Liturgia Diária 11/Mar/15

LITURGIA DIÁRIA DA PALAVRA
11/Mar/2015 (quarta-feira)

O cumprimento da Lei e dos Profetas

LEITURA: Deuteronômio (Dt) 4, 1.5-9: A verdadeira sabedoria e o cuidado com infidelidade
Leitura do Livro do Deuteronômio:
Moisés falou ao povo, dizendo: 1 “Agora, Israel, ouve as leis e os decretos que eu vos ensino a cumprir, para que, fazendo-o, vivais e entreis na posse da terra prometida que o Senhor Deus de vossos pais vos vai dar. 5 Eis que vos ensinei leis e decretos conforme o Senhor meu Deus me ordenou, para que os pratiqueis na terra em que ides entrar e da qual tomareis posse. 6 Vós os guardareis, pois, e os poreis em prática, porque neles está vossa sabedoria e inteligência perante os povos, para que, ouvindo todas estas leis, digam: ‘Na verdade, é sábia e inteligente esta grande nação! 7 Pois, qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos? 8 E que nação haverá tão grande que tenha leis e decretos tão justos, como esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos?’ 9 Mas toma cuidado! Procura com grande zelo não te esqueceres de tudo o que viste com os próprios olhos, e nada deixes escapar do teu coração por todos os dias de tua vida; antes, ensina-o a teus filhos e netos.” – Palavra do Senhor. – Graças a Deus.

SALMO: Salmos (Sl) 148, 12-13. 15-16. 19-20: Louvor Cósmico
12a Glorifica o Senhor, Jerusalém!
12 Glorifica o Senhor, Jerusalém! Ó Sião, canta louvores ao teu Deus! 13 Pois reforçou com segurança as tuas portas, e os teus filhos em teu seio abençoou.
15 Ele envia suas ordens para a terra, e a palavra que ele diz corre veloz. 16 Ele faz cair a neve como a lã e espalha a geada como cinza.
19 Anuncia a Jacó sua palavra, seus preceitos suas leis a Israel. 20 Nenhum povo recebeu tanto carinho, a nenhum outro revelou os seus preceitos.

EVANGELHO: Mateus (Mt) 5, 17-19: O cumprimento da Lei
— O Senhor esteja convosco.
— Ele está no meio de nós.
— PROCLAMAÇÃO do Evangelho de Jesus Cristo segundo Mateus.
— Glória a vós, Senhor.
Naquele tempo, disse Jesus aos seus discípulos: 17 Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para dar-lhes pleno cumprimento. 18 Em verdade, eu vos digo: antes que o céu e a terra deixem de existir, nem uma só letra ou vírgula serão tiradas da Lei, sem que tudo se cumpra. 19 Portanto, quem desobedecer a um só destes mandamentos, por menor que seja, e ensinar os outros a fazerem o mesmo, será considerado o menor no Reino dos Céus. Porém, quem os praticar e ensinar será considerado grande no Reino dos Céus. — Palavra da Salvação. — Glória a vós, Senhor.

LEITURA ORANTE

Oração Inicial (Querer)
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Eu sou o CAMINHO (Ler)
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A VERDADE (Refletir)
Jesus insiste na importância dos mandamentos!
Resumem-se a dois: amor a Deus e ao próximo!
Amor é força, é luz, é perdão, é esperança, é caminhar na fé!
– É este meu caminho?

E a VIDA (Orar)
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Qual deve ser a MISSÃO em minha VIDA hoje? (Agir)
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REFLEXÕES

(1.4) – REFLEXÃO
Todos nós estamos de acordo que devemos obedecer a Deus, mas não estamos muito de acordo se perguntarmos por que devemos obedecer a Deus. Isto porque existem duas formas de obediência.
A primeira é a obediência de quem reconhece o poder de quem manda e se submete a este poder por causa das vantagens da obediência ou das conseqüências da desobediência. É aquele que diz que manda quem pode e obedece quem tem juízo.
A segunda é de quem reconhece os valores que motivam a autoridade e assume esses valores como próprios, vendo na obediência a grande forma de concretização desses valores.
Jesus não veio mudar a lei, mas mostrar as suas motivações, os seus valores, a fim de que a sua observância não seja um jugo, mas uma forma de realização pessoal.

(6) – EM JESUS, TODA A ESCRITURA ENCONTRA A SUA REALIZAÇÃO
O modo como Jesus interpreta e põe em prática a lei de Moisés levou muitos de seus contemporâneos a pensar que ele abolia toda a Escritura (a Lei e os Profetas). Certamente, esse juízo se estendeu, ao menos, no embate com o judaísmo rabínico do primeiro século, para a primeira geração de cristãos. Nossa perícope visa dirimir o equívoco. Em Jesus, toda a Escritura encontra a sua realização e no Ressuscitado, a sua luz e o seu sentido pleno. Para o cristão que lê essas linhas do evangelho é dado um critério de interpretação do Antigo Testamento: é a partir de Jesus Cristo que a lei e os Profetas devem ser lidos, pois apontam para Ele. Para o cristão, a Lei é pensada a partir do mistério de Jesus Cristo. A centralidade de Jesus Cristo faz com que a exigência primordial do amor e da misericórdia se imponham como condição de autenticidade ou não de determinada interpretação e prática da Lei. O que tem precedência sobre quaisquer outras prescrições legais é o mandamento do amor (cf. Lc 10, 25-37). Desse modo, para o cristão a lei de Moisés é válida enquanto ela passa pela interpretação de Jesus.
Oração:
Jesus, divino Mestre, eu vos louvo e agradeço pelo grande dom do Evangelho. Que ele seja conhecido, aceito e amado por todos.
Padre Carlos Alberto Contieri

(8) – GRANDE E PEQUENO NO REINO
A liberdade de Jesus, frente à Lei de Moisés, dava a falsa impressão de que os discípulos estivessem liberados para agir a seu bel-prazer. Os adversários do Mestre, que esperavam dele submissão absoluta à tradição legal, ficavam decepcionados quando o viam agir de uma forma inusitada, em pleno desacordo com o costume da época. No parecer deles, o agir de Jesus beirava a impiedade.
O Mestre tenta corrigir esta distorção, afirmando não ter vindo para abolir a Lei e os Profetas, e sim, para dar-lhes pleno cumprimento. Pelo contrário, ele exorta os discípulos a não transgredirem os mandamentos, por menor que sejam, para não serem considerados menores no Reino dos Céus.
Estaria Jesus confessando-se legalista, e levando seus discípulos a competirem com o legalismo dos escribas e fariseus?
A exortação do Mestre deve ser entendida no contexto global de sua pregação. Quando se refere ao respeito à Lei e aos Profetas, está pensando na Lei como ele a entende: o desígnio original do Pai para nortear a vida humana, e não o amontoado de prescrições às quais os legalistas se submetiam. Jesus supera a letra da Lei, para atingir-lhe o espírito. Neste sentido, é grande quem se atém ao espírito da Lei e a cumpre com radicalidade; é pequeno quem a despreza, pois estará desprezando o próprio Deus.
Jesus foi grande, porque toda sua vida consistiu em cumprir a vontade de seu Pai, mesmo tendo de padecer a morte de cruz.
Oração:
Espírito de obediência, guia-me a uma submissão sempre maior ao querer do Pai, de modo que eu possa ser considerado grande no Reino dos Céus.
Padre Jaldemir Vitório

(9) – BOA NOVA PARA CADA DIA
“Para que se cumprisse o que está dito o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta […]”.
Jesus disse, aos que O ouviam, que não viera abolir a Lei nem os Profetas.
Para nós pode ser difícil entender claramente o que Ele quis dizer.
O que Jesus e o povo de seu tempo entendiam por Lei e Profetas?
Nós imaginamos que a Lei se reduz aos Dez Mandamentos.
E achamos que os Profetas são um conjunto de profecias sobre coisas que deveriam acontecer num futuro distante ou próximo na vida de Israel.
Alguma coisa está certa. Mas para Jesus a Lei e os Profetas significavam muitas coisas que hoje tendemos a encolher.
Primeiro precisamos lembrar que naquele tempo havia dois modos de transmitir a Lei e os Profetas: oralmente, com a memorização das leis e estórias antigas, e por escrito em couro de ovelha ou em papiro. O que o povo sabia oralmente diferenciava muito de lugar para lugar. O que estava escrito em pergaminhos, isto é, em couro de carneiro, de algum modo fixava o conteúdo da Lei e dos Profetas em livros que eram lidos nos sábados na sinagoga.
Jesus tinha a compreensão mais comum entre os judeus. Ele entendia, primeiramente, a tradição oral da Lei e dos Profetas.
Ora, a Lei continha mandamentos que todos os judeus deviam cumprir. Mas estas leis não estavam fixadas como hoje, em que temos códigos de leis. O sentido de ‘Lei’ era muito mais amplo. Uma estória exemplar dos patriarcas podia ser entendida como uma norma de comportamento religioso, portanto uma lei.
Como esta compreensão ampla da Lei dificultava as coisas para o povo, Jesus mesmo simplificou a Lei. Se todas as pessoas amassem a Deus e ao próximo como a si mesmo, tudo o que a Lei exigia estava cumprido. Foi o que Ele disse em Mt 22, 40: “Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas”.
Os primeiros cristãos também precisavam de uma compreensão mais resumida da Lei. São Paulo em Gl 5, 14 diz: “Toda a Lei está contida numa só palavra: ‘Amarás a teu próximo como a ti mesmo’”. É claro que São Paulo sabia que o Primeiro Mandamento era o de amar a Deus em primeiro lugar. Se em Gl 5, 14 não o diz, é porque se concentrava, naquela ocasião, aos problemas de sua comunidade gálata: eles viviam em desentendimentos e brigas por causa da confusão que faziam sobre a Lei.
Para nossa compreensão do Evangelho de hoje é necessário saber mais: Jesus disse que veio cumprir tudo o que o povo entendia por Lei: Ele era perfeito cumpridor da Lei. Ele tinha a coragem e convicção de que não descumpria nada da Lei. Um dia disse aos judeus: “Quem de vós me convence de ter eu pecado?” (Jo 8, 46). Ninguém respondeu coisa alguma.
Mais maravilhosamente entendemos que Jesus veio cumprir o que a Lei e os Profetas tinham dito sobre Ele quando, no caminho de Emaús explicou aos dois discípulos “[…] começando por Moisés [a Lei] e por todos os profetas, interpretou lhes todas as Escrituras no que Lhe dizia respeito” (Lc 24, 27).
Isso quer dizer que o completo cumprimento da Lei e dos Profetas por parte de Jesus aconteceu na Sua Morte e Ressurreição.
Por quê?
Foi porque a Vontade de Deus, dada na Lei e nos Profetas, em relação a Jesus, era precisamente que Ele desse sua vida para a Salvação de toda a humanidade.
Os evangelhos vão mais longe. Em várias passagens dizem: “Para que cumprisse o que está dito o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta […]”. (Mt 1, 22; 2, 15; 2, 23; 4, 14; 8, 17; 13, 35; Jo 17, 12; 18, 32).
Em outras palavras: a Lei e os Profetas para Jesus lhe mostravam a vontade de Deus a seu respeito. E esta vontade era de que por obediência ao que Deus desejava, Ele salvasse o mundo. Foi assim que Jesus cumpriu a Lei e os Profetas sem abolir uma mínima letra.
Nesta quaresma contemplemos Jesus na Cruz. E nesta imagem consideremos e meditemos: Ele não contrariou a vontade de Deus. Por amor de todos nós cumpriu até o fim a Lei e os Profetas.
Padre Valdir Marques

(10) – PARA QUE SE CUMPRISSE A ESCRITURA
«Não vim revogar a Lei, mas levá-la à perfeição». […] Nesse tempo, com efeito, o Senhor exerceu o seu poder para realizar na sua pessoa todos os mistérios que a Lei anunciava a seu respeito. Porque na sua Paixão levou a cabo todas as profecias. Quando Lhe ofereceram, segundo a profecia de Davi (Sl 68,2), uma esponja embebida em vinagre para Lhe acalmar a sede, aceitou-a dizendo: «Tudo está consumado». E, inclinando a cabeça, rendeu o espírito (Jo 19, 30).
Não só realizou pessoalmente tudo o que dissera, como nos confiou os seus mandamentos para que os puséssemos em prática. E, enquanto os antigos não haviam podido observar os mandamentos mais elementares da Lei (At 15, 10), Ele mandou-nos cumprir os mais difíceis, por meio da graça e do poder que vêm da cruz.
Epifânio de Benevento (séc. V-VI)

(11.1) – O ESSENCIAL NÃO MUDA
Deuteronômio 4, 1.5-9 – “sabedoria e inteligência perante os povos”
Os ensinamentos de Moisés são para nós, hoje, uma verdadeira catequese a fim de enfrentarmos os desafios do mundo atual. No meio de tantos infortúnios, de tantas contradições e de tanta desventura, podemos fazer toda a diferença, se usamos os decretos do Senhor como princípios que regem a nossa vida. Enquanto caminhamos por aqui temos a oportunidade de pôr em prática tudo quanto aprendemos na Palavra de Deus com sabedoria e inteligência. Assim como prometeu aos antigos uma terra em que corria leite e mel Deus nos promete uma terra diferente para a nossa existência. As leis e os decretos do Senhor são para nós normas que nos ajudam na vivência da felicidade aqui na terra. Se refletirmos bem no conselho de Moisés, iremos entender que, quando praticamos os ensinamentos do Senhor, aqui, na terra em que estamos vivendo, ela então, tornar-se para nós, a terra prometida. Para que isto aconteça, precisamos, porém, ouvi-Lo, escutá-lo, isto é, estar de coração aberto. A terra prometida é um estado de espírito, resultado da nossa vivência dentro dos mandamentos da Lei de Deus os quais estão gravados dentro de nós e são para as outras pessoas uma prova da nossa inteligência e sabedoria, que significam felicidade e paz. Esse estado de espírito nós o observamos nas pessoas que vivem dentro da vontade de Deus e são sinais de que podemos também atravessar o vale escuro como se fosse um dia claro. Nesta terra nós teremos sabedoria, inteligência e chamaremos atenção para que outros queiram nela também entrar. Este é o reino de Deus e que devemos ensiná-lo a filhos e netos.
– Você já se sente vivendo numa “terra diferente” ou ainda está à sua espera?
– Como você tem vivido o ensinamento do Senhor?
– Qual o resultado da vida que você tem vivido?
– Você tem despertado a atenção de alguém pelo seu modo de viver?
– O que seria para você esta terra prometida por Deus?
– Você é feliz?

Salmo 147 – “Glorifica o Senhor, Jerusalém!”
O Senhor envia suas ordens para a terra por meio da Sua Palavra que nós anunciamos. Do céu Ele faz cair proteção e abrigo para aqueles que confiam nas Suas promessas, pois escutam e praticam a Sua Palavra, Seus Preceitos e Suas Leis. Os preceitos do Senhor nos são dados com carinho, por isso, somos chamados a, como Jerusalém, glorificar o Senhor com a nossa vida, nosso louvor e nossas ações.

Evangelho – Mateus 5, 17-19 – “o essencial não muda”
Esta Palavra também nos é providencial nestes tempos em que se propaga a ideia de que a Igreja deve se modernizar para seguir a evolução da mentalidade do mundo na sua pretensão de satisfazer a vontade da nossa carne humana. A Palavra de Jesus, portanto, é perfeita para que façamos uma reflexão: “Não penseis que vim abolir a lei e os profetas” “vim para dar-lhe pleno cumprimento”. Se percebermos o que acontece dentro do nosso coração, sentiremos que nada dentro de nós mudou e que o ser humano precisa hoje, como sempre, dos valores que a Lei do Senhor propõe. A lei de Deus, portanto, é perfeita para a nossa alma e para a nossa vida e corresponde fielmente aos anseios mais profundos do nosso ser que foi criado à imagem e semelhança de Deus. Deus não mudou o Seu Plano para cada um dos Seus filhos, por isso, o que era é e sempre será. As leis e os mandamentos do Senhor não mudam, porém, muda o nosso entendimento de acordo com o sabor dos ventos. Hoje, neste Evangelho, Jesus nos esclarece que veio ao mundo, também, para dar cumprimento à Lei de Deus que está sendo deturpada por cada um de nós que desejamos um evangelho pessoal de acordo com as nossas conveniências. Jesus nos lembra de que é grande no reino dos céus quem pratica e também ensina os Seus mandamentos. Muitas vezes, nos apegamos à Lei de uma forma desvirtuada e nos prendemos apenas aos acessórios, por isso nos equivocamos e esquecemo-nos do que é essencial. Assim sendo, não podemos ficar nos confundindo hoje com as falsas ideias de que isto e aquilo são coisas do passado, que o mundo é outro e que os valores também mudaram. Jesus veio dar uma nova roupagem à lei que os antigos pregavam. Deus trabalha com a nossa humanidade. Ele é paciente e espera as nossas resoluções, no entanto, a essência da lei e do direcionamento de Deus tem sempre o mesmo objetivo: a vivência do amor que concede ao homem, feito à Sua imagem e semelhança, a oportunidade de ser feliz e fazer feliz também o seu semelhante. Praticar os mandamentos e ensiná-los aos outros, dar-nos-á uma qualidade de vida superior à que tem os que não os praticam. Não nos iludamos pensando que Deus irá mudar a Sua Palavra para nos agradar e corresponder aos nossos interesses. Se assim o fizesse Ele estaria rompendo dentro de nós tudo o que Ele já assinalou desde que soprou sobre nós o hálito da vida.
– O que você acha que mudou no coração do homem?
– Você é daqueles(as) que acham que certos valores já eram?
– Qual é o conceito que você tem da Lei de Deus?
– Como você acha que Deus o a) considera: menor ou maior no reino dos céus?
Helena Serpa

(11.2) – A TRADIÇÃO CULTURAL
Bom dia!
O povo, por longo período de anos, não teve a preocupação de documentar ou guardar sua história em manuscritos ou outra forma concreta de arquivo ao não ser o que era passado de boca a boca, de pai para filho. Apenas após a passagem de Josias e Esdras, ouve uma preocupação em se compilar as tradições judaicas, mas mesmo tendo sua história e normas guardadas no que chamaram de TORAH, a tradição cultural continuava sendo passada de pessoa a pessoa.
Muitas leis eram locais ou de interpretação conforme a localidade, realidade e situação do povo, é o que popularmente chamamos de “cada caso tem um caso”. Por vezes, as leis eram mais culturais do que escritas por Deus. Jesus aparece e mostra que a lei continua correta, mas propõe que haja um NORTE na sua interpretação, para que ela não fosse tendenciosa e usada de forma a oprimir, ao invés de libertar e corrigir o seu povo. “(…) Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, MAS PARA DAR O SEU SENTIDO COMPLETO”.
Esse sentido completo está na presença de Jesus no meio deles. Se buscarmos a passagem que diz que a fé sem obras é morta, Deus nos ensina e demonstra através da vinda de Jesus que Ele é um Deus que vai além dos ensinamentos ou das tábuas da lei, Ele é presente e sua presença é que torna completa a lei.
“(…) Pois, qual é a grande nação cujos deuses lhe são tão próximos como o Senhor nosso Deus, sempre que o invocamos? E que nação haverá tão grande que tenha leis e decretos tão justos, como esta lei que hoje vos ponho diante dos olhos? Mas toma cuidado! Procura com grande zelo não te esqueceres de tudo o que viste com os próprios olhos, e nada deixes escapar do teu coração por todos os dias de tua vida”. (Deuteronômio 4, 7-9a)
A presença de Deus é que torna nossa pregação forte e ungida; Sua presença é que dará sucesso às nossas obras inclusive em nossas pastorais. Não conseguirei tocar o coração de ninguém com palavras lindas se não forem inspiradas por Deus e aí que está o grande diferencial do cristão e aquele que decora a passagem.
Deus não habita no coração demagogo e prepotente e tão pouco naquele que usa da palavra para promoção pessoal e receber “tapinhas nas costas”; Deus fica ofuscado quando tentamos “aparecer” mais que sua presença ou quando fazemos a superprodução esquecendo-nos da humildade que ainda encanta…
Baseando-se nesse meu breve argumento, será que é correto usar Deus nos discursos políticos ou na justificação dos nossos erros?
Quantas pessoas conhecemos que sua cristandade não vai além do belo discurso?
Uma ação, uma mensagem, uma palavra se não tem a essência de Deus, não convence, não exorta, não corrige, não alimenta… Qualquer ação cristã precisa ter sentido completo. Se vamos trabalhar pra Deus, que seja mergulhando de cabeça; se vamos falar em Seu nome, que seja de toda alma, de todo coração e com todas as nossas forças.
Nosso Deus é muito próximo. Tudo o que fazemos em Seu nome e por Ele, será abençoado.
Um imenso abraço fraterno!
Alexandre Soledade

(11.3) – SANTOS MANDAMENTOS DE DEUS
Confesso que no método de catequese da “Decoreba”, nunca consegui tirar dez quando a catequista perguntava sobre os mandamentos de Deus e depois sobre os cinco da Igreja e não tenho vergonha de dizer que, se for responder ali na “lata”, ainda vou me enroscar. Entretanto é bom que se diga que o problema estava no método e não no conteúdo, claro que nos anos 60 esse método servia. Hoje é quase impossível continuar-se com essa catequese conceitual e formativa.
Quando a Igreja se preocupa hoje em rever e modificar o método de catequese, adequando-o ao nosso contexto, ela não está “jogando fora” todo o ensinamento doutrinal da Tradição, o conteúdo doutrinal, que aliás é riquíssimo, continua o mesmo, a mudança está apenas no método, como apresentar tudo isso as crianças e aos catecúmenos nesses tempos da pós-modernidade.
O mesmo acontecia no tempo da vida pública de Jesus, quando os seus opositores o acusavam de não seguir e obedecer a Sagrada Lei de Moisés e de querer acabar com ela. No evangelho de hoje o evangelista Mateus coloca na boca de Jesus a afirmação que quer recolocar as coisas nos seus devidos lugares “Não vim para abolir a Lei e os Profetas, mas para levá-los à sua perfeição”.
Ninguém tem autoridade para alterar a lei, ou manipulá-la de acordo com suas conveniências; possivelmente na comunidade de Mateus onde esse evangelho foi refletido, haviam pessoas zelosas e bastante preocupadas com a tradição apostólica que trazia em si a Tradição de Israel, a Lei e os Profetas. O Cristianismo a princípio era uma seita dentro do Judaísmo e as coisas não aconteceram da noite para o dia, foram muitos anos até que o Cristianismo tivesse uma identidade própria. Com toda certeza a comunidade vivia esse dilema: abrir-se totalmente para a Plenitude que é Jesus ressuscitado e a novidade do evangelho, ou manter a raiz em Israel, seguindo a Lei de Moisés?
Hoje entendemos a importância e o valor do Antigo Testamento, caminho seguro percorrido pelos Santos Homens e pelo Povo de Deus, para se chegar a Jesus Cristo, desta forma nada se pode acrescentar e nem diminuir neste legado de Fé da Antiga Aliança, o Novo Testamento ilumina o Antigo e o Antigo ilumina o Novo, pensar que a História da Salvação tem o seu início na Encarnação do Verbo, e desprezar a experiência de Fé de todos os que nos antecederam, seria o mesmo que destruir o alicerce, as vigas mestras de uma construção, onde o Edifício virá abaixo…
Diácono José da Cruz

(11.4) – NÃO PENSEIS QUE VIM ABOLIR A LEI E OS PROFETAS
O breve texto evangélico de hoje é fundamental para determinar a atitude Jesus e da Igreja primitiva a respeito da antiga lei mosaica. É este uns dos temas mais difíceis da teologia do Novo Testamento. Os teólogos e moralistas do tempo de Jesus (os sacerdotes e os escribas), assim como os leigos piedosos (os fariseus), tinham feito da lei uma coisa absoluta, um compêndio de toda a sabedoria humana e divina, uma revelação definitiva do próprio Deus e um guia completo e seguro de conduta, dotada de capacidade salvadora para o homem.
A maior parte dos membros da primeira comunidade cristã vinham do judaísmo e eram herdeiros dessa visão totalizante da lei. Foi necessário um doloroso processo de revisão de atitudes e avaliações para entender a passagem da antiga para a nova Lei e Aliança em Cristo. As Cartas de São Paulo e a Carta aos Hebreus, por exemplo, são testemunhas dos difíceis passos desse desenvolvimento.
Era muito importante esclarecer a atitude de Jesus perante a lei mosaica. A isso responde o Evangelho de hoje. Nele Jesus começa afirmando: “Não penseis que vim abolir a lei ou os profetas; não vim abolir, mas dar-lhes pleno cumprimento”. Entra aqui em jogo um conceito básico no Evangelho de São Mateus: o cumprimento em Cristo de tudo o que está escrito na “lei e nos profetas”, a expressão que resume o Antigo Testamento. Toda lei antiga tinha valor de profecia, cujo cumprimento se verifica em Cristo, uma vez chegada a plenitude dos tempos messiânicos e escatológicos inaugurados na Sua Pessoa e mensagem. É assim que Jesus Cristo eleva a antiga lei mosaica e todo o Antigo Testamento a uma perfeição de plenitude.
Jesus não vem destruir a lei mosaica, efetivamente; mas também não veio consagrá-la como intangível – assim a entendiam os escribas e fariseus – o Senhor, antes, veio dar-lhe com os Seus ensinamentos e conduta pessoal um alcance novo e definitivo no qual se realiza em plenitude a finalidade que a lei pretendia. São Paulo afirma expressamente: “O fim da lei é Cristo, para justificação de todo o que crê”.
Padre Pacheco

(16.) – NÃO PENSEIS QUE VIM ABOLIR A LEI E OS PROFETAS, MAS PARA CUMPRIR
Hoje em dia há muito respeito pelas distintas religiões. Todas elas expressam a busca da transcendência por parte do homem, a busca do além, das realidades eternas. No entanto, no cristianismo, que afunda suas raízes no judaísmo, esse fenômeno é inverso: é Deus quem procura o homem.
Como lembrou João Paulo II, Deus deseja se aproximar do homem, Deus quer dirigir-lhe suas palavras, mostrar-lhe o seu rosto porque procura a intimidade com ele. Isto se faz realidade no povo de Israel, povo escolhido por Deus para receber suas palavras. Essa é a experiência que tem Moisés quando diz: «Pois qual é a grande nação que tem deuses tão próximos como o SENHOR nosso Deus, sempre que o invocamos?» (Dt 4, 7). E, ainda, o salmista canta que Deus «Anuncia a Jacó a sua palavra, seus estatutos e suas normas a Israel. Não fez assim com nenhum outro povo, aos outros não revelou seus preceitos. Aleluia!» (Sal 147, 19-20).
Jesus, pois, com sua presença leva a cumprimento o desejo de Deus de aproximar-se do homem. Por isto diz que: «Não penseis que vim abolir a Lei e os Profetas. Não vim para abolir, mas para cumprir» (Mt 5, 17). Vem a enriquecê-los, a iluminá-los para que os homens conheçam o verdadeiro rosto de Deus e possam entrar na intimidade com Ele.
Neste sentido, menosprezar as indicações de Deus, por insignificantes que sejam, comporta um conhecimento raquítico de Deus e, por isso, um será tido por pequeno no Reino dos Céus. E é que, como dizia São Teófilo de Antioquia, «Deus é visto pelos que podem ver-lhe, só precisam ter abertos os olhos do espírito (…), mas alguns homens os têm empanados».
Aspiremos, pois, na oração seguir com grande fidelidade todas as indicações do Senhor. Assim, chegaremos a uma grande intimidade com Ele e, portanto, seremos tidos por grandes no Reino dos Céus.
Rev. D. Vicenç GUINOT i Gómez

COMEMORA-SE NO DIA 11/Mar

(5) – SANTOS RUFO E ZÓZIMO
Segundo o Martirológio Romano Rufo e São Zózimo estiveram entre os discípulos que fundaram a primitiva Igreja de Filipos, entre os judeus e os gregos. Eles pertenciam ao número dos discípulos do Senhor.
Filipos era cidade célebre da Macedônia, nos limites com a Trácia. A composição étnica da comunidade cristã era majoritariamente ex-pagã, enquanto os provenientes do judaísmo eram minoria. O cristianismo fora levado aos filipenses pelo próprio São Paulo: era a primeira comunidade por ele fundada em solo europeu, e talvez também por isso a comunidade dos filipenses esteve sempre mais perto do seu coração, como mostram as várias expressões da carta que São Paulo lhes escreveu da prisão romana, ou com maior probabilidade de uma prisão de Éfeso.
Conta-se que esses dois mártires estavam na companhia de São Paulo e Santo Inácio quando fundaram a primitiva Igreja entre os judeus e gregos, em Filipos, na Macedônia. Nada mais sabemos de suas biografias.
São Policarpo, passando por Filipos, a caminho do martírio, assim exortou os cristãos daquela comunidade: “Exorto-vos a buscar a paciência, virtude que tendes visto em Rufo e Zózimo e nos outros apóstolos. Estejam certos que eles não têm corrido em vão, mas na justiça acompanham os passos de Senhor Jesus. Eles não amam o século presente, mas somente aquele que por nós morreu e ressuscitou”.
São Rufo e Zózimo provavelmente sofreram martírio entre o ano de 107 e o ano 118, em Filipos, na Macedônia.
Reflexão:
Começar nem sempre é fácil. É preciso ter ousadia e coragem para dar os primeiros passos e avançar rumo aos nossos objetivos. Assim aconteceu com a Igreja. Foi a ousadia dos apóstolos e dos seus sucessores que possibilitou o crescimento da Igreja e a expansão da fé. Os santos de hoje, Rufo e Zózimo, foram dois grandes apaixonados pela fé em Cristo Jesus e por ele doaram suas vidas, abraçando o martírio. Esse gesto extremo de fidelidade os colocou na glória dos santos. Quando celebramos santos mártires nós somos convidados a olhar nossa própria vida e perceber qual o grau de nossa fidelidade ao projeto de Jesus.
Será que estamos realmente comprometidos com a construção do Reino de Deus?
Padre Evaldo César de Souza

(6.1) – SÃO CONSTANTINO
Constantino faz parte da heróica história do cristianismo na Escócia. Ele era rei da Cornualha, pequena região da Inglaterra e se casou com a filha do rei da Bretanha. Depois se tornou o maior evangelizador de sua pátria e o responsável pela conversão do país.
O rei Constantino não foi um governante justo, até sua conversão. No início da vida cometeu sacrilégios e até assassinatos, em sua terra natal. Para ficar livre de cobranças na vida particular, divorciou-se da esposa. Foram muitos anos de vida mundana, envolvido em crimes e pecados. Mas quando soube da morte de sua ex-esposa, foi tocado pela graça tão profundamente que decidiu transformar sua vida. Primeiro abriu mão do trono em favor de seu filho, depois se converteu, recebendo o batismo. Em seguida se isolou no mosteiro de São Mócuda, na Irlanda, onde trabalhou por sete anos, executando as tarefas mais difíceis, no mais absoluto silêncio.
Os ensinamentos de Columbano, que também é celebrado pela Igreja, e que nesse período estava na região em missão apostólica, o levaram a se ordenar sacerdote. Assim, partiu para evangelizar junto com Columbano, e empregou a coragem que possuía, desde a época em que era rei, para a conversão do seu povo. As atitudes de Constantino passaram a significar um pouco de luz no período obscuro da Idade Média.
A Inglaterra e a Irlanda, naquela época, viviam já seus dias de conversão, graças ao trabalho missionário de Patrício, que se tornou mártir e santo pela Igreja, e outros religiosos. Constantino que recebera orientação espiritual de Columbano não usava os mantos ricos dos reis e sim o hábito simples e humilde dos padres. Lutou bravamente pelo cristianismo, pregou, converteu, fundou vários conventos, construiu igrejas e, assim, seu trabalho deu muitos frutos. Sua terra, antes conhecida como “o país dos Pitti”, assumiu o nome de Escócia, que até então pertencia a Irlanda.
Porém, antes de se tornar um estado católico, a Escócia viu Constantino ser martirizado. Foi justamente lá que, quando pregava em uma praça pública, um pagão o atacou brutalmente, amputando-lhe o braço direito, o que causou uma hemorragia tão profunda que o sacerdote esvaiu-se em sangue até morrer, não sem antes abraçar e abençoar a cada um de seus seguidores. Morreu no dia 11 de março de 598, e se tornou o primeiro mártir escocês.
O seu culto correu rápido entre os cristãos de língua anglo-saxônica, atingiu a Europa e se propagou por todo o mundo cristão, ocidental e oriental. Sua veneração litúrgica foi marcada para o dia de seu martírio.

(6.2) – SANTO EULÓGIO
Eulógio talvez seja a vítima mais célebre da invasão da Espanha pelos árabes vindos da África ao longo dos séculos VIII ao XIII. Entretanto, inicialmente todos os cristãos espanhóis não eram candidatos ao martírio ou à escravidão e os Califas não eram tidos como intolerantes e sanguinários. Ao contrário, a Espanha gozava, sob a dominação dos árabes, longos períodos de paz e de benesses, determinantes para o desenvolvimento de um alto padrão de civilização, diferente do concedido pela dominação dos romanos.
Também na religião, eles pareciam tolerantes. Não combatiam o Cristianismo, mas o mantinham na sombra e abafado, sem força para se difundir, para fazer progressos, para que não entrasse em polêmica com a religião do Estado, ou seja, a muçulmana. Desejavam um Cristianismo adormecido.
Mas os católicos da Espanha não se submeteram aos desejos dos árabes. E não por provocação aos muçulmanos, mas porque a sua fé, vivida com coerência, não podia se apagar pela renúncia e pelo silêncio. Também Eulógio, nascido em Córdoba de uma família da nobreza da cidade, foi um desses cristãos íntegros. Ele era sacerdote de Córdoba quando a perseguição aos cristãos começou e já era famoso pela cultura e atuação social audaciosa, ao mesmo tempo em que trabalhava com humildade junto aos pobres e necessitados. Formado na Universidade de Córdoba, muito requisitada na época, ele lecionava numa escola pública e se reciclava visitando dezenas de museus, mosteiros e centros de estudos.
Escrevia muito, como por exemplo os livros: “Memorial” e “Apologia”, nos quais fez uma contundente análise da religião muçulmana confrontada com a cristã, pregando a verdade que é a liberdade pela fé em Cristo. Essa defesa da fé e dos fiéis ele apregoava na escola pública onde lecionava bem como nos conventos e igrejas que visitava, aprimorando os preceitos do cristianismo aos fiéis e às pessoas que o escutavam, conseguindo milhares de conversões.
Por isso, e por assistir aos cristãos presos, os quais amparava na fé, o valoroso padre espanhol irritou as autoridades árabes que, apesar do respeito que tinham por ele, mandaram prendê-lo. Baseado no que ocorria nos calabouços, onde eram jogados os cristãos antes da execução da pena de morte, escreveu a “História dos Mártires da Espanha”. Uma obra que registrou para a posteridade o martírio de pessoas cujo único crime era manter sua convicção na fé em Cristo.
Depois, libertado graças à influência de familiares e autoridades locais, voltou a atuar com a mesma força. Falecido o bispo de Córdoba, Eulógio foi nomeado para o cargo. Passou então a ser considerado líder da resistência aos muçulmanos e, quando conseguiu converter a filha de um influente chefe árabe, a paciência dos islâmicos chegou ao fim. Eulógio, foi novamente processado, preso e, desta vez, condenado à morte.
Sua execução se deu no dia 11 de março de 859. Data que a Igreja manteve para sua festa, já muito antiga para os cristãos espanhóis e os da África do Norte, depois estendida para todos os cristãos, pela tradição de sua veneração.

(10.1) – SÃO RAMIRO
Mártir da Espanha. Viveu no século sexto. Serviu como Prior no Monastério de São Cláudio em Leon, onde todos os monges foram massacrados pelos Visigodos enquanto cantavam o Credo de Niceia no coro da igreja da Abadia. São Ramiro foi martirizado dois dias depois de seu abade, São Vicente, ter sido martirizado, no ano de 555.

(10.2) – BEATO JOÃO BAPTISTA DE FABRIANO
Nasceu em Fabriano, na nobre família Righi, por volta de 1470. João viveu a espiritualidade cristã no seio da família, num ambiente verdadeiramente medieval. Professou na ordem franciscana e viveu no convento de Forano; mais tarde, para alcançar maior perfeição, fez-se eremita numa gruta chamada «La Romita», em Massaccio. Viveu na penitência e na austeridade, rezando, lendo os Padres da Igreja e entregando-se às pessoas com quem contatava. Morreu em 1539 e está sepultado na igreja franciscana de S. Tiago della Romita em Ancona, onde é venerado.

NINGUÉM AMA O QUE NÃO CONHECE

CELEBRAÇÃO DE HOJE

III SEMANA DA QUARESMA
(ROXO – OFÍCIO DO DIA)

RITOS INICIAIS

Monição Ambiental ou Comentário Inicial
Os dois testamentos formam uma unidade indissolúvel, porque apresentam todo o plano da salvação. A lei contida nos dois revela-se expressão concreta do amor de Deus para com seu povo.

Antífona da entrada
Orientai meus passos, Senhor, segundo a vossa palavra, e que o mal não domine sobre mim! (Sl 118, 133)

Oração do Dia ou Oração da Coleta
Ó Deus de bondade, concedei que, formados ela observância da Quaresma e nutridos por vossa palavra, saibamos mortificar-nos para vos servir com fervor, sempre unânimes na oração. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, Vosso Filho, na unidade do Espírito Santo.

LITURGIA DA PALAVRA

Monição para a(s) Leitura(s)
Não deixemos escapar do coração nada do que nos é ensinado acerca da lei de Deus, transmitida ao povo por Moisés e cumprida plenamente por Jesus.

Monição ou Antífona do Evangelho
Glória a Cristo, palavra eterna do Pai, que é amor!
Senhor, tuas palavras são espírito, são vida; só tu tens palavras de vida eterna! (Jo 6, 63.68).

Oração Universal ou Oração dos Fiéis
AS:
Deus Pai, ouvi-nos e atendei-nos.
1. Iluminai, Senhor, nosso coração e nossa mente, para que vivamos com intensidade o mistério pascal.
2. Inspirai aos legisladores leis que coíbam a corrupção e promovam a fraternidade e a democracia.
3. Orientai-nos para o exercício da cidadania e o respeito às leis justas que edificam a sociedade.
4. Dai-nos ser compreensivos com os jovens e comprometidos com as pessoas necessitadas.
5. Cumulai de força e coragem os missionários que levam a palavra de Deus aos povos.

LITURGIA EUCARÍSTICA

Oração sobre as Oferendas
Recebei, ó Deus, com estas oferendas, as preces do vosso povo, e a nós, que celebramos estes mistérios, defendei-nos de todos os perigos. Por Cristo, nosso Senhor.

Antífona da Comunhão
Vós me ensinareis, Senhor, o caminho da vida: perfeita é a alegria em vossa presença (Sl 15, 11).

Oração depois da Comunhão
Santifique-nos, ó Deus, esta mesa celeste da qual participamos para que, purificando-nos de todo erro, ela nos torne dignos das vossas promessas. Por Cristo, nosso Senhor.

RITOS FINAIS OU RITOS DE ENCERRAMENTO

Ide em Paz!

FONTES DE CONSULTAS E PESQUISAS

Vamos expor a seguir de onde pertencem os textos que nos preenchem todos os dias, nos dando um caminho com mais sabedoria, simplicidade e amor.

FONTE PRINCIPAL DE PESQUISA E INSPIRAÇÃO
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FONTE DE CONSULTA LITÚRGICA
IGMR (INSTRUÇÃO GERAL DO MISSAL ROMANO – 1ª EDIÇÃO / 2008)
IGMR

REFLITA

O importante não é a pessoa que escreve, mas quem foi que inspirou essa pessoa a escrever.
O importante não é como se lê o que está escrito, mas como se age.
O importante não é sentar-se à direita ou a esquerda do Pai, mas sim, realizar o trabalho que Ele nos pede.
Ter conhecimento não é ter sabedoria, sabedoria é ter discernimento e saber compartilhar o conhecimento.

FONTES DE ORIENTAÇÕES E PESQUISAS DAS REFLEXÕES, ORAÇÕES E COMEMORAÇÕES

(1.1) – Blog Liturgia Diária da Palavra de Deus (Reflexões e Comentários);
(1.2) – Periódico Mensal: Liturgia Diária (Editoras Paulinas e Paulus);
(1.3) – Periódico Mensal: Deus Conosco (Editora Santuário);
(1.4) – Portal CNBB (A Palavra de Deus na Vida);
(5) – Portal Editora Santuário;
(6) – Portal Editora Paulinas;
(7) – Portal e Blog Canção Nova;
(8) – Portal Dom Total;
(9) – Portal Edições Loyola Jesuítas;
(10) – Portal Evangelho Quotidiano;
(11) – Blog Liturgia Diária Comentada;
(13) – Portal Catequisar: Catequese Católica;
(14) – Portal Comunidade Católica Nova Aliança;
(15) – Portal Fraternidade O Caminho;
(16) – Portal Evangeli.net;
(17) – Portal Padre Marcelo Rossi;
(18) – Um Novo Caminho;
(19) – Portal Dom Total: Roteiro Homilético;
(20) – Portal de Catequese Católica;
(21) – Blog Homilia Dominical;
(22) – Portal NPD Brasil;
(23) – Portal Canção Nova: Música;
(24) – Portal Editora Paulus;
(25) – Portal Católica Net;
(26) – Portal Católico Orante;
(27) – Rádio Catedral FM 106,7: Liturgia Diária;
(28) – Portal Comunidade Resgate;
(29) – Portal Católico na Net.

MENSAGEM PARA VOCÊ E PARA MIM MESMO

Mais vale o desconforto da VERDADE, do que a comodidade da MENTIRA.
E usando a essência da Oração da Serenidade, devo orar:

Ó meu Deus e Senhor, Pai de misericórdia e Salvação,
que em seu Filho Jesus perdoou os nossos pecados,
e com o seu Santo Espírito, paráclito nesse nosso mundo que caminha conosco,
apenas em Ti posso almejar a vida eterna, socorre-me e ouvi-me:
Se o ERRO está em mim, que DEUS possa me dar a HUMILDADE de aceitar que estou errado.
Que Jesus me dê a SERENIDADE, para aceitar que tem coisas que não posso mudar.
E que o Espírito Santo me dê a CORAGEM, suficiente para mudar aquelas coisas que dependem de mim, mesmo que sejam difíceis.

E para complementar os alicerces de orações da minha vida, faço como o santo Tomás de Aquino:

“Concede-me, Deus misericordioso, que deseje com ardor o que tu aprovas, que o procure com prudência, que o reconheça em verdade, que o cumpra na perfeição, para louvor e glória do teu nome.
Põe ordem na minha vida, ó meu Deus, e permite-me que conheça o que tu queres que eu faça, concede-me que o cumpra como é necessário e como é útil para a minha alma.
Concede-me, Senhor meu Deus, que não me perca no meio da prosperidade nem da adversidade; não deixes que a adversidade me deprima, nem que a prosperidade me exalte.
Que nada me alegre ou me entristeça para além do que conduz a ti.”

Viver CORRETO e falar a VERDADE hoje são tão difíceis quanto na época de Jesus, pois é muito mais fácil aceitar a MENTIRA e fazer o ERRADO.
Viver no CAMINHO, VERDADE E VIDA, que é o próprio Cristo Jesus, tem que ser uma caminhada diária.
O futuro é desejo e pensamento.
O passado é aprendizado e lembrança.
O hoje é realidade, isso quer dizer: CRISTO.

Meus amigos(as) de coração, meus irmãos(ãs) na fé em Cristo Jesus, lembrem-se:
“Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”
“Não julgues para não seres julgados.”
“A quem é muito dado, muito será cobrado.”

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