé “em um só Deus, Pai Onipotente” e “em um só Senhor, Jesus Cristo… Deus verdadeiro de Deus Verdadeiro”.
O bispo Macário faleceu de causas naturais no dia 10 de março de 335, em Jerusalém. Seu culto é muito antigo e sua festa ocorre nesse dia.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

III SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
No reino anunciado por Jesus não existem limites para o perdão. A vida na comunidade precisa basear-se no amor e na misericórdia, compartilhando entre todos o perdão que cada um recebeu.

Antífona da entrada
Eu vos chamo, meu Deus, porque me atendeis; inclinai vosso ouvido e escutai-me. Guardai-me como a pupila dos olhos, à sombra das vossas asas abrigai-me (Sl 16, 6.8).

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus, que a vossa graça não nos abandone, mas nos faça dedicados ao vosso serviço e aumente sempre em nós os vossos dons. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
O profeta pede que Deus seja clemente para com seu povo. E Jesus nos convida a estender aos outros o perdão recebido de Deus.

Monição ou Antífona do Evangelho
Jesus Cristo, sois bendito, sois o ungido de Deus Pai!
Voltai ao Senhor, vosso Deus, ele é bom, compassivo e clemente (Jl 2, 12s).

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS: Atendei, Senhor, nossa súplica.
1. Para que a Igreja seja fiel portadora da mensagem de perdão e misericórdia, rezemos.
2. Para que aqueles que amamos vivam no amor e na paz, rezemos.
3. Para que a solidariedade das pessoas traga alento à vida dos sofredores, rezemos.
4. Para que nossas orações nos tornem sempre mais fiéis a Deus e comprometidos com os irmãos, rezemos.
5. Para que sejamos cada vez mais dispostos a viver o amor e a reconciliação, rezemos.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Nós vos pedimos, ó Deus, que este sacrifício salvador nos purifique do pecado e dê glória a vosso nome. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Quem habitará, Senhor, em vossa casa ou repousará no vosso monte santo? Aquele que caminha na perfeição e pratica a justiça.

Oração depois da Comunhão
Ó Deus, que a participação neste mistério nos dê uma vida nova, sendo reconciliação convosco e garantia de vossa proteção. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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